Fórum dos Leitores

TARIFA DE ÔNIBUS

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 07h50

08 Junho 2013 | 02h05

Vandalismo

Protestos são legítimos, baderna não. Se os estudantes estavam na Avenida Paulista anteontem para protestar legítima e pacificamente contra o aumento da tarifa de ônibus, por que estavam com os rostos cobertos? Por que carregavam latas de tinta spray? Quebrar bancas de jornais, estações de metrô e shoppings é protesto ou vandalismo? Parabéns à polícia pela repressão. Em tempo, sou contra o aumento da passagem de ônibus.

ROGÉRIO TÓFOLI KEZERLE

rogeriokezerle@hotmail.com

São Paulo

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Conveniência

Lamentável a manifestação contra o aumento das passagens de ônibus na capital, impedindo o direito de ir e vir dos cidadãos que transitavam nos arredores das Avenidas Paulista, 9 de Julho e 23 de Maio. Além de ocuparem essas vias, os manifestantes se comportaram como perfeitos vândalos, jogando lixo nas ruas e danificando estabelecimentos comerciais. Provavelmente, os baderneiros pertencem à classe média, reclamam do aumento das passagens - que este ano ficou dentro dos índices inflacionários -, mas, por conveniência política, não fazem o mesmo para se insurgir contra a corrupção reinante no País.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O alvo

Vi, pela TV, o presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino de Melo Prazeres, admitir, ao ser preso pela Polícia Militar, que estava presente na manifestação predatória feita em São Paulo. Se alguma dúvida eu tinha do que movia aqueles jovens - que nunca protestam contra o fato de pagarmos 40% de tudo o que produzimos em impostos ao governo, mas vão às ruas protestar, badernar e destruir o patrimônio público por um aumento de tarifa de transporte -, já não tenho mais. O alvo não são a Prefeitura e o aumento nas tarifas de ônibus, o alvo é o preço das passagens do metrô, o alvo é o governo de Geraldo Alckmin. E o presidente do sindicato, ao deixar o rabicho de fora, acabou preso e deixou clara essa intenção. Afinal, em 2014 haverá eleição e elles planejam tomar o Estado de São Paulo de assalto, como já tomaram Brasília e a capital de nosso Estado. Este senhor Altino de Melo deverá, no mínimo, arcar com os prejuízos materiais causados pelos baderneiros sob seu comando aos paulistanos. Ou essa conta também recairá em nossos bolsos?

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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Oportunidade

Vale sugestão para restaurar a paz e, de sobra, ajudar a ganhar as eleições: para livrar os movimentos "sociais" da responsabilidade, a Prefeitura de São Paulo conserta os estragos de quinta-feira; e, para tornar o transporte público gratuito (como querem alguns), cria um imposto (de cidadania?) cujo valor dependa do valor venal dos imóveis.

OMAR EL SEOUD

elseoud@iq.usp.br

São Paulo

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GUILHERME AFIF

Veredicto popular

A maioria dos integrantes da Comissão de Ética do Estado de São Paulo opinou contrariamente ao acúmulo de cargos de Guilherme Afif Domingos, vice-governador (PSD) do Estado e ministro da Micro e Pequena Empresa (PT), o que o deixou irritado. Disse ele que a comissão não tem competência para julgá-lo e continua firme em seus propósitos. Se a comissão não é capaz de julgá-lo, nós, 30 milhões de eleitores do Estado (22% do total nacional), temos plena capacidade e direito de aplicar-lhe um veredicto: nós o condenamos.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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Nas mãos da Assembleia

Cassa ou não cassa? Afif não pode ficar com dois mandatos. Deve ser cassado pela Assembleia do Estado.

MIGUEL RESTO

miguel.rizzo@terra.com.br

São Paulo

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100%

Somos mais de 10 milhões de micro e pequenos empresários no Brasil, será que não há ninguém com disponibilidade para ser ministro 100%?

ODOMIRES MENDES DE PAULA, presidente da Associação Brasileira das Micro e Pequenas Empresas

odomires@abrampe.com.br

Uberlândia (MG)

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MENSALÃO

De volta à curva

É compreensível a indignação de muitos com a afirmação do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, de ter sido o resultado do julgamento do mensalão "um ponto fora da curva". Mas lamentável é a constatação de que o ministro está coberto de razão. Basta repassar o passado recente de decisões do STF e, principalmente, a falta delas, para constatar que Barroso sabe muito bem do que fala. O próprio julgamento do mensalão, que chegou a lavar a alma de brasileiros confiantes nos indicadores de uma "nova Justiça" no País, é prova disso, já que, de efeito prático nada trouxe até agora, além de frustração. Os condenados continuam em liberdade e alguns até voltaram à Câmara dos Deputados. Mais lamentável ainda é constatar a que veio o novo ministro indicado pelo governo e aprovado pelo Congresso: colocar o mensalão dentro da curva.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

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O que manda a lei

Frase do ministro Barroso: "Vim fazer o que acho certo, ninguém me pauta: nem governo, nem imprensa, nem acusados". Permita-me uma correção, sr. ministro: o sr. não vai fazer o que acha certo, e sim fazer o que manda a lei. Sua afirmação é deveras preocupante.

