Fórum dos Leitores

CAOS NO TRÂNSITO

O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2013 | 02h13

Obra de Jilmar Tatto

É triste ver a política partidária sobrepor-se à boa prática administrativa. O sr. Jilmar Tatto, petista cuja família tem como reduto feudal o bairro de Socorro, guindado à Secretaria Municipal de Transportes (SMT), conseguiu congestionar totalmente a Avenida Indianópolis até a Jabaquara, com a instalação de uma discutível faixa exclusiva de ônibus nos acessos do complexo Rubem Berta-Moreira Guimarães-23 de Maio. Estrangulou todos os pontos de saída do bairro, que também serve de passagem aos moradores do Jabaquara, incluindo os ônibus que seguem pela Washington Luiz. O despropósito é tão patente que jamais se imaginaria que pudesse ser tentado. As vias internas do Planalto Paulista, bairro de zoneamento exclusivamente residencial, foram tomadas por um fluxo intenso de veículos, comprometendo a qualidade ambiental e a segurança - até que a CET, como já fez anteriormente, venha propor uma Operação Traffic Calming, onerosa, por suposto. Em declarações públicas, o sr. Tatto disse querer que toda a população utilize transportes públicos, obrigatoriamente, ou pague pelo direito de usar seus veículos. Para provar que não se trata de bazófia, proponho ao prefeito e ao sr. Tatto um repto: imediatamente o secretário, seus parentes até o segundo grau, seus diretores, auxiliares, chefe de gabinete e área técnica de estudos, incluindo os da CET e da SPTrans, só se deslocarão pelos sistemas públicos de transportes, considerando o ferrometroviário, ônibus, lotações e táxis cadastrados, em todas as ocasiões oficiais ou particulares. Se quebrado este compromisso, o secretário apresentará sua demissão em caráter irrevogável, comprometendo-se a jamais voltar a assumir qualquer cargo no Município. Ficam excluídos os veículos diretamente afeitos à operação de transportes e trânsito, destinados a intervenções, emergências e sinalização, sem os indivíduos supralistados estarem neles. Acredito que, se o sr. Jilmar Tatto deseja tanto que a população migre para o transporte público, deve dar o exemplo. Honrará a sua pregação?

CORINTO LUIS RIBEIRO

corinto@corinto.arq.br

São Paulo

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Protesto

Está chegando a hora de os usuários de carro em São Paulo fazerem um protesto e pararem esta cidade, de verdade. O transporte público em geral é um caos e vem o secretário Jilmar Tatto propor que todos andem de ônibus, metrô e trem?! Imaginem se 10% a 15% de quem usa carro passasse a usar transporte público que tragédia não seria... O governo federal, do PT, incentivou a compra, retirando impostos e permitindo parcelar em 60/70 meses, para atingir uma taxa de crescimento medíocre do PIB, o que levou a um acréscimo absurdo de automóveis por dia em São Paulo. Agora estão inundando a cidade com corredores de ônibus, estrangulando o trânsito para os carros, como se fossem os culpados pela situação. Faço uma contraproposta ao sr. Tatto e ao prefeito: vendam os carros que usam, mais os dos outros secretários e dos demais aspones da Prefeitura, que nós pagamos, e passem a circular só de ônibus, metrô e trem. Após suas avaliações, pensem se devem prejudicar quem usa automóvel.

FRANCISCO LIMA

faugplima@gmail.com

São Paulo

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23 de Maio

Nossos admiráveis administradores públicos conseguiram parar a principal via urbana ao criarem uma pista reservada para ônibus que está sempre vazia. Será alguma armação política ou é loucura mesmo?

