Fórum dos Leitores

MERCOSUL

O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2013 | 02h47

Posse de Cartes

A presidente Dilma Rousseff "usará posse de Cartes para trazer Paraguai de volta ao Mercosul", segundo o Estadão (11/8, A14). Mais adiante, "Dilma reforçará que, apesar da suspensão, o país não foi prejudicado economicamente". Será que a assessoria internacional (top, top...) de dona Dilma e o próprio Itamaraty não a alertaram para o fato de que a questão com o Paraguai não é meramente econômica, mas, sim, de respeito à sua dignidade e soberania, o que não ocorreu quando a "tríplice aliança" decidiu suspender o país do Mercosul, em desrespeito ao disposto no seu tratado? No Palácio de López, herói paraguaio, nossa presidente se arrisca a receber um solene não, pois, conhecendo o orgulho do seu povo, o presidente Horacio Cartes não submeterá sua soberania nas relações ao foro internacional do Mercosul enquanto o bloco estiver sob a indesejada presidência do sr. Nicolás Maduro.

LUIZ CARLOS GIOTTO PANNUNZIO

giotto.pan@gmail.com

São Paulo

GOVERNO DILMA

Trem-bala

Por falta de interessados devida ao momento político atual, a concorrência do trem-bala foi adiada sine die, quiçá cancelada de vez. Tanto melhor, já que a única mobilidade que esse projeto propiciava era a financeira, movendo dinheiro de nossos bolsos para a corrupção.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

Desinteresse

Empresas têm mais juízo do que o governo!

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Porcentagens e propinas

Projetos caríssimos e complexos como a construção de hidrelétricas e a transposição do Rio São Francisco serviram de bandeira - hoje completamente esfarrapada, pois seu andamento é absolutamente pífio - para propaganda política. Muito dinheiro do sofrido povo brasileiro está indo literalmente por água abaixo. Agora o trem-bala, desnecessário no momento atual e que não encontra, fora os diretamente "interessados", nenhum gato-pingado a defendê-lo, nos deixa curiosos e perplexos. Por que trem-bala? Somos forçados a dirigir as nossas dúvidas a porcentagens e propinas que certamente advirão desse incalculável montão de dinheiro que respingará, como de costume, para bolsos sempre dantes navegados.

GERALDO DE PAULA E SILVA

geraldodepaula@ibest.com.br

Teresópolis (RJ)

REFORMA POLÍTICA

Unir as demandas

Parabéns a Fernão Lara Mesquita por seu artigo de ontem (Vagando pelo deserto, A2), no qual mostra com clareza que as várias demandas que surgiram nas manifestações de junho correm o risco de virar pó pela manipulação da presidente, de seu governo e dos políticos de forma geral. São todos especialistas em mudar tudo para não mudar nada. A presidente agiu de forma a tentar impor o programa de poder do PT, invertendo totalmente o sentido das manifestações. A solução indicada por Fernão, de voto distrital com recall, é uma excelente alternativa para resumir as demandas ao tempo de promover a reforma política que interessa ao cidadão: "Ele inverte a ordem que vivemos hoje e põe nas mãos de cada cidadão o poder de iniciativa e de controle do desfecho final de cada ação do poder público que possa afetar a sua vida, sem deixar nas mãos de ninguém poder sobrando para desaguar nem em imposições, nem em arbítrio e, assim, arma a cidadania para forçar os legisladores e o governo a fazer, daí por diante, todas as reformas que lhe parecerem necessárias".

FRANCISCO ALVES DA SILVA

profealves@gmail.com

São Paulo

Voto distrital já!

Poucos se dão conta de que a maioria das reivindicações, se não todas, depende do Congresso Nacional. CPI da Copa, leis mais severas para combater a corrupção? Dependem do Congresso. Mais verbas para a saúde e educação estão no Orçamento da União e dependem da aprovação do Congresso. De igual forma, os demais usos da receita dependem do Congresso. Impeachment de políticos que não cumprem suas promessas de campanha, aprovação das indicações para ministros do STF? Tudo isso depende do Congresso. Mas como confiar que os políticos eleitos pelo atual sistema eleitoral façam o que os cidadãos querem e votem de acordo? Não temos como. Somos obrigados a votar. Votamos no nosso candidato, mas podemos estar elegendo outro. Até de outro partido! Ou seja, não existe vínculo entre eleitos e eleitores. O artigo de Fernão Lara Mesquita fala da dificuldade de unir todas as demandas das ruas numa voz única, mas mostra a saída: voto distrital com recall (uma espécie de cartão vermelho que os eleitores de determinado distrito podem aplicar e retirar o mandato do eleito por ser desleal a seus eleitores, sem a proteção do corporativismo da Câmara). Poucos sabem a respeito das vantagens desse sistema eleitoral. Falta informação. Pois quando os eleitores se derem conta de que é possível retirar poder dos políticos e entregá-lo à população, esta será a voz mais alta que se ouvirá nas manifestações: voto distrital já!

