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BRASIL

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 08h26

09 Junho 2013 | 02h05

Novos municípios

A Câmara dos Deputados acaba de aprovar medida polêmica que possibilita a criação de 410 municípios no País, e a Frente Parlamentar de Apoio à Criação de Novos Municípios adianta que já existem cerca de 150 localidades que estariam prontas para se tornarem cidades. Tal proposta, que agora segue para análise no Senado, deverá representar um sumidouro de recursos públicos, sem contrapartida de melhoria das condições de vida da população. Na esmagadora maioria dos casos, servirá somente para saciar o apetite inconsequente de políticos locais, ansiosos por um trampolim que lhes permita alçar voos mais ousados, além de possibilitar que parlamentares com representação regional, atualmente exercendo mandato no Congresso Nacional, alonguem seus tentáculos nas regiões afetadas. Assim garantiriam novos currais eleitorais que lhes assegurem, mediante eficiente rede de troca de favores, permanência eterna na chamada vida pública, sinônimo de obtenção de poder e fortuna na vida particular. A proposta exige que a área candidata demonstre, por meio de estudos técnicos, ter população, infraestrutura e recursos suficientes, ficando ela também obrigada a consultar os moradores, por meio de plebiscito. É quase certo, entretanto, que tais requisitos constituirão meras formalidades, já que qualquer que seja a situação real, as conclusões técnicas de viabilidade serão favoráveis, desde que haja conveniência política que beneficie os manipuladores lá, no Congresso, interessados em abocanhar quase de graça novos territórios eleitorais. Quanto ao plebiscito, bobagem. Afinal, a vontade do povo também é negociável. E o resultado de tudo isso será mais uma despesa para o já sobrecarregado contribuinte brasileiro.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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Condição

Sou favorável à criação de mais municípios, com a seguinte condição: a verba que fosse destinada ao Legislativo seria para pagar médicos, professores, enfermeiros, enfim, profissionais que trabalhassem por mais dignidade para a população. Os vereadores, seus assessores e os empregados das Câmaras trabalhariam em regime de serviços voluntários. Seria uma grande honra àqueles que assim procedessem. Vamos divulgar essa ideia.

PAULO H. COIMBRA DE OLIVEIRA

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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A multiplicação dos pires

Já não chega o número de políticos que vivem à custa do dinheiro público? A maioria trabalha, no máximo, dois ou três dias por semana, envolve-se em maracutaias e falcatruas e nós ainda temos de suportar mais um tsunami de políticos com a criação desses municípios? A emancipação de 410 cidades significará uma invasão de novos prefeitos em Brasília, com pires na mão esmolando recursos do governo federal.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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Já chega!

Até quando teremos de assistir a essa farra com o dinheiro público, como a criação de mais 410 municípios, mais 4 Tribunais Regionais Federais (TRFs) e mais um ministério para acomodar os companheiros, além dos salários de marajá e os rotineiros escândalos de corrupção? Isso sem falar das tentativas de limitar o poder de investigação do Ministério Público, das invasões e depredações de fazendas pelo MST e por índios, de dentistas sendo queimados, etc. Enquanto isso nosso povo, alienado e anestesiado, não se manifesta. Será que apenas movimentos em defesa das minorias conseguem colocar o povo na rua? Onde estão os caras-pintadas?

JOÃO P. DA VEIGA PACHECO JR.

pacheco-jr@uol.com.br

Campinas

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ECONOMIA

De estável a 'negativa'

O Brasil sob o governo do PT começa a colher os louros de sua escolha ideológica por parceiros comerciais e modelos falidos como Venezuela, Argentina e Cuba: notícia desanimadora dá conta de que o Brasil corre o risco de ser rebaixado na classificação da agência Standard & Poor's, que acusa baixo crescimento e gasto público excessivo e reduz a perspectiva positiva da nossa economia para "negativa". Estamos cada vez mais com a cara bolivariana: da Venezuela o PT tenta copiar a censura à liberdade de imprensa, bem ao gosto do grande democrata (segundo Lula) Hugo Chávez; de Cuba, o tão sonhado poder que dura 51 anos; e, da Argentina, a mentira oficial tentando maquiar as contas públicas, recurso importado por nosso craque Guido Mantega. Pergunto: o que mais falta para este governo acabar de vez com a esperança de dias melhores na economia e na democracia brasileiras?

PETER CAZALE

pcazale@uol.com.br

São Paulo

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Alarde

Quero saber quem é que vai anunciar em cadeia nacional o risco de rebaixamento do Brasil.

