Fórum dos Leitores

PROTESTOS PELO BRASIL

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 5h40

18 Junho 2013 | 02h10

Dois pesos

Ainda a propósito da onda de manifestações que têm deixado governantes com a barba de molho e perplexos os palpiteiros Brasil afora: no Rio de Janeiro, a polícia baixou o pau sem dó nos manifestantes que protestaram no fim de semana contra a realização da Copa, não deixando nada a dever aos "excessos", duramente criticados pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, cometidos pela Polícia de São Paulo. Salvo engano meu, não ouvi nenhum comentário dele nem de ninguém ligado ao governo federal sobre o episódio ocorrido antes do jogo entre Itália e México. Seria por que o governador Sérgio Cabral é "aliado" e Geraldo Alckmin, "adversário" em potencial nas eleições do ano que vem?

FERNANDO CESAR GASPARINI

phernando.g@bol.com.br

Mogi-Mirim

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A bondade do ministro

O ministro Cardozo não ofereceu ao governo do Rio o auxílio da Força Nacional de Segurança (FNS) nos episódios do fim de semana porque o governador Sergio Cabral pertence à "base aliada" ou por que a FNS estava ocupada contendo (e batendo nos) manifestantes em Brasília? O que São Paulo tem de diferente em relação ao Rio de Janeiro ou a Brasília, além de o governo ser da oposição?

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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Aos amigos, o silêncio

No sábado, aconteceu em Brasília manifestação "pacífica" em frente ao Estádio Mané Garrincha, contra o uso de dinheiro público nas obras da Copa, e os manifestantes foram reprimidos pela Polícia do Distrito Federal, governado pelo petista Agnelo Queiroz. A repressão contou com cassetetes, bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e spray de pimenta e foram presas cerca de 19 pessoas. A reação do ministro Cardozo dessa vez, porém, foi diferente daquela que teve diante da atuação da polícia paulista. Acaso ele também vai pedir "análise" da Polícia Federal sobre os protestos do Distrito Federal, ou nada fará, já que o governador é seu cumpanhero de partido? 

AGNES ECKERMANN

agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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Qual abuso?

Nenhum expoente do PT, a começar pelo ministro da Justiça, veio a público criticar os abusos na ação da PM do DF? Ou isso só vale para governo tucano?

CARLOS F. MICHELETTI

cfmicheletti@terra.com.br

Ribeirão Preto

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Agora é tarde

Acho muito infantis essas manifestações do fim de semana contra as Copas (a das Confederações e a de 2014) em frente ao Estádio Mané Garrincha e ao Maracanã. Por que só agora? Por que não contestaram o gasto público com esses eventos quando o presidente Lula, sob fogos de artifício, resolveu trazer a Copa e a Olimpíada para o Brasil? Lula é, por acaso, incontestável para essa trupe? Agora, que o dinheiro dos nossos impostos já foi gasto nestes templos de grandeza delirante, não adianta chorar, resta boicotar.

LUCÍLIA SIMÕES

lulu.simoes@hotmail.com

São Paulo

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Pão e circo

Isso é o que o nosso governo nos oferece com a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e a Olimpíada. Bilhões são gastos com os preparativos desses eventos, enquanto nossas escolas, hospitais, transporte e infraestrutura estão um verdadeiro caos. Felizmente, o povo está acordando. Que os governantes ouçam o clamor das ruas.

FILADELFO BARBOSA DA CUNHA

filabcunha@hotmail.com

São José dos Campos

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Além dos 20 centavos

Marcelo Rubens Paiva exprimiu muito bem o sentimento de muitos brasileiros (Muito mais do que 20 centavos, 16/6, A22). Vivemos a dicotomia de um país grande lá fora e pequeno e repressor por dentro. "Um Estado que investe em estádios, não em metrô" e que trata as questões sociais como "caso de polícia". Deve ser este o sentimento que está unindo tantos manifestantes: a sensação de que não dá mais para ver os governos jogando apenas para sua plateia e ignorando as verdadeiras demandas da população.

MARIA ISIS M. M. DE BARROS

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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Um país frágil

O Brasil está vulnerável. Prova disso é que a questão dos R$ 0,20 serviu para detonar outras reivindicações por aqueles que querem um país melhor.

SILVIA SALLES ZANGIROLAMI

shasz@uol.com.br

São Paulo

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Orgulho

Pela primeira vez em muitos anos sinto orgulho de ser brasileiro, vendo o povo unido enfrentando um governo mesquinho e corrupto sem medo. É hora de lutar pelo que é nosso.