CARLOS DE OLIVEIRA AVILA

gardjota@gmail.com

São Paulo

TJSP

Presidente contesta

Em matéria publicada no dia 8 (A7), O Estado de S. Paulo afirma que, na sessão de véspera do Órgão Especial, quando se decidiu sobre as eleições dos cargos de direção, "sobrou até para o STF. 'Não podemos invocar acórdãos do STF. Eles são confusos. Não temos de nos ancorar no STF e no CNJ'". Isso é falso. Nem o presidente da Corte nem qualquer dos desembargadores se referiram dessa forma ao Colendo Supremo Tribunal Federal. A sessão está gravada. Tal afirmativa seria antiética e desrespeitosa com o STF, máxime diante da qualidade intelectual e técnica de seus ministros, ou com o Conselho Nacional de Justiça, que vem dignificando a Justiça brasileira. Falou-se, sim, que, toda vez que o STF foi chamado a intervir, as direções eleitas trouxeram problemas, justamente em função do critério da antiguidade. Falou-se, ainda, que os entendimentos a respeito da matéria tratada são flutuantes. O que o jornal pretendeu, isso está evidente, foi fazer com que a mais alta Corte de Justiça do Brasil entre em choque com o Tribunal de Justiça de São Paulo, revogando o que foi decidido pelos desembargadores. Note-se que a matéria jornalística toda se baseia em um dos três votos vencidos. Está clara a parcialidade.

IVAN RICARDO GARISIO SARTORI, presidente do TJSP

rosangelasanches@tjsp.jus.br

São Paulo

N. da R. - O jornal limitou-se a reportar o que aconteceu na sessão, sem qualquer intuito de provocar choque algum.

*

Reparação de prejuízos

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), já anunciou que irá processar a empresa Siemens (réu confesso) para reparação de prejuízos, no caso da formação de cartel nos contratos do metrô e ferrovias. Sempre que há formação de cartel, há a participação de funcionários de alto escalão envolvidos, e este caso não fugiu à regra, pois a Justiça suíça já revelou a relação de dez pessoas, entre elas os ex-secretários Jorge Fagali Neto e Andrea Matarazzo. Se parte dos US$ 20 milhões, ou mais, que a Alstom (participante do cartel) destinou em propinas ao Brasil foi parar nos cofres do PSDB, será que o governador Alckmin irá abrir outro processo contra a Alstom?

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

*

Juros e correção

Segundo o governador Alckmin, a Siemens vai ser processada por lesão aos cofres públicos, alusivos a concorrências de algumas obras nos idos de 1998 a 2007. Em todos aqueles anos, onde estavam os organismos públicos responsáveis pelo acompanhamento das concorrências? E, se a Siemens não fizesse as denúncias agora, o Estado tomaria conhecimento das irregularidades? E, por fim, o governador alega que vai ser exigido o ressarcimento dos valores pagos indevidamente. Com juros e correção? A que ponto chegamos. E no Estado mais importante da nossa Federação.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

Cartel, São Paulo como exemplo ao Brasil

Ao processar a Siemens, dela exigindo a pronta devolução de tudo o que através do seu ato possa ter recebido indevidamente por conta do cartel que teria fraudado as concorrências do metrô e trens paulistas, o governador Geraldo Alckmin faz o mínimo que todo administrador público deveria fazer ao ver seu governo envolvido num escândalo. Com o processo, estabelece o ambiente capaz e insuspeito para investigar o ocorrido, definir responsabilidades e, ainda, promover as reparações ao erário e a penalização dos envolvidos, sejam eles agentes públicos ou privados. É hábito dos políticos denunciarem mirabolantes esquemas errantes supostamente praticados por seus adversários. Esses malfeitos caem como petardos na opinião pública, provocando indignação e, evidentemente, o desgaste aos destinatários. Isso costuma ocorrer às vésperas do período eleitoral e muitos dos denunciados acovardam-se, limitando-se a evasivas e ao "não sei". Passadas as eleições, denunciantes e denunciados esquecem tudo e o povo fica desinformado sobre o que efetivamente aconteceu, com a sensação de que todos do meio são a chamada "farinha do mesmo saco". Se o processo de Alckmin for à frente, será um marco na história da administração pública e da democracia brasileira. E, finalmente, se ficar provado que as empresas agiram em cartel, todas terão, obrigatoriamente, de se ser banidas do País por falta de idoneidade. É assim que se muda o Brasil.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

‘TREMSALÃO’

O nobilíssimo Rui Falcão, o grande camarada do PT, que e um gênio em matéria de criticar os outros partidos - principalmente da oposição -, veio com a genial expressão "tremsalão", querendo comparar algo que não tem comparação, ou seja: o PT roubou R$ 153 milhões e mais de 25 caciques do partido meteram a mão na cumbuca - um, inclusive muito ingênuo, foi pagar, às 16h30, no Banco Rural de Brasília, na boca do caixa, uma conta da NET com R$ 50 mil. Nunca antes neste país um partido chegou aos calcanhares do PT e corrompeu tantos em tanto tempo. Isso é herança maligna. Além disso, agora que estamos vendo que é a Siemens que deveria ser banida do País.

