Fórum dos Leitores

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 5h42

05 Junho 2013 | 02h06

Santo forte

Alguém no governo ainda se lembra do tripé macroeconômico de metas de inflação, superávit fiscal e câmbio flutuante? Vamos ver: sobre inflação, não há muito o que dizer, os preços com os quais nos deparamos no dia a dia falam por si. Sobre superávit fiscal, bastam as informações sobre a contabilidade criativa da equipe do sr. Mantega, que são frequentes no noticiário econômico. Por último, o câmbio: este já vem sendo administrado há algum tempo pelo governo, ou seja, de flutuante não tem mais nada. Em suma, o tripé hoje está completamente erodido. E, como se desgraça pouca fosse bobagem, outra erosão vem se consumando: a dos superávits comerciais, haja vista o monumental déficit acumulado até maio de 2013 - mais de US$ 5 bilhões, um dos maiores da história. A despeito da deterioração constante dos fundamentos macroeconômicos e do crescimento ridículo - há grandes chances de que a média de alta do PIB auferida pelo governo Dilma fique abaixo da do período FHC, o que seria um prato cheio para a oposição explorar em 2014 -, o sr. Mantega segue firme no comando do Ministério da Fazenda. Justo ele, que, ainda por cima, só vem dando vexame nos seus vaticínios sobre o crescimento, é um erro atrás do outro. De trabalho ele é fraco, mas o seu santo é forte.

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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Brasil rumo ao isolamento

No Mercosul temos parceiros inexpressivos e tresloucados, como Venezuela e Argentina, e conquistamos em muitos anos apenas pífios acordos comerciais com Israel, Palestina e Egito. Em prazo recorde de 12 meses, México, Chile, Colômbia e Peru criaram a Aliança do Pacífico, recente, mas já com ampla visibilidade internacional, uma área de livre comércio que promete zerar as tarifas de 90% dos produtos comercializados entre esses países. De cara, o Brasil perderá muitos clientes, pois os produtos dos países da aliança exportados, por exemplo, para a China não pagarão tarifas, enquanto os nossos pagarão de 20% a 35%. E mais, o fluxo de investimentos estrangeiros será, sem dúvida, direcionado ainda mais para os países da aliança. Este é o Brasil de 11 anos de PT, andando de ré e caindo fora da cadeia global de produção.

ELCIO ESPINDOLA

elcio.espindola2013@gmail.com

Santana de Parnaíba

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Insistência no Mercosul

Enquanto o Brasil insiste no estagnado Mercosul, os países da Aliança do Pacífico avançam a todo vapor. Sem alarde, politicagem e burocracia, eles tiveram em 2012 um crescimento econômico médio de 5% (o Brasil cresceu 0,9%) e inflação média de 2,4% (no Brasil foi de 5,84%).

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com 

Campinas 

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Antes que seja tarde

A cúpula do Mercosul, que se reúne ainda este mês, deveria perder a empáfia bolivariana e enviar com urgência uma delegação à Aliança do Pacífico, para aprender como se fazem negócios. Antes que seja tarde.

VICTOR GERMANO PEREIRA 

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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A hora da conta

Graças ao apoio dos países africanos, conseguimos eleger um brasileiro para comandar a Organização Mundial do Comércio (OMC). Por coincidência, pouco tempo depois, perdoamos US$ 900 milhões relativos a dívidas de 12 países africanos. Apoio caro esse, hein! Ora, é só mais uma mania de grandeza à custa do nosso bolso: já desperdiçamos milhões para enviar um conterrâneo ao espaço e estamos torrando bilhões para sediar uma Copa do Mundo certamente deficitária. O garçom já está trazendo a conta.

JOÃO CARLOS A. MELO

jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

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VIOLÊNCIA

Certeza da impunidade

Morreu o dentista que foi queimado por bandidos no seu consultório em São José dos Campos. O que nos vai acontecer daqui em diante? Viveremos todos reféns de assassinos cruéis, enquanto a Polícia prende e a Justiça manda soltar? Há algum tempo, o medo que tínhamos era de sermos assaltados, agora é de morrermos nas mãos desses criminosos. Tenho certeza absoluta de que a causa de tanta violência é a certeza da impunidade. Só Deus para nos proteger, pois o governo é totalmente incapaz.

DEBORAH MARQUES ZOPPI

dmzoppi@uol.com.br

São Paulo

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Além do discurso

Mais uma vítima da inércia da Polícia e da Justiça, um funcionário do Colégio Sion, em Higienópolis, foi executado sem piedade durante um assalto. Até quando o poder público continuará sem mover uma palha além do discurso na segurança pública? Será que ninguém, de qualquer partido, é capaz de dar um basta na impunidade? O Brasil todo grita por socorro.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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No momento do voto

Sou eleitor do atual governo do Estado de São Paulo, mas sou obrigado a reconhecer sua enorme incompetência na área de segurança pública. Nosso Estado virou terra de ninguém, tenho medo de sair às ruas com minha família, vivemos presos dentro de casa. O que é pior: não vejo mudança no curto prazo. Com certeza, todos esses acontecimentos trágicos vão influir no meu voto nas próximas eleições. Infelizmente.

