Fórum dos Leitores

MENSALÃO

O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2013 | 02h13

A estreia de Barroso

Belo discurso o do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, ao estrear a toga de magistrado da mais alta Corte de Justiça do País no julgamento da Ação Penal 470: "É questionável afirmar que o mensalão foi o maior escândalo do País". Depois retocou seu pensamento de julgador supremo: "Não há corrupção melhor ou pior, dos 'nossos' ou dos 'deles'"... E ainda mais "elucubrações" do novo integrante do STF: "A corrupção não deve ser politizada". O que quis dizer o ministro com tais considerações jurídico-filosóficas? No mínimo, trata-se daquilo mesmo que já se ouviu de muitas "excelências" no Congresso Nacional: "Sou, mas quem não é? Faço, mas todo mundo também faz!". No Poder Executivo já se ouviu gente do governo minimizando os fatos: "O mensalão nunca existiu", ou "não passou de recursos não contabilizados". Começou bem o dr. Barroso, falando a língua das "excelências". Lembremo-nos de que ministros do STF são nomeados pelo Executivo e referendados para assumir o cargo pelo Legislativo. É, conterrâneos, desse jeito estamos em boas mãos - no Legislativo, no Executivo e no Judiciário...

LUIZ CARLOS SOARES FERNANDES

lucasofer@yahoo.com.br

São Paulo

Começou mal

Com currículo de pessoa progressista e ética, de forma decepcionante o ministro Barroso começou mal sua atuação no STF. Fez um gol contra ao decidir que o senador Ivo Cassol (PP-RO) não perderia o cargo depois de condenado por prática de crime pelo Supremo e que apenas seus pares no Congresso poderiam fazê-lo. É o tipo da decisão que só fomenta a impunidade no País. Ao adotar uma visão formalista e burocrática na interpretação da Constituição da República, Barroso em nada contribuirá para melhorar o País na luta contra a corrupção e a impunidade que nos assolam. Felizmente, temos no STF um Joaquim Barbosa, que age com base nos valores éticos, nos princípios republicanos, na defesa do povo e do bem comum. Oxalá Barroso aprenda e se emende, seguindo o bom exemplo do corajoso e íntegro Joaquim Barbosa, figura rara de se ver e exceção à regra no conservador, formalista, moroso e ineficiente Judiciário brasileiro.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

O modelo da impunidade

"A corrupção não deve ser politizada (...) não há corrupção melhor ou pior (...) não existe corrupção do PT, do PSDB ou do PMDB. Existe corrupção." Isso o ministro Barroso deixou bem claro. Mas afirmou também que "os episódios recentes são consequência do modelo político-eleitoral". Assim, noves fora, truco! Está tudo justificado. Rasga-se a Constituição, queimam-se os livros jurídicos e se deem boas-vindas à impunidade e à anarquia. Lamentável!

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

No capricho

O ministro Barroso já mostrou a que veio ao debutar na sessão do STF sobre o mensalão. Começou criticando duramente o sistema político, mas concluiu dizendo que a culpa é nossa, dos brasileiros. Enumerou alguns escândalos públicos desde o início dos anos 1990, mas não se referiu ao período Lula/Dilma Rousseff. Por fim, ao declarar voto, disse que as penas aplicadas foram muito altas, na linha, aliás, do que afirmou em entrevista logo após ser nomeado. A "presidenta" caprichou desta vez e deve estar contente com a escolha de Barroso, depois da rebeldia do ministro Luiz Fux, que corajosamente condenou os mensaleiros. Eu até gostaria de estar enganado, mas, pelo andar da carruagem, Dirceu & Cia. ganharam mais um defensor.

AUGUSTO M. DIAS NETTO

diasnetto@terra.com.br

São Paulo

Corrupção é corrupção

Em sua primeira participação no julgamento do mensalão, o ministro Luís Roberto Barroso fez assertivas com as quais concordo plenamente: "... não há corrupção melhor ou pior (...) não há corrupção do bem. A corrupção é um mal em si e não deve ser politizada". Sem dúvida, a corrupção no Brasil não é marca registrada do PT, ela vem desde sempre. Porém esse partido se propôs a mudar "tudo o que estava aí", o que nunca foi cumprido, vindo a tornar-se um estimulador de "malfeitos" e oficializador dessa mais suja e antiga arte brasileira. O ministro também entende ser "questionável dizer que o mensalão foi o maior escândalo do País". O que faltou foi o dr. Barroso mencionar o motivo por que os petistas efetuaram a compra de apoio político de parlamentares: o enfraquecimento da nossa democracia. A quadrilha montada não pretendia outra coisa senão essa. E isso, o ministro há de convir, não é questionável. De tudo fica que, se membros do PT desviaram dinheiro, se formaram quadrilha com propósitos espúrios, seu julgamento e sua condenação não são "um ponto fora da curva", como o ministro Barroso certa feita externou. São a medida certa para todos os que incorreram ou incorrerem daqui para a frente em igual delito.

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

O mais corrupto

Também estou de pleno acordo com o ministro Barroso quando diz que a corrupção é de todos os partidos, e não só do PT. Porém, por esquecimento ou ingenuidade, não disse que durante 30 anos o PT bravateou que vinha para a mudança, que acabaria com a bandalheira, e o que vimos foi o contrário: tornou-se o partido político mais corrupto de todos os tempos. Essa é, sem dúvida, a causa maior da indignação que o povo vem manifestando, perdendo a esperança nos políticos que nos representam.

