Fórum dos Leitores

GESTÃO HADDAD

O Estado de S.Paulo

20 Agosto 2013 | 02h10

Arco do passado

O Arco do Futuro do sr. Fernando Haddad já é passado. Durante a campanha eleitoral, o prefeito anunciou com grande alarde a construção de inúmeras obras no sistema viário paulistano, mas "esqueceu-se" de verificar um pequeno detalhe: se havia recursos para tal empreendimento. Não havia, não há e não haverá. Era tudo tapeação, puro estelionato eleitoral. O "homem novo para um tempo novo" já caducou. Os paulistas que se cuidem, porque outro poste mal iluminado criado pelo marketing petista vem aí: Alexandre Padilha.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Promessa x eleição

Para ganhar a eleição Haddad prometeu o Paraíso na Terra. Depois de eleito, decide enterrar sua principal promessa de campanha, algo chamado Arco do Futuro. Vejamos então: 1) se ele não sabia que não haveria dinheiro para executar o projeto, é incompetente e não deveria ter sido eleito; 2) se sabia, é mentiroso e não deveria ter sido eleito. Conclusão: ele não deveria ter sido eleito...

JOSÉ CARLOS ANDRADE

jcfalcao@icloud.com

Águas de São Pedro

Espigões residenciais

Gostaria de saber onde o prefeito Haddad pretende colocar os aviões que pousam no Aeroporto de Congonhas, quando inclui Moema na expansão de espigões residenciais próximos ao metrô. Vai ser briga de foice, porque avião em aproximação para pouso não dá para desviar de prédios acima do permitido na área. A impressão que fica é que, a exemplo do governo federal, o prefeito faz mais marketing do que projetos realmente viáveis.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

PASSEATAS

Sem quórum

O PT não é mais aquele. A última manifestação da rapaziada bancada pelo partido em São Paulo foi tão furreca que havia dois policiais para cada participante. Um recorde! "Nunca antes na História deste país" houve passeata em que o único excesso cometido pela polícia fosse o de contingente.

STANISLAW CORDEIRO

ratles2@hotmail.com

São Paulo

Bandos violentos

Uma satisfação abrir o Estado de domingo e deparar com o artigo O que se evita constatar na crise de junho (A2), de Oliveiros S. Ferreira - em plena forma e com inteiríssima razão. Esses bandos armados não vêm simplesmente causando danos ao patrimônio público e privado. Estão mesmo é desafiando a ordem constitucional. Por isso causa estranheza que indivíduos apanhados em flagrante de violência - lançando coquetéis molotov contra a polícia ou depredando portas e vitrinas de lojas e bancos - sejam levados à delegacia e, em seguida, liberados. Meus cumprimentos, com forte abraço, ao Oliveiros.

ARY RIBEIRO

arycmribeiro@hotmail.com

São Paulo

FORMAÇÃO MÉDICA

Planejamento

Em maio de 1972 o Estadão publicou o artigo Organização de hospitais de ensino, que tratava de minha experiência visitando várias escolas médicas nos EUA. Na época eu era chefe do Departamento de Cirurgia da Universidade Estadual de Londrina e havia assumido a presidência da comissão para criação de um novo hospital universitário. Entre as várias faculdades visitadas, uma que muito me impressionou foi a da Universidade de Nova York, em Stony Brook, que poderia ser um bom exemplo para o Brasil. O planejamento dessa escola começou em 1966, com forte orientação para problemas comunitários. O curso médico iniciou-se quatro anos mais tarde, com somente 32 alunos. Apesar de, na ocasião da visita, a área clínica não ter ainda iniciado suas atividades, todos os programas educacionais já estavam escritos e aprovados e os docentes, selecionados e contratados. Vários hospitais da área haviam sido acreditados como de ensino e para residência médica e seus respectivos médicos mais qualificados recebiam títulos acadêmicos, como "professores associados", outorgados pela universidade. Mais de 40 anos depois o Ministério da Educação e o da Saúde continuam improvisando o planejamento do ensino médico. A última do governo é fazer uma residência obrigatória no SUS, sem explicar quais as condições físicas, tecnológicas e humanas dos serviços, já que a atenção médica moderna exige uma equipe de profissionais além do médico. No caso específico da residência, é indispensável a presença permanente de um preceptor. Parece realmente incrível que depois de mais de 40 anos desde nossa publicação no Estadão os desafios do ensino médico continuem. É preciso recordar que a má distribuição de médicos é um problema universal e sua solução não está no estabelecimento de residências improvisadas. Formação de médicos é coisa séria e ou o Brasil planeja com seriedade a formação desses profissionais, ou viveremos mais 40 anos esperando que isso ocorra.

HUMBERTO DE MORAES NOVAES

hmnovaes@aol.com

Merritt Island, Florida (EUA)

MUNDIAL DE ATLETISMO

Brasil sem medalhas

A menos de três anos de sediar os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, os atletas brasileiros não conseguiram uma única medalha no Campeonato Mundial de Atletismo realizado na Rússia.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Ministério inútil

Há 18 anos (1995) o Brasil criou o esdrúxulo Ministério do Esporte. Nos últimos dez anos foram ministros Agnelo Queiroz, governador de Brasília e suspeito de criar "fantasmas profissionais" na internet, Orlando Silva, o quinto ministro a cair sob denúncia de irregularidades no governo Dilma Rousseff, e o atual, Aldo Rebelo. Todos empossados pelo PT. Terminado o Mundial de Atletismo em Moscou, o número de medalhas conquistadas pelo Brasil foi zero! Os brasileiros gostariam de saber: onde o governo federal há dez anos põe o nosso dinheiro, que deveria produzir campeões? Já não está comprovado que esse ministério deve ser extinto?

