Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 5h36

29 Maio 2013 | 02h09

Deu no 'Estadão'

Dilma admite falhas e quer melhor controle do Bolsa Família, Caxirola, apresentada por Dilma, é vetada pela Fifa na Copa das Confederações, Obra da Transnordestina nem chegou à metade, mas orçamento quase dobrou. Já que não adianta chorar, vamos cantar: "O governo vem caindo/ Sem cumprir o seu papel..."

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo 

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Bolsa-Família

Patética a explicação do presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Hereda, em rede nacional. Fica o registro da incompetência administrativa desse desgoverno. Embora se tenha pensado em boato sobre o fim do Bolsa Família, cabendo à presidente Dilma Rousseff chamar o ocorrido de fato criminoso, como forma de atingir o seu governo, aos poucos o governo federal, por intermédio de seus representantes, vai tentando ludibriar o povo com explicações inconvenientes. E quanto mais se explica, mais se complica. Quem se presta a comprar o povo com dinheiro fácil não deveria estranhar a correria aos caixas em busca de mais dinheiro. Convém notar que a subida da classe D para a classe C deixou as pessoas mais exigentes. Basta ver aquela mãe que reclamou por não conseguir comprar uma calça para a filha porque custava R$ 300.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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De boatos

O governo federal está criando um drama em cima do boato sobre o fim do Bolsa Família totalmente descabido. Como um boato desses, desmentido imediatamente, poderia desestabilizar o País e o governo? O governo inventa mentiras atrás de mentiras e quer pôr na cadeia quem cria um boato desses? Por que o governo federal nunca quis investigar o boato de que a dívida externa foi paga? E a autossuficiência em petróleo? Quando o próprio governo cria, vale.

ROGÉRIO TÓFOLI KEZERLE

rogeriokezerle@Hotmail.com

São Paulo

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Despreparo e arrogância

Muita incompetência e despreparo da CEF, que admitiu e revelou as trapalhadas cometidas por ela mesma com relação à desordem e ao tumulto ocorridos nos saques do Bolsa Família. E muita irresponsabilidade e arrogância (como de praxe entre os petistas) dos ministros Maria do Rosário e José Eduardo Martins Cardozo ao atribuírem premeditadamente à oposição a responsabilidade pela baderna causada pelo próprio governo federal. 

PAULO RIBEIRO DE CARVALHO JR.

paulorcc@uol.com.br

São Paulo

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E agora, presidente?

Então, que pena será imposta ao presidente da Caixa, sr. Jorge Hereda, que confirmou o engano e se desculpou pelo boato do Bolsa Família? Acho bom tanto a senhora como seu ministro da Justiça, sr. José Eduardo Cardozo, jogarem fora as pedras de vossas mãos antes de usá-las indevidamente toda vez que sua possível reeleição seja ameaçada.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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Responsabilidades

Agora que praticamente ficou provado que o boato que causou o saque tumultuado do Bolsa Família foi provocado pela própria CEF, o mínimo que um governo responsável deveria fazer é vir a público pedir desculpas pelas acusações falsas que fez. A diferença de um governo responsável para o que temos é que o que temos nunca sabe de nada e quando pensa que sabe continua sem saber...

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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POLÍCIA MILITAR

Virada Cultural

O artigo do sr. Guaracy Ming ardi (O inesperado fez uma surpresa, 26/5, Aliás) causou-me estranheza e indignação. O sr. Mingardi afirma que os policiais militares assistiram passivamente à ocorrência de crimes durante a Virada Cultural. Como é possível que isso seja verdade, se foram presas 43 pessoas? O articulista desrespeita a PM com base em boatos desinformados. Gera espanto que, mesmo afirmando ser improvável, o articulista considere possível que o governo do Estado tenha determinado à PM que "deixasse o crime correr solto". Em seu texto, mostra não saber que a Polícia Militar aumentou seu efetivo durante o evento, pondo 3.500 homens nas ruas. Para explicar sua premissa falsa de que os policiais foram lenientes durante o evento o articulista afirma que os PMs estão insatisfeitos com a Prefeitura, que estaria considerando acabar com a Operação Delegada. Ora, segundo nos tem sido relatado pelo sr. prefeito, a intenção é ampliar os objetivos dessa operação. Por fim, num exagero de desrespeito à honra de profissionais que arriscam a própria vida em defesa da sociedade, o articulista considera plausível que um policial deixe de agir porque determinado crime não ocorreu em sua área de atuação. Ora, são comuns os casos de policiais que, mesmo de folga e à paisana, sacrificam sua vida para impedir um crime. Seria mais adequado que o articulista se ativesse em seus textos aos temas que são de seu conhecimento.

