Fórum dos Leitores

PROTESTOS PELO BRASIL

O Estado de S.Paulo

24 Junho 2013 | 02h08

A imprensa culpada

O ministro Gilberto Carvalho responsabilizou a imprensa pelos protestos dos últimos dias, dizendo que ela estimulou "um tipo de moralismo no sentido despolitizado e um tipo de antipolítica". O povo brasileiro vive o caos nas áreas de saúde, educação, segurança e transporte, mas o sujeito insiste em culpar a imprensa. Devemos é agradecer a Lula, Dilma e ao PT por terem despertado o povo de seu longo estado de sonolência. Agora, só nos resta gritar a melhor de todas as frases: Fora, Dilma! 

RUBENS P. STAMATO JÚNIOR
rubensstamatojr@terra.com.br
Bebedouro

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Míope

O chefe da Secretaria-Geral da Presidência culpa a imprensa pelas manifestações, por ter estimulado "um tipo de moralismo". Eu digo que os culpados são a falta de moral e honestidade dos políticos aquartelados no Congresso há muito tempo, os políticos do PT e aliados que solapam o País com suas mazelas, mensalões, os atos secretos, a farra dos cartões corporativos, as obras superfaturadas e tantos outros descalabros. Quem sabe, ao ler esta mensagem, Gilberto Carvalho corrija a visão enviesada que tem da situação do Brasil.

SIDNEY SÁVIO
sidneysavio@terra.com.br
São Paulo

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Língua presa

O ministro Gilberto Carvalho volta a atacar a imprensa, agora pelas manifestações que acontecem pelo Brasil. Será que esse ministro de fala suave continuará mudo sobre o assassinato do prefeito Celso Daniel, por exemplo, ou sobre os desvios praticados na gestão Lula, quando também era ministro?

EDIVELTON TADEU MENDES
etm_mblm@ig.com.br
São Paulo

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Não entenderam

Depois do blá-blá-blá da presidente Dilma em pronunciamento na TV, na sexta-feira, e da opinião do ministro Gilberto Carvalho sobre o "moralismo" da imprensa, parece que o jeito é continuar com os protestos.

EDUARDO HENRY MOREIRA
henrymoreira@terra.com.br
Guarujá

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Como caminhar

Não se trata de entender sob uma perspectiva "sociológica" a mensagem que vem das ruas. Basta todos percebermos que as atuais formas de "fazer política" no País não correspondem mais aos anseios e necessidades da população, que se vê ludibriada por aqueles que deveriam representar os interesses coletivos. Talvez não seja a hora de buscar "um caminho novo", mas "um jeito novo de caminhar".

MARIA ISIS M. M. DE BARROS
misismb@icloud.com
Santa Rita do Passa Quatro 

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Pauta

Se juntarmos os editoriais do Estadão de ontem (23/6, A3) Escolas precárias e A mais cara de todas as Copas, está montada, de forma sucinta e cruelmente real, a pauta de todas as manifestações. A seu modo, o Estadão está nas ruas há tempos, empunhando nossas indignações.

RICARDO NEVES DE SOUZA
ricnevesouza@ig.com.br
Osasco

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DISCURSO DA PRESIDENTE

Médicos importados

Em seu discurso na TV, Dilma Rousseff voltou a dizer que o governo importará milhares de médicos para o Brasil. Isso é fácil, basta usar o dinheiro do Tesouro, como ocorre com o ProUni. Sobre investir no sistema de saúde, nada foi dito. Para isso é preciso gestão e planejamento. Não adianta trazer médicos de fora, se as péssimas condições dos hospitais públicos não melhorarem. Sim, faltam médicos, mas sem condições de trabalho o problema continuará o mesmo.

GILBERTO PRADO
boas@terra.com.br
São Paulo 

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Basta

Por que a presidente não importa também docentes? Ao menos os alunos brasileiros aprenderão idiomas! Basta de ideias mirabolantes, o País precisa de soluções inteligentes.

ENRIQUE SCHWARCK
enrique.schwarck@gmail.com
São José dos Campos 

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As vozes da saúde

A presidente Dilma resumiu como solução para a área da saúde a contratação de médicos estrangeiros. Curiosas as possíveis interpretações a essa visão simplista sobre uma demanda reiteradamente dita nas manifestações que antecederam seu pronunciamento na TV. Pode-se cogitar de que a presidente considera que as faculdades de Medicina do Brasil são incapazes de formar médicos de qualidade. Isso contradiz sua fama de "mandona", afinal, por que ela não põe o Ministério da Educação em ação para resolver o problema? A outra interpretação é pior: médicos estrangeiros, majoritariamente cubanos, vão aceitar receber qualquer salário (que será melhor que o de Cuba) e trabalhar com qualquer estrutura hospitalar ou equipamento (visto que nunca viram uma tomografia naquela ilha perdida no Caribe). Tem-se, assim, folga no orçamento da União, de Estados e municípios para "investir" em outras "obras sociais". Essa "solução" que estão vendendo para a presidente é, por analogia, tentar estancar forte hemorragia com um mero esparadrapo. Que Dilma Rousseff ouça não só a voz das ruas, mas também a voz das entidades de classe que estão há anos apresentando propostas até agora absolutamente ignoradas pelas autoridades competentes.