S. E. ALPHA

sebastiao.alpha@usinazul.com.br

São Paulo

Desculpas

Numa Olimpíada, uma atleta esquece a vara e perde o salto; num Mundial, outra atleta deixa cair o bastão durante o revezamento, que poderia valer uma medalha. Observa-se à distância a falta de planejamento. A gente torce, sofre e, em seguida, ouve um amplo repertório de desculpas. Como se sabe, atletismo não é futebol. Ah, essa monocultura esportiva!

GILBERTO MARTINS COSTA FILHO

marcophil@uol.com.br

Santos

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BRASILEIRO DETIDO EM LONDRES

O caso do brasileiro David Miranda, que teve o passaporte confiscado após ficar detido por nove horas no aeroporto de Londres, gerou grande indignação do governo brasileiro, por meio do Ministério de Relações Exteriores e da Comissão de Relações Exteriores do Senado. Em compensação, quando o avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que levava o ministro da Defesa Celso Amorim - viagem oficial a La Paz, Bolívia - no final de outubro de 2011 foi revistado por autoridades bolivianas, não houve indignação alguma do governo brasileiro. Será por que Brasil e Bolívia são "muy amigos"? Que diferença, hein.

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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ARRANHÃO

A Inglaterra arranha sua tradição democrática ao deter, de forma autoritária, o brasileiro.

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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QUE VERGONHA, INGLATERRA

É uma aberração ao direito internacional e aos direitos humanos a detenção do brasileiro no aeroporto de Londres, pela polícia britânica, por nove horas, sem nenhum fundamento. Trata-se de clara tentativa de intimidação por causa das denúncias de espionagem feitas pelos EUA pelo norte-americano Edward Snowden ao jornalista inglês que é namorado do brasileiro. Triste que um país com a tradição humanista e garantista da Inglaterra se preste a um papel tão baixo e se submeta de forma humilhante aos reclamos dos EUA. A Inglaterra agiu como se fosse uma republiqueta de bananas, e não como a pátria de Shakespeare, Darwin, Newton, Charles Chaplin, do habeas corpus. Ou seja, os ingleses agiram como um país de terceira categoria e não civilizado. "Shame on you, England!".

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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INIMIGO POTENCIAL

Antonio Patriota questiona o governo inglês sobre a detenção do namorado do jornalista do jornal "The Guardian" que está divulgando documentos secretos vazados por Edward Snowden. Ora, um amigo íntimo de um inimigo do Estado não é também um inimigo potencial? Será que um ministro da Dilma não tem nada mais importante a fazer? Que comédia...

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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MENSALÃO

Tendo assistido integralmente a todas as sessões do julgamento do mensalão, sinto-me credenciado, data vênia, a expressar ilações que não hesito em exibir. Os ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski suscitam mancomunação para desestabilizar o ministro Joaquim Barbosa, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), aproveitando da sua instabilidade emocional (atribuo a seus males da coluna). Os dois últimos agem para inocentarem os réus ligados ao PT, e Lewandowski sempre agiu acintosamente com o intuito de procrastinar a conclusão dos trabalhos e, quem sabe, destiná-los às calendas. A notabilização alcançada pelo ministro Barbosa junto de homens de bem deste país, por sua competente, sagaz e intrépida performance como relator do julgamento do mensalão, feriu de morte o ego e a vaidade de muitos outros ministros. A leitura atenta do currículo do presidente do STF permite intuir que ele é indubitavelmente o mais culto, inteligente e preparado. Sua conduta moral e ética é irretorquível e, sendo negro e destemperado, acaba incomodando muita gente. Ao redarguir o ministro Lewandowski, na sessão da última quinta-feira, acusou-o de fazer "chicana", com pertinência e sem elevar o tom de voz. Ensina-nos o "Aurélio" que chicana é sutileza capciosa em questões judiciais, ardil, astúcia e tramoia. É o que Lewandowski mais utilizou durante o julgamento, e com muita insistência na última sessão. Após a leitura do voto do ministro Barbosa, o ministro Marco Aurélio levantou a dúvida sobre a aplicabilidade da Lei n.º 10.763/03, de efeito mais gravoso, nos embargos do réu Bispo Rodrigues, e Lewandowski aproveitou a deixa para rever seu voto anterior e sustentar que o réu deveria ser julgado pela anterior, que era mais branda. Ambos intencionalmente anteciparam seus votos, desrespeitando a ordem prevalecente. Mesmo os ministros Fux, Gilmar Mendes e Celso de Melo sustentarem com ênfase e proverbialidade que o procurador-geral da República se referiu enfaticamente tão somente ao ato de recebimento da propina em 12/2003, o que enquadrou o réu Bispo Rodrigues sob a égide da Lei n.º 10.763/03, Lewandowski renitentemente persistia em demonstrar inconformismo com claro propósito protelatório e se estendia tediosamente nos mesmos pontos de vista. Daí a intervenção lídima do presidente do STF. O que parece inquestionável é que a tática de Lewandowski é retardar o julgamento e conseguir, ao final, penas mais brandas para os mensaleiros do PT, especialmente o réu José Dirceu. Lewandowski esgarça parcialidade e submissão. Ministro Barbosa, seus pares no STF agem para isolá-lo, mas significativa parcela da sociedade hipoteca-lhe solidariedade e apoio irrestritos, e que não arrede pé de seu implacável estilo. O que se espera é cadeia para os mensaleiros.

