Fórum dos Leitores

MENSALÃO

O Estado de S.Paulo

19 Agosto 2013 | 02h10

Embargos infringentes

Uma dúvida me consome desde que surgiu a questão dos embargos infringentes. Se esse recurso não existe na nossa Constituição e o Supremo Tribunal Federal (STF) é o seu guardião, como pode manter no seu regimento interno um ponto inconstitucional? E o pior, está se preparando para fazer um julgamento com base nesse artigo. Como disse o ministro Ricardo Lewandowski, se não está nos autos, não está no mundo. O princípio não deveria igualmente valer para este caso? Se não está na Constituição, não pode estar no STF. A menos que esses coelhos guardados na cartola sirvam para ocasiões como esta, em que a impunidade dos ricos e poderosos deve ser preservada a qualquer custo, mesmo ao preço da coerência.

LIZETE GALVES MATURANA

lizete.galves@terra.com.br

Jundiaí

O povo, refém de Cronos

Vale agora interpretar a Constituição com o objetivo de atenuar as penas dos mensaleiros e dar às raposas a decisão de cassar seus pares. E não vale a Lei 8.038, de 1990, que determina embargos infringentes limitados à primeira e à segunda instâncias. Os deuses do Olimpo do partido do "pudê", aqueles iguais a Cronos, pai de Zeus, decidem o que vale. O planejamento profano publicamente adotado pela "presidenta" está dando certo. Tudo pró-réus. Nada para o povo, que tudo paga com seus parcos recursos. O papa Francisco doutrina a fé em Cristo e seus exemplos certamente não interessam aos pecadores contumazes. Até vale a disposição de unhar daquele que nunca saiu, o "indissociável". A oposição não existe e a queda de popularidade dos concussionários se mostra em reversão. Se o povo continuar seu processo de letargia, dificilmente veremos usurpadores da coisa pública no Terceiro Vale - Vale do Deserto Abominável, o sétimo dos Noves Círculos do Inferno (Divina Comédia, de Dante Alighieri).

ALTIVO SILVEIRA

altivosilveira@uol.com.br

São Paulo

A matemática do STF

Sempre achei que o número de integrantes do STF fosse ímpar para evitar empates e impasses. Bastaria um único voto para expressar a posição da maioria. Estou confuso sobre esse entendimento, ao constatar a possibilidade de recurso infringente quando há diferença de 2 votos, como em vários casos do julgamento do mensalão, cujo resultado foi 6 x 4. Ou seja, usando o jargão futebolístico, só vale decisão por goleada? Além de não compreender a existência de recurso de caso julgado pelo Supremo ao Supremo (teria sido o primeiro julgamento realizado no semi-Supremo?), tenho agora a seguinte dúvida: se o julgamento do recurso for por 6 x 5, por exemplo, o resultado pela diferença de apenas 1 voto valerá mais que a de 2 anterior? Ou ainda existe o super-recurso infringente?

JOSÉ CARLOS FERNANDES

novoafernandes@hotmail.com

São Paulo

Não vai dar em nada

Não é preciso ser vidente para prever que, evidentemente, o fato de o STF ter negado os recursos dos mensaleiros nada significa. Essa negativa certamente será compensada pelo acolhimento dos embargos infringentes. Trocando em miúdos, o mensalão vai acabar numa grande pizza, pelo fato de a maioria dos ministros ter sido escolhida por Lula e Dilma. É preciso dizer mais?

CONRADO DE PAULO

conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

Curva da impunidade

O leitor sr. Carlos N. M. Coutinho (Crime carimbado, 16/8) foi direto ao ponto: "... ao praticar o crime visando a garantir a permanência de seu partido no poder, os corruptos líderes do mensalão carimbaram suas ações com o selo de um partido, tornando-o um crime do PT e tão somente do PT". É isso aí, e pegou muito mal o mais novo integrante do STF, ministro Luís Roberto Barroso, logo na estreia assumir a defesa do partido que encabeçou um escândalo de corrupção que, não bastasse o desvio de enormes somas de dinheiro público, agiu no sentido de desmoralizar um dos três pilares da democracia, o Poder Legislativo, passo essencial no caminho para sua eternização no poder. Não adianta o ministro debutante querer agora despolitizar, diminuir ou descaracterizar o escândalo, pois ele é essencialmente político e partidário e de uma dimensão "nunca antes vista neste país", como diria aquele que não sabia de nada, embora fosse seu principal beneficiário. Perante a consciência da Nação, Barroso começou mal e deixou evidente que somará esforços aos de Lewandowski e outros para livrar a cara de Dirceu, Genoino & Cia. Barroso veio para ajudar a recolocar o julgamento do mensalão e o STF "dentro da curva". O presidente Joaquim Barbosa terá muito trabalho, irritação e dores na coluna para, juntamente com outros luminares do STF, pôr a Corte Maior de Justiça o mais distante possível da curva da impunidade, que foi o seu curso normal antes desse julgamento.