GILMAR HENRIQUE DOS PASSOS

gil_passos@terra.com.br

São Paulo

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ROBERT APPY

Memória

É difícil dizer adeus a Robert Appy. Anos atrás, foi ele que, ao lado do também saudoso Alberto Tamer, abriu as páginas econômicas do Estadão para que o Secovi-SP pudesse falar com a sociedade sobre o funcionamento do mercado imobiliário e a importância de uma efetiva política habitacional. Sem dúvida, isso foi decisivo para as conquistas da sociedade no acesso à moradia. O mais importante, porém, é que foi embora um amigo de décadas. Fica para sempre a lembrança das longas conversas aromatizadas pela fumaça de seu inseparável cachimbo. Incrível como, em tão pouco tempo, perdemos tantos bons nomes da imprensa e da história do País...

ROMEU CHAP CHAP, coordenador do Núcleo de Altos Temas do

Secovi-SP

secovi@secovi.com.br

São Paulo

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MANIFESTAÇÃO PELO PASSE LIVRE

O protesto contra o aumento das passagens de ônibus é um velho clichê da cena política brasileira. Já acontecia nos anos 1950 e 1960 do século passado. Sobreviveu até no período autoritário. Muitos dos homens e mulheres que hoje estão no governo ou em posições importantes do setor privado, quando estudantes, participaram das ruidosas passeatas contra o aumento das passagens, pela instituição do "passe escolar" e outras reivindicações do gênero. Chegaram até a conseguir o desconto para estudante, ainda em vigor em muitas localidades. O diferente nas manifestações de hoje é a violência. No lugar da "luta" de outrora pela diminuição dos gastos com transporte que, a bem da verdade, já trazia certo viés demagógico, verifica-se a interrupção da corrente de tráfego em pontos e horários cruciais e a depredação de equipamentos públicos e de estabelecimentos que nenhuma relação têm com a causa motivadora da mobilização. E o pior é que os autores desses desatinos acabam presos e levados ao distrito, mas são libertados mediante o pagamento de fiança, essa verdadeira prostituta indutora da impunidade. A prática adotada em nosso país após a redemocratização é temerária. A democracia é importante e deve ser preservada e defendida intransigentemente, mas não a permissividade. Em nome da própria democracia, os governos e as autoridades têm de exigir o respeito ao ordenamento jurídico nacional, garantindo direitos humanos para todos os humanos e dando a certeza a todos os que transgredirem de que receberão a devida punição. As autoridades não podem abrir mão de apurar os distúrbios ocorridos e punir devidamente seus autores. Se assim não for feito, logo eles estarão em outros lugares a badernar e a causar novos prejuízos e sofrimento à população.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CABEÇAS OCAS

O pessoal do tal do "passe livre", que promoveu toda aquela baderna na Paulista, prova que a onda de ignorância que varre o País tornou-se um verdadeiro tsunami. Mesmo sem saber de onde partiu iniciativa tão estapafúrdia, já dá para ver que têm por aí alguns "gênios" se valendo do despreparo dos nossos jovens. Como em cabecinhas ocas qualquer bobagem penetra, podemos até esperar coisas do gênero do Hezbollah ou da Al-Qaeda, promovendo uma "primavera de qualquer coisa" por aqui.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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A DÚVIDA

Mais uma manifestação de baderneiros foi realizada na cidade de São Paulo. É lamentável que desocupados invadam as principais ruas da cidade para fazer protestos contra o aumento do preço das passagens de ônibus. Eu duvido que alguém que participou daquela arruaça toma ônibus.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaiua do Sul (PR)

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A HORA É ESSA

Não se pode mais combater a baderna porque todos concluem que está havendo autoritarismo. Ora, como podem essas minorias baderneiras a todo instante transformar a Avenida Paulista em um palco para vandalismo, protesto, marchas e outras arruaças? O que está faltando mesmo é autoridade para manter a ordem e o direito das maiorias que trabalham, trafegam e utilizam-se dos locais públicos. Já passou da hora de ações preventivas vigorosas para inibir qualquer movimentação que provoque transtornos e prejuízos a população.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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NÃO EXISTE AMOR POR SP

Anteontem, na hora do "auê" eu estava na Paulista. O PSOL chama aquela turma de manifestantes - eu chamo de baderneiros. O governo e o prefeito deveriam enviar a conta da depredação para o Senhor Ivan Valente, o pai do passe livre. Livre para quem? Porque não foram depredar a Assembleia Legislativa, a Câmara dos Vereadores? É a pergunta que não quer calar. São todos bocas de aluguel, mercenários que não nutrem amor nenhum por São Paulo.