Junios Paes Leme

junios.paesleme@ig.com.br

Santos

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CHICANA

O ministro Barbosa foi mal interpretado pelo seu par, ministro Lewandowski. O termo usado o foi de forma apropriada. Chicana nada mais é do que um redutor de velocidade no jargão automobilístico. É usado somente em retas, com a finalidade de reduzir a velocidade. Como o julgamento está na reta final, a chicana cumpriria essa missão. Nobre no aspecto automobilístico, porém indevida num Judiciário. Minha opinião é que fizeram muito estardalhaço com um assunto tão banal.

Paulo H. Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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CEM ANOS DE PERDÃO

Penso que o ministro Joaquim Barbosa não deve pedir desculpas ao seu colega Lewandowski. Ao desqualificar como chicana a atuação de Lewandowski, Barbosa simplesmente expressou o pensamento da grande maioria do povo brasileiro, aquela parte da população que não é ligada nem depende de nenhum partido político e que deseja apenas que a Justiça seja feita, o quanto antes. A "violência" de Joaquim Barbosa, cometida em resposta à violência de Lewandowski contra o povo brasileiro, tem cem anos de perdão.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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EXCESSO DE UM, EXAGERO DE TODOS

Como já se observou em várias páginas do "O Estado", notadamente no "Forum dos Leitores", o termo utilizado pelo ministro Joaquim Barbosa, "chicana", ou seja, "sutileza capciosa" no peticionar em juízo - ou, ainda, habilidade em revestir o que é falso com as vestes talares da verdade, tido, enfim, como destreza mental de sofista, para obter vantagens processuais, ou dilatar prazos -, vem do francês "chicane" e significa levantar questões aparentemente verdadeiras, mas de fundo falso. É moeda falsa. Qualquer rábula (pessoa que se exercita no direito só pela prática, sem estudos e diploma), ou aluno de primeiro ano de Direito, sabe a bom saber que a matéria suscitada nos embargos de declaração já foi decidida no acórdão, ou seja, qual a lei a ser aplicada no "tempo do crime". Essa matéria nem foi omitida no julgamento, é de si clara, sem qualquer contradição, no corpo do acórdão. Se, de um lado, para os grandes males os grandes remédios, (e, na contingência, até exageros são permitidos), de outro, não menos verdadeiro, não se pode abrir aqui a feira das vaidades malferidas, elevando a figura do ministro Lewandowski a mártir nacional, incensado pela magistratura, pelo fato de travar o andamento do processo, que se arrasta há oito anos. Ofensas à parte, a palavra que mais enérgica lhe explicou o pensamento foi a utilizada. O excesso de um não justifica o exagero de todos. Devagar com o andor...

Antonio Bonival Camargo

bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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SUAVE

Joaquim Barbosa está corretíssimo, haja vista que Lewandowski sempre demonstrou certa cumplicidade com os diversos condenados do STF. Esse sujeito faz tudo para atrasar o andamento do processo, pois, na realidade, seu desejo é inocentar a bandidagem do PT, bem como seus aliados. Chicana foi um termo que até ficou suave para as armações do tal "Levando Alguma Coisa". O povo está com Joaquim Barbosa.

Fernando Faruk Hamza

botafogorio@bol.com.br

Rio de Janeiro

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SERVE PARA OS DOIS

Acho que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, discutindo com o ministro Lewandowski na semana passada e mencionando o vocábulo "chicana", não fez mais do que o que muitos brasileiros gostariam de fazer. Só pecou por não incluir Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso na referência.

Conrado de Paulo

conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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SEM CONCESSÕES

Acredito que mais de 80% dos brasileiros, assim como eu, entenderam muito bem o ministro Joaquim Barbosa. Não dá mais para aguentar, não existe mais condição de fazer concessões a bandidos neste país. Já perdemos muito tempo e dinheiro com isso. O ministro Lewandowski, não é segredo para ninguém, é amigo íntimo da família Silva, sempre tentou conduzir as coisas da maneira mais branda para os réus e, agora, a reação do ministro Joaquim Barbosa foi a mesma que a sociedade teria, um "basta" com todas as letras. E, nesse caso, até acredito que a palavra "chicana" esteja bem suave a quem dos fatos que já deixam um cheirinho de pizza no ar. Mais uma vez, parabéns ao ministro. O Brasil está precisando de personalidades firmes como a dele, que conhece bem a hora e o tratamento que cada um merece receber.

Leonidas Ronconi

elevacao@terra.com.br

São Paulo

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ANDORINHA SOLITÁRIA

Lamento informar o ministro Joaquim Barbosa de que ele só tem uma saída: candidatar-se a presidente da República para 2014. Fora isso, será uma eterna andorinha solitária, que jamais fará verão...

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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TOLERÂNCIA ZERO

Por que a intolerância de várias associações e profissionais com a reação do ministro Joaquim Barbosa? Por que os malfeitores podem gritar mais alto? Por que não se investigam as graves denúncias da revista "Veja" sobre o ministro Lewandowski? Por que as pessoas de bem devem assistir caladas e mumificadas a todas as manobras dos criminosos? Relembrando, todos os milhões de reais surrupiados foram responsáveis pela morte de outros milhões de brasileiros, pela falta de hospitais, aumento da criminalidade, péssimas estradas e educação fajuta. Esbravejem contra os bandidos, ou eles é que são bonzinhos e merecem todo respeito e consideração?

