Fórum dos Leitores

CONGRESSO NACIONAL

O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2013 | 02h17

O Senado e a ética

É inacreditável que um senador da República, ao excluir a palavra ética do compromisso assumido no juramento de posse no Senado, atribua a ela apenas um sentido "abstrato" (6/8, A4). E, pior, que não se envergonhe de demonstrar e defender isso publicamente! Foi-se a ética, a vergonha na cara, e ficam registrados a desfaçatez e o pouco-caso dos políticos com a população.

M. ISIS MONTEIRO DE BARROS

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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Lição de desfaçatez

O senador Lobão Filho diz que ética é uma coisa abstrata. De fato, trata-se de um conceito, e cada grupo da sociedade tem seu código particular de ética. Até os bandidos têm o deles. Mas dizer que senadores não podem comprometer-se com a ética é uma lição de desfaçatez. S. Exa. deveria saber que ética é conviver com a falta; é, no mínimo, impedir-se de fazer o que as leis, o contrato social, proíbem. Mas, dentro de sua lógica peculiar, ele ousa dizer que tal comprometimento poderia "gerar problemas de conflito" e "dar margem a interpretações perigosas". No final das contas, nada disso surpreende quem conhece a politicalha brasileira. Assumir atitude ética é demais para a maioria.

LUIZ M. LEITÃO DA CUNHA

luizmleitao@gmail.com

São Paulo

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Código de conduta

Se estudarmos a palavra ética ao longo da História e os filósofos vários que a interpretaram desde a antiga Grécia, onde se originou, para quem tem a mente já apodrecida como a dos políticos, sua inclusão no novo manual de conduta dos senadores não será necessária, conforme posição do relator da matéria, senador Lobão Filho, ao declarar que o que esse termo significa para ele pode não ser o mesmo para outros. Mas de raciocínio saído de político esperar o quê? Não sinto a ética como palavra abstrata, porque creio que a maioria da população a compreende e a pratica, o que a torna concreta, pois resulta num modo de vida honesto. Mas isso parece não ser costume na política. Concordo com Lobão Filho em não incluir a palavra no código, porque não será respeitada!

LAÉRCIO ZANINI

arsene@uol.com.br

Garça

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Relatividade

Desejo cumprimentar o ilustre senador Lobão Filho, que ao forjar a frase "o que é ética para você pode não se para mim" criou o conceito de ética relativa, que talvez seja até aproveitado para reduzir as penas dos condenados no processo do mensalão.

ROBERTO A. KIRSCHNER

kir.robertoa@gmail.com

São Paulo

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Emendas parlamentares

De acordo com a Constituição, emenda parlamentar é o instrumento que o Congresso tem para participar da elaboração do Orçamento anual da União. Na prática, não é bem isso, resume-se a mero negócio, ao toma lá, dá cá. Classificadas em supressivas, aglutinativas, substitutivas, modificativas e aditivas, comumente as emendas são supressivas de recursos destinados a projetos sociais, aglutinativas e aditivas às bases dos parlamentares, não raro bases familiares. Assim podemos considerá-las como dinheiro público jogado no lixo, sem nenhuma finalidade social. Se não houver emenda o Orçamento simplesmente não é aprovado, um exemplo de patriotismo às avessas dos parlamentares. Aprovação de Orçamento praticamente se restringe a uma feira de negociatas, de âmbito municipal, estadual, federal, com uma particularidade: sem participação popular. A única maneira de mudar isso é o povo aprender a votar. Mas tememos que ele nem queira, já que muitos vendem seu voto por migalhas. Se o eleitor fosse mais esclarecido, nunca reelegeria um político, como única forma modificativa dos luxos e vícios parlamentares.

JOÃO HENRIQUE RIEDER

rieder@uol.com.br

São Paulo

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GOVERNO DILMA

Os caças da FAB

A Força Aérea Brasileira (FAB) aposentará em 31 de dezembro seus 12 caças Mirage, que compõem a frota de proteção da capital federal. Motivo: chegaram ao fim de sua vida útil e não terão substituição imediata, pois o governo ainda não decidiu qual será o caça vencedor do processo que se arrasta há 17 anos. Se a sra. Dilma Rousseff tiver um lampejo de bom senso, deve desativar 12 de seus ministérios para fazer caixa, um para cada novo caça, e comprar de imediato 12 Super Hornets norte-americanos, os melhores em desempenho e na relação custo/benefício. Mas a presidente precisa andar logo, porque Brasília estará sem a proteção da frota supersônica da FAB. E deixar de lado o ranço antiamericanista. Seja brasileira!

ENNIO REZENDE

enniorezende@gmail.com

São Paulo

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Para que serve?

Quando se fala em reduzir o número de ministérios, uma dúvida me assalta: qual é a função do diretor do Departamento de Racionalização das Exigências Estatais da Secretaria de Racionalização e Simplificação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República?

JORGE EDUARDO NUDEL

jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

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MST

Custo dos assentados

Parabéns a Xico Graziano por mais um lúcido artigo (O País sem o MST, 6/8, A2). Permito-me corrigir-lhe um dado: uma família de assentados custa muito mais que R$ 100 mil. Em Araçatuba, onde há vários assentamentos instalados no governo Lula, um alqueire de terra custa cerca de R$ 50 mil. Cada lote tem, em média, seis alqueires, mais a reserva legal, área de preservação permanente e largos corredores (estradas que dividem os lotes). Tranquilamente, uma média de dez alqueires por família, ou R$ 500 mil. Mas não é só. Como a agricultura dos assentados não é sustentável, há várias subvenções: para construção da moradia (R$ 30 mil), Luz para Todos (R$ 30 mil), plantio (R$ 40 mil). Além desses R$ 600 mil que recebem em transferência direta de renda do contribuinte, há a cara, pesada e ineficiente estrutura do Incra para apoio aos assentados e assessorar novas invasões. Assim, uma família assentada custa mais que uma família sustentada pelo Estado não com um salário mínimo, mas com dez. O suficiente até para comprar a saúde, a educação e a segurança que o Estado deixa de fornecer por falta de prioridade no gasto público. Bendito seja o Bolsa Família, que represou a pressão social sobre o campo. Mesmo que os produtores rurais não estejam em paz (ainda tem os índios, os quilombolas, títulos não reconhecidos, etc.), o contribuinte ganhou um alento com o menor desperdício de seu suado dinheiro.

