Fórum dos Leitores

NOVO MINISTRO DO STF

O Estado de S.Paulo

25 Maio 2013 | 02h05

Escolha aplaudida

A indicação do advogado Luís Roberto Barroso como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi bem acolhida, particularmente pela magistratura e por representantes das entidades ligadas aos diretos humanos. O novo ministro, indicado pela presidente Dilma Rousseff, poderá rever o mensalão petista e vai relatar o caso tucano mineiro. A Ação Penal 470, conhecida como mensalão, só foi possível pela atuação dos procuradores-gerais da República Antonio Fernando de Souza e Roberto Gurgel, indicados por Lula e Dilma, respectivamente. Dos 11 ministros do STF que a julgaram, 8 foram indicados por Lula e Dilma. É bom lembrar que o presidente Fernando Henrique Cardoso foi responsável pela indicação de Geraldo Brindeiro como procurador-geral, o qual engavetou mais de 500 ações penais, como a da "compra de votos para a reeleição". Brindeiro ficou conhecido como "engavetador-geral da República".

WILSON HADDAD

wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

CENSURA AO 'ESTADÃO'

Insuportável

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) manteve a decisão de 2009 que proíbe a veiculação de notícias sobre Fernando Sarney decorrentes da Operação Faktor (ex-Boi Barrica) da Polícia Federal. Assim, completa o decisório censurador quatro anos em julho próximo, continuando o Estadão manietado e sufocado pela Justiça, impedindo que a Nação conheça fatos importantes sobre a família Sarney. Vale ressaltar que o desembargador prolator da decisão monocrática, Dácio Vieira, trabalhou com José Sarney no Senado da República, sendo amigo da família, como comprovou o jornal por meio de fotos publicadas. O novo julgamento, obviamente em solidariedade a Dácio Vieira, causa revolta e indignação a todos os brasileiros que prestigiam a liberdade de imprensa, especialmente num momento em que desejam arrolhá-la com a desculpa de "controle social da mídia", mas com o objetivo certo de atingir o conteúdo das publicações. Entretanto, resta aguardar para ver se a instância superior vai desmontar a demonstração de desamor à liberdade e de homenagem ao coleguismo e ao corporativismo.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Preocupante

Na condição de presidente da Academia Paulista de Letras Jurídicas, manifesto minha preocupação com a decisão do TJ-DF que manteve a censura ao jornal O Estado de S. Paulo. A censura prévia atenta contra os princípios que regem o Estado Democrático de Direito. Ademais, temas de tamanha relevância não deveriam tramitar em segredo de Justiça.

