Fórum dos Leitores

TSE-SERASA

O Estado de S.Paulo

08 Agosto 2013 | 02h06

Cessão de cadastros

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quer a suspensão imediata do repasse de dados de eleitores à Serasa. Totalmente indignado, acho um absurdo tal cessão, mais ainda ser realizada sem a ministra Cármen Lúcia ter sido previamente avisada. O TSE deveria estar completamente comprometido com os eleitores, mas o fato de ter ocultado essa informação comprova o contrário.

NINO SLOMP

nino.slomp@gmail.com

Curitiba

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Aberração

Como cidadão brasileiro, fiquei indignado com a manchete do Estadão de ontem: TSE repassa cadastro de milhões de eleitores à Serasa. Como pode um tribunal que se diz superior pensar em algo tão absurdo? Inconcebível, para dizer o mínimo! Já não chegam os crimes cometidos todos os dias pela internet e por telefone, como, por exemplo, os praticados de dentro dos presídios, quando uma voz diz que está em poder de um parente de quem está do outro lado da linha e exige dinheiro? Se eles fazem isso blefando, imaginem o que farão se tiverem acesso a dados sigilosos, que logo poderão ser vendidos nas Praças da Sé do Brasil afora. Que as autoridades e órgãos de defesa da cidadania abortem essa aberração, que poderá transformar o País num Estado totalitário, pois autoritário já é!

JOSÉ MILTON GALINDO

galindo52@hotmail.com

Eldorado

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Sigilo quebrado

Li, também indignado, que o TSE repassa o cadastro dos eleitores a terceiros. A pergunta para a qual exijo resposta é a seguinte: quem autorizou o TSE a repassar os meus dados cadastrais? Não são confidenciais? Ou isso depende das circunstâncias? No momento em que toda a cúpula do governo brasileiro se mostra indignada pela interferência do governo dos EUA nas comunicações internas do nosso país, quebrando o sigilo das conversas, temos de assistir à quebra do nosso sigilo pelas autoridades daqui? Aí, então, vale?

ADEMIR ALONSO RODRIGUES

rodriguesalonso@uol.com.br

Santos

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JOAQUIM BARBOSA

Perseguição ao ministro

Que falta do que fazer dos advogados paraenses que ingressaram na Justiça Federal, em Belém, com ação popular contra o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal. Nem merecem que o nome deles seja citado. Esses pobres rábulas devem estar carentes de clientes. O ministro Barbosa é pessoa correta, não deve aos cofres públicos, comprou o imóvel com dinheiro limpo e vem sendo perseguido porque teve a coragem de enfrentar a quadrilha dos mensaleiros do PT. O caráter do ministro Barbosa o protege. S. Exa. é uma das pessoas mais dignas deste país e poderia até vir a ser presidente da República - mas sei quanto é difícil governar dentro de um covil.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PETROBRÁS

Gostaria de entender

O ex-presidente da Petrobrás Sérgio Gabrielli declarou no Senado (e não ficou vermelho) que pela compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pagou dez vezes mais que seu valor de marcado. Perguntar não ofende: 1) Gabrielli compraria um imóvel dez vezes mais caro que o valor de mercado? 2) Essa diferença monstruosa foi para o bolso de quem? Com a palavra o sr. Sérgio, "cumpanhero" de Lula.

EDWARD BRUNIERI

atricia@epimaster.com.br

São Paulo

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Nervos à flor da pele

Em entrevista à repórter Vera Rosa, em Brasília (6/8, A12), o ministro da Justiça respondeu a seis perguntas. Em três argumentou com a expressão "estão com os nervos à flor da pele". Parece fixação. Essa investigação sobre fatos que teriam ocorrido até em décadas passadas (cartel do Metrô-SP) mostra o rigor do ministro. Seria de interesse nacional, e de caráter republicano, que o ministro desse o mesmo grau de importância ao episódio, mais recente, da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás.

MARIO HELVIO MIOTTO

mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

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Lembrete

É de lembrar ao ministro José Eduardo Martins Cardozo que quem deve estar com "os nervos à flor da pele" é o governo Dilma Rousseff, com queda vertiginosa nos índices de aprovação.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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SAÚDE PÚBLICA

Se não tem tu...

... que venham os cubanos. Os ministros Padilha e Mercadante e a presidente Dilma deviam parar de "brincar de médico", pois o assunto está ficando cada vez mais sério. O resultado da primeira chamada do Mais Médicos é preocupante. Metade dos escolhidos formou-se entre 2011 e 2013, ou seja, é praticamente recém-formada, provavelmente sem residência ou treinamento para urgência e emergência, e dependendo da qualidade de ensino mal teve treinamento ambulatorial. Saberão eles aplicar injeções intramusculares e endovenosas? Entubar um paciente? Fazer uma traqueostomia de emergência? Ressuscitação cardiopulmonar? Um parto? Cessar hemorragia? Poderia usar páginas e páginas para citar procedimentos triviais para os quais eles não tiveram treinamento. Preocupo-me também com a integridade física dos que ficarão, sem dúvida, 24 horas do dia à disposição da população, com risco enorme de cometerem deslizes - e sabe-se lá que reação podem despertar.