João Camargo

São Paulo

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COMO SE CRIA O CAOS

Parabéns à Polícia Militar por agir contra o protesto de ontem à noite na Paulista. Está na hora de acabar com esses baderneiros e vagabundos que, por qualquer motivo, usam pretextos e fazem vandalismo, depredando o patrimônio público e privado e atrapalhando as pessoas que querem ir e vir do trabalho para casa, para um descanso merecido. Esse aumento da tarifa de transporte já era de conhecimento de todos há mais de uma semana. Só agora vêm protestar? Isso prova que eles só queriam fazer vandalismo. Cadeia neles! Uma hora são os professores, outra, os sem terra, e assim se cria o caos na cidade. A polícia tem que agir com rigor, se o protesto não for pacifico. Acorda, Brasil!

Celso Nascimento celso@directasa.com.br

São Paulo

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ANGU COM CAROÇO

As prefeituras de sete cidades do ABC reduziram o preço das passagens dos coletivos. Será que, após análise criteriosa, concluíram que estavam caras demais e decidiram pelo corte? Não sei: esse angu tem caroço. Enquanto isso, em São Paulo, manifestantes do Movimento Passe Livre (seria uma nova ONG? Ou em breve um sindicato?) detonaram bens públicos, infernizaram o trânsito e a população. A motivação foi o aumento das passagens. Alguém acreditou nisso?

J. Perin Gacia jperin@uol.com.br

São Paulo

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CENTAVOS, CENTENAS, MILHARES

Ninguém gosta de pagar mais pela passagem de ônibus no Brasil todo, mas nada justifica a destruição de bens públicos e privados em um protesto. Alguns baderneiros foram detidos e encaminhados para um distrito policial. Lá "encontraram" recursos da ordem de um salário mínimo até algo em torno de R$ 6.000 para pagar fiança. Ficou provado que a manifestação foi orquestrada. Recursos para pagar a passagem de ônibus da ordem média de R$ 0,20 eles não tinham. Mas a fiança apareceu na hora.

Jose Roberto Marforio bobmarforio@gmail.com

São Paulo

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LUÍS FERNANDO BARROSO E O MENSALÃO

"A conclusão a que cheguei é que o STF manteve a linha de jurisprudência, mas endureceu no caso do mensalão. Foi um ponto fora da curva". Frase do Sr. Luís Roberto Barroso, em sabatina diante da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), após ter sido nomeado pela Presidente Dilma, em articulação com o petista de carteirinha e atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para ocupar vaga de ministro no Superior Tribunal Federal (STF). Em que pese a aprovação da indicação, manifestada até por caciques da oposição, não deixa de causar perplexidade no espírito do cidadão comum a ambiguidade da frase no que diz respeito à atuação da Corte no caso do maior esquema de corrupção política de que se tem notícia na História do País. O julgamento representou - apesar de nenhum dos condenados ter iniciado o cumprimento das penas - para a sociedade consciente, um raio de esperança na atmosfera de impunidade que ainda a traumatiza. Sem entender com exatidão, dadas as circunstâncias, o que significa ter o STF endurecido e muito menos o sentido de ter criado um ponto fora da curva, resta a desagradável impressão de que os corruptos, no aguardo confortável da conclusão final, terão na figura do Sr. Luís Roberto Barroso um paladino com vocação para protegê-los, frustrando mais uma vez os que esperavam que o caso representasse um divisor de águas na Justiça brasileira. A nomeação também se afigura como estranha quando se tem conhecimento de que o nomeado tem um passado de militância política e favoreceu a não extradição para a Itália do terrorista assassino Cesare Battisti, motivo de constrangimento para o País no plano internacional e mesma posição adotada pelo governo petista. Deus nos proteja.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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PONTOS E CURVAS

Como engenheiro, permito-me perguntar ao ilustre ministro Barros: quão longo deveria ser o raio "daquela curva" para poder reter, no círculo por ele gerado, aqueles meliantes que, diretamente ou por meio de terceiros (cúmplices), desviaram para seu ócio e desfrute aquele montão de dinheiro que era da Nação e, portanto, "nosso"? Em quantas melhorias, sociais, culturais e de saúde, em benefício da população e das quais somos tão carentes, poderia ele ter sido mais bem empregado?

