Fórum dos Leitores

ENERGIA ELÉTRICA

O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2013 | 02h15

Apagão no Nordeste

De novo, apagão no Nordeste, e em menos de um ano, atingindo Fortaleza, Salvador, Recife, Natal, João Pessoa, Maceió e diversas outras cidades. A causa terá sido qualquer uma, desde que não ateste responsabilidade direta do Ministério de Minas e Energia do governo Dilma Rousseff. IncomPeTência, teu nome é PT!

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

No escuro

FHC é constantemente criticado por petistas pelos problemas com energia elétrica em sua gestão. Lula, em 2009, enfrentou um apagão, à noite, que deixou o País inteiro no escuro e delegou a um pássaro a culpa pelo ocorrido. Agora é Dilma que está no escuro... Resta saber se - como fez o padrinho - ela culpará algum animal para acobertar a incompetência petista.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Virulência

Este mais novo apagão me lembra a virulência dos opositores contra o apagão no governo FHC. Faz parte do combate político? Sim, faz, mas... o partido que "não rouba e não deixa roubar" também apresentou seus apagões... E outros "senões"!

ALBERTO A. PASCALE CRACEL

albertocracel@bol.com.br

São Paulo

Herança maldita

Dez anos de governo petista e a herança maldita persiste.

RUBENS T. DA LUZ STELMACHUK

rtls@bol.com.br

Curitiba

Recomendações

Gostaria de fazer duas recomendações. Uma, aos nossos governantes: não se preocupem em inventar desculpas, as anteriores foram tão ridículas que provocaram mais desgaste do que melhora na imagem do governo. A outra, desta vez ao povo nordestino: não se esqueçam desses fatos quando votarem para presidente no próximo ano.

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

Desculpas

Mais um apagão?! Já até sei, vão alegar que foi "pontual"... Aliás, lembram-se de quando ocorreu aquele apagão em que apareceu até ministro de Estado dando explicação no Senado, dizendo que tudo seria investigado? Até agora, nada, né? Mudando de assunto para a fuga da Bolívia, Dilma ficou brava com a quebra de hierarquia ou porque tentaram acabar com a anarquia?

RICARDO SANAZARO MARIN

s1estudio@ig.com.br

Osasco

POLÍTICA EXTERNA

Deportação

A presidente Dilma está fazendo um cavalo de batalha com o caso do asilo ao senador boliviano Roger Pinto. Até demitiu o ministro Antonio Patriota, tomando as dores do companheiro presidente Evo Morales. É capaz de devolver o senador e se desculpar pela concessão do asilo. Neste governo asilo é só para a companheirada, como o terrorista italiano, condenado formalmente pela Justiça na Itália e autor de assassinatos por lá, que agora vive no Brasil. Só falta ser condecorado pelo governo federal.

WALDOMIRO B. DE CARVALHO

waldomiroxuca@globo.com

São Paulo

É assim?

Então vamos devolver o boliviano Roger Pinto e conservar o italiano Cesare Battisti? Ferimos a soberania boliviana e não demos bola para a Itália. Bravo! A propósito, há anos, ao se referir ao resgate em Entebe, o Estado publicou o belo editorial Um gesto de gallantry. E é precisamente um gesto de gallantry, o de Eduardo Saboia, o causador da reação enfurecida no universo bolivariano e da tempestade na corte brasiliense. Naquele passado distante Idi Amin também ficou furioso e o mundo não acabou. Parabéns ao nosso diplomata.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

Asilo e fuga

Fica o aval esclarecedor do ex-chanceler Celso Lafer contra o revelador esbravejar da presidente Dilma. Pra bom entendedor...

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Roger Pinto x Manuel Zelaya

O senador Roger Pinto vivia em condições precárias numa sala da embaixada do Brasil em La Paz e sem poder receber visita da família. Já Manuel Zelaya, em 2009, quando asilado na representação brasileira em Honduras, fazia reuniões políticas dentro da embaixada e até atendia a imprensa internacional. Esses contrastes mostram as trapalhadas da política externa brasileira, que com medo de ser acusada de imperialista se submete às jogadas políticas de países da região. Nossa tradição de conceder asilo a perseguidos políticos, deixando de lado convicções ideológicas e dando prioridade à defesa da liberdade e dos direitos humanos, começou a ser desconsiderada no governo Lula.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Escapismo

Dilma está usando a mesma técnica de seu professor, o sr. Lula, no mensalão, ao dizer que não sabia das condições desumanas e da fuga do senador. Por que neste país as pessoas que mais deveriam saber ou fazer são as que menos sabem e fazem?