MILTON L. GORZONI
gorzoni@uol.com.br
São Paulo

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MOBILIDADE EM SP

Vontade política

As manifestações nas ruas de São Paulo impõem-se à pauta do prefeito Fernando Haddad. A mobilidade no Município e o transporte público, em particular, necessitam de foco e urgência. Não há como falar em melhoria do sistema de transporte público municipal sem antes conhecermos em detalhe seu funcionamento. Nesse aspecto, a recém-criada Controladoria-Geral do Município (CGM) deve ser instada pela população a dar prioridade em auditar todos os contratos e licitações envolvendo o transporte municipal. Ela deve apresentar um relatório minucioso sobre a idoneidade dos contratos e sobre a efetividade do sistema, além de identificar possibilidades de redução no preço da passagem. Com certeza, o controlador-geral do Município, Mário Vinicius Spinelli, ex-secretário de Prevenção à Corrupção da Controladoria-Geral da União, tem a devida competência para tanto. Basta, apenas, a tão conhecida "vontade política", que agora não deverá faltar ao nosso prefeito. Cabe à Câmara Municipal, diante do movimento popular, exigir da Prefeitura esse levantamento.

ALEXANDRE FORTE RODRIGUES
alex.forte@globo.com
São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PROTESTOS

Os doentios vândalos infiltrados nas manifestações pacíficas e justas procuram se vingar de algo que eles próprios não conseguem vencer sozinhos, principalmente na ostensividade. Deliciam-se com a divulgação de suas atrocidades veladas, aproveitando as boas intenções de amadurecidos jovens. Que tal todos nós minimizarmos suas funestas ações em nome do objetivo maior do movimento, a corrupção e o descaso com o dinheiro de nossos impostos? Já que a grande maioria deseja a correção dos rumos do País, qual é o motivo de valorizarmos tanto estas indignas depredações? Deixemos que eles caiam no ostracismo e que a polícia cuide deles!

João Coelho Vítola jvitola@globo.com 
Brasília

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MANIFESTO DE CABRESTO   

O que assistimos no palco das ruas do Brasil nas últimas semanas é a pura demonstração da força de cabresto que o regime petista detém sobre a massa popular dominante no País. É o verdadeiro derrame do volume da base da pirâmide social, virada de cabeça para baixo. Estamos tendo a oportunidade de assistir e participar da plena instalação de um movimento socialista radical, com tentáculos enraizados em toda a América Latina e que aqui no Brasil é protagonizada pelo chamado Partido dos Trabalhadores, com a sigla PT. Para se tornar mais evidente a identificação e a consistência desta legenda para realizar tal objetivo, é importante que os leitores se atenham um pouco aos meandros da formação deste partido, ao qual prefiro chamar de “legião”. Já estamos há dez anos nas malhas do poder dessa quadrilha e tudo nos leva a crer que esse período é interminável. Os seus feitos parecem ser indestrutíveis, pois são voltados para alimentar o âmago da insaciabilidade humana. O crescimento da legião é exponencial, pois os seus membros parecem serem dotados de almas inescrupulosas onde o mal por eles praticados os torna ainda mias fortalecidos.  O ambiente social e econômico de nosso país está altamente decorado e preparado para o ápice do objetivo de socialização total e permanente do País, senão vejamos: a imprensa, de uma maneira geral, está à mercê de favores financeiros, sem limites despendidos pelo espírito corruptor e corruptível de ambas as partes; os grupos econômicos idem, além de contarem com o efeito lobístico sobre o Legislativo e o Executivo para obterem livre trânsito de seus negócios no mundo globalizados; a população está deslumbrada com os encantos das arenas e dos eventos esportivos de nível mundial que estão previsto para os próximos dois anos e com a desmedida coleção de modelos de bolsas sociais que a cada dia o governo anuncia para alimentar a garganta insaciável da grande massa popular. E assim vamos nós, cada vez mais, vivendo sob fortes emoções e assistindo a nosso castelo de sonhos de uma nação livre e próspero a desabar sob o avança das ondas incessantes de um vandalismo provocado e ovacionado por mentes insanas, tal qual já ocorreram em outra partes do mundo. Estamos vivendo um verdadeiro apocalipse na política brasileira.

Jose Carlos Ribas ribistico@yahoo.com.br 
Dois Vizinhos (PR)