Antonio Jose G. Marques

a.jose@uol.com.br

São Paulo

*

O mensalão de novo no STF

Segundo o dicionário "Aurélio", "supremo" é aquilo "que está acima de tudo" ou "derradeiro, último, extremo". Entendendo que, além do papa, não existiria qualquer outra pessoa capaz de exercer individualmente esse poder, foi criado no Brasil o "supremo compartilhado" para configurar a instância maior da Justiça. Agora, tendo como pano de fundo o cenário do mensalão, estamos diante do "supremo relativo", segundo o qual as decisões variam de acordo com a composição do "supremo compartilhado". Outra não poderá ser a conclusão, para que ainda se esteja julgando aquilo que já foi decidido pelo "supremo" do "Aurélio". Na contramão, milhares de processos dormem no Supremo Tribunal Federal (STF), prejudicando milhões de pessoas, como por exemplo no caso das correções das poupanças desvirtuadas por diversos planos econômicos. Justiça lenta é o mesmo que injustiça, o que nos remete ao que já foi dito pelo próprio presidente do STF em outro contexto não muito diferente: é tudo de "mentirinha".

José Carlos Fernandes

novoafernandes@hotmail.com

São Paulo

*

Meu direito

Atenção, senhores e senhoras do partido do mensalão: apesar dos meus 72 anos e da minha deficiência física, estou atualizando meu título de eleitor, com a intenção de exercer meu direito de votar, sempre que puder, contra aqueles que criaram e participaram da quadrilha que, entre outras, criou a lei que reduziu minha aposentadoria conquistada após 33 anos de serviço em uma só empresa, enquanto o seu grande líder fazia piquetes de greve para impedir os outros de trabalhar.

Joaquim Ferreira Pinto Neto

jfpintoneto@hotmail.com

Ubatuba

*

A ética clama por se tornar direito

Ambos os ministros novos do STF - Theori Zavaski e Luiz Roberto Barroso - poderiam dar uma enorme contribuição ao direito pós-moderno, inserindo a moralidade em seu âmbito. E sem descartar-se da letra expressa da Constituição federal - art. 37. Conforme o tradicionalismo jurídico, que vem sendo alterado em todo o mundo, o direito é o mínimo ético. Há condutas não reprováveis pelo direito e reprováveis pela ética. A ética, contudo, se debilita com a participação dos novos juízes no julgamento dos recursos do mensalão. Não ouviram as sustentações orais, não participaram dos debates, motivos suficientes para qualquer juiz ético não participar de atos processuais em processos dos quais não foram protagonistas em fases anteriores. Entretanto, ao que tudo indica estão na Suprema Corte qual personagens de "O Fausto", de Goethe. Não pensam em ética, porquanto venderam sua alma ao diabo. O mensalão, indiretamente, é episódio das eleições e Mefistófeles, como disse a presidente, delas é figura inafastável.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

Lula e as elites

Durante solenidade em Brasília, Lula disse que Dilma Rousseff já está reeleita e que isso "incomoda a sociedade elitista brasileira". Lula refere-se, naturalmente, à mesma sociedade elitista que o atende no Hospital Sírio-Libanês e que banca suas despesas para palestras no exterior. Ninguém é mais elitista atualmente no Brasil que o

sr. Luis Inácio.

Sérgio Luiz Corrêa

seluco@uol.com.br

Santos

*

Das duas, uma

Em sua fala no lançamento da candidatura do presidente do PT, Rui Falcão, Lula afirmou com toda segurança, própria daqueles que já conhecem o resultado por antecipação, que Dilma já esta eleita e vencerá as eleições de 2014. Pergunto, será que Lula está blefando ou as urnas eletrônicas foram programadas para essa vitória?

Peter Cazale

pcazale@uol.com.br

São Paulo

*

Manipulação

A afirmação de Lula de que Dilma já está reeleita e que isso incomoda a sociedade elitista (capa "Estadão" de 14/8/2013) só poderia ter vindo de uma pessoa que tem certeza absoluta de que as urnas eletrônicas são manipuladas para atender ao PT...

Candida L. Alves de Almeida

almeida.candida@gmail.com

São Paulo

*

Eleição na Argentina

Após o resultado nas prévias das eleições na Argentina (Cristina

Kirchner) acho bom a Dilma colocar as "barbas" de molho.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

*

Efeito Orloff

Dois mandatos de Nestor e dois de Cristina Kirchner transformaram a Argentina em um país economicamente de Terceiro Mundo, politicamente subdesenvolvido e sem esperança para as novas gerações. Brasileiros, o nosso país caminha pisando nas mesmas pegadas do casal Kirchner e nós seremos a Argentina bem antes do que possamos imaginar. Quantos trilhões de reais serão necessários para que a infraestrutura do Brasil corresponda a necessidade do crescimento dos últimos anos? E esse dinheiro já existiu, foi usado, só não se sabe em que! O dinheiro sumiu, trilhões... E não podemos exigir uma CPI, pois quem investigaria? Quantos parlamentares e de quais partidos são isentos e honestos para apontar o destino do dinheiro? Quem se arriscaria? O Brasil está nocauteado, só falta deitar...