FRANCISCO M. BORGES

frankmartins@hotmail.com

Campinas

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SÃO PAULO

Subprefeituras

A criação de mais uma subprefeitura no Município de São Paulo, decretada pelo prefeito Fernando Haddad, em princípio não assegura nenhuma melhoria na aproximação entre o poder público e o munícipe. Ao contrário do que se apregoa, é possível (e seria desejável) termos poucas subprefeituras com efetivo poder, que alçassem os subprefeitos à condição de partícipes do processo decisório junto com o prefeito e os secretários. A depender da necessidade de cada região, os subprefeitos adequariam sua organização para fazer frente a esses desafios, instalando postos avançados, por exemplo. A elevada quantidade de subprefeituras, sujeitas a uma Secretaria de Coordenação de Subprefeituras, as banaliza. Quanto ao orçamento, elas já os tinham, mas sua fragilidade era notória pelos próprios valores sancionados na Lei Orçamentária Anual. No entanto, a retomada da ideia do Conselho dos Representantes é efetivamente defensável, desde que não sejam partidarizados.

RUI TAVARES MALUF

rtmaluf@uol.com.br

São Paulo

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CAMPANHA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PELA DIGNIDADE DAS PROSTITUTAS

CHORUME

Publicada em matéria no “Estado”, campanha federal diz: “Sou feliz sendo prostituta”. Pois é. Se essa for a campanha para prevenção da AIDS e da necessidade de se fazer sexo seguro usando camisinha (muito justo!) eu não entendo, definitivamente, mais nada! Se esses marqueteiros sei lá o que e uma gente sei lá quem não têm vergonha na cara de lançar um cartaz com esses dizeres, sugiro que os mostre para suas filhas, pois é incentivo a uma vida radiante, um alento para que optem por um futuro promissor, sem risco algum, sem sofrimento moral ou degradação física. Num país que já é reconhecido como rota de turismo sexual de menores de idade, onde os crimes de estupro aumentam a cada dia, onde a violência à mulher piora a cada ano e o medo nos impede de andar nas ruas, vocês pretendem o quê com isso? Hipócritas! Essas mulheres, essas meninas, essas crianças nada mais são que o fruto da mais total miséria! Miséria que vocês, corruptos e corruptores, promovem, e que tentam vedar de forma “politicamente correta”, um embrulho sujo e mal feito, de cujo conteúdo escorre chorume de mau cheiro, tão podre que é!
  
Glória de Moraes Fernandes glorinhafernandes@uol.com.br 
São Paulo

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A MAIS ANTIGA PROFISSÃO DO MUNDO

Muito me admira a campanha que o ministério da Saúde está apresentando, exaltando “a mais antiga profissão”. Nada contra as senhoras prostitutas, mas não é esta prática contravenção? Em vez de investir na saúde, na educação, o governo investe naquilo que deveria combater. Ou transformar a prática em profissão, como em muitos países. O que não pode é enaltecer a contravenção e achar que está bem na fita.

Lucia Helena de Siqueira Flaquer lucia.flaquer@gmail.com 
São Paulo

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PROPAGANDA OU INCENTIVO?

Aqui no Brasil se massageia o ego das prostitutas numa campanha irresponsável do ministério da Saúde, com vídeos em que aparecem prostitutas afirmando “Eu sou feliz sendo prostituta”. Segundo o ministro Padilha, isso faz parte, acredite, de uma campanha para prevenção da AIDS! Imagino mesmo o ego inflado que têm as prostitutas diante de sua condição, pois na Espanha foram flagradas – num apartamento – duas menores brasileiras e, junto a elas, suas orgulhosas mães, a explorar o trabalho das filhas. Já aqui no interior do Brasil, as menores, mal saídas da infância, esperam seus fregueses caminhoneiros à beira das estradas, quase sempre incentivadas por seus pais. Esta campanha do ministério da Saúde do governo Dilma Rousseff deveria ser impugnada pelo Ministério Público por incentivo à dissolução de valores da sociedade e principalmente por um atentado contra a infância. Pois crianças que assistirem a esta propaganda nem têm como dela se proteger. Isso não é crime?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com 
São Paulo

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O BRASIL PEDE SOCORRO

É impressionante – aliás, é aterradora – a visão deste governo sobre o que é ou não é importante na formação de uma sociedade saudável e decente! A prostituição sempre existiu e ninguém vai mudar isso, mas daí a querer transformar o tema em gloriosa bandeira no combate à AIDS é maquiar um grave problema social! A prostituição, principalmente a prostituição infantil, que gera inclusive o turismo sexual para o Brasil, é consequência da falta de educação, de leis, de normas. É consequência do abandono do nosso povo, que, sem perspectivas de futuro, não sabe o que seria uma vida digna! Ministro Padilha e demais políticos: o Brasil pede socorro!