LUIZ NUSBAUM, médico

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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Proposta de solução

Li com muita atenção o artigo do professor emérito da Faculdade de Medicina da USP dr. Silvano Raia, que propõe, de forma magistral, uma solução para o problema que vem atazanando a vida de nosso incompetente governo petista (7/8, A2). O ilustre médico sugere a criação de um grupo de trabalho comandado pelo ministro da Saúde (?), que teria três subgrupos. Destes, um teria a participação do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União, que assumiriam o papel de "fiscal do atendimento das reivindicações das ruas para acompanhar o programa". É neste grupo que reside a possível solução do problema que aflige, há muito tempo, a saúde pública do sofrido povo brasileiro, porque é ele que vai acompanhar os trabalhos dos outros dois grupos, a fim de analisar possíveis desvios de conduta. Parabéns ao renomado dr. Silvano Raia, que nesse artigo nos deu também uma verdadeira lição de administração pública. E fazemos votos para que os nossos governantes a aprendam.

CARLOS ROLIM AFFONSO

profrolim@globo.com

São Paulo

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NOSSOS DADOS VIOLADOS

Então o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por todo processo eleitoral do País, incluindo as urnas eletrônicas usadas nas eleições, repassou ilegalmente ao Serasa 141 milhões de informações de brasileiros sem que a responsável máxima pela lisura do órgão, a ministra Carmen Lúcia, ficasse sabendo? E mesmo que a ministra voltasse atrás proibindo esse repasse de informações a uma empresa privada, de que adiantaria, se todas as informações repassadas já chegaram a seu destino e são salvas e devidamente arquivadas para eventual uso posterior – podendo ser usadas até mesmo pelo Poder Executivo, que em seus não raros arroubos de tirania costuma estar por trás da quebra de sigilo fiscal e bancário da oposição para posteriores chantagens, como no episódio envolvendo Veronica Serra, filha de José Serra, quando teve em 2010 seu sigilo fiscal violado pela Receita Federal, ou quando a mesma prática expôs à humilhação o caseiro Francenildo Costa em 2006. Pergunto, será que essa falta de cuidado que expõe dados pessoais de milhões de brasileiros se estende também às urnas eletrônicas, que além de não emitirem recibo do nome votado ainda podem ser, segundo técnicos da área, facilmente adulteradas?

Amâncio Lobo amanciolobo@uol.com.br                                                  

São  Paulo

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O MERCADO DE DADOS PESSOAIS

Lembro que não é só o TSE que troca dados pessoais das pessoas cadastradas em seus registros por favores de todo tipo para si e possivelmente para seus dirigentes (comércio ilegal puro e simples). Além da Caixa Econômica Federal, que também acha vantajoso receber favores do Serasa em troca de informações que os clientes lhes confiam, o INSS fornece informações completas dos aposentados a bancos e corretores (os chamados pastinhas) para que estes possam oferecer empréstimos consignados, renovações, renegociações, etc.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

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É TARDE

Como pode a Justiça Eleitoral permitir o repasse de informações tão significativas e sigilosas de 141 milhões de brasileiros para uma empresa privada, a Serasa? Pergunto: cadê o sigilo? Depois do leite derramado, uma nova notícia: “Presidente do TSE quer suspensão de repasse de dados de eleitores à Serasa”. Tarde! As informações já estão no mercado. Certamente uma ação premeditada que beneficiou alguém ou um grupo de pessoas. Uma ação ousada de tamanha irresponsabilidade! Só resta punição “profunda” para que coisas como esta “jamais” voltem a acontecer: exoneração, demissão (e demissão a bem do serviço público) e cadeia.

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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NO QUINTAL DE DONA DILMA

No mês passado a presidente Dilma reagiu com veemência ao saber da prática de espionagem por parte dos americanos no Brasil. O chanceler brasileiro,  Antonio Patriota, afirmou para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon,  “que o programa de espionagem dos Estados Unidos era “grave” e  representava uma violação dos direitos humanos dos cidadãos e atenta contra a soberania dos países afetados”. Agora o cidadão brasileiro é surpreendido pela decisão da Justiça Eleitoral, que recolhe seus dados compulsoriamente e os repassa à Serasa? Isso é um absurdo, pois o cidadão entrega seus dados a uma entidade pública e eles são repassados a uma empresa particular. Daqui a pouco, esses dados estarão nas mãos de qualquer um? Qual a finalidade? De graça é que não foi. Como confiar numa instituição que tem os dados em mãos e os repassa a seu bel prazer? Esse autoritarismo fere o artigo 5.,º inciso 10, da Constituição federal, mas pelo visto o cidadão não tem direito algum neste país, a não ser pagar impostos.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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BISBILHOTAGEM ILEGAL

O que indigna mais a nossa sociedade, a possível espionagem do serviço de inteligência americana, através do sistema de telefonia e da internet sobre empresas e cidadãos brasileiros, ou essa notícia bombástica do “Estadão”, de que o TSE, sem custo e sem autorização, repassou cadastro de 141 milhões de eleitores para a empresa privada Serasa?! No caso americano, a turma do Planalto já esperneou e é ainda apenas uma hipótese, ou seja, não está comprovado, apesar de não duvidar que esteja ocorrendo. Mas no caso da denúncia contra o TSE, que liberou cadastro dos eleitores, infelizmente já está consumado. E é muito pior do que a possível espionagem americana, porque tudo foi feito e sacramentado debaixo do nariz das nossas altas autoridades, mandando às favas o direito a privacidade do cidadão brasileiro. A ministra e presidente do TSE, Carmem Lúcia, se diz indignada, que não sabia de nada e que vai cancelar esse convênio picareta. Oras, a Serasa já gravou todos esses dados! Como acreditar que, mesmo cancelado o repasse, esta empresa privada vai garantir aos eleitores já humilhados que não vai utilizar esse cadastro?! O estrago está feito! Quem será penalizado?! A Dilma  também vai fazer o mesmo carnaval que fez contra a espionagem americana, mesmo não tendo certeza de que o fato ocorreu, agora contra esse crime institucional praticado por membros do TSE?!

