Fórum dos Leitores

REFORMA POLÍTICA

O Estado de S.Paulo

28 Junho 2013 | 02h05

A hora é esta

O povo tomou a iniciativa e deu os primeiros lances. A peteca agora está com o governo e as lideranças dos movimentos não podem deixá-la cair, mantendo o governo acuado e na defensiva. A formulação da reforma política é uma boa estratégia, sendo essa a mãe de todas as outras reformas. Há itens vitais, como a melhora do voto, tornando-o facultativo e distrital. Outros, como a redução dos partidos, fim dos suplentes, ficha dos candidatos, etc., devem ser incluídos. A oportunidade chegou e é única...

GILBERTO DIB
gilberto@dib.com.br
São Paulo

*
Voto distrital

A única forma de aproximar o político de seu eleitorado é o voto distrital puro. Para tanto o Brasil deveria ser dividido em 513 distritos com o mesmo número de eleitores, e não isso que Temer propõe, o tal distritão. O político vinculado ao seu distrito conhece melhor os anseios da população e está muito mais próximo dela na hora de cobrança de resultados. O voto distrital possibilita até o recall. Outros aspectos que devem ser abordados na reforma política são o fim do voto obrigatório, das aposentadorias milionárias com apenas duas legislaturas e dos planos de saúde ilimitados para políticos à nossa custa, horário eleitoral gratuito só às vésperas da eleição - se o partido quer fazer propaganda, que vá ao mercado e compre espaço, como é nos EUA. E, acima de tudo, nada de dinheiro público para bancar essa gente. O Brasil precisa estar atento, pois já estão começando a colocar o bode na sala para o resultado final ser uma enganação.

JOSÉ SEVERIANO MOREL FILHO
morel@sunriseonline.com.br
Santos

*
Suplentes e vices

Sem dúvida, seria muito importante na reforma política o fim dos suplentes no Senado. Mas tenho outra questão: para que serve os vices - vice-presidente, vice-governador e vice-prefeito? Imaginem quanto o Brasil economizaria e teria para investir com o fim dos salários deles. Sugiro que na eleição seja indicado o vice, como ocorre hoje, mas sem direito a salário permanente. Ou seja, o vice ficaria com o direito de assumir o cargo substituindo o titular e só receberia salário durante esse período. Não aguentamos mais ver o nosso dinheiro ser jogado fora aos montes.

SEBASTIÃO GARCIA SOBRINHO
garciasgs@yahoo.com.br
Abadia dos Dourados (MG)

*
O gigante despertou

Sim, despertou, mas tem de ficar esperto, monitorando cada passo do Congresso Nacional, que será o responsável pelas mudanças. Novas leis, novas ordens e outras novas têm de vir de lá. Será que eles vão votar contra seus privilégios? Du-vi-de-o-dó!

DARIO A. PASSARELLA
dario.passarella@gmail.com
Mairiporã

*
Manifestações

O Brasil acordou, mas, infelizmente, não abriu os olhos! Não consigo entender: alguém do povo está pedindo reforma política? Plebiscito? Pra quê? Tinham de começar hoje planos e ações para, com urgência, melhorar o transporte público, atender o povo que é jogado em corredores de hospitais, melhorar o ensino tanto nas instalações das escolas como estimulando o aperfeiçoamento dos professores. Cuidado, Brasil, abra bem os olhos...

NIVALDO CHIOSSI
nchiossi@uol.com.br
São Paulo

*
OAB

Parece que a OAB não entendeu as reivindicações das ruas. Pedir plebiscito para doações aos partidos e propaganda eleitoral na internet só pode ser piada ou mal-entendido do que realmente quer a população!

CÉSAR ARAUJO
cesar0304araujo@gmail.com
São Paulo

*
Plebiscito ou referendo?

O povo brasileiro deve ser questionado em primeiro lugar a esse respeito. As decisões da base aliada há muito não representam a vontade popular.