BENEDITO ROBERTO MEIRA, coronel PM, comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo

rfcabral@policiamilitar.sp.gov.br

São Paulo

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RUY MESQUITA

Condolências

O Estado recebeu e agradece as condolências pela morte do dr. Ruy Mesquita de Aloysio Assumpção Foz, Ana Maria e Carlos Brancante, Antonio Penteado Mendonça (Academia Paulista de Letras), Armando Monteiro (senador), Benjamin Jafet Neto, Betty e Cesare Bonomi, Bonifácio de Andrada (deputado), Carlos Pires de Oliveira Dias, Carmen Mayrink Veiga, Casa das Festas, Família Santini (Grupo A Tribuna de Santos), Fernando Oliva Neto e Marly Abdo Oliva, Gizelle Tonin de Almeida (LBV), Glória Kalil e Sérgio Cardoso, Haydée e Patricia Carta, Homero Corrêa de Arruda Filho, Joaquim Barbosa (presidente do STF), João Carlos da Silva, José Carlos Araújo (deputado), Lilia Scarano Hemsi, Luiz Roberto Ortiz Nascimento, Malu Mendonça, Marcela e Vinicius Reis, Marcos Paulo de Almeida Salles, Maria Cecília Pedreira Vieira de Carvalho, Maria Lucia e Roberto Porto, Marito Cobucci e família, Monica e Sergio Coimbra, Nara Garcez, Olga e Pedro Pinciroli Júnior, Osvaldo Tonani e equipe Credicitrus, Paulo Egydio Martins, Pierella Dalle Molle, Raul Cutait, Regina de Camargo Pires Oliveira Dias, Renata de Camargo Nascimento, Ricardo Gasparian, Roberto Gusmão, Rosana Camargo de Arruda Botelho, Sandra, Marcinho e Juliana Penna, Sérgio Rosenthal (Associação dos Advogados de São Paulo), Sula e Naji Nahas, Tais Gasparian, Thereza e Edgard de Souza Toledo, Vera Affonso Ferreira, Vera Aparecida Vilella de Oliveira, Vera e Plínio Junqueira.

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BOATOS SOBRE O BOLSA FAMÍLIA – BALÃO DE ENSAIO

É incrível o que acontece neste governo ineficiente dos petralhas! Só depois de uma semana da confusão criada sobre o pagamento de benefício do programa Bolsa Família é que o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, veio pedir desculpas pelo engano. Resta saber agora se a presidente Dilma Rousseff e a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, também virão a público pedir desculpas por terem culpado a oposição de ter espalhado a notícia. A presidente classificou os boatos como um crime. A Caixa divulgou nota confirmando que a liberação havia, sim, sido feita no dia 17/5, causando todo o transtorno em suas agências bancárias de todo o País. Ou seja, a lambança foi fogo amigo. Cabe agora à Justiça Federal apontar os verdadeiros culpados pelo caos. A pergunta que não quer calar é: para quem serve a ignorância de uma franca maioria de cidadãos brasileiros? A provável resposta à questão pode ter surgido entre os dias 17 e 19, quando metade do País foi sacudido por boataria perversa, provavelmente plantada como teste para acabar com o Bolsa Família, criado em 2003 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classificou o episódio como “ato de vandalismo”, dizendo que “brincar assim com as pessoas mais pobres é uma ofensa”. Lula já chamou seus companheiros de “aloprados” e agora de “vândalos”. O que mais virá do ex-presidente sobre fatos praticados por companheiros de partido? Ou de políticos da base de sustentação do governo Dilma? O que pode se prever nesse caso é que a mentira contada tem de ser recontada mil vezes para justificar a primeira, como diziam nossos avôs. Em algumas cidades do interior, rádios locais avisavam aos beneficiários que o Bolsa Família seria extinto: em outros municípios, tornou-se público o anúncio de que a presidente Dilma Rousseff estaria concedendo um abono especial referente ao Dia das Mães e que só poderia ser sacado até as 18 horas do domingo, 19 de maio; há, ainda, locais onde a conversa fiada, “plantada de propósito”, girou em torno de uma possível antecipação de três parcelas do benefício, que teria fim a partir de setembro de 2013. Essa é uma história muito parecida com aquelas que acontecem em fábricas pela Rádio Pião, em que uma pessoa conta uma notícia e, quando chega ao final da fábrica, a notícia já é outra. A quem realmente interessava esse tipo de informação? Ao governo ou à oposição? Os altos níveis de ignorância e desinformação são tão expressivos quanto reveladores dos possíveis autores do crime. Os fatos que explicam toda essa “balbúrdia” são a economia vacilante e a inflação galopante. Nada melhor para o governo Dilma que mergulhar a turba num factoide dessa envergadura. O Bolsa Família pode ser apenas um balão de ensaio, um boato-teste orquestrado, baseado numa experiência para avaliar o grau de comoção popular a servir-lhes nos tempos difíceis que estão por vir em 2014, que se agiganta no horizonte da política tupiniquim.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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MAU SÍNDICO

