Fórum dos Leitores

AINDA O BOLSA FAMÍLIA

O Estado de S.Paulo

01 Junho 2013 | 02h05

A confusão da CEF

Como muitas outras vezes, nós, brasileiros, tivemos de assistir a mais um episódio de descaso, incompetência, mentiras e bobagens proferidas por integrantes do governo. Disseram coisas inacreditáveis, que chocariam os cidadãos de países que prezam a moral, os costumes e as leis e seriam contestadas e cobradas pelos que representam a população. Por aqui, pelo visto, fica tudo assim mesmo, palavras não significam nada. Senão, vejamos: quando a ministra dos Direitos Humanos disse que a confusão - criada pela Caixa Econômica Federal (CEF) - era obra da oposição, bastou um desdizer singelo e ficou por isso mesmo. A oposição deveria ter-se colocado barulhentamente contra o que ela afirmou. Mas onde está a oposição? O ministro da Justiça e a presidente da República disseram tratar-se de atos criminosos e que deveriam ser punidos os que maldosamente prejudicaram a população (palavras do ex-presidente). Agora que parece que ficou deslindado o mistério dos pagamentos antecipados (a história ainda é muito mal contada) e da lambança que a CEF fez, o que acontece? Presidente e diretores da CEF são mantidos no cargo com elogios da presidente! Mas não foi ela mesma que disse que os que cometeram tais atos são passíveis de punição? Como pode agora ainda dizer que são confiáveis e os mantém na direção da CEF? Então, considera os antes "criminosos e desumanos" (palavras dela) "pessoas íntegras e comprometidas" (também palavras dela)?! Já seu secretário-geral diz que a presidente não tem de se desculpar perante a população. O que acontece é que, para o PT, se for aliado é inocente e íntegro, se for adversário é criminoso...

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

Desculpas?

Vamos rever os fatos. A Caixa identifica 690 mil (?!) cadastros duplicados e decide liberar todos os pagamentos (incrível, não?). Há correria aos caixas da CEF e a presidente Dilma Rousseff acha que isso foi causado por um boato, para ela, fato criminoso, e manda investigar. O ministro da Justiça fala em ação orquestrada. A ministra dos Diretos Humanos acusa a oposição e depois se retrata. O presidente da CEF vem a público e mente para justificar a lambança. Uma semana depois, alega que se enganou e não sabia da liberação antecipada, admitindo que os pagamentos generalizados se deram antes do início do tumulto. E aí? Se era um fato criminoso, por que Dilma não afastou o presidente da CEF? Por que não vem a público dizer que errou e que sua equipe não sabe o que faz? Desculpas? Precisamos é que a presidente pense menos na reeleição, trabalhe mais para cortar a inflação e investir seriamente na infraestrutura.

CARLOS ÁVILA

c.avila@modusoperantis.com.br

São Paulo

Caixa-preta

O slogan Nossa Caixa, Nosso Banco está se parecendo mais com uma afirmação de propriedade do PT do que marketing para atrair mais clientes. Depois de aparelhada, a CEF está se revelando uma caixa-preta do partido: o primeiro escândalo foi no governo Lula, quando, em nome do companheiro Palocci, a instituição criminosamente quebrou o sigilo bancário do caseiro Francenildo para posterior chantagem. Agora, no governo Dilma/Lula, mais uma vez a "nossa Caixa" (delles) protagoniza um escândalo, criando uma onda de pânico que levou centenas de pessoas ao desespero. Como se não bastasse, integrantes do governo ainda creditaram a culpa à oposição. Pergunto: será que dessa vez a oposição acorda?

PETER CAZALE

pcazale@uol.com.br

São Paulo

Esperteza

Enfim, o presidente da CEF assumiu a culpa pelos boatos que levaram confusão às suas agências e preocupação aos beneficiários do Bolsa Família. O fato faz parte da incompetência generalizada da atual administração federal. Os amigos de deputados e senadores que ocupam diretorias de estatais federais e ministérios são, em geral, espertos só na defesa de seus interesses pessoais.

CELSO BATTESINI RAMALHO

leticialivros@hotmail.com

São Paulo

Resultados funestos

Numa ação desastrada e mal explicada de sua diretoria, a CEF provocou alvoroço entre beneficiários do Bolsa Família e deu falso pretexto para que o governo Dilma fizesse injustas acusações à oposição. A mesma Caixa está sendo alvo de inquérito da Polícia Federal sobre um esquema de lavagem de dinheiro e manipulação em concursos lotéricos, que pode ter lesado milhões de incautos apostadores. O apossamento da máquina pública pelos ávidos e chupinhadores membros do PT, que quase levou a Petrobrás à derrocada, mostra seus funestos resultados na Caixa.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

'Reestatização'

