Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2013 | 02h14

Enfim, os pingos nos is

O mensalão não foi "um ponto fora da curva". Carlos Ayres Britto põe os pingos nos is (11/8, A10): "Heterodoxo foi o caso", afirma o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). E poderia, mas não o fez por decoro, acrescentar: heterodoxo foi conseguir as justas condenações, onde e quando se acreditava estar a Suprema Corte irremediavelmente comprometida.

OSWALDO DE T. DE CARVALHO

otcarvalho@gmail.com

São Paulo

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Mensaleiros

Está nas mãos do "novo" STF: ou manda os condenados para trás das grades ou quem acabará atrás das grades é a esperança daqueles que sonham com um Brasil sem corrupção.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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Perda de tempo

Todos sabemos que nenhum dos condenados no processo do mensalão vai para a cadeia. Principalmente agora, com os novos ministros. Assim sendo, devemos ganhar tempo e liberar o STF, a imprensa e os cidadãos dessa pendência, para que possam dedicar-se a afazeres mais objetivos, liberando já os acusados. No caso do STF, que se dedique, com chances de sucesso, a julgamentos que não envolvam interesses do ParTido. Caiamos nos braços da realidade.

NELSON CARVALHO

nscarv@gmail.com

São Paulo

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A chave da cela

A saída pela porta dos fundos no processo do mensalão já está pavimentada. O alinhamento - esperado - entre os ministros Dias Toffoli, Luís Barroso e Teori Zavascki no julgamento do senador condenado Ivo Cassol, com a tese sobre crime de formação de quadrilha, a mesma defendida pelos que votaram contra a condenação dos mensaleiros por esse crime, define o destino de José Dirceu e seus comparsas: flanar fora do xadrez. Ao contrário do embargo de declaração, o infringente tem o condão de permitir o benefício de novo julgamento e até reformar a sentença. É aí que está o pulo do gato. Mas esse ardil só dará certo se passar despercebido pela sociedade leiga. Esse recurso não existe mais, não foi recepcionado pela Constituição de 1988 e a nova lei (8.038/90) que trata de recursos em ação penal originária não prevê o embargo infringente, ou seja, não cabe! Espero que as juninas estejam alertas.

JOSÉ CARLOS SALIBA

fogueira2@gmail.com

São Paulo

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Justiça

Para que serve a Justiça? Para punir os malfeitores. Ora, se nada acontecer aos protagonistas do maior esquema de corrupção da "História deste país", reconhecido até por seus pares, então nossa Justiça terá falhado e deverá ser repensada. Pois esse precedente servirá de exemplo a toda uma Nação, em todos os níveis. É esse o "jeitinho brasileiro"? Um magistrado de verdade jamais concordaria!

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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PT ataca PSDB

O sr. Rui Falcão chamou as denúncias contra o Metrô de São Paulo de "trensalão". E as denúncias feitas contra os metrôs dos Estados governados pelo PT e empresas de energia governamentais, como Furnas e Eletrobrás, seriam o "petralhão"?!

JOSÉ GILBERTO SILVESTRINI

jsilvestrini@hotmail.com

Pirassununga

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Mensalão x 'trensalão'

Está cada vez menos fácil acreditar na diferença entre os partidos por suas ideologias. Menos ainda por seus "supostos" envolvimentos corruptos. A lei escrita e sua interpretação se confundem. A corrupção no partido fornecedor de "bolsas" não sofre punição de fato. Este torce por ver punidos os que a ele não se associam de alguma forma - ideológica ou oportunisticamente. Enquanto o povo, ou seja, nós, eleitores, submetidos aos desvarios das urnas eletrônicas e às falácias dos governantes (não governa apenas a presidenta) locados em Brasília e arredores da capital paulista, ficamos no aguardo de providências que a mídia nos anuncia, mas que se esvaem no passar dos dias. O "trensalão" ainda não se confirmou; o mensalão, sim! Aguardemos mais um pouco. Paciência é resultado de bom senso.

JOSÉ JORGE RIBEIRO DA SILVA

jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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Cartel e desvios

Incrível como a todo momento temos uma nova denúncia de desvios de dinheiro público, cartéis, superfaturamentos e outras formas "criativas" de encher o bolso de políticos corruptos. Não existe uma obra no Brasil que não tenha alguém controlando os desvios. Os atrasos para o início das obras ocorrem pela demora em montar a "rede" de corrupção. Quando montada, começam os superfaturamentos e os constantes aditivos. E obras iniciadas param antes de concluídas, com os corruptos devidamente satisfeitos com os desvios já concretizados. As obras? Pouco importam. São só mais uma fonte de "renda". Entra partido, sai partido, e tudo continua da mesma forma. Muito poucos realmente trabalham para o que foram eleitos. Depois de alguma denúncia, quando existe, começam os discursos das "apurações com o maior rigor", que são esquecidas e quase nunca resultam em alguma punição. Dá-me nojo olhar para esses "milionários da corrupção", enquanto continuamos pagando os impostos mais altos do mundo sem nenhum serviço público que preste. Quando esses safados vão realmente pagar por seus atos? O povo já começou a se cansar disso e foi para as ruas. Talvez no futuro consigamos limpar o mundo dessa corja!

