Fórum dos Leitores

REFORMA POLÍTICA

O Estado de S.Paulo

26 Junho 2013 | 02h09

O jogo da presidente

Ou a presidente Dilma Rousseff é mesmo mal informada ou é mal-intencionada e tentou jogar para a torcida não esclarecida. Ora, para fazer uma reforma política não há a necessidade de Assembleia Constituinte nem de plebiscito. Seria mesmo inconstitucional. Basta lei (ou leis) aprovada pelo Congresso Nacional. Parte das mudanças pode ser feita por lei ordinária; outras, por emenda constitucional. Ao Congresso atual cabe votar os projetos correspondentes. Note-se que já existem tramitando vários projetos nesse sentido. Há, porém, má vontade, corporativismo ou até preguiça dos nobres congressistas para cumprirem com suas obrigações. Pelo jeito, com essa ideia de plebiscito, a "mãe do PAC" quis enrolar os jovens e outros brasileiros que têm saído às ruas, dando a ilusão de que eles poderão ter voz na elaboração de futuras leis.

ÉLLIS A. OLIVEIRA
elliscnh@hotmail.com
Cunha

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Fuga

Em momento de intensa conturbação social, quando mais o Brasil carece de uma liderança, a presidente Dilma parece querer fugir às responsabilidades do seu cargo com uma proposta demagógica de plebiscito popular (sic) para a reforma política.

SERGIO SARAIVA RIDEL
sergiosridel@ig.com.br
São Paulo

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Fora

Dilma perdeu a chance de ficar calada, já saiu falando em plebiscito inconstitucional. Que fora! 

JOÃO BRAULIO J. NETTO
jonjunq@gmail.com
São Paulo

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Ganhando tempo

Este governo não tem credibilidade nem vontade política para buscar novos rumos, e a proposta de plebiscito foi apenas um pretexto para dar tempo ao esquecimento.

RONNY OPDEBEECK
ronny.belga@yahoo.com.br
São Paulo

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Despreparo

Não teria sido menos vergonhoso para Dilma, e para o Brasil, que ela tivesse feito amplas consultas ao Supremo Tribunal Federal (STF), à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a forças políticas antes de fazer o seu pronunciamento, para chegar à conclusão de que a opção da Constituinte anunciada como a salvação da Pátria traria riscos institucionais e que ela teria de recuar? O despreparo dela e da equipe que a assessora é gritante nos mínimos detalhes.

RONALDO GOMES FERRAZ
ronferraz@globo.com
Rio de Janeiro

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Mudar para não mudar

Fica a impressão de que a presidente se apegou à máxima de Giuseppe Lampedusa: algo precisa mudar para que as coisas permaneçam como estão.

LUIZ H. WERNECK DE OLIVEIRA
lhwerneck@terra.com.br
São Paulo

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Autoritarismo

Ou a presidente não tem armas concretas para sair desta crise ou, mais perverso, ela aposta nesta situação inconclusiva para vir com soluções populistas de caráter duvidoso e inconstitucional. Muitos falam sobre o perigo de o povo perder o controle dos protestos, mas talvez o perigo maior seja o povo não enxergar o possível autoritarismo em atos do governo para "atender aos anseios" dos manifestantes.

SERGIO HOLL LARA
jrmholl.idt@terra.com.br
Indaiatuba

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Cara de golpe

Bem mais fácil do que convocar um plebiscito com cara de golpe seria a presidente usar a caneta e cortar os gastos exagerados de seu governo. Poderia, numa demonstração de apoio ao grito das ruas, diminuir essa sangria de 39 ministérios, uma vergonha diante de tantas necessidades prementes do País. Segundo o ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto, "nenhuma autoridade constituída tem poder para convocar uma Assembleia Constituinte. Se o fizer, não estará atuando no plano jurídico".

IZABEL AVALLONE 
izabelavallone@gmail.com
São Paulo

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Plebiscito

Cuidado! Foi com esse mesmo artifício que Hugo Chávez mudou a Constituição venezuelana para permitir naquele país a reeleição ilimitada e perpetuar-se no poder.

