Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2013 | 02h07

Gastança

A presidente Dilma Rousseff gastou quase R$ 2 bilhões em propaganda, muito mais que o Lula. Além de ser um absurdo, tenho certeza que a base aliada proprietária de TVs, rádios e jornais levou a maior parte dessa verba.

IVAN BERTAZZO

ivan.bertazzo@gmail.com

São Paulo

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Despropósito

Quais seriam os critérios adotados para estabelecer as prioridades do petismo no poder, se deixa de utilizar R$ 16 bilhões na saúde, mas os usa para propaganda? Seria o critério do para nós, tudo e para o povão crédulo, propaganda enganosa? Não há a menor chance de haver honestidade nesse propósito.

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

Bilhões em confetes

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Como já dizia o Chacrinha, "quem não se comunica se trumbica". Não me espanta o aumento de despesas com publicidade no desgoverno Dilma Rousseff em relação à média de Lulla. É intuitivo que, quanto pior é o resultado da ação administrativa, mais necessidade há de "mostrar serviço", ainda que tudo fique apenas no campo das intenções. Como escasseiam os motivos para júbilo - em vista dos maus resultados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da corrupção, da inflação, dos gastos inúteis e da falta de rumo desse desgoverno -, o jeito é acionar os publicitários e pedir-lhes que façam hora extra procurando algum motivo para soltar rojões e jogar confetes sobre a própria cabeça, especialidade da casa. São bilhões que poderiam transformar-se em algo de útil para o sofrido povo brasileiro. Infelizmente, as prioridades do PT são outras.

SILVIO NATAL

silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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Baixa aceitação

Geralmente, quando um produto não tem aceitação geral dos consumidores, costuma-se reforçar sua campanha publicitária, o que implica, obviamente, mais gastos. Seria isso que está acontecendo com a presidente?

ODILON OTÁVIO DOS SANTOS

Marília

PETROBRÁS

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Manobra contábil

Parabéns à Petrobrás pelo lucro de R$ 6,201 bilhões... Mas haverá algum fornecedor por aí que tem a receber da Petrobrás que tenha visto a cor do dinheiro?

ANA RITA FERNANDES MEIRELLES

anarita.meirelles@gmail.com

São Paulo

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ENERGIA ELÉTRICA

Só faltava essa

Uma obra gigantesca, à altura do seu custo de R$ 3,5 bilhões, a linha de transmissão Tucuruí-Macapá-Manaus, apesar de concluída - coisa rara nesta gestão petista -, não vai poder entrar em funcionamento. O que seria a redenção da Região Norte do País, que sofre há anos com apagões diários de energia elétrica, os quais impedem o seu desenvolvimento, tem um grande culpado: o próprio governo federal. Porque uma distribuidora do grupo Eletrobrás, a Amazônia Energia, responsável pelas obras complementares, não foi capaz de concluí-las. E o prejuízo para nós, contribuintes, por mais esse passa-moleque da gestão petista é de astronômicos R$ 2 bilhões por ano! Essa triste e real história, mais uma protagonizada pelo Planalto, seria o mesmo que um cidadão comprar um carro sem os pneus para rodar... E se lá atrás, em tom de gozação, diríamos que esse episódio seria uma típica piada de português, hoje é exclusiva do petismo.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DEFESA NACIONAL

A presidente e as legiões

A presidente Dilma Rousseff parece ignorar que é a comandante suprema das Forças Armadas. Corta pesado o orçamento da Defesa, adia sem pudor sua decisão sobre a escolha dos novos caças para a FAB e alonga por muitos anos o programa de controle das fronteiras e do mar, deixando a Nação sem músculos. Cuidado, dona Dilma, não se esqueça da máxima do general romano Júlio César: "As legiões são perigosas quando estão desocupadas e desequipadas".

EDUARDO ROQUE, empresário

São Paulo

INTEGRALISMO

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'Vanguarda da tradição'

Com a publicação do artigo Verde-galinhismo (Aliás, 4/8), o sr. Sérgio Augusto assinou uma declaração do mais absoluto analfabetismo histórico e político. Em texto divulgado no portal da Frente Integralista Brasileira (FIB), disponível em http://www.integralismo.org.br/?cont=781&ox=241, apontamos alguns equívocos do autor sobre o Integralismo, a própria FIB e a História pátria, assim como a incoerência de suas posições políticas. Dispondo de reduzido espaço, apenas colocaremos aqui algumas das principais críticas que fizemos no referido texto ao artigo de Sérgio Augusto. Em primeiro lugar, salientamos o fato de ser o Integralismo um movimento sadiamente nacionalista e defensor de um Estado forte a um só tempo antitotalitário e anti-individualista, inspirado antes de tudo nas lições do Evangelho, nas tradições cristãs brasileiras e na Doutrina Social da Igreja, e autoritário apenas se dermos a tal palavra, como o fez Oliveira Vianna, o sentido de afirmação da autoridade, pressuposto da ordem, da legalidade e da liberdade. Em seguida fizemos ver que o Integralismo deve ser julgado por sua doutrina, e não por suas exterioridades. Destarte, se o modelo integralista de corporativismo é bastante diverso do fascista, bem como, diferentemente da posição dominante no fascismo, o Integralismo sempre se opôs ao Estado totalitário de inspiração hegeliana e ao juspositivismo, afirmando contra este o Direito Natural Clássico, também a saudação integralista difere da fascista, sendo de inspiração indígena e nela o braço ficando erguido para o alto, verticalmente, e não inclinado como na saudação romana adotada pelo fascismo. Do mesmo modo, não só o Integralismo, por sua postura contrária ao racismo, difere profundamente do nacional-socialismo, como também seu símbolo, a letra grega Sigma maiúscula, nada tem que ver com a suástica nem com o fascio. Igualmente sublinhamos que a FIB, partidária de uma revolução restauradora e construtiva, não é a "vanguarda do atraso", mas sim a vanguarda da tradição, entendida como a base de todo progresso estável e verdadeiro, e fizemos notar as contradições em que incorreu Sérgio Augusto, por exemplo, ao defender o Estado liberal e condenar o Integralismo por combatê-lo, ao mesmo tempo que se opõe ao que considera uma "satanização" do marxismo, também contrário ao Estado liberal. E, é claro, não deixamos de frisar que o articulista, em seu ódio irracional pelo Integralismo, chegou mesmo a comparar os integralistas a criminosos que "agridem e matam homossexuais", praticando o crime de injúria.

