Fórum dos Leitores

SAÚDE PÚBLICA

O Estado de S.Paulo

05 Julho 2013 | 02h10

Médicos pelo SUS!

Quarta-feira foi um dia histórico na saúde pública. O governo federal conseguiu reunir em protestos pacíficos, em todo o País, a categoria médica, que raramente sai às ruas. Fomos pedir a manutenção do exame de revalidação de diplomas dos médicos estrangeiros - que serão bem-vindos se aprovados! Pedimos também 10% do Orçamento federal para a saúde - e que a presidente Dilma e o ministro Padilha deixem de tergiversar e pôr a culpa nos médicos brasileiros, quando faltam estrutura e gestão! Muitos querem ir para o interior, voltar para sua terra. Deem-nos condições, façam a carreira de Estado, valorizem a saúde, seus trabalhadores e a atenção básica, sem medidas populistas, diversionistas e demagógicas. O povo brasileiro já está cansado disso!

RAFAEL BERNARDON RIBEIRO, médico psiquiatra

rafael@usp.br

São Paulo

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Prioridades

Padilha inaugurou um hospital na Cisjordânia. Construído com que dinheiro? Uma das principais reivindicações da população é saúde. A manifestação dos médicos teve adesão em massa desses profissionais e da população, mas cobertura pífia da imprensa. Um dos "gritos de guerra" era: "Ei, Dilma, caia na real,/ o Brasil não precisa de médico, não,/ precisa é de hospital".

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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FAB DA ALEGRIA

Passe livre

Enquanto a população participa nas ruas do movimento Passe Livre, o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, já conseguiram na surdina o "passe livre" com os aviões da FAB. Em suma, se soltarem uma bomba de efeito moral no Congresso Nacional, não sobra ninguém!

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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A caravana passa

O presidente do Senado vai ao casamento da filha de um amigo com nosso jatinho (FAB), o presidente da Câmara vai assistir a um jogo de futebol com a família também com nosso jatinho (FAB), o ministro da Fazenda quer aumentar a carga tributária, a presidente tem 39 ministros. E nós, brasileiros cheios de impostos e sem retorno do poder público, nada podemos fazer a não ser latir enquanto essa caravana de irresponsáveis passa, provavelmente dando risadas.

MARCO ANTÔNIO MARTIGNONI

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

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Acinte

Só num país de Quinto Mundo o presidente da Câmara, terceiro da linha sucessória, utiliza avião do governo para levar namorada e familiares a assistir a um jogo de futebol. Estamos no meio de um turbilhão de manifestações e reivindicações populares, mas essa gente continua acintosamente a abusar da nossa paciência. A atitude do sr. Henrique Eduardo Alves não pode ser esquecida pelos brasileiros de bem que trabalham e pagam impostos.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

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Feudo Brasil

Definitivamente, o Brasil é um feudo, os políticos são os senhores feudais e o crime organizado é o rei da cocada preta! E nós, as pessoas de bem, sustentamos os descalabros dessa estrutura megalômana, em que jatinhos do governo são usados para turismo (Renan na Bahia e Alves no Rio), abusando descaradamente do que deveria servir apenas aos interesses do cidadão. Apenas um procedimento mais do que comum entre nossos amos e senhores! Desertamos ou sucumbimos no mar de lama?

ANITA M. S. DRIEMEIER

lindyta9@gmail.com

Campo Grande

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A farra continua

O atual presidente da Câmara, que anunciou que ressarcirá os cofres públicos pelas despesas com baldeação de amigos e parentes num avião da FAB, é o mesmo cidadão que antes de se eleger desafiava o STF, bradando que não aceitaria a prisão de deputados dentro do Congresso. Por aí dá para se ter uma noção do estado de delírio que acometia e parece que ainda acomete a classe política brasileira.

JOÃO PACHECO AMARAL FILHO

imobiliaria.projeto@terra.com.br

Jaú

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Desculpas e renúncia

Surpreendido transportando parentes para um jogo de futebol em avião da FAB, o presidente da Câmara não deve praticar haraquiri, o que faria - morto de vergonha - qualquer deputado japonês. Nossa cultura não é essa. Mas, pelo menos, S. Exa. deveria ter a dignidade de pedir desculpas à Nação e renunciar imediatamente ao seu mandato.