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O VERDADEIRO MOTIVO

O movimento por um país mais administrativamente decente recebe crítica por sua principal virtude, o fato de não ter um dono. Ele não se originou de partidos nem ONGs nem grupos religiosos nem de radicais. Seus fundadores são estudantes, para não dizer do povo, de todos os brasileiros insatisfeitos. Se seguissem alguma instituição, seriam tachados de alienados, quando não seguem são chamados de perdidos, sem foco e sem ideal. Os críticos não conseguem entender que a importância está no fato de a participação ser justa, seja iniciada espontaneamente ou por alguma organização. Outra parte grandiosa critica o fato de os insurgentes não andarem de ônibus.  Mesmo o jornalista Roberto Pompeu de Toledo entrou na onda, ao sugerir que esses deveriam pleitear passagem gratuita de avião. Por essa ótica, eu nunca deveriam ter me manifestado contra a violência doméstica, especialmente o espancamento de mulheres pelos companheiros, já que eu nunca agredi minha esposa. Antes da manifestação histórica do último dia 17 de junho, grande mídia chamava genericamente a todo o movimento de baderneiro, além da veemência dela e das autoridades na defesa da truculência policial, como condição inevitável. Sempre era a polícia quem reagia. Não levavam em conta a possibilidade de infiltração por quem tem interesse em desmoralizar e tirar a legitimidade do movimento. Depois do ocorrido, a miopia acabou e reconheceram que os baderneiros são uma minoria.  Além disso, ninguém, absolutamente ninguém disse que a responsabilidade de prendê-los é da polícia. E aí cabe reconhecer que não é fácil, no meio daquela multidão, e também há de haver o apoio claro das lideranças, dos manifestantes de bem, inclusive com força suficiente para reprimirem os baderneiros. É necessário repetir que eles devem ser responsabilizados civil e penalmente pelos seus atos, uma redundância, mas que serve como reforço. De forma nenhuma se justifica o quebra-quebra. Mas só não é compreensível que uma agência bancária quebrada pelos oportunistas repercuta muito mais do que as centenas que voam aos ares todos os dias pelas dinamites da bandidagem. E, por maiores que sejam os prejuízos, são uma gota d’água no oceano da corrupção que, de tão arraigada na nossa cultura, as pessoas defendem a diminuição e não em acabar.  Nesse afã de criticar, a maioria se esquece de que o nome correto é criminoso para quem quebra ou danifica bens alheios, sejam públicos, sejam particulares, ou agride outras pessoas. Outra crítica dissimulada é diminuir a importância do aumento da passagem. É caro qualquer valor cobrado por serviços de qualidade idêntica à dos transportes públicos no Brasil. Quem utiliza trem, metrô ou ônibus em horário de pico sabe que é indecente e desumano. Ainda que fosse gratuito, teria que melhorar, pois como está ofende a dignidade da pessoa humana. Todos já sabiam que qualquer fato poderia ser a gota d’água. Foram os 20 centavos.  O movimento cresceu de centenas para milhares numa semana. É preciso definir uma data nacional de manifestações simultâneas em todas as capitais e grandes cidades. Daqui por diante, assim como nas greves, seria importante manter em estado de manifestação, até que se inicie um processo de melhorias nos serviços públicos e privados. Ferrenhos analistas dizem que as autoridades não sabem como responder aos pleitos por não ter um foco. Em nenhuma hipótese essa ausência de metas é da responsabilidade dos manifestantes. Já que os governos não sabem, aqui vai uma sugestão: bastaria melhorar acima de mil por cento a qualidade do ensino público básico, da saúde, da segurança, dos transportes coletivos, das estradas, do saneamento básico, da limpeza dos rios, do acesso à cultura. Só isso. O verdadeiro motivo de tamanha oposição é não saber conviver com reivindicações, e isso é bem mais grave do que os baderneiros.

Pedro Cardoso da Costa pcarcosta@gmail.com 
Interlagos

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COMPLICAÇÕES BÍBLICAS

Mea Culpa. É o que seria sensato dizer, o ex-presidente Lula, se tivesse coragem. Diante do crescimento econômico mundial durante seu governo, não soube aproveitar o necessário, desnecessário lembrar. Preferiu a retórica, autoconfiante e autocomplacente, e a mediocridade de seu governo com movimentos retrógrados e progressivos, e a realidade se impôs sobre os modelos adotados. Megalomaníaco, entre tantas, quis mostrar que seu governo de esquerda poderia criar o homem mais rico do mundo! E deu no que deu. O sonhado “Gênesis”, ou o novo Brasil de lula, agora se confunde com o “apocalipse" dilmista.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.b 
São Paulo

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A FALA DA PRESIDENTE

Fiquei perplexo com a fala da presidente de que o País se encontrou com a gestão petista e que hoje o Brasil faz parte do cenário internacional! Sem dúvida faz! Vivendo fora do País, vejo diariamente o noticiário dizendo das manifestações populares nas ruas contra a corrupção, salientando a Copa de 2014!  Além disso, assistindo aos noticiários econômicos, vejo também a recomendação de não investimento no Brasil! Sinceramente, com todo respeito que devoto ao cargo de presidente da República, nossa presidente deve ter uma assessoria alienada da realidade ou esquizofrênica! Presidente, troque sua assessoria para ela parar de falar que esta tudo indo bem! As ruas estão gritando o oposto!  

Antonio Herbert Lancha Jr lanchajr@usp.br 
Paris

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JUVENTUDE DE GUERREIROS

Hoje eu quero falar dos protestos que ocorreram por todo o País, relembrando uma frase que foi dita pela juventude petista antes do julgamento do mensalão: “Delúbio, guerreiro do povo brasileiro”. À época, um sobrinho meu, adolescente, mostrou-se indignado     com a manifestação de apoio dada ao réu e disse o seguinte: “Se os defensores de Delúbio fossem os únicos jovens do Brasil, coitados de nós”.  O ponto de vista do menino deixou-me extremamente feliz. Vi nas ruas e avenidas brasileiras, uma juventude gritando por mudanças. Quer direitos que há tanto tampo vêm sendo negados ao nosso povo. Uma juventude que sabe o quanto se pode fazer com mais R$ 1 trilhão arrecadados anualmente em impostos.  Uma juventude que deseja que o País se desenvolva; uma juventude que sabe que para combater desigualdade social são necessários planos e propostas concretas. Não é apenas dar uma canetada e criar uma bolsa tal; uma juventude que deseja o fim do caos na saúde; não quer mais ver escolas públicas parecendo pocilgas e anseia por qualidade no ensino; que não aceita mais a precariedade do transporte público; que sabe que recursos públicos são lançados ao ralo a todo instante, por falta de gerenciamento competente e sério; que não suporta mais ver compatriotas sendo vítimas da bandidagem desenfreada que tomou conta do País, quando muitos perdem a vida por não terem no bolso quantias almejadas por seres humanos perversos. Essa é a juventude que não considera o Delúbio como guerreiro do povo brasileiro. É a juventude que deseja que o Brasil seja de todo o povo e não de parte do povo.      
                                             
Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br 
Taquari (DF)

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DILMA INSINCERA

Pedimos vênia para consignar que a Sra. Presidente não é sincera ao dizer que seu governo (leia-se: PT, PMDB, PCdoB, adesistas, etc.) dá ouvidos ao clamor do povo, que levou às ruas inúmeras manifestações por reformas gerais. Disse o que disse por determinação de Lula, seu mentor, e do “ministro do marketing”, João Santana, praticando a regra de que “em eleição faz-se o diabo para enganar o povaréu”, eis que vale tudo para vencer. Fosse verdade, não teria criado um monte de ministérios inúteis para acomodar políticos como Crivella, Afif e outros cooptados; não perdoaria dívidas de ditadores africanos corruptos que amealharam fortunas em detrimento do povo miserável, “metendo a mão no nosso bolso” por via oblíqua para beneficiar gatunos; não daria guarida a gastos astronômicos para edificar estádios de futebol superfaturados, em vez de construir hospitais e escolas e remunerar condignamente professores, médicos e policiais; não gastaria bilhões em campanhas publicitárias mentirosas como as do Ministério da Saúde, da Caixa, do Banco do Brasil, especialmente do pré-sal da Petrobrás, que está quebrada; não praticaria atos nefastos no sentido de impedir a prisão de quadrilheiros corruptos conforme condenação do STF (Dirceu, Delúbio, Genoíno, João Paulo, etc.), editando medidas provisórias e apoiando PECs que visam tolher a independência do Judiciário, inclusive nomeando ministros que, conforme almejam os referidos aliados, votarão contra a decisão majoritária da Corte; não posaria de braços dados com os Castro, Maduro, Morales, Cristina, Renan, Sarney, Jucá... 

Ulisses Nutti Moreira ulissesnutti@uol.com.br 
Jundiaí

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DO NACIONAL AO LOCAL

O nosso imenso Brasil esteve em efervescência, com as manifestações que se repetiram em várias localidades.  Por certo há muito descontentamento com a situação que atinge as mais diferentes comunidades. Os problemas no atendimento à saúde, na educação, no transporte público, na segurança e na habitação são alguns deles. E nas manifestações constata-se certa espontaneidade nas ações de grupos que nem sequer identificam suas lideranças. Mas há formas de interferir de forma democrática na administração, seja qual for o seu nível. Os conselhos comunitários, as comissões sobre vários temas, os sindicatos, as associações de moradores e os diretórios acadêmicos podem e devem discutir o que acontece numa cidade. E ditar regras de comportamento aos Poderes.  Será que isto faz parte da pauta de algum movimento nas cidades onde eles estão acontecendo?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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SEM UFANISMOS

Ainda não me ufano, como diria o saudoso Daniel Piza, sobre as manifestações que irromperam ao redor do Brasil nos últimos dias. Falando especificamente sobre as de São Paulo, noto um excessivo radicalismo de muitos engajados nos protestos – nem mesmo atos de violência, como os de depredação de patrimônio público e vandalismo nas instalações dos Poderes Executivos do Estado e do município, por exemplo, foram objetos de contumaz repúdio por parte das lideranças do Movimento Passe Livre (MPL). A esses episódios lamentáveis, um dos líderes do MPL atribuiu ao “sentimento de revolta popular”; ele também nem sequer se dispôs a condenar com veemência os saques de que algumas lojas foram vítimas, o que estimula os mais desequilibrados – essa atitude, aliás, aumenta a possibilidade de surgimento de novos conflitos com a Polícia. Também não é saudável a ocupação recorrente das principais artérias viárias da cidade (levando ao caos diário uma metrópole de 11 milhões de habitantes), assim como o tom compulsório das reivindicações - o movimento simplesmente considerava inaceitável a não revogação do aumento das passagens de ônibus, denotando um comportamento autoritário e desconectado das necessárias instâncias burocráticas das quais dependem o poder constituído. Quanto às demais manifestações pelo País, uma coisa me chama a atenção: a ausência de nomes como PT, Dilma e Lula das reclamações por melhores condições de saúde, educação e contra a corrupção e os gastos da Copa do Mundo. Ora, o PT já é governo há 10 anos e, naturalmente, é, hoje, o maior culpado por essas mazelas. Em tempo: na última pesquisa Ibope, a presidente usufrui de 55% de aprovação popular. Tudo ainda parece muito nebuloso. 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

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LIBERDADE NÃO É UTOPIA

Contra as roubalheiras, a corrupção, a formação de quadrilhas, como as do mensalão, que desviaram bilhões para suas contas dos nossos recursos que eram da Saúde, da Educação, da Segurança e da Habitação, que até hoje não tiveram seus integrantes presos, mesmo sentenciados. Faço minhas as palavras do Grande Poeta Sertanejo: “Não aborte os seus ideais no ventre da covardia, vá à luta empunhando a ética e a verdade, porque a liberdade não é utopia”.