SEBASTIÃO E. ALPHA
sebastiao.alpha@usinazul.com.br
São Paulo

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PACOTE ANTICORRUPÇÃO

Inconsistências

Entre as muitas inconsistências das promessas feitas pela presidente Dilma esta semana, uma destacou-se pela falta de objetividade: transformar a corrupção em crime hediondo. Ela simplesmente não disse de onde sairiam os muitos bilhões de reais necessários para construir pelo menos mais uns cem presídios.

HÉLIO DE LIMA CARVALHO 
hlc.consult@mail.com
São Paulo

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Mais faxina

Dona Dilma diz que prepara agora um pacote contra a corrupção. É bom lembrá-la de que a faxina começa em casa: limpeza nos ministérios, nas estatais e onde mais for necessário. E, a propósito, quem é conivente com corruptos corrupto é.

MARIA DE F. PEREIRA NICIOLI
fatima_pn4@hotmail.com
Jacutinga (MG)

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Sem disposição

Enquanto o povo fica, entusiasmado, participando de manifestações pelo "Não à PEC 37", a nossa presidente, que aparece com ar compungido na TV prometendo alhos e bugalhos para tentar sair do enrosco em que o governo está metido, no dia 20/6/2013, de forma furtiva, sancionou a Lei n.º 12.830/2013, determinando que a investigação criminal seja conduzida pelos delegados de Polícia. Essa lei se antecipa à indesejada Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37 e cuida de concentrar os poderes investigatórios no âmbito da polícia judiciária. Fica clara a pouca disposição do governo Dilma de se afinar com a vontade demonstrada pelo povo nas ruas do Brasil. Essa é a verdadeira Dilma Rousseff, não aquela do comunicado à Nação transmitido em cadeia nacional.

MARA MONTEZUMA ASSAF
montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

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Quem acredita?

Se a presidente sancionou conscientemente a Lei n.º 12.830, que tem o mesmo espírito da PEC 37, sua credibilidade acaba de evaporar-se de vez e todos os pactos propostos na segunda-feira já nascem mortos.

CAIO A. BASTOS LUCCHESI
cblucchesi@yahoo.com.br
São Paulo

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OS PACTOS DE DILMA

Lemos na página A1 do “Estado” de 25/06 que, ao mesmo tempo em que a presidente Dilma propõe uma Assembleia Constituinte para a reforma política, é contestada por parlamentares e ministros do Supremo Tribunal Federal de que será um golpe à Carta Magna atual. Ora, desde quando uma proposta reivindicada pela população que saiu às ruas em manifestações – algo que desde 1992 não se assistia neste país –, depois de tantas roubalheiras e benefícios indevidos àqueles que de alguma maneira alcançaram os mais altos postos do Estado, seria um golpe? Evidentemente que ao povo, cansado de tantas injustiças e explorações, não escapa o caráter oportunista da presidente para amenizar a parte que lhe cabe, e não é pouca, da situação a que chegamos, apesar da decantada transparência de um governo petista, que tem agido com uma opacidade impar. Lembremo-nos do episódio do Mensalão. Pergunto: por que o povo não poderia votar na escolha dos seus representantes para uma Assembleia Constituinte com poderes previamente definidos, com uma diretriz a ser definida pelos meios jurídicos e aprovados ou não pela população no referido plebiscito? Em tese, é o mesmo povo brasileiro que escolheu os integrantes da Assembleia Nacional Constituinte de 1988, elaborada com certas lacunas, das quais se aproveitam os criminosos até hoje. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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CONSULTAS POPULARES

Consulta popular, só se a última, sobre desarmamento, for integral e definitivamente respeitada.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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UMA NOVA POSTURA

Nova postura assumiu a presidente Dilma, anunciada na reunião de segunda-feira com os governadores e prefeitos das principais cidades. Claro que elas decorrem das manifestações populares de junho. O primeiro ponto é o compromisso de manter a devida responsabilidade fiscal. Interpreto que isso quer dizer que a inflação baixa volta a ser uma atividade corrente de governo. O povo deu mostras de que não concorda em aceitar as constantes remarcações de preços enquanto a sua renda custa a ser alterada. E os reajustes foram efetivamente o estopim das manifestações. Outra postura proposta é a da convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva para efetuar uma “reforma política”. Entendo que seja a revisão dos mandamentos políticos federativos e do processo eleitoral. São dois pontos essenciais para proporcionarem ao País a retomada do desenvolvimento sustentável.

