Fórum dos Leitores

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 5h33

03 Junho 2013 | 02h04

Punir e restituir é preciso

Muito bem-vindo o projeto que está sendo elaborado entre o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para combater desperdícios e melhorar a qualidade de gestão das políticas públicas. É verdade o que afirma o sr. João Augusto Nardes, presidente do TCU. "Temos um grande câncer no Brasil: a gestão pública não é adequada" (30/5, A3). O principal problema é a corrupção e o desvio de dinheiro público para contas particulares. Estudos sobre esse mal já foram feitos antes pela OCDE. Falta aplicar com rigor as necessidades óbvias, sendo a mais relevante uma punição contundente dos culpados e a restituição dos valores roubados ao Tesouro. Qualquer atitude diferente é contemporização, irresponsabilidade e conivência com os crimes cometidos!

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

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BRASIL HOJE

Seu pior momento

Esse desgoverno que está aí é incompetente para administrar o País e muito competente para produzir "falcatruas" que beneficiem a camarilha que tomou de assalto a máquina pública. O Executivo encampou o Congresso com a conivência dos oportunistas que foram eleitos para defender - em tese - o interesse da população, mas, na verdade, com exceção de uma ínfima minoria inexpressiva, são lobos vorazes na defesa de seus mesquinhos apetites individuais. A meta dessa gente é cooptar o Poder Judiciário e amordaçar a imprensa livre. Infelizmente, no âmbito da sociedade brasileira, que paga a maior carga de impostos do planeta, reina o imobilismo, embalado por uma onda de consumismo irresponsável, que tem os seus dias contados. Até quando as forças vivas da Nação vão ficar de braços cruzados? As obras de infraestrutura, necessárias ao desenvolvimento, praticamente não saem do papel, enquanto bilhões escoam pelo ralo da corrupção e da incompetência - transposição do São Francisco e construção de estádios superfaturados, em detrimento do que realmente a população precisa: investimento maciço em educação, saúde e segurança, entre outras deficiências.

APARECIDO LONGO DE SOUZA

cidlongo@terra.com.br

Itatiba

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O rei está nu

Há 11 anos é assim. E o saque e a inépcia dos petralhas no poder são tão grandes que nem mesmo o marketing de "propaganda de margarina", regiamente remunerado no exterior, vai conseguir continuar mascarando a situação patética do Brasil.

RICARDO C. T. MARTINS

rctmartins@gmail.com

São Paulo

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País infeliz

O Brasil foi classificado como o quarto país mais infeliz entre 36 analisados. Pesaram nessa classificação a renda, o acesso à saúde, segurança pública, habitação e meio ambiente. Será que nossa "presidenta" virá a público em rede nacional de TV para comemorar esse magnífico feito?

ARIOVALDO MARQUES

arimarques.sp@gmail.com

São Paulo

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GOVERNO DILMA

O povo e os impostos 

Segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, o brasileiro médio pagará de impostos este ano o equivalente ao que ganhou durante 150 dias de trabalho (de 1.º/1 a 30/5). Como essa dinheirama não é revertida para melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano da população, e ainda considerando a crescente inflação, o pibinho de 0,6%, a presença de 39 ministérios, grande parte deles apenas cabides de empregos, e que Dilma, apesar do salto alto, não entende absolutamente nada de nada, concluímos que trabalhamos de graça para causas nada nobres: o perdão de dívidas de países africanos, a sustentação da ineficiente e voraz máquina do governo e a reeleição da "gerentona". Melhor começar a estocar papel higiênico.

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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Aumento da Selic

Presidente Dilma, a senhora não acha que passou da hora de enfrentar com coragem e realmente reduzir nossa massacrante carga tributária, assim como nosso imenso Estado? Evidentemente, a senhora e o ministro Mantega já perceberam que sua política de incentivo ao consumo não atingiu os resultados que almejavam. Hoje temos pibinho e inflação ameaçando sair do controle. Tenha a coragem de atacar de fato o imenso Estado brasileiro - o povo aplaudiria se a sra. presidente iniciasse um processo para diminuir drasticamente o número de ministérios - e reduzir a quantidade insana de impostos pagos pelo povo. Duas medidas que já deveriam ter sido tomadas há muito tempo e permitiriam um crescimento econômico mais vigoroso.

