Fórum dos Leitores

SAÚDE PÚBLICA

O Estado de S.Paulo

24 Agosto 2013 | 02h03

Cubanos invasores

Está começando a invasão cubana do Brasil, apoiada pelo PT e pelos partidos esquerdistas, todos vendilhões da Pátria. Trata-se de subversão da ordem, das normas e da lei. No (ex)nosso país não há mais instituições e Poder que impeçam essa aberração. Isso só acontece onde existe um povo sem identidade. Breve estarão em Brasília dirigindo este povo sem sangue nas veias.

NELSON PEREIRA BIZERRA

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

Dragões da Independência

A vinda de médicos estrangeiros sem a revalidação do diploma para "suprir" necessidades de atendimento no Brasil já é uma controvérsia. Mas o pior é a afronta ao Exército Brasileiro, a de ter de alojar em suas instalações, no 1.º Regimento de Cavalaria de Guarda - Dragões da Independência -, em Brasília, 250 "médicos" cubanos por três meses. Isso é hilário, para não dizer bizarro. O que esse governo vem fazendo é espezinhar uma das instituições que ainda têm prestígio neste país. E, diga-se, com a anuência do "ministro da Defesa", Celso Amorim.

MÁRCIA MARIA DA SILVA LEME

mmsleme@hotmail.com

São Paulo

Corporativismo do CFM

O Conselho Federal de Medicina (CFM) quer proibir o trabalho de médicos cubanos em regiões carentes do Brasil, onde médicos brasileiros já demonstraram cabalmente não ter nenhum interesse em exercer sua profissão. O CFM deveria ter uma atitude menos corporativista e sugerir uma solução do problema, em vez de condenar populações carentes a nenhum acesso à assistência médica. O idioma não deve ser um elemento inibidor para o atendimento dos necessitados, pois é preferível até ter um médico mudo a prescindir de um profissional tão importante.

WILSON HADDAD

wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

Médicos sobrando?

Que país é esse que tem 4 mil médicos sobrando para exportar? Onde estavam esses médicos? Quantos pacientes vão deixar de ser assistidos nessa debandada? Quantos médicos vão pedir asilo político, como foi o caso dos dois atletas do boxe no Pan e o Brasil lhes negou? Que país é este que aceita pagar R$ 3 mil aos médicos e R$ 7 mil a Cuba? Por que Cuba precisa receber alguma coisa? Ehhh, Brasil!

RICARDO NÓBREGA

cnc.eng@terra.com.br

São Paulo

Clandestinos despreparados

O problema dos médicos cubanos é mais complexo que a questão de sua formação: seu trabalho é basicamente no regime de "escravidão". Eles atuam no nosso país e não têm acesso ao pagamento por seu trabalho, que é enviado a Cuba. O governo de lá fica responsável pelos salários, fazendo um desconto substancial pelo agenciamento. Na Venezuela a contratação é da mesma forma. Também temos exemplos no Brasil, pois os governos do Tocantins e de Roraima já contrataram os serviços de médicos cubanos. Sendo o salário de R$ 10 mil, com toda a certeza o governo cubano ficará com, no mínimo, 80%, cabendo aos residentes no Brasil ínfimos R$ 2 mil. No futuro teremos um problema social, pois não conseguirão sobreviver com essa quantia. Então, para sobreviver irão trabalhar fora dos locais indicados pelo governo brasileiro, na clandestinidade. Na cidade onde moro, há alguns anos trabalhava clandestinamente num hospital particular um médico cubano, que não foi capaz de clinicar um caso de meningite e a criança ficou surda - e com toda a certeza continua trabalhando no País. Não se iludam, existem no Distrito Federal, no Tocantins e em Roraima médicos cubanos trabalhando clandestinamente, que não voltaram para Cuba.

JOSE LUCIANO ALVES DA ROCHA

Jluciano@pgr.mpf.gov.br

Gama (DF)

Questões pertinentes

Não sou médico, porém tenho algumas colocações a fazer: 1) Se o médico errar no diagnóstico (o que é possível), quem será o responsável, o Ministério da Saúde? 2) Em caso de erro, serão deportados para Cuba? 3) Não farão o exame obrigatório, como qualquer médico brasileiro, portanto, no meu entender, não são médicos! 4) Para finalizar, não temos médicos para o SUS, porém o sr. ministro da Saúde publicamente recrimina e pune os planos de saúde particulares, ou seja, tapa o sol com a peneira.