EVERSON ROGÉRIO PAVANI

roger.advog@gmail.com

São Paulo

MAIS MÉDICOS

De importação

Se o Ministério da Saúde pode importar médicos, por que o Ministério das Relações Exteriores não pode importar um senador?

JORGE MANO

jrmano@yahoo.com

São Bernardo do Campo

Remuneração dos cubanos

É incompreensível o sistema de remuneração dos médicos trazidos de Cuba para atuarem em nosso país. Se o pagamento é feito ao governo cubano, mesmo que por intermédio da Organização Pan-Americana de Saúde, e em Cuba o valor é distribuído às famílias na faixa de 20% a 40%, para onde vão os restantes 60%? Será que esse valor restante é considerado pagamento de aluguel humano? Ou parte fica com o governo cubano e parte é destinada/retornada a alguém ou alguma entidade de fins políticos? Será uma forma de doação ao governo cubano para atender às necessidades do povo faminto? Ou esse valor é para aumentar o caixa dos Castros, prevenindo a possibilidade de mudança do regime político e ser necessário asilar-se em outras terras?

ADIB HANNA

adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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LIBERDADE DE IMPRENSA

Mais um jornal censurado. Agora é o jornal "Gazeta do Povo", do Paraná, que está impedido pelo Tribunal de Justiça do Estado de publicar matéria contra o próprio presidente do tribunal, Clayton Camargo, suspeito de vender sentenças e que já sendo investigado desde abril pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O que preocupa em mais este triste episódio de cerceamento à liberdade de imprensa é que nestes últimos anos é a própria justiça brasileira que vem sendo cúmplice desta fissura na nossa vida democrática, impedindo o trabalho da imprensa. Se um político, ou quem quer que seja, deseja censurar algum tipo de publicação que supostamente lhe afete, seja na imprensa falada, escrita ou televisiva, somente irá lograr êxito se o nosso Judiciário autorizar, ou for conivente com isso. E assim vem ocorrendo nestes últimos anos, como na censura contra o jornal "O Estado de S. Paulo", que desde 2009 está impedido de publicar ilícitos do filho do senador José Sarney. E temos casos de censura até na internet. Que justiça é esta?! Um país como o nosso, que abriga membros no Judiciário alérgicos à liberdade de imprensa, jamais será desenvolvido. Ou até uma presa fácil para populistas de plantão amanhã destruírem o nosso fragilizado regime democrático. Já que o Brasil ocupa hoje o vergonhoso 108.º lugar no ranking Liberdade de Imprensa Mundial.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CENSURA

Lamentavelmente, o Brasil faz triste figura num obscuro e vergonhoso 108.º (!) lugar no ranking Liberdade de Imprensa Mundial, entre 179 países, divulgado pela Organização Repórteres Sem Fronteiras. Após 11 atos de censura em 2012, este ano já registra até agosto seis novos casos. Banida pela Constituição federal de 1988, a censura continua sendo um expediente usado e abusado à larga pelo Judiciário sem o menor constrangimento. Até quando?!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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JUSTIÇA EM AÇÃO

Da mesma forma como foi, é e pelo jeito continuara sendo, já faz 1.430 dias que o "Estadão" está censurado e proibido em divulgar notícias a respeito da Operação Boi Barrica, envolvendo Fernando Sarney, filho do senador José Sarney. Agora é a vez do jornal "Gazeta do Povo", de Curitiba, que está proibido, portanto, censurado, de publicar informações sobre investigações abertas contra o presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado, Clayton Camargo. Justiça brasileira em ação, em favor de quem?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A FÚRIA DA PRESIDENTE

A fúria da sra. presidente da República com a declaração do sr. Eduardo Saboia ao dizer que se sentia como um carcereiro do DOI-Codi na embaixada da Bolívia foi inapropriada, muito embora esta comparação não tenha sido das mais felizes. Em primeiro lugar, porque uma presidente não tem de bater boca com um diplomata. Em segundo, porque o sofrimento dos outros não pode ser medido: 15 meses confinado numa sala dentro do escritório da embaixada do Brasil na Bolívia, distante de qualquer contato com o mundo, sem nem ao menos poder sair ao ar livre, pode muito bem ser um inferno. A inação do governo brasileiro com relação a este senhor é de espantar, ainda mais depois que o Brasil concordou com o acordo feito na última reunião do Mercosul, em desagravo ao próprio Evo Morales, sobre o direito de asilo da Declaração Universal de Direitos Humanos.