CESAR ROMERO GALARDO

crgalardo@terra.com.br

São Paulo

Crime carimbado

Quando sabatinado no Senado, Barroso disse que o julgamento do mensalão foi "um ponto fora da curva", ou seja, uma exceção. Bendita exceção, porque até então a corrupção vinha sendo tratada com benevolência. Agora cita casos anteriores, tentando igualá-los ao mensalão para outra vez qualificar tal julgamento como demasiado rigoroso. Esquece o meritíssimo que os brasileiros, como ficou claro nas recentes manifestações, aplaudem de pé esse rigor. Além disso, ao tentar diminuir a importância da pena rigorosa para inibir a corrupção, magnificando a necessidade de reforma política com esse fim, ignora que o corrupto sempre será corrupto, qualquer que seja a lei ou o regime que tenha de violar para exercer sua falta de caráter. Mais importante ainda, ao praticar o crime visando a garantir a permanência de seu partido no poder, os corruptos líderes do mensalão carimbaram suas ações com o selo de um partido, tornando-o um crime do PT e tão somente do PT.

CARLOS N. M. COUTINHO

cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro

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A ESTREIA DO MINISTRO

A estreia do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso no julgamento do mensalão foi marcada por uma espécie de palestra proferida com o intuito de chamar a atenção da sociedade para questões, entre outras, tais como: a qualidade absoluta da corrupção, ou seja, ela não é do PT, do PSDB, ou do PMDB, é, segundo ele, simplesmente corrupção e não deve ser politizada; o questionamento quanto ao fato de o processo ser considerado o maior escândalo político do País - embora o mais investigado -, destacando o rigor do STF no caso; a convicção de que a solução para evitar a repetição de casos semelhantes é a urgente discussão e implantação de uma reforma política capaz de aliviar a "fadiga" (termo empregado pelo ministro) do sistema vigente. Sobre esses três tópicos, seria interessante formular algumas dúvidas originadas no espírito de um cidadão não habituado a lidar com leis, mas que ousa ser capaz de observar o momento atual. É claro que a corrupção na política não é apanágio de partido algum, nem mesmo de nenhum país. Há corrupção onde quer que se configure uma luta pelo poder - parece mesmo ser um impulso instintivo do ser humano. É, portanto, ela própria, um processo político, sendo quase impossível que deixe, por conseguinte, de ser politizado. Mas os Estados democráticos se organizam e, através de instituições confiáveis, estas sim preferencialmente não politizadas, criam mecanismos no sentido de punir aqueles que, por meios ilícitos, atropelam o interesse público em nome do qual foram eleitos para atingir objetivos particulares. Esperemos que o novo integrante da Corte se empenhe para diminuir a enorme brecha de impunidade, esta sim, tal qual jabuticaba, marca nacional. Por outro lado, é óbvio ser questionável que o mensalão constitua o maior escândalo político dos últimos tempos. A nossa República é pontilhada, ao longo de uma curva ou não - aproveitando uma metáfora de sua autoria -, de episódios arrepiantes de abuso de poder econômico e político para atender a interesses mesquinhos. No entanto, a colocação do ministro sugere o estabelecimento de uma relativização diversionista, ao tentar desviar o interesse da sociedade do caso presente, que deveria ser o ponto final de uma curva melancólica, e não um motivo de comparação com casos semelhantes, o que em nada vai ajudar a melhorar o nível ético dos políticos. Quanto à necessidade de uma reforma para evitar situações semelhantes no futuro, é bom ressaltar que ela é, há muito, um anseio da sociedade, embora o debate sério tenha sido sempre postergado, exatamente pelos políticos, de todos os partidos, interessados em praticar atos de corrupção para interesse próprio. Tal situação remete ao seguinte círculo vicioso, nada virtuoso: ou se golpeia a corrupção punindo exemplarmente os envolvidos no mensalão, para conseguir implantar a reforma, ou se estabelece esta primeiramente para que a corrupção diminua. A segunda alternativa aparentemente demorará muito mais. É bom, no atual momento, focalizar a primeira, antes que a sociedade, usando os métodos atuais de protesto, rompa de forma radical o impasse. Contamos com o novo ministro.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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ENTRE AMIGOS

Exmo. sr. ministro, talvez o mensalão não tenha sido o maior escândalo da história para a sua turma. Para a minha, foi.

Tereza Sayeg

tereza.sayeg@gmail.com

São Paulo

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DE QUE LADO ELE ESTÁ

O mais novo ministro do STF, Luís Roberto Barroso, já mostrou para que lado pende: questionou a afirmação de que o mensalão é o maior escândalo político do País, comparando-o com outros casos de desvio de dinheiro público. Entretanto, para ele foi cômodo esquecer que este desvio em questão não foi praticado por meros anões políticos e rapinantes que desviaram o erário para seus próprios bolsos, mas por políticos do PT que fizeram este desvio para os cofres do PT e dos partidos coadjuvantes, com a finalidade de cooptar sua aprovação na votação de leis e emendas de interesse do governo federal, para que se garantisse o maior tempo possível no poder. Isso é golpe político cometido contra a democracia brasileira. Muito cômodo também para o novo ministro afirmar que todo tipo de corrupção é igual, quando isso não é verdade, pois, quanto maior o efeito deletério de sua prática, maior é a extensão do crime cometido e pior o escândalo provocado. Porque corrupção é crime, sim, e como todo crime ele toma tonalidades mais fortes e contrastantes dependendo do "modus operandi" e do porquê de sua prática. Quem deve estar feliz é a patota Dirceu, Genoino, Delúbio, João Paulo Cunha. Porém, o povo não aceitar pacificamente que se burle o resultado do julgamento dos mensaleiros para favorecê-los, não mesmo!