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com 
Curitiba

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ESTAÇÕES REVOLUCIONÁRIAS

As recentes manifestações de protesto contra as autoridades municipais, estaduais e federais em várias cidades do Brasil lembram a Primavera de Praga, quando, em 1968, estudantes da antiga Tchecoslováquia derrubaram a estátua de Stalin em protesto contra a opressão do comunismo soviético, e a Primavera Árabe, que designou o levante de povos do Oriente Médio e de regiões da África e da Ásia, com epicentro no Egito. Apesar das diferenças de lugar, tempo e cultura, esses, como outros movimentos revolucionários, têm em comum a luta contra regimes autoritários que governam por tempo indefinido, formando verdadeiros feudos que se enriquecem com o dinheiro público. Infelizmente, mesmo após conseguir as liberdades democráticas, a maioria dos povos continua se deixando explorar pelos donos do poder. À tirania pelas armas sucede a ditadura pelo voto: a grande massa popular acaba elegendo profissionais da política, populistas e demagogos, que oferecem bolsas ou outros benefícios em troca de votos, substituindo a justiça social pela caridade pública. Cria-se, assim, um círculo vicioso: o povo vota mal porque é pobre e desinformado e continua no atraso civilizacional porque reelege sempre os mesmos políticos corruptos, protegidos pelo manto da impunidade. No Brasil, isso acontece desde as capitanias hereditárias, na época colonial, até na moderna democracia onde reinam os Sarney, ACM, Maluf, Lula ou Dilma. Como romper esse círculo vergonhoso? A meu ver, apenas fazendo uso da faculdade que distingue o homem do animal: a inteligência, que nos possibilita pensar e refletir sobre a realidade que nos circunda. Basta o bom senso para entender que votar num político desonesto é jogar fora o dinheiro que deveria ser destinado à educação, à saúde, ao transporte coletivo; que não precisamos de 39 ministérios e inúmeras secretarias, de centenas de deputados e senadores com vices inúteis, de milhares de cargos públicos preenchidos sem concurso ou mérito; de tantas viagens diplomáticas com caravanas de acompanhantes; de financiamento da construção de estádios de futebol e de outros elefantes brancos, quando faltam escolas, postos de saúde, transporte coletivo satisfatório, segurança pública. Precisamos sair do inverno (ou inferno) da lei da selva que rege os instintos egoístas do eu animalesco, pela qual o mais forte ou experto sempre leva vantagem, oprimindo o menos dotado, e buscarmos uma primavera humana, onde reine paz, justiça, meritocracia. Para isso, urge a promulgação de uma nova Carta Magna, desta vez redigida pelas forças vivas da nação e não mais por políticos profissionais ou juristas burocratas, a ser aprovada por referendo popular. Enquanto isso não acontecer, qualquer tentativa de reforma política é suspeita, pois os detentores do poder nunca aprovariam disposições legais contrárias a seus interesses.  E, sem reforma política, nenhuma outra reforma de base é possível, visto que, num país democrático, as leis são feitas no Parlamento. O nível evolutivo a que boa parte do nosso povo chegou nos faz esperar o fim do egoísmo e da prepotência dos poderosos. Democracia de verdade é quando a voz do povo é escutada diretamente e não por meio de representantes hipócritas e desonestos, que compraram seu voto e nunca cumprem o prometido. É preciso criar mecanismos de consulta popular para a elaboração de leis que visem pôr em prática os princípios da isonomia e da meritocracia, evitando injustiças e privilégios que provocam insatisfação e revolta na sociedade. Os modernos meios de comunicação possibilitam o início de uma nova ordem social, onde as ações dos três Poderes (Legislativo, Judiciário e Executivo) possam ser controladas pela população, impedindo que se legifere ou julgue em causa própria. 

Salvatore D' Onofrio saldo1@ig.com.br 
São Paulo

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DIFUSO, NÃO CONFUSO

Gostaria de dar a minha humilde opinião a respeito dessa rebelião popular que toma conta de todo o Brasil. Eu gostaria de sintetizá-la num cartaz de um jovem que eu vi no Largo da Batata em Pinheiros. Sim, eu estive lá, no Largo da Batata, palco da 1ª manifestação. Sou indenizado político, pois o Dops (Departamento de Ordem Política e Social) me pegou numa dessas manifestações em 2 de setembro de 1977. Lá se vão 35 anos. Na época eu era um jovem de 30 anos. Fui ameaçado com arma de fogo, fui levado ao Dops, mas estou vivo. Mas vamos ao cartaz que eu vi com um jovem e que dizia o seguinte: “Queremos educação e saúde com o padrão Fifa!”. Percebem vocês a consciência desse jovem? R$ 1 bilhão de reais têm para fazer um campo de futebol, mas não têm para dar uma educação de qualidade nem um sistema de saúde decente. Alguns poderão dizer: “Mas esses vândalos quiseram botar fogo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro!”. Eu digo: “No Rio a manifestação reuniu 100 mil pessoas, que, após o ato, dispersaram-se. Ficaram cerca de 1.000 pessoas, 1% de vândalos.” Tem gente que não compareceu em nenhuma das manifestações, como eu compareci, que não viu senhoras idosas, pais com filhos no colo, pessoas em cadeira de roda... Isso mesmo, muita gente não levanta da cadeira e de frente do computador e diz: “Só há vândalos nesses atos!” O movimento é difuso, não confuso. Isto é: é horizontal, sem lideranças partidárias, etc. Vai com a bandeira de seu partido para ver o que acontece! Nele está embutida todo tipo de revolta da população, seja jovem, seja idoso. Esses vândalos devem ser identificados e punidos, mas não podemos generalizar e dizer que todos eram vândalos ou não sabiam o que queriam. Lógico que todos nós sabemos o Brasil que queremos e não é esse que temos aí. Os R$ 0,20 do transporte foram a “gota d’água”. 