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

*

Por que não vou votar

Nas próximas eleições, escolhi não votar. Minhas razões são simples. Há mais de uma década, não temos escolha alguma. O que decide o eleitor? Nada! Os candidatos nos são impostos de cima para baixo, e o vencedor desponta muito antes do pleito. Antes mesmo de o jogo começar, já sabemos o nome do vencedor. Não há a mais remota chance de um candidato novo, com novas ideias, surgir ou se firmar. A guerra é pesada e suja e envolve diversos setores importantes da sociedade, que decidem tudo por nós. As campanhas baseiam-se no de sempre: denúncias, muita insinuação, muitas calúnias e boatos, nenhuma informação confiável. O eleitor, coitado, sofre no fogo cruzado, sem saber no que acreditar. Depois, vêm as propagandas na televisão e rádio, cheios de um passado glorioso e amanhãs radiosos, que não correspondem à realidade que vivemos. Mente-se a vontade! A mais de um ano do pleito de 2014, já se pode inferir quem será o vencedor. Será Dilma ou Lula, dependendo de qual dos dois estiver melhor colocado. As pesquisas e até mesmo as notícias sobre a perfeita saúde de Lula nos dizem isto. Afinal, o PSDB já é ave abatida pelas denúncias do CADE, cujo fim de investigação, sabemos, se dará muito depois de tudo ter acabado. Marina da Silva sequer conseguirá formalizar sua Rede e, da mesma forma, outros partidos novos estarão impedidos de surgir. Campos, todos sabem, é apenas um braço do PT, cuja missão é diluir eventuais votos nos quase inexistentes candidatos de oposição aos vencedores escolhidos. Neste cenário tão claro, a última coisa que conta é o nosso voto. Votar para quê? O PT já ganhou.

Maria Cristina Rocha Azevedo

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

*

Resposta adequada

Itapira, SP. A presidente Dilma, o governador Alckmin e o ministro Padilha se encontram na inauguração da planta de uma indústria farmacêutica. Dilma e Padilha, demagogicamente, afirmam que esta fábrica ajudará a baixar o custo final de medicamentos, sobre os quais se continua a cobrar 33,9% de impostos. Faz propaganda enganosa, a respeito do programa "Mais Médicos", que apesar de toda divulgação não conseguiu arregimentar mais que 10% das vagas abertas, visando tão somente a promover o candidato, seu ou "delle". Como resposta, acredito que tenha sido, a ironia do governador ("Vamos arrumar um apartamento para a presidente em São Paulo. Ela é muito querida e bem-vinda no Estado" ).

Luiz Nusbaum, médico

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

*

Caso TSE-Serasa

O acordo entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a empresa privada Serasa Experian, que foi firmado em julho deste ano e anulado no dia 9 do mês seguinte, pela presidenta do TSE, ministra Carmen Lucia, previa a liberação dos dados de 141 milhões de eleitores brasileiros pelo TSE. Sabendo-se que esse processo teve início há dois anos, em 2011, pergunta-se: 1) Entre a assinatura do acordo, em julho, e a anulação do acordo pela ministra, em agosto, nada foi feito? Nenhum botão foi apertado liberando todas as informações do TSE para a Serasa? 2) Constatando-se que o TSE assinou um acordo deste tipo, com uma empresa privada, sem o aval da sua presidenta, demonstrando um descaso total com os dados sigilosos de praticamente toda a população brasileira, devemos continuar acreditando que essa instituição tem condições de garantir apurações honestas utilizando um equipamento (as urnas eletrônicas), reprovado na sua inviolabilidade, na totalidade dos países desenvolvidos?

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

*

Por trás dos acordos

O TSE, senhora presidente Dra. Cármen Lúcia, fazendo ou assinando acordos (10/8, A10) espúrios, necessita não somente cancelar esses acordos, mas ter aqueles que os assinaram avaliados quanto à sua posição. Parecem existir interesses outros, que não o real declarado!

Edivelton Tadeu Mendes

etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

*

Autorização

Vivo recebendo telefonemas de lojas de departamento procurando por pessoas inadimplentes que já trabalharam aqui em casa e lhes forneceram meu telefone (e talvez meu endereço). Vale lembrar que as lojas, quando não recebem, não ficam no vermelho, repassam o prejuízo no preço da mercadoria, o que gera inflação e inocentes pagando pelos pecadores, algo bem comum neste país. Assim sendo, autorizo o TSE a passar meus dados à Serasa. Mesmo porque os dados mais sigilosos já foram vendidos em CD na Rua Santa Ifigênia.

Hermínio Silva Júnior

hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

*

Espionagem

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, afirmou em Brasilia que a espionagem efetuada pelos americanos "ajudou a proteger brasileiros". Sabemos bem o que significa tal "proteção", que vem de longe, desde os tristes tempos da Operação Condor, que nos custou 20 anos de ditadura militar. A espionagem dos recursos da Amazônia, segredos de Estado e instalações militares constitui sério atentado à segurança nacional e não pode ser tratada como paternalismo, exigindo veemente repúdio de nosso governo.