RUY M. ALTENFELDER SILVA

apljuridicas@hotmail.com

São Paulo

RUY MESQUITA

Condolências

O Estado recebeu e agradece as condolências pelo falecimento do dr. Ruy Mesquita de Abram Szajman (Fecomercio-SP), Agostinho Rocha (Unisys Brasil), Alcides Lopes Tápias, Alex Ribeiro, Alexandre Barros, AlmapBBDO, Almir Pazzianotto Pinto, Altino João de Barros (WMcCann), Amarildo Ometto Alves e família, Ana Elisa e Paulo Setubal, Ana Maria e Luiz Fernando Furlan, Antonio Carlos Mendes Thame e família, Antonio Julio Junqueira de Queiroz, Antonio Salvador Silva (Grupo CDI), Arthur Virgílio Neto (prefeito de Manaus), Artur Péricles (Jornal Arcadas), Barros Munhoz (deputado estadual), Basilio Jafet (Fiabci/Brasi), Beatriz Abreu, Beatriz Pereira de Queiroz Paranaguá, Britaldo Soares (AES Brasil), Caio Carmona Cesar Portugal (Aelo), cardeal Claudio Hummes, Carlos Alberto Reis de Paula (presidente do TST), Cecília e João Amorim de Souza Filho, Celso Amorim (ministro da Defesa), Cesario Ramalho da Silva (Sociedade Rural Brasileira), Cid Heraclito de Queiroz, Claudio Bernardes (Secovi-SP), Claudio e Fernando Lottenberg (Confederação Israelita do Brasil), Cremilda Medina, Dado Pimenta, Dalton Silvano (vereador), Danilo Santos de Miranda (Sesc-SP), David e Daniel Feffer, Donna Hrinak (Boeing do Brasil), Dorival Dourado (Boa Vista Serviços), Dulce Maria de Almeida Prado, Edgard e Milena Jafet, Editora Moderna, Edson Simões (TCM-SP), Eduardo Sampaio Nardelii (Asbea), Elizabeth de Carvalhaes (Bracelpa), Enéas Pestana (Grupo Pão de Açúcar), Fabio Mortara (Abigraf), Flávio Prando, Fernando Costa (Uniesp), Fernando Trevisan, Flávio Decat (Furnas), Francisco Regis Nara Perez (Câmara de Valores Imobiliários-SP), Gary Pruitt, Brian Hopman, Brad Brokks e Analidia Gresenberg (Associated Press), Gastão Carqueira do Val, Geraldo Holanda Cavalcanti (Academia Brasileira de Letras), Geraldo Perret, Gerson Mendonça Neto, Graziele do Val (Comunicação Assessoria de Imprensa), Grupo Suzano, Guga e Ana Maria Valente, Guido Mantega (ministro da Fazenda), Henrique Alves (presidente da Câmara dos Deputados), Henry Maksoud, Henry Maksoud Neto e famílias, Igor Waltz (ABI), Inocêncio Oliveira (deputado federal), Jean Gaspar (liga do Desporto), João Roberto Marinho e família, José Antonio Dias Toffoli (ministro do STF), Josué Christiano Gomes da Silva, Laodse Denis de Abreu Duarte e família, Leonardo Ogolini (ACSP-Santo Amaro), Luiz Carlos Lisboa, Luiz Marinho (prefeito de São Bernardo do Campo), Luizinha, Luiz Gastão Paes de Barros Leães e filhos, Manuel Alceu Affonso Ferreira, Marco Antonio Bologna (TAM), Marcos da Costa (OAB-SP), Marcos Jank, Maria José Volpe Arouca e Marisia Donatelli (Associação Cristã de Moços), Mario Ernesto Humberg (CL-A Comunicações), Martha Annes Dias Thompson Motta, Maurilio Biagi Filho, Marilza Vieira Cunha Rudge (Unesp), Marion Green (Associação Brasileira de Propaganda), Martus Tavares, Miguel Fazanella Filho, Milton F. Rego (Fiat Industrial Latin America), Mino Carta, Mitsubishi Motors do Brasil, Murilo Portugal (Febraban e Fenaban), Natura Cosméticos, Octavio Aronis, Paulo Nathanael (Associação Paulista de Educação), Paulo Queiroz e Alcir Leite (DDB Brasil Publicidade), Paulo Skaf (Fiesp), Pedro Melo (KPMG do Brasil), Pedro Rodrigues, Reitoria da PUC-SP, Reis Velloso, Ricardo Sá (Luz Publicidade), Rinaldo Gama, Rogério Medeiros Garcia de Lima (desembargador, TJ-MG), Rogério Pinto Coelho Amato (Facesp e ACSP), Romeu Chap Chap, Rui Pedro de Moraes Nazarian (Sindilojas-SP), Ruy Martins Altenfelder, Sabine Lovatelli (Mozarteum Brasileiro), Selma Pantel (Banco Fator), Sergio Fausto, Sergio Machado (Transpetro), Sociedade de Cultura Artística, Tasso Jereissatti, Teresa e Julio Neves, The Boston Consulting Group, Wagner Pinheiro de Oliveira (Correios) e Walter Sigollo (CRA-SP).

CORREÇÃO

No editorial O tsunami continua, publicado ontem, onde se lê "segundo o Fomc anunciara, essas operações poderiam ser aumentadas", deveria estar escrito "aumentadas ou diminuídas".

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O NOVO MINISTRO E O MENSALÃO

A indicação do jurista Luís Roberto Barroso, professor de Direito Constitucional, com nome ventilado para o Supremo Tribunal Federal (STF) desde a época de FHC, é considerado moderno e bastante ventilado. Entretanto, encontra-se em julgamento também, pelo povo deste país, o resultado do mensalão. E ele pode ser alterado pelo novo ministro, o que seria péssimo para a nossa Suprema Corte. Depois irão criticar a imprensa. A redução das penas poderá ser notável, o que praticamente libertará todos os réus, alterando o cerne do julgamento e todo o trabalho dos ilustres ministros votantes anteriormente, como é o caso de Joaquim Barbosa, Celso de Mello, Marco Aurélio Melo, Ayres Brito e outros. É esperar para ver.