Anita M. S. Driemeier lindyta9@gmail.com 
Campo Grande

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INFELIZ IRONIA

Nada mais irônico e infeliz do que o slogan da campanha federal para reduzir o estigma em torno da prostituição. Quando, na verdade, o governo deveria usar o dinheiro para valorizar a pessoa humana, faz o contrario: valoriza “a mais antiga profissão” e desvaloriza a mulher. Com todo respeito, indago a Sra. presidenta se, como mulher, não se sente humilhada com a infeliz colocação de seu ministério, embora até possa entender a frase considerando que outra ministra sua, em época anterior, tenha dito “relaxa e goza”.  Mais absurda ainda é a frase da presidente da Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos (nome mais esquisito), Santinha Tavares, quando fala que a mensagem era essencial para “essas profissionais”. Não estranhem se logo vier o slogan “sou feliz sendo ladrão” ou “sou feliz sendo idiota”. 
 
Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br 
Salto

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REIS DA NOITE

A última campanha veiculada pelo governo, abordando a prostituição, caso fosse originada por iniciativa de algum “rei da noite”, certamente acabaria em alguma delegacia, sob a acusação de “facilitação do ofício”, levando-nos a indagar a possibilidade de sermos governados por caftens.

Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br 
São Paulo

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MAIORES PREOCUPAÇÕES

Não estou acreditando que o ministro Alexandre Padilha está incentivando a prostituição. Por favor, ministro, não faça isso! A não ser que o senhor esteja realmente com esclerose, porque uma pessoa em sã consciência não faria isso jamais. É que para o governo parece mais fácil prostituir. Principalmente as filhas dos outros não é, ministro? Pode ter certeza de que isso não vai ficar assim. Acho melhor se preocupar com a AIDS, com a nova gripe aviária, com o vírus H7N9, que já está começando a surgir no mundo e não há remédio que o combata, e a gripe H1N1, que já matou milhares de pessoas em todo o País. Essa é a sua função.

Sônia Maria Salzano Gentil soniasalzano@gmail.com 
Descalvado

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CERTO OU ERRADO?

Não é possível uma campanha dessa: “Sou feliz sendo prostituta”. Poderia ser assim: toda prostituta usa camisinha! Como que prostituta é feliz se está sempre sozinha, ou, no máximo, com um cliente? Temos que valorizar o certo, o correto.
 
Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com 
São Paulo

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MAU EXEMPLO

Na A4 da edição do “Estado” de 03/6 estampa-se a manchete “CNJ quer barrar auxílio-alimentação retroativo de R$ 100 mi em oito Estados”. Apoiamos integralmente. A iniciativa do  CNJ merece nossos aplausos. Mas como esse é o país do contudo, do todavia, do entretanto, na mesma página do jornal lemos que, só em três estados, o auxilio alimentação chegou quase a R$ 150 milhões. Isso nos leva a supor que a brincadeira já se alastrou nos demais Estados da Federação, leva-nos a suspeitar que o montante facilmente deve ter suplantado meio bilhão de reais. O pior é que, quando um representante dessa classe é pilhado em ilícitos, nada acontece, simplesmente ele se aposenta com salários integrais vitalícios.  Assim, chegamos a uma nova conclusão: a Justiça que deveria dar exemplo, zelar pela ética, a moral, simplesmente zomba da sociedade, faz jogo de cena no Mensalão do PT. Infelizmente, os pilares da República estão sendo corroídos pela corrupção, pela esperteza, pela bandidagem. Ficou uma dúvida: quem vai julgar o “mensalão da magistratura”?
 
João Henrique Rieder rieder@uol.com.br 
São Paulo

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A CADA POVO O GOVERNO QUE MERECE

O “Estado” publicou na edição de anteontem que o TJ-SP – maior corte estadual do País – com auxílio-alimentação para 353 desembargadores, 2.000 juízes e 50 mil servidores, já empenhou e liquidou R$ 87 milhões em cinco meses. Além de ganharem valores elevados, ainda mais essa do erário. Será que eles fazem suas refeições no “Sea Fair” em Nova York? Cada povo tem o governo que merece.
 
Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com 
São Caetano do Sul

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MORTE DO SEGUNDO DENTISTA QUEIMADO EM ASSALTO

Foi com tristeza que recebi a notícia da morte do dentista que fora incendiado na cidade de São José dos Campos (SP). Em minha opinião, é inadmissível que, no país que tem a 2ª mulher mais poderosa do mundo, ainda ocorram fatos dessa natureza.

