Fórum dos Leitores

FLIP

O Estado de S.Paulo

08 Julho 2013 | 02h06

Homenagem a Graciliano

A Flip, festival de literatura que se realiza em Paraty (RJ), este ano homenageia Graciliano Ramos, que tem como uma de suas principais obras o livro Vidas Secas, escrito em 1938 sobre as secas no Nordeste. Dona Dilma e o governo brasileiro também "homenageiam" Graciliano Ramos não tomando providências para aliviar os efeitos da maior seca nessa região nos últimos 50 anos, uma desgraça para a população nordestina, como no livro.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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EDUCAÇÃO E SAÚDE

Corte dos royalties

Leio, constrangido, que o Senado efetivou o corte de 53% dos royalties do petróleo destinados à educação e 84,7% à saúde (5/7, A19). Será que os senadores imaginam que ambas estão no patamar proclamado - fala mais do que vazia - pelo ex(?)-presidente Lula, em discursos por este Brasil afora, iludido sistematicamente por políticos que legislam para os próprios bolsos? Deus, ó bom Deus, tenha piedade deles (congressistas) e de nós!

EDIVELTON TADEU MENDES

etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

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Incoerências

Mediante mais uma atitude insensata, absurda e incoerente do Senado, os brasileiros continuarão sendo sacrificados e castigados na saúde e na educação, pelo fato de os srs. senadores terem simplesmente cortado o que previa o projeto de lei que destinava royalties do petróleo a essas áreas, reduzindo-o em 62%.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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Basta!

É hora de substituir essa gentalha indiferente às necessidades maiores do País e ao clamor da população. Rever tudo: salários, mamatas, imunidade, etc. Pensemos num Parlamento unicameral com, no máximo, 200 representantes e o número de cadeiras proporcional ao eleitorado de cada unidade da Federação.

CARLOS A. IDOETA

panta-rei@uol.com.br

Santana de Parnaíba

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Perguntar não ofende

Royalties do petróleo da Petrobrás para educação e saúde, como vem alardeando o governo? Mas quais royalties e qual petróleo da Petrobrás, uma estatal quebrada e importadora de petróleo? A menos que queiram repassar à educação e à saúde suas dívidas e o escândalo da compra da refinaria de Pasadena!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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Investimento comparado

É comum os brasileiros culparem nossos antepassados lusitanos por tudo o que de errado há neste país. Essa atitude é fruto do desconhecimento e da desqualificação do nosso regime monárquico pela República como forma de se valorizar e se consolidar. O antigo regime foi, na realidade, o que estabeleceu nossa grandeza territorial, cultural e humana. Há pouco tempo, comparando o ensino universitário do Brasil e de outros países, "técnicos" avaliaram ser nosso ensino superior ao de Portugal. Agora se verifica que o Brasil investe anualmente, por aluno, US$ 959, enquanto a Correia do Sul, atualmente grande potência econômica e industrial, investe US$ 5.446 e o pequeno e pobre Portugal, US$ 5.592, ou seja 5,83 vezes mais que o Brasil (5/7, A19). Tal fato deveria ser do conhecimento de todos os brasileiros para que revissem seus injustos preconceitos contra nossa formação histórica. Afinal, desde 1822, e por mais de 190 anos - quase dois séculos -, somos os únicos responsáveis por nossos êxitos e por nossas mazelas.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

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POLÍTICA ECONÔMICA

Mercosul e competitividade

O International Institute for Management Development (IMD), da Suíça, foi classificado recentemente como a melhor faculdade de economia do mundo. Há dias publicou uma tabela classificando 60 países pela competitividade de sua economia. Vi com tristeza, mas sem surpresa, que o Brasil era a 34.ª economia em 1997 e agora está em 51.º lugar. Nossos "hermanos" argentinos caíram da 28.ª posição para a 59.ª e nossos amigos venezuelanos, da 44.ª para a 60.ª! Essa mensuração, além de mostrar as vantagens do nosso regime político e suas teorias econômicas, mostra que bela decisão tomamos em nos associarmos com países de primeira linha! E o pessoal ainda insiste nessa associação...

