Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2013 | 02h05

Perda de mandato

O senador Ivo Cassol foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 4 anos, 8 meses e 26 dias de prisão em regime semiaberto, mas a cassação ou não de seu mandato caberá ao Congresso Nacional (9/8, A7). Lembrando o caso de Cesare Battisti, o STF julgou por sua extradição em 18/11/2009, mas por ter deixado a decisão final para o presidente da República o italiano não foi extraditado. Acho muito perigoso esse tipo de decisão, que pode suscitar dúvidas quanto à capacidade e autoridade da Suprema Corte, pelas seguintes razões: 1) No caso Battisti, o STF entendeu que a Corte italiana tinha razão e os crimes cometidos por ele não foram políticos, daí a necessidade de sua extradição. O resultado final deixou-me a impressão de que não houve justiça; 2) No caso de Cassol, muito pior: diante da prerrogativa do Congresso Nacional de decidir sobre a cassação ou não, em caso de não cassação seremos legislados por corruptos, apesar de terem sido condenados pela mais alta Corte do País, deixando-nos sem pai e sem mãe para nos defender, já que o STF seria a nossa última esperança. Ora, se fichas-sujas não se podem candidatar para prevenir contra fraudes, imagina-se o que poderão fazer os que foram eleitos e continuam no cargo após condenados. Creio ser mais certo o Congresso apenas formalizar a cassação como caso consumado, sem a necessidade de votação.

RUBENS STOCK

rsstock@uol.com.br

São Paulo

Já disseram a que vieram

No julgamento do senador Ivo Cassol os novos ministros do STF, Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso, afirmaram que a destituição do mandato precisa passar necessariamente por deliberação do Congresso. Justificaram por que foram eles os escolhidos. Os mensaleiros agradecem e o povo lamenta.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

'Marginais do poder'

Parece que a maioria dos ministros que compõem o STF está com saudades das megamanifestações que levaram mais de 1 milhão de brasileiros às ruas em junho. É o que se pode depreender da decisão do STF de facultar ao Congresso a palavra final sobre cassação do mandato de parlamentares condenados por esse mesmo tribunal, incluídos os do mensalão, de forma clamorosamente contrária ao que estabelece a Constituição. Trata-se da mais pura aleivosia contra os sentimentos externados por vastos contingentes de brasileiros decentes, exaustos de tantos desmandos, que haviam visto no julgamento do mensalão uma luz no fim do túnel e uma reação inédita do Poder Judiciário às ladroagens dos que o ministro Celso de Mello acertadamente nomeou como "marginais do poder". Pois a resposta da Suprema Corte à esperança da sociedade por uma política mais limpa foi a abertura de uma lacuna para que os parlamentares condenados no mensalão cumpram pena na cadeia ao mesmo tempo que exercem o mandato, algo sem paralelo no mundo democrático. Absurdo, lamentável. Que a sociedade volte a se manifestar, e grite com vigor!

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

Cartel

Com a queda vertiginosa da popularidade da nossa presidente e do PT, os camaradas saíram a campo para denunciar formação de cartel em obras da CPTM e do Metrô de São Paulo, tentando enfraquecer a candidatura do PSDB. E a Delta? Não participou de nenhum cartel? Ou as obras já eram repassadas a ela diretamente, sem concorrência?

SILVIO LEIS

silvioleis@hotmail.com

São Paulo

À flor da pele

As evidências mostram a orquestração petista para pôr as garras no governo paulista, torpedeando o atual governador. Nada mais justo que investigar profundamente subornos e propinas pagos a quem quer que seja, pois o dinheiro é do povo. Porém não esquecendo, é claro, de investigar outros contratos do setor metroviário no País, em empresas ligadas ao governo federal - na Bahia, em Pernambuco, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul. Ou nos outros Estados não há ninguém com "os nervos à flor da pele"?

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

Santos

Estratégia petista

Essa investigação dos contratos do Metrô e da CPTM está na cara que faz parte da estratégia do PT para minar o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e tentar manchar a sua imagem nas próximas manifestações de rua. Mas espero que os paulistas saibam distinguir o joio do trigo e dar o devido valor ao trabalho de Alckmin em prol da grandeza do nosso Estado.

