Fórum dos Leitores

PROTESTOS PELO BRASIL

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 7h41

22 Junho 2013 | 02h03

Passeatas de 20 de junho

Nunca antes na história política do Brasil 1 milhão de pessoas foram às ruas protestar contra a situação do País.

JOSE R. DIAS 
jrdias2004@hotmail.com
São Paulo

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Aprendendo a votar

"Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição" (Art. 1.º, parágrafo único da Constituição de 1988). Empunhando bandeiras contra: políticas públicas nas áreas de saúde, educação e transporte; índices de inflação e custos dos alimentos; corrupção; o elevado custo da construção de estádios de futebol; a PEC 37; e a liberdade dos mensaleiros condenados; a maioria esmagadora de manifestantes está demonstrando que reaprendeu a protestar. Agora só falta mostrar que aprendeu a votar. O eleitor tem de defenestrar da vida pública os políticos corruptos, ociosos, acólitos, torpes e que se prestam a propósitos inconfessáveis. A mensagem a ser dada é de que eles não receberam outorga para espoliarem, aviltarem e saquearem o erário em nosso nome e de que não será tolerado o desprezo à ética, à moral, à lei e à ordem.

JUNIOS PAES LEME
junios.paesleme@ig.com.br
Santos

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Crise de representação

A partir do momento em que os manifestantes se posicionam contrários à presença de partidos políticos nas passeatas, resta claro que, mesmo inconsciente, a maioria dos participantes protesta porque não se sente representada pelos políticos. As manifestações acabarão quando uma reforma política satisfizer a sociedade.

MARCOS FERRAZ DE PAIVA
paiva@choaibpaiva.com.br
Rio de Janeiro

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Hora errada

Esta não é a hora de os partidos irem para as ruas. Eles estão sob julgamento. As acusações são gravíssimas. O movimento atual está servindo de alerta para que, eliminada a escória da política brasileira, os políticos revisem seus conceitos e modus operandi e, junto com as novas lideranças, espero que reorganizem a cena partidária com maior respeito no trato da coisa pública.

HÉLIO A. FERREIRA
hafstruct@hotmail.com 
São Paulo

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Eles sumiram

Acostumados a pensar no tamanho do lucro, nossos políticos não sabem o que fazer quando é preciso assumir o tamanho da derrota.

CARLOS SERAFIM MARTINEZ
gymno@uol.com.br
Campinas

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O circo acabou

Senhores políticos, baixem suas lonas, porque o povo brasileiro realmente não está mais disposto a fazer o papel de palhaço. Até agora, os senhores riram de nós, subestimando a nossa capacidade de lutar. O gigante acordou e não pretende dormir tão cedo.

VANESSA CRISTINA R. REIS
vanessinhacri@msn.com
São Paulo

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Ainda nas ruas

A revogação do reajuste nas tarifas do transporte público em várias capitais é um triunfo para a democracia brasileira. Mas duas coisas ainda não estão claras: até quando as manifestações vão continuar; e se a pressão popular terá a mesma eficácia contra os atos políticos e legislativos do governo federal que teve contra os atos administrativos da Prefeitura. Resta-nos esperar e torcer para que o tempo responda positivamente a essas questões.

LUÍS FELIPE VICENTE PIRES
luis.pires@usp.br
São Paulo

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Um novo cardápio

A refrega deve acalmar, mas a garotada parece não gostar de pizza, querem outro cardápio: que lhe sirvam menos impostos e melhores serviços públicos. Como? Com eficiência gerencial, honestidade e o enxugamento desta máquina vasta e aparelhada. Mas, embora o fogo amanse, a brasa vai permanecer acesa, iluminando o Judiciário (que pode se queimar com o mensalão e o seu próprio auxílio-alimentação), o Legislativo corrupto dominado pelo Executivo e o governo gastando a rodo em benefício das empreiteiras amigas (arenas e perdões de dívidas).

PAULO ROBERTO SANTOS
prsantos1952@bol.com.br
Niterói (RJ)

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Mostrem as planilhas

Por que a planilha de custos usada para o cálculo do reajuste das tarifas dos ônibus não é divulgada? Sem essa transparência, não há como acreditar que o porcentual aplicado é correto ou não. No caso da prefeitura do Rio, se levarmos em conta que ela nem tem o controle de quanto as empresas do setor têm de pagar de Imposto sobre Serviços (ISS), diminui ainda mais a credibilidade. Alguém acredita que um órgão público não tenha o controle de quanto o contribuinte paga em impostos? Pois é, a prefeitura do Rio, no caso do ISS do ônibus, não tem. As empresas é que dizem quanto têm de pagar. Alguém já viu isso?

PANAYOTIS POULIS 
ppoulis46@gmail.com
Rio de Janeiro

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COMÉRCIO EXTERIOR

Agenda da Fiesp

O editorial Uma Fiesp bolivariana? (20/6, A3) faz interpretação equivocada dos objetivos da nossa Agenda de Integração Externa. Em relação ao Mercosul, mercado mais importante para a indústria de manufaturas (28% das exportações), a Fiesp defende a possibilidade de flexibilização de normas para acomodar acordos ambiciosos de livre comércio. No caso da União Europeia, a recomendação é que se negocie a lista de produtos de forma independente. Ademais, a referência de apoio da Fiesp à suspensão do Paraguai no Mercosul não tem respaldo no documento nem nos fatos. Nada menos bolivariano que propor iniciar negociação de acordo de livre comércio com os EUA e concluir os entendimentos de livre comércio com o México e o Canadá, conforme o documento. Não há discrepância nas posições da Fiesp, da CNI e do Iedi.