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

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Sob nova direção

Diante de todos os resultados econômicos negativos da atualidade - como balança comercial, inflação, PIB, Bolsa de Valores, etc. -, mais a insatisfação nacional e internacional com a equipe econômica do governo e o Banco Central, a única saída plausível e recomendável é colocar uma faixa na frente dessas duas instituições com os dizeres: "Sob nova direção". A confiança acabou e é preciso renovar antes que o País entre em colapso.

KÁROLY J. GOMBERT

gombert@terra.com.br

Vinhedo

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Moleza

O sr. Arno Augustin, secretário do Tesouro Nacional, deve estar brincando ao afirmar que, "se soubesse com exatidão qual vai ser o momento econômico dentro de seis meses, as políticas monetária e fiscal seriam moleza de fazer". Por que não pede emprestada a bola de cristal do ministro Guido "Adivinho" Mantega ou consulta, de uma vez, o babalaô Lula para saber?

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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Controle de gastos

O secretário do Tesouro defende o controle de gastos. Ele e outros políticos sempre acenam com medidas que ninguém sabe ao certo quais são, nem eles. A "presidenta" deveria começar reduzindo à metade seu imenso Ministério e pondo na rua milhares de cumpanheiros aspones que estão por lá. Há mais de um século padecemos da doença do "cabide de empregos". Essa medida, aliás, é válida também para governos estaduais e municipais (todo leitor sabe o que acontece em sua cidade), o Judiciário, os Legislativos e empresas estatais. Seria a melhor demonstração de que os governantes, de fato, estão querendo endireitar o País.

HOOVER AMERICO SAMPAIO

hoover@mkteam.com.br

São Paulo

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ECONOMIA

Há um velho ditado que diz: “cometer um erro é humano, porém persistir nele é burrice”. Cabe bem pela insistência de Dilma Rousseff em manter Guido Mantega como ministro da Fazenda. “Né” não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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FUNDOS SUMIDOS

Segundo a presidente Dilma, “diante das flutuações das forças internacionais, não queremos impedir tal tendência, mas queremos diminuir a volatilidade”. Todavia, por desconhecimento da matéria, deixa de informar sobre o que e de que forma. A saber, o Chile, por exemplo, consegue conter a volatilidade do cobre, sua principal commodity exportável, por meio de seu fundo soberano, enquanto o nosso fundo, tão cantado em prosa e verso pelo petismo, sumiu. Ninguém sabe ninguém viu.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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O ERRO

Alguém está errado: o BC, com dirigentes sérios, de carreira, excelente preparo técnico e comprometimento institucional ou... O ministro da Fazenda.

Ricardo Castro Teixeira Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

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LEITURA DE PERIÓDICOS

O ministro Guido Mantega não lê jornal! Não é possível que, com o País em forte convulsão social e milhões de pessoas nas ruas protestando contra tudo isso que esta aí esse senhor venha falar em aumentar os impostos! Nem a Maria Antonieta era tão alienada!  

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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AMEAÇA À CLASSE MÉDIA

O ministro da Fazenda está ameaçando a classe média com a possibilidade de aumentar impostos. Nós já pagamos demais para sustentar essa riquíssima estrutura política existente nas altas esferas do poder público. Senhor ministro, em vez de elevar a carga tributária, por que não sugere os quatro itens importantes para reduzir gastos? 1) Diminuir o número de ministérios, 39 é demais. 2) Extinguir cargos comissionados inúteis. 3) Cortar gastos excessivos na Presidência da República. 4) Cortar os gastos com mordomias extravagantes no Congresso. Assim, teremos uma economia de bilhões, com procedimentos simples e eficazes. Afinal, vivemos em um país onde a população clama por uma educação melhor, com saúde para todos, no mesmo padrão que atende nossos políticos.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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COMO VAI A ECONOMIA BRASILEIRA?

A resposta pode ser encontrada no fechamento do pregão de 02/07 das bolsas de valores de vários países: Nasdaq = -0,06; Dow Jones = -0,28; FT-SE 100 = -0,06; Nikkei = +1,78; Ibovespa = -4,23. Dólar subindo, produção industrial caindo, inflação pressionada e desemprego à vista. Mas para Dilma o mais importante é o plebiscito. Onde está o “gigante que acordou”? Procura-se um líder, um salvador da pátria com urgência. Socorro!