Agora, além dos empresários que estão com os negócios travados pela má qualidade de gestão da nossa economia, também a grande massa de beneficiários do Bolsa Família pode tirar suas conclusões sobre o que significa o "criminoso" uso político das empresas (ditas) estatais. Mais do que oportunas as críticas do senador Aécio Neves (29/5, A6). Que junte a elas suas propostas de como tirar das mãos dos partidos e sindicatos o comando das nossas instituições, devolvendo ao Estado o que lhe pertence.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

Valinhos

Orquestra desafinada

O governo federal, nos últimos dez anos, mais parece uma orquestra desafinada. O ex-maestro e a atual maestrina pouco entendem de música e não ensaiam, daí o concerto sai uma droga. As lambanças são muitas, não dá para citar todas: galinha jogada na Martaxa era coisa da oposição, mensalão é mentira, transposição do São Francisco era uma caneca d'água, a confusão do Bolsa Família foi coisa da oposição, e por aí vai. A orquestra toca mal e a culpa é do iluminador. Ô gente sem qualidade!

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

Bagunça

O editorial do Estado de 29/5 (A bagunça de costume, A3) confirma o que a população sente há muito tempo. O Brasil pode ser definido em três palavras: é muita bagunça.

ROBERTO CASTRO

roberto458@gmail.com

São Paulo

Sobre o editorial

Já dizia Konrad Adenauer: frequentemente erros são mais fáceis de perdoar do que os meios empregados para escondê-los.

CARLOS H. W. FLECHTMANN

chwflech@usp.br

Piracicaba

 

Cartas selecionadas

 

SALÁRIOS ACIMA DO TETO

 

A descoberta, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), de que 3,3 mil funcionários públicos ganham acima do teto legal e que 90% dessa ilegalidade encontram-se no Congresso Nacional não traz nenhuma novidade ao cidadão atento, que sabe que nessa instituição está o "ninho" da corrupção e da impunidade nacionais. Nenhum outro setor do governo bate o Congresso na categoria "desonestidade", haja vista que lá se encontram em plena atividade cerca de 250 parlamentares condenados pela Justiça, até por homicídio, além dos "bandidos" condenados por envolvimento no crime do mensalão e que participam das mais importantes atividades, como a Comissão de Constituição e Justiça. Fechar o Congresso representaria para a população do País um alívio, pois lá se encontram o que há de pior entre seus cidadãos. Certamente ninguém devolverá aos cofres públicos o que recebeu indevidamente e o brasileiro continuará pagando os mais altos impostos do mundo, enquanto não temos recursos para uma educação e saúde razoáveis. Entretanto, esses funcionários continuarão atuando, usufruindo de suas mansões, carrões e férias em Miami, sem que a Justiça os alcance e protegidos pelos parlamentares.

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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IMORALIDADE INADMISSÍVEL

 

O TCU encontrou ao menos 3.390 servidores públicos federais com vencimentos acima do teto constitucional de R$ 28 mil mensais, que é o salário do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). 90% destes estão no Congresso Nacional, tanto na Câmara dos Deputados como no Senado Federal. O mínimo que se espera é que esses servidores devolvam imediatamente o dinheiro recebido acima do teto e que se punam os responsáveis pelo descumprimento da norma constitucional. Não se admite que haja superssalários no funcionalismo público - tudo pago com o nosso dinheiro - e que instituições públicas violem a Constituição federal e ultrapassem o teto. Por aí se vê a falta de espírito público e republicano, de moral e ética no nosso país, marcado por privilégios, mordomias e abusos. Até quando esses abusos e violações da lei continuarão a ocorrer no Brasil?

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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MÁQUINA INCHADA

 

A esfera federal, compreendendo nela os Poderes da República, está completamente inchada e foi entupida especialmente por administrações irresponsáveis que penderam sempre mais para o lado do companheirismo e do cabismo eleitoral. Assim, o TCU, em trabalhos de auditoria, apurou que 3.390 servidores federais, com fixação em maior número no Congresso Nacional, recebem remuneração mensal superior ao permitido legalmente, que é o estipêndio de ministro de nossa Suprema Corte. Assim, a despesa pública com remunerações passa a ser enorme, afetando o processo seletivo de gastos correntes, necessário para o combate à inflação, já que não se pode pretender a queda inflacionária somente com a elevação dos juros. O interessante é que a Constituição da República, de 1988, determina que somente haverá ingresso no serviço público mediante concurso, o que certamente é desrespeitado ou burlado por meio de fórmulas jurídicas engenhosas. Os brasileiros gostariam de saber como ficam as punições para as infrações legais.

 

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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HUMOR NO PLANALTO

 

Após apelo de Costa Neto, Tiririca desiste de abandonar a vida política. É óbvio: Tiririca, mais do que ninguém, sabe como está difícil fazer palhaçada hoje em dia na televisão e o quão cara está a vida aqui fora. Lá, ele se sente em casa, com seus iguais. Com toda certeza a oferta que recebeu na Ilha da Fantasia é bem maior do que a que eventualmente receberia aqui. O palhaço está certo.