GLAUBER MENEZES

glauber.menezes@hotmail.com

Ourinhos 

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ECONOMIA

'Terrorismo informativo'

A presidenta Dilma Rousseff chamou de "terrorismo informativo" as críticas à política econômica do seu governo. É preciso dizer à presidente que terrorismo é o povo ter de pagar a carga tributária pesada que paga e viver num país que não lhe oferece segurança, educação e saúde de qualidade. Terrorismo é ler diariamente nos jornais e ver pela TV casos e mais casos de corrupção e desvio de verbas - vide a construção desses elefantes brancos para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Terrorismo é o governo tolerar a alta da inflação e preocupar-se somente com a eleição do ano seguinte. Terrorismo é a crescente violência e a impunidade com que nós somos obrigados a conviver diariamente. Que tal a presidente e sua equipe arregaçarem as mangas para diminuir as despesas governamentais, fazer as reformas trabalhista, tributária e política e investir pesadamente em educação, saúde e segurança? Será que é pedir muito?

FÁBIO ZATZ

fzatz@uol.com.br

São Paulo

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A verdade é um terror

Falar a verdade agora virou terrorismo. Terrorismo é o que o "governo" está fazendo com a economia.

RICARDO SANAZARO MARIN

s1estudio@ig.com.br

Osasco

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Inflação

O terrorismo está todos os dias no caixa do mercado e nas bancas das feiras livres. Acorde, por favor, presidente!

VALTER PRIETO JR.

valter.prieto@gmail.com

São Paulo

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DILMA E AS VAIAS

A estratégia eleitoreira de Dilma é aparecer em qualquer evento. Dessa vez não deu certo, pois foi vaiada pela multidão que lotou o estádio Mané Garrincha no jogo inicial da Copa das Confederações. O povo já está cansado das “discurseiras” inócuas da presidente, sempre afirmando que tudo está bom e que tudo corre bem no País. Os políticos devem ter mais respeito à população, que, de tanto ser apenada, um dia acorda e não se submete a tentativas demagógicas de mistificação sobre os reais fatos da atual situação do País.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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FORA DO QUADRO

Tanto o batalhão de choque como a retaguarda de Dilma Rousseff querem evitar que ela sofra novas vaias na ocasião que pretende estar no Maracanã para a final da Copa das Confederações. Uma sugestão: que tal se utilizar do sistema de videoconferência?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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VOX POPULI

Sinto-me derrotada por não poder fazer nada quanto ao governo atual, que está acabando com o futuro e a esperança dos brasileiros. A vaia que essa senhora recebeu no estádio é a verdadeira pesquisa de sua popularidade.                                        

Cleide Marisa Mosca ldutradv@msn.com 
Avaré 

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UM COMEÇO

Na abertura da Copa das Confederações assistimos à maior vaia dos últimos tempos a um presidente da República, vaias pelo superfaturamento nas obras – muitas desnecessárias – de estádios, como o Mané Garrincha. B0stava uma remodelagem – afinal, serão realizados dois ou três jogos ali. As vaias vão para os desmandos e as falcatruas diariamente, às leis exóticas e indecentes aprovadas, às medidas provisórias em demasia, tirando a finalidade da existência de um Congresso caríssimo. Vão para o perdão de dívidas de países ditatoriais quando nossa dívida interna atinge índice impagável; nenhum outro país, por melhor que fossem suas finanças, fez isso – seria interesse em medalhas, prêmios ofertados pelo mundo? As vaias surgem, ainda, por causa das casas construídas em pântanos e com areia de praia, sem ferragens e cimento adequado; aos excessivos ministérios/ministros, incapazes e mal intencionados. Dilma, dê valor aos produtores (mola-mestra da Nação) e não a quem nunca quis nada.  O descontentamento é com as fraudes em concursos públicos sem a devida reparação, bolsas cada vez diversificadas a pessoas sem necessidade e outras incentivadoras de crimes de toda espécie, bem como com as cartilhas de incentivo a coisas amorais, distribuídas nas escolas contra a vontade popular. Espero, portanto, que atos como esses façam as autoridades mudarem seus rumos, suas leis, preparem-se para os cargos assumidos, pensem antes de falar besteiras. Voltem ao caminho da decência e dos bons costumes, respeitem seu povo, proíbam o roubo dando exemplos – a iniciar com estes indecentes cartões corporativos. Esse seria um começo, presidente. 

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com 
Sete Lagoas (MG)

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CLARA MANIPULAÇÃO

As vaias dirigidas a Dilma Rousseff no Estádio Mané Garrincha, por ocasião da solenidade de abertura da Copa das Confederações, jogam por terra as pesquisas que apontam sua popularidade, deixando claro que houve manipulação. E, muito mais ainda, conduzem o raciocínio à questão das urnas eletrônicas não emitirem recibo e de que a eleição de Rousseff à Presidência da República tenha sido fraudada, como a de tantos outros petistas eleitos no último pleito. Ninguém percebe isso? 
         
Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br 
Belo Horizonte

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FAIRPLAY

As vaias à presidente Dilma Rousseff em no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, ainda que desgastantes para a imagem de seu governo, fazem parte do direito democrático de manifestação. O que é inadmissível é que o Presidente da Fifa, Joseph Blatter – na tentativa de interromper as vaias – se sinta autorizado a utilizar o microfone para exigir: “Amigos de fútbol brasileiro, adonde está el respeto, el ‘fairplay’, por favor”. Essa atitude é um lamentável retrato da crescente ausência de separação entre o interesse público e os interesses privados.

Claudio Janowitzer cjano@terra.com.br 
Rio de Janeiro

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ESPÍRITO CRÍTICO

Uma quadra de Camões, lembrada pela presidente Dilma na figura do Velho de Restelo: “Mudam-se os tempos/ Mudam-se as vontades/ Muda-se o ser/muda-se a confiança/ Todo o mundo é composto de mudanças/ Tomando sempre novas qualidades”.  Os frequentadores dos circos já não demonstram o espírito acrítico de “fairplay” invocado pela polêmica e audaciosa figura de Joseph Blatter.
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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TRADUÇÃO

As vaias que Dilma recebeu provavelmente querem dizer: Basta de mortes em hospitais, à espera de leitos na UTI! Basta de inflação! Chega de não ter segurança quando saímos à rua! Chega de não termos escolas boas para nossos filhos! Não aguentamos mais tantos impostos! Queremos o dinheiro roubado pelos mensaleiros devolvido ao cofre para a realização de obras de infraestrutura... E tantos outros protestos mais!
 
Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com 
Bauru

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MÁ EM ORTOGRAFIA

“Noçapredidenta” está precisando de uma “Bolçaplauso”...
 
A. Fernandes standyball@hotmail.com
São Paulo

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NÃO TEM PREÇO

Estádio Mané Garrincha: R$1,2 bilhão; passagem de ônibus: R$3,20; estádio lotado de “velhos do Restelo” vaiando: não tem preço.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br 
Santos

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PROTESTOS

Os governos e a sociedade vêm enfrentando uma série de dissabores. Além das ruidosas e violentas manifestações pelo passe livre, assistimos ao bloqueio dos estádios, à rebeldia dos índios, às incursões do MST e assemelhados e às já habituais marchas contra a corrupção, pela paz, das vadias, parada LGTB e outras. Descuidaram-se os governos que, só pensando em eleições e reeleições, não procuraram saber, no nascedouro, quais são as motivações e reivindicações. A gota d’água foi pingada durante as passeatas de São Paulo e Rio, que ainda estão efervescentes e com a possibilidade de, mal administradas, caírem na degringola, oferecendo os cadáveres necessários à implantação total da crise. Fez bem o governo paulista ao chamar as lideranças para a mesa de negociação. Mas é preciso ter o que negociar. Apesar de vivermos numa democracia, os governos, as instituições e a sociedade fazem ouvidos moucos ao clamor que vem das ruas. Não é de hoje que a imprensa vem registrando essa displicência. A tarifa dos transportes de massa é apenas um dos problemas. A falta de atenção dos governos e autoridades ao foco de insatisfação constituiu-se no fermento que levou às manifestações e à violência que temos assistido. Certamente os organizadores não desejam os distúrbios, mas existem outros setores, também desdenhados pelos governos, que querem e poderão aproveitar o caldo para fazer o prato desandar. A distância e a falta de diálogo formam um fosso entre o poder e o povo. Governantes, parlamentares e lideranças, se quiserem manter seu status e garantir a democracia e a paz social, precisam abrir seus ouvidos à população. 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br                                                                                                       
São Paulo

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O PT E OS PROTESTOS

Com relação a essas manifestações que agora ocorrem pelo Brasil afora: nada mais são do que o PT provando do próprio veneno que “ele” por meio de sua “turma” espalhou pelo País durante muito tempo.

Miguel Ribeiro da Silva mrsierra@ig.com.br 
Jandira

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TESTA DE FERRO

O saco já estava cheio e os 20 centavos o fizeram extravasar. Não são 20 centavos que provocam todo esse protesto, mesmo porque, quem sofre com o aumento de 20 centavos nos transportes públicos continua não estando nem aí. É evidente que os manifestantes não estão preocupados com o aumento de 20 centavos na passagem. O que nos preocupa é a corrupção, o populismo infantil, as promessas vãs, a falta de representatividade, a falta de planejamento, a canalhice, a irresponsabilidade, a ignorância e a incompetência de quem está no comando. D. Dilma Rousseff deveria, pós-vaia, entender que um presidente da República não pode ser entronado como se fosse uma gaveta nova em armário velho. Ninguém pode presidir um povo sem carisma, sem experiência, sem uma história digna e invejável. Não basta ser um bom gerente, tem que merecer o cargo. Presidenta, deixe essa bobagem de reeleição. A reeleição existe para se terminar o que foi começado, por merecimento, não por simples perpetuação.  A sua boa vontade é notória, mas não basta. O Brasil não vai aguentar mais quatro anos de uma testa de ferro...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br 
São Paulo