FRANCISCO DE GODOY BUENO, diretor jurídico da Sociedade Rural Brasileira

francisco@buenomesquita.com.br

São Paulo

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ÉTICA NO SENADO

A palavra “ética” foi sumariamente retirada do compromisso de juramento de posse dos senadores pelo relator das mudanças no regimento interno do Senado, Lobão Filho (PMDB-MA). Ao ser questionado, o senador ainda se deu ao desplante de dizer que o termo é “abstrato”, podendo ter significados diversos para uns e outros. De fato, jurar em falso é considerado pecado grave, condenado à danação no inferno!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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ÉTICA OU MORAL

O senador Lobão Filho (PMDB-MA) é um exemplo escarrado desta época em que a falta de vergonha na cara virou a regra, e não digo isso só me referindo aos políticos, não. Mas estes, ao menos, deveriam ser a exceção à norma, quando na verdade são os parâmetros a guiar a sociedade neste tempo sombrio. Para melhor facilitar a vida dos seus pares, o senador Lobão Filho, relator das mudanças a serem inseridas no ato de juramento de posse dos ilustres senadores, achou por bem retirar da proposta do novo regimento tudo aquilo que lhes dificultasse o exercício do cargo: a promessa de se comprometer com a ética na atividade política e a declaração obrigatória dos bens de parentes até o segundo grau, os tais parentes laranjas, que, por um agrado, permitem colocar bens adquiridos pelos políticos em seus nomes. Quanto à ética, ele diz que ela não passa de um conceito abstrato, portanto não é necessário se comprometer com a ética. E, quanto aos bens, definiu a medida como invasão de privacidade. Razão ele tem: a ética pode ser subjetiva e mudar e se adequar aos novos tempos, mas a moral não – esta é pautada em verdades perenes –, e acredito que o senador Lobão Filho não se ofenderá se eu o qualificar de amoral, alguém que não tem em conta ou está completamente fora da noção de moral e seus valores, tais como a honestidade, a justiça e os bons costumes. Nossa Constituição é pautada na ética ou na moral?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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COM ÉTICA É DEMAIS

Concordo com o senador Lobão Filho, relator das mudanças do regimento interno do Senado, que decidiu retirar da proposta a sugestão para que os senadores sejam obrigados a agir com ética na atividade política. Pelo novo regimento, que disciplina desde a atuação dos senadores até os pronunciamentos e tramitações das matérias, todos os senadores terão de se adaptar a uma nova conduta na sua atividade política. Até aí, tudo bem, mas ainda exigir que sejam éticos? Aí é demais...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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A ÉTICA QUE ATRAPALHA

Se a ética esta atrapalhando os trabalhos no Congresso, tira-se a sua escrita gravada no juramento e está tudo resolvido. Homens sem caráter têm até medo da grafia de alguns pré-requisitos básicos contra a pouca vergonha. Nós, os cidadãos pagantes, queremos saudar o senador Lobão pela providência descarada.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

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POLÍTICO INDECENTE

Retirar a palavra “ética” do novo código do Senado, no qual determinaria o seu uso no juramento de posse, é o mesmo que pedir que o povo saia irado às ruas por ter sido afrontado na sua dignidade. E o patrocinador desta excrescência é do círculo íntimo político do Sarney, o senador Lobão Filho, que na maior cara de pau respondeu ao repórter do “Estadão”: “O que é ética para você pode não ser para mim. A ética é abstrata”. Se os senadores da Casa reservam ainda algum resíduo de respeito à ética, devem mandar esse insignificante senador para o Conselho de Ética!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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RECADO AO STF

A presidente Dilma Rousseff, ao sancionar ontem (6/8) o Estatuto da Juventude, referindo-se ao seu governo no que se refere ao combate à corrupção, disse: “Todas as estruturas do governo (inclusive o Banco Central) estão capacitadas para coibir desvios de recursos públicos”. Entre esses desvios, sem a menor dúvida, está o famigerado mensalão, que se transformou na Ação Penal 470, já julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com várias condenações a mais de duas dezenas de mensaleiros, por corrupção ativa, passiva e formação de quadrilha, e ora em fase de julgamento de recursos naquela Corte, com início marcado para o próximo dia 14. Essa fala da presidente referindo-se a “todas as estruturas do governo inclui insofismavelmente o aludido Banco Central, que hoje está liquidando por vários tipos de corrupção o Banco Rural, conluiado com o aludido e escandaloso assalto ao erário em 2005. Assim, se a presidente Dilma declarou publicamente que seu governo “não pode se descuidar do combate a corruptores”, está mandando diplomaticamente um recado aos ministros do STF para indeferirem os recursos dos mensaleiros, mantendo-se integralmente a decisão da nossa mais alta Corte de Justiça, e sua popularidade será amplamente aumentada.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

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LOROTA

A presidente Dilma disse, em seu discurso ontem, “que o governo não pode se descuidar no combate a corruptores” e que “todas as estruturas do governo estão capacitadas para coibir desvio de recursos públicos”. Quanta lorota! Desde que o PT e seus aliados assumiram o poder a corrupção foi institucionalizada no Brasil, atingindo proporções gigantescas. Transparência nunca houve! Muitos que já foram condenados por corrupção ocupam, hoje, o alto escalão do governo. O “mensalão” é uma pequena amostra do que ocorre no Brasil. Esse governo não tem noção do que sejam ética e moral. Não fica bem emocionar-se ela quando fala da ditadura militar, mas anda de braços dados com ditadores. Estamos à deriva com este desgoverno.  

