Fórum dos Leitores

ESCALADA DO CRIME

O Estado de S.Paulo

30 Junho 2013 | 02h13

Plebiscito

Dois crimes selvagens provocaram comoção e revolta no País: em Colombo (PR), uma adolescente de 14 anos foi estuprada e morta por bandidos; na zona leste de São Paulo, um garoto de 5 anos foi morto com um tiro na cabeça porque não parava de chorar durante assalto a uma residência, mesmo após os pais entregarem dinheiro aos assaltantes. Há pouco tempo, pessoas foram mortas, queimadas por ladrões, porque tinham pouco dinheiro no bolso ou na conta. O Brasil assistiu nos últimos dias a grande manifesto popular cobrando mudanças em nosso país, envolvendo as áreas de educação, saúde, segurança e política. O governo resolveu fazer um plebiscito para saber a opinião do povo sobre a "reforma política", como se esse fosse o único problema. Num país onde grande parte da população é leiga ou desinteressada em assuntos políticos, fica fácil para o governo, por meio de divulgações na mídia, conduzir o voto dessa classe de pessoas, aprovando justamente o que o governo pretende, e depois dizer que foi a vontade do povo. Na realidade, nesse plebiscito o povo deveria opinar também sobre prisão perpétua ou pena de morte para crimes hediondos. Nunca fui a favor da pena de morte, mas chegamos ao ponto em que talvez só essa solução consiga frear a criminalidade, já que nossa Justiça é limitada pela Constituição.

PAULO RAMON GIMAEL

ramongimael@hotmail.com

Arealva

Questões mais urgentes

Causa muito espanto essa "consulta popular" que nossa presidente deseja fazer, cujo tema, reforma política, está a anos-luz do anseio da população. Se tiver de fazê-lo, ao menos aproveite e ponha em pauta também outros problemas que são muito mais urgentes para a população, como redução da maioridade penal e pena de morte, pois não aguentamos mais ver inocentes sendo queimados vivos e crianças levando tiro na cabeça porque choram durante um assalto.

ÂNGELO MACIEL

angelomdmaciel@gmail.com

São Paulo

É o limite!

O assassinato de uma criança de 5 anos num assalto, com um tiro, porque chorava muito, provavelmente por um "di menor", deve ser a bandeira de um protesto gigantesco em todo o Brasil, que se prolongue até que os legisladores compreendam que o limite da selvageria e da impunidade foi ultrapassado. Maioridade penal aos 14 anos já!

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

E a segurança?

A menos lembrada nas manifestações de rua é a falta de segurança pública, acompanhada da impunidade dos culpados, que já dizimou gratuitamente milhões de brasileiros. Estamos numa guerra civil, em que se multiplicam, a cada instante, os números de jovens, de crianças, de chefes e mães de família, de trabalhadores e trabalhadoras assassinados, vítimas de latrocínios, de sequestros, de estupros - e também de acidentes provocados pelo uso de armas, consumo de álcool e de outras drogas. Queremos que a insegurança seja incluída e reivindicada com veemência, figurando entre as inúmeras lacunas relativas à educação, à saúde, à inflação, à infraestrutura, etc., legadas ao povo brasileiro pelos atuais donos do poder.

MARIA CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM

mcecilianh@gmail.com

São Paulo

Intenção de voto

Com a atual política de segurança pública do governo paulista, a cidade de São Paulo está se tornando um lugar muito difícil para viver. O mais dramático disso tudo se deve ao fato de que nada vai mudar nos próximos anos. Os criminosos perderam o respeito por tudo, pelas leis, pela polícia... Vimos isso claramente no recente caso do assassinato frio do garoto boliviano. O resultado desses acontecimentos vai influir na intenção de voto para governador no ano que vem, com toda a certeza.