FÁBIO ZATZ

fzatz@uol.com.br

São Paulo

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Os mesmos vícios

Direitos humanos, menores e verdade (A2) e Dilma não deve explicações, diz ministro (A6) - dois textos diferentes (30/5), mas com os mesmo vícios do lulo-dilmo-bolivarianismo. No primeiro, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) silencia sobre os crimes contra adolescentes cometidos pela guerrilha. No segundo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência declara que Dilma não dará satisfações sobre a trapalhada com o Bolsa Família e a mentira dela e de vários membros do governo nesse episódio. Maquiar os números da economia é o de menos. Quem diria onde fomos amarrar nosso burro... No colonialismo castro-chavista-kirchneriano!

JOSÉ ANTÔNIO GARBINO

garbino.blv@terra.com.br

Bauru

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Direitos humanos

O artigo do sr. Héctor Ricardo Leis (30/5, A2) é muito propício para levantar a questão do recrutamento de menores em conflitos armados. Infelizmente, é uma enorme perda de tempo solicitar à CNV esclarecimentos sobre os excessos cometidos pelos guerrilheiros. É uma comissão da meia-verdade, foi instituída com o único intuito de apurar os excessos da repressão, ficando os delitos perpetrados pelos guerrilheiros como "cláusula pétrea". E os nossos fatos históricos continuarão capengas.

WALTER MENEZES

wm-menezes@uol.com.br

São Roque

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Meia-verdade

Os membros da Comissão Nacional da Verdade devem ouvir também algumas pessoas "do outro lado", nem que seja só para disfarçar... Caso contrário, podem dar-lhes os argumentos para que a chamem de comissão da meia-verdade. Fica o alerta!

JOÃO CARLOS ÂNGELI

j.angeli@terra.com.br

Santos 

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DESCASO

A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou uma verdadeira farra na compra de passagens aéreas para os órgãos do governo. O erário chegou a pagar R$ 1,5 mil para voar entre Brasília, Rio e São Paulo – trechos em que a passagem custa entre R$ 300 e R$ 400 se adquirida com certa antecedência – e os órgãos dão o imediatismo das convocações para reuniões e eventos como desculpa pela sangria ao dinheiro público (“Estado”, 26/5). Isso sem falar de viagens de servidores e autoridades em férias, o destino da milhagem que as companhias aéreas dão como brinde de fidelidade, e o uso dos aviões da FAB, recentemente comentado como abusivo. Outra amostra do quão perdulário é o governo vem da Radiobras, que mantém imóveis fechados desde 1999, terreno e apartamentos funcionais em caros endereços de importantes capitais. Controle nunca foi o forte de nossos governos. Centenas, talvez milhares, de episódios demonstram o pouco interesse para com imóveis, veículos e outros bens adquiridos com o dinheiro público. As ferrovias são o exemplo mais gritante exposto aos olhos de toda a população. As linhas foram alugadas, mas a maioria dos prédios hoje está entregue à ruína. A Previdência Social também possui imóveis ociosos e, como ela, outras repartições cujos serviços eram manuais e foram informatizados, exigindo menores espaços e menos pessoal para sua execução. Além de aperfeiçoar a máquina de arrecadação, os governos precisam melhor administrar os seus próprios recursos. Não admitir a ociosidade, promover o reaproveitamento e fiscalizar a execução de normas de procedimento. É só dessa forma que, um dia, poderão sobrar recursos para aplicar em educação, saúde, assistência social e outros serviços públicos hoje tão negligenciados. Precisamos sepultar o conceito de que o bem público “é de ninguém” porque, na verdade, ele “é de todos”...

 
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br  
São Paulo

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ESTADO DE DIREITO

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que 3,3 mil servidores públicos recebem acima do teto salarial do funcionalismo. Ou o Ministério Público instaura um processo para que esse dinheiro nos seja devolvido com juros e correção monetária ou vamos continuar fingindo que vivemos num Estado de Direito.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br 
São Paulo

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LEI ANTIBARULHO

E o prefeito Fernando Haddad sanciona lei: aplicar multas para quem estiver com som acima do limite em veículos. Mais uma leizinha que vai para o caixa-prego, a exemplo de muitas outras do mesmo gênero. 