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CRIME!

Eu não autorizo o Tribunal Superior Eleitoral a repassar meus dados a nenhum particular. Eles estão trocando meus dados e de todos os brasileiros por certificados digitais para os servidores do TSE. Crime, crime, crime!

Silvia Barros silvia.maria@ig.com.br

São Paulo

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MARACUTAIA

O TSE fornece o cadastro de 141 milhões de eleitores ao Serasa e como pagamento o Serasa fornece a certificação digital APENAS aos seus servidores.  Isso é maracutaia! Por que não fornecer a todos os cadastrados?

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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GOVERNO DESCOBRIU A ESPIONAGEM NA INTERNET

Dentro do festival de besteiras que assola o País desde que Cabral, o primeiro,  aqui chegou, o governo do Brasil, decidido a proibir a espionagem que existe desde que mundo é mundo, descobriu que um único país gerencia a internet, não por acaso o país onde a rede foi criada, e defende uma gestão compartilhada. Prosseguindo esse raciocínio tipicamente bolivariano, podemos concluir que é um tiro no pé, um precedente perigoso para nós, acostumados a proclamar que “a Amazônia é nossa!”. Ninguém aqui iria gostar de uma proposta de gestão compartilhada da Amazônia, mesmo sabendo que em nossas mãos o destino da floresta é virar cinzas e depois, savana. Como nossos governantes navegam entre a bestial ignorância e a mais pura má intenção, o jeito é encarar mais um mico no estilo ornitológico bolivariano.

Antonio Cavalcanti da Matta Ribeiro antoniodamatta@ig.com.br

São José dos Campos

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INACEITÁVEL

Estou escandalizado com a matéria de ontem sobre a cessão pelo TSE da base de dados dos eleitores a uma empresa privada. E inacreditável. Todos nós, como cidadãos brasileiros, somos obrigado a votar e, consequentemente, nos cadastrar no órgão próprio, no caso, o TSE, através dos seus Tribunais Regionais. Como um dado, pessoal, obtido compulsoriamente, em razão de uma questão pública, o voto obrigatório, pode ser disponibilizado a uma empresa privada? Viola a privacidade dos eleitores e o princípio da moralidade da administração pública. O benefício financeiro para o TSE parece uma “esmola”, pois mil certificados digitais devem custar não mais do que R$ 250.000,00, em troca de um cadastro de 144 milhões de eleitores. Inaceitável e inacreditável. Parabéns pela matéria, e continuem aprofundando o assunto. Matérias como essa fazem a diferença dos grandes jornais. Acho as ministras Carmen Lucia e Nancy Andrighi extremamente sérias e capazes. Certamente foram induzidas a erro pelo setor administrativo do TSE e não observaram atentamente o assunto.

Clovis Ferro Costa clovis@ferrocosta.com.br

Rio de Janeiro

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OS TRILHOS ELEITORAIS

Nem o PT nem o PSDB têm o direito de converter a questão dos trilhos de São Paulo em instrumento político eleitoral. Se houve cartel – conforme denunciou a empresa Siemens em acordo de leniência – e se a concorrência fosse para valer, o custo teria sido 30% inferior (R$ 557 milhões de prejuízo para o governo estadual), conforme editorial de “O Estado de S. Paulo”. É preciso que logo sejam dados os nomes ao bois. Entretanto, o que percebemos é que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), sob o domínio da estratégia petista, quer prolongar o mistério até onde não puder mais, para faturamento eleitoral. Enquanto não se descobre o assassino, todos os suspeitos ficam moralmente fragilizados. Só se salva Monsieur Hércule Poirot.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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‘A QUADRILHA DOS TRILHOS’

Merecem aplausos o editorial “A quadrilha dos trilhos” (7/8, A3) por vários aspectos: 1) a seriedade do “Estado” em conferir créditos à “Folha de S.Paulo” pela denúncia do esquema, apesar de a revista “Carta Capital” já ter abordado o tema anos atrás; 2) mostrar que tucanos que posam de imaculados sofrem dos males da corrupção, talvez em escala bem maior que se possa tolerar; e 3) a lei de licitação é falha, pois coíbe quem quer fazer e protege as falcatruas.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Lorena

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A ISENÇÃO DO CADE

Como pedir isenção ao Cade, se o seu presidente é sobrinho do titio Gilberto Carvalho, que é unha e carne com Dilma Rousseff, que está precisando desmanchar a imagem de seus adversários na corrida presidencial, pois a sua avaliação está em baixa? Quem acredita nessa isenção, tendo em vista a história pregressa do PT “fazendo o diabo” nas campanhas das eleições passadas, ou é tolo ou já morreu. O costume do cachimbo deixa a boca torta.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

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AS RAZÕES DO CADE

As razões do Cade quanto ao metrô de São Paulo tornam-se bastante suspeitas mesmo, quando se constata que seu presidente é o sobrinho do ministro Gilberto Carvalho. Ele também já ocupou o cargo de chefe de gabinete da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Não devemos nos esquecer de que Dilma prometeu “fazer o diabo” nas eleições de 2014 e que dossiês com denúncias em período pré-eleitoral são especialidade do partido. Todo dossiê distribuído pelo PT nesta época precisa de muita investigação, antes de ser publicado.