VAGNER RICCIARDI
vbricci@estadao.com.br
São Vicente 

*
Enrolação

É de bom alvitre lembrar que ninguém saiu às ruas para pedir plebiscito. Saímos às ruas para exigir o fim da corrupção, mais segurança, saúde e educação. E para pedir que a justiça seja feita, aplicada devidamente. E não por plebiscitos. Isso aí é pretexto para enrolar os manifestantes!

ALBERTO NUNES
albertonunes77@hotmail.com
Itapevi

*
CARTÓRIOS

Sistema feudal

É bem-vinda a decisão do STF de cassar a liminar que concedia aos administradores interinos dos cartórios não concursados ganharem mais que o teto do funcionalismo público e obrigando a substituição deles por profissionais concursados. Os cartórios (notários e registradores) sempre foram notórios exemplares de um sistema feudal que se perpetua por meio de esquemas corporativos, que se iniciam lá nas cercanias dos Tribunais de Justiça (TJs) e terminam por atender aos inúmeros interesses políticos. Chama a atenção, em particular, o fato de o CNJ ter de baixar resoluções para, além de moralizar os cartórios, exigir dos presidentes dos respectivos TJs o cumprimento da Constituição, que taxativamente exige a necessidade de concurso público (de provas e títulos) para a atividade cartorial, que, em regra, costuma explorar a sociedade, prestando um serviço a preços extorsivos e de duvidosa utilidade, como observou o Estado (O Supremo e os cartórios, 27/6, A3). Note-se que não são simples cidadãos a quem o CNJ exige o cumprimento de precisas e claríssimas normas constitucionais, mas aos presidentes dos TJs. Assim, pode-se dizer sem precipitação que, dependendo do cargo ou da posição social, o cumprimento ou não da Constituição é um "luxo" concedido a poucos.

GILBERTO MOTTA DA SILVA
gmottas@yahoo.com.br
Curitiba

*
Concursos públicos

A Associação dos Notários e Registradores do Brasil esclarece que é favorável à realização de concurso público para provimento dos cartórios extrajudiciais. O entendimento da instituição, que representa os titulares de cartórios de todo o País, é que a legislação brasileira vigente permite o cumprimento dessa determinação constitucional.

ROGÉRIO PORTUGAL BACELLAR, presidente
contato@cnccomunicacao.com.br
Curitiba

*

O SILÊNCIO DE LULA

O silêncio retumbante de Lula ressoa por todo o Brasil! Cadê o Lula... Sumiu?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com
São Paulo

*

ASSUMA, NÃO SUMA

 O Brasil está de pernas para o ar e os Poderes estão atônitos diante da maior manifestação em décadas, mas o personagem mais popular do País, famoso no mundo inteiro, praticamente não disse nada até anteontem. Lula, onde estás? Aparece e fala da tua herança maldita, seja macho, assuma e não suma.

Alice Baruk alicebaruk@bol.com.br 
São Paulo

*

QUE PAÍS É ESTE?

Se algum viajante mais desavisado retornasse ao País hoje, após duas semanas de ausência, certamente ficaria surpreso ao ler algumas das manchetes dos jornais e iria até conferir se não chegou ao destino errado: PEC 37 é rejeitada; voto aberto na cassação de parlamentares; corrupção vira crime hediondo; royalties do petróleo vão para a educação; Lula “sumiu”; STF manda prender deputado condenado; novo ministro do Supremo indicado por Dilma apoia protestos e quer ouvir voz das ruas; ministro da Fazenda quer zerar déficit e cortar gastos; prefeito cancela licitação milionária de ônibus para ouvir população e manifestações enormes, mesmo na hora do jogo do Brasil. É incrível o que duas semanas de manifestação popular e cobranças são capazes de fazer, forçando os membros dos três Poderes a respeitar quem os elegeu ou paga seus salários. Que isso perdure e que, definitivamente, seja o nascimento de um novo Brasil. A conferir nas próximas eleições. Foi um excelente começo, mas há muito ainda a fazer.

Lazar Krym lkrym@terra.com.br 
São Paulo

*

ONDE ESTÁ O HOMEM DAS RUAS?
 
