Fórum dos Leitores

O PAC DA MOBILIDADE

O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2013 | 02h10

Recursos federais

O montante que volta para a cidade de São Paulo dos impostos arrecadados pelo governo federal é ínfimo. Logo, nada mais justo que o governo federal libere recursos para a capital paulista. Esses recursos serão aplicados em setores importantes, como melhoria do transporte público, recuperação de áreas de proteção de mananciais e habitação. O fato de a presidente e o prefeito serem do mesmo partido, evidentemente, não deve ser um motivo inibidor para que esses recursos sejam liberados, muito ao contrário, pois as reivindicações do prefeito são justíssimas. É inaceitável a atitude negativista de alguns paulistanos que, ainda inconformados com o resultado soberano das urnas, se mostram indignados com a ação do prefeito para obter recursos para a sua cidade. Essa atitude é absolutamente incompreensível, pois é frontalmente contrária aos interesses legítimos da população paulistana.

WILSON HADDAD

wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

É muito pouco

Liberar somente R$ 8,1 bilhões para São Paulo é muito, mas muito pouco. Este Estado é responsável por abarrotar os cofres do governo federal, dinheiro que vai para a Ferrovia Norte-Sul, a transposição do Rio São Francisco, o pagamento da Bolsa Família e para abastecer a corrupção sem precedentes, que afeta a todos nós. Então, não fiquem o sr. Fernando Haddad e seus tutores tentando nos enganar com essa ladainha petista, porque aqui enganação cai no vazio. Aliás, é muito difícil de acreditar que essa verba realmente venha. A ver.

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

Maluf e seu aliado

R$ 3,1 bilhões para 99 km de corredores de ônibus representam R$ 31.300 por metro linear. Esse custo faz lembrar a construção da Avenida Água Espraiada pelo ex-prefeito Paulo Maluf, aliado de Fernando Haddad...

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

Cidade sinistra

Durante a gestão de Celso Pitta (1997-2000), que nem o lixo das ruas tirava, o paulistano acostumou-se a ver a cidade suja e malcheirosa, servida por ônibus precários, escassos e apinhados de passageiros. Depois vieram a multiplicação dos buracos nas calçadas e no asfalto, os semáforos apagados, as vias públicas, os túneis e parques alagados e cada vez mais às escuras, favorecendo a atuação do crime organizado, os latrocínios, os assaltos e os arrastões em lojas, bancos e residências. A maior metrópole da América Latina, que abriga em suas ruas 15 mil sem-teto, doentes e viciados em drogas, ditos "politicamente corretos", é a que mais arrecada e a que mais deve ao governo federal! Será que merece tanta inoperância?

M. CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM

mcecilianh@gmail.com

São Paulo

Mentira de pernas curtas

A prova de que a promessa da presidente Dilma Rousseff de dinheiro para São Paulo é balela é que em seu PAC da Mobilidade ela previu verbas para "o trecho que vai ligar Capão Redondo a Campo Limpo e Vila Sônia" (sic). Ora, esse trecho do metrô está pronto há dez anos. Dona Dilma, chega de brincadeira!

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

Já estão fazendo o diabo

A presidente veio a São Paulo anunciar com alarde a "doação" à Prefeitura da capital, cujo prefeito é do PT, e aproveitou para criticar o sistema de metrô da cidade, a cargo do governo estadual, dizendo que é o menor do mundo e coisas assim, em atitude deselegante e inoportuna. A pergunta que fica: Dilma é presidente do Brasil ou dos petistas? Ela veio a São Paulo como presidente de todos os brasileiros ou já como propagandista do futuro candidato do PT ao governo do Estado? Como Dilma já afirmou que em épocas de eleição o PT "faz o diabo", tudo indica que já está nessa fase.

TERCIO SARLI

terciosarli.edicoes@r7.com

Campinas

As críticas de Dilma

A dona Dilma devia ter um pouco mais de respeito pelo Estado de São Paulo e seu metrô. Engenheiros alemães e franceses das melhores empresas de consultoria especialistas em projetos e gerenciamento de construção de metrôs no mundo todo, quando visitam o nosso, são unânimes em declarar: "Não imaginávamos que no Brasil existisse um metrô de tão alto nível. Como vocês conseguiram?". Se ela quiser eu lhe forneço o nome dessas empresas, que, só para citar algumas cidades, construíram o metrô de Berlim, Paris, Atenas e em dezenas de outras desse quilate. O problema é que dona Dilma e seu criador, nos 11 anos em que estão em Brasília, não devolveram (sim, a palavra exata é essa) nenhum centavo dos impostos que os paulistas pagam para o metrô paulistano. Mas para ela ganhar os votos dos gaúchos seu criador investiu R$ 800 milhões no prolongamento da linha do Trensurb (metrô de Porto Alegre) entre São Leopoldo e Novo Hamburgo, para beneficiar 15 mil passageiros/dia! Se o mesmo montante tivesse sido aplicado em São Paulo, seriam atendidos mais de 100 mil passageiros/dia. Digo isso com conhecimento de causa, porque trabalhei tanto para a construção do metrô de São Paulo como participei, como engenheiro, da implantação do Trensurb em 1984, cujo investimento inicial de US$ 300 milhões, feito pelo governo do general Figueiredo para eleger seu ministro dos Transportes Cloraldino Severo governador do Rio Grande do Sul, "previa" demanda de 300 mil passageiros/dia. Passados 30 anos, todo o sistema Trensurb mal consegue atingir 150 mil/dia. O que demonstra o péssimo gerenciamento do dinheiro público. Só para lembrar: Cloraldino não foi eleito e dona Dilma tampouco teve a maioria dos votos dos gaúchos, apesar de o PT ter elegido o sr. Tasso Genro governador do Estado.

