Fórum dos Leitores

SAÚDE PÚBLICA

O Estado de S.Paulo

23 Agosto 2013 | 02h06

Cubanoterapia

Disfarçaram, enrolaram, mas tiveram de entregar o jogo, que já estava resolvido há muito tempo. Diante da indignação surgida, tentaram maquiar a operação criando o programa Mais Médicos. Na realidade, foi concebido para não dar certo e abrir a brecha de que precisavam. Algo como aquelas licitações dirigidas. Médicos nacionais ou internacionais sérios e livres não aceitaram as condições impostas. Que coincidência, sobraram os coitados dos médicos cubanos! Melhor, eles já estão acostumados - que remédio... - aos controles comunistas. Não vão receber diretamente, e sim aceitar as migalhas que o governo cubano decidir pagar-lhes. Nem sequer podem reclamar. Se receberem 10% do que o governo brasileiro gastar com eles, já será uma fortuna. O perigo de fugirem deverá ser mínimo, pois geralmente deixam a família lá como garantia. Caso isso falhe, certamente alguns agentes do regime infiltrados no grupo ficarão de olho em algum fanático por liberdade. A maioria desses médicos também deverá estar devidamente doutrinada para glorificar o regime de lá e o de cá. Famílias carentes e pouco cultas são terreno fértil. Além do perigo político, alguns milhões nossos viajarão sem controle, pois conferir alguma coisa em Cuba será impossível. Afinal, o capitalismo, para os comunistas, não presta, mas notinhas de dólar são muito lindas. Nossos poderosos, ricos e zelosos sindicalistas certamente fecharão os olhos à falta de direitos trabalhistas e ao regime de semiescravidão desses médicos. Alegarão que são problemas de Cuba. No entanto, nosso ministro Antonio Patriota está sempre muito preocupado com os direitos humanos nos EUA e na Inglaterra. Será que a nossa Comissão da Verdade, tão preocupada com os cadáveres e fantasmas da ditadura, vai opor-se a essa vergonhosa violação dos direitos humanos? Depois reclamamos que o resto do mundo não nos respeita.

JOÃO CARLOS A. MELO

jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

Fome e vontade de comer

Finalmente o governo petista chegou aonde queria desde o início, depois de fazer voltas e mais voltas, que é financiar a combalida Cuba por meio da compra de serviços médicos. Pondo a ideologia acima de tudo, juntou a fome da necessidade de médicos em locais sem nenhuma estrutura para o exercício da medicina no interior brasileiro com a vontade de comer de um país faminto por ajuda externa e que não consegue andar com as próprias pernas, dependendo de exportar o trabalho de seu povo, uma vez que nada além disso tem para vender ao resto do mundo. Sobre essa novela cabe dizer o bastante surrado "eu já sabia!".

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Extorsão consentida

A dita "importação" de médicos cubanos, acertada entre os governos brasileiro e cubano, é simplesmente a compra de mão de obra escrava migrante qualificada. Certamente os conhecimentos médicos dos cubanos devem ser avaliados em exame de suficiência profissional. Porém há outra questão muito séria. Os profissionais cubanos vão receber só R$ 3 mil, em comparação aos R$ 10 mil mensais que os outros profissionais do programa Mais Médicos receberão para o exercício de trabalho semelhante. A diferença vai ser embolsada pelo governo de Cuba. O Brasil está compactuando com a extorsão feita contra esses médicos, trabalhadores migrantes, por seu próprio governo. Essas condições ferem as disposições da Organização Internacional do Trabalho, das quais o Brasil é signatário, que determinam remuneração compatível para serviço semelhante exercido e proibição de discriminação de gênero e raça. Não existe situação de guerra ou de calamidade para que a Organização Pan-Americana da Saúde intervenha e que justifique tais disparidades.

ISES DE ALMEIDA ABRAHAMSOHN, médica e professora aposentada da USP

ises.abrahamsohn@gmail.com

São Paulo

Trabalho escravo

O governo brasileiro está sendo conivente com a exploração que o governo cubano exerce sobre seus cidadãos, pois os salários dos 4 mil médicos recém-contratados serão entregues aos irmãos Castro. E ainda diz que não cabe a ele questionar os métodos operantes na ilha... Se nós também concordarmos, não teremos moral para exigir os nossos direitos.

MÁRIO ALDO BARNABÉ

mariobarnabe@hotmail.com

Indaiatuba

É crime!

É incrível que um país democrático utilize trabalho escravo como o dos médicos cubanos! O salário pelo trabalho tem de ser pago ao trabalhador. O sistema proposto pelo governo petista parece esquecer que trabalho escravo é crime. Peço que o Ministério Público entre com imediata ação contra tal crime a ser perpetrado pelo governo federal. A que ponto estamos chegando!