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O NOME DO JOGO

É fantástica a capacidade da esquerda e de certa parte da imprensa de criarem lendas urbanas, agora reforçada pelo ativismo de esquerda via Internet. É patética a tentativa de transformar ativistas políticos baderneiros em cidadãos impolutos e angelicais lutando pelos interesses “do povo”. Na verdade, os estrategistas, ativistas e guerreiros da linha de frente da bandidagem urbana vista nas manifestações pertencem a manjadíssimos movimentos políticos de esquerda, useiros e vezeiros em tais práticas: PSTU, PSOL, Partido Comunista Operário e Juventude Petista. Uma manifestação pelo aumento de 20 centavos nas passagens depois de dois anos de congelamento das tarifas? Há tolos que acreditam, inclusive parte da imprensa que busca mitificar a bagunça. Na verdade, as motivações são torpemente políticas. São Paulo, Minas e Pernambuco estão nas mãos de quem atrapalha a continuidade do poder do “petolulismo”. No Rio, PT e PMDB brigam pelo governo estadual. Esse é o nome do jogo.

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br 
São Paulo

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MUDAR O FOCO
 
Aos poucos, a população se insurge, a princípio por um motivo banal, que é a correção pela inflação da tarifa dos transportes urbanos, mas vai avivando a esperança de se manifestar contra os constantes descalabros governamentais, cujo objetivo maior é enriquecer-se e manter-se no poder em detrimento de investimentos, amenizar a caótica situação que se encontram as obrigações básicas (saúde, educação, infraestrutura, segurança, transportes). São inadmissíveis, sob uma carga tributária beirando 40% do PIB, a manutenção dos inflados 39 ministérios apenas para sustentação política, a incompatível aliança diplomática à escória internacional, o acobertamento de malfeitos de seus pares, a inflação à solta combatida com placebos, benesses aos esmoleiros sem futuro em acintosa troca de votos em vez de “ensinar a pescar”, o apoio incondicional à massa baderneira no campo, a classe estudantil descaracterizada e submissa devido aos subsídios. Contra tudo isso e muito mais é que renasce a esperança da mudança do foco das manifestações para causas justas, honestas e virar o jogo antes que seja implantado aqui o regime bolivariano.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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BOM SENSO

Falta bom senso do Manelão do Capão Redondo às autoridades. Faltou bom senso de nossas autoridades municipais e diálogo (Prefeitura , Estado e governo federal) na onda de manifestações de rua em São Paulo e em todo o País. Só de pensar que algumas cabeças que veem conspiração em tudo já cogitavam acionar a Polícia Federal para investigar os manifestantes é o fim da picada. Bom senso é importante na vida de todas as pessoas. Até o Manelão do Capão Redondo – homem simples – que aprendeu a ler e escrever sozinho tem. Manelão, superdivertido, que não bebe nem fuma, no último domingo (16/6) saiu com umas de suas tiradas dentro de um boteco. “Aquele ‘véio’ coronel (o ex-secretário de Segurança Pública de SP, Erasmo Dias), deve estar dando risada no céu. Não é ele que todo mundo falava que desceu o coro nos estudantes?” Perguntado sobre o que faria se fosse o prefeito ou governador, respondeu: “Assim que informado pelos meus homens de que iria acontecer o protesto, eu chamava os cabeças para conversar”. Manelão tem bom senso ou não tem? O ato do diálogo de um homem público em conversar com o munícipe é uma qualidade que faz a diferença em tempos de descrédito histórico da classe política.  Considerando os últimos acontecimentos da guerra pelo passe livre, a autoridade política que não interagir, omitir-se, não ouvir o que pensa e quer a população está condenada ao desaparecimento – o que serve a todas as esferas de poder, principalmente aos vereadores de São Paulo. A começar pelo primeiro escalão da Casa, onde a canseira propositada aos pobres é deprimente. A discussão remete à necessidade da reforma política e do voto distrital. Imagine uma manchete de jornal: “20 mil pessoas cercam Câmara de São Paulo para reivindicar...”. Como reagiriam os vereadores? A partir dos últimos episódios envolvendo policiais e manifestantes do Passe Livre, decisões da administração provavelmente serão tomadas com o merecido diálogo, e, tomara , com bom senso.