Gilvan de M. Guedes pereira gilguepe@uol.com.br

São Paulo

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DIVISOR DE ÁGUAS

Independentemente do papel que os dois novos ministros indicados por Dilma Rousseff para o STF exercerão na ação penal 470, a absolvição ou a prisão dos condenados pelo mensalão será um divisor de águas entre o Brasil que não tolera mais os níveis endêmicos de corrupção e o Brasil leniente com a criminalidade que se transforma no paraíso para os fora da lei que possuem influência e dinheiro. Outra dúvida: como afirmou Luís Roberto Barroso, se a maneira como foi conduzido o julgamento do mensalão representa um "ponto fora da curva", o que seria, para o nobre ministro, um ponto dentro da curva? Tratar com menos rigor um grupo que pretendia subverter nossa democracia para se apossar do poder, com a não aplicação da lei, mantendo a impunidade e a continuidade da corrupção?

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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CUIDADO

Que Joaquim Barbosa fique de olho aberto! Pois, pelo andar da carruagem, em vez dos do mensalão, irá ele para trás das grades.

Antonio Bonival bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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JUSTIÇA CEGA, PORÉM ALERTA

Ministro Luís Roberto Barroso: "ponto fora da curva" foi o mensalão, não o seu julgamento. O rigor com que a Justiça investigou, julgou e condenou o maior escândalo da história política do Brasil deveria ser pauta corrente em qualquer processo, principalmente daqueles que envolvem o desvio do erário para outros fins que não o benefício do País. Diz-se que a Justiça é cega, mas há casos, como esse, em que deve estar com os olhos bem abertos para não ser levada no bico nem passada para trás. Mensaleiros atrás das grades! Cumpra-se a condenação sem mais delongas!

J.S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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JUSTIÇA DESACREDITADA

No Congresso nacional, quando entrevistado, o novo ministro do STF, Luís Fernando Barroso, já criticou as penas impostas aos mensaleiros e, com certeza, em especial às aplicadas a José Dirceu, João Paulo Cunha e Jose Genoíno, todos do PT. Ora, Dilma, creio, bateu o martelo na indicação do ilustre jurista, assim que deve ter ouvido a opinião do dito cujo, a mesma expressa na sabatina dos legisladores. Por quê? Porque, sabedora da posição antecipada dele, ela deve ter tido a certeza de que ele iria votar pela redução das penas dos seus queridos aliados. Ora, nós, mais esclarecidos, captamos de imediato a posição do novo ministro, não gostamos nem um pouco de vê-la, ainda mais quando, sem nem ter se assentado no STF, já critica aqueles que serão seus pares pelos votos dados no caso do famoso mensalão. Falta de cortesia, ética e respeito aos demais componentes daquela alta corte. O povão, menos esclarecido, não tem o que falar, pois não acredita mais na nossa Justiça.

Ubiratan de Oliveira uboss20@yahoo.com.br

São Paulo

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UÍSQUE PARAGUAIO

O próprio Barroso diz que vai julgar com o coração. Todo o julgamento das autoridades será jogado no lixo, pois está de acordo com o governo. E faz ele muito bem, para um povo que vota maciçamente no PT! Quer o quê, depois? Chorar? É a mesma coisa que tomar cinco litros de uísque paraguaio e reclamar da ressaca. Quer um país sério? Aprenda primeiro a escolher quem o dirige. Como diria o Ministro Joaquim Barbosa em inglês: Sorry!

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

 

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‘FORA DA CURVA’ DE CLASSE

Ao reconhecer que o STF, no julgamento do mensalão, constitui um "ponto fora da curva", o Sr. Barroso reconhece que somente leis duras oferecerão a punição necessária? O Sr. Barroso contribuirá com maior protelação da aplicação das penas? A afirmação do Presidente do STF, de que no Brasil somente as pessoas de classe social modesta são punidas pelos crimes cometidos, será confirmada neste julgamento?