J. ROBERTO WHITAKER PENTEADO

jrwp@jrwp.com.br

São Paulo

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Corredor Norte-Sul

O sr. prefeito insiste na prioridade ao transporte público, o que seria louvável desde que houvesse investimentos em infraestrutura que atendesse à demanda. A ação paliativa das faixas de ônibus no Corredor Norte-Sul, sem um estudo sério, está se mostrando um desastre, uma vez que os reflexos dos congestionamentos atingem os bairros lindeiros que dão acesso direto ao corredor. Vias que não tinham congestionamentos estão sofrendo com o trânsito pesado, porque os acessos ao corredor foram dificultados. Enquanto isso, os ônibus, cujo estudo demonstra um aumento da velocidade nos horários fora de pico, continuam lotados e acabam sendo vítimas do trânsito do corredor, pois os carros são obrigados a ficar atravessados nas faixas exclusivas esperando a vez de entrar na via. Outro ponto a ser discutido, já que o excelentíssimo não quer que ninguém mais use seus veículos particulares, é isenção fiscal para quem não tira o carro da garagem. Mas fica difícil acreditar nessa boa vontade, tratando-se de um gestor que anuncia de antemão aumento do IPTU e não adota medidas de controle de gastos da Municipalidade.

PAULO ANDRADE

paulo@geotecbr.com.br

São Paulo

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Infernal

Deixem-me entender. Se andarem na pista exclusiva de ônibus, os carros levam multa. E os ônibus, se andarem nas outras pistas, são multados? Na Avenida Ascendino Reis isso tem ocorrido com frequência e o trajeto até o metrô Santa Cruz, que levava, no máximo, 15 minutos, agora demora mais de meia hora! A quem beneficia essa mudança? Ficou infernal andar tanto de carro como de ônibus.

KARIN THIEME

kthiemme@gmail.com

São Paulo

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VIOLAÇÃO DE DADOS

Com que objetivo?

Nesse acordo de transferência ilegal de dados sigilosos de 141 milhões de pessoas à Serasa, o que mais estarrece é a ministra Cármen Lúcia ter tomado conhecimento pela imprensa, o que significa que estava sendo conduzido à sua revelia. Certamente o caso, associado ao by-pass sofrido pela presidente do TSE, tem os ingredientes para afetar a confiança do eleitorado em que seu voto seja de fato direcionado ao candidato soberanamente por ele escolhido. Assim, é necessário que o TSE demonstre à sociedade, já inquieta com a urna eletrônica, que está modernizando o sistema e, simultaneamente, puna os responsáveis por um acordo para divulgar, não se sabe com que objetivo, dados de cidadãos sem seu conhecimento.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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Menos de um centavo!

O mais revoltante nesse affaire TSE-Serasa é ver como os direitos alheios são vendidos a preço de banana. Vejamos. O TSE teria fornecido os dados em troca de mil certificados digitais para seus servidores. Empresas de São Paulo fornecem um certificado digital válido por três anos por R$ 90. Logo, o TSE teria um benefício de R$ 90 mil. Ou seja, cada eleitor teve sua vida negociada por menos de um centavo!

LUIZ AUGUSTO MÓDOLO DE PAULA

luaump@yahoo.com.br

São Paulo

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INFLAÇÃO SOB CONTROLE

A presidente Dilma Rousseff comemora a queda na inflação e depois de meses de agonia fez até piadinha com ETs. Mas gostaria que ela explicasse por que o salário não está chegando ao final do mês e o consumo está tão baixo que as indústrias estão puxando o breque em investimentos. Talvez a presidente tenha uma receita para que o povo também possa comemorar com 1 kg de carne ou feijão a mais em sua dieta diária. Vestuário, então, ficou fora do orçamento familiar, e as famílias pensam apenas em chegar ao fim do ano para pegar o 13.º e pagar dívidas acumuladas. A inflação pode até chegar ao teto da meta do governo, mas o desastre que ela vem proporcionando há anos não saiu da memória e do bolso do povo. Contra isso não existe marqueteiro que dê jeito e imprensa que ajude! Inflação sob controle onde?

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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BALELA

Dona Dilma quer enganar todo mundo dizendo que a inflação está sob controle. Ela está mal informada. Por que ela não vai a um supermercado e constata, como eu e povo em geral, o preço dos produtos alimentícios? Claro que não irá, pois come do bom e do melhor à nossa custa. Que ela deixe de balela e pare com esse discurso eleitoreiro.