CRISTIANE M. S. MAGALHÃES

cris_magalhaes@uol.com.br

São Paulo

Médicos da Prefeitura

Os 4.300 médicos concursados, estatutários da Prefeitura de São Paulo, alguns com destaque nacional, tiveram seus salários rebaixados à metade. Pela Lei 13.393, de 18/1/2002, assinada por Marta Suplicy e seguida pelos demais - José Serra, Gilberto Kassab e o atual prefeito, Fernando Haddad -, receberam correção salarial de 0,01% ao ano. Foram mais de R$ 2 bilhões surrupiados desses médicos. Até a Grécia, pré-falimentar, respeitou seus médicos, não lhes rebaixando os salários. Não há santo nesse massacre. E falam em dar saúde à população... O ministro Marco Aurélio Mello, em voto em julgamento de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal, acusou o poder público de enriquecer à custa dos funcionários. Esses médicos suportaram com dignidade esse massacre pelo apreço à população a que servem. São vinho de outra pipa. O descalabro na saúde pública é de responsabilidade do poder público, e não dos médicos. A solução é: 1) revogar essa lei maldita e 2) dobrar os atuais salários.

ISAAC MATONE

isaacmatone@ig.com.br

São Paulo

RENAN CALHEIROS

Mandrake?

Seria o presidente do Senado um Mandrake? Com patrimônio de R$ 2,1 milhões declarado em 2010 e renda de R$ 51.723, o senador comprou casa em área nobre de Brasília avaliada por imobiliárias locais em R$ 3 milhões, mas que foi oficializada perante a Caixa Econômica Federal, em contrato de compra e venda, com força de escritura, por R$ 2 milhões... Essa operação me fez lembrar, com muito carinho, meu saudoso avô Serafim, que diante de situações como essa dizia um velho ditado português: quem cabritos vende e cabra não tem, de algum lugar vem.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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MÉDICOS CUBANOS

O Brasil é pródigo no uso de "laranjas" ou testas de ferro, e desta vez não será diferente. Finalmente, o governo realiza o "sonho" de trazer médicos cubanos, mas quem vai receber o salário (R$ 10 mil) destes profissionais é a Organização Panamericana de Saúde (Opas), que o repassará à ditadura cubana, que é quem efetivamente pagará o salário. Essa atitude caracteriza o trabalho escravo, de acordo com o Código Penal (retenção de salário). Para piorar, tanto o ministro Alexandre Padilha quanto a Opas não sabem informar o quanto será repassado a esses médicos. Restam algumas dúvidas. O passaporte ficará com o médico? Seu trabalho será vigiado por algum "instrutor" cubano? Se algum deles solicitar asilo político, o que fará o governo? Depois não digam que não foram avisados.

Luiz Nusbaum, médico

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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ESCRAVIDÃO MÉDICA

Se o trabalho dos médicos cubanos será pago ao governo cubano e se não terão direito de escolha do local de trabalho, isso cheira a escravidão. Se aqui, no Brasil, para ser caracterizado trabalho escravo basta uma fazenda permitir que alguém comece a trabalhar antes de apresentar sua carteira de trabalho para registro, por que para os cubanos a regra é tão frouxa? Em que Cuba é diferente de um hotel-fazenda que aluga seus cavalos? Ou da China, que fatura alto fabricando pandas em série por inseminação artificial e alugando-os por uma nota para zoos do mundo todo? Se em Cuba médico ganha tão mal que faz bico de taxista, quanto será que a família Castro vai repassar para os coitados? A "ética" do governo brasileiro mais uma vez nos envergonha!

Silvia C. R. de Vasconcellos

phisiamed@gmail.com

Jundiaí

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TRABALHO ESCRAVO

Em qualquer contrato de prestação de serviços a contratada é obrigada a declarar que não mantém trabalhadores em situação degradante ou assemelhada à condição de escravo (embasamento legal: Portaria n.º 540, de 15 de outubro de 2004, do Ministério do Trabalho e Emprego). Pois bem, o governo brasileiro, por absoluta incompetência para resolver o problema dos médicos no Brasil, importa cerca de 4 mil médicos cubanos, que, na verdade, são escravos de um governo comunista, trotskista, moralmente falido. E aqui esses coitados continuarão como escravos de Cuba, pois seus salários serão pagos a esse governo comunista do Caribe, enquanto os médicos viverão de esmolas dos municípios para onde forem designados. Vamos aguardar o pronunciamento do Ministério Publico do Trabalho.

Walter Rosa de Oliveira

walterrosa@raminelli.com.br

São Paulo

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COMO NO BRASIL COLÔNIA

Vocês sabiam que, no caso dos médicos cubanos, o Brasil estaria favorecendo mais Cuba do que os próprio médicos? O pagamento por tais médicos (que não é informado claramente, mas supõe-se que seja em torno de R$ 10 mil) vai ser feito diretamente para Cuba, que depois repassará a esses médicos apenas 30% do que receberá. Na verdade, são mais escravos vindo para o Brasil, como no tempo do Brasil Colônia.