Maria Tereza Murray

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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O CÉU E O INFERNO

Literalmente espumando de raiva e gaguejando, nossa "presidenta" disse que "o DOI-Codi é tão distante da embaixada em La Paz quanto o céu do inferno". A expressão não deixa de ter lógica, já que compara o DOI-Codi ao céu a e a embaixada ao inferno, por ser propriedade de um governo acostumado a "fazer o diabo", na expressão da sub-chefa dos capetas...

César F. M. Garcia

cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

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NÃO COLOU

A presidente Dilma tem todos os motivos para ter ficado irritada com a atuação do diplomata brasileiro Eduardo Saboia. Foi extremamente irresponsável a atitude do ministro, que trouxe para o País, de forma perigosa e ilegal, um político todo enrolado com a justiça boliviana. Essa arbitrariedade de Saboia não deu para entender, pois dizer que agiu para "salvar vidas" não colou.

Habib Saguiah Neto

saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

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MENTINDO DOS DOIS LADOS

É incoerente a "irritação" da presidente Dilma com a atitude humanitária do encarregado de negócios da embaixada brasileira em La Paz, Eduardo Saboia, censurado e sob risco de ser exonerado por ter salvado a vida do senador boliviano Roger Pinto Molina, há 15 meses "encarcerado" na embaixada brasileira em La Paz. Afinal, tudo o que Saboia fez foi pôr em prática os ensinamentos da própria presidente, que, certa vez, disse sentir "orgulho" por ter ludibriado seus algozes, quando interrogada por sua participação na luta armada. À época, afirmou que salvara muitas vidas com suas trapaças. Sendo a mentira o padrão glorificado pela própria Dilma em caso de injusta perseguição, soa, no mínimo, estranho, agora, a pressão sobre o diplomata Saboia, cujo único "crime" foi ter dado fim àquela agonia de forma arrojada e destemida. A reação negativa de Dilma, mais preocupada em lamber as feridas expostas do protoditador Evo Morales ao invés de dar uma medalha de honra ao mérito àquele que defendeu os direitos humanos de um perseguido, apenas evidencia mais esta vez as contradições e desacertos do desgoverno do PT e exibe a quantos estejam dispostos a enxergar a veia autoritária desses que ainda hoje, em plena democracia, parecem continuar sentido muito "orgulho" de mentir - só que, agora, ao País inteiro, e do lado do poder.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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UM GOVERNO TENDENCIOSO

Senti orgulho ao ver um diplomata brasileiro, Eduardo Saboia, libertar de situação de agonia um ser humano perseguido político na Bolívia, onde se vive um governo claramente tendencioso de ditadura de esquerda, onde quem tem opinião diferente paga caro. E infelizmente, o Brasil tem um governo que compactua com vários países assim, tanto que usa de dois pesos e duas medidas: quando o também ditador Manuel Zelaya estava asilado na embaixada, teve vida bem diferente, sempre com mordomia, com a família, e ainda usou a embaixada como palco político, e a isso nosso governo deu total apoio. Quando o caso é libertar um não alinhado ideológico, a coisa fica bem diferente. Parabéns a Eduardo Saboia. São pessoas como ele que têm credibilidade e confiança no Brasil diante daqueles que amam a liberdade e a democracia.

Roberto Moreira da Silva

rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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‘A CORAGEM DE UM DIPLOMATA’

Cumprimento o jornal pelo editorial "A coragem de um diplomata" (27/8, A3). Não dá para entender esta relação masoquista dos petralhas com o "cocalero" Evo Morales. Quanto mais eles (PT) apanham, mais se submetem àquela joia da política sul-americana.

Sergio Lauandos

sergio.lauandos@terra.com.br

São Paulo

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HOMENS DE HONRA

Cumprimento o "Estadão" e o editorialista pela acuidade com que o caso é abordado ("A coragem de um diplomata"). É definitiva a assertiva "a diferença entre a prática e a teoria pode ser eliminada por um ato de desassombro". O jovem diplomata resgatou o ideal que temos para o nosso país, vilmente conspurcado pelo governo petista, seus comissários do Itamaraty e da súcia bolivariana. Bravíssimo, ministro Saboia. É um conforto constatar que ainda existem homens de honra no Brasil. Que dona Dilma e seu politburo palaciano top-top não ousem prejudicá-lo.