Helio Mazzolli  mazzolli@terra.com.br  
São Paulo

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PROPOSTA MOROSA

Um dos temas trazidos a debate para as manifestações foi a necessidade de uma reforma política que traga maior representatividade para a população. De fato, o sistema em funcionamento no Brasil não tem agradado à população, que sente que seus representantes no Poder Legislativo estão longe de representar seus anseios. Há vários projetos tramitando no Congresso sobre o tema, mas falta consenso sobre diversos pontos. É, pois, moroso realizar plebiscito para que a população opte por uma mini-reforma constitucional. A proposta deveria ser a realização de plebiscito para apontar, dentre as propostas em discussão, qual delas a população entende ser a que melhor atende suas necessidades.

Claudio Silva calaudyo@gmail.com 
São Paulo

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SOLUÇÕES PARA A EDUCAÇÃO

Sra. presidenta Dilma, o povo brasileiro está cansado de pactos. O que ele anseia são medidas concretas nas áreas de educação, mobilidade urbana, saúde e segurança, assim como uma legislação muito mais rigorosa para punir políticos e funcionários públicos corruptos.  Abordaremos somente a educação, pois há muito a ser feito. Não basta prometer os royalties do pré-sal para a educação. Que tal investir na educação básica, priorizando infraestrutura, escolas públicas com bibliotecas, laboratórios de física, química e biologia e salas de informática e também o professor empregando recursos financeiros em sua formação profissional e pagando ótimos salários para atrair as pessoas mais capacitadas? Quanto melhor a instituição de ensino – mensurado pela classificação dos seus alunos em provas quantitativas de português, matemática e ciências – maior volume de capital a escola receberá.  Finalmente, poderia ser instituída a obrigatoriedade de todo funcionário público – nas três esferas: municipal, estadual e federal – assim como os políticos matricularem seus filhos nessas escolas. 
 
Fábio Zatz fzatz@uol.com.br 
São Paulo

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UM MOMENTO HISTÓRICO

Nesse momento histórico que vivemos, até a reforma política parece estar voltando às discussões. Não seria hora de voltar a pensar num regime parlamentarista no Brasil, com voto distrital misto? Acredito que uma Câmara com, no máximo, 220 deputados, poderia compor um congresso mais limpo e atuante para o bem de todos os brasileiros.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com 
São Paulo

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SÃOS E INSANOS

Eu acho que essa mulher está louca.  Enquanto o povo nas ruas pede seu impeachment, ela finge que vai fazer mais e melhor. O quê? O governo petista está aí há mais de dez anos a roubar o País, a quebrar a Petrobrás e a impor ao povo 40% de carga tributária!   Só uma louca viria, nessa altura dos acontecimentos, fazer promessas por sobre tudo aquilo que seu governo e seu partido trouxeram de indecência, incompetência e desvirtuamento das necessidades e desejos da sociedade brasileira. Ela ainda não percebeu que o povo quer ela na rua? Como pode alguém acreditar numa proposta de reforma política, sendo que ela e seu partido degradaram a política brasileira com o mensalão, fichas-sujas e a maior bandidagem jamais sonhada no Congresso?  Como alguém, em sã consciência, pode esperar que o governo, alquebrado nesse fracasso generalizado que se evidencia a cada dia, possa achar milhões e milhões de reais para tentar consertar o transporte, a educação e a saúde?  Vão sair de onde 

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br 
São Paulo

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PACTOS VAZIOS

Pacto por responsabilidade fiscal, por reforma política, por transportes, por saúde e por educação. E ficou de fora a segurança, a corrupção política e a impunidade deslavada, etc. No ano passado, numa palestra de um figurão da Polícia Militar, exatamente sobre segurança, foi perguntado ao palestrante sobre sua opinião sobre a segurança nos eventos a acontecer, em particular, na Copa de 2014. Ele foi enfático. “Não vai acontecer nada. Vocês se lembram dos Jogos Panamericanos no Rio? Aconteceu alguma coisa? Vocês já ouviram falar em ‘pacto’?”