Arsonval Mazzucco Muniz

arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

*

Terceirização

A quem interessa a aprovação do projeto de lei que libera a terceirização ampla e irrestrita nas empresas no Brasil? Certamente que não é aos trabalhadores. E nem aos consumidores. Com a "terceirização total" - apoiada pelo governo federal -, as empresas ficarão com a faca e o queijo na mão e terão um controle ainda maior sobre a força de trabalho. Num mundo capitalista, essencialmente terceirizado, fragmentado e especializado, perdem-se os vínculos e a noção do todo. Oxalá os trabalhadores consigam se proteger minimamente e resguardar seus direitos - tão duramente conquistados - diante de mais essa investida do poder econômico das empresas.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

Desperdício do dinheiro público

O trem-bala, cujo leilão foi adiado por um ano, mesmo que não aconteça, já há um gasto incorrido de R$ 1 bilhão, com consultorias, projetos, etc. Vejam bem, já se gastou e nem se tem certeza se o projeto sairá. R$ 1 bilhão do dinheiro público. R$ 1 bilhão que poderia ser usado para amenizar as mazelas do País, conforme disse o ministro do Esporte em audiência numa subcomissão do Senado, que para os gastos com os estádios para a Copa de 2014 não tem dinheiro público, tem renúncia tributária. E isso é o que, ministro? Renúncia tributária é você abrir mão de receita, é ter menos para resolver as mazelas, então é dinheiro público, sim. E o financiamento do BNDES é o quê? Dinheiro privado? A quem quer enganar, ministro? Mas a culpa de nós estarmos ouvindo estas abobrinhas e vendo estes absurdos somos nós, eleitores, que indiretamente votamos em vocês. O cidadão, quando vota num candidato, espera que ele tenha bom senso na formação do seu ministério ou secretariado, e geralmente não tem. Coloca qualquer um para abrir a boca e falar bobagens.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

A Petrobras e o BB

Segundo definição da colunista Miriam Leitão, a coincidência de eventos formou uma tempestade perfeita que culminou com a crise que o governo está atravessando por causa de decisões equivocadas de aprendizes de gestor que não admitem estar dirigindo a nau Brasil (às cegas) por causa de uma gestão amadorística sem precedentes desde o governo do fidalgo português Mem de Sá. O governo está entre a cruz e o caldeirão. Se segurar o Mr. Hyde da inflação e não reajustar os combustíveis, aprofunda ainda mais os resultados negativos da maior estatal do País, a joia da coroa petista. Um autêntico nó que nem Alexandre, rei da Macedônia, seria capaz de desatar. Em contrapartida o Banco do Brasil (BB) vai flanando em céu de brigadeiro. No primeiro semestre, o BB obteve um lucro recorde de R$ 10 bilhões com o crescimento da carteira de empréstimos de 25,2%, tendo fechado o 2º semestre com lucro líquido de R$ 7,47 bilhões. Inflação e dólar no pódio, déficit nas contas comerciais. A inadimplência no BB ainda é menor do que nos outros bancos menos agressivos no mercado de crédito. Enquanto a Petrobrás importa cada vez mais, o Banco do Brasil empresta cada vez mais. Este é um país de tolos.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

Gasolina e transporte público

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, está em luta aberta com os proprietários de veículos e chega a pedir um reajuste de R$ 0,50 no preço da nossa péssima gasolina. Aí fica ainda mais difícil entender este país, pois o governo federal (leia-se Lula e Dilma) incentiva o povo a comprar carro enquanto petistas querem as pessoas nos imundos e lotados ônibus urbanos. Pois bem, só deixarei o meu carro em casa se o Haddad e o secretário Tonto (desculpe-me, Tatto) deixarem seus carros oficiais em casa. Será que eles vão de taxi?

Ademar Monteiro de Moraes

ammoraes57@gmail.com

São Paulo

*

Era de esperar

O prefeito de São Paulo está propondo resolver os problemas do trânsito no Município aumentando o preço da gasolina e, assim, abaixando o preço das passagens dos ônibus, estimulando que os cidadãos abandonem seus carros e passem a utilizar os outros meios de transporte urbano, como se os mesmos estivessem a esperar por mais usuários. Para quem observou o que produziu Haddad como ministro da Educação, não poderia esperar que, como prefeito da maior cidade do País, pudesse de uma hora para outra solucionar problemas complexos sem lançar mão de soluções impensadas e, por vezes, esdrúxulas.

Leila E. Leitão

São Paulo

*

Bonito na foto

Mais uma invenção do PT para fazer o Fernando Haddad posar de lindo à nossa custa! Já não basta ter transformado o trânsito de quem usa carro uma desgraça total, e a vida de quem mora em ruas, que foram tomadas por carros que fogem do trânsito, um inferno? Agora ele promete abaixar o preço das passagens dos ônibus se aumentar o preço da gasolina? Segundo ele, é para forçar os carros a permanecerem nas garagens. Veja bem: até hoje o governo subsidiou os preços que lhe interessavam, mas agora a proposta deste prefeito é que nós, cidadãos, subsidiemos o preço das passagens para que ele saia bem na fita! É no nosso bolso que vai doer! Vamos pra rua?

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

Haddaxa

Como em todo governo do PT, o do sr. Haddad não perde tempo. Eles começam nomeando "cumpanheiros" em cargos de confiança - já são 1.006 na Prefeitura de São Paulo. Agora, outro costume, é criar taxas como esta que o sr. Haddad quer, a de arrecadar R$ 0,50 da gasolina para cobrir os gastos com transportes públicos. Oras, se o governo federal do PT deu tantos incentivos de IPI para a compra de carros, pode também fazer o mesmo para os transportes públicos. Já tivemos a Martaxa, não queremos um Haddaxa!