Claudio Mazetto

cmazetto@ig.com.br

Salto

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ASILO

Os 4 mil médicos cubanos "importados" pelo governo vão custar ao Brasil R$ 511 milhões, mas seu salário será enviado pela ditadura castrista (será mais do que um salário mínimo?). É, na realidade, um novo tipo de escravidão. Eles poderão solicitar e receber asilo político?

Luigi Vercesi

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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FARSA

Não passa de uma farsa esse estender as mãos aos médicos cubanos. Os pobres médicos de Cuba não receberão seus salários, pois a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) é o órgão que ficará com o dinheiro dos doutores. A ditadura castrista coloca os médicos para trabalhar e fica com o dinheiro que o Brasil paga, mais ou menos uma forma de escravizar o trabalhador cubano. O governo brasileiro dessa forma preenche a lacuna que é ajudar um governo onde a ditadura impera. Para sair de Cuba, os médicos que participarão do programa Mais Médicos o fazem em troca da liberdade. Todo sacrifício é válido para se livrar da ditadura. Segundo o Ministério da Saúde, 701 municípios compõem uma população de 11 milhões de pessoas, 45% delas vivendo em áreas rurais. Em 68% dos casos, as cidades têm Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) baixo ou muito baixo e, em 84%, estão no Norte e no Nordeste do País. Os mais pobres e desfavorecidos irão se contentar com um médico que nem ao menos fala português, porque o peixe do governo como sempre é bem vendido. Justamente nos Estados aonde há maior pobreza, Piauí, Bahia e Maranhão, nenhum médico do programa do governo quis ir. Os melhores médicos e hospitais estão em São Paulo e, coincidentemente, são os lugares onde os governantes se tratam. Para o povão, os médicos de Cuba servem. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PARANOIA

Quando no século 18 Charles-Lois de Secondat, o barão de Montesquieu, escreveu sua obra "O Espírito das Leis", não poderia admitir que em pouco mais de três séculos, aqui, pela terras de Brasilis Papagallis, fosse possível o aparecimento de um Legislativo totalmente dominado pelo Executivo pelo argumento do vil metal. Quatro vetos estariam sendo examinados pelo Congresso Nacional, e havia um consenso até mesmo pela base aliada de que esses vetos da presidente seriam derrubados. Mas o Congresso, que tem como santo padroeiro São Judas Iscariotes, um Legislativo muito afeito ao som do tilintar de moedas, não resistiu à promessa da presidente de liberar polpuda grana para as emendas parlamentares. Para vergonha dos brasileiros que ainda a têm, os jornais estampam nas suas manchetes: "Vitória de Dilma no Congresso". Vejam a paranoia deste governo do PT, aliado da ditadura castrista. Dilma e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, contra todas as revoltas, insistem em importar para o Brasil 4 mil, até 6 mil médicos cubanos. Se na ilha de Raul Castro existem apenas duas universidades, a La Habana formando 200 médicos por ano e a Escuela Latino Americana de Medicina com 100 formandos por ano, imagine-se a quem serão entregues os nossos pacientes. O governo deveria aproveitar esses arroubos importadores e promover um acordo para importação de parlamentares e policiais de países da Escandinávia. O que o governo está provocando é uma luta de classes em que, para ele, o caos deverá dar ao Partido dos Trabalhadores o poder "ad aeternum" ou a loucura hitlerista de um poder por cem anos. "Aqui jaz quem não jazera, se jazesse a medicina" (Bocage).

Jair Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Rio de Janeiro

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IRRESPONSABILIDADE

O governo Dilma grita "eureca"! A esta altura, os petistas devem estar jurando de pés juntos terem encontrado o jeito perfeito de fazer a sociedade acreditar que a solução para os problemas da saúde pública brasileira foi encontrada. O quadro é de desoladora miséria no setor que eles comandam há quase 11 anos. Mas agora, segundo o governo federal, tudo vai mudar: o País receberá 4 mil médicos cubanos que, dizem, passarão a trabalhar imediatamente nos rincões do nosso território. Não precisarão passar por qualquer teste que comprove seus conhecimentos de medicina ou de língua portuguesa. O custo será de R$ 40 milhões mensais, que serão entregues de mão beijada à ditadura cubana, um dos regimes mais totalitários e corruptos do mundo - o qual, por sua vez, irá decidir quanto destinará a cada médico a título de remuneração. É, em síntese, um escárnio. Se o ministro Alexandre Padilha trabalhasse pela melhoria do sistema de saúde sem recorrer a medidas ideológicas e eleitoreiras como essa, certamente teria mais chance na disputa pelo governo de São Paulo, que, pelo visto, já é a maior prioridade de sua agenda. Sra. Dilma, uma sugestão: governe com o mínimo de responsabilidade, em vez de bancar a mágica que a toda hora tenta tirar coelhos da cartola na busca desesperada pelos aplausos - e votos - da plateia.