 

Maria de Fátima Pereira Nicioli fatima_pn4@hotmail.com

Belo Horizonte

   

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CARDOZO SEM COMPOSTURA

A falta de compostura do nosso ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, já não é de hoje, mas parece que agora desceu do ministério e está mais para cabo eleitoral da petralhada do que a liturgia que seu cargo exige. Dizer, em tom de troça, que o “PSDB paulista” está com “nervos à flor da pele” por causa do caso Siemens-Metrô, o levou ao nível de onde nunca saiu e demonstra que seu cargo deveria estar sendo ocupado por alguém realmente comprometido com a Justiça, e não com o partido. É por essas e outras que vários processos iniciados pela Polícia Federal acabam jogados na geladeira e outros saem do forno a cada segundo. Operações como Boi Barrica, Operação Monte Carlo, de Carlos Cachoeira, Rosemary Noronha, que colocaria o ex-presidente Lula numa fornalha, e muitas outras ficaram congeladas. Ninguém viu, ninguém sabe e ninguém verá mais nada. O Ministério da Justiça deveria ser comandado por um jurista, nomeado por uma corte, sem nenhum envolvimento político. Não dá para levar a sério quando se investigam apenas opositores e se escondem debaixo da tapeçaria governamental roubos bilionários consumados pela corriola. O pior de tudo é quando a investigação contra opositores não dá em nada, ou quando se “criam” dossiês. Aí ele volta a se passar por ministro, fazendo “cara de paisagem”.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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NERVOS À FLOR DA PELE

É preciso desenhar para mostrar ao ministro Cardozo que ele é ministro da Justiça do Brasil, e não militante do PT? No momento que faz ironias ao dizer que “eles estão com os nervos à flor da pele por razões que desconheço”, pode-se deduzir que não desconhece, não, tais razões. Afinal, há o costumeiro jeito petista de fazer política: com falsos dossiês, com desrespeito às leis eleitorais e tantas outras ilicitudes. Levam bem a sério o que prometem, como disse dona Dilma: que se pode fazer o diabo para vencer as eleições. Ministro da Justiça que se dê ao respeito não faz comentários dessa natureza e atenderia ao apelo do governador Alckmin para ter acesso a documentos da investigação sobre o cartel de trens. Quais seriam mesmo os motivos, caro ministro, se a mídia tem amplo acesso diário a todas as informações? Só mesmo sendo ingênuo para acreditar no senso de justiça desse ministro que se pauta visivelmente por razões eleitoreiras. Parabéns ao ministro, está dando uma aula de como um homem de bem não deve se portar num cargo tão importante com esse tipo de atuação.  

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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APELAÇÃO

Só falta o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (um dos três porquinhos de Dilma Rousseff), ressuscitar o esquisito procurador da República Luiz Francisco Fernandes de Souza, petista que perturbou durante anos o governo FHC, para investigar Covas, Serra e Alckmin no caso “aloprado Siemens”. Se ficar provado que o PSDB é um partido corrupto, os tucanos vão precisar de uns 10 mil anos para chegar perto dos mensaleiros PT/Lula na questão de roubalheira do dinheiro público.

 

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br   

Espírito Santo do Pinhal

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CARTEL DOS TRENS

Se os crimes de propinas na compra e manutenção dos trens, por servidores públicos, ocorridos nos governos do PSDB em São Paulo há mais de cinco anos (1998/2007), e a lei só permite fiscalizar os últimos cinco anos, como o Ministério Público vai descobrir enriquecimento ilícito de algum servidor, se irão analisar apenas as últimas cinco declarações de renda, ou seja, de 2008 para cá? Mais uma vez, todo esse movimento está me cheirando uma grande festa, claro que regada a pizza...

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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VELHA TÁTICA

O governador Geraldo Alckmin parece um ex-presidente: não viu nada e não sabe de nada. E olha que o roubo foi grande hein? Até tu, governador?

Rogério Proença Ribeiro roger_fani@hotmail.com

Araras

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FERRORAMA

Na “Transpropina Paulista”, a primeira coisa a descarrilar será a verdade...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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TREMSALÃO

Que tal o nome de “Tremsalão” para o caso do PSDB com as empresas do cartel do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Paulo?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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SOPA DE LETRINHAS

 

Ao contrário do diretor do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem), que considera que as denominações de itens da concorrência não beneficiam X, Y ou Z, tenho a convicção de que todas as licitações governamentais agradam não só a essas letrinhas, como também às seguintes: PSDB, PTB, PT, PDT, PMDB, PMN, PSD, PP, etc., etc.