RONALD E. PACINI

rpacini@uol.com.br

São Paulo

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TREM-BALA

Adiamento

Trem-bala é adiado por falta de interesse de empresas (13/8, A1). Nenhuma obra iniciada nos quase 11 anos de governo do PT foi concluída. Acorde, "presidenta" Dilma Rousseff. Esqueça o megalomaníaco projeto do trem-bala. Ouça o clamor das ruas. Termine o já iniciado. O Brasil tem outras prioridades. Procure resolver os problemas de saúde pública, educação, segurança, infraestrutura, mobilidade urbana.

MARIO HAMILTON CASELLA

mariocasella@uol.com.br

São Paulo

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O real motivo

A denúncia do cartel do PSDB foi um tiro no pé. Atrapalhou a pescaria em águas turvas do PT nos R$ 35 bilhões do trem-bala e nos R$ 35 bilhões dos caças para a FAB, mais o resto que vem por aí. Munição de graça para o(a) candidato(a) a presidente(a).

SINCLAIR ROCHA

sinclairmalu@uol.com.br

São Paulo

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LEILÃO DO TREM-BALA ADIADO

 

O governo federal adiou o leilão do trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro por pelo menos um ano, a pedido de grupos espanhóis e alemães. Realmente, o momento não é dos melhores para que empresas como a Siemens participem e ganhem o leilão do trem-bala, principalmente depois que o governo federal, por meio do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), forneceu muitos detalhes à mídia sobre a formação de cartel envolvendo a referida empresa e o metrô de São Paulo, numa tentativa de desestabilizar o atual governo paulista. É melhor esperar a poeira baixar, para aí, sim, a empresa Siemens ser devidamente recompensada pelos serviços prestados ao PT.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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MEGALOMANIA PRESIDENCIAL

O projeto do trem de alta velocidade (TAV) entre Rio, São Paulo e Campinas, conhecido como trem-bala, orçado inicialmente em R$ 38 bilhões, mas que, de acordo com a praxe, custará o dobro, na melhor das hipóteses, está sendo adiado porque não há interessados na licitação. Para satisfazer à megalomania presidencial, o TAV na verdade não é uma prioridade do povo brasileiro, porque o público-alvo que seria beneficiado por esse capricho petista não tem como objetivo minimizar o sofrimento do povo trabalhador que é transportado nos trens e ônibus das grandes capitais como gado de corte. Por que não gastar essa fortuna na rede de transportes urbanos? O ministro dos Transportes, César Borges, afirmou que o adiamento do leilão não tem relação com as denúncias de cartel em licitações nos metrôs de São Paulo e do Distrito Federal. Então seria simples coincidência terem desistido o grupo francês Alstom e o grupo da empresa alemã Siemens. Outro grupo espanhol, Roupe/Talgo, que ganhou espaço no noticiário com o descarrilamento que matou 79 pessoas em Santiago de Compostela, em julho passado. O ministério dos Transportes, Dilma e todo o séquito governamental estão equivocados. Infraestrutura nos transportes nada tem que ver com TAV, que no Brasil é como instalar persianas em palafita.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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TREM FURADO

Uma das promessas de campanha da nossa presidente “saiu do trilho” e mais uma vez teve de ser adiada. Por que será que nem os cartéis estão interessados?  Não querem entrar nesse PTrem furado?

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com

São Paulo

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PROJETO INVIÁVEL

A notícia do adiamento do leilão do trem-bala não é nenhuma surpresa, pois qualquer empresa ou consórcio se interessará na licitação quando a relação entre o custo e as características operacionais do projeto apresentar condições aceitáveis de viabilidade econômica. A realização deste tipo de projeto sugere a necessidade de subsídios governamentais destinados a gerar grandes déficits no longo prazo. Por estas elementares considerações, continuo a crer que a solução lógica seria o abandono do projeto e a reestruturação, eletrificação e duplicação da linha férrea existente, tornando viável o transporte de passageiros e de cargas, aliviando concretamente o trânsito de veículos pesados na Via Dutra e oferecendo tarifas compatíveis com o bolso do brasileiro. A entrevista na TV Globo do presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) não explicou nada, mostrando somente a tradicional falta de coerência e uma forte miopia em questões de economia. Em oposição a ideia da realização do TAV, lembro também que o impacto ambiental não apresenta nenhum saldo positivo nos aspectos relativos à ocupação do solo, aos impactos sobre a vegetação, aos sistemas hídricos e geológicos, à geração de poeiras tóxicas, às complicações no trânsito, à poluição ambiental e sonora dos canteiros de obras e à geração de grandes quantidades de resíduos sólidos.

