Fórum dos Leitores

CONTRA A CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

25 Junho 2013 | 02h06

Empresas corruptoras

A presidente Dilma, com medo de não ser reeleita, lançará pacote de decretos que punem empresas corruptoras. Enquanto isso, passa a mão na cabeça dos agentes públicos e políticos "vítimas" desses corruptores mal-intencionados. A saber: João Paulo Cunha, José Genoino, José Dirceu, etc. Presidente, o povo já abriu os olhos, pare de tergiversar e comece a governar.

EDUARDO BIRAL
elbiral@ig.com.br
São Paulo

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Para levar a sério

Muito louvável a iniciativa da presidente Dilma de criar pacote com punição a empresas corruptoras. Seria ótimo se ela começasse, por exemplo, punindo a empresa de lobby de sua ex-ministra Erenice Guerra. Aí, sim, o Brasil teria motivos para acreditar que é sério. 

MÁRIO BARILÁ FILHO
mariobarila@yahoo.com.br
São Paulo

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Seu quintal primeiro

O governo distorce os fatos. Se as empresas corrompem (não defendo os corruptores) é porque a máquina estatal cria o ambiente para isso, e, muitas vezes, não oferece alternativa. Ao contrário, temos de criar um ambiente favorável à iniciativa privada, e não mais obstáculos à livre concorrência. A razão das nossas mazelas é o próprio Estado: o excessivo número de ministérios, este Congresso caríssimo, como as Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais. Será que teríamos coragem de reduzir em 1/3 o número de congressistas e de cortar a verba de gabinete em 80%? Quem precisa de três senadores por Estado? E as estatais, eternas fontes de corrupção? O que será feito em relação a elas? Será que teríamos coragem de fatiar a Petrobrás e privatizar alguns setores da cadeia produtiva do petróleo? E a falta de compromisso com o dinheiro público: o que propõe o governo para tornar mais transparente a aplicação dos elevadíssimos impostos que arrecada? Se a presidente Dilma quiser entrar para a história como uma estadista, que incentive a atividade privada e que faça a faxina no seu próprio quintal.

HEITOR BASTOS-TIGRE
heitor@bastostigre.adv.br
Rio de Janeiro

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O exemplo vem de cima

Bem disse o Cardeal de Retz, clérigo e escritor francês (1613 a 1679): "Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito".

CLAUDIO D. SPILLA
Claudio.Spilla@CSpilla.org
São Caetano do Sul

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REFORMA POLÍTICA

Crise de representação

Com o movimento maciço e surpreendente das manifestações pelas ruas do Brasil, ficou claro que as pessoas rejeitam os atuais representantes nos Legislativos em todos os níveis. Porém, para a democracia, é fundamental continuarmos com o sistema de representação. Para resolver essa questão, nada melhor do que uma reforma eleitoral que vá ao âmago do problema. A solução é conhecida: sistema distrital de eleição de deputados. Além de legitimar os representantes, diminuiria o número dos candidatos e dos gastos de campanha e, portanto, reduziria a corrupção. Mas devemos rejeitar o financiamento público das campanhas, tão querido pelo PT e adjacências. É óbvio que os atuais representantes do povo e todo o sistema que os sustenta em Brasília nunca fariam essa reforma voluntariamente. O momento atual é ideal para que a pressão popular ajude a atingir esse objetivo. A oposição deveria levantar a bandeira.

EBERHARD ALLAIN
allain1996@gmail.com
São Paulo

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Ela prometeu

Se a presidente Dilma sabe que o Brasil precisa das reformas a que se referiu em seu discurso na TV - e que ela diz que fará -, por que nestes três anos de governo ela não tomou nenhuma providência? Precisou o povo sair às ruas para cair a máscara?

ARTUR TOPGIAN
topgian.advogados@terra.com.br 
São Paulo

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A voz das urnas

Como o governo quer ouvir a voz das ruas e propor reformas (como a política) em apenas três meses (esta deve ser aprovada um ano antes das eleições para entrar em vigor), se nem a voz das urnas é respeitada? Depois de quase três anos, o fuso horário do Acre ainda não voltou ao que era antes, por pressão política e econômica, apesar de a soberania popular ter votado sobre o assunto em referendo de 2010.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.
lrcostajr@uol.com.br
Campinas