 

Ilan Rubinsteinn ilanrubi@uol.com.br

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA

 

Fernão Lara Mesquita (“A reforma que inclui todas as reformas”, 10/7, A2) e Demétrio Magnoli (“Da arte de iludir”, 1/8, A2) escreveram, em dias diferentes, dois artigos de fundamental importância para a duvidosa reforma política. O primeiro mostra a importância do voto distrital e introduz o recall, a fantástica possibilidade de cassação imediata do político pelos seus eleitores, caso ele não corresponda ao que dele se espera, seja por incompetência ou corrupção. O segundo alerta para a sordidez das maquinações para impedir mudanças realmente importantes. Concordo e duvido de que esses inúteis aceitem o voto distrital com recall, seria o fim para muitos deles. Sábado (3/8/2013), na página A3 deste jornal, o editorial “Parlamentares gastam mais” mostrou como essa gente está desconectada com o resto do País. Se houver mesmo a reforma política, farão o que sempre fizeram: perfumaria. Mudarão tudo, desde que não mude nada. De fato, como afirma Demétrio Magnoli, todos leram e releram “O Leopardo”.

 

Milton Pereira de Toledo Lara t.lara@terra.com.br

São Paulo

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DESAFIO IMENSO

A reforma política que interessa aos cidadãos é simples: eleger todos os cargos do Legislativo por voto direto e ter direito de retirá-los de seus cargos em caso de corrupção ou se se portarem com deslealdade para com seus eleitores. Este sistema eleitoral chama-se voto distrital puro com “recall”. Porém o desafio de fazer essa mudança é imenso. Ela implica retirar poder dos políticos e seus amigos e entregá-lo aos cidadãos. Governo e oposição estarão unidos para impedir isso a todo custo. O governo, por razões óbvias. A oposição, por atuar meramente de forma figurativa na espera da alternância de poder. Nessa resistência vão usar todas as armas. Em especial aquilo que sabem fazer melhor: mudar tudo para não mudar nada. Resta-nos ficar atentos e firmes no propósito de dar mais poder aos cidadãos.

 

Carlos de Oliveira Avila  gardjota@gmail.com

São Paulo

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REFORMA NA URNA

Enquanto o Partido dos Trabalhadores (PT) procura se espelhar na agonizante Cuba para propor reforma política utilizando dinheiro público e listas fechadas, São Caetano do Sul nos dá uma lição de como cuidar dos interesses da população e conseguir o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do País. Como? Resposta do leitor Maurício Rodrigues de Souza (“Fórum dos Leitores”, 5/8): “os eleitores de São Caetano jamais elegeram um prefeito petista e a sua Câmara Municipal conta com apenas um vereador do PT”.

 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

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UMA SIMPLES PROPOSTA

O Brasil é uma República federativa formada por Estados autônomos e com competência própria.  Ótimo! Muito bonito, pois está descrito na Constituição, que é a lei maior.  Mas de nada adianta a União dar a competência jurídica e formal se, na prática, não fornece meios para todos os Estados exercerem tais competências. E esses meios significam melhor distribuição das verbas de impostos arrecadados, que se concentram nas mãos do elefante branco e gigantesco chamado União, formada pelos seus inúmeros ministérios e “aliados” políticos agrupados para se beneficiarem da partilha das verbas e para se perpetuarem no poder. Diante da inércia das Assembleias estaduais e da iminente reforma política que se avizinha, estava na hora de todas as Assembleias estaduais se unirem e apresentar proposta de emenda que melhor distribua os recursos aos Estados e municípios, dando a este último também autonomia para instalar seus próprios poderes judiciais nos juizados especiais de pequenas causas, desafogando, assim, o Poder Judiciário Estadual e Federal.

Edenilson Meira merojudas@hotmail.com

Itapetininga

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SOBRE COLIGAÇÕES

Causa-me perplexidade o fato de o maior partido político brasileiro ter abdicado de disputar a presidência da República – objetivo máximo de todo e qualquer partido – desde a candidatura de Orestes Quércia, em 1994, contentando-se em fazer coligações, apoiando outros candidatos como se fosse um partido de menor expressão. Outro ponto que me causa espécie é a existência de coligação de partidos em eleições disputadas em dois turnos. (A atual presidente foi eleita numa coligação composta por 10 (dez) partidos). Quer me parecer que isso deveria ser revogado. No primeiro turno cada partido apresentaria (ou não) seu candidato. Somente no segundo turno seria possível a coligação, e olhe lá. É uma reforma simples, mas que, na minha opinião, em muito corrigiria nosso sistema democrático.

                                                                                                     Roldão Simas Filho rsimas@aos2.com.br

Brasília

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‘PROLETÁRIOS DO GIZ’

Excelente a entrevista do professor Alfredo Bosi no “Estadão” de domingo (4/8, E2). Só quero acrescentar que a falta de professores – “em escolas de periferia de São Paulo muitas classes ficam sem docentes de matérias fundamentais, como português e matemática, porque os professores contratados faltam às aulas com uma frequência inquietante” – não se deve somente a esses professores não irem dar aulas. A situação está pior. Em Uberlândia (MG), por exemplo, onde moro, e existem, além de uma universidade federal, várias outras universidades e faculdades, realmente não há, em muitas escolas, professores contratados, principalmente de disciplinas como matemática, física, química e biologia, áreas cujos profissionais encontram com facilidade outros empregos com melhor remuneração e, possivelmente, menor desgaste. Infelizmente, não estou conseguindo ver luz nenhuma ao fim do túnel.

Maria Beatriz Villela de Oliveira mbvillela@netsite.com.br

Uberlândia (MG)

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CARÊNCIA DE PROFESSORES

Para entender o porquê da falta de 49 mil professores na rede paulista de ensino, basta ler a entrevista de Alfredo Bosi no caderno “Aliás” de domingo. O professor desvenda com muita lucidez os grandes nós da educação paulista. E, diante do quadro em que se encontra a educação pública estadual, de nada adiantarão medidas paliativas. Ou o governo repensa sua perversa política de (des)valorização do magistério, sua política de (não) avaliação do aluno e a  fragilidade das contratações temporárias ou o gargalo do ensino público estadual se aprofundará ano a ano.