RUBENS BARBOSA, embaixador, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp, e THOMAZ ZANOTTO, diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp 
katyamanira@fiesp.org.br 
São Paulo

N. da R. - A carta deixou de esclarecer, entre outros, dois pontos especialmente importantes: 1) como conciliar a palavra "empecilho", usada pelo presidente da CNI, com a expressão "falso problema", incluída no documento da Fiesp; 2) a referência à suspensão do Paraguai como prova da flexibilidade das regras do Mercosul "para acomodar as prioridades dos membros". Quais prioridades de quais membros?

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O PAÍS EM PROTESTO – MORTE EM RIBEIRÃO PRETO

Não por acaso a tragédia aconteceu na João Fiúsa, a estranha avenida que abriga prédios neoclássicos que encantam nossos caipiras endinheirados e que determina a fronteira entre a cidade viva de Ribeirão Preto e a cidade apartada, formada pelos guetos condominiais de alta renda, com seus muros altos, portões de ferro e seguranças ferozes e bem armados, onde se abrigam os beneficiados do regime de extorsão e exclusão econômica imposto pelo sistema e de onde saem os automóveis de formas agressivas e desproporcionais ao tamanho das cidades, sempre expostos como instrumento de afirmação e poder. Quis o destino que ali se cruzassem a vitalidade juvenil da cidade aberta com a velhacaria e podridão moral da cidade fechada e sem escrúpulos que, ultrajada por um simples comando de voltar, não hesita em jogar sua arma de intimidação social contra os sonhos e ideais da juventude.

Mauro Antônio Rocha mauroantoniorocha@gmail.com 
São Paulo

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RABO ENTRE AS PERNAS 

Demorou, demorou, mas o povo descobriu a força que tem, a velha frase fez acontecer: o povo unido jamais será vencido... Toda a militância política se rendeu ao anseio do povo, o senhor Haddad, prefeito de São Paulo, que de início disse que jamais voltaria atrás, como uma franga se retratou e desistiu do aumento. Como carneirinho, pressionado por seus pais, Dilma e Lula, enfiou o rabo entre as pernas e pediu água.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com 
São Paulo

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PÉSSIMOS EXEMPLOS
 
Os brasileiros saíram às ruas, protestando e pedindo um país mais justo. Em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, um morador de um condomínio de classe alta, dirigindo um Land Rover, irritado com a manifestação, avançou sobre os manifestantes e, além de ferir doze pessoas, matou o jovem Marcos Delefrati, de 18 anos, que estava ali “brigando” por seus direitos. Com certeza, o assassino não estava participando da manifestação, pois seus filhos não irão estudar em colégios públicos. Tampouco sua família será atendida pelo Sistema Único de Saúde em hospitais municipais. Daqui a pouco, ele se entrega à polícia, já bem orientado pelo seu advogado, e chorando diante das câmeras, irá dizer que está “muito arrependido”. Uma manifestação tão bonita, em busca de mudanças profundas em nosso país. Pena que, no meio dessa multidão, apareçam algumas pessoas desprovidas de cidadania, como, por exemplo, esse motorista assassino e o valentão que depredou a prefeitura de São Paulo, Pierre Ramon Alves de Oliveira. Péssimos exemplos de cidadãos, que sempre serão lembrados como os anti-heróis do Brasil. E que a morte de Marcos Delefrati e a dor de sua família não sejam em vão.
 
Maria Carmen Del Bel Tunes
Americana

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A AULA
 
Embora tenha seu mérito, o Movimento Passe Livre (MPL) vai parar, porque a redução de 20 centavos foi concedida. Ou os mesmos 20 centavos mostraram a real faceta do MPL e dos partidos de esquerda que os apoiam. Não estão reivindicando o que as ruas mostraram: fim da corrupção, gastos com Copas, fim da impunidade, etc. E passaram a desqualificar esses desejos.                              O bom de tudo isto é que o povo que não ouve, lê ou vê notícias.  Acabou tomando conhecimento de nossas mazelas de maneira nunca antes vista nesse país, a mais democrática: soube por causa do povo nas ruas. Foi a aula que não tem volta. 
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo      

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NÃO É A PRIMEIRA VEZ

A Revolta do Vintém foi um protesto ocorrido entre 28 de dezembro de 1879 e 4 de janeiro de 1880 nas ruas do Rio de Janeiro. Na capital do Império brasileiro, a população se rebelou contra a cobrança de vinte réis, ou seja, um vintém, nas passagens dos bondes, instituída pelo ministro da Fazenda, Afonso Celso de Assis Figueiredo, futuro Visconde de Ouro Preto. Aos gritos de “Fora o vintém”, a população espancou os condutores, esfaqueou os burros, virou os bondes e arrancou os trilhos ao longo da Rua Uruguaiana. Em pouco mais de 130 anos, o mundo evoluiu, os bondes foram substituídos por ônibus e os réis pelo real. Não houve esfaqueamento de condutores nem matança de burros. Manteve-se apenas a indignação de um povo que, seja de ônibus ou de bonde, não quer ser lesado. 