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

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MÁS CREDENCIAIS

Pelo que li no Fórum dos Leitores sobre o novo ministro indicado para o STF, na edição do "Estado" de 7/6, a unanimidade de elogios e da favorável avaliação de seus méritos restringe-se aos condenados no julgamento do mensalão, aos advogados que defenderam esses réus e a maioria de políticos aéticos, corruptos e demagogos que infestam a Nação. Leitores de bom senso não comungam com tal unanimidade. Aliás, as declarações do advogado Luís Roberto Barroso - quer quando disse que aos que têm voto cabem as decisões políticas; quer quando disse que foi pedir apoio dos senadores para sua indicação ao STF, porque depende deles; quer, agora, quando diz que o Tribunal "endureceu" no julgamento dos réus do mensalão e que tal julgamento foi um "ponto fora da curva" - são um mau sinal da propalada tendência humanista e liberal do referido senhor. Espero estar enganado, mas não me surpreenderiam novos e mais graves equívocos nos "julgamentos" do novo ministro. Infelizmente, para a Nação, ser indicado pela presidente Dilma não é a melhor credencial.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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REALIDADE DESANIMADORA

Não é possível que um experiente advogado, recém-nomeado ministro do STF, desconheça a seriedade do que a máfia do mensalão tentou, ao comprar a consciência de políticos representantes do Legislativo, buscando, assim, a quebra do equilíbrio entre os três Poderes. Desconsiderando até mesmo o aspecto financeiro do ato, tal ação teria como consequência abalar nossa ainda tão frágil democracia. A mesma máfia desejava - e de certa forma conseguiu - colocar no STF pessoas que apoiam incondicionalmente o executivo. Prova disso é que certo ministro, em óbvio conflito de interesses, uma vez que fora advogado do PT, não se declarou impedido de participar do julgamento do mensalão. Um segundo ministro mais parecia advogado de defesa do grupo do que propriamente juiz. Agora, o Sr. Barroso declara que o STF foi "duro", como se os envolvidos fossem adolescentes irresponsáveis que desconhecessem as consequências de seus atos. Sinceramente, é desanimador.

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

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MERECIDO CASTIGO

Em suas primeiras declarações depois de se aprovado pelos senadores da República, o novo ministro do STF fez duas afirmações que nos levam a meditar sobre o seu comportamento quanto às decisões do Tribunal. A primeira, de que não aceitará nenhuma interferência em suas decisões, com certeza merece nossos aplausos, mas a segunda, de que o Supremo endureceu no julgamento do mensalão e que, em sua opinião, foi um ponto fora da curva, faz-nos temer pelas decisões finais de um processo que já vai se tornando uma moderna teia de Penélope. Ora, mas o próprio mensalão foi um ponto fora da curva, pois nunca antes tínhamos assistido a tanta desfaçatez de um grupo político ou de aloprados, se quiserem, em tramar suas torpezas no interior do Palácio do Planalto, nas barbas do presidente da República, garfando na mão larga o erário, para conseguir realizar o seu projeto de perpetuação no poder, tendo como consequência o completo desmonte da democracia. Assim, ao STF cabia, sim, julgar os componentes de tão funesto grupo com todo o rigor que a legislação atual permite, já que o merecido castigo dependeria de leis mais justas e rigorosas.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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CORAÇÃO SEM RAZÃO

Com todo o respeito que merece pelo cargo que Luís Fernando Barroso irá ocupar, gostaria de registrar algo que me deixou em dúvida. O advogado afirma que não se deixará pautar por ninguém ou alguma coisa. Perfeito. Só que concomitantemente afirma: "Eu vou fazer o que eu acho certo, o que o meu coração me disser que é certo". Excelência, e a razão, como fica?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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DO LADO ESQUERDO DO PEITO

Nenhuma novidade na sabatina feita no Senado ao mais novo indicado por Dilma para ocupar uma cadeira no STF. As excelências fizeram seu papel, quer dizer, homologaram a indicação sem nenhum questionamento que o deixasse numa saia justa ou que seu nome fosse impugnado. Ficaram bem claras as declarações do Dr. Barroso, que, numa falta de ética, criticou seus futuros colegas, dizendo que eles endureceram no julgamento do mensalão, "ponto fora de curva", como deixou claro. E ainda disse: "Vou fazer o que meu coração considera certo. Ninguém me pauta, nem governo, nem opinião pública, nem imprensa, nem Congresso". Logo após pegar a defesa de Cesare Battisti, declarou em entrevista a uma revista jurídica: "Eu sei onde tenho o coração e por quem ele bate". Pois é, ele chegou à condição de ministro, porque sabe exatamente por quem seu coração bate. O duro vai ser viver de joelhos para quem o indicou, apesar de ter dito que "É melhor morrer em pé do que viver de joelhos".

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

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COINCIDÊNCIA?