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com 
São Paulo

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MÁQUINA ENFERRUJADA
 
A máquina administrativa do governo em todos os níveis tem a modernidade e a eficiência dos anos 1940. A cada computador de última geração adquirido são contratadas centenas de operadores para uma só máquina. A evolução não chegou aos ministérios e às repartições públicas, o cheiro de naftalina e o barulho abafado dos velhos carimbos validando documentos impressos em máquinas ultramodernas. Não há como um país sair do buraco com grande parte das verbas destinadas a pagamento de salários e mordomias de funcionários públicos e só uma pequena parte destinada a investimentos. A reforma de Dilma deve começar com um recadastramento de todos os funcionários públicos federais, seus cargos e locais de trabalho em todo o País. O número de funcionários públicos federais do Rio de Janeiro é maior que o de Brasília. Isso tem lógica? É o ralo gigante por onde escorre o dinheiro de nossos impostos.
 
Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br 
São Paulo

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VOTO DISTRITAL
 
No Fórum dos Leitores – “Estado”, 22/6, A2 – um leitor faz comentários sobre a crise de representação dos partidos, que não mais representam os anseios de seus eleitores. O próprio senador Cristovam Buarque, em manifestação no Senado, também reconheceu que os atuais partidos são clubes eleitorais que precisam ser reorganizados com base em ideologias (“Estado”, 22/6, A16). Isso somente seria possível se os nossos operantes congressistas abdicassem de seus interesses pessoais para votarem a tão esperada reforma política com o voto distrital.
 
José Ávila da Rocha peseguranca@yahoo.com.br 
São Paulo

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ANDANDO EM CÍRCULOS
 
É notável como esse pessoal de Brasília consegue falar tanto e não dizer absolutamente nada. Aliás, típico de políticos.  A nova fala da presidenta Dilma, quase um “replay” da anterior, serviu apenas para irritar um pouco mais aqueles com razoável discernimento. O grosso da população “boiou”, posto que usaram uma linguagem rebuscada e técnica. Assim, é difícil saber a quem eles pensam que estão enganando.
 
José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

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BONECA DE VENTRÍLOQUO

Pacote contra empresas corruptoras, só?! Médicos estrangeiros?!  Quanto mais fala, mais a presidente se perde, talvez porque, sendo boneca de ventríloquo, não age pelas próprias pernas, pois habituou-se a somente macaquear sob a sombra do suposto grande líder que, afinal, também deve estar, a essas alturas, pasmo. O castelo de areia criado pelo PT começa a ruir e não haverá bolsa-quinquilharia capaz de apaziguar o cansaço da população com os desmandos dos políticos e seus roubos, mentiras, desonestidade, poucas vergonhas. Das ruas brota uma gente que não quer mais aceitar ser levada no bico pelos que deveriam representá-la, quando apenas se locupletam por meio dela. Precisamos de uma reforma política, respeito, dignidade e decência. Suas excelências são o oposto dos desejos do povo, suas excelências estão caindo de podre!
 
Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br 
São Sebastião

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O POSTE

Em seu pronunciamento, Dilma deu vários atestados de incompetência! Provou que é um poste voluntarioso sem experiência política e que não está preparada para o cargo que exerce! 

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br 
Campinas

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COM QUEM DILMA FALA

A presidente Dilma falou e nada disse. Se dirigiu aos 30% de companheiros e companheiras (do PT) e nem notou que devia estar falando aos: brasileiros e brasileiras. Até quando?

Ivan J Schwarzenberg navinegro@hotmail.com.br 
São Paulo

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E AGORA?

Dilma, o discurso para os governadores foi ótimo, lindo e maravilhoso como a música. O Brasil exige atos práticos de imediato. E agora?

Maurício Tarandach mautaran@gmail.com 
São Paulo

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MOMENTO DE UNIÃO

No contexto global, as intenções das declarações da nossa presidenta, pronunciadas na reunião com governadores e prefeitos, mostrou à população e principalmente aos profissionais da área da saúde e da educação um reconhecimento de que, em seu último pronunciamento, a presidenta se equivocou de uma maneira amadora, politicamente falando. Agora o momento requer que todos os políticos e partidos políticos se unam no sentido de acelerar a viabilização dos pontos mencionados, com a cobrança de medidas democráticas, objetivas e principalmente realistas, frente a disponibilidades orçamentárias com responsabilidade fiscal e de endividamento.

