Fórum dos Leitores

MINHA CASA MELHOR

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 5h34

14 Junho 2013 | 02h10

Pescar dá trabalho

O governo anunciou uma linha de crédito de R$ 18,7 bilhões para financiar a compra de eletrodomésticos e móveis pelos beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida. Será que, em vez de o governo distribuir tantos peixes, não seria o momento de ensinar os brasileiros a pescar?

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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A conta é nossa

Foi só caírem os índices de aprovação da presidente Dilma Rousseff que rapidamente criaram mais uma forma de compra de votos com o dinheiro público, que vem do trabalho da população produtiva e pagante de impostos. É evidente que esse financiamento do programa Minha Casa Melhor vai ter altíssimo índice de inadimplência: móveis de baixos custo e qualidade geralmente se deterioram antes mesmo do término do prazo de pagamento. Esse financiamento só vai beneficiar mesmo os empresários do ramo, fabricantes e distribuidores, que com certeza receberão o dinheiro das vendas do governo, ficando a dívida e o prejuízo da inadimplência para o contribuinte. Dilma ganha votos e o contribuinte paga.

MARCO AURÉLIO REHDER

marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

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Custe o que custar

Isso de Dilma doar R$ 18,7 bilhões para a compra de mobiliário é uma demonstração inequívoca de que deseja a reeleição a qualquer custo. Uma rematada indecência, imoral e, o que é pior, à nossa custa.

CONRADO DE PAULO

conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

INFLAÇÃO

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Como a 'marolinha'

A presidente Dilma disse: "Não há a menor hipótese de que o meu governo não tenha política de controle e combate à inflação". A afirmação deve ser vista com reservas, porque a presidente está em plena campanha eleitoral e preocupadíssima com os destinos da economia nacional, que poderá decidir o destino da eleição de 2014. Faz-nos lembrar a leviana declaração de Lula, que em 2008 disse que a crise dos EUA chegaria ao Brasil apenas como uma "marolinha", mas, como sabemos, fez estragos até hoje não resolvidos.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

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Sentimos no bolso

O ex-presidente Lula, que não consegue descer do palanque, afirmou em Canoas (RS) que a presidente Dilma Rousseff "jamais vai permitir que volte a inflação". Só faltou ele complementar: "... que volte a inflação aos níveis do governo FHC". Isso porque qualquer cidadão que vai ao supermercado e paga contas, combustível, transporte, etc., já constatou que a inflação voltou há muito tempo.

EDUARDO BIRAL

elbiral@ig.com.br

São Paulo

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Politizando

"Leviandade política grave" é como Dilma Rousseff classificou as críticas da oposição à política econômica de seu governo. A essas críticas ela poderia acrescentar as vindas do exterior, que não são poucas. De qualquer forma, diante da reação tão em confronto com a realidade, não será absurdo admitir que, além de problemas na economia, passamos a ter outros, agora na área da psiquiatria.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@uol.com.br 

São Paulo

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Bobagem de marqueteiro

Ninguém está torcendo pela deterioração da economia. Não há quem aja como o "Velho do Restelo", não. Isso é bobagem de marqueteiro. A popularidade do governo em queda se deve única e exclusivamente à forma como dói no nosso bolso esta carestia cada vez maior. Vide a decisão de subsidiar mais crédito aos beneficiários do Minha Casa, Minha Vida à custa do Tesouro.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@terra.com.br

São Paulo

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Falência

É inacreditável o que a incompetência, o voluntarismo primário e o populismo petista estão a fazer na economia. Destruíram a credibilidade das contas públicas com manobras espúrias e gastos desenfreados. Arruinaram a política de controle da inflação, que está muito mais alta do que os índices furados anunciam, e por último deram-se ao luxo de brincar com o câmbio, o que vai levar a inflação para a estratosfera e liquidar as reservas. E quem colherá os frutos desse desarranjo seremos todos nós, que entregamos as rédeas da Nação a uma mulher que, segundo consta, teve a competência de falir uma lojinha de R$ 1,99.

JOSE SEVERIANO MOREL FILHO

morel@sunriseonline.com.br

Santos

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PROTESTOS EM SP

Pobres estudantes 

A cidade de São Paulo está sendo vandalizada por arruaceiros que destroem tudo por onde passam e levam caos ao trânsito já horrível da cidade. Eles protestam contra o aumento de R$ 0,20 na tarifa do transporte público. Aqueles estudantes que tomam dois ônibus por dia quando vão para a aula terão um aumento de R$ 12 em sua despesa mensal. Será que isso abalará seu orçamento? Será que terão de tomar três chopes a menos a cada mês? Há décadas os movimentos estudantis usam o aumento de tarifas para mobilizar as massas que eles utilizam para fazer sua política interna, muitas vezes a serviço de partidos políticos. E nossas autoridades têm-se mostrado impotentes para conter a turba. Pobres estudantes, usados e abusados por lideranças profissionais. Pobres cidadãos paulistanos, que não têm quem os defenda.

