Fórum dos Leitores

CONCORRÊNCIAS PÚBLICAS

O Estado de S.Paulo

11 Agosto 2013 | 10h54

Cartéis

Vendo as notícias sobre as investigações do "cartel do trem" envolvendo multinacionais, surpreende-me que, ao menos até onde pude observar, não se tenha dado o devido destaque a que essa tem sido uma prática de décadas no País. Não que seja "normal", muito menos correta e ética. Mas, infelizmente, é muito frequente. Empresas "loteiam" as partes de uma obra em licitação, já definem a priori entre elas as ganhadoras e depois subcontratam as "perdedoras". Basta acompanhar o noticiário de diversos escândalos ao longo dos anos, ouvir os comentários nas ruas e observar nas obras em execução os logos das construtoras nos equipamentos em uso. Isso inflaciona os custos a ponto de obras no exterior, executadas por construtoras brasileiras, custarem bem menos que as de porte equivalente aqui. Lembremos que no governo FHC, assustado com os custos de duplicação da Rodovia Fernão Dias, o presidente lançou um ultimato aos concorrentes para reduzirem os preços ou anularia a concorrência e convidaria empresas multinacionais a participar da nova. O resultado foi uma forte redução nos preços, se não estou equivocado, maior que 40%. Por que, aproveitando as manifestações de descontentamento popular, os governos municipais, estaduais e federal não fazem algo equivalente? Em tempo: por que não se investigam as evidências de enriquecimento ilícito de políticos, como o de um que começou como vereador tendo uma casa de aluguel e um carro velho e deixou uma herança (disputada pelos herdeiros) superior a R$ 2 bilhões? Enquanto isso, deve continuar a investigação sobre o "cartel do trem". E serem feitas as punições, doa a quem doer.

EDISON ROBERTO MORAIS

ermorais@uol.com.br

São Paulo

Caso Metrôs/Siemens

Que as empreiteiras são parceiras de políticos, em todos os Estados e em Brasília, há muito, muito tempo todos sabemos. Basta ver o enriquecimento desses parceiros - as empreiteiras, os políticos que elegemos e os que são por eles nomeados para essas "funções". Só a Receita Federal, o Coaf, os Tribunais Eleitorais e a "faxineira" (que faz faxina com espanador) e seu "empostador" não veem. Mas os bancos de paraísos fiscais veem. E isso vem de longe! Se falarem tudo a Siemens, a Delta e as outras - fala Cachoeira! -, vai ser um falatório ensurdecedor.

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

CPIs

Deve ser instalada uma CPI para investigar o cartel de empresas no Metrô de São Paulo. Para que o processo seja rápido e fulminante devem ser convocados os mesmos integrantes da CPI da Delta. E já que estamos falando em investigação, que tal uma CPI da Copa, da transposição do Rio São Francisco, da Refinaria Abreu e Lima, da Petrobrás - esta, sim, se for investigada não sobra pedra sobre pedra -, do destino do R$ 1 trilhão de despesas do governo federal no primeiro semestre e, finalmente, de todos os cartões corporativos dos mandatos Lula/Dilma? Se o PT quer de fato saber quem rouba neste país, deve começar por aí. Por essas e outras é que as correntes que nos mantêm presos no Terceiro Mundo não são quebradas.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Caça aos porcos

Diz a lenda que para caçar porcos do mato se deve pôr milho em determinado lugar; quando se acostumarem a ir comer lá, coloca-se uma cerca num dos lados, depois noutro e assim, sucessivamente, eles não terão como escapar. As medidas que o governo federal vem impondo estão se parecendo com a lenda. Aos poucos, de forma bem suave, vão cerceando os direitos dos cidadãos e chegará o momento em que estaremos todos cercados, sem podermos movimentar-nos. O Cade acusando sem mostrar as provas e a Justiça negando o direito de acesso do Estado de São Paulo às acusações bem que podem ser algumas das cercas que formarão nosso curral.