Francesco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

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UMA AVENTURA

Em 4/7/2011, no “Estadão”, foi dito que o “trem-bala do Brasil será deficitário”, segundo Zhao Jian, professor da Universidade de Transportes da China. Evidente é que empresa decente nunca investe em aventuras que resultem em prejuízos, a não ser por razões desconhecidas. Conhecendo o desenrolar dos “negócios” públicos neste nosso Brasil, é possível que os R$ 38 bilhões previstos de gastos ultrapassem R$ 100 bilhões! Chega de jogarem nosso dinheiro suado no lixo, chega de alimentar os corruptos lesa- Pátria, chega de circo com Copa e Olimpíada, chega de projetos megalomaníacos irracionais como este TAV e a transposição de águas do Rio São Francisco, chega de projetos inadequados, improvisados, falhos como os de usinas hidrelétricas e outros. Chega de demagogia eleitoreira torrando em propaganda R$ 16 bilhões, que poderiam ser direcionados às áreas de educação, saúde, saneamento, infraestrutura e outras. Chega de corrupção, casuísmos, oportunismos e clientelismo!  Voltemos a planejar com critério e sabedoria a médio e a longo prazos. Nós passamos, o Brasil fica! Não acabemos com ele!

Jorge de Azevedo Pires jorpires@uol.com.br

Ribeirão Preto

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NA FILA

Mais uma vez o leilão do trem-bala foi adiado. Depois de serem gastos mais de R$ 40 bilhões para construir estádios para a Copa do Mundo, é normal que os passageiros desse trem continuem na fila.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SEM BALA

O trem-bala não tem bala e só abala e mais nada. É o papel da bala.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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PIPOCO

“Eçe trem num anda pruquê a bala é di festim...”

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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LADEIRA ABAIXO

Com toda certeza, empresas norte-americanas, especializadas na construção de montanhas-russas, saberão como planejar a descida do trem-bala brasileiro, cruzando a Serra das Araras, em alta velocidade, rumo ao Rio de Janeiro. Resta encontrar, agora, outras empresas estrangeiras capazes de planejar o retorno em aclive rumo a São Paulo, utilizando, quem sabe, rampas com catracas eletromagnéticas ou tobogã de subida em levitação magnética, sistemas ainda inéditos em projetos ferroviários de alta velocidade.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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MELHOR USO

Esse governo petista, que há 11 anos vem adiando por incompetência o desenvolvimento do País – e depois ainda da suspensão da esdrúxula convocação de uma Constituinte e plebiscito –, agora finalmente toma uma decisão sensata, de adiamento do leilão do nada prioritário trem-bala. E o motivo mais do que previsível desse adiamento é a falta de interessados no dito leilão. Na tradução literal, quer dizer: o Planalto, que não respeita o mercado e quer goela abaixo determinar o lucro das empresas (coisa de administrador de Terceiro Mundo), perdeu a credibilidade perante os investidores internacionais. E com esses no mínimo R$ 40 bilhões que seriam gastos no projeto, melhor faria a presidente Dilma se anunciasse a construção de metrôs nas grandes capitais.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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OBRA FARAÔNICA

Mais uma vez adiada a entrega de propostas da licitação do trem-bala. A presidente, num rasgo de euforia, do alto de seus antigos altos índices de aprovação, anunciou o polêmico projeto como se as cidades a serem interligadas estivessem no plano, como se não houvesse montanhas, rios e demais acidentes geográficos que qualquer estudante de geografia básica do ensino fundamental deveria conhecer. É uma pena que estejamos sob o governo que representa bem o nível de instrução de nosso povo. Com tantos problemas de mobilidade urbana, tantos problemas de saúde e educação, nosso governo ainda está no tempo das pirâmides egípcias, quando os faraós demonstravam seu poder por meio de grandes obras à custa da escravidão do povo. Melhor seria anunciar a recuperação das ferrovias e das Marias-Fumaças, que ligavam as cidades no século passado.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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BALA PERDIDA

Sobrepondo-se a tantas outras prioridades – saúde, educação, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, pesquisa e desenvolvimento (P&D), segurança, etc., etc. –, a gastança do trem-bala, nas atuais circunstâncias, seria uma traição patriótica e uma bala perdida a atingir o povo brasileiro.

