Fórum dos Leitores

O PAPA NO BRASIL

O Estado de S.Paulo

24 Julho 2013 | 02h13

Ele não merece

Em tempos de presença do papa entre nós, a presidente Dilma Rousseff já no primeiro dia deu péssimo exemplo de falta de diplomacia, ou elegância institucional, tentando roubar o protagonismo do mais que ilustre visitante. Enquanto Francisco, com sobriedade, falou apenas por 15 minutos na cerimônia no Palácio Guanabara, Dilma fez um discurso enfadonho, por mais de meia hora. Parecia estar discursando em horário nobre da TV, exaltando conquistas que os governos petistas não obtiveram. Oxalá o papa Francisco ore por esse governo soberbo e oportunista. E muito mais apropriado e afinado com a grandiosidade do evento cristão, em vez do desrespeitoso discurso, seria Dilma ter lido apenas um belo salmo...

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Francisco x Dilma

O discurso da presidente Dilma foi longo o bastante para poder fazer propaganda de seu governo e dos dez anos de PT, enquanto o papa Francisco, em poucas e simples palavras, transmitiu e implantou seus ideais e valores no coração do povo brasileiro.

NISE SILVA

novorumo.helo@uol.com.br

São José dos Campos

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O governo da 'presidenta'

Ao discursar sobre o que seu governo "fez", em vez de enaltecer a vinda do ilustre visitante, nossa "presidenta" talvez nem se tenha dado conta de que falava a um sábio. Nada disse acerca da importação de falsos médicos estrangeiros - cubanos, que vêm para pregar o ótimo regime em que vivem, não praticar a medicina; nem da corrupção que se alastra no governo petista, que oferece Bolsa Família para comprar votos dos miseráveis e permanecer no poder. Omitiu muitas coisas que impressionariam o papa. Falou de justiça, mas esqueceu-se de que não a temos, como olvidou os 39 ministérios para abrigar seus amiguinhos. Pela expressão do sumo pontífice, não acreditou em nada. Afinal, ele veio para manter contacto com a juventude católica do mundo, não para ouvir mentiras.

WILSON MATIOTTA

loluvies@gmail.com

São Paulo

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Precaução

Precavido, o papa Francisco de cara já foi avisando, em seu primeiro pronunciamento perante as autoridades políticas presentes no Palácio do governo no Rio de Janeiro: "Eu não trouxe ouro nem prata, só trouxe Jesus".

VALDY CALLADO

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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Decepção

Quando o papa disse que não trazia ouro nem prata, mais de 90% dos políticos presentes saíram do salão superdecepcionados...

CARLOS AUGUSTO PEREIRA LIMA

guto@fazendamutuca.com.br

Mococa

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Deus é mesmo brasileiro

Um papa alheio aos perigos da multidão e um esquema de segurança falho e incompetente poderiam ter sido os ingredientes de um incidente sério, até mesmo uma tragédia. Mas, graças a Deus, nada de ruim aconteceu ao papa Francisco enquanto ficou preso no trânsito e teve seu carro cercado por multidões que quase entraram nele. A velha máxima deve ser mesmo verdadeira: Deus é brasileiro! Amém.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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ZIMBO TRIO