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@mail.com

São Paulo

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Motivo de protesto

Ninguém vai às ruas reclamar de que anda em ônibus que são verdadeiras carroças e fica em pontos de ônibus com zero de informação sobre as linhas e quase zero de proteção contra sol e chuva. Agora, reclamar do reajuste de 6,66% das tarifas, e o último reajuste foi em janeiro de 2011, com uma inflação que deve chegar aos 6,5% ao ano, é imperdoável. Difícil acreditar que o que move esse pessoal é o preço da tarifa. 

DARCIO SAYAD MAIA

darcio@sp.senac.br

São Paulo

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Condição

Concordo que as passagens sejam gratuitas em ônibus, trens e metrô, mas só para: os passageiros que viajam em pé nos veículos; e os que esperam mais de 20 minutos pela condução, sob sol e chuva.

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

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MINHA CASA MELHOR

“O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros”, disse Margaret Thatcher, numa feliz alusão de que “É impossível levar o pobre à prosperidade por meio de legislações que punem os ricos pela prosperidade”. Corroborando-a, os três únicos países socialistas (Espanha, Grécia e Portugal) que pertencem à União Européia, estão endividados até o pescoço, pois é impossível multiplicar a riqueza dividindo-a, prática comum nos países de esquerda. No Brasil, com o advento desse tipo de ideologia, foi implantada há onze anos a “Era da Desordem e Retrocesso”, que, mediante a miopia do social, está levando o País à metástase econômica, com a concessão da “Bolsa Ócio”: um conjunto de bolsas para tudo, desde preservativos para uma relação sexual segura até auxílio-presidiário, cujo valor é mais alto do que o salário mínimo. Na realidade, todos esses benefícios para quem recebe tudo de graça sem precisar fazer nada são os passaportes para o voto no doador voluntário (o governo), que subtrai ardilosamente do doador involuntário (o trabalhador) cinco suados meses de trabalho só para pagar impostos! E, comprovando que a “Bolsa Ócio” continua muito ativa à caça de votos, bastou Alckmin ser campeão nas pesquisas com intenção de votos e Dilma, por sua vez, perder oito pontos em sua popularidade, que a presidenta veio correndo abrir – de novo – o Baú das Bondades Federais (“BBF”) para oferecer mais algumas “bondades”: dentro do já existente Minha Casa, Minha Vida, o inútil e oneroso Ministério das Cidades criou o Minha Casa Melhor, linha de crédito para financiar móveis e eletrodomésticos, ou seja, mais endividamento e contas sem pagar para os mais pobres. Tudo que Dilma e o PT fazem tem jeitão de que não querem mais sair da “Minha Granja do Torto, Minha Vida”.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo
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É O VOTO QUE INTERESSA

Como a popularidade da presidente está em queda – uma queda que não foi maior por ser uma pesquisa “encomendada” – em seguida o governo lançou uma nova linha de financiamento para móveis e eletrodomésticos para os beneficiários do programa da casa própria – Minha casa, Minha vida. Poderão ser beneficiadas 3,7 milhões de famílias, num total de R$ 18,7 bilhões. O novo programa será batizado de “Minha Casa Melhor” e liberará até R$ 5 mil por beneficiário, para pagamento em até 48 meses, na taxa de 5% ao ano (mais baixa que a taxa Selic). Para facilitar o saque, o beneficiário receberá um cartão magnético com prazo de até 12 (doze) meses para gastar o valor, não esquecendo que a eleição é em outubro de 2014, uma idéia genial do PT... Mais uma nova modalidade para continuarem comprando votos, é o “voto que intere$$a, o resto não tem pre$$a”. É a confirmação e a caracterização de mais um novo estelionato eleitoral. Na opinião da OAB, Ministério Público e Judiciário, isso é legal? Ou nem se fala mais “ni$$o”?
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo
   
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CONTABILIZANDO VOTOS

Linha de crédito de R$ 18,7 bilhões para beneficiários do Minha Casa, Minha Vida – R$ 5 mil para cada um para compra de móveis e eletrodomésticos. Se considerarmos apenas um casal por família esses números significam, no mínimo, 6,8 milhões de eleitores... Não seria isso compra de votos disfarçada de aumento de consumo?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com 
São Paulo

