Fórum dos Leitores

PROTESTOS PELO BRASIL

O Estado de S.Paulo - Atualizado às 7h30

23 Junho 2013 | 02h16

A apatia foi rompida

Com meus 91 anos, há muito tempo eu vivia triste e desconfortado diante da descomunal tragédia política instalada na administração pública do País. A angústia maior era com a aparente apatia da mocidade e o desinteresse da maioria da população que é ética em sua conduta. Fui líder universitário na Politécnica de São Paulo, tendo sido presidente de sua representação estudantil. Em várias oportunidades, na rua, participamos com outras entidades de muitos eventos de protestos contra ditaduras e contra a corrupção, lutando sempre pela democracia representativa. Eis que, nos últimos dias, para o bem e felicidade geral da Nação, a apatia foi rompida. O aumento de R$ 0,20 na tarifa dos transportes foi o estopim desta magnífica manifestação de jovens e acompanhantes que não aceitam mais a situação calamitosa que o País vive. Reformas profundas à vista! Estou com eles e não abro!

EDGARDO P. MENDES JUNIOR

epeme@superig.com.br

São Paulo

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O Brasil acordou?

Tomara que essas manifestações legítimas se voltem contra este Estado paquidérmico e corrupto, esta classe de políticos que visa exclusivamente a interesses pessoais (sem distinção partidária), este país que promove uma Copa do Mundo mais cara do que as últimas três Copas, este governo de programas ilusionistas (PAC, o eterno Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, Minha Casa Melhor, etc.), que mantém um nível vergonhoso de serviços públicos e prima pela impunidade. A sociedade cansou. Tomara!

SAVÉRIO CRISTÓFARO

scristofaro@uol.com.br

São Paulo

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Frutos do lulopetismo

Os protestos nas ruas são o resultado de dez anos de irresponsabilidade administrativa do lulopetismo populista, que chegou ao poder com o voto de boa parte dos indignados de hoje. A trupe liderada por Lula fez de tudo para conseguir que o Brasil sediasse a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Esses caríssimos eventos esportivos - uma verdadeira bacanal de gastos astronômicos - vieram coroar a orgia na dilapidação do erário por um governo que, com 39 ministérios, é um cabide de emprego de apaniguados e, no mínimo, leniente com a enxurrada de bandalheiras que acontecem ao seu redor. "Nunca antes na história deste país" é o bordão preferido do lulopetismo que nos governa, e o resultado é o que estamos vendo e vivendo.

ARNALDO A. FERREIRA FILHO

amado1930@gmail.com

São Paulo

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O que dizem as ruas

E os condenados do mensalão, vão continuar soltos? E a educação, continuará em último plano? E os serviços médicos, tão precários? E a corrupção? Muito mais do que baixar a passagem de ônibus, temos de mudar tudo no nosso Brasil, que sempre foi e é tão maltratado e roubado.

TABAJARA JOSÉ RABELLO

lancamentobonfiglioli@ig.com.br

São Paulo

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Fator corrupção

O governador e o prefeito de São Paulo cancelaram o aumento das passagens e declararam que terão de cortar investimentos por causa dessa medida. Quando governantes e economistas listam custos, esquecem sempre de considerar o fator corrupção. Então vejamos: nós trabalhamos durante cinco meses por ano para pagar impostos. A voz corrente é de que ao menos 30% do dinheiro arrecadado é perdido na corrupção, ou seja, pelo menos 45 dias do nosso trabalho. Portanto, cortando a corrupção, será possível oferecer à população transporte, educação, saúde e outros serviços de muito mais qualidade. O aumento das passagens foi só a gota d'água. O povo está cansado de tanta corrupção e impunidade.

SHIRLEY SCHREIER

schreier@iq.usp.br

São Paulo

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Nosso poder

Fiz parte da inesquecível manifestação pelas Diretas Já e realmente tinha perdido a esperança de ver uma nova mobilização popular pelas ruas do Brasil. Que os manifestantes não deixem de considerar que o passo seguinte envolve o exercício soberano da escolha de seus representantes em todas as esferas de governo, mediante o direito do voto, nosso maior poder.

ROBERTO EKRES

robertoe@grieg.com.br

São Paulo

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Sem violência

Sem badernas e excluindo os agitadores que se aproveitam da situação para saquear e depredar espaços públicos e privados, estes jovens devem continuar os protestos contra os Renans, Rosemarys e Felicianos do Brasil.

SILVIO LEIS

silvioleis@hotmail.com

São Paulo

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DISCURSO NA TV

Problema de imagem

Infelizmente, em pronunciamento na sexta-feira, em cadeia nacional, nossa presidente não conseguiu ir além de um discurso perverso. Fez que não era com ela, admitiu que as vozes das ruas precisam ser ouvidas e para isso vai receber a todos em Brasília, grupos organizados e sindicatos. E fez as promessas de sempre. Vai resolver tudo. Tudo conforme o que foi combinado com João Santana. O problema não era com os estádios superfaturados, a falta de investimento em educação, a corrupção rolando solta e impune, a crise de infraestrutura, a inflação e o baixo crescimento. O problema era de imagem. Que desculpa dar? A opção foi o discurso cínico que não vai resolver nada. As manifestações vão continuar.