O peso da história

Queridos fãs, apreciadores da boa música brasileira, alunos, pais, professores do Clam, o Centro Livre de Aprendizagem Musical (escola de música que fundamos, com o saudoso Chumbinho, em 1973) e toda a comunidade artística: foi com muita surpresa que vimos (eu, minha esposa e minha filha) a entrevista concedida pelo Amilton Godoy ao Caderno2 (18/7), na qual ele noticia o fim do nosso aclamado Zimbo Trio, em matéria intitulada O peso de um nome. Sempre tive o Amilton como um dos grandes pianistas brasileiros. Não foi por outro motivo que o convidei, juntamente com o Luiz Chaves (o primeiro a ser convocado), a integrar o trio, em 1964. Como músico e idealizador do Zimbo Trio, e por toda a sua história, não gostaria que viessem a púbico, da forma como foi feito, questões envolvendo os componentes e a história de nosso tão querido grupo. Lamentei profundamente, como muitos, a declaração como foi publicada. O Zimbo Trio representa um patrimônio histórico de nossa cultura musical e por isso merece ser tratado e preservado por todos nós com todo o respeito e carinho, longe de propósitos personalistas. Tive o privilégio e a oportunidade ímpar de construir e participar desse patrimônio durante quase 50 anos, com meus pares Luiz e Amilton, vivendo momentos inesquecíveis diante de plateias do mundo todo. No entanto, como ocorre em qualquer núcleo familiar ou profissional, deparamo-nos com desafios que suscitam mudanças, para as quais devemos estar sempre preparados. Tenho para mim que um dos grandes segredos da vida, se me permitem, é saber como e quando tomar as atitudes necessárias para nos adaptarmos a tais desafios. No que se refere ao Zimbo Trio, por se tratar de um bem cultural, acredito que as atitudes acertadas têm o condão de levar à perpetuação desse patrimônio, mas, por outro lado, os erros podem levar ao seu sepultamento. Justamente por isso há questões que merecem ser tratadas de forma madura e profissional, sem perder de vista, claro, a ternura da natureza artística que sustenta e sempre sustentou o Zimbo Trio. Neste momento, temos de ser responsáveis e diligentes na forma de conduzir as complexas questões internas do grupo, não cabendo abordá-las com tanta simplicidade e superficialidade como foi feito. Por isso mesmo devemos ter muito cuidado para evitar que colocações distorcidas e comentários maldosos e inconsequentes (travestidos de aparente vitimização) acabem por macular esse patrimônio tão puro e belo e, ainda mais, evitar que sirvam de trampolim para fins de autopromoção. Não podemos permitir que o subjetivismo vaidoso se dissemine e seja explorado com tamanha desenvoltura, como se depois de 50 anos coubesse a mim um papel menor na história do grupo que criei, congreguei e do qual sobrevivo e sustento minha família ainda hoje. Finalmente, quanto ao que foi referido na capa do jornal como "disputa pelo nome" e "o peso de um nome", tenho a dizer, do alto dos meus 80 anos de vida simples, porém norteada pelo caráter e respeito às pessoas (sem jamais ter sido questionado moralmente por quem quer que seja), que todos nós somos, de certa forma, "donos" do Zimbo Trio. E, ao contrário do que li, o Zimbo Trio não é um "peso", é um patrimônio da música brasileira em sua expressão mais elevada, muito querido e que merece ser preservado por todos nós. Repito, por todos nós. Aproveito para agradecer a todos o apoio e o carinho demonstrados nas diversas manifestações que recebi. Um forte abraço!

RUBENS BARSOTTI, baterista, fundador do Zimbo Trio e do Clam

mrbarsotti@hotmail.com

São Paulo

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NOTÍCIAS RECENTES DO BRASIL

Lula reapareceu e disse que as manifestações populares e deveram ao sucesso dos governos petistas! Sérgio Cabral culpa organizações internacionais nos EUA e na Irlanda pelo vandalismo nas manifestações no Rio! Veículo que transportava o papa foi parar num típico engarrafamento carioca, e os governos municipal, estadual e federal jogam a culpa uns nos outros! A Justiça permitiu a alteração do ano de nascimento do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Raimundo Carreiro, de 1946 para 1948 - para se aposentar no Senado nasceu mais cedo, para continuar no TCU nasceu mais tarde! Roubada mala com R$ 100 mil em espécie do presidente da Câmara dos Deputados! Papa, após 11 horas de voo, engarrafamentos, assédio popular, caminhadas (inclusive na grama) e trocas de veículos (avião, carro, helicóptero e Papa(i)móvel), ainda tem de cumprimentar corruptos! STJ tem 166 veículos, sendo 20 ônibus! TCU gasta mais de R$ 1 milhão com saúde de seus ministros! Com receio de derrota em 2014, petistas querem que Dilma seja mais militante e menos chefe da Nação! Não, não é complexo, não, este é, realmente, um país vira-lata!

 

Luiz Sérgio Silveira Costa lsscosta@superig.com.br

Rio de Janeiro

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ESTUPEFAÇÃO

Lamentável o tom político que a presidente Dilma deu ao seu discurso de saudação ao papa. Fiquei estupefato, estado em que não fico há muito tempo. Da última vez que assim fiquei a palavra ainda se grafava estupefacto! Ao final, via-se que estava orgulhosa do seu feito e por tratado o Santo Padre de igual para igual. Francisco trouxe o verbo para o tempo certo, o tempo do eterno e da salvação. Quanta insensibilidade dessa senhora, meu Deus! As vaias de reprovação colhidas nas "arenas" da Fifa de nada serviram. Vamos ver a colheita representada por seus índices de aprovação daqui a uns poucos dias. Faz muito tempo, o Santo Homem ensinou: “A César o que é de César, a Deus o que é de Deus".