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AFIF DOMINGOS

Em certa ocasião, a presidente Dilma Rousseff, para conseguir apoio partidário para a campanha de sua reeleição à Presidência da República disse, textualmente, que “faria o diabo”. Assim, o anjo rebelde, cumprindo sua promessa e para conseguir o apoio do PSD de Kassab, nomeou o vice-governador de São Paulo, Afif Domingos, para o cargo de ministro da Secretaria Da Micro E Pequena Empresa, fundindo, ao arrepio da Constituição federal, um cargo eletivo com um cargo executivo numa só pessoa. Essa anomalia deu-se agora com a viagem do governador Geraldo Alckmin à França, para participar de um evento de interesse de São Paulo. Para que o vice Afif pudesse assumir o cargo de governador, a presidente, em autêntico gesto diabólico, exonerou-o temporariamente, até a volta do governador, para, depois, nomeá-lo novamente para o mesmo ministério. Essa satânica decisão esta ensejando a nossa Assembleia Legislativa a se articular para a perda do mandato de vice-governador do Sr, Afif por violação eventual de dispositivo constitucional, como pensa o deputado estadual Cauê Macris (PSDB), relator, na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, do pedido de perda do mandato em tela. Por todas essas diabruras da presidente, quem está pagando o pato, por vaidade e por pouco tempo de exercício, não é o “ingênuo” vice, não? 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br 
Assis 

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GURGEL TROCA VICE-PROCURADORA

“Chefe é chefe”. Esse é o lema do democrata Roberto Gurgel: trocou a vice-procuradora Deborah Duprat porque ela não pensa como ele. Revive o francês Luis XIV: “L’etat c’est moi” (O Estado sou eu). Haja Deus!

Benedito Antonio Dias da Silva beneadvdiasdasilva@terra.com.br 
São Paulo

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ALCKMIN E HADDAD CRITICAM PROTESTOS

Caro senhor prefeito e senhor governador, fiquei emocionado quando ouvi que os senhores criticaram os protestos contra o aumento das tarifas de ônibus, diretamente da capital francesa, onde se encontram para defender a candidatura da cidade de São Paulo à sede da Expo 2020. Emocionei-me mais ainda quando o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pediu à Policia Federal que acompanhasse de perto as manifestações em nossa cidade. Deve ser porque o prefeito agora é do partido dele, não é mesmo? Fiquei preocupado também com a fala de Cardozo, porque quer dizer que as manifestações vão continuar e como disse bem o ministro, as autoridades vão permanecer acompanhando as depredações do patrimônio público e privado que vêm acontecendo na cidade, dia sim, dia não. Em todo caso, tenho me prevenido e mudei meu escritório para o quartinho de empregada (não dá mais para pagar uma mesmo), e só saio de casa em último caso. Quando saio, carrego no porta-luvas do carro uma carteira falsa com mais de cem reais e um celular velho para, no caso de ser abordado nas esquinas, eu possa satisfazer o bandido e ele me deixe seguir sem que me ateie fogo. Espero que tenham aproveitado a semana em Paris e gostaria de aconselhá-los também que, quando voltarem, comecem a agir, e, por exemplo, cancelem o aumento das tarifas ou obriguem as empresas de transporte coletivo a proporcionarem um serviço que justifique o preço atual da tarifa. Se não, é possível que não consigamos preparar essa São Paulo que os senhores venderam lá em Paris para 2020.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br 
São Paulo

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QUANTO VALE UMA IMAGEM?

As fotos da primeira página do “Estado” de 13/06 valem mais que mil palavras. Vão do tamanho da credibilidade aos semblantes preocupadíssimos com a hora do almoço parisiense, passando pelo relógio que vai marcar, durante 365 dias, a hora em que o brasileiro saberá quanto do seu dinheiro foi desperdiçado em obras inúteis.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br 
Santos

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ESTUDANTES BRASILEIROS EM PARIS

A manifestação dos estudantes brasileiros em Paris contra o aumento da tarifa de ônibus teria maior impacto se os cartazes que portavam fossem escritos em francês. Com isso, o objetivo da manifestação não seria tão eleitoreiro e a população da cidade poderia se solidarizar com os brasileiros sofredores. O problema é que esses estudantes talvez sejam incapazes de expressar suas queixas em francês. Estão curtindo Paris à moda brasileira, ou seja, no jeitinho.