Já ministro do STF, Barroso - que ao longo do tempo, sem dúvida alguma, se transformará em "Lodoso" - diz que o Supremo foi duro ao julgar e condenar os insignes mensaleiros. Concomitantemente, o operador do mensalão desiste da delação premiada e mais uma vez deixa o crápula-mor longe da linha de tiro. O que será que a fala de um e a atitude do outro possuem em comum? Um doce para aqueles que, fora dos 20% que acreditam nesse canalha que se instalou no poder e que o ungido do poste é "independente e imune a pressões".

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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DÚVIDAS

Se o STF pertence ao Poder Judiciário, mas seus elementos são indicados pelo presidente e confirmados pelo Legislativo, então como pode o Judiciário ser um poder independente? Posso deduzir que o poder Executivo e o Poder Legislativo (geralmente atrelado ao Executivo), podem interferir e controlar o Poder Judiciário, justamente na instância mais alta? Se quem julga nos tribunais são juízes, porque se pode indicar advogados para o STF? Eu acho que os juízes do STF deveriam ser eleitos dentro do próprio Judiciário, entre os juízes mais experientes, idôneos e honestos. Aí sim o STF representaria a nata da Justiça e não os interesses da presidência e dos políticos

João Carlos Melo jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

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MALUF E SEUS DESVIOS

A primeira parcela dos roubos e desvios desse conhecido político acabam de ser devolvidas aos cofres públicos. Que vitória demorada! No entanto, esperamos sua prisão como nos demais casos similares de contribuintes. Quando este viciado em desvios de conduta irá para trás das grades? Aguardamos justiça!

José de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

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FÓRUM PARA DEMARCAÇÃO DE ÁREA INDÍGENA

Mais um cabidezinho de empregos com reuniões intermináveis para absolutamente nada, ao estilo do comunismo soviético.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Paulo

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MINHA OCA, MINHA VIDA

Uma coisa que não dá para entender é por que os índios brasileiros, em sua maioria totalmente socializados, não podem se contentar com um "Minha casa, Minha Vida" e precisam daquele monte de terra para, no frigir dos ovos, viver do Bolsa Família. Prefiro os fazendeiros, por que pelo menos estão ajudando a alimentar, sem terra, com terra, índios e não índios. Esse ranço petralha de correr ensandecidamente em defesa dos fracos e oprimidos sem raciocínio lógico com a realidade do século 21 já deu. Vivem discursando desenvolvimento como "nunca antes nesse país" e, por outro lado, acham que doar glebas e glebas aos indígenas é resgatar uma sociedade que há muito se extinguiu! Fora que, depois de doarem as terras, respiram aliviados e abandonam aquela sociedade como se a responsabilidade do governo terminasse ali, na disputa de terra! Precisam cair na real, índios também fazem parte da população brasileira e precisam receber o mesmo doado à maioria, principalmente porque a grande maioria também descende dos índios e não têm tanta terra assim para viver.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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SEM TRILHOS

"Antologias" não são privilégios do Lula. A última delas foi a do ministro da Justiça: "Precisamos saber quais são as terras dos índios e as terras que não são dos índios!" Ora, senhor ministro, todo o Brasil é dos índios! Em resumo, o PT perdeu o rumo. Por mais que façam, o dólar continuará a subir, a inflação tão cedo não cederá, as hidrelétricas vão demorar, não temos portos, estradas e rodovias! Estamos esperando o bonde passar numa rua que não tem trilhos!

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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ÍNDIOS DE LUXO

Índios com roupas de grife invadindo fazendas produtivas com suas caminhonetes "Land Rover" em protesto pela demarcação de terras é uma piada. Aqui e no resto do mundo.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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SEM SAÍDA

De uns dias para cá, passei a viver com uma preocupação muito grande, precisamente depois das ocorrências envolvendo povos indígenas no Brasil. Aquela de dois aviões da Força Aérea Brasileira terem ido buscar 140 índios em Belo Monte, a mando do governo federal, para tentarem um acordo sobre a construção da hidrelétrica ali em andamento, foi o fim da picada. Será que em outros países desse mundo de meu Deus já houve algo parecido? Colocar dentro do Palácio da Alvorada uma multidão que deseja mudar o que não pode ser mudado? Tinha que ser no Palácio? Será que operações desse tipo não oferecem risco? Mas vamos ao que está mexendo bastante comigo: amo muito o nosso Brasil. Não consigo me imaginar vivendo noutras terras. Só de imaginar como estava o coração do nosso grande poeta Gonçalves Dias, longe de sua pátria, escrevendo a "Canção do Exílio", em Coimbra, Portugal, me desespero. E, sabem, meus compatriotas, estou com muito medo de que logo os nossos índios venham nos dizer: "O Brasil é de índio, homem branco pode desocupar". Do jeito que as coisas estão indo é bom a gente pensar: para onde vou? Como vou? O vovô já disse que não deixará o Brasil por nada e que não adianta ameaçá-lo com borduna.