Roberto Maciel rvms@oi.com.br

Salvador

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DISCURSO IMPRÓPRIO

Presidente, ouvi suas palavras em recepção a Sua Santidade. Quer dizer que o povo quer mais e melhor? Mais e melhor do quê? A voz do povo quer MENOS. MENOS DO PIOR. Não quer MAIS dos políticos. Quer MENOS POLÍTICOS. Menor desproporcionalidade entre eleitores e eleitos, menos privilégios, recessos, ausências, assessores, mordomias, corrupção e tantas outras vantagens desse custo mundial recorde. Também nenhum suplente. Não quer MAIS inflação dentro do limite, no limiar do caos (6,5%). Melhor seria MENOS dentro do limite, no limiar da luz (2,5%). Não quer MAIS segurança. Quer MENOS ladrões nas ruas, praticantes do  171, dólares na cueca, licitações ajambradas, genocidas com status de autoridade, saidinhas de detentos, impunidade para os “di menor” e os execráveis mensaleiros. Estes últimos, não menos, simplesmente nenhum. Não quer MAIS ética. Quer MENOS ministros rejuvenescidos para fugir de aposentadoria compulsória, dossiês de aloprados, contabilidade criativa, ministérios de conveniência eleitoreira, compras do tipo Refinaria de Pasadena, perdão de dívida de ditadores africanos, doação de dinheiro público para reconstrução da Faixa de Gaza (Palestina), desprezo à Constituição do Paraguai para beneficiar os bolivarianos aproveitadores dos recursos brasileiros,  mas com ideologia totalitária assemelhada,  gastança social sem reciprocidade no crescimento, seja ele educacional ou profissional. Não quer MAIS educação. Quer MENOS analfabetos totais ou conceituais, menos alienados políticos e culturais, menos professores desiludidos com o magistério, menor detrimento das escolas técnicas em benefício de universidades com cotas raciais e exclusão da meritocracia. Não quer MAIS médicos. Quer MENOS hospitais com falta de infraestrutura operacional,  de macas, de laboratórios para análises de emergência, de  ambulâncias, de remédios, de salas de cirurgia e de UTIs. Na soma da superação dos MENOS teríamos como produto final crescimento semelhante ao da China, mobilidade urbana de Amsterdã,  honestidade da Dinamarca, estabilidade do Chile e o orgulho dos ingleses.  Impostos para isso pagamos. Hoje, quarta-feira, dia 24, bom momento para remissão dos pecados junto a Sua Santidade e salvação da alma por meio da eucaristia da hóstia.  

Altivo Campos Silveira  altivosilveira@uol.com.br

São Paulo

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PURA APELAÇÃO

Dilma, numa atitude de “paparicação” marqueteira, transformou a vinda do papa para um encontro com os católicos jovens do mundo todo num evento de cunho político. Seu discurso  foi uma obra de pura apelação. Um grande constrangimento para nós cidadãos pagantes.

Leila E. Leitão

São Paulo

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SIMPLICIDADE X ARROGÂNCIA

Dilma, no seu discurso, foi arrogante e prepotente, numa pose de palanque diante do papa, um homem simples, que soube falar ao coração das pessoas. Ao destacar altos elogios à era petista, procurou imprimir na cabeça dos ouvintes que seu governo zela por solidariedade, fome, ética, transparência, direitos, justiça social, etc. Como é possível falar em ética e transparência um governo corrupto que solapa o dinheiro do contribuinte e deixa o País num verdadeiro caos? Fala em solidariedade e deixa milhares de pessoas sem casa, sem água e esgoto, sem saúde, sem educação e sem segurança? Fala em justiça e permite que menores infratores matem sem que uma pena maior  lhes seja atribuída? O papa, um homem antenado e ciente das coisas que acontecem no mundo, não se deixará levar pela fala demagógica da presidente, que perdeu a oportunidade de, ao lado do papa,  ser uma mulher simples, humilde e verdadeira.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PROPAGANDA CONSTRANGEDORA

Dilma conseguiu o impossível: apequenar-se mais do que já está na visão dos brasileiros. A diferença entre seu discurso e as palavras do papa foi chocante! Como o papa não aceitou seu convite para uma visita como chefe de Estado, quando Dilma poderia colar a todo momento em sua figura, dividindo palcos e palanques e podendo usar essas imagens em sua propaganda eleitoral, a presidente usou do pouco espaço que lhe restou, recepcionando-o, para fazer propaganda antecipada de seu governo, pelo que deve ser não só advertida, mas também punida pela Tribunal Superior Eleitoral. Realmente, não poderia ter sido mais constrangedor.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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O DISCURSO E OS FATOS

Surreal o discurso de Dilma ao lado do papa Francisco, no qual procurou exaltar o que vê como feitos extraordinários das gestões petistas e fazer propaganda política num momento em que seu governo enfrenta grave crise em razão do derretimento de sua popularidade. O fato mostra mais uma vez a total desconexão da presidente com relação ao mundo real – ora, não serão algumas fotos ao lado do pontífice e palavras autolaudatórias que servirão para resgatar o seu prestígio junto à opinião pública. Depois de ter protagonizado, uma atrás da outra, trapalhadas monumentais nas tentativas de resposta às manifestações de junho, o mínimo que Dilma deveria fazer seria mostrar um pouco mais de humildade diante de tamanho descontentamento popular. Em lugar disso, o que se vê é a tão típica arrogância – “inauguramos mudanças nos últimos dez anos”, “a inflação está controlada”, “as contas públicas estão saudáveis”... Mesmo que os fatos, sem exceção, apenas comprovem o contrário.