Zuleika Rothschild amaxrothschild@terra.com.br 
Ribeirão Preto

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ENQUANTO ISSO, NA FRANÇA

O que o Estado mais rico e importante do País, São Paulo, está passando nestes dias é apenas mais um episódio triste, vergonhoso e – por que não? – revoltante. A bandidagem está por aí, causando verdadeiras barbáries em todos os sentidos e contra todos. Não importa se você é rico ou pobre, a maldade cometida por alguns bandidos (principalmente os chamados menores) e sem a devida punição, mostra como o poder público está longe de prestar a ação necessária e uma resposta rápida para a população. Em um momento que requer todos os esforços dos governos (federal, estadual e municipal) para reverter tal situação e garantir o direito do cidadão correto de trabalhar, estudar ou passear com sua família em qualquer momento e em qualquer local com segurança, somos obrigados a presenciar o governador do Estado e o prefeito da cidade de São Paulo em um, digamos, passeio pela França, preocupados em conseguir votos para a Expo 2020. Já o governo federal, para os mais esclarecidos, está fazendo manobras políticas visando às eleições de 2014. Realmente, o poder, para muitos em nosso País, faz coisas obscuras, para não dizer outra coisa. Os fatos que presenciamos na Avenida Paulista, onde um bando de desordeiros provocou uma paralisação é mais uma amostra da impunidade. Prover manifestações sérias e dentro da paz é um ato louvável quando se trata de um benefício justo para a população como um todo. O que não podemos aceitar é uma quebradeira geral, provocando danos ao patrimônio público, ao patrimônio particular e, ainda, mais importante, pondo pessoas sob risco de morte. Isto tem que ser considerado ilícito e quem provocou deve ser responsabilizado civil e, quando for o caso, criminalmente.

Wilson A. Canaver wilson.canaver@gm.com 
São Caetano do Sul

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COINCIDÊNCIA?

Depois das arruaças e truculências protagonizadas pelos integrantes do Movimento Passe Livre, quando dos protestos na Avenida Paulista contra os R$ 0,20 a mais nas passagens de ônibus em São Paulo, entendi o aviso que o senhor Rui Falcão, presidente do PT, nos disse alguns dias atrás, quando esbravejou que “o bicho vai pegar” , vociferando contra tudo e contra todos que se opunham às ideias dele e do partido. Ou será apenas uma enorme coincidência? Pena que ações de contundências, iguais a esta demonstrada na Paulista, não ocorram em Brasília, quando políticos condenados no mensalão tomam posse em comissões da Câmara dos Deputados, como na Comissão de Constituição e Justiça, ou na ocasião dos fatos que deram origem à operação Porto Seguro, com a rica e elevada participação de Dona Rose, amiga intima do senhor Lula.
 
Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com 
Taubaté

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QUANTO VALE UM MANIFESTANTE

Será que esses baderneiros valem cada um deles R$ 0,20? Nada contra movimentos contestatórios, sejam eles de quaisquer tipos reivindicantes, desde que ajam na legalidade e no comportamento de gente pacífica e ordeira. As autoridades deveriam pegar mais ou menos uns 100 para amostragem e levantar suas fichas econômicas e político-ideológicas: o resultado certamente mostrará a realidade – são, na verdade, viúvas esquerdizantes, reminiscências daqueles que foram os responsáveis diretos pela tomada de poder pelos militares.   

Aloisio A. De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br 
Limeira

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‘PSEUDODEFENSORES’

Os trabalhadores deveriam se manifestar contra esses seus “pseudodefensores”, pois os próprios querem mesmo trabalhar e sair e chegar a suas casas com segurança. O aumento de R$ 0,20 cairá sobre os bolsos dos empregadores, assim como os estudantes pagam somente meia passagem – pouco alterará em suas mesadas. A justificativa do aumento das passagens é um mero pretexto dos baderneiros, que descobriram uma desculpa pra mostrar o uso de sua “força” sem causa explícita. Revolta contra a corrupção que graça pelo Brasil em todos os meios públicos, ou contra os fichas-sujas que se encontram no poder, contra os desvios da política econômica que está levando o Brasil para o buraco: essas, sim, seriam belas e justas manifestações de patriotismo, com o apoio da população e sem violência.
 
Leila E. Leitão
São Paulo

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GREVE NOSSA DE CADA DIA

Esta cada vez mais impossível trabalhar em São Paulo. Rezar pelo pão nosso de cada dia já não adianta mais, deve-se rezar para não ter a greve deles de cada dia. Acreditando na ingenuidade dos “garotos do passe livre” e não menosprezando a inteligência deles, gostaria de questionar qual é a fonte de recursos que eles imaginam que subsidiaria o tal almejado passe livre. Ou eles pensam que o dinheiro público é gerado pelo governo? Atualmente, parece, mas não é. Dinheiro público é fruto dos impostos extorsivos que o suado povo brasileiro já paga. O passe livre significa menos comida na mesa dos trabalhadores. Seria muito importante que este grupo de baderneiros começassem a produzir algo de útil para o Brasil.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente

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A DIFERENÇA ENTRE O BRASIL E O EGITO