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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INCORPORADO

Por ora, julgam-se no Supremo os embargos de declaração. Recursos pelo qual os juízes só podem dizer o que a sentença já disse, sem modificá-la (Pontes de Miranda). O ponto nevrálgico no rejulgamento do mensalão virá no debate sobre o cabimento de embargos infringentes e, se considerados cabíveis, no exame do fundo da questão de formação de quadrilha, que poderá livrar os condenados do regime inicial fechado. Lula esteve incorporado nas declarações preliminares do ministro Barroso, ao dizer que a corrupção é endêmica no País e enfatizar que tudo se deu por necessidades eleitorais, e que o mensalão foi um ponto secundário nesse mar de lama.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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MÉRITO

O ministro do STF Luís R. Barroso tem razão. O mensalão não foi o maior escândalo da história, e sim o maior crime cometido contra a democracia brasileira. Comprar votos com o nosso dinheiro para ter a maioria no Parlamento, a fim de impor os projetos de poder do PT, além de escandaloso, é um crime de lesa Pátria, por isso foi parar na Justiça. Temos é de acabar com estas nomeações de ministros do STF por indicação do presidente da República, pois alguns, em vez de julgar de acordo com os fatos, passam a aceitar a tutela de quem o nomeou, como se precisassem agradecer o cargo vitalício que receberam. É isso que dá não ser escolhido por mérito, e sim, ser nomeado! Será que nós teremos um Judiciário à Venezuela?

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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O MAIOR ESCÂNDALO

É preocupante a fala do ministro do STF Luis Roberto Barroso, minimizando o escândalo do mensalão e dizendo que "a corrupção não pode ser politizada". Ora, o mensalão foi genuinamente uma forma de corrupção política feita com dinheiro público. A quadrilha de Lula corrompeu nada mais nada menos que o Congresso Nacional. Foi, sem dúvida, o maior escândalo do País. É lógico que falta investigar outros escândalos protagonizados pelo apedeuta Lula, como: caso Rosegate, caso Pasadena/Petrobrás e o tráfico de influência e lobby com dinheiro do BNDES.

Carlos Eduardo Stamato

dadostamato@hotmail.com

Bebedouro

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CRIME QUE NÃO SERÁ ESQUECIDO

Que a corrupção no Brasil é endêmica, não há quem ignore. Dizer que o mensalão não foi o maior escândalo da história, como afirma o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Roberto Barroso, é uma afirmação questionável, pois o número de agentes envolvidos no cometimento dos crimes do mensalão é considerável. A compra de votos de parlamentares, o desvio de dinheiro público, a formação de quadrilha, o peculato, e outros, foi uma trama sórdida, um desserviço sem conta à democracia brasileira, um desrespeito ao eleitor do País. Constituiu-se uma verdadeira agressão às nossas instituições. Pode não ter sido o maior escândalo, como afirma o ministro, mais deixará por certo uma mancha escura incrustada nos anais de nossa história.

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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EM JOGO, O DESTINO DO MENSALÃO

No seu sentimento de ter sido guindado ao Olimpo e com sua arrogância contumaz, o novo ministro do STF Luis Roberto Barroso corrigiu a visão de vários dos demais ministros do tribunal quanto à dimensão do crime denominado "mensalão". Desmentiu, também, a existência de corrupção em partidos políticos, mas não conseguiu entender sua justificativa. Entretanto, seguindo o rumo dos comentários sobre o novo ministro, sobretudo por suas colocações no Senado, espera-se que favoreça aos réus, pois, ao contrário da opinião da maioria da população segundo a crônica, acha muito elevadas as penas no Brasil. Espera-se que, com os novos ministros indicados pelo governo do PT, o STF não volte ao regime das impunidades.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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A ‘DISPARADA’ DE BARROSO