JOÃO MENON

joaomenon42@gmail.com

São Paulo

GOVERNO DILMA

Trem-bala

Pelas últimas notícias, o governo vai fazer o leilão do trem-bala, que custará um dinheirão que o País não tem. A come$$ão do projeto deve ser grande, principalmente considerando que haverá eleições no ano que vem.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

São Paulo

Despropósito

Aproveitando a mensagem dos grandes protestos de junho, a presidente Dilma Rousseff, num gesto de lucidez e autocrítica, poderia cancelar a licitação do trem-bala e, juntamente com os governadores interessados, planejar e efetivar os investimentos na melhoria urgente dos trens urbanos das principais regiões metropolitanas, começando com São Paulo e Rio de Janeiro. É claramente visível o despropósito do projeto do trem-bala, uma vez que os usuários da ponte aérea Congonhas-Santos-Dumont, viajando com conforto, em 40 minutos chegam praticamente ao centro das duas cidades. Em comparação, o trem-bala está previsto para fazer o trajeto em três horas. Considere-se o desperdício de vultosos recursos públicos, ora calculados em R$ 50 bilhões, num projeto que exigirá obras de engenharia muito custosas, já que o percurso principal dessa linha deve atravessar a Serra do Mar via túneis ou viadutos muito extensos. Não devemos esquecer que muitas linhas de trem-bala na China ou no Japão correm em trechos de planície. A precária situação ferroviária dentro de nossas regiões metropolitanas exige medidas urgentes de reformas e novas linhas com equipamento atualizado para as enormes demandas do transporte público. Então, que a presidente Dilma faça um esforço e, num ato de grandeza política, reconheça a falha em insistir no projeto faraônico do trem-bala e volte sua prioridade para o transporte urbano no País.

TOMÁS ARRUDA

tomasarruda@terra.com.br

São Paulo

Pesadelo

Esse projeto-pesadelo, além de desnecessário, é caríssimo, e este ponto parece ser sua maior motivação. Não considerando (!) superfaturamento, deve chegar a R$ 100 bilhões, por comparação com projetos já realizados, embora qualquer estimativa agora seja precária, até porque não conheço nenhum que enfrente o desnível que o proposto exige. Com esse dinheiro quanto de metrôs, escolas e hospitais bem equipados se poderia construir...

SYLVIO GAMA

sngama@gmail.com

Rio de Janeiro

Lembrando a Grandeira

O trem-bala brasileiro vai ter de fazer as curvas fechadas da Serra das Araras em primeira marcha.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

DIAS DOS PAIS

Pode ser novo, pode ser velho; pode ser branco, negro ou amarelo; pode ser rico ou pobre; pode ser solteiro, casado, viúvo ou divorciado; pode ser feliz ou infeliz; pode estar aqui ou já ter ido embora; pode ter tido filho ou adotado; pode ter casa ou morar na rua; pode usar terno ou tanga; pode ser Deus ou humano; pode estar trabalhando ou desempregado; pode ser tanta coisa ou simplesmente pai. Mas todos, sem faltar um sequer, fazem parte da criação. Que não só no Dia dos Pais, mas em todos os dias desta vida possam ser lembrados como aqueles que muitas vezes não dormiram, muitas vezes ficaram pensando na comida para levar para casa, muitas vezes engoliram sapos, muitas vezes choraram escondido, muitas vezes gargalharam, muitas vezes perderam a hora, mas nunca deixaram de pensar na coisa mais importante da sua vida: nós. A todos os pais, um feliz Dia dos Pais.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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DESCONTO PAGO COM EMPRÉSTIMO

Um governo que pomposamente anuncia, até em cadeia de rádio e TV, de forma autoritária e na canetada, desconto na conta de luz para empresas e residências e, depois de cinco meses, estuda ir aos bancos públicos para pedir de bandeja na mão empréstimo para cobrir o rombo causado por esse irresponsável desconto?! Eu não pedi esse benefício! Tampouco a sociedade, que há tempos clama na verdade por atendimento de qualidade na saúde, no transporte público, etc. Então por que este governo, se é que assim podemos chamar, oferece benesses sabendo que não tem recursos para bancar?! Já imaginaram? Como no meu caso, que esse desconto na conta de luz tem representado algo em torno de R$ 16,00, quanto mais não vou pagar como contribuinte, se o Planalto recorrer a esse empréstimo, que além de aumentar a já alta dívida pública, os juros vão também inviabilizar mais ainda os investimentos prioritários, que infelizmente neste governo petista não deslancham? Não é caso de impeachment?!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O FIM DA PICADA

Dilma, no afã de recuperar sua imagem, precipitou-se em suas promessas e programas e, depois, ou viu-se obrigada a recuar em uns ou se enrola inteira para cumprir outros. É o caso do desconto nas contas de luz prometido por ela, que, ao fazê-lo, passou por cima do fato de que somos uma Federação e que o Poder Executivo não pode nem deve impor prejuízos aos governos dos Estados ao adotar certas medidas - ainda mais sem tê-los consultado previamente. Claro que o ideal seria reduzir o preço da energia, mas, como não houve concordância dos governos da oposição em assumir o ônus no setor elétrico, que ela tentou jogar nas costas deles, agora a presidente vê-se obrigada a pedir dinheiro emprestado ao BNDES e à Caixa Econômica Federal para cobrir o rombo. Credo, pedir dinheiro emprestado para pagar conta de luz é o fim da picada!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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PRAGA