FRANCISCO M. BORGES

frankmartins@hotmail.com

Campinas

Índices de violência em SP

O governador Geraldo Alckmin ainda não entendeu que os índices de homicídios não têm nenhuma relação com a sensação de segurança da população, muito menos são sinônimo de tranquilidade nas ruas e nos lares. Rio de Janeiro, Alagoas e Pernambuco, por exemplo, têm índices bem maiores que os de São Paulo, porém a sensação de segurança nas ruas é muito maior, além de que os tipos de crimes nesses Estados têm, na sua maioria, motivação diversa da daqui. Nesta "panela do inferno" que é a política atual, Alckmin é um dos poucos políticos brasileiros que se destacam por sua sobriedade, probidade e sintonia com as demandas da população, principalmente em relação ao interior do nosso Estado, onde vivo. No entanto, temo que todos os pontos positivos legados por seus mandatos sejam ofuscados pela péssima gestão na Segurança Pública. No início do governo atual, observamos um breve período de atuação frequente da tropa de elite da Polícia Militar, a Rota, em ações contra criminosos que explodiam caixas eletrônicos, traficavam drogas, armas e cargas. De um ano para cá, todavia, não vemos nem ouvimos mais nenhuma notícia sobre essas operações e a população de todo o nosso Estado está à mercê da criminalidade. Há questão de um mês, explodiram uma agência do Banco do Brasil numa cidade próxima, de pouco mais de 10 mil habitantes. Diariamente vejo pela televisão que bares, restaurantes e lojas da capital paulista são assaltados e, como bem sabemos, em pouco tempo essas modalidades de crimes começam a aparecer aqui, no interior. As recentes manifestações populares pedem leis mais duras e mais severidade dos nossos governantes para com os malfeitos e os malfeitores. Sendo assim, é hora de "tomar o crime de assalto". Nunca o governador Geraldo Alckmin teve tanta legitimidade para agir contra o crime como agora. O povo quer ação já!

DAVID BATISTA DO NASCIMENTO

davidbatistadonascimento@hotmail.com

Itapetininga

CESARE BATTISTI

O falsário

A 5.ª Turma do Superior Tribunal de Justiça negou pedido do italiano Cesare Battisti para que a Corte revisse sua condenação por uso de carimbos oficiais falsos do serviço de imigração brasileiro em passaportes estrangeiros. Battisti alegou inépcia da denúncia por diversos motivos, mas não foi atendido. Para os magistrados, ficou demonstrada a configuração da infração, prevista no artigo 296, parágrafo 1.º, inciso I, do Código Penal e comprovada a autoria, até com a confissão do réu. Mas até aí é mole, esse cara é cumpanheiro de Tarso Genro e do Lula, então, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, decerto vai fazer vista grossa... Afinal, um canalha a mais ou a menos não vai alterar a corrupção que nos assola.

MUSTAFA BARUKI

mustafa-baruki@bol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

A DÉCADA PERDIDA

 

Uma "criatura" chata e "incomPTente", achando que os seus subordinados e súditos não a estavam respeitando mais, resolveu colocar a seguinte placa na porta de seu gabinete: "Aqui quem manda sou eu". Ao voltar de um discurso inócuo, inútil e vazio, encontrou um bilhete junto à placa: "O seu ‘criador’ ligou e disse que é para a madame levar a placa de volta ou jogá-la no lixo". Não é mera coincidência, é a nossa triste realidade, de uma década perdida.

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

 

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COLHER O QUE NÃO SE PLANTOU

Adam Smith: "A ambição universal dos homens é viver colhendo o que nunca plantaram". Pode-se afirmar sem risco de errar que o PT é adepto fiel do autor da frase!

 

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

 

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QUEM NÃO TE CONHECE QUE TE COMPRE

D. Dilma e PT, quem não os conhece que os compre!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

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POSTE DEFEITUOSO

Dona Dilma, V. Excelência foi eleita como "poste" e ficará no "pudê" enquanto assim for. Quando abre o bico, mostra que, além de poste defeituoso, já fede podre.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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COLAR OS CACOS

Ora a expressão precisa ser severa para dar a impressão de competência quando a coisa vai bem, ora deve apresentar-se com ares de candura, quando a situação periga. E assim João Santana foi compondo a personagem "Dilma Rousseff, a presidenta do Brasil". E a criatura ficou reduzida a um mero "como se". Não foi do nada que surgiu a analogia com um "poste". Quando de improviso, suas frases mal formuladas e inconsistentes dão a impressão de ela estar perdida e confusa, mas quando previamente preparadas, soam robotizadas. Ainda que se faça identificar pela rudeza com que trata seus subordinados como se liderança fosse isso, corre para seu mestre e criador como subalterna desamparada nas horas de sufoco. Assim, Dilma mostra ser completamente despreparada para o cargo que ocupa. Haja trabalho para o marqueteiro oficial, pois construir imagem em condição eleitoral favorável é fácil, mas em períodos de crise, uma vez desvelada sua fragilidade política, é como um vaso quebrado; fica difícil colar os cacos. Só nos resta aguardar que a vontade de acertar e o bom senso tomem o lugar do eterno marketing oportunista.

