Fórum dos Leitores

MENSALÃO

O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2013 | 02h07

Debates na Suprema Corte

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, relator da Ação Penal 470, discute e debate, em plenário, com o revisor, Ricardo Lewandowski, sobre a redução de penas de condenados, em julgamento de recurso de embargos de declaração. Teremos ainda os relativos aos embargos infringentes, cujo cabimento vai ser discutido primeiramente. Entretanto, são recursos paliativos, contrariando a expectativa popular. Porque, na verdade, o povo não entende de recursos, nem quer entender. Quer mesmo é ver as condenações já impostas se tornarem realidade, com o encaminhamento dos condenados à prisão. Condenar, como no caso do mensalão, e não prender os que devem submeter-se à prisão, como penalidade, será uma afronta para o povo. Quem garante que os movimentos de rua não atingirão o STF, em caso de amaciamento das condenações?

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Barbosa x Lewandowski

Todos sabem do temperamento bilioso de Joaquim Barbosa. Já o ministro Ricardo Lewandowski, com lhaneza no trato, maltrata o Direito para beneficiar seus prosélitos da vida pública, o que provoca a erupção do vulcão presidencial. Sob o aspecto jurídico, Barbosa esteve forrado de razão nesse triste episódio descambado para o insólito do confronto pessoal no STF: 1) embargos de declaração declaram e nada modificam; 2) foi incensurável a decisão embargada - o Bispo Rodrigues (e os demais) foi condenado em dezembro de 2003, com base em lei que vigorou no mesmo ano e exasperou a pena por corrupção passiva, porquanto o crime teve continuidade sob a lei nova, não se aplicando o princípio da retroatividade benéfica. Lewandowski procede segundo a liturgia da Casa, mas seu argumento é de cabo de esquadra!

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Chicanas jurídicas

O ministro Lewandowski irritou não só o presidente do Supremo, mas também o povo. A pressa para concluir o mais importante julgamento brasileiro não é dos réus e parece que nem do ministro revisor, mas sim dos brasileiros que estão fartos de tanta leniência da Suprema Corte durante tantos anos. O povo quer justiça, sim, e rápida! A lengalenga jurídica acaba por se traduzir em injustiça, como já foi dito por Rui Barbosa. Sua insistência em repetir conceitos e julgamentos exaustivamente discutidos durante muitos meses é inaceitável, motivo por que pode ter tirado do sério o presidente do STF, como tiraria qualquer ser humano. A paciência tem limite, sr. Lewandowski!

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Pura verdade

Quando o presidente do STF, Joaquim Barbosa, diz que o ministro Lewandowski pratica chicana no julgamento dos recursos dos envolvidos no escândalo do mensalão, está simplesmente sendo franco, honesto e sincero. É a pura verdade. A função do revisor Lewandowski, todos sabem, é protelar o máximo possível o julgamento, com o propósito de defender os interesses dos réus. Não adianta entidades de juízes protestarem, pois já está na hora de alguém tirar a máscara e dizer o que pensa.

HABIB SAGUIAH NETO

saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

Quem fala o que quer...

Só depois de me refazer da surpresa de ter assistido ao bate-boca entre os ministros Barbosa e Lewandowski fui consultar o significado jurídico do termo chicana. Pude então constatar a extensão e a gravidade da acusação explícita, principalmente pela não retratação de Barbosa. Um tapa com luva de pelica como há muito não se via e, pelo que entendo, mais que merecido. Boa, JB!

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Correta definição

Parabéns ao ministro Joaquim Barbosa por definir corretamente atitudes que seus pares têm tomado neste emblemático ponto dentro da curva conhecido popularmente como mensalão. Chega de hipocrisia. Vamos dar o nome aos bois, pois nós, os pagadores de todas essas bolsas, incluindo a vergonhosa compra de consciências, já estamos cansados do politicamente correto e desejamos passar a limpo esta Nação, antes que seja tarde demais.