Virgilio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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LEGISLAR E EXECUTAR

Faleceu o dentista de S. José dos Campos que também teve o corpo incendiado por bandidos que não encontraram dinheiro para roubar em seu consultório. É incrível como neste país, assolado pela maior onda de ignorância de todos os tempos, os maus exemplos logo encontram idiotas para segui-los. Enquanto isso, os responsáveis pela Justiça continuam se abstendo de promover reformas que tornem as leis mais rigorosas, alegando que as prisões brasileiras não recuperam ninguém, que são necessários investimentos em longo prazo em educação, etc., etc. Enquanto isso, o que nós cidadãos vamos fazer? Nossas mortes causadas pela violência interna já superam as de várias guerras atualmente em curso no mundo. Vivemos um paradoxo: uma descuidada atriz da TV tem suas fotos íntimas divulgadas na internet e os políticos, comovidos pelo seu beicinho choroso, logo criam uma lei para evitar a repetição do fato. Mas todas essas mortes horríveis que têm acontecido não os incomodam. Está um pouco frio para sairmos todos por aí, pelados e fazendo beicinho, então que tal um pouco de seriedade? Se o Legislativo cumprir seu papel, que é justamente o de legislar, o Executivo terá que cumprir. Vamos tirar os bandidos de circulação com penas longas e que sejam integralmente cumpridas, sem privilégios, e deixar que o pessoal dos “direitos humanos” se preocupe com eles.   

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br 
São Paulo

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ASSASSINATO EM HIGIENÓPOLIS – CAUSAS E CAUSAS

Passo sempre em frente ao Sion, justamente por volta das 11h, todas as segundas e quintas, dias em que tomo café da manhã fora de casa, com minha mãe de 91 anos, na certeza de que estou em um bairro seguro. Com IPTU caro como o de Paris, condomínios caros, comércios que pagam impostos altíssimos também, há pelo menos quatro anos me sinto totalmente abandonado lá, mesmo com Fernando Henrique, Jô Soares e centenas de artistas e ministros morando neste bairro. Segurança, para não ser chato, não vou dizer que é zero, mas quase zero. Conto com a atenção do governador Alckmin, afinal o prefeito Haddad tem coisas mais importantes a fazer, tipo ficar distribuindo os recursos de São Paulo ao governo federal, do que estas coisinhas pequenas, como tomar conta de bairros ricos de São Paulo. A cartilha diz, afinal: a causa é tudo, as pessoas são apenas meios de atingir a causa. Pelo amor de Deus, nos anos 1970 isto já era um tédio, hoje em dia existem “remedinhos” tarja preta que tratam estas “causas” maiores que a vida.
 
Roberto Moreira Da Silva rrobertoms@uol.com.br 
São Paulo

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NOS VELHOS TEMPOS

Houve um tempo em que o Sion era uma escola só feminina, e suas alunas jamais viriam um funcionário assassinado e caído na calçada. Um tempo com mais belas alunas e menos predadores.

Fausto Ferraz Filho faustofefi@ig.com.br 
São Paulo

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VIOLÊNCIA – LIBERDADE, AINDA QUE TARDIA

Já escrevi e repito – o que passa pela cabeça de nossos políticos com declarações imbecis?  Na sessão do Senado, debatedores “afirmam” que reduzir maioridade penal não diminuirá criminalidade, apoiados numa Constituição mutilada e rasgada – brilhante raciocínio –, porém penalizará os assaltantes e assassinos nesta faixa etária (simples, não?). Esta é a real intenção, não a redução da criminalidade. Isso só depende de um governo “eficiente” deixando de proteger bandidos, fechando os olhos para o tráfico de drogas, permitindo o comércio ilegal de armas. Mas agora vem uma medida saneadora – proteção às prostitutas, que “sentem tanto orgulho da profissão” (para gáudio dos caftens, um ramo da violência com exploração de mulheres adultas e menores). Da mesma forma que os bandidos sentem orgulho de suas profissões. Não entendo como o povo, apático e acomodado, aceita tudo sem protestar e sem raciocinar, preferindo discutir futebol em vez de política – povo frouxo! A situação é lamentável e reforça a realidade da velha piada: Deus colocou todos os benefícios na nossa terra... Mas que povinho despejou aqui! Cruzes!

João Roberto Gullino jrobertogullino@gmail.com 
Petrópolis (RJ)

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MENSAGEM SUBLIMINAR

Enquanto o Brasil mergulha no caos provocado pela criminalidade, que cada dia supera o horror do dia anterior com sequestros, estupros, queima de dentistas, explosão de caixas eletrônicos, assassinatos de idosos, entre outros horrores, a mídia brasileira só tem um assunto: Neymar! Qualquer TV ou rádio que você ligar o assunto é o mesmo: Neymar, Neymar e Neymar. Que o Neymar vai ganhar sete milhões por mês. Que com esse dinheiro se poderia comprar isso e aquilo. Só falta dizer que o Neymar é mais uma das realizações do governo petista. É passada uma mensagem subliminar para o povão: o Neymar é um pobre que deu certo. Se você é pobre, é porque é incompetente. O governo faz a sua parte! O que mais me dá nojo é ver que a maioria dos meios de comunicação se presta a esse papel!