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

Ranking

Se o mensalão não foi o maior escândalo da História política do País, qual foi? Pergunta para o ministro Barroso responder.

ODOMIRES MENDES DE PAULA

odomires@abrampe.com.br

Uberlândia (MG)

Causa e efeito

De fato, a primeira fala do ministro Barroso no processo do mensalão deixou muito a desejar. Afinal, se o delito de comprar um Poder da República não é o maior escândalo do País, ele precisaria esclarecer quais são, então, os maiores. Além disso, é muito fácil dizer que o País precisa de uma reforma política, o difícil é especificar como a política deve ser reformada. E mais: onde está a relação de causa e efeito dessa reforma com o escândalo em julgamento. Para quem tem grande saber jurídico e vida ilibada, esse começo foi decepcionante. A sociedade espera muito mais de seus ministros!

JOSÉ ELIAS LAIER

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

REFORMA POLÍTICA

Voto distrital

Estamos assistindo ao fim da fase política pós-ditadura militar. Privilégios, nepotismo, corrupção, atitudes contrárias aos anseios populares, que pressionam por mudanças na estrutura política nacional. Mais do que pessoas, precisamos de ideias, de ideais, para que os partidos tenham uma conduta que os distinga. Há que aproximar o representante do eleitor e nesse sentido o voto distrital parece ser o mais indicado no momento. Finalmente, todo eleitor deve ter o mesmo valor de representatividade de voto, ou seja, paulistas, mineiros, acrianos devem ser iguais na Federação. O ministro Barroso evidenciou mais uma vez essa urgência da mudança. Cabe aos congressistas sua execução o mais rápido possível.

SÉRGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

*

DO TESOURO PARA O BNDES

Tesouro vai abastecer ainda mais o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O novo aporte ficará entre R$ 20 e R$ 30 bilhões. Maravilha, não é mesmo, senhor Eike Batista? Suas empresas quebradas agradecem ao pai BNDES.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

*

A SERVIÇO DO PARTIDO

O BNDES foi transformado em banco nacional de fomento do petismo e socialismo. Sem condições de atender aos reclamos políticos do partido do governo, o banco tem necessitado de enorme volume de recursos do Tesouro Nacional. Grande quantidade de empréstimos do banco é feita a amigos, apoiadores e financiadores dos atuais governantes, como, segundo a imprensa, o Grupo X, de Eike Batista, e o JBS. Ou seja, de uma forma "aparentemente correta" o governo financia indiretamente as campanhas políticas do PT. O banco é usado também para facilitar a vida de outros financiadores do partido, como as empreiteiras. O governo cancela dívidas de países africanos, que então realizam novos financiamentos junto ao BNDES, para obras a serem executadas pelas mesmas empreiteiras. Findos os recursos, já que seus clientes não pagam os empréstimos, o banco solicitou do Tesouro mais R$ 185 bilhões, dinheiro que faltará para a nossa educação, saúde e transporte urbano, mas atenderá aos problemas com os financiadores do partido do governo. É bom que os manifestantes, que têm encantado este país com um novo ânimo, saibam por que o governo não dispõe de recursos para as necessidades básicas da população.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

*

PAU PRA TODA OBRA

A notícia de que o custo para o País com a redução da conta de energia elétrica pode superar R$ 17 bilhões e que o desgoverno vai se valer, mais uma vez, do Tesouro Nacional para cobrir o rombo de mais esse desvario petralha, apenas confirma que o governo da estrela socialista transformou as burras da União numa cornucópia generosa que a tudo provê. Assim, fornecem liquidez ao caixa dos "campeões nacionais" como o Grupo EBX, de Eike Batista, viabilizam investimentos gigantescos da Petrobrás, dão curso a projetos polêmicos como o do trem-bala (felizmente adiado) e até mesmo facilitam a construção de estádios de futebol. Essa política irresponsável está na raiz da inflação, já que promove a expansão da base monetária. Também há o aumento da dívida pública mobiliária interna, sendo, ao fim e ao cabo, transferido o "papagaio" ao conjunto da sociedade que, indiferente a esses "assuntos desagradáveis", não percebe a manobra e nem imagina que é ela - a sociedade - quem vai pagar essa conta, de uma forma ou de outra. É esse o estilo PT de promover sua utopia fajuta enquanto a revolução não vem. Até lá, seguem "afiando as unhas" para um dia darem o pulo do gato e transformarem o Brasil na Cuba de seus sonhos.