LUIZ A. D'ARACE VERGUEIRO

luiz-vergueiro@hotmail.com

São Paulo

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EVO MORALES

Ruído latino-americano

A América Latina protestou contra a proibição da passagem do avião de Evo Morales pelo espaço aéreo de alguns países europeus (4/7, A18). Nesta parte do planeta, quando gritamos soa como um cochicho para o resto do mundo. Mesmo porque a reação furiosa ao evento partiu dos que têm "hostilidade" no seu DNA e vivem gritando... Portanto, o protesto é apenas um ruído.

J. PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

São Paulo

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Em nome da ideologia

Empenhada em defender Morales nesse episódio, Dilma afirmou que o constrangimento por que passou o colega atinge a toda a América Latina. Será que Dilma já esqueceu que Morales foi o protagonista da invasão sofrida pela Petrobrás na Bolívia, quando o Exército, sob suas ordens, tomou à força as instalações da estatal, apossando-se do patrimônio dos brasileiros e pondo em risco o abastecimento nacional de gás natural? E da expulsão de brasileiros que possuíam pequenas fazendas legalizadas compradas na fronteira? Será esse o padrão Fifa de governar que a presidente anda alardeando?

PETER CAZALE

pcazale@uol.com.br

São Paulo

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De constrangimentos

Presidente Dilma, o tratamento dispensado aos bolivianos que trabalham no nosso país constrange não somente a Bolívia, mas toda a América Latina. Desculpe o plágio.

VIDAL DOS SANTOS

vidal.santos@yahoo.com.br

São Paulo

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Cartas selecionadas para ­­o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PLEBISCITO PARA REFORMA POLÍTICA

Depois de tentar iludir os brasileiros com “grandes feitos” como uma Constituinte (que nunca poderia acontecer) e um plebiscito, a presidente ficou na mesma. Isto é, não deu nenhuma resposta aos anseios e reclamações da população. Na verdade, tudo o que tentou fazer era manobra do marketing, que só está lá para tentar continuar a dourar o futuro do Brasil, o que não está mais fazendo efeito. O que os brasileiros querem e precisam não virá deste governo. Eficiência, objetividade, competência, clareza e transparência nunca fizeram parte do “cardápio” petista. Que o digam os que ajudaram a construir o partido e agora se afastaram. Enquanto isso, o ex-presidente Lula, que está bem longe para não se contaminar com os acontecimentos, manda recados de descontentamento com a maneira de Dilma governar por meio de assessores, como se tudo o que está acontecendo agora não fosse consequência de seus governos. Isso sim é que é herança maldita!

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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APOSTA PERIGOSA

A presidente diz “apostar na inteligência do povo” em plebiscito sobre reforma política. O problema é que o povo não aposta na inteligência dela...

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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FINANCIAMENTO DE CAMPANHA

Conheço dois tipos de financiamento de campanha: o compulsório e o voluntário. No financiamento público, compulsório, é imposto ao contribuinte o pagamento das despesas de todos os candidatos. No financiamento privado, voluntário, os candidatos abrem conta em banco e o eleitor escolhe para qual candidato ele quer contribuir. A vantagem é que o eleitor prova ao candidato que contribuiu para sua eleição e tem a autoridade de exigir o cumprimento das promessas de campanha. Se o voto não fosse secreto, você ficaria com um comprovante de em quem tinha votado, o que facilitaria exigir dos eleitos o cumprimento das promessas de campanha.

Alfredo Muradas Dapena alfredomdapena@gmail.com

Rio de Janeiro

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RECADO

Recado para os “PTófilos”, “Dilmófilos” e “Lulófilos”: a politicalha agiu com presteza e, diga-se a verdade, inteligência.  Pena que é mal orientada.  Dilma e seus asseclas recorreram à velha tática diversionista para neutralizar a energia das manifestações populares.  Deveriam lembrar que caminhoneiros já derrubaram um governo no Chile e que em 1964 a população apoiava os militares.  