André Gustavo de Arruda Lorenzi  alorenzi@embraer.com.br 
São José dos Campos           

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UMA IDEIA CONCRETA

O entusiasmo, a energia e a esperança de muitos pacíficos jovens manifestantes têm despertado vários cidadãos de idades e condições sociais diversas em inúmeros locais no Brasil e no exterior. O crescimento do número de manifestantes é determinado também por insatisfações de toda ordem, que extrapolam a questão das tarifas de transportes públicos e confirmam a pluralidade da sociedade brasileira. O que se viu no último dia 20, sem dúvida, é fato histórico, assim como as ocorrências do dia 17/6. As reivindicações parecem relacionar-se, essencialmente, com a falta de legitimidade dos partidos políticos e dos políticos, com a falta de qualidade de serviços públicos (saúde, transporte, educação, segurança e polícia, por exemplo) e com o mau uso do dinheiro público arrecadado à custa de elevada carga tributária (gastos com a Copa, desvios, superfaturamento, corrupção e outras mazelas correlatas, inclusive impunidade dos corruptos). De outro lado, embora por manifestamente minoritários, têm crescido deploráveis atos de violência cuja ignorância, entre outros aspectos, resume-se basicamente à falta de percepção de que as mudanças não podem ocorrer com a destruição das instituições democráticas e do patrimônio público e privado ou com risco à integridade física e psicológica de concidadãos. O impacto negativo da conduta de poucos evidentemente não pode manchar a legitimidade das civilizadas exigências de muitos. Mas como conter a violência? Como isolar os vândalos e evitar que muitos outros, por medo, deixem de manifestar-se ou de aderir às manifestações? Creio que, além da atuação eficaz e proporcional da polícia e da desaprovação manifestada durante as passeatas, a força das ideias é fundamental. Os protestos não podem cair no vazio de ideias mais concretas ou específicas, pois esse vazio pode ser campo fértil à violência e à barbárie. Como as mudanças podem e devem resultar da atuação de instituições democráticas permanentes, que felizmente são maiores que os homens que transitoriamente as ocupam, como convém a toda República, e considerando também a incapacidade atual dos partidos políticos de representar as aspirações do cidadão comum, eis aqui uma ideia concreta: permitir candidaturas políticas avulsas, sem vinculação com partidos políticos, e concomitantemente instaurar o voto facultativo e distrital com “recall”. Seria o primeiro passo para mudanças, em meu entender, pois estimularia os partidos políticos a se renovarem e a se fortalecerem ideologicamente; permitiria que cidadãos das mais diversas condições e sem os vícios da má política partidária e governamental atual influíssem nos rumos das instituições, renovando-as e ouvindo diretamente as aspirações do cidadão comum; permitiria contato mais próximo e fácil entre eleito e eleitor para fiscalização do exercício do mandato, já que o território do distrito é bem menor do que os das atuais circunscrições eleitorais; facilitaria a campanha eleitoral e diminuiria seus custos, pois o território do distrito é pequeno, evitando-se, também, escusos compromissos resultantes das milionárias campanhas atuais; permitiria a revogação do mandato do eleito que não agradasse (é o chamado “recall”); e tornaria a campanha e o debate eleitoral mais interessantes, pois os candidatos teriam de se esforçar para convencer e não apenas contar com a presença decorrente do voto, hoje obrigatório. Acredito que essa primeira mudança seja viável como foi a resultante da Lei da Ficha Limpa: a energia e o entusiasmo das ruas podem ser levados ao Congresso Nacional por meio das lideranças que eventualmente surjam e por meio das mesmas entidades apartidárias da sociedade civil que elaboraram o projeto da Lei da Ficha Limpa. Caso contrário, os políticos atuais continuarão adiando a reforma política necessária e o País, sem novas lideranças, continuará submetido a interesses não verdadeiramente públicos ou a maquinações espúrias daqueles que confortavelmente auferem benefícios do combalido sistema político-eleitoral em vigor.
 
Guilherme Santini Teodoro guilherme.santiniteodoro@gmail.com 
São Paulo

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AVERSÃO ATUAL A UM VELHO MODELO

Em unanimidade, comentaristas dizem que esses movimentos de rua precisam ter diretrizes e lideranças. Pois não é isso que o momento exige.  O povo brasileiro acaba de passar por sua morte em vida e a dor dessa perda precisa ser respeitada.  Deixar para trás velhos ranços, apatias, alienação e ilusionismo, por incrível que pareça, dói e envergonha. É hora de mergulhar nessa dor da separação. Estamos nos separando dos velhos modelos de governo. Velhos tipos de política representativa. Velho relacionamento onde o povo dá mais do que recebe. O momento é de transformar a lagarta em crisálida, onde cada cidadão desse país continental está meditando e se perguntando: como eu deixei chegar a este ponto a “relação” com nossos representantes?  Para cair de cabeça num novo relacionamento em que haja troca, companheirismo e respeito, precisamos primeiro nos curar.  Por favor, respeitem nossa atual aversão ao velho modelo de liderança até que algo novo e salutar renasça!  