Silvio Natal

silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

*

APORTES INADMISSÍVEIS

Como de hábito, os editoriais de "O Estado" analisam os fatos com equilíbrio ("O esquecimento de Tombini", 12/8, A3). Pena que o governo faça ouvidos moucos às suas críticas construtivas, até porque considera o jornal expoente da mídia conservadora e promotora dos interesses da "classe dominante". O jornal concordou com a exposição do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, no que toca ao rigor da legislação bancária brasileira, o que imprime seriedade a nosso sistema financeiro e o posiciona em grau de excelência mundial, em que pesem as últimas intervenções e liquidações ocorridas neste ano - o que, aliás, demonstra o exercício correto do poder de polícia do Banco Central. No entanto, a virtude se esboroa quando se fala da União e de seus escandalosos aportes ao BNDES e à Caixa Econômica Federal, na casa de centenas de bilhões de reais, para empréstimos a empresas privadas, como o debilitado Grupo X, a juros em taxas correspondentes à metade do que a União para paga para reunir esses recursos. Uma lesão magna aos cofres públicos incomparável, em sua grandeza, às quantias postas em textilha no episódio dos trens estritamente vigiados do governo paulista, a justificar uma CPI.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

CONTABILIDADE CRIATIVA

Após saber do "expressivo" lucro da Petrobrás após novos "ajustes criativos", e considerando que o governo federal é sócio (via BNDES) das empresas "X", do ex-magnata Eike Batista, sugiro que o governo encaminhe os "competentes" executivos da estatal para providenciar uma contabilidade criativa também no referido grupo, para quem sabe assim reverter a bancarrota.

Luiz Roberto Savoldelli

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

*

O LUCRO DA PETROBRÁS

Recordei-me daquela velha piada sobre balanço de empresas: quanto o senhor quer que dê?

Milton

Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

*

MANOBRAS CONTÁBEIS

O País e o governo vão muito bem, obrigado, graças às manobras contábeis de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é um exímio fazedor. Agora é a vez da Petrobrás. Enquanto isso, a berinjela está sendo vendida a R$ 6,00 o quilo e importamos feijão da China. Um absurdo, em se tratando de Brasil. Dona Dilma, pegue seu ministro da Fazenda, mais alguns auxiliares para marcar os preços, outros asseclas e faça uma visita aos supermercados. Quando se está nos palácios, em Brasília, e não se paga qualquer despesa, não se tem noção do que ocorre no País e com a população de baixa renda. E com os aposentados de salário mínimo, então?

Alvaro Salvi

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

*

CASO PASADENA AINDA SEM EXPLICAÇÃO

O senhor Sérgio Gabrielli (ex-presidente da Petrobrás) não foi convincente com a sua conta de chegada, sobre a tenebrosa transação realizada em 2005, comprando uma refinaria no Texas, em Pasadena (EUA), pagando DEZ VEZES MAIS que o valor real de mercado. E ele ainda tem a coragem de dizer que a compra foi "normal". Normal para quem? Esperamos que o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) e o Tribunal de Contas da União (TCU) investiguem apontem os culpados por mais um abuso e desperdício com o dinheiro do contribuinte brasileiro.