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Reforma profunda

A reforma política que o povo deseja é bem diferente da que os políticos parasitas do Brasil querem. Não queremos financiamento público de campanha nem voto em lista imposta pelos partidos; queremos um Congresso Nacional unicameral, extinguindo-se o Senado federal; extinção das inúteis Câmaras de Vereadores; que votos em branco e nulos sejam computados como válidos; fim do quociente eleitoral; proibição a que parlamentares se reelejam por mais de um mandato, como ocorre no Poder Executivo; cassação definitiva para parlamentares envolvidos em corrupção e outros crimes (por acaso parlamentares deixam de ser corruptos depois de oito anos, podendo voltar à legislatura?); fim do voto secreto; fim das emendas parlamentares ao Orçamento, que propiciam e impõem negociatas com o Executivo; fim dos recessos parlamentares; desconto nos salários por ausência nas sessões; eleições a cada quatro anos em mesma data para todas as esferas de governo (da Presidência às prefeituras e Parlamento), o que vai gerar economia de gastos públicos; fim do foro privilegiado. Além disso, que os salários e benefícios do Legislativo sejam determinados e reajustados por um conselho formado pelo Poder Executivo, o Judiciário, a OAB, cidadãos comuns, sindicatos e outras instituições, e não casuisticamente e de forma corporativa pelo próprio Legislativo. Que o Supremo Tribunal Federal seja formado por juristas de renomado saber e por mérito (carreira), e não indicados pela Presidência da República. E, por que não, 1 (um) deputado federal para cada 1 (um) milhão de eleitores? Teríamos menos de 200 parlamentares federais, em vez de 513 nesse Congresso que não representa mais ninguém, exceto seus próprios interesses.

JOÃO M. V. AZAMBUJA
veleda@ufpel.edu.br
Pelotas (RS)

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Reforma é panaceia?

Alguém acredita que os protestos ocorridos nos últimos dias, inclusive contra a corrupção e o mau uso do dinheiro público, farão com que a presidente deixe de trocar verbas e cargos pelos votos de sua base aliada?

ODILON OTÁVIO DOS SANTOS
Marília

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PACOTE ANTI-CORRUPÇÃO

O que esperar desse “pacote” contra a corrupção, elaborado pela Presidência da República? Considerando que até o maior pacote da história da humanidade, elaborado pelo personagem mais sábio que se conhece, ou seja, os 10 Mandamentos, não deu muito resultado, esse ato não significa absolutamente nada. Somando-se os 24 ministérios, as 10 secretarias da Presidência, os 5 órgãos com status de ministérios e mais o marqueteiro João Santana, que é um dos únicos com acesso direto à Dilma, temos 40, justamente aquele número da história de Ali Babá. O ideal seria alguém gritar “Abra-te Sésamo”, para que sejam divulgadas a destinação de todas as verbas a cargo dos 40 (sim – o marqueteiro também – quanto e quem o paga), bem como o resultado da gastança. Interessantíssimo seria também divulgar as qualificações e critérios que nortearam a escolha desses personagens.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br 
São Paulo

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CNPC

Antes de criar o Cadastro Nacional de Empresas Punidas (CNEP) para combater a inflação, Dilma deveria criar o Cadastro Nacional de Políticos Corruptos (CNPC)                                                                                                                                     

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br 
São Paulo 

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QUEM VIGIA O VIGILANTE?

A presidente diz que irá editar uma medida provisória a fim de punir as empresas que oferecer propinas. E quem vai punir o governo que, para aprovar medidas provisórias absurdas, compra os deputados corruptos com verbas extras que não sabemos onde vão parar?

Virgilio M. Santos Filho virgiliomsf@yahoo.com.br 
Rio Claro

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APENAS 20 CENTAVOS

O triunvirato quer se safar da revolta popular com muito pouco. Apenas 20 centavos. Felizmente,o povo está acordando. 
 
Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com 
São Paulo

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CARTILHA DE ENGANAÇÕES

O pronunciamento da Presidenta Dilma na TV foi realmente muito ruim. Das pessoas com que conversei, da mais simples até a mais esclarecida, ninguém conseguiu destacar nem sequer um item positivo. Percebia-se nitidamente a falta de naturalidade e que ela lia “a-ten-ta-men-te” o texto elaborado por João Santana, como se fosse uma diretora de escola tentando convencer alunos revoltosos a não invadirem a diretoria. Ontem, pudemos verificar no “Estado” – 24/6, A4 – que Dilma ainda não entendeu o que o povo quer e como resposta imediata inventou esse “pacote anticorrupção”. Ela não entendeu que a população não quer soluções dentro do caos e sim o fim do caos.  Enquanto tivermos 31 partidos políticos, 40 ministérios, 38% de carga tributária sobre o PIB e uma legislação penal que privilegia criminosos, continuaremos marchando para o abismo. A simples inversão dessa situação já nos coloca numa trajetória ascendente, ou seja, com 5 a 7 partidos políticos, 12 a 14 ministérios, 18% de carga tributária e uma revisão completa na legislação penal, que permita o encarceramento sumário de criminosos e que dê condições das polícias trabalharem. O PT ainda não percebeu que sua cartilha de enganações perdeu o efeito.
 
Frederico d'Avila fredericobdavila@hotmail.com   
São Paulo

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INTELIGÊNCIA DESMERECIDA

Pacote contra a corrupção? Como assim? Esse pessoal adora o termo “pacote”! Será mais um daqueles “pacotes” para ludibriar o público pagante? Multa pesada para empresas corruptoras? Essas “empresas” devem estar morrendo de rir! D. Dilma, a Sra. tem mesmo moral para promover pacote de decretos na área de transparência e mobilizar o Congresso quando a Sra. é a primeira a desprezar a transparência? Que tal ser transparente com os gastos dos cartões corporativos? Ou então explicar o porquê da reabilitação dos faxinados? Ou que tal eliminar uma dúzia de ministérios, verdadeiros cabides de empregos? Será que o “sacrifício” de deixar a companhia de sua mãe, no dia do aniversário dela, para se reunir com os apaniguados a fim de criar o tal “pacote” espera comover e sensibilizar o público pagante? Por favor, Sra. Presidente, não desmereça a nossa inteligência!

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br 
São Caetano do Sul

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CORRUPTORES E CORROMPIDOS

Na verdade, o Planalto, em vez de criar mais pacotes com punições a empresas corruptoras, editando decretos e mobilizando o Congresso, embora este não faça nada mesmo, deveria reconhecer e ter coragem suficiente para banir todos os corruptos que fazem parte integrante do atual governo. Corremos o risco de que Brasília fique às moscas, porém se esses forem de fato eliminados, com certeza não teremos mais corruptores, pois não terão a quem corromper. Não é?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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INVENÇÃO
 
Mais uma invenção: combater a corrupção na iniciativa privada e empurrar a sujeira de seus correligionários para baixo do tapete. Está tudo errado. Precisamos primeiro de um pacote para combater a corrupção interna, com a substituição de todos e para os novos mostrarem o rumo.

Wagner Monteiro wagnermon@ig.com.br 
São Paulo

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CORTES NO PACOTE

Por que não incluir no pacote a diminuição dos salários de deputados e senadores e a demissão sumária de quem já foi condenado, mas mesmo assim exerce cargos políticos? 

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br 
Bauru

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A VOZ DO POVO

Dilma sempre afirmava que tudo estava bem, que as coisas corriam normalmente, que sua popularidade era equivalente à de seu antecessor. Eis que ela é pega de surpresa por um clamor popular de protestos contra seu governo, sem precedentes na história do Brasil. Nossa presidente, perplexa e assustada com a manifestação do povo, apressa-se em fazer um pacote contra a corrupção. Essa iniciativa deveria ser tomada no primeiro dia de sua gestão. Fica caracterizado o quanto é importante a manifestação popular numa democracia. A imprensa livre cumpriu seu papel, as redes sociais fervilharam e os efeitos benéficos dessa mobilização geral do povo brasileiro já se fazem sentir, diante de novas iniciativas anunciadas pela presidente no combate à corrupção. A voz do povo é mesmo a voz de Deus, como proclama o dito popular.
 
 
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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DESVIOS DE ATENÇÃO

Agora Dilma recorre, de seu modo autoritário, ao único recurso que – pensa que – sabe manejar: o marketing enganoso.  Quer se sintonizar com “a voz das ruas”.  Não puniu, mas protegeu e acomodou faxinados, deixou as empreiteiras e os intermediários ganharem com a Copa e agora acusa companhias privadas, que são chantageadas pelos órgãos públicos que distribuem os contratos. Acredita ela num sucesso dos seus movimentos de desvio de atenção?
 
Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br 
São Paulo

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PALIATIVO
 
As intermináveis reuniões dessa semana entre Dilma e governadores, Dilma e prefeitos, Dilma e ministros não produzirão resultado algum. Não se consertam 11 anos de farra com dinheiro público, de esbanjo, de omissão, de deltas da vida e Copas do Mundo. Tudo o que se fizer agora é tratar da unha encravada de um paciente com câncer terminal. Nunca antes neste país uma quadrilha tão voraz atacou os cofres públicos. E o pior de tudo é que o dinheiro roubado não volta mais, já virou mansões, barcos de luxo, imóveis no exterior e grandes noites de amor dentro de um avião presidencial.
 
Luiz Ress Erdei portal@portasblindadas.com.br 
Osasco

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PROPAGANDA ENGANOSA

O governo faz tanta propaganda enganosa que até eles acreditaram ser verdades absolutas.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente

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CORRUPÇÃO PETROLÍFERA

D. Dilma, de acordo com seu pronunciamento, temos que combater a corrupção. Consta nas redes informativas que a Petrobrás adquiriu por US$ 1 bilhão refinaria dos EUA cujo valor real era de US$ 100 milhões.  É preciso instalar imediatamente a CPI Petrobrás. Mas, por favor, impeça que seu partido bloqueie essa CPI no Congresso e os senhores congressistas imponham a ordem de “quem cala consente”.
 
Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br 
São Paulo

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QUEM GANHA O QUÊ

A corrupção no governo petista ultrapassou todos os limites do suportável, a começar pelo financiamento de projetos de infraestrutura em países cujos governos são de esquerda ou altamente corruptos. Por intermédio de financiamentos do BNDES, construtoras brasileiras se valem de políticos influentes para servir de lobista, como é o caso do ex-presidente Lula, cuja função é facilitar esses lobbies, pela proximidade com governantes.  Até aí não vemos maiores problemas, se não fosse por um detalhe: esses financiamentos de longo prazo, com custo subsidiado, o governo toma emprestado no mercado e repassa ao BNDES. A diferença de um empréstimo e outro é que quem paga a conta somos todos nós e quem ganha são as construtoras e os lobistas. Fácil, não? 

Ruy Colamarino ruy-colamarino@hotmail.com   
São Paulo

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MILHÕES DE ENGANADOS

O governo se vangloria de ter levado 40 milhões de brasileiros da categoria de pobres para a classe média. De fato, levou. Só que não explicou que não iria dar a essa nova turma o que a classe média realmente demanda em termos de bons serviços públicos de saúde, educação, transportes, e um comportamento moral e ético adequados. Cometeu um grande erro estratégico ao imaginar que essas pessoas, enquanto novos e ávidos consumidores, iriam ignorar ou relevar a inexistência de exigências de decência para a administração pública, cometendo impropriedades como o mensalão, uma dúzia de ministros corruptos e a tentativa de impor uma PEC 37 para salvá-los, por exemplo. Não imaginou ainda que essas pessoas não aceitariam a enorme corrupção que grassa em todo o governo e igualmente no Congresso e a imoral realização da Copa do Mundo, com dinheiro devido a hospitais e escolas. Não pensou, também, que essas pessoas, assim como todos os cidadãos, não iriam suportar ver o Brasil descer na escala das nações e juntar-se à ralé atual como Cuba, Venezuela, Argentina e alguns países africanos de governos igualmente corruptos, abandonando as boas relações com nossos aliados tradicionais de onde grande parte de nossa população é originária e se orgulha. A indenização aos 40 milhões de brasileiros enganados será bem além dos R$ 0,20 de despesa de transporte que os governos prontamente e covardemente ofereceram como compensação. Verão os governantes atuais – que esperamos que nos deixem em breve – que deram início à “revolução dos 20 centavos” pela qual terão que entregar muito mais. Certamente essa nova classe média não cometerá o erro de criar uma “Comissão da Vingança” pela corrupção e as enganações a que foi submetida pelo atual governo. Ela exigirá apenas amor à Pátria e ao povo, além de trabalho honesto.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo 

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PEC 37

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, ainda não entendeu que o povo perdeu a ingenuidade, acordou para a dura realidade e não vai mais permitir ser enrolado pelos políticos. Ele, fingindo agradar aos manifestantes insatisfeitos com a PEC 37, adiou sua votação, mas o motivo real é o de esperar que os ânimos esfriem, para trazê-la de novo à votação com chance de ser aprovada. Sucede que não queremos o adiamento, queremos que seja votada no prazo adrede marcado e que seja oficialmente vetada para que assim seja respeitada a vontade popular, da qual os deputados são meros representantes. Fui clara, deputado, ou preciso explicar melhor?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com 
São Paulo