Sergio Skarbnik sergioskarbnik@yahoo.com
São Paulo

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A ELEIÇÃO É A PREOCUPAÇÃO

Vê-se claramente, pelas declarações da nossa presidente, que ela está mais preocupada com a sua reeleição do que resolver o que as manifestações pedem nas ruas.

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com 
São Paulo

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O LEVANTE

Cansada de só pagar a fatura, a população acordou para a realidade.  Saiu da passividade e mais de um milhão de pessoas de todas as classes, idades e credos, foi às ruas exigir mudanças. Rapidinho, a presidente Dilma Rousseff levantou-se do trono da ilha da fantasia, Brasília, coisa que só fazia para aconselhar-se com o guru, Lula, e, na tentativa de acalmar o levante popular, anunciou propostas que há tempos estavam trancadas nas gavetas do Congresso. Uma delas, a do direcionamento dos royalties do petróleo para a educação, está mofando desde 2008. Saturou a paciência, senhora Presidente, com discursos falaciosos e populistas, de partidos de “negócios” em que a corrupção, o tráfico de influência e o lobby sempre foram o carro chefe. São tantas as reivindicações, mazelas e macetes, que se eu escrevesse o dia inteiro não chegaria ao fim. O importante é que a caridade com chapéu alheio, as doações do que não lhe pertence, a manipulação da pobreza e o afago a corruptos, práticas corriqueiras do governo, estão com os dias contados.   

Sérgio Dafré  sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí

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REUNIÃO DOS VÂNDALOS

A foto da reunião dos governadores e prefeitos com a presidente Dilma para não decidirem nada e elaborar um documento que é mais uma peça de ficção bem que merece o título de “Reunião dos Vândalos”. Sim, porque eles não estão nem aí. Estão pensando agora de que maneira vão passar a vandalizar no governo, porque a usada já não se aplica mais.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com  
Vila Isabel

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MITOLOGIA DO NADA

Perplexo, o PT busca o concreto para operar sobre o grito difuso das multidões indignadas. Basta ativar sua memória: o inconformismo é “contra tudo que está aí”. Defini-lo cabe aos governantes emparedados, não aos que empunham as bandeiras.  Pouco importa se factível ou utópico. O veneno é o mesmo, amargo, quase letal.  Quem manipula o poder tem de caminhar pelos labirintos sociais e decifrar a mitologia do nada. E do tudo. A tática foi criada pelo PT. A geração seguinte a emprega. Como no verso de Borges, “O passado é a argila que o presente lavra à vontade. Interminavelmente”.
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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VAZIO DE ESPERANÇA

Antes de o PT chegar ao governo havia, para muitos dos brasileiros, uma esperança. Chamava-se PT. Uma esperança meticulosamente construída a partir de uma oposição que, muitas vezes, não vacilou em lançar mão da mentira e da ilusão para desqualificar seus adversários e vender ao povo a falsa garantia de que ela, sim, e só ela, era capaz de fazer não apenas o possível, mas sobretudo o impossível. Hoje não há mais aquela esperança. O País não tem nem governo nem oposição. Muita gente esclarecida não quer mais ouvir falar de políticos, mesmo sabendo que não há sociedade sem eles. Nunca antes um partido foi responsável por provocar repulsa tão grande à política e aos políticos no nosso País. 

Euclides Rossignoli euros@ig.com.br 
Itatinga

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PELA COERÊNCIA E A DIGNIDADE

Pelo amor à coerência e à dignidade, alguém que tenha condições explique à presidente que a única maneira de acabar com a corrupção neste país é saber escolher os que com ela, doravante, governarão o Brasil. E é tão simples: honestidade e retidão, sempre antes da competência. Não há necessidade alguma de pacotes demagógicos usando os mesmos que, desde o início, rodeiam-na. Agora, se nem para tal escolha ela tem liberdade, ela que renuncie, caso tenha, ainda, algum amor por este país. Afinal, não foi por amor que ela diz ter ido para a clandestinidade e afirma, de pés juntos, disso ter orgulho até hoje?