Em vez de a presidente Dilma seguir os conselhos dos economistas renomados do País, fazendo economia, está agindo como o povão, que, endividado num cartão, corre a abrir outro, e assim vai até que um dia perde tudo o que possuiu. Como o Tesouro não tem dinheiro, caíram de boca nos fundos de pensão, que agora estão em papos de aranha para conseguir honrar com a função para a qual foram criados: pagar a aposentadoria dos seus beneficiários. Acabaram com a Petrobrás, que vem perdendo investidores por causa das trapalhadas petralhas. Deu casa, decorou com tudo subsidiado a 4,5% ao ano, quando o juro de mercado está em 8,5%, tudo pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica. Deu desconto na conta de luz e, como não tem como assumir o prejuízo, vai precisar recorrer a empréstimo onde mesmo? No Banco do Brasil e no BNDES, que também não tem dinheiro. Mas basta fazer uns puxadinhos daqui, jogadas contábeis de lá que tudo "temporariamente" se resolve, a exemplo do povão endividado. Só que, quando a casa cair, quem paga a conta mesmo? A dívida interna brasileira já está na casa dos R$ 2 trilhões e continua crescendo. Só pode ser praga por que Dilma resolveu se chamar "presidentA"! Só pode!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A IMAGEM VALE MAIS?

A presidente está, digamos assim, disposta a melhorar, ou pelo menos a evitar mais desgastes e manifestações durante o seu governo. Dilma está enfrentando sérios problemas em relação à economia do País, como inflação e o fato de o PIB ter um crescimento máximo de 2%. Está com "medo" de tomar atitudes muito radicais para não prejudicar mais a sua imagem, já que pesquisas feitas ultimamente mostram que a população não está satisfeita com a situação do Brasil, em todos os sentidos. Dilma só não toma atitudes revolucionárias para não estragar mais a sua imagem. Mas será que isso realmente vale a pena? Com o que as pessoas mais se importam, com a imagem da presidente ou com o desenvolvimento do País?

Claudia Voigt Pisconti Machado claudiavoigt@hotmail.com

Curitiba

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A EDUCAÇÃO SEM O PRÉ-SAL

Após o discurso de nossa presidenta Dilma prometendo usar parte da verba do pré-sal para áreas prioritárias como educação e saúde, tivemos a seguinte notícia: de que a educação ficará sem a verba prometida pela presidente, o que no meu pensamento já era de esperar... Eu vejo a educação como a base dos tantos problemas no Brasil, a falta de informação da grande parte da população gera inúmeros problemas e o investimento na educação é realmente a maior prioridade. Mas parece que não para a nossa presidente.

Lorenzo Volpi lolovolpi@hotmail.com

Curitiba

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ABSOLUTAMENTE NORMAL?

O ex-presidente da Petrobrás e cupincha de Lula Sergio Gabrielli foi cínico e categórico ao afirmar, durante audiência no Senado, que a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela Petrobrás foi uma operação "absolutamente normal". Antes da "negociata", o empreendimento fora adquirido na sua totalidade pela Transcor/Astra, por US$ 42,5 milhões, tendo ela posteriormente vendido 50% de sua participação à Petrobrás por US$ 999 milhões. E, em 2008, a Petrobrás entrou em litígio com a sócia, que fez com que a mesma resolvesse comprar os 50% restantes, pagando, para tanto, mais US$ 820,5 milhões. Sintetizando: a Petrobrás pagou por uma empresa nada menos do que US$ 1,18 bilhão, comprada pela vendedora pouco mais de um ano antes por US$ 42,5 milhões, uma diferença de sobrepreço de apenas US$ 1,14 bilhão. Se isso não é "corrupção", só Freud explicaria do que se trata, não é?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CASO SIEMENS

