Fórum dos Leitores

COMÉRCIO EM BAIXA

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 5h52

04 Junho 2013 | 02h03

Empurrando com a barriga

A balança comercial do Brasil tem o pior déficit da história para os primeiros cinco meses do ano (US$ 5,392 bilhões). É isso o que acontece quando o governo empurra o problema com a barriga. Foi o que aconteceu quando, em 2012, a Petrobrás deixou de registrar compras de petróleo e derivados visando a apresentar melhor resultado. Pura enganação! Chega uma hora em que a bola de neve é tão grande que não dá para esconder, e as exportações só vêm encolhendo ano a ano, com reflexos negativos na balança comercial. Quem deixa de assumir prejuízos políticos hoje, contando com bons ventos futuros, especialmente vindos de outros continentes, pode colher grandes tempestades amanhã - como aconteceu com a Grécia. Mas, enquanto isso, vêm aí Copa das Confederações, Copa do Mundo, uma descoberta de poços de petróleo...

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

*
Made in Brazil?

Sobre o novo "déficit" na balança comercial brasileira, cheguei à conclusão de que alguma coisa na política externa do governo não está sendo bem feita. Fazendo meu macarrão com molho de tomate, percebi que: o gás vem da Bolívia; a eletricidade, do Paraguai; o macarrão, o azeite de oliva e o tomate pelado em lata vêm da Itália; o parmesão, as ervas aromáticas, o alho, o trigo do pão e o vinho, da Argentina; a pimenta do reino, da Ásia; e o sal marinho, da França. Até os palitos de dente vêm da China. Os navios que transportam essa carga são de bandeira estrangeira e o combustível desses navios também vem de fora. Portanto, comi um simples macarrão com molho e todo o seu custo foi parar no exterior.

OSVALDO SICARDI

osvaldo.sicardi@imexbra.com.br

Rio de Janeiro

*
Desculpa esfarrapada

Quero ver qual será a desculpa esfarrapada de Dilma e Mantega para justificar a queda vertiginosa das exportações brasileiras. Certamente, vão dizer que é problema de sazonalidade, que os brasileiros estão consumindo mais, que os preços estão a levar o povo às compras, etc.

LAZARO DUTRA

dutradv@msn.com

Avaré

*
Fiasco

Diante da descoordenação geral na política brasileira, de resultados medíocres na economia, fiasco nos resultados e alinhamento da política externa, está mais do que claro que Dilma não deve ser reeleita para conduzir o País. Estes 11 anos de poder petista foram mais que suficientes para provar que não avançamos concretamente em áreas fundamentais como infraestrutura, saúde, segurança e educação. Isso para não falar de outras mazelas delles. Está na hora de a oposição sair da caverna e mostrar que está organizada e suficientemente articulada para liderar a Nação rumo ao desenvolvimento político e econômico sustentável a partir de 2014.

ARTUR LOVRO

artlovro@hotmail.com

São Paulo

*
'Beijar a cruz'

Finalmente, Fernando Henrique Cardoso substituiu o estilo acadêmico por uma forte peroração política, no artigo Beijar a cruz (Estado, 2/6, A2). Precisamos mesmo de homens públicos contundentes na indicação do certo e do errado no governo. E o errado está visto às escâncaras. Quem não percebia o presidente Obama preocupado com a utilização de energias alternativas, enquanto nosso governo só mirava - e continua a fazê-lo - o discutível, complexo e distante pré-sal? O PSDB aguardou o enfraquecimento da musculatura do PT, inclusive com a ameaça inflacionária, para começar a boxear seu rival.

AMADEU ROBERTO G. DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*
EDUCAÇÃO

'Escolas precárias'

Preciso o editorial Escolas precárias (Estado, 3/6, A3). A meta 20 do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê um patamar de investimento de 10% do PIB em educação pública, deve ser cumprida de modo a garantir a melhoria da qualidade das escolas públicas de educação básica. No texto do novo PNE, aprovado pela Câmara dos Deputados em outubro de 2012, isso seria feito por meio do Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi), instrumento criado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE) e aprovado em maio de 2010 pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. O CAQi, além da infraestrutura mínima para o funcionamento adequado das escolas, contabiliza o pagamento do piso, custos com formação continuada e política de carreira dos profissionais da educação, além de determinar o número máximo de professores por turma. Mas, lamentavelmente, na aprovação do PNE na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o prazo para implantação do CAQi, que era de dois anos após a sanção presidencial do novo plano, foi extraído do texto. É fato: não basta termos um investimento equivalente a 10% do PIB. É preciso determinar a forma como esse investimento será realizado, fazendo com que o novo recurso seja bem gerido e chegue de fato a cada escola pública brasileira. É preciso, pois, que o prazo para implantação do CAQi seja retomado no texto do Senado, respondendo adequadamente ao alerta feito pelo editorial e estimulando um concreto regime de colaboração entre a União, os Estados e municípios.