Assistindo pela TV à declaração do presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, sobre o episódio no boato do Bolsa Família, fiquei pasma. Ele mal sabia falar, se enrolava todo, passando uma péssima impressão sobre a competência dele para presidir essa potência como a Caixa Econômica Federal. Sabemos que o presidente de qualquer empresa ou banco precisa ser articulado, bem informado, saber se impor numa entrevista, fora a competência que precisa ter no trabalho que executa. Ele passou a impressão de que não serve nem para síndico de prédio! Imagine aos investidores que compram ações da Caixa Econômica Federal! Ele falou, não convenceu e não justificou os danos causados ao patrimônio da Caixa. Muito fraco e, com certeza, subiu à presidência no susto ou embalado pela petralhada.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br
São Paulo

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NÃO SEI, NÃO VI

Para quem “nunca sabe de nada” e chama os boatos sobre o Bolsa Família de “vandalismo”, Lula parece mudado. Sem dúvida, é o que mais fez e sabe fazer. Lula vai mandar investigar o quê? Como se faz de mal informado!
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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FOLIA FAMILIAR
 
No espetáculo de cores que deu vida a centenas de pessoas aglomeradas na agência da Caixa para sacarem o valor do Bolsa Família vi dezenas de jovens fortes, com boa aparência. Na realidade não era uma corrida bancária, e sim um baile de carnaval com o Bolsa Família. Vejo que milhares de brasileiros que pagam seus impostos estão contribuindo para essa grande folia.
 
Dalton Antonio Schultz Gabardo gabardoadvogado@onda.com.br 
Curitiba

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PERDÃO DAS DÍVIDAS AFRICANAS

Enquanto a saúde pública do País agoniza, nossa Dilma “Dama de Ferro” já doou R$ 900 milhões a países africanos. Claro, com o dinheiro de nós, contribuintes. Santa hipocrisia!  Será que ela visa ao Nobel da Paz?  Só se for isso mesmo, né?
 
Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br 
Bragança Paulista

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CARIDADE COM CHAPÉU ALHEIO

Enquanto se morre em fila de macas nos desaparelhados hospitais brasileiros, Dilma faz caridade com chapéu alheio, perdoando dívidas que países africanos contraíram com o Brasil. Dirão de mim: que mulher desalmada, os africanos são pobres! E é perdoando dívidas que estes governos aprenderão a se autogerir? A política externa do governo do PT segue o mesmo princípio dos programas assistenciais implantados no Brasil, onde o governo dá o dinheiro aos beneficiários e nem fiscaliza se está servindo para uma coisa útil. Uma mulher falou sem pejo diante das câmeras que o dinheiro do Bolsa-Família é pouco, não dá sequer para comprar a calça de R$ 300 que sua filha de 16 anos quer porque quer comprar! Eu não compro calça neste preço porque sei o quanto custa ganhar o meu dinheiro. Agora: vá o governo tirar o benefício desta “coitada”. Ela deveria ir reclamar com Dilma do “pequeno” valor de seu benefício, visto que a presidente está perdoando dívidas com 12 países da África que chegam à casa dos US$ 900 milhões. Como terão eles usado nosso dinheiro?  

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com 
São Paulo

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RICOS SEM POBREZA

A revista “Forbes” elegeu a “presidenta” Dilma como a segunda mulher mais influente do mundo. Tem a ver com as “carinhosas” doações milionárias para países pobres de um “país rico e sem pobreza”?

Suely Jung sjungborges@yahoo.com.br 
São Paulo

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METAS E METAS

Nação rica é a que tem muitas posses, povo bem educado, com saúde bem assistida e que investe muito inclusive em outros países. Muitos desses investimentos têm finalidades econômicas, alguns apenas efeitos diplomáticos e há ainda os assistenciais, estes geralmente ligados a catástrofes. A partir do governo Lula adotamos a postura de grandes nações, a do “US of Brasil”. Iniciamos diversas atividades como abrir embaixadas e consulados em países sem interesse econômico (incluindo uma ilha com 180 mil habitantes); perdoamos dívidas de muitos países pobres, notadamente na África, onde Dilma concedeu agora quase US$ 1 bilhão de perdões; fizemos empréstimos para países latino-americanos, notadamente nossos fregueses Venezuela e Cuba (esta uma espécie de mesada tipo “bolsa país”); e frequentemente enviamos ambulâncias e helicópteros (agora dois helicópteros para Bolívia) a necessitados. Com alguns, como Argentina, fazemos acordos de comércio em que prevalecem, preferencialmente, os interesses de nossos vizinhos e aos pobres, como a Bolívia, "doamos" uma refinaria. Naturalmente, no “US of Brasil” há sobra de recursos, não morrem brasileiros sem assistência em corredores de hospitais, só 60% dos jovens saem do nosso ensino fundamental analfabetos funcionais (não entendem o que leem), só temos secas fortes no Nordeste alguns meses ao ano, temos recursos suficientes para melhorar a qualidade de nossa justiça e temos o necessário para organizar um sistema de educação eficiente de modo a tirar 13 milhões de famílias das mesadas do “bolsa família”. Somos, portanto, um país que pode doar a outros mais necessitados. Nossos objetivos são o de conquistar uma liderança, mesmo que continental (roubada por Chávez), e uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. Um dia atingiremos as nossas metas.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br
São Paulo