JOSÉ CANDIDO LIENERT JR.

jclienert@gmail.com

São Paulo

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INFRAESTRUTURA

MP dos Portos

Será que, ao vetar 13 trechos da Medida Provisória da Lei dos Portos (a MP dos Portos) aprovada pelo Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff estava preparada para o motim na base alugada que vem por aí? Com certeza, esses 13 vetos são aquele temperinho a mais que beneficiaria apenas os congressistas. A presidente Dilma tirou o doce da boca das crianças, agora será que vai encarar a revolta da classe? A conferir nos próximos capítulos.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

3 aeroportos por dia

Entre tantas promessas feitas, a presidente Dilma Rousseff disse, em 12 de dezembro de 2012, em Paris, durante o Seminário Brasil-França - desafios e oportunidades de uma parceria estratégica, que o governo do Brasil construiria 800 aeroportos regionais. Não ficou muito claro qual teria sido sua intenção: mostrar serviço para lançar sua candidatura para a presidência da França ou arregimentar parceiros franceses para seu projeto de novos aeroportos no Brasil. Se fosse essa última a sua intenção, é possível que seus potenciais parceiros a tenham traído. Até agora, nada foi feito. Na hipótese bastante provável de que a presidente seja reeleita em 2014, ela ainda conta com cerca de 2 mil dias de mandato, ou seja, terá de entregar de dois a três aeroportos por dia. Uma tarefa hercúlea. Opa! Uma ideia puxa a outra: Dilma poderia se emparceirar com o herói grego Hércules, que de bom grado construiria os 800 aeroportos como o seu 13.º trabalho.

FLAVIO BASSI

flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo

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PROMESSAS

De olho nas pesquisas de opinião pública, que apontam o inconformismo popular com a situação da insegurança em nossa sociedade, o PMDB tem veiculado, em mensagens partidárias televisivas, o firme propósito de "lutar" pelo combate ao crime. Contudo, a legenda - que é a maior do Brasil - é aliada do "desgoverno" petralha desde a posse do Sábio de Garanhuns em 1º de janeiro de 2003, e sem o PMDB, pela força política que tem, o Palácio do Planalto não aprova coisa alguma no Congresso Nacional. Logo, grande é o poder desse partido, que tem o vice-presidente e os presidentes da Câmara e do Senado, e, repito, partilha, por assim dizer, o poder com o PT. Com tudo isso (força política, influência, etc.) fica a pergunta: sabendo-se que a questão da violência e da insegurança vem de longa data e piora a cada dia, por que razão só agora diz o PMDB que pretende "lutar" pela bandeira do combate a esse mal? A meu juízo, se o PMDB fosse sincero e estivesse mesmo ao lado de seus eleitores, já teria, há muito, apresentado resultados legislativos como decorrência dessa propalada "luta" (?) que diz ser sua. Tudo o que se vê, todavia, é o afrouxamento das leis, a ponto de o presidente do STF não se constranger de dizer que a lei, no Brasil, é "pró-bandido" e não "pró-sociedade". Menos falatório e mais ação, é o que o povo - desarmado e desprotegido - pede aos demagogos que dizem representá-lo !

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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OPORTUNISMO ELEITOREIRO

O ex-prefeito de São Paulo, criador e presidente do eclético PSD, partido que não é a favor e nem contra, mas muito pelo contrário, continua no seu projeto pessoal de tornar-se um político de renome nacional e candidato declarado a altos postos na política brasileira, aspirando, quiçá, como o ápice ideal de sua carreira, a Presidência da República. Na atualidade, vislumbram-se como suas metas imediatas a governança do nosso Estado, livre-nos Deus, e o desmanche do PSDB. Devendo a sua eleição para ex-prefeito e depois a reeleição para prefeito da capital mais importante do país ao tucano José Serra e sua ingenuidade, saltou de banda tão logo vislumbrou a cisão interna no PSDB e embarcou no bonde do PT. Reapareceu no noticiário do "Estado" dando início a sua candidatura ao governo estadual e, sendo um político pragmático, tomou para si a bandeira da segurança, aliás, como os demais partidos da base do governo federal, que querem se aproveitar do vacilo do governo estadual no setor. E no mesmo jornal encontramos a resposta da ineficácia dessa política na área de segurança. Enquanto setores do tucanato se digladiam para determinar as ações necessárias, o governador vem a público tentando minimizar o problema, e, mais ainda, lança um projeto da derrubada do Cadeião de Pinheiros para a construção de um espaço para a população. Ora, o problema é bem mais sério do que lhe parece. A criminalidade saiu do controle nesta cidade e o motivo principal não é a falta de policiamento e sim a legislação absurda que concede aos manos mais direitos que os humanos. E tal situação devemos ao Congresso Nacional e sua ampla base do governo federal. É lá que se encontram os responsáveis por tanta leniência, ao não aprovarem mudanças no Código Penal para acabar com essa verdadeira festa do caqui. Tucanos, peemedebistas, petistas e outros que tais é que são os verdadeiros responsáveis pelo aumento indecente de assassinatos no país. Também o governo federal, que deveria conceder verbas vultosas aos Estados para a edificação de mais presídios, não só para zerar o déficit existente como para humanizar as instalações das existentes e proporcionar aos condenados um aprendizado profissional, ao mesmo tempo em que com o seu trabalho ajudassem a custear os seus sustentos. E o governador Alckmin, responsável pelo Estado mais importante do Brasil, deveria vir a público denunciar tal estado de coisas, com mais ênfase, e além do policiamento das fronteiras de que já reclama, pressionando com o poder que tem em mãos os nossos congressistas para que parem de perder tempo e desperdiçar verbas com chorumelas, trabalhando para o bem-estar da população. Creio que já passou da hora de engolirmos tantos desaforos e sapos em nome de uma pretensa igualdade nacional. Agir de acordo com o lema do brasão da capital do Estado: Non Ducor Duco.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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CRIATURA ENGOLE O CRIADOR