Após publicação de um texto meu no Fórum dos Leitores, um leitor do “Estado”, possível participante dessa baderna na cidade de São Paulo, falsamente contra o reajuste do transporte urbano, indignado com as minhas críticas a esse movimento, envia e-mail dizendo que somos capazes de apoiar manifestações populares como as do Egito, da Grécia, e da Síria, mas repudiamos esse horror que injustamente inferniza a nossa querida capital.  Talvez seja esta a opinião de muitos desses desocupados e vândalos. Mas é bom lembrar aos sem compromisso com a nossa sociedade e filiados ao PSOL, PCdoB e PT, que no Egito, por exemplo, aqueles milhões de cidadãos que protestaram na Praça Tahrir além de, com competência cívica, terem derrubado um ditador sem escrúpulos, se comportaram com dignidade, respeitando o patrimônio público e o comércio local. Bem diferente destes que emporcalharam e depredaram a nossa cidade e ainda saquearam casas comerciais, jogaram lixo nas ruas, quebraram agências bancárias, banca de jornal, veículos e instalações públicas, ferindo transeuntes e policiais, etc.! Pior ainda: sabendo que agem na ilegalidade, utilizam capuzes ou outras vestes para encobrir seus rostos... Claro, o objetivo único é o de afrontar a sociedade, a normalidade desta grande metrópole e se lixar com as leis vigentes!  A esses incautos, sugiro que se reconciliem com a civilidade e cidadania, se indignando contra a inflação, a corrupção, e o descaso com os recursos dos contribuintes! A partir daí, podemos conversar...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 
São Carlos

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OBJETIVOS PRÁTICOS

Quando se participa de uma manifestação de protesto, deve existir pelo menos um objetivo prático. Qual será o do Movimento Passe Livre que justifica o uso de coquetel molotov, pedras, paus e pichações? Será que queimando ônibus estarão colaborando para cancelar o aumento aplicado?
 
Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br 
São Paulo

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IMAGENS DA CIDADE

Que “belas fotos” as das capas dos jornais de 12/6, hein? A cidade em chamas. Onde estão os governantes, Alckmin e Haddad? Cadê a ordem pública, a lei, o direito de ir e vir do cidadão? Muitas perguntas e nenhuma resposta!
 
José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

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A CULPA É DE DILMA

“Dilma, a culpa é sua: por sua causa o povo tá na rua.” Seria esse refrão o disparado por uma massa furiosa de baderneiros que transformaram a Avenida Paulista numa praça de guerra, um aviso ao governo federal de que os caras tapadas, bem mais agressivos do que os caras-pintadas, estão de volta, e dispostos a tudo, se o descontrole sobre a inflação pelo governo do PT continuar elevando todos os preços no Brasil, inclusive o das passagens de ônibus. Ou esse movimento tem por objetivo provocar uma reação da PM, para que Alckmin seja acusado de violência contra o povo e perca as eleições de 2014 para o candidato petista? Quanto mais absurdos desse tipo vão acontecendo, mais me lembro da frase dita pelo ministro Gilberto Carvalho, de que em 2013 “o bicho vai pegar”. Fora PT.

Amâncio Lobo amanciolobo@uol.com.br                                                 
São Paulo

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DITADURA SOCIALISTA

O aumento da violência nas manifestações em São Paulo pela redução do valor das passagens de ônibus é diretamente proporcional à queda de popularidade da presidente e do aumento da inflação já descontrolada. A isso se soma a falência da economia, que a cada dia proporciona maiores incertezas pelos dias futuros, escancarando-se a vertiginosa derrocada da gestão petista, que já prenuncia o endurecimento nas campanhas que já estão nas ruas.  Pensando livrar sua pele face ao escândalo flagrado do “Rosegate”, Lula lançou a candidatura antecipada à presidência para desviar a conversa, mas não percebeu a curva de declínio que já se anunciava pela incompetência recorrente do governo, que culminou pela divulgação das pesquisas às vésperas do inicio das bandalheiras na Paulista, demonstrando que o petismo cai pelas próprias mãos, pernas e corrupção e joga agora com suas últimas armas: a pancadaria e a desordem, como meio de tentar convencer os demais. A meta máxima de controle do País é assumir o governo do Estado de São Paulo e, para tanto, os esforços – como disse a presidenta sobre “fazer o diabo” – estão nas ruas, com quebra-quebras, incêndios, destruição de equipamentos públicos e particulares e pancadaria na polícia. São Paulo vai se impor e rechaçar os golpistas. Trata-se da defesa da estaca última que separa a farra corrupta petista da imposição da tão sonhada ditadura dita “socialista”. 

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br 
São Paulo

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PUNIÇÃO SEVERA

Quer dizer agora que vandalismo, depredação e violência são sinônimos de “manifestação”?  Agredir covardemente policiais é sinônimo de “liberdade de expressão”? O que está acontecendo em São Paulo não é compatível com a vida democrática. A violência gratuita de “manifestantes” tem que ser combatida pelos agentes policiais do Estado, com o rigor necessário. Punição severa para esses vândalos baderneiros que destroem o patrimônio público e privado. 