 

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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O DEFENSOR DE BATTISTI

Uma lembrança para os leitores do "Fórum": Luís Roberto Barreto, defensor e vitorioso na não extradição do assassino esquerdista italiano Cesare Battisti, foi o nome escolhido pela presidente Dilma Rousseff para ser o novo ministro do Supremo Tribunal Federal. Estou começando a ficar com medo dos Poderes da República.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

 

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ILÓGICO

Não entendi as qualificações emprestadas ao novo ministro, indicado pelo senhor Lula. Moderno, porque representa esperança de salvação para os mensaleiros; progressista, porque defendeu o criminoso italiano; e humanista, porque defendeu pesquisas com células-tronco embrionárias e interrupção de gravidez em caso de anencefalia. Onde está a lógica dessa escolha?!

 

Carlos Rolim Affonso profrolim@globo.com

São Paulo

 

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BÊNÇÃO

É muito estranho, o Brasil chama de progressista os que defendem o governo e suas "picaretagens" ou se for de esquerda, quando na verdade é ao contrário, o progressista de verdade é um liberal, democrata, avesso ao Estado pesado e favorável ao progresso, como o próprio nome diz. Que Deus abençoe o dr. Luís Roberto Barroso, que terá poder de mudar os rumos dos bandidos do mensalão. Que ele queira ficar para a história como um dos que ajudaram a dizimar a corrupção no Brasil, e não apenas mais um "chave de cadeia" que aproveita as brechas da lei e o poder momentâneo para ser mais um rato do poder.

Roberto Moreira Da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

 

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DO MESMO BARRO?

"Advogados que defenderam réus do mensalão demonstraram confiança no ministro. Um deles disse confiar que o perfil técnico de Barroso servirá para corrigir ‘erros’ do STF na condenação de parte dos réus por crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha." Foi a notícia de ontem no "Estadão". Estaria tudo armado desde o segundo mandato do Lula? Lula não nomeou o atual indicado à vaga no STF, Barroso, contando com a possibilidade de tê-lo no STF por indicação da atual presidente. Imagino a alegria dos quadrilheiros do mensalão, ao verem o tempo passar a seu favor. Difícil nos é acreditar que tudo tenha sido uma encenação. Mas nada é impossível neste país, mormente quando interesses políticos ainda não confessados ou suspeitados, a não ser pelos que sabem da história desde 1964, começam a deixar a ficção e o delírio, para se tornar realidade. A verdade que a Comissão procura parece se tornar mais visível do que se imaginava. Vamos aguardar!

 

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

 

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ESPERANÇA

Luiz Roberto Barroso é a esperança de Lula e José Dirceu para cumprir o vaticínio do ex-presidente de que iria virar o jogo do mensalão. Afinal, Barroso foi defensor do assassino polivalente Cesare Battisti, que estava sob as asas protetoras de Lula. E hoje Battisti está livre, leve e solto, morando muito bem, obrigada, no litoral paulista. Coisa de burguês, de classe média, dona Marilena Chauí! Livres de condenação é como também querem ficar Dirceu, Genoíno, João Paulo Cunha "et caterva", e para isso contam com Barroso. Por suas posições ele é considerado progressista. Diante disso, eu quero mais é ser saudavelmente reacionária.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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AGORA VAI!

Até que enfim a presidenta Dilma Rousseff indicou um substituto para ocupar a vaga deixada pelo ministro Carlos Ayres Britto. Trata-se do senhor Luis Roberto Barroso. Agora Dilma empata com Lula. Cada um indicou quatro ministros para o STF. Isso deve significar alguma coisa, como se diz!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

 

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PIZZA

Certamente o sr. Luís Roberto Barroso deve ser ótimo advogado, mesmo porque um dos seus clientes foi o Cesare Battisti, aquele acusado pela Itália de ter assassinado 4 pessoas ao mando da máfia e não ter sido extraditado pelo nosso (des)governo, o qual não obedeceu as leis vigentes entre os dois países envolvidos. Também nos deixa receosos que este nobre advogado tenha sido indicado pelo apedeuta Lula da Silva, que, por sua vez, está sendo acusado por Marcos Valério de ter pleno conhecimento do "mensalão", bem como, por outro lado, também ser o criador da Dona Rose, sua amiga íntima, que chefiava o escritório da Presidência em São Paulo e está envolvida até o pescoço no escândalo que ficou conhecido como Rosegate. Portanto, em face dessa indicação, já estou sentido o cheiro da pizza enorme que está assando lá em Brasília, para inocentar os petralhas que foram responsáveis pelo mensalão e condenados, até agora, pelo STF. Acorda, Brasil!