João Guilherme Ortolan grizoniautomoveis@hotmail.com 
Bauru

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STF POR ELEIÇÃO

O momento que o Brasil vem passando, com manifestações justas focalizando a necessidade de um Brasil sem corrupção, faz-me lembrar de propor novamente, como já o fiz, que os nossos juízes do Supremo venham a assumir o cargo sendo eleitos pelos juízes e desembargadores federais, em vez de serem nomeados, como são agora, pela presidente. Os atuais juízes nomeados não nos dão a certeza de imparcialidade em seus julgamentos, principalmente quando os julgados são políticos ligados a quem os nomeou.    

Valdir Pricoli cambuci@yahoo.com 
São Paulo

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REPRESENTATIVIDADE NA LIXEIRA

As últimas passeatas provaram que nossos senadores, deputados e vereadores realmente não servem para nada, a não ser para seus mesquinhos e individuais interesses, como sempre. Portanto, sua representatividade coletiva foi parar na lixeira, de onde jamais deveria ter saído. Então desapareçam, sumam!

Armando Stelluto Jr. armandostellutojr@estadao.com.br 
São Paulo

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O CLAMOR DAS RUAS

Vejo diversos políticos alegarem que não perceberam o que o clamor das ruas quer, então alerto a todos, sem exceções: quer que tenham vergonha! 
 
Jose Roberto Palma palmapai@ig.com.br 
São Paulo

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BOM DIA AO CAVALO

À receber e ouvir tudo e todos, a presidente ainda terminará dando bom-dia à cavalo...
 
A. Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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LENHA NA FOGUEIRA
 
Enquanto o povo, em todo Brasil, está na rua se manifestando, sendo um dos principais motivos a não aprovação pelo Congresso da PEC 37, que cassa o poder de investigação criminal pelo Ministério Público, Dilma, sorrateiramente, indiferente e alheia aos anseios populares, sanciona a Lei 12.830/2013 que tem o mesmo efeito que a PEC 37, ou seja, o Ministério Público está impedido de qualquer investigação criminal. Se as manifestações se alastraram devido à merreca de R$ 0,20, agora o tolhimento investigativo do Ministério Público gera forte motivação. O comparecimento de Dilma à abertura da Copa das Confederações foi a gota d’água para encorpar e propagar as manifestações e agora, numa atitude inconseqüente, botou lenha na fogueira para que as manifestações prossigam indefinidamente.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br  
Vila Velha

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‘PRÊMIOS’ 

Este país premia bandido ladrão assassino com R$ 970,00 por mês, por cada filho; paga R$ 2.000 para prostituta; paga R$ 1.350 para drogados e em nenhum caso eles precisaram ter tempo nem contribuição. Enquanto isso, rouba escandalosamente de uma pessoa que trabalhou por 35 anos e contribuiu regularmente, descontando imposto de renda só porque a pessoa esta no exterior, vivendo com a filha por que, ficando aqui no Brasil, seria muito dispendioso mantê-la, pagando-se tudo! Têm cabimento as injustiças que se fazem neste nosso Brasil? É revoltante.

Sergio Dias Teixeira sdt19@terra.com.br 
São Paulo

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E AGORA, JOSÉ?

Diferente do que aconteceu em 2007 no Maracanã, onde, em meio a vaias, o presidente Lula deixou de abrir oficialmente os Jogos Panamericanos, em 2013, no Estádio Mané Garrincha, em Brasilia, quando a presidente Dilma Rousseff foi também vaiada durante cerimônia de abertura da Copa das Confederações, em 1969 o presidente Emilio Garrastazu Médici foi aplaudido de pé no dia do Fla-Flu no Estádio do Maracanã, com direito a reprise em 1970, num jogo entre o São Paulo e Palmeiras, com o Estádio do Morumbi totalmente lotado. E agora, José?

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br
Volta Redonda (RJ)

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GILBERTO CARVALHO E OS PARTIDOS

O ministro Gilberto Carvalho falou que sem partidos a democracia corre risco e poderemos, assim, ter uma Ditadura. Hoje nós temos já uma “ditadura do PT”, mascarada de democracia pelos seguintes fatores: a PEC 37, que inutilizaria o Ministério Público; o projeto de cerceamento da imprensa; a censura ao jornal “Estado”, uma vergonha; e o cerceamento de jornalistas que criticam o governo, demitidos das empresas por criticarem o PT (vide caso Boris Casoy). Espero que os jovens deste país, que acordaram o gigante adormecido, não se deixem enganar pelas promessas de D. Dilma, pois alguma coisa será feita só até as próximas eleições em 2014. É o que eu espero para termos um país melhor para todos nós.
 