 

Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque

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ENQUANTO NÃO BAIXA A POEIRA

No mínimo muito suspeito o adiamento do leilão do trem de alta velocidade (TAV). Será que as empresas envolvidas (Alston, Siemens) estão em evidência na mídia e não daria para distribuir propinas? Aposto que esse é o real motivo do cancelamento e adiamento. Disseram que só havia um participante e que, pois, não haveria concorrência. Mentira! A propina cobrada deve estar muito alta e outras empresas não concordaram. Vão esperar a poeira baixar para remarcar um novo leilão, com novo “esquema de corrupção” e novas empresas participantes. Esses são nossos políticos!

Ronald Pacini rpacini@uol.com.br

São Paulo

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ALSTOM

Interessante esta tal de Alstom ser a única a se submeter às regras deste “pequeno” leilão da dona Dilma e seu criador.

José Gilberto Silvestrini jsilvestrini@hotmail.com

Pirassununga

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Ê, TREM BÃO!

“Siemensalão”, tem de haver condenação. Se forem inocentes, Bombardier o acusador, que ADTransferir a atenção do povo do julgamento do mensalão para este assunto. Muito estranho ser levantado agora. Alstom de corneta, rápido!

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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TREMSALÃO

Agora que o Ministério Público Federal (MPF) está encontrando evidências de suborno pago pela Siemens e Alstom a obras federais, gostaria de saber os comentários dos petralhas. Sr. Rui Falcão, o trem, não o bala, que por “estranhos” motivos foi adiado pegou os trilhos rumo a Brasília?! Será que foi mais uma obra de aloprados? “Ele” não deve saber de nada, pois nunca “sabe” de nada, literalmente falando. E as Deltas, os Zuleidos e os Cavendish da vida, serão ou estão sendo investigados? Curioso o “modus operandi” petista. Aliás, lanço aqui uma ideia. Vocês podiam, via BNDES, claro, lançar uma empresa com o senhor X, que poderia ter o sugestivo nome de XXX, nada que ver com classificação de pornografia, e operar, literalmente falando, o esquema do trem-bala. O projeto pode não sair, mas os trilhos levariam milhões a certos bolsos, com toda certeza.

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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AS CPIs E O POVO

 

Agora o Ministério Público Federal envereda, também, para o caminho de que o cartel dos trens interferiu nas licitações federais. Então, teremos CPIs estaduais e federais, expandindo a guerra política para fora das fronteiras estaduais. Na verdade, o povo ganha com isso, porque das apurações muita coisa útil pode surgir, abrindo os olhos da população para o que acontece nos meandros do poder e nas entranhas da coisa pública. A guerra entre PT e PSDB, cujos resultados são imprevisíveis, poderá resultar, politicamente, em uma terceira via para as eleições de 2014, e, sob o aspecto econômico, trazer muitas opções para reduzir gastos com aquisições de bens para o setor público. E quem perderá só o tempo poderá dizer, porque guerra é guerra!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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COVARDIA

O ex-presidente Lula, ao saber das denúncias do Cade envolvendo o governo de São Paulo e Brasília, incentivou seu partido a instalar uma CPI. A procuradora da República em São Paulo Karen Louise Jeanette Kahn, responsável pela investigação do caso na área federal, através do Ministério Público Federal, vê indícios de que o suposto esquema de cartel nas obras do Metrô de São Paulo tenha atuado em licitações federais envolvendo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), pois os recursos são da União e configura crime de evasão. Todo brasileiro que se orgulha de ser honesto defende uma investigação profunda e isenta com punição doa a quem doer. E agora, Lula ainda defende uma CPI?  Duvido. Quando instado a dar satisfações das fraudes de seu governo o ególatra Lula se esconde da mídia. Covardia é seu traço mais marcante.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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CADE, TUDO A ESCONDER

O Cade insiste em não revelar quais são os documentos necessários para apurar a possível fraude bilionária contra o Tesouro. Nem Ministério Público nem Polícia Federal conseguem dissuadir a instituição a colaborar na apuração das responsabilidades, que pelos sintomas podem envolver o governo federal. Pergunto, será necessária uma ordem judicial, sob risco de prisão, para que Vinícius Marques de Carvalho, presidente do Cade e sobrinho do ministro de Dilma Gilberto Carvalho, resolva colaborar com as autoridades? Afinal, quem não deve não tem que temer. Ou tem?