Henrique Brigatte

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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MENOS E MAIS

Diante de "menos" aprovação, o governo decidiu por mais demagogia. Começou com o absurdo e não estudado programa Mais Médicos. Depois já se fala em mais engenheiros e agora o ministro da Educação já fala em mais professores. Tudo importado. O problema é que eles não pensam em mais seriedade e mais capacidade de governo com previsão de dificuldades em todos os setores nacionais. O futuro preocupa, já que predominam no Brasil mais corrupção, mais negociatas, mais desrespeito às leis. Vamos fazer uma campanha para mais honestidade e menos demagogia. Na justiça temos um ministro competente e sério, o que contribui com alguma esperança de dias melhores. Precisamos também de mais investigação e conclusão imediatas sobre a denunciada corrupção em São Paulo. Qual será o futuro do País, se nada de útil for feito?

Plínio Zabeu

pzabeu@uol.com.br

Americana

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COMUNOROBÔS

O governo petista conseguiu finalmente trazer os 4 mil escravos cubanos para trabalhar como médicos no Brasil. O salário será repassado diretamente ao governo de Cuba, que decidirá quanto os médicos deverão receber pelo trabalho. Esses médicos já trabalharam na Bolívia e na Venezuela e com certeza são aqueles "comunorobôs" que disseminarão pelos recantos mais pobres do País o sonho da "Revolução Cubana"! Faz dez anos que eles estão tentando driblar a comunidade médica brasileira. A nossa única salvação será a dificuldade da língua, para que essa doença que acometeu Cuba há quase 60 anos não se prolifere como vassoura de bruxa pelo Brasil. Comunista não come criancinha, mas atrasa e escraviza mentes. Que Deus nos livre dessas pragas!

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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CADÊ OS PROTESTOS?

Finalmente nosso (des)governo bolivariano conseguiu o que sempre quis: trazer de Cuba os médicos para "preencher" as vagas que existem nos mais distantes rincões brasileiros. Se já não fosse uma vergonha a forma como será efetuado o pagamento destes "cumpanheiros", o que para a maioria dos entendidos concretiza um trabalho escravo, também teremos toda sorte de problemas no atendimento à população, tão necessitada de cuidados na saúde. O programa destes 4 mil médicos cubanos será muito mais para "cuidar" de fazer a cabeça desta população do que realmente tratar da saúde tão precária. Não seremos surpreendidos se nos depararmos com estes "guerrilheiros cubanos", sempre enfatizando como o (des)governo petralha bolivariano faz tanto bem para a população menos favorecida. Para quem tem alguma dúvida quanto ao trabalho maior destes cubanos, é só lembrar da profissão do guerrilheiro-médico Ernesto Che Guevara, e o que ele produziu em Cuba. Vamos abrir os olhos, galera!

Antônio Carelli Filho

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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ECONOMIA ESTAGNADA

A criação de apenas 41.463 postos de trabalho no mês de julho deste ano, divulgada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão do Ministério do Trabalho, é uma indicação clara de que a nossa economia segue estagnada. Pior do que esse a resultado, só mesmo em julho de 2003, quando foram abertas 37.233 novas vagas. A continuar nesta toada, o nível de desemprego que atingiu no mês de junho último 6% da população ativa pode alcançar em dezembro a marca perigosa de no mínimo 7%. Número próximo de alguns países do centro da crise europeia, como a Alemanha, com 6,8%, e a França, com 10,6%. Portanto, sem margem para qualquer comemoração pela turma do Planalto. Mas o que muito preocupa é que qualquer nova perspectiva de absorção de mão de obra depende mais do governo federal, que até aqui não conseguiu colocar em prática as prometidas concessões de portos, estradas, ferrovias e aeroportos, agora marcados os leilões para até o final deste semestre. E, até que os prováveis vencedores destes leilões assinem seus contratos com o governo, viabilizem os financiamentos, concluem os projetos, fiquem de posse da licença ambiental e, finalmente, iniciem as obras, nada poderá ser efetivado até o final de 2014. Ou seja, a criação de empregos, na melhor das hipóteses, será em 2014 idêntica à ruim deste ano. Mesmo porque, das obras contratadas para a Copa do Mundo, que proporcionaram a criação de milhares de empregos, os últimos estádios já estão sendo concluídos. As de mobilidade urbana para o citado evento estão todas em andamento! Já as de infraestrutura, como a dos aeroportos já privatizados, assim também a de algumas ferrovias, hidrelétricas, e refinarias, etc., todas igualmente já contratadas e em andamento. Neste caso, só nos resta rezar para que este relapso governo federal assuma a postura republicana de viabilizar este país com obras e ações éticas e de aplicação responsável do uso dos recursos dos contribuintes, sem privilegiar, como vem acontecendo, a perpetuação do PT no poder.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.coam

