Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

03 Agosto 2013 | 02h13

Que provação!

Como nunca antes neste país, o saldo da balança comercial deste ano até julho acumula déficit de US$ 4,99 bilhões. Algo parecido só em 1995! Reflexo dos múltiplos desacertos do governo do PT na condução da política econômica. Contrastando com os resultados negativos deste desgoverno, o saldo comercial das exportações agrícolas da safra 2012-2013 atingiu espetaculares US$ 83,91 bilhões, façanha conquistada pelos agricultores que trabalham com seriedade, sem os necessários armazéns e silos, enfrentando uma infraestrutura caótica e ainda sofrendo invasões, até desumanas, de suas propriedades perpetradas pelos amigos de Lula do MST - que, a contragosto dos contribuintes, recebem dos governos petistas milhões de reais a fundo perdido para essas orgias terroristas contra os dignos homens do campo. Mal comparando, o governo Dilma Rousseff mais parece o time do São Paulo, de tantas glórias e tradições: só apanha. Da alta da inflação, do déficit público crescente, da estagnação da economia com seus, infelizmente, PIBs pífios, das traquinagens contábeis, da infraestrutura que não se moderniza, etc. Até despenca nas pesquisas de opinião. Fazer o quê? Na ausência de competência, ficamos com o bagaço azedo das decepções...

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@ hotmail.com

São Carlos

Cavaleiros do Apocalipse

O processo de desconstrução do País já tem dez anos. Petistas e aliados encontraram uma estrutura tão cimentada que durante todo esse tempo não conseguiram destruí-la. Mas, diga-se, estão se esmerando para tal. O carro de Dilma só tem uma marcha, a ré. A balança comercial registrou o maior déficit em 124 anos da História republicana. O dragão da inflação não se deixa dominar. Pelo que tem falado ultimamente, Dilma parece mais criação de Gepeto que de Lula. Quando presidente, Lula bradou ao mundo que éramos autossuficientes em petróleo e iríamos ingressar no seleto grupo da Opep. E o que se vê é o rombo na balança causado pela importação de petróleo. Notícias não menos aziagas vêm da Standard & Poor's, que já disse que o Brasil amargará o terceiro ano de baixo crescimento. As eleições se aproximam e o fundo do poço ficará mais perto se vierem mais incentivos e desonerações de cunho eleitoreiro. Imaginemos o Brasil como uma grande obra em que pedreiros, carpinteiros, eletricistas e encanadores não fossem capazes para as suas tarefas. Os Cavaleiros do Apocalipse estão a caminho, já se ouve o tropel.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Marchas e contramarchas

A nau está mesmo à deriva. Bastou os brasileiros demonstrarem seu descontentamento com o status quo para termos a convicção de que o governo federal que está aí não reúne as mínimas condições de comandar um país pacato como o nosso. As decisões têm sido tomadas na base de tentativa e erro. Senão, vejamos. Lançou a campanha "Eu sou feliz sendo prostituta" e recuou; propôs uma Assembleia Constituinte (para a reforma política), recuou; anunciou a diminuição de 21 para 18 anos para as cirurgias de troca de sexo, recuou; depois de alardear o aumento do período do curso de Medicina de seis para oito anos, recuou. E, sem sombra de dúvidas, até o fim desse nefasto governo haverá outros recuos. Não bastassem essas demonstrações de descontrole, observa-se que em sua maioria elas dizem respeito a dois Ministérios, Educação e Saúde, cujos titulares, além de não desempenharem as atribuições características de suas pastas, almejam posições de maior destaque caso a "presidenta" (pobre do nosso idioma) seja reeleita. Ao que tudo indica, 39 ministérios não são suficientes para repor a nau em seu curso normal e, a título de sugestão, proponho a criação do 40.º: o Ministério da Revisão dos Absurdos do Governo (MRAG).

GILBERTO FARINA

farinagr@gmail.com

Itatiba

Festa no céu

Como se já não bastassem os 39 ministérios, agora vamos bancar mais uma estatal: a Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S/A, ou Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA). "Vou fazer o diabo e não vou ser eleita"!

JOSÉ C. DA SILVEIRA LIENERT JR.

jclienert@gmail.com

São Paulo

Acredite se quiser

Para acomodar mais um "cumpanhero", vejam o cargo que foi criado no governo federal: "Coordenador na Coordenação da Coordenação-Geral de Produtividade do Departamento de Produtividade e Inovação da Secretaria de Competitividade e Gestão da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República". Depois disso só falta criar o Ministério da Caça, porque o da Pesca já temos.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Mediocridade

Quero me congratular com o sr. Fernando Gabeira pela lúcida análise de seu artigo A banalidade de Dilma (2/8, A2), sobre o discurso da sra. presidente por ocasião da recepção ao papa, no Rio. Como brasileiro e ainda orgulhoso do meu país, fiquei chocado, envergonhado e frustrado por ouvir nossa representante máxima, numa ocasião tão significativa, fazer um insípido discurso de propaganda política que mal e mal caberia num palanque de campanha. Uma vergonha! Mas seu artigo vai além e toca o aspecto essencial, com o qual concordo: a mediocridade ou o medo de enfrentar a estrutura (de seu partido). Infelizmente, a cada dia me convenço mais de que o problema real é a mediocridade... Precisamos de líderes, a reforma política é secundária, o essencial é a reforma dos políticos!

ANTONIO C. Q. FERREIRA

acferre@terra.com.br

Jandira

Matou a cobra...

... e mostrou o pau! Brilhante a análise de Gabeira, fundamentada em sua história de vida política. Pena que a maioria do povo não consiga pensar diante das massacrantes campanhas marqueteiras que encobrem a realidade atual e passada e os rumos que estão sendo traçados para a vida econômico-social do País por muitos de seus pares, que buscam a concretização de seus sonhos juvenis.

