Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

22 Agosto 2013 | 02h14

De mal a pior

Pelo visto, vão ficar ainda maiores a dificuldade e o aperto para as empresas obterem lucro no Brasil. Além de juros altíssimos, taxas, impostos, toda sorte de tributos, etc., que fazem os empresários ter de pagar para trabalharem, eles se deparam agora com mais um obstáculo, o dólar caro, para corroer cada vez mais os lucros, chegando a abocanhar até 44% destes, conforme levantamento feito pela consultoria Economática a pedido do Estadão. Ou seja, vamos de mal a pior...

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Dólar em alta

Diz o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que "tem gente querendo ganhar com eventual subida do dólar". Após tantos anos no cargo, tudo indica ter começado a entender o mercado financeiro. Parabéns, ministro, antes tarde do que nunca.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

Afundando o Brasil

Ministro Mantega, como o senhor deve ter observado, a economia dos EUA está se reerguendo. Naturalmente, a busca de dólares aumenta e, assim, a cotação da moeda sobe. O senhor diz que tudo está bem, mas enquanto apenas meia dúzia de exportadores lucra, os outros empresários e o povo brasileiro sofrem com isso. Afinal, muitos insumos são importados e diversos produtos brasileiros têm componentes e matérias-primas de origem estrangeira. O Banco Central (BC) diz que faz leilões de dólar para amenizar a situação. Mas não se vê nenhum resultado. Leiloar é vender a preço mais baixo, não o de mercado, senão é em vão. Espero que o senhor saiba disso. Ao brincar de "inventismo", sua equipe econômica - que mais parece um jardim de infância - põe em risco toda a estabilidade conquistada por Itamar e FHC. E se a inflação já transborda, a alta do dólar só a fará piorar. Cabe lembrá-lo, ministro, de que o senhor está aí para defender os interesses dos brasileiros, e não dinamitá-los.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Inflação sob controle?

A presidente Dilma Rousseff e o ministro Mantega afirmam que a inflação está sob controle. Mas o casal Marina Jannoni e Fernando Benigno ('Não faz sentido dizer que não há inflação', 18/8, B4) não concorda, pois, para eles, "a maioria das coisas está bem mais cara e o preço não para de subir". Sobrou até para os gatos, que tiveram a ração substituída por outra mais barata. Quem tem razão: Dilma e Mantega ou Marina e Fernando? Como também frequento supermercado e tenho uma gata, concordo com Marina e Fernando, a inflação é bem maior que o índice divulgado mensalmente pelo governo, que, com certeza, só é levado a público após passar por um salão de beleza e ser maquiado. O iogurte e a carne estão sumindo dos carrinhos dos consumidores. É, muita gente vai começar a sentir saudades do Plano Real e de FHC.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Responsabilidade fiscal

Um dos fundamentos que permitiram a estabilidade financeira na economia brasileira foi a chamada Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que entrou em vigor em 4 de maio de 2000. Além de tratar dos gastos públicos, a LRF estabelece limites de endividamento, que, na verdade, estão sendo respeitados apenas pelos Estados e municípios. O governo federal está propenso a fazer alterações pontuais nessa lei a fim de permitir que os municípios contratem novas dívidas para investimentos na mobilidade urbana sem que seus valores integrem os limites existentes. E as alterações, para entrarem em vigor, vão precisar da aprovação da maioria qualificada do Congresso Nacional. É preocupante a eventual aprovação de uma primeira exceção, porque é sabido que depois novas reivindicações poderão surgir. E será muito difícil deter a ânsia dos congressistas de obter mais recursos para suas bases eleitorais, mesmo que no futuro não consigam honrar as dívidas. É comum o pensamento político populista de que comecemos a fazer, depois se encontrará uma maneira de arrumar o desajuste. A população em geral é despreparada para entender que o governo não pode tudo. Ou, em outras palavras, tudo o que o governo gasta é preciso arrecadar do povo. O próprio endividamento público nada mais é do que a antecipação de receita tributária ou patrimonial futura. O processo de endividamento começou já na independência do Brasil em pequena porcentagem do produto interno bruto (PIB) e veio crescendo através dos anos. Em menor ou maior ritmo. Sempre com a justificativa de aplicação em novas obras e investimentos de interesse da sociedade. Hoje, no Brasil, o endividamento já está sendo feito para o pagamento das despesas correntes com juros da dívida acumulada. Ou seja, a arrecadação anual dos tributos não é mais suficiente para o pagamento das despesas correntes. E a dívida bruta ultrapassa os 68% do PIB. Essa história de dívida líquida é mais uma contabilização criativa que não é aceita pela avaliação internacional. A última versão é de que os títulos do Tesouro em poder do BC não representam dívidas. Como ficará, então, o balanço do BC sem os títulos do Tesouro? Mas isso é assunto para outro comentário. Imagino que o Brasil precisará fazer um "novo Plano Real". E para não ser cruel com o povo deverá, provavelmente, optar por novas privatizações para a amortização da dívida acumulada.