José Contreras Castilho josecontreras@globo.com 
São Paulo

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MONSTRUOSA REAÇÃO

A monstruosa reação do povo brasileiro contra o assalto dos governos estadual e municipal, elevando a tarifa de ônibus, trem e metrô foi uma demonstração e o estopim de um movimento muito maior, porque todos nós já estamos extenuados de ver tanta corrupção, conchavos, conluio, canalhice, peculato, roubalheira, prática de crimes como o mensalão, desvio de verbas federais, impunidade aos mensaleiros, praticado pelos políticos deste país, que sempre estão procurando tirar a maior vantagem possível para os seus bolsos em negociatas espúrias e desonestas. Tudo isso ocorreu porque estamos submetidos e oprimidos por um governo federal corrupto, despreparado, submisso, incompetente e incapaz chefiado e manietado por um crápula chamado Luiz Inácio Lula da Silva e conduzido pelo poste Dilma, que esse pústula colocou no posto de presidente da República. Esse é o maior responsável por tudo o que esta acontecendo no Brasil. Ele deveria estar na cadeia há muito tempo. 

Carlos Alberto Ramos Soares de Queiroz soares.queiroz@terra.com.br 
São Paulo

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O PARTIDO DOS CORRUPTOS

Dona Dilma disse que os protestos foram contra a corrupção. É verdade, entre várias outras coisas, os protestos também são contra a corrupção. Ora, o partido dela está há 11 anos no poder, mandando na política deste país – então quem são os corruptos? Eu não tenho nenhuma dúvida de quem são os políticos responsáveis pela corrupção a que dona Dilma se refere. É só lembrar do Mensalão, da operação Porto Seguro da PF, conhecido como  Rosegate , do  episodio com dólares na cueca, do dossiê dos aloprados, dinheiro público mal gasto com a transposição do Rio São Francisco e com a Ferrovia Norte-Sul e tantos outros fatos. Portanto, Dona Dilma, por que a senhora não extirpa de vez os responsáveis pela corrupção deste nosso país, os quais estão tão próximos da Senhora, sendo que a maioria faz parte do seu partido político?
 
Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com
Taubaté 

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DAQUI PARA FRENTE
 
É de impressionar a miopia de nossos prefeitos e governadores quando, ao reconhecerem o direito do povo de protestar sem a depredação do patrimônio público, postura que não poderia ser diferente, insistiram em convocar os líderes dos movimentos que despertaram a consciência do País para seus autênticos problemas. Não entenderam ainda que há novos processos de arregimentação e que, pelo menos nessas fases iniciais de erupção, não há responsáveis definidos, partidos aproveitadores nem  ideologias inspiradoras e que, portanto, têm que ser revistos com urgência os métodos de diálogo com os quais, nas três camadas de Poder, estão acostumados como políticos tradicionais. No momento, talvez o melhor que têm a fazer seria entrar num sério período de reflexão e, nos recônditos de seus gabinetes, identificar as verdadeiras molas propulsoras das mobilizações e reconhecer nelas as reais lideranças, embora imateriais na maioria dos casos, com as quais terão que negociar daqui por diante. Como sugestão, aqui vão algumas questões que poderão desempenhar esses papéis e sobre as quais o seu poder de influência, como governantes, pode interagir: investimento continuado em mobilidade urbana, que hoje é indigna, sem término coincidente com o fim do mandato; condições de saúde pública quase genocidas; segurança pública falida que tira do cidadão, desarmado, a tranquilidade mínima de se movimentar; educação falsamente embandeirada e classificada, em termos internacionais, como de qualidade pífia; programas de assistência social eleitoreiros, despreocupados com a aquisição de dignidade do cidadão beneficiado, obtida com a oferta de empregos; inflação batendo à porta, artificialmente enfrentada e retratada com índices que não são verdadeiros; classe política melancólica, completamente divorciada do interesse público, mas antenada na obtenção de fortuna e poder individuais, articuladora de ações que visam, por exemplo, ao enfraquecimento da ação jurídica para investigar; justiça lenta, impotente para efetivar o cumprimento de penas de condenados no maior esquema de corrupção política de que se tem notícia, alguns até  cumprindo mandatos parlamentares; gastança de dinheiro público em eventos de pão e circo; atmosfera de corrupção generalizada e impune; falta de transparência nos projetos que afetam a vida dos munícipes. Essas são algumas das muitas "lideranças" com as quais nossa presidente, governadores e prefeitos terão que dialogar daqui para frente. Com a desculpa por outras que não foram lembradas, não menos importantes, e que nossos políticos e governantes sabem que existem. 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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ALGO COMEÇA A ACONTECER NO PAÍS