JOSÉ GILBERTO SILVESTRINI

jsilvestrini@hotmail.com

Pirassununga

'Macaco, olha o teu rabo'

A "presidenta adjunta" precisa alugar o helicóptero do Sérgio Cabral para descobrir o Brasil das estradas federais antes de fazer outra crítica fácil ao transporte metroviário de São Paulo.

JOSÉ MOACYR BRUNHEK

moabek@hotmail.com

Santos

O cartel do Metrô

As informações prestadas pela Siemens ao Cade dão indícios da existência de um cartel para as licitações. Até aí, toda denúncia deve ser apurada. O que nos intriga é por que um segredo mantido há 13 anos vem à tona justo quando a podridão do PT volta a ficar em pauta, com o mensalão ganhando, mais uma vez, a atenção nacional. Bode expiatório?

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

O BRASIL MELHOROU?

Foi divulgado o novo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) mostrando que o Brasil melhorou. Só não melhorou mais por causa da educação. Não sou educadora, mas não é difícil imaginar por que o Norte e Nordeste são os campeões em atraso. Nem 20% dos alunos terminam a oitava série, e isso precisa ser avaliado a fundo pelos responsáveis pela educação no País! Como pode um aluno se sentir motivado quando nem sabe para sobreviver o que poderá usar do currículo escolar? Ele não tem saneamento básico. Não tem consciência de que não deveria sujar o rio de onde retira a água que bebe. Não deve derrubar árvores indiscriminadamente porque elas são responsáveis por todo o ecossistema que mudará drasticamente sua vida para pior. Como aprender sobre como economizar água, se não tem consciência de como deveria criar açudes para épocas de seca? O que estudar sobre Platão, Sócrates serviria de exemplos, se nem sabem por que existem? Não é difícil entender que os currículos ensinados nas escolas do Sul/Sudeste/Centro-Oeste não deveriam ser os mesmos ensinados no Norte e Nordeste. A sala de aula nessas áreas deveria ensinar a ler, escrever e saber conviver no dia a dia. Plantio, safra, água, chuva, preservação da natureza e meio ambiente, etc. Se não forem diagnosticadas essas disparidades urgentemente, com um ensino público dissociado e adequado para cada região deste país de dimensões continentais, todo dinheiro que for investido em educação continuará como sempre engordando os bolsos dos políticos regionais. O pior de tudo é que pelo jeito que a coisa anda, neste desgoverno só se salvam mesmo com o "Bolsa Família". Serão escravos para sempre da ganância governamental. Triste, muito triste!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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UM LONGO CAMINHO

É uma boa notícia que o Índice de Desenvolvimento Humano dos municípios brasileiros tenha dado um salto de qualidade e melhorado, em média, 47,5% nos últimos 20 anos. Queda da mortalidade infantil, maior expectativa de vida, maior renda, bola família e outros fatores ajudaram a melhorar a vida dos brasileiros na grande maioria das cidades, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. Mas fica claro como a educação e a violência continuam sendo um grave problema a ser enfrentado no Brasil. Apesar dos avanços, ainda são enormes as desigualdades regionais e sociais e saltam aos olhos a má qualidade da educação e as mortes violentas no País. Na área cultural, é triste vermos pequenas cidades sem um único teatro, cinema, biblioteca ou quadra de esportes. Apenas 9% das cidades brasileiras têm uma sala de cinema, algo trágico. Um país rico e pujante como o nosso, a sétima economia mundial, jamais poderia ocupar a vergonhosa 85ª posição no IDH, que mostra que ainda temos um longo caminho pela frente.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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IDH DE MELGAÇO

Para que tantas escolas (58) para tão baixa escolaridade em uma cidade de 25 mil habitantes? Acordem, sr. prefeito Adiel Moura e senhor governador do Estado, para esse descalabro na administração escolar. Só 12,34% acima de 18 anos com ensino fundamental explicam a passividade da população para esse crime que se comete contra seus moradores, sem que haja punição alguma para os culpados. Desculpas de falta de transporte e logísticas não justificam tamanho descaso.

 

Delpino Veríssimo da Costa dcverissimo@gmail.com

São Paulo

 

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NA CONTRAMÃO FISCAL

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), criada na gestão FHC, e diga-se, sem apoio do PT, foi um dos maiores avanços institucionais nestes últimos no País. Impede endividamento excessivo de municípios e Estados da Federação e penaliza aqueles administradores públicos eleitos nas urnas que usurpam das contas públicas. Mas a presidente Dilma Rousseff, apavorada com o fracasso de sua gestão e não satisfeita com as espertezas contábeis a que tem recorrido, agora decide tirar investimento em transporte urbano do calcula de dívidas. Ou seja, prefeitos, governadores poderão torrar mais R$ 35,3 bilhões, com o objetivo de construir mais metrôs, corredores de ônibus, etc. Quem vai controlar essa gastança?! Não são os mesmos do Planalto que deveriam administrar os mais de R$ 100 bilhões dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb)?! E que, conforme auditoria da Advocacia-Geral da União (AGU), o governo relapso que é, tem permitido que 73% das prefeituras do País desviem verbas do Fundeb, que seriam exclusivamente para educação?! Oras; vamos parar de brincar com esta Nação. A Lei de Responsabilidade Fiscal é um dos instrumentos raros desta República, para que se mantenha um controle minimamente digno nas contas públicas. E está na hora de um basta nesta esculhambação institucional.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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O GOVERNO DILMA-LULA