ANTONIO C. GOMES DA SILVA

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

Acompanho o voto do relator

Ainda que setores da mídia critiquem a posição firme de Barbosa no combate à posição do colega Lewandowski, que desde o início do julgamento do mensalão não perde a oportunidade de reincidir na defesa dos condenados, ganharão toda a sociedade e a Justiça se, ao fim de toda essa árdua luta contra a oficialização da corrupção, os condenados acertarem suas contas com a Justiça, sob risco de a mais alta instância judiciária do País cair em descrédito. Se o ex-presidente Lula, que, segundo Dilma, não vai voltar porque nunca saiu, pode dizer sem ruborizar "fico p... porque políticos não reagem à imprensa", o que há de tão ofensivo nas palavras de Barbosa quando afirmou que Lewandowski faz chicana, uma verdade de que todos têm conhecimento? Por mais dura que seja a verdade, ela sempre estará acima da toga, doa a quem doer. Eu acompanho o voto do relator.

PETER CAZALE

pcazale@uol.com.br

São Paulo

Ladrões de galinhas

A "briga" Barbosa x Lewandowski, a meu ver, deu sinais de que o mensalão vai acabar em pizza. Não é possível que num julgamento em que se discute o óbvio - uma quadrilha assaltando os cofres públicos - se chegue ao ponto de encerrar a sessão por divergências. Se estivessem em julgamento ladrões de galinhas, não me restam dúvidas de que eles já estariam na cadeia.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

MERCOSUL

'Persona non grata'

Dilma Rousseff foi vaiada no Paraguai, onde se encontrava para a posse do novo presidente, Horacio Cortes. Os eleitores de Cartes acham que a decisão de suspender seu país do Mercosul partiu do Brasil. Por isso Dilma voltou para casa antes do previsto. É uma pena que para manter o Mercosul na linha política "bolivariana" e agradar ao ditador venezuelano Dilma tenha prejudicado as relações com um vizinho que se relaciona bem com o Brasil e onde moram 500 mil brasileiros. Parece que não importa o preço para conduzir o Brasil ao socialismo sul-americano, com os piores países do continente.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo  

DELAÇÃO PREMIADA

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou a solicitação do ex-deputado federal e atual réu mensaleiro, Roberto Jefferson, para receber perdão judicial por ter sido o delator do esquema do mensalão. O STF deveria, isso sim, rever a pena de 7 anos e 14 dias de prisão e a multa de R$ 689 mil, uma vez que Roberto Jefferson declarou na época, com todas as letras e em cadeia nacional de rádio e televisão, que havia recebido pessoalmente R$ 4 milhões do esquema criminoso.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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A CHICANA EM AÇÃO

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, está prolongando a discussão no processo do mensalão. Sua estratégia tem um objetivo: tornar o assunto cansativo, desviar a atenção do público e ganhar tempo para aliviar seus "protegidos". O termo jurídico "chicana", usado pelo ministro Joaquim Barbosa, encaixa-se perfeitamente no contexto. Lewandowski usa seu tempo para fazer sua contestação levantando pontos irrelevantes, não passa de manobra, trapaça mesmo. É o grande defensor da facção. Uma pena, pois a justiça deveria alcançar a todos, mas nossas leis são como as serpentes, só picam pés descalços. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DEFINIÇÃO

No dicionário encontramos a definição da palavra chicana: sf (fr chicane) 1. Abuso dos recursos e formalidades da justiça. 2. Cavilação, enredo, tramoia, em questões judiciais. 3. Contestação sem fundamento. 4. Sutileza capciosa em disputa. 5. Dificuldade, suscitada por malícia, capricho ou má vontade. 6. Ardil, sofisma. No meu dicionário, aparecem as opções 2 e 6. Barbosa, mais tolerante, talvez tenha usado a 4 ou a 1.

Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

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PÉS DE BARRO

O ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, quando perpetra os seus faniquitos midiáticos, como se vê no julgamento do mensalão, traveste pavonice em saber jurídico. Sabedoria pressupõe temperança, e quem não tem uma não tem a outra. A sociedade brasileira, cansada de canalhas e carente de luminares, pelo visto, está incensando um ídolo de pés de barro.