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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TIRO NO PÉ
 
O Movimento Passe Livre (MPL) anunciou que não mais participa dos movimentos nas ruas, pois não quer sua causa “misturada” a outras com as quais não se identifica. Falando francamente, MPL, criado pelo próprio PT para atingir alguns adversários, foi um tiro no pé. Uma estratégia de promover a baderna, que causaria danos a muitos governadores e prefeitos, fez, na verdade, apenas uma grande vítima, o prefeito Haddad, que apareceu na TV tão constrangido como se estivesse sem a calça, anunciando a redução do preço das passagens e assumindo que estava perdido como cego em tiroteio. O que mais chamou a atenção de toda a imprensa que cobriu todas as passeatas foi a intolerância do povo com as bandeiras do PT, um gesto que dizia claramente: estou aqui contra você, fora! Seja lá quem foi que apostou nessa estratégia provou do próprio veneno e ensinou ao povo o caminho das pedras, que vai saber usá-lo no momento certo, com honestidade e patriotismo. O recado foi dado ao PT: vocês passaram para o outro lado e não fazem mais parte da “turma”. 
 
Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br                                
Osasco 

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PASSE LIVRE

Os vinte centavos foram a gota d’água para que o ressentimento transbordasse, porque simbolizam a “conta” exorbitante que nos vem sendo empurrada há anos pelos políticos. Eles, em contrapartida, gozam, tranquilamente, do “passe livre”. Sim, porque a omissão diante das necessidades básicas do cidadão, as ações que visam apenas sua perpetuação no poder e, principalmente, a impunidade diante da corrupção foram corretamente interpretadas pela população como um “passe livre” na vida: os políticos não precisam pagar para viver. Já o cidadão, tem de pagar para sobreviver.

Marion Minerbo marion.minerbo@terra.com.br 
São Paulo

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A FERRO E FOGO

Não existe guerra sem destruição, não existe guerra com flores, cartazes e beijinhos, principalmente no Brasil que está sendo governado por ex-guerrilheiros, assaltantes de bancos e líderes grevistas. Então, brasileiros, lutem com coragem a ferro e fogo. Se é que querem conseguir alguma coisa.

Fernando Castellari castellarinando@yahoo.com.br 
São Paulo

AGORA É A HORA

Não seria este o momento de os meios (todos) de comunicação se manifestarem a respeito da necessidade de mudança na ética política governamental, exigindo uma postura decente e digna daqueles que vem desmoralizando a Nação? Entidades como Fiesp, Conselhos Regionais como Crea, OAB, CRM, CRO, Creci, Corcesp, CRO, Corecon, Senac, Sesi, CNI, igrejas, maçonaria, etc. deveriam exigir que se mudem posturas atuais para uma realidade decente e digna dos políticos que já se locupletaram por décadas e continuam insaciáveis. As emissoras de TV, jornais, revistas e rádios têm também a obrigação de registrar a realidade imoral que vivemos e passar a divulgar sem medo as mazelas desses falsos profetas paternalistas e cobrar de forma contundente uma nova postura para que não percamos mais gerações sem escolas, saúde, transportes, segurança, bem como a moral e bons costumes de um grande e mal tratado país. Passou da hora de o Brasil ser devolvido a seus filhos e cidadãos de bem!

João Batista Pazinato Neto pazinato51@hotmail.com 
Barueri 

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RADICALISMO PICANTE

Em minha opinião, manifestações absolutamente pacíficas demoram demais para “assustar” dirigentes autoritários. Desconfio que até o Gene Sharp, o Maquiavel do pacifismo, “fecharia os seus olhos” diante das ações, praticamente inevitáveis, das tais minorias oportunistas “mais radicais”, utilíssimas para dar uma “apimentada” nas passeatas urbanas.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte santo de Minas (MG)

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VENENO ANTIGO

Diante das últimas ocorrências de manifestações do povo brasileiro, descontente com os desmandos de seu governo e, in loco no Palácio do Itamaraty, a presidenta Dilma – jovem marxista influenciada pelo sucesso da Revolução Cubana, que usava o codinome “Estela” – relembra os anos de glória de 1967 a 1970, quando militava na VAR-palmares, grupo armado da resistência contra o governo que praticava assaltos a bancos, assassinatos, sequestros, etc. Agora, do outro lado da história, prova do mesmo veneno.
 
Arnaldo Luiz de Oliveira Filho despachantesantana@ig.com.br 
Itapeva

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AGRADECIMENTO

O que aconteceu mesmo é que o povo se sentia dominado pela manipulação constante da opinião pública, seja por meio da mídia chapa branca, seja pelas pesquisas de resultados duvidosos e incoerentes. Sentia-se impotente para reagir, como se não conseguisse vislumbrar uma porta de saída. Eis que jovens vieram às ruas gritar por nós, expressando todo o nosso repúdio contra a falta de ética, contra o cinismo dos corruptos e a impunidade reinante dirigida a eles, por não serem gente “comum”.  Vieram apontar o desperdício do dinheiro público e o desrespeito ao povo mais pobre, que sofre sem educação e saúde de melhor qualidade, apontando também o populismo que não compra dignidade, mas compra votos. Enfim, mostraram ser uma fantasia imaginar que o consumo é a mágica que a todos cala. Enganaram-se, portanto, os que se compraziam com a idéia de um povo inteiramente subjugado pela propaganda oficial. Brevemente, todos estarão com eles nas ruas, engrossando fileiras. Hoje tudo parece ainda confuso e errático, mas, aos poucos, essa grita tomará forma e dará o tom. Obrigada, moçada, por nos devolver a capacidade de sonhar e desejar, por nos trazer de volta a esperança de um Brasil melhor, mais justo e mais digno. 
 