São Carlos

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JOSÉ SERRA

Pretendia apreciar o artigo de José Serra na edição de 22/8 ("Se é assim, governo pra quê?"), como costumo fazer com os bons artigos e editoriais do "Estadão". Porém, ao ler o destaque "ele (governo) existe para tornar mais fáceis as coisas difíceis...", desisti do restante. Políticos costumam ser descarados e contar com a memória curta do povo. Preciso lembrar ao eterno candidato do PSDB que foi durante o seu governo em São Paulo que o famigerado e complicadíssimo regime de substituição tributária foi implantado. Ele aumentou a arrecadação de impostos e facilitou a fiscalização do Estado, mas transformou as indústrias em postos de arrecadação tributária. Além dos complicados cálculos, que dependem de centenas de classificações fiscais e IVAs que variam entre os 27 Estados brasileiros, as indústrias se tornaram responsáveis pelo ICMS dos clientes. Quem duvidar, busque na internet como funciona esse sistema. A meu ver, o sr. Serra contribuiu para o "mostrengo tributário" muito bem abordado em editorial publicado no mesmo dia. Portanto, ele teve oportunidade de simplificar, como fez FHC, mas complicou.

João Carlos A. Melo

jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

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HORA ERRADA

Excelente o artigo do ex- governador José Serra ("Se é assim, governo pra quê?"). Só fiquei com a seguinte dúvida: por que ele não usou estes mesmos dados e argumentos na última campanha presidencial?

Goran Kuhar

goran@kuhar.com.br

Brasília

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APELO

José Serra diz que pode ser candidato à Presidência em 2014. Claro, e poderia ser um bom presidente... se vencesse o Lula! Já perdeu dele em 2002, 2010 e para prefeito em 2012. Se for candidato, ocupando a raia do PSDB, colocará em risco definitivo, não sua carreira política, mas o Brasil! Uma nova e provável vitória do Lula (ou de um poste) tornará a decadência nacional irreversível. Pense nisso, Serra. O Brasil necessita reencontrar o caminho... Por favor, deixe livre essa raia!

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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EM PRATOS LIMPOS

O ex-governador de São Paulo e colunista do "Estado" José Serra postula novamente ser candidato à Presidência. Como eleitor de Serra, gostaria de um esclarecimento sobre a campanha para presidente de 2010: realmente o mineiro Aécio Neves boicotou a campanha do PSDB, apoiando Dilma Rousseff em Minas Gerais. Seria uma forma de Serra ganhar e consolidar votos esclarecendo esse enigma.

José Francisco Peres França

josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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PONTO FORA

Faz tempo que Serra é "o ponto fora da curva"!

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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A MULTA DO FGTS

Nada como um texto truncado e de difícil compreensão para justificar o injustificável (21/8, A3). A quem beneficia a suspensão da multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)? Tão somente aos empresários, os quais nunca estão satisfeitos com suas margens de lucro. Esses sempre estão cobrando mais investimentos do governo tais como em infraestrutura e educação. Contudo, esquecem-se de que, para tais políticas, há necessidade da exação tributária. Para isso, é importante que mantenha-se o nível de emprego estável, pois não é fácil cobrar tributos de quem está desempregado. Nesse sentido, é no mínimo plausível que o governo haja de forma a evitar demissões. O que deve haver é uma mudança cultural. Hoje o empresário não tem a noção da função social que ele cumpre. Ele é o responsável pela geração de emprego e renda. Não está nas mãos dele tão somente a obtenção de lucro, mais, também o de promover o desenvolvimento nacional. Dito isso, não é saudável diminuir-se as garantias trabalhistas. E, na minha opinião, o governo acerta manter a multa adicional de 10% do saldo do FGTS.

Werly da Gama dos Santos

gama_eamsc@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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ELEITOREIRO

A presidenta quer manter um tributo, a multa de 10% sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que os patrões pagam aos empregados em caso de demissões sem justa causa. O valor aproximado da manutenção dessa lei é de R$ 3 bilhões. Ela, que deveria ter sua validade finda em 2012, tem caráter eleitoreiro, pois o número de empregados é xis vezes maior do que o dos empregadores, e em 2014 haverá eleições. Esse valor vai para outra finalidade eleitoreira, o Minha Casa Minha Vida. Farinha pouca, meu pirão primeiro.