Maria Isis Meirelles Monteiro de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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SAÚDE PÚBLICA – POR QUE NÃO?

Já que nossos políticos de Brasília se beneficiam dos melhores hospitais particulares existentes no Brasil à custa de nosso dinheiro – o que custou tão somente R$ 78 milhões, no primeiro semestre de 2013, para abrigar pessoas do tipo Sarney, Genoíno “mensaleiro” e, em outras épocas, Lula, Dilma e tantos outros –, cabe a pergunta: Por que este pessoalzinho não vai se tratar em clínicas e hospitais no Norte e Nordeste do Brasil, nas mãos de médicos “importados” sem o revalida, e deixam de gastar esta verdadeira fortuna que nos tungam de maneira sem vergonha na cara e passam a investir mais nestes hospitais onde a situação é extremamente precária, como no caso das Santas Casas de todo o País, que nada ou quase nada recebem do Sistema Único de Saúde (SUS)? Somente a Santa Casa de São Paulo está com dívidas de R$ 250 milhões com bancos para honrar seu atendimento à população carente que a procura. Enquanto isso, os pseudopolíticos caras de pau de Brasília recorrem ao Albert Einstein, ao Sírio-Libanês e a outros para receberem tratamento VIP à nossa custa, o mesmo ocorrendo com sua parentada toda. Lula, Sarney, Dilma, Genoíno (que já deveria estar preso atrás das grades) que vão se tratar no SUS, tenham vergonha e deixem de nos explorar.

Boris Becker borisbecker54@gmail.com

São Paulo

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O DESMONTE DO SUS

 

Há uma semana, tanto a “Folha de S.Paulo” quanto o “O Estado de S. Paulo” soltaram artigos assinados por professores de saúde pública em que “denunciavam” a manobra de sucateamento e esvaziamento do SUS promovidos pelo governo Dilma. Bom, antes de mais nada, tem-se de dar certo “desconto” a este tipo de artigo, pelo seguinte motivo:  um dos objetivos do SUS, assim como o de todo órgão público, é “calar a boca da classe média funcionária pública” para que não fale mal do governo (este é um dos objetivos da “estatização esquerdista”), e toda vez que os “empregos públicos da classe média” são ameaçados (por exemplo, com a atual falta de abertura de concursos no SUS), esta mesma “classe-média-em-busca-ou-defendendo-cabides-de-emprego” (aqui na forma de professores de faculdades públicas) vem à luz e chia. De fato, ultimamente, não só no governo federal, mas em todos os governos (estaduais, municipais), há uma tendência à diminuição dos concursos públicos no SUS, e isso por um simples motivo (mas que ninguém no governo tem coragem de dizer): já “descobriram” que não adianta contratar mais e mais gente, o sistema não funciona é de jeito nenhum. Há vários outros “sinais e sintomas” do desmantelamento do SUS: 1) diminuição ano a ano do número de hospitais credenciados e de médicos no SUS. Os que não fecharam, ou não abandonaram o SUS, estão em avançado processo de falência, como os hospitais filantrópicos. 2) Numerosos sinais de que o governo está transformando a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que controla os planos de saúde, num tipo de “SUS-Plus”, e isso de várias maneiras, por exemplo, satisfazendo a criação-de-cabides-de-empregos-para-profissionais-de-saúde dentro dos planos de saúde, forçando aumento de coberturas (o governo deixa de gastar no SUS e passa a exigir a prestação de serviços nos planos, ou seja, “caridade com a mão dos outros”), “forçando”, estimulando a abertura de planos “populares” para os “egressos do SUS”. 3) Fechamento de vários dispositivos de prestação de serviços pelo SUS, como por exemplo hospitais  psiquiátricos, hospitais filantrópicos, serviços hospitalares não de urgência. 4) Deixando certas parcelas de doentes sem prestígio, por exemplo, os doentes mentais, toxicodependentes, morrendo nas ruas, pois são famílias, doentes, parcelas da população que não “chiam”. 5) Ao mesmo tempo, com uma tendência a dar mais cobertura apenas aos setores que “chiam” e de quem “sai sangue”, como por exemplo queimados, traumatizados, aidéticos e urgências. A tendência, então, é a de deixar morrer na rua os que “não chiam”; sucatear o sistema e deixar grande parcela da população migrar para os “planos de saúde”; e focar apenas no que “sai mais sangue”, que são as urgências. 6) Outra mostra da “des-SUS-zalização” do SUS (ou seja, seu desvirtuamento enquanto sistema “público”) é que, nas unidades de urgências, UPAs, a contratação de médicos, por exemplo, é quase exclusivamente por contratos de trabalho, ou precários, ou via CLT, mas nunca por concursos públicos do SUS. Ou seja, nada mais do que a “terceirização” do SUS, que é exatamente sua desvirtuação como “sistema público”. Tais contratos de trabalho, pelo menos na área médica, que é a que eu conheço bem, vêm paulatinamente se transformando em regra dentro do sistema público. Então, pelo menos para os médicos, o SUS já é um sistema muito mais privatizado do que público. No entanto, o governo federal não pode alardear isso, e por vários motivos: tem de dizer que é “socialista” e “estatizante”, e não “direitista”, “privatizante”; tem de continuar engambelando o povo ao dizer que “acredita num sistema público” gerencialmente eficiente; tem de manter a classe média na ilusão de “busca de concursos” para viver à sombra dos empregos públicos; tem de alavancar, a todo custo, a candidatura de Padilha do governo de São Paulo, e para isso é preciso que se diga dele que é um “grande gerente do SUS”, que “revolucionou o SUS”. O problema é que os múltiplos “planos mirabolantes” de Padilha (por exemplo, colocar estudantes, cubanos, profissionais não-médicos, para atender como médicos e “salvar” o SUS) não vêm dando certo, e aí ele, para esconder sua incompetência em “resolver o problema do SUS”, precisa jogar a culpa em cima de alguém. E este “alguém” encontrado foram os médicos, alvo fácil porque os que ainda se submetem ao SUS geralmente atendem mal, muito rápido, pouca atenção dão ao paciente, com poucos recursos técnico-científicos, baixa resolutividade, baixa complexidade, e são eles – não o governo, não o Padilha – que são os malvistos pela população e pela mídia.