HELIO MAZZOLLI, economista

mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

Minha luz, minha vida

Em setembro de 2012 a presidente Dilma (PT) assinou decreto determinando um desconto na conta de luz. Agora, quase um ano depois, tal desconto não apareceu. Para conceder o benefício o governo teria de assumir grande parte do custo da produção de energia, mascarando o índice de inflação. Mais uma trapalhada do governo Dilma (PT), que, como sempre, dá com uma mão e tira com a outra. PT final.

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

Banco do Brasil

O presidente do Banco do Brasil (BB) está completamente equivocado quando diz que a instituição "tem papel de governo" (18/8, B1). O BB é uma sociedade anônima de capital aberto com milhares de acionistas, portanto, seu papel é remunerar os acionistas. Se o presidente quer transformar o BB em instrumento político, recolha as ações dos minoritários e feche o capital do banco. Essa farra de empréstimos que o BB está fazendo para tentar ativar a economia já sabemos como vai acabar: numa grande inadimplência. E, como sempre, quem vai pagar é o povo.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI, economista

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

*

NEM TANTO HERÓI

O namorado do jornalista Glenn Greenwald, David Miranda, não foi um brasileiro desafortunado preso injustamente pela polícia de Londres por nove horas no Aeroporto de Heathrow e transformado em herói nacional por parte da mídia e pelo ministro Antonio Patriota. Ele viajou com passagens pagas pelo jornal "The Guardian", transportando materiais jornalísticos de profissional do jornal. Portanto, a detenção indevida foi um atentado à liberdade de imprensa. De qualquer maneira, há envolvimento com a divulgação de informações confidenciais do foragido Edward Snowden relativas à espionagem norte-americana, à qual Greenwald se dedica. Certamente, esse foi o motivo da detenção.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

*

SEGURO MORREU DE VELHO

Na minha humilde opinião, o governo britânico não deve desculpa alguma ao Brasil acerca do brasileiro David Miranda, que foi detido no aeroporto londrino posto que, segundo foi noticiado, transportava documentos sobre a espionagem americana, vazados pelo jovem da CIA Edward Snowden, o que é muito grave. Tais documentos tinham como destino o companheiro de David, o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que primeiro divulgou a espionagem. Como todos sabemos, a rede terrorista Al-Qaeda planeja atacar trens de alta velocidade na Europa. Assim, por uma questão de segurança nacional, nada mais do que natural que os aeroportos europeus, em alerta máximo, desconfiem de qualquer um que lhes pareça suspeitos. Simples assim.

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

*

SNOWDEN & CIA.

Esse caso da detenção em Heathrow do aliado brasileiro do jornalista que trabalhava sobre o caso Snowden está ocupando muito espaço na mídia. Snowden trabalhava para uma grande empresa de consultoria terceirizada pela NSA. Com certeza assinou contratos de confidencialidade, mas violou esses contratos. O jornalista do "The Guardian" acha que divulgar informações obtidas de forma ilícita beneficia a população, que "tem o direito de saber". Quem ganha e quem perde com essa comédia?

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

*

POBRES AGRICULTORES

No Paraguai, os agricultores brasileiros têm suas terras invadidas, são roubados, assassinados e o nosso governo nada faz, porque o país vizinho está agindo dentro de suas leis e competência. Em Londres, um brasileiro é interrogado e solto, e as autoridades brasileiras fazem um bafafá, dizem que o País foi ofendido, que é uma barbaridade, e até ministro entra no baile. Que diferença! Êta, paizinho!

João Carlos Angeli

j.angeli@terra.com.br

Santos

*

GIGANTES

Pois é, a Bolívia deteve 12 torcedores brasileiros, sem culpa formalizada, e o Itamaraty, Antonio Patriota ou Dilma Rousseff não deram uma única palavra. Contra ingleses e americanos, eles se agigantam. Complexo de vira lata?

Marco Cruz

mm.cruz23@gmail.com

São Paulo

*

BRADLEY MANNING

Dos Estados Unidos chega a notícia de que o soldado do Exército Bradley Manning recebeu pena de 35 anos de prisão, por fornecer arquivos secretos ao Wikileaks. Se esse caso tivesse acontecido no Brasil, Bradley iria a julgamento aproximadamente no ano de 2030 e ainda poderia ser liberado após 2 ou 3 anos de prisão por bom comportamento. Que diferença, hein.

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

*

O QUE ESTÁ SOB CONTROLE?

Para não ver os vetos considerados bomba passarem pelo Congresso, Dilma Rousseff vai liberar R$ 12 milhões ao PMDB. Cada deputado do PMDB receberá R$ 6 milhões, os outros R$ 6 milhões virão na segunda quinzena de setembro. Com a faca no pescoço, a presidente não teve por onde escapar. O PMDB sabe exigir seus repasses. Do outro lado, o dólar continua subindo sem dar a mínima importância às intervenções do Banco Central, e Guido Mantega na sua calma pastoril diz que tudo está sob controle. Na sequência, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) tem seu pior resultado desde 2003. O dólar dispara, o desemprego aumenta, o poder de compra cai e depois o governo diz que as pessoas estão pessimistas. O que será que está sob controle?