A declaração de Dilma Rousseff de que "Lula não vai voltar porque ele não saiu da vida pública" ficaria bem mais adequada sendo dita como "Lula não vai voltar porque ele nunca saiu da presidência". Lula nunca deixou de exercer o cargo por detrás dos panos, com Dilma apenas cumprindo o script determinado por ele. Após a sua provável saída da presidência em 2014, Dilma será lembrada como a presidenta Porcina, a que foi sem nunca ter sido.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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CULPA DELE

Agora estou aliviado. Tinha receio quanto a eventuais conspirações de Lula e sua turma, tipo fogo amigo, contra o governo Dilma, agora não mais. Graças à "sinceridade" da criatura, ficou claro que o criador nunca se afastou do comando, sendo então de sua lavra a atual situação por que vive o País. Que os manifestantes sinceros e a população em geral se atenham a este fato.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

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DILMA E LULA

A única solução para irmãos siameses é a cirurgia.

 

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

 

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TERCEIRO MANDATO

Não deixa de ser uma forma de contornar a possibilidade do terceiro mandato: especialmente se a Maré continuasse muito favorável!

 

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

 

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CONFIRMADO: ELE NUNCA SAIU

Finalmente a sra. Dilma Rousseff confirmou que quem governa este país é o seu amigo Luiz Inacio. Por isso estamos indo de mal a pior. Salvemos o Brasil na próxima eleição, votando contra essa "quadrilha".

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

 

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MILAGREIRO

Caso a candidatura da presidente Dilma não decole para 2014, o PT já tem um plano B, será o sr. Luis Fábio Lula da Silva, ou simplesmente, Lulinha. Esse rapaz com um salário de R$ 1.500,00, conseguiu o milagre de, em dez anos, transformá-lo em uma fortuna de um bilhão e meio. Isso mesmo! Um bi e meio de reais. Fazendas. Gado. Minas. Terras. Enfim, esse superou Delfim Netto no famoso "milagre brasileiro". Então, teremos, o sr. Lulinha da Silva, como alternativa B do PT para disputar a Presidência do País em 2014. Se ganhar, espera-se que transforme esse País, como fez com seus parcos R$ 1.500 mensais numa fortuna de ser incluída na "Forbes".

S. Paschoal s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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DESCRÉDITO

Dilma afirma que Lula "não volta porque não saiu" e que ambos são "indissociáveis". É impressionante a desfaçatez com a qual ela afirma essa ignomínia a seu descrédito. Lamentável para com o povo que a elegeu.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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BONECO

Dilma finalmente falou uma verdade: "Lula não vai voltar porque ele não foi. Ele não saiu". Realmente, ela não passa de um boneco no colo do seu criador e ventríloquo burlão.

 

Paulo Busko paulobusko@terra.com.br

São Paulo

 

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CUMPRIDORA DE ORDENS

Fazendo um balanço das declarações de Lula, PT e Dilma, nos é permitido concluir que Dilma não governa; cumpre ordens!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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O REI E A RAINHA ESTÃO NUS

Há algumas décadas, Tom Jobim cunhou a frase categórica: "O Brasil não é para amadores". Se ainda fosse vivo, o músico veria sua frase ser ignorada pelos inquilinos do poder central, que ‘nunca antes na história deste país’ foram tão atabalhoados quanto agora. Vivemos uma era surreal, onde a fantasia e a megalomania da propaganda onipresente do governo federal tentam iludir as massas, com toda sorte de marquetagem, protagonizada sempre por estrelas da Rede Globo. Porém, parece que o feitiço não funciona mais; ao menos para a maioria da população, que não é beneficiária do maior programa de compra de votos do mundo, o Bolsa Família. "O gigante acordou" foi o lema das manifestações populares que tomaram conta das ruas, fazendo com que a classe política tomasse um susto e dissimulasse uma reação em favor daquilo que era reclamado pelas multidões. Verdade que em poucos dias, deputados e senadores em Brasília, acostumados a ‘trabalhar’ de terça à quinta-feira, fizeram mais do que não haviam feito em anos a fio, entretanto, não sem rapidamente mostrar que nos bastidores continuavam a agir como sempre, quando seus representantes máximos foram flagrados em uso indiscriminado dos aviões da FAB. Já a presidente Dilma sugeriu uma Constituinte exclusiva e depois um plebiscito para a reforma política, no intuito de criar uma cortina de fumaça sobre as reais demandas entretendo a plateia, mas com o objetivo final de tornar o PT o partido hegemônico no País e sufocar a oposição. Para o bem da Nação, o plano fracassou. O ex-presidente que nunca desceu do palanque, mas estava em inédito silêncio desde o caso Rose Noronha, foi para a África palestrar a peso de ouro, em países governados por ditadores que desejam aprender a arte da engabelação, da qual Lula se tornou ícone. A "presidenta" que ele chefia teve que se virar sozinha, o que obviamente não conseguiu, despencando nas pesquisas e afogando-se como sempre, em frases sem sentido, pensamentos desconexos, projeções inatingíveis, programas eleitoreiros e muito mais do mesmo, com seus 39 ministérios. De quebra, ainda arrisca a maior conquista do Brasil e dos brasileiros, que foi a doma da inflação. Sem contar os estragos institucionais com o aparelhamento do Estado, sem precedentes na história republicana. Tudo em nome de uma utopia partidária e da vaidade do seu tutor. Lula e Dilma cultuam a ignorância e a autoincompetência, mentem sem escrúpulos, inflam o preconceito entre pobres e ricos, distorcem dados e estatísticas, arrombam o Tesouro Nacional para beneficiar à Fifa e os delírios de grandeza dos Eikes Batistas da vida, financiam com verbas públicas os blogs e as mídias subservientes, incentivam a preguiça com o pretenso e leviano argumento da justiça social, perpetuando a miséria, o analfabetismo e a dependência, encorajam a criminalidade acobertando corruptos, zombando da Lei e da Justiça, enfim, nivelam a política e o País por baixo. O Brasil acordou e Lula e Dilma estão nus.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