HANS DIETER GRANDBERG

h.d.grandberg@terra.com.br

Guarujá

INDÚSTRIA DO AÇO

Assimetrias competitivas

Em relação ao artigo Protecionismo arraigado (21/8, B2), o autor demonstra desconhecer o que de fato acontece na indústria do aço no Brasil e no mundo. A indústria do aço tem exercido seu legítimo direito e, principalmente, dever e responsabilidade de lutar pela preservação de uma atividade importante para o desenvolvimento e a economia do País. A adoção de mecanismos de defesa comercial tem sido prática comum em diversos países. Os EUA, por exemplo, no passado, ao considerarem que sua indústria do aço estava ameaçada, estabeleceram cotas para a entrada desse insumo, inclusive do Brasil, em seu território, além de salvaguardas. Também instituiu medidas de estímulo ao consumo de produtos nacionais, por meio do Buy American e do Buy America. Em relação à outra grande potência mundial, o livro Subsidies to Chinese Industry, de Usha e George Haley, identifica os subsídios e incentivos do governo chinês à sua indústria, sem contar que mais de 95% da produção das 20 maiores empresas siderúrgicas na China têm controle estatal. Estudo da OCDE mostra que as empresas chinesas operam, devido aos subsídios, com margem EBITDA abaixo de 5%, razão por que inundam o mercado internacional com aço a preços muito baixos, numa concorrência predatória. No Brasil, diversos fatores sistêmicos vêm afetando seriamente a competitividade da indústria, fato comprovado pelo World Competitiveness Scoreboard 2013, do IMD, que apontou o Brasil na 51.ª posição no ranking de 60 países, evidenciando piora da competitividade do País em relação a 2012, que já não era boa (46.º). Competir nessas condições é o equivalente a estar numa corrida de obstáculos arrastando um grande peso nos pés. Diante desse cenário, cabe, sim, ao governo brasileiro o dever de proteger a sua indústria, para que empregos e renda permaneçam no País. O mundo apresenta, no momento, excedente de capacidade da ordem de 600 milhões de toneladas, que corresponde a quase 16 vezes a produção brasileira e 22 vezes o consumo de aço no País. Não há espaço para ingenuidade ou posições teóricas que não considerem a dura realidade vivida pelo setor. O que precisamos, sim, é urgentemente corrigir as assimetrias competitivas.

MARCO POLO DE MELLO LOPES, presidente executivo do Instituto Aço Brasil

carolina.wayand@acobrasil.org.br

Rio de Janeiro _________________

O EMPREGO NO BRASIL

Com 11 anos de poder, o governo do PT já não tem o governo do PSDB ou de qualquer partido para se desculpar pelo desastre na economia. A bomba de que o mercado de trabalho teve a pior criação de empregos desde 2003 (22/8, B1) não pode ser mais desativada pelo recurso à acusação. Nem mesmo a "marolinha" agora pode absolver os resultados cada vez piores da produção, do investimento e do crescimento. Está na hora de reconhecer que não é com maquiagem de contabilidade, declarações de otimismo e promessas descumpridas que se dirige uma economia. Os números que assombram os analistas não podem ser interpretados como surpreendentes. Eles resultam da ausência de infraestrutura de portos, ferrovias, estradas, aeroportos, hidrovias e energia, da falta de austeridade, racionalidade e republicanismo no manejo do Tesouro, e da inexistência flagrante de um projeto, não de poder, mas de desenvolvimento, que articule os ministérios, integre os Estados e estabeleça um padrão mínimo de atividade, dinamismo e eficiência na máquina pública. Não há ET de Varginha, como parece querer a presidente do PT, que resolva os problemas da crônica brasileira. Sem bodes expiatórios, o PT finalmente é forçado a admitir que a culpa nunca foi de "tudo isso que está aí". A culpa é de sua incompetência para administrar um país que recebeu com as contas azuis e que entregará, em breve, com as contas vermelhas.

Yan Rodrigues dos Santos yan.yrds@gmail.com

São Paulo

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VALORIZAÇÃO DO TRABALHO

O desemprego é uma realidade que afeta boa parte da população. A rotatividade nos empregos e a substituição do trabalho humano pelo das máquinas diminuem a necessidade da presença do trabalhador no trabalho. A solução está na valorização do ser humano. Vale mais o trabalhador que o fruto de seu trabalho. A mentalidade utilitarista e materialista está destruindo o homem. Fazer o bem é o mais importante! Caixão não tem gaveta. Levamos para a eternidade o bem que fazemos. Amemos e seremos felizes eternamente.

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

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POLÍTICA ANACRÔNICA E EQUIVOCADA

A leitura do artigo "O fim do sonho americano" (16/8, A11) me fez comparar o anacronismo da política deste governo petista no apelo ao consumismo, pela oferta de crédito, na pretensão de oferecer mobilidade social, quando na realidade está privando a população do que ela verdadeiramente necessita. Investe no acesso dos mais pobres à universidade, sem antes proporcionar melhor qualidade do ensino básico, este, sim, capaz de preparar o indivíduo, tornando-o apto ao ensino superior, sem favorecimento populista e equivocado de cotas e similares.

Airton Cesar airlou@gmail.com

Barueri

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BANCO DO BRASIL OFERECE MAIS CRÉDITO

Crédito é bom e todos gostam, mas o mais importante é pagar por ele, e não nos podemos esquecer que todo crédito é acrescido de juros, que por sinal são altíssimos no Brasil. E, agora, os monstros da inflação e do desemprego estão querendo dar as caras.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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OVO DE COLOMBO

O sr. presidente do Banco do Brasil (BB) comete um ligeiro equívoco ao afirmar que o BB "tem papel de governo" ("Estadão", 21/8). Mais correto seria afirmar que o BB desempenha o papel que o acionista controlador – por acaso, o governo – lhe atribui, ignorando os demais acionistas. É fácil bravatear quando se tem na retaguarda o Tesouro Nacional, prestes a intervir a garantir o "funding". De qualquer maneira, o sr. Bendine poderia, de maneira generosa, compartilhar com os demais integrantes do sistema financeiro o segredo que permite ao BB apresentar uma inadimplência que é metade das demais instituições financeiras, à exceção da Caixa Econômica. Se divulgasse esse verdadeiro ovo de Colombo entre os demais bancos, quiçá, a inadimplência deles – componente importante do famigerado "spread" – seguiria o mesmo caminho e todos sorriremos felizes e satisfeitos.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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O GOVERNO FABRICA INADIPLÊNCIA