Cadê o homem das ruas, o homem do povo, que temia o isolamento – pelo contrário, tinha um canal direto com o povo? Onde está o grande líder que convocava as massas? Calou-se? Sumiu, desapareceu? A carreira política geralmente tem dois finais: um é aquele em que o cidadão entende que cumpriu o seu dever e se guarda com honra, o outro é aquele em que permanece insistentemente até a sua figura causar náuseas à população! 
 
João Pacheco de Souza Amaral Filho imobiliaria.projeto@terra.com.br 
Jaú 

*

QUE DEUS A PROTEJA

A nossa querida Presidente vinha tão bem. Iniciou o seu governo de forma monumental, quando higienizou a administração, exonerando ministros suspeitos de corrupção ou falcatruas. Infelizmente, no início deste ano, o poder lhe subiu à cabeça ou foi pressionada pelos “PeTralhas” para se reaproximar de Lula. A partir daí, vários erros foram cometidos. Pena que isso tenha ocorrido. Quem perdeu com isso fomos nós, o povo! Dona Dilma, sua índole é boa. Livre-se do Lula e de sua trupe. Siga sua consciência e tudo voltará à normalidade. Boa sorte. Que Deus a proteja.
 
Cássia Moreira cassiamoreiras@yahoo.com.br 
São José do Rio Preto

*

SOCIALIZANDO A CULPA

No tal “pacto” com os Estados, Dilma tenta privatizar a inocência e socializar sua culpa.
 
A. Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

*

QUEM QUISER QUE ME COMPRE 
 
O governo federal tem passado por momentos delicados nesses agitados tempos de manifestações públicas, que ocorrem do Norte ao Sul do País. Que ninguém se engane: paradoxalmente, esse é também um excepcional momento para fazer promessas estapafúrdias e claramente inexequíveis. Tem quem acredite. É exatamente isso que a presidenta Dilma tem feito em seus últimos pronunciamentos. 
 
José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

*

PIOR DO QUE ESTÁ FICA

Do jeito que as coisas andam em Brasília, teremos que chamar o Tiririca de mentiroso, quando disse que “pior do que está não fica”, porque está ficando pior. 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com
São Paulo

*

DIFÍCIL DE ENTENDER

Os dois que apareceram segurando uma faixa onde está escrito “Queremos os militares novamente no poder” e estão com máscaras são políticos que não querem ser reconhecidos ou são dois gozadores? Não deu para entender. Como a burrice é própria dos políticos, a conclusão é de que são políticos.
 
Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com 
São Caetano do Sul

*

POSTE SEM LUZ

Depois que o “Estado” denunciou o tamanho gigantesco do despreparo da presidente ex-terrorista, não causará espanto a ninguém se ela vier com alguma ideia maluca do tipo: proposta de um marco regulatório para as redes sociais. E por meio de decreto presidencial ! Essa senhora é muito mais fraquinha do que eu imaginava. Acho que toda a Nação está credenciada a se integrar ao MSP (Movimento dos Sem Presidente). Estamos descalços, literalmente.  Ou, como se diz lá no interior: “No mato, sem cachorro e no escuro”. Que Deus nos guie nessa escuridão, até outubro do ano que vem, e, seja lá quem vier, que nos traga a luz que o poste do Lula não pode fornecer.

João Souza joao.souza@mesquitasouza.adv.br 
São Paulo

*

UM BOM VINHO

Para não passar por mais vexames, recomendo que a dona Dilma pare de tomar vinho reconstituinte João Santana.