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

 

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FIM DA TEMPORADA?

O teatro da política faz com que o candidato se apresente para o papel principal de acordo com as circunstâncias do momento. O discurso é importante para ganhar a eleição, mas a interpretação é primordial para manter a peça (ou o mandato) em cartaz para o público. Entretanto, pode haver uma antecipação do fim da temporada (como com Jânio Quadros e Fernando Collor), já que esta pode não ser renovada para outra temporada por causa do desempenho da personagem principal. Seria o caso de Dilma?

 

Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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SEGUNDAS INTENÇÕES

Um governo marcado pela incompetência e pela corrupção, diante da crescente movimentação das ruas, propôs um pacto nacional. Trata-se de típica proposta de quem não sabe o que fazer ou, pior, não tem a menor intenção de fazer nada. Esse governo só pensa na reeleição.

Celso Battesini Ramalho leticialivros@hotmail.com

São Paulo

 

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APENAS UM SONHO?

Se queremos mudanças, a principal e mais importante é a das caras. Não se muda nada com as mesmas pessoas dando as cartas. Uma faxina no Congresso, nas Assembleias e Câmaras Municipais é essencial para que o Brasil possa avançar. A substituição de todos os parlamentares, norteada por um novo modelo eleitoral que leve em conta a vocação, o histórico, as motivações verdadeiras, não a conta bancária recheada por "doações" generosas para a compra de mandatos. O resto virá por conseqüência. Plagiando o Filósofo Sócrates, cujas respostas eram postas por meio de perguntas: você acredita em Renan Calheiros, José Sarney, Michel Temer, Clésio Andrade, Valdemar da Costa Neto, Paulo Maluf, Fernando Collor de Mello e outros da mesma estirpe? Como a sua resposta é a mesma da maioria, isso responde a necessidade de uma faxina de cabo a rabo. É um sonho? Pode ser. O que estamos assistindo também era, há 30 dias atrás...

 

José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

 

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RALOS FINANCEIROS

Atenção, senhores manifestantes, uma dica: o povo quer saber para que servem os "Tribunais de Contas", tanto da União como dos Estados e municípios... Não teriam eles a obrigação de fiscalizar, com rigor, o destino de cada centavo da verba pública? Por que não o fazem? Não estaria ali um dos ralos de tanto roubo e desvio do dinheiro público?

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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O ÚLTIMO A SABER

Este governo se intitula o governo do povo e faz diversos empréstimos secretos com o dinheiro do povo. O Congresso deveria ser a Casa do Povo, mas os parlamentares votam secretamente. O povo, traído, é sempre o último a saber.

 

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Vicente

 

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FILHOS ADOTIVOS

Tal qual a UNE, o MPL será adotado pelo lulopetismo...

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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SÉCULOS DE CALOTE

Depois de estar no Brasil, D. João VI criou, em 1808, com um alvará, o Banco do Brasil. Venderam cerca de 1.200 ações. Em 1821, D. João VI voltou a Portugal, levando os recursos depositados no Banco. Primeiro calote: deixou o Banco do Brasil quebrado. De lá até os dias de hoje, outros calotes foram praticados. Portanto, acabar com a corrupção é quimera. O que temos de fazer é diminuí-la e eliminar esses corruptos que estão no poder rapidamente. A eleição de 2014 é uma grande oportunidade, o povo deve não votar nos mesmos que se perpetuam no poder e ocupam cargos estratégicos, a começar pela Presidência e seu guru.

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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A VEZ DE JOAQUIM BARBOSA

O povo brasileiro gosta muito de imitar o "modus vivendi" do povo americano. Eles já elegeram para a Presidência da República um afrodescendente. Agora chegou a nossa vez: Joaquim Barbosa 2014!

Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque

 

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CARREIRA POLÍTICA

Existe uma grande diferença entre carreira política e carreirismo político. Carreira política é aquela praticada por um cidadão que a começa como vereador. Seu conhecimento e sua competência o levará a galgar cargos na seqüência como deputado estadual, prefeito, deputado federal, senador, governador e presidente. Não precisa ser nesta ordem. Aquele que fica mais de dois mandatos numa mesma função tem como objetivo, em primeiro lugar, ficar rico. Depois, pela prática do nepotismo, enriquecer a família. E, depois, pelo continuísmo, a formação de quadrilha. E só pensam em reeleições. Isto é carreirismo. Se não, vejamos: diga-me qual político que tem mais de três mandatos fez alguma coisa pela população? Pergunta sem resposta. Então qual a cura para este mal? Só uma: o fim da reeleição. Vamos vender e praticar essa idéia. Vale a pena. Com certeza tudo vai melhorar.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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REFORMA POLÍTICA

Essa semana, deu gosto ler o Estadão: Congresso trabalhando em ritmo frenético. Nem durante o jogo do Brasil na Copa das Confederações as votações foram suspensas. Se continuarem assim, até o final do ano, a pauta ficará em dia. O Judiciário também reagiu aos protestos e mandou prender o deputado Natan Donadon (PMDB/RO), atendendo uma das principais reivindicações da população: o fim da impunidade. Já o Executivo, de dona Dilma, está deixando muito a desejar: para ganhar tempo e não fazer nada, ela quer um tal de plebiscito para discutir uma tal reforma política e seu ministro da Fazenda, Mantega "derretida", promete cortar gastos e reduzir déficit. Eu aconselho o Executivo a parar de enrolar e deixar as promessas para a próxima campanha eleitoral e começar a trabalhar, mostrando resultados concretos, seguindo o exemplo do Legislativo e do Judiciário. Caso contrário, o povo vai continuar nas ruas.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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O POVO E O PLEBISCITO

Infelizmente, ao mesmo tempo em que o sol a pino do nordeste clareia, também pode cozinhar os miolos de muitos brasileiros. Estamos precisando é de uma "rebaixada" geral do Espírito Santo, não só para iluminar, mas também para inspirar as mentes de todos os eleitores, espalhados por esse país afora, que não conseguem responder às perguntas mais simples das provas do Enem.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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GATO POR LEBRE

Penso que o financiamento público de campanha deve ser adotado com recursos limitados, o que tornará mais equilibrada a disputa. Esses magos da comunicação custam muito caro e mascaram a realidade, vendendo gato por lebre. E os suplentes de senador, hein?

 

Maria Coelho maricotinha63@gmail.com

Salvador

 

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VOTO DISTRITAL

Agora que a reforma política parece ter entrado com toda força na pauta de discussões do Congresso, é chegada a hora de a sociedade se organizar e, aproveitando a onda de manifestações que se espalha pelo País, lutar pela adoção de algumas medidas fundamentais para o aprimoramento do nosso sistema político-eleitoral. Dentre as principais, podemos citar o combate aos partidos de aluguel, o fim das coligações proporcionais e a implantação do voto distrital para os pleitos de deputados federais, estaduais e vereadores das maiores cidades. Essas foram abertamente defendidas pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, nessa semana - o voto distrital, por exemplo, conta também com o importante apoio do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Não se pode mais admitir que legendas nanicas existam apenas para vender tempo de televisão aos maiores partidos; as coligações proporcionais são outra aberração, permitindo a eleição de candidatos que conquistam uma ninharia de votos, puxados pela votação massiva recebida por subcelebridades. O voto distrital, por sua vez, se coloca como a principal proposta nesse contexto, servindo para a expressiva diminuição dos custos das campanhas eleitorais e a aproximação entre os eleitores e seus representantes legislativos.

 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

 

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MÉDICOS ESTRANGEIROS NO BRASIL

Parece que o governo está decidido em contratar médicos estrangeiros (Cubanos e outros, se houver), mas não divulga o quanto irá pagar pelos serviços nem por quanto tempo serão contratados e nem outros benefícios indiretos como traslados para o País de origem, periodicidade dessas viagens, se terão direito a trazer esposas, filhos e outros dependentes e se o País de origem irá receber algum pagamento por ceder estes profissionais. Ou seja, falta transparência nesta transação. Se esses dados forem acessível ao cidadão, nós poderíamos fiscalizá-los e criticar positivamente os contratos, bem como os serviços que serão prestados, assim beneficiando tanto o povo quanto o próprio governo. Este é só um pequeno exemplo de como poderia funcionar a transparência das transações do governo com a fiscalização dos cidadãos brasileiros.