A grossa corrupção praticada pelo PSDB paulista no caso Siemens/Alstom do Metrô, com o desvio de mais de R$ 577 milhões, além de tantos outros escândalos envolvendo o PSDB em São Paulo, apenas mostram como a política brasileira está viciada, contaminada e apodrecida. Qual a diferença disso pro mensalão envolvendo o PT? São as mesmas práticas nefastas, a mesma corrupção - talvez até pior no caso do PSDB, tanto pelos valores envolvidos, como pelo cinismo de seus integrantes - as mesmas obras superfaturadas e as mesmas concorrências e licitações fraudadas, de fachada. Bilhões de reais de dinheiro público são desviados nessas negociatas, por baixo dos panos. E quem paga a conta disso tudo? Nós, é claro, o povo. São os nossos impostos abusivos que pagam toda essa festa dos corruptos da política e do empresariado. Nós, os cidadãos de bem, honestos e trabalhadores, é que somos as grandes vítimas do sistema político corrupto e viciado que temo s no Brasil, onde as instituições não funcionam e a impunidade é a regra.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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COLHEMOS O QUE PLANTAMOS

Faz-se necessário, esclarecer às empresas europeias, tais como Siemens e Alstom, e à justiça europeia que o dinheiro depositado em contas de partidos políticos não é "propina", é "doação" para campanha eleitoral. No Brasil, isso é "comum", todas as empresas contribuem, fazendo "doações" aos partidos políticos para financiar suas campanhas eleitorais. E é graças a essas contribuições que hoje temos 30 partidos políticos, 39 ministérios, 81 senadores e 513 deputados federais. Criar um partido político ou um sindicato no Brasil é um negócio da China: lucro garantido. Está mais do que na hora de os Três Poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, e dos principais partidos políticos tais como PSDB, PT, PMDB, deixarem a hipocrisia de lado e mudarem a forma de agir, se quiserem contribuir realmente para o desenvolvimento do País e se quiserem deixar uma herança bendita os seus descendentes. Todo cidadão que tenha um pouquinho de cultura e acesso à mídia sabe que não existe almoço grátis e que não tem partido político e/ou político santo, e na hora de votar precisa escolher àquele que fez algo pelo País: diminuiu os gastos públicos, fez um plano econômico (Plano Real) que reduziu a inflação a patamares suportáveis, criou a Lei da Responsabilidade Fiscal, quebrou patentes de remédios (genéricos), prefere a meritocracia do que os "cumpanheiros" em cargos comissionados, melhorou a malha rodoviária, mesmo que com a concessão dos serviços e criação de pedágios, etc. E evitar políticos que adoram um blá blá blá mas contribuem com o inchaço da máquina pública, trazem de volta a inflação e o desemprego, políticas populistas que prejudicam o desenvolvimento do País. Nós colhemos o que plantamos.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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O BICHO VAI PEGAR!

Essa denúncia sobre a formação de um cartel de empresas estrangeiras na construção do metrô paulista tem aspectos curiosos. Primeiro porque a coisa toda começou lá atrás, e só agora veio à tona, justamente quando se vislumbra uma ferrenha disputa entre partidos políticos nas próximas eleições, incluindo aí o governo de São Paulo. Não podendo ser descartada ainda, uma injúria sem tamanho com o único intuito de "bagunçar o meio de campo". De qualquer maneira, está parecendo que não há inocentes nessa história, não!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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CARTEL FERROVIÁRIO

Já que o Dr. Alckmin está tão empenhado em desvendar os mistérios do cartel ferroviário, por que ele não convoca os diretores financeiros do Metrô e da CPTM, bem como o tesoureiro de sua campanha ao governo do Estado por ocasião do malfeito? Talvez eles possam ajudar...

Caio Lorena Bueno caiolorena@bol.com.br

São Paulo

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ÉTICA

O senador Lobão Filho, relator da reforma do Regimento Interno do Senado Federal, retirou a palavra "ética" do Código de Conduta que é o jurado pelos parlamentares ao tomar posse do cargo de senador. Lobinho, diga-se de passagem, agiu com muita coerência, pois quem virou senador ao assumir a vaga de suplente de seu pai Edson Lobão que foi ser ministro das Minas e Energia do governo Dilma Rousseff e é filho da deputada maranhense Nice Lobão, que no ano de 2011 tirou 82 licenças médicas e "trabalhou" 19 dias para receber perto de R$ 88.000,00 por dia, não pode mesmo conviver com a palavra ética...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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PERDA DE TEMPO

Para quase todo mundo, o Senado nem precisaria retirar a palavra "ética" do novo código de conduta. Para que perder tempo retirando essa palavra que nunca existiu no dicionário dos congressistas?

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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ABSTRAÇÃO

O senador Lobão Filho, com uma pequena frase já disse a que veio. Se para ele a palavra ética é uma abstração, podemos explicar melhor: segundo os dicionários, significa: honra, honestidade, moral, probidade, dignidade, respeito, incorrupção, brio, decoro... Qualidades indispensáveis a todos os políticos que regem o destino do País. Será que para ele todas essas palavras também são abstrações? Vamos nos lembrar desse nome para não votarmos nele nas eleições futuras.