Alexandre de Macedo Marques

ammarques@uol.com.br

São Paulo

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DIPLOMACIA

O tom das páginas de opinião de 27/8 foi a diplomacia brasileira. Precisamos participar e nos inserir cada vez mais nas relações com outros países, mesmo com os dissabores vividos. À parte das "razões de Estado", é curioso que "diplomata" seja anagrama de "Dilma topa".

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Lorena

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UM PRECEDENTE PERIGOSO

Fico perplexo ao ver os aplausos que a atitude tresloucada do diplomata Eduardo Saboia vem recebendo. Admitamos que merecem suspeita as diversas ações que o governo boliviano tem contra o senador Roger Pinto, mas seguramente não seria surpresa alguma se todas ou boa parte dessas ações tiverem fundamento, uma vez que ser oposição ao regime não é prova alguma de inocência virginal. Ante essa dúvida, que é o máximo saber a que podemos chegar, nesse universo nebuloso, a quem cabe a difícil missão de decidir quem tem razão, e como se deve agir nessas circunstâncias, tomando talvez medidas que possam provocar grave crise internacional? Certamente, não será um diplomata de terceiro escalão quem deva tomar a justiça em suas próprias mãos, passando por cima de vários níveis hierárquicos, num caso em que nem mesmo um ministro de Assuntos Exteriores tomaria atitude sem consultar a Presidência da República. Temos aqui algo semelhante á revolta dos sargentos em 1964, mas com ecos bem diferentes entre a mídia, talvez pelo simples fato de que a polaridade política se inverteu. Entre minhas certezas está a de que as bases da democracia, da lei e da ordem devem reger igualmente os fatos, seja qual for a ideologia de seus atores. Apoios a atitudes como essa podem gerar coisa muito pior. Quem sabe o embaixador brasileiro na Inglaterra se compadece com o sofrimento do Julian Assange, e o acolhe em nossa embaixada, sem autorização do Itamaraty, apenas por ditames de seu bom coração?

Carlos Bertomeu

carcbert@gmail.com

Santana de Parnaíba

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ASILO ARRISCADO

Meu total apoio ao ministro Saboia. Muitas vezes as pessoas agem com honra e em desacordo com seus superiores. Honra, neste país, é palavra inexistente nos desgovernos do PT. Qualquer que seja a "punição" do diplomata, ele deve levá-la com a cabeça erguida, sabendo que as pessoas de bem o estão aplaudindo. E que honrou seu cargo e sua família. Mas, para evitar que façam como fizeram com os boxeadores cubanos, que o senador boliviano seja realista, ele corre grande risco de ser devolvido. Que peça asilo aos Estados Unidos, porque estes governos que aí estão vergam suas colunas todos os dias aos governos bolivarianos que estão levando à breca.

Ruth Moreira

ruthmoreira@uol.com.br

São Paulo

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O BOLIVIANO E O ITALIANO

Parabéns ao diplomata Eduardo Saboia pela coragem de trazer o senador boliviano Roger Molina. Já que demos asilo a um bandido e terrorista italiano, diga-se Cesare Battisti (o que foi o último ato oportunista e covarde de Lula em seu último dia de governo). Por que não dar asilo ao senador, que já havia sido concedido? Mas tanto o governo brasileiro como o boliviano estavam empurrando a questão com a barriga, ou, como disse o diplomata brasileiro, num jogo faz de conta. Em tempo, para o atual governo este é um país "faz de conta".

Helcio Silveira

heldiasilveira@gmail.com

São Paulo

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REFÚGIOS

Aceitar receber/dar asilo um perseguido político como o senador Roger Pinto não pode, não é? Mas dar asilo a um assassino já julgado pela Justiça Italiana pode, não é? Parabéns ao diplomata Eduardo Saboia!

Roger Cahen

rcahen@uol.com.br

São Paulo

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PUNIÇÕES

Um país que não consegue tomar conta de sua fronteira acena com punições? Patriota saiu-se bem na fuga do senador boliviano Roger Pinto Molina. Coitado que punição severa. Livrou-se do cocaleiro e vai respirar ar puro em Nova York. Realmente dona Dilma é uma mãe, não só do PAC, mas de todos os presidentes do Mercosul. Melhor que isso só dois disso.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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ANTONIO PATRIOTA

O ex-ministro Antonio Partriota, apesar de ter submetido o Itamaraty a todas vontades absurdas do Planalto durante sua gestão, teve a coragem de colocar em prática seu espírito humanitário e resgatar o senador boliviano. Dilma, bem ao estilo de Joseph Stalin, já tratou de demitir o chanceler e com certeza fará seja extirpado cirurgicamente das fotos oficiais.