    

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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OPORTUNISMO

No discurso de recepção ao papa Francisco, a presidente Dilma não deixou de fazer propaganda do governo petralha, mostrando o “grande desenvolvimento” alcançado nos últimos dez anos e que deveria ser copiado por todos os países pobres. Disse com a maior cara de pau, mesmo sabendo que o papa ficou preso no trânsito caótico pela falta de investimento do governo federal em mobilidade urbana nos mesmos últimos dez anos, que ela tanto fez questão de enaltecer. Uma coisa é falar, outra é viver. E o papa pôde entender que aqui, no Brasil, se fala muito e se faz tão pouco. Só quem vive o drama diário no transporte público das grandes cidades para dizer. Diante dessa gafe, que colocou o papa preso no difícil tráfego urbano do Rio de Janeiro, Dilma perdeu uma ótima oportunidade de ficar calada. Principalmente porque de Brasil o papa entende!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br  

São Paulo    

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RONALDINHO DAS FINANÇAS

Dilma está desarvorada. Tenta cooptar o papa Francisco para as hostes do PT. Ela se esqueceu de que o papa não vota aqui. As finanças vão de mal a pior. Sugestão: troque o Mantega pelo Lulinha. Afinal, ele demonstrou ser um gênio financeiro. Ganhando R$ 600 de salário no Zoológico, ele comprou e pagou à vista uma fazenda no valor de R$ 75 milhões. Agora é o maior acionista da Friboi. Como é que a Dilma desperdiça esse gênio?

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas  (MG)

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LENGALENGA ‘POLÍTICO-LULISTA’

O discurso de Dilma na acolhida ao papa foi mais uma demonstração da pessoa medíocre e mesquinha que é. A lengalenga “político-lulista” que monotonamente arengou, naquele jeito antipático e desajeitado que é de sua natureza, foi um desastre. Dilma e a legião “petolulista” definitivamente não representam – e envergonham - o País. Apenas um consolo: a olímpica indiferença (desprezo?) que o ministro Joaquim Barbosa (STF) demonstrou diante da figura.

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo        

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BARBOSA X DILMA

Na cerimônia de beija-mão do papa no Palácio Guanabara (RJ), pode ter faltado polidez ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, ao ignorar flagrantemente a presidente Dilma e não cumprimentá-la no palco, mas sobraram firmeza de caráter, personalidade e coerência de princípios. Um gesto atrevido, pleno de significado e simplesmente inesquecível. Valeu o dia!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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CORAGEM

Ao não cumprimentar Dilma na apresentação ao papa Francisco, Joaquim Barbosa juntou-se aos que protestam contra os malfeitos de seu governo.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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DEUS É BRASILEIRO

Consta que o Lula pediu que Dilma agradecesse ao papa pela declaração feita durante seu voo para o Brasil, de que “Deus é brasileiro”. Ele acha que alguém finalmente reconheceu o seu valor.

Silvio Leis  silvioleis@hotmail.com

São Paulo

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RESSENTIDOS

Não acho que a presidente Dilma tenha exagerado, saído do tom ou quebrado o protocolo por ter discursado para o papa Francisco salientando os feitos das administrações dela e de Lula. Deixemos de hipocrisia, mágoas e ressentimentos tolos. Qualquer governante, de qualquer partido político, que estivesse no exercício da Presidência da República faria o mesmo. Além disso, o mundo inteiro esta semana estará focado no Brasil. A presença ilustre, bem-vinda e inédita do papa Francisco enche de orgulho o Brasil e os brasileiros.  Queriam o que os desafetos de Dilma? Que ela porventura exaltasse os feitos dos adversários? Não cabe amadorismo em política. Francamente.

Vicente Limongi Netto llimonginetto@hotmail.coom

Brasília

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MEIA DEMOCRACIA?

“Democracia gera desejo por mais democracia”. Da mesma forma que não existe mais gravidez ou meia gravidez, não existe mais democracia ou meia democracia. Ou o País vive uma democracia ou não vive. E assim o Brasil assiste ao encontro do papa fadado com o papo furado.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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O BRASIL VISTO DE PERTO

Motorista do papa erra o caminho e o papa conhece o trânsito carioca

Victor Germano victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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VEXAME

A segurança oferecida na chegada do papa Francisco, deixando-o vulnerável, é bem o reflexo da “incomPeTência” deste nosso (des)governo: um vexame.