Geraldo Alaécio Galo ggalo10@terra.com.br 
Guarulhos

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EDUCAÇÃO E CIVILIDADE

Cumprimento o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), por ter sancionado lei que proíbe veículos com som alto nas ruas da cidade. A nova lei municipal prevê multa de R$ 1 mil e até a apreensão do veículo dos infratores. Já estamos cansados da poluição sonora causada por motoristas mal educados que colocam o som dos seus carros no mais alto volume e aqueles que anunciam a venda de produtos pelos alto falantes dos veículos. Oxalá a lei seja eficaz e bem fiscalizada para que seja cumprida. Precisamos urgentemente em Sampa de uma lei com multas pesadas para aqueles que insistem em jogar lixo nas ruas e calçadas da cidade. Se faltam educação e civilidade básicas às pessoas, que elas aprendam na base de multas e sanções.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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A IRRESPONSABILIDADE DOS MOTOQUEIROS

Fala-se muito nas bandalhas e na irresponsabilidade dos motoqueiros. Assino embaixo ou em cima. É uma falta de respeito e educação digna de nota zero, “com louvor”. Mas de um detalhe poucos falam ou se preocupam. Quem vende as motos deveria ser obrigado a solicitar e anexar ao pedido uma cópia da habilitação, pois tenho viajado pelo País e, nas conversas, a grande maioria compra a moto e nem tem habilitação. Ou seja, é dar um revolver para quem não sabe atirar. Por isso tantas mortes e tanta irresponsabilidade. Isso deve e precisa ser mudado urgentemente, pois se já com a habilitação fazem tanta coisa errada, imagine o que fariam sem uma.

Antonio Jose G.Marques a.jose@uol.com.br 
São Paulo

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IMAGINA NA COPA

Dizem que a despesa vai ultrapassar R$ 16 bilhões. Na Copa do Mundo de Futebol da África do Sul bastaram a construção de seis arenas, que são estádios de futebol caríssimos, de acordo com as planilhas da milionária Fifa. O Brasil vai precisar de 12 arenas, um exagero, porquanto o número dos países disputantes é o mesmo das copas anteriores, incluindo-se a da África, já mencionada. Um desperdício criminoso do dinheiro público que sai do nosso bolso. A média da capacidade de aficionados de cada uma dessas arenas é de mais de 50 mil espectadores. As arenas de Manaus, Brasília, Cuiabá, Recife, Natal e Fortaleza, após a Copa, vão ficar ociosas, uma vez que nessas praças a média de público em seus campeonatos regionais de futebol não chega a 20 mil torcedores. Enquanto isso, o Nordeste continua esfomeado pela falta de chuvas, as escolas estão abandonadas, os hospitais públicos caindo aos pedaços, nosso transporte ferroviário é inexistente, nossas rodovias estão esburacadas, nossos portos entupidos e nossos aeroportos muito aquém da demanda. E o dinheiro para pagar tudo isso? É claro que sai do nosso estropiado bolso, mas de maneira indireta. O governo pega emprestado aos bancos, aumentando a nossa dívida interna. Embora os bancos sejam muito gratos ao atual governo pelas benesses conseguidas, banqueiro nenhum perdoa dívida. Alguém vai ter de pagar um dia.

José Batista Pinheiro batistapinheiro30@yahoo.com.br 
Fortaleza

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CEMITÉRIO DE ELEFANTES

Indignados, não temos como torcer para o Brasil na Copa das Confederações. Este desgoverno priorizou a construção e reformas de estádios de futebol de forma desnecessária. Com custos exorbitantes, alguns ficarão sem utilidades após a Copa, enquanto a saúde, a educação, o saneamento básico, a construção de presídios, a modernização de portos, aeroportos e rodovias comparam-se a de países de Terceiro Mundo. Em razão do desvio de verbas públicas para essas obras, que se tornarão, em algumas regiões, verdadeiros “elefantes brancos”, como aconteceu na África do Sul, pacientes que dependem da saúde pública estão morrendo nos corredores dos hospitais, por falta de atendimento básico necessário. O Brasil está carente para se dar ao luxo de bancar esses custos milionários em detrimento das necessidades da nação.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 
São Paulo

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ARENAS COM PROBLEMAS

Será que o governo autorizou Será que os estádios recém-construídos no Brasil só se fossem descartáveis? Pois de uma maneira ou outra todos apresentam problemas. Ou será que a finalidade é a de contratar “obras de emergência” que ocorrem sem licitações, para, dessa forma, roubar, desviar e superfaturar? 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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RESPEITO, POR FAVOR

Responda-nos quem puder: é verdade que Mané Garrincha, bicampeão do mundo pela seleção brasileira em 1958 e 1962, falecido em 1983, está proibido pela Fifa de ter seu nome associado ao estádio de Brasília durante a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014? Um absurdo. O torcedor brasileiro pede respeito com o nome dado ao estádio em 1980.
 
Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br 
Volta Redonda (RJ)

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CAXIROLA

Ao vetar essa tal de caxirola, a Fifa deu um recado enérgico aos oportunistas da Copa.

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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INVENÇÃO, NÃO

Na verdade, o Carlinhos Brown não inventou coisa nenhuma. O caxixi é um instrumento usado nas rodas de capoeira aqui na Bahia, em conjunto com o Berimbau. O que aconteceu é que o Carlinhos, por falta de escrúpulos, se apropriou de um instrumento – possivelmente originário da África – cujo inventor não se sabe ao certo quem é, gerando indignação da população baiana pela falta de lisura, respeito e dignidade do pseudoinventor. De tabela, sobrou para Dilma, nossa presidente, se prestar a tanto: ser fotografada como a garotinha propaganda de uma falsa invenção para o Carlinhos ganhar dinheiro.

Carlos Alberto dos Santos camadaui@hotmail.com 
Salvador

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CARTÃO VERMELHO

E a caxirola tomou cartão vermelho antes mesmo de entrar em campo. Criada por Carlinhos Brown e adotada como “instrumento símbolo oficial” do governo federal para animar a torcida na Copa das Confederações deste ano e no Mundial de 2014, acaba de ser vetada pela Fifa por ter sido arremessada no gramado num jogo na Arena Fonte Nova,em Salvador,em abril passado. O futebol
brasileiro já começou perdendo a partida com um gol contra.
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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DESPLANEJAMENTO

Depois de o governo apoiar as caxirolas e, ao que parece, ter interesse em sua produção, ela acabou sendo vetada da Copa das Confederações. Bela falta de planejamento e estudo. Mais um absurdo e gastos desnecessários. Quem fica com a conta?

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br 
Salto

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O PODER É DO POVO

Depois da Copa do Mundo, as manchetes serão sobre os vultosos desvios de dinheiro público, motivo do superfaturamento das obras. O problema é que nós, cidadãos, já sabemos disso com antecedência e não fazemos nada para impedir – simplesmente aceitamos. Agora, fico envergonhado quando vejo um grupo de índios, lutando corajosamente contra a instalação da Usina de Belo Monte. Lutando para defender os seus direitos. E os nossos também! São tão destemidos que ignoram a força e o poder do oponente e colocam a própria vida em risco, sem contar com a ajuda do “homem branco”, que está mais preocupado com o futebol e o Bolsa Família. É uma vergonha para todos nós. Os índios já sabem o significado da frase “O poder emana do povo”. agora cabe a nós, “homens brancos”, entender e fazer valer os nossos direitos. Caso contrário, vamos continuar assistindo à eutanásia social que está havendo nos hospitais e nas ruas. Acorda Brasil!

José Carlos Costa policaio@gmail.com
São Paulo

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ARENA FONTE NOVA

Após chuva constante em Salvador, uma das membranas que recobrem a cobertura da Arena Fonte Nova cedeu à pressão da água acumulada, abrindo um buraco na cobertura e danificando cadeiras do setor leste. A arena foi inaugurada no dia 5/4/2013, com a presença de nossa presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, e custou a bagatela de R$ 689,4 milhões. Não houve feridos porque a arena encontrava-se vazia. Pergunto: se o acidente tivesse ocorrido durante os jogos já realizados no local, será que não teria havido vítimas? Será que essas obras que estão sendo entregues em cima da hora, superfaturadas, tiveram uma inspeção adequada pelos órgãos competentes para garantir a segurança de milhares de brasileiros e estrangeiros que irão frequentar o local? Na minha opinião, a responsabilidade é do governo federal, e, caso uma tragédia aconteça, espero sinceramente, que Dilma não compareça ao local do velório, com lágrimas de crocodilo nos olhos, para consolar os familiares das vítimas, e sim que assuma a culpa e entregue seu cargo.
 