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STF – ‘NÃO TE CALES, JOAQUINZÃO’

Luiz Inácio Lula da Silva é como seu time de coração: ou é demasiadamente amado ou odiado. Exagero é um erro proporcional de qualquer lado. Como todo mundo, seus acertos deveriam ser reconhecidos, enaltecidos e apoiados, e seus erros reprovados e apenados, quando necessário. Mas um dos seus acertos foi a alardeada escolha de um negro para a Suprema Corte de Justiça deste país, o que nunca tinha ocorrido antes na sua história. Pena que foi um caso isolado e que tenha sido colocada como um gesto de benevolência. Joaquim Barbosa sempre fez jus a sua indicação. Primeiro, não reforça gratidão por ter sido um negro escolhido ministro; ao contrário, se posiciona como um conhecedor profundo da judicatura e de suas atribuições. Mas não é pelo conhecimento jurídico e pela sua cultura incontestáveis que ele se destaca. É acima de tudo pela coragem com que vem apontando e tentando combater as mazelas do Poder Judiciário e dos demais Poderes. Numa palestra recente no Instituto de Educação Superior de Brasília, ele disse que os partidos políticos são de mentirinha, que as pessoas não se identificam com eles e que o Congresso Nacional é ineficiente e totalmente dominado pelo Executivo. Não é de hoje que nada disso é novidade para ninguém. A recente aprovação da Medida Provisória dos Portos mostra que o Congresso se tornou um órgão chancelador do que interessa ao Planalto, com a contraproposta de emendas aprovadas, cuja aplicação deveria ser mais bem acompanhada pelos órgãos de fiscalização. Quanto à falta de identidade das pessoas, é de uma obviedade ululante. Ninguém sabe para que serve um partido, a não ser indicar seus “proprietários” a cargos eletivos. Muitos integrantes nem sequer sabem que estão filiados. Nenhuma agremiação tem qualquer atividade fática nem difunde suas ideologias, uma vez que estas definitivamente não existem. A indicação do vice-governador da oposição como ministro da situação aponta o tamanho do comprometimento ideológico predominante, tanto da oposição quanto do governo. Houve reações veementes no sentido de que essas manifestações não contribuem para a democracia, outras apontando que o ilustre ministro não está à altura do cargo. Ora, essa gente está acostumada a confrarias interesseiras e a um convívio hierárquico, em que a presidenta da República está acima dos presidentes dos demais Poderes. O ministro prefere exercer sua presidência de forma independente. Muitos apostam num ministro encolhido, pois afinal é negro e veio de uma família pobre. Joaquim Barbosa sabe que não conseguiu nada de favor de ninguém, nem mesmo da sociedade. Se ele deve a alguém, é somente aos seus pais, que além de uma educação formal adequada lhe ensinaram valores acima disso, principalmente o de não se curvar a ninguém, nem mesmo perante uma casta de privilegiados que não está acostumada com quem tem autonomia para falar sem receios. Só não pegou bem para a assessoria do Supremo Tribunal Federal tentar amenizar as críticas do ministro ao afirmar que não tinha a intenção de ofender o Congresso. Ninguém tem o poder de evitar que alguém vista a carapuça. A democracia tem defeito e a nossa tem um por princípio: o voto, seu principal instrumento, ainda é obrigatório. Ministro Joaquim Barbosa: seu passado, sua luta, sua integridade pessoal, seu conhecimento jurídico, sua capacidade de gestor, em resumo, sua biografia não permitem se curvar a ninguém neste país. A sociedade está com Vossa Excelência. Não te cales, Joaquinzão! 

Pedro Cardoso da Costa pcpccosta3@gmail.com 
Interlagos

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LEGISLATIVO SUBMISSO

Sem dúvida o Executivo está em franca substituição do Legislativo, porque está realmente legislando e governando por meio de medidas provisórias (MPs), independentemente da urgência delas. Corre, então, o Executivo a fim de que, antes do feriado, sejam aprovadas oito MPs, sendo duas delas de apelo popular, porque tratam de redução de tributos e redução na tarifa de energia elétrica. E com certeza o Legislativo irá aprová-las, a gosto e modo do Executivo, demonstrando, mais uma vez, a sua subserviência, o que ratifica e corrobora a crítica feita por Joaquim Barbosa, presidente do STF. A ausência praticamente do Poder Legislativo traz grandes prejuízos ao País, porque a sua omissão reverte em poderes extremos ao Executivo, que passa a acumular dupla função, exercitando muitas sem a devida oposição ou fiscalização.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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MUITOS PARTIDOS, POUCA IDEOLOGIA