VICTOR EMANUEL VILELA BARBUY, presidente da FIB

victor.emanuel.brasil@gmail.com

São Paulo

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LIMITES PUBLICITÁRIOS

 

Os gastos com publicidade, nos dois primeiros anos do governo Dilma Rousseff, são 23% maiores que os de Lula nos seus quatro anos de mandato, segundo o “Estadão”. São milhões de reais que poderiam ser reduzidos e endereçados para mais hospitais, mais escolas e mais segurança, dado que o montante daria para realizar quase que duas transposições do Rio São Francisco. Na verdade, deveria existir lei que impusesse limite de gastos publicitários, porque a liberalidade é que permite atingir montantes tão expressivos e que são retirados das verbas que poderiam realizar obras em benefício do povo. Mas o Congresso Nacional fica calmo e acomodado quando toma conhecimento desses absurdos governamentais. Certamente que os gritos das ruas, também, apontam para essas barbaridades cometidas no âmbito da coisa pública.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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PROPAGANDA INÚTIL

Podemos observar que o gasto com publicidade do governo Dilma, além de excessivo, não tem o mínimo objetivo de informar a população. Dias atrás, fui surpreendido pela TV com a notícia de que o prazo para recadastramento do INSS seria prorrogado tendo em vista que um porcentual superior a 50% de aposentados e pensionistas não se havia recadastrado. Nos últimos 12 meses, tenho assistido diariamente à TV e lido jornais, e não encontrei nenhuma notícia sobre a tal exigência e, pior ainda, fui até o Banco do Brasil, onde é depositada minha aposentadoria, para o referido recadastramento, e fui informado de que não é o banco que recadastra. É lamentável esse descaso.

                                                                                                                                                                                                                                   Paulo Sergio Correa paulosergio1944@gmail.com

São Paulo                                                           

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INSPIRAÇÃO

Bem ao estilo Joseph Goebbels, o PT gasta R$ 16 bilhões em propaganda em dez anos no poder.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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A PROPAGANDA RESOLVE

A imprensa ressaltou a melhora da presidente Dilma Rousseff, que obteve um crescimento de 6% nas pesquisas de aprovação. Se as pessoas lerem os noticiários dos jornais para verificar o que justifica esse aumento, ficarão decepcionadas e não entenderão o que se passa. A economia mostrando uma inflação acima da meta e o crescimento do País de no máximo 2% em 2013 indicam problemas. A inflação está sob controle, repetiu Dilma, o que é intrigante pelo fato de os seus gastos que geram inflação não estarem sob controle. Na semana passada foi noticiado que Dilma gasta o dobro do que Lula gastou em segurança, R$ 67,1 milhões. O “Estadão” (12/8) mostrou que ela gastou também 23,5% mais do que o antecessor em propaganda. Quem deseja a campanha eleitoral paga pelo erário já foi atendido. Quanto às despesas, verifica-se que ela é campeã, o que indica que o controle da inflação será feito com “substanciais” aumentos dos juros. No lado das realizações de seu governo, que deveriam ter influenciado as pesquisas, Dilma tem a mostrar que nenhuma das concessões previstas há um anos em ferrovias (10 mil km) e rodovias (7.500 km) teve leilões realizados. Na área de energia, temos que o linhão de R$ 3,5 bilhões (1.850 km) ligando o Norte ao restante do País, que ficou pronto há mais de um mês (levou 5 anos para construir, 3 mais que o previsto), ainda não pode ser ligado por atraso na rede de distribuição, o que onera o Estado em R$ 2 bilhões por ano com energia das térmicas. Igualmente relevante é o fato de que temos 19 parques eólicos prontos para funcionar, mas faltam as linhas de transmissão. A economia e a administração estão se deteriorando. Certamente não serão esses os motivos para o crescimento da presidente nas pesquisas. Provavelmente, a propaganda do governo e, principalmente, o apoio de alguns órgãos de imprensa, sobretudo a TV Globo, é que estão fazendo a diferença.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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O POVO ÀS FAVAS

Mediante o lema “a propaganda é a alma do negócio”, Dilma gasta mais do que Lula, atingindo em média de R$ 1,8 bilhão ao ano para manter sua imagem e, desta forma, continuar iludindo e ludibriando a população. Juntos, os dois já gastaram a “irrisória” quantia de R$ 16 bilhões. Enquanto isso, o povo que se exploda, não é?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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INCOMPETÊNCIA E PUBLICIDADE

O povo deste país está descendo a ladeira, porque tem um governo que é péssimo administrador. A cada dia surgem mais denúncias de desvios ou decisões administrativas irracionais (compromisso com Copa, Olimpíada, pré-sal, “trem-balela”, transposição do São Francisco, etc.). A inflação, a Selic e o número de “aspones” em alta só fazem pesar mais a alta carga tributária. Agora os jornais noticiam que o gasto com propaganda no período Dilma/Lula superou o gasto do “desgoverno” anterior – do sócio nem tão oculto. Na TV e nos jornais, a Bela Adormecida aparece todos os dias com o cabelão arrumadinho, mas o que está por baixo está muito desarrumado – parece palha de aço –, basta ver os discursos confusos que ela faz. E os jornais publicam todos os dias fotos da dita, que causa a desdita do povão. Estão colaborando para um novo mandato.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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PERDI ALGO?