Ruth Moreira ruthmoreira@uol.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA SOCIAL

Parabéns ao senador Lobão Filho pela "coragem" de admitir publicamente que nem ele nem a maioria dos demais políticos sabem o que significa ética. Sempre soube que ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteia a conduta humana na sociedade. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social. Concordo que cada sociedade e cada grupo possuem seus próprios códigos de ética, mas uma pessoa que não segue a ética da sociedade a qual pertence é chamado de antiético, assim como o ato praticado. Se o senador acha que "O que é ética para você pode não ser para mim", então os assassinos, que não acham que seja errado matar, também não podem ser punidos? É essa a sua opinião, "caro" senador?

Marina R. Blanco Malufi mmalufi@terra.com.br

Olímpia

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DISPENSÁVEL

O quotidiano do Senado, com apreço ou desapreço à ética, remete a uma reflexão: o Brasil precisa de um Senado? É indispensável à democracia ou só está contribuindo para o seu fim? Não seria mais racional e econômico um regime unicameralista, ou seja, com somente uma casa legislativa? Países reconhecidamente sérios como Portugal e as nações nórdicas não têm Senado. Israel, país altamente pragmático, idem. A Grécia, berço da democracia, não tem Senado. Dir-se-á que os Estados Unidos e a França integram o Primeiro Mundo e o adotam, mas ali a compostura é outra. Na respeitável opinião do emérito professor e jurista Dalmo Dallari, em entrevista ao próprio "Estadão", pouco tempo atrás, "o desaparecimento do Senado não faria diferença no processo legislativo", ao demonstrar sua insatisfação com o modelo bicameralista brasileiro. Já passou da hora de se repensar nosso sistema representativo!

Lafayette Pondé Filho lpf41@hotmail.com

Salvador

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QUESTÃO DE ÉTICA

Se Lobão Filho, filho do "eminente" ministro Edison Lobão deste corrupto desgoverno lullopetista, retira do Senado o termo ética, então fica claro o quão éticas são toda sua família e a estrutura política do Brasil.

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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GENE

Filho de Lobão lobinho é...

Delpino Veríssimo da Costa dcverissimo@gmail.com

São Paulo

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UMA PÉSSIMA LIÇÃO

O senador Lobão Filho quer excluir a palavra ética do compromisso de juramento do senador ao assumir solenemente o seu cargo, sob a alegação de que ela não passa de um termo "abstrato" (6/8, A4), isto é, uma mera formalidade. Discordo totalmente desta abstração. Só ela já é um fato concreto. Concordo plenamente com os dizeres lúcidos e bem fundamentados da carta do leitor sr. Luiz Leitão da Cunha, publicada no "Fórum dos Leitores" do "Estadão" de 7/8, sob o título "Lição de desfaçatez". Realmente é uma péssima lição, mas dou um conselho ao leitor Leitão: Cuidado com o Lobão...

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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COISA DE POLÍTICOS

Primeiro, um idiota disse que democracia é coisa relativa; e, agora, um energúmeno diz que ética é coisa abstrata. Burrice e desonestidade intelectual são coisas reais.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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É RELATIVO

Concordo plenamente com as razões do senador Lobão Filho em retirar a "ética" do projeto do novo código de conduta do Senado. Ética é mesmo coisa muito relativa. Por exemplo: o que é ética para o cidadão honesto é piada para os senadores.

Luciano Nogueira Marmontel automat_br@ig.com.br

Pouso Alegre (MG)

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SENADO SEM ÉTICA

Definitivamente, o Congresso Nacional deixou de ser a Casa do Povo. Agora, além das negociatas, mentiras e do lobby praticados pela maioria, tornou-se casa de gente arrogante que, inclusive, define ética como algo abstrato. Relator do projeto que altera o código de conduta dos senadores, Lobão Filho, afirma que "o que é ética para você pode não se para mim". O senador, que está lá, justamente, por causa da falta de ética (sem voto algum, assumiu a suplência deixada pelo pai que foi para o ministério das Minas e Energia) em nada nos surpreende, pois apenas representa um grupelho voltado para o toma lá dá cá para o qual ética, compromisso com os verdadeiros interesses da população e respeito com o dinheiro público inexistem. Portanto, danem-se os valores morais.

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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EXCELÊNCIAS?!