DANIEL CARA, coordenador-geral da CNDE

daniel@campanhaeducacao.org.br

São Paulo

*
Estudo

O movimento Todos Pela Educação cumprimenta o jornal pelo editorial Escolas precárias, mas esclarece que o estudo intitulado Uma escala para medir a infraestrutura escolar foi apenas divulgado pelo movimento e é de autoria dos pesquisadores José Soares Neto, Girlene Ribeiro de Jesus e Camila Akemi Karino, da Universidade de Brasília (UnB), e Dalton Francisco de Andrade, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

PRISCILA CRUZ, diretora executiva do Todos pela Educação

barbara@todospelaeducacao.org.br

São Paulo

*
RUY MESQUITA

Condolências

O Estado recebeu e agradece as condolências pela morte do dr. Ruy Mesquita de Anna Maria Coelho de Mello, Edson Simões e Tribunal de Contas do Município de São Paulo, Humberto E. C. Mota (presidente do Conselho Superior da Associação Comercial do Rio de Janeiro), João e Maria Sylvia, Jorge Gerdau, José Manuel Castro Santos (Club Athletico Paulistano), Juarez Lopes de Araújo (presidente da Deloitte), Lourdes Galvão de Andrada Coelho, Luiz Ernesto Kawall (Academia de Letras de Campos do Jordão), Maria Albertina e rabino Henry Sobel.

*
LEI DA FICHA LIMPA AMEAÇADA 

Nossa classe política, com exceções cada dia mais raras, tem protagonizado cenas inacreditáveis ao olho de qualquer eleitor, cidadão ou brasileiro com um pouco de maturidade e entendimento. Há pouco menos de três anos o País teve um sopro de democracia, de cuidado com a nossa forma de eleger candidatos com passado limpo, numa demonstração de que para exercer um cargo tão importante é preciso no mínimo não ter a ficha suja na praça. Foi um processo lento, que partiu do seio da sociedade civil em suas bases mais organizadas, encampada por um parlamentar. Em pouco tempo estava na boca e na cabeça do eleitor consciente. Era possível (e ainda é) vislumbrar eleições limpas, com nomes limpos e desvinculados da mácula do crime, da corrupção, do desvio de erário, enfim, com moral ilibada e dentro das leis. Em seguida à sua aprovação no cenário federal, ela foi então instalada nos Estados e em boa parte dos munícipios do país, com o adendo fundamental de também incluir em seu bojo todos os empregados em cargos de comissão, os secretários municipais, presidentes e diretores de autarquias, etc. Agora, ficamos sabendo que um deputado federal do PT quer alterar a Lei da Ficha Limpa em sua essência. Trata-se do deputado federal Cândido Vacarezza. Ele propõe estabelecer na Lei da Ficha Limpa que o presidente da República, governadores e prefeitos só possam ser inelegíveis se suas prestações de contas forem rejeitadas pelo poder legislativo, e não apenas pelo parecer do Tribunal de Contas. O deputado ainda quer separar as contas do governo das contas da gestão, livrando o político de processos e condenando eventualmente alguém da área administrativa do referido governo. O parecer do petista fixa ainda entendimento do STF de que o prazo de oito anos de inelegibilidade para os condenados passe a vigorar apenas após o trâmite de todos os recursos eventualmente interpostos. Se somarmos sua ideia à tentativa de intervenção que contém a PEC 37, teremos certeza de que o partido que está no poder há nove anos não está lidando bem com a questão das investigações, da Ficha Limpa e principalmente com a necessidade de punições rigorosas para com aqueles que agem fora das leis, seja na política, seja na vida privada.

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br
Bauru

*

SÓ O COMEÇO

Nas últimas eleições para a prefeitura da cidade de Paulínia (SP), o ex-prefeito e candidato Edson Moura (PMDB), foi barrado pela Lei da Ficha Limpa e um dia antes da eleição foi substituído pelo filho, Edson Moura Junior, que acabou vencendo a disputa com 40% dos votos, tudo com a aprovação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por outro lado, o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT- SP) entrará com uma proposta na Câmara para alterar a Lei da Ficha Limpa, que barra gestores de se elegerem por oito anos se tiverem as contas reprovadas pelo Tribunal de Contas. Essa proposta, além de esvaziar o poder do TC, daria às casas legislativas municipais, estaduais e federal a palavra final sobre as irregularidades detectadas nos balanços contábeis. Pelo visto, as investidas contra a Lei da Ficha Limpa estão só começando.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com     
Campinas