Paulo Piffer ppiffer@uol.com.br

São Paulo

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ORDEM E PROGRESSO

Dilma Rousseff utiliza o lema da bandeira nacional mencionando as palavras “ordem” e “progresso” para criticar as interdições nas estradas comandadas por caminhoneiros nesses últimos dias. Ela deveria, sim, ter utilizado e aplicado essas mesmas palavras a partir de seu primeiro dia, comandando o Brasil para, dessa forma, ter evitado a situação caótica em que o País mergulhou com a prática de corrupções de políticos nos roubando, desviando e superfaturando descaradamente.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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EM TRÊS MESES PASSA

O senhor João Santana faz uma previsão de que dentro de três meses a popularidade da presidente Dilma será restabelecida. Como ele conhece bem o meio político, é bem provável que os nobres ocupantes dos Palácios de Brasília estejam apostando que todas as manifestações que aconteceram não vão dar em nada. Isso seria uma frustração enorme, pois o País continuaria sendo solapado pela corrupção, pela impunidade e pela incompetência. Tomara que o marqueteiro esteja enganado dessa vez.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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LOTEAMENTO POLÍTICO

De fato, nossas organizações de Estado (federais, estaduais e municipais) são ineficazes, ineficientes e corruptas, isto é, constituem problema gravíssimo de gestão. Mas enquanto a Constituição permitir a indicação para cargos de confiança e em comissão nas organizações, possibilitando o loteamento político, não se iniciará a mudança de cultura necessária para que a sociedade conte no longo prazo com serviço de qualidade! Não esqueçamos que as constituições, desde a República Velha, mantêm a permissão, com base na tradição do Império e do período colonial. O exemplo dos países desenvolvidos deve ser consultado.

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

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O PAÍS DOS LARANJAS

Não é à toa que somos um dos maiores produtores de laranjas do mundo. Se incluirmos as “laranjas” humanas, somos imbatíveis. Maldosamente, mas com boas chances de acerto, não ficaria surpreso se a maioria dos políticos e “aspones” cultivassem pomares próprios. A investigação de enriquecimentos súbitos de “duros”, via Receita Federal e/ou bancária, poderia erradicar as pragas.

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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JUDICIÁRIO EM ALTA

Se quisermos que o Brasil funcione sem corrupção, com governantes cumprindo rigorosamente as leis e com o indivíduo sendo verdadeiramente respeitado, precisamos ajudar no renascimento da Justiça. É necessário cobrá-la e apoiá-la. Nunca a Justiça no Brasil esteve tão desacreditada como há pouco. Entretanto, tivemos recentemente uma reversão das expectativas com o Poder Judiciário, que nos encheu de esperança. O julgamento dos mensaleiros no processo 470, a prisão de Deputado Natan Donadon antes do julgamento de todos os recursos e o pronunciamento do Tribunal Superior Eleitoral sobre o plebiscito, travando um golpe do Poder Executivo, deram um enorme alento a todos os céticos quanto à utilidade desse Poder, de onde principalmente emanavam impunidades. A ministra Eliana Calmon e o ministro Joaquim Barbosa tiveram importantíssimo papel nessa retomada do crédito e devem ser mantidos nesse Poder. Igualmente, no ministério Público, Gurgel deu um excelente exemplo de competência e retidão. É preciso prestigiar esses elementos, assim como todo o Poder Judiciário. O que observamos no Brasil é que nossa democracia não funciona porque o Judiciário não tem sido competente e atuante na moralização da coisa pública, não importa o Executivo e o Legislativo que tenhamos.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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PRAÇA DA SÉ, PRAÇA TAHRIR

Renomeamos, provisoriamente, a Praça de Sé como Praça Tahrir. Aguardamos o povo para protestar e, depois do ultimato das Forças Armadas, destituímos a fantoche incompetente. Sem precisar suspender a Constituição, nomeamos o chefe do Supremo, ministro Joaquim Barbosa, para o governo interino até que novas eleições parlamentares e presidenciais possam ser convocadas.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br  

Monte Santo de Minas (MG)

RABO PRESO

A Presidente diz não fazer demagogia para reduzir custos, eliminando alguns ministérios, como fez o governador de São Paulo com seu secretariado. Não pode diminuir os ministérios por que tem o rabo preso para com os partidos em prol da reeleição.