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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FARINHA DO MESMO SACO

São todos farinha do mesmo saco. PT e PSDB ameaçam, um ao outro, com CPIs. O PT por causa do cartel na licitação do metrô paulistano, conforme denúncia da Siemens, e o PSDB por causa dos repasses da Petrobrás. Ninguém presta. Ninguém vale nada nem tem moral para um acusar o outro. O pior é que o povo assiste a tudo isso e, nas pesquisas que são publicadas, não se vê nenhuma mudança. É a atual presidente com chances de reeleição, a Marina Silva, que não tem bagagem nenhuma e se omitiu vergonhosamente na última eleição, é o Aécio patinando e assim vai ficar, etc. Vão continuar os mesmos. Não entendo o povo. Se é por falta de opção, por não serem apresentados outros nomes pelos partidos, anule. É uma forma de protestar, de dizer que não está satisfeito com o que os partidos apresentaram. Acomodar-se e votar nos mesmos é masoquismo. Depois querem reclamar?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESTÁ TUDO PERDIDO?

 

A recente denúncia que envolve três governadores numa trama de formação de cartel em licitações para a compra de equipamentos, construção e manutenção de linhas de trens e metrôs em São Paulo está tomando proporções com consequências inimagináveis. Seguindo essa mesma linha, o deputado federal Natan Donadon encontra-se preso condenado que foi por formação de quadrilha e peculato. Mais recentemente, o senador Ivo Cassol foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão por improbidade administrativa, mas que continua senador. Disso concluímos que, salvo raras exceções, essa gente entra na política apenas e tão somente para auferir algum tipo de lucro, que pelo visto é muito fácil de conseguir durante o curto período de tempo de permanência no poder. Até quando?

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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CARTÉIS ESQUECIDOS

O cartel do cimento, que desviou muito mais recursos do que o do trem, ficou esquecido. Talvez por ter sido praticado por grandes empresas em prejuízo direto da população prioritariamente desprotegida, aquela que constrói ou reforma com dificuldades sua casa; ou porque não tem o mesmo apelo político como as do trem.  

Carlos Alberto Silveira Bello bello@bellhouse.com.br

Santo André

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TÃO OU MAIS GRAVES

O cartel do suco, que transfere para o exterior cerca de US$ 1 bilhão, subfaturando suas exportações para “offshores”, e utiliza-se destes recursos para financiar campanhas eleitorais e corromper as instituições, tem sido denunciado desde os anos 70. Em 1994, assinou um Termo de Cessação de Conduta (TCC) com o Cade, não cumprido, e um novo processo arrasta-se no SBDC desde 1999, sem nenhuma cobertura da mídia. Esperamos que, após as denúncias do cartel dos “trens”, a mídia volte sua atenção para outros cartéis tão ou mais graves.

Flávio Viegas fcpviegas@uol.com.br

Bebedouro

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A PROPAGANDA DO GOVERNO

É um descalabro o governo federal petista ter gasto nos últimos dez anos o montante de R$ 16 bilhões em propaganda. E é ainda mais ridícula a explicação de que essa fortuna foi usada para divulgar informações de utilidade pública. Temos uma oposição política amorfa, pacata e verborrágica diante da gastança desenfreada e inútil da presidenta Dilma e seus parceiros. Urge os juízes do Brasil seguirem o exemplo do magistrado Marcus Vinícius Pereira Júnior, de Currais Novos (RN), que suspendeu completamente os gastos com publicidade do Estado. Infelizmente nosso poder político está falido e corrompido, portanto é necessária a intervenção do Poder Judiciário para coibir as medidas insanas e até ridículas em todas as esferas governamentais.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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O QUE MUDOU?

Estranha pesquisa de crescimento da popularidade de Dilma, desde junho, início das manifestações populares contra os desmandos, o mau gasto das verbas públicas, as estradas ruins, o sistema de saúde em total abandono e outras coisas. Não observamos nenhuma melhoria nesses itens para tal mudança na pesquisa, pelo contrário, neste espaço de tempo os gastos do Congresso aumentaram; os dois últimos ministros indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) mudaram a postura daquela corte em benefício dos réus condenados no mensalão; maquiaram as contas da Petrobrás para que se desse um lucro fictício; e aumentaram demais os gastos com publicidade. Talvez esteja aí o motivo, algumas empresas abocanham mais e dão notoriedade ao nada, portanto, gostaria mesmo de ver o presidente ter sua popularidade aumentada em caso de melhorar o atendimento à saúde, principalmente, e parar com gastos desnecessários. Não sou PT nem PSDB. Roubou? Devolva e vá para a cadeia!

Julio Jose de Melo  julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

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PROPAGANDA E CORRUPÇÃO

Tanto gasto com propaganda – num governo que precisa economizar – sinaliza algo errado. Diante do final do julgamento do mensalão, caso em que o governo utilizou duas agências de publicidade para alimentar seu duto de corrupção, não me assustaria descobrirem que essas agências de publicidade que veiculam propagandas das empresas estatais estarem misturadas com algum tipo de duto corruptor.