 

Antonio di Stasi adstasi@yahoo.com.br

São Paulo

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VULNERÁVEIS

A trégua na inflação entre nós não quer dizer que os problemas que enfrentamos em face da crise global e interna da economia estão sendo equacionados. Urge que nossas maiores lideranças – governo incluído – se unam no sentido de combater as causas profundas de nossas vulnerabilidades, que têm saúde, educação e mobilidade urbana entre os maiores impasses para alcançarmos uma situação de bem-estar por que anseia toda a população brasileira.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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SALVE-SE QUEM PUDER!

Segundo o ministro Guido Mantega, a inflação está caindo e está acontecendo exatamente como ele previu. O povo é que parou de comprar comida de melhor qualidade, a economizar luz, água, cartão de crédito, cheque especial, ou seja, parou com tudo, ou então passaríamos fome. É o povo tentando se salvar! Acredito que ainda teremos muitos problemas com inflação, e o governo é que tem de tomar atitudes de baixar impostos, para que possamos pelos menos sobreviver.

 

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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TEMPOS DOURADOS

Segundo o ministro Guido Mantega, da Fazenda, com a inflação em queda e o IPCA próximo de zero, temo que irá faltar iogurte nas gôndolas dos supermercados, principalmente quando os aposentados do INSS receberem  o 13.º salário, principalmente aqueles que não têm empréstimos consignados.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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FESTA NO PLANALTO

Com essa “inflaçãozinha”, aguenta essa turma agora. Vai ser discurso, festa, entrevista e todos os nossos problemas estarão resolvidos. Manifestação de rua, então, nem se fale, nem sei “praquê”! Não há do que reclamar! E assim “la nave va...”.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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INFLAÇÃO E CARESTIA

 

O dólar está muito valorizado, o que significa que a nossa moeda está desvalorizada. Numa economia em crise no mundo inteiro, todos sofrem com a inflação e a carestia. O Brasil necessita de equilíbrio financeiro. Os gastos com mais de 30 ministérios federais e de uma máquina que consome muito dinheiro deixando a saúde, a educação e outros pontos fundamentais desprovidos do necessário. O trabalho é muito importante, mas a sangria de valores pela corrupção e os gastos do governo impossibilitam a construção de um Brasil mais justo.

A solução será uma verdadeira união para a justiça, operar com eficiência no executivo e legislar em nome da verdade e da bondade. Justiça e paz para todos!

 

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

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ESTARDALHAÇO À DILMA

A inflação subiu apenas 0,03% em julho. Nos últimos 12 meses acumula alta de 6,27%.  O centro da meta é de 4,5%. Ou seja, continua altíssimo o índice inflacionário anual penalizando há muito a família brasileira. Mas, como o governo petista zomba com a desgraça alheia, a presidente Dilma, teve a pachorra de dizer, e até em tom triunfal que, “fizeram um estardalhaço que perdemos o controle (inflação), mas os dados não apontam nesse sentido”, só porque a inflação subiu apenas 0,03% em julho. Mas, como a presidente não é revestida de senso de humildade, esconde principalmente da platéia sofrida e mais carente que a inflação de 6,27% ao ano (e alimentos básicos, muito mais alto) que é puro reflexo de um governo gastador, sem credibilidade, e que não consegue tocar investimentos. Mesmo porque inflação alta e PIBs medíocres não combinam com uma administração inteligente...  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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É PIADA?

Notícias alentadoras, só para aqueles que acreditam em Papai Noel, Saci Pererê, duendes, etc.: Petrobrás informa, mais uma descoberta no pré-sal da Bacia de Santos. A presidente Dilma Rousseff aproveitou a divulgação dos números “baixos” de inflação de julho, feitas pelo IBGE e Dieese, para reclamar de novo de quem critica a alta de preços. Afirmou que tem havido "estardalhaço" sobre a inflação, e que alta de preços está "completamente sob controle". Complemento, entre os itens que não cabem mais no bolso, principalmente da nova classe média, é o “dispensável” leite e seus derivados que sobem 20% no ano e ocupa lugar de tomate como vilão da inflação. Quem paga as contas que se mate de rir ou se sinta ludibriado.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

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ÍNDICES DE INFLAÇÃO

Eu gostaria de saber por que os meios de comunicação, quando divulgam os índices de inflação (IPCA) do mês, indicam somente a inflação acumulada de 12 meses e deixa de lado o acumulado da inflação no ano em curso. Na minha opinião, a divulgação do acumulado inflacionário do ano em curso é mais fácil para o entendimento da população em geral, pois nem todo mundo é economista.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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ESMOLA E PRODUÇÃO

O sr. Aloizio Mercadante declarou que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) aponta uma melhor distribuição de "renda" e que isso se deve ao Bolsa Família. Sr. Mercadante, esmola não é renda, pois não produz e não agrega nenhum valor aos bens. Esmola só produz votos, inflação e vagabundagem.