O PT fez a grande burrada de entregar ao PMDB os dois maiores poderes da República, a Câmara e o Senado. Agora suas garras começaram a aparecer. Tem-se a impressão de que são eles quem comanda o governo. Que ninguém se espante se na calada da noite aparecer um candidato próprio para concorrer às eleições presidenciais de 2014.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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GENTALHA

Circulam boas noticias de que o PT e PMDB não estão se entendendo em alguns Estados brasileiros. Realmente, seria um relevante serviço que o PMDB estaria prestando à Nação ao se desvencilhar desta gentalha, que está levando o Brasil ao caos.

José Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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O VALOR DO CONGRESSO

Antes era coisa de fofoca de jornalista, mas agora virou oficial. O ex-presidente Lulla (PT) e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) afirmam que basta molhar as mãos do PMDB e coligadinhos que aprovarão tudo que a presidente mandar ("Veja", Panorama, Holofote). Tudo que supúnhamos se confirmou, de papel passado. Ou paga ou desce, e dessa vez será a bagatela de R$ 6 bilhões para aprovar a MP da Conta de Luz. Amanhã será o que? A cada ano o Congresso fica mais caro ao bolso da população brasileira, cujas verbas não sobram para o que realmente nos interessa. É o mensalão oficializado! Que em 2014 mudemos todo este cenário não reelegendo ninguém! Essa será nossa única saída para essa pouca vergonha que se transformou a política no Brasil! Está no voto nossa única arma!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A ÚNICA ESPERANÇA

Por não ter oposição, com o passar do tempo, a base aliada do governo se corrói de dentro para fora. Isto se dá porque as benesses e a distribuição do poder estão saturadas. Enquanto isso, falta o essencial para um país que deseja crescer, se desenvolver e fornecer bem-estar com dignidade ao seu povo. Ainda não sabemos o que queremos para o futuro do País, faltam objetivos concretos em torno dos quais o povo possa antever uma esperança de melhoras. No momento, estamos assistindo, indignados, a uma luta do PT e de seus aliados para se manter no poder e não uma luta para tornar o Brasil melhor e mais justo. A única esperança é que este poder que aí está imploda o mais rápido possível.

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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‘MENTIRÃO’

Não acredito que a queda na popularidade da presidenta tenha ocorrido por causa da inflação. Aliás, pesquisas reservadas já apontam superação. Creio muito mais na perda de apoio de setores organizados, sindicatos e movimentos sociais que estão questionando, e vão questionar muito mais, à medida que a presidente Dilma leve avante seus planos contraditórios, como privatização e favorecimentos ao capital, em detrimento dos interesses dos trabalhadores e dos movimentos sociais. Estamos falando de setores que não só votaram como também fizeram a campanha de Dilma. Hoje, esses setores - que, diga-se de passagem, não têm cargos no governo e nunca os pleiteou - estão decepcionados. E estão dispostos a aumentar o tom, se o governo insistir em praticar o estelionato eleitoral. Sim, porque Dilma se elegeu se contrapondo às privatizações do PSDB, e hoje o governo do PT está mais privatista que os tucanos. Fazer alianças no Congresso com setores reacionários é inevitável, em nome da governabilidade. Quem manda o povo votar no Sarney e no Renan? Mas colocar em postos-chave no governo, nas estatais e nas agências reguladoras pessoas sem nenhuma estatura moral, como no caso da Petrobrás e da ANP, é inaceitável! E ainda dar dinheiro público para a grande mídia, como fez Lula e agora Dilma, doar nosso dinheiro suado para essa mídia golpista que sempre conspira contra os interesses maiores da Nação, como na ditadura militar, na campanha das Diretas Já, etc. Continuam a conspirar, foi assim no mensalão ou "mentirão"!