Francisco C. Félix

franciscocfelix@hotmail.com

São Paulo

*

ECONOMIA MEDÍOCRE

O Brasil "cresceu" 0,89% no 2.º trimestre de 2013. Parabéns, presidenta Dilma Rousseff (PT)! É um resultado ridículo, que premia a política econômica furada de juros altos, aumento da taxa Selic, pagamento de bilhões de dólares a especuladores e rentistas, com bancos obtendo lucros recordes, enquanto os cidadãos (nós) é que pagam a conta. Tivemos uma oportunidade histórica de crescermos e nos desenvolvermos, mas, pelo visto, ela está sendo desperdiçada e jogada pela janela por causa da incompetência e dos interesses eleitoreiros do governo federal, que não prioriza o mercado interno. Um país continental, forte e pujante como o nosso jamais poderia estar em situação tão medíocre.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

PESSIMISTAS

Nosso ministro da Fazenda, Guido Mantega, continua afirmando que "estamos crescendo razoavelmente bem e que não tem fundamento um certo pessimismo que nós notamos em certas análises que são feitas por aí". Cabe perguntar à vossa excelência, por aí aonde? Pelo Ipea? Pelo Banco Central? Pela FGV? Pela PUC? Por alguma agência internacional de classificação de risco? Ou quem sabe, pelos comentaristas econômicos da imprensa brasileira, em geral?

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

*

PIADA

Sr. Mantega é uma piada. Em vez de ser presidente do conselho da Petrobrás e ministro da Fazenda, deveria pedir imediatamente demissão dos cargos para trabalhar no "Zorra Total".

Valdir Sayeg

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

*

ENERGIA CARA

Alcoa Alumínio diminui sua produção no Brasil em decorrência do alto custo da energia elétrica brasileira 40% mais alta do que a media mundial, o que provavelmente levará o Brasil de autossuficiente em alumínio a importador. Um dos argumentos do presidente da empresa, Franklin Feder, foi que o desconto na conta de luz beneficiou mais o consumidor residencial do que empresarial e que com certeza outros setores industriais também poderão vir a cortar produção por falta de competitividade. Como sempre as medidas tomadas pela presidente Dilma são eleitoreiras esquecendo-se de perguntar ao consumidor residencial o que ele prefere: receber 18% de desconto na conta de luz, ou ficar sem emprego e dinheiro para pagá-la? Enquanto isso as atrapalhadas petralhas se sucedem!

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

REAJUSTE DO SEGURO-DESEMPREGO

O governo federal "venceu" a disputa e o seguro-desemprego será reajustado em 6,2%. Enquanto isso, o reajuste salarial dos funcionários públicos federais, depois de muita briga (greve), foi reajustado em 5%, índice inferior à inflação oficial. Será que os funcionários públicos federais não poderão pleitear junto ao Poder Judiciário a equiparação do índice de reajuste salarial?

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

FERNANDO HADDAD E O COMBUSTÍVEL

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, quer gasolina mais cara: R$ 0,50 por litro, transferindo o valor do Cide para a municipalidade. Ganha votos para o PT, mas quebra a Petrobrás, que necessita do reajuste de combustíveis para enfrentar os custos da produção exacerbados pela inflação e a alta do dólar. Quer o bem do Brasil? Não! Quer votos para o PT, com sacrifício da Nação. Em síntese, compra de votos com dinheiro do contribuinte.

Vinicius Ferreira Paulino

viniciusfpaulino@hotmail.com

São Paulo

*

APRENDEU RÁPIDO

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do PT, está ficando espertinho no jogo do populismo, muito a gosto de seu partido. Pede agora o reajuste no preço dos combustíveis para que subsidie o custo das passagens de transporte urbano na Capital. Se estivesse preocupado com o bem comum, primeiro deveria vir a público para criticar o seu PT, que prejudicou a imagem da Petrobrás desde que chegou ao poder, e exatamente por não ter reajustado o preço dos combustíveis adequadamente há anos. Por outro lado, o prefeito demagogicamente quer penalizar a maioria da população brasileira, que, na ausência de bom transporte público, utiliza seu veiculo como alternativa para ir ao trabalho, à escola, etc. Pior ainda, e talvez porque o prefeito não tem intimidade com os números, um provável aumento necessário para subsidiar, como deseja, o preço das passagens seria tão monumental que, além da necessidade de recuperar o minúsculo caixa da estatal hoje, o benefício teria de ser estendido também para os 5.565 municípios do País. Ou Haddad, por achar que o PT pode tudo, pensa que somente a Capital que esperamos que ele administrasse com responsabilidade deveria ser aquinhoada com essa alucinante ideia?