Antônio di Stasi adstasi@yahoo.com.br 
São Paulo

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‘ZELITES’

Para quem sempre combateu as “elites”, o ex-presidente Lula, que era operário humilde e depois sindicalista, deveria explicar aos brasileiros se vai combater a “zelite” a que seu filho “Lulinha” pertence, dono de várias fazendas exportadoras de carne para o mundo, dono da TV Brasília, que adquiriu recentemente um avião por R$ 50 milhões – com a palavra, o Don Juan de São Bernardo...

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br 
São Paulo

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OS NÓS DO TRANSPORTE

A Prefeitura de São Paulo “pensa” em estatizar transporte público. Ai, ai! É tudo que a petralhada atrasada e estatizante queria. Estatizar é encher a máquina de desempregados inoperantes, que em menos de um ano estaria sucateada. A folha de pagamento ficaria tão monstruosa que a cidade entraria em colapso, porque ou faz vias mais rápidas e operantes, ou paga a máquina entupida de gente sem entender nada de transporte público! Triplicaria mão de obra! Agora, se pegassem uma auditoria feita por empresa particular e idônea, veriam que poderíamos ter ônibus de excelente qualidade, com ar-condicionado, etc., circulando pela cidade, pagando aos atuais donos das empresas o mesmo valor de hoje. A Prefeitura não tem dinheiro nem para fazer creches e vai ter para estatizar esse angu de caroço? Mais fácil e barato é fiscalizar do que administrar!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo 

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CHEGA DE IMPROVISO

A reunião da presidente Dilma com governadores e prefeitos das capitais aponta para um encaminhamento de uma das questões que deram origem aos recentes movimentos populares. Efetivamente, o transporte coletivo é um sério problema. Mas fica sem resposta uma questão básica, ou seja, as concessionárias não terão nenhuma participação, reduzindo parte de seus lucros? E mais, por que os prefeitos e governadores não aproveitam o momento para promover um planejamento amplo e geral sobre a situação em suas regiões? Chega de improviso. É hora de mostrar competência.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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REVOGAÇÕES DE MERCADO

Depois da revogação de preço das tarifas dos ônibus e do congelamento das taxas dos pedágios paulistas, gostaria de saber quando vão revogar os preços nos supermercados.

Delpino Veríssimo da Costa dcverissimo@gmail.com 
São Paulo 

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COMPARAÇÕES OPORTUNAS

O metrô de São Paulo e o da cidade do México começaram quase na mesma data. O nosso tem 68 km e o deles tem 210 km. Isso demonstra a “prioridade” que damos ao nosso transporte público. 
A linha amarela, por exemplo, tem estações completamente paradas, ninguém trabalhando, sem contar os prazos de entrega das linhas, tão longos que, no mesmo período, na China, seria feito um trem-bala. Por fim, uma pergunta: alguém já comparou o custo por quilômetro do nosso metrô com o de outros países? 
 
Gustavo Guimarães da Veiga gjgveiga@hotmail.com 
São Paulo

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REBELIÃO ILÓGICA

Sou um dos que não entendem a lógica da chamada “rebelião dos 20 centavos” e as loas a ela tecidas. Depois de dois anos de vigência pacífica da tarifa de R$ 3,00 nos ônibus, num contexto de inflação próxima a 10%, as passagens são aumentadas para R$ 3,20. Continuam em vigor as regras que beneficiam os “heavy users” do sistema, os assalariados recebendo o vale-transporte, todos os estudantes pagando 50% da tarifa cheia, os deficientes físicos favorecidos, inclusive com um transporte especifico – limitado, funcionando do jeito brasileiro, mas funcionando – e as pessoas acima de 60 anos com isenção total das tarifas. Somando todos os beneficiados aos não usuários do sistema – crianças, classes A e B com uso massivo de transporte pessoal, profissionais cujo mister os obriga ao uso de automóvel e alguns etcs., devemos alcançar perto de 100% da população de São Paulo. E aí se inflamam os espíritos, transforma-se uma não causa em heroísmo, salvação da Pátria. A presidente vem a São Paulo ouvir o seu chefe e os dois ordenam que o seu preposto na Prefeitura recue no aumento. E a tarifa volta ao anterior. Vitória, vitória, proclamam os jovens do movimento, a imprensa, os inflamados tolinhos. O grupo que deflagrou a coisa toda comunica que com a vitória os protestos têm fim! Está todo o mundo louco? Continuamos a acreditar que existe almoço grátis? Que é possível fazer truques com contabilidade de custos? É evidente que o prefeito vai ter de buscar recursos para o rombo estimado em R$ 200 milhões.