Leio dois jornais diariamente e me mantenho atualizado tanto pelas rádios quanto pela internet. Devo ter deixado, então, passar despercebido algum fato relevante, alguma ótima notícia para os brasileiros e brasileiras, que pudesse então justificar o resultado da mais recente pesquisa de opinião pública sobre o governo da presidente Dilma, senão como então entender essa mudança de opinião do povo, que foi às ruas pacificamente protestar contra os abusos, a incompetência e o descompasso dos políticos em relação aos seus anseios? Agradeço se me informarem.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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‘LA GARANTIA SOY YO’

A promiscuidade provável, porém velada, que existe entre o governo do PT e alguns institutos de pesquisa de intenção de voto assemelha-se à historinha do vendedor paraguaio – nada contra a dignidade do povo paraguaio –, que, quando indagado sobre a qualidade do que estava vendendo, respondia “la garantia soy yo” (a garantia sou eu”. O problema aparecia quando o produto, numa das primeiras vezes que era colocado em uso prático, não funcionava, e aí via-se que a garantia não tinha endereço. Qual a analogia? Antes dos protestos que sacudiram o País durante o mês de junho, a popularidade da presidente Dilma atingiu incríveis 66%, produto nitidamente falsificado, mas com garantia dos principais institutos de pesquisa, interessados em resultados favoráveis ao governo com o qual se entrelaçavam. A estrepitosa vaia na abertura da Copa das Confederações, o primeiro teste real da autenticidade do índice, mostrou que a garantia era do tipo paraguaia. Logo após a eclosão das manifestações de junho, o novo porcentual caiu, em curto espaço de tempo, a também incríveis 30%, um assustador e inverossímil grau de volubilidade do eleitor brasileiro, levando a sociedade consciente a desconfiar das garantias oferecidas. Por conseguinte, a credibilidade do vendedor também despencou. Com a aparente retomada do sono do gigante, os institutos estão voltando lentamente a se pronunciar com garantias por enquanto mais cautelosas, elevando a popularidade a modestos 36%, mas acentuando que a única maneira de o PT vencer as eleições presidenciais no primeiro turno seria com Lula, fazendo renascer o entrelaçamento com o governo. Certamente, trata-se, mais uma vez, de “la garantia soy yo”, já que o vendedor dificilmente recuperará a credibilidade. É natural também que ele torça para que não ocorra outro teste real tipo abertura da Copa das Confederações.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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VAI PIORAR

No embalo do discurso de que “na eleição, fazemos o diabo”, os petistas, assanhados em conquistar São Paulo, o mais rico e mais importante Estado do País, atiram-se nas palavras cantadas pela boneca do ventríloquo e saem às ruas, por contratados, sindicalistas, Black Blocs, funcionários públicos, enquanto os delegados empossados no governo articulam denúncias, CPIs, investigações direcionadas, preparam o terreno para a disputa, impulsionam o “sonado” prefeito a arrebentar com o trânsito na Capital e põem os bandidos em guerra contra a Polícia e contra os cidadãos. Enfim, cumprem a promessa de endiabrar a vida dos paulistanos. Os próximos meses serão mais aguerridos, precisa muito diabo para impor um Padilha por sobre a cabeça dos paulistas, precisa muito mais propaganda enganosa para convencer os inadimplentes, precisa muito mais verba e bolsa para comprar a sociedade, que saiu às ruas e não recebeu resposta alguma, senão mais lorota da gangue do Planalto e seus asseclas.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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O FATOR MARINA

Os usos e costumes aperfeiçoados  pelo Partido dos Trabalhadores no seu voraz apetite demonstrado nesses últimos dez anos está se refletindo nas pesquisas recentes, em que desponta como uma candidata capaz de enfrentar em iguais condições a segunda mulher mais poderosa do mundo, a ex-senadora e ex-candidata a presidência da República Marina Silva (sem partido), que tenta registrar o novo Rede Sustentabilidade, que tem o prazo de até o dia 5 de outubro de 2013. É sintomático e até mesmo “sui generis” que num “butantan” de cobras criadas da política brasileira Marina Silva pretenda enfrentar Dilma e sua máquina devidamente azeitada e com recursos financeiros a perder de vista. Em qualquer cenário eleitoral, mesmo antes de ecoarem aos vozes das ruas, Marina Silva figurava na segunda posição, atrás apenas da presidente Dilma e nocauteando o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Eduardo Campos (PSB-PE). Com as denúncias recentes envolvendo o PSDB no caso do propinoduto de São Paulo e o PMDB nas denúncias que envolvem corrupção junto da Petrobrás, as esperanças do eleitor demandam para a opção de mudar para uma incógnita, pois as peças que estão no tabuleiro já são conhecidas. Marina é a esperança de uma política mais limpa e um não à possível continuidade dos vícios e desgovernos que solapam o País. Marina está pronta para entrar na arena. É questão de tempo regimental. Nesse cenário, Marina só tem um oponente: o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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NADA PARECE MUDAR