FREDERICO RICARDO HRDLICKA

frh@techmaster.ind.br

Cotia

FUNDO DA EDUCAÇÃO

Fraude em convênios

Furtaram, roubaram, enfim, praticaram desvios de toda ordem e tipo (1.º/8, A6). E se bobearem ninguém responde por nada. A educação está no patamar que todos sabemos, entre outros motivos, mas principalmente, porque algumas "otoridades" de plantão só fazem desviar - a esperança, os valores morais e muito dinheiro. Cadeia é pouco!

EDIVELTON TADEU MENDES

etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

DESVIOS NA EDUCAÇÃO

 

Conforme informou a Controladoria-Geral da União (CGU), 73% dos municípios brasileiros por ela vistoriados em 2011 e 2012 desviaram verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A maioria dessas fraudes aconteceu no Nordeste. É ou não é muita ousadia? Não estava na hora de a CGU mudar sua regra de fiscalização dos municípios? Em vez de sorteio, deveria haver fiscalização em tempo real, a exemplo de cruzamento de dados feitos entre o Banco Central e Receita Federal com pessoas físicas. Em plena era da informática a fiscalização deveria ser dia a dia, mês a mês nos mais de 5 mil municípios. Se a Receita Federal pode fazer com milhões de contribuintes, por que a CGU não pode fazer em 5 mil municípios? Basta investir em programas desenvolvidos apenas para este setor. Já era sem tempo informatizar todas as repartições, municípios e Estados do País. Resta saber se "querem"! O que não pode é o Brasil desenvolvido continuar trabalhando para manter essa pobreza "perpetuada" pelos maus políticos das áreas mais carentes do País. Fiscalização em tempo real e cadeia nos corruptos.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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REALIDADE COMPROVADA

É simplesmente assustadora, impressionante a corrupção implantada há pouco mais de dez anos pelo PT-lulismo no meio político brasileiro. Pelo levantamento da Controladoria-Geral da União (CGU), foi constatado um índice alarmante de 73% das prefeituras fiscalizadas em 2011 e 2012 que fraudaram licitação para compra de serviços e materiais para a rede pública de ensino. É lamentável, vergonhoso, mas infelizmente uma realidade cada vez mais comprovada.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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QUANTO MAIS, MELHOR

A CGU só veio confirmar o que já sabíamos. Sete em cada 10 cidades, ou seja, 70% das cidades fazem mau uso da verba educação. Ponto final. É o que querem os políticos. Quanto mais analfabetos ou semianalfabetos, melhor para eles.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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MEDIOCRIDADE

Em matéria publicada no "Estadão" de 30/7 sobre o Índice do Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), ficamos sabendo que o índice em foco da nossa cidade passou de 0,733, em 2000, considerada alta, para 0,805, em 2010, considerada muito alta. Em rápida pesquisa na internet, constatei que o Índice de Desenvolvimento Humano é uma medida comparativa de riqueza, alfabetização, educação, esperança de vida, natalidade e outros fatores para os diversos países do mundo. O IDH do Brasil, em números de 2012 é de 0,730 conforme o programa da ONU e a nossa cidade se encontra acima dessa média. Mas esses parâmetros, no caso de São Paulo, a meu ver, não espelham a nossa realidade. Sofremos diariamente com um dos piores trânsitos do planeta. Quando um cidadão paulistano perde quatro horas por dia em uma condução pública, amassado como sardinha em lata, não pode ter uma vida saudável. Igualmente, quando 4 mil paulistanos morrem por ano, por causa da poluição, não têm uma vida longa de jeito nenhum. Também quando uma porcentagem absurda dos nossos jovens termina o primeiro grau e ainda são analfabetos funcionais, assim como, de universitários que se fantasiam de preto e, sob uma sigla estrangeira, saem pela cidade quebrando tudo o que encontram a troco de nada, então o nosso ensino só pode ser medíocre.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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DILMA ACODE HADDAD

No papel, uma boa atitude da presidente Dilma Rousseff, que acaba de liberar para a Prefeitura de São Paulo R$ 8,1 bilhões para obras de mobilidade urbana. Como eficiência administrativa não tem feito parte da vocação petista, só nos resta esperar que o prefeito Fernando Haddad pare de choramingar pela falta de dinheiro nos cofres do município, como tem feito infelizmente, e mostrar sem maiores desculpas que é capaz de tocar as obras a que se destinam os R$ 8,1 bilhões liberados, para novos corredores de ônibus, drenagens de córregos, recuperação de mananciais e construção de casas populares, etc. Das boas intenções de governos estamos calejadamente céticos! A diferença desta vez é que a Dilma não utilizou a pompa de uma custosa cadeia de rádio e TV em horário nobre para anunciar essas verbas para São Paulo. E quem sabe se sem essa espetaculosidade petista o prefeito Haddad, longe dos superfaturamentos, entregue essas importantes obras celeremente. Afinal, foi eleito nas urnas para ser gerente da Capital, e não bibelô político do Planalto.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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O MILAGRE DA MEDIOCRIDADE

Haddad, em propaganda oficial diz que em seis meses fez 70 km de corredores exclusivos para ônibus na cidade de São Paulo. O milagre, é que não gastou 1 kg de asfalto; e a verdade é que produziu o recorde de congestionamento atingindo o pico de 300 km. Nem de bicicleta em breve andaremos na cidade.