O governo petista, com essa distribuição doida de crédito e bolsas, está transformando os mesmos num exército de inadimplentes ociosos. O primeiro erro é quando ele, governo, distribui a tal Bolsa Família sem qualquer tipo de controle para saber se o favorecido é realmente um dependente de tal benefício. O segundo é a falta de fiscalização e estudo mais profundo de até quando essas pessoas vão ficar recebendo o benefício. Será que serão eternos dependentes? O terceiro é a facilidade com que concede crédito para esses mesmos favorecidos que adquiriram suas casas pelo projeto Minha Casa Minha Vida. Se este financiamento é concedido pelo Sistema Habitacional Brasileiro e, lógico, se houver uma inflação mais acentuada, teremos muitos adquirentes dessas casas em situação elevada de inadimplência. O quarto erro é que o governo, não satisfeito com as dívidas assumidas por essas pessoas, agora cria mais um programa avassalador de rendas. O programa em que os favorecidos pelos programas acima podem requerer um cartão de R$ 5 mil para comprar geladeiras, televisões e móveis. Se essas pessoas procurassem um banco ou uma instituição financeira para obter crédito para comprarem casa e bens para mobiliarem esse imóvel, a primeira coisa que o analista de crédito verificaria seria a renda. Será que a instituição procurada concederia um crédito para que eles, com a renda de pouco mais de dois salários mínimos? Minhas perguntas: Qual será a prestação paga pela aquisição do imóvel e qual o sistema adotado? Será que a prestação do cartão de compras será sempre os R$ 20,00 prometidos? Se formos seguir as regras do INSS para concessão dos empréstimos consignados, tais pessoas não poderão comprometer mais de 30% de sua renda, ou seja, o comprometimento não pode exceder aproximadamente R$ 420. Na soma dos valores da Bolsa Família, dos salários recebidos pela família, será que eles não estão comprometendo mais de 30% de sua renda com essas facilidades que o governo oferece sem nenhum controle? O governo está criando chifres em cabeça de cavalo, e depois vai botar a culpa no pobre que gastou demais.

Antonio Ranauro Soares antonioranauro@bol.com.br

Sete Lagoas (MG)

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A DISPARADA DO DÓLAR

Não adiantou Dilma Rousseff convocar Alexandre Tombini e Guido Mantega para "amarrar" reação à disparada do dólar ("Estadão", 22/8, B1), porque a impressão que dá foi que o dólar já está amarrado e, pegando carona na música da turma do Balão Mágico, embarcou num "lindo balão verde (dólar), brincando de esconde-esconde em alguma nebulosa". Agora, que o dólar fugiu do controle, só cantando para amenizar os danos! Corra, Dilma. Corra, Tombini. Corra, Mantega. Quem sabe ainda encontram o dólar numa curva nebulosa da vida, para, enfim, amarrá-lo, amenizando o malefício da dita disparada. É muita falta de competência para esse trio que comanda a economia do País!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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AMARRAÇÃO

Dilma convocou Tombini e Mantega para compor uma reunião entre os três mosqueteiros com a finalidade de combater e "amarrar" a reação à disparada do dólar. Agora não poderá se esquecer do líder, o Dartagnan, que é o cara para completar o quadro.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MÉDICOS CUBANOS

A notícia sobre os médicos cubanos mostra-nos que estamos enviando dinheiro para Cuba sob o disfarce de salários para estes coitados que virão ao Brasil trabalhar. Coitados porque receberão aqui 7%, ou seja R$ 700,00. As famílias ficarão com outra pequena parte e reféns e 70% ficará com a ditadura de Castro. A ilha de Fidel está sem dinheiro há muito tempo e a Venezuela a tem sustentado. Como a economia lá não anda bem, o PT resolveu que nós, brasileiros que trabalhamos honestamente e pagamos impostos, vamos ajudá-los. Isso é o maior absurdo dentre os absurdos que temos visto e vivido neste país governado pelos ideólogos petistas. O que farão por aqui estes cubanos teleguiados por seu governo é outra incógnita, mas não é difícil de imaginar. Como já fazem na Venezuela, Equador e Bolívia trabalharão aqui sob o comando de Cuba e ficarão atrelados ao regime de lá, divulgando as maravilhas do regime de lá. Como ficam com relações trabalhistas brasileiras é uma grande incógnita, assim como muitas outras dúvidas que surgiram. Cabe à imprensa investigar diligentemente toda esta situação, pois estamos sendo enganados pelo governo federal desde o primeiro dia, já que evidentemente toda a manobra já estava pronta e confirmada. A história do programa Mais Médicos é só um disfarce. A transferência de renda do Brasil para lá é evidente.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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ADVOGADO DO DIABO

Luís Inácio Adams, advogado-geral da União, afirmou categoricamente que qualquer médico cubano que pedir asilo ao Brasil será devolvido a Cuba. Essa atitude hostil e ditatorial nos faz questionar: ele é o advogado do diabo? Bom, o Brasil do PT já tem um histórico de alianças imorais com regimes nefastos; vide o affair com o comunismo cubano, os elogios ao fanatismo iraniano e a vista grossa às atrocidades do governo sírio. Essa é a face do PT!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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O ‘MAIS MÉDICOS’ E A LEI ÁUREA