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

PRIORIDADE AO TRANSPORTE PÚBLICO

Interessante os dados da pesquisa de origem e destino do Metrô de 2007, que mostrou que 36% das viagens na cidade são feitas por ônibus, e 41% em automóvel, 8,8% em metrô e 0,2% nos caríssimos táxis. Destaca o "Estado" que, nos últimos anos, aumentou 80% o número de passageiros e houve pequena "redução" no numero de ônibus, apesar do aumento real de 30% nas tarifas. Neste quadro, parece surreal a proposta da administração de tornar insuportável a realização dos 41% de deslocamentos de automóvel para impeli-los a usar os mesmos reduzidos ônibus, já há muito lotados e que agora passarão "velozmente" por corredores vazios. Será que ninguém imaginou que priorizar o transporte público deveria passar ao menos por efetivamente criar tal modalidade de serviço?

Otavio Bernardes

otavio@ingai.com.br

São Paulo

*

PARADOXO

Sugestão para o pessoal que tanto gosta de CPI: a Prefeitura paga as empresas de ônibus proporcionalmente ao número de passageiros transportados. Sendo assim, por que a remuneração de um determinado consórcio recebeu 5,7% a mais, nos seis primeiros meses de 2013, se o número de usuários caiu 2%? Além disso, pergunta que não quer calar: haverá, por mais remota que seja, alguma relação entre essa regra de proporcionalidade e a insistência da turma do PT (useira e vezeira em questões similares) em forçar o transporte urbano em ônibus, mesmo sem condições? Veja-se o mais recente absurdo das faixas exclusivas em vias da cidade onde isso não faz o menor sentido. Com a palavra, o todo-poderoso secretário dos Transportes.

Marly N. Peres

lexis@uol.com.br

São Paulo

*

CORREDORES DE ÔNIBUS

O que vejo constantemente, após o horário de pico, são coletivos com poucos passageiros, enquanto, ao longo das mesmas avenidas, centenas de veículos estão parados, ou quase. Não é o caso de tornar os corredores exclusivos somente nos horário de rodízio? Se nossos semáforos, velharia de tecnologia ultrapassada, fossem (finalmente!) coordenados e melhorados, também ajudariam muito na melhora do trânsito. Incríveis nossos atrasos e incompetências.

André C. Frohnknecht

anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

*

TERROR

Quem disse que o povo gostou das faixas de ônibus nas Avenidas Rubem Berta e 23 de Maio? Ficou um terror para quem mora em Moema como eu.

Eliete Maesano

elimaesano@gmail.com

São Paulo

*

MAU EXEMPLO

Na semana passada, pela manhã, por volta das 10 horas, estava trafegando na Avenida 23 de Maio (sentido centro-aeroporto) quando flagrei dois veículos Toyota, na cor prata, com as placas de Presidência da CMSP, trafegando pela faixa exclusiva destinadas aos ônibus. Acho um absurdo que somente nós, cidadãos comuns, tenhamos de cumprir a lei e, neste caso, passar mais horas no trânsito por causa desta absurda "faixa exclusiva" numa avenida com fluxo baixíssimo de ônibus (basta uma simples medição), enquanto as "autoridades" simplesmente descumprem a lei.

Luis Fernando Crestana

lcrestana@uol.com.br

São Paulo

*

PORCENTUAL PERIGOSO

A Prefeitura de São Paulo pretende gastar R$ 2,3 bilhões, em quatro anos, num plano que prevê 367 obras. Dessas, 243 serão creches e 20, Centros de Educação Unificada (CEUs), e desse total 104 obras não foram especificadas - montante que representa 30% das obras. O porcentual é duvidoso e perigoso, não?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

ELOGIO À ADMINISTRAÇÃO

Este prestigioso jornal tem noticiado diariamente ações sensatas e produtivas do prefeito Haddad em relação a transporte, saúde, educação, planejamento urbano, etc. No curto período de oito meses em que está governando a cidade de São Paulo, seu desempenho é exemplar e com a nítida preocupação de coibir a corrupção, criando a Controladoria-Geral do Município (CGM). Apesar de uma minoria cética, que torce pelo seu insucesso e, consequentemente, contra a cidade de São Paulo, o prefeito continuará atuando com dedicação e efetividade e, certamente, terá uma avaliação positiva ao fim de seu mandato.

Valdenice Santana

santosvaldenice@ig.com.br

São Paulo

*

MOBILIDADE URBANA E CAMPANHA ANTECIPADA

Dilma Rousseff vai visitar a região do ABCD, que inclui sete cidades, para anunciar investimentos destinados à mobilidade urbana. Os sete prefeitos pediram "apenas" R$ 7,8 bilhões, isso mesmo, BILHÕES! Como o PT tem interesse político direto nesta região, que compõe o entorno da capital de São Paulo, é quase certo que essa montanha de dinheiro seja concedida. Tudo pelo bem do PT. Já a segurança, a educação, a saúde e a mobilidade urbana do resto do Brasil que se explodam. O Estado de São Paulo é a joia da coroa a ser conquistada em 2014! Já para o metrô de São Paulo, prioridade maior para que a capital saia da paralisia no trânsito, nenhum centavo do governo federal chegou até nós nos últimos dez anos. Pois é!