 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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MOTIVAÇÃO

O assunto do cartel delatado pela Siemens em segredo de justiça, mas vazado pelo Cade, cujo presidente é sobrinho do ministro Gilberto Carvalho, do PT, veio à tona pela imprensa que geralmente apoia o PT: a Globo e a “Folha”. O motivo é, aparentemente, a grande baixa de prestígio de Lula, do PT e seus possíveis candidatos em São Paulo. Segundo o Datafolha, em pesquisa divulgada em 5/8, se Lula competisse com Alckmin, receberia 26% dos votos, enquanto o governador receberia 42%. Com grande prestígio, o governador dos paulistas teria em diversos cenários entre 42% e 56% dos votos. Em diversas simulações, Paulo Skaf teria 16%, Kassab 9% e Padilha 3%. Cardozo e Mercadante estariam um pouco melhores do que Padilha, mas muito distantes de Alckmin, que em todas as hipóteses ganharia no primeiro turno. Eis aí o motivo de o PT criar um assunto para tentar denegrir o governador, que é, disparado, a preferência do povo paulista.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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O SIGILO DA SIEMENS

 

Enquanto o juiz Gabriel José Queiroz Neto, da 2.ª Vara Federal do Distrito Federal, rejeitou um pedido do governo do Estado de São Paulo para ter acesso a documentos sobre a investigação que apura suspeitas de formação de cartel em licitações do metrô de São Paulo, a mídia, como o jornal “Folha de S.Paulo” e o “Estadão”, vai conseguindo acesso aos documentos que encontram-se em poder do Cade e publica diversas matérias sobre o assunto. E o ministro da Justiça afirma que o órgão é sério e competente. Haja óleo de peroba. Pelas matérias publicadas até agora, o que eu entendi foi que as empresas se reuniam e fechavam acordos entre si para conseguir ganhar as licitações com preços superfaturados e dividiam o lucro entre si. Se estava tudo combinado entre as empresas e seus representantes, por que elas iriam dividir o lucro com o governo estadual, representado por seus governadores (Covas, Serra e Alckmin) e/ou funcionários públicos? A empresa Siemens está mais suja que poleiro de galinheiro na Europa, pois está proibida até o fim de 2014 de participar de qualquer licitação pública promovida pelo Banco Europeu de Investimentos (BEI), por violações da política antifraude na Europa, e também foi proibida de participar de qualquer projeto no mundo que fosse financiado pelo Banco Mundial durante o período de 2009 e 2011, devido a um esquema de corrupção envolvendo contratos milionários na Rússia. Já no Brasil, não será nenhuma surpresa se a empresa Siemens for beneficiada por ter feito um “acordo de cooperação” com o Cade, alardeando todos os dias que o governo estadual de São Paulo era conivente com a formação de cartel, mas sem apresentar nomes e provas, colocando em dúvida a idoneidade do PSDB, e “ganhar a concorrência” do projeto TAV (trem de alta velocidade ou trem-bala). E, para colocá-lo em prática, conseguirá bilhões de reais junto ao BNDES. É o PT fazendo o diabo para conseguir colocar mais um poste no governo, e com o apoio da mídia, o quarto poder. E aí, paulistas e paulistanos, será que vamos entregar o Estado de São Paulo aos petralhas?

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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CASO SIEMENS-METRÔ

É estranho que a empresa – aliás uma empresa de renome mundial – tenha feito denúncias de corrupção nos governos do PSDB, DEM e PR no período de 2002 até 2007, divulgadas pelo Cade e que se tornaram um escândalo nos principais jornais e na televisão. Fico preocupada, pois isto é próprio de governos socialistas como Venezuela e Cuba: querer dizer ao povo que o mensalão se deu também porque é de praxe isso acontecer e que todos fazem o mesmo.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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JOSÉ EDUARDO CARDOZO

Como o PT já percebeu que vai ser muito difícil reeleger Dilma Rousseff, agora está apostando todas as fichas em conquistar o governo de São Paulo. O ministro multitentacular José Eduardo Cardozo começou com suas investidas há algum tempo, quando se aproveitou da crise de segurança pública para alfinetar o governo do Estado. Agora se utiliza da sua ascendência hierárquica sobre o Cade para colocar pano-preto nas denúncias de formação de cartel no Metrô da capital, onde deixa darem uma espiadinha no enredo, mas não diz quem são os protagonistas da peça. Cardozo, que havia sido escanteado pelo PT na administração anterior, agora exibe vultuosa musculatura graças à sua proximidade com a presidente Dilma e também por causa de amizades influentes, como aquela que mantém e cultiva com esmero, carinho e atenção com uma poderosa diretora de jornalismo de uma renomada emissora de TV. Enquanto Aloízio Mercadante fica como conselheiro da Rainha, José Eduardo Cardozo é o verdadeiro Cardeal Richelieu de Dilma Rousseff: tudo sabe, tudo vê, tudo pode. Vamos ver até onde vai a soberba petista. Quanto mais alto o voo, maior a queda.