Deixa ver se eu entendi. O governo do PT faz um acordo com Cuba e a Organização Panamericana de Saúde (Opas) para a contratação de 4 mil médicos da terra de Fidel, e esses profissionais serão obrigados a trabalhar exclusivamente numa região designada pelo governo federal. Dos R$ 10 mil a que terão direito todos os outros possíveis profissionais contratados para o Mais Médicos, estes, de Cuba, receberão somente 30%, ou R$ 3 mil por mês. Ou seja, o contrato do governo brasileiro com Cuba e a Opas será de R$ 511 milhões até fevereiro de 2014. Descontado o valor a ser pago aos possíveis 4 mil médicos cubanos, vão sobrar para essas entidades R$ 357,7 milhões. Recursos esses milionários, como se fossem a fundo perdido ou desviados do erário, como vem ocorrendo com muita frequência nestes últimos anos no País. Se concretizado este acordo, como parece que sim, o governo petista estará ressuscitando a escravidão no Brasil, por tráfico de médicos cubanos que receberão 70% a menos do que os outros profissionais da saúde, sejam eles brasileiros ou não, para atender pacientes nas regiões mais longínquas do País. Isso é um absurdo! Talvez o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a presidente Dilma achem que esses médicos não são humanos e não vão perceber, ao chegar ao Brasil, que estão sendo enganados! E que, como verdadeiros escravos, vão trabalhar garbosamente respeitando seus senhorios, ou donos, a partir de então, os petistas. Não sou advogado, mas tenho certeza de que, pelas leis brasileiras, esse contrato é inconstitucional. Além do mais, fere a dignidade da sociedade brasileira, que já tem uma dívida moral enorme com os cidadãos vindos da África séculos atrás. Em 1888, esse estúpido comércio humano felizmente foi extinto com a vigência da Lei Áurea. Assim o governo petista continua afrontando o País. Não pode tudo!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ESCRAVIDÃO

E como serão trazidos os médicos cubanos? Em "aviões negreiros"?

Rossana Baharlia rbah44@yahoo.com.br

São Paulo

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TENTANDO RESOLVER

A vinda de 4 mil médicos cubanos para atender o programa Mais Médicos tem de ser interpretada, por certo, como uma tentativa de solução para um problema que atinge centenas de municípios brasileiros, que não contam sequer com um profissional numa área que é fundamental para a sobrevivência humana. E pode servir também como uma crítica e um alerta a pessoas que estudam para aprender como salvar vidas. Mas que adquirem também o preparo teórico suficiente para apresentar através de suas entidades representativas propostas abrangentes a serem negociadas com os organismos governamentais, para diminuir os problemas atuais. O que não aconteceu até agora.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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DRIBLANDO OS TOLOS

Driblando vergonhosamente todos os trâmites legais e a maioria dos cidadãos pagantes, o governo petista realiza seu sonho de ajudar a ditadura comunista cubana dos companheiros Castro trazendo para trabalhar em regime de escravidão os 4 mil "médicos cubanos" com salários de R$ 10 mil. Fizeram uma "mise en scéne" com o falso programa Mais Médicos, mas o objetivo era mesmo enganar os trouxas. Esperamos que as oposições entrem no Supremo Tribunal Federal (STF) contra esse verdadeiro contrabando de "médicos" que trabalharão em regime de escravidão, e, o que é pior, sem falar uma só palavra em português e sem passar pela avaliação legal. Fica uma dúvida no ar: serão médicos mesmo ou agentes multiplicadores de guerrilheiros? Pois é quase impossível essa pequena ilha disponibilizar tantos profissionais de uma só vez. É só verificar o que houve na Venezuela.

Leila E. Leitão

São Paulo

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MAIS MÉDICOS

Parece que agora está ficando claro qual é o objetivo do programa Mais Médicos: contratar médicos cubanos (que não vão receber nada do governo brasileiro) para ajudar o governo cubano (os R$ 10 mil mensais de cada médico vão para a conta do governo cubano, se eu bem entendi). Já estão contratados e prontos para embarque. A propósito: são médicos, mesmo, como entendemos aqui? Afinal, quantos milhares de médicos há disponíveis por lá? Eles estão em todos os países americanos simpáticos aos cubanos, inclusive no Paraguai de Lugo. Agora também no Brasil.

Minoru Takahashi minorutakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Ministério anuncia vinda de 4 mil médicos cubanos até o fim do ano. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os médicos cubanos terão de passar por salas de aulas para aprender a língua portuguesa. Na minha opinião, essas aulas de português poderiam ser dispensadas, até porque, para Lula e Fidel, a língua nunca foi problema, embora devamos reconhecer que o ex-presidente Lula é um "cumpanhero" poliglota.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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TUDO PARA DEPOIS

O governo federal irá contratar mais 4 mil médicos cubanos para as regiões Norte e Nordeste do País. A contratação deverá ser realizada sem as formalidades previstas de verificação de suficiência profissional. Mas o que interessa não é o bom tratamento da saúde dos nortistas e nordestinos, e sim a policalha, porquanto a ocorrência de melhoria da saúde para as regiões poderiam ter sido feitas durante os 12/13 anos deste governo petista. Empurraram os problemas com a barriga. E temos o resultado depois. Ainda, como se não bastasse a verdadeira aventura na saúde, anunciam o Mais Professores, embora continuem pagando sempre mal os mestres e compelindo-os a deixarem ou a não procurarem a profissão. Será que teremos cubanos também ou serão argentinos, portugueses e espanhóis para a tapação de buracos? Os atuais mandatários da Nação, exceto suas reeleições, deixam tudo para depois, inclusive a cultura pátria!