Marcelo Caixeta, médico, docente universitário, ex-coordenador de saúde mental do Estado de Goiás marcelofcaixeta@gmail.com

Goiânia

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A RAPOSA NO GALINHEIRO DA ANS

O novo diretor da Agência Nacional de Saúde (ANS), Elano Figueiredo, apresenta curiosa “omissão” em seu currículo. Sabatinado pelo Senado em regime de “urgência”, simplesmente “esqueceu” de informar que tinha representado juridicamente a operadora de saúde Hapvida (quarta operadora que mais negou cobertura aos seus associados em 2012!). Tendo sido representante jurídico, não há como alegar “desconhecimento” da matéria. É por essa e por outras que os seguros e convênios médicos estão com padrão de atendimento de igual a ou pior que o SUS (talvez o Ministério da Saúde e o da Educação “criem” também estágio obrigatório nessa área de assistência à saúde para os jovens médicos). Ou seja, o Senado entregou o galinheiro para a raposa tomar conta!

 

Milton L. Gorzoni gorzoni@uol.com.br

São Paulo

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SEGURO-DESEMPREGO

O Ministério da Fazenda está querendo mudar as regras para concessão do seguro-desemprego em nosso país. A proposta é aumentar o período mínimo de trabalho, hoje de seis meses, e para eles o ideal seria um ano e meio. Se nossos governantes utilizassem melhor as verbas arrecadadas em impostos, gastando menos com propaganda do seu desgoverno, com certeza aumentariam os postos de trabalho e, com isso, não seria necessário o governo preocupar-se com o seguro-desemprego.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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BODE EXPIATÓRIO

Finalmente o governo achou o culpado pela crise econômica. Não são os 39 ministérios, os mais de 22 mil cargos políticos, o superfaturamento de obras, o desvio de dinheiro público, os propinodutos, as mamatas dos parlamentares, ministros, secretários, assessores no Judiciário, no Executivo e no Legislativo dos três níveis de governo. Os culpados são, claro, os desempregados, com seu famigerado seguro-desemprego. Lembram o ditado “a corda sempre arrebenta do lado mais fraco”? Incrível que essa conclusão venha do partido dito “dos trabalhadores”! A economia não anda, você perde seu emprego e ainda leva a culpa.

Sérgio Aparecido Nardelli sergio9@ig.com.br

São Paulo

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A CRISE BATE NA PORTA DA VALE

 

Se o Bradesco e o BNDES são credores das empresas de Eike Batista, que arquem com a consequência por acreditarem e comprarem sonhos de um megalomaníaco. Não queiram salvar-se à custa da Vale, transferindo prejuízos para a Previ, maior acionista da Vale, plano de pensão que tem por finalidade arcar com a aposentadoria dos seus associados e dependentes.

 

Mario Hamilton Casella mariocasella@uol.com.br

São Paulo

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HIDRELÉTRICAS – CONTRASSENSO

Com referência à matéria publicada no último 3 de agosto em “O Estado de S. Paulo” (“Firjan defende opção por hidrelétricas com grandes reservatórios”), percebe-se a pressão de alguns grupos para reabrir a discussão sobre a construção de reservatórios de hidrelétricas que garantem acumulação de água por anos. Trata-se de um contrassenso, pois não há mais reservatórios de acumulação plurianual a serem construídos no Brasil. Dos 25 locais onde a natureza nos proveu condições de construir hidrelétricas com reservatórios de acumulação plurianual, em 22 já foram construídas. As três restantes, Altamira no Rio Xingu, Chacorão no Tapajós e Guajará Mirim no Rio Madeira, por estarem em reservas indígenas ou invadindo território boliviano nem sequer são incluídas pelo governo nos planos oficiais de expansão. Há, portanto, um risco de que a discussão sobre reservatórios de acumulação plurianual, sabidamente improváveis, induza à criação de um falso mito e afaste a sociedade de uma discussão serena sobre a construção das usinas a fio d’água. Por outro lado, não faz sentido que usinas a fio d’água sejam frequentemente alvo de ataques infundados e, muitas vezes, até ilegais.

Claudio J. D. Sales, diretor presidente do Instituto Acende Brasil claudio.sales@acendebrasil.com.br

São Paulo

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PERDÃO DE DÍVIDA

Gostaria de saber se existe algum cidadão brasileiro não comprometido com a podridão governamental, que não faça parte do desmoralizado Itamaraty e que possa explicar se existe algum acordo internacional ou internamente com respaldo jurídico entre o Brasil e países africanos que justifique a distribuição de dinheiro do contribuinte brasileiro entre os ditadores africanos, como aconteceu ultimamente, no valor de US$ 900 milhões. Se essa conduta não é legal, que a Justiça meta na cadeia a dona Dilma e seus asseclas. O Congresso não foi consultado, a sociedade não foi consultada. Quem autorizou essa pouca vergonha? Lula? A quem isso interessa? Às empreiteiras que em troca financiam a campanha eleitoral da quadrilha petista? A partir de agora, serei sonegador. Não admito que meus impostos sejam usados para fazer esse tipo de política suja, em detrimento da nossa pobre população, que morre igual mosca na porta dos hospitais públicos. Até quando vamos aceitar tamanha falta de caráter desses corruptos, que há 12 anos tomaram conta do poder e destroem o País? Vamos para a rua em 7 de setembro.