CARLOS DE OLIVEIRA AVILA

gardjota@gmail.com

São Paulo

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Ainda esperamos

Uma sugestão à presidente: que ela cumpra, enfim, o discurso que fez quando tomou posse, especialmente no que se refere ao combate à corrupção com pulso firme, que as manifestações de rua cessarão. Quanto aos vândalos, polícia e justiça neles.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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Eles querem ação

O governo federal pode estar ouvindo as vozes das ruas. O que é louvável. Mas será que consegue alcançar o real significado de tudo isso? Qualquer cidadão comum, especialmente esses corajosos manifestantes, não quer mais discursos. Quer ação. Espera que o governo diga o que e como vai fazer para atender às reivindicações. Coisas concretas. Não palavras. Menos ainda promessas. Foram anos de palavras de cima para baixo. Agora, o povo perdeu a paciência e exige ações e providências de baixo para cima. Na proporção de tempo inversa à de tudo o que obteve. Nada menos do que isso.

LUIZ FERNANDO OTERO CYSNE

lcysne@hotmail.com

São Paulo

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O PT E OS PROTESTOS

A língua portuguesa é interessantíssima. Como seria a definição correta das passeatas conjuntas do Movimento Passe Livre e do PT? Protestando com o inimigo ou protestando contra o inimigo?

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente

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SUGESTÕES AOS TRÊS PODERES

Diante dos últimos acontecimentos, faço uma sugestão a cada um dos três Poderes:que o Congresso aprove a PEC 37; que o Supremo Tribunal Federal, com o voto dos novos ministros Teori Zavascki e Luís Fernando Barroso, diminua ou mesmo anule as penas dos mensaleiros; que Haddad e Alckmin, após insistentes pedidos de Lula, aprovem novos incentivos fiscais para o Itaquerão.

José Carlos Vendramini Fleury zkfleury@uol.com.br 
São Paulo

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CUMPRINDO A SUA PARTE

O secretário nacional de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Paulo Maldos, disse, em relação às manifestações, que “este grito” tem a ver com a inclusão social dos últimos dez anos, em referência ao período em que o País foi governado pelo PT. “São setores que foram incluídos socialmente e estão cobrando mais coisas. Entraram no sistema, receberam um serviço e estão reclamando porque acham que ele não está bom.” Não sei se podemos chamar a isso prepotência ou ingenuidade. Para variar, o PT sai na frente, querendo dar nome aos bois. Se nem ao menos foram competentes para identificar de onde partiu a onda de boatos de que o Bolsa Família iria acabar, como podem afirmar que quem está se  manifestando são as pessoas que foram  incluídas socialmente? Se elas pertencem à classe média, é bom que o secretário saiba que tudo que vem sendo cobrado é anseio de toda população. As pesquisas têm mostrado o grau de insatisfação das pessoas com a má gestão do governo, que gasta em setores que não são prioridades e deixa de lado os serviços essenciais cada vez mais capengas. Muito bem faria o governo se cumprisse a sua parte. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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PARTIDO SUJO

O PT, sujo que é, vai às manifestações do MPL de vermelho. Logicamente, vai usar sua munição para atacar Alckmin e blindar Haddad e o governo Dilma, que está naufragando à vista de todos. 
 
Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br 
Porto Feliz

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NINGUÉM PÕE MAIS GENTE NA RUA

O Lula já disse em várias oportunidades que ninguém punha mais gente na rua do que ele. No entanto, agora o povo está na rua e não foi ele quem chamou. E agora, Luiz?
 
João Pacheco de Souza Amaral Filho imobiliaria.projeto@terra.com.br 
Jaú

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O MOVIMENTO É DO POVO

Ruy Falcão e o ator José de Abreu convocaram a militância pelas redes sociais a comparecer anteontem às ruas, todos vestidos de vermelho, para defender o legado de Lula e também para assumir o comando do movimento da sociedade organizada! E quem disse a esses senhores que queremos ser tutelados pelo PT? O movimento é do povo, nasceu sem bandeiras partidárias, livres das amarras do partido. 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com 
São Paulo

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BALA NA AGULHA
 
A cúpula do petismo, da Presidente, seu inventor Lula e o prefeito, reunidos em SP, e a passagem baixou em risíveis R$ 0,20. Será que eles ainda não entenderam que essas manifestações acontecem por causa das péssimas condições em que se encontra o País? A seguir, o ministro Mantega informa de que “temos bala na agulha”. Será a expressão em sentido figurado? De qualquer forma, pedindo pra sair seria menos traumático, mais eficiente e traria confiança aqui e no resto do mundo.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br 
São Paulo

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SLOGAN

O slogan que está faltando nas ruas: “1, 2, 3, 4, 5 mil, João Santana pra presidente do Brasil”!