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

CRÍTICA CONSTRUTIVA

Os artigos como este "Democracia à mão armada" (Fernão Lara Mesquita, 21/8, A2) ajudam-nos a enxergar soluções, diferentemente de outros que, por serem apenas críticos, só fazem abaixar a nossa autoestima. Muito contribuiria se a energia gasta para apenas criticar, única e exclusivamente, fosse canalizada para motivar criatividade na busca de soluções ou de controle das ações governamentais ou privadas. Aproveito a oportunidade para apresentar uma sugestão às entidades de classe profissionais, como de economistas, advogados, administradores, engenheiros, etc. Por exemplo, o simples esclarecimento e divulgação ampla à sociedade, de maneira geral, sobre os desdobramentos que o reajuste do salário mínimo acarreta à economia do País evitaria a demagogia oportunista de dizer que o mínimo nem o mínimo é. Com a educação da sociedade, teremos sua participação mais consciente e, eventualmente, maior.

Cleria Valle

cfsrv@bol.com.br

São Paulo

*

VOTO DISTRITAL COM RECALL

Tenho acompanhado com crescente interesse os últimos artigos de Fernão Lara Mesquita publicados no "Espaço Aberto" da página 2 do "Estadão". Após um longo período de letargia provocado pela desesperança de se conseguir alguma mudança para melhor na maneira de se fazer política no País, eis que a chama reacende. Não apenas em mim mas, pelo que posso sentir, na população em geral, partindo de uma camada mais informada que abrange a chamada classe média - incluindo-se aí os chamados formadores de opinião -, e espalhando-se em ondas concêntricas, como pedra no lago, em direção às margens, atingindo as camadas menos esclarecidas da população. De toda a gama de pleitos invocados pelo povo nas ruas, quer-nos parecer que o fim da corrupção seja, não só o mais citado pela massa, como o mais abrangente, uma vez que a prática da corrupção interfere diretamente na qualidade da prestação de serviços pelo Estado, seja na educação, segurança, transporte, etc. E é aí que entra a tese muito bem defendida por Fernão Lara Mesquita e que endosso totalmente: o voto distrital com recall - sistema pelo qual podemos substituir "peças defeituosas", ou melhor dizendo, políticos, nos quais votamos mas que não estão agindo corretamente -, faz com que esses mesmos políticos tenham mais cuidado no trato da coisa pública. Dessa forma, dando ao eleitor o poder e as ferramentas para efetivamente controlar seu representante que, não o satisfazendo, poderá ser substituído em meio ao mandato, assim como um jogador que não corresponde é sacado do time durante o jogo, certamente políticos com cargos eletivos pensarão duas vezes antes de se meterem em encrenca. A questão é: como divulgar a tese do voto distrital com recall, explicando-a didaticamente e fazendo com que a população se interesse por ela a ponto de forçar uma reforma política que a inclua? Pensemos!

Percy de Mello Castanho Jr.

percy@clubedoscompositores.com.br

Santos

*

É URGENTE

Mais uma vez cumprimento o jornalista Fernão Lara Mesquita pelo artigo de quarta-feira no "Estadão", uma voz solitária a pregar o voto distrital com recall, é mister que os eleitores de todo o Brasil sejam informados das vantagens deste sistema eleitoral. Com a adoção do voto distrital com recall, seríamos nós, os eleitores, os patrões dos políticos eleitos, e aquele que não trabalhar direito, honestamente e, de acordo com as propostas combinadas com os eleitores do seu distrito, pode ser retirado do cargo a qualquer momento (independentemente do corporativismo da Câmara) sem que isso afete o resto da eleição. Apenas essa vantagem já justificaria a implantação do voto distrital com recall. São tantas as vantagens que não caberiam aqui, seria necessário um espaço maior. A maior dificuldade está em como fazer chegar a informação ao eleitor das vantagens do sistema, tenho certeza que bem informado o eleitor não hesitará em apoiar, pois só assim teríamos a reforma que inclui todas as reformas almejadas pela população brasileira, como bem diz Fernão Lara. Mas não se iludam, a depender da boa vontade dos políticos de plantão, jamais teremos um sistema eleitoral de voto distrital com recall, eles temem tanto o voto distrital com recall como o diabo teme a cruz, então a única saída é a informação, só assim haverá uma depuração no atual quadro político. O entrave é a falta de informação, como informar e esclarecer? Reflitam bem, se somos obrigados a votar, obrigados a sustentar os eleitos que mal conhecemos e nem sabemos direito quem são, tampouco sabemos quais interesses e motivações os levaram a se candidatarem, porque não votar num candidato do nosso bairro (distrito) que preferencialmente more no bairro, alguém que tenhamos acesso, que seja comprometido com os anseios dos seus digamos vizinhos? Mesmo assim, se ele se desvirtuar dos compromissos assumidos previamente com seus vizinhos do distrito, ele será demitido por nós de modo simples e rápido, e do mesmo modo simples e rápido elegeremos outro. Hoje os eleitos recebem um voto incondicional e ficam a vontade por longos quatro anos para fazerem o que bem entenderem e for melhor para os interesses deles (como recentemente disse um deles que pouco se lixava para a opinião pública, pois com certeza seria reeleito na próxima eleição), com o voto distrital com recall, eles receberiam um voto também, só que condicional, ou seja, ou trabalham bem e direito ou rua, aliás o que é normal em qualquer empresa privada, só na empresa pública sustentada com o nosso dinheiro é anormal. Uma verdadeira aberração! Podemos e temos obrigação de modificar esse estado de coisas absurdas, é preciso ter consciência que um político dito representante do povo que o elegeu e que paga todas as suas despesas, quando não mordomias, tem o dever de trabalhar com a mesma dignidade e honestidade com que trabalham os que os elegeram. Isso só será possível com o voto distrital, mas tem que ser com recall, um cartão vermelho, uma bala de prata nas mãos dos eleitores contra os maus políticos.