Maria Carmen Del Bel Tunes Goulart carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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ALÍVIO

A cobertura da Fonte Nova cedeu à chuva e o problema foi atribuído a falha humana. Ufa, que alívio! Achei que pudessem atribuir a falha divina.

Marcello Menta Simonsen Nico mentanico@hotmail.com 
São Paulo

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LEIS DA NATUREZA

Parece que a natureza se encarregou de manifestar a nossa decepção (e o nosso desperdício de dinheiro) quanto aos preparativos da Copa, danificando parte da cobertura do estádio em Salvador.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br 
São Paulo

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POUCA VERGONHA

Existem cinco metas para a avaliação de um governo, e cada dia que passa fico mais revoltado com o que vemos no atual (des)governo: educação (sem comentário: antes da hora, site  do Enem já acusava fim das inscrições); saúde (em vez de dar condições para médicos aqui existentes, querem trazer os de fora) saneamento (o que era para 2024 ficará para 2033, ou seja, saneamento básico para todos, só lá); segurança publica (joga-se a culpa nos governos estaduais); infraestrutura (veja o caso da Transnordestina – tudo dá a entender que houve superfaturamento). E agora, será que ainda irão se vangloriar da transposição do São Francisco? E ainda sou obrigado a ver craque inaugurar estádios de futebol inacabados e já dando problemas, vide Fonte Nova, e falando que faremos a melhor das Copas. Copa da pouca vergonha!
 
José Roberto Palma palmapai@ig.com.br 
São Paulo

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A MARAVILHOSA FÁBRICA DE ESTÁDIOS

“Os que estavam mau-agourando a realização da Copa das Confederações estão dando com a ‘língua nos dentes’. Eis que os estádios estão completamente prontos e maravilhosos”, disse a presidente Dilma. Será que já sabia que parte da cobertura do Arena Fonte Nova, recém-inaugurado, cedeu no início da semana em razão das chuvas que caíram em Salvador? Essa cobertura é feita de tecido especial, que não suportou o volume de chuva, se soltando da estrutura e formando um buraco. Felizmente não houve vítimas devido ao fato de o estádio estar vazio. Uma verdadeira “obra prima” do estilo vistosa, bonita e muito cara. Maravilhosa! Todos nós brasileiros esperamos que nada de grave ocorra durante os jogos. Os seis estádios estão prontos para a Copa das Confederações, que terá início em 20 de Junho. Comemorem! 
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br
São Paulo

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TODOS IGUAIS

Mal foi inaugurada e já apresenta problemas: parte da cobertura da Arena Fonte Nova rasgou por causa da forte chuva. Não foi previsto? É assim mesmo. Dinheiro público. Se saísse do bolso deles, duvido que acontecesse. Obra política é assim mesmo: o político manda fazer de qualquer maneira porque quer inaugurar logo. Não viram o prefeito do Rio, Eduardo Paes, que realizou muitas obras de qualquer maneira antes da eleição, como disseram até alguns funcionários da prefeitura. De qualquer maneira ou “nas coxas” como ele classificou as obras feitas pelo seu antecessor. São todos iguais.
 
Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Vila Isabel (RJ)

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QUEM PAGA A CONTA?

O Brasil precisa levar a sério a responsabilidade de ser o país que sediará os eventos esportivos mais importantes e ter os holofotes do mundo inteiro direcionados a tudo o que acontece por aqui.  Parte da cobertura da Arena Fonte Nova não resistiu à forte chuva que caiu sobre Salvador. O estádio foi inaugurado em abril deste ano, com a presença da presidente Dilma e do governador Jaques Wagner, e será um dos palcos da Copa das Confederações, em junho, e da Copa do Mundo, no próximo ano. A estreia da arena nas competições organizadas pela Fifa será no dia 20 de junho. Nunca é demais perguntar quanto custou essa obra e quem são seus responsáveis, para que, em menos de dois meses, já esteja “derretendo”. Novamente o contribuinte será o trouxa pagante. Sem contar o fiasco que serão esses eventos!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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PROMESSAS

Sérgio Cabral promete “total segurança para a população dentro do estádio e no entorno”. Só espero que esta promessa não caia no vazio como as promessas feitas, pelo mesmo Cabral, no Panamericano do Rio ou em relação às casas dos desabrigados pelas chuvas de 2010, 2011, 2012, 2013 ...