*

PEC 37

A PEC 37, defendida pelo deputado federal Arnaldo Faria de Sá, do PTB, que aumenta os poderes de delegados da Polícia Civil – até determinando que sejam chamados de excelências – ao mesmo tempo que retira do Ministério Público a prerrogativa de investigar crimes é uma ação isolada levada à  frente para fortalecer a classe política atual, que se destaca pelos desmandos e pela corrupção institucionalizada e que não querem mais se sentir ameaçados pelas ações movidas pelo Ministério Público! Já em 2011, houve uma tentativa na Câmara Legislativa de São Paulo de fazer aprovar um projeto do deputado Campos Machado, também do PTB, que esvaziaria os poderes da Corregedoria da Polícia Civil, principal responsável pelo expurgo de maus policiais. Apesar do empenho, foi arquivado pelo evidente absurdo, mas não está morto. Basta que os deputados estaduais nos peguem desprevenidos para conseguir tirá-lo da gaveta e transformá-lo em lei. É vital para a democracia que a PEC 37 não vingue. Simplesmente porque significará uma vitória para os todos os malfeitores!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com 
São Paulo

*

VIOLAÇÃO DE PROVAS DE CONCURSO DA ANVISA
 
O resultado da total incompetência em todos os órgãos oficiais deste governo estampa-se nas ocasiões de concursos, seja o Enem seja outro qualquer, como esse concurso de domingo (02/06), promovido pela Anvisa, e demonstra claramente que as nomeações de cargos preenchidas por petistas são o próprio retrato da ignorância que os filiados do partido são: pessoas de nível intelectual baixíssimo que não frequentaram escolas ou tiveram baixo aproveitamento no período mínimo em que as frequentaram. Isso vem confirmar que a imensa maioria dos filiados do PT são encostos que não alcançaram qualquer resultado na vida e usufruem descaradamente dessa manobra político-eleitoreira indecente.
 
Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br 
Belo Horizonte

*

POUCA EDUCAÇÃO, MUITOS MAUS TRABALHADORES

A violação das provas para o concurso da Anvisa, que aconteceu neste final de semana, deve ser a ponta do iceberg que pode existir em todos os concursos públicos nacionais. Como fiscalizar cada município, cada Estado, se o critério dos concursos não chega à opinião publica ou mídia? Imagino que o baixo nível da escola pública em todo o país reflete essa realidade. Se no concurso para ensino público seguem normas do MEC, que distribui e equaciona o estudo no país, por que o nível de ensino continua tão baixo? Só pode ser porque estão passando em concursos os menos qualificados.  Não precisamos ser adivinhos para perceber isso, basta ver o resultado. Falta de mão de obra qualificada pelo baixo nível educacional da população brasileira.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

*

SEM SOBRESSALTOS

Será que ainda terei a oportunidade de assistir um concurso público que corra sem sobressaltos do começo ao fim? E pior, a inscrição não é gratuita.
 
Luiz Nusbaum, médico lnusbaum@uol.com.br 
São Paulo

*

O PERDÃO DAS DÍVIDAS AFRICANAS

Não foi ainda bem explicado pelo governo o perdão de dívidas de países africanos, em valor ao redor de US$ 900 milhões. A presidente não teria ido à Africa em visita de cortesia e, por pura bondade, cancelado todas as dívidas daqueles pobres países. Pelas nossas leis, o fato de não terem pago suas dívidas impediria esses países de receber novos empréstimos do Brasil. Então o jeito foi cancelá-las. Assim, numa viagem para promover nossas empreiteiras, perdoando as dívidas, a presidente Dilma abriu as portas para que novos empréstimos brasileiros viabilizem novas obras naqueles países. Para serem construídas por empresas brasileiras, é claro.  A pena é que eles provavelmente também não pagarão esses novos empréstimos, o que não terá importância para as empreiteiras, que certamente receberão pelo seu trabalho. 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

*

DOAÇÃO SEM DIREÇÃO

Depois de ler o comentário de Leão Machado Neto (“Fórum dos leitores”, 02/06) quero fazer minhas suas palavras, pois vivi mais de um ano em países africanos que se dizem repúblicas, ainda que seus “presidentes” (ou melhor, ditadores) permaneçam no poder por décadas. Os governantes e seus agregados têm o que há de melhor, mas ao povo nada lhes é dado. Quando alguma autoridade estrangeira visita um desses países, é preparado um circo festivo para dar uma falsa impressão de liberdade e que o dinheiro que lhe devem é usado em benefício do povo. Porém, a realidade é exatamente o contrário. O governo passado do PT e o atual fazem doações de todos os tipos e perdoam dívidas monetárias feitas principalmente por meio do BNDES com muita frequência, mas gostaria de saber com que autoridade fazem isso e por que nossos parlamentares concordam plenamente. Esses recursos, se empregados aqui, honestamente, poderiam melhorar a vida de muitos brasileiros. 
Raul S. Moreira raulmoreira@mpc.com.br 
Campinas

*

FALTA DE CARÁTER

A palavra África soa a pobreza, miséria e fome. Esse contexto foi usado de maneira imoral e subliminar pela quadrilha comandada pela mulher que preside o Brasil como argumento para descaradamente usar nossos impostos em benefício próprio e de sua quadrilha. Ela acaba de perdoar dívidas de vários países africanos, dirigidos por déspotas que ao longo de duas ou três décadas tornaram-se bilionários por conta da miséria de seu povo. Saibam que não existe nenhum altruísmo nesse ato de Dilma, apenas falta de caráter. Infelizmente, nosso país, há muito, com o apoio de um desmoralizado Itamaraty, se presta a promover a mais suja política internacional.
 
Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 
São Paulo

*

BOLSA FAMÍLIA – A PORTA DE SAÍDA

Em mais um excelente artigo no “Estado”, Suely Caldas – edição de 02/6, página B2 – discorre sobre os 13 anos da criação, por FHC, do Bolsa Escola, esperta e posteriormente clonado pelo petismo como Bolsa Família. E o título é bem sugestivo: “Porta de saída”. Para os tucanos,  a solução e o objetivo principal era o da presença maciça das crianças matriculadas e frequentando aulas nas escolas públicas. Só assim o benefício era mantido, o que propiciaria a competente “porta de saída”, garantindo um nível de escolaridade maior e um futuro por boas oportunidades no mercado de trabalho!  Já pela ótica do PT de Lula, o benefício era como se fosse uma esmola, porque nos dois anos iniciais de seu governo deixaram de exigir dos prefeitos os relatórios que eram obrigatórios sobre a presença ou não dos alunos nas salas de aula! Não fosse a descoberta pela imprensa dessa excrescência republicana, talvez hoje o número de crianças carentes nas escolas seria pífio. Mais uma citação importante fez a articulista Suely Caldas, lembrando que os primeiros beneficiados do programa, em 2002, hoje já estão com 20 a 27 anos de idade. E o quê aconteceu com eles?! Completaram o fundamental, ou continuam estudando e trabalhando, melhorando a renda da família?!   Ora, se o contribuinte é que paga por esses benefícios, por que, passados anos da criação do hoje Bolsa Família, o IBGE, com a larga experiência que tem com as grandes pesquisas do censo, não foi requisitado pelo governo petista para avaliar a eficiência (ou não) deste programa? Essa pesquisa seria de fundamental importância, porque poderia até nortear as correções de rumo do programa e gerar um debate pioneiro para outros grandes avanços nas áreas sociais! Mas, para o PT, uma pesquisa desta magnitude seria um verdadeiro palavrão, talvez com o receio de que boatos do fim do benefício poderiam ser alimentados, a mesma preocupação que não tiveram recentemente quando a própria Caixa Econômica Federal patrocinou a estúpida correria aos bancos, humilhando esses pobres irmãos brasileiros, talvez com o único objetivo de jogar nas costas da oposição a culpa por esse “desumano e criminoso” boato, como disse a Dilma. Até agora, a presidente demonstra que na oportunidade falou apenas da boca para fora, porque não teve a coragem de penalizar seus já reconhecidos colaboradores sobre mais essa farsa.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 
São Carlos

*

VEM PRA CAIXA VOCÊ TAMBÉM

A presidente Dilma Rousseff, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, a ministra de Estado Maria do Rosário e o presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Hereda não falaram tudo o que deviam sobre a Bolsa Família. Faltou o “Vem pra Caixa você também, vem. Ainda temos Bolsas para todos os nossos aliados”.
 
Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br 
Volta Redonda (RJ)

*

A HORA E A VEZ
 
A manhã de ontem foi movimentada em Higienópolis. Sirenes de carro de polícia, pânico na rua, soldados em posição de combate, trânsito bloqueado, um clima de medo. Era só mais um assassinato. Rotina. Hoje foi a vez de Eduardo Paiva, 39 anos, digno funcionário do Colégio Sion. Nessa terra de ninguém, estamos à mercê dos bandidos. Quando chegará nossa vez, Sr. governador?  
 
Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br 
São Paulo

*

CAMPANHA INSEGURA

Uma vez que os governantes parecem não querer resolver o problema da segurança pública, talvez seja o momento de lançar a seguinte campanha de conscientização aos marginais: Assalte um Político. Quem sabe se sofrerem o mesmo que a sociedade, alguma coisa comece a mudar!
 
Luiz Sergio Valle luizsergiovalle@gmail.com
São Paulo

*

HIPOCRISIA NÃO

Esta observação não precisa ser crítica, mas o entendimento deste quadro requer uma análise ainda do processo colonial e das estratégias economicistas que solidificam investimentos massivos em estética aos nobres da zona sul e bélicos aos da periferia e moradores em favela. Aos muito pobres e miseráveis, a mesma prática dos EUA: assistência paliativa financeira. A diferença histórica é que os EUA decidiu ser potência desde o século XVII, por meio do modelo capitalista. O Brasil, sequestrado e roubado pela coroa portuguesa, decidiu apenas manter os privilégios da aristocracia civil, após a República, principalmente pela sangria do dinheiro público. Com tanta contradição e promessas feitas por discursos por vezes convincentes, resta o fantasma da inflação, o PIB reduzido e a violência em decorrência dos crimes patrimoniais, principalmente o de venda de drogas. Não há verdades, mas podemos ser menos hipócritas!

Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com 
São Paulo

*

PEQUENOS E GRANDES TRAFICANTES

O projeto de lei n° 7.663/10, que tem por objetivo o endurecimento da pena para o tráfico de drogas, recai sobre o embate sociopolítico do Brasil quanto à questão dos três pilares que sustentam uma sociedade, pois o problema das drogas está diretamente ligado a ele. Com um território com mais de 8 milhões de km² de extensão, o Brasil possui a difícil tarefa de fiscalizar e proteger suas fronteiras. Essa imensidão territorial, aliada a um governo ineficiente e à corrupção, tornam o País perfeito para o “empreendimento” do tráfico. De países como Bolívia e Colômbia, a droga é produzida e transportada até o Paraguai. Esse fluxo faz com que as “mercadorias” entrem pelo Paraná e sejam distribuídas pelo resto do Brasil, tendo ênfase em periferias e favelas. A escolha de regiões pobres para a comercialização das drogas se dá justamente em razão da baixa qualidade de vida e ao baixo grau de escolaridade da maioria dos moradores. O tráfico escolhe principalmente os jovens, pois a desilusão em seus futuros facilita o aliciamento. Enquanto a defasagem no ensino público facilita o ingresso no mundo das drogas, a má gestão da Saúde Pública dificulta a reabilitação de quem deseja mudar de realidade. Os centros de reabilitação públicos estão lotados e não sobram vagas. Portanto, não é suficiente somente o endurecimento da pena para traficantes de drogas, pois o indivíduo é facilmente substituído, sustentando o ciclo do tráfico. Deve-se combater a fonte, no caso o tráfico nas fronteiras, prevenindo o tráfico com educação pública de qualidade e uma boa política de reabilitação de usuários de drogas.

Régis Francisco regis_reggae2@hotmail.com 
Araçoiaba da Serra

*

ESPORTES - BRASIL X INGLATERRA

Felipão começou mexendo errado. Contra a Inglaterra, eu não tiraria nem o Oscar nem o David Luiz que jogam por lá. Até a torcida, carioca, percebeu a mancada.

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

*

ESPERANÇAS

Depois do empate com a Inglaterra, o técnico Felipão declarou que ficou contente com a escalação do primeiro tempo do jogo e que já começou a visualizar um time titular. Maravilha. Espero que esse time esteja pronto antes da Copa de 2014. 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br 
São Paulo

*

RIGOR GERAL

Observaram o rigor na revista dos torcedores ao entrarem no estádio? Por que não usar da mesma severidade no Congresso Nacional, sobretudo na saída dos parlamentares?
 
Gilberto M. Costa Filho marcophil@uol.com.br 
Santos

*

TIME DOS ‘MANOS’

Já era, sucesso retardado. Será que é o Pelé quem está com a razão? Ainda há tempo para escalar o time dos “manos”, convocando o Mano, permanecendo o “mano” Paulinho, que garante a vitória ou o empate. A Copa, nem pensar... Ah, e o Maracanã, quando ficar pronto, voltará a ser o maior do mundo? É i$$o!
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

*

PROBLEMA DE VISTA

Felipão precisa de um bom oftalmologista.

Fausto Ferraz Filho faustofefi@ig.com.br 
São Paulo

*

FUTEBOL E ELEIÇÕES

Recado a Felipão e Parreira, a dupla dinâmica do futebol brasileiro: são corajosos e devem ter dupla cidadania, pois o Brasil só leva essa copa no apito. Vamos ao mais importante: Felipão, cada empate ou derrota custa um poço na área do pré-sal. Se o time ganha, não é preciso descobrir nada; se perde, o poço deve aparecer. Colabora. Um a zero para o timeco que você montou é goleada. 
 
Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br 
Osasco

*

QUESTÃO DE PERSPECTIVA

Jornais estrangeiros respeitados criticaram nosso titubeio jurídico em torno do Maracanã. Um dos principais requisitos de um Estado organizado é sua integração coerente. Impressiona como uma algaravia o Estado do Rio de Janeiro não remeter, a tempo e modo, ao Ministério Público, o laudo de segurança do estádio e, uma vez concedida a liminar, desengavetá-lo, correr a um novo juiz (de plantão), que reviu, à luz de novos documentos, a decisão anterior de interdito, proferida por seu colega. E o governador Sérgio Gabral emite uma pérola: quem for ao estádio para ver o espetáculo, verá; quem for para ver problemas, também verá. Esta última hipótese é absolutamente insana e a confissão de nossa negligente, imprudente e imperita administração pública.
 
Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

*

CRAQUE PRESIDENCIAL

De tanto dar o pontapé inicial na inauguração dos estádios para a Copa do Mundo, Dilma ainda acabará sendo escalada para jogar em nossa seleção!