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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‘BOLSA BOLSA’

Quem investiu em ações porque as taxas de juros que os bancos e o Tesouro pagam são menores do que a inflação está se ferrando, como a cotação da presidenta. Esperamos que a Dilma lance o “bolsa bolsa” em cadeia de TV nacional. Quem sabe ela recupera sua coação.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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LANTERNINHA

No ano, as bolsas brasileiras ocupam a última posição entre 94 bolsas de valores espalhadas pelo mundo. O governo brasileiro deveria urgentemente impor restrições ao capital especulativo e estimular maior participação dos fundos de pensão e das pessoas físicas.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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A CRISE BATE FUNDO

Definitivamente a crise bateu fundo no Brasil e nossa capacidade de reação até o momento tem sido zero. Ao despencar dos negócios, o estrangulamento da infraestrutura e a queda da produção industrial somam-se os amargos prejuízos e a insatisfação popular. No meio do turbilhão, o governo perdeu o controle da economia e as rédeas do jogo, tentando sensibilizar com plebiscito e consulta. Não bastasse o caos com que deparamos, o mercado de ações tem sido ultimamente uma lição do pessimismo generalizado da sociedade brasileira. E nossas autoridades culpam o Fed (banco central americano), a sexta economia do planeta.

Carlos Henrique Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

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MARCHA À RÉ

A economia no Brasil continua de marcha à ré. O anúncio da queda de 2% da produção industrial em maio, muito maior do que se esperava, deixa claro que a condução da política econômica está cada vez pior. Dilma insiste em plebiscito depois de tentar fazer uma Constituinte sem pé nem cabeça, como se fosse este o nosso principal problema. Nem ela nem a assessoria ouviram direito as preocupações da população, ou então não querem é dar o braço a torcer e aceitar que erraram muito e jogam toda solução numa suposta reforma política que ela mesma, há dois anos e meio no poder, nunca considerou.

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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O GOVERNO DILMA

 

O governo Dilma está praticando apropriação indébita: trata-se dos 10% adicionais referente à demissão sem justa causa. Já são R$ 4 bilhões recolhidos a mais, desde o ano passado.

 

Odomires Mendes de Paula odomires@abrampe.com.br

Uberlândia

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TROCANDO EM MIÚDOS

Trocando em miúdos a mudança de regras do BNDES, feitas na calada da noite para cumprir meta fiscal do governo, são para fritar ovos que ainda estão na barriga da galinha? Se assim for, só fritando a galinha junto, não é? Depois a presidente e seu fiel escudeiro Guido Mantega não sabem por que estão perdendo credibilidade. E pensar que ainda falta um ano e meio para as eleições e o Brasil, até lá, correndo o risco de ser frito em gordura saturada! Haja coração... Tudo bem que até ontem apenas 20% não acreditavam nesse desgoverno Dilma, e hoje já são 70%. Pelo menos estamos evoluindo. Não sem antes sentir o sabor da lama no fundo do poço!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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REFORMA TRIBUTÁRIA

Uma legislação tributária que induz o governo a truques contábeis e o contribuinte à sonegação, carece de reforma já.

Sergio S. de Oliveira

Monte Santo de Minas (MG)

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RECORDES CONVENIENTES

Estava demorando... Nos governos petistas, todas as vezes que o caldo entorna aparecem recordes na produção de petróleo. Será que os marqueteiros da rainha pensam que estão lidando com tolos? As mãos sujas de “ouro negro” já fazem parte das piadinhas de salão!

Leila E. leitão ssoliveira@netsite.com.br

São Paulo

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E A PRODUÇÃO?

Interessante! A Petrobrás bate recorde atrás de recorde, em sua capacidade de processamento. Acaba de processar mais de 2,2 milhões de barris por dia de petróleo. Só que boa parte desse petróleo, é importada. Cadê os recordes de produção, prometidos por Lula?

 

Ulysses Fernandes Nunes Junior ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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DO PÓ AO PÓ

Privatizar a Petrobrás JÁ antes que suas ações virem pó.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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CONTA MAIS BARATA?