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

A OAB E A REFORMA POLÍTICA

O Conselho Federal da OAB já organizou e apresentou o esboço ou projeto de reforma política. O eleitor votará no partido político e no candidato, de tal sorte que será extinta a possibilidade de candidatos sem votos serem eleitos, com o amparo dos votos dados somente aos mais famosos. Assim, candidatos como o Tiririca e outros tantos não mais ajudariam os partidos políticos, se em vigor estivesse o projeto ora apresentado. Sem dúvida que a OAB, com a sua proposta, contribuiu para a democracia, impedindo os arrastões de eleitores em benefício de alguns candidatos famosos de agremiações políticas desconhecidas, cujos votos são usados e endereçados, também, para candidatos completamente desconhecidos.

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

*

VOTO DISTRITAL COM RECALL

A quem não interessa? A todos os políticos de plantão, aos empregados não concursados (são milhares nos cargos de confiança), aos assessores e aspones dos políticos, aos parentes dos políticos, as namoradas e amantes, e a todos os políticos profissionais que fazem da política um meio de se servirem dela ao invés de servirem aos eleitores que os elegeram e os sustentam. Exceção feita ao jornalista Fernão Lara Mesquita (14/8, A2), raramente, para não dizer nunca, vejo matéria na imprensa abordando, esclarecendo ou mesmo debatendo o tema, e como bem disse o leitor Carlos de Oliveira Avila (que não conheço, mas concordo com suas colocações) na edição do "Fórum dos Leitores" de 15/8, falta informação sobre a importância desse sistema, uma arma poderosa e mortífera na mão dos eleitores contra, não só os maus políticos, mas também contra os que não trabalharem em sintonia fina com quem os elegeu. Numa relação bem simples, não interessa aos mais de 80 senadores e seus suplentes, aos mais de 500 deputados e suplentes, aos mais de quase 5.500 prefeitos e vices, aos mais de 60 mil vereadores e suplentes e por aí vai. Mas o que parece ser uma grande lista de não interessados, ela é quase nada se compararmos a lista de mais de 140 milhões de eleitores que podem e devem ser informados sobre todas as vantagens e desvantagens do voto distrital, mas com recall (cartão vermelho nas mãos dos eleitores), para assim melhor poderem avaliar e apoiarem ou não esse sistema. Qual outro sistema que coloca um patrão (os eleitores, aliás os melhores patrões para a classe política) a não só fiscalizar com eficiência e eficácia permanentemente o trabalho e a conduta dos eleitos, mas também coloca o poder de a qualquer momento substituir quem não está trabalhando de acordo com o que foi combinado? Ou há alguém que possa dizer que eles não precisam de um bom patrão? E nada mais justo, pois se somos obrigados a votar e obrigados a pagar os salários dessa turma, afinal se nós que os elegemos e nós que os pagamos com o dinheiro extraído dos nossos bolsos, a custa do suor do nosso trabalho, por qual razão não podemos exercer a função de sermos o patrão deles? Entre outras vantagens, teríamos um sistema eleitoral muito mais barato que o atual, que é um dos mais caros do mundo, mas falar em redução de despesas com os nossos representantes não é tarefa das mais agradáveis, não temos nem como nos comunicar com eles e nem os conhecemos, apenas para exemplificar, ainda tem muita gente que acha que a propaganda eleitoral no rádio e na TV é gratuita, desconhecendo o que vem a ser renúncia fiscal. Como bem diz Fernão Lara em seus artigos, o voto distrital com recall é a reforma que inclui todas as reformas reclamadas pela sofrida população, o problema é como esclarecer e informar os eleitores sobre os seus benefícios. Talvez as mídias sociais sejam um bom caminho para tanto, mas, quem puder, informe ao maior número de pessoas de seu relacionamento, já é um bom começo. Para quem não leu o artigo, transcrevo um trecho que dá uma boa ideia das vantagens do voto distrital com recall: "A eleição tem de se tornar distrital apenas para abrir a possibilidade do recall. Para permitir que o avião vá sendo consertado enquanto voa. Com cada candidato concorrendo pelos votos de apenas um distrito o jogo da representação fica claro". Eu e meus companheiros de distrito eleitoral demos a este determinado senhor um mandato condicional para nos representar (no Congresso, na Assembleia Legislativa, na Câmara Municipal); eu e meus companheiros de distrito podemos retirar esse mandato a qualquer momento sem que o resto do sistema seja afetado. Temos, todos, principalmente quem tem acesso aos meios de comunicação, a obrigação de divulgar, de debater o sistema de eleição pelo voto distrital com recall, digo com propriedade e deixo uma sugestão, façam uma experiência com as pessoas conhecidas e perguntem a elas sobre o que acham do recall no voto distrital e depois concluam se falta ou não informação. A própria mídia impressa que abre espaços para artigos de políticos em atividade que pouco ou nada acrescentam de utilidade, a não ser para eles mesmos, cito como exemplos artigos publicados no "Estadão", do qual sou assinante há mais de 40 anos, artigos outrora do Sr. José Genoino, atualmente do Sr. José Serra, bem como na "Folha de S.Paulo", que até pouco tempo tinha uma coluna semanal publicada pelo Sr. José Sarney, poderia utilizar melhor esses espaços para debater e informar sobre o sistema eleitoral do voto distrital com recall.