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TÁBUA DE SALVAÇÃO

Empresas com prejuízo no balanço, mas com proprietários que fazem movimentações milionárias. Essa situação ocorre com companhias de ônibus de São Paulo, segundo o Ministério Público.  Uma investigação aponta que esse paradoxo é resultado de desvios de recursos pelos donos das empresas, troca de ônibus novos por velhos e venda de linhas que não poderiam ser negociadas porque são uma concessão da Prefeitura de São Paulo.  Entenderam agora por que a aprovação da PEC 37 é a tábua da salvação para alguns?
 
Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br 
Guarulhos

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RESUMO DA ÓPERA

Resumidamente, sem muito floreio: a PEC 37 e seu adiamento para votação na Câmara só interessa a bandidos e marginais.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Vila Isabel

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O SILÊNCIO DO JUDICIÁRIO

E se marchássemos contra o silêncio do Judiciário? Contra os inúmeros processos entulhados nos escaninhos e escrivaninhas dos serventuários de Justiça? Contra a absoluta desestrutura que corrompe os sonhos de última esperança em um Estado democrático? Contra a passividade em que juízes, promotores e nós, advogados, num contexto judiciário inerte e absolutamente falido, assistimos atônitos, no passar dos dias, aos percalços processuais de um sistema engessado e não funcional, sistema que tirou não só a crença de sua população, mas dos próprios operadores do Direito? A quem interessa a falência do Poder Judiciário? A quem interessa a aprovação da PEC nº 37? Há um grito geral da população contra tudo e contra todos, por anos de inércia e usurpação da inteligência alheia, em conluios políticos e de empresários, na ganância e no afã de projetarem lucros cada vez maiores, sem uma contrapartida digna a nós, “simples mortais”. Em tudo o que ocorre, no verbete popular, quem marcha é a população e está na hora de se sentir o peso que encerra esta longa caminhada, uma jornada de indignação, que deve buscar a ampla reflexão para o bem de todos – e, quem sabe, os operadores do Direito, conjuntamente, juízes, advogados, promotores e servidores em geral, possam iniciar essa jornada visando resgatar o Poder Judiciário e recolocá-lo como uma verdadeira pilastra de um Estado democrático de direito.

Luiz Mário Seganfreddo Padão padaolm@terra.com.br 
São Paulo

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TRAGÉDIA DE HOJE, FARSA DE AMANHÃ

Marx anotou que a história se repete duas vezes, a primeira como tragédia, a segunda como farsa. Lembro-me do PT na oposição: condenando a corrupção, as privatizações, as viagens do outrora presidente, a qualidade dos serviços públicos, a política econômica e repudiando a pretensão de se adquirir um novo avião para a Presidência da República porque “seria desperdício de dinheiro público”. Com a chegada ao poder, tivemos o maior escândalo de corrupção da história do País (mensalão), cujos autores nem sequer foram expulsos do PT, e agora temos a PEC 37 – que impede o Ministério Público de investigar crimes de corrupção – proposta por um deputado federal do PT. As privatizações ocorrem agora sob um novo nome (concessões, parcerias, etc.), as viagens internacionais com comitivas enormes foram realizadas em número muito maior que dos governos anteriores (!) e com um avião novinho adquirido logo no início de mandato. Agora, sob a rubrica “País rico é um país sem pobreza”, nossa “presidenta” afirma que o dinheiro investido nas obras da Copa se trata de “financiamento que será devolvido”, condenou uma minoria autoritária por atos violentos, clamou por nossa obrigação de sermos “alegres e receptivos” e afirmou o amplo combate à corrupção. Esqueceu apenas de explicar o motivo pelo qual os 27 bilhões em obras não foram usados para financiar a melhoria dos serviços de educação, saúde e transporte  – pois foi o poder econômico, e não a cidadania, que foi ouvido em primeiro lugar. Esqueceu de dizer por que é de um parlamentar do PT a proposta que retira poder do Ministério Público para combater a corrupção. Lamentável. Palavras que não correspondem à realidade. Decepção. Espero apenas que o Brasil acorde e não permita, nas próximas eleições, que essa tragédia de hoje continue como a farsa do amanhã.