Frederico d’Ávila

fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

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TRAPALHADAS MINISTERIAIS

Uma vez mais se reforça a incapacidade dos ministros lulopetistas. Após a dita "limpeza" de 2010, de ministros envolvidos em falcatruas, agora mais um deles está fora. Todos sabem das trapalhadas na política externa, que já vinha desde Celso Amorim. Agora, com o caso do senador boliviano, foi a vez de Antonio Patriota. Já foi tarde. Nunca se viram tantos erros na condução da política externa, após bons ministros antes da era Lula. Que não venha o governo dilmista tentar sacrificar o verdadeiro diplomata, Eduardo Saboia. Este, sim, merece o nosso aplauso. Após a saída de Patriota, está faltando descartar os incapazes ministros da Fazenda, o cômico Guido Mantega, e o inexpressivo Celso Amorim, colocado ali para afrontar nossas gloriosas Forças Armadas, que, aliás, tinha como auxiliar um ex-terrorista, agora condenado pelo crime no mensalão. É muita humilhação. Mas a relação dos ministros incapazes, embora gastadores de dinheiro público, é bem maior. Basta relacionar a totalidade deles: 39 (ou serão 40?). De onde vieram, quais suas capacidades administrativas e o porquê se suas nomeações.

Éllis A. Oliveira

elliscnh@hotmail.com

Cunha

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A DEMISSÃO DE PATRIOTA

Os assuntos de relações internacionais entre países é bastante complexo e delicado, no entanto quero opinar sobre a recente questão Bolívia/Brasil. Tinha pelo ministro impressão muito desabonadora, não só por suas atitudes passadas, como pelo "contágio" com que sua patrona o tisnou. Diante de sua honrada atitude no presente episódio, penitencio-me por meu antecedente julgamento. Se o governo da Bolívia fosse um governo sério, as circunstâncias seriam diferentes e meu julgamento também.

Mário Rubens Costa

costamar31@terra.com.br

Campinas

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SUBMISSÃO, DE NOVO

Primeira baixa no Itamaraty devido ao caso do senador boliviano que estava abrigado na embaixada do Brasil, na Bolívia e que, na última sexta-feira conseguiu sair a caminho de nosso país. Trata-se de Antonio Patriota, agora ex-ministro de Relações Exteriores do governo Dilma. Em caso anterior, em Honduras, quando o ex-presidente Manuel Zelaya abrigou-se em nossa embaixada em Tegucigalpa e aprontou a valer, o governo brasileiro do PT contemporizou ao máximo e tudo ficou como dantes no quartel de Abrantes. Mais uma vez, portanto, Dilma submete-se ao presidente índio cocalero, Evo Morales, da Bolívia. Essa gente do PT é demais da conta!

Alvaro Salvi

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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CONTRA A ENROLAÇÃO

Alguém tinha de decidir sobre o destino do senador boliviano, que estava encarcerado há mais de um ano na embaixada do Brasil em La Paz. Agiu com coragem e determinação, pois quem tinha o poder de solucionar o fato só enrolava - política da atual administração da inquilina do Palácio da Alvorada - principalmente em questões internacionais.

Aloisio Pedro Novelli

celnovelli@terra.com.br

Marília

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FALSA INDIGNAÇÃO

Se um preso político, com a ajuda de um diplomata brasileiro, fosse retirado de um país dito "imperialista" pela comunidade bolivariana e seus simpatizantes, nas mesmas condições em que foi retirado o senador Roger Pinto, os mesmos não estariam indignados e, ao contrário, justificariam o ato e festejariam a libertação. Evo Morales tomou nossa refinaria de forma truculenta sem pagar o devido e nós libertamos um senador perseguido pelo seu governo que, mesmo com asilo assegurado pelo Brasil, teve seu salvo-conduto para deixar o país negado, o que contraria as práticas internacionais. Parabéns ao diplomata Eduardo Saboia por sua ação humanitária.