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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FAROESTE

Depois de viajar para o Mato Grosso do Sul, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, nada resolveu em relação à invasão de terras pelos índios terenas. Enquanto fazendeiros retiravam seus rebanhos das fazendas invadidas, há quem diga que o ministro, de mãos atadas, tenha aconselhado os fazendeiros a contratarem os serviços do "John Wayne" para resolver a questão.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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ECONOMIA

Tem tanta coisa ruim acontecendo neste país que fico desanimado, às vezes, de comentar e criticar. Lembro-me de quando, em governos anteriores - em minha opinião, melhores governos - conseguimos derrotar a inflação e dar ao País uma maior autoestima, sendo considerados um país sério e para o qual o bom "futuro" havia chegado. Havia, também, algumas coisas ruins, de que eu discordava, mas superavam qualquer frustração com o sentimento de que a linha mestra, que poderia ter conduzido o Brasil à posição de uma grande nação, estava correta. Além disso, o que dava confiança é que o governo e mesmo os políticos, respeitavam mais o povo. Isso não acontece mais, o governo busca favorecer aqueles que enchem seus membros de dinheiro e poder, os políticos estão empenhados em suas carreiras dentro de agremiações sem programas e ideologias. Não chegamos a ser uma grande nação e há tanta coisa ruim que não estaremos bem em futuro próximo. É preciso mudar as pessoas e seus conceitos do que sejam pátria, justiça, ética, honestidade, bem-estar social e, principalmente, como ser justo com a população mais necessitada, e dar-lhes uma boa educação e a esperança de uma vida de melhor qualidade e futuro. Não tentar enganá-la com futebol, carnaval e novela. O futebol deixou esporte e virou espetáculo, o carnaval deixou o povo para virar artístico e político e as novelas continuam mostrando ao povo o que não deveriam: ausência de moral, ética e bons costumes.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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TORCEDORES DO CORINTHIANS LIBERTADOS

Conforme as notícias, o governo brasileiro comemorou a libertação de sete torcedores presos no jogo do Corinthians em Oruro, na Bolívia, onde o garoto Kevin Beltrán, de 14 anos, foi morto, atingido por um foguete sinalizador, lançado pelos bem intencionados torcedores brasileiros. Se houver a liberação dos outros cinco torcedores detidos, o governo brasileiro irá entrar em contato com o "di menor" que confessou o lançamento do foguete sinalizador, e providenciar um curso de alguns dias na Marinha do Brasil, para melhorar o manuseio de sinalizador para jogos futuros. Será que a Justiça da Bolívia já se tocou que a punição pela morte do garoto Kevin não está nos planos da Justiça brasileira?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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ESTATUTO DO NASCITURO

Já não falta mais nada: vem aí a "bolsa-estupro".

Lazar Krym lkrym@terra.com.br

São Paulo

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QUANTO CUSTA UM DEPUTADO?

Em matéria publicada no "Estado" - edição de 6/6, página A24 -pensei não estar vendo o que li: "bolsa-estupro". Depois de uma breve recuperação do susto, permitam-me os excelentíssimos deputados uma pergunta: quanto é mesmo que os senhores ganham e gastam por mês? Não parece, mas a pergunta é pertinente! Como contribuinte, está ficando muito caro o tempo que perdem quando trabalham com propostas no mínimo exóticas, fundamentadas em argumentos no mínimo bisonhos. Se eu entendi, os senhores, eleitos não mais por nós, mas como que ungidos pela obra e pela graça divina, querem criar o Estatuto do Nascituro, que visa nada mais do que defender o direito à vida de uma criança que ainda não nasceu, mas que, do ponto de vista legislativo, é protegida pelo conceito de que "é importante esse reconhecimento de que a vida começa na concepção". Depois dessa,sugiro que mudem de ramo e se candidatem a Papa! Não percebem que o Estado é laico. Laico! Além de ser um insulto à mulher violentada, não levam em consideração o horror do trauma e do abuso e que ela deveria ser a única a ter o direito de decidir por si o que fazer de sua vida! Enquanto os senhores fingem que se preocupam com quanto o Estado vai arcar com os custos dessa "feliz" gestante, do nascimento até a adoção, e, pasmem, até a identificação do "pai", eu, como cidadã, que pago o salário de vossas excelências, volto a perguntar: quanto custa por mês sustentá-los? Inventar estultices com chapéu alheio é fácil! O difícil é resolver o que é fato e já existe: crianças que não têm lar, não vão à escola, expostas à drogas e prostituição. E que não têm direito a uma vida decente, pois, como filhas do acaso, da dor e da miséria, quando rejeitadas são jogadas até no lixo!