Como bom carioca, o ministro Barroso deu mostra, na reabertura do julgamento da Ação Penal 470, de sua capacidade (quase insuperável!) de argumentar. Não se acanhou em parafrasear até um ex-presidente da República - para sustentar que tudo se resumia ao uso de "caixa dois". Curioso, quiçá por inoportuno, na fase de recursos de um julgamento complexo, propor "tábula rasa" do uso de dinheiro público para comprar (cooptar!) a Câmara dos Deputados - comprando a consciência e o voto de deputados corruptos. Senhor ministro, não dá mais para aceitar que a corrupção do PSDB, do PMDB, do DEM, do PFL, do PTB seja a mesma do PT - pois não é! A do PT se traduz em projeto contínuo de poder, vai além de aparelhar o Estado - como parece que, finalmente, conseguiu implantar na Corte Suprema. Assaca contra a democracia e seus valores mais expressivos, como a autonomia do Judiciário e liberdade da imprensa. Difícil estabelecer qual é a instituição mais importante, quando não acabrestada. Para o PT, a alternância no poder, uma das balizas do regime democrático, o fere de morte e se resume a interferência indevida das "forças conservadoras" e da imprensa manipuladora - para o petismo, a oposição é inimiga, e não simples adversária do momento político. Ou está na base (dominada, subserviente e cooptada) ou atenta contra suas iniciativas, por mais estapafúrdias e inoportunas que possam parecer, a exemplo do "trem-bala", da "transposição do Rio São Francisco" e outras. Ministro Barroso, a reforma política sugerida por Vossa Excelência com tanta ênfase, por certo, não passará de mais "miragem" ou "ilusão oferecida ao povo brasileiro", nesta passagem da vida nacional, como foram a Constituição de 1988, o governo Collor e os planos econômicos inconsistentes... Ainda mais quando despida de qualquer parâmetro ou regra, como indicou o doutor julgador. Esteja certo, sua fala nos deixou deverás preocupados - o aviso foi claro e insofismável, o julgamento do "mensalão" haverá de ser modificado. Não se julgam, pelo menos no Brasil, banqueiros, políticos, publicitários e outras personalidades dessa expressão com tanto rigor - mesmo porque este não foi o maior ataque aos cofres públicos registrado nestas plagas. Sugere que antes precisamos adquirir hábitos saudáveis e respeito a regras comuns de convivência em sociedade - como não jogar lixo no chão, não estacionar em calçada (hábito de carioca), não exigir nota fiscal, etc. Como se os cidadãos fossem culpados pelos desmandos e nossos políticos, administradores e julgadores

Noel Gonçalves Cerqueira

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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O QUE SERÁ MAIOR QUE O MENSALÃO?

Ao ouvir do novato ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, que pegou o bonde andando e quer sentar na janelinha, que "é questionável afirmar que o mensalão foi o maior escândalo do País", conclui-se que ou ele sabe algo mais, por ser parceiro de Lula, ou sua função é chutar, né não?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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VEM AÍ...

O Ministro Barroso, recém-empossado no STF, disse que o mensalão não foi o maior escândalo da história. O que será que o novo ministro sabe e que o resto do País desconhece?

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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DESPOLITIZANDO

O ministro Barroso, quando falou que a corrupção do PT é igual àquela do PSDB, tirou a imunidade daqueles atos lesivos cometidos por entidades ou indivíduos pretensamente voltados para as causas ditas sociais. Portanto, os fins deixam de justificar os meios...

Caio Augusto Bastos Lucchesi

cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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O MENSALÃO VEM DE LONGE...

A participação de novos juízes do STF na retomada do julgamento do processo identificado como "mensalão" estava sendo aguardado com muita expectativa. E o pronunciamento de um deles, o juiz Luís Roberto Barroso, merece ser muito bem avaliado. Ele diz de forma objetiva que este não é o maior escândalo da história brasileira, e sim o mais investigado. Uma resposta a quem insiste em deturpar a realidade, com outros interesses. A corrupção não é de agora, e precisa de combate efetivo e permanente.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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JULGAMENTO E REFORMA

O ministro Barroso estreou no STF dizendo que "não adianta punir os réus atuais sem fazer uma reforma política, porque tudo vai continuar na mesma". Ministro Barroso, nós, brasileiros não subalternos do filósofo de Garanhuns, esperamos que cumpra sua missão primordial votando pela punição de réus comprovadamente envolvidos no processo, pois de forma alguma podemos aceitar que saiam dele cuspindo nas leis. Ministro, julgue hoje usando leis que enquadram os réus e cobre, amanhã, dos responsáveis uma reforma política, pois é mais que sabido não haver interesse algum de nossos parlamentares em criar regulamentos que possam enquadrá-los no futuro.

Laércio Zannini

arsene@uol.com.br

São Paulo

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PUNHALADA

A inteligência do novo ministro Luís Roberto Barroso parece ser a mesma de um enxadrista internacional que joga um pião aparentemente sem valor, mas que traiçoeiramente prepara um cheque-mate. Sua primeira jogada ocorreu já na sabatina do senado quando disse que o julgamento do mensalão foi um "ponto fora da curva". Ora, sr. ministro! Não subestime a inteligência do povo! Já se percebe que V. Excia está preparando o final feliz e ameno aos condenados. Essa é a sua missão delegada pela presidente Dilma. Sua desvalorização ao simbólico que representa o julgamento representa uma punhalada nas costas dos cidadãos de bem e que desejam um país promissor e civilizado aos seus filhos. O símbolo, por exemplo, como a cruz de Cristo, tem tanta força e valor que já influenciou impérios desde o passado remoto até nossos dias.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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A VOZ DAS RUAS

Senhor Luís R. Barroso e amiguinhos do STF preparados pelo governo para melar o julgamento dos mensaleiros, somos nós, a opinião pública que o senhor tanto despreza, que estamos pagando a conta da roubalheira dos políticos que colocaram os senhores lá, as mordomias e o nepotismo do Judiciário, e espero que o senhor tire os fones do ouvido e ouça quem os sustenta, a vocês e aos seus amigos políticos que os colocaram lá. Não fomos nós, a opinião pública, que colocamos os senhores lá, foram os corruptos e mensaleiros que vocês libertam. Se o senhor não ouviu as vozes da rua, amanhã estaremos todos lá de novo. Mas pode ter certeza de uma coisa, senhores marajás da toga, não colocamos os senhores lá, mas podemos tirá-los, sim, não tenham dúvidas disso.