 

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TRISTE ILUSÃO

Dilma vinha até bem com as limpezas na corrupção, mas como o Lula não "desencarna" da Presidência e virou "encosto" dela, com seus conselhos para garantir a reeleição ela resolveu tirar o lixo debaixo do tapete e botar de volta onde estava. Foi uma triste ilusão de que ela seria séria e capaz de fazer melhor.

 

Luiz Lucas Castello Branco whitecastel.castellobranco@gmail.com

São Paulo

 

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DECLARAÇÃO PERTINENTE

Ministro Gilmar Mendes declarou no dia 1/8 que o Supremo Tribunal Federal (STF) não deve tornar-se "refém" do mensalão! Concordo plenamente com esta sábia colocação pois este processo já se transformou em novela mexicana sem fim e o STF capitaneado pelo ministro Joaquim Barbosa esquiva-se a todo o momento em julgar os processos suspensos pelo lulista Dias Tóffoli desde 2010 das poupanças devidamente tungadas pelos "planos econômicos mirabolantes" dos "senhores de engenho" Sarney e Collor de Mello. Muitos destes poupadores lesados por estes verdadeiros aloprados simplesmente já morreram ou estão quase mortos sem poderem estar se tratando de acordo por conta da lerdeza com que o STF age nesta situação tornando-o leniente com este tipo de ilegalidade feita tanto por Sarney quanto por Collor de Mello em suas "viagens alucinatórias" visando somente o prejuízo de toda uma população que sempre depositou suas economias em uma das mais respeitadas instituições existentes no Brasil, a caderneta de poupança. Sarney também criou os compulsórios sobre viagens ao exterior, compra de dólares para estas viagens, compra de combustíveis e compra de veículos com a promessa de que iria devolver estes valores devidamente corrigidos após terminado sei período de vigência, porém como nestas pessoas que ainda são re-eleitas por conta de seus votos de cabresto, este dinheiro nunca nos foi devolvido e mais uma promessa caiu no esquecimento da população devidamente enganada por este "senhor de engenho" oriundo da antiga Arena, PDS, partidos ligados diretamente aos governos ditatoriais que calaram a boca de tantos brasileiros, acabaram com todas as liberdades de expressão e ajudou na edição do AI-5. O que é mais engraçado que tanto Sarney quanto Collor de Mello hoje pertencem à base aliada do desgoverno lulopetista, ou seja, não temos a menor condição de crer nestes políticos acomodados em gabinetes pagos por nós fazendo conchavos para se perpetuarem no poder e levarem vantagem em tudo o tempo inteiro, sem nada fazerem, vide Renan Calheiros. Enquanto estivermos vivenciando este tipo de comportamento em todos os níveis, em todos os setores de atividades nos serviços públicos e em muitas empresas privadas, o País não sairá da bancarrota em que se encontra.

 

Boris Becker borisbecker54@gmail.com

São Paulo

 

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À ESPERA DO MENSALÃO

Não há dúvidas de que o povo está ansioso para assistir o final do caso mensalão. Trata-ser de uma espera sofrida e inédita onde está em jogo a própria justiça brasileira. O povo espera e deseja a pena de morte aos mensaleiros, com todos os requintes das execuções e crucificações romanas da época de Cristo. Os réus além de serem os mais importantes réus a serem julgados neste período da democracia, estão investidos de um valor simbólico muito importante para a sociedade. Eles representam o que há de maligno e corrupto nos políticos brasileiros. O povo está muito irritado e no limite máximo de suporte dos atos cínicos e das maracutaias. Qualquer deslize no final do julgamento do mensalão poderá transformar-se numa tragédia pública, com vândalos e agressões físicas ao Supremo Tribunal Federal, o representante natural do poder instituído do Estado brasileiro.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CHARADA