Emanuel Cancella emanuelcancella@uol.com.br

Rio de Janeiro

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DIFICULDADES E FACILIDADES

Há praticamente onze anos, a partir do momento em que o lulismo assumiu o poder, comandando, dirigindo e manipulando o País, conseguiu pará-lo totalmente pela "burrocracia" implantada, com uma única e exclusiva finalidade: "implementar dificuldades para, desta forma, vender facilidades", praticando a famosa corrupção.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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COMO DESTRUIR O BRASIL

O propósito do Partido dos Trabalhadores sempre foi demonstrar ao mundo, como destruir o Brasil em uma década! Propósito alcançado com louvor! Nada mais pode piorar!

Anita M. S. Driemeier lindyta9@gmail.com

Campo Grande

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O CHEIRO DO RALO

O PT vem perseguindo determinadamente o caminho das pedras que implantará no Brasil a ditadura do proletariado pela "via democrática": 1) Distorcendo o significado das palavras, tornando-as "politicamente corretas", de modo que os incautos as repitam sem bem saber o que está se passando. 2) Dominando as mídias, pelo dinheiro que jorra das estatais, pela censura mascarada em controles sociais (ainda não conseguiu isso, mas não desiste) e mediante processos judiciais. 3) Reescrevendo a história, criando a versão dos fatos, omitindo outros e transferindo a responsabilidade de outros (nesse caso, as três formas básicas de mentir). Desde que o PT resolveu tomar o poder pela via democrática, uma nova espécie de "poder inteligente" (isso não significa voltado para o bem comum), está sendo aplicado mediante essas estratégias. Enquanto isso, a nós só resta ficar assistindo ao resultado desta tomada do poder: o campo em polvorosa com índios e sem-terras afrontando a lei, o poder constituído e desrespeitando o direito à propriedade privada garantido pela Constituição; a inflação deixando mais pobre a mesa do brasileiro; o PIB sofrendo de nanismo e por isso mesmo já se pleiteia entre os petistas que ele não sirva mais de parâmetro para se medir o crescimento econômico de um país; o governo injetando verbas bilionárias no Congresso para poder continuar contando com o apoio de aliados... O Brasil está indo literalmente para o ralo! Que tal, além das cartas aos jornais, começarmos um boca a boca para acordar a população adormecida? A militância sabe usar com muita inteligência as conduções lotadas para divulgar suas idéias. Usemos nós as filas de banco, de caixa de supermercado, para denunciar o descalabro que esse país vem sofrendo. Eu não desisto!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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PAGANDO OS PECADOS

Entre todos os pecados que cometi nessa vida, ter votado nos candidatos do PT foi o mais grave de todos.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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MESTRES DE UMA ARTE

A trajetória dos mensaleiros comprova que a arte mais pratica no país do lulopetismo é a hipocrisia!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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MULHERES DECEPCIONADAS

A primeira presidente eleita do País, Dilma Rousseff, está longe de representar a capacidade administrativa da mulher brasileira. Uma grande decepção! A mulher tupiniquim por vocação é austera, tem horror a desperdício, respeita seu orçamento, investe certo e com prudência, e ainda, de quebra, é uma grande conselheira para os marmanjos... Ou seja, deixa legados importantes. Já com a nossa presidente, acontece o contrário: falta-lhe liderança, psicologia, não respeita os recursos dos contribuintes, tampouco suas promessas, investe pouco e mal, e é refém dos trambiqueiros do poder. Autoritária que é, quando contrariada, muitas vezes até com razão, pelos seus mais próximos colaboradores, seu vocabulário é incompatível com o cargo que ocupa. Não sabe a cria política de Lula que no grito não se ganha nada! E na cartilha dos inteligentes os bons administradores no diálogo contratam e dialogando até demitem! Da forma esquizofrênica com que Dilma dirige a Nação, certamente ganha, no lugar do necessário apoio, muitos inimigos até dentro do Palácio do Planalto! Se a mulher gosta de - e merece - receber flores, todos indistintamente merecem o devido respeito. Logicamente, a nossa economia não está mal das pernas devido ao destempero e à falta de elegância da presidente. Isso está no DNA retrógrado do PT. Mas, se pelo menos tivesse Dilma o mesmo comportamento admirável das ex-primeiras damas, como Ruth Cardoso e Sarah Kubitschek, as mulheres, por justiça, estariam muito melhor representadas. E nós marmanjos, pelo menos neste quesito também iríamos aplaudir...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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LUÍS FERNANDO BARROSO E O MENSALÃO

 

Ao ser sabatinado no Congresso, o novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), S. Excelência Luís Roberto Barroso, deixou claro como vai votar no caso do mensalão. A julgar pelas suas declarações, certamente ao se aproximar do "ponto fora da a curva", vai contorná-lo e, apoiado numa chicana jurídica qualquer, livrará a barra de todos os condenados. Tenho receio dessas pessoas que surgem muito badaladas e aparentemente sem restrições para ocupar cargo público de tamanha importância. Porque elas podem se tornar deslumbradas e onipotentes, causando grande decepção àqueles que sempre esperam uma justiça mais justa e igual para todos. Vamos esperar para que não seja este o ponto na reta do novo ministro.