Grima Grimaldi

grimagri@terra.com.br

São Paulo

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A ‘IDIOTIZAÇÃO DOS PROTESTOS’

Oportuno e direto ao ponto artigo publicado no "Estadão" de 15/8 ("Nas franjas do Black Bloc") assinado por Demétrio Magnoli quando toca numa questão de absoluta importância no que diz respeito a um certo "encantamento" que os protestos violentos que vêm apresentando preocupante escalada na duas maiores cidades brasileiras causam em pessoas dos ditos "círculos intelectuais". Alimentar a ilusão de que desigualdade social, combate à corrupção, maior eficiência na gestão da coisa pública e outros sérios problemas que a Nação possui serão sanados com depredações, uso de coquetéis molotov e outras formas de violência, é colocar um tapume na história recente da humanidade. Não custa lembrar: 2013 assinala 80 anos da ascensão de Hitler como chanceler da Alemanha e o início desta trajetória - quem se deu um pouco de trabalho em estudar história sabe disso - foi impulsionado com a criação de tropas de assalto (as famigeradas SS) utilizadas para intimidar autoridades e também a população com atos violentos. Fechar os olhos à disseminação da baderna cujas cenas passaram a ser vistas quase diariamente nos noticiários da TV pode significar uma perigosa omissão para a germinação de um processo de intolerância que, a rigor, só fará piorar tudo o que está aí.

Fernando Cesar Gasparini

phernando.g@bol.com.br

Mogi Mirim

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INTELECTUAIS E VIOLÊNCIA

Em seu excelente artigo de ontem, Demétrio Magnoli põe às claras o aval que certos intelectuais fazem da violência incentivando jovens e dando uma justificativa ideológica para isso. A correlação que faz das violências dos atuais manifestantes no Brasil com as dos grupos que atuaram na Europa nos anos 70 principalmente na Alemanha e na Itália é perfeita. A ligação que os ditos intelectuais fazem da violência nas manifestações com jovens da periferia é preconceituosa e ofensiva aos moradores destes lugares. Ligar violência e bandidagem à pobreza é falso e só ajuda esta ideologia ultrapassada. Não ter posses e dinheiro na conta bancária não torna ninguém um violento bandido. Os pensadores que permitem e fazem uma justificativa ideológica para a baderna são indiretamente responsáveis pela violência e pelos danos causados por ela.

Maria Tereza Murray

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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CALCANHAR DE AQUILES

Em 27/6 enviei uma carta, que fora publicada neste "Fórum", demonstrando que não há nenhuma relação entre a queda dos índices de homicídio com a sensação de segurança percebida pela população. Naquela mesma carta, relatei que uma agência do Banco do Brasil de uma cidade de pouco mais de 10 mil habitantes próxima a Itapetininga fora detonada com explosivos e seus caixas eletrônicos, saqueados. Ontem cedo ouvi pelo rádio que o feito se repetiu na mesma cidade, porém agora no Santander. Apesar de não ter morrido ninguém, a população está apavorada e a agência destruída. Para complementar meu despertar de ontem, ao abrir o "Estadão" pela manhã, li a matéria sobre esses vândalos denominados "Black Blocs" que foram fazer arruaça defronte a Assembleia Legislativa e que o presidente da Casa havia concordado em autorizar a entrada de 50 manifestantes, porém estes não concordaram. Apesar de este ser um dos maiores absurdos de que já tive notícia, fica aqui um recado ao presidente da Assembleia, deputado Samuel Moreira (PSDB): O Palácio 9 de Julho é a casa do povo paulista, e não a sua casa. Se quiser receber vândalos e bandidos, fique à vontade para recebê-los na sua residência. Em seguida, li que, apesar da Tropa de Choque estar nos arredores das manifestações, houve destruição, quebradeira e cinco policiais foram feridos. Pelo que estou vendo, a firmeza e a combatividade do início do atual governo foram por água abaixo, e este voltou a ser dominado pelos "bananas" do PSDB. Prédios públicos, lojas e bancos sendo alvo de vandalismo e o secretário da Segurança não aparece para dar as caras em lugar nenhum. Do jeito que a coisa vai indo, daqui a pouco a Tropa de Choque vai montar banheiros químicos e barracas com água, café e apoio médico para receber os vândalos. É inconcebível a falta de compromisso com a segurança do cidadão de bem, que é alvo constante de criminosos e facínoras dispostos a tudo. O governador Alckmin deveria se lembrar do conto de Aquiles - o da mitologia -, que morreu só porque seu calcanhar não fora embebido no néctar divino que o tornou invulnerável. Alusão ao atual quadro da segurança pública de São Paulo.