Mário Issa

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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DESPRESTÍGIO NO STF

É preciso mudar urgente a possibilidade de o Poder Executivo escolher os ministros do STF, acabando inclusive com o Quinto Constitucional. Essa prática de colocar pessoas sem compromisso com a magistratura, mas sim com os políticos igualmente sem compromisso com a Nação pode denegrir o Poder Judiciário como um todo, que tem em seus quadros juízes honrados e comprometidos com sua função constitucional, como o sr. Joaquim Barbosa, que vem incansavelmente tentando resgatar a seriedade desse importante tribunal.

Ricardo Arena Júnior

rarena@uol.com.br

São Paulo

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PONTO FORA DA CURVA

Fui surpreendido com a crítica severa exarada por Ricardo Noblat, de "O Globo", ontem (19/8). No momento em que dezenas de cartas e cidadãos em geral aplaudem o presidente do Supremo, Noblat se apresenta como aquele ponto fora da curva da opinião pública, utilizado pelo ministro Cardoso em sua sabatina no Senado. Seus argumentos, embora com uma parte de razão, pela exoticidade de Joaquim, fundamenta-se, em parte, pela cor negra do ministro e insinua que a soberba chegou por conta disso. Acrescenta, ainda, seu julgamento sem proficiência, que o presidente não tem tanto conhecimento de sua profissão e que não teve os conceitos sobre comportamento que deveriam ser inculcados em sua consciência desde seu berço. Ao contrário, a energia e uma ponta de rusticidade ao chamar a atenção de seus pares, eventualmente e principalmente pela descarada intenção do ministro Lewandowski, eram o que faltava para acabar com a leniência que foi desenhada na curva do STF, durante tantos anos.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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QUE PAÍS É ESTE?

Os brasileiros que criticam o presidente do Supremo aplaudiam os discursos chulos e viperinos do presidente da República.

Helena Rodarte Costa Valente

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

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CHEGA DE FALSA POLIDEZ!

Estamos com Joaquim Barbosa! Chega de salamaleques no STF. O que o povo quer saber é se a Justiça é cega, justa, igual para todos e aguarda ansiosamente o resultado deste julgamento, que parece se prolongar "sine die" graças ao excesso de manobras protelatórias capciosamente pronunciadas cheias de afetações para dar a impressão de que são sérias. Seriedade mesmo existe quando a justiça não falha. O melhor exemplo que se pode passar ao povo brasileiro não é o da falsa polidez, mas de corrigir esse traço danoso em nosso país que se resume no seguinte: "Para os amigos, tudo; para os inimigos, o rigor da lei".

Eliana França Leme

efleme@terra.com.br

São Paulo

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CORPORATIVISMO

O corporativismo da magistratura, Associação dos magistrados Brasileiros (AMB), Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) os faz se ofenderem mais com o termo "chicana" do que com a maior ofensa que nós, cidadãos leigos, pagadores dos salários de todos eles, tivemos que é o mensalão. Então, quando escutamos a argumentação viciada, repetitiva e enfadonha do sr. Lewandowski, a fim de postergar o julgamento, com certeza por nossos pensamentos passam chicanas impublicáveis...

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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HÁ TEMPO PARA TUDO

Se há tempo de plantar e tempo de colher, também há tempo de serenidade e tempo de indignação. Hoje, mais importante do que serenidade associada à liturgia do cargo, como pontifica o editorial do meu querido e respeitável "Estadão" (18/8), é a lembrança que me vem dos versos de Jorge Benjor que não me furto a oportunidade de parafrasear: "Eh! J.B., nós estamos com você... Eh! J.B, faz mais um pra gente vê".

Ricardo Augusto França Leme

rafleme@terra.com.br

São Paulo

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‘NOT EVEN WRONG!’

"Not even wrong!" (nem mesmo errada), exclamação do grande Físico austríaco Wolfgang Pauli (1900- 1958), laureado com o Nobel de 1945, ao referir-se a uma proposta de teoria física sobre a qual o autor lhe solicitara avaliação. Pauli a achou tão absurda que nem considerou classificá-la como errada. A atitude do ministro Lewandowski ao não conseguir disfarçar sua intenção de postergar ao máximo o desfecho do mensalão e ao adotar uma estratégia clara no sentido de aliviar as penas, até insinuando diminuir as já atribuídas por ele próprio, dos mandarins petistas já condenados, foi tão estapafúrdia que nem a consistência da postura pode ser garantida. O resultado foi um bate-boca "chicaneiro", com o indignado presidente da Corte, aumentando a tensão entre os togados. Seria interessante que o ministro, ao defender seus indefensáveis pontos de vista imaginasse outra abordagem que, pelo menos fosse qualificada de errada e, por conseguinte, capaz de ser avaliada coerentemente pela sociedade, porque dessa vez ele nem errado está. E aí vai um apelo: Não permita que a nossa justiça perca completamente a credibilidade entre as democracias de todo o mundo balizadas pelo império do direito. Estamos quase lá!

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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ATÉ QUANDO, MINISTRO?

"Quosque tandem abutere Lewandowski patientia nostra?" Senhor ministro, estamos assistindo ao sentido protelatório de V. Exa. no julgamento dos mensaleiros condenados, defendendo o indefensável, constituindo-se no "advogado do diabo" brasileiro. Lembre-se: a voz do povo é a voz de Deus.