David Batista do Nascimento davidbatistadonascimento@hotmail.com

Itapetininga

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QUEREMOS EXPLICAÇÕES

O governo do PSDB paulista deve explicações à Justiça e à sociedade sobre o cartel do metrô de São Paulo, como foi denunciado e provado pela multinacional Siemens. O PSDB é um exemplo do que há de pior na política brasileira. Obras superfaturadas, conluio com empreiteiras, concessões criminosas de pedágios em rodovias, insegurança, caos na saúde e educação e, como se tudo isso não bastasse, ainda por cima é um partido cínico, hipócrita, arrogante, elitista, que posa de vestal e finge ser o que não é. Os fatos estão aí para quem quiser ver. O pior cego é o que não quer ver e não adianta querer tapar o sol com peneira. O PSDB paulista participou de um conluio e de uma fraude na licitação do metrô paulistano, gerando o desvio de R$ 577 milhões de reais (nosso dinheiro). O que dizer de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin depois disso? Como cidadão, o sentimento é de revolta e indignação. E mais: onde estava o Tribunal de Contas do Estado, que fechou os olhos, não fiscalizou nada e deu carta branca para o conluio criminoso? Se não fossem o Cade, a Polícia Federal e a imprensa livre e investigativa, tudo continuaria encoberto e por baixo dos panos. Num país sério, o governador Geraldo Alckmin já teria sido afastado do cargo e estaria sendo processado junto com os demais responsáveis. Lamentável!

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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INFLAÇÃO E INFRAÇÃO

No início do ano eu comprava o litro de leite ao preço de R$ 1,79 e sabão em pó a R$ 4,98. Os mesmos produtos custam agora, respectivamente, R$ 2,79 e R$ 6,59. Poderia citar mais uma infinidade de produtos que tiveram aumento considerável, e todos esses aumentos somados reduzem o nosso poder de compra. E o nome oficial deste abismo é inflação. Contudo, o governo diz que está tudo sob controle. Conclusão: inflação significa alta dos preços! Infração significa transgressão, dolo, pecado, maldade, etc., e é isso o que o “nosso” governo faz em omitir a realidade dos fatos!

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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PREVENDO O PASSADO

 

“Emprego vai continuar crescendo, mas  em  ritmo  menor, diz Mantega” (“Estadão”, 26/7, B1), como se ninguém soubesse disso há muito tempo.  O ministro da Fazenda afirmou, também, que não dá mais para crescer no mesmo ritmo de antes, por falta de mão de obra no País. Falta de mão de obra e desemprego ao mesmo tempo?! Como se não bastasse, disse ele que “a situação do desemprego é estável no País” ou, em outras palavras, o desemprego seria constante, definitivo, eterno, imutável, interminável, perene, conforme nos ensina Houaiss em deu dicionário. Pelo visto, parece que a bola de cristal de Mantega funciona como um videoteipe!

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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EMPREGO CRESCENDO

Mantega declarou ontem que não há risco de um ciclo de desemprego no Brasil, ou seja; preparem-se, vai haver desemprego porque o que ele fala tem de ser entendido ao contrário. Quando ele diz branco, dá preto, quando diz grande, dá pequeno, quando diz aumenta, diminui, quando diz baixo, dá alto. Na verdade o nível de emprego já começou a cair lentamente e, se cair mais ainda, ele vai culpar a crise internacional ou a oposição.

Károly J. Gombert gombert@terra.com.br

Vinhedo

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DELÍRIO

O artigo do Gustavo Franco (“A resposta de Madame Lagarde”, 4/8, B6) foi oportuno e excelente. Deixa claro que o delírio “nunca antes na História deste país” segue forte e vicejando por todas as áreas e ações do Poder Executivo Federal. É sempre bom lembrar que na área do Ministério da Fazenda, desde 2006, quando seu atual titular assumiu o cargo, outras demonstrações de delírio tem sido constantes. Infelizmente, não corremos, como pessoas que querem ser cidadãos e não somente contribuintes, o risco de ver a racionalidade prosperar, pois tudo é fruto de quem quer mais do que já ganhou! Enquanto isso, no Brasil real, aquele das ruas, vivemos outra realidade que, para os propósitos do projeto de poder do partido oficial, deve ser tratada com novas manifestações de delírio. E assim vamos vivendo com a esperança de que “Deus é brasileiro”.

Carlos Barros de Moura carlos@barrosdemoura.com.br

São Paulo

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O POVO CANSOU DE MIUÇALHA

Não sei quem será o próximo presidente do Brasil, mas não vejo nenhuma possibilidade de que seja   Dilma ou Lula. O povo acordou e viu que foram mais de dez anos de muita lorota e pouco feito. Muita coisa começada e pouca acabada. O melhor exemplo são as  Obras do Programa de Aceleração do Crescimento,  (PAC). A transposição do Rio São Francisco, que incontáveis vezes, em discursos cheios de lágrimas,  foi dito que seria concluída em 2010, está a passos de tartaruga e com previsão de  término para 2015. E tem gente que acredita. Dos palanques da reeleição, vão gritar muito: “Nós terminaremos”. Os estádios para a Copa do Mundo ficaram  prontos antes do previsto.  Foi tudo muito rápido. O nosso sertanejo está lá, cada vez mais fragilizado, chorando sobre carcaças do rebanho dizimado pela seca. Quanta gente perdeu todo o patrimônio construído com muito sofrimento durante anos de muita luta! Os marqueteiros políticos querem que a presidente comece a catar programas de televisão e também busque ficar mais próxima de Lula, na tentativa de recuperar a popularidade. Ledo engano, nenhuma dessas ideias mudará o quadro de rejeição. Ela vai falar o quê? Vai culpar quem pelo desmantelo que tomou conta do País? Resumindo, o povo cansou de receber miuçalha e entende que,  administrar um país é diferente de administrar um arraial.      

                

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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MARKETING

Parece que o Zé do Caixão será o novo marqueteiro do PT. Presidente Dilma disse que faria o diabo na eleição e Lula prometeu deixar crescer as unhas. Só falta aparecer um vampiro nessa história.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo    

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ANTECESSORES

Eis a questão: a presidente Dilma sonha com Fernando Henrique, mas acorda com Lula.