 

Renzo Orlando renzoorlando@netpartners.com.br

São Paulo

 

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AJA, DILMA

Dilma tem um estafe caro de 39 inúteis ministros que não servem para nada. Diante das manifestações, viajou pra São Paulo, foi se aconselhar como o seu marqueteiro e Lula, numa incontestável prova de que não confia nos seus ministros e que eles foram nomeados apenas para dar sustentação ao governo. Dê exemplo. Aja. Faça o que o Brasil precisa e o povo quer. Reduza as despesas, demita quase todos os seus ministérios e, sem comprometer, fique com dez ou doze. Quem sabe assim sobra algum para investir e pagar dignamente os médicos e dar condições razoáveis de atendimento no SUS - médicos brasileiros nós temos até de sobra, o que falta são bons salários e condições de trabalho. Essa de reunir governadores e prefeitos foi apenas um lance eleitoreiro para recuperar o prestígio político, objetivando a reeleição.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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LIÇÕES

É possível tirar muitas lições dos últimos acontecimentos no País, desde quando as manifestações populares ganharam as ruas. Os políticos brasileiros, digo, politiqueiros profissionais brasileiros que ocupam a Câmara dos Deputados, imediatamente dedicaram-se ao que evitam e enrolam dias após dias: o trabalho. E, pasmem, derrubaram a PEC 37, que era um de seus sonhos para nadarem na sopa, e, por incrível que possa parecer, o Senado aprovou o projeto que classifica a corrupção como crime hediondo. Lula sumiu, emudeceu, escafedeu-se. Dilma mostrou a sua absoluta incompetência para lidar com a situação e mostrou claramente que não serve nem para administrar carrocinha de cachorro quente. E, a maior lição de todas, que espero que o povo tenha aprendido de uma vez por todas: a lição de sua força, quando unidos marchando de mãos dadas, em torno de um objetivo.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

 

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GUARDIÃO DA SOCIEDADE

A PEC 37, que tirava poderes do Ministério Público de investigar corrupção política no país. Ainda bem que o povo se movimentou por meio das redes sociais, cobrando do governo e dos parlamentares que rejeitasse a sua aprovação lei. Já pensou no que aconteceria, se não tivessem acontecido as passeadas no Brasil inteiro? Como ficaria a população sem justiça social? Com a ausência do Ministério Público nas diligências públicas, que é o fiscal da lei e o guardião da sociedade, as injustiças seriam omitidas.

 

Manoel Limoeiro manoeljs127773997@hotmail.com

Recife

 

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PRESSÃO POPULAR

A pressão popular deu resultado, e a PEC 37, que limitava ou reduzia o poder do Ministério Público (MP) nas investigações, foi rejeitada no Congresso por 430 votos. O importante é que o MP veio para somar, unir forças com as Polícia Civil e a Polícia Federal, cujo objetivo é defender e proteger a sociedade. E o brilhante MP tem incomodado muita gente, em especial políticos e empresários que desviam muito dinheiro público! Não é verdade? Enfim, parabéns para as pessoas decentes que souberam protestar nas ruas e também os usuários das redes sociais, que inteligentemente fizeram bom uso deste rápido e eficaz meio de comunicação. Conclusão: a coletividade começou a descobrir quem tem o verdadeiro poder.

 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

 

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O QUE SE ESPERA DO MP

O Congresso não deixa passar e acaba com a PEC 37, que destituía totalmente o poder do Ministério Público de investigar, apelidada de PEC da impunidade, porém foi em função dos atuais protestos que saíram às ruas a sua queda. Logo, é de se esperar do Ministério Público um singelo e pequeno agradecimento. Esperamos dos promotores melhor sorte e mais afinco no combate a corrupção.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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O QUE DIZ UM OLHAR

Na tirania, o povo existe em função do governo. Na democracia, o governo existe em função do povo. Mas o que é o povo?! E o que é o governo?! São a mesma coisa! Quer se conhecer como cidadão?! Olhe para os seus representantes! Quer conhecer seus representantes?! Olhe-se no espelho! E o que acontece agora no Brasil?! Simplesmente que o governo e o povo estão se olhando, cara a cara, ansiosos de darem a mesma resposta, um ao outro, naquilo que, de fato, caracteriza a verdadeira e sempre idealizada democracia! Na qual o olhar, como no amor, fala mais alto do que as palavras ao vento!