Rubens Muniz Ferraz rferraz4@uol.com.br

São Paulo

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O LIMITE DA LEI

O quinto constitucional deve, para renovação da democracia, ser extinto. Julgar é predicado da toga. É vezo cruel para os jurisdicionados que a toga seja apadrinhada por conchavos políticos. Escancara-se aí a possibilidade vexatória de o "partido" escolher qual o ministro lhe irá julgar os crimes. O julga só deveria caber a juízes de carreira. Quem tiver vocação para ser juiz que o seja dentro da dignidade que o cargo exige e merece. Com mil perdões, mas o novo ministro, de análise rasteira, não reúne as condições indispensáveis para julgamentos limpos de tendências. As tendências são julgamentos de vontade, não do entendimento. E juiz tem de julgar pelo entendimento (razão) não pela vontade; nunca pela "minha vontade", ou de que "gostaria que fosse". Dizer que o Supremo foi "duro" no julgamento do "mensalão", ao reverso dessa medalha, é tanto quanto afirmar que devesse ser "bonzinho" com criminosos. O juiz tem um só limite, o da lei. O ministro comete erro de raciocínio ao saltar de um juízo de valor ("minha vontade") para um juízo de fato (o crime cometido). Ou seja, será que os colegas ministros deveriam ter sido "moles" com criminosos? É o que nos leva a supor essa declaração. Aqui está um dos pontos em que se desnuda sem a menor cerimônia o espírito de parcialidade, defeito inadmissível num juiz, cujo apanágio, brilho e coroa é a imparcialidade.

Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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COMBALIDA JUSTIÇA

Luís Roberto Barroso, exímio no uso da ardilosa retórica sofista, pródigo em metáforas e hábil em utilizar lacunas da lei, será um implacável oponente à ingênua natureza honesta e franca de Barbosa, que muitas vezes o leva ao destempero. Infelizmente Barbosa não é "páreo" para Barroso. Certamente perderemos a oportunidade de poder reabilitar a combalida Justiça brasileira.

José Domingos Batista jbd.13@hotmail.com

São Paulo

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O PONTO DA CURVA

No Senado, Barroso diz que o STF foi "duro", que o julgamento do mensalão foi um "ponto fora da curva" e, ainda, "que a Corte endureceu no caso". Creio, pelo que ensina Ortega y Gasset, que o recém-chegado ao Supremo (agora já não tão supremo) abraçou a profissão errada: fala e se explica mal, abusa daquilo que os americanos intitulam "selfishness". Ele se julga mais do que é e confunde o ser advogado (qualquer que seja a área) com o ser juiz. Aqueles que julgam devem deixar a soberba em casa. Um membro do STF, ainda na infância da Corte, ousar falar que os julgadores foram "duros" (amolecendo depois, por artes mágicas?). Se moles, seria bom ou mau? Nem o mais humilde juiz de direito ousaria deixar, por escrito, qualquer prova de eventual presente ou futura parcialidade. Para o nosso novo ministro, o STF saiu-se mal na curva, num ponto fora dela? Que significa isto? Nesse ponto da curva, quem encontrou o Supremo?

Alcides Marques marques.al@terra.com.br

São Paulo

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O MINISTÉRIO DA SAÚDE E AS PROSTITUTAS

Quando ministro da Saúde, José Serra criou o programa de prevenção e combate à Aids que, de tão eficiente, foi replicado em vários países. Posteriormente, foi agraciado pela ONU com o título de "Melhor ministro da Saúde do mundo". O tempo passa e assume em seu lugar o médico Alexandre Padilha, responsável pela importante mensagem veiculada em uma campanha que visa o combate à Aids: "Eu sou feliz sendo prostituta". Segundo o ministro e seus assessores, esta mensagem "vai dar visibilidade a esse público, veiculando materiais que se oponham ao estigma da prostituição associada à infecção pelo HIV e Aids". E depois ficam se perguntando qual seria a razão para o recrudescimento da doença.