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

*

CAXIROLA - CÓPIA LEGÍTIMA

O músico copiou, a indústria fabricou e a presidente propagou. Queriam vender como água: a R$ 29,90 daria mais lucro que petróleo. A Fifa vetou e a caxirola foi pro beleléu.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br 
Batatais

*

O EXEMPLO DE OSCAR SCHMIDT

O grande ídolo do basquete mundial, Oscar Schmidt, mostra por que ele justifica a admiração de todos os brasileiros. Sua resistência e a forma como enfrenta uma doença tão grave, um câncer no cérebro, é um exemplo para todos nós. Um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos, Oscar merece o apoio que está recebendo nesse momento tão difícil – que ele vai superar como fazia nas disputas contra as equipes e seleções mais importantes do mundo. 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

*

VIBRAÇÃO DOS SESSENTÕES

Como leitor e assinante do “Estado” há mais de trinta anos, parabenizo o repórter André de Oliveira pela matéria “Você sabe com quem está jogando” – edição de 03/5, E10  – a respeito do jogador de bilhar Carne Frita. Tenho certeza de que os cinquentões, sessentões e mesmo setentões vibraram com a reportagem. Valeu, e como valeu! Isso é jornalismo sadio e vibrante. 

 Paulo Juvenal da Costa costa-paulo@ibest.com.br 
São Paulo
 
*

PARADA GAY - DOSE EXAGERADA

Além da chuva, um fator pesou muito na redução de público na Parada Gay. O assunto cansou! Ultimamente, só se fala nisso, com reportagens e mais reportagens sobre o assunto. O resultado de tanta militância é o cansaço do “público pagante”. Ninguém aguenta mais! O efeito tem sido o contrário ao pretendido. Os assuntos da maioria anônima e não militante acabam sobrepujados pelas causas de minorias muito bem organizadas e influentes. Quando a dose é demasiada, mata o paciente. 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 
Florianópolis

*

FIASCO

Apesar de todo o apelo da mídia e de Daniela Mercury, novo ícone do ramo, a Parada Gay, podemos dizer, foi um fiasco. Independente de gostos, a coisa deixou de ser novidade e hoje todos os enrustidos e enrustidas já apareceram. A única coisa que fica e sobre a qual ninguém se mobiliza neste país do faz-de-conta é a corrupção que nos assola e a violência que nos mata em qualquer lugar, a qualquer hora. Espero que o prefeito, como petista, partido que sempre adora passeatas, carreatas e CPIs, faça algo de concreto para mostrar ao seu ministro da Justiça que o buraco é bem mais embaixo e os “de menores”, de tanto matarem, já superaram os “de maiores”, enquanto esse cínico e incompetente ministro nada faz.

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br 
Rio de Janeiro

*

PASSEATA ERRADA

“Eu vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia em sua mão” (Apocalipse 20:1). Não nos equivoquemos, o abismo está em processo de abertura. Os fundamentos brasileiros da sociedade organizada estão se esboroando diante da reversão da ordem natural e religiosa, com passos cadenciados, mas firmes, para os dias de fausto de Sodoma e Gomorra, de Nínive e Roma. Recentemente a avenida Paulista acolheu 1,5 milhão de pessoas na 17ª Parada Gay, com previsão para 4 milhões de participantes. O que se pretende? A degradação dos costumes, afronta à família cristã? São passeatas contraditórias de uma minoria. Já ocorreram passeatas a favor da liberação das drogas, do casamento entre pessoas do mesmo gênero, tudo numa inversão de valores, enquanto não se vê nenhum movimento de protesto contra a corrupção neste governo, os baixos salários dos professores, o sucateamento dos hospitais públicos e o massacre dos aposentados da Previdência Social. A Prefeitura contribuiu com R$ 1,6 milhão a Parada Gay, que contou ainda com R$ 280 mil de patrocinadores, como a Caixa Econômica Federal, a Petrobrás e o Sindicato dos Comerciários de São Paulo. Não há verba para a saúde e a educação. Essas peradas tendem a cair no lugar comum pelo excesso de holofotes. A promiscuidade e a falta de respeito público sendo financiados pelo dinheiro do contribuinte.
 
Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

*

PRIORIDADES

O deputado Marcos Feliciano, ao polemizar sobre a questão da homossexualidade, tem distraído a atenção pública e política das questões realmente importantes, como a corrupção, a perspectiva de volta da inflação, o caos na saúde pública, violência desenfreada, entre uma infinidade de problemas brasileiros.  Segundo a Constituição brasileira, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, presumindo que as opções sexuais ou religiosas das pessoas devem ser respeitadas. Portanto, o pastor Feliciano deveria prestar esclarecimentos perante a população brasileira, por estar infringindo a Constituição e por não cumprir as prerrogativas de seu cargo. Cabe a todos os cidadãos, políticos e homossexuais ignorarem totalmente as declarações e os projetos de homofóbicos, pois a Constituição garante a liberdade sexual e temos assuntos e debates cruciais à vida de todos deixados no esquecimento.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com 
Virginópolis (MG)