JOSÉ MILLEI

j.millei@hotmail.com

São Paulo

MAIS UM POSTE

Alexandre Padilha

Lula se articula para lançar mais um cupincha, agora como candidato ao governo paulista: o fracassado, vaiado e indesejado ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que não teve a mínima capacidade para administrar o ministério que dirige. O que dizer, então, dele administrando um Estado como São Paulo?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

CASO AMARILDO

Outra derrapada

A ministra dos Direitos Humanos deste (des)governo petista outra vez meteu a língua onde não devia. Declarou com ar categórico e arrogante, em várias entrevistas à imprensa, que os responsáveis pelo desaparecimento de Amarildo, na comunidade da Rocinha, tinham endereço certo, a Polícia Militar (PM) do Estado do Rio de Janeiro. Entretanto, deparamo-nos ontem, na página A18 do Estadão, com o delegado responsável pelo inquérito policial informando que tem registro de uma gravação telefônica em que um traficante informa que matou Amarildo para "colocar culpa na PM". E agora, como ficam as afirmações da ministra Maria do Rosário condenando antecipadamente a PM do Rio? Não caberá um pedido público de desculpas? Essa mesma irresponsabilidade já tinha sido cometida quando do boato do fim do pagamento do Bolsa Família, ocasião em que a sra. ministra condenou pública e injustamente a "oposição". A sra. ministra condenou uma corporação injusta e erroneamente, ato que não condiz com quem exerce cargo de responsável pelos direitos humanos no País. A ministra deveria ir para casa rever seu aprendizado, fazer uma reciclagem, antes que surja outra acusação com mais grave teor de irresponsabilidade, fato corriqueiro dos companheiros deste governo!

ANTÔNIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

TRANSPORTES, A FRAQUEZA BRASILEIRA

Em 2011, o Tribunal de Contas da União (TCU) sugeriu a paralisação de 26 obras públicas, todas suspeitas de desvios de recursos ou sobrepreço. Ferrovias, rodovias, portos e aeroportos, obras essenciais que foram prejudicadas em razão de contratos e licitações fraudulentas. No Aeroporto de Guarulhos, por exemplo, as reformas para a Copa de 2014 estavam superfaturadas em R$ 22 milhões. O campeão de irregularidades foi o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que culminou com a demissão do então ministro Alfredo Nascimento. Agora surge mais um caso. O cartel das licitações dos veículos sobre trilhos (metrôs e trens), até onde sabemos em São Paulo e Brasília, pois, segundo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o escopo das investigações é nacional. Em São Paulo estão na mira políticos até então considerados ilibados, o atual mandatário, Geraldo Alckmin e o ex-governador José Serra, este principalmente, pois, segundo declarações de ex-funcionários da Siemens, estava ciente das falcatruas. Isso explica, se é que exista alguma dúvida, a situação de calamidade em que se encontra o setor de transportes em nosso país.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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DÚVIDA CRUEL

Se nas 1.500 páginas da investigação da Polícia Federal sobre o rumoroso caso envolvendo fornecedores internacionais de trens para metrôs, e também para CPTM de São Paulo, que supostamente superfaturaram e deram propinas a servidores estaduais, estão citados também além dos já na "boca do povo", como São Paulo e Distrito Federal, os governos clientes como da Bahia (PT), Ceará (PSB), Pernambuco (PSB), Minas (PSB), e Rio Grande do Sul (PT), por que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) - órgão federal - não liberou para a imprensa essas informações envolvendo esses Estados, como bem destaca em seu artigo no jornal "O Globo" o jornalista Merval Pereira?! Será por que também a outra estatal federal, Companhia Brasileira de Transporte Urbano (CBTU), era parte integrante nestas negociações investigadas?! Por que, então, o Cade estranhamente repassou para a imprensa apenas como supostos envolvidos nesta negociata os governos de São Paulo, na compra de trens para CPTM e Metrô, e do Distrito Federal (na época governada pelo DEM), para o Metrô?! Inclusive com o detalhamento que esse cartel iniciou na gestão do ex-governador e já falecido Mario Covas, e seguiu agindo nos governos do PSDB, também com a conivência de Geraldo Alckmin?! E que o citado jornalista ainda afirma que em nenhuma das 1.500 páginas desta investigação da Polícia Federal, a Siemens, empresa alemã como uma das principais fornecedoras, e que vem colaborando com a Polícia Federal, para esclarecer este caso, cita o nome do Alckmin! Se existem suspeitas, as investigações não podem parar e a sociedade exige respostas concretas. Mas o governo federal e o Ministério da Justiça, comandado pelo José Eduardo Cardozo, se não esclarecerem essas dúvidas, serão cúmplices desta omissão protegendo aliados e tentando denegrir a imagem de governos opositores, principalmente do PSDB, concorrente direto do PT para a próxima eleição majoritária, principalmente para o Planalto. Já que o partido de Lula está mais do que desmoralizado perante a opinião pública, porque a sua cumplicidade com a ética jamais inexistiu...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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LONGE DEMAIS

Que o propinoduto existiu e talvez ainda exista, disso não devem existir dúvidas, tal como houve a privataria tucana. Agora, levantar suspeitas sobre Andrea Matarazzo, vereador paulistano do PSDB, já é ir longe demais. Em tempo, devo dizer que não conheço pessoalmente e nunca votei no referido vereador.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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O QUE NINGUÉM VÊ