Fausto Ferraz Filho faustofefi@ig.com.br

São Paulo

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A ‘ÉTICA’ DE FORA

Manchete: “Palavra ‘ética’ é retirada de novo código de conduta dos senadores”. Ao ler a manchete, surpreendi-me com a audácia de nosso governo. Como nossos senadores planejam governar, se não com ética e cidadania? A não ser que governem para eles, e não para o povo, o que tem se evidenciado bastante nas manchetes ultimamente. Destaco a audácia do senador Lobão Filho, pela popularidade do governo brasileiro andar em baixa ultimamente. Com a enorme onda de protestos que ocorreram nos últimos meses, o partidário do PMDB ainda opta por suprimir uma medida que ajudaria a recuperar nossa confiança (ou parte dela) em nosso governantes. Apenas concluo que nosso governo está cada vez menos inteligente, nem roubar de nós sabem fazer mais!

Eduardo Kirsten Otte, 15 anos eduardo.otte@gmail.com

Curitiba

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‘CONCEITO ABSTRATO’

O senador Lobão Filho declarou que ética é um conceito abstrato. De fato, conceitos não são concretos, mas são elementos essenciais para a moral e a boa conduta do indivíduo e da sociedade. Filho do pai que tem, sua concepção de ética pode ter origem hereditária ou de educação familial. De qualquer modo, é uma vergonha nacional ouvir isso de um senador, filho de um ministro desta República de bananas.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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PERIGOSO

 

Ainda bem que os conceitos “ausência” e “presença” foram subentendidos como “ausência” e “presença” em um “espaço físico” – portanto concreto –, ou correríamos o risco de não ser acatada a emenda que impede o pagamento de salários aos congressistas que “não compareceram à sessão em virtude de prisão processual criminal”. Perigosa e abstrata sua percepção sobre ética, hein, senador Lobão?!

 

Cassiani Firmamento Ernandes cassiernandes@gmail.com

Osasco

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ELES INSISTEM EM ERRAR

Fica claro, pela notícia apresentada pelo jornal “Estadão”, que cada vez mais estamos nos aproximando de um Estado em que o crime será recompensado e a honestidade será negada e punida. Retirando não só a palavra “ética”, mas como toda sua essência de um código que por seu dever primário deveria proteger tal qualidade humana deixa todo um país à mercê de interesses pessoais e desonestidade, lembrando que umas das únicas regras que ainda punia corruptos era a ética. Retirando-a, eles estarão praticamente livres para julgarem e aplicarem qualquer coisa como bem entenderem. As manifestações têm o objetivo de evitar atitudes como esta, no entanto nossos “representantes” continuam a cometer atitudes que só poderiam ser nomeadas como bárbaras.

Gabriel Giotto Brasil mr.brasilgabriel123@gmail.com

Curitiba

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PROGRAMA MAIS MÉDICOS

Referente à manchete “Programa Mais Médicos tem confirmação de apenas 938 médicos”, posso ver que muitos médicos se inscreveram pois querem valorizar sua profissão, porém querem trabalhar em lugares onde tenham recursos para exercer seu trabalho com aptidão. Mas o governo não investe em infraestrutura em hospitais do interior e bairros de classe baixa. Em minha opinião, não adianta somente ter médicos, se eles não têm condições para trabalhar. Quanto à notícia, acho muito boa, pois mostra muito bem a situação da medicina no Brasil, representada por dados estatísticos.

Eric Cezar de Souza Tabalipa, 15 anos fuzile.taba@gmail.com

Curitiba

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AGORA FICOU CLARO

Adivinhem quem são os 80% dos brasileiros formados no exterior inscritos no programa “Mais Médicos” do Ministério da Saúde? Os mesmo que há oito anos estão tentando receber o “Revalida” no Brasil e foram devidamente reprovados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), pelo baixo nível profissional dos que cursaram medicina na Bolívia, Peru, Argentina e Cuba. Esses profissionais, normalmente enviados pelo PT, MST e PCdoB para estudar Medicina nesses países, aprendem pouco medicina, mas muito da ideologia castrista/bolivariana. São considerados médicos em apenas três anos, quando no Brasil o médico é considerado apto a clinicar depois de oito anos. Depois esse desgoverno vem com desculpa de que quer o bem do povo. Basta ver a diferença entre um profissional e outro para entender que os motivos são outros, que vão muito além da preocupação com o povo brasileiro. Agora ficaram claras as intenções da petralhada.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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IMPROVISO

Importante artigo do professor Miguel Reale Jr. (3/8, A2) sobre a situação dos médicos no Brasil, lembrando a Constituição e outras leis. O projeto Mais Médicos, como tudo que este governo do PT faz, é um improviso. Apenas não é improvisado o projeto de poder e os acordos espúrios.

 

Emerson Luiz Cury emersoncury@gmail.com

Itu

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DEMAGOGIA

A medida Programa Mais Médicos, a meu ver mal pensada, demagógica, elaborada por mentes pouco afeitas à verdadeira  situação  da saúde do nosso país, tende a levar ao fracasso toda a iniciativa proposta. O problema não é a falta de médicos, mas sim a má distribuição deles causada pela falta de condições do exercício da medicina, mesmo em lugares próximos aos grandes centros e mesmo nestes. Vale lembrar o caos da saúde na capital do Rio Grande do Norte,     que não é de sertão, nem vilarejo. Vale lembrar, ainda, que o presidente João Goulart, no ano anterior à sua queda, procurou mexer nos cursos médicos da época, de padrões muito, muito superiores a inúmeros cursos atuais. A História está aí para mostrar no que deu. Será que é uma tentativa de desvio da atenção ao fracasso do atual governo? Eu, como médico, prestes a me aposentar, formado pela USP, repudio a medida, apoio os movimentos contrários a ela e conclamo os médicos todos a terem a mesma atitude. É só.