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br 
São Paulo

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CODINOME

O novo, moderno e belo estádio do Palmeiras irá se chamar, oficialmente, “Allianz Parque”, porém para a imensa e apaixonada torcida palmeirense esse nome não existe, nada significa. O estádio será sempre chamado por nós de “Arena Palestra” ou simplesmente “Palestra”. Por mais que pesem interesses financeiros, patrocínios milionários, marketing, etc., o fato é que o futebol é uma paixão e os torcedores não são bobos. O Verdão – Campeão do Século – fará 100 anos em 26/8/2014 e está de parabéns pela construção do novíssimo estádio do clube – sem um centavo de dinheiro público, ao contrário do escândalo do “Itaquerão”. E os palmeirenses irão festejar grandes títulos e conquistas na sua nova “Arena Palestra”.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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ECONOMIA

O governo federal deveria desde 2012 ter revertido ao FGTS os 10% a mais cobrados das empresas no momento da demissão de funcionários para cobrir rombo acumulado nos desgovernos Sarney e Collor, voltando aos 40% anteriores. O engraçado é que o governo se recusa a fazer isso e mexe seus pauzinhos no Congresso para que, a exemplo do que pretendia fazer no episódio da CPMF, essa taxa extra no FGTS fique para sempre. A desculpa do governo é que o retorno da multa normal de 40% poderia desencadear desemprego em massa. Ora! Se a política do governo é tão eficiente como diz em propaganda, porque temer esse fantasma do desemprego?  O que não pode é onerar mais ainda as empresas e surrupiar esses 10% do FGTS, que pertencem ao trabalhador, e usá-los para cobrir superávit primário, como se tem feito desde 2012! Aí é roubo declarado e merece ação penal por apropriação indébita!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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2 + 2 = 5

Quando será – e o que mais precisa acontecer – para que a Presidente perceba a fraqueza de sua equipe econômica? Em Matemática, dois mais dois será sempre quatro, e não cinco, como o governo quer.

Geraldo de Paula e Silva geraldodepaula@ibest.com.br 
Teresópolis (RJ)

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ADULTÉRIO FISCAL

O ex-presidente do Banco Central da era FHC, Gustavo Franco, em seu artigo publicado no Estadão, com o título “Guia prático para o adultério fiscal” – “Estado”, 26/5, página B5 -, demonstra claramente o desprezo do governo petista pelas finanças públicas. No texto afirma que “o cidadão que paga impostos é o triste personagem de poucos amigos em Brasília”. Em outro trecho: “o superávit primário brasileiro, em particular, tornou-se uma obra a meio caminho entre a arte conceitual e o neo-construtivismo abstrato”. E ainda sobre o precário estado das finanças públicas, diz: “E, se é assim, as autoridades traem a confiança do cidadão ao pavonear a solidez das nossas contas, sobretudo na presença conspícua de critérios oblíquos, dissimulação, meias verdades e de pequenos truques utilitários para simular o atingimento de metas que não significam coisa alguma”. Logicamente, Gustavo Franco não escreveu para que um Lula, por exemplo, entendesse o seu recado. Provavelmente iria achar até que é um elogio ao PT. Mas resume muito bem tudo aquilo que os analistas nestes últimos anos vêm alertando em relação ao Planalto, sobre a perigosa desconstrução das finanças públicas no País. O governo federal tem preferido levianamente chamar estes críticos de pessimistas! Já que, para o olhar do Planalto, a alta da inflação ­– que, para famílias que ganham até um salário mínimo, cresceu 21,9% em 12 meses – não prejudica em nada os mais pobres. E a falta de investimentos em infraestrutura é birra da elite empresarial. E o PIB, que não deverá ultrapassar a média pífia dos 2%, nos três anos de mandato de Dilma, é culpa dos americanos e dos europeus. Aliás, este governo deveria ser chamado de adúltero, porque trai a confiança da sociedade e dos investidores! 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 
São Carlos