Wagner Monteiro wagnermon@ig.com.br

São Paulo

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OS AVIÕES QUE O CONGRESSO USA

Em meio a protestos públicos contra as mordomias, privilégios e corrupção no governo, os dois presidentes dos principais alvos das manifestações, a Câmara e o Senado Federais, tiveram a tremenda falta de sensibilidade de requisitarem aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para compromissos particulares. O presidente da Câmara, Henrique Alves, usou o jatinho da FAB para ir ao Rio de Janeiro com familiares para assistir ao final da Copa das Confederações no Maracanã; Renan Calheiros, presidente do Senado, foi à Bahia com a esposa para assistir ao casamento da filha do amigo Eduardo Braga. Das duas, uma: ou ainda não caiu a ficha para esses políticos e eles continuam vivendo em outro planeta, apesar da situação extremamente grave de insatisfação popular, ou estão mesmo pouco se lixando para o que o povo pensa ou deixa de pensar.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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ESPERTINHOS

Seria de bom tom que a FAB apresentasse ao público pagante um relatório ao final de cada mês com todas as viagens que efetua fora de suas atribuições. Dessa forma, ficaríamos sabendo quem são os espertinhos que usam os jatinhos usando o dinheiro de todos os cidadãos. Assim se imporia um pouco mais de probidade nos incautos de plantão. O momento exige transparência em todas as instancias institucionais.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

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SUA ALTEZA HENRIQUE ALVES

Sua alteza, o deputado federal Henrique Alves, que, pasmem, mama nas tetas do Congresso Nacional desde 1971, conhece como ninguém os poderes que o voto lhe confere. Faz isso de forma imoral e com a ética que lhe convém. Sabe direitinho sua posição e não hesita em abusar das benesses que a “democracia” tupiniquim permite aos políticos. Aberrações que não cessam nem com o povo nas ruas. Ele e a maioria de seus pares desconhecem as práticas de um político em países civilizados como Suécia, Dinamarca, EUA, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, Inglaterra, França e outros. Lá, a órbita dos políticos é a mesma dos cidadãos que lhes confiaram os votos. Aqui, inacreditavelmente, os políticos estão em outra dimensão, em um nível “superior”, e se acham ungidos com poderes especiais. Olham-nos de cima para baixo e, possivelmente, dão boas gargalhadas de todos nós. O voto os deixa com a sensação de Soberanos, sem limites. Podem tudo, são arrogantes, fingidos, interesseiros, oportunistas de carteirinha, não prestam conta de seus erros, sabem que o povo tem memória curta, está ocupado com futebol, novelas e com as futilidades que recheiam as bancas de revista e a programação da TV aberta, mantendo a massa no jardim de infância. Em qualquer outro país decente do mundo, se não renunciasse por usar indevidamente um avião da FAB para transportar familiares e amigos, seria deposto imediatamente. Aqui, um pedido de desculpa é suficiente para fazer todo mundo esquecer a falta grave e sua falta de vergonha na cara. Mais importante do que pagar a conta foi o gesto e o sentimento de que pode tudo. Imagine o que eles fazem e não ficamos sabendo. Sinceramente, a vontade é de fazer justiça com as próprias mãos, tamanhos a cara de pau e o desrespeito com a coisa pública. Dele e da maioria dos marginais travestidos de políticos protegidos pelos seus cargos. “Vagabundos” é a melhor qualificação para esses canalhas que usam e abusam do bem público no Brasil.

Jose Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com

São Paulo

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‘VOOS DA ALEGRIA’

Em nome da transparência, da ética e dos bons costumes, aguarda-se da honrosa Força Aérea Brasileira a revelação dos nomes de políticos e autoridades que fazem uso indevido dos jatos da FAB em viagens nacionais e para o exterior, levando de carona familiares, amigos et caterva. É preciso acabar de uma vez por todas com esses “voos da alegria”, abortando suas decolagens ainda antes do embarque. Basta!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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ZONA

Os estudantes, o presidente da Câmara e o presidente do Senado querem de todas as maneiras o passe livre. Os estudantes, nos ônibus urbanos, e os nobres parlamentares, nos aviões da FAB. Esse país não virou uma zona?