Gloria de Moraes Fernandes glorinhafernandes@uol.com.br

São Paulo

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TUDO PELO ‘SOCIAL’

Neste país sem escrúpulos, teremos "estupros" programados e consentidos? Tudo pela eleição, digo, pelo social.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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CRIMINALIDADE

É fato latente para todas as camadas da sociedade brasileira que estamos em estado de pré-pânico ao sair à rua, a pé, ou parar num sinal vermelho ou, ao entrar num restaurante qualquer, onde a síndrome do arrastão está sempre presente. O medo que sentem estes cidadãos é algo imensurável, a esconder valores - já é uma punição, mesmo que não ocorra nada. O fato mais recente foi o do comentarista de TV Globo "Casa Grande", que teve seu carro e seus documentos roubados ao sair de uma pizzaria próxima ao Parque São Jorge. Os bandidos não perdoam ninguém, nem um ex-jogador de futebol. Até algum tempo atrás, esse crimes aconteciam em lugares mais remotos, de que agente só ouvia falar na apuração das zonas eleitorais em época de eleição. Para nós, havia uma escapatória um tanto reacionária: "É região de gente drogada, deve ser acerto entre quadrilhas". Não mais. Gente drogada sim, por aqui mesmo: aí está a cracolândia a chocar o público chique que deixa a sala São Paulo após um concerto, embora, por seu estado de degradação total, aquelas figuras não pareçam uma ameaça latente. A sensação é de pena e de choque de quem vê a cena fugaz. Agora não: a coisa chegou perto e os bandidos, estimulados pela droga, estão atacando em vários pontos da cidade que até pouco tempo era considerável entre as mais seguras do país, com o agravante para a vítima, porque não basta mais entregar os pertences: um tiro na cabeça pode ser o corolário de um assalto bem-sucedido e sem reação. Começa a haver alguma discussão sobre se essa "não reação" seria mesmo a melhor maneira de defender a sociedade. Fossem terroristas, a reação seria imediata, e os agressores não durariam muito tempo vivos. Confesso que não está mais dando para se viver nas grandes metrópoles. Para ficar no tema, sabe-se que os grupos de ladrões têm sempre um menor para puxar o gatilho, que não pode ser punido e sai da sua fase de "educandário" com a ficha limpa. Com o passaporte para matar, estuprar e barbarizar novamente. Isso tem nome: impunidade. Porém, não é o caso de falar de diminuição da idade legal, pois é inconstitucional, cláusula pétrea. Bastaria fazer como na Inglaterra, onde o julgamento é pela gravidade do crime. Não existe, ou não poderia existir, menor de idade para um crime maior e hediondo como os que temos visto ultimamente por meio da mídia, das redes sociais, na esquina da rua onde moramos!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

S. Caetano do Sul

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MARCHA À RÉ

A mídia tem divulgado constantes furtos em lojas da região de Campinas. Os bandidos, conhecidos como "gangue da marcha à ré", usam veículos para arrombar as portas das lojas e o sistema de furto é bruto. Nesse desconforto e nessa insegurança total, muitos comerciantes da aconchegante cidade de Nova Odessa estão instalando colunas de concreto ou ferro para inibir a ação da gangue. E, com isso, as calçadas, além de ficarem feias, dificultam a circulação dos pedestres e também a saída dos motoristas dos veículos. Essa desordem gera cada vez mais insegurança e medo! O mundo bandido vem predominando em todos os sentidos! Até quando vamos conviver e tolerar tudo isso?

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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FEIRA DA MADRUGADA

O prefeito Haddad dá sinais de que segue seu mentor à risca. O "modus operandi" dos petralhas, de dar pouca ou nenhuma importância às leis, já se faz presente. A "feira da madrugada", que estava suspensa por ordem da Prefeitura enquanto as obras de segurança estiverem sendo feitas em seu lugar de origem, simplesmente está se instalando na marginal e os fiscais fazem vista grossa. O mesmo está acontecendo com a Lei da Cidade Limpa: as ruas já nos dão amostras de que essa lei, tão grata aos paulistanos, aos poucos vai sendo esquecida de propósito, pois o PT foi contra ela, no momento de sua votação, como exemplo claro de que para os petistas o jeito é não molestar os contraventores. É assim no Planalto, foi assim com Lula e agora será assim na Prefeitura de Sampa, se os paulistanos deixarem.

 

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