Onofre Rezende

onofrerezende@yahoo.com.br

Barretos

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CRÍTICA DA MAGISTRATURA

Chega de cobrir o sol com peneira, a opinião pública é a favor das atitudes do ministro Barbosa. Esperamos que os dois novos ministros não sejam pontos fora da curva, como Toffoli e Lewandowski.

Ferdinando Perrella

fperrella@hotmail.com

Sorocaba

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MENSALÃO NÃO FOI O MAIOR?

O novo ministro do STF Luís Roberto Barroso já disse a que veio, após questionar ter sido o mensalão o maior escândalo de corrupção do País e dizer que não há corrupção melhor ou pior ao se referir a eventos do PT, PMDB, PSDB. Quando tudo caminhava em favor da moralização da política, o ministro novato coloca este ponto fora da curva. Faltou acrescentar, sr. ministro, para ficar bem claro, que já passou da hora de colocar ladrão de colarinho branco na cadeia, seja lá do PT, PMDB, PSDB, do Legislativo, do Executivo ou do Judiciário. Este foi o principal motivo da mobilização pública que aconteceu e ainda segue pelo país. Os R$ 0,20 de aumento nas passagens de ônibus e metrô, naquela ocasião, foram somente a gota d’água. O que o povo brasileiro realmente quer é a "moralização" já. Se isso não acontecer, após todo este movimento, dificilmente teremos outra oportunidade.

José Carlos Alves

jcalves@jcalves.net

São Paulo

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O MAIOR PODE ESTAR POR VIR

Livrar da cadeia os condenados do mensalão será o maior escândalo jurídico da História do Brasil.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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OS MARAJÁS E A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Há muito se fala dos marajás do serviço público. Homens e mulheres que tiveram bons padrinhos e ao longo da carreira acumularam muitos penduricalhos a seus rendimento, passando a receber supersalários, ao mesmo tempo que os governantes choram lágrimas de crocodilo e miséria para justificar o mal que pagam aos ocupantes de cargos da base da pirâmide. Os privilegiados só foram oficialmente descobertos agora, quando os governos se viram obrigados, pela Lei n.º 12.527, sancionada em 18 de novembro de 2011, a divulgar a lista dos salários, até então guardada a sete chaves. Governantes e legisladores relapsos nunca se interessaram em corrigir as distorções. Há casos de modestas prefeituras do interior onde o servidor comum ganha R$ 800, o prefeito, R$ 15 mil, e os marajás chegam a R$ 50 mil ao mês. Isso também ocorre nos governos estaduais e federal, repartições judiciais e casas legislativas. Na administração pública, que tem limites orçamentários a cumprir, quando é pago alto salário aos privilegiados, todos os demais são prejudicados. O mal já está feito e, pela legislação vigente, não pode ocorrer a redução de salários. Mas nada impede que os governantes e os legisladores atuais, se bem intencionados, criem leis estabelecendo limites para as gratificações e acumulações que ocorram de agora em diante. Quanto aos atuais marajás, se não for encontrada alguma irregularidade na composição de seus salários, não há o que fazer. Os prejudicados poderão, apenas, esperar pela sua morte para o alívio da folha geral de salários e a possível prática de melhor distribuição da renda...

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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A REDE DE MARINA SILVA

Ao ler o texto "Rede omite nomes de ‘mecenas’ de Marina" ("Estadão", 19/8, A6), recordei-me do personagem da charge New Yorker de Robert Mankoff, que entende que jogar os documentos da instituição pela janela seria o jeito certo de torná-los públicos. Da mesma maneira, diante da pressão por transparência na criação da Rede, é equivocado passar apenas os valores sem esclarecer as origens, pois essa informação deve constar diariamente no site do projeto.

Helena Salvador

hlnsalvador@gmail.com

Curitiba

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PARTIDO DE UMA SÓ

Marina Silva, com sua evangélica humildade, quer um partido somente seu. A Rede Sustentabilidade vai ficar conhecida como o "partido da Marina".

Fausto Ferraz Filho

faustofefi@ig.com.br

São Paulo

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O LULA DE SAIAS

Marina Silva é mais um engodo nefasto na política brasileira. O discurso de boa moça dos cafundós do Judas, que repudia a corrupção, que foi alfabetizada na adolescência, é o eterno discurso de Lula. E o povinho, o povo e o povão estão entusiasmados com essa senhora, versão feminina de Luiz Inácio Lula da Silva. O primeiro indício dessa teoria andrógina Marina/Lula é o compadrio com mecenas/bilionários, que Marina alega serem "apenas" simpatizantes de seu movimento. Realmente, Marina trocou o Partido Verde pelo perfumado verde dos dólares.

José Francisco Peres França

josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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A CONTA DE LUZ E A ECONOMIA

É péssima a notícia de que os descontos nas contas de luz prometidos pela presidente Dilma com grande alarde palanqueiro irão causar um rombo de até R$ 17 bilhões ao Tesouro. A irresponsabilidade da equipe econômica deste governo já mostra seus resultados no que concerne à destruição dos fundamentos do Plano Real de Fernando Henrique Cardoso. O governo tem ampla liberdade de ação até para modificações na Lei de Responsabilidade Fiscal; a maquiagem nas contas públicas é de tal forma irresponsável que levou um dos economistas aliados ao PT a afirmar que a "percepção do mercado é de que a situação fiscal do Brasil é uma esculhambação", e advertiu que essa tal maquiagem criativa nas contas públicas distorce as estatísticas da dívida pública líquida. Alguém lembrou com muita propriedade que era melhor mudar o nome de "contabilidade criativa para contabilidade destrutiva" (Roberto Luis Troster, "Estadão" de 5/8). Assim como está, se ninguém colocar uma ordem nessa bagunça, o próximo governo encontrará uma situação difícil de contornar.