Devanir Amâncio devaniramancio@ig.com.br
São Paulo

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ENTRE O SIM E O NÃO

O descontentamento geral aflora em diversos setores da sociedade e o Brasil vive uma situação altamente inflamável. É preciso baixar a voltagem e reduzir a tensão das manifestações nas ruas do País. Passeata pacífica, sim; vandalismo, não! Repressão policial à baderna bandalheira, sim; violência gratuita excessiva, não! Reivindicação de protesto, sim; quebra-quebra e destruição do patrimônio público, não! Cartaz de protesto, sim; bala de borracha, não! Vinagre na salada,sim ; gás lacrimogêneo, não! Entre o sim e o não, o caminho do entendimento, da temperança, da discussão e da negociação adulta e equilibrada entre as partes envolvidas nesse confronto inútil e desnecessário. Como diziam os cartazes britânicos de motivação na Segunda Guerra Mundial: “Keep calm and carry on”.
 
J. S. Decol decoljs@globo.com
São Paulo

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NUNCA ANTES NESTE PAÍS

O Brasil está mal e só o PT não vê? Ou quer confundir para poder levar vantagem depois de tanta corrupção? Agora é a tal da Agência Brasileira de Inteligência, que, na verdade, deveria se chamar Associação Brasileira de Chantagem e Burrice. Não conseguem descobrir quem fez o estrago no “Bolsa Esmola”, não conseguem descobrir quem são os vândalos que quebram coisas em São Paulo e ainda, por meio de seus superiores – o fraco ministro da Justiça, o ridículo ministro da Integração, o poste do Lula (vulgo presidenta Dilma) e o próprio Lula, o cara que adora se esconder dos holofotes quando o assunto é o mensalão colocaram a culpa na oposição? Na verdade, o PT esta tão sem moral, que nem deveria mais abrir a boca. As vaias para a Dilma deixaram isso bem claro. Espero que peçam desculpas pelas infâmias levantadas e tomem juízo, pois nunca antes neste país a corrupção foi tão grande – e a irresponsabilidade do PT também.
 
Antonio Jose G.Marques a.jose@uol.com.br 
São Paulo

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ECONOMIA

A presidente Dilma disse que há “terrorismo informativo” a respeito da economia do País. Afirmou que tudo está sob controle, e que a inflação não vai voltar. A presidente precisa diferenciar duas coisas: terrorismo é o que ela fazia no passado, quando pertencia a organizações que usavam de violência contra o governo. E que inflação é a alta dos preços, em que os salários perdem o poder de compra. E é isso que está acontecendo atualmente. Por isso que Dilma foi merecidamente vaiada na abertura da Copa das Confederações. Enfim: será que a população deste Brasil começa a enxergar toda a manipulação, a mentira, o abandono, etc. Precisamos verdadeiramente revolucionar este país, e abolir o sistema político corrupto que domina desde a época do império. 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com 
Sumaré

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A MORTE DA DEMOCRACIA

A presidente Dilma chama a liberdade de imprensa de terrorismo informativo. Sequestrar, roubar, assaltar bancos e joalharias, emboscar e matar oficiais de exército estrangeiro no Brasil, torturar, fazer julgamento sumário e executar oficial PM e companheiros caídos em desconfiança da facção, explodir bombas em locais públicos e carros bomba matando soldado do Exército Nacional, o que é? Que o digam os que praticaram essas atrocidades. As democracias morrem com a morte da liberdade de imprensa.

Vinicius Ferreira viniciusfpaulino@hotmail.com 
São Paulo

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A CADA POVO A MERCADORIA QUE MERECE

Em mais um de seus discursos disentéricos , a ex-guerrilheira afirma que há “estardalhaço e terrorismo informativo” sobre a situação econômica do País, que a “inflação está sob controle” e que ela “jamais deixará que [ela] volte”. Pede ainda não darmos ouvidos àqueles que jogam sempre no “quanto pior, melhor” e que críticas ela recebe de bom agrado e humildade, mas “terrorismo não”. Cara senhora: a inflação está sob controle em seu palácio e em seus devaneios. Ela não voltará pois já está de volta e, pelo andar da carruagem, ficará e aumentará. Quanto ao pior/melhor, esse não foi o mote principal de seu partidinho de trambiqueiros ao longo de sua maldita e nefasta existência? Humildade e aceitar críticas são de suas características, prepotente senhora? Quanto ao terrorismo , qual era a sua ocupação mesmo nos anos do governo militar? Ah , não era terrorismo. A senhora era assaltante e praticava alguns pequenos atos terroristas para implantar um regime de extrema esquerda. O seu descaramento é proporcional aos imbecilizados que lhe auferem altos índices de popularidade. Lamentavelmente, cada povo tem a mercadoria que merece.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com 
São Paulo

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TERRORISMOS

Dona Dilma: ainda bem, para seu péssimo governo, que estamos fazendo somente terrorismo econômico e democrático, só um pouco diferente do que a senhora fez no passado, lembra-se? Diferente de sua luta armada, que rendeu somente um bando de energúmenos que ganham dinheiro traficando influências e colocando de novo o País no terceiro mundo. 
 