A palavra ética é retirada do novo código de conduta dos senadores (8/8 A4). O senador Edison Lobão Filho (PMDB-MA) diz que "o que é ética para você pode não ser para mim". E eu que pensei que ética fosse a mesma coisa para todos. O dicionário diz que, "ética é a ciência da moral" e que moral é parte da Filosofia que trata dos costumes, deveres e modo de proceder dos homens para com seus semelhantes, é um conjunto de preceitos e regras para dirigir as ações dos homens segundo a justiça e a equidade natural. Espero que o senador leia o "Estadão" e, nele, o "Fórum dos Leitores" para saber o que pensamos disso. A propósito, sugiro que se elimine também do vocabulário do Senado a palavra pela qual eles se tratam, porque de "excelência" muitos não merecem esse título, estão mais para "insolência". Como eles estão encastelados, eles não ouvem o clamor das ruas.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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NOVO CÓDIGO DE CONDUTA

A palavra "ética" é retirada de novo código de conduta dos senadores porque esse princípio de moralidade não é conhecido e muito menos respeitado pela maioria dos nobres que frequentam essa pocilga denominada Congresso Nacional. Aproveitando a oportunidade, não seria a hora para outros termos de pouco significado na Casa também serem excluídos? Por exemplo, falta de vergonha, falta de caráter, falta de cidadania, enfim todos os indicativos que um parlamentar deveria ter e respeitar, mas que nessa republiqueta bananal eles não as têm, portanto não respeitam. Também foi excluída do documento a obrigação para que os parlamentares apresentem, quando empossados, declaração de bens de seus parentes até o segundo grau. Essa obrigatoriedade sem dúvidas poria fim as roubalheiras do dinheiro público, que acontecem através dos conchavos com o Executivo e também com empresas privadas, principalmente empreiteiras das obras oficiais, arrebanhadas pelo Exu de Garanhuns, verdadeiros cartéis que transformaram o Planalto Central em um tremendo "laranjal" com a farta distribuição de propinas. O mais impressionante em toda essa podridão que tomou conta do Poder Legislativo, em conluio com o Poder Executivo, é que o Regimento Interno do Senado é de 1970, auge da ditadura militar, e que desde então nunca foi reformado. Dedução das entrelinhas, os senadores da época entravam no Senado pobre e saiam pobres. Isso não pode mais acontecer. Para encerrar com chave de ouro, o relator das mudanças, senador Lobão Filho, não acatou emenda que obriga a comunicação à Corregedoria de atos incompatíveis com o decoro ou com a compostura pessoal praticada pelos "nobres" fora das dependências da Casa Legislativa. Explicação macunaímica: prostitutos extramuros, nobres intramuros. É a automática metamorfose ambulante proposta pelo chefe dos chefes. O cretino que institucionalizou a corrupção no País.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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NA CONTRAMÃO

Num incomum rasgo de sinceridade, o senador Edison Lobão Filho (PMDB-MA), relator das mudanças no regimento interno do Senado Federal e filho do atual ministro das Minas e Energia, disse não julgar que a ética "seja tão importante ou faça alguma diferença no exercício legítimo da atividade parlamentar". Seguindo igual padrão de relativismo moral, referido relator tampouco acatou emenda que obrigaria a comunicação à Corregedoria da Casa de atos incompatíveis com o decoro ou com a compostura praticados fora do ambiente legislativo, restringindo-a (como ocorre hoje) apenas aos atos realizados "interna corporis", como se fosse admissível exigir compostura de um senador da República somente no espaço legislativo em que atua. Desnecessário dizer que semelhante postura colide com o que em uníssono exige a sociedade brasileira, a qual está farta, entre outras coisas, da ausência de conduta ética de seus ditos "representantes" parlamentares. Depois, esses 'sem noção' ainda têm a desfaçatez de demonstrar perplexidade quando veem sua instituição ser mal avaliada pelo povo brasileiro. Srs. parlamentares: o povo exige respeito e está "pelas tampas" com tudo isso que está aí. Já passou da hora de Vossas Excelências pararem de dar as costas aos cidadãos que pagam os seus régios salários.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA

Pesquisas agora divulgadas de que 84% dos entrevistados querem a reforma política entre nós já para 2014, é emblemática. Se tal pauta e outras de caráter ético não entrarem no calendário de nossos representantes no Congresso, as manifestações de ruas voltarão com mais vigor, com efeitos ainda desconhecidos nas eleições do próximo ano que se aproximam.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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O 'GIGANTE' VOLTOU A DORMIR?