Leila E. Leitão

São Paulo

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ENERGIA ELÉTRICA

Quanto custa um megawatt/hora nos EUA, na Alemanha, na Espanha, na Inglaterra, na China, na Índia, na Argentina, na Colômbia, no Chile e no Brasil? Seria interessante comparar e divulgar, para que se conclua que aqui se paga um dos megawatts/ hora mais caros do mundo, mesmo considerando a geração majoritariamente hidrelétrica, que é a mais barata forma de produção de energia.

Gustavo Guimarães da Veiga

gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

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DO DÓLAR NAS ALTURAS À INFLAÇÃO

Os agentes do mercado não brincam em serviço. Ao governo foi dado mais do que um aviso! Mas, surdo que é, semeia a outra face das extravagâncias irresponsáveis do Planalto, refletidas na alta do dólar: R$ 2,40. E a tendência é que dentro de poucos meses essa alta da cotação da moeda americana vai penalizar o bolso do contribuinte com mais inflação. Dilma já queimou etapas que não deveriam ter sido utilizadas, como prorrogar o reajuste das passagens do transporte público e o quase congelamento do preço da gasolina nas bombas. Concede redução inconsequente do preço de energia elétrica a empresas e residências, pela qual em 2014 vamos ter de pagar literalmente caro para cobrir o rombo desta canetada ao estilo totalitário do Planalto, por puro populismo. Além das traquinagens contábeis que põe no chão a credibilidade da gestão petista. E agora?! Com o caixa do Tesouro à míngua, por tantas benesses de benefícios fiscais que se tornaram inúteis, o que o governo da Dilma vai aprontar?! O uso de uma onerosa cadeia de rádio e TV para dizer que a elite e os meios de comunicação são cúmplices do pessimismo?! Ou que os culpados também são os manifestantes nas ruas, que ajudaram a enterrar a maquiavélica intenção do Planalto de impor goela abaixo uma Constituinte, ou plebiscito? O estrago está aí! As contas literalmente não fecham. Só resta aos petistas, com o Lula de porta estandarte, implorarem aos americanos que invadam com dólares o nosso mercado. Algo tão criticado soberbamente pelo Planalto, recentemente, como indesejável tsunami da moeda americana. O mundo dá tantas voltas... Mas o prejuízo certamente vai aportar no nosso quintal.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CONFIANÇA E DESCRÉDITO

O nível de confiança no País está no mesmo daquele na crise global de 2009, apontando todos os indicadores para o mesmo sentido com relação ao exterior. Os investimentos caem, porque a ausência de confiabilidade proporciona a retração na aplicação de capitais, diminuindo, por consequência, o consumo, que é a pedra de toque da política econômica deste governo, segundo as constantes afirmações do ministro Guido Mantega, da Fazenda. Sem dúvida que o governo precisa tomar providências duras e sérias para mudar a situação, estando entre elas a redução de gastos públicos, o que parece não ser da vontade da presidenta. Outrossim, a inflação ainda não está devidamente controlada e a diminuição no nível de emprego também passa a ser preocupante, o que deveria determinar inevitavelmente o controle de gastos públicos. Mas parece que as manifestações de inúmeros economistas não são levadas em conta pelo governo atual.

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

São Paulo

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MAU CHEIRO

Quanto mais o ministro Guido Mantega fala, mais o dólar "Fed". Por que não te calas, Mantega?

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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SOBE E DESCE

Uma gangorra é a melhorar maneira de descrever como o dólar está. Este está batendo seu recorde, digamos assim. Há quatro anos, seu máximo era R$ 2,38; hoje, seu máximo é R$ 2,41. Ou seja, qual será o valor deste daqui a quatro anos? E como será a situação do Brasil e do real daqui a quatro anos?

Claudia Voigt Machado, 15 anos

claudiavoigt@hotmail.com

Curitiba

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BANCO DO BRASIL

Tá explicado. Aldemir Bendine, presidente do Banco do Brasil, reconhece "que o banco é, sim, um braço do governo na aplicação da política econômica", igualzinho a Petrobrás, estatal de economia mista, de capital aberto para aqueles que têm vocação para ser sempre acionistas minoritários.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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MOBILIDADE URBANA

Será que os R$ 8 bilhões que a presidente Dilma direcionou para São Paulo melhorar a mobilidade urbana será todo investido apenas em pintar faixas de ônibus? É o que parece, até em bairros e ruas secundárias as tais faixas já apareceram. Resta saber agora onde e como será investido o restante e se não servirão para tapar outros buracos que não estejam incluídos na mobilidade urbana da capital: pagar salários dos "novos funcionários" que o prefeito Fernando Haddad já começou a admitir, por exemplo, ou dar emprego a todo petista desempregado que ajuda na campanha política. A falência da cidade seria inevitável. Mas, se essa verba toda for gasta apenas em pintar faixas contínuas, será que na tinta tem partículas de ouro?