A corrupção no Brasil é suprapartidária e poucos são os políticos honestos, incluindo os do PT e PSDB. A diferença é que os tucanos costumam posar de vestais e não se consideram “farinha do mesmo saco”. O cartel do Metrô é uma ponta de iceberg, que só veio à tona devido a denúncia da Siemens, multinacional corruptora que propôs um acordo de leniência para safar-se. FHC teve o cuidado de nomear um procurador-geral da República que engavetou todas as ações criminais contra si e seus correligionários. As privatizações promovidas em seu governo, apesar de trazerem benefícios, foram “supervisionadas”, de maneira suspeita, por Sergio Motta e são conhecidas como “privataria tucana”. Em contrapartida, são recorrentes os gigantescos desvios praticados por petistas, como a compra e venda da refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos, e os descabidos financiamentos bilionários concedidos pelo BNDES à firmas “amigas” (Grupo X de Eike Batista, JBS Friboi, Oi). O objetivo principal dos partidos políticos brasileiros é ganhar o poder a qualquer custo, sem nenhum interesse em acabar com a roubalheira. O combate à corrupção não pode ser seletivo e os saqueadores do erário devem ser exemplarmente punidos, independentemente de sua filiação partidária. Os raros políticos honestos devem ser prestigiados, mas com as alternativas que se apresentam para as próximas eleições dificilmente o “status quo” será mudado.

Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

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DELFOS E DILMA

Na antiga Grécia, o oráculo de Delfos era um poderoso conselheiro (oráculo) sobre estratégias; a Pitonisa tinha poderes mediúnicos de profecia, de previsões, de conselhos, de estratégias de guerra. Nós, aqui, temos oráculo de Dilma: pitonisa com dons mediúnicos: logo após ela ter feito pesadas críticas à qualidade do Metrô de São Paulo, a imprensa começa a noticiar o escândalo da corrupção do Metrô; há interrupção de tráfego em uma das linhas, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) não autoriza acesso aos dados do processo pelo governador de São Paulo, o ministro da Justiça diz que basta solicitar à Justiça... A imprensa tem acesso às informações oriundas do Cade, que são negadas ao governador Alckmin. Mas... quem é o presidente do Cade? É o sr. Vinicius de Carvalho, que por uma surpreendente coincidência é o sobrinho de outro senhor das sombras, o sr. Gilberto Carvalho, amigo, conselheiro, oráculo de Lula e que permanece com dona Dilma, na Secretaria-Geral da Presidência da República. Feio, muito feio isso.

Luis Tadeu Dix tadix@terra.com.br

São Paulo

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IDEIA FIXA

Chega a ser hilária a vã tentativa da grande maioria dos leitores, em suas cartas neste espaço, de, desesperadamente, tentar imputar ao PT culpa ou parcela de culpa pelas propinas e vícios supostamente havidos nas licitações do Metrô de São Paulo e da CPTM. Lembro a todos: é o PSDB, não o PT, que governa o Estado de São Paulo desde 1/1/1995 (com breve intervalo, de 30/3/2006 a 31/12/2007, quando assumiu o vice Cláudio Lembo, do então PFL). E, como todos deveriam saber, o Metrô de São Paulo e a CPTM são administrados pelo governo do Estado. Tirem essa ideia fixa (PT) da cabeça, por favor.

Mauricio Nardi Jr. mauricionardi@hotmail.com

Valinhos

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DEDO SUJO

Quando a “presidenta” mencionou, em seu discurso em São Paulo, que o governo do Estado poderia ter feito mais metrô, estava dando a senha para o “lançamento” do escândalo dos trens, e isso prova que o episódio tem o meio-dedo sujo do PT.

Renato Pires repires@terra.com.br

Ribeirão Preto

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FARINHA

Concordo com FHC, quando ele diz que o PSDB não é farinha do mesmo saco que o PT. No caso Siemens, a farinha é muito mais velha e já deve estar com caruncho.

Azor de Toledo Barros Filho azortb@globo.com

São Paulo

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DISTANTES DO ELEITORADO

Está equivocado o ex-presidente FHC ao achar que bradando que o “PSDB não é farinha do mesmo saco” descolará o partido das acusações de favorecimento a cartéis para as obras do Metrô e CPTM.  Esse é um caso em que não vale apenas a retórica, e a atitude tem se mostrado insuficiente para afastar suspeitas. Não é demais lembrar que o PSDB estava à frente do governo de São Paulo durante os dois governos de FHC e que naquela época já ensaiava de maneira mais virtual do que na forma das manifestações que eclodiram em junho, um movimento pela melhoria da mobilidade urbana, que já era caótica. Em resposta, o então governador Serra, aliado do ex-prefeito Kassab, ofereceu como resposta a duplicação da marginal do Tietê, ou seja, mais privilégio ao transporte individual, o que tem se mostrado um severo equívoco. De lá para cá, a eleição do Lula, então revestido de uma aura de preconceito por sua origem proletária, mostrou o esgotamento da paciência com a repetição do mesmo modelo de sempre. Defeitos do sistema político à parte, Lula mostrou que é possível distribuir renda e ainda ofereceu o crescimento da economia e do orgulho brasileiro na mídia internacional. Hoje, se o PT é criticado, é muito mais pelo custo democrático de conviver com “partidos” arcaicos voltados para o próprio umbigo, sem representatividade real, a ser testada não só no processo eleitoral muitas vezes baseado na barganha rasteira, mas em um cotidiano esforço de aperfeiçoamento das instituições democráticas, um problema concreto que infelizmente não foi solucionado com a aprovação de uma necessária reforma política e algo no que aos poucos transforma o próprio PT, na medida em que se entranha no poder e se afeiçoa a ele, esquecendo-se dos ideais do passado. O lado ruim desse processo é que a maioria dos partidos, principalmente o PT, PSDB e PMDB, afastaram-se do eleitorado e cada vez mais são legendas de caciques, sem militância, a ponto de as manifestações de junho, expressão maior da insatisfação diante desse sentimento de que o que é público já não cumpre o papel de oferecer soluções para as necessidades da população, não reconhecerem a sua representatividade nos partidos políticos, os quais foram escorraçados, até mesmo os nanicos esquizofrênicos PSTU e PCO, defensores de regimes socialistas estrangeiros que até hoje não vislumbram um modelo de fato brasileiro. Quanto ao PSDB, com lideranças no mínimo sexagenárias, além de ter em seu legado paulista várias decisões incorretas na área da mobilidade urbana, quando priorizou o transporte individual ao invés de acelerar as obras do metrô, cada vez mais se aproxima do que existe de mais retrógrado e que era válido no tempo em que o PT não estava no poder. O PT arvora-se defensor do discurso progressista, mas o automatismo resultante do longo tempo de permanência no poder corrói a essência primordial que originou o Partido dos Trabalhadores. O PMDB só deseja as benesses do poder, seja lá como for. Para que não sejam “farinha do mesmo saco”, as duas forças políticas brasileiras majoritárias, PT e PSDB, precisam se dar conta da queda do Muro de Berlim, da necessidade de se debruçar e solucionar os problemas reais do Brasil, afastando o perigo do fisiologismo que consome e desorganiza recursos escassos indispensáveis para darmos os próximos passos para a construção de um país menos desigual, pondo fim às picuinhas que distraem ambos desse propósito. Para isso é indispensável que esses partidos se renovem, tanto no elemento humano quanto ideológico. Seria desejável também oferecer um rumo para os jovens que estão nas ruas protestando com razão, mas sem uma direção a ser tomada, permitindo que se tornem políticos diferentes dos atuais, mais idealistas, assertivos, íntegros e comprometidos com a sociedade brasileira.

Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br

Guarulhos

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O SACO DA MESMA FARINHA

Corrupção, suborno, superfaturamento, licitações fraudulentas, enriquecimento pessoal meteórico e ilícito. Políticos, de qualquer partido, deveriam pensar e repensar sobre o que está no ar. Não adianta absolutamente nada mostrarem-se ofendidos, surpresos e desentendidos. Se forem inocentes, defendam-se e processem os acusadores. Se as provas disserem o contrário, devolvam o dinheiro aos cofres públicos e sumam da vida pública. Um basta ao meretrício que virou a política brasileira. Como disse o ministro Joaquim Barbosa, os partidos, todos, não têm consistência ideológica e programática e anseiam ao poder apenas pelo poder.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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HIPOCRISIA

Os governos querem fazer obras, muitas vezes necessárias, por que rendem votos e comissões para os partidos (e partidários), mas sabem que sem a cartelização elas não se viabilizam! A justiça é a arma dos concorrente preterido. A experiência já mostrou que os seus advogados (tenham ou não razão), com a decisiva ajuda da Justiça e dos Tribunais de Contas, travam por vários anos qualquer licitação. O cartel, sob a ótica do governante, é a garantia de que o contrato será realizado e a obra feita ainda no seu mandato. FHC chamava isso de “ética de resultados”. Não é por acaso que a Linha 5 do Metrô tem as dez maiores construtoras do Brasil contratadas em consórcios. A quanta hipocrisia estamos assistindo nesses dias!

Frederic Stiebler Couto fred@programma.com.br

São Paulo

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CARTEL E PUNIÇÃO

Impressionante a quantidade de ilícitos da administração pública e do Judiciário brasileiros publicados quase todo dia! São necessárias muita esperança e persistência para não desanimar. No caso dos trens e metrôs, sorte do contribuinte e azar dos corruptos, diante da denúncia da Siemens (empresa alemã nada santinha, como outras da velha Europa). Haja severas punições às empresas e que o dinheiro superfaturado seja revertido ao erário. Que as ratazanas sejam identificadas e severamente punidas.  

João Costa Pinto joacocostapinto@uol.com.br

São Paulo  

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PROTELAR NÃO

As denúncias contra o governo de São Paulo por certo ainda vão ter muita repercussão. Começando pela surpresa causada pelas primeiras denúncias e seguindo pelo descompasso dos seguimentos governamentais, cujas respostas não têm sido conclusivas. E quem ao longo dos últimos anos explora o processo denominado de “mensalão” fica sem rumo com tanta denúncia que atinge todos os governadores da composição que controla o Estado de São Paulo nos últimos 20 anos. Que pelo menos esses acusados não tentem a protelação, que é muito comum em tais casos. O exemplo mais claro tem que ver com o “mensalão mineiro”, aguardando definição desde 1998.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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LIBERDADE DE EXPRESSÃO

O escândalo envolvendo a multinacional Siemens e o governo da São Paulo evidencia que a corrupção está arraigada na máquina pública brasileira há muito tempo. Não existem ovelhas nesse negócio, ou seja, só existem raposas e ratazanas de todos os matizes partidários dispostas a meter a mão no dinheiro público. A discussão sobre se o PSDB está ou não envolvido é uma capítulo à parte. A liberdade de expressão (importante instrumento democrático) permite que alguns o defendam e outros o declarem tão promíscuo com a ladroagem quanto os demais partidos políticos. O importante é o cidadão buscar a informação em diversas fontes e formar sua própria convicção para não se deixar contaminar pelas posições direcionadas dessa ou daquela entidade informativa.