Henrique Laerce Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

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ESCRAVIDÃO

O programa Mais Médicos (e não “Melhores Médicos”) apresenta fatos curiosos: serviço compulsório, ausência de direitos trabalhistas e de opção de desistência (exceto se devolver os salários recebidos), formação profissional não avaliada adequadamente e fluência no português praticamente facultativa. Cabe alguém lembrar à “nossa” presidente que a princesa Isabel, em 13 de maio de 1888, assinou a abolição da escravatura.

Milton L. Gorzoni gorzoni@uol.com.br

São Paulo

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VALORIZEM OS NOSSOS

Esse assunto de falta de médicos questionado pelo governo federal é pura bobagem. Médicos existem à beça, nas inumeráveis clínicas particulares em todas as cidades brasileiras. Basta observar. O que ocorre é que grande parte ou a maioria não deseja trabalhar na rede pública, simplesmente por questão salarial e falta de incentivo a esta classe. Não havendo valorização da categoria, com remuneração adequada e condizente, a debandada para clínicas particulares se torna  inevitável, por serem elas mais lucrativa aos profissionais. É só reverter este quadro que tudo irá mudar, sem dúvida alguma. Está aí a solução. Ponto final neste assunto e deixem de lado a ideia de importação de médicos, a custos extrapolados.  Valorizem os nossos.

João Rochael jrochael@ibest.com.br

São Paulo

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NÃO HÁ ESTRUTURA

O grande amigo da presidente Dilma sr. José Sarney foi internado por problemas respiratórios no hospital da capital do Maranhão, São Luis, Estado que por várias décadas está sob o comando de sua família, e teve de ser transferido para o “SUS” Sírio-Libanês (hospital onde Dilma, Lula, Genoíno e muitos políticos já utilizaram), acredito eu, por falta de estrutura para       acompanhar a contendo seu nobre filho na capital de  seu Estado. Agora como a presidente Dilma pretende enviar médicos para atender a população  deste interior do Brasil, sem nenhuma estrutura para que estes profissionais possam exercer uma medicina decente, respeitando esta população carente de TUDO?     

 

Hilo de Moraes Ferrari hiloferrari@hotmail.com

São Paulo

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SOBRA POLITICAGEM

Enquanto o problema da saúde for encaminhado politicamente não se chegará a resultado algum. O médico, como qualquer profissional, quer ter honra de sua profissão. Contudo, com a total falta de estrutura e infraestrutura na maioria das cidades onde eles estão em falta, dificilmente ele preencherá a vaga. Não há leitos, não há laboratórios e não há especialistas. As distâncias até os centros com esses recursos é imensa e se o caso for grave o paciente morrerá no caminho. Um clínico geral pede um exame e ele não pode ser realizado. Ele encaminha o paciente para um especialista e este não existe. Precisa de internação para uma melhor avaliação e não há hospital, ou mesmo uma casa de saúde. O médico se desilude e não aceita trabalhar nessas cidades, e não é pelo salário, e sim pelo fato de ver seu futuro profissional totalmente sem  perspectiva. Falta gestão, falta coragem, falta vergonha e sobra politicagem.

João Menon joaomenon42@gmail.com

São Paulo

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MÉDICOS PROTESTAM

Este movimento dos médicos brasileiros tem a sua razão de ser, mas Alexandre Padilha os pôs numa sinuca de bico, pois as soluções que eles oferecem não contemplam o curto prazo, que é a proposta do ministro. Isso vai propagar-se se e quando os “importados” começarem a trabalhar, cometerem diagnósticos e encaminharem pacientes para os hospitais locais e regionais, onde os nacionais terão exclusividade. Uma temeridade o rumo que toma a coisa.

Maria Coelho maricotinha63@gmail.com

Salvador

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REMENDO

“Remendo no Mais Médicos” foi o título do editorial do “Estadão” em 26/7/2013, que relata de forma perfeita a situação da Medicina na Brasil. O programa Mais Médicos, que prevê o aumento do número de profissionais da área, não atende à necessidade da população. Não faltam médicos nos hospitais, falta estrutura, falta agilidade nos atendimentos, faltam medicamentos, faltam leitos e faltam hospitais. O programa surge como medida para tentar amenizar os problemas da saúde pública no País, sem, no entanto, resolvê-los.

Larissa Glass lariglass8@gmail.com

Curitiba

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ECONOMIA NA SAÚDE

Se teremos de ter médicos obrigados a trabalhar para  SUS falido, não seria melhor começar a arrumar a casa SUS antes, começando por economistas do quilate do sr. ministro da Educação para gerir as verbas sem que haja roubos, fraudes, desvios de verbas, alocação inadequada de verbas, etc., etc.?