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

 

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13 VOTOS

Nem precisaríamos consultar um médium para saber que o novo ministro do STF, Luís Roberto Barroso, tem alta estima pelo PT e que seu coração bate em ressonância com todos os mensaleiros. Só o fato de ter sido advogado de Cesare Battisti nos indica seu norte. Só por isso o julgamento do mensalão sai da esfera constitucional, para a passional, demagógica, ideológica e por que não, divida a pagar? Agora deu para entender por que "acórdão" andou a passo de cágado nesse ano e a conclusão já foi repassada para o segundo semestre. Mas fica uma pergunta: será que não valeu o voto dos ministros aposentados e agora o julgamento, em vez de 11, terá 13 (número simbólico para o PT) ministros a dar o parecer? Isso é constitucional? A conferir...

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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MINISTRO E ADVOGADOS

Fumaça branca no Planalto. A presidenta Dilma Rousseff acaba de indicar o professor de Direito Constitucional e advogado Luís Roberto Barros para ocupar a vaga de ministro do egrégio STF deixada por Ayres Britto por ele preencher os requisitos constantes do art. 101 da Constituição. Porém a comunidade jurídica ligada aos Direitos Humanos esperava que os jornais estampassem em suas manchetes de capas outro título, tais como: Filho de catador de lixo é indicado por Dilma para ser o novo ministro do STF. Tanto o ex-ministro quanto o professor Luis são filhos da elite dominante do País. A presidenta Dilma perdeu uma excelente oportunidade de promover, filhos de catadores de lixo, de trabalhadores rurais, descendentes de ex-escravos, etc., para tentar equilibrar as forças junto ao STF. Se para ser ministro do STF basta o cidadão ter mais de 35 anos e menos de 65 anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada (art. 101 Constituição), por que, para ser advogado, o bacharel em Direito (advogado) tem de se submeter ao pernicioso famigerado caça-níqueis exame da OAB?

 

Vasco Vasconcelos vasco.vasconcelos@brturbo.com.br

Brasília

 

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JOAQUIM BARBOSA

"O Congresso é ineficiente e inteiramente dominado pelo Poder Executivo. Os partidos são de mentirinha, desprovidos de consistência doutrinária e querem o poder pelo poder." A que pese uma manifestação não recomendada a um presidente da mais alta instância do Poder Judiciário, Joaquim Barbosa é um dos poucos que ainda demonstram lucidez e, que não se acovardam ou se submetem para angariar privilégios e poderes pessoais. Acho mais que o "Estadão" deveria aplaudir do que criticar uma postura que se espera, mas, não se vê da nossa oposição, é muito chique, muito blasé, muito covarde, que vai continuar com medo do apedeuta. Cooptar adeptos ao seu regime para melhor governar é obrigação da presidente; aderir por interesse pessoal e, não daqueles que representa por voto é traição, é mau caráter.

 

Ricardo Nobrega cnc.eng@terra.com.br

São Paulo

 

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SOPA INDIGESTA

Com muita propriedade, mas em local público, portanto inadequado para exposições pessoais, mas com a sinceridade que lhe é peculiar, o ministro Joaquim Barbosa classificou o Congresso como uma instituição formada por partidos de mentirinha. Eu diria mais, os partidos que compõem o atual Congresso Nacional não passam de uma sopa de letrinhas, e bem indigesta, por sinal.

Albert Henry Hornett hornettalbert@hotmail.com

São Paulo

 

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VERDADES

Ministro Joaquim Barbosa, preserve o seu lugar e mantenha o enorme prestígio ganhado e merecido, por ocasião do mensalão. Tudo o que o senhor disser de verdades sobre as nossas instituições estará contribuindo para o jogo dos petralhas, que há dez anos estão tentando destruir, de todas as maneiras, a nossa frágil República!

 

Eduardo Augusto de Campos Pires eacpires@terra.com.br

São Paulo

 