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com 
Eldorado

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A VIDA IMITA A ARTE

A realidade imita a ficção, porque no Brasil a violência impera na sombra da impunidade, sem que ninguém faça a reforma do Código Penal de 1500. Nossa juventude está sendo aniquilada e não acontece nada por causa das leis frouxas e covardes. Os índios são tratados como animais, fazem uma “comissão da meia verdade”, a educação é um faz-de-conta oficial com adolescentes e jovens que nem sabem que dia é hoje, a saúde morre nas UTIs e nos postos de saúde Brasil afora, reduz-se o IPI para carros e as estradas se perdem em buracos, as ferrovias se enferrujam, os portos, uma burrice total, sem a construção de dutos para o armazenamento e descongestionamento, a seca no nordeste seca até as lágrimas daqueles coitados, milhões de brasileiros querendo tirar vantagem do Bolsa Família... Ou seria “Bolsa Humilha”? E o governo gostando disso, com altos índices de aprovação. Lembro de Chico Anysio, que tinha um quadro em que uma mulher sofria demais com seu marido e, quando perguntada sobre o assunto, respondia: “Eu gosto muito”. É a vida imitando a televisão deste povo ordeiro e masoquista. Descanse em paz, visionário Chico Anysio, que a gente brasileira continua encenando suas criações.
 
Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com 
Alvorada do Sul (PR)

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ECONOMIA

A balança comercial do Brasil teve déficit de US$ 5,392 bilhões em 2013, seu pior resultado da história. Como passamos a importar mais do que exportamos, o resultado é esse déficit bilionário, em boa parte causado pelos problemas na Petrobrás, além da alta da taxa de juros. Somando a isso o “pibinho” de ínfimos 0,6%, vê-se claramente que a política econômica adotada pelo governo federal precisa ser revista e mudar os rumos urgentemente. É inaceitável que a presidente Dilma Rousseff cometa erros primários, como aumentar a taxa de juros e a Selic, que deveriam ser reduzidas para que o consumo interno cresça. Se mantivermos taxas de juros elevadas e não priorizarmos o crescimento do mercado interno e do consumo, iremos entrar num cano deslumbrante. Não podemos repetir os velhos erros do passado e perdermos uma oportunidade histórica de desenvolvimento do País, como estamos tendo hoje.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
Pinheiros

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NEGLIGÊNCIA ECONÔMICA

Afinal, dona Dilma e seu governo conseguiram levar o Brasil à menor eficiência econômica e menor importância no mundo de que se tem notícia. Organizado com um corpo de ministros e funcionários medíocres e com o apoio de um Congresso inteiramente comprometido com a corrupção, o governo conseguiu a proeza de transformar um país pujante – um BRIC, um emergente promissor e objeto de comentários elogiosos em todo o mundo – em um país solitário, excluído das nações com melhor desempenho, sem um bom futuro. Se antes brilhávamos entre China, Rússia, Índia e África do Sul, hoje somos excluídos de acordos com o novo líder da América Latina, o México, e seus companheiros em acordo comercial, o Chile, a Colômbia e o Peru. Para um país que não cresce e onde a inflação aumenta a cada mês, não competitivo e com enorme déficit na balança comercial, sobraram Argentina, Venezuela e Cuba como parceiros, além de Etiópia e outros países africanos, que restaram como clientes de obras públicas brasileiras, mediante a corrupção de seus mandatários. É pena que o Brasil tenha sido levado a isso por um governo negligente, incompetente e interessado apenas em eleições para manter-se no poder. Em breve teremos desemprego e esse governo e o PT terão o reconhecimento do povo brasileiro como um dos piores com que o país deparou.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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SUBINDO, SUMINDO

Nos cinco meses de 2013, a balança comercial acumula o déficit de US$ 5,4 bilhões, o pior resultado da História do País. O déficit da balança comercial é medido pelo saldo da diferença entre as importações e as exportações. A comparação dos valores teve início em 1990 e o atual é o maior rombo da história. Que rombo, dona Dilma! Estamos em plena queda livre, o PIB caindo, a inflação crescendo, os juros e o dólar subindo, só faltava o enorme déficit comercial, ou vem coisa pior por aí? Está na hora de encomendar uma pesquisa popular para mostrar que a avaliação da presidente está subindo, o certo é... Sumindo! Em sã consciência, alguém acreditava que seria diferente?
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo 

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PETROBRÁS E ODEBRECHT - RATAZANAS

Esperamos que a auditoria interna da Petrobrás, que resultou no corte de 43% em contrato com a Odebrecht, seja para valer, e não apenas para inglês ver, já que no Congresso existe a forte tendência de levar a cabo uma CPI da Petrobrás. Sabe como é, a “PeTrobrás” é uma caixa preta que, se aberta, vai deixar sair ratazanas correndo para todos os lados. Melhor mostrar apenas algumas, como se o raticida estivesse fazendo efeito geral! Aí, para que CPI, não acham?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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NAÇÃO ABANDONADA