Existe no Brasil um imenso parque eólico que produz energia dos ventos por todo o litoral. É mais fácil encontrá-los no Norte, no Nordeste e no Sul.Tudo isso depende apenas de cabos (fiação) que façam a ligação. O pior de tudo é que há milhares de pessoas que não têm energia elétrica domiciliar. Além disso, as famílias recebem R$ 500 por mês , incluído no custo Brasil.E vem Dilma dizer aos quatro ventos que reduziu a conta de energia! Incompetência de quem?

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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CONSTITUIÇÕES AUTORITÁRIAS

As constituições autoritárias só consagravam o devido processo legal nos processos criminais. A vigente ampliou o princípio para todos os processos e procedimentos administrativos (entre eles o inquérito policial). Logo, a participação do Ministério Público nas investigações criminais é corolário de preceito constitucional; no entanto, por óbvia razão isonômica, a defesa também deve ter o direito de produzir provas em seu favor na fase investigatória. Combalida pela inflação, a população brasileira, paradoxalmente, se imola nas ruas, seguida por um Congresso desprovido de altivez e independência.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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CARRO FLEX

Fomos enganados mais uma vez! Já pagamos caro pela gasolina e agora o álcool também. Até quando ficaremos nesta situação?

Djalma Ant. Grapete da Silva grapetecampeao@ibest.com.br

Bragança Paulista

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DESONERAÇÃO DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Quando voltará a desoneração da construção civil, que durou ridiculamente apenas dois meses?

Jorge Wiszniewiecki jatw@terra.com.br

São Paulo

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PIRÂMIDES

Qual é a diferença das pirâmides financeiras, que são proibidas por lei, por existir a certeza que algum dia elas irão ruir e causar sérios prejuízos a seus participantes, e as empresas de Eike Batista? Quem colocou dinheiro lá, como numa pirâmide financeira, entrou contando com o ovo dentro da galinha. Quem saiu antes da pirâmide ruir, ganhou dinheiro. Quem ficou, perdeu.

O incrível nisso tudo é que nós, contribuintes, entramos nesse negócio com R$ 10,4 bilhões do nosso suado dinheirinho, por meio do BNDES. Alguém vai ser responsabilizado por isso?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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MENSALÃO

Porque José Dirceu, Genoíno, João Paulo Cunha e demais mensaleiros corruptos e já sentenciados ainda estão à solta e não foram presos? O que espera o STF? Uma multidão de milhares na porta do tribunal?

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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MULHER DE MALANDRO

Não que eu seja a favor da violência, mas, me respondam com sinceridade: caso todas as manifestações tivessem sido feitas pacificamente os resultados teriam sido os mesmos? Não seriam os políticos brasileiros como mulher de malandro, que adoram apanhar?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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BOTÕES

As ações deste governo sempre me fazem lembrar de um quadro humorístico que vi há muito tempo na TV. Foi um diálogo entre os saudosos Manoel de Nóbrega e Ronald Golias, também conhecido como Bronco, travado naquele famoso banco de praça:

-Inventei um botão que, instalado nos trens, quando acionado, evita acidentes, informa Golias.

-Que beleza! E como funciona? Pergunta Nóbrega.

-Se dois trens vêm em sentidos opostos, na mesma linha, o maquinista aperta o botão e evita o choque.

-De que forma? Qual é o processo?

-Aí já não é comigo, eu inventei o botão!

 Este governo tem inventado muitos botões.

 

Carlos Alberto Roxo roxo_7@terra.com.br

São Paulo

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E AGORA, BRASIL?

(*Um “plágio” necessário, no momento em que o País passa por turbulências. Que me perdoe o grande mestre Drummond, em sua infinita sabedoria, mas é por uma boa causa).

 

E agora, Brasil?

O dinheiro sumiu,

a paciência acabou,

o caldo entornou,

o povo reagiu,

e agora, Brasil?

E agora, contribuinte?

E agora, trabalhador?

Você que “rala” todo dia,

que produz riquezas,

você que faz o País crescer,

e agora, Brasil?