O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em recente declaração, afirmou que a opinião pública trata a corrupção de maneira superficial e maniqueísta, acrescentando que há causas mais profundas, sociais e históricas a serem discutidas. Incorporemos por alguns instantes o espírito do linguista e egiptólogo francês Jean François Champollion e tentemos decifrar esta charada apresentada pelo ministro, agente do governo encarregado de garantir e promover a cidadania e a justiça, através de ação conjunta entre o Estado e a sociedade. Evidentemente, a primeira parte da sentença possui considerável conteúdo político, com o objetivo de aliviar a tensão sobre os réus do mensalão, grande parte dos quais pertence às fileiras do partido do governo, ao qual serve. Como o referido processo, já julgado, aguardando cumprimento de penas por parte dos condenados, envergonha a sociedade, ansiosa pelo desfecho, fica claro que não está havendo ação conjunta entre esta e o Estado no sentido de repaginar a justiça brasileira, o que modularia a opinião pública positivamente. Quanto às causas mais profundas a que se refere, o mistério é um pouco mais insondável. Não se sabe se quis afirmar que a sociedade brasileira nasceu e formou-se com o micróbio da corrupção - neste caso, o mensalão concluído seria uma boa oportunidade para extirpá-lo - ou se os homens públicos brasileiros são corruptos em umas circunstâncias, podendo, no entanto, resistir à tentação em condições semelhantes, mas com ambientes político-sociais diferentes. Por esta leitura, parece evidente que sua interpretação está diretamente ligada ao fato de que um quadro é legalmente mais leniente que o outro. Não há dúvida que, no caso brasileiro, a impunidade faz a diferença. Outras traduções do posicionamento enigmático do ministro podem aparecer, o que poderá levar a um esclarecimento mais detalhado de sua charada. Por enquanto, parece não haver dúvida que ele, como representante do estado, é que está sendo superficial e maniqueísta, por não ser capaz de explicitar à sociedade o seu pensamento e, assim, estabelecer a ação conjunta prevista na missão de sua pasta. Seria interessante vir de novo a público e tirar as dúvidas que estão perturbando a população.

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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O FIM DAS LIBERDADES DO BRASIL

Para um cidadão britânico que conhece Brasil desde a última década da ditadura militar, e que sempre quis acreditar no potencial deste país, acho i-na-cre-di-tá-vel a calamidade que está acontecendo no Brasil dede que a quadrilha petista de Lula tomou conta do País e começou a estrangular nossas liberdades uma por uma. A única diferença entre o fascismo lulista e o do Stalin ou Hitler é que ainda não iniciaram violência física contra o povo brasileiro para aniquilar segmentos da população. Se, depois de acordar de sua sonolência prolongada em junho, uma maioria de brasileiros não levantar-se para remover este grupo de bandidos antes o durante o próximo ciclo de eleições, vou me dar por vencido e deixar este país, por concluir que os brasileiros não querem mesmo uma sociedade justa e esclarecida. Ao lado dos políticos/ladrões que dominam a vida política em todos os níveis, reservo um forte desdém pela classe de empresários que são apologistas/defensores desta petralhada. O primeiro teste de progresso na direção certa neste próximo período será o (segundo) julgamento dos mensaleiros durante este mês. Se os condenados e seus aliados-em-crime (chefiados por nosso Stalin local) conseguirem se safar das sentenças já determinadas pelo STF, e se o povo não reagir, não terá mais esperança para este país por pelo menos duas gerações.

 

Philip Lay philip@philiplay.com

Marilia

 

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GABEIRA E A MEDIOCRIDADE

Excelente o artigo, com sua habitual riqueza estilística, de Fernando Gabeira, sobre "A banalidade de Dilma" (2/8, A2), recorrendo à analogia do universo de Hannah Arendt. O ponto nevrálgico está em que os sistemas pavlovianos se impõem incontrastavelmente à consciência dos indivíduos, por mediocridade ou simples medo de punições drásticas. Hitler expedira um decreto que dizia, de modo reto e direto, que a lei do Reich era sua vontade. Jovens saídos das faculdades de direito alemã foram recrutados pela SS. Em face de um decreto do fuhrer para a exterminação dos judeus, como não eram medíocres e perceberam a imensidade do holocausto, recorreram à hermenêutica (teoria de interpretação das leis) e firmaram o entendimento de que a ordem merecia uma interpretação restrita: somente os homens deveriam ser sacrificados e poupados as mulheres e crianças judias. Hitler respondeu imediatamente, dizendo que a interpretação deveria ser ampla e que não mandara poupar ninguém. Os jovens juristas se vergaram com medo do fuzilamento. Nosso drama é uma presidente da República subordinada a uma máquina de poder, fundada numa cumplicidade vergonhosa de interesses públicos e privados escusos.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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RANÇO

Eu gosto muito da escrita de Fernando Gabeira, mas acho que ele ainda precisa purgar alguns resquícios exagerados de ranço com referência à ditadura militar brasileira. Ao escrever que "o nazismo passou, também passou a ditadura militar no Brasil", ele peca por erro de escala. Antes da "nossa ditadura", a comunidade mundial fechou os olhos pra muita crueldade e muita selvageria praticada por esse mundo afora.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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SERGIO CABRAL

Quantos desencontros, não é mesmo, governador Sergio Cabral, antes os ataques eram internacionais, agora é a oposição, diz que falhou em não dialogar por estar voltado para sua gestão. Não estaria o governador confundindo mais uma vez ao invés de voltado para gestão, não seria passeando de avião?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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DIÁLOGO

Cabral disse que está aberto ao diálogo com opositores. Tem tanta gente contra ele, que o governador deve passar o resto do mandato dialogando...