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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OCTÓGONO

Dana White está quase contratando Barbosa e Lewandowski para os seus próximos UFCs...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MUDANÇAS NO STF

Aos poucos vamos sentindo saudades dos ministros que tiveram de abdicar de seus cargos na mais alta Corte do País, quando vemos alguns substitutos nitidamente dependentes em demasia de quem os indicou. Alguns são tão ingênuos em seus argumentos e posicionamentos "jurídicos" que nos causam perplexidade e até constrangimento. Os cidadãos pagantes, os mais interessados em ter uma Corte completamente independente, precisam pressionar seus representantes no Congresso para uma reforma no STF em que os ministros deveriam alçar esse importante cargo por possuírem uma carreira brilhante que o fizessem merecedores do prêmio, como também não encerrassem sua carreira pela idade. Como está, fica cada vez mais difícil perceber a tão almejada equidade.

Leila E. Leitão

São Paulo

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FIM DE LINHA

A falta de compostura, bom senso e justiça contaminou o Supremo Tribunal Federal (STF), onde prevalecem só a ideologia e o apadrinhamento político interesseiro.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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INSTITUIÇÕES DESMORALIZADAS

O comportamento do sr. Lewandowski no julgamento que ocorre no Supremo Tribunal Federal é vergonhoso. No Brasil conseguem desmoralizar até a Suprema Corte, instância máxima da Justiça. Infelizmente as instituições brasileiras estão se deteriorando de maneira alarmante e preocupante. É uma vergonha!

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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UM CASO À PARTE

Parece que o grande problema ainda é ter-se considerado o STF um aparelho de vontades políticas, e é claro que os grandes "juristas" ali presentes, alguns procuram se safar disso, e outros procuram retornar ao bom caminho de "aparelhamento político". O que parece claro é que os apaniguados ali colocados são cada vez menos e mais expostos, pouco importa se por arroubo jurista ou não. Está claro que Lewandowski não faz parte de um STF que se preze, mas está lá como "lídimo representante de deus".

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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ABERRAÇÃO

Eu nunca vi um ministro do STF se empenhar tanto em defender corruptos como Ricardo Lewandowski! É uma aberração!

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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DE TOGAS E EGOS

Na sua entrada triunfal e merecida no seleto clube dos ministros do Supremo Tribunal Federal, o doutor Luís Roberto Barroso disse que o julgamento do mensalão foi tão só "um ponto fora da curva". Agora, no retorno dos trabalhos para apreciação dos recursos dos mensaleiros o ministro afirma que não se pode politizar a corrupção porque ela é de todos os partidos. Data vênia, o competente ministro deve considerar que a corrupção atual que infecciona todo o organismo nacional é do Partido dos Trabalhadores (PT), assim como foi do PSD de Juscelino, do PSDB de Fernando Henrique, como já havia sido no PTB de Getúlio. A corrupção é irmã siamesa do partido dominante. O STF, depois que teve os seus debates e julgamentos transmitidos pela TV, fez vir à tona todo o narcisismo embutido no ego e no ID de cada ministro que passou a "representar" uma jurisprudência togada sem nem ao menos dissimular a sua subserviência ao padrinho responsável pela dádiva que todo magistrado tem como alvo. O processo do mensalão só tomou essa proporção porque o tamanho do roubo igual à ignomínia do povo brasileiro "empurrou" Suas Excelências para a parede, e não tiveram outra alternativa a não ser "trair" seus padrinhos, condenando os corruptos do governo. Mas sempre acontece uma recaída, como se pode observar nas atitudes dos ministros Ricardo Lewandowski e José Antônio Dias Toffoli. Quantas e tantas reformas foram exigidas pela horda de unos citadina, mas uma das mais contundentes foi relegada ao olvido: a forma de escolha do candidato para ocupar o cargo de ministro do STF. "Eu não recearia as más leis se elas fossem aplicadas por bons juízes. Não há texto de lei que não deixe campo à interpretação. A lei é morta. O magistrado vivo. É uma grande vantagem que ele tem sobre ela" (Anatole France).