Gilberto de Oliveira Maricato

giba@bol.com.trem

São Paulo

*

PEÇA DEFEITUOSA

Se o político rouba, deixa roubar ou é peça defeituosa: recall nele! Protegido por juízes corrompidos (no Supremo Tribunal Federal - STF -, inclusive) e por seus pares no Congresso, os nossos políticos se sentem à vontade para de dia faturarem fortunas, à noite acabarem em festas regadas a uísque e, quando entediados pegarem aviões da FAB ou caronas com empreiteiros para passear em Cuba ou Paris. Fernão Lara Mesquita tem razão, o leitor brasileiro precisa - para se sentir gente - de um Colt para acabar com essa vergonha (21/8, A2). O voto distrital com recall é a arma necessária para fazer acontecer todas as reformas que o País precisa. Só votarei em candidatos cujos partidos - formalmente - apoiarem o recall.

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

Valinhos

*

PT E PMDB BRIGAM PELA ANVISA

Enquanto se fala em aumentar investigações nos cartéis em São Paulo pegando contratos recentes da Siemens, vimos PT e PMDB brigar acintosamente pela diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Não é motivo para se perguntar por que governistas brigam tanto para comandar estatais como Petrobrás, Eletrobrás, Correios, Banco do Brasil, Caixa Econômica, ministérios e, agora, a Anvisa? Todas essas estatais também vivem de compra, venda onde fica facílimo criar "cartéis" e fajutar licitações! Se não fosse extremamente "vantajoso" por que motivo brigar? Seria um tal de empurra-empurra, concordam?

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

A ANVISA POLÍTICA

Cumprimentos o "Estadão" por abrir um pouco o porão putrefato da Anvisa. Pena que o faça sob o único ângulo da disputa entre o PT e PMDB por cargos e, aos costumes, por poder político e possibilidade de "obscuras transações". Um ponto que deveria merecer a atenção do ínclito "Estadão" é o fato de que a Anvisa vem funcionando como um politburo do partido comunista da saúde, enquistado numa das vertentes do PT. A maioria das medidas da agência caracteriza-se por um viés totalitário, sem uma honesta avaliação de custo e benefício, privando-nos de medicamentos populares de grande utilidade para a maioria da população, totalmente desassistida pelo poder público. O episódio dos antibióticos, desonesto porque baseado em subterfúgios transformados em "razões pseudocientíficas", levou de enxurrada dezenas de medicamentos - colírios, pomadas, cremes -, obrigando-nos a uma consulta médica, sempre marcada no longo prazo, e privando-nos de alívio imediato. A razão é deplorável. Em determinado hospital, pacientes muito idosos, portadores de doenças crônicas e debilitantes, como é de esperar, não resistem a uma infecção respiratória por bactérias muito virulentas a que antibióticos comuns não apresentam ação. Logo o espírito totalitário da Anvisa aproveitou o motivo para banir do livre acesso centenas de medicamentos que nada têm a ver com o fato em si. O mesmo acontece com remédios populares - antigripais, hépatoprotetores, mercúrio cromo - há muitas décadas de uso comum completamente banidos pelos políticos do órgão. A classe médica, por conveniência, tudo deixa acontecer. Exceção à sibutramina, que a miopia do politburo encontrou forte reação dos endocrinologistas. Tenho a impressão de que a maioria dos mentores da Anvisa nunca tratou de nenhum paciente real. Guiam-se por estatísticas discutíveis e opiniões de ONGs e publicações engajadas, talvez órgãos de imprensa.

Alexandre de Macedo Marques

ammarques@uol.com.br

São Paulo

*

A SAÚDE DO PT

Há dois dias, um senhor morreu, no centro de Porto Alegre (administração PT - Tarso Genro), após um criminoso burocrata do Samu dizer ao telefone, respondendo ao pedido de socorro feito por um repórter, que "se vire, não tem ambulância e ponto". Há dez anos o PT administra o País e somem milhões destinados à saúde, como nos casos dos hospitais de Goiás, no entorno de Brasília. Agora Lula quer fazer seu ministro da Saúde, Alexandre Padilha, governador de São Paulo. Para quê? Esta semana Dilma Rousseff entregou 100 retroescavadeiras às prefeituras de municípios paulistas - que devem ser para cavar os túmulos das vítimas das roubalheiras públicas. É o caso de dizer: "Vá prá casa, Padilha!", ou estenderemos ao Estado a continuidade daqueles malfeitos.