José Aníbal, secretário de Energia do governo de São Paulo, ao se referir ao escândalo do cartel do Metrô, denuncia que Alexandre Padilha não é só ministro, é candidato em São Paulo e "não está longe dessas armações". Ora, por que será que tucano hesita ou até se recusa a apontar o dedo para o verdadeiro mentor desta guerra política que antecipa a campanha eleitoral de 2014, e que se já se confirma ser sórdida? Lula é quem está por detrás de tudo, comandando os cordéis. E deve estar esfregando as mãos de contente, afinal, com a eleição do novo e brando ministro do STF, já se aventa até a possibilidade de, com o seu voto, os condenados pelo mensalão do PT cumprirem a pena em liberdade, o que praticamente os inocenta de todos os crimes cometidos. É o sonho dourado de Zé Dirceu, Genoíno, Delúbio, João Paulo Cunha, etc. Se ainda Lula conseguir fritar os tucanos e se apossar de São Paulo, ele atinge o alvo por inteiro e se confirma o que já se sabe: que o Foro de São Paulo, criado por Lula e Fidel Castro, é um poder paralelo que hoje governa e conduz a América Latrina, ops... Latina, para onde eles bem quiserem. Mas parece que isso ninguém vê.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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PUNIÇÃO GERAL

Se o anjo Mario Covas e os papas do PSDB têm culpa no cartório, nada contra em verificar e punir. Mas o governo petista não pode continuar pensando no seu naufragado projeto de poder e esquecer a punição das maracutaias próprias, como o mensalão, o projeto do trem-bala e os 36 caças da FAB, projetos especialmente elaborados para que rolem grandes comissões, e, principalmente, dos lobbies praticados pelo estadista de Garanhuns, para as empreiteiras brasileiras com seus amigos ditadores africanos.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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NO BURACO DO TATU

Foi aberta uma verdadeira caixa de pandora com a vinda à tona desse escândalo que já está sendo conhecido como "a quadrilha dos trilhos". Trata-se da formação de cartel em licitações para compra de equipamentos, construção e manutenção de linhas de trens e metrôs em São Paulo. O negócio é bilionário. Os cabeças da trama já começam aparecer. E não são peixes pequenos, não. A coisa toda chega até a governadores. É um salve-se quem puder!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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A PÍFIA ACUSAÇÃO CONTRA JOSÉ SERRA

O vício mais sério que contamina as licitações é a formação de cartel, caracterizada pela concertação fraudulenta de empresas para vencê-las por preço maior, em detrimento do erário. Se houve envolvimento dos representantes estatais, estamos a falar, também, de corrupção. Já a intervenção do administrador, para que pretensos licitantes se componham, de modo a ensejar a fixação de um preço menor, e posteriormente o vencimento da concorrência pública com observância de ônus menor ao Estado, não o compromete, antes revela seu interesse pelo bem público. O PT e o Cade, com os nervos à flor da pele, acusam José Serra sob a avidez de comprovar a tese lulista de que a bandidagem inere a todo o espectro político.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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MÁRIO COVAS NÃO PODE SE DEFENDER

Só quem acaba de chegar de Marte não sabe que as manifestações de junho do Movimento Passe Livre (MPL) em São Paulo foram orquestradas pelo PT para prejudicar o governador Geraldo Alckmin (este que sempre é tão indiferente ao seu partido e tão solícito aos desmandos do governo federal), com vista à próxima eleição, quando os petistas tentarão novamente desalojar os tucanos do Palácio dos Bandeirantes, porém, o tiro saiu pela culatra e acertou os dois pés da presidente, quando o MPL perdeu totalmente o controle da situação e deu no que deu. Se o governador paulista foi prejudicado, Dilma foi muito mais. Como o 'Plano A' falhou, os petistas agora criaram outra frente de ataque, usando o Cade instrumentalizado e aparelhado, e com notícias requentadas e fraudadas para atingir o PSDB, inclusive tentando macular covardemente a biografia de um homem probo, honrado e pior, já finado, como Mário Covas, que na eleição presidencial de 1999 foi um dos primeiros a manifestar apoio no segundo turno para um então ex-operário, contra tal "caçador de maracujás". Mas como estamos cansados de saber, Lula e a gratidão são como água e óleo. Lula não sabe o que significa moral. Hoje, Covas faz falta para o PSDB, que se acovardou, e para o governo de São Paulo, que vacila, mas faz muita falta mesmo é ao Brasil.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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ALCKMIN 'CARIMBADO' NA TESTA