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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A CONDENAÇÃO DOS ‘MENSALEIROS’

A florada dos novos ministros do STF vem causando na sociedade uma angústia seguida de desconfiança de que tudo se resolva na absolvição dos já condenados. Segundo o vulgo: "sente-se no ar cheiro de pizza". Isso será profundamente lamentável e um golpe mortal no ânimo dos brasileiros, até então entusiastas e parelhos às decisões do STF, diga-se Joaquim Barbosa (relator). Isso porque nesta nova apelação, dita "embargos infringentes", a desconfiança grassa, em todos os recantos do País, de que alguns ministros (os bem intencionados) sejam vencidos, e o crime prevaleça, assim como era no princípio, agora e sempre. O aceno do ministro Luís Barroso, de que "corrupção é corrupção", atirando-nos aos olhos o óbvio e genérico, desviando o foco dos criminosos, para condenar o "sistema político", é mau sinal. Pois que, no banco dos réus não está em julgamento o "sistema político", senão os réus mensaleiros. Não se condenaram na Ação Penal 470, siglas de partido nem o modo como se faz política, mas os corruptos pegos na rede lançada pelo ex-deputado Jefferson (PTB). Esse é o objeto da ação. A função do juiz (ministro) não é professoral, propedêutica, senão a de tudo e somente o que se espera dele: "dar o seu a seu dono" (Ulpiano), de olhos vendados, sem olhar a quem nem quanto, punindo os corruptos (de colarinho branco ou não) de maneira eficaz, "ex vi legis", sem tergiversações paliativas. Saiba que, se der proteção à lei, acolhendo a tese já consagrada pela maioria dos ministros, sua glória ofuscará a dos mais renomados juízes, e viverá no coração dos bons. Será o sinal para a grande arrancada moral do País. E isso não é pouco, é tudo.

Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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DIMINUINDO O MENSALÃO

Pelo andar da carruagem, o ministro Barroso está comprado até os fios do cabelo. Dizer que o mensalão não foi o maior escândalo do País é lamentável e indigno de um cargo de ministro do STF. Nunca antes neste país um partido (PT) corrompeu tanto e tantos com o dinheiro nosso. Pena que só a presidente do Banco Rural vai ser incriminada. Com o poder dos corruptos petistas, alguns ministros vão mostrar a outra face? Espero que Joaquim Barbosa não dê mole a esses novatos comprados.

Alice Baruk alicebaruk@bol.com.br

São Paulo

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CAIXINHA DE RECORDES

Realmente, é questionável dizer que o mensalão foi o maior escândalo do País. Faltando pouco mais de 16 meses para o término deste medíocre governo, nunca se sabe o que mais aparecerá na Botocúndia. Caixinha de recordes, de surpresas, é claro que não!

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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ANJOS

Seriam os ministros Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso os anjos que os mensaleiros estavam aguardando?

José da Silva jsilvame@hotmail.com

Osasco

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A SERVIÇO DO EXECUTIVO

O novo ministro do STF Luís Barroso, que antes de começar a participar dos julgamentos disse que o processo do mensalão era "um ponto fora da curva", agora afirma que a corrupção é generalizada, portanto não pode ser politizada e, assim, confirma a razão de ter sido indicado por Dilma Rousseff para, até onde puder, defender o PT. Só falta colocar uma estrela vermelha na lapela. Outros dois que estão a serviço do Executivo são Dias Toffoli e Lewandowski.

Francisco Samuel Fiorese samucafiorese1@yahoo.com.br

Campinas

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EM DEFESA DOS JOSÉS

Leitor assíduo e admirador da colunista Dora Kramer, permito-me fazer uma observação sobre o seu artigo do dia 16 de agosto ("Abusos nos costumes", "Estadão", A6), quanto ao pedido de desculpas que ela faz ao ministro Luís Roberto Barroso, por tê-lo chamado de José. Acho que ela deveria desculpar-se com os Josés, por tê-los confundido com essa figura que está surgindo de maneira negativa já em seu primeiro julgamento no STF.

Mário Martins de O. Filho mariomartinsdeoliveira@gmail.com

São Paulo

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A CULPA É NOSSA

Muitas vezes, pode-se concluir, logo de cara, a que veio alguém quando entra no serviço público. O ministro Luís Roberto Barroso, por exemplo, ao estrear a toga de magistrado da mais alta Corte de Justiça do País no julgamento da Ação Penal 470, questiona se o mensalão foi o maior escândalo do País. Diz, ainda, que "não há corrupção melhor ou pior, dos ‘nossos’ ou dos ‘deles’". Levando em consideração que o novo ministro do STF foi indicado pela presidente Dilma Rousseff, portanto, pelo PT, recordista de escândalos de corrupção, não se poderia esperar conduta diferente quando afirma que a culpa é nossa, dos brasileiros, como fez Barroso.