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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MAIS ESPERANÇA, MENOS VIOLÊNCIA

 

Muito emocionante a imagem do papa Francisco, a mais alta autoridade da Igreja Católica mundial, desfilando em carro aberto em meio à multidão, sem medo e muito aplaudido. Bem diferente das mais altas autoridades do Brasil e do Rio de Janeiro, que para não serem vaiados preferiram locomover-se em helicópteros ou carros blindados e com vidro escuro e fechado, e permaneceram o mais longe possível da multidão, sob a proteção de muitos policiais. Que vergonha. Desejo que a visita do papa Francisco traga mais esperança e menos violência ao sofrível povo brasileiro. Seja bem-vindo, papa Francisco, e peço sua bênção.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes jeovahbf@yahoo.com.br  

Americana

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ABRANDANDO CORAÇÕES

Que a presença do papa Francisco sirva para abrandar os corações daqueles que praticam o mal, bem como dos políticos corruptos que enriquecem com dinheiro que deveria ser destinado à compra de pão para os menos favorecidos.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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O QUE O PAPA DISSE?

Para mim, ele não disse nada. Sua declaração não tem diferença das de todos os políticos. Mais precisamente das assessorias de marketing dos políticos. Declarações genéricas, ambíguas, evasivas, sem nenhum comprometimento mais concreto. Ou seja, tanto o lema do Vaticano como o de todos os políticos é: não me comprometo. Colocar esse papa como representante da juventude, essa mesma juventude que está em todo o mundo protestando contra esse tipo de demagogia, significa que os jovens que aparecem nas telas da TV não representam a verdadeira juventude.

Francisco José Duarte de Santana franssuzer@gmail.com

Salvador

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FIÉIS, PORÉM DESIGUAIS

O papa Francisco, assim como a maioria dos políticos, sempre fala em cuidar dos pobres, dar prioridade aos pobres, etc., etc., etc.  Trata-se de privilegiar uma classe em detrimento de outras. Parece que somente os pobres podem ter as bênçãos de Deus. As demais classes não são humanas, não merecem atenção nem das religiões, nem dos políticos e governantes; são os cidadãos aristocratas e elitizados que devem ser eliminados da sociedade como gente do mal: devem ser segregados e deixados no limbo, se possível castigados com práticas medievais, como torturas físicas e psíquicas. Como diriam meus avós, o dinheiro nem sempre traz felicidade. Aliás, há muitas tragédias e dramas horripilantes que se passam com pessoas muito ricas, que chegam até ao suicídio. Diz a lei dos homens e de Deus que todos são irmãos e iguais perante a lei: uma falácia!

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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QUEM LUCRA COM JORNADA

Milhões são gastos com a segurança para eventos como carnaval, paradas, marcha da maconha, Rock in Rio, com a visita de outros chefes de Estado ou de algum presidente de uma nação importante. São eventos defendidos e justificados pela mídia e por boa parte da sociedade. Porém alguém que traz a palavra de Deus, de esperança à pregação do Evangelho, não é visto com o mesmo olhar por alguns jornais e revistas. Ao contrário, é alvo de chacotas, críticas e acusações superficiais, muitas vezes infundadas e fantasiosas. Esquecem que nesses eventos são criados milhares de postos de trabalho e que os transportes aéreo, marítimo e rodoviário, o comércio, a indústria e, principalmente, o turismo é que vão lucrar com a Jornada Mundial da Juventude.  

Adilson de Oliveira Silva adilsonolivetto@hotmail.com

São Paulo

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RESPEITO É BOM

Lamentável a atitude dos ateus, que na verdade estão à toa. Acho que todos devem ter seus valores e suas opiniões liberadas, mas respeito é bom e todos gostam, até mesmo os ateus. O papa é uma autoridade e, além de tudo, chefe de Estado, então merece, no mínimo, respeito. Se querem ser notados, não precisam criticar o papa nem ninguém: só por serem ateus já são notados, pois são uma minoria que merece respeito. Mas respeitem quem acredita em Deus ou em quer que seja. Não sejam ridículos.

Kaled Baruche kbaruche@bol.com.br

São Paulo

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FALTA DE RESPEITO

O Hino Nacional deve ser tocado nas cerimônias oficiais de acordo com a lei que regula o protocolo para essas ocasiões, com respeito, também, à Bandeira Nacional. Esse protocolo não é observado pelas nossas autoridades, incluindo a presidente da República que na recepção ao papa, provincianamente e após o Hino do Vaticano,  cantou o Hino Nacional, junto com os demais políticos presentes, e bateu palmas ao final, como nos jogos de futebol. O papa, cansado após o longo discurso da presidente na demorada cerimônia, não deve ter visto cena como essa falta de respeito aos símbolos dos países.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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O QUE DILMA NÃO DISSE

Foi impossível não notar que Dilma se referia ao papa como se estivesse longe dele. Fez uso da locução pronominal “Sua Santidade”, em vez de “Vossa Santidade”, que é o correto. Aliás, o texto de acolhida ao ilustre visitante se transformou na promoção de seu partido e também do seu cambaleante governo. Dava quase a impressão de que o Brasil passou a existir há apenas dez anos. O que ela se esqueceu de dizer é que, graças à omissão de muitos líderes políticos e de autoridades eclesiásticas, o governo petista promoveu e vem promovendo uma verdadeira guerra à família e à vida indefesa no ventre materno por meio do aborto.