Ao afirmar que "Alckmin agora está carimbado na testa", o deputado Carlos Zarattini mostra que é mesmo um coitado, mais um vassalo a serviço do PT. Antes de falar de qualquer tipo de carimbo, Zarattini tem que recordar que o PT foi o mentor e autor do mensalão e também é aquele partido que vende "consultorias" através da dona Erenice, do sr. Palloci, do sr. José Dirceu (ou Carlos Henrique?) entre outras "figurinhas carimbadas" do PT. É fato carimbado também que no governo Marta, o então secretário municipal de Transportes, Carlos Zarattini, era o "queridinho" das empresas de ônibus e, durante a campanha de reeleição da então prefeita, o mesmo secretário costumava fazer "diligências" até algumas empresas de transportes. Que assuntos será que estes senhores tanto tratavam com o então secretário? Perguntas "carimbadas" para o deputado Zarattini responder para a população de São Paulo, que ele diz representar na Câmara federal.

David Batista do Nascimento davidbatistadonascimento@hotmail.com

Itapetininga

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TENTAÇÕES E DELÍRIOS DE GRANDEZA

Pelo andar da carruagem, cabe uma lamentável pergunta: Será que existe algum político correto ou que pelo menos começou seu mandato com boas intenções? Ou será que o jogo político regado por tentações e delírios de grandeza obriga a tomadas de decisões sempre tortuosas?

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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ATENÇÃO

Só solicito que fiquemos atentos para a empresa que vai ganhar a licitação do trem-bala do governo federal. Parece-me que a empresa que está manipulando datas do leilão é uma tal de Siemens. Será porque ano que vem tem eleição para o cargo de governador de São Paulo e esse é o maior sonho dos petralhas - pegar a chave do cofre do Brasil? Quanto aos condenados do mensalão, já sabemos que vai ser um rodízio de pizza, só pelo que os Ilmos. ministros do STF já estão adiantando, ou seja: vamos seguir o que os mestres mandam e embolsar o nosso.

Luiz Paciullo lpaciullo@hotmail.com

São Paulo

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NOS TRILHOS

Aviso aos passageiros: há risco de descarrilamento dos trens e metrô da "linha 2014" na encruzilhada de trilhos da estação Eleições, logo mais à frente. Salve-se quem puder!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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JOSÉ SERRA

Na edição de quinta-feira (8/8/2013, A2), José Serra escreveu um excelente artigo em que mostra a incoerência entre as palavras do PT e a realidade de seu governo, o que é um pleonasmo para aquele que se declarou como uma metamorfose ambulante, mas na realidade é um ornitorrinco, ou melhor um ilustre enganador que continua no poder, pois segundo a Dilma Lula não pode voltar porque não saiu. Isso mostra, assim, que nós constituímos uma República sui generis no mundo, pois é governada por duas pessoas. Como escritor, Serra é muito bom, mas como político, acho que deveria fazer como Jânio Quadros, quando, após a renúncia à Presidência conseguiu o feito de voltar a ser governador de São Paulo e, devido a seu grande prestígio, foi por muitos indicado para retornar a se candidatar para presidente: pendurou um par de chuteiras no lado de fora da porta de seu gabinete. A intriga de Serra com Aécio Neves só prejudica o PSDB, que já tem inimigos mais que suficientes. Ele já foi candidato duas vezes e perdeu porque não soube aproveitar as oportunidades. Agora é a vez de Aécio, muito mais expert na política. Por isso, se não quer ajudar, ao menos não deve atrapalhar.

Francisco Samuel Fiorese samucafiorese1@yahoo.com.br

Campinas

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SINA

Em briga de corruptos quem sofre é o cidadão.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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INGENUIDADE

Seria ingenuidade pura alguém achar que não existe corrupção nos governos. De uma maneira geral podemos dizer que esse fenômeno é inerente ao ser humano. Mesmo nos países desenvolvidos eclodem situações de corrupção, tanto em empresas privadas ou em governos. O que precisa ficar claro é que a corrupção é a pior degradação que o ser humano pode atingir e, portanto, deve ser combatida e coibida em todos os níveis da sociedade. Aliás, este é o principal aspecto que qualquer órgão com responsabilidade governamental deverá deixar transparecer na sua função de administração dos deveres e direitos públicos. A nós, como eleitores, cabe, sim, a nossa participação ativa e responsável nos processos de fiscalização, julgamento e na escolha dos candidatos que aspiram aos cargos da administração pública. Não estou aqui querendo defender o PSDB ou qualquer outro partido que no passado formaram cartéis para ganhar propina, mas quero sim, condenar o atual partido, ou melhor, a legião petista, que de forma vil e sórdida agride todos os princípios morais e éticos, jogando com a heterogeneidade gritante do povo brasileiro, se valendo da condição de governo para legitimar a compra de votos para se perpetuar no poder. Insisto em minhas afirmações de o PT está jogando sujo para atingir seus objetivos cuja insanidade está explicita no histórico do partido e principalmente de seus integrantes. Se esse partido está realmente bem intencionado, por que não descobriram as ditas falcatruas na época? Segundo relatos, isso ocorreu há quase 20 anos! Portanto, esse episódio confirma a tese de que o governo está por trás disso, e que seu objetivo é desmoralizar o governo de São Paulo, já que para lograrem êxito no seu intento global precisam assumir o governo daquele estado por ser a locomotiva do País e por estar lá o seu único foco de oposição!