Luiz Lucas Castello Branco

whitecastel.castellobranco@gmail.com

São Paulo

*

PRECARIEDADE DA SAÚDE

Idoso morre por falta de atendimento em Porto Alegre, pois não havia ambulância para prestar-lhe socorro. Diante desse lamentável ocorrido, ao qual todos nós, cidadãos comuns, estamos sujeitos, sugiro à presidente Dilma a demissão imediata do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, por inépcia, e que seja aberto um processo pelo Ministério Público por omissão de socorro. A meu ver, o Brasil não pode mais conviver com essa falácia na saúde pública. Ademais, de nada adianta querer ser candidato ao governo de São Paulo, se não consegue nem cuidar do Ministério da Saúde.

José da Silva

jsilvame@hotmail.com

Osasco

*

ATO MÉDICO

O veto ao ato médico desconsidera a prática vigente, que atribui aos médicos responsabilidade pelo diagnóstico das doenças, prescrição de medicamentos e indicação de tratamento complementar aos pacientes. Ele legaliza o exercício ilegal da Medicina. Este crime prevê detenção de 6 meses a 2 anos. As estatísticas apontam que a maior parte dos infratores são profissionais da área da saúde, por isso o forte lobby para manutenção do veto. Descaradamente, querem avançar nas prerrogativas das suas funções e incluir atividade para os quais não são capacitados, que são diagnóstico de doença e prescrição de medicamentos. Querem atribuições da graduação médica sem fazê-la. Além disso, este veto simplesmente desrespeita e desqualifica os médicos clínicos como praticantes de atos médicos, ao considerar que somente médicos cirurgiões, intervencionistas e os que realizam exames diagnósticos são praticantes de atos médicos. Gostaria de saber por que o desrespeito e o não reconhecimento deste profissional médico responsável pelo início e fim de um tratamento, pelo gerenciamento do mesmo, indicando exames diagnósticos, tratamento por outros profissionais da saúde, procedimentos cirúrgicos e intervencionistas quando necessário. Com o veto, o maestro da orquestra médica desaparece.

Jaqueline Scholz Issa, cardiologista

jaquelineissa@yahoo.com.br

São Paulo

*

LIXO NAS RUAS

Prefeitura do Rio de Janeiro começou a multar as pessoas que jogarem lixo no chão da rua. Na Avenida Rio Branco, centro da cidade, jovens foram apenas advertidos por jogarem papel de biscoito no chão, mas não foram multados, por serem menores. Então essa lei já começa com buracos? Além disso, o Rio de Janeiro é uma lixeira a céu aberto. Quero ver essa lei pegar e alguém pagar. Se os menores podem sujar... Sujou e pior ficou, Eduardo Paes. Só rindo.

Asdrubal Gobenati

asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

*

LIXO ZERO E CIVILIZAÇÃO

A implantação de lixo zero nas ruas dos Rio, em que se pune com multa pecuniária quem suja o espaço urbano, pode ser um marco no processo civilizatório entre nós. Se esse princípio de ônus financeiro for estendido aos gestores públicos e da iniciativa privada, que praticam ações corruptas, o País se desenvolverá de forma avassaladora, que transformará a Nação brasileira numa das maiores potencias globais.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

*

HIPOCRISIA POUCA É BOBAGEM

A prefeitura do Rio iniciou a aplicação de multas para quem jogar lixo no chão, nas calçadas e nos jardins. Muito bem, acho que esse ato é cometido por pura falta de educação e cidadania e verdadeiramente deve ser penalizado. Entretanto, quem vai multar os baderneiros do Black Bloc, quando os mesmos, após os protestos pacíficos, quebrarem os vidros das lojas e dos bancos, emporcalhando toda a cidade? E quem vai multar os responsáveis pelas balas perdidas, que ferem e matam a população inocente e de bem daquela maravilhosa cidade? Ou quem vai ser responsabilizado pelas quedas dos transeuntes nas calçadas deterioradas e em péssimo estado de conservação? Portanto, senhor prefeito do Rio, antes de serem cometidas tantas hipocrisias, vamos consertar os nossos próprios telhados!

Antônio Carelli Filho

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

*

VÂNDALOS

Excelente o texto de Tutty Vasques sobre a multa no Rio para quem jogar ponta de cigarro e papel de bala nas ruas (21/8). Nunca fui fumante, mas seria muitíssimo mais importante para todos que esses vândalos, baderneiros e desocupados sejam multados por jogar e colocar fogo em lixos, pichar paredes e ônibus, jogar coquetel Molotov e destruir o patrimônio público e privado, além de criar um clima de terror e bagunçar o já péssimo trânsito das nossas cidades. Deveriam todos os prefeitos, juntos, tomar essa decisão, para que tenhamos somente protestos ordeiros, como os ocorridos em junho.