David Batista do Nascimento

davidbatistadonascimento@hotmail.com

Itapetininga

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RUAS DE GUERRA

As relações entre os manifestantes das ruas e o Legislativo está tomando rumos de animosidade cujo grau de virulência assume a cada dia contornos de anarquia que por enquanto está limitada às grandes capitais. As manifestações que se têm observado pela TV já não têm dia nem horário determinado. A qualquer horário e dia os manifestantes se apresentam sempre no início de forma ordeira, mas bloqueando o direito de ir e vir do cidadão. Como um movimento orquestrado, com partitura previamente traçada, é dado início à queima de veículos, depredação do patrimônio público e saques a estabelecimentos particulares. É evidente que a força policial esta aí para combater o vandalismo, para fazer valer o direito do cidadão. Já não são protestos por R$ 0,20 das tarifas de transportes. Agora os manifestantes pretendem interferir no regulamento interno das Câmaras Municipais e Estaduais, numa invasão de atribuição constitucional dos legisladores. Os manifestantes estão nas ruas de São Paulo exigindo uma CPI sobre a denúncia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que atinge os governos do PSDB no Estado. O movimento que a princípio era social está tomando formato político. As autoridades federais precisam avaliar a progressão desses movimentos, quais as suas reais intenções, quem está na retaguarda, para que as nossas cidades não venham a se transformar nos dramas por que passam a Síria e o Egito. "Não me esperem ver atrás de barricadas, a menos que elas sejam de flores" (John Lennon).

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CASO SIEMENS

Ré confessa, a empresa alemã $iemen$, processada (por ora) em 16 (!) países (Alemanha, EUA e União Europeia) por formação de cartel e envolvimento no pagamento de suborno de cerca de US$ 1,4 bilhão (!) a políticos desonestos em troca de polpudos contratos com os governos locais, deve ser banida de toda e qualquer concorrência pública no Brasil, uma vez que seu currículo roda fora dos trilhos e não inspira confiança alguma. Depois de flagrada, por ter oferecido propina, corrompendo funcionários públicos de todos os escalões, posar de ré confessa e pecadora arrependida não vai absolvê-la da culpa e da danação. A $iemen$ descarrilou na curva.

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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O FURO E O CRIME

Processos sob sigilo de Justiça não podem "vazar". Trata-se de roubo, pois, na prática, alguém "roubou" algo que a Justiça guardava. Quem recebe o produto do roubo - no caso, as informações sigilosas, de propriedade da Justiça - é um receptador de "produto roubado". Receptação é crime. Mais grave ainda é vender o produto de roubo, sabendo que é fruto de ilícito grave. Qualquer veículo de comunicação que repasse informações sobre investigações sob segredo de Justiça está, assim, cometendo um crime. Não podemos tolerar isso. É preciso que o jornalismo brasileiro se apegue à ética e à honestidade, fugindo da tentação de divulgar "furos" jornalísticos que são produtos de atos criminosos. Não existe "sigilo de fonte" nestes casos, pois o próprio veículo dá seguimento ao ato criminoso. Pelo menos, que sejam responsabilizados criminalmente, quando o fizerem.

Maria Cristina Rocha Azevedo

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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SOBRE A NOVELA CARTÉIS

Sem querer encompridar a chacoalhante novela "Cartéis", gostaria de trazer algumas coisas que há algum tempo pude ler, não sei mais como e onde. Trata-se de coisas que trarão maior definição das reticulas e mais luz ao quadro geral. Olhando a composição dos diversos personagens, temos três grupos de atores principais: o pagador, o receptor ou receptores, e os famosos contatos intermediários - todos muito atentos aos preços praticados, que deverão ficar bem longe dos originais e justos. Quando o intermediário tem, ou consegue, o domínio de um receptor que, por exemplo, exige 10%, o intermediário notifica esse porcentual com um indefectível "spread" de, digamos 50%, elevando a propina para 15%. O pagador, que não é de ferro, e que ainda terá de recolher nossa conhecida carga tributária sobre o novo valor da fatura, multiplica os 15% "originais" por três, ou bem mais, dependendo do caso. Isso acontece mesmo que a propina venha do exterior e/ou que fique por lá. A ágil figura do intermediário é considerada como o ator principal clássico, porque também serve para trazer de volta, para sua diretoria, uma beliscadinha daquele bolo que em tese iria para o receptor. Quando entra no script um depósito para os figurões, em algum "paraíso", mesmo assim o intermediário recebe o seu, que sai dos valores pagos nacionalmente à indefectível e corrupta raia miúda, agregada aos ladrões principais. Quando o pagador quer economizar a presença isolante do compadre intermediário, os problemas, os riscos e a audiência podem aumentar consideravelmente... Só isso.

Murilo Luciano Filho

muarilou@uol.com.br

São Paulo

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A GASOLINA E O TRANSPORTE PÚBLICO

Esta é a última do poste Fernando Haddad, prefeito de São Paulo: "se a gasolina tivesse um aumento de R$ 0,50 por litro, a passagem dos ônibus urbanos em São Paulo poderiam baixar para R$ 1,80!". Oras bolas, por que então Lula e Dilma incentivaram a todos adquirirem seus veículos com subsídios e mais subsídios (redução de IPI), se era para depois torná-los bens a não poderem mais ser utilizados por causa do preço aviltante da gasolina? Esse é o estilo "honesto" da administração lulopetista de ser. Parodiando meu xará: "Isso é uma vergonha!".

Boris Becker

borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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A SOCIALIZAÇÃO DA INCOMPETÊNCIA

Haddad quer aumento da gasolina para financiar tarifa de ônibus mais barata. Isso é a socialização da incompetência do governo. Que tal reduzir os gastos públicos abusivos? São Paulo merecia um prefeito melhor.

Vagner Ricciardi

vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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INSANIDADE

Pergunta: o aventado aumento de R$ 0,50 no preço da gasolina afetará o prefeito Haddad? Resposta: É evidente que não. O Município de São Paulo continuará pagando a gasolina do prefeito Haddad. Felizmente esta insanidade depende de Emenda Constitucional.