Fernando Cesar Gasparini phernando.g@bol.com.br 
Mogi Mirim

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ALÉM DAS EXPECTATIVAS

Os movimentos populares da chamada “revolução dos 20 centavos” ultrapassaram em muito as expectativas mais otimistas, tendo reunido em todo o Brasil, no dia 20/6, cerca de 1 milhão de pessoas, segundo a imprensa. Eles foram organizados inicialmente por um grupo, tendo recebido adesões de muitos outros e uma agilidade impressionante por meio da internet, que hoje atinge 40% dos domicílios brasileiros, o que é muito, mais de cerca de 100 milhões de pessoas. Foram colocadas pelos manifestantes as demandas do povo, que se resumem em um governo de melhor atuação em todas as áreas, já que essas demandas são muito amplas. O governo que aí está é um “lixo”, segundo os manifestantes. Infelizmente, o Brasil atinge essa maioridade política e cultural sem contar com elementos que poderiam acelerar o processo de mudança. Ao mesmo tempo em que não dispomos de partidos políticos organizados como tal, não possui o País uma oposição consistente e atuante e, principalmente, lideranças políticas importantes não comprometidas com o “status quo”. Essa falta de apoio deverá ser suprida por novos elementos que deverão se organizar em substituição, o que demandará mais tempo e negociações. Que vertente política incorporará essas demandas? Em países no exterior onde essas “primaveras” ocorreram, havia partido ou grupos de oposição que assumiram as novas demandas.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br    
São Paulo

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ENGOLINDO DESATINOS
De tanto engolir desatinos, o brasileiro atendeu o clamor de jovens inconformados que convocaram o povo a manifestar o seu descontentamento diante do descaso com que é tratado. A tolerância com a qualidade pífia dos serviços públicos diante da majestosa arrecadação dos impostos chegou a um limite insuportável.  O povo sabia que era chegada a hora de ir às ruas. E pôs para fora a insatisfação por toda a arrogância dos governantes, a incompetência administrativa, a corrupção, os conchavos, tudo. 
As taxas públicas precisam ser justas, revertidas em serviços dignos, à altura do esforço de quem as paga.  Mais investimentos na educação, mais segurança nas escolas e a valorização dos professores estavam entre o clamor dos manifestantes de norte a sul. Pagar mal sem valorizar a quem ensina é empurrar abismo abaixo uma educação doente, amputada e distorcida. Só a educação pode fazer o gigante permanecer acordado.

José Maria Cancelliero assessoriajp@cpp.org.br 
São Paulo

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NÃO FALTAM MOTIVOS

Dilma disse que a voz das ruas é para ser ouvida. Gilberto Carvalho não entendeu o porquê. Aliás, esse senhor disse que em 2013 “o bicho ia pegar”. Premonição, ou já estava programado ? Deputados e senadores chamaram a si os movimentos alheios. Os prefeitos, num primeiro momento, disseram ser impossível revogar o aumento. Ninguém devolve mensalões, principalmente os políticos. Há que ter muita negociação. Não sei quem é o maior cara de pau. Motivos para a população não faltam e motivos muito mais contundentes. Educação, saúde, transportes, saneamento, etc.
 
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 
São Paulo

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HISTÓRIA DO BRASIL

Uma breve história do Brasil: boa parte dos manifestantes e internautas não viu isso. No fim da década de 70, com os militares no poder, a economia começava a ir mal e o milagre brasileiro de Delfim Netto acabava. Os militares entenderam isso e viram que a classe média não apoiava mais o regime. O “bruxo” do Planalto, general Golbery, precisava criar um factóide para atrair a população... O governo era apoiado pela Fiesp, por empresários, pela Rede Globo e por parte da imprensa, Varig etc. De olho no movimento sindical, os militares então achavam que o barbudo Lula era o medo que assustaria a Nação (o medo do “comunista”) e, assim, traria o apoio de volta da sociedade. O movimento sindical cresceu e saiu do controle dos milicos, ganhou o apoio dos estudantes, intelectuais e parte da Igreja. Alguns movimentos populares pediram o fim da ditadura. A polícia entra em cena e reprime. Temos o movimento das “Diretas Já”, a maior manifestação popular até então. Em 1984 o regime militar joga a toalha e o Brasil passa a ser governado pelos civis (de forma indireta, Sarney, que ainda está aí e até hoje manda nos bastidores da política, é eleito). A economia entra em caos e a inflação chega a 85% ao mês. Sarney fica cinco anos no poder. Corrupção, desvios de dinheiro, politicagem de baixo nível. A sociedade, enfim, tem sua eleição direta. Democrática. Com um discurso forte, o playboy drogado Collor vence as primeiras eleições diretas ganhando de Lula (já deputado federal) por pequena margem, em 1990. Collor foi vergonhosamente ajudado pela rede Globo. Com um monte de denúncias, Collor balança e com um dos movimentos populares mais bonitos da história desse país, os “caras pintadas”, temos o impeachment de Collor e o governo de Itamar Franco assume. Itamar escolhe FHC para ministro da Fazenda. Com ações bem coordenadas, a economia estabiliza e o País começa um período de desenvolvimento econômico. FHC se elege presidente e fica oito anos no poder. O Brasil alcança níveis jamais vistos em sua economia. Denúncias de corrupção, desvios de dinheiro, etc. inundam os jornais. Aí vem Lula com nova proposta. A economia vai bem. O País cresce e o desemprego fica muito baixo. Era de corrupção, clientelismo, inchaço da máquina pública, desvios de dinheiro, impunidade absoluta. Lula fica oito anos no poder e elege o “poste” Dilma. Aí chegam o MPL e simpatizantes e só o destino pode dizer o futuro. Que seja de ética e decência, “como nunca antes na história desse país”.