José Carlos de C. Ribas ribistico@yahoo.com.br

Toledo (PR)

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CORRUPÇÃO

Para ocorrer a corrupção, é imprescindível a conivência do corrompido. Na lei, vejo ausência de punição para o agente corruptor que exige benefícios para cumprir seu dever de servidor público.

Ottfried Kelbert okelbert@terra.com.br

Capão Bonito

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ALCKMIN AGE CERTO

Administrador de coisa pública sério age assim: manda apurar o caso das licitações do metrô e nomeia comissão com pessoas externas à administração para acompanhar. Se fosse o Lula, diria: não sei de nada; nada vi; fui traído (sem dizer quem o traiu) ou desapareceria por uns tempos; só há culpado depois de julgado, condenado e a sentença transitar em julgado e por aí seguiam os demais blefes. Aliás, o PT precisa nos dizer como quebraram a Petrobrás no governo Lula e explicar como se consegue ter PIB só maior que o do Paraguai; explicar a nós todos como e porque a Bolívia tomou a refinaria da Petrobrás e Lula nada fez, por que não fez rodovias, portos, aeroportos, hospitais, escolas, etc., embora tenha ficado lá durante oito anos. Por fim, nos explicar por que optou por construção de estádios de futebol, ao invés de hospitais para os mais pobres (será que é porque ele só se trata no mais luxuoso hospital das "zelitis"?). O PT e Lula deveriam, por fim, explicar qual a competência técnica para a Rose ser nomeada por Lula como secretária do escritório da Presidência da República em São Paulo, dentre outras dezenas de coisas do mesmo calibre.

Sebastião Vanderlei Pinheiro vanderlei106@terra.co0m.br

São Paulo

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APOCALIPSE

O ministro Joaquim Barbosa, relator do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), envolvido numa operação nebulosa de compra de um apartamento em Miami. O PSDB, um dos sepulcros caiados da politicagem tupiniquim, metido num buraco tão fundo quanto o do metrô de São Paulo, em decorrência de suspeita de crimes de formação de cartel e licitação fraudulenta. A maioria dos manifestantes que ocupou recentemente as avenidas e praças está agora de pijama e chinelo dentro de casa. Enfim, certamente o PT está agradecido por essas manifestações de "incentivo" ao seu maquiavélico projeto de ocupação perpétua do Palácio do Planalto, com uma eventual volta de Lula ao poder, inclusive. Que não tarde o apocalipse.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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IVO CASSOL CONDENADO

"Puxei a válvula da latrina, o político estremeceu, deu umas viravoltinhas e disse 'não desço, não renuncio' e... venceu". Sempre ouvi dizer que o STF é conhecido pelo epíteto de Superior e até de Supremo. O Superior ou Supremo, como queiram acaba de condenar o senador Ivo Cassol (PP-RO) a 4 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto Estamos diante da reedição do estafante processo nº 470, o famoso mensalão. Dos 25 condenados nenhum foi para a cadeia, enquanto outros estão ocupando cadeira na Câmara federal. Como de praxe, todos se dizem inocentes "nessa terra papagallis", segundo a tradição que remonta do tempo das capitanias hereditárias, só vai para a cadeia se for pobre ou negro. E vai mais rápido ainda se reunir as duas condições. O senador Ivo Cassol (PP-RO) está sendo aconselhado por seus pares a renunciar. Se isso ocorrer, o seu mandato de mais 5 anos será concluído pelo suplente, seu pai, Reditário Cassol, empresário hoteleiro que vive no balneário de Camboriú (SC). Atuando no Senado em 2011, o senador Reditário Cassol defendeu o uso do chicote para os presidiários que se recusassem a trabalhar na cadeia. No Brasil não existe pirâmide social, mas sim castas sociais onde no vértice, os brâmanes, são representados pelos políticos. "A política de uma nação mal desenvolvida e executada é um abismo aberto pelas mãos de seus próprios filhos, para aniquilá-la e sepultá-la" (Nabuco de Araújo).

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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O MANDATO

Será que o senador Ivo Cassol (PR) terá seu mandato cassado pelo Senado após ser condenado pelo STF?