Apesar de os magistrados e os congressistas se mostrarem indignados com os pronunciamentos do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, quando ele diz que “nosso sistema penal é muito frouxo, é um sistema pró-réu, pró-criminalidade” e que “nós temos partidos de mentirinha (...), razão pela qual o Congresso se notabiliza pela sua ineficiência”, o juiz está em perfeita consonância com aquilo que pensa a maioria dos brasileiros. É por isso que o povo o apoia de Norte a Sul. Quanto ao “sistema pró-réu e pró-criminalidade”, é justo que a culpa seja repartida entre a Justiça e os congressistas, uma vez que são os parlamentares que fazem as leis, os juízes as interpretam conforme seus conhecimentos e sua consciência. A respeito dos “partidos de mentirinha” ele tem toda razão. Temos nada menos que oito partidos trabalhistas e entre eles há tanto os de centro-direita quanto os de extrema-esquerda, marxistas- leninistas. Democratas de todos os matizes, verdes e ecológicos, e uns sem ideologia alguma, como o recém formado PSD do Kassab. Como ele mesmo definiu: não é nem de direita nem de centro nem de esquerda, não é de nada. E surpreendentemente está cheio de filiados que lá se sentem bem à vontade. Quanto ao PMDB, ele deveria mudar o seu nome para PG, Partido Governista. Não importa quem seja eleito presidente, porque seguramente o eleito pode contar com apoio total desse nosso grande partido, basta lhe oferecer ministérios, cargos, etc.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com 
São Paulo

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NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS

Poucas vezes antes na história deste país uma autoridade da importância do presidente do STF, o eminente ministro Joaquim Barbosa, sintetizou, em poucas palavras, os absurdos que ocorrem nas relações entre o Poder Legislativo e o Executivo. De fato o Legislativo, com 29 partidos, não legisla, não representa a população. Os partidos são de “mentirinha”, sem ideologias ou programas. São capachos do Executivo e, por meio da prática do “toma-lá-dá-cá”, não estão interessados nos problemas do País, e sim na manutenção do vergonhoso “status quo”.

José Sebastião de Paiva  jpaiva1@terra.com.br 
São Paulo

QUADRILHAS DE VERDADE

Dia destes o ministro Joaquim Barbosa proferiu uma palestra em recinto fechado só para estudantes universitários, onde, em seu pronunciamento, disse que os partidos políticos aqui no Brasil são de mentirinha. Aproveitando a deixa do ministro, acrescento: verdadeiras quadrilhas regulamentadas pelo TSE.

Arnaldo Luiz De Oliveira Filho despachantesantana@ig.com.br 
Itapeva

NADA MAIS QUE A VERDADE

Não importa se o Sr. Joaquim Barbosa, ao dizer que nosso Congresso é de mentirinha, falou como chefe de um Poder ou como professor. O que realmente importa é que disse toda a verdade que, assim como eu, milhões de brasileiros pensam deste nosso Congresso ineficiente.

Antonio Boer toboer@uol.com.br 
Americana

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INTERESSES ESCUSOS

Tenho certeza de que as colocações da palestra do ministro Joaquim Barbosa, com relação ao Congresso Nacional, foram as que milhões de brasileiros gostariam de ter a oportunidade de falar. Certas MPs propostas por FHC, Lula e Dilma, aprovadas pelo Congresso Nacional, foram feitas puramente por convicções políticas e filosóficas, para atender a interesses de grupos e categorias poderosas, sem nenhuma observação dos princípios jurídicos do Direito e da Justiça, em prol do bem comum. 

Jurailde Barbosa juraildebarbosa@hotmail.com 
Taguatinga (DF)

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BALCÕES DE NEGÓCIOS

Nas cartas dos leitores, nos artigos dos jornais, no pensamento dos ministros do Supremo e nas ruas é sabido que não temos um Legislativo à altura do País. Seus próprios membros endossam as críticas que recebem, e nada fazem para melhorar. Congressistas não trabalham e, quando o fazem, é para articular jogos de poder. Assumem os cargos mais variados, fazem barganhas com suplentes e fazem de seus mandatos verdadeiros balcões de negócios. Assim, é urgente uma reforma política, pois somos um país sem leis adequadas. É uma verdadeira colcha de retalhos. Mas, se sair uma reforma política com os atuais legisladores, continua tudo como está. Deveriam convocar uma nova Constituinte cuja tônica principal deveria ser o fim da reeleição em todos os níveis. Sem isso, deixem tudo como está.
 