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

 

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LEGADO INSUFICIENTE

 

Surpreendente e corajosa a declaração de Rui Falcão (presidente do PT), falando que o legado de Lula não reelegeria Dilma. Eu sou mais contundente: ela não emplaca o segundo turno.

 

Ivan Bertazzo ivan.bertazzo@gmail.com

São Paulo

 

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O FIM DE UM REINADO

 

Rui Falcão, presidente do PT, ao se dar conta de que o "reinado" lulista está chegando ao fim, após muita elucubração, lança duas novas bandeiras para o PT reconquistar o eleitorado: a reforma política, nela incluída o financiamento público de campanha, e a mordaça na mídia. Aliás, a "democratização dos meios de comunicação". Falando às claras, me arrepio só em pensar numa reforma política saída da cabeça dos atuais congressistas. Será pior a emenda que o soneto. A fixação de Falcão pela mordaça na mídia é compreensível, pois, não fosse gozarmos de liberdade de imprensa, já estaríamos no mesmo patamar opressivo em que se encontram hoje a Argentina de Kirchner e a Venezuela chavista. A imprensa brasileira realmente incomoda: é uma pedra no sapato do PT!

 

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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TRAGÉDIA EM SANTA MARIA

 

Justiça fandangueira, a que liberta da prisão os envolvidos na morte de 242 jovens na Boate Kiss, em Santa Maria (RS). O incêndio continua...

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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'COMPREENSÍVEL COMOÇÃO'

 

Se entendi, quatro jovens ficaram presos desde janeiro pela "compreensível comoção naquele momento", um risco para suas vidas, segundo o Tribunal de Justiça (caso da Boate Kiss, Santa Maria, RS). Muito injusto. Eu pensava que o motivo eram as 242 vidas jovens injustamente ceifadas para sempre.

 

Eunice Marino marinoeu@hotmail.com

Guaxupé (MG)

 

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O EXEMPLO DE SANTA MARIA

 

Essa frase foi título de editorial do "Estado" em 27 de março último, quando o jornal elogiava as providências das autoridades com relação à tragédia da Boate Kiss, que "enquadraram" até o prefeito. Agora, quando soltam os poucos acusados, vemos que se repete aquilo a que estamos acostumados: a impunidade, que estimula os crimes de todas as espécies. Para quem quiser saber o que significa "impunidade", é só indicar "o exemplo de Santa Maria".

 

Carlos Renato Napoleone

crnapoleone_50@itelefonica.com.br

Agudos

 

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PERDAS E GANHOS

 

Milhares de poupadores tiveram seus direitos reconhecidos e até já receberam os valores correspondentes às perdas impostas pelos planos "Bresser", "Verão" e "Collor", até que o ministro Dias Toffoli suspendesse o andamento de todos estes processos há três anos. Tratando-se de um assunto de repercussão nacional, o que impede o STF de dar prosseguimento à tão importante julgamento?

 

Gustavo Guimarães da Veiga gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

 

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CONTA DE LUZ

 

Aqui, em São Paulo, deve ser fácil reduzir a conta de eletricidade. É só calcular o ICMS sobre o consumo, como seria óbvio. Vejam na página 28 do relatório (disponível em http://www.energia.sp.gov.br/a2sitebox/arquivos/documentos/363.pdf) como é feito o cálculo do ICMS. Primeiro, ele é calculado após a inclusão dos impostos federais (PIS/COFINS), ou seja, pagamos ICMS sobre imposto. Depois, para chegar ao ICMS, multiplica-se a soma obtida por 0,25/0,75. Para chegar aos 25% de imposto não bastaria multiplicar por 0,25? Essa fração empregada, 0,25/0,75, é equivalente a exatos 33,333% da conta. Conclusão, é cobrado 33,333% do total do consumo mais os impostos federais. Está aí uma bela oportunidade para o governo estadual reduzir a conta de eletricidade. É só fazer a conta direito, aplicando 25% ao valor do consumo. A conta cai mais de 8%. Governador, que está esperando?

 

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

São Paulo

 

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O ANO DO IMPROVISO

 