Miriam Sampieri Santinho msantinho@uol.com.br 
Campinas

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TRISTE REALIDADE
 
Inflação, pibinho, balança comercial em negativa batendo recordes, manifestações, Copa do Mundo, partidos aliados, se bem pagos... Só uma conclusão: é muito país para uma pequena presidenta (com “a” de: “ai meu deus, quem poderá me ajudar?”)
 
Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br 
Osasco

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EVITA À BRASILEIRA

Interessante constatar a deterioração de resultados da administração federal a partir do segundo ano de mandato de nossa presidenta. Houve nítida mudança de curso em relação ao governo anterior. Seria uma tentativa para marcar sua gestão, para torná-la a nossa Evita?  Se essa foi a intenção de fato, foi iniciada em momento econômico dos mais perversos e faltou-lhe sensibilidade política para evitar sua implementação. Ao contrario de seu predecessor, falta-lhe carisma e atitude para legitimar a argumentação de que hoje faz uso. Como justificar mais esse atropelo da Petrobrás, a gestão errática dos rumos de nossa economia, sendo o índice de inflação o ponto nevrálgico, e as atitudes benevolentes de cancelamento de pagamento de dívida com países tidos como pobres, quando na frente interna o povo grita justificadamente por melhores condições de vida e falta competitividade às exportações em razão da falta de investimentos em infraestrutura? Neste momento, seus concorrentes à postulação do cargo só podem estar rindo a toa...
      
Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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PETROBRÁS E A DÍVIDA TRIBUTÁRIA