José Gilberto Silvestrini jsilvestrini@hotmail.com

Pirassununga

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TRAPALHADAS

A política econômica do (des)governo Dilma é uma assustadora sequência de trapalhadas. Há cerca de um ano, a presidenta esbravejava contra o “tsunami de dólares”, que valorizava excessivamente nossa moeda e atrapalhava a nossas exportações; agora a grande luta da turma Mantega & Cia. é contra a atual valorização de moeda norte-americana, na casa dos R$ 2,50. Entretanto, há alguns dias o “Estadão” publicou uma entrevista com o professor Luiz Carlos Bresser Pereira, guru do nosso ministro da Fazenda, em que ele defende um valor ideal para o dólar, da ordem de R$ 2,90!

Luiz Antonio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo

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E NÓS PAGAMOS

Ultimamente tivemos provas cabais da total incapacidade deste (des)governo. Divulgam propostas, publicam e, em seguida, as cancelam. Alteram normas da Lei de Responsabilidade Fiscal, num verdadeiro balaio de gato. Tais situações ocorrem, invariavelmente, em todos os ministérios, demonstrando o despreparo e a irresponsabilidade dos mesmos. Ficamos incrédulos diante de tantos absurdos pelos quais, ao final das contas, nós pagamos.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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PARE A MÚSICA, MAESTRO!

Concordo com o Roberto Luiz Troster (5/8, B2), que acha que analistas deveriam mudar o nome de “contabilidade criativa” para “contabilidade destrutiva”. Vou mais longe ainda. Se o governo perder a capacidade de promover o crescimento, os bancos diminuírem sua legitimidade, as empresas perderem oportunidades e as famílias o bem-estar, estará formada a grande bolha que ao estourar, só nos permitirá ouvir o bombo ensurdecedor da orquestra.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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SEMENTINHA DO MAL

 

Num fogo amigo a bomba relógio deixada por Lula a sua afilhada Dilma está difícil de ser desativada. São “tantas as emoções” que ela não consegue sair do sufoco devido à pesada máquina pública com seus 39 ministérios e inúmeras secretarias e milhares de cargos comissionados, a inflação sem controle, além do azar de a seletiva conjuntura internacional nos ser desfavorável, daí o déficit na balança comercial e o diminuto investimento estrangeiro. Tudo isso é consequência da sementinha do mal plantada por Lula que hoje cresce e começa a dar frutos de sabor amargo, mas que Dilma degusta sem fazer cara feia e ainda diz que é saboroso e doce... O Brasil sifu...

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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INCENTIVO

Boletim “Focus” eleva projeção da inflação em 12 meses; no ano, expectativa se mantém. Atualmente, o Brasil é um dos países que mais cobram impostos do mundo. Nos carros, por exemplo, são cobradas taxas de quase 100%. A Ford reduziu os custos do Fusion híbrido, que usa combustíveis fósseis ou eletricidade. Carros híbridos deveriam receber um incentivo do governo, pois, quando alimentados pela eletricidade, não poluem o meio ambiente e não usam combustíveis fosseis, possibilitando o uso do petróleo para outros fins.