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POLÍTICA

O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) precisa saber que o pensamento de todos os brasileiros honestos, trabalhadores e cultivadores do caráter e da correta educação dos filhos, é exatamente igual ao do presidente do STF, Joaquim Barbosa, com relação à classe política brasileira - que os partidos são de "mentirinha" e o Legislativo "se notabiliza por sua ineficiência e incapacidade de deliberar". Decerto que Joaquim Barbosa fez uma dissertação como professor e acadêmico ao ministrar aula de Direito Constitucional a jovens estudantes de uma faculdade de Direito em Brasília, não podendo se furtar aos questionamentos dos alunos em um momento em que a classe política brasileira não merece melhores adjetivos, senão os de "ineficiente, sem preocupação programática e totalmente dominado pelo Executivo". Eu acrescento que esta classe - aí incluindo o Executivo - nos últimos anos vem dilacerando a alma da democracia brasileira e exterminando o futuro da Nação com políticas públicas irresponsáveis e inconsequentes. Tal assertiva nos remete ao perverso boato que circulou no fim de semana passado sobre a suspensão do Bolsa Família - política de distribuição de renda que se tornou o maior golpe eleitoral de compra de votos legalizado do mundo (ressuscitou do coronelismo o malfadado voto de cabresto). Na realidade, o Bolsa-Família deveria, na sua acepção - com a emancipação das famílias que recebem o benefício e vão saindo da pobreza também através da inserção na educação e consequente profissionalização -, ter prazo de validade e ser encerrado gradativamente, com vantagens refletidas em duas vértices: famílias inseridas no mercado de trabalho com emprego e renda e, claro, capacitadas para escolherem - sem cabresto - seus representantes nas esferas políticas (e é isso que políticos corruptos não querem jamais); e o País poder aplicar melhor o dinheiro do programa em políticas públicas na educação e na saúde. Caso contrário, pelo tumulto que se viu em vários Estados do Nordeste, com milhares de pessoas (longe de serem miseráveis) provocando onda de filas e saques, com o pífio crescimento do País (menos de 1% ao ano), a realidade da economia brasileira de fachada vir à tona e a mina secar, será o caos. Podem apostar, porque o ensaio do último fim de semana foi dantesco e aterrorizador.

 

José Eduardo Victor je.victor@estadao.com.br

Jaú

 

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A LÍNGUA SOLTA DO MINISTRO

Simplesmente impecável o editorial "Falas irresponsáveis" (23/5, A3), que deu um verdadeiro puxão de orelha no ministro Joaquim Barbosa, que fez por merecer. Na minha opinião, o ministro Joaquim Barbosa deveria falar apenas nos autos durante o exercício de seu cargo, e quando se aposentar, aí, sim, poderá dar palestras e usar todo o seu conhecimento para discutir o Brasil.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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‘FALAS IRRESPONSÁVEIS’

 

Quando uma pessoa diz o que disse, não se trata do que ela pensa, mas, sim, uma realidade inquestionável. Falar o que se pensa na concepção da palavra é dizer algo inimaginável ou impossível, o que se disse teve o peso que teve por vir de uma pessoa cuja palavra tem o crédito do código de ética, por ser quem é e que resulta numa posição positiva, pois quando alguém do "povo" diz, as palavras se vão ao vento.

 

Miguel Ribeiro da Silva mrsierra@ig.com.br

Jandira

 

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DECLARAÇÕES VERDADEIRAS

Uma das letras do genial cantor Belchior (cadê ele?) talvez seja a melhor resposta aos congressistas sentidos com as verdadeiras e corajosas declarações do ministro e presidente do STF, Joaquim Barbosa, ou seja, "não me peça que eu lhe faça uma canção como se deve correta, branca, suave muito limpa, muito leve sons, palavras, são navalhas e eu não posso cantar como convém sem querer ferir ninguém... Mas não se preocupe meu amigo com os horrores que eu lhe digo. Isso é somente uma canção. A vida realmente é diferente. Quer dizer! Ao vivo é muito pior...". A harmonia entre os poderes não é motivo para se escamotear as mazelas existentes e impedir que qualquer membro de um deles expresse sua opinião. Infelizmente, qualquer cidadão esclarecido sabe que "temos partidos de mentirinha. Nós não nos identificamos com partidos que nos representam no Congresso, nem tampouco esses partidos e seus líderes têm interesse em ter consistência programática ou ideológica. Querem o poder pelo poder".

 

Gabriel Fernandes gabbrieel@uol.com.br

Recife

 

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RUY MESQUITA

Gostaria de enviar minhas condolências à família do dr. Ruy Mesquita, enfim, à verdadeira família d’"O Estado de S. Paulo". Sou testemunha viva da decência, como homem, e do profissionalismo, como jornalista, do dr. Ruy Mesquita. Em 1999, foi publicado editorial ("Entre a cruz e a caldeirinha") em que foram feitos esclarecimentos em torno de erro de editorial anterior, envolvendo minha atuação como gestor público. De forma espontânea, nenhum jornal do mundo fez coisa semelhante, só "O Estado de S. Paulo", graças à iniciativa e à hombridade do dr. Ruy Mesquita. Deus o acolha e que sua memória permaneça entre nós.