Mário A. Dente

dente28@gmail.com

São Paulo

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SENADO NA UTI

É o estado em que se encontra o Senado: dona Dilma Rousseff chamou Renan Calheiros em seu gabinete e disse "tira da pauta o veto sobre os 10% do FGTS". E ele obedeceu.

Odomires Mendes de Paula

odomires@abrampe.com.br

Uberlândia (MG)

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SENADORES PRÓSPEROS

O antigo presidente do Senado sr. José Sarney recebia R$ 3.500,00 por auxílio moradia, quando era proprietário de uma casa em Brasília de R$ 5 milhões - "não havia reparado nos créditos". Agora, seu sucessor, Renan Calheiros, compra uma casa de 400 m² por R$ 2 milhões, quando só o terreno custa isso. A farra é grande e o brasileiro deve pagar impostos para sustentar essas mamatas. Eles, congressistas, acham que o pessoal do Sudeste deve mantê-los com pompa, no caso de Renan Calheiros - até amante nós já sustentamos. Multiplique isso por 550 parlamentares e veja que nós poderíamos estar no Primeiro Mundo. Lembrar que em 2012 o seu Michel Temer se "esqueceu" de declarar uma casa de mais de R$ 2,5 milhões.

Celso de Carvalho Mello

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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MAMATAS

Renan Calheiros, presidente do Senado, ligado à empreiteiras, adquire uma mansão no valor de R$ 2 milhões. José Sarney recebeu alta no Hospital Sírio-Libanês, após longo período de internação. Claro, as despesas médicas oriundas do tratamento de Sarney foram pagas por nós, uma vez que os digníssimos parlamentares têm planos de saúde sem limite de gastos, pagos com verba pública. Duas pequenas amostras que revelam o perfil de nossos políticos, refinados mestres na arte de legislar em causa própria.

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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MENSALÃO

O Supremo Tribunal Federal (STF) voltará aos trilhos e superará as escaramuças. O grande problema de filosofia do direito é uma leitura moral da Constituição. Há ministros - e isso ocorre em todo o mundo - que são movidos por ideologias, amizades, interesses, um falso sentimento de dever de retribuir algo aos que os nomearam. Como sublinha o jurista de renome mundial Ronald Dworkin ("A leitura moral da Constituição norte-americana", p. 58), "a Constituição é a vela moral do barco de uma nação e temos de nos ater à coragem da convicção que enche essa vela: a convicção de que todos nós podemos ser cidadãos de uma república moral. Trata-se de uma fé nobre...". Não se deve crucificar alguém para moralizar um país, mas as penas já fixadas tiveram sólido fundamento nas provas dos autos e no direito penal e despertaram os brasileiros para a importância da moralidade. Uma reversão tardia e casuística (a nomeação de dois novos ministros) de punições criteriosamente fixadas pela maioria da época gerará uma profunda frustração em nossa consciência coletiva. Um sentimento que acionará marcha a ré no processo civilizatório brasileiro.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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EMBARGOS DECLARATÓRIOS

Quarta-feira, 21 de agosto de 2013, terceira sessão exclusiva do Supremo Tribunal Federal para analisar embargos declaratórios da Ação Penal 470, conhecida como mensalão. Sentados diante da televisão, estávamos eu e o vovô atentos a tudo o que ocorria no plenário. Estava tudo indo muito bem, mas, quando o ministro Ricardo Lewandowski apresentava seus argumentos em favor da mudança da pena do ex-deputado Carlos Alberto Rodrigues, (bispo Rodrigues), adentrou a sala de TV o meu sobrinho adolescente e ficou atento à argumentação. Arriscando um palpite, disse: "Com esse argumento, não tem como, a maioria seguirá o ministro Lewandowski". Foi a gota d’água. O velho levantou do sofá, jogou o chapéu no chão, caminhou em direção ao adolescente e esbravejou: "Não brinque com coisa séria. Onde já se viu uma coisa dessa? Você está virando a casaca, rapaz?". O garoto deu uma gargalhada, abraçou velho e disse: "Eu só queria ver a sua reação, vovô. É evidente que isso seria impossível". Ao final, comemoramos o placar de 8 x 3, gritando: "Vitória do Brasil!" Diferentes idades, buscando moralidade. Vai melhorar.

Jeovah Ferreira

jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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PREOCUPAÇÃO

Nestes tempos de ruas e avenidas ocupadas pelas manifestações em prol de um Brasil mais justo e menos corrupto, começo verdadeiramente a me preocupar com a segurança física do eminente ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, por causa da sua enfática defesa dos mensaleiros.