Mais uma vez o governo federal segue ziguezagueando em um programa que poderíamos batizar de "Este ano se improvisa", em uma adaptação de um antigo sucesso da TV Record denominado "Esta Noite se Improvisa". Focado basicamente no projeto da reeleição da presidente Dilma para 2014, insiste em distribuir bondades a setores da economia que venham a lhe render votos. Tendo relegado a um plano inferior os projetos do setor de infraestrutura do País nos últimos dez anos, corre para remendar o possível, já que estamos pagando caro por tanta inércia e incompetência. Enquanto o ministro da Fazenda vai anunciando possíveis melhorias na economia nos trimestres seguintes, a presidente assina medidas provisórias (MPs) que tenta transformar em leis, junto ao Congresso Nacional, para ir remendando, inclusive atropelando, os prazos normais de tramitação. Foi assim com a MP dos Portos, quando foi obrigada a pagar - leia-se: o erário foi obrigado a pagar - alto preço aos deputados por meio de emendas de interesse dos mesmos, em nome da decantada governabilidade. Na ocasião, o Senado Federal viu-se constrangido a referendar a MP em apenas um dia. Mas agora, com a MP do Setor Elétrico, o presidente daquela Casa resolveu cobrar a conta. Recusou-se a assinar em branco a MP em questão e a validade da mesma foi por terra. Aparentemente foi um ato correto, em nome da igualdade entre os poderes, mas com o histórico dos personagens envolvidos, nos permite dar asas a outras interpretações. O governo federal veio, de imediato, acalmar a opinião pública, declarando que outras medidas seriam tomadas de pronto para garantir a redução na conta da energia elétrica. Enquanto isso, a usina eólica, pronta para gerar energia elétrica, só dá prejuízo, por conta de uma inexistente linha de transmissão. Afinal de contas, este ano se improvisa. Paralelamente a presidente sofreu um novo dissabor ontem com o último "pibinho", mas com o consolo da eterna promessa de seu competente ministro, de que as coisas vão melhorar. O déficit na balança comercial e outros reveses que tais, segundo a ótica oficial, são passageiros e nosso futuro é cor-de-rosa. Acredite quem quiser.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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CONTÁGIO

 

Atenção, imprensa brasileira: parem de noticiar fatos cruéis, crimes bárbaros como os dos dentistas queimados vivos, corrupção, desvio de dinheiro público, BNDES dando dinheiro toda semana para o senhor Eike Batista, etc. Já está provado: "superexposição" causa contágio. Lamentavelmente, no Brasil é assim: o exemplo que vem de cima, devido ao contágio, não pode ser publicado.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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AMIGOS, AMIGOS, NEGÓCIOS À PARTE

Soube que no país amigo do Brasil, a Venezuela, está faltando papel-higiênico. Informo que, se as companheirinhas da "Mulheres da Via Campesina" não destruírem as mudas das árvores das quais surgirão nosso papel-higiênico, o Brasil poderá exportar essa mercadoria à Venezuela! Informo também que, se os campanheirões do "MST" não destruírem as lavouras de laranja, o Brasil poderá exportar à Venezuela não só as frutas das laranjeiras como o seu suco. E, por fim, informo que, se a companheirada da "Teologia da Libertação" ensinar os seus seguidores de que não se deve destruir as plantações de uva, não faltará à Igreja Católica da Venezuela vinho para celebrar a eucaristia, pois o Brasil poderá exportar à Venezuela não só as uvas, como também o vinho. Mas, para tal, os companheiros chavistas não poderão impedir que a PDVSA explore e produza e exporte petróleo! Pois somente com a exportação do petróleo a Venezuela conseguirá divisas internacionais para pagar as suas importações de mercadorias brasileiras. Afinal, país amigo, sim, mas negócios à parte.

 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

 

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FALTAS EXTERNAS

 

É inacreditável que esse povo brasileiro, por mais ignorante que seja, por mais alienado que seja, não se paute no exemplo que a Venezuela está dando com essa gestão comunista. Um país que tem uma produção petrolífera capaz de torná-lo forte exportador de petróleo, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), tendo entre seus parceiros comerciais os Estados Unidos, passa por uma crise tão degradante que chega a lhe faltar papel higiênico e vinho para a missa. Como se não bastasse Cuba em condições de miséria, a ponto de Dilma Rousseff enviar-lhes alimentos e alguns milhões de dólares. Se essa que se intitula "presidenta" continuar perdoando dívidas e distribuindo dinheiro - o último beneficiado foi o Sudão - logo estaremos estendendo o pires, e aí, amigos, o tal de Bolsa Família vai sucumbir de verdade.

 

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

 

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PSEUDOMÉDICOS

 

Convivemos neste Brasil com as mais diversificadas espécies de bandidos. Temos centenas de políticos, em cargos importantes, comprovadamente em débito com a justiça, juízes desonestos, empresários, advogados, médicos, professores desonestos! Sendo que o povo brasileiro, em geral, é de uma desonestidade histórica!

Mas, se generalizarmos, estaremos cometendo uma grande injustiça! Em todas as classes há sempre os honestos, as pessoas boas, dedicadas e limpas! O que vemos, no momento, é uma tentativa de desmoralização da classe médica, por parte do (des)governo e de sua mídia comprada. Nada se fala dos bons médicos e da falta de condições de trabalho que todos enfrentam, nada se fala do movimento mais do que justo que fazem contra a vinda dos pseudomédicos cubanos para o Brasil! Estamos vivendo como bestas, levadas pelo cabresto! Somos a Cuba, a Venezuela e a Argentina em maior escala! Podemos começar a nos despedir da ilusão de liberdade que ainda temos!