André Luis de Oliveira Coutinho arcouti@uol.com.br 
Campinas

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ZONA DE GUERRA

Acho que João Santana endoidou, porque parece que a solução achada pelo mago da propaganda política foi levar o PT às ruas anteontem, em São Paulo. Quem sabe então, já que as “zelites” quebraram a prefeitura do PT, os petralhas não quebram o Palácio dos Bandeirantes do PSDB? Eles ainda não acordaram que o momento atual é para respeitar, já que as massas estão abominando tudo que nos representa hoje. Todo e qualquer partido político. O PT perdeu sua identidade quando escolheu ficar ao lado de todos que comprovadamente não interessavam mais aos brasileiros. Só falta chamarem também Maluf, Sarney, Collor, Renan, etc. para engrossar as marchas? O momento é de respeito. Depois será por conta dos “Santanas” da vida, se ainda conseguirem eficiência na arte de mentir! Infelizmente, acho que o PT quer mesmo é uma zona de guerra, mas o tiro pode irremediavelmente sair pela culatra.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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SAI DE BAIXO

A esquerda burra foi expulsa da manifestação. Mais ou menos assim: “Abaixa a bandeira” ou, traduzindo, “Cala a boca, Magda”.
 
Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com 
São Paulo

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LULA CANDIDATO

Previnam-se e preparem-se, pois Lula já está na ativa a todo vapor preparando seu retorno como candidato a presidente novamente. Para tanto, já está articulando com dirigentes das cinco principais centrais sindicais do País, aproveitando o momento em que as pesquisas revelam queda da popularidade e aprovação da presidente Dilma Rousseff e sua dificuldade na articulação política com seus aliados.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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FALTA DE APOIO

Lula e o PT deixaram um legado, estrangularam e excluíram a classe média, pagadora de impostos abusivos. Que se rebelou e foi as ruas. Mas o grande ensinamento, mais uma vez, foi o sumiço e a total falta de apoio quando Haddad mais precisou. 

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br 
Sumaré

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IMPEACHMENT DE DILMA

A D. Dilma, na surdina, usando nosso dinheiro, ou seja, dinheiro público, veio até São Paulo para se encontrar com o presidente vitalício Lula, acompanhado de seu “Ravengar” João Santana, para “blindar” o poste sem luz Haddad.  Na verdade, não se tratava de interesse do País, o qual ela deveria representar, mas o do seu próprio interesse, ou seja, sua reeleição. O Ministério Público Federal, sob pena de prevaricação, deve abrir inquérito por crime de responsabilidade e com isso dar início ao processo de impeachment da terrorista/presidente Dilma. Acorda Brasil! E, ao que parece, está acordando.

Carlos Benedito Pereira da Silva advcpereira@ig.com.br 
Rio Claro 

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EXTENSÕES VIRTUAIS

Durante a baderna em frente à Prefeitura de São Paulo, onde estava Haddad? Em Brasília, perguntavam onde estava a Dilma. Dilma, assim como Haddad, foi ao aeroporto de Congonhas atender uma convocação do presidente Lula, que acumula o cargo de prefeito de São Paulo, para pedir alguma orientação de como resolver a baderna, que, diga-se de passagem, teria a finalidade inicial de “queimar o filme” do Alckmin, mesmo que para isso também fosse para o ralo a imagem opaca do Haddad. Essas duas personagens, assim como um batalhão de outras, não passam de cães domesticados comendo ração no canil do Lula. O dia em que ele sumir do mapa o mesmo acontecerá com todos eles, porque não existem, na realidade: são apenas “coisas lulíticas”. Como se houvesse um site www.lula.com e todos eles fossem suas extensões. Difícil é tolerar que apenas uma parte pequena da mídia cita com ênfase os gastos da Copa do Mundo como um dos motivos para essas manifestações, mas finge esquecer que o maior responsável por esse evento ocorrer aqui, como também será a próxima Olimpíada, é simplesmente o Lula, que moveu céus e terra para trazer esses dois eventos para o Brasil e para a promoção pessoal dele.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br   
São Paulo