Recentemente voltamos a sentir orgulho da nossa gente e do nosso país. Finalmente o "gigante" acordou, mas parece que em seguida, tropeçou, caiu e voltou a dormir, como se já estivesse satisfeito com as embromações da nossa presidente e dos hábeis e corruptos políticos brasileiros. Não houve um só item que contemplava o interesse das reformas políticas, desejadas por 85% do povo brasileiro, segundo o Ibope. Certamente deveríamos começar pelo voto facultativo ou nulo. Aqui cabe uma ressalva: algo estranho é o silêncio dos chamados formadores de opinião quanto à obrigatoriedade do voto no Brasil. Mais grave ainda é quando se fala em reforma política: coloca-se em debate o financiamento de campanha sempre com o intuito de colocar mais gasto para o bolso do cidadão - ao se questionar se o voto deve ser distrital ou não -, e nada se diz sobre a liberdade de votar do cidadão. Outro ponto que não se discute é a diminuição do número de deputados, senadores e, principalmente, de vereadores. Talvez manifestações mais fortes do que as de junho, (se voltarmos a acordar?), poderão ser trazidas à pauta do Congresso Nacional. Fala-se de reforma política na mesma proporção da mordaça com relação ao voto obrigatório. Nenhum comentarista da Rede Globo, da Rede Record e das demais emissoras diz uma vírgula. Os jornais revistas e rádio não trazem nenhuma matéria, com raras e conhecidas exceções. Não existe momento mais oportuno para se tirar de vez a obrigatoriedade do voto, uma mácula indelével da nossa democracia. Os eleitores deveriam deixar claro aos políticos que, em 2014, ou votam por opção ou anulam o voto. Deixo aqui a minha modesta colaboração

Roberto Ianelli Kirsten rkirsten@uol.com.br

Amparo

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DEBATE PÚBLICO

Considerando que os políticos são corporativistas ferrenhos, é fácil deduzir por que não é qualquer cidadão que consegue e candidatar, por mais qualificado que seja. Os partidos, usualmente, apenas dão espaço para uns poucos nomes populares, para puxar votos e manter ou ampliar seu poder. Já passou muito da hora de mudar isso. Quanto à reeleição, se esta for proibida, podemos estar certos de que o político, de modo geral, encontrará formas de repor seus custos eleitorais multiplicados. Vai daí, é evidente que a reforma política deve seguir normas populares, elaborados em debates públicos, e impostas ao Congresso.

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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BONS USOS E COSTUMES PARA O BRASIL

Participo das manifestações do povo brasileiro "Acorda Brasil", "Reforma Brasil", pedindo a todos: Uma nação se constrói pela formação do seu povo, pela educação, civismo e amor à pátria, e através dos bons usos e costumes, que sejam bons para os cidadãos, benéfico à sociedade e ao País. O Brasil vai melhorar com esse novo costume.

Hatiro Shimomoto hatiro@hatiro.com.br

São Paulo

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FIM DO VOTO OBRIGATÓRIO

Uma reforma política simples e eficaz que poderia ser aplicada já em 2014 seria a extinção do voto obrigatório. Se mesmo sob pena de sanções e desperdício de tempo para regular a situação eleitoral enorme contingente de eleitores se recusam a votar, imagine quantos mais deixariam de comparecer para eleger esses políticos de má cepa escolhidos a dedo pelos partidos para atingir seus objetivos espúrios. Se não contassem com esse cabresto, quem sabe os partidos se preocupariam mais em adquirir identidade e personalidade que seduzissem o eleitorado. Pelo menos, não ouviríamos mais pessoas que não nos representam, gabando-se dos milhares ou milhões de votos de incautos que os conduziram à elite dos privilegiados sustentados com todas as regalias com quais o pobre povo nem pode sonhar. E por falar em quem não nos representa, inclui-se o assumido carente de ética Lobinho, que produz leis e regulamentos sem ter conquistado um único voto. Abaixo o voto obrigatório, e o fim das facilidades dadas aos políticos para extorquir o fruto de nosso trabalho.

Lizete Galves Maturana lizete.galves@terra.com.br

Jundiaí

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CERTIFICADO DE GARANTIA

É urgente a reforma política, com voto distrital e recall, ou seja, um certificado de garantia. Quando se compra um produto novo e ele vem com defeito, as assistências técnicas consertam ou é feita a troca por outro, recall. Se um produto caríssimo como um presidente (com um ou dois presidindo), um governador, deputado, senador ou vereador não funciona e não há assistências técnicas, deve ser trocado por um que funcione. Simples assim.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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FIM DA REELEIÇÃO

A única reforma política que trará beneficio à população será a que eliminar a reeleição para todos os cargos eletivos. A verdadeira democracia é aquela que produz alternância nos poderes, melhor dizendo, é a que permite a renovação de pensamentos ideias atitudes. Quem for escolhido pelo voto deverá cumprir o ordem da população que o elegeu para vereador/prefeito/deputado/senador/governador/presidente da República para o período do mandato. Acabam-se os trampolins e a "carreira política" (verdadeiros feudos políticos). Quem realizar algo benéfico para a comunidade será lembrado para voltar depois de encerrado o mandato para o que foi eleito. Vamos exigir que essa seja a verdadeira reforma política.