 

 Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

 São Paulo

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TUDO EM CASA

É um acinte e desrespeito o perdão de 80% da dívida de países africanos acusados de corrupção e governados por cleptocratas. Na Guiné Equatorial, Teodoro Obiang está há 34 anos no poder. Ditador. Milhares de brasileiros passando necessidades e o governo perdoando dívidas. Mas o perdão está explicado. Lá, como cá, também temos, no governo PT, corruptos e cleptocratas. Então está tudo em casa. Está na hora de o povo começar a pensar seriamente o que quer politicamente. O PT no governo há dez anos está aí fazendo comunismo à moda brasileira. Tirando de quem tem para dar a quem não tem, sem falar nos mensalões, na corrupção, etc. O PSDB está aí às voltas com apoio à formação de cartel para a construção de linhas do Metrô em São Paulo. Não é nenhum partido santo. Está na lama também. O PMDB é o quiosque que abre e pendura a tabuleta “fazemos qualquer negócio”. Quem se salva? Em quem votar? Ou se muda o País ou é melhor mudar do País.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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REDENÇÃO INOPORTUNA

Ao que parece, a nossa presidente Dilma Rousseff pretende o título de redentora das dívidas de países africanos. Já foi aprovado e promulgado pelo Senado o perdão das dívidas de Zâmbia, Tanzânia, Costa do Marfim e República Democrática do Congo (RDC). Sudão, Gabão e Guiné Equatorial estão na fila. A dívida desses sete países somam US$ 787 milhões ou R$ 1,8 bilhão. Países onde a riquezas em petróleo e gás contrasta com a pobreza extrema em que vive a maior parte de seus 41 milhões de habitantes. A maioria dos presidentes desses países, seus familiares e assessores enfrentam processos em diferentes tribunais da Europa e dos Estados Unidos por crimes que equivalem ao processo do mensalão no Brasil. A presidente Dilma, que tem se esmerado em recuar de seus delírios, deveria acordar dessa aura de princesa Isabel do Cerrado e de samaritana com chapéu alheio. O Brasil, carente de saúde, educação, moradia, segurança e economia confiável, não pode dar-se ao luxo de sair por aí tal qual um Dom Quixote a derrubar moinhos da miséria de países africanos dirigidos por ditadores. Esses desmandos, essa sangria nos cofres públicos só acontecem porque existe na política brasileira uma excrescência chamada coalizão de partidos, em que o governo exerce uma covarde e promíscua superioridade, humilha a débil oposição e tripudia sobre as carências do povo brasileiro.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CEGUEIRA

Mesmo com os protestos que o Brasil vem vivendo, Dilma parece não enxergar o que acontece dentro do seu próprio país. A presidente doou bilhões de reais ao Haiti no ano da tragédia – um ato bom, quando se tem de onde tirar. Cidade do Maranhão faz “vaquinha” para conseguir comida, não tem remédios nem pomada para micoses em seu município, mas mesmo com todos esses problemas a filha do senador gastou R$ 17,8 milhões em aluguel de helicóptero. Sarney, desde 1970, vem se sustentando com obras “salvadoras” da economia, enquanto a população faz “vaquinha” para comer um simples pedaço de carne. Já pensou para onde vão os impostos altíssimos que pagamos? Para aluguéis de aeronaves.

Chiara Leite, 15 anos chiaraleite@gmail.com

Curitiba

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HERANÇA DE LULA

A principal característica do “governo” Lula foi a permanente campanha política, como se em palanque estivesse não como presidente, mas como candidato, daí as promessas que jamais se concretizaram, as constantes inaugurações de obras inacabadas (às vezes várias vezes a mesma), os intermináveis passeios no brinquedinho novo que tanto o encantava e o distanciava do enfadonho Palácio do Planalto e, quando tudo estava monótono, convocava Sérgio Gabrielli para visitar uma plataforma e sujar as mãos sob o foco da mídia alardeando a autossuficiência de petróleo. Até aí, menos mal. Desastroso era quando, em silêncio ou em interferência contrária aos interesses brasileiros, praticamente quase doou refinaria na Bolívia e reajustou para mais a aquisição do gás boliviano e da energia elétrica de Itaipu Binacional, além das doações de milhões de dólares a países africanos e empréstimos subsidiados a Cuba, apoio incondicional aos mensaleiros, proteção ao mafioso italiano Cesare Battisti, aos invasores do MST e aos sindicatos para usufruírem das receitas sem prestar contas. A herança maldita deixada por Lula arrepiou o cabelo da presidente Dilma e nocauteou o Brasil.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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MOVIMENTO NAS RUAS

 

O Movimento Passe Livre (MPL) começou com 200 ativistas (vândalos, frustrados, terroristas, etc.). Agora promete manifestações em todas as capitais e grandes cidades no Brasil inteiro justamente no Dia da Independência. Para isso, são necessários dezenas de milhares de ativistas. Será que já se multiplicaram tão rapidamente? Serão vírus, bactérias ou vermes?