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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APROVAÇÃO

A forma de contratação de médicos de Cuba demonstra que o governo brasileiro aprova a escravização do indivíduo pelo regime comunista.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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REVALIDA

No próximo domingo será realizado o Revalida para os médicos diplomados no exterior. São 1.722 inscritos em todo o Brasil. Levando em conta a disposição do governo em desmoralizar a medicina brasileira, vou dar três perguntas que constarão da prova. Não darei a resposta para não incorrer no risco da anulação do concurso. Primeira questão: o sangue dos humanos independentemente de partido político tem a cor amarela, verde ou vermelha? Segunda questão: salvo anomalias genéticas, o coração dos humanos está localizado no lado direito, no lado esquerdo ou no centro do tórax? Terceira questão: excetuando-se os governantes do País, os humanos têm quatro patas, duas patas, ou quatro membros? Adianto que as outra sete questões são menos complexas. Boa sorte a todos.

Humberto de Luna Freire Filho, médico hlffilho@gmail.com

São Paulo

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MEDICINA E IDEOLOGIA

Médicos cubanos. Não é de estranhar que o governo do PT, Lula, Dilma, Rui Falcão e Alexandre Padilha, tenha aceitado as condições impostas pelo governo stalinista de Cuba para alugar os seus médicos. Afinal, o PT na sua sonhada perpetuação no poder aquilo que ele mais deseja é ver o regime cubano implantado um dia no Brasil.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

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DOMINADOS

De quanto tempo vão precisar os "médicos cubanos" para tomar o comando do Brasil? Na Venezuela não precisaram de muito.

Fernando Moreno frodg434@hotmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO SEM FRONTEIRAS

70% do nosso dinheiro vai para Cuba e não vai voltar! Viva la corrupción!

Ricardo Sanazaro Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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CONSULTA PRÉVIA

Por que não marcar um "test drive" dos médicos cubanos com os políticos brasileiros, a começar pelo ex-presidente Lula, mas tem de ser pelo SUS.

Gilberto Scandiuzzi gilberto.carbosal@uol.com.br

Mogi das Cruzes

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INCOERÊNCIA

É impossível encontrar coerência no governo Lulilma: Ele privilegiou os universitários – porque votam –, quando deveria ter feito uma remodelação no ensino básico. Ela privilegia os irmãos Castro – através de seus médicos –, quando deveria ter criado condições estruturais para que nossos médicos pudessem exercer dignamente sua profissão.

Fábio Haddad fabhaddad@ig.com.br

Campinas

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LIGAÇÃO FRATERNA

Não discordo da contratação de médicos estrangeiros. Pode, até, melhorar o nível dos profissionais dessa área. Estranho a quantidade de médicos cubanos a serem contratados. Nada contra a nacionalidade dos mesmos. O que me preocupa é a ligação fraterna da cúpula do governo e seus partidários com o regime castrista. Lembremos que grande parte dos simpatizantes e colaboradores desse governo central habitou Cuba e, lá, participou de treinamentos de guerrilha. Seriam esses médicos somente médicos?

Ivódio Tessaroto itessaroto@adv.oabsp.org.br

Holambra

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CRIME

O Brasil pode e deve trazer médicos de onde bem entender, mas não pode em hipótese alguma aceitar regras que transformem seres humanos em escravos, o salário tem de ser pago aos médicos, nunca ao governo de seu país de origem. Está claro o crime que comete o regime ditador de Cuba, eles mantêm reféns os familiares do médico e o Brasil compactuando com isso. De jeito nenhum. É muito sério, é compactuar criminalmente e espiritualmente com uma situação gravíssima com consequências miseráveis. Se o governo brasileiro não tem a decência de negar este crime, cabe a nós, povo brasileiro, jamais permitir um acinte destes.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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AJUDA AOS CASTRO

Ao que parece, entre investir na melhoria da infraestrutura do nosso sistema de saúde caquético e abandonado e financiar a Cuba dos caudilhos Castro, o governo federal optou pela 2ª. alternativa. Mesmo porque esta exige bem menos planejamento e gestão – palavras estranhas aos petistas, além de, de quebra, agradar os "hermanos" Castro com o dinheiro do contribuinte brasileiro.

Paulo Ribeiro de Carvalho Jr. paulorcc@uol.com.br

São Paulo

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PROGRAMA ‘MAIS CUMPANHEROS’

O Planalto lançou vários programas eleitoreiros para engambelar os eleitores; afinal ano que vem tem eleição e só não lança o programa "Mais Cumpanheros" porque não há nenhum cumpanhero "desbocado" – sem a sua boquinha. Os médicos cubanos, que são necessários em regiões distantes e Estados do Norte e Nordeste, estão sendo colocados também no Estado de São Paulo. Só pode ser para chatear o governo paulista.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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ORNITORRINCO

Como o assunto do momento é médico, sugiro que esse governo

consulte, urgentemente, um otorrinolaringologista brasileiro, de preferência. Parece ou se faz de surdo, cheira mal e quando abre a boca só fala inverdades e estultices. Mas, como é mal educado e pouco chegado às letras, certamente não fará nada disso, pois, padecendo de disfunção cognitiva, irá confundir tudo, interpretar errado e certamente ficará ofendido por ter sido comparado a um ornitorrinco que, pensando bem, é sua própria imagem e semelhança: feio, anacrônico, desajeitado e peçonhento.