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira
Rio de Janeiro

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VISTA GROSSA

Em artigo publicado com o colega Eduardo Mendonça no site “Consultor Jurídico”, em janeiro, o advogado Luís Roberto Barroso, nomeado para a Suprema Corte pela presidente, entende que “o STF aproveitou a oportunidade para condenar toda uma forma de se fazer política”, sendo, assim, “compreensível que os condenados se sintam como os apanhados da vez, condenados a assumirem sozinhos a conta acumulada de todo um sistema”. É verdade que os ministros do Supremo mostraram de forma contundente a convicção de que não se pode mais compactuar com a impunidade para a ressurreição do País. Agora, o fato de os condenados se sentirem “amargurados” por pagarem a conta sozinhos é, desculpe, Sr. Barroso, um comentário que me dá a impressão de que o senhor está condescendendo. Quero estar enganada. Os réus do mensalão cometeram crimes contra o Brasil, foram pegos, defendidos por grandes nomes da advocacia nacional, foram julgados com leis exaustivamente bem observadas, condenados e nada mais natural e justo que paguem por seus erros. Jogaram um jogo sujo, cientes dos riscos que corriam, pagaram para ver, mas deu errado para eles e certo para o Brasil, felizmente. Se sentem solidão neste momento é porque até hoje  não se fez justiça envolvendo os colarinhos brancos, estes homens que se sentem à vontade para roubar o povo. Para que acabemos com esta amarga solidão, é só a Justiça começar a se fazer através de seus representantes. Um juiz não pode atuar como aquela mãe zelosa, que fecha o olho para o primeiro lápis que seu filho pega do coleguinha na escola, fazendo vista grossa para a borracha que pega no dia seguinte, e por aí vai, burramente estragando o caráter de seu mais amado ente, que sempre atuará dessa forma prejudicando a todos à sua volta. Se hoje somos este país deteriorado nos valores, com prejuízos desastrosos em todos os setores da sociedade, é porque a justiça faz vista grossa aos malfeitos, passando a mão na cabeça de quem os faz. Vale dizer: principalmente àqueles que, engravatados, desviam um milhão aqui, dez ali, fazendo faltar no salário de um professor, de um médico, de um policial, de um material hospitalar, estes mesmos malfeitores que estão cada vez mais ricos, porque, impunes, perpetuam seu mau-caratismo. Um erro não punido devidamente tem sempre uma consequência que reflete de modo arrasador na sociedade. Que os réus do mensalão fiquem por pouco tempo solitários assumindo a conta acumulada de todo um sistema desde sempre deteriorado. Que a eles se juntem rapidamente todos aqueles que fazem o atraso e a desgraça do Brasil. Que esse sistema seja finalmente afundado em sua origem e bem retratado nos livros de história para que nunca mais se ouse reinstaurá-lo.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br 
São Paulo

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FAÇA O QUE DIZ

Não interessa quando e por que foi proferida a frase. Mas ela foi proferida no encerramento de uma sustentação oral feita pelo Dr. Luís Roberto Barroso perante os ministros do Supremo Tribunal Federal, onde em breve irá ter sua cátedra de magistrado. A frase, sim, eis a frase: “É melhor morrer de pé do que viver de joelhos”. Diante de tão incisiva profissão de fé pela liberdade, pelo caráter, pela autoridade moral, pela autonomia, pela independência, pela soberania e qualidades outras de igual ou superior valor, espera-se que o advogado Dr. Luís Roberto Barroso, no exercício de seu mister, observe e cumpra o que apregoou, em especial resguardando a sua liberdade de opinião e jurisdição.

Pedro Luís De Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br 
São Paulo

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CASO PENSADO

Em 2005 não aconteceu impeachment devido a um Congresso submisso e inexpressivo. Agora, aos poucos morre a esperança de um Brasil melhor, mais justo e honesto, pois o último bastião, que é o STF, está prestes a receber uma “figura impoluta de caráter afinado com os princípios de Lula”. Não se trata de Luiz Eduardo Greenhalgh, o especialista em indenizações aos terroristas no regime militar, mas de Luís Roberto Barroso, o emérito advogado que conseguiu a proeza de impedir a extradição de Cesare Battisti, apenado pela Justiça italiana. Certamente o novo ministro do STF foi escolhido de caso pensado. Tudo indica que haverá revisão do julgamento dos mensaleiros e, provavelmente, todos serão absolvidos. Não duvide se até receberem vultosas indenizações em razão das exposições injuriosas ou coisa que o valha. Tende a ser mais um caso de inversão de valores quando a expectativa, com a condenação dos mensaleiros, era a de virada do jogo, com exemplar punição à disseminada corrupção que assola o País.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br
Vila Velha (ES)

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AMADO BATISTA E A DITADURA

O cantor Amado Batista, em entrevista a Marília Gabriela, declarou que sofreu tortura física na época da ditadura militar e que a mereceu, pois estava acobertando pessoas que na verdade estavam querendo tomar este país a força. Na minha opinião, para ser mais coerente, ele deveria ter cancelado os R$ 1 mil de indenização que vem recebendo do governo há um bom tempo. 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com     
Campinas

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A VERDADE DE CADA UM
 
Ao ver a entrevista de Amado Batista fiquei chocado! A indignação da entrevistadora, o espanto de estar frente a frente com um verdadeiro patriota, um tipo de brasileiro que ela achava que não existia. Não poderia existir na sua lógica equivocada do certo e errado, da ação que gera uma reação, o respeito pelas leis, pelo regime e pela Constituição. Ele poderia receber uma bela quantia e ser até condecorado, fazer parte da elite reacionária, dos que se consideram heróis por terem assaltado bancos, matado soldados, sequestrado pessoas, mas preferiu ser verdadeiro e causou espanto! Caro Amado Batista, muito obrigado por sua sinceridade.
 
Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br 
Osasco

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MAU GOSTO

A recente entrevista do cantor Amado Batista mostra que alguns artistas fazem de tudo para aparecer na mídia. Até confessar serem sadomasoquistas. No caso, ele admite que foi preso na ditadura militar e foi muito torturado e até ameaçado de morte. E diz que mereceu e acha o fato normal. Por sinal, quem gosta de suas apresentações e compra suas gravações mostra também que sofre do mesmo mal. Gostar de um artista com essas concepções é mostrar mesmo um extremo mau gosto.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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ABERRAÇÃO

Cantor Amado Batista diz que tortura que sofreu foi merecida. Sem comentários para uma aberração dessas. Acho que é por isso
que, numa espécie de vingança, ele tortura as pessoas com suas músicas. Só pode ser! Lembrando um antigo personagem de TV: “Cala a boca, Batista”

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com 
Eldorado 

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ALEXANDRE PADILHA VS. ANS – PIRES NA MÃO

É simplesmente vergonhoso verificar que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recebeu dos cofres públicos R$ 10 milhões para fazer uma campanha com erros de endereço com o intuito de se tornar mais conhecido pelos paulistas e paulistanos, pois está a fim de se candidatar a governador do Estado. Com o estado em que o SUS se encontra e a nossa Santa Casa de Misericórdia com o pires na mão, é extremamente repugnante usar um dinheiro para essa palhaçada. De enganação o povo já está repleto.

Leila E. Leitão
São Paulo

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ENEM

Estamos próximos da famosa prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Acredito que, além dos problemas recorrentes de vazamentos ocorridos no passado, o problema principal esteja relacionado às redações. Os candidatos que não apresentarem um nível mínimo de conhecimento de gramática não poderão enfrentar o mercado de trabalho no futuro. O conhecimento da língua culta é um passaporte para o futuro. O português vulgar é bom para ser falado em botequim e impróprio para as comunicações técnicas, científicas e acadêmicas. Acredito que o Enem estará em bom caminho se exigir rigor nas correções de um português culto e correto para elevar o nível dos alunos e da própria cultura nacional.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com  
Rio de Janeiro

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NEYMAR – CONTINENTE CONSAGRADO

O jogador Neymar venceu pelo talento e pelo esforço, provando que caráter não tem idade, pois, enquanto muitos jogadores famosos e velhos negam a paternidade para seus filhos, ele simplesmente trata seu filho, Davi, como rei. Por esse motivo Neymar é o rei do futebol. A simplicidade fez dele um exemplo a ser seguido pelas crianças deste país e mesmo do outro lado do mundo ele continuará sendo ídolo de todos os brasileiros que gostam do bom futebol. Neymar, com seu jeito moleque, não vai se consagrar na Europa. Ele vai deixar a Europa consagrada com seu futebol.
 
Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com 
Alvorada do Sul (PR)

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PAIS E FILHOS

A venda bem-sucedida do craque Neymar, do Santos para o Barcelona, está amparada em duas causas: o talento do jogador e seu pai como cabeça de chapa na negociação. Não entendo muito de futebol, mas o suficiente para perceber que, mesmo o Barcelona tendo oferecido um valor abaixo do Real Madrid, jogar no time foi a forma encontrada para a transação. Ou seja, o presidente da Uefa, Michel Platini, garantiu a Sandro Rosell, presidente do Barcelona, que os acordos deveriam ser com negociadores e clubes, e não com investidores. Daí que Neymar dizer que simpatizou mais com o clube é apenas um detalhe. O jogador Neymar, menino simples e milionário aos 21 anos, tem um belo futuro pela frente se não perder o foco de sua carreira e se não ficar deslumbrado com a fama.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com
São Paulo

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GRANDE JOGADOR, GRANDES TIMES

Gostaria de fazer algumas observações a respeito do comentário feito pelo Sr. Antonio Henrique com relação à ida do craque Neymar para o Barcelona. Sr. Antonio, sem dúvida o Neymar vai jogar num grande time, talvez o maior no momento, e terá ao seu lado grandes jogadores. Mas gostaria de lhe dizer que ele foi revelado e jogou todos esses anos num dos maiores times do mundo. O Santos Futebol Clube é tricampeão da Libertadores, bicampeão mundial (de verdade) e tem uma enorme galeria de outros grande títulos que aqui não teria espaço para relacioná-los. Aproveito para agradecer ao Neymar por tudo o que ele nos proporcionou ao longo desses quatro anos que jogou como profissional no glorioso alvinegro praiano, ajudando a conquista de três Campeonatos Paulistas, um Recopa, uma Libertadores, uma Copa do Brasil e o vice-campeonato Mundial de Clubes. Quero desejar-lhe toda a sorte do mundo, porque ele merece. É um menino excepcional, trabalhador, humilde, alegre, emotivo e um craque fantástico de bola. Que Deus o proteja e que em breve esteja de volta ao Santos, pois tenho certeza de que ele jamais jogará em um time brasileiro que não seja o nosso.