Sergio S, de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

*

PLEBISCITO PARA REFORMA POLÍTICA

Os políticos foram surpreendidos com o grito da classe média nas ruas. Estão todos cansados de pagar impostos de primeiro mundo e ter serviços de quinta categoria em educação e saúde. O governo, nas três esferas do País, pensam grande, em obras de impacto, principalmente como exposição para o exterior, deixando de lado o saneamento básico e pondo em risco a população. Quando precisam de atendimento médico, quase sempre faltam equipamentos, materiais e profissionais nos hospitais públicos. O governo tem muito dinheiro para criar ministérios e cargos, a fim de distribuir entre seus aliados e cúmplices, mas para o trabalhador nada. Com toda essa riqueza produzida, deveríamos ter padrão Fifa no serviço público de saúde e escolas em situação dignas, além de professores bem pagos para educar e ensinar nossas crianças, preparando-as para o futuro. Outrossim, precisamos ficar atentos e vigilantes diante dessa proposta da presidente sobre o plebiscito, para que por meio disso não queiram transformar o Brasil numa Argentina ou Venezuela.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com 
Rio de Janeiro

*

NOVA VENEZUELA

O Palácio do Planalto não ouve as ruas, mas tenta outro golpe contra a nossa sociedade. Depois do fracasso de tentar instalar uma Constituinte sem pé sem cabeça, agora o PT, com a assinatura de Dilma, quer que se faça um plebiscito para a reforma política! Não satisfeitos com essa imposição desprezível, ainda querem marcar o evento para agosto deste ano, como se fosse possível convidar neste curto espaço de tempo a sociedade brasileira para que debata uma reforma de grande magnitude como a política. Aliás, é bom que se diga que apenas 45 dias para a realização do plebiscito é uma decisão proposital do PT, para tentar alijar de vez o eleitor desse debate, no afã que se adote um modelo favorável, arcaico, lesivo ao contribuinte, e ao avanço democrático da Nação. Ou seja, é a intenção de criar uma Venezuela do falecido Chávez, dentro dessa terra tupiniquim...    

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 
São Carlos

*

AÇÃO, NÃO ELEIÇÃO

Sra. presidenta, o Legislativo parece já ter “pegado no arranque” com o empurrão dado pela população. E o Executivo vai  continuar fazendo o que tem feito sempre, que é campanha eleitoral, agora travestida de plebiscito? Que tal reduzir o número de ministérios a, digamos, 15 e usar os valores economizados em educação, saúde e segurança, que é o que a população pede? Que tal defenestrar do governo os tipos que não têm conduta ética no trato de dinheiros públicos? Que tal usar os meios do BNDES para investimentos de benefício social, fazendo jus ao nome do banco? O que a senhora pode fazer vai além dessa listinha. Sei que pode ser difícil para a senhora, mas o povo está pedindo ação e não eleição.    

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br
São Paulo

*

BRADO RETUMBANTE

Um brado retumbante contra aqueles que se julgam os donos do Brasil.
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

*

O POVO SABE O QUE QUER

Não entendo o governo. Por que não solicitou esse projeto antes e só agora, após esses movimentos sociais? Bem, pelo que tomo conhecimento pela mídia, o povo cobra mais eficiência na educação, na saúde, na segurança pública, etc. Eu fico sem entender. Não é hora de o governo consultar a opinião pública. 

Manoel Limoeiro manoeljs127773997@hotmail.com 
Recife

*

REFORMAS NECESSÁRIAS

Não devemos iludir-nos com os discursos vazios da presidente Dilma ,  que falou de coisas que fizeram parte de sua propaganda política e não foram cumpridas  e  agora cinicamente faz novas promessas, que, na verdade, dependem do Legislativo. Não precisamos de plebiscito (“sim ou não”) para aprovar uma reforma política ou qualquer outra mudança na Constituição. Os especialistas e políticos lúcidos já divulgaram que, por meio de emendas constitucionais aprovadas no Congresso Nacional, isso pode ser feito ( basta os legisladores trabalharem  mais pelo povo que os elegeu) . Não é importante apenas a reforma política, mas principalmente uma reforma educacional, que refletirá  em mudanças positivas em nossa cultura.