 

Anita M. S. Driemeier lyndita9@gmail.com

Campo grande

 

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REQUISITOS INCONSISTENTES

 

Se formados nos EUA, Alemanha ou França, precisam se qualificar no Brasil. Qualquer "mané" formado em Cuba não precisa. Êta paisinho pai d'égua!

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmai.com

São Bernardo do Campo

 

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ENRIQUECIMENTO ILÍCITO NO TIT

O "Estado" tornou a publicar dia 30/5 mais uma matéria relacionada a um juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), órgão de total confiabilidade da Secretaria da Fazenda deste Estado. Como o assunto é de máxima gravidade, insistentemente reprisado (várias datas) esperamos, tanto este modesto leitor quanto todos aqueles que acompanham os trabalhos do Ministério Público Estadual, no mínimo, um pronunciamento esclarecedor do secretário da Fazenda, ou mesmo do governador em exercício.

 

Carlos Laué Junior bibalaue@gmail.com

São Paulo

 

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PROBLEMA ANTIGO

 

Não é de hoje que o Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) é marcado pela sombra da corrupção. O acusado da vez, de 30 anos, de família tradicional, cursou as melhores universidades do País, na Fundação Getulio Vargas e no Largo do São Francisco. O assustador avanço patrimonial para o servidor público que é - mais de R$ 30 milhões em menos de 30 meses de exercício como juiz do TIT - demonstra que qualquer justificativa não encontrará guarida. Esse é o resultado de uma política criminal ineficiente. A sensação de impunidade move os marginais, o que vemos, inclusive, nos representantes públicos deste país.

 

Joao Zibordi Lara joaozibordilara@hotmail.com

Indaiatuba

 

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HABILIDADES MAL APLICADAS

 

A Justiça do Rio de Janeiro acatou a decisão do Ministério Público e concedeu liminar proibindo que as seleções de Brasil e Inglaterra joguem no estádio do Maracanã amanhã. Em menos de 24 horas, após o governo do Estado revogar a decisão, o jogo irá ocorrer. Já pensaram se o governador do Rio de Janeiro tivesse agido com essa mesma habilidade na reconstrução das casas que foram arrastadas nas enchentes que ocorreram naquele Estado?

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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CIRCO GARANTIDO

 

Referindo-me ao Maracanã: com a revogação da liminar, o circo está garantido. Quanto ao pão, o Bolsa Família se encarrega!

 

Mauro Ribeiro Gamero mrgamero@ajato.com.br

São Paulo

 

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LETARGIA

 

É sina? Não. É interesse politiqueiro mesmo, aliado à já conhecida incompetência do poder público. A exemplo de 1950, mais uma vez o Maracanã está sendo inaugurado com obras, e muitas, por fazer. Como em 1950, o Maracanã foi inaugurado com canteiros de obras, entulhos, etc., em vários locais. Claro, hoje, como então, o político quer estar lá para discursar a sua demagogia. E o povo que foi tungado no bolso por essa obra, que custou o dobro do previsto, ainda bate palmas. Então o que vocês querem? O político deduz: eu roubo eles e ainda me aplaudem. Vamos ver quando o País sairá desta letargia.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Vila Isabel (RJ)

 

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TRINCA DAS ARÁBIAS

 

O Maracanã, interditado pela justiça por falta de segurança aos torcedores, às vésperas de uma porfia importantíssima entre o Brasil e os bretões, criadores de nossa paixão nacional, me faz lembrar o governador Sérgio Cabral a Construtora Delta e o Sr. Cavendish, e - por que não? - o Sr. Eike Batista, com seus eternos X´s, explorando comercialmente as dependências do referido estádio. De fato, uma trinca das "arábias" como se dizia em tempos de antanho. É um processo lento, mas que, aos poucos, a casa vai caindo, vai. O que se espera é que o Maracanã, apesar de tudo, continue firme e forte.

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

 

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'PADRÃO FIFA' DE QUALIDADE

 

Acreditando que a coisa pudesse ser organizada, adquiri meus ingressos pelo site da Fifa e agendei a retirada dos mesmos para o dia 29/5. Baseado na promessa que me fora feito por escrito (está no e-mail que confirmou minha compra), pensei que seria uma operação tranquila. Ledo engano: cheguei ao local às 11h30 e só consegui sair às 16h50. A esculhambação era geral e irrestrita, com filas enormes e desorganizadas, com funcionários mal treinados, com computadores travando e "otras cositas más". Se aquela zona que eu vi servir como parâmetro do que será a Copa das Confederações, começo a acreditar que esse negócio de "Padrão Fifa" não passa de conversa mole pra boi dormir.