Gilberto de Oliveira Maricato

giba.trem@bol.com.br

São Paulo

*

O MENSALÃO AINDA NO STF

As entidades de juízes criticaram a atitude do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) na discussão com o ministro Ricardo Lewandowski, na semana passada. Não é surpresa essa crítica, desde aquela reunião no gabinete do ministro Joaquim Barbosa, quando criticou a criação de novos Tribunais Regionais Federais (TRFs). Ninguém gosta de ouvir o que o ministro Joaquim Barbosa diz com todas as letras e sem papas na língua. Diz o que o cidadão quer falar. Não fica com subterfúgios, vai direto ao ponto. Lamentavelmente, esse ministro e os dois novos, Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso, são os pontos fora da curva do STF. Infelizmente, o mensalão não vai dar em nada. Neste país, só ladrão de galinha é que vai preso.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

ASSIM FICA DIFÍCIL

O presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, está certíssimo ao acusar o ministro Lewandowski de estar fazendo chicana, ardileza, com suas demoradas explanações. Desde o início do julgamento do mensalão, quando praticamente todos foram condenados, o ministro Lewandowski claramente vinha "advogando" em favor dos réus. E agora, na retomada dos trabalhos, volta a fazê-lo. É simplesmente inadmissível, só para dizer o mínimo!

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

*

CARA E FOCINHO

O PSDB criou o mensalão em Minas Gerais e o PT aprimorou este esquema criminoso em nível nacional. Tal afinidade delituosa faz crer que a insistência do governo federal, desde o mandato de Lula, em viabilizar a construção desnecessária e indecentemente dispendiosa do trem-bala, que deve ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, em detrimento de outras demandas sociais muito mais urgentes, faz crer que o PT está ávido por aprimorar, em favor dos seus cofres, o esquema fraudulento do PSDB envolvendo a construção do metrô paulista e denunciado por executivos da empresa alemã Siemens. Cara de um, focinho do outro.

Túllio Marco Soares Carvalho

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte (MG)

*

O TREM E O CAMINHO DAS PEDRAS

Foi notícia no "Estadão" que o ex-presidente da Siemens havia perdido ação de enorme indenização na justiça do trabalho em virtude de sua inesperada e abrupta demissão de cargo de presidente da empresa no Brasil. Passaram-se alguns meses e aí deu no que deu e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) "encontrou milagrosamente o caminho das pedras", ou melhor, "dos trilhos", e o trem, como diria o mineirinho, afundou.