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ZONEAMENTO - DESRESPEITO ANUNCIADO

A menos de uma semana que escrevi uma carta a esta coluna, um dos nefastos efeitos que previ já aconteceu: foi criado um corredor de acesso através da Alameda dos Guaiases, uma via local que se inicia na Avenida Nhandú e termina na Avenida Jandira, com extensão de sete quarteirões, tornando-a uma via coletora em plena zona exclusivamente residencial, com o mesmo sentido direção da alça de acesso, em direção ao norte. Fica patente o desejo da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) em desviar o trânsito daquele acesso para a Alameda dos Guaiases e demais vias internas do Planalto Paulista. Não me parece uma ação urbanisticamente plausível, mas sim uma demonstração de mostrar uma falsa atuação aos moradores dos arrabaldes, embora nenhum ganho isso lhes proporcione. Outra coisa que soa demagogia são as declarações do prefeito de São Paulo de fazer os empresários paguem pelas melhorias no trânsito: a Lei n.º 10.506, de 4 de maio de 1988, já estabelecia o ônus das ações mitigadoras da implantação de edificações sobre o sistema viário como condição "sine qua non" para a aprovação do projeto. Exemplo disso é o viaduto que liga a Avenida Juscelino Kubitschek, custeado pelo empreendimento que engloba o Shopping JK e edifícios construídos pela sua construtora (e ainda falta a ligação da ciclovia Pinheiros a partir do Parque do Povo. Este duplipensar, as impessoas, os bempensantes, eu já li este romance.

Corinto Luis Ribeiro

corinto@corinto.arq.br

São Paulo

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ELOGIO

No meio de tantos dissabores econômicos e políticos, algumas ações surpreendem positivamente e por isso devem ser elogiadas publicamente. Há muito tempo que vizinhos da região onde moro solicitam à gloriosa CET - aquela empresa "falida" que pediu doações no início do ano, apesar da indústria das multas - que invertesse a mão de algumas ruas com grande fluxo de carros, a fim de trazer certo alívio e melhora na região da Avenida Giovanni Gronchi. O que surpreende neste caso é que a ação foi assumida pela Polícia Militar, apesar de não ser sua função precípua. Porém, há que ser elogiar tal medida, pois, além de efetivamente melhorar a fluidez do tráfego, nós, motoristas, nos sentimos mais seguros com a presença destes policiais, pois é notória a quantidade de arrastões na região por causa do trânsito travado da avenida e seus acessos. Parabéns à Polícia Militar por esta atuação proativa que só beneficia a população, em vários sentidos. Que essa ação se estenda e alcance outras regiões problemáticas da cidade.

Renato Amaral Camargo

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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SAMBA DO CRIOULO DOIDO

Vão gastar R$ 267 milhões em 2014 só para fazer o projeto do trem-bala, e querem aumentar o preço da gasolina para melhorar o transporte público da cidade de São Paulo. O prefeito Haddad deveria avisar a cúpula governante em Brasília que os 150 km de corredores de ônibus estão quase prontos, agora só faltam os ônibus...

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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MOBILIDADE E JORNADA DE TRABALHO

O ilustre repórter ambientalista Washington Novaes pode ficar tranquilo que, enquanto o trânsito caótico como o de São Paulo apenas render lucro para os patrões e para os políticos imbecis que temos, ninguém vai resolver problema de mobilidade alguma, porque patrão que é patrão ainda é aquele que esfola a pele do empregado como mero serviçal e tem as costas largas e quentes dos políticos e sindicalistas, que, na realidade, são os patrões que colocam lá em cima nos respectivos poleiros.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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PREFEITO FAIXA BRANCA

O prefeito Haddad inovou na administração pública. É o prefeito faixa branca. Quer encontrar um funcionário público, um marronzinho? É só seguir a faixa. Um está pintando, o outro, multando até carro que sai de garagem. Prefeito Haddad, realmente o sr. não tem luz própria. Em sete meses de governo, só pintou faixas no chão e mais nada. O sr. está punindo o seu eleitor que comprou carro 1.0 sem IPI e agora não pode rodar. Eu só queria entender como são pintadas faixas nos buracos, ondulações absurdas nas pistas. É uma tecnologia que precisa ser passada adiante.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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FAIXAS EXCLUSIVAS PARA ÔNIBUS

De que adianta o prefeito ficar anunciando faixas ali e acolá, além de anunciar faixas em locais onde elas já existem há tempos e não funcionam, se a fiscalização é precária ou inexistente? Exemplo: na Avenida Vital Brasil e na Corifeu de Azevedo Marques. Vamos executar e não só ficar falando! Ou pensa que vai enganar a quem?

Tabajara José Rabello

lancamentobonfiglioli@ig.com.br

São Paulo

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INSENSATEZ

Continua a insensatez com a ampliação das faixas de ônibus, até nos sábados. O prefeito Haddad quer mesmo nos levar para o hospício ou para o cemitério, passando antes pelo inferno do trânsito em São Paulo. Agora além de estendê-las, cancela construção do "Arco do Futuro", principal promessa de campanha, alegando falta de recursos. Mas fará os projetos (com nosso dinheiro, "para quê"?). A demagogia continua: não cumpre o prometido e joga para a plateia, dividindo-nos entre eles e nós "das zelite", só porque não temos como deixar o carro na garagem. Há maneiras muito mais racionais de melhorar o trânsito, tais como: definir vias de trânsito rápido (com proibição de estacionamento); semáforos sequenciais; incentivo à carona, quer nas escolas (sentiram a diferença de julho para agosto?), quer nos órgãos públicos e privados. Aí, sim, os corredores abrigariam também os carros com passageiro(s), multando os demais que transitassem por essa faixa. Consequências dessa política? Engarrafamento e aumento da poluição (30 km/h polui o dobro de 60 km/h), levando-nos às doenças do estresse e às do aparelho respiratório. Não é por outra razão que atendemos muitos pacientes, principalmente crianças e idosos, com tosse há meses, cuja resolução só se daria saindo de São Paulo.