Fernando Bianchini fernando@mp.sp.gov.br 
São Paulo

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REFORMA POLÍTICA

Dilma disse que está disposta a fazer a reforma política, mas sobre a reforma tributária e a judicial não se fala. Na realidade, é preciso fazer a reforma no Brasil como um todo, pois está quase tudo errado. Os políticos criam dificuldades para o povo enquanto se criam facilidades intermináveis para os mesmos.
 
Carlos Alberto caq05@uol.com.br 
São Paulo

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EPÍLOGO INDESEJÁVEL

Na estrutura política dos países democráticos, os partidos constituem o elo entre a Nação e o Estado. Cabe-lhes, pois: captar os anseios da primeira e transformá-los em objetivos nacionais; adotar manifesto, estatuto e programa consentâneos com eles; atrair adeptos de suas propostas, que os levem ao Poder de Estado, pelo voto; e, uma vez lá, implementar o prometido. Nesse mister, não podem esquecer que a Nação os faz seus mandatários, cedendo-lhes parcela do Poder que só a ela pertence, para que em seu nome o exerçam corretamente , na busca do bem comum. Ou seja, outorga-lhes direitos – particularmente o de tributar – e deles exige deveres: o de gerirem bem a “cousa pública” ou a “res publica”.  Assim é desde a Magna Carta britânica, de 1215, do Rei João Sem Terra. Lamentavelmente, entretanto, no Brasil, há muito os políticos e seus partidos captam apenas seus próprios anseios, que transformam em fisiologismo, nepotismo, corrupção e outros vícios. Fez-se, pois, o vácuo entre Nação e Estado. Mas em política não há vácuos: algo logo os ocupa; comumente, a voz das ruas, que expulsa os partidos de seu seio, como se está vendo há duas semanas. Assim, resta aos políticos implementarem as Reformas (com maiúscula) que a Nação exige – política, administrativa, tributária, trabalhista, penal, sanitária, infraestrutural e, principalmente, moral. Ou a História do Brasil se repetirá como farsa, com novo epílogo bem diverso daquele a que almejamos.   
 
Gil Cordeiro Dias Ferreira gil.ferreira@globo.com 
Rio de Janeiro

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MANIFESTAÇÕES PELO PAÍS

Grandes motivos provocaram o povo a sair às ruas e pela gravidade de cada um. Isso converte o aumento dos ônibus numa conquista de somenos importância. Ao listarmos todos os escândalos ocorridos até o presente, verificaremos que o povo até que suportou muito a decidir pelas manifestações. Suportou porque acreditou que as instituições resolveriam por si, mas nada ocorreu porque o próprio Estado abre suas asas sobre corruptos que campeiam pelo País e atuam em suas instituições; não pune como deveria punir, quase não se aplica a Lei de Responsabilidade Fiscal, não conduz a administração pública de forma exemplar com responsabilidade, gasta absurdos em viagens e comitivas desnecessárias. Os escândalos financeiros são maquiados apenas com demissões de tapinhas nas costas. Demitem ministro que retorna ao cargo de senador... Outro, condenado pela Suprema Corte no mensalão, continua sendo deputado, fazendo parte da CCJ – Comissão de Constituição e Justiça... Assim, somente o povo unido nas ruas mudará o País!

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com 
São Paulo

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RECADO
Com todo o respeito, Papa Francisco, agora não é uma boa hora para Vossa Santidade aportar no Brasil. O povo no momento não anda lá muito católico, como se diz!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

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CANSEI DE NOVO

Finalmente o povo brasileiro entendeu as razões do movimento “Cansei”.

Ronaldo José Neves de Carvalho rone@roneadm.com.br 
São Paulo

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OS VERDADEIROS VÂNDALOS

Os grandes vândalos mesmo não são os que estão nas ruas, e sim dentro do Congresso Nacional, dos Palácios e das Assembleias e Câmaras Municipais, os maus que se utilizam dos recursos do povo em beneficio próprio. Esse é o Brasil, hoje, agora os governantes estão enclausurados nos Palácios e o povo cobra nas ruas. E vão cobrar mais, nos aguardem.