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QUE NUNCA MAIS ADORMEÇAMOS

Desde o momento em que o lulopetismo assumiu o comando do País, mergulhamos na era mais negra de nossa História, com todas as falcatruas, negociatas, mensalões, escândalos a rodo que esses desgovernos fazem questão de nos fazerem esquecer rapidamente: mensaleiros condenados ainda ocupando seus cargos na Câmara dos Deputados e na Comissão de Constituição e Justiça, quando deveriam estar atrás das grades; degradação na segurança, no ensino, na saúde, nos transportes, na logística; políticos desavergonhados agindo contra o povo e fazendo de tudo para engrossar suas próprias fortunas, sem ficar com suas faces rosadas de vergonha; um Supremo Tribunal Federal leniente com tudo isto; poupadores que foram roubados por Sarney e Collor com seus planos estapafúrdios e dependem de uma simples sentença do STF para que possam retirar o que lhes foi roubado por estes senadores de araque (esse mesmo STF, que adora aparecer na mídia com o mensalão de Lula e seus asseclas, empurra essa sentença com a barriga, sendo que muitos desses poupadores já até faleceram, de tanto esperar por essa simples decisão). Agora é a classe média que está se rebelando contra tudo isto que está por aí. Os 20 centavos, como bem citou José Nêumanne, eram apenas o rastilho de pólvora para uma explosão maior que estava por vir por conta desse desgoverno que perdeu as rédeas da inflação, do controle dos gastos públicos, do exagero no número de ministérios inúteis, que são verdadeiros cabides de empregos para acolherem partidos que lhes dão apoio, pois a grande maioria destes pseudo-ministérios nem deveria existir. O desgoverno de Dilma e Mantega não sabe mais o que inventar para iludir a população com incentivos às compras que depois não poderão ser pagas, pois os salários estão encurtando, em virtude da inflação galopante e, como o crescimento está cada vez menor, estamos entrando direto no estado do estagflação. Dos emergentes, somos aqueles que menos crescem. As passeatas não vão acabar tão cedo, pois o lulopetismo forçou a população consciente a tomar esta posição clara contra tudo isso que está ocorrendo, sem falar nos gastos absurdos com a Copa do Mundo, com todas as obras superfaturadas, o mesmo ocorrendo com as Olimpíadas. É o dinheiro do povo brasileiro sendo jogado no lixo de maneira vil por estes governantes sem qualquer tipo de escrúpulos e vergonha na cara. Nessas horas, onde está nossa oposição, mormente o PSDB? Como dirigente desse partido de oposição, sempre me questiono sobre o que ocorre dentro dele, pois seus dirigentes máximos nada fazem contra tudo isso que está aí. O PSDB se encolhe como se medo de tudo tivesse e se esconde atrás de um passado distante, não criando novas lideranças de fato, com grande carisma, com total poder de enfrentar de frente esta verdadeira corja que se apossou do País! Resta agora à população iludida por Lula e seus asseclas marchar sozinha contra estes farsantes, que tanto denigrem nossa imagem em todo o mundo. O Brasil finalmente acordou, que nunca mais adormeça!

Boris Becker borisbecker54@gmail.com 
São Paulo

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CORTANDO PROPINAS

Governantes não precisam tirar verbas de outras áreas ou aumentar impostos em outros setores para compensar valores diminuídos. Basta eliminar as propinas cobradas dos respectivos setores, desviadas para os bolsos e caixas dos respectivos partidos. Afinal, não foi isso que custou a vida de Celso Daniel?

Heloisa A. Martinez heloisa_martinez@hotmail.com 
São Paulo 

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A LUTA CONTINUA

O prefeito Haddad perdeu uma grande oportunidade de se projetar como um verdadeiro gestor público. Em vez de declarar que a redução da tarifa dos transportes públicos forçará o governo a reduzir seus gastos e a eliminar a corrupção e os desvios de verbas públicas para poder ter verbas para dar continuidade aos investimentos em saúde, educação, transportes, segurança etc., fez a infeliz declaração “Isso levará a corte nos gastos dos investimentos”, demonstrando sua pequenez diante dos elevados anseios do povo e da Nação, provando que não está a altura de representar o povo de São Paulo. Diante disso a luta continuará!

José Carlos Costa policaio@gmail.com 
São Paulo

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SOFISMAS

Seria de se acreditar que as manifestações de rua parassem somente porque foram atendidas em suas reivindicações na revogação do aumento das tarifas sem contar a humilhação a que o povo vem sofrendo nesses anos maltratados pelo poder público em todos os setores (nos hospitais com atendimento brutal, nas estradas esburacadas, na segurança pública, na péssima educação, com professores mal pagos e com os gastos absurdos com a Copa)? Num país cujo governo gasta R$ 28 bilhões com obras nos estádios de futebol e em que se paga R$ 674,00 de salário mínimo, efetivamente o povo é considerado massa imbecil. Não conhecemos humilhação maior do que essa. E a corrupção política das instituições, seriam esquecidas pelos manifestantes? Certamente não! É de se crer que doravante essas manifestações não terão fim, porque ainda temos políticos enganadores, com seus discursos falsos e monótonos, que a mais ninguém convence, expressando alguma coisa para encobrir outra, como sofisma. 

Alberto Nunes Filho albertonunes77@hotmail.com 
São Paulo

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PAB

A voz das ruas indica um novo tempo e a gestação de um novo “partido” político, o PAB: Pátria Amada Brasil. “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Muda,Brasil!
 