Maurício Rodrigues de Souza mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

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QUESTÃO INDÍGENA

Os índios brigam e invadem fazendas por conta da má atuação da Funai e outros órgãos correlatos; as filas de caminhões que demandam nossos portos congestionam as estradas por conta da displicência, há décadas, de governos ineptos e inconsequentes; as estradas se deterioram, há décadas, por falta de boa administração dos órgãos competentes; o PAC, há anos, não consegue gastar as verbas que lhe são destinadas; os portos, há décadas, são relegados à estagnação; uma porcentagem enorme de "analfabetos funcionais" e crises sem fim nas universidades federais fazem parte do nosso dia a dia, desde sempre, simplesmente por conta da displicência dos órgãos governamentais. Qualquer brasileiro interessado pela política e pelo progresso do país pode acrescentar mais dezenas de falhas de nossos governantes, há décadas, senão séculos. É fácil. Isso me faz lembrar que, em 1963, antes do 31 de março de 1964, quando estava na sala dos professores de uma faculdade onde lecionava, presenciei alguns deles, da esquerda fanática, comentando que o Brasil iria melhorar muito com o futuro "governo socialista do Jango". Entrei na conversa dizendo que não acreditava. Poder-se-ia trazer Mao Tse Tung, Kruschew, a rainha da Inglaterra ou o presidente dos EUA (tive o cuidado de mencionar dois de cada ideologia) para governar o Brasil e ele morreria louco em seis meses. Daí para frente, fui considerado "inimigo reacionário" pelos tais professores fanáticos, simplesmemte por não acreditar na capacidade dos dois chefes socialistas de dominarem nossa máquina administrativa emperrada e irresponsável, seja ela federal, seja estadual, seja municipal. Concluo, agora, que a democracia brasileira não tem somente os três Poderes Constituintes - tem quatro poderes, sendo o último o "mau funcionalismo", que só assina o ponto e espera sua boa aposentadoria. Principalmente hoje, que somos dirigidos por socialistas incompetentes (somente versados em sua "cartilha") aliados a partidários da "ideologia da safadeza". Não preciso dizer mais nada - está tudo aí para quem quiser ver.

Hoover Americo Sampaio hoover@mkteam.com.br

São Paulo

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TERRA ARRASADA

Não é o setor agrícola que aguenta um pouco o PIB? Agora vêm esses índios (inclusive do Paraguai) invadir terras produtivas? Veja o que aconteceu com Raposa do Sol após passarem tudo para as mãos de tribos indígenas. Os arrozais que tanto contribuíam para o PIB de Rondônia viraram terra inútil, cheia de erosão. Em Mato Grosso do Sul, destruíram plantações inteiras, incendiaram prédios e sumiram com os animais, levando-os para suas aldeias. Espécimes destinados para exposições provavelmente viraram churrasco. Pensei que todos os brasileiros fossem iguais perante a lei, mas, pelo jeito, eles formam uma casta especial (quando não estão fantasiados para irem à Brasília, usam jeans, dirigem pick-ups, ficam bêbados, usam drogas e têm uma vida bem parecida com a do cidadão comum), mas precisam de inúmeros hectares para preservar suas culturas enquanto nós, simples mortais, preservamos a nossa em apenas alguns metros quadrados. As ONGs estrangeiras aplaudem...

Candida L. Alves de Almeida almeida.candida@gmail.com

São Paulo

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RAZÕES E EXPLICAÇÕES

Com mais um índio baleado em Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul, após a invasão da Fazenda Buriti, o governo federal resolveu mandar a Força Nacional para pacificar o conflito. A propriedade era privada, mas os terenas empunharam suas armas, desculpados pelo multiculturalismo, para torná-la pública. Da carta-branca da Fundação Nacional do Índio (Funai) ao beneplácito da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), há uma série de explicações para o problema. A principal delas, porém, permanece ofuscada pela aura do ex-presidente Lula, que lhe blinda contra a opinião pública. Ao avalizar de boné na cabeça os crimes do Movimento dos Sem Terra (MST), desmoralizar as sentenças judiciais favoráveis aos proprietários rurais e justificar os meios do arco-e-flecha pelos fins da reforma agrária, o verdadeiro responsável pela disseminação da insegurança jurídica no campo foi ele. A alternância de jurisprudência que dificulta a pacificação não é problema de um Judiciário inconstante e indeciso. É problema de um Executivo que premia a violação da lei por preferências ideológicas - para o PT, como mostra a Carta de Olinda, os grandes produtores são inimigos dos literalmente pobres povos da floresta. Senadores do próprio PT reconhecem, agora, que o que falta é "decisão política". Pudera tivessem-no reconhecido 10 anos antes, quando Lula levou ao poder seu preconceito contra os grandes produtores, ignorando que seriam eles os responsáveis pelo superávit primário que lhe permitiria a reeleição.

Yan Rodrigues dos Santos yan.yrds@gmail.com

São Paulo

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AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO DE JUÍZES

Juízes dando verbas a rodo para, imaginem, alimentação. Ganham muito mal e tem só dois meses de férias. Políticos recebendo verbas para votarem a favor da companheirada. Obras inacabadas muito mais caras que orçadas. Aposentados ganhando migalhas. Remédios caríssimos pela hora da morte. Sarney e Renan levando e censurando. E ainda dizem que os nossos descobridores é que saquearam o País?