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com 
Curitiba

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VELHOS CARAS-PINTADAS

Às ruas, brasileiros! Como é bom ver essa juventude protestar em nosso lugar, nós, que protagonizamos as marchas de 1964, 1968, 1984 e 2002, não poderíamos estar mais rejubilados. Durante essa hibernação letárgica por mais de 20 anos, sinto orgulho em dizer que todos os missivistas que batalharam nas coxias através das colunas de “Fórum dos Leitores” e em especial do nosso “Estadão”, contribuímos estoicamente e, sem arrefecer, para isso. Somos e sempre seremos os caras-pintadas, os indignados com essa gigantesca corrupção, mãe de todos os males que nos afligem. 

Klaus Reider vemakla@hotmail.com 
Guarujá

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INVERNO BRASILEIRO

O mundo inteiro assistiu e falou da Primavera Árabe, que explodiu nos países árabes derrubando governos de ditadores e corruptos. Agora, no Brasil, vemos aquilo que pode ser chamado de “Inverno Brasileiro” contra os políticos corruptos. Manifestações por todo o País a fim de derrubar esse governo corrupto que toma conta do dinheiro público de forma vergonhosa, desviando-o para contas fantasmas fora do País para uso próprio, para que seus respectivos familiares vivam gastando no exterior, sem se importarem com a população. Mas o tempo fechou e os louros que o verão brasileiro lhes proporcionava acabou com a chegada desse inverno.
 
Valdy Callado valdypinto@hotmail.com 
Vila Clementino

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PADRÃO FIFA

A voz das ruas, em alto e bom som, é nítida: em troca dos altíssimos impostos cobrados, queremos um Brasil “padrão Fifa” dentro e fora dos estádios. Nada menos. Ficou claro?
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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LÓGICA ABSURDA 

Quando prefeitos e governadores foram forçados a baixar o valor da tarifa do transporte público, disseram que terão de aumentar o subsídio para as empresas. Quanto menor a tarifa, mais dinheiro público deve ser injetado. Se os estádios da Copa foram reformados e construídos com dinheiro público, porque essa lógica inversamente proporcional não é aplicada no absurdo valor dos ingressos?

Sérgio Aparecido Nardelli sergio9@ig.com.br 
São Paulo

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MINISTRO MUDO

O ministro da Justiça falou que iria mandar a PF investigar a PM Paulista (governo do PSDB) e também deve ter dado ordens para as polícias do Distrito Federal, da Bahia e do Rio de Janeiro para deixarem os manifestantes à vontade, sem agressão, pois esses são da base da corrupção. Depois desses acontecimentos, ele ficou mudo, só voltou às suas perolas sobre a PEC 37, dizendo que o povo falava para cancelá-la, mas não sabia o que ela era (só ele e Lula sabem).

Delcio da Silva delcio 796@terra.com.br
Taubaté

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REDUÇÃO DA TARIFA DE ÔNIBUS

Não dá pra acreditar! Haddad e Alckmin, adversários políticos, ambos de luto por causa da redução no preço das passagens de ônibus.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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LOBBY FORTE

O lobby das empresas de transportes é tão grande que é o único lugar no Brasil em que idoso tem que ter mais de 65 anos.

Nelson Pereira Junior vallepereira@yahoo.com.br 
São Paulo

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ECONOMIA

Segundo reportagem do “New York Times”, de 24/6, a “Decadência de Eike Batista reflete o destino do Brasil”, pois sua fortuna, que era em 2012 de US$ 34,5 bilhões, passou em 2013 para US$ 4,8 bilhões. Não será mesmo este o retrato do brasileiro comum que, acreditando nas falsas benesses do governo, se endividou acima do permitido e agora vê a possibilidade de perder tudo aquilo que pensava estar conquistando? Este é o resultado do governo do PT que prometeu, pelas “sábias” palavras de Lula, o maior vigarista que assumiu a Presidência do País, em 2003, o “espetáculo da economia”. Pena que o desfecho desse espetáculo tenha sido tão nefasto para o povo brasileiro. E ainda vem o governo atual, com o cinismo de sempre, afirmar que não sabe o porquê dos protestos nas ruas. Ah, não?! Basta ler os cartazes contra a corrupção, a PEC 37, a não prisão dos mensaleiros, os gastos abusivos com as Copas e outros e outros... E aí teremos a causa da decadência do País e da revolta da população. 
 