Alexandre Funck

afunck100@gmail.com

Bragança Paulista

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OS MINISTROS DO STF

Os dois ministros do Supremo Tribunal Federal que protagonizaram um atrito na sessão de julgamento do mensalão na semana passada foram alvo de críticas de seus colegas. E não poderia ter sido diferente. O ocorrido foi lamentável, em se tratando da nossa Corte Maior. A posição de entidades de advogados e de outros setores do Judiciário mostrou que essa situação não pode se tornar uma rotina. Os juízes podem ter opiniões diferentes, mas respeitando a opinião dos demais. Isso para não desmoralizar um poder que tem um papel dos mais importantes numa democracia.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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DESTINO IMPREVISTO

A carona que José Dirceu pretendeu tomar no carro de Lewandowski, que poderia levar o chefe do mensalão a uma pena menor ou até mesmo à impunidade, fez parada obrigatória na delegacia mais próxima, cujo delegado era o temido Joaquim Barbosa.

Peter Cazale

pcazale@uol.com.br

São Paulo

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SEGURO-DEFESO - GATUNAGEM

O seguro-defeso, criado em 1991 para ajudar pescadores nos meses em que a pesca é proibida, cumpriu seu objetivo até 2002 ("Pescando em águas turvas", 21/8, A3). No ano seguinte, já sob a batuta de mister da Silva e seu PT, foi aprovada uma lei que "afrouxou" as exigências (não seria diferente, vindo de quem vem). Essa frouxidão ajeitou a casa para os "companheiros" e os chegados. Constatou-se, então, que "poucas iniciativas do governo federal são tão propícias à gatunagem quanto esta". Vai dia vem dia e as tijoladas não param!

J. Perin Garcia

jperin@uol.com.br

São Paulo

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A ‘BOLSA PESCADOR’

Entre os ralos por onde escorre o nosso suado dinheiro, o que mais nos parece exótico é o que sai do desnecessário Ministério da Pesca em favor do tal "seguro-defeso". A notícia de que gastamos R$ 1,2 bilhão com os pagamentos a quase 700 mil beneficiados entre janeiro a abril deste ano chamou a atenção da Controladoria-Geral da União (CGU), que em sua pesquisa apontou "pescadores" que estavam recebendo dinheiro irregularmente, pois tinham outros vínculos empregatícios e, inclusive, como funcionários públicos, alguns que pescam em Brasília. Mais uma bolsa, a "Bolsa Pescador", sem a menor fiscalização dos responsáveis pelo dinheiro do erário. Há muita roubalheira em todos os setores do governo, só bastaria esquadrinhar com responsabilidade.

Leila E. Leitão

São Paulo

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SÍRIA - ATAQUE QUÍMICO

Talvez por ter filhos e netos, quando vi estampada na primeira página do "Estadão" de ontem uma foto de crianças sírias mortas, sendo veladas por seus familiares, confesso que chorei, chorei e me questionei: por que, por que, que homens são esses? Que desprovidos de qualquer bom sentimento, por puro egoísmo e questões políticas, ceifam a vida de tantas crianças, que mal começaram a viver? E o resto do mundo, países ricos, a ONU, o que fazem além de política e de assistirem a uma barbárie dessa?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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A ONU E OS MASSACRES

A situação na Síria se agrava a cada dia e está chegando a um ponto que fica impossível definir quem erra mais, os opositores ou Assad. O uso de armas químicas no conflito coloca, de um lado, a Rússia, que defende Assad acusando os rebeldes, e, do outro lado, o restante do planeta. O Conselho de Segurança da ONU, ou melhor, a existência da ONU já não faz sentido. O poder de veto da ditadura de Putin e da sua parceira, a China, faz dos outros países membros meros coadjuvantes de uma tragicomédia ensaiada até a exaustão e que surte os mesmos resultados, sempre, ficando o dito pelo não dito. A Europa e os EUA não conseguem sufocar economicamente a Síria, pois através do Irã sua economia caminha independente da guerra civil. Qual é a saída? Tirar a China da influência da Rússia através de pressão comercial, com a redução de vendas de soja, milho, minério de ferro e petróleo, e da compra de manufaturados chineses, o alicerce de sua economia. Isolada, a Rússia pode esquecer que a guerra fria aparentemente acabou (na prática, será eterna) e decidir ser mais sociável com o resto do planeta, apesar do imperador Putin, Imune até à criptonita.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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OLIMPÍADA 2016 - PREOCUPAÇÃO

O Brasil terminou o mundial de atletismo de Moscou sem conquistar uma única medalha sequer e com um desempenho ainda pior do que o apresentado no campeonato mundial de 2011, realizado na cidade de Daegu, na Coreia do Sul. Se não estivéssemos às vésperas de uma Olimpíada, o desempenho dos atletas brasileiros apenas estaria seguindo uma rotina à qual já nos acostumamos. Mas o que preocupa é que não se nota nem no atletismo, como ficou comprovado em Moscou, nem nas outras modalidades esportivas qualquer atitude das autoridades responsáveis, tanto políticas como esportivas, para que um estrondoso fracasso brasileiro nos jogos Olímpicos de 2016 seja evitado.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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INVESTIMENTO URGENTE

O Brasil esteve no mundial de atletismo na Rússia e nem sequer conseguiu medalha. Temos poucos anos pela frente para um trabalho sério, competitivo e de equipe. Sempre o atletismo foi colocado em segundo plano, sem muita atenção das autoridades e dos patrocinadores privados. Chegou o tempo de mudar essa mentalidade, com investimentos, treinamentos, pistas adequadas, a fim de que não tenhamos um novo desempenho pífio em 2016.