 

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

 

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FALTA DE CONTROLE

 

Nem começou a Copa das Confederações e um tumulto aconteceu na retirada dos ingressos por uma falha no esquema. A Fifa comporta-se como empresa que começou ontem. Não aprendeu que o país do jeitinho faz de tudo para se dar bem? Vamos passar vergonha em 2014 se fatos como esses se sucederem. Falta de planejamento, organização e um desrespeito ao cidadão que segue orientações nem sempre confiáveis. Com tanta tecnologia à disposição, fica difícil compreender por que o cidadão é sempre tão prejudicado. Por que tanto desgaste e longas horas perdidas em filas? O diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil, concedeu uma entrevista coletiva no Rio e confirmou que nem todo o esquema planejado funcionou, porque muitas pessoas vieram ao mesmo tempo e a Fifa não tem como controlar isso. Por que não contratar uma empresa que poderia fazer esse trabalho sem tropeçar na incompetência? Se a Fifa não tem como controlar, certamente há empresas que têm.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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STF

 

Joaquim Barbosa disse a verdade sobre os partidos (que eles são "de mentirinha" no Brasil). Esse é um homem de valor e merece aplausos. Quem desconhece que neste país só existem 2 (dois) Poderes? O Executivo e o Judiciário. O outro recebe ordens e obedece.

 

Paulo Maia paulomaiacjr@hotmail.com

São José dos Campos

 

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A PEREGRINAÇÃO POR VAGA NO STF

 

Indicado para assumir a vaga no STF, Luís Barroso começa a visitar senadores! Lamentavelmente, o candidato ao STF tem de bajular senadores para obter a aprovação de sua indicação. Essa praxe imoral deveria ser coibida. Quem deve favores tem a obrigação de atender os seus bajulados: aqui começa a submissão, a impureza da imparcialidade e, como não dizer, a falta de ética e de moralidade de um futuro ministro do STF. Um candidato ao STF deve convencer o Senado Federal por sua bagagem e competência jurídica, e não, preliminarmente, rastejar-se, visitando senadores, em busca de votos. Uma vergonha! Se já é imoral a Constituição respaldar a indicação dos ministros do STF pelo presidente da República, caracterizando quase uma dependência do superior Judiciário ao Executivo, mais indecorosa é a peregrinação consentida de futuros ministros pelos gabinetes do Senado à procura de votos.

 

Julio Cardoso juliocmcardoso@hotmail.com

Balneário Camboriú (SC)

 

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O MALEFÍCIO DA DÚVIDA

 

Outro dia, comentando a quase unanimidade pela indicação do advogado Luis Roberto Barroso para o STF, manifestei-me contrário a tal "unanimidade" alegando que quem diz "penso que a regra geral em uma democracia deve ser: decisão política deve ser tomada por quem tem voto" deve viver em um país com um Congresso constituído por uma maioria de políticos capazes, honestos e bem formados. Infelizmente o que não é o caso deste país. Agora, em visita ao presidente do Senado Federal, Sr. Renan Calheiros, sai-se o Sr. Barroso com mais uma pérola: "Meu papel é conversar com senadores, submeter meu nome a eles, porque eu dependo deles". Aceitar dependência do Sr. Calheiros e declarar isso sorrindo, como apareceu neste jornal, é, no mínimo, um desaforo. O Sr. Barreto pode ser competente advogado. Que o diga Cesare Battisti. Quanto a suas demais credenciais, reservo-me o direito de duvidar.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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O 'REPRESENTANTE'

 

E mais uma vez um ministro do STF, o maior grau do Poder Judiciário, é escolhido pela chefe do outro Poder, o Executivo, e submetido a uma sabatina pelo terceiro, o Legislativo, cujos componentes, em grande parte, na realidade, só elaboram leis para atender a seus interesses pessoais ou partidários. Onde estará a equivalência, a harmonia e, principalmente, a independência que deve existir entre os Poderes? Será que os do Poder Judiciário não teriam condições de escolher seus próprios ministros?

 

Nilton de Freitas Guimarães

nfguimaraeseo@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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PORTUGUÊS SUBORDINADO

 

Em recente entrevista na mídia, o Sr. Luis Roberto Barroso, considerado um competentíssimo advogado, agradeceu a Dilma pela sua indicação, referindo-se a ela como "a presidenta". Como advogado de expressão que é e, portanto, muito bom conhecedor da língua portuguesa, essa forma de se referir à presidente Dilma já denuncia a sua submissão e o motivo de sua escolha para tal cargo.