José Eduardo de Almeida Machado

jecameng@hotmail.com

São Paulo

*

MENSALÃO - PREVISÍVEL

Foram rejeitados os embargos do Bispo Rodrigues por ampla maioria, vencidos os votos dos ministros Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, que, como sempre, votam pró-réus.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

*

O MESTRE E O NOVIÇO

Com a candura dos inocentes, o ministro Toffoli declarou que "houve solicitação, não oferta". Isto é, foram os deputados que pediram dinheiro ao PT, mas o PT jamais ofereceu nenhum numerário. Depois de tamanho despautério, encontramos algum consolo ao ouvir as palavras sábias do excelentíssimo ministro Celso de Mello.

Helena Rodarte Costa Valente

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

*

LÍDERES DO PT NO SUPREMO

O placar acabou como era esperado. Ministros, 8; líder do PT, Lewandowski, vice-líder Toffoli e o imprevisível, polêmico e "independente" Marco Aurélio, 2. Esperamos que continue assim até o fim!

José Carlos Vendramini Fleury

zkfleury@uol.com.br

São Paulo

*

SOLIDARIEDADE

Somente bandidos são solidários com bandidos.

Eugênio José Alati

eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

*

IMPEDIDOS

Existe um dito popular que diz que "perguntar não ofende", então vamos perguntar: os ministros do STF nomeados pelo PT/Dilma/Lula não estariam impedidos de votar no processo do mensalão? Por que não discutir o tema?

Alpoim da Silva Botelho

alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

*

CADEIA NELES!

Tendo assistido ao julgamento dos embargos, pelo STF, relativos à Ação Penal 470, famoso mensalão, como a maioria das pessoas, senão todos os brasileiros, eu queria e quero ver logo o cumprimento das penas (cadeia neles) impostas aos acusados/condenados. Gostaria de apelar aos senhores ministros que entendam de vez a voz do povo (segundo Rousseau, "soberano é o povo"), portanto não vejo necessidade de tantos salamaleques e filigranas jurídicas daqueles senhores. Todos os casos dos condenados foram exaustivamente debatidos, esclarecidos e enquadrados no Código de Processo Penal e no Código Penal, logo, está tudo certinho, esclarecido. Não temos mais dúvidas sobre a culpabilidade dos condenados. Agora nós queremos é rapidez e pôr no cárcere os condenados e nos livrarmos deles, para não termos, diariamente, o dissabor e a vergonha de ter em nosso Congresso aqueles meliantes. Assim, esperamos que no futuro não haja outros corruptos aptos a cometerem ilícitos morais e penais sem que saibam que a punição cairá sobre os que não resistirem às tentações.

Ubiratan de Oliveira

Uboss20@yahoo.com.br

São Paulo

*

‘PAÍS DO FATURO’

Perguntar não ofende: nós, que somos povo, temos também direito a "embargos de declaração" e "embargos infringentes"? Ainda vigora, no Brasil, a Lei da Isonomia? De que valem só Bolsa Família e Bolsa Escola? Precisamos mesmo é de Bolsa Honestidade, Bolsa Dignidade, Bolsa Honradez. Realmente, o Brasil é o "país do faturo" (Millôr Fernandes).

Roberto Hungria

rosohu@bol.com.br

Itapetininga

*

EMBATE NO STF

Que me desculpe o ministro Celso de Mello, decano do STF, mas estou com o presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, no embate entre este e o ministro Ricardo Lewandowski. Não sou nem advogado, mas digo, como brasileiro que acompanha há décadas informações veiculadas pelos jornais e TVs, indignado com a demora na aplicação de penas, especialmente quando se tratam de crimes políticos os quais jamais chegam ao fim. Depois de tantas manifestações recentes exigindo apuração e "justiça de fato" nas apurações de crimes de colarinho branco, alguns ministros, que de alguma forma tiveram ligações com os respectivos corruptos, outros indicados de última hora pelo Executivo, com clara intenção de defender réus que já foram condenados e já deveriam estar atrás das grades, vêm novamente com base neste velho Código Penal ultrapassado e vergonhoso tentar a qualquer custo reduzir a pena de corruptos facínoras que deixam grande marca "negativa" na história do País. Oxalá o fim dessa história não se transforme em uma super-mega-ultra pizza, e que se defina como um norte para os nossos jovens que planejam ingressar na política. Seja também a grande "marca" de moralização do nosso Judiciário, trazendo alguma esperança para o povo brasileiro. Seja um corte entre o velho país da corrupção para um país de responsabilidade e de esperança por melhores dias. Isso só ocorrerá quando estes estiverem na cadeia, junto com tantos outros (como Paulo Maluf, Lalau, etc.) que se escondem atrás de justiça protelatória, com base neste Código Penal antigo, que não interessa à grande parte dos políticos a sua reforma, pois seria usado principalmente contra os próprios parlamentares corruptos.

José Carlos Alves

jcalves@jcalves.net

São Paulo

*

ENERGIA É NECESSÁRIA

Sr. Roberto DaMatta está certo em seu excelente artigo "Quatro palpites sobre um bate-boca" (21/08, C10). Na defesa da democracia, da justiça e dos bons princípios, é preciso fugir do "politicamente correto" e, com classe e inteligência, chutar o pau da barraca. Como diz a sabedoria, "é melhor ficar 5 minutos vermelho do que amarelo a vida inteira". Quebrar a inércia do "bonzinho" é preciso. Do contrário pode dar mesmo o "burro" com mania de avestruz, em vez de elefante com coragem de leão. Que o ministro Joaquim Barbosa continue tomando suas posições com coragem e energia, pois nossa política (e nosso governo) anda mais suja do que pau de galinheiro. Infelizmente!