Está sem crédito,

está sem apoio,

está sem rumo,

já não pode pagar,

já não pode comprar,

gastar já não pode,

a coisa complicou,

o salário não deu,

o ônibus não veio,

a esperança não veio,

não veio a alegria

e tudo parou

e tudo acabou

e tudo mudou,

e agora, Brasil?

E agora, Brasil?

Seus desejos por mudanças,

sua persistência infinita,

sua resignação e vontade,

seu eterno sonhar,

com uma gente feliz,

em seus devaneios febris, sua inocência,

seus objetivos – e para quê?

Com o poder nas mãos

querem mudar o mundo,

não existem limites;

querem mandar em tudo.

Mas o povo reage,

querem dominar sua gente,

que não é mais aquela.

Brasil, e agora?

                                                                                                                              

Se tivéssemos hospitais e transporte dignos,

se tivéssemos escolas e creches suficientes,

boas estradas, portos modernos e eficientes,

se tivéssemos educação de qualidade

e segurança para nossos filhos,

se tivéssemos políticos honestos…

Mas aí já é querer demais, Brasil

você é injusto, Brasil!

Agora falam do pacto, que a presidenta inventou,

como se a responsabilidade fosse do trabalhador.

Como se a alta do dólar, o rombo na Petrobrás,

os cabides de emprego, os acordos eleitoreiros,

a corrupção que dilapida os cofres públicos,

fosse culpa do povo brasileiro.  

E aí vem a Copa

com seus estádios caríssimos,

e a ralé só de longe,

sem poder participar.

Às favas com as licitações,

quem manda não fiscalizar?

Porque dinheiro tem de montão,

e eles querem diversão.

Agora marchamos todos, Brasil!

Brasil, pra onde?

Obs.: este texto teve como inspiração estrutural, dialética e estética o poema “José”, de Carlos Drummond de Andrade.   

José Luiz Boromelo strokim@bol.com.br

Marialva (PR)

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MALANDRAGEM

 

O MPL, criado pelo PT, inicia um movimento por 20 centavos, o povo compra a idéia, passeatas concentram centenas de milhares de pessoas e o governo cede! Vitória esmagadora do povo! Só um detalhe: por 20 centavos, esqueceram da educação, da saúde, da falta de segurança, da inflação, do mensalão e, no final, o PT, com 150 gatos pingados, deu uma lição de malandragem, fazendo a população exigir exatamente aquilo que poderia ser dado. Simples demais.

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

São Paulo

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DIVERSIONISMO

Ao despertar e ir para as ruas, a sociedade, representada aqui, à guisa de metáfora, pela plateia repentinamente exigente de um circo, agitou a classe política e particularmente o Congresso, atuando no picadeiro, segundo a mesma imagem. Este último, num surto de atividade há muito desconhecido, passou a apresentar números que, na presente visualização, corresponderiam a votações apressadas de matérias que eram mantidas convenientemente esquecidas, confirmando, lamentavelmente, o velho e sábio Ulysses Guimarães, quando dizia que a única coisa que político (os do picadeiro) teme é o povo nas ruas (a manifestação perturbadora da plateia). O representante máximo do Executivo, ao perceber, no entanto, um comportamento diferente no público, adotou uma tática meio suspeita e, do seu ninho no planalto, voou à planície para conversar com uma ave de rapina meio cansada, atualmente cacarejando pouco e baixinho, mas ainda muito influente. Após a consulta, dirigiu-se ao picadeiro e tirou da cartola dois coelhos. O primeiro, denominado de Constituinte para implantar a reforma política, com tamanho avantajado em relação à cartola, foi descartado, mal conseguindo sair de lá. O segundo, de porte adequado, que atende pelo nome de plebiscito, visando ao mesmo propósito do primeiro, deve certamente sair. A plateia, entretanto, ocupada com reivindicações destinadas a melhorar seu bem-estar na arquibancada e exigir uma postura mais ética dos que fazem o espetáculo, ficou sem entender a razão de tal número, e está desconfiada de que pode cair num golpe de diversionismo, com consequências imprevisíveis. Assim, é de todo conveniente que comece a prestar atenção ao que se passa no picadeiro porque, se ficar frustrada, não terá seu dinheiro de volta.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com  