 

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

 

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POLÍTICA EQUIVOCADA

A política adotada por Fernando Haddad para melhorar o transporte publico na cidade de São Paulo, de todo é equivocada. O prefeito aposta nas faixas de ônibus, mesmo sabendo que não vão funcionar, tendo em vista não terem nunca funcionado corretamente desde a sua implantação, em gestões anteriores nesta cidade. Os automóveis de passeio, caminhões, utilizam a faixa exclusiva de ônibus sem o menor problema, em total desrespeito ao cidadão e ao transporte. Haddad precisa entender que para melhor o transporte na cidade, ele precisa investir no maior subsidio do transporte, tornando-o atrativo para o cidadão que possui veiculo particular, e que o usa como meio de locomoção para ir e vir do trabalho, investir em ônibus com mais qualidade, aumentar o numero de coletivos na capital, e ainda, de quebra, fazer como as cidades vizinhas: Santo André, São Bernardo e Diadema que possuem corredores exclusivos para ônibus, que de fato funciona, e, por ser fechado por uma mureta, separando o corredor de ônibus da avenida por onde trafegam os veículos, não tem como carros de passeio, caminhões, ou ônibus de outras empresas entrarem na via. O corredor, sim, facilita e em muito o transporte público, pois, sem transito, evita engarrafamentos, e assim o transito flui muito melhor os cidadãos preferem utilizar deste meio de transporte, pois acaba sendo mais rápido que o uso de seus veículos particulares. Entretanto, na Cidade de São Paulo, onde o investimento em transporte é quase zero, vamos patinando no gelo e andando para trás, na tentativa de melhorar um transporte caótico que, por culpa de varias gestões foi ao longo do tempo abandonado e a situação sempre foi piorando. Não dá para apostar e investir em faixas exclusivas de ônibus, necessário e urgente é o investimento em corredores de ônibus, barateamento da passagem, oferta de mais coletivos para que a população consiga viajar com maior conforto. Quem sabe, assim, o sistema de transporte melhore, e o cidadão comece a pensar em deixar seu veículo em casa para ir trabalhar. Do contrário, serão apenas tentativas frustradas e burras.

Mário Grego mariogrego@uol.com.br

São Paulo

 

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QUANTA IDIOTICE

Esta mulher que está presidente de direito torna-se cada dia mais ridícula. Há pouco, declarou com todas as letras que o presidente de fato desta republiqueta é Lula, aquele que não precisa voltar ao governo porque nunca saiu. Esta semana, a iluminada declarou no Nordeste que o cearense não só descobriu como povoou o Nordeste e, quem sabe, todo o Brasil. Ela só não falou de onde eles vieram, em que ano chegaram e como vieram. Que tal convocar o cientista Mercadante, ministro da Educação e eventualmente papagaio de pirata, para desvendar esse mistério guardado por 513 anos, e assim corrigir mais um grande equívoco da nossa história? Nunca antes na história deste país se falou tanta idiotice em tão pouco tempo.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

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A VOLTA DAQUELE QUE NÃO FOI

A coluna de Ignácio Loyola Brandão de ontem (2/8) está imperdível. Fala sobre a permanência do ex-presidente Lula no governo, ele que, segundo Dilma, "não voltará, pois jamais saiu". No meio do texto, Loyola pergunta: "Lula será Dilma? Ou Dilma será Lula? Simplesmente impagável!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

 

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‘DILMA RECONHECEU, A CULPA DE TUDO É O LULA’

Mestre Ignácio de Loyola Brandão, com sempre, iluminado.

Gilberto Scandiuzzi gilberto.carbosal@uol.com.br

São Paulo

 

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SIAMESES

O bem lançado artigo do jornalista Ignácio de Loyola Brandão no "Estadão" (C14, 2/8) nos leva à conclusão de que a presidente Dilma e o ex-presidente Lula são, politicamente falando, irmãos gêmeos e siameses (ligados por uma mesma parte do corpo). Aliás, isso está comprovado pela própria presidente, quando disse que Lula não voltará (ao governo) porque nunca saiu. O pior desta siamesa, como alega o culto jornalista referido, é que "Dilma reconheceu, a culpa de tudo é o Lula". Admita, senhora presidente, para o bem do Brasil, o conselho do articulista: "Volte a presidir, Dilma".

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

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O (DES)GOVERNO LULA-DILMA

O escritor Ignácio de Loyola Brandão, mesmo usando um tom de ironia, descreveu bem em sua coluna na sexta-feira as relações entre Lula e Dilma - e finaliza cobrando-lhe que volte a presidir. Toda essa falação dos políticos e mídia em geral contra o fato de a presidente criatura (que lhe cabe melhor), que já fracassara redondamente quando "geriu" o PAC, veste hoje uma camisa de gerente (?) culpada pelo fracasso na condução do País quando parte desse é dada culpa ao Lula que seria presidente de fato, que ela parece aceitar muito bem tal comando porque sem ele seria ninguém na política. Qual a certeza de que amanhã, se em campanha eleitoral ou não, ela alegar fracassos, se houver, por culpa do Lula que determinava-lhe o que fazer e seria apenas uma espécie de "mamulenga" manejada por varetas do nefasto? E ele, como fica? Para um eleitor como o brasileiro creio que nada, porque poderá desde reeleger a criatura via propaganda de falsas obras ou ele, que pode voltar desculpando-se pelo que deu errado e irá consertar.