Lenir Novaes Olyntho lenir.olyntho@hotmail.com
Sumaré

*

UM BOM COMEÇO

Para que gastar uma montanha de dinheiro para um evento desnecessário?  A presidente Dilma e seus seguidores sabem muito bem o que o povo quer. O povo quer um governo ético, consciente e com vontade de trabalhar, sem distinção para essa ou aquela classe, sem discursos populistas e oportunistas.  Não é necessário, portanto, um plebiscito para saber o óbvio: para acabar com a corrupção, para dar condições de mobilidade aos trabalhadores que sofrem no metrô, nos ônibus e nos trens, para melhorar estradas de rodagens, ferrovias, portos e aeroportos, para oferecer a professores e médicos segurança, qualidade e salários condizentes com a função, talvez não precisássemos importar mão de obra. Que tal se a presidente Dilma Rousseff parasse com demagogia, com propostas indecentes para tentar ludibriar a oposição de milhões de brasileiros e anunciasse medidas concretas? A redução do número de ministérios, dos “cabides de emprego”, com 22 mil contratados (um acinte) e o aumento da transparência dos gastos em obras públicas, dos cartões corporativos e de viagens já seria um bom começo. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com
Jundiaí

*

DINHEIRO NO LIXO

Plebiscito não. Dez anos de PT no governo e prometeram ética, honestidade, etc. Se perderam no planejamento por meio de conchavos e barganhas a fim de se perpetuarem no governo, deram esmolas para o povo por meio de bolsas e o que tinha que ser votado a favor do povo no Congresso foi deixado de lado pelo autoritarismo. E agora o povo não aguenta mais. Vocês querem sair da reta e jogar com plebiscito, mais dinheiro a jogar no lixo.

Wagner Gatti wagner@rdaimoveis.com.br 
Indaiatuba

*

O QUE HÁ POR TRÁS DA PROPOSTA?

É estranha, sob vários pontos de vista, a ideia de um plebiscito específico destinado à reforma política, imaginada e parida nos recônditos do Planalto, sob a pressão do que está acontecendo nas ruas. Primeiramente, não ficou bem esclarecido para a sociedade e muito menos para o público que clama, em manifestações, pelo fim da corrupção, pela melhoria dos serviços essenciais como saúde, educação, segurança e transporte público, entre outros aspectos, o propósito da açodada iniciativa. É claro que, das inúmeras mazelas que afligem o País, são percebidas pelos que hoje reivindicam ruidosamente as distorções do sistema eleitoral e a necessidade de se implantar uma reforma política sobre a qual muito se fala, mas que se sabia devidamente travada  e dormitando nos gabinetes do Congresso, por ser inconveniente aos políticos tradicionais – individualistas e odiosamente pragmáticos – que rejeitam qualquer mudança no panorama vigente. Como o espetáculo da população nas praças públicas provocou um frisson de atividade febril no Parlamento que há muito não se via, consubstanciado, por exemplo, pela  derrubada da PEC37, cuja aprovação pairava ameaçadoramente sobre a frágil democracia brasileira, é natural esperar-se, por inércia e induzidos pelas mobilizações, o debate e a formulação de um novo padrão político-partidário a curto prazo e que venha a vigorar ainda nas eleições de 2014, mesmo porque vários setores da sociedade civil estão se pronunciando sobre o tema  com sugestões interessantes e dignas de serem discutidas. Tal prognóstico, menos dispendioso - o plebiscito desejado pelo Planalto custará, no mínimo, R$ 300 milhões – torna mais intrigante a insistência do governo na realização da desnecessária consulta popular. O resultado prático de tal estratégia é a desconfiança do cidadão a respeito do que se passa na cabeça dos arquitetos petistas instalados no Planalto. Será uma tentativa de ganhar tempo? Será uma manobra demagógica no sentido de salvar a reeleição de 2014? Poderá existir nas entrelinhas alguma armadilha visando à perpetuação no poder, a exemplo do que aconteceu na Venezuela do falecido, mas ainda vivo, Hugo Chávez? O fato é que, nesse ambiente de falta de confiança institucional endêmica, quase cultural, seria interessante que o governo demonstrasse suas boas intenções, se é que existem, e, num rompante de transparência, ou desistisse do plebiscito ou revelasse suas reais intenções ao insistir sobre ele. Caso contrário, até que tudo fique claro, aí pode ser tarde demais, perguntaremos : o que estará por trás de toda essa manobra?  É inquietante.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com    
Rio de Janeiro