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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DINHEIRO PÚBLICO

Depois do governo incorrer na trágica medida de forçar os estudantes de medicina em ficar mais dois anos na faculdade e ainda ter que aturar a "importação" de médicos (com certeza serão venezuelanos e cubanos), agora Dilma virou a defensora da economia e resolveu cortar gastos. Em vez de fechar 20 dos seus 39 ministérios, preferiu manter a "porcada mamando", mas na verdade está tirando a teta dos leitões serenos para dar para os outros que gritam, como se diz aqui na roça. As pastas mais atingidas: Fazenda, Previdência e Defesa. É incrível que as já combalidas Forças Armadas, que há muito vêm sendo submetidas a um processo de inanição, mais uma vez são vítimas do destempero do governo federal, em sugar-lhes o pouco que ainda restou. O corte de R$ 900 milhões imposto goela abaixo das três Forças faz muita falta para quem já tem pouco, quiçá num momento como o atual. Baixos salários, equipamentos obsoletos, instalações antiquadas e a dificuldade de manter um treinamento de alto nível frente à escassez de recursos são realidades latentes e visíveis em qualquer organização militar brasileira. O maior calvário para as Forças Armadas deve ser ter um ministro como Celso Amorim, um verdadeiro fantoche do governo que deve ter medo até de um estalo de biriba. Espero que as Forças Armadas não silenciem mais uma vez, diante de tamanha injustiça, principalmente num momento em que são desrespeitadas publicamente e tendo o País demonstrado nas ruas tanta insatisfação com esse governo de parlapatões. Quem esse governo pensa que é, para tirar os recursos pagos com o dinheiro dos meus impostos, daqueles que se dedicam a defender o nosso país?

 

David Batista do Nascimento davidbatistadonascimento@hotmail.com

Itapetininga

 

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MAIS JUSTO

Como médico desde 1978, gostaria de dizer a este governo como seria simples resolver esta polêmica que se arrasta devido a falta de conhecimento por parte de seus ministros, talvez por nunca terem atuado diariamente com a população mais pobre em centros de saúde. O governo não oferece cotas? Não oferece financiamento para estudante em escolas públicas e privadas? Fácil, atrelem estes benefícios ao seu atendimento no SUS por três anos, remunerados, com os devidos ressarcimentos.

 

Carlos Ambar ambar@netonne.com.br

Paraguaçu Paulista

 

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O MUDO FALOU

Foi só falar em diminuir o número de ministérios de 39 para 20, o que seria uma expressiva economia para os cofres públicos, o mudo começou a falar! É ele mesmo, o Lula, responsável pelo caos. Ele apareceu para defender a manutenção dos atuais ministérios. Sabem por quê? Para manter os empregos de muitos incompetentes (aspones) que trabalharam nas campanhas políticas da cúpula do PT. A população pode ficar desempregada, mas seus partidários não! E o pior: nós é que pagamos os polpudos salários! Já observaram que empresas lucrativas como a Petrobrás estão sendo destruídas? Já viram como o nosso dinheiro foi jogado no lixo com as obras de transposição do Rio São Francisco? Aquele início foi só para eleger a Dilma. Tenho de acreditar que o Brasil é rico. Perdoa dívidas de países estrangeiros, gasta fortunas com obras fantasmas e com propagandas enganosas na TV. Os eleitores e os caras pintadas darão o troco em 2014.

Abílio Teixeira abilioteixeira@bol.com.br

Brasília

 

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NOSSA VOCAÇÃO AGRÍCOLA

É inaceitável que ainda tenhamos competição por áreas agriculturáveis para plantios diversos, como mostrado por Washington Novaes ("A seca, a desertificação e as palavras do papa", 2/8, A2). O Brasil é inigualável no mundo: sua área cultivada não chega a um terço do total agriculturável. Há questões de logística, oportunidades, distâncias entre outros, mas temos plena capacidade de alimentar nossa população, produzir grãos para exportação, tirar da terra nossos biocombustíveis, além de gerar insumos para significativa parcela da indústria nacional. A questão é romper obstáculos e paradigmas arcaicos - culturais e políticos em sua maioria - e propiciar as verdadeiras condições de sustentação econômica para a população a partir dessa vocação agrícola insuperável.

 

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Lorena

 

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BALANÇA EM BAIXA

Saldo negativo na balança comercial. Novamente a importação superou a exportação, e a balança comercial externa deu negativo. O item que mais pesou na importação foi o petróleo. Sim, petróleo, que Lula festejou a autossuficiência há mais de três anos! Será que com o pré-sal, cantado em versos pelo governo, alcançaremos a autossuficiência de fato? Por enquanto, só se discutem os royalties do pré-sal, mas petróleo, nada! Quem sabe daqui a dez anos, quando o petróleo se tornar uma fonte energética de segunda classe...

 

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

 