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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SIMPLES ASSIM

 

Sou o presidente da Câmara Federal. Requisito um avião da FAB para uma viagem de Natal ao Rio de Janeiro. Afinal, trata-se de uma missão oficial. Um almoço com o prefeito da cidade. Assunto que considero de “alta relevância”. Por “pura coincidência”, isso ocorre justamente durante a final da Copa das Confederações. Aproveito e levo minha noiva e seis parentes ao Maracanã para curtir a festa. Flagrado, digo que foi um equívoco, estimo quanto custariam as passagens de meus parentes em um voo comercial e prometo ressarcir os cofres públicos. No mesmo final de semana, eu, que agora sou o presidente do Senado, faço um voo de Maceió até Porto Seguro, também a bordo de avião da FAB, para o casamento, em Trancoso, da filha de meu amigo, senador Eduardo Braga. Perguntado se vou pagar pelas despesas da viagem, respondo: “claro que não”. Simples assim, caras pálidas.

 

Edmauro Santos edmaurops@yahoo.com.br

Taubaté

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DESCARADOS

Henrique Alves (PMDB), que preside a Câmara e “está” deputado há 44 anos pelo Estado do Rio Grande do Norte, foi denunciado por estar usando avião da FAB sem estar a serviço da instituição que infelizmente preside. Fez um voo da alegria (que chamou de “carona indevida”) levando a noiva, parentes e amigos, tudo custeado com dinheiro público, ao Maracanã. Apesar de ter dito que devolveu o dinheiro – não vimos o comprovante –, fica ao dito pelo não dito.

Renan Calheiros (PMDB/AL) pego do mesmo jeito, já que também utilizou um avião da FAB para ir de Maceió até Porto Seguro, no último dia 15/06, para assistir ao casamento de Brenda Braga, filha do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB/AM). Interpelado por jornalistas sobre essa atitude indecente, alegou que a representatividade do cargo que exerce, presidente do Senado Federal, não o impede de usar avião da FAB, mesmo indo à um evento, como o casamento.

Mais uma vez constatamos que a Câmara Federal e o Senado Federal são presididos por dois descarados que não têm moral e muito menos ética para ocupar cargos tão relevantes.

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz  

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SEM OFENSAS

Presidente do Senado usou avião da FAB para ir a casamento na Bahia. Como perguntar não é ofensa, será que para abastecer o avião foi utilizado cartão corporativo ?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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INACREDITÁVEL

É preciso estar muito ausente da realidade para cometer esse ato [o uso indevido dos aviões da FAB] neste especial momento em que o povo despertou de sua letargia e está nas ruas justamente gritando contra esses vícios.

 

Níveo A. Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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QUEM PODE PODE

De acordo com o noticiário, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), usa avião da FAB para levar 14 pessoas ao jogo do Brasil no Maracanã. Ora, não sei por que tanto falatório na mídia.  Queriam que fossem de ônibus? Isso aqui é Brasil, minha gente. Francamente!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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‘ENTOURAGE’

Reconheça-se: a recente turnê da “entourage” natalense ao Rio de Janeiro, em avião da FAB, sob a tutela do presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, deve merecer repúdio do Brasil sério.  Mas sejamos menos rabugentos, ninguém é de ferro. Afinal, os bravos potiguares vieram apoiar a seleção brasileira de futebol, imiscuídos na multidão, é verdade.  Sim, porque o clima do momento recomenda a prudência de não dar a cara a bater nas tribunas. E, condescendentes com esses apaniguados torcedores, invoquemos o “Rosegate”, que, além de não estampar o Neymar no frontispício, agasalha episódios aéreos mais indecorosos. E muito mais picantes.