Silvano Corrêa

scorrea@uol.com.br

São Paulo

*

MINISTRO BARBOSA, NÃO RECUE!

Ricardo Lewandowski ameaça não voltar ao plenário do STF (faria um favor ao País) se o presidente, Joaquim Barbosa, não se retratar por tê-lo xingado de "chicaneiro"! Ora, ora, tomara não haja recuo do ministro Barbosa, afinal, ele disse simplesmente o que pensam aqueles que assistem às sessões daquela Casa e conhecem um mínimo de Direito! Pior será se, ao fim do julgamento do processo "mensalão", os réus não terminarem na cadeia graças a ministros como Lewandowski, pois então seria melhor fechar o STF, que ficaria com imagem de boteco vagabundo.

Laércio Zanini

arsene@uol.com.br

Garça

*

A CARAPUÇA SERVIU?

Magistrados condenaram tratamento de Barbosa a Lewandowski em sessão. Bem lembrou um grande amigo: segundo o dicionário "Houaiss", chicana é: "Rubrica: termo jurídico - dificuldade criada, no curso de um processo judicial, pela apresentação de um argumento com base num detalhe ou num ponto irrelevante". Parece que o ministro Lewandowski estava a fazer exatamente isso quando foi interpelado pelo ministro Joaquim Barbosa. Ou não? O ministro apelava para uma possibilidade (de considerar uma lei antiga e considerar o fato de que a lei que deu fulcro à condenação do réu apelante era posterior ao seu crime) já discutida e rejeitada pelos ministros do Supremo, quando da condenação daquele réu. Portanto, criava "dificuldade no curso de um processo judicial, pela apresentação de um argumento com base num detalhe ou num ponto irrelevante". Existem outras acepções para a palavra "chicana" que, de fato, atentariam contra a honra do ministro Lewandowski. Mas a acepção que escrevi acima está no dicionário e é a primeira para essa palavra. Contudo, considerando as reações ofendidas, cabe perguntar: será que a carapuça serviu?

Carmine Maglio Neto

carminemaglio@yahoo.com.br

São Paulo

*

INADEQUADO

As associações que congregam magistrados, nomeadamente a AMB, a ANB e a Ajufe, alegaram que "a insinuação de que um colega do Tribunal estaria a fazer ‘chicanas’ não é tratamento adequado a um membro da Suprema Corte Brasileira". Eu, reles contribuinte do erário, que paga as mordomias de suas excelências, digo que fazer "chicanas" não é comportamento adequado a membro da Suprema Corte Brasileira.

Mário Rubens Costa

costamar31@terra.com.br

Campinas

*

MUTIRÃO

Se o ministro Barbosa quer acelerar o julgamento do mensalão no STF, bastaria convocar sessão de segunda a sexta, e trabalhar todos os dias da semana, como os demais os brasileiros. Ou tem de tirar alguns dias de folga para acompanhar as obras do apartamento em Miami?

Azor de Toledo Barros Filho

azortb@globo.com

São Paulo

*

SEM EUFEMISMOS

Os eufemismos tornaram-se uma praga brasileira para amenizar e/ou disfarçar palavras e situações mais duras. Antigamente, o criminoso menor de idade "ia preso". Hoje ele é "apreendido". Lindo, não? Antigamente o criminoso "cumpria pena de prisão". Hoje ele recebe "medidas socioeducativas". Singelo, não? Esse tipo de pensamento tende a adocicar tudo no Brasil. Por isso estranhamos tanto quando o ministro Joaquim Barbosa usa as palavras exatas para barrar investidas contra a democracia brasileira.

S. E. Alpha

sebastiao.alpha@usinazul.com.br

São Paulo

*

CONSTRANGIDO

O julgamento do mensalão está se transformando em um espetáculo constrangedor: Será que alguém vai para a cadeia?

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

CONSTRANGIMENTO NO VOO DA GOL

Foi lamentável o que aconteceu no voo da Gol de Salvador ao Rio de Janeiro. Um dos passageiros, neto de 4 anos da coreógrafa Deborah Colker, adentrou a aeronave com visíveis sinais nos braços que preocuparam a tripulação. O comandante, objetivando preservar a saúde dos demais passageiros, se recusou a alçar voo se não houvesse garantia médica de que não se tratava de uma doença contagiosa. Convenhamos, foi um procedimento correto, preventivo, para não pôr em risco todos a bordo. A coreógrafa ficou injuriada, revoltada sem razão, afinal o neto tem atestado comprovando que não é doença contagiosa, mas não estava de posse do mesmo. Ainda assim, valendo-se da sua posição de pessoa pública, alardeou que vai processar a Gol, quando deveria pedir desculpas à tripulação e aos demais passageiros pelo atraso e transtorno que causou.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