Gloria de Moraes Fernandes glorinhafernandes@uol.com.br

São Paulo

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O POVO E OS DOUTORES (NACIONAIS E IMPORTADOS)

Depois de toda a discussão provocada pelo anúncio da contratação de médicos cubanos, os primeiros 400 profissionais já estão chegando. Vão atuar em áreas distantes e na periferia dos grandes centros, onde não o governo não conseguiu convencer médicos brasileiros a se fixarem. Mesmo que seja verdade o que os se afirma (que os médicos cubanos não são bons como dizem), o povão desassistido sairá no lucro, pois, por pior que possam ser, a presença dos doutores importados será melhor do que o nada hoje reinante. O doente sem assistência é um torturado, e o governo que não cumpre sua missão constitucional de garantia à saúde, sem dúvida, é o torturador. Ao instituir o programa "Mais Médicos", o Ministério da Saúde provou que faltam médicos no país. Conseguiu preencher menos de 10% das vagas ofertadas. Agora, ao abrir a segunda etapa, anuncia em paralelo a vinda dos primeiros cubanos, como num recado velado de que, se não encontrar brasileiros, vai continuar trazendo os formado em Cuba até, talvez, chegar à contratação dos 6 mil inicialmente anunciados, motivo de toda a polêmica. Mas, além de contratar médicos, é imprescindível dar-lhes condições de trabalho, reformando e construindo hospitais e postos de saúde. Quanto aos doutores brasileiros, se quiserem, poderão concorrer com os estrangeiros ora em admissão. Mesmo assim, não pode se abandonar a idéia de criar mecanismos de ressarcimento para aqueles que estudam em escolas públicas ou com bolsas custeadas pelo governo. Eles têm de restituir em serviços ao povo um pouco daquilo que, através dos impostos, a população investe em sua formação. E nunca mais devem ficar em condições de tornar o povo e os governos reféns de seus interesses mercantis...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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BELO GOLPE

O "grande" ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que virão para o Brasil 400 escravos cubanos, que se concentrarão nas capitais: Recife, Salvador, Brasília e Fortaleza, nesta primeira leva, já que o governo petralha espera importar cerca de mais 3.600 escravos cubanos. Padilha disse que esses "agentes cubanos" são especialistas em medicina familiar e comunitária. Pelo que li, os médicos em Cuba, para completar sua renda, são taxistas a serviço de turistas que visitam a ilha. Essa exportação dos tais médicos virou um grande negócio para a ilha, já que Fidel anda faturando cerca de US$ 5 bilhões (R$ 10,6 bilhões) ao ano, conforme matéria publicada na BBC Brasil em junho (http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/06/130608_cuba_medicos_pai.shtml). Assim, essa negociata com Brasil será mui lucrativa para Fidel e sua ilha, já que só com esses 4 mil agentes cubanos que virão para cá os cofres cubanos receberão R$ 40milhões por mês, através da Organização Panamericana de Saúde. Já seus escravos cubanos continuaram a receber uma merreca. Para nós será mais uma bolsa, e caríssima, sustentada com o suor do nosso trabalho através de impostos que pagamos. Que golpe os petralhas estão nos impondo, com esse tráfico de escravos cubanos, alegando que nossos médicos não aceitaram trabalhar nos rincões longínquos. Um velho sonho que estava acalentado há muito tempo, tentando assim impor no Brasil uma ditadura comunista como a existente em Cuba. Uma pergunta que não quer calar: e o Ministério do Trabalho, vai autorizar o trabalho escravo no Brasil?

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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ATO MÉDICO

De um lado, alguns médicos que atribuem como sendo responsabilidade exclusivamente sua o diagnóstico das doenças, prescrição de medicamentos e indicação de tratamento complementar aos pacientes. Do outro, profissionais igualmente de 13 áreas de saúde, ou seja, que também prestaram juramento para fazer o melhor pelo doente, portanto visando ao mesmo que os médicos. A verdade é que alguns congressistas-lobistas, como os médicos Caiado e Chinaglia, mal acostumados a levar no grito, mais uma vez, querem manter a reserva de mercado – sustentando a base e interesses eleitorais (quem sabe profissionais) – derrubando o veto da presidente que pelo menos deseja mudar a situação caótica da saúde no Brasil, onde predominam a morosidade e a burocracia. E isso parece estar incomodando a turma do jaleco branco e do esteto, muitas vezes pendurados num canto de alguma sala de uma fria repartição do serviço público. Pelo bem de toda a prática visando à celeridade e à eficácia no tratamento, é bom que se lhes dê a equipe multiprofissional a possibilidade de, por exemplo, realizar diagnósticos em protocolos já estabelecidos no Sistema Único de Saúde (SUS). Insinuar, como alguns médicos estão fazendo, que esta equipe quer avançar nas prerrogativas de suas funções e as estatísticas apontam ser ela responsável pela maior parte das infrações é colocá-los, todos, numa vala comum e se esquecer de que nela também encontram-se maus médicos a cometer, todos os dias, os mais variados crimes contra o cidadão.