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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CARA DE PAU

Ivo Cassol. Alguém se lembra deste senador? Eu, infelizmente, me lembro. Deu uma entrevista em março de 2012 dizendo que os parlamentares eram mal remunerados. Muito cara de pau. Foi motivo de chacota em todas as cartas dos leitores dos diversos jornais. E agora é relembrado. Só que, agora, para o bem da política e de seu povo. Vai pagar caro pelo que fez. E deveria ser extremamente grato aos juízes, mais uma vez benevolentes com esse tipo de criminoso.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira h.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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PENA DE MORTE

Não há como aceitar, muito menos entender, a afirmação do juiz Roberto Bacellar, candidato à presidência da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), ao defender "pena de morte" para juízes e policiais corruptos, alegando que quem tem o dever de dar proteção ao cidadão deve ser firme, correto e não pode ser corrupto. Ou seja, entende-se, então, que todos os outros podem ser desonestos, incorretos e corruptos, incluindo nossos políticos. Está explicado então, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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COERENTE

Concordo plenamente com o juiz Roberto Bacellar, que defende a pena de morte para juízes corruptos. Finalmente, alguém fala algo coerente neste país.

Gustavo Eugênio de Oliveira Borges goliveiraborges@gmail.com

Rio de Janeiro

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FORÇA DE EXPRESSÃO

Bacellar, ao declarar que um juiz corrupto merece a pena de morte, acabou sendo um pouco imprudente, uma vez que tal pena viole conceitos de direito à vida presentes em nossa Constituição. Porém sua colocação não deve ser interpretada literalmente, foi apenas uma forma agressiva e exaltada de expressar o quão importante é a posição de um juiz ou um político, não podendo haver corrupção nesse meio.

Henry Samways h.samways@hotmail.com

São Paulo

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CRIME HEDIONDO

Claramente o juiz Roberto Bacellar tem uma opinião muito radical sobre o assunto envolvido. Os magistrados corruptos têm extensas prioridades em seus julgamentos. Acredito que uma possível solução seria transformar a corrupção num crime hediondo.

Lucas Garcia Marzinek lucas.marzinek@gmail.com

Curitiba

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RECADO PARA A CLASSE

Defendendo um rigor maior aos magistrados corruptos (9/8/2013), o juiz Roberto Bacellar, ao se candidatar à presidência da AMB, sugeriu a pena de morte aos juízes corruptos. É bem verdade que o dr. Bacellar não desconhece a impossibilidade de se aplicar tal pena, porém quis, de uma forma mais rígida, penitenciar a classe, mesmo metaforicamente, mostrando que, na posição ocupada por um juiz, dentro de uma sociedade democrática, a responsabilidade dele é muito maior do que um simples político corrupto.

Modesto Laruccia modesto.laruccia@hotmail.com

São Paulo

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POLÊMICA

O ponto levantado pelo juiz Roberto Bacellar é bastante polêmico no Brasil, afinal a pena de morte nunca esteve incluída no código penal de nosso país. Concordo com a opinião do juiz, afinal os que protegem o cidadão não devem ser corruptos, e isso deveria valer para políticos também. A corrupção é um assunto constantemente visto na mídia, e os que praticam esse ato criminoso nunca recebem a pena merecida. Porém, esses indivíduos apenas praticam o ato de corrupção por não existir um código penal rígido o bastante que os impeça de cometer esses crimes que assolam nosso país desde sua independência, e quem sabe até durante a época da colonização. Sou a favor de punções severas, seja pena de morte ou prisão perpétua, aos que se comprometem a proteger e fazer o bem a população, mas não pensam duas vezes antes de prejudicam a mesma para benefício próprio.

Daniel de Castro Rüppel danielruppel@gmail.com

Curitiba

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INACEITÁVEL

O magistrado Roberto Bacellar, candidato à presidência da Associação dos Magistrados Brasileiros, defende a aplicação da pena de morte a juízes corruptos. Mas a pena de morte não pode ser aceita em nenhum país, e muito menos no Brasil, onde as falhas da Justiça são gritantes. De outro lado, a pena de morte a ser aplicada a magistrados, também, não merece ser aceita, porque a prisão perpétua é melhor e mais consentânea com a categoria especial do condenado. E é só analisar o sofrimento de anos por que passa o juiz Lalau, aquele do escândalo do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. Toda opinião merece ser respeitada, mas a cassação de recebimentos de vencimentos e o amargor da prisão perpétua, sem as atenuantes conhecidas, seria uma punição adequada não só para magistrados, mas para todos quantos, no exercício do poder, atuarem com corrupção ou assaltarem o erário público. Na verdade, os excessos merecem sempre ser repelidos.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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CULPANDO O MORDOMO