José Piacsek Neto

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

*

DIREITO DE DESCONFIAR

Sem enxergar fantasmas onde eles não existem e sem morrer de amores por qualquer partido político (todos farinha do mesmo saco imundo), sinto-me, como outros devem também se sentir, no direito de desconfiar. Ora, após a eleição municipal as operações da CPTM não mais apresentaram falhas. E foi só a marionete do cumpanhero-mor desencadear a campanha contra o sistema de metrô de São Paulo que os problemas começaram a se tornar mais frequentes e a se avolumar. E culminaram na "passeata" de quarta-feira, na qual se fazia o clássico "fora alguém" só para o governador do nosso Estado (para o prefeito não, é claro...). A passeata terminou mais uma vez em baderna. Por acaso, aliás estranho, o funcionamento do sistema no início da manhã de quinta-feira ficou ainda mais conturbado, "por problemas em um dos trens" (sic). Ora, o esquema já é muito manjado, e começa sempre objetivando minar a credibilidade de algo no terreiro de um não cumpanhero e, coincidentemente, esse algo passa a apresentar sinais agudos de disfunção. E o pior: na seara de atuação de quem declaradamente se opõe sistematicamente. É impossível não desconfiar de que não haja liame entre quem suscita, quem organiza e quem promove tais atos e de que não estejam intimamente acordes. O planejamento vem de cima (ou de baixo?). E, diga-se, sem se importar com o prejuízo à população da nossa capital (inclusive dos que neles votam e os idolatram). Agora só resta esperar "problemas" na área do saneamento básico (leia-se Sabesp), replay para a CPTM e outras de responsabilidade do governo, que não são da corriola deles. "País rico é país sem pobreza", principalmente pobreza de princípios e de competência de quem deveria governar um país PARA TODOS, não só para uma camarilha.

Ricardo Hanna

ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

*

CRÉDITOS DO PRÉ-PAGO

Cumprimento o Tribunal Regional Federal (TRF) que proibiu as operadoras de telefonia móvel que estabeleçam prazo de validade para créditos em pré-pagos. Na minha opinião, os métodos utilizados eram uma afronta aos consumidores, que, depois de pagar à vista o direito de utilizar seus créditos, lhes era determinado um prazo de validade para consumir o produto.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

MAIS RESPEITO

Cumprimento a Justiça Federal por proibir as operadoras de telefonia móvel de estabelecerem prazos de vencimento para os créditos pré-pagos. É injusto os consumidores pagarem para adquirir créditos e serem obrigados a utilizar no prazo determinado pelas operadoras. No Brasil os preços de ligações celulares são exorbitantes e as operadoras têm lucros altíssimos. Portanto, deveriam ter mais respeito com os consumidores.

Daniel Marques

danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

*

RECIFE, DEPÓSITO DE FERRO VELHO

A prefeitura do Recife (PE), por meio do seu prefeito, secretários e outros bajuladores, defende o trabalho feito em torno da potencialização da mobilidade na capital pernambucana, mas ao mesmo tempo permite que em bairros próximos ao centro alguns desajustados transformem as ruas em "depósitos de ferro velho". Esse é o Recife governado pelo tal Geraldo Júlio, o "poste" do governador Eduardo Campos, aquele que, enquanto candidato, dizia ter feito tudo, mas que na verdade, depois de eleito, não faz quase nada...

Júlio Ferreira

julioferreira.net@gmail.com

Recife

*

RECICLAGEM

O editorial "Lixo reciclável" (15/8) toca em aspecto emblemático de nossa sociedade: jogamos fora material de alto valor agregado, que movimenta uma certa parcela da economia, mas que ainda não conseguiu ser inserida adequadamente no conjunto das demais atividades urbanas. Se pelo menos 1 milhão de pessoas depende da coleta de material reciclável e em alguns lugares passam dois ou três coletores diariamente, é porque há espaço para o lucro e para o aprimoramento da diminuição daquilo que é destinado a lixões ou mesmo a aterros. Parece que há interesses escusos de recicladoras em manter a situação (ruim) como está ao invés de ampliar a atividade em um negócio onde todos (ou muitos mais) podem ganhar.

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Lorena

*

SEGURANÇA NOS SHOPPINGS

Enquanto aqui, no Brasil, os shoppings centers são alvos fáceis para os bandidos assaltarem joalherias e agências bancárias, sob os olhares indefesos da segurança, provavelmente treinada para não atirar e não matar, Israel, país cercado de terroristas por todos os lados, resolveu simplesmente a questão. Todos os que adentrarem nesses locais deverão passar por detector de metais e revista pessoal, como é feito para embarque em aviões. Lá, o resultado foi que nenhum ato criminoso se consolidou. Como sugestão, a Associação dos Shoppings poderia viajar a Israel e sentir de perto como funciona o esquema, e depois visitarem o Muro das Lamentações, antes que outras tragédias venham a ocorrer.

Abrão Bober

bobertur@ibest.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.