 

José Pedro Camargo Rodrigues de Souza jose.camargo@mallet.adv.br

São Paulo

 

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UMA GRANDE PERDA

Quem pensa e se preocupa com o futuro deste nosso sofrido país se sensibilizou com a morte do dr. Ruy Mesquita. Perde toda a comunidade uma pessoa que nunca titubeou em defender os seus princípios e suas opiniões, mesmo sendo elas muitas vezes contrárias ao poder. Numa sociedade onde quase ninguém tem essa coragem, ele se destacou e defendeu a democracia e a retidão de pensamento e de atitudes, e voltou atrás quando percebeu que seu julgamento não estava certo, como no caso da revolução cubana. Quisera tivéssemos muito mais jornalistas e políticos com as características dele! É mesmo uma grande perda para todo o País, que ficou moralmente muito mais pobre.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

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AGRADECIMENTO

Vai consagrado e querido para os céus, missão cumprida cá, na Terra, entre nós, nossa democracia republicana. Trabalhei no "Estado", com Lacerda, pedaço honroso da minha vida. Foi toda uma história empolgante, iniciada na Cásper Líbero e, depois, continuada na "Tribuna da Imprensa", etc. Não só de lembranças de lutas, ação cívica, me lembro nesta hora. O Ruy, os Mesquita, foram guia, me incorporaram na luta por um Brasil melhor. Penso, hoje, no Cesar Costa citando Platão: "O agradecimento é o primeiro dever do homem".

 

Luiz Ernesto Kawall

São Paulo

 

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AS IDEIAS FICAM

Ruy Mesquita não morreu. Ficaram para sempre seus ensinamentos, sua dignidade, seu modo claro e correto de expor suas ideias na defesa do que é certo. Grande brasileiro, deixa-nos, leitores do "Estadão", órfãos.

 

Miguel Mohallem

São Paulo

 

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HOMENAGEM DE CHATÃO MINEIRO

Na Ilha Encantada, avisem ao moicano Fernão Lara Mesquita a nunca abandonar o sonho de observar as trajetórias dos patos selvagens, e vibrar com a precisão de suas flechas. Nunca deixe de admirar a posse do arco que seu pai tão bem ensinou-lhe a manejar.

 

Eduardo Gonsales de Ávila eduardogavila@ig.com.br

Barretos

 

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CONDOLÊNCIAS

Em nome da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e em meu próprio, manifesto profundo pesar pelo falecimento do jornalista Ruy Mesquita, cuja vida exemplar sempre esteve ligada à liberdade de imprensa, à democracia e à luta por um Brasil justo e republicano. O País perde um jornalista de escol e corajoso, que soube dar um impulso de modernidade à imprensa brasileira, em especial ao jornal "O Estado de S. Paulo". Apresento aos familiares e colaboradores do dr. Ruy minhas condolências.

 

José Maria Marin, presidente cbf@cbf.com.br

Rio de Janeiro

 

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PÊSAMES

Minhas condolências a Laura Maria Sampaio Mesquita, filhos e à "família Estadão" pelo passamento de Ruy Mesquita, um dos ícones da liberdade de expressão, um apaixonado pelo Brasil e um grande liberal. Fica o exemplo, ademais, de um publisher que deu o melhor de si pelo alto nível do noticiário internacional e que transformou o "Estado" no "veículo mais admirado do Brasil", segundo pesquisa de 2003 da Troiano Consultoria de Marca.

 

Gabriel Senador Kwak, Academia de Letras de Campos do Jordão senador.gabriel@gmail.com

São Paulo

 

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HOMENAGEM

Registro do que vale: na morte de Ruy Mesquita, neto do Júlio, o fundador, o jornal do qual era diretor de Opinião, trouxe o editorial principal de "Notas & Informações" em branco com o "ex-libris" do jornal centralizado. Ele partiu, que pena, mas a instituição que sempre defendeu fica. Eu e outros leitores percebemos e dividimos a bela, sincera e interessante homenagem. Parabéns.

 

Dijalma de Camargo dijalma13@yahoo.com.br

Sorocaba

 

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PESAR PELA MORTE DE RUY MESQUITA

A perda de Ruy Mesquita é irreparável para todos nós, brasileiros. Durante décadas ele foi uma sentinela sempre alerta a defender a liberdade de imprensa, a construir um jornalismo sério e responsável, a fazer um jornal que era a nossa própria voz, com palavras e uma filosofia de trabalho que representavam o nosso pensamento e as ideias dos cidadãos decentes e responsáveis deste país, desejosos de ver um Brasil maior, com conduta e práticas semelhantes às das nações de Primeiro Mundo. O dr. Ruy foi um guardião dos bons costumes, da lisura e da moral, servindo como exemplo para aqueles, de bom caráter, que podem seguir seus passos e aprender com o seu importante legado. Vai ser difícil conviver com a falta desta voz forte, de imensa personalidade. A mim, leitor assíduo do nosso querido "Estadão", como conforto, restará abraçar carinhosamente as edições do jornal, como se estivéssemos abraçando um ente querido, praticando este gesto em memória deste gigante brasileiro e desta extraordinária figura de inesquecível lembrança.