João Direnna, psicólogo joao_direnna@hotmail.com

Niterói (RJ)

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CASO DAVID MIRANDA

A entrevista do sr. David Miranda, traficante de informações sigilosas, é de um primarismo só justificado pelo medíocre ensino em nosso país. Publicada à página A19 do "Estadão" de 22/8, contém conceitos tão estapafúrdios e irracionais que beiram à total ausência de racionalidade. O sr. Miranda, por se julgar cidadão de um país sério, quer satisfações de um país civilizado e realmente democrático, que segundo o entrevistado foi julgado como se ele "estivesse num nível abaixo do deles". Eu arriscaria dizer que a Scotland Yard não costuma fazer julgamentos desprovidos de consistência. O Senado federal e o Itamaraty fariam bem em agir com cautela para não piorar ainda mais a imagem que temos atualmente.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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PUBLICIDADE

Os jornalistas David Miranda e seu namorado, Glenn Greenwald, conseguiram a publicidade e a celebridade que tanto almejavam, graças à incompetência e à inépcia da Polícia Metropolitana de Londres.

Flávio José Rodrigues de Aguiar flavio.daguiar@gmail.com

Resende (RJ)

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CONFUSO

É Davi Miranda para cá e Davi Miranda para lá que já nem sei mais se se trata do namorado do alcaguetador de Edward Snowden, aquele que foi preso dia desses em Londres ou se é o pastor midiático-radifônico que eventualmente pode ter trocado o tradutor para o castelhano por um tradutor para a língua inglesa. Mas que está causando confusão, isso está.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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LIBERDADE

"A liberdade ficou no portão de embarque" (22/8, A2). O sr. Eugênio Bucci inicia seu artigo com a frase "a detenção do brasileiro David Miranda no Aeroporto de Heathrow, em Londres, no domingo, dá o pior sinal possível para quem preza a liberdade de imprensa". Ora, o governo boliviano deteve – sem acusação formal – 12 brasileiros (torcedores do Corinthians) por 60 dias. Nem o Itamaraty nem o sr. Bucci ou outros defensores dos direitos humanos reclamaram, se manifestaram contra a arbitrariedade. Quem preza a liberdade de imprensa deveria alertar/criticar/protestar contra o que está acontecendo nos países "bolivarianos" (Venezuela, Bolívia e Equador) e assemelhados (Argentina) – evidentemente sem citar Cuba, um "ponto fora da curva", usando a expressão em voga –, caso contrário, fica evidente que a crítica só é valida quando contra os americanos e/ou ingleses. Com certeza, por mais 200 anos a Inglaterra e os EUA deverão garantir as liberdades fundamentais das pessoas. Em alguns países da América Latina e do Oriente, essa garantia não se deve contar em meses. Tomo a liberdade de voltar ao sr. Eugênio Bucci, com a questão da propaganda oficial, em que, aliás, muito atencioso, (e generoso) tomou seu tempo para me responder em outra ocasião que lhe dirigi. Vendo, ainda, os gastos federais em publicidade, gostaria de dividir com o sr. Bucci minha, digamos, indignação: a Secom (comunicação da Presidência) gastou R$ 1,68 bilhão em publicidade. O Ministério da Saúde, R$ 1,51 bilhão. Todos os demais ministérios somaram R$ 1,2 bilhão. Simples coincidência ou essa concentração de recursos é um esforço pela reeleição da presidente e uma força para a candidatura do ministro da Saúde ao governo paulista? A Prefeitura de São Paulo, em oito meses de gestão Haddad, deve ter gasto mais do que todos os antigos prefeitos da capital paulista (além de espalhar relógios pela cidade, de serventia duvidosa, considerando outras carências da cidade). E por que gastar tanto em propaganda? Anestesiar a crítica da imprensa? Influenciar a pauta dos noticiários com press release de interesse do governo? (O ministro Padilha está diariamente nos noticiários). Criar "créditos" junto a agências de propaganda para futuras campanhas políticas? Fácil verificar que alguns telejornais (especialmente o Jornal da Band) são, majoritariamente, patrocinados por verbas da administração direta ou indireta. Como esperar isenção e independência nesses programas noticiosos? Além de gastar muito, o governo gasta mal. Como na propaganda de recadastramento do Bolsa Família, veiculada numa rádio FM de São Paulo. Ou o BNDES anunciar, como se necessário fosse, criar demanda para crédito barato. Ou a Petrobrás, com sérios problemas de caixa, capacidade de investimento, queda de produtividade, etc., gastar tanto em anúncios institucionais. E o Correio, sendo monopolista, precisa gastar tanto anunciando o Sedex? Sem falar que os anúncios da CEF são notórias (explícitas) propagandas do governo federal.