Guilherme Vantroba guivantroba@hotmail.com  

Curitiba

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PT X PSDB

Enquanto os mensaleiros já condenados vislumbram a possibilidade de cumprir a sentença em liberdade graças à possível boa vontade de alguns juízes do Supremo Tribunal Federal (STF), os tucanos, supostamente envolvidos em cartel do Metrô, já são considerados culpados pela mídia e pelos petistas, mesmo sem haver-se aberto ainda um processo contra eles, assim contradizendo totalmente a máxima lulista de que antes do trânsito em julgado todos são inocentes. No caso, nem processo existe ainda. É bom que se diga: haja o que houver, o mensalão do PT não será esquecido pelos paulistas nas próximas eleições – o máximo que pode acontecer , se comprovado for este caso ocorrido na década de 1990, é apoiarmos a condenação dos culpados como indivíduos, mas não como sigla partidária. Porque tenho consciência de que corrupção é um mal geral e que vem de tempos, mas me domina a plena convicção de que foi o PT que oficializou esta prática durante sua gestão. Portanto, que se apure tudo neste novo caso (Metrô), mas que os mensaleiros petistas sejam presos, e sem demora!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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O CARMA DO MENSALÃO

Desde junho de 2005, quando Roberto Jefferson denunciou o esquema do mensalão até hoje, já se passaram mais de sete anos. Em agosto de 2007, o STF aceitava denúncia e abria ação penal contra 40 acusados de participação no assustador arranjo de corrupção na política, com compra de votos, visando à aprovação no Congresso de projetos de interesse do governo. Somente em julho de 2011, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedia a condenação de 36 dos 38 implicados e em agosto de 2012 seria iniciado o julgamento propriamente dito que viria terminar quatro meses depois, com o estabelecimento das penas. Um jornal de grande circulação, edição de 17/12/2012, afirmava, logo após o término do julgamento, que, por decisão do STF, onze condenados ficariam presos em regime fechado, em presídio de segurança média ou máxima, entre eles Marcos Valério e o ex-ministro da José Dirceu, além de anunciar a perda, por decisão do plenário do STF, de mandato de três parlamentares condenados. Por outro lado, o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, através da mesma edição, previa que o acórdão que oficializaria as sentenças, seria publicado em até 60 dias, contados a partir daquela data. A partir do fim do ano passado, o processo entrou na chamada fase recursal, já prevista. O resultado foi a passagem célere pelo prazo previsto de homologação das penas, graças ao emprego de  subterfúgios jurídicos, tais como os embargos infringentes, ininteligíveis para o público não versado em leis. Até agora, início de agosto de 2013, nenhum dos condenados iniciou cumprimento de pena e dois dos parlamentares cassados, é de pasmar, fazem parte da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, havendo até o momento somente uma perspectiva de retomada do julgamento até meados de agosto. Trata-se, como se vê, de uma sequência que envergonharia a justiça de qualquer país democrático balizado pelo estado de direito. Se sobrevierem outros atrasos e forem configuradas intervenções de caráter político, que parecem estar esporadicamente surgindo, com o objetivo de anular ou aliviar penas de implicados ligados ao governo, ou ainda, pior, de tentar anular o julgamento, a sociedade correrá sério risco de se sentir desamparada por dispor de um Judiciário falido e o país de perder o respeito da comunidade internacional. Está em nossas mãos monitorar os acontecimentos e reagir antes que seja tarde.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CASO BANCO RURAL

A liquidação do Banco Rural veio tarde, desde o tempo do governo Collor sua posição era, no mínimo, suspeita, e depois se tornou o braço direito do mensalão, produzindo um rombo superior a R$ 2 bilhões. Incrível é observar como de tempos em tempos os bancos mostram pesado endividamento e a fiscalização minimiza as consequências, deixando para os clientes o prejuízo maior, já que o fundo garantidor tem limite de R$ 250 mil de cobertura, o que é, na conjuntura atual, muito defasado

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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LIQUIDAÇÃO

Será que o fato de o Banco Central ter decretado a liquidação do Banco Rural não teve a intenção também, desta forma, de vir a liquidar e encerrar as maracutaias e os podres que envolveram todos os políticos corruptos do caso mensalão?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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TRANSPORTE PÚBLICO DESUMANO

Fazendo as contas entre mortos (6) e feridos (34) em mais um “despencamento” de ônibus de viaduto no Rio de Janeiro, conclui-se que o micro-ônibus em questão levava 40 pessoas a bordo. Como esses veículos levam no máximo 31 pessoas sentadas, 9 pessoas estavam em pé. Cair de 20 metros de altura transportando 9 pessoas em pé, foi milagre que apenas 6 tenham falecido...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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É PRECISO INVESTIGAR