Eliana França Leme efleme@terra.com.br 
São Paulo

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POLÍTICO X LADRÃO

Literalmente, o Brasil está começando a ser passado a limpo. Os nossos corruptos políticos e mandatários de carteirinha, na verdade aproveitadores do Pais, devem sumir do mapa político. A corrupção que nos assola. Se temos R$ 28 bilhões para fazer estádios de futebol em locais nunca antes pensados, que serão verdadeiros elefantes brancos ou de qualquer cor, temos, sim, dinheiro para melhorar a vida do povão e não aceitar mais mentiras descaradas do Lula, dizendo que o serviço do Sistema Único de Saúde é ótimo, enquanto vai para o Sírio-Libanês. A hora é agora. Todos têm de se conscientizar das suas responsabilidades e não aceitar nas passeatas nenhum partido, sem exceção, pois político combina com ladrão.

Mustafa Baruki mustafa-baruki@bol.com.br 
São Paulo

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A ONDA

Estão todos tentando entender e explicar essa onda de manifestações populares. Eu acho que essa onda foi provocada por uma represa de indignação que se rompeu. Essa represa, pouco visível na mídia e desprezada pelos políticos, há muito vem sendo abastecida por trocas de milhões de emails abordando corrupção, desvios, desperdícios e impunidade. Quem de nós não participa de uma pequena rede de relacionamento e não trocou mensagens desse tipo? Quem consegue imaginar onde sua mensagem vai parar quando ela pula para uma rede vizinha? Há como calcular o grau exato da velocidade, da multiplicação e do poder desta nova forma de comunicação? Se nem regimes totalitários conseguiram calá-la, imaginem o poder dela numa democracia! Entre nós já era comum a pergunta: porque o povo não se manifesta contra as pragas que corroem nosso país? A manifestação contra o aumento das passagens foi a gota d'água que rompeu a represa. A princípio, a população desconfiou que fosse apenas mais uma manifestação desencadeada por sindicalistas ou agitadores profissionais, dessas que interrompem sem dó os serviços públicos e param a cidade em pleno horário de trabalho e depois vão descansar. Mas não! Esta era e é diferente. É de gente que trabalha e depois se manifesta. Aí foi um tal de pular na carroceria e aproveitar a carona. Só precisamos ficar alerta contra os aproveitadores e sabotadores. É aí que a polícia deve intervir. De resto, é igual a um tsunami: a onda gigante vai rolar. Até onde ninguém, sabe ainda.

João Carlos A. jca.melo@yahoo.com.br 
São Paulo

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MIL RAZÕES

Se apenas um milhão de pessoas saíram às ruas para o protesto, cabe aos governantes ficarem de orelha em pé, pois o restante do povo, por uma ou outra razão, não saiu às ruas. Não obstante, teriam mil razões para engrossarem as passeatas, gritando, protestando e exigindo providências... Cuidem-se, pobres aspirantes a governar um povo com cheiro de gente insatisfeita...

L. Dutra ldutradv@msn.com 
Avaré

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A GRALHA E AS POMBAS

Há uma avaliação geral de que as manifestações não têm liderança, rumo unificado, etc. Isso não é por causa de falta de pessoas militantes e sim de uma linha correta ou de bandeiras que unifiquem. Mas essas bandeiras estão se firmando implícita ou quase explicitamente na massa. São elas: justiça, ética, moralidade, democracia. Infelizmente, a bandeira revolucionária que satisfaria todas as reivindicações de ordem econômica é: auditoria e moratória da dívida, tanto externa como interna. Tanto a esquerdinha como a direitona são anti-nacionalistas. Vamos, portanto, começar com: justiça, ética, moralidade e democracia. Adiante, o brasileiro entenderá a necessidade de ser nacionalista. E já está começando, pois os manifestantes estão repelindo as bandeiras de partidos e correntes e afirmando a bandeira brasileira. Até porque um bom internacionalista tem que ser antes um bom nacionalista. Nós fomos condenados a ser brasileiros e somos obrigados a assumir essa condição. Recordem a fábula de Esopo “A gralha e as pombas”. 
 