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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O STF, O MENSALÃO E O FUTURO

O Supremo Tribunal Federal abre, com todo rigor, a temporada de julgamento dos recursos dos réus do mensalão. Rejeitou os argumentos, mantendo as penas originalmente aplicadas. Nada impede que os defensores – alguns já o admitiram – apresentem novos questionamentos, para ganhar tempo. Mais do que a defesa consistente, grande parte dos réus investe no decurso de prazo e na busca da prescrição dos crimes. O congestionamento dos canais judiciais, que distribuem mais processos para um juiz ou um colegiado do que a sua capacidade de julgar, também é um forte componente da impunidade. A população, que sai às ruas clamando por melhora nos serviços públicos e fim da corrupção, está com suas vistas voltadas para os mensaleiros condenados. Espera, com ansiedade, o cumprimento das sentenças. No dia em que aqueles senhores e senhoras estiverem encarcerados, em prisão domiciliar ou prestando serviços à comunidade – na justa medida do crime cometido – a sociedade estará redimida. E seu julgamento servirá de exemplo e até jurisprudência para as dezenas, centenas, talvez milhares de processos por crimes de corrupção que tramitam Brasil afora. Poderá ser, inclusive, o começo do fim da roubalheira que tanto tem prejudicado o povo, os governos e até a imagem interna e externa do País.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CURVA

O ministro Barroso, depois da imersão no caso mensalão, parece que anda, graças a Deus, revendo seus conceitos. Normalmente, o ponto se ajusta à curva, mas Barroso, tudo indica, está inclinado a colaborar para o traçado de uma nova curva, que redimirá o Brasil.

Paulo Mello Santos policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

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MANIFESTAÇÕES EM SÃO PAULO

Cumprimento os corajosos manifestantes que protestaram contra a corrupção e que invadiram a Câmara Municipal de São Paulo (CMSP) e a Assembleia Legislativa (Alesp). Precisamos de mais gente como esses dignos, bravos, éticos e heroicos cidadãos, que vão às ruas, cansados de tanto descaso e desrespeito por parte dos políticos paulistas. A CMSP e a Alesp são duas casas legislativas que não sabemos para que servem e não vemos praticamente nada de bom ou positivo para a população vindo de lá, além de representarem um altíssimo custo aos contribuintes. Ambas são dissociadas do povo e não nos representam de forma alguma. Oxalá as manifestações populares pacíficas continuem e que tenhamos em breve uma mudança ampla, total e irrestrita no panorama político de São Paulo e do País.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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QUE REGIME QUEREMOS?

Vendo as manifestações contra governos do Rio de Janeiro e de São Paulo, capitaneadas por pequenos grupos que usam a força e a violência para se fazerem ouvir, uma pergunta é inevitável: em que tipo de regime queremos viver? Nas democracias existem instrumentos legais para afastar governantes que deem razões para isso e uso da força é prerrogativa apenas das polícias. Já nos regimes autoritários, de inspiração fascista, bastam algumas centenas de vozes estridentes e o uso da força bruta para se conseguir o que se quer. Assistimos hoje, no Brasil, a verdadeiras milícias atuando com gritos de "Fora, Alckmin" ou "Fora Cabral", invadindo casas legislativas, ameaçando parlamentares, atacando polícias, vandalizando lojas e agências bancárias, agredindo equipes de reportagem, incendiando carros de emissoras de televisão, parando as ruas das cidades, disseminando o medo e o caos. Os governos estaduais e federal e a própria imprensa parecem acuados e, claramente, não ousam tratar a horda pelo o que ela é: um bando de arruaceiros. Se quisermos que o Brasil se desenvolva e que impere aqui o Estado democrático, faz-se urgente a defesa da ordem e da lei. Esta gente que "protesta" quebrando tudo, ameaçando as pessoas e instituições, tem de ser coibida, detida e enquadrada na lei. Os governos e a imprensa nada têm a temer, pois também é evidente que a esmagadora maioria da população não participa, não aprova e abomina tais atos. Tal como governos e imprensa, a população ordeira está acuada e exige providências. Com a palavra, o Ministério da Justiça e o Ministério Público.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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SINTOMÁTICO

O paulista manifestou repúdio à corrupção junto da Nação, saindo às ruas. Uma manifestação autêntica, bonita, ordeira, sem partidos nem sindicatos, vinda verdadeiramente da vontade do povo. É muito estranho que, agora, somente o paulistano, que elegeu Fernando Haddad, se manifesta contra o governo do Estado.