Marcio Cruz mm.cruz23@gmail.com

São Paulo

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JEAN E DAVID

O Itamaraty não se empenhou no caso Jean Charles de Menezes, o brasileiro executado no metrô de Londres em 2005, como está se empenhando no caso de David Miranda, detido no Aeroporto Heathrow com documentos secretos roubados dos EUA. Mais uma vez está prevalecendo o complexo de vira-lata na chancelaria brasileira. Enfim, Edward Snowden é o homem mais importante do Brasil com ajuda do Itamaraty. Barack Obama deveria cancelar a visita de Estado que Dilma fará em setembro à Casa Branca.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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A ‘PESQUISA’ DE TARSO

A informação de que o governo petista do Rio Grande do Sul contratou pesquisa para aferir a "imparcialidade" de um órgão privado da mídia (o jornal "Zero Hora") causa profunda estranheza e indignação por dois motivos: primeiro, a eventual parcialidade de um determinado órgão de imprensa não é assunto da esfera de interesse do Estado, e, segundo, a pesquisa cingiu-se a um único órgão de imprensa, o que não tem o menor cabimento. Não há mídia totalmente imparcial em lugar algum do mundo, que o digam os pasquins da esquerda radical, em geral panfletários e muito distantes de serem "imparciais". O que existe é imprensa livre e imprensa manietada, como ocorre, neste último caso, nos países "bolivarianos", cujos líderes – em geral autocratas com um pé no estalinismo – são amigos de infância de petralhas como o governador Tarso Genro, do PT gaúcho. Mais uma demonstração de desvio de função, patrulhamento à liberdade de expressão em clara afronta à Constituição federal e mau uso do dinheiro público, com óbvio prejuízo ao erário. Vamos esperar que o Judiciário gaúcho dê resposta a mais esse desmando petralha.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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DESAGRAVO A DOM ODILO SCHERER

Tá na Cara! A estudante da Pontifícia Universidade Católica (PUC) que se dispôs a entregar um abacaxi ao cardeal dom Odilo P. Scherer, numa alusão pejorativa à reitora Anna Cintra, quis, na verdade, se promover; basta ver a foto publicada no "Estadão" (edição de 23/8, A19), em que até pose a moça fez. Acho que ela já emoldurou a foto e vai exibi-la durante muito tempo, como se fosse um troféu conquistado numa competição esportiva. Parabéns pelo equilíbrio e pela coragem de sempre, dom Odilo, pastor de todos nós, católicos de São Paulo.

José Antonio Braz Sola jose.sola@globomail.com

São Paulo

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JOÃO MELLÃO NETO

Prezado jornalista João Mellão Neto, sempre leio seus artigos e aprecio seus comentários. Ontem, no entanto, discordei do seu artigo "Um Deus implacável" (23/8, A2). É necessário consultar teólogos protestantes. Deus é o mesmo de católicos e protestantes.

A palavra de Deus nos diz: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus" (Romanos 3:23-24).

"Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 João 1:9).

Deus está atento à sinceridade dos corações que o buscam.

Regina Moreira Jaluks jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

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‘UM DEUS IMPLACÁVEL’

O jornalista João Mellão Neto usou o título "Um Deus implacável" (23/8, A2) para mostrar que o Deus dos protestantes é mais cruel que o dos católicos. Ele se baseou na visão de Max Weber e assim condenou a teologia protestante calvinista. Ora, não preciso dizer que é limitada a escrita do nobre jornalista, porque o sr. Weber não representa a visão calvinista. Ele poderia tomar do próprio Calvino, mas como o texto é tendencioso ele buscou de quem interessa para condenar os protestantes. Agora, no protestantismo não há proibição de participar da eucaristia (ceia do Senhor) para quem é divorciado, como há no catolicismo. Não há cobrança financeira ou obrigatoriedade para celebrar missa de 7 dia para que o morto deixe o purgatório, nem há também batismo infantil para que morrendo a criança vá para o limbo. E o autor do texto vem nos dizer que o Deus do protestantismo é mais cruel que o dos católicos? Faltou-lhe conhecimento teológico para tal afirmação, pois no protestantismo, o nosso Deus nos dá tudo pela graça por meio de Cristo Jesus, sem ter de fazer qualquer novena ou rezas para conseguir perdão pelos pecados e o tal enriquecimento que ele se refere no texto é pura graça para socorrer os que necessitam de graça. No protestantismo não temos penitências e nem condenações.

Rev. Antonio Lima (Jeam), pastor presbiteriano antoniojeam@gmail.com

São Paulo

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ABORDAGEM INFELIZ

Com relação ao artigo produzido pelo ilustre jornalista João Mellão Neto, quero fazer uma severa reverberação ao seu teor. Não sei de onde o articulista tirou a ideia a respeito de um Deus protestante e um Deus católico. É bem verdade que as colonizações na América feitas por países católicos e protestantes, mostram uma abissal diferença de desenvolvimento. Ou não? Isso bastaria o bastante para diferenciar protestantes e católicos e o seu Deus? Contudo, o que Lutero e Calvino evidenciaram é que uma vida dedicada ao trabalho árduo, dentro de padrões éticos insuspeitos, leva certamente ao sucesso de uma empreitada qualquer. O que eles fizeram não foi senão resgatar a ideia de Deus do "Velho Testamento" que levou os judeus a sustentarem uma fé com mais de quatro milênios. Essa ideia foi suavizada pela presença de Jesus Cristo. E o que pregava Cristo além do amor ao próximo? O perdão. A doutrina dos dois brilhantes protestantes tem essa base. Ainda quarta-feira passada assisti a um culto na Primeira Igreja Presbiteriana Independente situada na Rua Nestor Pestana, onde o pastor fez sua pregação justamente sobre o perdão (vide Lucas 17: 3 - 10). Acho que o jornalista não foi feliz na sua abordagem.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

São Paulo

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