Francisco J. D. Santana franssuzer@gmail.com  
Salvador

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O ESTOURO DA BOIADA
 
Assistimos, neste momento e por todo o Brasil, ao despertar das consciências, revoltadas com as esmolas que tornam ainda mais dependentes os necessitados; enojadas com os “mensalões” e com as “corrupções” de muitos dos “donos do poder”; e escandalizadas com os abusos de muitos eleitos, que se servem sem servir os interesses sagrados da Nação, dos eleitores, dos injustiçados, dos perseguidos, dos abandonados; os vinte centavos de aumento das passagens foram apenas o pretexto para a revolta; a escandalosa Copa das Confederações foi a oportunidade adequada e aproveitada pela atenção presente ao que no Brasil se passa. Na realidade, cansados de “tanto ver triunfarem as nulidades”, os idealistas estão indo às ruas, clamando por mudanças radicais nas esferas dos poderes pseudodemocráticos porque exercidos pela ditadura dos atuais partidos, quase sempre dominados pelos mesmos e muitas vezes esclerosados “coronéis”, donos de currais eleitorais nos municípios, nos Estados e agora tentando apoderar-se do próprio Brasil. Com a força da “revolução”, o cavalo do poder anda à solta nas ruas e avenidas, selado e pronto para ser montado pela ou pelo mais ousado, pelo mais oportunista ou pelo mais idealista, pelo que urge que surja alguém capaz e decidido a ocupar o “trono”, antes que ele seja dominado por aventureiros “Hitlers” ou semelhantes. Por isso perguntamos por onde andam as Marinas Silva, os Barbosas e outros(as) afins, que já deviam ter se reunido para salvar a situação – delicada, mesmo grave – em que nos encontramos. O Brasil precisa de justiça social, de decência, de competência, de educação, de moradia, de transporte, de saúde, enfim, de dignidade e exemplos dignificantes vindos de cima, das altas esferas dos poderes, pois não existe nada mais demolidor da ética, da moral e dos bons costumes do que os tristes e vergonhosos exemplos que muitos dos poderosos dão a toda a Nação, furtando, apropriando-se dos bens públicos, aumentando os já altos salários, enfim, servindo-se, não servindo. Não foi surpresa o “estouro da boiada” como não será surpresa o seu ressurgimento em outras “copas”, se os Poderes não mudarem de rumo, não se corrigirem, não adotarem práticas mais dignas.
 
José Verdasca j.verdasca@uol.com.br 
São Paulo

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BRASIL MAIÚSCULO

“Nunca antes na história desse país...” Agora, sim, a frase de efeito faz todo o sentido e tem significância e significado histórico e real. O Brasil está nas ruas. A situação é altamente inflamável. A guilhotina está armada. Ou muda por bem ou muda na marra, mas vai ter de mudar! É chegada a hora e a vez de um Brasil com B maiúsculo. “Pátria amada,salve,salve”.
 
J.S. Decol decolj@globo.com 
São Paulo

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OPORTUNISMO PARTIDÁRIO
 
Não acreditei quando vi na TV, em horário nobre, as sucessivas propagandas gratuita do PPS (Partido Popular Socialista), que de uma forma clara tem o objetivo de tirar proveito das manifestações que vêm acontecendo no Brasil. O marqueteiro desse partido deve ser muito ruim, a exemplo de seus afiliados, pois de uma forma clara tem o objetivo de incitar a população contra o sistema sem apresentar sugestões para a solução dos problemas que estão levando milhares de pessoas às ruas exigindo os direitos básicos de forma pacífica e apartidária, além de exercer a cidadania. Lamentável o pronunciamento desse infeliz partido, pois esqueceram que o povo esta mais politizado e sabe hoje distinguir o que é certo do que é errado. Procedimentos análogos a um tiro no pé. Lamentável que partidos políticos ainda pensem em manipular as “massas”.
  
Mauro Roberto Ziglio mrziglio@hotmail.com  
Ourinhos
  
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A MÃE DE TODAS AS REFORMAS

Afora os minoritários radicais nas passeatas e nas análises pessimistas do atual movimento de protesto nas ruas do País, há um sopro de ar renovador nos acontecimentos encabeçados por essa novíssima geração estudantil brasileira. Iludem-se governantes, políticos e lideranças privadas que apostam que tudo continuará como está na gestão pública nacional. Somente a convocação pelos Poderes da República, com prazo pré-fixado, para a realização de uma profunda Reforma Política – a mãe de todas as reformas – porá fim aos protestos que atualmente abalam a Nação Brasileira. 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 
Rio de Janeiro