João Braulio Junqueira Netto jonjunq@gmail.com

São Paulo

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POPULARIDADE

Popularidade de Dilma sobe 6%. A rigor, quer dizer que a vaia será 6% menor...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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ATÉ GATO VIRA TIGRE

Li no “Estadão” sobre a melhora de popularidade e de intenção de votos para a presidente Dilma e também a informação de que ela gasta mais do que Lula em propaganda. Portanto, seu governo é perdulário. Com tamanha gastança com marqueteiro, até gato vira tigre. Tenho dúvidas quanto a essas avaliações de popularidade, porque não dizem onde foram feitas as pesquisas. Talvez para não denegrir os beneficiários do Bolsa Família. Na verdade, a ascensão da presidente nas pesquisas se deve ao arrefecimento dos movimentos de rua. Mas sua administração continua medíocre, com a saúde estagnada, apesar do engodo de mais médicos, projeto que visa à disseminação do socialismo. Mais enganação se percebe na segurança, com a população quase encarcerada atrás de grades a fim de evitar visitas desagradáveis de bandidos que matam quando não encontram o esperado em sua busca. A educação básica ainda engatinha e frequentemente temos notícias de falta de professores ou de professores por excesso de faltas abonadas e por dispensas médicas, tudo motivado por falta de planejamento e disciplina de trabalho. Se o ministro da Educação fosse um pouquinho menos vaidoso, poderia visitar as escolas militares para aprender o mecanismo sério de ensinar. Outro detalhe merecedor de atenção é o fato de a presidente Dilma Rousseff ter respondido ao clamor de “volta Lula” dizendo que ele não voltaria ao governo porque dele nunca havia saído. Isso nos dá a certeza de que ela não passa de uma governante preposta. Outra lambança vem de Lula, que se apequenou durante as manifestações e agora aparece pedindo aos médicos que informem o seu estado de saúde, dando-lhe condições de trabalhar 36 horas por dia. Essa não dá para engolir, porque ele não é de trabalhar e o dia não tem 36 horas. Por isso tudo, cabe um pergunta: como pode a presidente melhorar sua avaliação e Lula estar no topo da pirâmide? Ou eu sou idiota ou o povo está cego e surdo.

Vicente Muniz Barreto dabmunizbarreto@hotmail.com

Cruzeiro

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PROPAGANDA PARA INFORMAR OU ELEGER?

A Secom (comunicação da Presidência) gastou R$ 1,6 bilhão em publicidade. O Ministério da Saúde, R$ 1,51 bilhão. Todos os demais ministérios somaram menos do que esses dois (R$ 1,2 bilhão).  Simples coincidência ou um esforço pela reeleição da presidente e uma força para a candidatura do ministro da Saúde ao governo paulista? E por que gastar tanto em propaganda? Anestesiar a crítica da imprensa? Influenciar a pauta dos noticiários com press release de interesse do governo? Criar “créditos” com as agências de propaganda para futuras campanhas políticas? Fácil verificar que alguns telejornais são, majoritariamente, patrocinados por verbas da administração direta ou indireta. Como esperar isenção e independência nesses programas noticiosos? Além de gastar muito, o governo gasta mal. Como na propaganda de recadastramento do Bolsa Família veiculada numa rádio FM de São Paulo. Ou o BNDES anunciar como é necessário criar demanda. Ou a Petrobrás, com sérios problemas de caixa, capacidade de investimento, queda de produtividade, etc., gastar tanto em anúncios institucionais. E o Correio, sendo monopolista, precisa gastar tanto anunciando o Sedex? Sem falar que os anúncios da Caixa Econômica Federal (CEF) são notórias propagandas do governo federal.

 

Marco Cruz mm.cruz23@gmail.com

São Paulo

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ARGENTINA – VOTO DE CASTIGO

O placar das eleições primárias na Argentina comprova que o tango da presidenta Cristina Kirchner perdeu o ritmo e desafinou de vez: oposição 74% x governo 26%. Cansados do desgastado desgoverno CK, dos altos índices inflacionários maquiados para menos, da corrupção desenfreada e do estilo belicoso e arrogante de Cristina, “los hermanos” deram um “voto de castigo”, encerrando a desmesurada pretensão do plano Cristina Eterna de reformar a Constituição, permitindo-lhe reeleições ilimitadas. Do lado de cá da fronteira, o samba da Dilma soa igualmente desafinado e fora de ritmo.