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

*

Desafio ao prefeito

Sr. prefeito, se quer tanto priorizar o transporte público na cidade de São Paulo, por que não faz como o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e também utiliza o transporte público para ir ao trabalho? Aproveite que mora ao lado da Avenida 23 de Maio e utilize o corredor exclusivo de ônibus que o sr. criou. Desta forma, daria exemplo e também "dialogaria com a questão ambiental", como o sr. mesmo disse.

Patrícia Martins Monteiro

monteiro.pm@uol.com.br

São Paulo

*

Ideia estapafúrdia

Sr. Fernando Haddad, que tal primeiro nos dar um transporte público decente e de qualidade e, depois, tentar fazer com que os usuários de carro migrem para ele? O que queremos é, sim, nos igualarmos a Paris, Londres e Nova York, como lembrou um leitor, no que concerne à mobilidade, mas não dispomos dos quilômetros e das linhas que cortam e servem essas cidades, inclusive a periferia, e vai ser difícil enfiar mais gente dentro dos ônibus. Quem sabe se a gente surfar em cima deles e dos vagões? Primeiro o governo petista incentiva a compra de veículos automotivos e depois o senhor sai com esse aumento indecoroso na gasolina? Além de não resolver o problema dos congestionamentos, pois a população não tem alternativa e vai continuar usando seus carros, ainda vai aumentar o custo de vida. Ou o senhor pensa que este aumento não será repassado para os alimentos e outros serviços? Votaram nele, agora aguentem!

Myrian Macedo

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

*

A escolha é nossa

Muito objetivo nosso prefeito Haddad, ele diz que vai te matar, em contrapartida te dá o direito de escolher como quer morrer, se a tiros ou facada. Foi isso o que ele disse, com outras palavras, sobre o aumento da gasolina ou a péssima qualidade do transporte público. Podemos escolher.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

*

Puxadinho

Haddad quer resolver o problemão do trânsito paulistano, aumentando a gasolina a tal ponto que todos irão preferir usar os excelentes e confortáveis meios de transporte urbano. Ele só esqueceu de combinar como fará para caber todo mundo neles. Quem não votou em Haddad sabia que suas soluções para a cidade seriam tomadas como tomou no Ministério da Educação. Haddad é tão virtuoso que vê apenas utilitários emperrando o trânsito, sem levar em conta o resto. Aumenta gasolina daqui, detona inflação ali. Por isso a presidente Dilma anda segurando com mãos de ferro aumento da gasolina, levando a Petrobrás ao caos econômico! Mas como quem tem carro não aceita nunca mais se aboletar em ônibus, restará ao proprietário optar por deixar de consumir supérfluos, o que com certeza recairá sobre o governo federal. Não dá para receitar "veneno" para o coração do País (São Paulo), sem que tenha efeito colateral em todo o organismo (governo federal). Até parece que Haddad aprendeu a governar com os favelados. Na base do puxadinho, do gato!

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

Má gestão de impostos

A proposta do prefeito de São Paulo, de aumentar o preço da gasolina a fim de possibilitar uma diminuição do custo das passagens de transporte público, além de alimentar a inflação, não ataca o cerne da questão, que vem a ser a eterna má gestão de impostos. Se o desafio é equacionar a mobilidade urbana favorecendo o transporte coletivo sobre trilhos, a saber metrô e trens de superfície, deve-se levar em conta dois pontos: 1) a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) tem 20 milhões de habitantes distribuídos em 39 municípios, com a mancha urbana concentrada em 25 municípios que abrigam 19 milhões de habitantes; 2) a carga tributária incidente sobre os combustíveis em São Paulo é de 36,6% para a gasolina, 21,6% para o etanol e 22,3% para o óleo diesel. Isso posto, a sugestão é que o prefeito, do mesmo partido que está no poder federal, se empenhe na viabilização da seguinte proposta, baseada num retorno imediato e eficaz dos impostos arrecadados sobre os combustíveis: adoção imediata das medidas legislativas e administrativas necessárias, envolvendo as esferas federal, estadual e municipais, a fim de canalizar TODOS os recursos provenientes da oneração fiscal sobre os combustíveis vendidos na RMSP, visando a: 1) Melhoria da qualidade do transporte coletivo existente na RMSP, aliada à redução de suas tarifas; 2) Ampliação imediata, abrangente e profunda, do sistema metropolitano de transporte eletrificado sobre trilhos. A definição das porcentagens a serem canalizadas para cada objetivo proposto deverá ser objeto de ampla negociação em âmbito metropolitano. A hora é agora, com o amplo respaldo das ruas.

G. Michelino

juzumba@yahoo.com

São Paulo

*

Orçamento impositivo

Ao aprovar o Orçamento Impositivo, foi proclamada a independência do Congresso Nacional em relação ao Poder Executivo. Se os nada confiáveis deputados vão fazer bom uso das verbas não importa muito, o que vale mesmo é que não se repetirão as falcatruas do mensalão do Lula, em compra de votos dos parlamentares, em projetos que na sua maioria mais prejudicaram do que beneficiaram o povo brasileiro.