Público vaiou Dilma Rousseff e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, na abertura da Copa das Confederações, em Brasília. Engraçado! Só tinha antipetista no Mané Garrincha? Ou foram vaias encomendadas pela oposição? A presidente Dilma deveria, com a sua empáfia, ter feito o seu discurso. Por que amarelou? Não soube encarar uma vaia democrática? Algo começa a acontecer no País... Ocorre que o povo já está cansado das promessas não cumpridas dos políticos e governos. Por outro lado, a presidente Dilma Rousseff demonstra só se preocupar com a sua reeleição, como fazia o seu antecessor Lula; o dragão da inflação já se agita; é muita bolsa assistencialista para abiscoitar votos; não há projetos sérios para a educação pública, que continua sendo de péssima qualidade. O sistema público de saúde há muito tempo é uma vergonha, mas o governo tem dinheiro para financiar Cuba, Copa do Mundo e perdoar dívidas de países africanos; a segurança pública do cidadão quase não existe; investimento em saneamento básico nas regiões das camadas mais necessitadas do País continua sendo apenas uma promessa não cumprida; a falta de emprego é uma realidade; o governo manda o povo gastar o pouco que tem, endividando-se, para aquecer o comércio e a indústria; o governo não reduz os gastos públicos e Brasília continua sendo um grande ralo por onde escorre o dinheiro do contribuinte. A alta carga tributária do País é um escândalo, mas não há retorno em serviços públicos de qualidade; os acordos políticos espúrios do governo, no toma-lá-dá-cá, continuam envergonhando a Nação como autêntico balcão de negócios; o contingente de miseráveis brasileiros continua aumentando pelas cidades nacionais, bastando ver a quantidade de pessoas desempregadas e morando ao relento nas ruas, nos bancos de praças e calçadas públicas, mas o governo, em deslavada mentira, diz que está combatendo a miséria!  É por tudo isso que os jovens do Brasil começaram a se manifestar, não somente para repugnar aumento das passagens de ônibus, mas para mostrar ao País que o povo não pode continuar sendo enganado e desrespeitado por governantes e políticos falaciosos, que não atendem às demandas sociais.

Júlio César Cardoso juliocmcardoso@hotmail.com 
Balneário Camboriú

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‘HERANÇA BENDITA’

É fácil diagnosticar o que está ocorrendo com o governo de Dilma. Lula colheu em seu governo os bons frutos plantados por FHC, tais quais: Lei de Responsabilidade Fiscal em pleno funcionamento, controle inflacionário gerando uma economia estabilizada, valorização do real, Bolsa Família apenas para quem realmente necessitava, sem demagogia barata e sem fins eleitoreiros, etc. Em compensação, deixou a Dilma apenas frutos podres, com destaque para o mensalão, do qual ainda conseguiu escapar impune, para a infelicidade geral da Nação. Usando o único linguajar que Lula consegue entender: recebeu a bola redonda e devolveu quadrada.  Faço votos para que a presidente continue “curtindo” a herança bendita que, segundo suas próprias palavras, foi presente de seu antecessor. 
 
Iara Moraes iaramoraes1@hotmail.com 
Bragança Paulista

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‘MÁ LIÇÃO PARA NOVOS DIPLOMATAS’

O Editorial “Má lição para novos diplomatas” (“Estado”, 19/6, A3) esclarece o grave equívoco no comércio internacional explicitado pela presidenta Dilma, que só apoia o multilateralismo e para a qual acordos bilaterais oferecem a ilusão de ganhos. Puxa, e eu que pensava que diversos acordos bilaterais em uma mesma região, feitos com países com dinheiro para gastar, fossem equivalentes a um frutífero acordo multilateral! Se o País só apoia o multilateralismo tipo Doha, terá acordo sozinho.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br 
São Paulo

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PEÇA MEDIEVAL

Escutei a fala da presidente no discurso aos formandos do Rio Branco. Peça medieval, que não provocou comentário nenhum nos noticiários. Conceitos manjados do começo do século 20: opressores e oprimidos, sul-sul, parceiros sul-americanos (leia-se, Venezuela, Bolívia, Equador, Argentina), obras sociais do governo, jactância dum governo sem política externa, acordos multilaterais, Brics, presença do Brasil no mundo, etc. Clichês de um discurso vazio e sem rumo. Os comentaristas econômicos deveriam começar com essa análise para explicar nosso pibinho e os nossos professores de português para exemplificar discordância gramatical.

I. Caruso iacaruso@uol.com.br   
São Paulo

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MENSALÃO

Aguardamos com ansiedade o desfecho do mensalão e esperamos que os ministros do Supremo Tribunal Federal, que vêm assegurando o exercício da democracia com respeito à Constituição, cumpram a determinação exteriorizada de dar um basta à impunidade. E que se fortaleçam em suas decisões, fortalecendo, assim, o STF.  Porque, pelos últimos grandiosos protestos Brasil afora, percebemos que o povo tem sede de Justiça e não mais aceita uma Justiça de faz de conta!  Porque o povo está cobrando seus direitos; porque não mais aceita pagar sem receber; porque está endereçando sua insatisfação àqueles que não os honram como representantes e, se não o fazem, enriquecendo-se à custa da desgraça alheia, que sejam julgados e condenados. O povo chegou ao seu limite e reivindica decência com a coisa pública, dignidade, responsabilidade nos gastos do governo. O povo veio às ruas para mudar a cara feia e impune do Brasil! Finalmente, para cuidar do que é dele!  E para que tenha seus anseios guardados, é preciso que a Justiça desse País se faça de verdade.  Glorioso momento o que vivemos agora!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br  
São Paulo

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RESPOSTAS APROPRIADAS

Se as vozes espontâneas e heróicas das ruas são capazes de sensibilizar os agentes mais importantes da República, o Supremo Tribunal Federal deveria suspender suas férias de julho (das quais não desfrutam os Tribunais regionais) e julgar os recursos interpostos nos autos da ação penal 470 (mensalão). Num mês dedicado exclusivamente a essa tarefa, inclusive com sessões matinais, em agosto, provavelmente, tudo estaria resolvido. O Brasil quer respostas, e essa seria extremamente apropriada. 
  