J.S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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A PRIMEIRA VITÓRIA

Vamos direto ao assunto. Sou aluna da faculdade católica UNISAL, do curso de direito, não sou do Movimento Passe Livre, mas sou adepta de todos os movimentos que lutam por um país melhor. Desde o quarto protesto, participo e acompanho de perto toda a movimentação. Na quarta-feira estava com o pessoal do MPL e demais alunos do curso superior: caminhamos até as 22h30, em um percurso de mais ou menos 6km. Estive todos esses dias na Paulista, protestando com os companheiros da pátria amada e idolatrada, e digo em nome de todos os protestantes que nós, jovens, não fazemos parte dessa “pesquisa” da aprovação do governo Dilma. Essas pesquisas devem ser feitas na região do Norte do País, onde as “bolsas” são trocadas por votos e por qualquer outra coisa que o governo queira. A redução do preço da passagem foi a primeira vitória da guerra! A luta continua. O Brasil mudou o status de “deitado eternamente em berço esplendido” para “verás que um filho teu não foge a luta”. 

Pâmela Bueno pan_kairy@hotmail.com 
São Paulo

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PROVOCAÇÃO

Com a redução dos simbólicos 20 centavos do preço das tarifas dos transportes coletivos, os políticos dizem cinicamente que precisarão cortar investimentos em saúde e educação. Como assim? Nem a saúde nem a educação funcionam! Não faz a menor diferença! Eles deveriam cortar os próprios salários, bem como diminuir a máquina do Estado, enxugar os empregos comissionados e combater ferozmente a corrupção, isso sim! Trata-se de uma ofensa à inteligência e à percepção do povo, uma provocação que aumenta ainda mais a revolta popular.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com 
Rio de Janeiro
 
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MENOS CIRCO, MAIS PÃO

Esta semana, marcada por protestos, marcou uma frase ótima! “O
discurso político não está acompanhando a realidade” Sra. Dilma
esconde-se e junto de Lula desenha alguma forma de sair lucrando com os protestos. Falou de estar com a inflação sob controle, uma inverdade, pois a realidade aqui fora é de reajustes
variados, refletindo a pior parte da inflação. Cada um reajusta da
maneira que bem entender. Deu no que deu: o povo não aguentou e saiu para as ruas. Está na hora de admitir que é preciso tomar medidas drásticas de controle de inflação! Demitir na máquina do Estado, entrar em controle fiscal sério, parar com artificialismo na conta do superávit primário. Dilma e seu ministério têm que se pronunciar e assumir que o caminho está errado e anunciar mudanças! Menos circo e mais pão, mas sem inflação.

João Braulio Junqueira Netto jonjunq@gmail.com 
São Paulo

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FARINHA DO MESMO SACO

Grande movimento popular, com várias badernas e quebradeiras, para depois se descobrir que tudo não passava de bravata dos caudilhos nos governos. Aí vem o “poste II”. Depois da puxada de orelhas do “chefe”, a Prefeitura não tem onde reduzir despesas, exceto cortando minguados investimentos em outras áreas importantes. Que tal, Sr. Haddad, verificar quantos funcionários tem a Prefeitura de Nova York, onde os serviços são de primeiro mundo? Que tal vir a público e mostrar o cabide de empregos, o antro de roubalheira e corrupção, etc., que é sua Prefeitura? E não sabe de onde reduzir despesas? E o mesmo se pode dizer do governo do Estado, comandado por outro partido socialista, o  PSDB, farinha do mesmo saco de lixo chamado PT.
 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com 
São Bernardo do Campo

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DANOS E RESTITUIÇÕES

Incrível a falta de profissionalismo dos burocratas do Estado e do município ao jogar uma elevação de tarifas e voltar atrás, após ampla impugnação pelos usuários, fazendo-os reconhecer que erraram ao tentar garfar milhões de cidadãos em 20 centavos. É inegável a precária prestação de serviços pelo empresário de transportes, ao colocar reduzida frota à disposição do usuário, transportando-os como sardinhas enlatadas. Assim como não se pode negar os infinitos prejuízos causados a esse mesmo sofrido usuário, que precisou gritar nas manifestações do clamor popular para apontar os erros arbitrários do Estado e do município ao tentar empurrar o acréscimo abusivo de 20 centavos, na linha do “se colar, colou”. Reconheceram o erro, revogaram o excesso. Mas como arcar com os prejuízos de milhares de usuários, os quais já pagaram o indevido, a não ser liberando as catracas por alguns dias? O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. Como ficará a restituição daqueles que pagaram compulsoriamente (vinte centavos) no período tumultuado em que fora cobrado? É elementar que, se havia espaço para a redução, a elevação era um abuso do capitalismo selvagem dos empresários, que, insista-se, com suas vulneráveis e questionáveis planilhas, enviesaram-na numa contabilidade estrábica, em prol dos próprios interesses, em detrimento da população, o que seria facilmente contestável, se tivéssemos Tribunais de Contas de verdade, justificando a própria existência, analisando valores apresentados por concessionárias e permissionárias, respeitando a participação ativa do hipossuficiente, ouvindo-os sempre, a parte mais fraca na relação de consumo. Porém nada disso vale e convenceram gestores a portas fechadas, quiçá na presença de pelegos a carimbar os abusos, homologando falsas planilhas.   É o caso de uma ampla auditoria nas contas públicas.