Estamos assistindo hoje a uma trama internacional contra a maior empresa brasileira, orgulho do nosso povo. Mas primeiro há uma questão que precede à política, que é a questão da idoneidade moral. A despeito de ser apontada como uma das dez mulheres mais poderosas do planeta, dona Graça Foster não está acima da lei e compõe uma diretoria que está em suspeição. Isso por que o Tribunal de Contas da União aponta prática de nepotismo na Petrobrás entre 2009 e 2011, quando Graça Foster já era diretora da companhia, numa soma de mais de R$ 700 milhões em contratos. O tema se torna mais grave quando Arthur Virgílio, o atual prefeito de Manaus, quando ainda era senador pelo PSDB, postou em seu blog que “o Sr. Colin Foster, marido de Graça Foster, teria 43 contratos com a Petrobrás, sendo 20 deles sem licitação”. Disse, também, que “os negócios da família Foster, coincidentemente, prosperaram com a chegada de Maria das Graças Foster à diretoria da Petrobrás”. Já em 1999, no Centro de Pesquisa da Petrobrás (Cenpes), onde Foster era lotada, já fora alvo de denúncias de favorecimento e nepotismo gravíssimas que inclusive já envolvia Colin Foster, o que gerou um relatório que foi misteriosamente arquivado. Agora, diante do relatório do TCU e das denúncias do ex-senador e prefeito de Manaus, Arthur Virgilio, a categoria petroleira exige que o relatório do TCU seja divulgado para sociedade, com o nome das empresas contratadas e das pessoas envolvidas em nepotismo. Os petroleiros não aceitam que, por conta de 19 funcionários envolvidos, segundo o TCU, o nome da categoria e a imagem da companhia sejam manchados. Nesse sentido, o Sindipetro-RJ enviou no dia 7/6 ofício ao TCU e à direção da Petrobrás, que não se manifestaram, e, na próxima segunda-feira, 17/6, estaremos reiterando denúncia ao Ministério Publico Federal e enviando o pedido de investigação à Policia Federal. Vale ressaltar que no governo de Fernando Henrique Cardoso, em seu programa de privatização fazia parte a Petrobrás, felizmente a luta dos petroleiros com apoio da sociedade conseguiu salvá-la. A trama de FHC, para buscar o apoio popular para suas privatizações, consistia de várias nuances, entre elas o congelamento tarifas, inviabilizando, assim, qualquer investimento que permitisse a melhoria na qualidade dos serviços dessas empresas, tendo como finalidade seu desgaste junto à sociedade.  Agora, assistimos à nova versão da privatização da Petrobrás. Ela consiste na criação de um plano de investimentos irreal e desnecessário para, a partir daí, justificar a venda de ativos da Petrobrás. Essa grande armação tem como carro chefe o “Desinvestimento”, criado pela presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, a mesma envolvida em denúncias que precisam ser apuradas com urgência. E por meio desse dispositivo a presidente da Petrobrás se arvora no direito de vender ativos da Petrobrás quando a companhia atinge determinado nível de endividamento. Agora, diante de uma decisão da Justiça que paralisou a Petrobrás cobrando cerca de R$ 7 bilhões, dívida fazendária da era FHC, que inclusive agora já foi suspensa, mesmo assim, Foster, na sua volúpia entreguista, já deflagrou o desinvestimento: “Petrobrás se desfaz de ativos para permitir a entrada de R$ 3,9 bi. Para Cemig vendeu por R$ 650 milhões de suas participações em pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Já o banco de investimentos BTG Pactual vai comprar 50% da Petrobrás Oil & Gás BV, que controla operações na África por US$ 1,525 bilhão (R$ 3,27 milhões).” Inclusive por essa decisão judicial a Petrobrás esta ameaçada de ficar de fora do leilão de Libra, marcado para o dia 22/10/13. Libra é a maior descoberta da Petrobrás e dos maiores campo de petróleo do mundo.  A companhia “endividada” não teria como fazer proposta no leilão. Através do desinvestimento, a presidente Foster já “vendeu” 40 % de um campo gigante, o BS 04 da bacia de Santos para o mega empresário Eike Batista. E já anunciou pela imprensa que vai vender refinarias, terminais secos da companhia na região Sudeste, os mais lucrativos, incluindo seus dutos, parque de energias alternativas e ainda outros campos de petróleo. Apesar de a empresa ser uma estatal, tudo isso é feito sem licitação e audiência pública. Por que o plano de “Desinvestimento” é irreal e desnecessário? O Brasil carece de engenheiros e técnicos para produzir no pré-sal; além disso, a indústria brasileira não tem hoje capacidade de fornecer os equipamentos necessários para desenvolver esses campos gigantes. Tendo em vista que não precisamos produzir com urgência, pois já somos auto-suficientes na produção de petróleo, então poderíamos, de forma estratégica, postergar a produção no pré-sal e investir maciçamente na formação de mão de obra e adequação da nossa indústria. Desse modo, estaríamos investindo no Brasil e nos brasileiros e, como disse a presidente Dilma, preservando o nosso passaporte para o futuro, que é o pré-sal. Entretanto, investir da forma contraditória como o governo Dilma pretende e a presidente da Petrobrás põe em prática, além de sufocar financeiramente a companhia, a exportação de petróleo só vai contemplar os interesses das grandes multinacionais e dos mega empresários. Vale lembrar que a privatização foi rechaçada no debate eleitoral pela então candidata Dilma ante seu oponente José Serra do PSDB. Disputas políticas a parte, mas o que não podemos permitir é que pessoas suspeitas estejam dirigindo a Petrobrás e fazendo negócios espúrios que sem sombra de duvidas favorecem ao capital internacional e prejudicam os interesses de nossa nação!
 
Emanuel Cancella emanuelcancella@uol.com.br 
Rio de Janeiro 

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NOME SUJO

A maior empresa brasileira com o nome sujo na praça: o que esperar mais deste governo incompetente, bem como do presidente do Conselho, que tem que estar atento ao que pode acontecer quando não cumpridas as obrigações tributárias, levando seus acionistas a prejuízos incalculáveis?

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br 
São Paulo

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POR QUE NÃO?

Como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a cobrança de dívida de R$ 7,3 bilhões da Petrobrás com a Receita Federal, o ministro do esporte, Aldo Rebelo, aguarda ansiosamente o parecer da Advocacia Geral da União (AGU), para isentar os clubes de futebol de dívidas de R$ 3 bilhões a R$ 5 bilhões de Imposto de Renda e INSS.  Se o governo federal perdoou as dívidas de vários países africanos, por que não aplicar essa “pilantropia” internamente ?  

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com      
Campinas

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PÚBLICO X PRIVADO

Como pode uma empresa pública dever tanto de impostos (R$ 7 bilhões)? Se fosse uma empresa privada...

Minoru Takahashi minorutakahashi@hotmail.com 
Maringá (PR)

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VOTO E BIOMETRIA

Essa nova balela que inventaram do tal do voto com o uso da biometria – identificação do eleitor com sua impressão digital –, que pretende fazer as eleições mais seguras, não garante segurança nenhuma.  Pura conversa fiada.  Quem manipula o resultado das votações é o programador, enquanto o programador é controlado pelo governo. A votação deveria ser com cédula de papel, para que os partidos pudessem conferir os votos. Não é a toa que só três países – todos do terceiro mundo – utilizam o voto eletrônico.