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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ANONIMATO E VANDALISMO

A Constituição brasileira dá o direito ao cidadão de se manifestar pacificamente, porém é vedado o anonimato. Nestas novas manifestações, é nítida a intenção de baderneiros de não quererem ser reconhecidos, e para tanto usam máscaras ou panos cobrindo os rostos e quase sempre são eles que começam a destruição do patrimônio público e privado pelas cidades. E o mais absurdo é ver que a polícia os escolta para mais adiante cometerem tais vandalismos. Parece que o governo está preocupado com a sua imagem política e não faz cumprir a Lei Magna através de sua polícia. Se os manifestantes exercem seu direito de se manifestarem, invocando a Constituição, a polícia dever fazer cumprir o que ela determina, neste caso, que os manifestantes não se escondam atrás do anonimato para que posteriormente possam ser responsabilizados pelos seus atos. O absurdo é tanto que não é raro vermos alguns manifestantes cobrando policiais fardados para que apresentem suas identificações, quando eles mesmos (manifestantes) estão de rostos cobertos. A lei é feita para que todos a cumpram, inclusive quem busca mudá-las. A polícia não pode ficar inerte diante de meia dúzia de arruaceiros mascarados, quando sabemos que a única intenção deles é promover o caos. Os governantes já deveriam ter voltado do “choque” que os deixou sem ação diante do novo cenário que vive a sociedade brasileira. É certo que não cabem mais desmandos e arbitrariedades das autoridades (como nunca couberam), porém isso não quer dizer que a anarquia foi instituída. Existem leis e é do poder público o dever de fazer cumpri-las harmonicamente com a nova realidade dos protestos das ruas.

 

João Pereira Souza jpsobrinho23@uol.com.br

São Paulo

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MANIFESTAÇÕES DEMOCRÁTICAS

Gostaria de sugerir aos manifestantes de junho – que tão democraticamente  expuseram  suas  pertinentes inquietudes – que  antes  da próxima  manifestação  planejada realizem  uma  muito  especial  dirigida  à  policia  e aos órgãos de Segurança de São Paulo, no  sentido  de  deixar  claro  que  as  manifestações democráticas  vão continuar, sim, mas depois que  ditas autoridades tenham colocado em seus devidos  lugares a canalha mascarada – a serviço, certamente  remunerado, de quem já conhecemos – como um mínimo gesto de atitude digna que esperamos delas, autoridades. Diferentemente do que a segurança tem demonstrado nos últimos atos de selvageria deste grupo que aí está, engendrado que foi, para  mascarar a manifestação que o povo começou a demonstrar no mês de junho.

Pedro Paulo Santos santospedrop@hotmail.com

Sorocaba

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ANARQUISMO

Lamento ter de expressar discordância do conceito de “anarquismo” exposto pelo eminente jurista Aloysio de Toledo César no “Estado” de 5/7 (“Os radicais de rua e o anarquismo”), como sinônimo de desordem e caos. O anarquismo é contrário à coerção, não à ordem, e, ao contrário da anomia, dos quebra-quebras e das destruições, propõe convivência harmônica e associativa, até porque sem essas condições não há como uma sociedade sobreviver sem a força do Estado, por eles idealizada. Nos últimos dois séculos, a noção de anarquismo foi deturpada pelos poderosos por incluir em seus ideais a supressão (não a destruição) da propriedade, em seu estilo privado. E tal concepção é que foi empregada no pensamento do articulista, judicioso, como sempre, sem seus demais aspectos. O que não se nega, nos termos acima expostos, é o caráter utópico dessa corrente filosófica e política.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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JOGO SUJO

No filme “Hércules 56”, o metalúrgico Rolando Frati, companheiro de Lula e Dirceu, ensina: “Tiro não é muito difícil de dar, mas fazer trabalho político junto às massas é um trabalho um bocado difícil e exige experiência”. Sem dúvida, a lição foi assimilada. Com um bando de predadores bem treinados é possível transformar reivindicação popular em ato de vandalismo para melar o jogo.

 

Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

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COMISSÃO DA VAIDADE

Mais uma vez, em busca dos holofotes, um membro da Comissão da Verdade traz a público uma história escabrosa. Não é exatamente nova, mas para fins de inflar egos ela se presta. Eis que a psicóloga Maria Rita vai relatar a morte de 2 mil índios que teriam sido trucidados pelos militares na Calha Norte do Rio Amazonas, nos governos Médici e Geisel. Parece, segundo ela, que, não satisfeitos em matar a sangue frio, utilizaram-se da guerra química, lançando de avião produtos que contaminaram os silvícolas. Ela até teria entrevistado uma testemunha que sobreviveu a todas as maldades (sic). Após a dispersão que tomou conta dos membros da referida comissão, com cada um deles procurando aparecer mais, alguém já afirmou com bastante propriedade que, na realidade, trata-se de uma Comissão da Vaidade.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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COMISSÃO DA ANISTIA, UMA LÁSTIMA

Gostaria de estar aqui elogiando. Infelizmente, não dá! Assim como os inventores do automóvel jamais imaginaram que essas máquinas maravilhosas fossem provocar tanto choro, o mesmo acontece com a Comissão de Anistia. É preciso que alguma liderança política, penso até no ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, fique sabendo exatamente como procede essa comissão. São mais de dez anos torturando e judiando das pessoas que a lei pretendeu trazer algum benefício. Hoje, ela, inclusive, infringe o Estatuto dos Idosos. Tenho a pior impressão dela. Seria melhor não ter vindo nem a lei (10.726/01) e, por decorrência, nem essa malfadada comissão. Além do sofrimento, são muitos os que estão morrendo sem terem seus respectivos casos julgados.

 

Osnir Geraldo Santa Rosa osnirsantarosa@bol.com.br

São Paulo

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