 

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

 

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A GESTÃO DE SÉRGIO CABRAL

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, admite que cometeu "erros de diálogo". Já que o governador admite que "cometeu erros de diálogo", o povo brasileiro gostaria de ajudá-lo, ampliando o "dito cujo" com perguntas relativas à sua entrevista à CBN em 1/8/2013. Perguntas: 1) Se ele "acha" que "não cometeu abusos" e tem "certeza" de que vai encontrar Amarildo, então está tudo bem? fica por isso mesmo? 2) São só os "erros de diálogo" que prejudicam a avaliação da sua gestão? 3) Será que o escândalo, associado com uma empreiteira carioca, muito íntima, não "prejudica a avaliação da sua gestão"? 4) Será que a negociata, com uma empresa que termina em "x" (segundo consta associada a um operador e à uma grande empreiteira baiana) para a operação do Estádio do Maracanã não "prejudica a avaliação da sua gestão"? 5) Será que o affair com uma parente do dono de uma empreiteira carioca, morta tragicamente no desastre de helicóptero na Bahia, não "prejudica a avaliação da sua gestão"? 6) Será que a medrosa simulação de que a moça era namorada de um seu parente, para esconder a realidade, não "prejudica a avaliação da sua gestão"? 7) Será que a sua tão festejada, proveitosa e subserviente associação com Lula e Dilma não "prejudica a avaliação da sua gestão"? 8) Será que a inacreditavelmente covarde opressão verbal contra um menino de cerca de 8 anos (insultando a criança, xingando-a inclusive de "sacana"), na presença de Lula, não "prejudica a avaliação da sua gestão"? 9) Será que a internacionalmente famosa e ridícula "dança dos guardanapos" num dos mais caros restaurantes de Paris (França) com seu associado, e quase-parente, e sua alegre turma de empreiteiros, com dinheiro dos impostos pagos pelos brasileiros, não "prejudica a avaliação da sua gestão"? 10) Será que a "licitação" para reforma do Estádio do Maracanã, "ganha" pela sombria empreiteira carioca (segundo consta consorciada com uma grande empreiteira mineira e uma grande empreiteira baiana), não "prejudica a avaliação da sua gestão"? 11) Será que o despautério, a loucura, o desmando, o deboche de usar helicópteros e combustível pagos com trabalho dos brasileiros para levar e trazer seu cachorro "Juquinha" não "prejudica a avaliação da sua gestão"? 12) Será que todos esses infames fatos e comportamento foram protagonizados por um governador banana, que é "pautado" pelo gabinete militar, seu subordinado, não "prejudica a avaliação da sua gestão"? 13) (Este número é simbólico...) Será que um político experiente, com vários mandatos, em vários níveis legislativos, governador reeleito, é um perfeito idiota que não distingue o que deve ser ditado por "protocolos" (o que é isso?), o que precisa de "regras" e o que é mandatório pelos valores morais, pela compostura, pela honestidade, pelo dever de respeitar o suor vertido pelos que trabalham para pagar os escorchantes impostos "vandalizados" pelos políticos? 14) Será que um político que depreda o dinheiro público, que deveria ser utilizado em hospitais, escolas, transporte público e segurança do povo, tem força moral para coibir os "vândalos" que depredam o patrimônio público ou privado? Afinal todos devem julgar ter o mesmo direito! Última contribuição contra o "erro de diálogo": o momento de sua saída do governo é agora. Já. Imediatamente. E, por favor, não saia só. Leve o Pezão e todas as demais figuras esdrúxulas de seu governo, antes que o povo lhes dê um pezão no traseiro!

 

Sebastião Esteves Alpha sebastiao.alpha@usinazul.com.br

São Paulo

 

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FALTA DE DIÁLOGO

O governador Sergio Cabral disse à mídia que faltou diálogo. Mentira! Continua faltando. Onde está o corpo da engenheira Patrícia Amieiro? Onde está Amarildo de Souza? De quem é o corpo encontrado no valão da Rocinha e o andamento das investigações quanto ao mesmo? De quem é o sangue encontrado na viatura da Polícia Militar da UPP/Rocinha? Por que as câmeras estavam quebradas? Enfim, é uma gama de mentiras e de inépcia que a sociedade quer ver esclarecidas. Não é pelos R$ 0,20, tampouco pelos guardanapos na cabeça em Paris. É pelo conjunto da obra, isto é, pelos desmandos que este desgoverno está praticando contra a população. Basta! Ou tomam vergonha ou serão decapitados, tal qual Maria Antonieta o foi no século 19.

Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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É PRECISO DESENHAR?

Cabral não entendeu a mensagem do povo: não precisa de comunicação, e, sim, de governo sem corrupção.

 

João Ricardo Silveira Jaluks jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

 

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PROTESTOS NO RIO DE JANEIRO

Que os manifestantes exijam providências para o desaparecimento do Amarildo, tudo bem. A causa é justa. Mas gritar, quebrar e tirar o sossego alheio, querendo que governador Sérgio Cabral renuncie ao cargo é, a meu ver, uma colossal sandice e falta do que fazer. Evidente que a pantomima no Leblon é monitorada por setores políticos derrotados nas urnas por Cabral. Deveriam ter o bom senso de esperar as próximas eleições. A democracia não admite golpes.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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CABRAL SEM FAROL

O governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, está tentando descobrir onde foi que ele errou após ser reeleito em 2010. Governador, poupe-nos de tamanho exercício mental. Está faltando ao senhor o abraço do seu guru. Lembra-se de suas boas risadas sempre em companhia de Lula? Acontece que depois das manifestações nas ruas, o sombra, digo, Lula anda escondido e, sem farol, como o senhor conseguirá achar o caminho? É sempre bom lembrar que Lula nas horas mais difíceis se esconde, não sabe de nada e não vê nada. Veja agora como está calado, o que prova que o ex-presidente sempre se deu bem em plateia previamente combinada.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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O PIOR E O MELHOR GOVERNADOR

Enquanto Cabral ostenta a lanterna de último colocado, o governador Eduardo Campos é o primeiro colocado pelo que fez por Pernambuco e seus servidores, concedendo aumento de salário e do teto, a partir de janeiro de 2013.