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PEQUENO GOVERNO

Até parece pessimismo. Quando comparamos o caminho que o Brasil está percorrendo com outros países, mesmo em nossa região, vemos que eles estão indo para frente e nós, retrocedendo. Enquanto o novo primeiro ministro chinês, abraçando amplamente o capitalismo, afirma que é preciso reduzir o papel do Estado na economia, o nosso governo tende a ampliá-lo e só não faz mais nos aeroportos, portos, estradas, petróleo e outras áreas por falta de dinheiro. Quando México, Chile, Colômbia e Peru, os novos líderes da economia da América Latina, criam a Aliança do Pacífico, já integrada aos Estados Unidos e à União Europeia, o Brasil torna-se cada vez mais fechado e protecionista, o Mercosul, cada vez mais político e menos mercado comum, já que seus membros são anti abertura econômica. Nosso país, além disso, busca relacionar-se com países atrasados como Venezuela, Cuba, Argentina e Bolívia, que nada tem a nos oferecer em vantagens comerciais. Ao contrário dos interesses nacionais, o Brasil perde nas relações com esses países assim como os africanos, a quem perdoamos dívidas em troca de futuras obras para empreiteiras que financiam nosso governo. É lamentável a falta de honestidade e a pequenez de nosso governo.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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MOMENTO CRUCIAL

A economia brasileira vive seu momento crucial de grande dilema: enquanto o PIB é inexpressivo, a inflação monta e o dólar aumenta vertiginosamente. Não tendo um plano B, o governo já lança mão do aumento da taxa de juros. A reviravolta integral nesse marasmo só será feita pela reforma tributária e pela redução da Federação brasileira, que engole toda a arrecadação e deixa em suas burras o destino de municípios e Estados. Acostumamo-nos ao desprezível crescimento, ao lado de preços artificiais, juros em alta e câmbio começando a preocupar no médio prazo. Que estejamos longe, contudo, da argentinização, pois o papa não é brasileiro.
 
Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br 
São Paulo

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GUILHERME AFIF – ‘VICE’ PARA QUÊ?

À margem da recente polêmica sobre a legitimidade ou a imoralidade de Guilherme Afif Domingos acumular o cargo de vice-governador do Estado de São Paulo com o de ministro da Micro-Empresa, cargo recentemente criado pelo governo federal para cooptar mais políticos, seria oportuno se perguntar para que serve o cargo de vice ou de suplente em qualquer esfera da administração pública. Não vejo a necessidade de substituir vereadores, deputados ou senadores durante ausências ou vacância, visto que a função legislativa, que é a de fazer leis, não pode ser exercida durante um tempo minuto de ocupação do cargo. Por acaso, um suplente tem condições de elaborar ou discutir um projeto de lei durante o mês de férias do deputado titular? No caso do poder executivo, na ausência do presidente, governador ou prefeito, sua função poderia ser cumprida momentaneamente pelos chefes das Câmaras. A verdade é que a maioria dos cargos públicos, ocupados não por concursos de títulos e provas, mas por indicação dos donos do poder, não visa a servir a comunidade, mas apenas satisfazer apadrinhados. A máquina do Estado, assim, em lugar de estar a serviço das reformas estruturais de que a sociedade tanto precisa, se incha cada vez mais de oportunismo, incompetência, desonestidade. Se a gente se desse conta de quantas escolas ou postos de saúde poderiam ser construídos com o dinheiro de nossos impostos gasto com vices, suplentes, números excessivo de ministérios, secretarias, partidos políticos, viagens desnecessárias, privilégios, mordomias, nossa democracia seria outra!
Salvatore D’ Onofrio saldo1@ig.com.br 
São José do Rio Preto

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PARADA GAY

Está na hora de a Prefeitura de São Paulo e os organizadores reverem o local da Parada GLBT. Se as pessoas e autoridades são contra as manifestações mais diversas e mais justas na Avenida Paulista pelo prejuízo ao acesso a vários hospitais e clínicas e pelo prejuízo ao trânsito de toda a região, então nenhum tipo de acontecimento deve ter lugar na Paulista, mesmo aos domingos. Nem a São Silvestre. Sou favorável à proibição do uso da Paulista para qualquer evento definitivamente. Há muitos locais na capital apropriados para tais eventos. Criatividade e boa vontade.

Marcela R. Ciccone cicconeac@hotmail.com 
Carapicuíba

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JOE BIDEN

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, em visita ao Brasil, afirmou que nosso problema com regiões de endemia criminal, como o Morro do Alemão, também constituem problemas no país norte-americano. Inclusive posso lhes afirmar, numa das vezes que lá estive, em 1992 – até hoje! – mesmo com o Tolerância Zero, de Rudolph Giuliani, os policiais ainda temem atender chamados no interior dos velhos prédios do Harlem e do Bronx, na “uptown” de Manhattan, cidade de Nova York, de onde podem não sair ilesos, sendo às vezes “devolvidos” mortos dentro dos elevadores. É só ir lá e conferir! 