Otavio Zen semreeleicao@bol.com.br

São Paulo

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VOTO FACULTATIVO

Basta aprovar o voto facultativo. Se a maioria não votasse, os eleitos teriam pouca representatividade, ou seja, pouco poder. Ficariam manietados. E vice-versa.

Fausto Ferraz Filho faustofefi@ig.com.br

São Paulo

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PLEBISCITO E O REALISMO FANTÁSTICO

O teatro da política está levando o País e o plebiscito ao terreno do realismo fantástico. Ninguém até agora leu com aconteceu a lei 9709/1998 que dispõe em seu artigo 9º: 'Convocado o plebiscito, o projeto legislativo ou medida administrativa não efetivada, cujas matérias constituam objeto da consulta popular, terá sustada sua tramitação, até que o resultado das urnas seja proclamado.' Isto é, a convocação do plebiscito em 2013 paralisará a reforma política para 2014.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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FINANCIAMENTO DE CAMPANHA

O financiamento privado de campanhas eleitorais interessa às pessoas individualmente e aos grupos criminosos organizados. O principio que fundamenta a coisa pública precisa ser preservado e assegurado a qualquer custo, na democracia. Não se pode prescindir, abrir mão dos interesses da organização social que estão acima dos interesses individuais. As campanhas eleitorais visam a manutenção dos poderes, que emanam da vontade do povo, com a escolha de seus representantes na configuração do Estado de Direito e devem ficar sob a responsabilidade financeira do poder público. A independência dos poderes e a manutenção do papel do Estado se garantem com eleições livres da interferência externa.

Sinésio Müzel de Moura sinesiomuzel.demoura@gmail.com

Campinas

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ORÇAMENTO IMPOSITIVO

Noticias de Brasília dão conta, que a comissão especial da Câmara dos Deputados, contrariando o Planalto, aprovou o relatório do orçamento impositivo, que deixará os parlamentares independente do executivo, na liberação de verbas para serem aplicadas em suas bases eleitorais nos estados. Em tese é bom, porém, a questão é saber como essas verbas serão aplicadas, e se não haverá o risco de desequilibro fiscal. Será que foi encontrado o fim do tal "é dando que se recebe" entre o legislativo e o executivo?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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ORÇAMENTO IMPOSITIVO, UMA BOA IDEIA!

Os parlamentares têm a garantia de receber, cada um, a sua parte do bolo orçamentário e os cidadãos têm como reivindicar fatias servidas em forma de obras em seus redutos eleitorais.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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O FIM DO TOMA LÁ, DÁ CÁ

A Câmara dos Deputados começou a entender que é uma pouca vergonha o Legislativo ficar sob a chibata do Executivo. Por favor, não esmoreçam. Pôr fim ao "toma lá da cá" é mais que uma obrigação do Congresso Nacional. Senhores deputados e senhores senadores, votar pelo orçamento impositivo é com certeza acabar com o poder de compra de apoio pelo governo federal. O povo verá essa atitude dos parlamentares como o início de moralização da classe política brasileira. É preciso amarrar as mãos de governo populista que faz de tudo para se perpetuar no Poder. A obrigatoriedade de todos os deputados receberem anualmente x de emenda, deixa aliados e adversários no mesmo nível. E ao povo, cabe fiscalizar o emprego do dinheiro público. Vai varrendo. Há possibilidade de ficar tudo limpo.

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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ASSALTO

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, pretende apresentar proposta de emenda constitucional que torna obrigatória a execução financeira das emendas que deputados federais e senadores incluem todos os anos no Orçamento da União. Isso não é apenas mais um absurdo de nossos parlamentares, é um assalto ao erário, um verdadeiro caso de polícia, pois tira recursos de hospitais, onde doentes morrem em seus corredores, tira da educação onde escolas caem aos pedaços, tira da habitação aumentando moradores de rua, expandindo favelas. Tinha uns tempos que existiam 300 picaretas, hoje são quase 500.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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