Os ônibus estão despencando dos viadutos no Brasil e a imprensa cobre tudo de maneira burocrática: se o ônibus tinha documentação regular, se a habilitação do motorista não estava vencida, quantas multas havia para aquele veículo e se a empresa de ônibus vai indenizar as vítimas. Por que a imprensa não investiga se há falta de fiscalização da prefeitura quanto à jornada excessiva dos motoristas, ao excesso de velocidade para cumprir horário imposto pela empresa de ônibus e, principalmente, porque há defensas muito baixas nos viadutos que permitem o ônibus despencar e matar as pessoas.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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REFORÇO NO VIADUTO

No Rio de Janeiro, de Cabral e Paiva, ainda existem viadutos sem gradil ou muretas resistentes que poderiam impedir a queda de ônibus e carros? Vendam os helicópteros e, com o dinheiro, reforcem os viadutos! O povo vai apoiar a ideia.

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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MORTES NO TRÂNSITO

O Brasil é campeão absoluto em mortes no trânsito do Planeta, 60.752/ano, contra 52.200 homicídios, temos 5 mil mortes por mês em acidentes automobilísticos. Com as armas, vieram à proibição de fabricação, venda e porte, seguindo a mesma lógica de raciocínio, deveremos também restringir a fabricação, venda, e porte de habilitação para veículos automotores no Brasil. Ou será que o que serve para as armas não se aplica aos automóveis? Matar com armas é o mesmo que matar com um veículo, que também se transforma em arma letal.  É alarmante ver que para cumprir um determinado trajeto, se não morrermos por assalto à bala, morreremos por assassinato automobilístico.

Eugênio Iwankiw Junior iwankiwjr@hotmail.com

Curitiba

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HOMICÍDIO DOLOSO

Não consigo entender, como um sujeito (4/8, A25), na direção de veículo automotor, com ou embriaguez ao volante, fuga de local de acidente, direção sem permissão ou habilitação, apresentava sonolência, olhos vermelhos, desordens nas vestes, odor de álcool no hálito e se mostrou agressivo, com dificuldade no equilíbrio e com a fala alterada. Por fim a delegada, e perito, constataram sinais de alteração da capacidade psicomotora! Pois bem, tudo isso, e a delegada do 89.º Distrito Policial no Morumbi classificou o crime como homicídio culposo. Isso é correto? Penso que não, e que algo deva ser feito para que a justiça ocorra: prisão!

Edivelton Tadeu Mendes etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

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DESPREZO PELO TRANSPORTE PÚBLICO

As obras de construção dos metrôs da Cidade do México, São Paulo e Rio de Janeiro começaram no mesmo ano, em 1968. Em menos de um ano o México inaugurou a primeira linha para atender as Olimpíadas e, dois anos depois, quando da Copa do Mundo de 1970, já tinha uma rede razoável em operação. Hoje tem 177 km de linhas. Em São Paulo, o metrô foi inaugurado em 1974, seis anos depois do início das obras. Hoje a extensão de suas linhas é de 74 km. No Rio de Janeiro, o metrô começou a operar em 1979, 11 anos depois do início das obras. A extensão atual das linhas é de 46 km, quase quatro vezes menor do que a mexicana. Os números são mais do que eloquentes. Demonstram o desprezo brasileiro no equacionamento do transporte urbano de passageiros nas suas duas principais metrópoles.

Roldão Simas Filho rsimasfilho@gmail.com

Brasília

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A NOVA CLASSE MÉDIA

 

O prefeito Fernando Haddad, tentando fazer média com a classe C ou D, cria corredores e estrangula o já caótico trânsito de São Paulo. O discurso é o favorecimento das classes que dependem do transporte público, punindo a nova classe média que comprou carros 1.0 sem IPI, financiado a perder de vista, os novos críticos do prefeito Haddad, do PT, e a maioria é petista e recém-chegada à classe média. Como fica, sr. Haddad, o discurso do PT? Se subiu para a classe média, já não interessa ao PT? Ou o objetivo é achatar cada vez mais o patamar de ganho dos brasileiros para que existam somente brasileiros da classe C? O sr., como administrador, é um poste sem luz própria, e a "presidenta", que nunca ofereceu um centavo para São Paulo, nem Lula, agora quer comprar votos com R$ 8,1 bilhões? Todos se merecem, a presidente que de fato não é, distribuindo dinheiro para que um bando de marqueteiros tentem  ganhar a eleição para governador em 2014. Isso é compra de votos, menos má do que as sabotagens nos trens da CPTM e do Metrô. Mais dia menos dia haverá mortes, talvez muitas, e os culpados todos sabem quem é, difícil é provar.