*

RUY AMPARA DENIS LERRER ROSENFIELD
 
A propósito do artigo “Verdade e perdão”, de Denis Lerrer Rosenfeld (edição do “Estado” de 3/6, página A2), não será demais lembrar as palavras de Ruy Barbosa sobre o tema da Anistia. Diz ele: “A anistia, na opinião dos jurisconsultos, cancela o delito, vai extinguir na sua fonte, faz desaparecer a sua ideia, é o esquecimento pleno, é o profundo silêncio decretado pelos poderes do país sobre fatos, cuja memória é de interesse ao governo que desapareça; as restrições, pelo contrário, opondo-se substancialmente ao espírito dessa medida, renovam a memória dos fatos, entretêm um elemento agitador e privam a anistia do seu caráter benfazejo (...) A anistia é um ato político pelo qual se faz esquecer o delito cometido contra a ordem, o atentado contra as leis e as instituições nacionais”. Há quem diga que, no Brasil, “nem o passado é previsível”, o que pode ser atestado pela insistência de alguns em rever a lei que decretou o esquecimento dos fatos imputados a ambos (!) os lados em luta nas décadas de 1960 e 1970. Não custa lembrar que o STF já se manifestou pela validade da Lei de Anistia. O que os revanchistas escarlates pretendem agora é, como dizia Ruy, “renovar a memória dos fatos” e colocar um elemento agitador, bem em sintonia com a funesta ideologia que professam – a mesma que produziu milhões de cadáveres ao longo do século 20. Lamentável.
 
Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br 
São Paulo

*

ÁGUAS MANSAS

Espetacular o artigo de Denis Lerrer Rosenfield sobre a “comissão de meia verdade”. É a opinião da grande maioria dos brasileiros. Queremos saber a verdade sobre os terroristas de esquerda que estão navegando em mansas águas.

Carlos Vetorazzi cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br 
São José do Rio Preto

*

MERA COINCIDÊNCIA?

Será mera coincidência que a Comissão Nacional da Verdade (CNV), formada em sua maioria por pessoas que lutaram contra a ditadura para instalar uma democracia ao estilo cubano/castrista, deixe de investigar crimes conhecidos, como os “justiçamentos” praticados por grupos que queriam tomar o poder pegando em armas?  Se os membros da CNV pregam que lutaram pela verdadeira democracia, por que até hoje reverenciam tanto a figura do mais velho e cruel comunista ainda vivo, Fidel Castro, presenteando-o com rios de dinheiro em empréstimos cuja divida a seu tempo seguramente será perdoada? Se a Lei da Anistia perdoou os crimes cometidos pelos dois lados, por que agora querem invalidá-la, como fizeram na Argentina que hoje caminha para o abismo, como lembrou o colunista Denis Lerrer Rosenfield em sua lúcida análise no “Estado”.

Amâncio Lobo lobo@uol.com.br 
São Paulo

*

CORES EQUILIBRADAS

Como o propósito da Comissão Nacional da Verdade é o de investigar somente as atrocidades cometidas pelo lado verde da história, que seja criada, então, como contrapartida, outra CNV,
encarregada de trazer à tona os crimes cometidos pelo lado vermelho. Somente assim, com uma análise equilibrada das cores envolvidas, a sociedade poderá distinguir, com clara nitidez, a participação e responsabilidade de cada um no sangrento e covarde embate dos anos de chumbo da ditadura militar de triste memória, cujo maior prejudicado foi o País. Que seja revelada apenas a verdade verdadeira, com imparcialidade e fidelidade aos fatos, para que não mais se repita. Pátria amada, Brasil.
 
J.S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

*

AMADO BATISTA E A DITADURA – MEIA VERDADE

Falando ainda da Comisão Nacional da Verdade, que até aqui mostrou-se unilateral: assistimos a um vídeo em que o cantor Amado Batista, entrevistado,  afirma ter sido torturado, por militares, mas entende que mereceu, pois acobertou “gente armada”, prováveis assassinos. A entrevistadora (Marilia Gabriela) ficou possessa e revoltada, quase teve um “chilique”, pois desejava que o entrevistado condenasse com veemência os militares. O que não aconteceu. Que essa ocorrência sirva de exemplo às autoridades, bem como aos componentes da CNV. Precisamos “ouvir” os dois lados, do contrário será apenas meia verdade.