O nosso país, dito outrora bola da vez (ou do futuro) derrapa ladeira abaixo em função de governos petistas sem nenhuma aptidão ou cumplicidade na busca do desenvolvimento.  O que é bom para os vencedores, para o PT não serve! Como o desprezo com o comércio bilateral com nações que têm o que vender e muito o que comprar! Sem citar a infraestrutura caótica, destaco neste exercício de 2013 como um dos maiores fracassos da história o resultado das nossas exportações, que até maio acumula um déficit na balança comercial de US$ 5,4 bilhões! As importações cresceram no período 9,8% e as exportações caíram 2,8%. Pensar em superávit na balança neste ano, só se for um bem mirradinho. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 
São Carlos

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A INFLAÇÃO E O MEDO DOS BRASILEIROS
 
Especialmente aqueles que viveram a época inflacionária anterior à implantação do Plano Real têm medo do retorno do regime inflacionário. Apesar de Alexandre Tombini (BC) atribuir à subida do dólar importância menor, a verdade é que nas suas aquisições em supermercados e lojas, bem como na utilização de vários serviços, o brasileiro vem sentindo a presença da inflação, num crescendo que lhe mete medo. Embora a subida da Selic para 8% demonstre a preocupação do governo, a verdade é que, gastando mais do que o devido, a administração pública federal continua alimentando a permanência da inflação, impedindo sua redução. Enfim, os brasileiros aceitam as providências que se fizerem necessárias para a redução inflacionária, porque não desejam, de forma alguma, conviver com ela, especialmente os trabalhadores, que são os maiores sofredores de sua ação devastadora.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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PAÍS DO PASSADO

Nem tudo é notícia ruim: há a possibilidade de os petralhas deixarem o poder, graças às suas trapalhadas, mas, principalmente, às articulações de uma oposição que, quase inexistente, tenta respirar com a aproximação das eleições. O quadro atual tem tudo para ajudar esse respiro: PIB em descenso contínuo, de 4,5% para 3,5% e, agora, 2,77%; isso é previsão, mas, na prática, poderá ser bem menor. Superávit primário irrisório, indústria sufocada, baixo crescimento econômico, famílias consumindo menos e, com alta da inflação, dos juros e do dólar. Como o governo não tem competência para mudar esse quadro, lança mão do de sempre, o marketing mentiroso que é estratégia há 11 anos: batiza o álcool de etanol nas propagandas, diz que há altos níveis de emprego (não comprovados) e manda Alexandre Tombini, presidente do “BC do B” dizer que a alta do dólar não afeta a nossa economia. Ou seja, esse governo subestima a nossa capacidade cognitiva. E enquanto isso, a balança comercial se estatela no chão, porque não exportamos, mas importamos cada vez mais insumos e produtos. Comprando cada vez menos, lamento, mas vou ter de deixar de passar “Mantega” no meu pão e usar os pés como força motriz para economizar o álcool – ou melhor, o etanol – do meu carro. Mudemos o slogan: Brasil, o país do passado!

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

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FATOR NEYMAR

Tia Dilma, Mantega, Banco Central e demais “responsáveis” pela “política econômica” afirmam aos “pessimistas de plantão”: quem continuar dizendo que o nosso programa de exportações é um fracasso, não está levando em conta o “fator Neymar”.

Neil Ferreira neil.ferreira1804@gmail.com 
Granja Viana

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MAROLINHA, MAROLÃO

Ué, a marolinha cresceu, né? O PT tem razão, a culpa é do governo anterior.

Ary Nisenbaum aryn@uol.com.br 
São Paulo

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SE A ALMA NÃO FOSSE PEQUENA

Uma curiosidade: em face ao baixo índice de crescimento expresso pelo “pibinho”, com que cara dona Dilma ministrará os conselhos que tanto gosta de oferecer, generosa e espontaneamente, aos países desenvolvidos? Industriais de proa já a estão advertindo que, a continuar nesta condução inoperante, o Brasil irá regredir mais e mais em sua produção e recomendam uma nova e urgente política de inserção comercial, caso contrário, ficaremos excluídos do cenário mundial. É nisso que dá a arrogância, a resistência à mudança de postura e a falta de interesse genuíno pelos destinos do país, buscando olhar apenas interesses eleitoreiros. Quanta perda de oportunidades que nos teriam feito avançar tanto mais, se a alma não fosse pequena. Valeu a pena?  
 