Jose Mendes

josemendesca@ig.com.br

Votorantim

*

Um avanço

O orçamento impositivo, aprovado pela Câmara dos Deputados, é um grande avanço para o Brasil. Oxalá seja aprovado pelo Senado, o que é provável. A importância dessa decisão é que a presidente Dilma não manterá mais os congressistas subjugados a seus desejos, em troca da liberação das emendas. Com essa mudança os partidos, não dependendo do Executivo para a liberação de emendas de seus membros, poderão negar a aprovação de leis que socializem o país, por exemplo, como quer o programa do PT. O PMDB, apesar de ser um partido comprometido com elevado nível de corrupção, manterá o espírito democrático. Isso interessa ao partido cujo maior objetivo de seus membros é o de enriquecer rapidamente, mantendo-se em posição política forte no País. Assim, o orçamento impositivo será um obstáculo não somente à presidente Dilma, como aos planos do PT. Fica agora melhor resguardado o art. nº 2 da Constituição, que determina a "independência de poderes", o que é extremamente saudável, pois, ao contrário do que ocorre hoje, o Congresso deverá vigiar o Executivo e até intervir em seus atos. Não há democracia plena sem a independência de poderes para que cada um cumpra a sua função constitucional. Ao Congresso cumpre vigiar e fiscalizar o Executivo, e não o contrario, como acontece até agora. Só falta melhorar o nível dos congressistas. Mas é uma boa notícia.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

*

Impositivo positivo

Pode parecer pouco, mas essa PEC do Orçamento Impositivo provado pela Câmara, que obriga a União pagar integralmente durante o ano fiscal as emendas parlamentares, como disse o deputado do DEM, Ronaldo Caiado, é uma "alforria do Legislativo". O que concordo! Lógico que não vai resolver as múltiplas prioridades desta Nação! Mas, é um passo gigantesco para colocar o Executivo e o Legislativo no eixo das suas responsabilidades perante a Nação, eliminando definitivamente da agenda do Planalto, a pressão usual e desprezível contra o Congresso, de somente liberar tais emendas em troca de votações de interesse do governo. Por outro lado, o Legislativo também deveria por coerência dar fim às comuns chantagens dos parlamentares de partidos aliados por exigências de cargos nas estatais federais, porque essa dita "alforria" republicanamente deveria ser uma via de duas mãos, e não privilégio somente do Congresso. Isso posto, creio que se essa aprovação desta PEC, se concluída favoravelmente também no Senado, o Congresso poderá finalmente ganhar vida própria, sem as mesquinhas desculpas corriqueiras, votar projetos importantes para o País, seja ele de interesse do Planalto, ou não. Porém, é bom frisar que essa aparente vitória do Legislativo, em primeira votação na Câmara, aprovando a PEC do Orçamento Impositivo, somente se consagrará seu feito se a sociedade brasileira não ficar mais refém deste Congresso, que apenas tem legislado em causa própria, colhendo sem escrúpulos costumeiros múltiplos privilégios, enquanto a maioria da população brasileira vive ao relento da falta de habitação, educação, atendimento qualificado na saúde, saneamento básico, etc., etc.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

Manifestações sem sentido

Certas manifestações estão demonstrando um grau de imbecilidade sem precedentes. Em São Paulo, tentaram invadir um hospital, que é referência no Brasil e no mundo, para protestar contra o Sistema Único de Saúde (SUS). Anteontem foi o Sírio-Libanês, amanhã poderá ser o Einstein ou o Oswaldo Cruz, indicando que os manifestantes têm a ridícula ideia que os hospitais de qualidade sejam, de alguma forma, responsáveis pelo mau atendimento na saúde pública. Já é um absurdo permitir que manifestantes, recorrentemente, parem a Avenida Paulista, prejudicando o acesso a hospitais e a população que transita por esta importante via pública. Já no Rio de Janeiro, para protestar pela morte de um jovem, manifestantes incendiaram ônibus, danificaram a rede elétrica e fecharam escolas, prejudicando única e exclusivamente a comunidade carente local. Até quando as autoridades competentes, com o notório receio de perder votos, assistirão passivamente estas ações truculentas e sem sentido?

Wilson Haddad

wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

*

Queremos paz

Estão acontecendo, há meses, diversas badernas no Brasil, verdadeira anarquia, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, sem que haja dura reação das autoridades. Os arruaceiros passaram dos limites, agora chega! As manifestações pacíficas já deram o seu recado, mas os baderneiros continuam a enfrentar policiais, apedrejando, quebrando e incendiando tudo o que existe. É o caos total! Chegou a hora de a polícia se organizar e baixar o sarrafo em quem insistir na delinquência agressiva aos bens alheios, seja nas ruas da cidade ou nas favelas. Cadê os governos, que nada fazem? Estarão coniventes com a bagunça? Sabemos que o PT adora ver o circo pegar fogo, por isso estamos vivendo esse estado de coisas, sem perspectiva de fim. Queremos paz!