Renata Velludo Junqueira rvjun@hotmail.com

São Paulo

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INVERNO EGÍPCIO

Finda a primavera, agora começa o inverno árabe no Egito, com mais de 500 mortes. E as autoridades internacionais, entre as quais a ONU e as grandes potências, cruzam os braços, silenciam e deixam que milhares de inocentes sejam assassinados por lutas fratricidas almejando a conquista do poder. É impensável, como disse o papa Francisco, imaginar que no século da modernidade e da tecnologia barbáries dessa espécie ainda respinguem na humanidade, como nas guerras, com sequelas. Enquanto as forças internacionais não convocarem uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança e enviarem tropas para novas eleições no país, a catástrofe não tem data para terminar, o que se lastima.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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O EGITO ABANDONADO

É desolador ver um povo como o egípcio sendo massacrado por governantes déspotas, que estão matando centenas, ou milhares, de seus conterrâneos com o único objetivo de se sustentarem no poder. Essa triste situação não pode ser vista pela comunidade internacional simplesmente como um problema interno do Egito. Os membros da ONU precisam urgentemente tomar iniciativas a dar um basta a esse massacre, assim como também nada fizeram para frear a matança que se segue contra o povo sírio, protagonizado pelo maluco governo de Bashar Al-Assad. E a Lei dos Direitos Humanos, muito celebrada por maioria hipócrita, mas quando de casos como estes, do Egito e da Síria, seus defensores se escondem ou covardemente levantam questões como a que deve ser respeitada e prevalecer a soberania destas nações, mesmo que estejam seus governantes esquartejando seus filhos! E neste contexto critico também o governo petista, muito íntimo de ditadores, que é capaz de reagir com veemência quando a Polícia Militar de São Paulo, por exemplo, utiliza gás lacrimogêneo, ou spray de pimenta, para afastar verdadeiros vândalos das manifestações das ruas, mas se nega no mínimo com o mesmo ímpeto a tomar a posição que se exige de um governo que se diz democrático para publicamente condenar essa carnificina contra o povo egípcio.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A PRIMAVERA NÃO VAI ACABAR

Embora o massacre no Egito prenuncie novo ciclo ditatorial militar na terra dos faraós, a opinião pública global nesses tempos de informação instantânea não vai permitir que a Primavera Árabe termine de forma tão melancólica. Os donos do mundo, pressionados por suas populações, haverão de encontrar soluções factíveis e democráticas para levar para aquele canto de mundo um convívio civilizatório, que beneficiará ao planeta como um todo.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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NÃO EXISTE CRIME PERFEITO