 

Newton Faro newtonfaro@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

 

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JOSÉ SARNEY

Gostaria de saber quem vai pagar a conta de José Sarney no Hospital Sírio-Libanês. O Senado? Por que o próprio Sarney não se pergunta por que precisa vir a São Paulo para se tratar? A resposta é simples: porque no Estado dele ele não deixa os recursos federais irem para onde deveriam. Que ironia!

 

Marco Antonio Moura de Castro mike.castro@uol.com.br

São Paulo

 

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NA PELE

O ex-presidente José Sarney, senador pelo Amapá (PMDB), está internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, talvez o melhor hospital do Brasil. Acredito que bem poucos brasileiros se solidarizem e desejem sinceras melhoras a ele. Graças a Sarney e sua família, seu Estado natal (seu feudo, na verdade), o Maranhão, ostenta o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do País e tem boa parte da população vivendo abaixo da linha da pobreza, com altos índices de analfabetismo e mortalidade infantil, falta de saneamento básico, miséria, etc. Sarney deveria se tratar num hospital público do SUS, em São Luís (MA) ou Macapá (AP), para ver o que é bom para a gripe e sentir na própria pele como vivem as pessoas no mundo real.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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EXUBERÂNCIA

Às vezes sentimos vontade de matar o portador de má notícia, por fazer o coração sentir o que antes os olhos não viam. Os pormenores da reportagem sobre o tratamento do senador Sarney, que não informa se os custos são desembolsados por ele próprio ou pelo plano de saúde do Senado (custeado por todos que pagam impostos), são um afronto a todos brasileiros, particularmente aos que participaram ou aplaudiram as recentes passeatas que clamavam por melhorias no serviço público relacionado com a saúde (SUS), entre outras deficiências. De conformidade com a reportagem (2/8, A11), "...ainda assim, a família achou mais seguro transferi-lo para São Paulo, onde chegou com seus dois médicos (dois médicos!)", "no Sírio-Libanês... passou a ser atendido pelas equipes dos médicos David Uip e Roberto Kalil (mais dois médicos, e respectiva equipe!), auxiliados (sic) pelos profissionais maranhenses Carlos Gama e Denílson Almeida...". Esta exuberância de esculápios (quatro deles citados nominalmente!) se valeu de "tomografias de encéfalo, seios da face e abdome". Contrapondo-se a tudo isso, a notícia na página A17 de que "Dilma sanciona lei que dá pílula a vítima de estupro" é digna de riso. A única notícia pretérita semelhante que me ocorre tratou da implantação de um coração artificial (ao custo R$ 500 mil) em congressista ex-delegado de Polícia no tempo do regime militar.

Paulo Adolpho Santi pasanti@terra.com.br

São Paulo

 

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MENTIRINHA

Mais uma vez vamos assistir ao hospital caríssimo, e que não trabalha de graça para ninguém, tentando prolongar a vida de um politiqueiro, que morre, mas não entrega o bastão da canalhice política. A ciência cara na realidade a serviço de inutilidades públicas, mesmo que como o ex-vice-presidente Alencar, cheio de dinheiro, alegasse que as despesas saíam de seu próprio bolso, o que como mais uma mentirinha política, é altamente compreensível.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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VÂNDALOS NÃO REPRESENTAM O POVO

O direito à manifestação é garantido a todos os brasileiros pela Constituição federal, a maior das leis. No entanto, o seu exercício impõe série de regras. Uma delas preconiza o pacifismo do ato. Ninguém pode, a pretexto declarar suas insatisfações, praticar atos de violência e vandalismo contra pessoas ou patrimônio, seja público ou privado. É evidente que os paulistanos e cariocas podem sair às ruas das duas capitais para protestar contra o reajuste na tarifas do transporte público ou contra os governadores ou sobre qualquer outro assunto que lhes desagrade. Mas o movimento não pode e nem deveria descambar para o que ocorreram nas ruas do centro de São Paulo e do Rio de Janeiro, com lojas, bancos e concessionárias de veículos depredada sob risco de perder legitimidade. Na capital paulista um grupo pequeno de mascarados denominado Black Blocks pichou muros, veículos estacionados nas vias, nem o carro da Rota se salvou do ataque, destruíram lixeiras, atearam fogo em sacos plásticos, e enfrentaram a polícia em protesto contra a gestão Geraldo Alckmin e pela desmilitarização da polícia militar. Os vândalos certamente deveriam ter à disposição meios mais eficazes e menos danosos à sociedade para chamar atenção para a causa que julga justa, pois usando de violência essas pessoas não vão ter apoio da sociedade, não representa o povo ordeiro. Que querem sim mudanças imediatas, mas não dessa forma. Além do mais, é bastante estranho ver grupo de pessoas que se dizem a favor de melhorias na saúde, na educação, na segurança, no transporte público e o fim da corrupção depredando ônibus, estação de metrô e tudo que vê pela frente causando medo a população. Destruir bens públicos e privados, como base da polícia militar e fachadas de agências bancárias, não vai agregar simpatia aos interesses dos manifestantes. Pelo contrário. As cenas de barbárie cometidas nos últimos dias nas duas capitais mais importantes do País que acabou com várias pessoas presas e outras tantas feridas, têm potencial para criar antipatia com o movimento que em nada parece com as manifestações organizada pela internet, pelo movimento "passe livre". Manifestantes precisam entender, de uma vez por todas, que o direito que tem de expressar o descontentamento para com os políticos ou a opinião termina exatamente no momento em que começa o das outras pessoas. E isso vale tanto para São Paulo quanto para o Rio de Janeiro em que pessoas estão acampadas próximo a casa onde mora o governador Sérgio Cabral, que por sinal já deveria ter "renunciado" pelos escândalos que envolvem seu nome e seu desgoverno. Ninguém merece!