Arnaldo Montenegro ac.montenegro@uol.com.br
São Paulo

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MAIS QUE OS 20 CENTAVOS

Todo tipo de manifestação é valida, desde que seja pacífica, como estava sendo. É uma vergonha que pequenos grupos de anarquistas se aproveitem de um momento histórico que o País esta vivendo para cometerem delitos contra o patrimônio público e privado, desviando o foco dos protestos com invasões, depredações, furtos, violência, incêndios e vários atos de vandalismos. Parabéns aos Jovens, homens e mulheres que saíram às ruas e sensibilizaram o País. É evidente que o foco principal das manifestações não é só por causa do aumento da tarifa dos transportes. A Nação não aguenta mais a corrupção, o desejo de justiça social está bem claro para todos: as falcatruas praticadas pelos nossos políticos e o aumento da inflação foram o estopim para tudo que está acontecendo e o que está por vir.
 
Márcia Callado marciacallado@bol.com.br 
São Paulo

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INSATISFAÇÃO GENERALIZADA
É inegável que o Brasil progrediu bastante nas duas décadas passadas, que muita gente saiu da linha da pobreza, que as coisas melhoraram, porém os gargalos na área da educação, saúde, transporte, infraestrutura, mobilidade urbana e tantas outras coisas mais não teve a evolução desejada. A saúde está um caos, o transporte público anda à beira da morte, só os preços das passagens estão iguais ou mais altas que as de países de primeiro mundo. A segurança, essa não dá nem para discutir, pois está um caos. Enquanto tudo isso está estagnado ou quase paralisado por falta de verba, o governo já gastou mais de R$ 28 bilhões na construção de estádios para a Copa do Mundo de 2014 e os valores podem dobrar até lá, com o restante das obras que estão por fazer. O que se vê nas ruas e praças de todo o País não são protestos somente pelo aumento das passagens – o fosso é bem mais profundo do que se imagina. Não vai ser a redução de R$ 0,10 ou R$ 0,20 nas passagens que vai acabar com os movimentos que estão nas ruas há dias. Há muita coisa a ser mudada além da redução das passagens. Uma delas, que o povo não aguenta mais suportar, é a corrupção deslavada que está embreada em todas as instâncias de governo, passando pelo municipal, estadual e federal. Podemos citar também o Legislativo e o Judiciário, que tem suas laranjas podres infiltradas que precisam ser defecadas fora do cesto. O fato é que as pessoas que estão protestando ordeiramente querem mudanças significativas. Certo mesmo é que as manifestações, agora que o povo tomou coragem e gosto pela coisa, vão continuar provavelmente até a Copa em 2014, e as eleições para deputados estaduais, federais, senadores, governadores e presidente da República. Até lá, muita coisa pode mudar, se não, muitos políticos vão morrer na praia e não se reelegerão nem para síndico de prédio. É esperar para ver, as coisas e as pessoas estão mudando. Só um político cego não enxerga e não percebe a indignação do povo. Mentiras têm pernas curtas, o povão não ia ser mesmo enganado o tempo todo por políticos picaretas que só olham para o próprio umbigo, só veem seu lado, o dos companheiros e de parentes. A insatisfação com eles é generalizada. Manifestações e liberdade de expressão sim, vandalismo e violência, não!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 
São Paulo

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UMA VOZ COM CÉREBRO

Participei do debate “Muito além dos 20 centavos”, promovido pelo Diretório Acadêmico da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Entre as interessantes respostas e questões levantadas no debate, ressalto um dado, trazido por um dos membros da mesa, Ciro Biderman: em São Paulo, o aumento de 20 centavos não teria impacto algum no gasto com transporte de trabalhadores com carteira assinada que recebem até R$ 2000,00.  Isso porque qualquer custo com transporte que exceda 6% do salário base do trabalhador deve ser arcado pelo empregador: o famoso “vale-transporte”. Assim, tal aumento seria pago integralmente pelos empregadores e só mexeria no orçamento de quem recebe mais que R$ 2.000 ou dos trabalhadores autônomos. Tendo em vista que cerca de 82,4% dos trabalhadores do setor privado possuem carteira assinada (dados de 2012 – IBGE) e que, em média, o salário dos autônomos é maior que o dos assalariados, fica a questão: quem, de fato, saiu vitorioso? Antes de tentar responder, mais fatos: em São Paulo, os bilhões de subsídio que serão gastos para manter a tarifa a R$ 3,00 sairão de um plano de investimentos que melhorariam a qualidade do transporte público (mais conforto e velocidade), segundo Biderman, que agora dispõe de metade dos recursos previstos. Mais um fato importante: o sistema tributário brasileiro é regressivo, ao se analisar os impostos totais pagos (não somente o IR). Ou seja, quão mais pobre, maior é o percentual de impostos pagos proporcionalmente a renda. Agora, pode-se responder com mais base: o movimento saiu vitorioso?  O argumento não era de que “os 20 centavos pesam muito pra quem ganha pouco”? Pois bem, quem pagaria os 20 centavos, em maior medida, seriam os empregadores, não os empregados; seriam, portanto, os mais ricos. E agora? Quem paga os 20 centavos (em forma de subsídio)? Proporcionalmente à sua renda, quem mais paga os 20 centavos são os mais pobres, dado o sistema tributário vigente.  Vale notar que a reforma tributária é uma mudança estrutural, que vai além do poder municipal. Ainda ressalto que não vi um único cartaz exigindo tal reforma nos protestos (além do meu). Portanto, parece que o movimento, ironicamente, foi contra a sua causa: acabou onerando ainda mais os já desfavorecidos. É claro que, do ponto de vista político, a redução significou uma vitória: o povo mostrou que tem voz! E seu grito foi ouvido. Mas de que adianta ter voz e não ter cérebro? A consequência real é o oposto da desejada. Os protestos serão de fato vitoriosos se, somente se, a “qualidade” das reivindicações melhorar; se deixarmos de ser míopes. Mas como exigir tal façanha de um povo que, em sua maioria, é analfabeto funcional? Como exigir tanto de um povo que não teve (e não tem) escolas dignas de tal nome?  É aí que entram os acadêmicos; os que passaram a vida toda pesquisando, estudando; os que têm como trabalho entender as causas e propor soluções para as mazelas que nos afligem. O problema e a solução é organizar e pôr em contato tais acadêmicos com o povo. É dar cérebro à voz.    