*

NATAN DONADON

Agora temos a Polícia Federal na captura de um deputado, abrindo um precedente para que o Supremo Tribunal Federal possa convocar as Forças Armadas procurarem os mensaleiros. Ninguém vai poder dizer que isto é ditadura, até por uma questão de respeito com o cidadão comum. Todos do governo devem e podem começar a mostrar serviço para ontem. Independente de briga de egos feridos, o Brasil precisa continuar andando.
 
João Camargo democracia.com@estadao.com.br 
São Paulo

*

PEC 37

430 a 9: abaixo a PEC 37! O que isso significa? A mediocridade do Legislativo brasileiro, um Poder sem personalidade, que, acuado, busca apresentar respostas rápidas, mas impensadas, na linha do que o movimento pregou. A cara de pau do populismo. Aqui não faço apologia à PEC 37, mas uma crítica à falta de seriedade com a qual o Legislativo conduz grandes debates. Um Poder que se esconde atrás de posturas covardes e sem ideologia. Para que serve um mandato? A resposta, para espelhar a realidade, deveria ser: para trabalhar em busca de um novo mandato. É o poder pelo poder. Deputado, senador, vereador, isso não é profissão, como corriqueiramente são encarados esses cargos. É o exercício temporário de um múnus público.  Sou sociólogo, antropólogo, médico, veterinário, engenheiro, advogado, arquiteto, mas estou deputado, estou senador, estou vereador. Temos que lutar pelo fim da alienação intelectual do Legislativo, que resulta em votações vazias de convicções. 

Fabio Maluf Tognola fabio@inend.com.br 
São Paulo

*

PARÓDIA INCOMPLETA

Na sessão da última terça (25/06), na Câmara, os deputados posaram demagogicamente com cartazes e entoaram o hino nacional, parodiando os manifestantes nas ruas, ao derrubarem a PEC 37, que, se não fosse pelos protestos, seria aprovada expressivamente. Para a paródia ficar completa, só faltou alguns deputados colocarem a máscara do Guy Fawkes, do “V de vingança”, gritando: “Sem violência! Sem violência!”

Wau M.Q. waumarquez@gmail.com 
Campinas

*

OMISSÃO IMPERDOÁVEL
 
 
Considerando que a PEC 37 foi pras calendas, o Ministério Público Federal (MPF), com a colaboração da eficiente Polícia Federal, deveria iniciar, em caráter de urgência, uma investigação sobre o enriquecimento do ex-presidente Lula da Silva. Diga-se de passagem, um enriquecimento de fazer inveja ao “trem-bala” japonês! 
 
Gilberto Araújo gilberto.araujo2077@yahoo.com.br 
Belo Horizonte

*

MÉDICOS ESTRANGEIROS NO PAÍS

A respeito dos médicos cubanos, pouco sei. Mas consta que a medicina veterinária em Cuba é muito boa. Vai ver...

Pedro Taddei Neto ptaddei@ptaddei.arq.br 
São Paulo

*

PROBLEMAS DE IMPORTAÇÃO

Depois de muito falar e nada dizer, a presidenta Dilma volta a insistir em importar médicos para resolver os problemas da saúde no Brasil. Pergunto se, com os médicos estrangeiros, também serão importados hospitais, medicamentos, equipamentos hospitalares e gestores honestos. Está na cara que o problema não é a falta de médicos, e sim a falta de gestão nas áreas de saúde pública, corrupção e desvio de verbas.  Basta Da. Dilma e seu padrinho Lula olharem como são administrados os hospitais particulares, entre eles o Sírio-Libanês e o Einstein, a quem eles e todos os políticos do Brasil recorrem  quando estão doentes.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo

*

O QUE IMPORTAMOS

Não são somente médicos, importamos feijão também.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