Sérgio Tannuri sergio@tannuri.com.br 
São Caetano do Sul

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SOLUÇÃO

Não seria melhor diminuir os custos administrativos nas estatais? Assim o custo dos bilhetes seria bem menor.

Celia M. Di Martino cmendes_18@hotmail.com 
São Paulo

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DA POLÍCIA, O RIGOR

Moro na Rua dos Franceses (Morro dos Ingleses) e testemunhei cenas de vandalismo e terror explícito praticado por uma horda de vândalos completamente ensandecidos – quebravam tudo por onde passavam, destruíram caixas coletoras de lixo com pontapés voadores, espalharam lixo e fizeram barricadas com os sacos de lixo no meio da rua para impedir o tráfego e fugir da polícia, destruíram os jardins e plantas dos prédios residenciais e atiraram pedras nos vidros das casas e prédios da Rua dos Franceses. Parecia que estávamos em uma guerra. Como é que este bando de desordeiros quer receber algum tipo de apoio ou simpatia da população para a sua causa, quando começam a destruir o patrimônio público e o privado? Eram verdadeiros marginais, agindo em formação de quadrilha para atacar e destruir estabelecimentos e casas, pessoas, carros, prédios comerciais, residenciais. Não sobrou nada que esses loucos e doentes não atacassem com uma fúria destrutiva nunca por mim vista. A polícia tem e precisa agir com mais rigor e prender os lideres desta horda de vândalos delinquentes que saem às ruas não para reivindicar algo, e sim para destruir o patrimônio público e privado e espalhar o terror na nossa cidade. Esperamos que a lei seja aplicada com o máximo de rigor contra esses delinquentes e desordeiros.

Jose Eduardo Vieira Medrado jevmedrado@terra.com.br 
São Paulo

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PREFEITO IMPERFEITO

A população paulista, patrulhada, percorreu as praças em passeata, pedindo o parecer da passagem, ao prefeito imperfeito. Pena que o paulistano nas pisadas apenas pegou punição, sem permissão de opinar, na política petista.

Cacilda Amaral Melo cacilda09@uol.com.br 
São Paulo

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SOCIOPATAS DE ESQUERDA

O que esses baderneiros sociopatas de “esquerda” pretendem, aparentemente, é replicar a atmosfera político-social da década de 60 do último milênio, invejando os quiçá saudosos tempos experimentados por seus pais e avós, quando imperavam os salutares e civilizados modos de convivência do “sim, senhor”, “não, senhor”, “pois não!”, urbanidades de quem ninguém pode prescindir na vida coletiva. Mas desconfio que, no fundo, estejam criando as situações para no futuro buscarem as benesses obtidas com régias indenizações pagas pelo Estado, que atualmente enfrentam com espírito juvenil... Melhor seria usassem sua energia na busca de melhorias em Educação e Saúde públicas, mas isso, obviamente, não é de seu interesse.

Frederico R. Hrdlicka frh@techmaster.ind.br 
Cotia

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‘CARAS-PINTADAS’

Não aprovo a baderna, o quebra-quebra, as arruaças, mas as presentes manifestações de protestos no Rio, em São Paulo, Brasília e arredores, sejam dos índios, sejam do MPL e outros mais, podem ter um significado mais amplo. Isto é: no fundo, a explosão da indignação popular contra os desmandos, as enganações, a indiferença, as falcatruas e assemelhados, etc., das autoridades e dos maus políticos. Estaria se iniciando uma nova geração de “caras-pintadas”?

Paulo Busko paulobusko@terra.com.br 

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MANIFESTAÇÕES ORQUESTRADAS

Alguém, precisa avisar a estes jovens, que passeatas de protesto, em um país civilizado, são feitas ordeiramente, de preferência em locais que não interfiram na locomoção de pessoas, principalmente em uma região como a Avenida Paulista, rota de hospitais. Outra coisa: protestos se fazem com o rosto descoberto, não quebrando bens públicos, desfiando as autoridades responsáveis pela ordem e pela segurança da sociedade. A máscara que tenta encobrir a identidade nada mais é do que uma maneira de se igualar a criminosos ou terroristas. Portanto, o governador Alckmin está coberto de razão ao chamá-los de vândalos. Os cidadãos de bem já estão vacinados contra esse tipo de manifestação, orquestradas por partidos políticos.
 
Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com 
São Paulo

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SÉRGIO CABRAL E A ARGENTINA

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB) prometeu se matar, se a Argentina vencer o Brasil numa eventual final da Copa de 2014. A verdade é que ele está tão acostumado politicamente a prometer e não cumprir absolutamente nada que à população carioca não adiantará torcer para Argentina – ele não cumprirá a promessa.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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EDUCAÇÃO

Nos meus mais de 70 anos, nunca assisti a tamanho desrespeito aos professores. O poder público os ignora. Além dos baixos salários, muitas vezes são obrigados a trabalhar em ambientes degradáveis, agredidos e maltratados pelos alunos. No entanto, são eles que ensinam e preparam as criaturas para o futuro. Atualmente, é uma profissão de risco, apenas os abnegados a exercem. Em muitos Estados, sofrem redução nos seus ganhos, enquanto vereadores e deputados aumentam seus subsídios. Suas excelências, nos seus confortáveis gabinetes, sempre cercados por assessores, tratam da Educação como se fosse a última necessidade da população. Esquecem que ela é primordial tanto para a saúde do corpo como do meio ambiente. Tenho saudades do tempo em que educadores eram personagens indispensáveis na formação cultural de todos nós e também queridos entre seus discípulos.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com 
Rio de Janeiro

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CRIMINALIDADE

O Instituto Brasileiro de Estudos Sociais (Ibespe) realizou uma pesquisa nas cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista sobre a redução da maioridade penal. E 81% dos entrevistados concordam com a redução. É um posicionamento que preocupa, pois leva em consideração o lado emocional e certo comodismo. Afinal de contas, não basta diminuir a idade para aplicar penas a quem comete crimes. É preciso que antes se implementem medidas que evitem tais procedimentos por parte dos jovens. E isto não é feito, o que a cada dia pode facilitar a arregimentação deles para o crime. Os especialistas nessa área precisam se manifestar com mais ênfase. E políticas sociais devem ser prioridades.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
São Paulo

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CARDOZO E A TV

Por que o ministro da Justiça, na entrevista com os jornalistas, principalmente ao José Luiz Datena da TV Bandeirantes, não respeitou e nem considerou reportagem, como momento de angústia e apelo do povo brasileiro, sobre a menoridade penal? Muitos compromissos, Ministro?

Antonio Rochael antoniorochael@gmail.com 
Iguape

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ESTATUTO DO DESARMAMENTO

Com o cidadão de bem desarmado, está tudo sob controle dos bandidos e assaltantes armados.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br 
São Paulo Estatuto do Desarmamento

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DETALHES DE MORAL

Recentemente li uma reportagem sobre uma empresa fabricante de meias que teve de retirar um comercial por que um famoso jogador de futebol, que participava da propaganda, discriminava um homossexual. Assistindo à novela “Corpo e alma”, da Globo, vi uma atriz que, por ser obesa, foi discriminada até a alma. Será que nossos moralistas que tiraram o comercial das meias estão observando esses detalhes? 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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MORRE JACOB GORENDER

Ao prestar justa homenagem póstuma a Jacob Gorender, falecido na última terça-feira, aos 90 anos de idade, Eugênio Bucci – “Estado”, 13/6, A02 – reverenciou o mais importante valor da política: a liberdade, cuja supressão não pode ser o preço da igualdade ou de qualquer outro pretexto. Ao relatar o 20º Congresso do PC da União Soviética, no qual, finalmente, foram denunciados os crimes de Stálin, Gorender, em 1956, falava de fatos que atingiram seu ápice vinte anos antes e permaneceram sob os tapetes de ferro da ditadura stalinista: “O Grande Terror”. Insatisfeito com as prisões dos “inimigos políticos” reais ou imaginários, o ditador implacável, medíocre e psicopata, representante do frustrado socialismo real, em 1937 e 1938, retirara pelo menos 681.692 prisioneiros das prisões e dos campos de trabalho para que fossem fuzilados. Depois de duas décadas do mais bem oculto genocídio da história da humanidade, a verdade, ínsita à personalidade de Jacob Gorender e de outros socialistas dignos, começava a vazar. 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo 

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‘LEI DO SILÊNCIO NÃO SAI DO PAPEL’

Quero agradecer ao “Estado” pelo editorial “Lei do Silêncio não sai do papel” – “Estado”, 12/6, A3 – a favor da causa que vem mobilizando os moradores de Perdizes, como eu, em função da baderna que impera na Universidade Católica de São Paulo, durante as madrugadas. Parabéns pela lucidez da argumentação e por deixar clara a omissão de todos, sem exceção, que deveriam estar trabalhando dentro da Lei e, não contra ela! Quero deixar também os meus parabéns e o meu agradecimento ao excelente trabalho do repórter Bruno Ribeiro, que retratou com uma apurada riqueza de detalhes a terrível situação que vivemos. Agradeço se puderem acompanhar a evolução do caso!
 