 

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

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MANCHETES

Manchetes do “Estado” de hoje: “Dilma e Alckmin mandam prender ‘baderneiros’”. Quem são os baderneiros neste país? Não seriam os políticos que até agora nunca ouviram o povo? Quem são eles para mandar prender alguém? Se têm tanto poder assim, porque não mandam prender os condenados do mensalão e o presidente da Câmara, que usou um jato da FAB para fazer turismo no RJ, às nossas custas? Chega de hipocrisia! No Egito, o povo saiu às ruas e derrubou o Presidente. Se cuidem, corruptos.

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

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ELEMENTOS

Os presidentes da Câmara e do Senado, esses “elementos”, no jargão dos policiais, não entenderam ainda o poder do povo protestando nas ruas.

Miguel Politi miguel.politi@uol.com.br

São Paulo

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FARINHA DO MESMO SACO

Com o presidente da Câmara voando com sua família para ver jogo de futebol, usando um avião da FAB, dona Dilma tem muito mais com que se preocupar do que com o bloqueio aéreo ao ditador Evo.  Aliás, não vi e nem ouvi D. Dilma ou qualquer outro parlamentar da situação ou oposição rejeitando a atitude do presidente. Sem medo de errar, são todos farinha carunchada do mesmo saco.

 

Vitório F. Massoni suporte@eam.com.br

Catanduva

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UMA VOZ, UM ALENTO

É um alento a voz do juiz Valdir Queiroz Junior ao não aceitar pedido de recolhimento da biografia de João Gilberto, em tempo que Roberto Carlos recolhe qualquer coisa vinculada a seu nome. A interpretação do juiz no caso favorece a liberdade de expressão e, principalmente, entende que ser uma pessoa pública já é uma “autoautorização” para a biografia.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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SUGESTÃO À PRESIDENTE

 

Além de médicos, por que não “importar” também juízes para dar andamento aos precatórios parados há dezenas de anos ou “importar” pessoas honestas para substituir os políticos corruptos do PT em nossas próximas eleições?

 

José Manuel Mateos Martinez mateosmartinez@uol.com.br

Guarulhos

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X SUPRIMIDO

Após a saída de Eike do conselho da MPX e a supressão do “X” da empresa, ações voltam a subir e muitos casos irão submergir. BNDES? Governo federal?

 

Felipe Farah felipefarah@gmail.com

São Paulo

 

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EIKE: A SOLUÇÃO

 

Os problemas financeiros das empresas de Eike Batista podem ser facilmente solucionados. Basta seguir o caminho de Silvio Santos, que enfrentou problemas similares. Ou seja, pegar um avião e vir falar com Lula. O “PresidenTe” imediatamente daria ordens para que as empresas de Eike fossem adquiridas pela União, o que, sem dúvida, as poriam novamente no rol das empresas lucrativas, como ocorre com as do Silvio Santos. Sem custo algum...

 

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

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MURSI É DEPOSTO NO EGITO

Veja, Dilma! Que injustiça! Prenderam o “presidento” do Egito por não atender a demanda popular!

 

Ulysses Fernandes Nunes Junior ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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POPULISMO DEMOCRÁTICO

O que ocorreu no Egito não foi golpe, foi a correção de um erro democrático. O mesmo povo que elegeu o presidente quis removê-lo, mas na democracia clássica falta o instrumento para isso. O que vemos hoje pelo mundo são inúmeros erros democráticos que mostram a necessidade de criar uma nova democracia. Tudo se origina do voto, é óbvio. Há gente demais votando e a maioria adota critérios emocionais para votar. Poucos votam em competência, ética, seriedade, experiência, maturidade... Votam em empatia, estética, carisma, promessas, cor, religião... Votam por “gostar” do candidato, como se fossem convidá-lo para casa. O voto do ignorante nunca seria dado a um excelente administrador sisudo, feio, de poucas palavras, apesar de grandes realizações, doutorados e prêmios. A democracia mundial está em crise. Há um círculo vicioso na medida em que a busca de votos exige inclinação populista. Países outrora bem sucedidos estão sucumbindo ante o populismo democrático. Há que melhorar, qualificar e valorizar o voto. No Brasil, começar tornando-o facultativo.