Fábio Rodas Blanco fabio_rodas@hotmail.com 
São Paulo

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CURA GAY

O inútil projeto conhecido como “cura gay”, aprovado nessa terça-feira pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, que ainda é presidida pelo deputado federal racista e homofóbico Marcos Feliciano e os protestos que pipocam diariamente por todo o país, exemplificam perfeitamente a falta de representatividade dos nossos políticos e a distancia existente entre as atitudes governamentais e a vontade da população. 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br 
São Paulo

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EVIDÊNCIAS

As tarifas de ônibus de São Paulo e Rio tiveram o retrocesso pretendido. É a prova maior de que havia necessidade da intervenção do povo. Entretanto, as mobilizações deveriam ter continuidade até que os governantes e políticos se comprometessem com planos de curto e médio prazos sobre a saúde, a educação e a segurança pública, mas de tal forma que não pudessem retornar das promessas feitas. As movimentações nas cidades brasileiras deveriam ocorrer sempre que necessárias e até que os políticos aprendam que eles devem viver para a comunidade que os elegeu e não para si e para os seus. O importante, ainda, da movimentação popular ocorrida é que criou a consciência do poder popular e de que ele pode operar milagres de regeneração e de realizações, contando com a facilidade e agilidade das redes sociais, doravante as grandes inimigas dos corruptos e dos políticos descompromissados com suas missões.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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DENGUE X HOMOSSEXUALIDADE

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, presidida por Marcos Feliciano (PSC- SP), aprovou o projeto de cura gay. Eu pergunto: se o Brasil não consegue acabar nem com a dengue, como irá acabar com a homossexualidade? Tem cada coisa!

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com     
Campinas

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CURA DA IGNORÂNCIA

O Brasil encantou o mundo com os avanços científicos que culminaram com a “cura gay”. Em breve, teremos milhares de gays do mundo todo vindo para cá em busca da cura milagrosa. Espero que as mesmas sumidades que descobriram a “cura gay” agora se debrucem sobre a cura de dois outros flagelos que assolam o Brasil: a cura da corrupção, transformando os corruptos em cidadãos honestos e produtivos; e a cura da ignorância, ensinando os jumentos a relinchar em latim. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br
São Paulo

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O QUE FALTA

Enquanto o povo sai às ruas, enquanto a mídia fica envolvida com o noticiário das manifestações, os políticos aproveitam para votar leis esdrúxulas: Feliciano conseguiu aprovar lei para “tratamento gay”!  Só falta, agora, os pais quererem obrigar os filhos a esse tipo de tratamento.  Falta a PEC 37.  E os condenados do Mensalão?  E o controle da mídia?  Seria bom se os que ora se manifestam pudessem exigir que, durante esse período reivindicatório, os políticos não pudessem votar mais nenhuma lei.  Precisamos estar atentos!  

Ecilla Bezerra ecillabezerra@gmail.com 
Peruíbe

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POR QUE O BRASIL NÃO MUDA?

Não muda porque todos os políticos entendem que as movimentações das ruas não dizem respeito a eles! Não muda porque não consegue se livrar de todo lixo acumulado no Congresso e no Senado nas últimas décadas! Não muda porque o povo ignorante e no cabresto pelo voto obrigatório continuará votando nos Collor, Sarney, Calheiros e tantos outros, bem como seus sucessores! Não muda porque não há um estadista decente e não cabe um golpe de Estado em um mundo democrático! Não muda porque toda mudança passa pela instrução de seu povo! Nossa geração está fadada a morrer na mão de políticos corruptos impostos a nós por um povo ignorante e manipulado por algum tipo de bolsa! Não veremos mudança, mesmo com toda movimentação das ruas! Infelizmente!
  
Armando Favoretto Junior 
São José do Rio Pardo
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