 

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

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MASCARADOS

Nos filmes do velho oeste americano, os bandidos usam lenço no rosto para assaltarem as diligências. Nas manifestações, os mascarados, mesmo que não sejam bandidos, estão, no mínimo, com más intenções. Acredito que as armas de choque elétrico seriam uma boa solução para a imobilização e identificação desses baderneiros. Será que os defensores dos direitos humanos permitiriam?

 

Emerson Luiz Cury emersoncury@gmail.com

Itu

 

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BADERNA

Essas manifestações estão virando uma baderna. No dia 1/8, esses baderneiros protestavam contra o sumiço do pedreiro Amarildo e fecharam a 23 de Maio em plena hora do rush. Os governos estadual e municipal deveriam proibir manifestações como essa, sem propósito nenhum, atrapalhando as pessoas que queriam retornar aos seus lares depois de um dia duro de trabalho. Por que esses vagabundos não foram ao Rio protestar? Por que não cobram as despesas de viagem da(s) organização(ões) que apoiam essas manifestações? Chega, o povo não aguenta mais. Todo dia acontece manifestação por qualquer motivo, fechando as principais vias da cidade. Dizem que as manifestações são democráticas, mas nem todas, algumas são manipulações políticas, como a do dia primeiro e a da sexta-feira 26/7. Acorda, São Paulo!

 

Celso Nascimento celso@directasa.com.br

São Paulo

 

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MANIFESTAÇÕES E ANARQUIA

As manifestações pacíficas contra os governos corruptos dos Estados e as Prefeituras, principalmente do Rio de Janeiro e São Paulo, são justas. Entretanto, o que não pode ocorrer é a anarquia promovida por baderneiros mascarados infiltrados, que depredam patrimônio alheio com extrema violência. Automóveis, bancos e lojas são atacados com fúria injustificada. Espero que as autoridades saibam conter esses marginais do apocalipse, com rigor e prisões, a fim de que essa onda bandida não venha atingir também a nós, povo ordeiro e pagador de altos impostos. Manifestações, sim, badernas e anarquia nunca!

Fernando Faruk Hamza botafogorio@bol.com.br

Rio de Janeiro

 

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CAMPUS FIDEI

Ou "campo da fé" é uma área de 1,8 milhão de metros quadrados, quase do tamanho do famoso bairro de Ipanema, no Rio, e um pouco menor do que um terço do loteamento Vilar Mar. Este loteamento no qual um dos sócios é um dos maiores empresários de ônibus da cidade, o famoso Jacob Barata, sogro do governador do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, e tio do arremessador de cinzeiros do terraço do Hotel Copacabana Palace, está destinada à implantação do Programa Federal Minha Casa, Minha Vida em parceria com a prefeitura do Rio. A área, famosa por sofrer grandes alagamentos devido à chuva e por razões que a própria razão desconhece, mas desconfia, foi escolhida pela prefeitura do Rio de Janeiro para receber o papa Francisco e os jovens de todo o mundo durante a 14ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Acontece que toda essa área do loteamento Vila Mar era uma Área de Preservação Permanente (APP) e não poderia sofrer nenhum tipo de intervenção, muito menos ser destinada a um loteamento de tal magnitude. Desconfia-se de que foi escolhida para o encontro papal com segundas intenções. Propondo um destino social para a área, com a implantação de um bairro popular e com o aval da igreja a prefeitura carioca acabou por desapropriar a área. Cabe agora ao governador Sergio Cabral e ao prefeito Eduardo Paes, que autorizou a realização do evento naquela área, explicarem como foi concedido o licenciamento para a implantação do Programa Minha Casa, Minha Vida em parceria com a Prefeitura do Rio numa APP sujeita a alagamentos.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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A IGREJA E A AMÉRICA LATINA

O presidente da Bolívia, Evo Morales, não raro identificado como "El cocalero", ficou surpreso porque o papa Francisco lhe abençoou três vezes. Isso prova que o Santo Padre sabe separar o seu pontificado na Igreja com a árdua tarefa de dirigir o menor país do mundo, que o digam os imbróglios de ordem moral e financeira que envolvem o Vaticano. Disse ainda o convidado de Dilma que, se a Igreja Católica apoiar a Teologia da Libertação, ele também a seguirá porque sugere que a TL "é um princípio religioso de libertação dos povos". A América Latina está tão mal servida de líderes que acabará como "América Latrina". Os exemplos que nos são dados por Cuba, com uma ditadura escrachada; a Venezuela, que faz da sua Carta Magna pano de chão; na Argentina, o governo Kirchner tenta amordaçar a imprensa; o Uruguai, de Mojica, que está legalizando o uso da maconha; e no Brasil, que mesmo tendo dois presidentes, um de direito, Dilma, e outro "ad hoc", Lula, sem bússola e sem leme, não tem como se desvencilhar do "iceberg" da insolvência. A opção pelos pobres preconizada pela Teologia pode ser perfeitamente encampada pelos dirigentes sem que haja necessidade de adesão a uma facção que já foi avaliada como marxista.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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DILMA E O PAPA