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br 
São Paulo

*

MAL MENOR

A entrevistadora Marília Gabriela estranhou na TV e o psicanalista Sérgio Telles tentou explicar no “Estado” – edição de 02/6, E3 –, mas também parece que não entendeu a atitude do cantor Amado Batista, ao dizer que merecia a tortura que sofreu na ditadura. O psicanalista invoca a “síndrome de Estocolmo” e até o masoquismo para explicar o simples fato de gente como Batista, que não vê o mundo por lentes ideológicas, ter enxergado que a ditadura de direita, que vivemos então, foi um mal menor, comparada à ditadura de esquerda que seria implantada caso a esquerda armada vencesse. Muita gente que se acha bem pensante ainda não admite que, com o muro de Berlim, caiu de vez a utopia socialista autoritária, como também caiu o liberalismo selvagem. Hoje, qualquer empresa brasileira é mais socializada (na tributação, nos direitos sociais e trabalhistas) do que Cuba ou China. Marília e Telles poderiam ler “Após o Liberalismo”, de Immanuel Wallertein, e aclarar a visão, para contribuir com o novo mundo de integração e cooperação capital-trabalho que é o caminho vigente e próspero que só não vê quem ainda não tirou as traves dos olhos.
 
Domingos Pellegrini d.pellegrini@sercomtel.com.br 
Londrina (PR)

*

SALÁRIOS DIGNOS, TRABALHO DIGNO

O artigo do Professor Gaudêncio Torquato – “Cabeça a prêmio?”, edição de 02/6, A2 – analisa a questão da política pública anunciada pelo Governo do Estado de São Paulo que “premiará” policiais pela produtividade, e nos faz pensar que estamos vivendo num país cujos governantes não prezam pelo povo que nele habita. A conclusão do articulista é inteligente e contundente ao contrapor a administração pública e a privada. A questão é que o policial sempre foi mal remunerado e continuará a ser por muito tempo, pois assim sempre ficará à mercê do governo, que fecha os olhos para suas necessidades e não pune com a devida severidade os policiais que tratam o serviço público como “bico” e se dedicam com maior afinco aos serviços prestados a terceiros como seguranças particulares. Diferentemente, o empresário busca no mercado profissionais competentes que podem, com seu trabalho, oferecer produtividade, rentabilidade e participatividade laborial. Melhore o salário do policial e exija cumprimento de suas atribuições funcionais. Tenho certeza de que ganhando salários dignos os policiais se sentirão motivados a trabalhar melhor, se sentirão reconhecidos como cidadãos e portanto inseridos no processo social. Obrigado pela oportunidade de expressão.

Paulo Gilberto Negrão negraopg@terra.com.br 
São Paulo

*

ONTEM E HOJE

Nos debates sobre o que seria necessário para o País voltar a crescer, surgem diversas propostas, mas uma delas é uma constante: conter o aumento dos gastos públicos. Achamos que essa contenção deveria obedecer à “lei dos 20”, simplesmente diminuindo 20% em numerosos gastos. Aí surgem diversos questionamentos que poderiam ter a colaboração dos leitores do “Estado”. Será que, para funcionar, o Congresso precisa mesmo de mais de 6 mil funcionários, mais de 10 mil assessores? Será que não é um absurdo trabalhar somente três dias por semana, mas, em compensação, ter direito a três meses de férias? Será que não se poderia cortar 20% das numerosas vantagens parlamentares que não existem no mercado de trabalho do brasileiro comum? Será que não poderíamos reduzir 20% dos comunistas no poder, aqueles que “lutaram” pela implantação no pais de um regime igual ao de Cuba? Será que não poderíamos parar de ajudar hermanos sul-americanos, enquanto temos milhões de miseráveis vivendo na mais absoluta miséria?  Será que não poderíamos parar com revisões da Lei da Anistia, indenizando heróis de lutas sonhadas, mas nunca havidas? Quando Lula ainda era um líder sindical, ele disse que no Congresso havia 300 picaretas com anel de doutor. Neste mesmo período, tivemos competentes milicos que construíram todas as refinarias da Petrobrás, a ponte Rio-Niterói, a Transamazônica, Itaipu, Angra, numerosas BRs, montaram a Embrapa e a Embraer. Naquele tempo, “índio de shopping” não impediria a construção de hidrelétricas. Nessa saudosa época, tínhamos pibões de quase 10% ao ano. Hoje, temos pibinhos que precisam de lupa para ser vistos, pois mal ultrapassam 0,6%. Inegavelmente foi época ruim para políticos, mas muito boa para o povo brasileiro. Não era necessário ter ministra de Direitos Humanos implantando política nacional para a população em situação de rua de São Paulo, simplesmente porque essa população nem existia. Agora, nos dedicamos a exaustivos debates, gastamos anos discutindo a implantação das usinas de Belo Monte, Juruá, enquanto urbanizamos favelas, construímos presídios e um montão de arenas futebolísticas. 

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br 
São Paulo

*

PEQUENOS E GRANDES

Nos governos do PT, a corrupção e a bandidagem não estão nos pequenos militantes, e sim nos grandes do comando.
 
Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com 
São Paulo

*

POR BAIXO DOS PANOS

O presidente equatoriano Rafael Correa disse que “seria maravilhoso” que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse o próximo secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL). Na minha opinião, se isso ocorresse seria ótimo para o Lula deixar Dilma Rousseff governar.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com   
Jandaia do Sul (PR)

Mais conteúdo sobre:
Fórum dos Leitores

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.