Rio de Janeiro

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VERDE E AMARELO

Vamos aproveitar o momento e definitivamente alijar o vermelho do PT (comunismo) do País e inserir no contexto nacional nossas verdadeiras cores: verde e amarelo.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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COVARDE E FUJÃO

Como chamar um ex-presidente que ainda não desencarnou do poder e sempre quer estar em todas, mas, quando a coisa encrenca, foge descaradamente com “Não vi, não sabia”? Assim fugiu em 2005, fugiu com os mensaleiros, fugiu com a estimada amiga Rose e fugiu agora, deixando o poste abestalhado, sem saber o que fazer diante dos colossais movimentos das ruas. No meu tempo as pessoas de bem o chamariam de covarde e fujão. Agora nem sei mais!

Ruth Penna Moreira ruthmoreira@uol.com.br

São Paulo

A SAÚDE NO BRASIL

O dia 3 de julho ficará marcado para sempre em minha mente. Tive a honra e o prazer de ser um dos mais de 5.000 manifestantes que lotaram a Avenida Paulista para reivindicar melhores condições de saúde para a população. Éramos todos ligados ao atendimento na área de saúde (médicos, fisioterapeutas, dentistas, enfermeiros, funcionários administrativos, etc.) e demais brasileiros que sentiram a necessidade de dar seu grito por melhores condições de atendimento, tanto na parte de recursos humanos como de instalações e principalmente a valorização do Sistema Único de Saúde, hoje tão vilipendiado pelas autoridades que dele não fazem uso. Em uníssono, pedimos hospitais, centros de saúde e demais instalações com “padrão Fifa” e valorização do trabalho dos profissionais, tão desprestigiados e injustamente considerados como parte do problema, quando na verdade são a solução. Deu gosto encontrar velhos companheiros de luta (tenho 62 anos e formei-me em 1976) e especialmente os jovens profissionais que garantirão a qualidade de atendimento para o qual estão sendo formados.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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HOSPITAIS IMAGINÁRIOS

Dr. Miguel Srougi, em entrevista a uma emissora de rádio, fez, na verdade, um desabafo contra a vergonhosa gestão na saúde pública do Brasil. Enquanto isso, o Dr. João Santana, marqueteiro de Dilma, mostrava ao respeitável público na TV hospitais imaginários com a participação de nomes estrelados artistas globais. E ela afirma que tudo vai continuar como está.

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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A IMPORTAÇÃO DE MÉDICOS

Não sou médico. Mas acho uma injustiça culpar os médicos brasileiros e trazer médicos de Cuba para resolver os problemas dos hospitais públicos das cidades do interior. A culpa é da incompetência, da falta de estrutura e do descaso deste (des)governo, responsável pela falta de remédios, aparelhagem para exames, ultra-sonografias, radiografias, luvas descartáveis, fio para sutura, antibióticos, centro cirúrgico, ambulâncias e até UTI para casos mais graves. Enquanto isso, são investidos bilhões de reais para construções e reformas de estádios de futebol, por exigência da Fifa, sendo que muitos deles vão se tornar verdadeiros elefantes brancos.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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FATURA HOSPITALAR

Conforme publicou o Estadão no dia 30/06/ (A26), o número de leitos no Brasil diminuiu 12% no Sistema Único de Saúde e 8% nos convênios nos últimos cinco anos. O PT está no poder há mais de 10 anos. A culpa do caos na saúde é dos médicos? Os cubanos solucionarão esse problema? E onde está Lula? Essa “fatura” é dele. Venha a público dar explicações para quem paga e elege.

 

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

Sumaré

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POLÍTICOS SUECOS

Que tal o governo Dilma importar primeiramente políticos da Suécia e depois pensar em importar médicos estrangeiros, o que está causando grande polêmica?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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O LOBBY DOS CONVÊNIOS MÉDICOS

Os planos de saúde no Brasil são uma mina de ouro. Os médicos recebem por consulta entre R$ 15 e R$ 25 – em razão disso, as consultas são feitas em 10/15 minutos. O profissional que solicitar ao paciente vários exames clínicos é sumariamente desligado. Pergunto: pode um plano de saúde patrocinar literalmente um clube de futebol, pagando a folha salarial dessa instituição e altíssimos salários a jogadores de renome (nada contra os craques)? O lobby dos convênios médicos é forte e atuante. Conseguem aumentar as mensalidades quando desejam que o conveniado que se estrepe. Paga ou cai fora. Isso vai explodir!