Vanderlei de Lima toppaz1@gmail.com

Amparo    

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REALIDADE OCULTA

Em relação à matéria “Jovens católicos são a favor da pílula e união gay” (23/7, A16), eu gostaria de saber se a pesquisa questionou aos jovens entrevistados o seguinte: em qual paróquia participam da missa todos os domingos; a qual pastoral estão ligados? Participo da Igreja Católica desde os 14 anos (tenho 42 hoje), conheço várias paróquias e muitos grupos de jovens e não percebo entre os membros da igreja essas opiniões.

    

Paulo Silveira paulosilveira@zipmail.com.br

São Paulo

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SEXO E RELIGIÃO

Gostaria de parabenizar Jairo Bouer pelo excelente e lúcido artigo “Sexo e religião não andam de mãos dadas” (“Estadão”, 21/7). É fundamental separar políticas de saúde de questões religiosas! Mantendo o respeito às crenças, preferências de quaisquer tipos, fé e doutrinas, é recomendável e saudável separarmos o joio do trigo, a religião do Estado laico, políticas de saúde de fundamentalismos, e assim por diante... Vale o velho ditado popular e machista: “Religião, marca de cerveja, mulher e time de futebol não se discute”. Caso contrário, um presidente corintiano pode prejudicar um governador apenas pelo fato de ele ser santista ou flamenguista.

Otávio V. de Freitas otaviovf@gmail.com

São Paulo

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PAES, CABRAL E OS JATOS

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, destratou uma equipe de TV francesa ao ser perguntado sobre a decretação dos feriados municipais para a visita do papa. O alcaide carioca respondeu: “A França não é exatamente um país de gente trabalhadora”. Sem dúvida, a frase tem de ser bem analisada, porque Eduardo Paes é um frequentador assíduo de Paris, assim como seu chefe, o governador Sérgio Cabral, ambos conduzidos pelos jatos de Eike Batista ou Fernando Cavendish. Nem o Juquinha Cabral, o primeiro cachorro que andou de helicóptero, fica  a salvo dessa súcia.

   

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br  

Espírito Santo do Pinhal

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O QUE PODERIA TER SIDO...

E se Gilberto Carvalho tivesse feito o mesmo seminário de Francisco?!

Carlos Alberto Affonso Ferreira cacoaf@ig.com.br

São Paulo

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A MEDALHA E A FÉ

Muito boa a entrevista de anteontem, na coluna “Direto da Fonte”, com a Bibi Ferreira, uma mulher admirável. Lamentável, porém, foi, abaixo da foto com a medalha de Nossa Senhora Aparecida, a classificação de patuá. Não, trazer a medalha não é absolutamente tratá-la no sentido de objeto de superstição ou sortilégio. É testemunhar o fato de se colocar sob o manto maternal de Maria, é mostrar a confiança que se tem em sua poderosa intercessão. A santa, quando apareceu a Catharina de Labouré em Paris, em 1830, e pediu que se cunhasse a medalha, que ficou depois conhecida como “medalha milagrosa”, disse que muitas graças seriam derramadas sobre todos os que a usassem com fé, e não como um talismã. Vamos crescer na fé e no conhecimento.

Maria Amália Schmidt de Oliveira amalia_oliveira@uol.com.br   

São Paulo    

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BEBÊ REAL

Ontem, logo pela manhã, ao ligar a TV, vi no noticiário que uma emissora pôs até equipe de plantão num hospital em Londres para acompanhar o nascimento de uma criança inglesa que amanhã poderá ser rei daquele país. O que me intriga é destacar tamanha importância para esse fato, com que nosso país nada tem que ver, a não ser que façamos parte do Reino Unido e não tenham me informado. Não vejo por que ainda existirem “majestades” no mundo de hoje, vivendo à custa dos impostos que os cidadãos pagam, não bastasse a cambada de políticos sugadores do erário. No Brasil, volta e meia aparece alguém propondo a volta da monarquia, como se isso fosse resolver nossos muitos problemas -ao contrário, só aumentaria os gastos do Estado.