Gabriel Fernandes gabbrieel@uol.com.br

Recife

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ÔNIBUS – FAIXAS EXCLUSIVAS

Acho que falta matemática básica ao prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e corriola. Se temos xis faixas de trânsito e tiro uma, quanto sobra de espaço para os usuários restantes? A resposta dos “ideólogos de carteirinha petralha”: retire automóveis e usem transporte público. Continuando na matemática de terceiro ano: Se temos superlotação nos transportes públicos, onde colocaremos os “xis” usuários de automóveis? Quem tem noção sabe que só restará ao paulistano a mesma solução que os indianos, com surfistas em cima, dos lados e a frente dos ônibus, mas Haddad resolve o assunto tirando de cá, colocando lá e lavando as mãos. Nisso que dá votar em quem esteve à frente de um Ministério da Educação em que só deixou lambança. Se não soube administrar lá, vai saber na maior cidade do País? Só com medidas à “Enem” mesmo! Enquanto isso, só resta a “indianização” do transporte público paulistano!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PALIATIVOS

Moramos na zona sul (Interlagos) e trabalhamos na zona norte (Parque Novo Mundo). Denominamos de aberração a criação recente das faixas exclusivas, sem o menor critério ou avaliação prévia por parte da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) das consequências para o trânsito – e só falamos das vias que utilizamos diariamente, citando como exemplos Avenida do Rio Bonito, Olívia Guedes Penteado, Marginal Pinheiros, corredor Norte/Sul e Marginal Tietê. O que se vê nessas vias são uma fila interminável de carros na esquerda e a dita faixa totalmente vazia, passando um ônibus a cada cinco ou dez minutos. Poucos dias atrás, um engenheiro de trânsito não ligado à CET, em entrevista à Rádio CBN, afirmou que só se justifica a criação das faixas exclusivas se houvesse um fluxo entre 80 (oitenta) a 100 (cem) passagens de ônibus por hora, ou seja, uma média de quase dois ônibus por minuto, o que nas vias citadas está anos luz longe de ocorrer. Pedimos que alguém realmente gabaritado e de bom senso faça um novo estudo, não só nas vias citadas, mas sim em toda a nossa cidade, e tome as medidas corretas, não tenha vergonha de admitir o erro e voltar atrás admitindo falha na avaliação anterior.  Chega de criar paliativos às pressas apenas para desviar o foco das recentes manifestações, algumas legítimas e outras sem o menor cabimento.

Evandro Takano, Lucas Takano e Mauro Modesto tacaelu@terra.com.br

São Paulo

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A INSENSATEZ DOS POLÍTICOS

A insensatez dos políticos continua infernizando a vida do paulistano. E de um mesmo partido, do PT, com duas demagógicas e contraditórias políticas: de um lado, estimulam a compra de carros (IPI reduzido) e o seu uso (subsidiam a gasolina) e, de outro, dificultam seu tráfego. Precisamos de políticas que aumentem o espaço para os veículos, e não políticas que reduzam as vias para o trânsito de automóveis. Não seria bom começar estabelecendo vias de trânsito rápido, nas quais o estacionamento seria proibido, acoplado com a simples regulagem dos semáforos? E o incentivo à carona solidária? Todos nós sentimos uma enorme diferença com o início das aulas, em agosto. Mas não só nas escolas; também nos órgãos públicos e nas empresas, nestas também com o incentivo ao “home office”, já praticado em muitos países. Aí, sim, essas atuais faixas exclusivas para ônibus acomodariam também os veículos com mais de um passageiro, multando os infratores dessa regra. Por acaso, com o sistema de transporte coletivo de que dispomos, numa cidade como São Paulo, o cidadão deixará de usar seu carro só porque aumentou a velocidade média dos ônibus?  A consequência só pode ser mais engarrafamento no trânsito, com o óbvio aumento da poluição atmosférica (30 km/hora polui o dobro do que a 60 km/hora). Resultado dessa conta: doenças respiratórias, doenças causadas pelo estresse e sobrecarga nos prontos-socorros. Não é à toa que atendo pacientes, muitos deles crianças e idosos, com tosse crônica há meses. Qual é o custo desta insanidade? A única saída que vislumbro é o Aeroporto de Guarulhos. Digo aos meus pacientes: mudem-se para Jericoacoara.

 

Antonio Carlos Gomes da Silva, médico acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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RECORDES

Depois da instalação de mais corredores de ônibus, a Prefeitura paulistana conseguiu derrubar todos os recordes anteriores de congestionamento na cidade e abriu a porta para mais uma medida populista e paliativa: aumentar o rodízio de veículos.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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MEDÍOCRES

Caro leitor sr. Corinto Luís Ribeiro, quanto à sua carta publicada aqui, no “Fórum dos Leitores) do dia 12/8/2013, lamento informar, mas as faixas exclusivas são somente para eles e, além de eles não andarem de transportes coletivos, como o sr. propôs, ontem o secretário municipal da Saúde foi flagrado andando, belo e solto, com um carro oficial nas tais faixas exclusivas numa das vias da região norte. Questionado, jogou a culpa no motorista e em seus superiores imediatos. Controle social para eles será sempre deles sobre nós, além das multas, que já estão coçando as mãos da Prefeitura. Também provocarão maior trânsito, com o consequente gasto maior de combustíveis, que significa maior faturamento para o governo – e o próximo passo será a implantação de pedágios urbanos. Com estes medíocres na gestão da Prefeitura, neste momento não temos nem prefeito nem Prefeitura. O conselhos que tanto falam que estão montando, na real, de uma forma serão todos aparelhados por seus pares.