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

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MAIS DE MIL PALAVRAS

Há uma foto nos jornais onde aparece um grupo de médicos numa manifestação em Brasília.   É noite e eles estão iluminados pela luz de velas.  Há dois caixões de defuntos na vertical, num deles está a foto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e, no outro esquife, a foto da presidente Dilma.  Ao fundo aparece o edifício do Senado Federal com suas imponentes cúpulas. Não é preciso dizer mais nada.

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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PROFISSIONAIS ESTRESSADOS

Pesquisa revela que o Brasil tem os profissionais mais estressados do mundo, sobretudo nas empresas e entre executivos. Enquanto na Europa os profissionais têm menos estresse e cobranças e mais tempo livre e qualidade de vida, além de contarem com serviços públicos de boa qualidade, no Brasil, ao contrário, prevalecem o ambiente altamente competitivo no mercado de trabalho e a falta de tempo e de qualidade de vida. Como se isso não bastasse, os brasileiros ainda têm o agravante de ter de lidar com alta carga tributária, trânsito caótico, violência urbana, insegurança e falta de mobilidade nas grandes cidades, além de terem serviços públicos de má qualidade. São fatores que só aumentam o estresse e abreviam a vida dos profissionais.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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O USO DA INTERNET

 

O uso do computador afeta as famílias brasileiras. As estatísticas nos dizem que aproximadamente 60% dos lares do Brasil já usam o computador com internet. As crianças e adultos maravilham-se com redes sociais como o Facebook e com jogos na internet. Acontece que todos têm seus deveres como estudar, trabalhos domésticos e outros. O computador ocupa o tempo e diminui o tempo de relacionamento humano. Todos ficam estressados com o uso da máquina. Não queremos deixar de usar uma ferramenta tão útil. Mas tudo tem limites. Ou disciplinamos o uso da internet ou seremos prejudicados nas relações do dia a dia.

 

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

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BUENAS NOCHES, BUENOS AIRES

Achei, na última viagem que fiz à Argentina, que eles estão sempre em obras para instalação em toda a cidade, com cabos de fibra óptica pelo chão, coisa que em São Paulo ainda não tem. Sei que no centro de São Paulo a fiação está no subterrâneo, mas, na grande São Paulo e na periferia... Esqueceram! Mas, por incrível que pareça, eles estão fazendo a sinalização em três códigos: a universal, bolada por ele, o código da ONU, e o código comum semafórico, utilizada nas décadas de 1960. Mas o que mais me impressionou foi que eles estão levando a sério o código Universal, bolado pelo meu falecido pai e seriamente utilizado em Buenos Aires, dando preferência aos pedestres. Vocês acham loucura minha, mas, meu falecido pai defendia esses códigos até seu falecimento e “Buenas noches, Buenos Aires”. Este é um país desenvolvido, só não tem muitas linhas de metrô como São Paulo, apesar de o metrô mais velho da América Latina ser de lá!

Ronald Wagner Colombini Martins ronaldcolombini@bol.com.br

São Paulo

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UM ELOGIO

Meu nome é Fernando Pereira, 31 anos, médico. Confesso que não tenho sido um leitor assíduo do jornal impresso como gostaria de ser, pois a profissão tem me exigido quase as 24 horas do dia. Mas quando arrumo aquele tempinho, tenho obtido um enorme prazer ao ler este jornal. Agrada-me a sua qualidade gráfica e de diagramação. No meio de tantas notícias ruins e inevitáveis, fica até suave a leitura com esses cadernos lindos e bem organizados. Parabéns ao “Estado” e a todos os responsáveis pela feitura deste jornal, que é um convite irrecusável à boa leitura!

Fernando Pereira contato@drfernando.com.br

São Paulo

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CORREÇÃO

No artigo A presidente se afunda enganando a si mesma, de Rolf Kuntz (6/7, A2), onde se lê que "o saldo comercial do trimestre foi um déficit de US$ 3 bilhões", o correto é "do semestre".

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