Rodrigo Marchezin

rmarchezin@terra.com.br

São Paulo

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UMA SEMANA SEM CARRO

A ideia de jerico com que o PT veio agora, de aumentar a gasolina em R$ 0,50 com a desculpa de favorecer os "pobres" e abaixar o preço do ônibus, além de imoral, mostra exatamente a que veio o PT: criar luta de classes para ganhar com isso. Eu quero crer que os vereadores não aceitem nem se vendam a este absurdo, e digo mais, a população deveria protestar nas ruas de um jeito a mostrar a estes governantes como estamos longe de ter infraestrutura de transportes para ficarem nos fazendo de idiotas. O prefeito Haddad diz que quer incentivar o uso dos coletivos, em detrimento dos automóveis, então eu clamo à população para combinar uma semana sem tirar os carros de casa e todos irmos às ruas e usar os coletivos - aí vamos ver a infraestrutura e o quanto o governo tem razão em incentivar o uso dos coletivos...

Roberto Moreira da Silva

rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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MANCADA

Última mancada do PT: Depois de dar o maior incentivo para a aquisição do automóvel pela população (que ficou endividada), agora "ameaça" de elevar o custo dos combustíveis em 20%. E ainda diz que governa para o povo.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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PREÇO DAS PASSAGENS

Sem dúvida o prefeito poderia providenciar a redução do preço das passagens nas linhas de ônibus que usam as faixas e corredores, visto que nelas os ônibus circulam com velocidade maior e, sem dúvida, com menores custos de manutenção. Que espera para isso?

Wilson Scarpelli

wiscar@terra.com.br

Cotia

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FORA DE SINTONIA

Não sei o que se passa pela cabeça de Fernando Haddad, mas pelo jeito ele acha que manda tanto quanto Dilma (desculpe, Lula!). Não é presidente da Petrobrás nem ministro de Minas e Energia, e muito menos ministro do Planejamento, e quer aumentar o imposto sobre a gasolina para reduzir as tarifas de ônibus. Os cidadãos que compraram carro com IPI zero e realizaram seu sonho de andar de carro novo passarão a utilizar o transporte público, pois com o preço da gasolina não vai sobrar para a prestação. É justamente aí que a contradição e a sobreposição de opiniões e funções transformam o governo do PT na casa da mãe Joana, onde todos fazem e falam o que querem para se promover. Se vingar a ideia de Haddad, o Cide vai ser aplicado em todo o País? Isso significa aumento da gasolina, queda nas vendas de carros e demissão na indústria, que só foi salva com o IPI zero. Volta o IPI zero ou vai criar o IPI menos 10%, IPI negativo? De um bando de loucos por uma reeleição de Dilma se pode esperar de tudo. Finalmente, os ônibus de São Paulo estão circulando mais rápido que os carros, pois tomaram o espaço do carro, que, logicamente, não vai ter o IPVA reduzido. Isso parece ser ordem de Lula, criar as faixas de ônibus. Aproveitem a ideia e adotem as faixas na grande São Paulo, em todas as cidades. Uma queda no PIB pela impossibilidade dos profissionais que dependem do automóvel para trabalho cumprirem suas metas pode ter um preço caro no final do ano. Mas o que interessa mesmo são a reeleição de Dilma e o governo de São Paulo. Jogaram barro no ventilador de São Paulo no caso do metrô e da CPTM, mas parece que o buraco maior é na esfera federal. Essa investigação será mais uma igual à da Delta. Será encerrada sem ao menos começar, o que já era a intenção do PT. Fica a mancha no governo de São Paulo com a denúncia, mas tudo para por aí. Isso tem nome: terrorismo, golpismo, baixaria.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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REAJUSTE DO COMBUSTÍVEL

Essa me parece mais uma piada de péssimo gosto, acho que precisaremos voltar para as ruas e demonstrar nossa insatisfação, afinal já não somos autossuficientes em petróleo? Cuidado, Petrobrás! o Gigante vai acordar novamente.

Rogério Proença Ribeiro

roger_fani@hotmail.com

Araras

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BOLA DE CRISTAL

Dia 15/8/2013, às 13h7, olhando minha carteira de ações, verifico que as ações da Petrobrás estão subindo: Petr4 sobe 3,95% e Petr3 sobe 4,09%, enquanto que o índice Ibovespa sobe 0,01%. O dólar também está subindo e está cotado em R$ 2,343. Daí podemos concluir que o aumento do combustível já foi autorizado pela presidente Dilma. Mas, na tentativa de "segurar" a inflação, com certeza, o aumento não será àquele desejado pela presidente da Petrobrás, sra. Maria das Graças Foster, e pelo mercado e, assim que for anunciado, os preços das ações da Petrobrás voltarão a cair. Será que minha bola de cristal está correta?

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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VAZAMENTO DE ÓLEO

Excelente matéria sobre a multa da Petrobrás, que além de informar, relembra os cidadãos do horrível acidente ocorrido no ano 2000. É realmente um absurdo acontecer um acidente desses, desastre que acaba por destruir toda a mata ciliar e a matar diversos animais como peixes, entre outros, que vivem na proximidade destes rios. É quase impossível imaginar o quanto desses 4 milhões de litros de óleo, em 13 anos, já se alastraram e poluíram diversas outras regiões e ainda podem ter atingidos lençóis freáticos. É muito bom que seja cobrada uma multa da Petrobrás, cerca de R$ 1,4 bilhão, e que ela seja obrigada a recuperar esta área. Porém mesmo com todo esse dinheiro os rios que foram atingidos jamais serão os mesmos. Não há dinheiro que recupere tamanha destruição.