Antonio Jose G.Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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ESTATUTO DO NASCITURO

Trama-se criar no Brasil uma "bolsa estupro", como aquela instituída por Hitler na Alemanha nazista. Lá, ao ganhar a Bolsa ao parir, a estuprada era condecorada com a Cruz da Maternidade. Alemã que abortava era condenada a trabalhos forçados e o era médico executado. A proibição era para as mulheres da "raça pura". O aborto das mulheres das "raças inferiores" era um favor. Aqui, os anti-aborcionistas tencionam ressuscitar o Projeto de Lei 478/07, que institui a hitlerista "bolsa-estupro" e proíbe a pesquisa em células-tronco embrionárias. As brasileiras das "raças inferiores", as mulheres pobres estupradas que dignamente rejeitarem a "bolsa-estupro", vão ter de cuspir sangue para conseguir o aborto legal. Vocês, do Projeto 478: imaginem um dia suas filhas sacando no banco a "bolsa-estupro", esse crime de lesa-humanidade nazista.

Apollo Natali apollo.natali2@gmail.com

São Paulo

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ECONOMIA

Presidente Dilma e seu ministro da Economia, Guido Mantega, parecem mais estarem à frente de uma mesa de pôquer do que da economia do Brasil. Com medidas impensadas, inconsequentes e objetivando sempre o imediatismo, pensando no investimento estrangeiro e na entrada de dólares, zeraram o IOF para aplicações estrangeiras em papéis de renda fixa e títulos do tesouro, mas se esqueceram que as exportações estão em queda, frente às importações. Com a evidente subida do dólar, a balança comercial vai explodir. Acho bom vocês pararem com essas descabidas desonerações e começarem a produzir. Desonerações sim, mas para empresas brasileiras, que não suportam mais o peso de tantos impostos. Chega de blefar , chega de jogar com o nosso dinheiro...

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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IMPOSTOS ALTOS

O nível elevado de impostos que são cobrados no Brasil motivam muitas reclamações, que são dirigidas aos prefeitos, aos governadores e ao governo federal. Mas o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional faz uma denúncia que deveria merecer uma campanha nacional. É que eles constatam uma evasão fiscal média de R$ 415 bilhões de reais. Ou seja, muitos mal intencionados deixam de recolher o que devem. E isto não é de agora. O mais grave: ficam impunes, usando um dinheiro que poderia ser usado em obras sociais e também para contribuir para uma carga menor de impostos. Esta denúncia deveria merecer um amplo destaque.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@uol.com.br

Santos

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A BOLSA E O MERCADO INFORMAL

Programas e ações sociais do PT, em vez de recuperarem os cidadãos para o trabalho e para auto-suficiência, têm-nos corrompido. Em muitas regiões de Minas Gerais, por ocasião da colheita do café, migrantes de zonas menos favorecidas do nordeste recusam registro nas carteiras de trabalho para não perderem benefícios anteriormente adquiridos.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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MAUS TEMPOS

Má diplomacia, mau comércio, má política econômica. É o retrato do governo brasileiro.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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A CONTA DA CORRUPÇÃO

O resultado do empresariado preocupado com o lucro pessoal acima de tudo, usando a corrupção como moeda de troca, é de políticos preocupados com a eleição e interesses pessoais no trato público. O resto, inclusive o mau comércio, é mera consequência da lista interminável de maus serviços na saúde, na segurança, nos transportes, no saneamento, etc., etc., etc. Em tudo, crassa oficialmente a corrupção deslavada e impune.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Paulo

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EM TERRA DE CEGO

O pior cego é aquele que não quer ver. O Brasil está desgovernado por uma quadrilha que insiste em fornecer números maquiados e pesquisas eleitoreiras, fornecendo números de popularidade questionáveis diante de um eleitorado maquiado com artifícios como Bolsa Família e gasolina subsidiada, crédito baixo na base artificial e outros artifícios que transformaram o nosso país em uma bomba-relógio. Quando vai estourar é que surge o problema. Dizem os economistas que as bolhas só são identificadas quando estouram, mas diante de tantas evidências, fica claro que nem eles estão querendo ver.

João Braulio Junqueira Netto jonjunq@gmail.com

São Paulo

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O DÓLAR EM ALTA

O mundo todo está alvoroçado com o dólar. Está claro que a valorização se deve a indícios de que a economia norte americana está começando a mostrar uma recuperação segura, como disse o presidente do Fed (Banco Central dos EUA). O fato de que os investidores vão voltar aos mercados tradicionais, abandonando os emergentes que encerram maior risco, é uma questão que o mercado já entendeu. Só as autoridades brasileiras, pelas suas declarações, dão a impressão de que não entenderam o que se passa. Cada uma faz um pronunciamento totalmente diferente, desde a presidente Dilma ao ministro da Fazenda, passando pelos altos funcionários, deixando as pessoas confusas. Sobretudo com relação ao IOF e o motivo porque ele havia sido elevado e agora cancelado. Essas autoridades divergem em seus pronunciamentos, deixando os espectadores atônitos. Felizmente, os especialistas explicam que o cancelamento do IOF foi realizado para "atrair dólares". Quanto às autoridades, elas expõem o que é melhor para o público, do ponto de vista político-eleitoral.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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OS ALICERCES DA NAÇÃO