Fernando Faruk Hamza

botafogorio@bol.com.br

Rio de Janeiro

*

O joio e o trigo

Os governadores precisam ter o bom senso e a humildade de pedir ajuda às Forças federais para conter a escalada covarde, irresponsável e preocupante de grupos de facínoras infiltrados nas manifestações de rua. Patifes que precisam ser contidos e detidos. Lugar de marginal é na cadeia. O caos e a baderna tomaram o lugar das reivindicações justas e oportunas. Não se sabe por que a polícia ainda não proibiu a participação de "manifestantes" mascarados nas ruas. As autoridades precisam dialogar mais com os líderes dos movimentos. É mais do que hora de separar o joio do trigo. Saber quem quer conversar e reprimir os que preferem badernar.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

Assassinato de PMs na Brasilândia

Entre as "perguntas e respostas" referentes ao caso acima (A14, 14/8), deveriam ser incluídos os seguintes pontos obscuros: 1) por que até agora, pelo que se lê, não se efetuou perícia para verificar se os tiros foram ou não dados à queima-roupa; 2) teria o menino aprendido a atirar também com o objetivo de executar pessoas com um único tiro na cabeça; 3) se existe a suposição de que o menino teria usado luvas para cometer os assassinatos, por que não examiná-las em busca de resíduos de pólvora; 4) qual a motivação para o uso delas; 5) por que teria ido à escola após cometer os crimes e como estava seu comportamento lá, a beira de cometer suicídio.

Flávio José Rodrigues de Aguiar

flavio.daguiar@gmail.com

Resende (RJ)

*

O caso Amarildo

Alguém reparou, nas reportagens, em que condições morava Amarildo? Alguém se lembra que foi dito que a renda familiar dele não chegava a um salário mínimo? Alguém tem ideia de que 70% dos moradores de favela do Rio de Janeiro, e certamente do Brasil, vivem nas mesmas ou em piores condições que ele? Amarildo é o retrato da falência das políticas sociais levadas a efeito nos últimos anos, em todos os níveis de governo. E o governo empresta e depois perdoa dívidas de países africanos, bolivarianos, muçulmanos. O que tem de pior naqueles países tem aqui. No Brasil inteiro temos, com certeza, 10 milhões de Amarildos. Ele é apenas mais um a engrossar a estatística dos desaparecidos.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

*

Fundação Casa x Ibama

Sobre as árvores que facilitaram a fuga dos internos no recente motim ocorrido numa das unidades da Fundação Casa, eu, particularmente, não as cortaria antes de investigar quem as plantou com tanta propriedade, escolhendo variedade tão adequada.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

*

Fuga da Fundação Casa

A Fundação Casa manda cortar árvores após fuga de menores. Realmente é para rir! Parece a piada do sofá da sala que o marido manda trocar.

José Sergio Trabbold

jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

*

Precatórios

Como numa partida de tênis, os idosos com direito aos precatórios são as bolinhas, numa sinistra e interminável partida entre o governo estadual e o tribunal de (in)justiça. E cada bola que arrebenta - um velhinho que morre - eles, incansáveis atletas, substituem-na imediatamente por outra, felizes por terem-se livrado de mais um pesinho... E quando eu leio sobre os bilhões só em propagandas, não tenho como conter-me, porque precatório é eufemismo elegante para definir roubo descarado. Ladrões e sem-vergonhas, assim classifico todos os risonhos aproveitadores, indiferentes às necessidades prementes da grande maioria dos idosos. PT, PSDB etc. - gatos do mesmo saco.

Floriano Sérgio Pacheco

fpacheco3@gmail.com

Águas de Sta. Bárbara

*

Futebol - brasil perde na suíça

O Brasil jogou mal e a desculpa do Felipão, de nossos boleiros terem vindo de férias, não vale, porque os suíços também estavam em férias. Difícil é entender a fixação da mídia esportiva daqui em qualificar o Marcelo como um boleiro excepcional e, no jogo que perdeu para a Suíça, não enxergarem que os helvéticos jogaram quase o tempo todo do lado esquerdo via Shaqiri, um baixinho bom de bola e o melhor da partida, que deitou e rolou em cima do lateral brasileiro. Para quem acompanha o campeonato espanhol, viu em vários jogos difíceis do Real Madri o Marcelo ficar na reserva para entrar o português Coentrão, um marcador implacável que dá mais segurança a defesa madrilena. Em tempo: quanto ao tapa que ele deu na cara de um suíço, fosse num boleiro argentino ou uruguaio, teria o troco em dobro e apanhado muito, porque nem tamanho tem para dar uma de brabo. Quanto ao resto do time, outro também badalado é o Daniel Alves, que gosta muito de apoiar, mas, como marcador, é péssimo e, para azar do time, ainda marcou contra. Algo de igual têm os dois laterais: são mascarados. Quanto à estrela do time, Neymar, esse jogou pouco e terá que aprender a jogar na Europa sem cair a todo momento, porque nesse jogo parece que os juízes já conhecem sua manha e, mesmo quando leva trancos faltosos, não marcam. Do time em geral, salvou-se apenas o Tiago Silva, que bateu sua bola de sempre.

Laércio Zanini

arsene@uol.com.br

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.