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GOVERNO ERRÁTICO

"Perdidinho" é pouco para qualificar o governo Dilma Rousseff. Já em 2011, seu primeiro ano, a ‘presidenta’ teve de se haver com acusações gravíssimas de corrupção em várias pastas, sendo forçada a fazer uma "faxina" de mentirinha nos titulares herdados do tempo de seu mentor (Lula) para dar uma "satisfação" ao público pagante. No mesmo ano, começou trombeteando alto desempenho econômico, mas terminou entregando inflação acima da meta e PIB de 2,7%, um dos menores do continente. Em 2012 resolveu que para fazer o País crescer tinha de baixar a taxa Selic meio que a marteladas e a estimular o consumo via crédito, logrando, todavia, piorar, ainda assim, seu desempenho do ano anterior, reeditando os fracassos tanto no combate à inflação quanto na promoção do desenvolvimento do País, entregando, desta vez, um PIB de 0,9%, penúltimo da lista em todo o continente americano. Também, demagogicamente, decidiu baixar, "no canetaço", o valor da conta de energia, sabendo-se, agora, que esse desvario vai debitar "ao menos" R$6,7 bilhões dos custos da irresponsabilidade à conta do contribuinte. A chamada "faxina ética" de 2011 foi, aos poucos, cedendo lugar ao pragmatismo e os acusados de corrupção foram reabilitados em nome da governabilidade. Neste ano o ‘dois pra lá, dois pra cá’ de Dilma se intensificou com a crise do tomate, emblema do descontrole dos preços que bateu nos bolsos do povão. Para enfrentar o dragão inflacionário, a taxa Selic tornou a subir, na contramão da política dita "desenvolvimentista". Nesse meio tempo, já "pelas tampas", já que não vê desenvolvimento algum, senão o da corrupção e da incompetência, o povo foi para as ruas e praças protestar no País inteiro. Ao que parece, os gases utilizados para conter as multidões em fúria parece que terminaram por desorientar o governo que tratou de tirar do chapéu uma proposta esdrúxula de constituinte "exclusiva", da qual recuou em seguida, dada a saraivada de críticas, passando a investir numa outra proposta, não menos errática e oportunista, de democracia direta (plebiscitária), com forte cheiro de tempero chavista, igualmente atacada por todos os lados. A chamada base aliada tem minguado na esteira da queda de popularidade presidencial. Enquanto isso, o Palácio aprontava, às pressas, proposta para que médicos estrangeiros viessem trabalhar no País com a dispensa do Revalida, garantia mínima de qualidade de atendimento. Nova bateria de críticas por amplos setores da sociedade. A última da safra de indefinições - em particular na área da saúde, a mais mal avaliada pela população - foi o recuo na improvisação que obrigava acadêmicos de Medicina a cumprir 2 anos a mais de "graduação" (aspas necessárias) em unidades do SUS sem qualquer supervisão docente, além dos 6 regulamentares a que já são obrigados (tradicionalmente) a cumprir no curso de Medicina, tosca tentativa de enfrentar os queixumes populares, debitando-os à conta da classe médica. Esse padrão errático e pretensamente "safo" de administração federal se reflete também na questão das grandes obras, como a da transposição do Rio São Francisco, da Refinaria Abreu e Lima e outras que já tiveram seus cronogramas de obras e estimativas de custos alterados várias vezes - sempre para pior. Com tanta incompetência, ainda há 31% dos consultados em pesquisa atribuindo "bom e ótimo" ao governo Dilma. É incrível como amplas parcelas da população podem ser tão desinformadas mesmo tendo acesso fácil a tantos meios de comunicação. Paradoxo dos novos tempos.

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

 

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RUMO

O governo da presidente Dilma, que tem rejeição patológica a tudo o que não origina do petismo e, via de fato, procura transformar empréstimo em receita, não entendendo que dívida não é recurso e que déficit e dívida se correlacionam; que as mágicas contábeis escondem o real endividamento brasileiro maior ao registrado, e com essas rotineiras violações contábeis só levam a mais confusão, um déficit maior e à inflação. Que a produtividade só pode crescer através do investimento e, como o PIB anda de lado ou cresce muito pouco e o investimento está direcionado para o assistencialismo eleitoreiro, deverá ser feito algo, substituindo-se entre outros - com mais déficit, embora seja bom não lembrar -, com o consumo do governo extremamente caro e ineficiente. Se eles não se sensibilizam diante dos fatos, qual será a intenção? Inserir-se no socialismo do século 21, junto dos claudicantes Venezuela, Bolívia, Equador e a Argentina?

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

 

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COMO PODE?

Em 23/1, nossa presidente usou de sua prerrogativa de falar em cadeia nacional durante o horário nobre da TV para anunciar "uma forte redução na conta de luz". Sete meses depois somos surpreendidos pela notícia de que o governo federal poderá gastar R$ 6,7 bilhões dos contribuintes para bancar a tal redução ("Estado", 31/7/2013). E por que não existe uma voz no Congresso que lhe cobre explicações? Talvez nossos deputados não se sintam obrigados a nos defender. Apenas aguardam as liberações das emendas para suas bases eleitorais que lhe assegurarão melhores chances em 2014. Enquanto nosso sistema eleitoral produzir deputados sem vinculação com eleitores, não teremos coerência nem seriedade na política. Melhor seria ter deputados eleitos por voto distrital. Esse sistema torna viável aos eleitores retirar o mandato de seus deputados em casos de performance não satisfatória ou corrupção. Seria como um "cartão vermelho" para ser aplicado em caso de jogo desleal com seus eleitores.

 

Carlos de Oliveira Avila gardjota@email.com

São Paulo

 

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‘FIAT LUX’

...Então o poste disse: "fiat lux" barata e a luz barata se fez por R$ 6,7 bilhões.

 

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Paulo

 

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VOTO RESPONSÁVEL

Os desmandos de atual governo; corrupção; uso escandaloso de privilégios e malversação de recursos públicos atingem limite do intolerável próprio de um sistema mafioso, cujo líder propaga "na política tem de blefar". É chegada a hora de dar um basta nessa situação, em próximas eleições, através do voto consciente e responsável. Compete à mídia não comprometida a importante e patriótica missão em orientar a opinião pública no sentido de votar em candidatos, reconhecidamente "ficha limpa" para concretizar o anseio maior dos brasileiros: total mudança dessa insuportável situação.