O alicerce de uma nação são a saúde e a educação. No entanto, em vez de o governo investir nessas áreas, que representam a base para o desenvolvimento do País, por falta de seriedade, investiu em construção e reformas de modernos estádios de futebol, a preços exorbitantes, pagos com dinheiro do contribuinte, para sediar a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, que, por coincidência, ocorre em ano de eleição para presidente. A irresponsabilidade é tanta que alguns desses estádios se tornarão verdadeiros elefantes brancos, enquanto que nos hospitais públicos pacientes estão morrendo nos corredores por falta de investimentos para atendimento básico necessário.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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ACORDA, BRASIL

Não existe acompanhamento profissional nas obras dos aeroportos, estádios, e principalmente nas de mobilidade urbana previstas para a Copa e as Olimpíadas. As comissões de Mobilidade, Transporte e Turismo da Câmara dos Deputados, que têm o dever constitucional de fiscalizar, nada fazem. O pior é ver o Ministério dos Esportes, principal instituição responsável pelos eventos, perdido no meio de um turbilhão de dúvidas. Não existe fiscalização, controle de risco ou mesmo um simples conhecimento profissional do andamento das obras. Os Estados ou prefeituras passam informações desconcertantes de cada empreendimento da forma mais conveniente ou política. O descontrole é tanto que nos leva a sentir vergonha de ser brasileiro. O jeitinho de burlar as licitações reina no país de Alice, chamado Brasil. Pois é: com a proximidade dos eventos, os atrasos se tornam desculpas esfarrapadas para aumentos indiscriminados dos contratos. Somente no Brasil, devido à falta de fiscalização, os preços contratuais são majorados para incluir, nas 24 horas do dia, mais trabalhadores. A falta de vergonha é absurda. Acorda, Brasil!

Luiz Carlos Laurindo de Oliveira luizcarloslaurindooliveira@gmail.com

Duque de Caxias

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FARSAS HISTÓRICAS

Invasões em ambiente rural e urbano, esbulho da propriedade privada, mobilização de minorias que, se reprimidas, provocarão fortes comoções sociais e outras "estratégias" preconizadas desde Lênin e os anarquistas pela incorrigível esquerda revolucionária - é só o que ela sabe fazer, confirmando as palavras de seu guru Karl Marx - "a história só se repete uma vez. Como farsa". Já vimos esse filme nos anos 1930, 1960 e 1970. O passo seguinte é destruir os meios de produção expropriados e liquidar a economia do País. Os exemplos, desde 1917, dispensam enumeração. Cabe apenas recomendar cautela às polícias federal, militares e civis, bem como à Força Nacional, nesse enfrentamento de MST e índios, pois logo surgirá uma Comissão da Verdade 2.0, a acusá-los de terem praticado todo tipo de horror contra pobres inocentes que "pegaram em armas pela democracia".

Gil Cordeiro Dias Ferreira luiz.cunha@terra.com.br

Rio de Janeiro

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MUHAMMAD YUNUS NO BRASIL

Em sua passagem pelo Brasil, o Nobel da Paz e fundador do Grameen Bank, Muhammad Yunus, fez várias conferências, dando entrevistas à TV e a revistas semanais, ficou estarrecido com o modo de que o País trata os pobres com o Programa Bolsa Família. Disse que dar dinheiro de mão beijada, só pela troca de votos e assistencialismo, mascara a miséria e não dá retorno e não gera empregos. Ficou mais assustado ainda quando descobriu que o Banco do Povo daqui tenha fechado as portas por corrupção, não dos pobres, mas de seus dirigentes. Disse que em Bangladesh o microcrédito funciona e, em lugar de receberem do governo, eles pagam seus pequenos empréstimos. Por aqui, o governo, além de dar o "Bolsa Miséria", enterrou os aposentados no crédito consignado e nos cartões de crédito, que hoje não têm margem para pagamento das contas de luz e remédios. O grande banqueiro dos pobres falou ainda que, lá em Bangladesh, quando alguém melhora a situação financeira, eles abrem as portas para o empreendedorismo. Aqui, os beneficiados pelo Bolsa Família não querem nem saber de um novo emprego.

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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CHÁVEZ GANHA PRÊMIO DE JORNALISMO

Yoani Sánchez deve estar dando risada da mais nova piada pronta em seu país: "Chávez leva prêmio estatal de jornalismo." O Lula, aqui, deve estar se mordendo de inveja...

Luciana Bonadio Becker luccker@msn.com

São José dos Campos

 

 

 

 

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