Neiva Pitta Kadota npkadota@terra.com.br 
São Paulo

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A PROVA

Isso é a prova de que, quando se deseja mal aos outros, Deus não perdoa e dá uma de carcará. Agora, a bola da vez do “cumpanheiro lulista” e o Eike, aquele cujo filhinho aparece mais que o pai, só por causa de notícia ruim. Pelo jeito que a coisa anda, ele não só vai deixar de ser bilionário como esta na fila da falência? Espero que ele resolva os problemas financeiros, pois muita gente vai sofrer, e que o Lula fique até o fim da vida no anonimato,pois já fez muita besteira pelo nosso Brasil.
 
Antonio Jose G.Marques a.jose@uol.com.br
São Paulo

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ECONOMÊS 

O grande problema do economês é entender que uma máquina melhor ou mais robusta ou mais tecnológica vai substituir a inteligência de quem vai conduzi-la. Daí que teorias e doutrinas são meras “máquinas mentais”, que, como um mero trator ou caminhão, dependem de quem vai utilizá-las. Os “economeses” do PT apostaram suas fichas de gente inteligente que as teorias de “dívida externa” baixa significa sinal de grandeza e potência, mesmo que isso se fizesse por meio das dívidas internas, na contramão do que dizia Lincoln, que riqueza se faz com trabalho e não com créditos e dívidas. O que fizeram foi tornar um país com status de primeiro com uma realidade nua e crua de rabutalho de segundo ou terceiro mundo. Para burrice, de fato, não existem máquinas boas ou mais tecnológicas.
 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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SENSATEZ

O governo federal só seria sensato se desistisse da decisão demagógica de perdoar as dívidas milionárias de países africanos e renunciasse às dívidas astronômicas da cidade de São Paulo, condicionando-as à redução expressiva das tarifas.

Suely Jung sjungborges@yshoo.dfom.br 
São Paulo

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A VIGILÂNCIA DOS EUA

Os governos dos Estados Unidos construíram nas últimas sete décadas um escudo de defesa midiática impressionante. Estão acima de qualquer suspeita. A guerra fria foi a principal responsável por essa situação. O melhor exemplo foi a mentira confirmada sobre Bush para invadir o Iraque, onde mais de 100 mil pessoas perderam a vida. Há muitos exemplos de crimes idênticos a esse, mas um em andamento está se repetindo: a denúncia, com provas, de espionagem dos EUA sobre seu próprio país e o mundo. E qual é a estratégia do escudo de defesa midiática? Mudar o foco do gravíssimo crime de espionagem sobre todo o mundo para condenar como crime a fuga do denunciante (Edward Snowden). Uma inversão de valores. Estão querendo transformar o acusador em réu. Será que existe algo mais ameaçador para o mundo do que a perda da liberdade de pensar e de opinar, sobre qualquer assunto, que não coincida com o que pensa o império (EUA)?
 
Antonio Negrão de Sá negraosa1@uol.com.br  
Rio de Janeiro

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QUEM NÃO DEVE NÃO TEME

Muito tem se falado a respeito de Edward Snowden, ex-CIA, que, após dar detalhes sobre a “espionagem americana” contra civis, fugiu para Hong Kong em busca de asilo. Ele revelou o ultra-secreto programa PRISM, que tem por função vigiar as comunicações (telefones, e-mails, etc.) de cidadãos americanos e estrangeiros nos EUA. Após a polêmica da dita “espionagem” é de se parar para refletirmos a respeito de até onde Snowden é mesmo o “mocinho injustiçado” na história. Os Estados Unidos são a nação mais visível em nível político e econômico no mundo. Atraem para si tanta atenção que já polarizaram diversas opiniões, que vão do amor ao ódio. Em 2001, foram atacados pelos terroristas islâmicos da Al-Qaeda e, desde então, sofrem com ameaças terroristas. É bem verdade que, na condição de auto-intitulados “policiais do mundo”, os americanos gostam de estar presentes em todos os assuntos que dizem respeito a impactos econômicos para eles e condutas políticas esquerdistas. Mas, observando de outro prisma, há de se dar razão ao governo americano por criar um programa de vigilância preventiva, a fim de desmantelar complôs terroristas ou ações que visem levar o caos ao país deles. Numa segunda “intifada filosófica”, podemos facilmente vislumbrar a linha de pensamento que o governo não liga para o que você gosta, diz ou faz; dentro dos conformes de qualquer cidadão de bem. Você pode criticar o governo americano e continuar usufruindo de todas as benesses de lá. Chegamos ao dito popular “Quem não deve não teme”. 
 
Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br 
Porto Feliz

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