 

Sagrado Lamir David david@powerline.com.br

São Paulo

 

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VELOCIDADE MÁXIMA

A velocidade que derrubaram a PEC 37 foi toda por medo dos protestos nas ruas?

Cícero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

 

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‘DESEMPACOU’

Formidável a agilidade e a celeridade momentâneas demonstradas pelo governo e pelos políticos diante das reações populares. Não deram conta da diferença entre servir e servir-se da Nação, confundindo silêncio com passividade, hoje atônitos com as reações em cadeia de movimentos apolíticos. Curiosa e repentinamente, há disposição e recursos para atender as demandas e mitigar os "riscos e desdobramentos", principalmente das pesquisas eleitorais, de olho em 2014. A profunda erosão e deterioração da autoridade, executiva e parlamentar, e do grau de confiança, o despreparo, a falta de uma carta de navegação e de "navegadores confiáveis" e, enfim, um círculo vicioso e nefasto instalado são sinais inconfundíveis e indisfarçáveis. Muita informação é acessível a todas as classes, além de melhor grau de consciência e crítica; cada vez mais difícil é iludir o público a confundir ruído com significado, manipulação e consistência, mediocridade e qualidade, populismo e estadismo; tomara que seja o prenuncio de um círculo virtuoso.

 

Luiz A. Bernardi luizbernardi@uol.com.br

São Paulo

 

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CONGRATULAÇÕES AO CNJ

Parabenizo o Conselho Nacional de Justiça por ter condenado três desembargadores de Tribunais de Justiça estaduais pela prática de graves crimes no exercício da função, como venda de sentenças e desvio de milhões de reais dos cofres públicos. Todavia, causa perplexidade e indignação a Lei Orgânica da magistratura, de 1979, prever como sanção máxima para os juízes a aposentadoria compulsória, com vencimentos integrais proporcionais ao tempo de serviço. Trata-se de um verdadeiro prêmio aos juízes infratores, que continuarão recebendo seus altos salários, sem terem mais de trabalhar. É inaceitável tal benesse aos juízes no Brasil, que são tratados como se fossem uma verdadeira casta. Juízes são funcionários públicos e devem responder pelos seus atos como todos os demais mortais, sem privilégios nem favorecimentos.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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FCH E A ABL

Bom para o Brasil que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acaba de ser eleito como novo membro da Academia Brasileira de Letras. FHC, que dirigiu esta Nação, privilegiando o bem comum (e seu legado está aÍ para nenhuma contestação), mesmo deixando o poder após oito anos de mandato, condignamente se manteve atento e presente defendendo com lucidez ímpar a nossa pátria, dentro e fora do País. E, nesse momento em que o povo sai às ruas, conclamando a ética no seio das nossas instituições e respeito aos recursos dos contribuintes, não deixa de ser também um grito de alegria ver um homem público de sua envergadura como novo membro da ABL. Faz parte dos novos tempos...

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Paulo

 

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TRETAS X LETRAS

FHC: membro da Academia Brasileira de Letras. Sinônimos: membro do cultivo da língua portuguesa e da literatura nacional. Lula: membro da Academia Brasileira de Tretas. Sinônimos: rolo, desentendimento, letra, léria, palavreado, mentira, trica, conversa fiada, conspiração, sujeira, malandragem, trama, armação, complô, briga, confusão, mutreta, trapaça, golpe, falsidade, aldrabice, manha, ardil, armadilha, artifício, artimanha, astúcia, cavilação, chicana, cilada, etc.

Eugênio Iwankiw Junior iwankiwjr@hotmail.com

Curitiba

 

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ECONOMIA

 

O ministro Mantega saiu-se com essa pérola: "Manifestações não criticam política econômica"! Engraçado! Pensei que havia falta de saúde, educação, transportes urbanos, choradeira dos prefeitos e governadores por falta de investimento. Que as obras do PAC estavam empacadas. Achei que faltasse melhoria em estradas, portos e aeroportos, enfim, que tudo isso tivesse como pano de fundo o ministério da Fazenda, que cria condições saudáveis para arrecadação e distribuição de verba aos vários setores que regem a dinâmica de um país. Quer dizer então que para que a economia, uma das mais afetadas nos últimos anos, seja bem administrada os brasileiros precisam fazer uma passeata específica para a ficha do ministro Mantega cair ou o próprio ministro cair fora do ministério? Ele também não lê jornal? As maiores passeatas sobre as mazelas de seu ministério estão diariamente nas bancas dos jornais. Precisamos então desenhar nos cartazes de rua: "Fora Mantega"? Não seja por isso...