 

Marco Aurélio Rehder marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

 

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RADARES

 

Lamentável que o número de radares nas rodovias paulistas vá mais do que dobrar em 2013. Dos atuais 365, passaremos a ter 894 radares espalhados pelas rodovias do Estado. Em vez de investir na melhoria das condições das nossas estradas e em campanhas de educação e prevenção no trânsito, o governo estadual prefere investir em radares e multas, o que só fomenta a conhecida "indústria das multas" e aumenta a arrecadação do Estado à nossa custa. Os motoristas paulistas se tornam cada vez mais reféns de um sistema de pedágios e radares em excesso, além de ter que se defrontar com estradas esburacadas e em más condições de conservação e sinalização. Quase 20 anos de governo do PSDB no Estado mais rico da Federação nos levaram a esta triste situação.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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CONGESTIONAMENTO NA BAIXADA SANTISTA

 

Uma imagem chocante e incompreensível: centenas de caminhões carregados de produtos para exportação em fila, paralisados, contidos na incompetência de um governo que reduz o maior porto da America Latina a situação de precariedade e burocracia. Ou será "burrocracia"? Além de todos os descalabros que a falta de seriedade ou a simples incapacidade do governo brasileiro em conduzir a bom termo a economia do País, o que se torna evidente em cada setor, a cada dia, é a precariedade generalizada de recursos de infraestrutura que impede o crescimento real do País. Aparelhado por companheiros tão ignorantes quanto sua cúpula, o governo assaca os cofres, entrega o erário aos amigos e familiares, deixa a nação de joelhos frente às necessidades vitais dos cidadãos e coloca milhões e milhões de reais a serviço de países ditos "amigos", aplicando em benesses aos outros o que é recusado aos nossos hospitais, às nossas estradas, às nossas escolas e aos nossos infindáveis drogados pelas ruas afora deste país. A insegurança geral que tudo isto impõe ao País só é menor que a insegurança da sociedade em sair à rua ou mesmo em ficar em casa. Há bandidos de todas as idades, com todas as fúrias e requintes de crueldade, aplicando diariamente sua força por sobre a precaríssima segurança publica, que de segurança não tem nada, nada mesmo. E, para completar o círculo maldito da desgovernança, prossegue a Justiça Nacional acovardada, cheia de saídas estratégicas, repleta de possibilidades de proteção ao crime e contando com o passar do tempo para abrigar, proteger e aliviar o destino de todos os criminosos que ocupa, desde as salas de Brasília até as favelas que crescem País afora. No meio do caminho, é claro, estão todos eles, políticos, amigos e afins, enriquecendo aos galopes. Os 40% de impostos arrecadados de cada brasileiro a cada dia fazem mais milionários, como se fosse uma verdadeira mega-sena acumulada e certeira. Na verdade, algo está acontecendo em resposta a este descalabro pelas ruas afora em indignação, por causa da inflação galopante. Mas, a contar com o software inquestionável das urninhas verde amarelas, a chance de mudança é mínima.

 

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

 

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PAÍS ABANDONADO

 

A prefeita de Cubatão, mesmo sendo do partido do governo federal não segurou o caos nas estradas que levam às praias e usou a lei para fechar os pátios à noite, deixando um nó até a capital, tudo parado. Nada nem ninguém podia descer às praias ou subir delas para a capital. O pior, numa véspera de feriado. A situação de abandono dos portos pelo governo federal só é superada pela situação da segurança pública. Acontecem crimes que nem os piores filmes de terror poderiam encenar. Por quê? Simples: a impunidade faz os maus não terem nada a perder. As leis já são fracas - nem elas são usadas contra o crime, e ainda estão diminuindo as leis de prisão, dando liberdade a bandidos. Além disso, jamais vão diminuir a idade penal, muito embora tenham sido rápidos em aprovar a maioridade de 16 anos para votar. Enfim, infelizmente vivemos uma fase do salve-se quem puder. Ainda bem que não aceitamos as leis de desarmamento, única chance que teremos de defesa. Quem pode paga segurança. Não sei o que falta para a população expulsar do poder estes que destroem o Brasil a olhos vistos.

 

Roberto Moreira Da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

 

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DESORGANIZAÇÃO INCOMPREENSÍVEL

 

As vias de acesso à baixada santista tiveram mais uns dias de caos. Desta vez, a origem foi a atitude da prefeita de Cubatão, que baixou um decreto proibindo o estacionamento de caminhões em algumas áreas da cidade. Do fato é preciso tirar algumas conclusões. A primeira é que foi uma atitude que causou grandes transtornos que se espalharam para outras localidades, quando antes atingia apenas o município de Cubatão. Em segundo lugar vem um fato que preocupa: a causa foi, também, a ação isolada de uma pessoa. Por que não aproveitar o que aconteceu e promover um encontro metropolitano de empresários, prefeitos, prefeitas, vereadores, deputados estaduais e federais, organismos sociais e universidades para elaborar estudos que se encerre com a confecção de uma proposta unificada, a ser levada aos governos dos estados, como o São Paulo e outros onde é grande a produção agrícola? A proposta pode incluir desde o agendamento da chegada de caminhões aos portos à construção de ferrovias, estradas, hidrovias, silos e armazéns. Não dá para entender que até agora não se veja um efetivo planejamento nem ação unificada para tentar resolver o assunto - que não se limita ao tráfego, mas a todo um sistema econômico, por certo.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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BRINCANDO DE GOVERNAR

 

O prefeito da cidade de São Paulo sancionou projeto de lei mudando o nome da Ponte dos Remédios para homenagear a mãe de um jornalista. Nada contra essa senhora que, acredito, deve ter méritos. Mas é isso que se chama governar? Ficar mudando nomes de ruas e praças? Me poupe...