Alguém me corrija se eu estiver errado, mas foi mais ou menos assim. Dois chefes de Estado, dois comportamentos diferentes. O papa Francisco, e seus auxiliares que o acompanharam desde Roma, em missão oficial na Jornada Mundial da Juventude, numa agenda reconhecidamente estafante, se hospedaram no Sumaré, na residência oficial do arcebispo do Rio de Janeiro e utilizou o papamóvel aberto e acessível ao povo. A "presidenta" Dilma e sua comitiva de 52 pessoas, na posse do papa Francisco, mesmo com o enorme e suntuoso prédio da embaixada brasileira em Roma comportar com folga e segurança toda a sua comitiva, optaram pelos mais luxuosos hotéis (por suíte, diária de até R$ 7.500,00), alugou 17 veículos (blindados, comuns e vans) e lá, num autêntico passeio turístico, permaneceu por quatro dias sob o pretexto da posse, que foi evento de poucas horas. Ia me esquecendo: o papa e sua comitiva usaram voo de carreira, enquanto Dilma viajou no Lulatur (aquele que a Rosemary tanto conhece) e sua comitiva em outra aeronave. Dois chefes de Estado, um soberbo, gastador turista e o outro humilde, evangelizando e parcimonioso.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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DISCURSO PARA IMPRESSIONAR

No discurso de boas vindas ao papa Francisco a nossa improvisada presidenta, dona de muitas gafes, ofereceu à Ação Pastoral do Santo Padre a fórmula de acabar com a pobreza em todas as partes do mundo com a experiência da bolsa família, de muito sucesso na propaganda petista. O papa, do alto de sua sabedoria e santidade, ouviu com desdém tamanha empáfia da parte de quem escrevia discursos sem pensar nas palavras. Realmente a Bolsa Família existe, mas a miséria dos desafortunados aumentou. Nunca se viu tanta pobreza no Brasil como agora. Outro motivo de euforia do atual governo brasileiro é o pagamento aos presidiários de um salário bem maior do que de um professor primário. A violência se multiplicou. Embora o discurso da presidenta tivesse uma apurada retórica "lulista", foi também uma obra prima de mentiras para impressionar a figura carismática e santificada do chefe da Igreja Católica. O momento exigia uma saudação simples de boas vindas ao Pontífice, mas demorou 12 minutos de besteirol. Se esse dinheirão da bolsa família fosse aplicado em projetos construtivos e sociais acabaria retornando, não sob a forma de esmolas, mas, sim, com empregos, abrigos, asilos, hospitais e escolas para os pobres. E foi isso que o papa pensou, mas ficou calado por educação e sapiência.

 

José Batista Pinheiro batistapinheiro30@gmail.com

São Paulo

 

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PÉROLAS DA PRESIDENTE

Conforme noticiado pelo "Estadão" (15/3), em entrevista no dia 15 de março de 2013, no Palácio do Planalto, nossa presidente Dilma Rousseff declarou: "Irei lá em Roma na medida em que me convidaram e o Brasil é um país que tem uma população católica muito expressiva e eu acredito que será importante eu, enquanto presidente - e eu não estou falando aí enquanto pessoa, porque enquanto pessoa eu fui criada na Igreja Católica -, mas eu estou representando aí enquanto presidente essa população católica do nosso país." Quem morou morou, quem não morou boiou!

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

 

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PAUSA NOS PROTESTOS

As manifestações diminuíram durante a Jornada Mundial da Juventude para dar lugar a incompetência do poder público, justificando assim o porquê das revoltas de junho!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

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PREGAÇÃO PROVIDENCIAL

No momento em que vivenciamos, aqui e alhures, onde exigências de mudanças de todos os matizes, exemplificadas em passeatas, ocupações e até vandalismos praticados por grupos minoritários de participantes, há de se ter equilíbrio para viver esses tempos ciclópicos. Quando alguns tentam pregar uma volta a um passado sombrio, quando filosofias totalitárias de variadas colorações se mostraram inaplicáveis, a pregação ética, humanista e com preocupação social do papa Francisco entre nós soa como um sopro de sadia ponderação a ser seguida. Oremos.

 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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A VISITA DO PAPA

A visita do papa Francisco ao Brasil acabou, mas será lembrada por muito tempo pela população. Durante os sete dias de sua presença no País, todos puderam testemunhar, ao vivo ou pela televisão, suas notáveis demonstrações de sabedoria, serenidade, espiritualidade e humildade. O papa representa um sopro de ar fresco para a Igreja Católica, que sofre cada vez mais com a sangria de fieis, e também um exemplo para a classe política que há tanto tempo domina nosso cenário, em boa parte caracterizada pela arrogância, atraso, provincianismo e, acima de tudo, incompetência em fazer daqui um lugar mais justo e fraterno para todos. Que bom seria se as autoridades descessem de seus pedestais e assimilassem suas lições. Que bom seria se Dilma não tivesse dado aquela entrevista melancólica à "Folha de S.Paulo" do último domingo, em que nega absolutamente todos os dados factuais que comprovam o péssimo momento da economia brasileira, que freia perspectivas de desenvolvimento a médio prazo e pelo qual a imediata responsável é ela própria. Que bom seria se os próceres de seu partido parassem, ao menos por alguns minutos, de pensar nos projetos para a campanha eleitoral de 2014 e se concentrassem em um projeto para o País. Uma pena que nada disso esteja em vista. O povo não se esquecerá facilmente da última semana. O governo, em contrapartida, nem se deu conta de ouvir os recados precisos que o papa lhe direcionou.

 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

 

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ATITUDE EXEMPLAR

O papa Francisco nos deu a oportunidade de presenciar um autêntico show de contatos imediatos, não do terceiro grau, mas de um grau bem superior ao que poderia permitir a imaginação do glorioso Steven Spielberg. Suas mãos tocando as das pessoas, seu destemor, seu vidro aberto num carro não blindado, seu papamóvel vazado, seu caminhar - sapatos na lama - na direção do alambrado, que não era obstáculo, formaram um modelo de atitudes que bem poderia servir de exemplo aos nossos políticos que temem o povo, a quem deveriam servir. Temem, certamente, porque devem.