Giovanna Voigt Pisconti Machado

gigivoigt@hotmail.com

Curitiba

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ASSUNTO PARA CPI

Sobre o editorial "A confusão do linhão" ("Estadão", 13/8, A3), não existe nenhuma confusão. A operacionalização do linhão beneficia ao consumidor. A quem beneficia a não operacionalização? Responda: quem transporta o óleo combustível, o diesel e o gás liquefeito para a região de Manaus, grande centro consumidor desses insumos? Não confunda, não é quem distribui, é quem transporta em barcaça. A resposta desenrola o nó e permite saber por que não foram feitas as obras na região de Manaus. Este assunto, sim, comporta uma CPI de todos os partidos. Viva o Brasil!

Paulo Marcio Furtado

paulo.furtado41@gmail.com

Rio de Janeiro

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HERÓI DE GUERRA

Com pesar soube do falecimento, no Rio de Janeiro, aos 94 anos, do piloto da Força Aérea Brasileira (FAB) Rui Barbosa Moreira Lima, último remanescente da esquadrilha brasileira na Segunda Guerra, atuando na Itália, tendo sido condecorado pelos governos francês e norte-americano. Participou com êxito de 94 missões. Rui deixou viúva, a cachoeirense Julinha Gonçalves Moreira Lima, e três filhos. Rui sempre, além de herói, foi uma pessoa de bem com a vida, comunicativo e alegre.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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MOREIRA LIMA

Morreu o major-brigadeiro Rui Moreira Lima, herói da 2.ª Guerra Mundial e símbolo da resistência democrática nas Forças Armadas durante a ditadura militar. O brigadeiro era do tipo que quebra, mas não verga. Entendia que o soldado não conspira contra as instituições pelas quais jurou fidelidade. Legalista, negou apoio ao golpe militar de 64, o que lhe valeu a prisão e cassação, apesar de sua atuação como piloto de combate, na FAB. Assim, foi justíssima a homenagem que lhe foi prestada pela Comissão Nacional da Verdade. Honra ao ilustre militar!

Arsonval Mazzucco Muniz

arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

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JURAMENTO DE FIDELIDADE

O necrológio e opinião de "O Estado" sobre o Major Brigadeiro do Ar Rui Moreira Lima (14/8, A8) suscita apreciação sob dois aspectos. Indiscutivelmente herói, como poucos, da Força Aérea Brasileira, nos campos de batalha da Itália, na 2.ª Guerra Mundial: as condecorações que recebeu foram merecidíssimas, no contexto. Por outro lado, seu posicionamento durante o movimento de 31 de março de 1964 receberá, inevitavelmente, críticas - meu ponto de vista pessoal - e concordâncias. Mas o comentário - também pessoal - que desejo fazer é sobre a frase, transmitida pelo pai do Brigadeiro, destacada pelo comentário, ao lado do necrológio: "O soldado não conspira contra as instituições pelas quais jurou fidelidade". Não é bem assim. Quem conspirava contra as instituições? Quais instituições? As do governo João Goulart já não eram as que jurara defender. O juramento de fidelidade já não se justificava e podia ser rompido. Ademais, o soldado e as Forças Armadas não são Forças do governo, e, sim, da Nação, que não se confunde com aquele, nem mesmo com as instituições. Nenhum governo - como pretendia Goulart - pode usar ou reformar as instituições contra a Nação - que a elas preexiste e a elas sobreviverá. As Constituições brasileiras sempre declararam (atual, art. 142) as Forças Armadas como "defensoras da Pátria" - aliás, único uso do vocábulo "Pátria" em todo o texto constitucional. Por conta própria - e não lhe era lícito agir por impulso individual -, levantou voo em avião da Nação e dispôs-se a bombardear brasileiros, o que o presidente João Goulart, que era subversivo, que agia contra as instituições, mas não era belicoso, não autorizou que aquele militar utilizasse o que dizia ter aprendido: "matar", agora não mais inimigos italianos ou alemães, mas brasileiros. Há muitos motivos para criticar João Goulart, mas deve-se reconhecer que não permitiu a guerra fratricida que, infelizmente, Rui Moreira Lima queria fazer.

Wallace de Oliveira Guirelli

ecurti@tce.sp.gov.br

São Paulo

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AS VÍTIMAS DE ALCÂNTARA

A pergunta que está no ar é: por que o Ministério do Planejamento, em vez de questionar os valores pagos aos familiares das 21 vítimas fatais do acidente ocorrido no Centro de Lançamento no Maranhão, em agosto de 2003, não procura o jornalista Fábio Paiva para saber da veracidade de suas denúncias sobre a possibilidade de o acidente ter sido uma sabotagem americana. Nossas dúvidas aumentaram depois do diálogo que aconteceu entre o nosso ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, e o secretário de Estado americano, John Kerry, sobre a espionagem dos EUA no Brasil.

Leônidas Marques

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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FUTEBOL - AMISTOSO BRASIL X SUÍÇA

"Não deu Brasil, deu Basileia"

Cláudio Moschella

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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