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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PRÉ-SAL DISTANTE

Lula, Dilma e partidos no Congresso adotaram o pré-sal como bóia salvadora. Foi e ainda é um elemento muito importante politicamente para eles e tem sido usado no Congresso, para acomodar muitas situações. Há a enorme disputa dos Estados e municípios, assim como nas áreas da educação e saúde. Na crise recente Dilma, tenta salvar-se, entre outras coisas, acelerando a decisão sobre o uso dos royalties do pré-sal. A única coisa que eles não dizem é que o dinheiro do pré-sal está muito distante, a mais de 10 anos, e até lá "o povo" vai ter que se "virar" com o que tem hoje, ou seja, nada. Os recentes royalties para a educação e saúde virão por volta de 2025 numa boa hipótese, dado que a Petrobrás está quebrada, segundo o Tribunal de Contas da União. E ainda, se até lá continuar viável retirar o petróleo daquelas profundezas, comparando com o novo e mais barato xisto para obter petróleo e gás. Entretanto, como muito pouca gente sabe disso, os políticos vão enganando. Correto seria Da. Dilma reduzir os inimagináveis 39 ministérios, já que não tem nem condições de controlá-los, e os mais de 25.000 companheiros do partido e aliados, contratados para o serviço público. Aí, sim, haveria mais dinheiro para a educação e a saúde e Da. Dilma não venderia mentiras e ilusões.

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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DÍVIDAS AFRICANAS

Eu não concordo com o governo Dilma Rousseff quando envia ao Congresso um pedido de anistia para as dívidas do Congo e da Costa do Marfim para com o Brasil, que, juntas, somam US$ 353,8 milhões. Não concordo porque primeiro o governo tem de pensar nos pobres, nos aposentados, nos enfermos do Brasil, tão esquecidos e marginalizados. Mas principalmente eu discordo pelo fato de esses dois países serem governados por ditadores que possuem fortunas imensas em bancos estrangeiros. Nosso dinheiro só serviu para isso, para engordar suas fortunas pessoais... E o governo de Dilma ainda pretende perdoar estas dívidas? É demais! Não é à toa que o povo brasileiro está nas ruas, botando a boca no trombone!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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EMBAIXO DOS TAPETES

O que está faltando às ruas tomar conhecimento: a maioria do "povão" não sabe da missa a metade e já está mostrando que esta saturada dos desmandos do governo petista e dos políticos em geral. Imaginemos se tomarem conhecimento de algumas incongruências como a de que Dilma e seu Ministro Mantega pretendem perdoar dívidas de países africanos de milhões de dólares, países onde reinam ditadores corruptos enriquecidos a poder de grande pobreza de seus cidadãos? Que a Presidência impede a divulgação de despesas com Cartão Corporativo sob o pretexto de que põe em risco a segurança do governo e aí incluída também as despesas da então amiga de Lula e ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha, que foi afastada por vários atos de improbidade, justificando que seus (dela) gastos são "reservados"? Esquece o governo que os gastos são com o dinheiro do povo e não podem ser reservados como se fosse dinheiro particular e que ao povo todos devem satisfação? Tem muita coisa que os cidadãos desconhecem e que estão escondidas embaixo dos tapetes. Dias virão em que todas as verdades aparecerão à tona.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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X DA QUESTÃO

A crescente falta de confiança do mercado, frustrado pela sequência de metas não cumpridas, as ações do Grupo X em queda livre na bolsa de valores este ano (OGX 80%; MMX 70%; OSX 86%; LLX 60%; MPX 30%; e CCX 60%), a dívida de mais de R$ 10 bilhões (!), bem como o rebaixamento da classificação de risco pelas agências estrangeiras para a categoria C - risco iminente de calote - revelam que as expectativas mirabolantes multiplicadas por X acabaram em prejuízos por X multiplicados. O fluxo de caixa é o X da questão. Neste xadrez, o buraco é mais profundo e o cheque não tem fundos. Xeque,Eike!