Há mais de um mês se ouve a pergunta que não quer calar em todo o País: "Onde está Amarildo?". A suspeita é a de que o pedreiro foi assassinado, por policiais militares (PMs) ou por traficantes que controlam a venda de droga na rocinha. Dia 14/8 completou um mês que Amarildo Dias de Souza sumiu sem deixar rastro, após ser levado por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, comunidade antes comandada pelo tráfico. A repercussão do sumiço foi tamanha que virou tema de vários protestos pelo Brasil e no exterior, e até a Anistia Internacional promoveu, na comunidade da Rocinha, dia 11/8, um ato de solidariedade à família de Amarildo. Há duas hipóteses para o sumiço do pedreiro: a primeira é que os autores do crime ou foram policiais ou traficantes da favela, que desconfiavam de que ele fosse informante da polícia. Porém existe algo de muito estranho no ar: por que duas câmeras localizadas em frente à sede da UPP estavam inoperantes naquela noite? Por que o sistema GPS, capaz de apontar o trajeto do veículo da polícia que levou Amarildo até a UPP, também não estaria funcionando? Porém, como não existe crime perfeito, alguém matou o pedreiro, o que tem de ser bem explicado para a família, como também para a sociedade, que espera resposta. Na quarta-feira, 14/8, quando completou um mês do sumiço de Amarildo, o "Jornal Nacional", da Rede Globo, exibiu reportagem mostrando todo o trajeto percorrido pelo veículo que transportou Amarildo: logo depois o mesmo veículo percorreu vários locais do Rio de Janeiro até a madrugada, o que não foi bem explicado pelo policial que conduziu o veículo naquela noite. O fato é que, se Amarildo fosse alguém famoso ou endinheirado como tantos outros que tiveram o mesmo fim, com certeza já teriam desvendado o paradeiro. O sumiço do pedreiro, pai de seis filhos, não é fato isolado na cidade maravilhosa. Cerca de 35 mil pessoas desapareceram de 2007 a 2013 no Estado e, pelo que parece, Amarildo estará nesse rol de desaparecidos, entrando para a estatística. Precisa dizer mais alguma coisa? Afinal, a memória da maioria dos brasileiros é curta, basta ver as centenas de políticos corruptos que em toda eleição são reeleitos com milhares de votos, ou seja: em breve o caso cairá, como tantos outros, no esquecimento, incluindo aí a mídia, ficando apenas na lembrança da família. É esperar para ver os próximos capítulos dessa história macabra, que com certeza vai ter policiais envolvidos.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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CASO SIEMENS-GOVERNO DE SP

Nossos políticos são especialistas em "ilicitações".

Carlos Alberto Roxo roxo_7@terra.com.br

São Paulo

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A GRANDE MENTIRA

O governo federal pretende trazer engenheiros de fora do País da mesma forma que trará médicos. Essa pretensão traz à mostra a grande mentira de nossos governantes, especialmente nos últimos mandatos. Percebe-se claramente que tal atitude torna evidente que nosso ensino piorou, pois vejamos: em dez anos houve tempo suficiente para formação de médicos e engenheiros e, se não temos profissionais dessa área neste país, é porque não houve ensino para tanto, ou aqueles que se formaram não têm capacidade para o exercício da profissão? Por sua vez, a justificativa é de que tais engenheiros irão atuar em cidades que pedem verbas federais. São tantas cidades assim que justifique trazer engenheiros de fora ou há necessidade de manipular tais projetos?

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br

São Paulo

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BALANÇA COMERCIAL

Tenho vergonha de morar num país que exporta jogador de futebol e importa médicos e engenheiros... Pronto, falei!

Daniele Maieto de Vasconcelos amaisautentica@hotmail.com

São Paulo

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O CUSTO DA OPERAÇÃO

Parece que agora não tem mais jeito: os primeiros 300 médicos cubanos vão desembarcar por volta do próximo dia 26. Não vamos nos precipitar sobre a capacitação desses profissionais, mas uma coisa tem de ficar bem clara: o custo dessa operação. Queremos saber quanto o governo brasileiro vai pagar ao governo cubano, tudo claramente, sem subterfúgios e quanto cada um desses médicos vai receber, e, ainda se vão receber diretamente do governo brasileiro ou do de Cuba, que não costuma ser muito generoso com seus médicos. Por outro lado, como foi divulgado que há negociações para trazer médicos de outros países, gostaríamos de saber quais são esses países, já que o partido que ora nos governa tem algumas amizades bem estranhas entre as nações.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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ERRO MÉDICO

Uma vez que a reação contrária à importação de médicos estrangeiros, considerada pelos menos avisados como corporativismo, não foi aceita e os médicos de fora estão chegando, cabe uma pergunta: o governo se responsabilizará pelos erros que esses contratados certamente cometerão? Sem falar a língua e, sem recursos de apoio, muitos erros certamente ocorrerão. Mais provável ainda por serem admitidos médicos sem a menor avaliação de seus conhecimentos. Fica apenas uma certeza: Fidel agradece.