O Brasil é realmente pródigo em apontar bodes "respiratórios". Agora, um especialista americano, para dar "maior" credibilidade, diz que as marcas no pescoço de Isabela Nardoni não são de estrangulamento. Como contestado pelo promotor do caso, essa é apenas uma de diversas provas, porém o advogado quer rever o julgamento com base neste argumento. Cinco pessoas são assassinadas em uma casa. Adivinhem quem é o autor das mortes? Um dos mortos, claro. Assim, fica mais fácil justificar o crime. Agora o garoto sabia dirigir, sabia atirar, sabia manipular medicamentos para dopar pessoas. Ou seja, mesmo com tenra idade, ele era um "psicopata", que queria ser matador de aluguel, etc. e tal. Uau, como é ágil e eficiente nossa Polícia! Agora até o coronel que fez declarações bombásticas voltou atrás. Só espero que a verdade venha à tona, doa a quem doer.

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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A RELATIVIDADE DA ÉTICA

Diariamente somos agredidos pelos nossos políticos pelas maracutaias que cometem quando no exercício de cargo público e que sempre resultam em prejuízos enormes ao erário, que é abastecido por toda a população brasileira. E embora aparentemente ainda não se aperceberam esses senhores traquinas, eis em síntese o motivo das benditas manifestações populares em junho. E tais malfeitos, como diz a nossa presidente, são em suma filhos da falta de ética que há muito deixou de existir no trato da coisa pública. No dia 6/8, tivemos de engolir um suplente de senador em exercício dizer que a ética é subjetiva. Em um rasgo de genialidade, "inventou" a relatividade da ética. Poderia entendê-la, por exemplo, se em nome dela a eleição absurda do suplente de senador, cujo nome usualmente nem sequer é divulgado no período eleitoral, fosse extinta exatamente em nome da ética. No dia 7/8, somos agredidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, ao aparente troco de chorumelas, repassou ao Serasa, que é uma empresa particular, que vende seus serviços aos interessados, o cadastro de 141 milhões de brasileiros. Na reportagem publicada em "O Estado", ficamos sabendo que o acesso foi determinado por um acordo de cooperação técnica entre o TSE e a Serasa publicado no dia 23 de julho no "Diário Oficial" da União (DOU). Eis mais um exemplo de falta de ética, pois me parece evidente que a cessão de tais dados implica em mais um malfeito de um funcionário daquele tribunal. Mas ainda: no dia 8/8, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, que também é ministra do STF, com o apoio dos demais pares, cancelou a traquinagem realizada durante as férias dos ministros. Agora resta sabermos qual o prêmio que será concedido ao autor, ou autora, de mais um malfeito. Eis ai, senhor senador, na atitude da ministra presidente do TSE e de seus pares, um exemplo de ética. Também podemos apontar como um exemplo da boa aplicação da ética a Lei nº 12.846, de 1/8/2013, que tem o dom de aplicar severas sanções às picaretagens nas licitações e nas relações entre a administração pública e as empresas particulares. Agora ficamos esperando que o plenário do Senado Federal corrija o malfeito pelo citado senador suplente. Seria interessante sabermos a opinião do professor Roberto Romano sobre essa novíssima teoria.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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PERDEMOS A CONFIANÇA

Mais um desrespeito ao cidadão pelas instituições públicas, Como uma ação dessa que chega a ser publicado no DOU só é descoberta pela imprensa sempre eficiente? Será que o próprio poder público não lê o próprio DOU? Quando a presidente do TSE declara desconhecer essa ação e que ficou surpresa com o acordo, ela denuncia sua própria incompetência na gestão desse tribunal e na guarda das informações sigilosas dos eleitores. Com esse acordo, quem garante a idoneidade dos nossos votos nas eleições? Quem garante que o banco de dados já não foi copiado pelo Serasa? Quem garante que esses dados, de alguma forma, não serão ou seriam manipulados eleitoralmente? Será que Polícia Federal investigará se o Serasa já dispõe desses dados? Quem investigará o TSE? Estamos mesmo numa situação institucional muito estranha neste país.

Marco Aurélio Rehder marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

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VERGONHA NO TSE

Como se não bastassem os americanos bisbilhotando nossas mensagens nas redes sociais, o que eles negam, o pior mesmo foi ver o TSE negociar com a Serasa, empresa privada de análise de crédito, a cessão do arquivo de 141 milhões de brasileiros, vivos e mortos. E o que foi pior: a ministra Carmen Lucia disse que não sabia de nada. Já ouvimos essas palavras de um político que deixou o cargo e cunhou essa negativa.