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ASSEMBLEIA CONSTITUINTE

Fico revoltado com as incompetências que surgem da falta de cultura existente em nosso Brasil. Essas manifestações surgiram devido aos péssimos governantes que elegemos, mas como evitar esses erros básicos? É só fazer uma Assembleia Constituinte para ser elaborada uma nova Constituição, tirando a obrigatoriedade do voto, de pagar a contribuição sindical, criando o voto Distrital, elaborando leis rigorosas para políticos desonestos, confiscando seus bens, mandato, aposentadoria, etc. Nossa última Constituição foi elaborada por políticos: precisamos urgentemente eleger membros para elaborar uma nova Constituição com onze integrantes, no máximo, composta por brasileiros dignos e inteligentes, cujo mandato seria extinto logo após a criação da nova Constituição. A atual foi feita com leis para criar partidos para negociar cargos e proteger políticos corruptos. Precisamos de leis para proteger o povo brasileiro. A maior segurança de um prédio está em sua fundação e a de uma nação está em sua Constituição. Mas, para chegarmos a esse ponto, precisamos dessas manifestações e principalmente da mídia, em que se concentram pessoas mais cultas, para salvarmos o Brasil do caos social e econômico. Não adianta ficar só falando mal, precisamos, sim, buscar a solução principal: Assembleia Constituinte. As medidas urgentes para evitar que o Brasil caminhe para o caos social e econômico e se torne uma nação socialmente equilibrada são: a) legislação eficiente, com penas rigorosas para políticos, inclusive, com critérios práticos para confiscar os bens e obter a devolução dos salários dos corruptos, eliminando o direito a aposentadoria; b) reduzir o número de congressistas da federação para 1/3(Senado e Câmara); c) acabar com a impunidade no Congresso e no Judiciário; d) no setor judiciário, exigir prioridade para julgamento dos processos sobre crimes do peculato; e) reduzir para 20 o número de ministérios; f) tirar a obrigatoriedade do voto; g) dar liberdade ao trabalhador brasileiro para que queira ou não ser sindicalizado; h) implantar a pena de morte (Projeto Amaral Neto) para crimes hediondos, pois precisamos evitar o número crescente de mortes sem pena (muitos inocentes estão sendo mortos); i) dar prioridade “urgente” à educação de 1º grau, exigindo, com rigor, que se ensine a importância da honra, do amor à Pátria e do respeito às instituições democráticas; j) reduzir o número de vereadores e fixar um máximo de três salários mínimos para cidades com menos de 150 mil habitantes e garantir uma vaga para vereador para aqueles que já presidiram entidades filantrópicas por, no mínimo, dois anos sem receber salário; k) fortalecer nossas Forças Armadas, pois só elas são garantia de paz e tranqüilidade em nosso País; l) reduzir a maioridade penal para 16 anos, a exemplo de países evoluídos (o jovem de hoje tem maior conhecimento que o do passado com 21 anos); m) concentrar incentivos nos produtos de origem primária na agricultura, na pecuária, na extração de minérios e na pesca para crescer imediatamente nosso PIB; n) estabelecer imposto único com penas rigorosas para os infratores, eliminar as barreiras interestaduais e fiscalizar com rigor as internacionais.
  
Aldo Matachana Thomé aldo@projex.com.br 
Ourinhos

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UMA SUGESTÃO

As manifestações que vêm sucedendo no Brasil de forma avassaladora demonstram a total falência do sistema político. Esta falência é comprovada pelos números de brasileiros que estão indo às ruas, que já passa de um milhão, e pelo silêncio ensurdecedor de todas as autoridades e políticos, desde a presidente da República até o mais simples vereador. A meu ver, chegou a hora de convocar uma Assembléia Nacional Constituinte, tratando da reforma política e de outros assuntos que afligem a sociedade, como a maioridade penal. O presidencialismo de coalizão apodreceu. A compra sistemática de votos no Congresso e a cooptação dos partidos levou ao que estamos vendo: a revolta da sociedade, que não aguenta mais tanto descalabro. A saída para o Brasil são duas: ou a adoção do parlamentarismo, que levaria ao fortalecimento dos partidos, ou o regime presidencialista com voto distrital, tal qual a distribuição dos eleitores pelos Estados, acabando com o mínimo e o máximo das bancados por Estado. Está aí minha sugestão para que os analistas e cientistas políticos explorem a fundo.

José Severiano Morel Filho morel@sunriseonline.com.br 
Santos

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‘PROBOS CONGRE$$ISTAS’

A dona Dilma disse que está do lado da população “no repúdio à corrupção e ao mau uso do dinheiro público”, será que alguém acredita? A mentira não colou e não cola mais, a credibilidade do PT está no fundo do poço, onde deveriam estar os “pinóquios” do partido. Os brasileiros devem lembrar quando o dono da mentira, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, anunciou ao povo brasileiro que o Brasil iria sediar a Copa Mundial de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, na sua verborragia, entre tantas mentiras, declarou em alto e bom som que em tais eventos não seria gasto nenhum “centavo” do dinheiro público. No entanto, o valor “torrado”, até o momento, sem qualquer controle, já superou R$ 28 bilhões – “de$$e” valor, mais de 50% foram desviados do Tesouro pela corrupção, cabendo ao Ministério Público e à Polícia Federal a investigação e a punição dos envolvidos e responsáveis, para devolução ao erário. A quem duvida do que afirmamos basta conseguir, junto à TV Globo, maior interessada nos eventos, os vídeos das reportagens. Parabéns aos jovens brasileiros apartidários pelo Movimento Passe Livre (MPL), que levantou a corrupção da Copa e de todos os “intere$$es”, vantagens, benefícios, desmandos e abusos dos “no$$os” “probos” “congre$$istas” e de grande parte dos políticos do País.    
 
Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br 
São Paulo

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SILÊNCIO CÍNICO

Por que a presidente da República, Dilma Rousseff, não vem a público declarar alguma estratégia, atitude, ação a ser tomada ou apenas dizer o que pensa sobre os protestos que vêm acontecendo em todo o País? Caso ela não tenha percebido, boa parte desses protestos é contra as práticas nefastas e oportunistas do seu governo e do seu partido petista. Pior do que o barulho das ruas é o silêncio preocupante e cínico da nossa líder máxima. 
 