J. S. Decol decoljs@uol.com.br

São Paulo

 

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ABUTRES, CORVOS, URUBUS

Não são só os fundos "abutres" especializados em comprar empresas em dificuldades financeiras, com enormes descontos, para depois negociá-las com as devidas instituições credoras, como também os "corvos" e "urubus" começaram a sobrevoar as empresas EBX de Eike Batista.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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VERGONHA IMPORTADA

Importação de feijão preto da China ("Estado", 25/6, B7)? Que vergonha!

 

Hoover Americo Sampaio hoover@mkteam.com.br

São Paulo

 

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PIMENTA DE OURO

"Tudo no Brasil é mais caro do que no exterior". A afirmativa é de Ricardo Amorim, um dos economistas mais influentes do mundo. Dizer isso tem o mesmo efeito que chover no molhado: nove em cada dez habitantes do planeta sabem disso. Como exemplo, cito o preço da pimenta do reino, tão comum nos pratos típicos brasileiros, que chega à marca estratosférica de R$ 110,20 o quilo!

 

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br

Guarulhos

 

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A LÍNGUA DE PELÉ

Não é de hoje que o rei Pelé não demonstra a mesma habilidade com a língua que teve com os pés no passado. Durante o regime militar, soltou a pérola: "O brasileiro não sabe votar". Diante dos recentes empates da seleção canarinho, sugeriu que o Felipão usasse o time do Corinthians como base para a seleção brasileira disputar a Copa das Confederações. E, recentemente, pediu para que as manifestações de rua não fossem levadas a sério. Aqui cabe Freud: "O homem é dono do que cala e escravo do que fala".

 

Rodolfo Jesus Fuciji fucijirepresentacao@ig.com.br

São Paulo

 

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PONTE AÉREA EM ALTA

Deu a louca na ponte aérea neste fim de semana de encerramento da Copa das Confederações no Rio. A média de preços das passagens de ida e volta de São Paulo ao Rio é de R$ 2.000. Só um trecho do Rio para Campinas, no domingo à noite, custa R$ 2.211 na Azul; já com chegada em Congonhas, R$ 1.299 pela Avianca, R$ 1.046 pela Gol e R$ 1.108 na TAM. Por favor, me digam, este e um país serio?

 

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

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CARNE MOÍDA

De repente me vejo com o olhar hipnotizado, olhando para o nada, quando o som estridente das máquinas pneumáticas me faz despertar e ver que estou novamente com a farda parda, no meio da linha de produção. Retomo as minhas atividades e percebo que já trabalho tão automaticamente que nem necessito pensar no que estou fazendo, o que me traz de volta aos pensamentos de que sou apenas uma peça funcionando nesse conjunto de engrenagens e que é por submissão que eu ainda estou aqui. É insanidade minha pensar que ao executar todos os dias as mesmas tarefas, o resultado do meu trabalho será diferente. Mas como fazer diferente, se a ordem aqui é fazer tudo exatamente igual, e se o sistema aqui implantado me faz ser vigiado pelos meus próprios companheiros de trabalho, que me julgam a cada ação que me tire dessa incessante rotina? É dia de auditoria interna, e novamente a política é esfregada em nossas faces: antes da auditoria, um funcionário muito bem remunerado tem a função de avisar às células de trabalho sobre a ocorrência da auditoria e novamente mascarar os desvios dessas seções de trabalho. Imediatamente uma dúvida me ocorre: "Como uma empresa paga um salário tão alto para um funcionário enganar a ela mesma?" A resposta me vem rápido: "Para que ela possa enganar a auditoria externa...". E assim começa a montagem do esquema, de baixo para cima, escondendo desde aquele pequeno amassado até aquele braço do robô defeituoso, que só irão aparecer quando causarem algum dano ao processo. E quando esse dano ocorrer iniciará a nova corrida para encontrar os culpados, que certamente serão aqueles que não podem se defender. Por outro lado, esses mesmos estão tão aquém de um nível mínimo de discernimento que nem percebem o que acontece e ainda agradecem e lutam para continuarem a ser parte dessa grande engrenagem do sistema. A cada nova seleção, a cada nova contratação, está cada vez mais óbvio o objetivo não só da empresa, mas também de todo o sistema, que é o de criar pessoas cada vez mais alienadas e consequentemente manipuláveis... Destruindo a educação e agora a possibilidade de uma carreira, transformaram o País em um imenso moedor de carne, onde entramos de um lado e saímos matéria-prima do outro.

 

Felipe de Aguiar Viana felipe_viana@uol.com.br

São Paulo

 

 

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