Alcides Mazzini cidmazzini@gmail.com

Araçatuba

 

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FIM DE UMA ERA? DE JEITO NENHUM!

Acompanhando a edição do "Estadão" que homenageou o jornalista e proprietário do jornal, além de lamentar essa perda para o país algo me incomodou. Uma frase curta: fim de uma era. Eu, leitora anônima do jornal, gente comum, simples arquiteta, admirava esse grande jornalista. De tempos pra cá pensava, se alguém me perguntasse a quem eu gostaria de dar a mão e dizer: é um grande prazer conhecê-lo, a resposta seria sr. Ruy Mesquita. Por inusitado que pareça, não diria o nome de artistas ou arquitetos, líderes religiosos, políticos, apesar de admirar vários, era o sr. Ruy, do "Estadão", que me impressionava. Acho que o conheci, sem nunca tê-lo visto ao vivo. Ele escrevia o que eu tinha vontade de dizer, às vezes, era exatamente o que eu pensava. Ele morreu, seu jornal não. É lógico que o jornal vai continuar como sempre, representando um pensamento com a mesma qualidade e conduta ética (palavra que tem sido tão esculhambada), é a voz de gente como eu. Não sou um ser em extinção. Lembrei que curiosamente o Estadão está na minha vida desde a infância. Todo domingo, era sagrado, meu pai saía pra ir à cidade comprar o "Estadão". Falávamos ir à cidade, quando íamos ao centro de Campinas. Eu, a terceira filha de quatro, nos meus seis ou sete anos (1970-1971), acompanhava meu pai. Fazia parte de um ritual dominical. Ele encontrava amigos num café da Rua Barão, ficava na calçada conversando, na verdade, "consertando" o Brasil. Eu perambulava pela livraria-revistaria Vamos ler, onde se comprava o jornal, à espera do fim dos "debates". Depois do almoço, em casa, o jornal era dividido: minha mãe lia uma parte, meu pai, outra. Ficava aquele monte de jornal espalhado pela sala. Meu pai continua comprando a edição de domingo. Eu, diferentemente, tornei-me leitora diária. Desde que casei, em 1985, incorporei essa rotina, ler o "Estadão". Adoro. Um jornal que é a cara de um Brasil que tenho orgulho. Não tem final de era. Acho que o sr. Ruy iria concordar comigo.

 

Silvia Palazzi Zakia zakia@uol.com.br

Campinas

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DR. RUY

Sou emigrante da Polônia, radicada em São Paulo há 50 anos e leitora fiel dos editoriais do dr. Ruy, principalmente por causa do olhar equilibrado dele sobre os acontecimentos e a preocupação que demonstrava com os caminhos da República. O espaço branco na página 3 do jornal de quarta-feira chocou e mostrou a falta que estou sentindo.

 

Irena H. Balwierz irenajosef@uol.com.br

São Paulo

 

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SAUDADE

Dr. Ruy cumpriu o dever, lançou boas sementes, ofereceu bons exemplos e permanecerá em nossos corações e mentes agradecidos. Desde agora sentimos o significado da frase de Júlio de Mesquita Filho: "Saudade é a presença da ausência".

 

Clélia de Andrade Pinho Halbsgut

São Paulo

 

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MISSÃO CUMPRIDA

Lembro de comprar meu primeiro jornal, o "Jornal da Tarde", quando se iniciou a Guerra das Malvinas. Antes, ia até a banca para comprar o "Estadão" para meu pai, com quem aprendi a ler e a gostar de ler jornais. Já há tempos acompanho os editoriais do "Estadão", suas reportagens, matérias e os valores republicanos e universais defendidos por este grande jornal, sua diretoria e redação, que muitos oportunistas travestidos de defensores do País ainda insistem em calar. Neste triste momento, não só para os familiares, mas para todos os que acompanharam a trajetória do sr. Ruy Mesquita, minhas condolências e a certeza de que o ilustre jornalista repousa com um profundo sentimento de dever cumprido.