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br 
São Paulo 

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ISS RELIGIOSO

Prefeito Haddad, já que o senhor decidiu, ou, pelo menos, falou, que o não repasse do aumento das tarifas de ônibus iria causar diminuição de verbas para a saúde e a educação, vou lhe dar um conselho: porque não cobrar o ISS das religiões? Eles gastam muito em programas de televisão, praticamente 24 horas. Haja saco!
 
Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br 
São Paulo

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O PODER DAS REDES SOCIAIS
Os governos não podem mais ignorar que as redes sociais ganharam um poder avassalador de arrebanhar um contingente de pessoas jamais imaginado pelos políticos, sindicalistas ou religiosos. As redes tomaram a dimensão de aglutinar pessoas para participar de um movimento de protesto que acabou surpreendendo até mesmo aos institutos de pesquisas e a própria presidente da República, Dilma Rousseff. A capacidade de articulação dos movimentos pelas redes sociais foi surpreendente nos últimos dias, tanto que os governos tiveram de repensar sua utilização, haja vista que diversas convocações para protestos em todo o país foram feitas pela web. Para se ter uma idéia da influência da internet nos protestos, o evento no Facebook de convocação que era contra o aumento das tarifas de ônibus, metrô e trem superou o número de 200 mil confirmações em poucas horas, um verdadeiro fenômeno. A rapidez na troca de informações foi o diferencial nas manifestações que tomaram o País nos últimos dias, deixando as autoridades atordoadas

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 
São Paulo

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ECONOMIA

Presidente Dilma: urge que a senhora venha a público explicar os empréstimos e doações que seu governo vem fazendo sistematicamente. Essa absurdez implica em US$ 3 bilhões para Angola, US$ 1,4 bilhões para Cuba e R$ 1 bilhão como doação para o Sudão construir uma estrada de ferro que será executada pela Odebrecht (parceiro do Lula) e o mais grave e estranho é que o seu ministro de Desenvolvimento, Fernando Pimentel, determinou ao BNDES que essas ações fossem classificadas como secretas para que ninguém tivesse acesso aos fatos. Isso nos dá o direito de pensar que existe alguma coisa horripilante atrás dessa aberração. A Nação espera uma explicação urgente e inteligível.

Ivan Bertazzo ivan.bertazzo@gmail.com 
São Paulo

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REGULAÇÃO DOS DIREITOS DAS DOMÉSTICAS

A ampliação dos direitos dos empregados domésticos está no rol daquelas questões moralmente incontestes. Entretanto, longe de boas intenções, sua aprovação foi apenas populista e eleitoreira. 
Pela própria natureza de seus serviços, o trabalhador doméstico é profundamente diferenciado. Ao protegê-lo por CLT, desperdiçou-se a chance de se debaterem outras propostas, mais flexíveis e inteligentes, que amparassem essa relação trabalhista especial. A norma envolvida não é, obviamente, a mais adequada.
Gostemos ou não, a atual legislação trabalhista é um dos principais entraves à competitividade econômica. Presença significativa no “custo Brasil”, é uma das causas da informalidade e contribuinte expressiva de nosso sofrível ambiente de negócios. Dela também deriva uma Justiça do Trabalho burocrática, inflexível e onerosa. Transportar uma norma anacrônica do ambiente empresarial para o doméstico é apenas validar um modelo disfuncional, que apenas trará mais problemas que benefícios aos envolvidos.  Na verdade, o que precisamos há muito é de reformas estruturais profundas e de menos ideologia e populismo eleitoreiro. Está aí mais uma ótima pauta para as ruas: reformas!

Nelson Amantéa nelsonamantea@uol.com.br
Itu

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