 

Jose Guilherme Santinho msantinho@uol.com.br

Campinas

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SEM ENGANAÇÃO

O editorial de domingo (“O déficit de leitos hospitalares”, 4/8, A3) do “Estadão” mostrou claramente onde está a verdadeira causa do caos na saúde do Brasil. O SUS cobre apenas 60% dos custos dos procedimentos, sendo assim, 286 hospitais fecharam as portas, e outras centenas agonizam. O número de leitos diminuiu em 5 anos, mesmo com o aumento da população. Quando o governo parar de enganar a população, combater os desvios de dinheiro e aumentar substancialmente o financiamento, quem sabe poderemos ter um SUS mais saudável.

 

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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REMÉDIOS PARA CÂNCER – UM JUSTO PEDIDO

Os dispositivos legais ICMS 162/94 DOU 14/12/94 / Cotepe / ICMS 14/94 DOU 2/1/95 novo ICMS 118/11, vigente 1/3/12, autoriza Estados/Distrito Federal a isentar de ICMS remédios para câncer. Solicitar à presidente e a governadores a inclusão do FDG-18F na relação para tratamento via PET-SCAN/PET/CT, para diagnosticar câncer de linfomas, pulmão, intestino, cabeça/pescoço, entre outros, será bom para todos. Autorizado em 2006, as empresas privadas pedem isenção de ICMS para um produto importante para tratamento de câncer. Isso é realmente justo.

André Batista alberto.bugarib@uol.com.br

São Paulo

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HISTÓRIA MACABRA

    

Quando se pensava que já tínhamos visto de tudo nessa celeuma de violência, veio a notícia chocante: um casal de policiais militares (PMs) e seu filho, além de mãe da PM e uma tia foram mortos a tiros na vila Brasilândia, em São Paulo, Capital. Em princípio, pensou-se em represália e vingança de facção criminosa que comanda os presídios em São Paulo, pelo fato de um integrante da facção ter sido preso no Litoral, na operação deflagrada pela polícia civil de São Bernardo. Porém, após a perícia veio uma revelação bombástica que deixa qualquer um perplexo: o filho do casal, de apenas 13 anos, um adolescentes estudioso, teria executado a família e depois se matado. Os familiares não acreditam na hipótese de o garoto ter praticado tal atrocidade com os pais e parentes, afirmando categoricamente que o adolescente era um jovem inteligente, calmo e amado pela família, mesmo porque era filho único do casal. Porém, é sabido que a mente humana faz coisa de que até Deus dúvida. Imagens de câmeras de segurança mostram que, após o horário em que os pais teriam sido mortos, o garoto aparece dirigindo o carro da mãe durante a madrugada, esperando dentro do carro até perto da hora da entrada na escola e chegando à escola para as aulas, como se nada tivesse acontecido. Pediu carona para o pai de um amigo até sua casa, onde teria, segundo a polícia, cometido suicídio, usando a mesma arma que matou os pais. Há muitas dúvidas e especulações em volta do caso, pela frieza com que o garoto procedeu na escola com a professora e com os amigos de classe. Testemunhas não se cansam de afirmar que o menino nunca havia dado problema para os pais ou na escola. Como explicar uma história macabra como essa? As investigações não devem deixar dúvidas aos familiares, como também para a sociedade, que ficou perplexa com tamanha atrocidade.  

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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JOVENS ASSASSINOS

Semelhanças são meras coincidências em casos de adolescentes que assassinam seus pais ou pessoas que faziam parte de sua rotina. É facilmente perceptível quando um jovem muda seu comportamento repentinamente: geralmente não quer comer ou se tranca em seu quarto; prefere ficar sozinho e não fala com ninguém. Os pais, muitas vezes, colocam a culpa na puberdade ou em mudanças da rotina e preferem não se meter na vida do filho. Já outros pais são o problema, acabam colocando muita pressão nos seus filhos por causa de colégio e vida social, eles se sentem muitas vezes menosprezado e sozinhos. O jovem, apesar de não demonstrar, quer receber carinho e apoio de seus familiares e amigos, não importa qual seja sua decisão. Esse adolescente provavelmente era uma pessoa incompreendida e num momento agiu sem pensar nas consequências de seus atos. Agradeço pela matéria do jornal, pois foi um modo da sociedade ver que deve-se tomar mais conta de seus filhos e fazer com que eles entendam a importância da vida humana.

Vinícius S. Ratti anapaula.gorski@yahoo.com.br

São Paulo

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NÃO HÁ JUSTIFICATIVA

Não é comum uma criança planejar o assassinato dos próprios pais e, em seguida, se suicidar. Devia haver algum motivo pelo qual o menino queria matá-los e depois fugir de carro, mas isso não justifica o ato bárbaro que ele cometeu. Nem mesmo o acesso a armas poderia justificar esse crime.

Hellen Yukari Ito Beirauti yukari_beirauti@hotmail.com

Curitiba

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SOCIEDADE ATENTA

O acesso livre a armas de fogos hoje em dia facilita as tragédias, principalmente agora, que crianças têm capacidade de planejar crimes. Devemos perceber que jogos violentos e armas de brinquedo podem ser responsáveis por isso, mas o maior “culpado” disso é a sociedade, que muitas vezes deixa certos sintomas passarem despercebidos, como por exemplo perguntas ou comentários maldosos. Então toda sociedade deve ficar atenta a esses desvios, pois não queremos criar presídios ou coisas do gênero para menores de 18 anos que cometeram crimes absurdos como matar a própria família.

Eduarda Ferreira de Lima eduardafdl@gmail.com

Curitiba

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FIM DO MUNDO

Se os fatos se confirmarem, um menino de 12 anos matou pai, mãe, avó, tia-avó e se suicidou. Não há outra alternativa, só a volta de Jesus para fechar o mundo e o último apagar a luz.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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