Gilberto Dib www.dib.com.br

São Paulo

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CIDADANIA EM RISCO

O Egito deu um exemplo do povo no poder e todos os países com leis religiosas devem cair também. Todo e qualquer governo tem que ser democrático e laico, caso contrario é certeza de povo infeliz. Religião se pratica com seus amigos da igreja, na igreja e em casa. E quando digo isso, não me refiro apenas aos países islâmicos, que ultrapassam todas as regras de direitos individuais e se arvoram como donos da vida pessoal do cidadão. Vida religiosa é proibida, ateísmo é proibido, vida sexual e social, só dentro de moldes. Pelo amor de Deus, o mundo tem que se unir e livrar o planeta dessas pragas. E que sirva de exemplo ao Brasil: basta ver essas bancadas evangélicas crescendo e colocando a cidadania em risco. Vamos ficar atentos a esse crescimento e não vacilar, deu para ver pelos “Felicianos” o que será do Brasil com uma eventual maioria religiosa. O País não merece este castigo.

 

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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NADA MUDA SE NÃO SE COMEÇA

O grande problema da revolta das nações pouco civilizadas é de educação. A educação da classe dirigente é pior ainda do que o povão nas nações ainda não civilizadas. Olhando os protestos no Brasil, muito similares aos protestos no Oriente Médio, é claro que o povo está muito mais bem informado, mas ainda é mal educado, e suas elites, principalmente as governantes, são piores ainda. Derruba-se Dilma e sua corriola comunista ou coronelista: o que estará disponível para colocar no lugar? Um Lula, um Sarney, um Renan, um Dirceu, um Genoíno, um Maluf, um Serra, um Aécio, um Temer? Todos comunistas ou coronelistas? Contudo, nada muda se não se começa. Essa é a outra realidade que faz a humanidade evoluir.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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O EXEMPLO EGÍPCIO

Lendo o que disse o senhor André Singer, o porta voz do governo Lula, defendendo a retomada da bandeira da ética, me perguntei: onde o PT compra este produto que ele chama de Ética? Vai ter que comprar o estoque inteiro. Na verdade, eles querem jogar todas as classes na bacia das almas, sem contar que sutilmente tentam passar por cima do Congresso. O Palácio tem que ver o exemplo do Egito, onde o presidente deposto tentou enfiar goela abaixo um sistema de governo bom para ele, não para o povo. Mais que isso, quando o governo da Bolívia tomou de assalto a Petrobrás, não houve tanto ruído como agora, porque o avião do presidente boliviano foi obrigado a descer fora de rota. Tudo não passa de necessidade de poder. Estão deixando a presidenta a ver navios e ela, como mandatária maior do País, já deveria começar a procurar novas alianças a partir do momento que começam a haver rachas dentro do próprio partido, que até então era sua base de sustentação. Pelo visto, nem o bruxo do quadragésimo ministério vai conseguir evitar que o feitiço desande.

 

João Camargo democracia.com@estadao.com.br  

São Paulo

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ATO LEGÍTIMO

O governo brasileiro condenou o ato legítimo do Exército do Egito. Alguns jornais sintonizados com o Planalto teimam em chamar de golpe um ato que põe fim ao verdadeiro caos em que o Egito se transformou pela dicotomia entre o povo e o seu presidente, com um saldo de rebeliões e mortes cuja tendência era só aumentar. Eleito há apenas um ano, o presidente Mohamed Mursi, de fortes simpatias com a corrente muçulmana egípcia, hoje se encontra em prisão domiciliar com algumas centenas de colaboradores mais próximos.  Enquanto isso, o povo, na lendária Praça Tahrir, festejava a ação do Exército, que cumpriu sua prerrogativa. Só falta o governo brasileiro repetir o que aconteceu quando o Exército da República de Honduras detonou o aprendiz de ditador, presidente Zelaya, que se escondeu na embaixada brasileira, dando uma demonstração inequívoca de que apóia os já consolidados poderes ditatoriais, assim como os protótipos, como o deposto Mursi, agora conhecido como ex-presidente do Egito. Dilma diz que ouve a voz das ruas, mas seria bom que ouvisse também o eco que vem da Praça Tahrir e se confunde com o rugido das ruas que ela diz que ouve, mas não absorve o idioma. Em Honduras e no Egito ou em qualquer latitude, a posição do Exército é sempre estar ao lado do povo e contra a tirania e a rapina. Dilma e seus 39 ministérios: estejam alertas, porque, segundo o Eclesiastes, “tudo tem a sua hora certa” e a sua está a caminho. O seu desejo de um plebiscito lembra o dito popular “Com fogo no rabo até preguiça corre”.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ECAD É REGULAMENTADO