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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CRISTINA E DILMA

Cristina Kirchner perdendo feio na Argentina. Dilma Rousseff ainda derrapa nas pesquisas para reeleição 2014. Como mulher, só posso dizer que na América Latina mulheres na Presidência da República estão se saindo sofríveis donas de casa. É nisso que dá misturar ideologia com gestão.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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TAL QUAL

Tal qual a presidente Cristina Kirchner, nossa presidente Dilma gostaria de se perpetuar no poder, mas o verdadeiro caminho das duas, graças a Deus, será o do ostracismo. Ambas precisam ser banidas do cenário político, tanto no Brasil quanto na Argentina. Ervas daninhas.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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FUGA E INCOMPETÊNCIA

Se é verdade que para alguma coisa a desgraça serve, a fuga de 54 menores infratores escalando o muro lateral do complexo da Fundação Casa (unidade de Itaquera) serviu, ao menos, para ilustrar o lastimável grau de amadorismo e/ou incompetência dos que têm o dever de administrar a coisa pública. Uma rebelião iniciada no pátio interno por volta do meio-dia precedeu a fuga dos rapazes. Foram quatro rebeliões só este ano. Logo, elas são a regra na Fundação Casa, quando deveriam ser exceção. Acresce que ali havia 103 adolescentes, que, mesmo desarmados, lograram fazer reféns 29 funcionários da instituição, incluindo o seu diretor. Seria isso razoável, caso houvesse um mínimo de profissionalismo na gestão da Segurança?  Mas tem mais: conhecido como “choquinho”, uma equipe do Grupo de Apoio da Fundação Casa entrou no prédio para acabar com a farra da rapaziada, ao que os adolescentes, valendo-se de cadeiras (?) empilhadas para escalar o muro e de uma mangueira (?) para – acredite quem quiser! – quebrar (!) o arame farpado em seu topo, conseguiram, na fuga, acessar uma providencial árvore estrategicamente cultivada exatamente junto da parte externa do muro, cujos galhos lhes eram superiores em altura! Tal árvore – que não se sabe o que estava a fazer ali, já que até mesmo a preservação do “verde” tem lá seus limites – facilitou enormemente a descida dos “dimenó” e sua posterior evasão do local. Para arrematar o show de horrores, a 50 metros de onde ocorria a fuga havia policiais que nada fizeram até serem avisados pela imprensa, que a tudo via e documentava. Deus do céu! Isso tudo aconteceu na capital do Estado mais rico e supostamente “organizado” da Federação. Com tanta incompetência estatal numa área em que todos concordam que deva mesmo ser conduzida pelo poder público, fico imaginando como ainda tenha quem se proponha a acender velas no altar do Estado – caso claro do PT e sua doutrina estatista – e queira que ele, Estado, seja, além do mais, empresário e indutor de nosso crescimento econômico. Com esse tipo de mentalidade vigorando no País, não admira o Brasil continuar sendo um “dimenó” em termos de saúde e educação e não conseguir se evadir da rabeira dos principais indicadores econômicos e sociais, quando comparado com outras nações.

 

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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CONVÍVIO COM CRIMINOSOS

Na foto de capa da edição de terça-feira, dia 13 de agosto, um menor infrator pula a muralha de tijolos enquanto outros dois esperam sua vez. Havia fotógrafos registrando o evento; não havia policiais evitando o evento. Estranho, não? Está correto que a população tenha de conviver com mais 54 fugitivos da justiça? Já não bastam os condenados que estão no Congresso?

Caio Mario Britto caiomario.britto@terra.com.br

São Paulo

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É FEBEM MESMO E PRONTO!

 

Embora nos remeta à pior das lembranças (rebeliões, estocadas em monitores e funcionários nessas ocasiões e câmeras de programas de TV policiais filmando esse horror), a adoção de nova razão social, Fundação Casa, não consegue fazer mudança nenhuma nesse estado de coisas: os “usuários” são os mesmos da Febem. É como urbanizar favelas e pôr os favelados em cubículos chamados de habitações populares equivalendo a barracos apenas construídos de alvenaria. Pois bem, as fotos do caderno “Metrópole”, página A14, de 13 de agosto, mostra esses criminosinhos descendo uma árvore ao pé do muro alto, usada como “escada”, e dando área para serem, alguns, capturados mais tarde. Eram mais de 50 bandidos nas ruas! Isso tem jeito? Tem nada! Nesses presídios espalhados por todo canto, menores ficam lá na boa, depois saem e se juntam a iguais e, já maiores, nos aterrorizam em assaltos cada vez mais cruéis em que não hesitam em queimar vivas suas vítimas, por exemplo. A saída única nem é educar. Pôr na escola não dá formação ética nem moral, coisas que vêm de berço. Berço? Essa gente não tem berço nem literalmente para dormir enquanto bebês. A única saída para salvar as gerações futuras é verificar o tamanho do Estado, a riqueza das pessoas e sua capacidade de cuidar de seus filhos. Não havendo, é controlar que haja tantos. País rico não é país sem carências? Então?! Temos é excesso de gente ruim... Dizer isso pode até não ser politicamente correto, mas, certamente, não é excludente dos mais humildes. É isso, sim, prevenir que mais homens sem formação e sem esperança nasçam, cresçam sem esperança e pensem que, se sua vida não vale nada, a do semelhante também não vale. Para esses cinquenta e poucos dessa unidade (e das demais), a vida do semelhante vale o que, hein?! É o que penso.