Antonio Carlos Gomes da Silva, médico

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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INDÚSTRIA DE MULTAS

Sou totalmente a favor de multas para conter algo errado feito no trânsito, temos de prevenir os abusos. Contudo, receber uma multa onde o limite é de 60 km/h estando a 66 km/h - e a tolerância é de 61 km/h - me leva a crer que o intuito não é prevenir, mas arrecadar.

Jacques Germano

jacques.germano@gmail.com

São Paulo

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PALIATIVO

Posto que o leito carroçável da cidade de São Paulo tornou-se insuficiente para uma mobilidade mínima da sua frota de veículos, um paliativo imediato seria impedir o estacionamento de automóveis em toda e qualquer via da cidade durante o período de rodízio.

Caio Augusto Bastos Lucchesi

cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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ATÉ QUANDO O ‘JEITINHO’?

A solução do problema da mobilidade urbana nas principais megalópoles brasileiras passa obrigatoriamente pela revisão legal e prática sobre os transportes de massa dessas cidades. Enquanto vigorar o nosso famoso "jeitinho" de adaptar de acordo com as necessidades, costumes paralelos, como os "transportes alternativos" - seja nas favelas ou condomínios de classe média alta -, nada mudará, apenas se agravará. Urge, assim, que enfrentemos de vez as mudanças legais e corretas dos modais de locomoção urbana, para que não se chegue ao caos absoluto, onde ninguém se locomoverá dentro das urbes nacionais.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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TREM DESCARRILA NA BARRA FUNDA

Tem de haver na administração Geraldo Alckmin pessoas mais bem treinadas nos possíveis transtornos nos descarrilamentos de trens e metrô. Um transtorno para a população! Se acontecesse na administração Paulo Salim Maluf, eram automaticamente demitidas com justa causa, era a melhor administração para a ferrovia do Estado. Alckmin tem de projetar mais nas trocas de administrações.

Ronald Wagner Colombini

ronaldcolombini@bol.com.br

São Paulo

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DESAPROPRIAÇÕES NO CENTRO

Infelizmente, a matéria publicada à página 20 na seção "Metrópole" da edição de sábado (17/8/2013) "Desapropriação de Alckmin inclui até convento" não satisfaz a curiosidade que o título desperta, pois omite o nome da instituição referida. Por ser um projeto afeto à área central da capital, eu, de minha parte, estou temendo por aquilo que restou do vetusto edifício franciscano no Largo de São Francisco, junto à Faculdade de Direito. Quem sabe não iriam agora demoli-lo de vez? Felizmente, o mesmo título traz uma contrapartida tranquilizadora ao esclarecer que se trata de um convento. Do contrário, pessoas não familiarizadas com as distinções que permeiam estabelecimentos religiosos poderiam, em compreensível equívoco, supor que o igualmente tetracentenário e já lendário Mosteiro de São Bento, também plantado no dentro, estaria sob risco de vir abaixo.

José Maria Domingues dos Santos

dsjose@uol.com.br

São Paulo

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DESCONSTRUÇÃO TOTAL

Em São Paulo, o prefeito Fernando Haddad enfraquece a Operação Delegada, criada pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) e cuja principal atividade é a de fiscalizar o comércio de rua. Considerando os movimentos, principalmente nas Ruas 25 de Março, José Paulino e Santa Ifigênia, a redução é de 3.439 policiais militares para 1.853, praticamente a metade do efetivo. É evidente que o prefeito Haddad, fiel escudeiro da dupla dinâmica Lula/Dilma, está sendo obediente aos planos de seu partido na desesperada operação "Delenda São Paulo", cuja conquista passou a ser fundamental para a consolidação do poder definitivo sobre a joia da coroa. O que está ocorrendo no Brasil do PT é que a esquizofrenia do poder "ad aeternum" está levando o País a uma desconstrução tanto econômica quanto social. Há um ditado que diz "quando a cabeça não regula, o corpo padece". O governo é a cabeça e o corpo somos nós, cidadãos, que arduamente trabalhamos para abarrotar os cofres do governo cujos pseudogovernantes estão a brincar de gestores. O Partido dos Trabalhadores, por acontecimentos passados, sente alergia à farda, haja visto o tratamento que o governo aplica às Forças Armadas. Mas, "apesar de você, amanhã há de ser outro dia" (Chico Buarque).

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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FÁBIO PORCHAT

Refiro-me ao artigo "Palavrão", de Fábio Porchat, publicado na página C10 do "Caderno 2", dia18 de agosto de 2013, para reclamar da comparação que fez de uma saudação à Sagrada Família, "Jesus Maria José", e da invocação "minha Nossa Senhora", procurando com isso justificar o injustificável. As invocações religiosas dos católicos são feitas para, por intercessão de Nossa Senhora, saudar, agradecer e pedir a proteção Deus nosso senhor Jesus Cristo. Acredito que o colunista sabe muito bem disso e solicito que se retrate e retire as invocações do seu artigo.

Luiz Simão Sawaya

ls.sawaya@bol.com.br

São Paulo

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