Vera Lúcia Vieira veraluvi@uol.com.br 
São Paulo 

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‘DOM QUIXOTE’

O “Dom Quixote” Jacob Gorender, não teve a mesma sorte de seu camarada, o “Cavaleiro da Esperança”, Luiz Carlos Prestes, que morreu quatro meses depois da queda do Muro de Berlim, sem ter podido entender o que havia acontecido.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas

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‘PARA ENTENDER O GOVERNO DILMA’

Obviamente, falar em nau sem rumo – “Para entender o governo Dilma”, “Estado” de 12/6, A2 – é um generoso eufemismo.  Não se trata de torcida contra, e sim da observação de um quadro desolador. Apenas um reparo: a afirmação “Não há bons ventos para naus sem rumo” é de autoria de Sêneca.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com 
São Paulo

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‘INOVAR PARA NÃO MORRER?’

O artigo sobre inovação, do Professor Buainain – “Estado”, 11/6, B02), me pareceu um tanto quanto pessimista. Segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas), foram lançados 19.600 novos produtos no varejo em 2012. Se somarmos a isso as inovações de processos e procedimentos, que não aparecem para o consumidor final, o volume não é desprezível. O artigo menciona coisas que não são necessariamente inter-dependentes como pesquisa, inovação e produtividade. Inovação não é necessariamente o produto de pesquisa e na realidade as inovações oriundas de pesquisas científicas são minoria, porque são caras e demandam muito tempo. Inovação e invenção não são sinônimos. Inovação pode ser uma maneira diferente de fazer algo ou adotar uma visão nova do mundo. O grande desafio para o Brasil na área é definir quais tipos de tecnologias serão necessárias para sustentar o crescimento do País nos próximos 50 anos e fazer um plano nacional para desenvolvê-las e dominá-las. 
 
Cloves Soares de Oliveira clovessoliveira@superig.com.br 
Valinhos

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‘ANTES TARDE DO QUE NUNCA’

Excelente visão a de Marcelo de Paiva Abreu em seu artigo de opinião – “Estado”, 11/6, B02 – sobre os caminhos errados que o PT e seus alunos , direcionaram o país.  

Eduardo Trabulsi edutrabulsi@gmail.com 
São Paulo

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‘ESPANTOSO, GRANDIOSO, BACANA'

Quanto ao artigo de José Serra – “Estado”, 13/6, A2 –: também não concordo com os mandos e desmandos do atual governo federal sob a gestão do PT, partido do qual há uma verdadeira quadrilha envolvida num mar de corrupção e que ainda influencia nas decisões tomadas no gabinete da Presidente. Mas os projetos para o avanço em favor do Brasil e do seu povo se estendem há muito mais do que 12 anos, de governos anteriores, dos quais o PSDB fez e ainda faz parte. São vergonhosas as condições de muitas estradas, que afetam diretamente a economia; são vergonhosas as condições de muitos hospitais, postos de saúde, delegacias e escolas que afetam a saúde, a segurança e a educação do seu povo e põem em risco o futuro da Nação. As indicações para cargos de gestão no governo são de ordem política quando, pelo contrário, deveriam ser técnicas. Seus componentes deveriam passar por concurso público ou até por recrutamento e seleção para mostrar suas habilidades práticas para só então assumir cargos, terem metas a cumprir, assim como qualquer gestor de empresa privada, empresas que têm sobre si uma carga tributária absurda e que precisam estabelecer estratégias constantes para sobreviver e proporcionar qualidade de vida a seus funcionários e famílias. O Tribunal de Contas da União vive apontando falhas de superfaturamento e desvios de verbas nas obras do governo, porém esses apontamentos sempre ocorrem quando o dinheiro já foi desviado. São ações reativas, sempre – não se antecipam. Por que não elegem estes auditores para coordenar as compras, licitações e coordenação dos projetos e execuções antes da realização das obras ? O País pertence ao povo e os políticos devem parar de achar que o Brasil pertence aos partidos ou a si próprios; deve representá-lo com responsabilidade, comprometimento e austeridade contra os atos ilícitos. O povo brasileiro é uma família, e não queremos ver nossos familiares passarem necessidades, a visão tem que ser ampla.  Sendo feito desta forma, não será necessário tanto gasto com propagandas na mídia, o povo os reconhecerá nas urnas. Portanto, creio que palavras não vão consertar os estragos feitos até aqui, os partidos políticos são necessários, a política é necessária, mas é preciso ter responsabilidade na condução da máquina pública, não só fiscalizando e apontando, mas se unindo pelo bem do País e de seu povo, dando exemplos de boa conduta, enfim. Alguns sacrifícios são necessários, o que não significa “fazer barganhas” entre partidos, mas trabalhar seriamente e acabar de vez com a corrupção vergonhosa no Brasil e colocá-lo nos trilhos da “ordem e progresso”, lema de nossa bandeira.

Ideraldo Luis de Paula ideraldo.paula@yahoo.com.br 
Americana

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