Eliana França Leme efleme@terra.com.br 
São Paulo, Capital

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VAQUINHA DE PRESÉPIO

Para você que leu e não entendeu a mensagem do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do BNDES, quando chamou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de “burocrata típico” – traduzindo, quis dizer: “vaquinha de presépio” da presidente Dilma.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com 
São Paulo

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FIM DA FARRA

Parece que toda a incompetência desse desgoverno e do ministério da Fazenda finalmente está vindo à tona. O presidente do Banco Central vai virar a figura da hora, pois vai ser instado a controlar o câmbio para que a inflação não fique ainda mais agressiva. A farra está chegando ao fim e a ressaca não vai ser de fácil cura. E todos nós vamos pagar essa conta novamente.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com 
São Paulo

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QUESTÃO INDÍGENA – DISPUTA DE TERRITÓRIOS

A matéria d página A4 da edição de 04/6 do “Estado” traz nota sobre carta aberta subscrita, entre outros, pelo professor Dalmo de Abreu Dallari, defensor de longa data dos direitos indígenas, nominando os responsáveis no governo Dilma pelo acirramento no tratamento do assunto, que redundou na morte de um indígena da etnia terena, no Mato Grosso do Sul. Se a presidente da República domina, como falam, cada detalhe de cada ação, o responsável pela morte do indígena terena é seu governo, na medida em que não sabe comandar as políticas públicas. Se a ministra da Casa Civil está em campanha para o governo no Estado do Paraná, de onde saíram boa parte dos maiores proprietários de terra do Mato Grosso, deveria a presidente da República afastá-la do tratamento da matéria. Da mesma forma, o atual ministro da Justiça deveria saber que a posse indígena não pode ser tratada segundo a posse e a propriedade civil, prevista no Código Civil. Os indígenas têm a posse da terra, sendo que o domínio é da União. Se alienações indevidas foram feitas pelo governo do Mato Grosso no passado, quando ainda não havia tal divisão, não podem os indígenas sofrer a dominação do agro-negócio, que pode eleger governadores e presidentes da República, mas mata a cultura indígena. Há disciplina da matéria desde o século 18 e previsão da posse indígena nas Constituições da República. O Estado brasileiro subscreveu tratados internacionais envolvendo respeito à tradição e à cultura indígena. Cumpra-se tanto a Carta Magna como os tratados que, hoje, são direito interno.
 
Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br 
São Paulo

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SEM RUMO
A desconsideração de comandos constitucionais tem provocado incoerências e desajustes institucionais, acompanhados, não raro, de tensões que poderiam ser evitadas, maximizadas num governo que se diz vocacionado à erradicação dos problemas sociais, a exemplo da demarcação de terras indígenas. Como mencionou, em carta aberta, a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo e o jurista Dalmo de Abreu Dallari (ilustre professor que, com a devida vênia, demorou para assimilar os descalabros do governo atual), a Constituição outorgou à FUNAI o prazo, mais do que suficiente, de cinco anos para realizar a demarcação das terras dos índios brasileiros. Passado um quarto de século, o problema, vergonhoso para o Brasil, não só se agrava como se torna ainda mais complexo, com o envolvimento de outros órgãos públicos na tarefa (Embrapa, INCRA, ministério do Desenvolvimento Agrário, etc.).  E a cada dia se percebe o desfibramento e a perda de rumo do governo petista.
  
Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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DESOBEDIÊNCIA INDÍGENA

Vamos ver se agora, na terceira ordem judicial dada aos índios para a desocupação da Fazenda Buriti, a decisão será cumprida definitivamente. Parece que os índios não reconhecem o poder da polícia nem da Justiça de seu país. Pudera! Eles invadem, saqueiam, queimam, fazem reféns, e nada lhes acontece. Vão obedecer por quê? No Brasil, há categorias especiais de cidadãos liberados para barbarizar o quanto queiram. Que o diga o MST, com quem, ao que parece, os índios aprenderam tudo o que não presta.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 
Florianópolis

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‘COITADINHOS’

Os 230 povos indígenas, segundo o Censo de 2010, somam 896.917 pessoas. Desse total, pouco mais de 300 mil vivem em cidades e 572.083 em áreas rurais, o que corresponde a 0,47% da população brasileira. Os índios brasileiros, na sua totalidade, já estão aculturados. Em suas aldeias é possível reconhecer a presença dos mais sofisticados engenhos eletrônicos, máquinas agrícolas e até automóveis e caminhões. Por conveniência e proteção do Estado, seguem mantendo grande parte das tradições e costumes, porém essas mudanças culturais são observadas no traje diário do cocar de penas e luta do “Uka-Uka” só para exibição televisada. No Pará, os índios mundurucus fazem paralisar as obras da hidrelétrica de Belo Monte com sérios prejuízos para o organograma da obra e perdas econômicas. Turunas ocuparam a fazenda Buriti, em Mato Grosso do Sul, tendo o governo que recorrer à Polícia Federal para a desocupação, resultando em confronto em que foi morto um índio de 35 anos. Os índios estão de tal forma inseridos nos costumes dos brancos que muitos grupos estão muito bem situados com a exploração de madeira e minérios. Os indígenas brasileiros não são os “coitadinhos” que se quer pintar, havendo uma forte dose de perfumaria na discussão do tema, chegando ao ponto de a presidente Dilma determinar a seus ministros a gestação de mais uma bolsa para favorecer os índios. Seria a “Bolsa Curumim”? Enquanto isso, o País tem quase dois milhões de crianças e adolescentes em trabalho de risco. “Quando o português chegou debaixo de uma baita chuva vestiu o índio. Que pena! Fosse uma manhã de sol, o índio tinha despido o português.” (Oswaldo de Andrade).
 
Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com
Vassouras (RJ) 

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QUINHENTOS ANOS DE DISPUTAS

O Brasil, atrasado e parado no tempo, não consegue resolver questões primárias: cinco séculos – 500 anos! – após o descobrimento, índios e caras-pálidas continuam se matando por disputa de terras. Até quando?!
 
J.S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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HISTÓRIA MAL CONTADA

Está na hora certa de os órgãos competentes da Justiça investigarem a FUNAI e a atuação do Cimi, que estão por trás das invasões dos índios, de forma violenta e contra a lei. Não é possível que, de repente, quando os índios se colocam contra produtores agrícolas – que compraram suas terras e sustentam a maior parte do PIB brasileiro – sejam prejudicados e destituídos de suas terras. Com tanto espaço na floresta amazônica para eles exercerem seus hábitos e sua cultura... O motivo de escolherem as fazendas produtivas para invadir é o objetivo de chamar atenção. Só está faltando o governo mexer com mãos independentes nessa história muito mal contada de 13% do território nacional ser dos índios fora de seu habitat. Se estão aculturados, deveriam estar sujeitos às leis. Talvez se encontre gente muito esperta tentado ganhar dinheiro à custa dos silvícolas.

 Leila E. Leitão
São Paulo

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TRIBOS E BANDOS

O indígena deve ser imputável individualmente enquanto na tribo ou em reservas demarcadas, não em grupos ou bandos errantes, facilmente manipulados por alienígenas mal intencionados. 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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EDUCAÇÃO – INFRAESTRUTURA NAS ESCOLAS

O importante hoje é a população brasileira lutar por uma autêntica revolução educacional, não apenas pela melhoria total da infraestrutura de suas escolas, assunto abordado no editorial de 3/6 do “Estado”, mas também exigir melhoria do ensino, reciclagem permanente dos professores, melhores faculdades e também valorização dos profissionais pois, da forma que caminhamos, no futuro não teremos bons estudantes que queiram seguir nessa profissão. Haverá total falta de professores.      Algumas escolas melhoram sua infraestrutura graças ao trabalho de bons diretores e mestres dedicados que criam e desenvolvem bibliotecas e adaptam salas de aula para melhorar o nível de ensino, com o apoio das Associações de Pais e Mestres. Não haverá milagre na educação se a população não se conscientizar que deve lutar, exigir das autoridades aquilo que nossa sociedade merece e tem direito: boa infraestrutura nas escolas, com profissionais motivados com melhores salários e boas condições de trabalho de que suas importantes tarefas necessitam. A mídia faz sua parte, porém a população está acomodada. Está na hora de os maiores interessados lutarem por uma revolução educacional já. Devemos nos unir, pois a união faz a força, não esquecendo que logo ocorrerão novas eleições e os políticos devem participar dessa luta também. 
 
Lenir Novaes Olyntho lenir.olyntho@hotmail.com 
São Paulo

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OS PACS NECESSÁRIOS

Governo vai anunciar mais um PAC agora do Turismo. Não seria muito mais adequado lançar um PAC para: saúde, educação, segurança e transportes ?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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EDUCAÇÃO COMEÇA NO PEITO

Sim! No peito da mãe que amamenta! Que prepara, por seu generoso leite, o corpinho e a mente de seu rebento para iniciar seus contatos com a vida fora de seu também generoso útero! Para começar a cobrar do mundo sua participação no mesmo! Com direito a solicitar alimento – pelo choro que aprende! –, a pedir atenção dos pais – pelos riscos que não conhece! –, a receber instrução pela solidariedade daqueles com quem convive – babás, professores e vizinhos! –, enfim, famílias, famílias e famílias! Famílias que hoje desapareceram, pela mentalidade consumista da sociedade moderna, em que a atração pelo lucro material supera a nobreza da hoje esquecida vocação, que levava os jovens a focalizarem suas futuras profissões na nobreza que continham, como o amor ao seu semelhante, pela vocação médica, ou a lutarem pela justiça, na vocação ao direito! O pior, acima de tudo, é que a inversão de valores existenciais – o direito de sobreviver pela educação verdadeira, pelo trabalho bem remunerado para todos, e o apelo concreto à honestidade, pela punição rigorosa e exemplar aos criminosos – continua postergado para as calendas! Educação sim! Família sim! Única maneira de criar caráter no povo e acabar com a violência, a corrupção e a criminalidade que assolam nosso país, partindo não apenas das classes desprotegidas, abandonadas e revoltadas, mas, especialmente, dos responsáveis – leia-se governos! – que deveriam dar tudo de si mesmos para acabar com tais desumanas e cruéis diferenças, mas que parecem compactuar com aqueles que, mesmo condenados, permanecem impunes! 
                                                                                                        
Lamir David david@powerline.com.br 
Juiz de Fora (MG)

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