Conrado de Paulo conradopaulo@yahoo.com.br 
Bragança Paulista

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MUDANDO DE IDEIA

Depois de a televisão mostrar a calamidade que se encontra a estrada de terra em que trafegava o ônibus que levava as seleções do Uruguai para um centro de treinamento, presumo que muitos daqueles que tinham pretensão de votar em Eduardo Campos para presidente da República do Brasil em 2014 irão mudar de ideia.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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CRIMINALIDADE

E a goleada continua. Já perdi a conta. A morte de um traficante motivou o fechamento do comércio no Morro de São Carlos. Batam palmas para o governador do Estado.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Vila Isabel (RJ)

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CRIANÇA MORTA EM CONTAGEM

Mais uma aberração criminosa,agora em Contagem MG. Mesmo assim, ainda tem gente que condena a pena de morte no Brasil.   

Aloisio A. De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br 
Limeira

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ATÉ QUANDO?

A notícia de que a casa de um sobrinho do governador Alckmin, em pleno bairro do Morumbi, foi invadida por assaltantes é mais uma demonstração de que a segurança pública em São Paulo realmente está com sérios problemas. E deveria servir de motivação para que providências imediatas fossem tomadas. Isto vai acontecer? Em outros momentos de crise, surgiram, por parte do governo estadual, propostas de bônus e operações delegadas. Mas o policiamento exige planejamento, efetivo suficiente, salário adequado e muito, mas muito treinamento. Até quando o povo paulista vai ficar vendo discursos e divulgação de estatísticas? E sofrendo assaltos e violência dos criminosos?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
São Paulo

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INCONGRUÊNCIA EM CONCURSO DA OAB

Ocorreu no último domingo (16/6) a 2ª fase do X Exame Unificado da Ordem dos Advogados do Brasil. Para a surpresa de todos os candidatos aprovados na primeira fase e escolheram a área do Direito Civil, a prova exigiu conhecimentos da jurisprudência atual do STJ. Não aquelas decisões que foram consolidadas em Súmulas – apenas julgados esparsos, aos quais os candidatos não podiam ter acesso, diante da expressa vedação contida no edital. Ocorre que esse mesmo edital do concurso também estabelecia que seriam exigidos dos candidatos conhecimentos da legislação atual e das Súmulas dos Tribunais, jamais jurisprudência não encontrável no material autorizado para consulta. Ao menos duas das quatro questões da prova, afrontaram expressamente o edital do Concurso. Resta saber o que será feito para que tal falha, que prejudicou todos os candidatos da área de Civil, seja sanada. O que não se pode admitir é que os candidatos a ingressar na maior entidade de defesa da legalidade e da Justiça deste país deparem com tamanha ilegalidade já no concurso de acesso a seus quadros.

Maria Luiza Prado izaprado@terra.com.br 
São Paulo

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‘PARTIDOS POLÍTICOS E NEPOTISMO’

Editorial – “Estado”, 16/6, A3 – excelente! Infelizmente, a Constituição Brasileira estimula os partidos (quadrilhas ?) ao permitir a indicação para cargos de confiança e em comissão nas organizações do Estado (federais, estaduais e municipais) tornando-as ineficazes e ineficientes. Não há compromisso dos partidos com a sociedade: seleção de candidatos, propostas de aperfeiçoamento do processo democrático, reformas, etc.

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br 
São Paulo

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‘O CLAMOR DAS TURBAS’

Complementando o eminente jornalista e professor, o “clamor das turbas” – “Estado”, 16/6, A2 – aconteceu na queda do Muro de Berlim, onde a turba deixou de ser “comandada” por portadores de bandeiras vermelhas e passou a reivindicar direitos claros e até naturais, o direito de ir e vir, o direito de aprender e trabalhar, o direito, enfim, de se manifestar. Até ontem, no Brasil, esse direito era comandados pelos portadores de bandeiras, principalmente vermelhas, até que conseguiram chegar ao poder, como aconteceu na Revolução Soviética. Hoje a “turba” está se movendo pela informação, muito mais do que pela educação, que se faz em casa, daí o quebra-quebra, que na Europa do muro só aconteceu mesmo no muro. A diferença era apenas de educação, um povo educado mantido ignorante pela informação, que é a tônica comunista de qualquer nação. No Oriente Médio está acontecendo a mesma coisa que deve acontecer no Brasil, um povo mal educado está de fato sendo mais bem informado e está saindo pelas ruas sem as “lideranças de neguinhos de partidos e religiões” para fazer valer sua “justiça”. A questão depois do quebra-quebra de nação não civilizada é: o que se vai colocar no lugar? Já estamos vendo isso no Oriente Médio e vamos ver também no Brasil. Derruba-se a raça miúda de socialistas e coronelistas que hoje ocupam o poder e o “pudê”. Quem se vai colocar no lugar?
 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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