 

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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VANTAGENS EVENTUAIS

É inaceitável que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) tenha pagado R$ 213 milhões em abonos aos juízes paulistas em 2013, dobrando o salário dos magistrados. Desse valor, 47% são pagos sob o eufemismo de “vantagens eventuais”, ou seja, uma forma de driblar o teto constitucional de R$ 25 mil, referente ao salário pago ao presidente do Supremo. Com isso há em São Paulo juízes ganhando mais de quatro vezes acima do teto constitucional. Em maio de 2013, por exemplo, um desembargador recebeu R$ 117,1 mil líquidos. Como se não bastasse, os juízes têm 60 dias de férias, auxílio-alimentação retroativo e uma série de privilégios que os demais cidadãos têm de bancar. O desrespeito ao valor previsto no teto constitucional é uma afronta à sociedade brasileira, que paga altos impostos e recebe um serviço de má qualidade do Judiciário, que é lento, caro, ineficiente e burocrático. É preciso transparência no Judiciário, que não pode continuar como uma caixa-preta numa torre de marfim. É urgente acabar com essas “vantagens eventuais” dos magistrados, que são tratados como uma verdadeira casta, algo inconcebível num país democrático e republicano como o nosso. O povo precisa ir às ruas e protestar contra isso e pela ampla reforma do Judiciário no País.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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GLORIFICANDO A IMPUNIDADE

 

Esse nosso Brasil é mesmo o glorificador da impunidade quando os delitos são cometidos pela elite. Como pode um desembargador ser afastado por corrupção e levar para casa R$ 84 mil logo após deixar o cargo? Referimo-nos ao sr. Arthur Del Guércio Filho, que mesmo sem trabalhar recebe descaradamente seus salários e mais as famigeradas “vantagens eventuais” (a nosso ver, imorais). Faltam-nos adjetivos para qualificar a pouca-vergonha, a falta de escrúpulos e de caráter desses senhores, que se julgam os donos do País. É indignante o que fazem com o dinheiro público nesse Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).  Tantas carências sociais e esses marajás usurpando o erário sem mãos a medir. Causa-nos indignação esse rótulo grotesco “vantagens eventuais”.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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MARAJÁS À SOLTA

Um dos temas da campanha de Collor para a Presidência foi acabar com os marajás. Não só não conseguiu acabar com eles – agora existem em número muito maior, mas O TJSP é um dos berços de marajás. Dizem os magistrados que “não há nada de ilegal nem de imoral nos pagamentos (receber R$ 117,1 mil num mês por acaso é moral?). As vantagens eventuais têm de ser pagas; a magistratura tem direito”. Sim, tem direito porque essas vantagens eventuais são criadas por eles mesmos, que legislam em causa própria. A verdade é que não se trata, aqui, de ser legal ou ilegal, porque os valores envolvidos são absolutamente estratosféricos, descabidos e vergonhosos. É claro e evidente que a classe menos favorecida tem bronca das elites.  Nada, mas nada mesmo justifica esses valores. Se a Justiça ainda funcionasse neste país... O povo tem é de sair mesmo às ruas para protestar e acabar com essas aberrações.

Károly J. Gombert gombert@terra.com.br

Vinhedo

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A QUEM RECORRER?

O TJSP paga R$ 213 milhões de “vantagens eventuais” e os salários dobram. É essa Justiça, mais especificamente este Judiciário, a quem a voz rouca das ruas está pedindo um mínimo de providências contra os descalabros da corrupção que assola nosso país. E não é de hoje. Esse círculo vicioso parece não ter fim. A quem vamos pedir justiça?

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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A CERTIDÃO DE CARREIRO

Nomeado há seis anos para o Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro Raimundo Carreiro envelheceu, sem truque de beleza ou matemática, só quatro de lá para cá. Depois de assumir o cargo, conseguiu na Justiça mudar sua data de nascimento de setembro de 1946 para setembro de 1948 e, assim, esticar em dois anos a permanência na Corte, tida como o “céu” de políticos e servidores públicos em fim de carreira. A manobra adia a aposentadoria do ministro, obrigatória aos 70 anos de idade, e lhe assegura a posse na presidência do tribunal no biênio 2017-2018, escanteando colegas de plenário. Isso, sim, é um gênio. E age assim, é claro, com a ajuda de “Sarney, o censor da imprensa”. Ao ver isso, podemos acreditar que este país varonil, do futebol, pode um dia mudar? Claro que não. E quem seria o macho que poderia mandar esse senhor para, “data venia”, os quintos dos infernos, sem volta?

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

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JOGOS DE INTERESSES

Houve quem comentasse que a indicação do sr. Cândido Vaccarezza (PT-SP) para presidir o grupo de trabalho formado na Câmara dos Deputados para propor a reforma política seria motivo de risos.  Não risos do povo, mas de seus próprios pares.  Parece que é isso que  está acontecendo. A propósito, o povão não está nem aí para a reforma política. Quer mesmo é tudo aquilo que foi exaustivamente exposto nos gritos das ruas. Acordem, srs. políticos!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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AFIF E OS MINISTÉRIOS

Guilherme Afif Domingos, ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, superou-se ao dizer que apoia o enxugamento de ministérios, desde que o seu sobreviva. Ou seja, é a mesma coisa que ele estar a favor da bandidagem, desde que eles não invadam sua seara. Espertinho, né, ministro?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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HIPOCRISIA

O ministro Afif acha que deve reduzir a quantidade de ministérios, menos o dele. O governo quer continuar recebendo os

10% sobre demissão sem justa causa. O que ele fez até agora para evitar que isso aconteça?