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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EQUÍVOCO NA CIDADE DA FANTASIA

Num país sem bons serviços do estado como saúde, educação, transportes urbanos por falta de recursos o governo Dilma ainda fala no trem-bala, cujo orçamento de R$ 38 bilhões equivale a 3 anos do orçamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para toda a área de transportes. Não há interessados nessa obra, devido às grandes incertezas principalmente a rentabilidade. O leilão programado para 19 de setembro provavelmente deverá ser adiado, pois, apesar de o governo ter comprometido estatais no projeto, as únicas duas interessadas, empresas da Alemanha e da Espanha, pediram adiamento. O que faz Brasilia ser considerada o "reino da fantasia" é o fato de que o governo continua gastando dinheiro num projeto que não poderá ser realizado nesta década. Há um enorme time sendo pago mensalmente, custo de projetos e outros, absolutamente inúteis. As más línguas dizem que, saindo o projeto, poderá haver dinheiro para o financiamento de campanhas políticas, daí a insistência. Nesse ínterim, o secretário de Política Nacional de Transportes, aparentemente habitando outro planeta, diz que talvez seja prudente adiar o leilão e ressalta o cotidiano do governo de discutir prioridades, "ouvir as ruas, ouvir a sociedade". Aparentemente essa prioridade do governo restringe-se a Brasília. Se o governo for realmente ouvir a voz das ruas e a sociedade, ouviria um sonoro "não". Queremos educação, saúde, transporte urbano. Parem de gastar nosso dinheiro à toa, apenas para dar emprego aos "companheiros" e "outros" objetivos".

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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LEMBRETE

Ouvi dizer que o trem-bala irá sair da prancheta e ir para os trilhos... Esperamos que as empreiteiras que irão executar as obras, bem como muitos políticos de plantão, não esqueçam que toda verba que será utilizada na construção sai do bolso dos contribuintes, que, diga-se de passagem, estão cansados de ver obras superfaturadas.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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A CARGA TRIBUTÁRIA NO ALVO

Noto manifestações generalizadas contra a carga tributária brasileira agora mais transparente com a exposição dos valores em cada nota de compra de bens ou serviços. Também existe reclamação dos governantes de que a arrecadação dos tributos está sendo insuficiente para arcar com as demandas do povo. Mesmo com ela crescendo a cada ano. A meu ver a importância do nível da carga tributária tem a ver com o uso do dinheiro arrecadado. Uma avaliação clássica é de se conhecer os números da conta nacional. É dada atenção privilegiada nos resultados do Produto Interno Bruto (PIB) para as contas de suas receitas. Quanto foi gerado pelas atividades primárias, pelo setor secundário e pelo setor terciário. Ao se verificar a conta de despesa importa conhecer qual a percentagem do PIB é gasto no consumo das famílias, quanto é gasto no investimento e quanto é amealhado pelo governo. Para uma discussão clássica seria conveniente se começar a tentar que os consumos das famílias fiquem com 60% do PIB; os investimentos cheguem a 25% e os gastos dos governos se limitem a 15%. Os investimentos são a chave do desenvolvimento sustentável. Gera novos postos de trabalho e consequente renda, contribuem para manter progresso na taxa de produtividade, tão necessárias para a competitividade internacional. E para não deixar esquecido a viabilidade de pesquisa e inovação. Mas não é isso que ocorre hoje no Brasil. O consumo do governo tem sido superior aos gastos com investimentos, exaurindo a cada ano a capacidade de geração da renda necessária ao crescimento. O problema é que o uso eficiente de recursos escassos implica em sérias decisões. Com o suprimento disponível de recursos o comportamento seria a de se obter a quantidade máxima de satisfação. De forma clássica se reconhece que a inteligência está em administrar a escassez de recursos de forma a proporcionar o máximo de satisfação de todas as necessidades. E as decisões da despesa nacional estão intimamente ligadas ao processo político. Os gastos de governo contemplam enormes abusos e privilégios dos detentores dos mandatos e nos cargos e funções gratificadas na administração pública.

Helio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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HIROSHIMA E NAGASAKI

Em 6 e 8 de agosto chegamos aos 68 anos da explosão das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, no Japão. No final da 2ª Guerra Mundial, com a guerra já praticamente vencida e liquidada, os EUA quiseram mostrar o seu poderio atômico e bombardearam as duas cidades japonesas com bombas atômicas, causando a morte e mutilações de centenas de milhares de civis inocentes. Crianças, mulheres, idosos, enfermos, pessoas inocentes que não apoiavam o imperialismo e fascismo do Japão, foram dizimadas em questão de segundos. Foi um momento da ignomínia humana, de pura covardia, insanidade, bestialidade e crueldade, condenável sob todo e qualquer prisma ou ponto de vista. Os EUA sempre terão essa dívida com o Japão e com a humanidade. Essas datas devem ser sempre lembradas, para que jamais se repitam na história humana tamanhas atrocidades e atos hediondos como esses.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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