*

INSENSÍVEIS

Lamentável a insensibilidade da Gol - e de certas pessoas, como o leitor sr. Gilberto Dib (21/8) - no caso envolvendo o neto da coreógrafa Debora Colker, que quase foi impedido de embarcar no voo da empresa, mesmo não tendo nenhuma doença contagiosa. O que se vê são o preconceito e o desrespeito ao ser humano. Na visão deturpada de alguns, a criança e a coreógrafa, de vítimas, se tornaram em culpadas. A Gol tem de ser condenada e pagar pesada indenização à coreógrafa. Foi uma conduta inaceitável, sob qualquer ponto de vista, sobretudo o ético e humano. Pimenta nos olhos dos outros não arde. Se isso tivesse acontecido com o nobre sr. Dib e sua família, garanto que ele pensaria de modo diferente.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

GOL CONTRA

Na minha última viagem pela Gol, passei momentos constrangedores, pois, ao despachar a minha mala, perguntaram se eu trazia nela algum produto eletrônico. Respondi que trazia o meu notebook. Fizeram, então, que eu abrisse a mesma no chão do aeroporto diante de todos os outros passageiros que aguardavam a sua vez. Agora, lendo nos jornais o caso do garoto de 4 anos que seria impedido de viajar (diante de todos os passageiros a bordo) por causa de um problema de pele, causando um enorme constrangimento não só para a criança, como para os seus acompanhantes, pergunto: será que a tripulação de bordo, bem como a equipe de manutenção dos aviões, tem tido um treinamento adequado, que permita que viajemos mais tranquilos?

Maria Elisa Gherini Stephan

elisagherini@yahoo.com.br

São Paulo

*

ALMA LAVADA

Fazem os brasileiros como sua a indignação que teve a coreógrafa Debora Colker com o tratamento que teve da Gol no episódio da recusa do comandante em transportar o seu neto, que sofre de uma doença não contagiosa. Recentemente, todos os passageiros da Gol, entre eles eu, em um voo para Santo Domingo, foram por quase duas horas vítimas da omissão e da recusa do comandante em alertar os passageiros de que não tentassem ir ao banheiro, pois todos estavam interditados por um problema no sistema de sucção. O desconforto aumentou com idas e vindas de quase todos após muitas oras de voo. Neste episódio recente, o que pareceu também inoportuna foi a ligação do novo presidente "yuppie" da Gol para a famosa personalidade. Tivesse ele de ligar para todos os que são maltratados por esta companhia, não faria outra coisa. Está difícil de consertar uma empresa que começou sendo uma empresa de baixo custo, mas também de baixo nível comportamental. Inicialmente, insistiu em oferecer a indesejada e odiada "barrinha" de cereal, sem se importar com a indignação de seus clientes e funcionários. Mais recentemente, adquiriu uma empresa para depois fechá-la. A Gol desrespeita e continua ignorando a importância dos sustentáculos de uma organização (stake holders), entre eles os seus funcionários, clientes e a comunidade onde opera. Isso é descumprir preceitos elementares da sobrevivência de uma organização em uma sociedade moderna. Processe-a, Deborah, assim lavamos todos a nossa alma.

Manoel Sebastião de Araujo Pedrosa

link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

*

PROCEDIMENTO CORRETO

Nesta questão da Gol com o neto da coreógrafa Debora Colker, a empresa aérea está com razão. Ninguém é obrigado a saber que a doença do neto dela, epidermólise bolhosa, não é contagiosa. Ela é que deveria ter sempre à mão, para estas situações, um atestado dizendo que a doença não é contagiosa. Se tivesse o documento, todo o transtorno e a situação desagradável teriam1 sido evitados. A empresa aérea fez o que tinha de fazer de acordo com o regulamento da vigilância sanitária. É desagradável, sim, o que passaram, principalmente a criança, mas não vejo culpa no procedimento da empresa aérea.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

DIFERENCIADO

Pequenas atitudes escancaram grandes discriminações. Recentemente, o voo da TAM JJ 3083 saiu do Nordeste às 11 noras e chegou a uma capital do Sudeste às 14 horas. Com toda a economia realizada pelas empresas aéreas, esperava-se um lanche reforçado pelo horário corresponder ao período do almoço. Qual nada. A tripulação secamente disse que só tinha água e refrigerante acompanhando um pedaço de bolo muito pequeno. Tudo estaria muito bem, se essa fosse uma política padrão para conter as despesas da referida companhia. No entanto, ao voltar pelo voo JJ 3080, da TAM, do Sudeste para o Nordeste, saindo às 9 horas e chegando às 11h55, percebi que o tratamento foi outro em relação à refeição servida por volta das 10 horas, ou seja, sucos, salada de frutas, iogurte grande (marca multinacional, muito gostoso, por sinal) e pãozinho com queijo. É provável que a sra. Cláudia Sender (presidente da TAM e que, por coincidência, escreveu um artigo na revista da empresa) não tenha conhecimento desse tratamento diferenciado prestado aos clientes da TAM em razão da região em que mora, no entanto, como ela mesma sugere, estou usando um importante canal de comunicação para expressar minha indignação com o tratamento discriminatório dispensado pela TAM na logística das refeições.

Gabriel Fernandes

gabbrieel@uol.com.br

Recife

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.