Carlos Henrique Abrão

abraoc@uol.com.br

São Paulo

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VEXAME ‘PONTUAL’

Ao ver o desempenho dos atletas brasileiros em Moscou, me vem uma tristeza no coração. Investir em esporte não é fazer propaganda na TV, não é ficar repetindo a palavra "pontual" - a palavra do momento - inúmeras vezes até cansar e nem ficar falando que está tudo bem quando estamos vendo que não está. Mais dinheiro para o treinamento dos atletas, corrupção zero, menos propaganda e mais ação! Acorda, "governo"!

Ricardo Sanazaro Marin

s1estudio@ig.com.br

Osasco

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ITAQUERÃO - NÃO PODE ELOGIAR

A arena do Corinthians em Itaquera passou pelo raio-x de um jornal com fotos de impressionante beleza. Tudo muito bem acabado. Mas nem tudo é elogiável. Um detalhe que chama a atenção é que, segundo o jornal, o clube garante que não serão colocadas grades ou alambrados entre as arquibancadas e o campo. Ou seja, já há uma tragédia anunciada.

José Marques

seuqram2@hotmail.com

São Paulo

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MÃO GRANDE

Sobre o Itaquerão, uma pergunta ao Dr. Osmar de Oliveira: Quem é mesmo que construiu um estádio na mão grande?

Ariel Rubens

arielrubens@uol.com.br

São Paulo

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TORCEDOR SATISFEITO

Aguardamos, com muito orgulho, mais de cem anos, mas agora teremos o melhor estádio do mundo. Parabéns a todos os corintianos!

Hans Dieter Grandberg

h.d.grandberg@terra.com.br

Guarujá

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A COMISSÃO NO DOI-CODI

É inaceitável a atitude autoritária e antidemocrática do Exército brasileiro de impedir a entrada dos integrantes da Comissão da Verdade no local onde funcionava o famigerado DOI-Codi, o centro de torturas durante a ditadura militar. Quem não deve não teme. O Exército precisa ter transparência e se adequar aos tempos de democracia, cidadania e liberdades cívicas. O Exército brasileiro deveria pedir desculpas pelas torturas, assassinatos e crimes cometidos durante os anos de chumbo nos porões da ditadura militar que assolou o Brasil por longos 21 anos e ser o primeiro interessado em abrir as suas portas e os seus arquivos, num Estado Democrático de Direito. E deveria tomar a iniciativa de fazê-lo justamente para que tais fatos não sejam esquecidos e jamais voltem a se repetir no nosso país. Cabe agora ao ministro da Defesa, Celso Amorim, determinar tal autorização para que a Comissão da Verdade atue livremente e cumpra a sua nobre missão. Tortura nunca mais!

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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COMISSÃO DA VERDADE BARRADA

Se bem entendo de patrimônio público, não basta tombar o quartel do 1.º Batalhão de Polícia do Exército para poder desalojar dali os militares. Estas Comissões da Verdade, todas elas, atuam verdadeiramente à margem da lei, tal a parcialidade com que agem. Em bom momento, quando parece que toda a autoridade pública cai em falência, veem os comandantes militares afirmarem a sua própria, dando um basta à desmoralização pública das Forças Armadas, incentivada pelos mais altos escalões da República. Não, não é vingança dos vencidos de ontem, é a mesma guerra que se está lutando. É a tentativa de derrubar a última barreira à implantação de um regime de esquerda "não" democrático no Brasil. Só os muito crentes não enxergam isso, mas, no caso, não há milagres.

Ricardo Mello Santos

pramar681@hotmail.com

Salvador

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‘NÃO PASSARÃO’

A Comissão da Verdade no Rio de Janeiro, na ânsia de criar fatos novos que tirem o foco do julgamento do mensalão e empanem as homenagens ao Duque de Caxias, generalíssimo patrono do Exército, que aniversaria a 25 de agosto, numa pantomima, tenta invadir um batalhão do Exército no Rio. Foi impedida. Se a extrema esquerda no poder - que incentiva tais atos - quiser escalar este confronto, não sei onde vai parar a República. Como teria dito Geisel a Ulisses, segure os seus radicais, ou, num vocabulário mais atual, os seus aloprados.

Paulo Roberto Santos

prsantos1952@bol.com.br

Rio de Janeiro

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