 

Alcides Benjamin Porcaro porcaro2010@hotmail.com

São Paulo

 

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CABIDE DE EMPREGOS

Dados colhidos na Pesquisa de Informações Básicas Municipais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam as entranhas do empreguismo político (cabide de empregos) no Brasil. Quanto menos populoso, mais pobre e mais dependente de auxílio federal for o município, maior é a proporção dos funcionários comissionados, normalmente loteados por indicação política. De acordo com estudo do pesquisador François Bremaeker, da Associação Transparência Municipal, segue a relação das prefeituras recordistas no item de cabide de emprego para cabos eleitorais: Vila Propício (GO) (1.º lugar, 200 comissionados, 77% do total); Adelândia (GO) (2.º lugar, 135 comissionados, 75% do total); Nhamundá, Amazonas (3.º lugar,104 comissionados, 73% do total); São José, Santa Catarina (4.º lugar, 489 comissionados, 71% do total); Davinópolis (GO) (5.º lugar, 152 comissionados, 68% do total); Santo Antônio da Barra (GO) (6.º lugar, 260 comissionados, 64% do total); Aruanã (GO) (7.º lugar, 266 comissionados, 59% do total); Itaipulândia, Paraná (8.º lugar, 136 comissionados, 58% do total); Morro Agudo de Goiás (GO) (9.º lugar, 104 comissionados, 56% do total); Buritinópolis (GO) (10.º lugar, 135 comissionados, 56% do total). Fonte: Estadão de 26 julho 2013. Profissão: cabo eleitoral.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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SITUAÇÃO BIZARRA

A atitude do prefeito de Paranapanema (SP) de renunciar ao cargo por causa do salário baixo tem dois aspectos: um, positivo, de não ser compelido a cometer falcatruas para ganhar mais; outro, negativo, pelo simples fato de ele, ao se candidatar, desconhecer o salário do prefeito. A situação é inusitada e bizarra.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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PMDB E PT

Se depender do senador Roberto Requião, a parceria PT/PMDB vai acabar. Segundo ele, num discurso no plenário em 1/8/2013, o PMDB tem de voltar a ser dirigido por peemedebistas, e não pelo governo de Dilma Rousseff, já que ainda é o maior partido do Brasil. Pois então, agora que o barco do governo faz água o senhor Requião vem à tribuna do senado lembrar que o PMDB pode bem voltar a mandar e não mais ser pau mandado. Enquanto estava tudo bem, amém, amém... agora, é só "bye, bye, meu bem". É bom lembrar que os ratos sempre abandonam o navio quando ele está prestes a ir para o fundo!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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DILLUMA

Francamente, que falta de respeito ao povo brasileiro, quando a nossa presidente Dilma traz a público que o ex, Lula, "nunca deixou o poder". Não é só vergonha dos dois e dos juízes do tribunal eleitoral aceitar isso com tanto desacato, está na hora de fechar para balanço. Para isso que serviu o mensalão, para calar a boca de todos. Meus pêsames! Para mim, isso não passa de um nojento fascismo.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

 

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HERANÇA MALDITA

Li uma carta de um leitor que dizia que Dilma é um robô de Lula. Discordo. Um robô normalmente é projetado por alguém que tem muito estudo. E se presta a fazer serviços relevantes. Lula, que se orgulha de nunca ter estudado, deixou na verdade uma marionete cujas cordas já deram um nó e não serve para mais nada. O linguajar de Lula era inteligível pela maioria da população que raciocina dependendo da fome. Já Dilma não se faz entender por esta classe e muito menos pelos mais esclarecidos.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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A SÍNDROME DO PÃO DE QUEIJO

O PSDB novamente não subirá a rampa do Palácio do Planalto em 2015. Paulistas e mineiros não se bicam, não somente no ninho tucano. A rivalidade é muito antiga, mineiros não admitem paulistas no poder e paulistas não confiam nos mineiros. José Serra e a maioria dos paulistas não vão apoiar Aécio Neves para presidente, dando o troco de 2010, quando Aécio apoiou Dilma por "debaixo do pano".

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

 

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CASO SIEMENS

Segundo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o inquérito administrativo que está apurando a formação de um suposto cartel, envolvendo a empresa Siemens e o metrô de São Paulo, é sigiloso e "somente após a análise de todo material apreendido durante a operação de busca e apreensão, realizada no dia 4 de julho, e eventual instauração de um processo administrativo é que poderão ser identificadas as empresas e pessoas físicas envolvidas, os projetos e cidades afetados e o período em que o cartel teria atuado". Se corre em segredo de justiça e ainda nada foi apurado, por que o governo de São Paulo, na pessoa de seu governador, Geraldo Alckmin, e ex-governadores Serra e Covas (todos do PSDB) já estão sendo crucificados? A quem interessa essa crucificação? Mais uma onda de boatos... Se é para medir competência (PSDB x PT), podemos comparar as obras realizadas e os desvios de verbas do metrô de São Paulo com a transposição do Rio São Francisco? Não precisamos de mais um poste apagado em São Paulo.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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ESCÂNDALO DO METRÔ

Até quando teremos que conviver com políticos corruptos? Políticos que desviam dinheiro público, que subornam, que são ou apoiam fichas sujas, que estão em conluio com criminosos, que enganam pessoas humildes e honestas perfazendo-se de pessoas de bem. Políticos assim são execráveis! Chega! Vamos renovar todo o Poder Legislativo e escolher melhor nossos representantes no Poder Executivo em 2014.

 

José de Lima Oliveira Junior josedelima@icloud.com

Santana de Parnaíba

 

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PUNIÇÃO

E agora, Geraldo Alckmin e PSDB, que estão no governo há 15 anos, fizeram alguns metros de metrô, sempre contestado pela Justiça e o Ministério Público acerca das licitações, chega a revelação da Siemens. Será que vai faltar guilhotina?

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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