 

José Reginaldo Matias de Souza ali.matias@ig.com.br

Jundiaí

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TUDO POR DINHEIRO

“O Estado de S. Paulo”, em 13/8/2013, informa, na página B11: “Com Abilio, BRF enxuga estrutura e muda presidente”. Puro eufemismo. Quer dizer dispensa parceiros – obreiros brasileiros, sem pagar as indenizações devidas – e muda o foco para a internacionalização, incoerentemente com os fundos estatais (Petros, Previ, Valia e Sistel), acionistas de porte. Em síntese, gera desemprego no Brasil e cria empregos no exterior, apagando o foco social que deveria nortear a empresa. Pobre Brasil!

 

Vinicius Ferreira Paulino viniciusfpaulino@hotmail.com

São Paulo

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HENRY SOBEL

Como judeu observante, vejo Henry Sobel como sacerdote ícone do “humanismo laico com folclore judaico”. Seu profeta é John Lennon, e não Moisés. Seu deus é o de Einstein e de Spinoza, e não o de Abraão, Isaac e Jacob. Quem se arvora no direito de cancelar ou alterar os mandamentos judaicos do Shabat (um dos 10 Mandamentos), das leis de alimentação judaica, de moralidade sexual, etc., não deveria, pela lógica, ver-se impedido de anular a ordem divina “não roubarás” nem ter crises de consciência em decorrência por tê-lo feito.

Zalman Gift zalmangift@gmail.com

Sao Paulo

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PERDÃO

Figura imprescindível dentro de minha comunidade, homem de caráter ilibado, digno representante da comunidade judaica no Brasil, lutador incansável pelos direitos humanos durante a ditadura no País. A reportagem de 8/8/2013 no “Estadão” apresenta um ser humano passível de erros, como todos nós, que foi execrado por parte da comunidade judaica em função de uma fato isolado em sua vida. Este mesmo ser humano nunca nos deixou órfãos quando o Brasil, mergulhado na escuridão da ditadura, tinha de ter reais líderes à frente de suas comunidades e em luta por democracia como Henry Isaac Sobel, Don Paulo Evaristo Arns e tantos outros que se expuseram contra os ditadores de então, para que nós, simples mortais, tivéssemos o mínimo de representatividade perante o poder maligno que assumiu o poder na revolução de 1964. Sobel informa que iniciará um período sabático em Miami, onde irá ler, escrever, descansar. Infelizmente, perderemos, com sua ausência, uma pessoa extremamente sábia, culta, inteligente e comunicativa, que nos deixará enormes saudades, pois os que o sucederam nem de longe têm seu carisma, sua penetração na comunidade judaica e interação com outras religiões, e muito menos representatividade perante nossos governantes atuais. Sobel era e sempre será lembrado como um líder de fato, um herói de uma “guerra” contra a ditadura, contra os malfeitos que se apoderaram do Brasil nas últimas décadas. Sentiu-se magoado de não ter sido lembrado quando da visita do papa Francisco, e tem toda razão, pois os atuais “sucessores” querem impedi-lo a todo custo de aparecer nessas ocasiões para não ofuscar a presença tão tímida, sombria e inócua deles. Deixará muitas saudades mesmo. Espero que aqueles que o execraram ponham a mão na consciência, reflitam bem no que fizeram e, como ele o fez, peçam perdão a ele.

Boris Becker borisbecker54@gmail.com

São Paulo

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UM ATO DE CORAGEM

Rabino Sobel, parabéns e muito obrigado pela sofrida revelação feita em entrevista ao “Estadão”. Mas sua coragem é um exemplo que entusiasma a todos nós. Quantos de nós teriam – ou mesmo terão –, apos esse ato de coragem, de seguir seu exemplo?

Luis Tadeu Dix tadix@terra.com.br

São Paulo

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REPRESENTATIVIDADE DESTRUÍDA

“Furto foi falha moral, não doença” (“Estadão”, 8/8, A8). O rabino Henry Sobel foi arrasado perversamente. Na sua história de vida, estendeu as mãos a toda a sociedade brasileira, fortalecendo o conhecimento e o respeito ao judaísmo. Lembremos o cruel assassinato do casal, em que a jovem confessava o judaísmo. O papa Francisco não encontrou um homem, um rabino ecumênico. A dor da destruição de sua representatividade construída com moral durante 43 anos precisa ser amenizada com o nosso profundo amor.

Jürgen Detlev Vageler vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

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