Odomires Mendes de Paula odomires@abrampe.com.br

Uberlândia (MG)

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NÃO É MUITO

Cheguei à conclusão de que 39 ministérios não é muito. Ali Babá tinha 40 auxiliares...

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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‘PROPINODUTO TUCANO’

São todos iguais. Enquanto não são governo, fazem muito bem o papel de estilingue. Quando se tornam governo e têm o poder, mudam radicalmente. A revista “IstoÉ” desta semana publica uma matéria sobre o “propinoduto” nos transportes públicos de São Paulo nos governos do PSDB, de Mário Covas até o atual. A matéria levantou tudo. Está lá para quem quiser ver e ler. Depoimentos, empresas envolvidas, esquema, etc. Ninguém presta, nem o PSDB, que aparece sempre com a imagem de partido certinho, do tipo bom moço, criticando o atual governo. Não que não mereça, mas não tem moral para isso. O senador Aécio Neves, provável candidato do partido à Presidência da República, deveria vir, com os figurões do partido, a público e explicar isso. Se é que tem explicação. E é só em São Paulo? Não. Isso é no País todo. Eu não sei quem escapa neste país se alguém gritar “pega ladrão” no Congresso, no Palácio do Planalto, nos governos estaduais e nas prefeituras.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PROTESTOS NO PAÍS

Os organizadores das passeatas que invadiram ruas, praças e estradas por todo o Brasil deveriam aproveitar o dia 7 de Setembro para promover um grande movimento, convocando toda a população para ir às ruas proclamar a independência de todos os brasileiros contra todos os desmandos que o poder público pratica diariamente. Os políticos já se acomodaram lá em Brasília, achando que tudo não passou de uma chuva de verão, e se não protestarmos novamente as coisas ficarão piores do que no pré-manifesto. Devemos ir às ruas novamente!

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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REFLEXÃO COMO SUGESTÃO

Nas recentes manifestações, muitos dos cartazes indicavam em profusão palavras de ordem como “Fora Dilma”, “Fora Cabral”, “Fora fulano”, “Fora R$ 0,20”, etc. e tal. Muitas das reivindicações foram atendidas. Outras, aprovadas pelo Congresso, jaziam mortas nas gavetas e foram desenterradas e aprovadas. Para atender a todas elas precisamos de muitos anos. Então ainda é cedo para dizer que alguma coisa melhorou, pois desde a “redemocratização” do País tivemos 95% de desmandos e apenas 5% de acertos. Então sugeriria a Dilma e a Cabral: que tal refletir sobre os cartazes? Por muito menos Getúlio se suicidou, Jânio renunciou e Collor foi deposto. Refletir sempre é bom. As últimas pesquisas assim o sugerem.

 

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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ECONOMIA

No Brasil, prova-se que o melhor negócio do mundo é ter um banco bem administrado, tal qual o segundo melhor negócio é um banco com administração temerária, que, em exemplo, seria algo como o Panamericano. Posto esse fato, que lorota ainda sustenta o impedimento do julgamento pelo STF das ações movidas por dezenas de milhares de famílias brasileiras contra os “malfeitos” dessas entidades, cometidos contra suas cadernetas de poupanças durante os chamados planos econômicos?

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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LOBISOMEM

Depois do 0 X 3 contra a Rússia, quase que o técnico Bernardinho vira lobisomem de verdade.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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JÁ ERA

Acho ótimo que os caras que vão assistir a um jogo de futebol, quando o seu time joga em seu estádio, sejam agredidos pelos brucutus contratados como seguranças do clube. Eu não aprovo violência, porém é burrice insistir e apanhar. Não seria mais oportuno, com esse dinheiro, comprar um almoço legal e degustá-lo em casa? Futebol já era.

 

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

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À GUISA DE ESCLARECIMENTO

Ao imprimir cores fortes à matéria desenvolvida por Lula no “New York Times” (Manifestações – Queremos mais, 19/7), nossa pretensão foi precisamente a de sublinhar o despautério do PT na interpretação do significado das jornadas de junho e sua tese insólita de que a História do Brasil começou com seu governo. Lamentavelmente, parece que nos faltou “savoir faire” para a ironia, o que levou o prezado leitor sr. Mário Rubens Costa a considerar que nossa ficção não tinha sentido crítico. Porém, ao que se observa, o escopo foi atingido.   O Brasil poderia ter decolado, mas encontra-se no labirinto crônico da emergência imobilizada por força dos últimos e desastrados governos comandados pelo mencionado partido. Como me foi feita uma pergunta pessoal, respondo que sou bacharel pela Faculdade de Direito da USP, com 40 anos de exercício da advocacia.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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