 

Lúcio Luz 4lux@bol.com.br

São Paulo

 

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AINDA A CENSURA

Infelizmente perdemos dr. Ruy Mesquita, um homem de princípios justos, corretos e totalmente idôneo, um marco do jornalismo brasileiro, grande e incansável defensor da democracia e da liberdade de imprensa.Ele nos deixou carregando o peso de uma lamentável e injusta censura ao "Estadão", orquestrada, dirigida e imposta pelo clã Sarney, censura que impede o jornal de divulgar notícias sobre Fernando Sarney, filho de José Sarney (PMDB-AP), no que se refere à Operação Faktor (ex- Boi Barrica), da Polícia Federal, que lamentavelmente, por decisão unânime do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, numa sessão fechada ao público em que, por 3 votos a 0, foi mantida. Não esquecendo que tal censura prévia foi imposta pelo desembargador Dácio Vieira em julho de 2009 e perdura por 1.395 dias. Além de o referido desembargador presidir o Tribunal de Justiça do Distrito Federal, é amigo íntimo e pessoal da família Sarney.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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DEMOCRACIA FERIDA

Na última quarta-feira, a nossa democracia foi ferida de morte por dois acontecimentos que se entrechocam e que demonstram, um deles, que o poder discricionário se instalou no Brasil do PT para ficar. Naquele dia, São Paulo, o Brasil e os ideais democráticos sofreram perdas lastimáveis com o falecimento do diretor do "Estado", "doutor" Ruy Mesquita e a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) ao negar pedido de suspensão da censura há quatro anos aplicada num dos maiores jornais do mundo por ter publicado matéria sobre a operação "Boi Barrica", que envolvia um dos membros da "famiglia" Sarney. Nos idos da década de vinte do século passado ,nem Alphonsus Gabriel Capone tinha tanto poder. A luta continua e o "Estado" junto a ela.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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MORDAÇA

A caprichosa ironia da história escreveu que no mesmo dia do sepultamento de Ruy Mesquita o Tribunal de (in)Justiça do Distrito Federal mantivesse, por unanimidade, a censura ao "Estadão", impedindo, covardemente, a divulgação de notícias sobre a Operação Faktor (ex-Boi Barrica), envolvendo a família Sarney. Perto de completar 4 (!) intermináveis anos de mordaça à liberdade de imprensa, cabe, aqui, lembrar Nelson Rodrigues: "Toda unanimidade é burra". Até quando?!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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CARA DE PAU

E o senador Sarney teve a cara de pau de, no plenário do Senado, dizer palavras amáveis de reconhecimento ao valor do dr. Ruy Mesquita por ocasião do seu falecimento. E a censura que ele promoveu, quando do Boi Barrica, que vai completar 1.400 dias?

Adriles Ulhoa Filho adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

 

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BANDEIRA

Na atual conjuntura, onde um punhado de políticos corruptos, muitos já condenados, que riem na cara de jornalistas, que tentam por toda lei censurar a imprensa brasileira, perder um valente e destemido defensor da liberdade de expressão, no caso, o dr. Ruy Mesquita, é muito significativo e assustador. Espero que todos os seus amigos e colegas, que tanto o admiravam e ainda admiram, com a mesma valentia e coragem, empunhem sua bandeira.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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O "Estado" também recebeu e agradece as manifestações de pesar pelo falecimento do dr. Ruy Mesquita de Alberto Isaac; Alberto Raad; Amadeu Garrido de Paula; Antenor Batista; Ariovaldo Batista; Beatriz Campos; Cosan S.A.; Edison de Andrade, esposa e filhos; Eduardo Gonsales de Avila; Elisabeth Lewandowski Libertuci; Eugênio Bucci; Getulio Faria; Hélio Muniz, em nome da família McDonald’s; Henrique de Souza Dias; Ineide Ap. Benassi Costa; João Carlos Silva; João Rochael; José Eduardo Gibello Pastore; José Olímpio Dias de Faria; José Severiano Morel; José Walter Teixeira Campos; Laodse Denis de Abreu Duarte, presidente do Sindicato Ind. de Óleos Vegetais e seus Derivados do Estado de São Paulo; Laudo Natel; Leão Machado Neto; Manoel José Silva; Maria Cecilia de Almeida Parasmo; Marisa Cardamone; Miguel Haddad, ex-prefeito de Jundiaí; Ney Prado, presidente da Academia Internacional de Direito e Economia; Roberto Hungria; Sergio S. de Oliveira; Olympio F. A. Cintra Netto; Osmar de Carvalho Santos; Pedro Zidoi Sdoia, presidente da ABCFarma; Plinio Salles Souto; Roberto Hungria; Ubiratan de Oliveira; Ulysses Fernandes Nunes Junior; e Vittorio Cassone.

 

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