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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PÁ DE PIZZA

Se, segundo o ministro José Dias Toffoli, o julgamento do mensalão demorar, efetivamente, entre um ou dois anos para ser concluído, ouso diagnosticar a dor nas costas que atormenta o ministro Joaquim Barbosa, atual presidente do STF, impedindo-o de permanecer sentado: dor lombar causada por movimentos repetitivos empunhando cabo de pá própria para retirar “pizzas” de forno de lenha “made in” Brasília.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br  
Monte Santo de Minas (MG)

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DUAS PRAGAS

O “poste” está apenas mostrando a mesma maritaca que é seu “chefe” e estamos admirando que se começam no Brasil os quebra-quebra contra o comunismo e o coronelismo, duas pragas políticas que conseguiram unir no Brasil como “sócios” do erário. 
 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com  
São Bernardo do Campo

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VEM CHEGANDO A PRIMAVERA

Que os governantes deste país aprendam a lição: a “primavera” virá em setembro, quando os brasileiros vão às ruas  exigir  a punição dos mensaleiros! E o fim da corrupção!

Araci C. De Azevedo Marques fiobrasil@ig.com.br  
Mogi das Cruzes

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ECONOMIA

A pedido de Lula, Dilma doou R$ 1 bilhão ao Sudão, para que seja construída uma estrada de ferro lá. O povo brasileiro nunca é consultado a respeito desses desmandos. Será que não seria o caso de aplicar essa grana toda na construção de nossas próprias ferrovias? Este não poderia, jamais, ser considerado um país sério, nem no exterior, e muito mais aqui, que um país do esbanjamento. A pergunta que se faz é: quem é que continua mandando nesta espelunca?
 
Conrado de Paulo depauloconrado@yahoo.com.br 
Bragança Paulista

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REFUNDAÇÃO DA REPÚBLICA

Essa insatisfação popular reflete os graves problemas de nosso país, como a corrupção generalizada, os desmandos, o desgoverno, a revolta com a classe política, a economia em frangalhos, a injustiça social, a insegurança e tantas coisas mais, que só pioraram nesses últimos dez anos. No estágio atual, pouco há o que Dilma possa fazer. Na verdade, a República brasileira precisa ser refundada, e nem ela nem Lula são qualificados para isso.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro

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A HORA DO PAÍS
É chegada a hora e a vez de um Brasil com B maiúsculo. Junho de 2013: muda, Brasil!
 
J.S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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ALÉM DO PASSE LIVRE

Todos se perguntam: qual é o tema das manifestações? Seriam apenas os 20 centavos?  A explicação é simples. O Plano Real começou em 1994; considerando as gerações que tinham até 10 anos na época, ou seja, nascidos de 1984 até agora, desconhecem a inflação que vem chegando. Eles nunca tinham visto isto e estão sentindo na pele seus efeitos. Os desmandos do governo, a corrupção e o loteamento das verbas governamentais, que nunca pensaram em cuidar da infraestrutura do País e o mau comportamento político dos parlamentos trouxeram a inflação em grande taxa para a ligeira estabilidade que tivemos. E estes novos brasileiros não se conformam com o aumento de preços que ocorrem hoje. O aumento dos ônibus é a gota d’água que transbordou o pote do descontentamento popular. Ou seja, estamos (Classe C) pagando a conta dos governos Lula e Dilma, pois esta classe é a mais sacrificada no País inteiro, pois é a classe em que os impostos mais incidem.

Ciro Bondesan dos Santos cirobond@hotmail.com 
São José dos Campos

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CURA GAY

Este é o Brasil, ou melhor: estes são os políticos brasileiros, uma quadrilha de politiqueiros, que somados não valem um tostão furado. Hospitais públicos abandonados por todo o País, corredores abarrotados de pacientes espalhados pelo chão e eles aprovando projetos absurdos como os da “cura gay”. A vocês, seus calhordas, tanto autores como votantes dessa imbecilidade, eu lhes digo: vão trabalhar, vão atrás de projetos mais sérios, chega de hipocrisia...

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com 
São Paulo

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GOELA ABAIXO

Se os políticos, os governantes, os ministros e a presidente ainda estão em dúvida sobre razão das manifestações: o projeto “cura gay”, que a Comissão do Deputado Marcos Feliciano quer enfiar goela abaixo no Congresso e no povo. Essa é uma clara demonstração de como os problemas, as necessidades e as prioridades do povo são tratados no Congresso. Se formos fundo encontraremos centenas de “preocupações” iguais a essa para justificar as passeatas.

Pedro Quina de Siqueira Junior pquina@osite.com.br 
Itanhaém

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CUIDADO

É incompreensível o comportamento do nosso Legislativo, tivemos uma manifestação nacional de insatisfação e revolta, as pessoas se revoltaram de norte a sul no País, clamando por mais eficiência e melhorias que estão na gaveta há anos, e o deputado Feliciano deu uma demonstração de completa alienação: mandou para a votação o projeto da “cura gay”, expondo a Câmara ao ridículo. Essa é uma  demonstração de  incompetência desaforada e falta de respeito com o povo que o elegeu. Que ele tome cuidado: o povo está de saco cheio.

Ivan Bertazzo ivan.bertazzo@gmail.com 
São Paulo

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