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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‘FILA’ EXCLUSIVA

Como não bastasse o trânsito infernal da cidade de São Paulo, os tecnocratas da Secretaria Municipal de Transportes e do CET se juntaram para piorar ainda mais a circulação de veículos na maior cidade do País. Como sempre o objetivo das desmedidas tomadas pelo PT são eleitoreiras e, mais uma vez, dão com os “burros n’água”. Corredor de ônibus só pode ser implantado em vias com no mínimo três faixas de rolamento, senão vira “fila” exclusiva e daí ninguém anda. Joelmir Betting já dizia “na prática a teoria é outra”: da maneira como implantaram as faixas, já devem ter comprovado que a teoria só pode ser outra, é ou não é? O pandemônio do trânsito nem bem começou e já se transformou em uma desordem generalizada, mas nas propagandas – é o que intere$$a – mostram a perfeição. Tráfego de veículos numa cidade como São Paulo é uma questão de muito “tato”, inconfundível com a política eleitoreira dos PTralhas. O teste deveria ter sido feito em julho, com um impacto muito menor, no mês das férias escolares. Mais um sacrifício causado aos paulistanos, e vai ficar como está? A sigla PT passa a ser “Perdidos em Trânsito”!

 

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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SIMPLISTA

          

O secretário de Transportes, Gilmar Tatto, é ainda novo para estar com a memória fraca. Vamos, então, relembrá-lo. O partido DE que ele faz parte, o PT, e que está há dez anos no poder, tem incentivado com isenção de impostos (IPI) a compra descomunal de carros, entupindo nossas cidades. Vem ele agora, justamente quando a tal classe C comprou o carro em financiamentos de anos, pedir que usem o transporte público? Como tudo neste governo é feito de improviso e sem planejamento, vemos agora a sugestão simplista. Secretário, pagamos impostos (IPVA, DPVAT...) para usar nossos carros e não podemos fazê-lo? Por que dona Dilma (PT) não aumenta para valores reais o preço da gasolina, que está dando prejuízo para a Petrobrás, que tem importado por um valor e vendido mais barato, pois o governo quer fazer média com o povo e teme mais inflação? Continue tentando melhorar o trânsito que vocês, do governo, ajudaram a piorar, mas pare de dar incentivos para a compra de carros e aumente o preço dos combustíveis para valores reais.

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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ESCOLHA EQUIVOCADA

O prefeito Fernando Haddad está certo ao privilegiar o transporte público, mas equivoca-se em optar por investir em faixas e corredores de ônibus. As ruas da cidade não comportam mais esses monstrengos articulados, ruidosos e poluidores. O papel reservado a esse modal é o da integração às estações de trens e metrô. Daí que o aporte de recursos que o governo federal anunciou recentemente à Prefeitura de São Paulo, melhor destinação teria se aplicado na expansão das linhas de metrô. Os anunciados R$ 3 bilhões dariam para terminar a construção das linhas 4 (vermelha), 5 (lilás) e o monotrilho (linha 17), e ainda sobrariam recursos para a expansão e modernização da frota de ônibus em circulação.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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A SOLUÇÃO MAIS FÁCIL

A Prefeitura do Município de São Paulo (PMSP) não faz sua obrigação, ao transferir responsabilidades e custas para construtoras (modernização de semáforos, faixas exclusivas, abrigos e até terminais!) em megaempreendimentos na cidade. O que, obviamente, aumentará os preços dos imóveis, já na estratosfera. Sempre é escolhida a solução que dá menos trabalho, isso bem demonstra a má gestão do dinheiro público, especialmente em centenas de milhões arrecadados em multas e taxas. Algum dia teremos um alcaide à altura de São Paulo?

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com  

São Paulo

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CASO IVO CASSOL

Condenado  por unanimidade pelo STF por crime de fraude, enquanto prefeito da cidade de Rolim de Moura (RO), em pelo menos uma dúzia de licitações, o  hoje senador  Ivo Cassol não perde o cargo. Ministro do STF, Luis Roberto Barroso argumentou que “não pode produzir a decisão que gostaria, porque a Constituição não permite”. Cá entre nós, esse senhor Cassol poderia muito bem evitar  um enorme desperdício de tempo e dinheiro  do contribuinte que seu processo demandará e  renunciar espontaneamente. Até mesmo por uma questão de honra e vergonha na cara, não obrigatoriamente nessa ordem. O Senado Federal, a  Câmara dos Deputados, a Nação e o STF, como um todo, agradecem. E caro ministro Barroso, até onde se sabe, a Constituição não é um texto imutável. Agora é a hora!

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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QUANDO O STF SAI DA CURVA

 

Mais do que uma instituição, o STF é um símbolo a ser preservado. Ele só se constitui num “ponto fora da curva” quando, lembrando pontos nebulosos do seu passado, “volta atrás” (editorial “Estadão”, 11/8, A3). Isso ocorreu quando permitiu ao governo Vargas entregar à Gestapo a militante comunista Olga Benário Prestes. Ficou também distante das suas tradições ao se curvar aos interesses do PT e permitir a um despreparado presidente Lula o poder de decidir o destino do tetra assassino Cesare Battisti. O ponto fora da curva se renovou ao transferir a decisão da cassação do marginal senador Ivo Cassol aos seus pares do Congresso. O que se espera agora, na continuidade do julgamento do mensalão, que os novos ministros, dignificando nomes da grandeza de um Carlos Ayres Britto (11/8, A10), não permitam que a esperança se esfacele do coração dos brasileiros. Basta manterem distância dos poucos ministros “fora da curva” comprometidos com os apoios que tiveram em suas caminhadas.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

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PARA AS CUCUIAS

O “Estadão”, em seu editorial de domingo (11/8, A3), sob o título “O STF inova e volta atrás”, faz uma análise entre decisões anteriores (mensalão) e o atual caso do senador Ivo Cassol, de Rondônia. No primeiro,  entende o STF, por maioria, que os mensaleiros  condenados no processo (Ação Penal 470), após o julgamento dos recursos e trânsito em julgado das sentenças condenatórias, também tem ele tribunal,  competência para cassar o mandato dos réus. No segundo caso, referente ao senador da República Ivo Cassol, também condenado recentemente pela mesma corte, por fraudar licitações quando prefeito de Rolim Moura (RO), a 4 anos, 8 meses e 26 dias, em regime semiaberto, conflitando consigo mesma, entendeu a corte em tela que a  cassação do mandato do senador em questão  só poderá ser decretada por seus pares, isto é, por maioria absoluta dos senadores e em votação secreta. E agora, José, como sair dessa enroscada? Uma hora pode, outra hora não pode?! Com dois novos ministros, que já demonstraram a que vieram, o famigerado mensalão vai para as cucuias? O caso Cassol não pode transformar as decisões do nosso STF em verdadeiras caçoadas!