Silvio Schaefer excess@netpoint.com.br
São Paulo

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EMIGRAR E APARECER

Na época de Pelé, quase toda durante a ditadura, nenhum time europeu teve cacife para tirá-lo do Santos. Não venham com essa de “nacionalismo”: na época da “democracia socialista brasileira”, dois times da Espanha estrebuchando para não falir disputaram quem compraria o passe do jogador. Sinais dos tempos, na ditadura ombreávamos com nações desenvolvidas. Hoje, se alguém quiser aparecer no mundo, tem de “emigrar”, ganhando fábulas de dinheiro lá fora. Claro que o “grosso” do salário não aparece, porque ninguém é idiota de cantar a bola para o “leão”!
 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com 
São Bernardo do Campo

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BELÍNDIA

Não sou um grande especialista em valores econômicos, mas me considero suficientemente capaz de compará-los. Ao ler nos noticiários que as cifras na transação de Neymar ao futebol espanhol giram em torno de salários anuais de 7 milhões de euros ao ex-atleta do Santos, cheguei à conclusão de que os mais de R$ 140 milhões que Neymar vai receber para atuar durante cinco temporadas no Barcelona é muito mais do que o que grande parte das famílias brasileiras consegue acumular durante toda a vida. Sem entrar no mérito do merecimento ao jogador de receber tal salário ou não, é no mínimo absurdo, pensando nos padrões brasileiros e até mundiais.

Filipe Luiz Ribeiro Sousa filipelrsousa@yahoo.com.br  
São Carlos

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RUY MESQUITA E ROBERTO CIVITA

Em poucos dias dois grandes pilares da democracia nos deixaram: Ruy Mesquita e Roberto Civita. Vão fazer falta. Porque ambos sempre souberam fazer um jornalismo honesto e inteligente, apoiado exclusivamente na verdade e na honestidade, jamais nas jogadas de apadrinhamento e das verbas publicitárias escusas. Quem vai ocupar os seus lugares? Principalmente agora que os governos bolivarianos e aos que a eles são simpáticos rondam a América Latina para, entre outras manobras ditatoriais, tentarem amordaçar a imprensa livre.
 
João Natale Netto natale@natale.com.br
São Paulo

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OUTRO DEMOCRATA SE DESPEDE

Com o falecimento de Roberto Civita, presidente do Grupo Abril, a imprensa brasileira perde mais um dos seus principais personagens. Criador da revista “Veja”, portadora de uma das maiores tiragens dentre as revistas semanais do universo, Roberto Civita, seguindo os passos de seu pai, fundador da empresa, primou com coragem a defesa da ética e das grandes causas nacionais, jamais se curvando às ameaças, à orgia dos desmandos e à corrupção dentro das nossas instituições.  Foi implacável com o bom jornalismo, principalmente investigativo. Não é por outra razão que a preocupação de Brasília, e principalmente do Palácio do Planalto, nesta era petista, é o conteúdo da próxima capa de “Veja”. Roberto Civita, como um fiel democrata, na sua despedida deixa uma grande lacuna, não somente no seio da imprensa, mas para toda sociedade brasileira, porque seu compromisso de colaborar com a Nação era a sua grande marca! Vá em Paz!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 
São Carlos

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PROFISSIONAIS DESTEMIDOS

Como se não bastasse perdermos Ruy Mesquita, agora Roberto Civita também se foi. Seria isso uma praga dos governistas atuais? Tenho a impressão de que o governo petista está sorrindo com a morte desses dois defensores incansáveis e ferrenhos da liberdade de imprensa e expressão, profissionais destemidos que não tinham medo de ameaças e muito menos de cara feia. Pobre Brasil. Quem os substituirá?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com 
São Paulo

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SOLIDARIEDADE

Roberto Civita era um homem à frente de seu tempo, que nutria um profundo amor pelo Brasil e uma crença inabalável na verdade e na democracia. Por meio de suas publicações, contribuiu enormemente para o desenvolvimento da imprensa brasileira. Neste momento de pesar, me solidarizo, em nome do PSDB-SP, com sua família e seus amigos. 

Duarte Nogueira, deputado, presidente do PSDB-SP
São Paulo

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BALUARTES DA IMPRENSA LIVRE

Ruy Mesquita e Roberto Civita, dois baluartes da imprensa livre e democrática, se foram. O governo do PT, que quer instalar a censura e o controle das mídias, terá menos opositores. Infelizmente.

Wilson Brinkmann wsbrink@gmail.com 
Atibaia

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COINCIDÊNCIAS MALÉFICAS

A morte na mesma semana de dois ícones na imprensa de grande circulação, Dr. Ruy Mesquita, do “Estadão”, e Roberto Civita, da “Veja”, é um lamento aos brasileiros e alegria para os petralhas, que há tempos vêm reclamando da “imprensa golpista”. A imprensa não cria notícias e trambiques (como o mensalão e obras superfaturadas), só as noticia. Será que, agora, vão parar com essa estupidez de “controle da imprensa”? Enquanto isso, a grande maioria dos políticos trambiqueiros continua muito viva.   

Mário A. Dente dente28@gmail.com 
São Paulo

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