Muito justa essa reivindicação dos artistas sobre os seus direitos autorais, que os levou em caravana a Brasília para serem recebidos por Dilma. Senti muito, porém, que eles não tenham aproveitado a oportunidade para reivindicar também o fim da corrupção em nosso país, o fim da inflação, a diminuição do número de ministérios, educação e saúde para todos e tantos outros desejos que ardorosamente o nosso povo tem. Afinal, eles também não são povo? Ou só o assunto dos direitos autorais é que os estavam incomodando e que, atendido, permitiu uma foto dos mais famosos junto a uma Dilma sorridente e realizada com, talvez, alguns pontinhos a mais nas pesquisas?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com  

Rio de Janeiro

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DOSES DE FILOSOFIA

A manifestação de Maradona referindo-se à vitoria da seleção brasileira de futebol sobre a espanhola, dizendo que o Brasil só venceu por influência da enorme torcida no estádio, merece seguinte comentário:

 

1. Pelo menos não precisamos da atuação vergonhosa do árbitro , como ocorreu com o seu Boca Juniors quando da desclassificação do Corinthians na última edição da taça Libertadores da America

 

2. Vamos perdoá-lo, pois ele provavelmente teria “cheirado” doses de filosofia quando fez tal declaração.  

 

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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TALENTOS DESPERDIÇADOS

Realmente eu não sei o que os funcionários do governo estadual, principalmente da área jurídica, ainda fazem nesse governo e no País. Com o talento que eles têm de elaborarem um edital com artigos que permitem dupla interpretação como o da concessão do Maracanã, no exterior estariam ganhando o triplo do que ganham aqui. Estão desperdiçando seus talentos e conhecimentos. Só gênios conseguem fazer o que eles fizeram no edital.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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UMA OPINIÃO SOBRE OPINIÕES

Não poderia de deixar de cumprimentar este ilustre jornal, que nos proporciona uma leitura com entendimento claro e transparente nos artigos assinados pelos senhores José Nêumanne e o Dr. Ives Gandra Martins (“Estado”, 3/7, A2). Como gostaria se fosse possível que todos os brasileiros pudessem ter acesso a essas informações, bem como o discernimento que elas nos trazem. É uma pena que esses artigos não alcancem todos os brasileiros. Entendo que nem todos entenderiam, mas como bom seria que todos abrissem os seus olhos e não se deixasse levar por grupos de interesses duvidosos. Parabéns pelos artigos.

 

Nuno Roberto Cogo nuno_cogo@hotmail.com

São Paulo

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‘É SÓ EMBROMAÇÃO’

 

Simplesmente perfeito e completo o artigo de José Nêumanne (“Estado”, 3/7, A2). Ele relata muito claramente como uma “embromação presidencial” pode ser sugerida dentro do plebiscito proposto e até ser aprovada pela população menos esclarecida, dando chances para que o PT permaneça no poder por longo tempo, algo parecido com o bolivarianismo chavista. Ainda bem que nossa imprensa livre pode contar com jornalistas como José Nêumanne, esclarecendo e orientando o povo brasileiro sobre os perigos dessa armadilha, lançada por dona Dilma, cujo propósito é o de ludibriar os eleitores, fazendo uso da alegação de que está atendendo às vozes roucas das ruas dos últimos protestos, sugerindo essa picaretagem de plebiscito. Acorda, Brasil!

 

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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CORREÇÃO

No editorial A feitiçaria desandou (4/7, A3), onde se lê que o conto O plebiscito é de Machado de Assis, o correto é Artur Azevedo.

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