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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LADRÕES DE GALINHAS

Nossos políticos perderam tanto a noção do que é certo e do que é errado no trato do dinheiro público que chegam ao ponto de passar a mão em quantias bem pequenas, se comparadas com seus altos vencimentos, vantagens e mordomias, e que não os deixam longe dos antigos ladrões de galinhas. Essa apropriação indébita feita por Sergio Cabral, governador do Rio de Janeiro, de uma verba de R$ 1.525,40, referente a uma estada não oficial em Bruxelas em 2008, e que ele, após ser pego no flagra, declarou que vai ressarcir os cofres públicos, é um exemplo desse vergonhoso hábito.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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OS HOSPITAIS DO RIO DE JANEIRO

Acorde, governador Sérgio Cabral, o povo está  esperando  uma explicação melhor da Secretaria de Saúde do Estado para justificar  a deterioração das 50 ambulâncias UTIs móveis que foram encontradas abandonadas, apodrecendo num terreno baldio em Niterói. Esse negócio de a Secretaria dizer que estava esperando o recebimento de documentos das prefeituras do Estado para fazer a entrega das ambulâncias – e no mesmo dia comunicar à imprensa que as ambulâncias não eram para as prefeituras, mas, sim, para hospitais do Estado abertos recentemente, ou que estão para serem inaugurados – não colou. Governador, é por essa e por outras que o povo está revoltado com a administração de Vossa Senhoria. Só o senhor governador e sua equipe não estão sabendo que em 90% dos hospitais há falta de tudo.

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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GUILHOTINA E ESCRACHOS

Como Monsieur Guilhotin, que foi decapitado na ecológica máquina que inventou – não despendia energia –, agora os petistas e seus aliados, que estimularam o “escracho” contra os militares que os combateram nos idos de 1970, sofrem com a ação dos manifestantes, que rejeitam suas atuações políticas em benefício próprio. Cabral não tem paz em casa, Dirceu só viaja de jatinho e Dilma não vai às “arenas” pelas vaias esperadas. E Lula, pasmem, ao encerrar as comemorações de dez anos do PT no governo, fê-lo em ambiente fechado e luxuoso, o Othon Bahia, e não na praça do povo, imortalizada por Castro Alves e Caetano.

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

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DESPERDÍCIO

O País continua sendo mal administrado. Sob o pretexto de combater o crime, o governo de São Paulo vai poder gastar até R$ 1,1 bilhão, por ano,  com implantação e manutenção de bloqueadores de ligações de celulares dentro de presídios do Estado. Mais um dinheiro que poderia ser gasto, por exemplo,  com saúde e educação e que é malbaratado simplesmente porque o Estado é incapaz de impedir que celulares cheguem às mãos da bandidagem encarcerada.

 

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Mogi das Cruzes

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FUTEBOL – PATROCÍNIO ESTATAL

Consta que vários clubes de futebol no País devem R$ 3 bilhões ao Tesouro Nacional e ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). É legal que vários deles obtenham patrocínio de empresas estatais, a exemplo de Petrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal? Eu acho no mínimo imoral. E o homem do saci, sr. Aldo Rebelo, ministro do Esporte, está batalhando para anistiar os clubes. Pode? Vamos cortar uma perna dele, antes que consiga. Xô saci!

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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ROMÁRIO E A CBF

Botando a boca no trombone, Romário acusa José Maria Marin, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), de querer anistiar uma dívida de R$ 3 bilhões dos clubes de futebol. Romário revela que, na calada da noite, deputados se reuniram, fora da Câmara dos Deputados, com esse cartola que representa a desmoralização da gestão esportiva – a exemplo de seu antecessor, Ricardo Teixeira –, lembrando que Marin é tido como ladrão de medalhas, de terreno público, além de acusado de roubo de energia do vizinho. Romário lembra ainda que Marin visitou recentemente Henrique Eduardo Alves, tendo entregue ao representante do Legislativo convite para que seja o chefe da delegação num amistoso da Seleção, em setembro próximo, nos EUA. Marin, então, já estaria apresentando a fatura da CBF por ter concedi do centenas de ingressos a parlamentares, durante os jogos da Seleção na Copa das Confederações?

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br  

Bragança Paulista

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INVESTIGAÇÃO NECESSÁRIA

O deputado Romário anda tentando criar uma CPI para a CBF. Não que a CBF não deva ser investigada. Mas, como não recebe recursos públicos, fica difícil criar uma CPI para investigá-la. O diretor financeiro da entidade entregou o cargo após a quebra do Banco Rural. A entidade fazia seus câmbios no Rural e tinha investimentos altos, acima dos cobertos por lei para esta situação. Havia investido lá R$ 20 milhões e só receberão menos de R$ 300 mil. É óbvio que isso tem de ser investigado pela própria presidência da entidade. A melhor investigação seria que as empresas que a patrocinam, se tivessem um pingo de vergonha e decência, retirassem o patrocínio. Ao não o fazerem, abonam o que a entidade faz com o dinheiro deles.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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