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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A JMJ COMO FRUTO DE BENTO XVI

Gostaria de lembrar o grande esquecido do momento, que é o papa Bento XVI. Não há dúvida de que, quando renunciou, procurava dar espaço a algo ou alguém que pudesse recolocar a Igreja nos trilhos. O ato extremo e a repercussão da renúncia deram causa às ocorrências do momento. Sua premonição parece estar dando certo (poderia ser o contrário), e há pouca dúvida de que foi assim o planejado. O que sucede agora é com certeza o resultado da clarividência, sabedoria e humildade do seu gesto.

Ulysses Fernandes Nunes Junior Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

 

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O ‘MICO’ PAPAL

A estadia do papa Francisco entre nós, brasileiros, foi eivada de vários episódios negativamente ridículos. O erro no trajeto de chegada, a não preparação de Guaratiba, etc., foram apenas alguns dos mais marcantes. Ao mesmo tempo, a visita a drogados, em meu modesto entender, um grande incentivo ao consumo de drogas. E, ainda em minha modesta visão, das visitas feitas a vários pontos importantes de nossa Cidade Maravilhosa, foi esquecido o nosso ponto turístico nacional mais significativo mundialmente, por sinal, religioso também: o Corcovado, onde está situada a imagem da maior figura humana do catolicismo: o Cristo Redentor. Isso é que é "mico".

 

Nilton de Freitas Guimarães nfguimaraeseo@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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QUEM VAI COBRIR OS PREJUÍZOS?

Quanto devem ter custado à economia do município do Rio de Janeiro os quatro feriados, nos dias 23, 25, 26 e 29 de julho, aprovados pela Câmara Municipal, durante a visita do papa para presidir a JMJ?

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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A JMJ E OS COFRES PÚBLICOS

Mesmo que a Jornada Mundial da Juventude fosse custeada pelos cofres públicos, o dinheiro público seria mais bem empregado que custear mordomias, corrupções e jatinhos da FAB, para exploradores da boa fé do povo, viajar para assistirem casamento e partida de futebol. Os milhões de brasileiros que lá estiveram, são todos contribuintes, e os estrangeiros pagaram os impostos da alta carga tributária em tudo que consumiram. O papa deu exemplos de solidariedade humana, amor e justiça, das quais o povo brasileiro está carente. É uma pena que muitos não sabem a importância da Igreja Católica nas políticas sociais do País, como a presidente Dilma agradeceu às ajudas recebidas das pastorais da igreja. Precisam saber que a lei da Ficha Limpa, 9.840, e o Art. 41-A, que pune políticos corruptos, foi iniciativa da CNBB juntamente com outras instituições, as captações das assinaturas foram coletadas nos templos da igreja.

 

Jurailde Barbosa juraildebarbosa@hotmail.com

Taguatinga (DF)

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DÁ O QUE PENSAR

No dia 26 de julho, na praia de Copacabana, vândalos travestidos de manifestantes se aproximaram do palco, de onde o papa assistira uma encenação da Via Sacra. A UOL noticiou que a perigosa e afrontosa aproximação só se deu porque o ministro Gilberto de Carvalho interveio para que eles pudessem chegar lá. "Eu acho uma mistura legal isso aí. Uns gritando ‘é a juventude do papa’ e outros gritando outras coisas", afirmou. Dá o que pensar.

 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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SIMPLISTA

O ministro da Defesa, Celso Amorim, comentando a segurança no desenrolar da Jornada Mundial da Juventude, no Rio, disse: "...o País está pronto para receber outros grandes eventos". Há que se considerar que os jovens, e mesmo adultos que estiveram no Rio para essa Jornada, vieram para ver e ouvir o Santo Padre. Vieram de suas residências, no Brasil e do exterior, dispostos a dormir em casa de pessoas desconhecidas, muitas extremamente humildes, dormir no chão, dentro de um saco, no solo de uma garagem de prédio ou mesmo em barraca. Estiveram também dispostos a fazer longas caminhadas de cinco ou mais quilômetros, pela dificuldade do transporte, e aguardar sob forte chuva, sem protestar. Não há notícias de que tenham ficado indignados ou revoltados. Os futuros turistas, que virão para os jogos da Copa, virão para hotéis de várias estrelas. Pagarão caro pelos ingressos. Será que estariam dispostos a tolerar falhas ou incômodos? Acho a conclusão do ministro meio simplista e, talvez, autolaudatória.

 

Mario Helvio Miotto mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

 

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BARÇA A ANOS-LUZ

O que menos importou no jogo desta sexta-feira entre Barça e Santos no qual Neymar jogou contra o clube que o revelou, foi a goleada que apenas confirmou a distância de anos-luz entre o padrão do time da casa e o de todos os demais times brasileiros, atualmente. Contando com um elenco de estrelas e desfilando um esquema tático que os deixa mais de 70% do tempo com a posse da bola, o Barça é um "dream team" que, a rigor, tem poucos adversários no universo da bola. A vítima do dia foi o Santos FC. Mas que ninguém escarneça, porquanto qualquer outro clube brasileiro que fosse, este pareceria um time amador, tal é a superioridade dos companheiros de Lionel Messi. Seria bom que nossos técnicos - chamados carinhosamente de "professores" pelos atletas - aprendam a lição de futebol que o Barça nos dá e façam jus ao magistério que professam, pelo qual são regiamente pagos no Brasil.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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