 

Maria da Glória De Rosa mg-de-rosa@hotmail.com

São Paulo

 

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VIOLÊNCIA

 

Não é segredo para ninguém que a violência no Brasil está banalizada. Porém cabe ressaltar que o principal responsável é, sem dúvida, a impunidade. Leis punitivas temos até de sobra, mas em sua maioria não são postas em prática pelas autoridades, o que tem aumentado os índices de delinquência, praticados principalmente por jovens infratores com idade entre 12 e 17 anos. O fato é que a falta de punição é o que alivia mesmo quem comete crime hiper violento e hediondo, como no caso da dentista em São Bernardo, queimada viva por não possuir uma quantidade de dinheiro em sua conta bancária. Um dos envolvidos no crime bárbaro era um jovem de 17 anos. Crimes praticados por jovens são cada vez mais comuns no Brasil e quase nada tem sido efetivamente feito pelas autoridades para mudar esse quadro caótico. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que o jovem que comete um ato infracionário não pode ficar internado por mais de três anos, o que é muito pouco, se comparado com um jovem que pratica o mesmo crime em outros países, especialmente nos EUA ou na Inglaterra. No Brasil, durante o período de internação - que não tem prazo determinado, pois alguns saem em poucas semanas, quando não fogem - o adolescente cumpre atividades pedagógicas e medidas socioeducativas em unidades especiais. Quando o limite de três anos de internação é atingido, o menor de idade pode ser colocado em regime de semiliberdade ou liberdade assistida. O problema maior é que tanto nos presídios para maiores quanto nas casas de internação de menores são locais, em sua maioria, comandados por jovens que têm ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ou será que as autoridades não sabem que isso acontece à luz do dia? Tenho minhas dúvidas quanto a isso!

 

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

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PRIORIDADES PRETERIDAS

 

Calamitosamente, 30 mil condenados pela Justiça não poderão cumprir suas penas em regime fechado ou semiaberto por falta de vagas nos presídios, já abarrotados. A carência de vagas assume proporções assustadoras. O governo, segundo o ministro Gilmar Mendes, do STF, estuda a possibilidade de instituir prisão domiciliar para o cumprimento das penas impostas aos condenados. Esses planos emergenciais e inócuos poderão causar um dano irremediável à população, que ficará seguramente à mercê de bandidos perigosos. A pergunta que formulamos ao (des)governo de plantão é esta: por que tantos recursos direcionados a estádios de futebol, todos feitos às pressas, mal acabados e já apresentando inúmeras falhas, em detrimento de investimentos necessários à segurança da população que trabalha e paga seus impostos?

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

 

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GUARDAS E POLÍCIAS

 

Gostaria de externar minha indignação. O caso da psicóloga que foi estuprada na Marginal Tietê depois de ter sido auxiliada pelos tais marronzinhos da CET mostra o quanto esses servidores são despreparados para prestar serviço ao cidadão: só pensam e cuidam das máquinas, as pessoas que se virem. Eu e minha família sofremos acidente à noite em estrada do Estado de São Paulo. Logo apareceu a polícia, que esteve ao nosso lado, alertando-nos dos possíveis assaltantes e ali ficaram até que os guinchos dos seguros chegassem. Em outra ocasião, na rodovia Dom Pedro, durante o dia, uma de minhas filhas se envolveu em um acidente e foi protegida por dois policiais armados de metralhadora, pois um aglomerado de pessoas vinha em direção aos veículos envolvidos para saqueá-los, conforme orientação dos guardas. A consciência do perigo deve vir desses profissionais. Acredito que essa psicóloga deveria entrar na justiça contra a Prefeitura pelos danos morais e físicos sofridos.

 

Maria Elisa Souto Ranali eranali@uol.com.br

São Paulo

 

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PENAS MAIS DURAS

 

Nunca antes neste país se leu nos jornais e na internet tantas notícias de estupro, pedofilia, violência, sequestros-relâmpago e assassinatos como atualmente. Podem vir com estatísticas fajutas, declarações mentirosas, mas o que é evidente é que a coisa está fora de controle. Ou se endurecem as penas, instalando-se as penas de morte, castração, prisão perpétua, ou vai ser difícil viver nas grandes cidades, onde só pouquíssimos aquinhoados podem ter carro blindado e seguranças.

 

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

 

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INSPIRAÇÃO

 

O projeto de engenharia da Usina Hidrelétrica Henry Borden me inspirou a sugerir um sistema de dutos ligando o planalto paulista ao litoral, resolvendo o problema de transporte de grãos até o porto de Santos, que atualmente congestiona o trânsito rodoviário na vias Anchieta e Emigrantes.

 

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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