*

FEIJÃO E INFLAÇÃO

E lamentável que um país como o Brasil, com área territorial de 8.511.965 quilômetros quadrados, tenha que importar feijão para  conter  a inflação. O único lado bom disso talvez seja para o ex-presidente Lula da Silva ficar ciente que é impossível   governar o País no grito.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

*

PETRÓLEO E EDUCAÇÃO

A solução para o problema da educação é para ontem! A destinação de 75% dos royalties do petróleo dos contratos celebrados a partir de 03 de dezembro de 2012 para a educação se assemelha ao que ouço desde os idos de 1940: que o Brasil é um “país do futuro”, ou seja, um presente que nunca chega. Os contratos mais recentes de extração de petróleo se referem ao pré-sal, descoberto desde o mandato de Fernando Henrique Cardoso, mas que ainda não dispomos de recursos nem de tecnologia para extrair em águas profundas. Ou seja, os recursos para educação continuarão minguados e o Brasil vai continuar patinando, quando o esperado seria, desde já, no mínimo, triplicar os investimos em educação.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha

*

FUGA DE MÉDICOS

A fuga de médicos e engenheiros do País compromete os indicadores de saúde e de desenvolvimento tecnológico. Longe de atrair profissionais do exterior, o governo deveria remunerá-los melhor e abrir mais vagas para esses profissionais na administração direta/indireta e no Ministério Público. A reforma política em discussão deve incluir a redução do status dos parlamentares e de seus poderes constitucionais em prol da maior participação popular nos destinos do País. 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br 
São Paulo

*

A PREOCUPAÇÃO DAS AUTORIDADES

A esmagadora derrota da PEC 37, a ordem de prisão do deputado Natan Donadon, a aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara do fim do voto secreto para cassação de mandatos são respostas imediatas às manifestações populares e nos mostram que as autoridades constituídas ficaram preocupadas com o que ainda pode vir por aí se a vontade do povo não for atendida. Vamos torcer para que essa preocupação passe a ser uma constante nas pessoas que nos governam e que elas tenham sempre em mente que o gigante adormecido despertou de vez e que não é seguro contrariar a sua vontade.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro

*

BOMBA RELÓGIO

Que as manifestações de rua do povo brasileiro pegaram de surpresa os nossos políticos, acostumados a engambelar os seus eleitores, não resta a menor dúvida. Encastelados em seus palácios e nas Casas Legislativas, jamais imaginaram que suas estripulias sem fim haviam esgotado de vez a paciência de todos, jovens e idosos. Imaginavam que continuariam ainda por muito tempo mamando nas tetas da viúva. E agora cada um procura salvar sua pele da maneira que der. A presidente foi a primeira a sair declarando que apoiava a voz das ruas e que combateria com rigor a corrupção, mas não mexeu nem uma palha para defenestrar de imediato aqueles que há pouco havia reabilitado, principalmente os do PR, que se notabilizaram pelos malfeitos. O presidente do Senado, que não se perca pelo seu histórico, correu açodado para propor soluções. O ex-presidente Lula, sempre boquirroto nas ocasiões que lhe interessa, recolheu-se prudentemente, torcendo para que não sobre para ele a ira popular. Afinal de contas, o que estourou agora foi a bomba relógio que deixou montada para a sua sucessora, representada pela sua megalomania de realizar uma Copa do Mundo de Futebol cara, inoportuna e fora da realidade nacional, além de uma inflação que anda a galope, ao contrário do que arvora o fraco ministro da Fazenda. Talvez agora consigamos mandar larápios do erário nacional, dos estaduais e dos municipais para a cadeia, o que já seria de grande valia para o nosso bonde retornar aos trilhos. Definitivamente a época do oba-oba está chegando ao fim e inapelavelmente o brasileiro irá cobrar com juros e correção monetária todos os desaforos que engoliu nos últimos dez anos consubstanciado por obras faraônicas e mal projetadas, um sistema de saúde cada vez pior, uma educação medíocre para as nossas crianças e adolescentes, um sucateamento da nossa infraestrutura, tudo temperado com as roubalheiras do naipe do mensalão e a costumeira impunidade de todos.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

*

O PONTO FRACO DOS POLÍTICOS

Como salientou Dora Kramer (“Estado”, 27/6, A6), é perigosa essa rapidez e essa urgência em ouvir, ou, quem sabe, calar as vozes das ruas, até porque temos que levar em consideração que celeridade nunca foi o forte dos políticos brasileiros. É preciso um mínimo de bom senso e estudo.
 
Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

*

PARA ONDE VAI O DINHEIRO?

O povo quer e exige planilhas de todos os gastos: federal, estadual e municipal. O povo quer saber o destino de cada centavo da verba pública... Chega de blá blá blá, tudo tem que ser documentado, quem recebeu tem que dar conta de centavo por centavo. 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnbaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

*

A ARTE DE ESCUTAR

Os meios de comunicação não se cansam de divulgar que os chefes do Executivo, em todos os níveis do País, têm se esmerado em ouvir e atender as demandas dos manifestantes, através de audiências concedidas aos Comitês Populares. O Governador do Estado de Minas Gerais apressou-se em receber os membros do cognominado Comitê Popular dos Atingidos pela Copa, mas parece que não deu muito certo, pelo que se assistiu, viu e leu sobre as ocorrências em Belo Horizonte. 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com  
Rio de Janeiro

*

FELICIDADE E TRISTEZA

Estamos felizes por ver que o povo nas ruas aderiu ao grito “Acorda, Brasil!”, que tantas e tantas vezes marcou nossa presença na seção Fórum dos Leitores. Mas me sinto triste ao sentir que alguns jornais estão suprimindo o espaço dos leitores e muitos dos missivistas de todos os dias. 
 
Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br 
Volta Redonda (RJ)

*

DELFIM NETTO E A DITADURA

O ex-ministro da Fazenda, Delfim Netto, negou saber de práticas de tortura durante a ditadura militar, em depoimento à Comissão Municipal da Verdade, em São Paulo. Ele está de brincadeira? 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com  
Vila Isabel (RJ)

*

ECONOMIA

O ministro da fazenda, Guido Mantega, afirmou em 26/6 que não viu manifestações nas ruas sobre o descontrole da economia. Que soberba! Se o atual governo vai de mal a pior em tudo e tudo não depende da economia? A maquiagem dos resultados para o cálculo da inflação nada tem a ver com a economia? As manifestações começaram questionando o aumento dos transportes urbanos, ônibus, metrô, trens, etc., mas reclamam mesmo da educação, da saúde, da segurança, do saneamento básico, da infraestrutura e muito mais, que estão piores do que antes da (indi)gestão petista, tudo em razão da “roubalheira” e da corrupção institucionalizada. Neste momento, os governantes e políticos enaltecem a nossa democracia, democracia combalida e deteriorada pela “incomPTência” que gerou a década perdida para o País e para os brasileiros. 

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br  
São Paulo
 
*

‘CADÊ O DE GAULLE?’

Diante das manifestações de rua, os governistas, que mandam como querem no País há mais de 10 anos, se fazem de bobos, esquecidos da enormidade de críticas e promessas que usaram para chegar ao poder. Até o Sr. Luis Fernando Veríssimo, que não é político, mas, quando quer, entende de muita coisa, agora está bem desentendido. Vejam, por exemplo, sua crônica “Cadê o De Gaulle?” (“Estado”, 27/6, C10): “No Brasil, tanta coisa está errada há tanto tempo que qualquer figura, atual ou histórica, serve como símbolo da nossa desarrumação...”. Esperto, ele!  

Euclides Rossignoli euros@ig.com.br 
Itatinga

*
CORREÇÃO

No artigo Problemas demais, governo de menos (27/6, A2), de José Serra, onde se lê "... os novos recursos vindos desses royalties serão bem menores do que se alardeia, pois a vinculação só vale para contratos de exploração firmados a partir de dezembro de 2002", o correto é 2012.

Mais conteúdo sobre:
Fórum dos Leitores

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.