Geraldo Siffert Junior, médico geraldo.siffert@ig.com.br

Rio de Janeiro

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ESTRANGEIROS

O Brasil, país de rica e multivariada miscigenação de levas de imigrantes de todos os quadrantes do mundo, deve aceitar, de braços abertos, o projeto do governo federal de abrir as portas aos profissionais em falta no mercado de trabalho, tais como médicos e engenheiros, desde que obedecidas, com rigor, as regras de equivalência curricular. A troca de experiências com colegas de culturas estrangeiras só pode enriquecer o caldo, sem nenhuma contraindicação. Sejam bem-vindos!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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MAIS EMPREITEIRAS

A enorme deficiência da infraestrutura brasileira poderia ser sanada se fosse aberto o mercado para as empreiteiras estrangeiras. Com o mesmo raciocínio do programa Mais Médicos, a abertura desse mercado para empresas de outros países poderia fazer o Brasil dar um salto para cima e para a frente. O difícil será enfrentar o poderosíssimo lobby das empreiteiras brasileiras para que tudo fique como sempre foi: obras que nunca ficam prontas, orçamentos que nunca são honrados e a sempre generosa verba de campanha para todos os candidatos.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PRECISAMOS

Para somar aos médicos e engenheiros que a presidente Dilma pretende importar, eu acrescentaria políticos da Suécia, para acabar com a corrupção, e juízes dos EUA e da China, que, quando não sentenciam com pena de morte, no mínimo os condenam com prisão perpétua.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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PARLAMENTARES JAPONESES

A presidente Dilma, ao invés de importar médicos e engenheiros do exterior, será melhor importar políticos do Japão para moralizar o Congresso Nacional. Que seja logo, a fim de evitar a possibilidade de preservarem os mandatos dos parlamentares condenados pelo STF.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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IMPORTAÇÃO DE ENGENHEIROS

Que tal trazer, também, eleitores de fora?

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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REFORÇO

A presidente está com projetos de importar médicos e engenheiros, e quem sabe mais o que, pela carência que temos de profissionais qualificados. Acredito que o próximo passo, que na verdade deveria ter sido o primeiro, seria abrir vagas para políticos competentes e sérios, por exemplo: do Japão, da Alemanha, etc., etc.

José Sergio Trabbold jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

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SEM DÚVIDA

Primeiro foi o Mais Médicos. Agora vem o programa Mais e Melhores Engenheiros. Não é o momento exato de o governo federal criar o programa Melhores Políticos ou Políticos Honestos? Esse, sim, seria um programa para resolver todos os problemas brasileiros. Não tenho dúvidas quanto a esse programa.

Fábio Pellegrini fabiopell@terra.com.br

Rio Claro

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REGIONALISMO

Dilma ironiza a escolha dos médicos no programa Mais Médicos, a grande maioria tendo optado pelo litoral. Esquece-se de que ela própria, ao decidir-se pela luta armada como forma de combater o regime e implantar a ditadura comunista no Brasil, optou pela guerrilha no Centro-Sul, com incursões à Bahia, que ninguém é de ferro. Uns poucos, menos espertos ou mais loucos, internaram-se na selva na utópica aventura do Araguaia. Cada um deveria saber o telhado que tem!

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

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MEDALHAS

Como pode um país que brilhou no céu neste instante e que tem um povo heróico retumbante importar um monte de porcarias da China, médicos de Cuba, e os mineiros gastarem mais de R$ 6 milhões em medalhas para autoridades como Lula, Alexandre Padilha, José Eduardo Cardozo, Antônio Palocci, Marco Maia, Pateta, Pato Donald e seus sobrinhos, Pluto, etc., etc.? Este é um pais que vai para a frente...

Valdir Pereira Cardoso valdircardoso2012@yahoo.com.br

São Paulo

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MÉDICOS DE FORA

Como é possível que Conselhos Regionais de Medicina e Associações Médicas aceitem essa barbaridade que é a contratação de 6 mil médicos cubanos, que vão "assumir suas funções" depois de três semanas de capacitação!? Onde estão as lideranças, as cabeças pensantes, os professores e diretores das faculdades de Medicina, que não usam sua influência para coibir enquanto é tempo esse plano macabro que vai pôr em risco não só a saúde do povo, como, principalmente, nossa segurança nacional, pois se trata de infiltração cubana dentro do nosso território? É o Cavalo de Troia atualizado.

Diva Rodrigues Pedrosa diva.rodrigues@terra.com.br

São Paulo

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