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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IDEIA ALOPRADA

Mais uma ideia “aloprada” para fingir que se resolve um problema! Quando o rodízio começou, pensávamos que as multas seriam aplicadas na expansão do sistema viário, criando novas artérias para escoar o trânsito. Que esperança! Criaram foi mais uma máquina de arrecadação. Por que não cobram pedágio, em vez disso? Ao menos nos livraria dos “pontos na carteira”. A propósito: leis regulando o trânsito não são de alçada federal?

Alberto Futuro carlos_futuro@viscondeitaborai.com.br

São Paulo

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CASO SIEMENS

A Siemens resolveu cooperar plenamente com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na investigação do suposto cartel do metrô em São Paulo. A condição imposta? A isenção total de punições, por quaisquer acordos diabólicos que a empresa possa ter feito. De um lado, temos o mau-caratismo da companhia alemã, numa proposta suja – pois ela deve ter culpa no cartório. Do outro, temos a sujeira dos investigadores (leia-se, o PT), que, secos por uma revanche ao mensalão, venderiam até a alma ao diabo por informações. Isso me lembra uma citação de Sir Winston Churchill, proferida em 1940, em que ele dizia que a guerra não era contra Hitler, era, sim, contra o povo alemão e sua teimosia em apoiar tamanha barbárie. Churchill destacava o mau-caratismo – ou, naquele caso, a completa falta de caráter – que baseava os alicerces daquela nação. Pelo trato proposto, pouco mudou por lá.

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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ALOPRADOS OFICIAIS

“O bicho vai pegar”, “fazemos o diabo”, “garras afiadas”... Com essa retórica animalesca, bem própria do lulopetismo, eles anunciaram o “modus faciendi” para tomarem o poder no Estado de São Paulo. Agora o Cade vaza informações pinçadas de um processo sigiloso para atingir o governador. Eu não ponho a mão no fogo por nenhum político, mas, para não entregar São Paulo aos lulopetistas, eu pulo num vulcão.

Carlos Eduardo Stamato dadostamato@hotmail.com

Bebedouro

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O INADMISSÍVEL SEGREDO DO CADE

O Brasil, além de tudo, vive sob uma administração desconexa, em que avulta a incoerência, que seria indispensável à administração como um todo. Enquanto a presidente Dilma sanciona lei, representativa de um avanço democrático, que manda as pessoas jurídicas (no caso pessoa jurídica de direito público, o Estado de São Paulo), e pessoas de direito privado envolvidas, indenizar imediatamente o erário (por uma importância astronômica, antes de qualquer processo e tampouco trânsito em julgado de sentença), o Cade se recusa a exibir os documentos que lastreiam sua acusação.  Ora, como indenizar por algo não revelado, que se encontra na escuridão, onde não raro agem os sicários e os caluniadores que às dezoras tocam fogo nos paióis?

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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AÍ TEM

 Se é que há alguma coisa de errado, por que o Cade não investigou e denunciou antes? Só na época que antecede eleições neste país, antecipadas, diga-se de passagem, “pelo” autor das esculhambações, este tipo de manchete começa a aparecer, sempre contra o governo de São Paulo. Aí tem... coisa típica do PT, que não quer sair do poder e quer abocanhar São Paulo. Se sair, o que espero que aconteça logo, vai ter muito que explicar. Se não afundar o País antes. Até agora não vi nenhuma notícia de que alguma coisa no “nunca antes neste país” sobe. Está sempre ladeira abaixo.

Tânia Pinotti tkita@uol.com.br

São Paulo

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