Sagrado Lamir David david@powerline.com.br 
Juiz de Fora (MG)

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SECA

É fundamental, relevante e importante uma maior reflexão sobre o semiárido brasileiro, a seca e suas conseqüências sociais e econômicas para o todo o Brasil. Parece existir uma proposital e secular (in)cultura de que a seca no sertão só existe na literatura. A Bahia e todo o Nordeste brasileiro continuam enfrentando mais uma forte estiagem, um flagelo secular. Agricultura estagnada, pecuária arrasada e toda a economia urbano-rural prejudicada. É preciso, portanto, compreender que o Sertão é real, não é cenário de obra de ficção. A seca existe como uma realidade triste. Para um PIB sempre crescente, é indispensável um plano de convivência com a seca, inteligente, coerente e competente. Evitar a seca é impossível, mas existem técnicas para a convivência com ela. Assim, para o Brasil sempre avançar, o grande sertão, além do milagre das chuvas, precisa, também, das veredas da inovação. É preciso começar, com atitude e ação. Urge o Plano de Agrorecuperação do Sertão.

Paulo Cesar Bastos paulocbastos@bol.com.br 
Salvador

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QUE A IDADE ME PERMITA VER

Tenho 81 anos e gostaria muito de estar vivo quando forem concluídas as obras da Ferrovia Transnordestina e a transposição do Rio São Francisco. Também estou curioso para saber quando o Porta Aviões São Paulo vai navegar e os novos caças da FAB vão estar voando pelo Brasil, independente da procedência.
 
Gregório Zolko gzolko@terra.com.br 
São Paulo 
  
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‘DIREITOS HUMANOS, MENORES E VERDADE’

Com o título acima, Héctor Ricardo Leis colocou matéria na segunda página do “Estado” de 30/5 na qual aborda um tema interessante que pode aborrecer muita gente importante, inclusive a presidente Dilma e outros membros do PT. Ele mostra que procurou por todos os meios legais – e reiteradamente – que a Comissão Nacional da Verdade (CNV) investigue o fato de que os vários grupos de guerrilheiros que lutavam contra a ditadura militar aliciavam menores de idade, geralmente estudantes cheios de vibrante juventude, a se engajarem nessa luta. Esses menores de idade, entusiasmados, morriam nos combates, pois as forças oficiais de repressão eram muito superiores. Isso constitui crime, segundo as leis internacionais. Não é sem motivo, portanto, que os comentaristas da CNV se detenham quase que exclusivamente em mostrar o caso de Vladimir Herzog, jornalista da RTC. 

Francisco Samuel Fiorese samucafiorese1@yahoo.com.br 
São Paulo

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DR. RUY MESQUITA

Apresento minhas sinceras condolências aos diretores e Redação do “Estado” pelo passamento desse grande combatente pela liberdade que, após Julio de Mesquita e Julio de Mesquita Filho, tanto engrandeceu a imprensa do Brasil com a excelência desse Órgão. Tenho certeza de que outros membros desse ilustre clã continuarão o seu digno trabalho, liderando, como sempre, o jornalismo do País.

Decio Penteado de Castro depecastro@gmail.com 
Piracicaba

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PÊSAMES

O aspecto que gostaria de lembrar da personalidade do Dr. Ruy Mesquita, cuja presença no jornalismo brasileiro sempre foi objeto de reconhecimento externo de que neste país também havia gigantes morais e de coragem, era a sua postura discreta. Nunca se valeu de sua posição para desenvolver a autoimagem, nunca pretendeu brilhar, não mergulhou na vaidade tão própria a quem tem qualquer parcela de poder nesta terra em que as mediocridades vendem a alma para sobressair. Nos poucos encontros em que tive com ele, comprovei sua capacidade de ouvir, sua delicadeza de sábio que enxergava muito além de qualquer limite. Por isso constituiu uma família sólida e soube, com D. Laurita, educar excelentes filhos. Sua postura ética deverá servir de paradigma se este Brasil quiser resgatar os valores que já foram mais prestigiados em tempos idos.
 
José Renato Nalini jose-nalini@uol.com.br 
São Paulo

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