Paulo Ribeiro de Carvalho Jr. paulorcc@uol.com.br 

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REFORMAS

A incompetência e o alto custo da máquina pública é a marca atual dos três Poderes. O Legislativo não faz leis, não discute problemas nacionais, não fiscaliza. O Executivo é inchado, improdutivo e perdido em opções ideológicas. O Judiciário se embaralha em ritos que embaçam a aplicação da Justiça. Por outro lado, a internet e os novos meios de comunicação tornaram supérfluo o sistema de representação do povo por meio do Legislativo. Poderíamos acelerar as mudanças no Brasil, se utilizássemos a internet em plebiscitos eletrônicos para votar, uma a uma, questões específicas das reformas que o País exige. A mídia poderia criar receptáculos de proposições dos pontos para reforma, que o governo submeteria a plebiscito. A reforma político-administrativa: eliminação da Câmara alta (senadores), restando apenas uma Câmara, com um total de 300 representantes, eleitos pelo voto direto, sem suplentes; redução da quantidade de partidos a três, com clara indicação das comissões do Congresso que cada um terá; redefinição do papel do Estado na economia, limitando seu poder de operação e execução, confiada sempre à iniciativa privada; opção clara para as privatizações; fixação na Constituição da quantidade de ministérios, restritos a   12 , especificadas suas áreas de atuação; fixação na Constituição das agências regulatórias necessárias, suas atribuições, e a  proibição da ingerência do Executivo; fixação na Constituição da quantidade e objetivo de cada Comissão na Câmara e sua relação com a atividade de cada ministério; proibição de membros eleitos para o Legislativo assumirem cargos ou efetuarem indicações para órgãos do Executivo, empresas estatais, autarquias e qualquer outro órgão de que o governo tem controle; eliminação de todas as verbas atualmente pagas a membros do Legislativo, exceto salário e pagamento da moradia; eliminação da contratação de planos de saúde para os congressistas e seus familiares; eliminação das  emendas parlamentares ao orçamento da União; rediscussão das atribuições da União, Estados e municípios quanto à saúde, à educação, à segurança e aos transportes, com a consequente redistribuição das verbas arrecadada pelo imposto único. Na reforma tributária, por outro lado, haveria o seguinte: introdução imediata do imposto único, para baratear o processo de arrecadação de impostos; eliminação da CLT, votando-se nova lei mais consentânea com os novos tempos; devolução do FGTS aos beneficiários, obrigando-se à aplicação em planos de previdência privada e a cessação de novas arrecadações; eliminação de imposto sindical e contribuições para Sesi, Sesc e Senac; introdução de  um sistema de avaliação dos beneficiados por subsídios e das metas e objetivos associados, assim como clara identificação da fórmula de saída. Na reforma do Judiciário, por fim, teríamos: a conversão do Judiciário em um Poder auto-sustentado pelas custas que arrecada dos litigantes (exceto as do código penal); a redefinição dos códigos de processo, para evitar protelação e retardo da Justiça; redefinição o Código Penal, baixando-se a idade de imputação penal de crimes violentos a 14 anos; privatização das prisões; introdução da pena de aplicação de tornozeleira eletrônica com GPS para registrar os movimentos dos condenados à prisão que não puderem ficar presos por falta de prisões ou por força de indultos e de benefícios de redução de pena e em criminosos menores que a idade penal. 

João Costa joaocst.costa@gmail.com 
São Paulo

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REIVINDICAÇÕES CRUCIAIS

O Movimento Passe Livre deve continuar buscando a concretização de outras reivindicações que são cruciais para a população: depois do congelamento das tarifas dos transportes, a reforma nas escolas, algumas com paredes caindo e sem banheiros para os alunos, com professores mal remunerados; melhorias nos hospitais que necessitam de equipamentos funcionando para atender aos doentes e médicos com salários condizentes com o exercício da profissão; e, além de tudo, a não aprovação da PEC-37, pois o Ministério Público ainda é a instituição que age com total independência contra a corrupção dos agentes públicos. Ganhamos a batalha, mas falta muita coisa para vencer a ganância dos políticos que só querem usufruir da luxúria e da riqueza que o poder proporciona com o suor dos trabalhadores pagando seus impostos.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com 
Rio de Janeiro

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QUEM VIVER VERÁ

Assistimos estarrecidos aos atos de vandalismo e banditismo pré-concebidos e perpetrados por pessoas infiltradas no meio dos movimentos populares que proliferaram por nosso país, numa demonstração de cidadania e liberdade ainda imperando em nosso solo pátrio. O tal do MPL já se manifestou com o não seguimento do movimento, ficando, agora, por conta dos cidadãos, a decisão de continuar ou não tais manifestações. O fato é que, por trás disso tudo, alguém ou alguns estão fomentando os quebras-quebras, os assaltos, o vandalismo contra tudo e contra todos.  A quem interessa esse quadro de destruição? Qual será o desfecho da situação para nossas autoridades (todas elas)? Por que as polícias não intervêm contra os baderneiros? A resposta é fácil e cristalina: quando pior ficar, eles intervêm com forças desproporcionais e quem paga a fatura será o cidadão de bem, a classe média – aquela tão decantada pelos próceres do PT. Quem viver verá.   

Aloisio A. De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br 
Limeira

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