Ana Maria Carmelini

anacarmelini@yahoo.com.br

São Paulo

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UM PAÍS DESGASTANTE

Seguradoras têm enorme trabalho em recuperar veículos roubados aqui, no Brasil, e na Bolívia comercializados, o contrabando de armas é um fato, fornecimento de cocaína é uma dura realidade, a Petrobrás foi nacionalizada e ninguém falou nada, aliás, fizeram como quiseram, corintianos presos sem uma prova cabal e agora o caso do senador refugiado, cujo salvo-conduto vinha sendo constantemente adiado pelo governo local. O resultado disso tudo é um país chamado Bolívia, que só nos causa grandes dores de cabeça, prejuízos e enorme desgaste.

José Piacsek Neto

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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ESCAMBO DIPLOMÁTICO

Para aplacar a sensação de desconforto do presidente Evo Morales, que tal propor uma justa troca; devolvemos a ele o torcedor corintiano Leandro Oliveira, o "Soldado" flagrado em mais uma confusão dentro de um estádio de futebol, e ficamos com o senador Roger Molina. Caso encerrado!

Fernando Cesar Gasparini

phernando.g@bol.com.br

Mogi Mirim

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TROCA E REPOSIÇÃO

Aproveitando o seu retorno à embaixada brasileira em La Paz, depois de concluir com sucesso a sua heroica missão, o diplomata Eduardo Saboia poderia levar consigo o Leandro Oliveira, conhecido como "soldado" na Gaviões da Fiel, para cumprir pena na cadeia de Oruro, no lugar do adolescente H.A.M., de 17 anos, que assumiu na Vara da Infância e Juventude de Guarulhos, a responsabilidade pelo disparo que matou o torcedor do time boliviano durante jogo contra o Corinthians pela Copa Libertadores da América

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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IMPUNIDADE NO FUTEBOL

Dois dos torcedores do Corinthians que estiveram presos na Bolívia por cinco meses foram flagrados na briga com os torcedores do Vasco da Gama neste último domingo. Na Inglaterra os "hooligans" (vândalos) - torcedores que habitualmente se envolvem em atos de violência - foram proibidos de viajar para eventos esportivos no exterior e obrigados a permanecer em dependências policiais durante jogos locais. O que mais será necessário para que "nossas autoridades" esportivas finalmente acordem e tomem atitudes semelhantes?

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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BRIGA NO ESTÁDIO DE BRASÍLIA

Em Brasília não se prende ninguém. Nem mensaleiros nem baderneiros...

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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‘STF AVANÇA, EM PAZ’

O editorial "STF avança, em paz" (24/8, A3) teceu uma série de considerações que mostram com clareza a situação atual daquela Casa de Justiça, como têm se comportado seus ministros, os primeiros resultados dessa volta ao mensalão e uma previsão do que poderá ocorrer com os indiciados daqui para a frente, principalmente ao petista Zé Dirceu, pela sua importância durante o período de governo não só de Lula, mas até hoje, porque a presidente criatura é apenas uma marionete de seu criador. O texto finaliza com uma advertência do ex-ministro Luiz Gallotti, que enfatiza a importância dos resultados dos julgamentos do STF, "porque ele próprio poderá ser julgado pela Nação e pelos cidadãos desta República". Seria perfeita tal colocação, caso fosse em países de Primeiro Mundo, onde tribunais penalizam com dureza políticos como os envolvidos no "mensalão", mas como esperar tal firmeza aqui, onde pouquíssimos acompanham essa atuação e milhões nada sabem ou se interessam pelos resultados? O final deste processo é de uma importância sem igual, porque mostrará se o País adquiriu dignidade para integrar a classe de países de Primeiro Mundo ou continuará na escória.

Laércio Zanini

arsene@uol.com.br

Garça

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MAIS MÉDICOS, MAIS SERIEDADE

Até que os "médicos" estrangeiros façam o Revalida, não podem exercer Medicina no Brasil e muito menos receber recursos do governo brasileiro no Programa Mais Médicos. Que história é essa de que são especialistas em "medicina de família"? Desconheço tal modalidade de especialização. Se é para tratar de ações preventivas, o que isso significa? Conversar com as pessoas nos rincões do Brasil e orientá-las? Sobre exatamente o quê? Por que todos têm de assistir às palestras de Português e sobre a legislação de saúde no Brasil vestidos de jaleco branco? É só para parecerem como médicos? As ações do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, são perversas, dissimulam e não trazem a verdade. Precisamos é de um programa "Mais Seriedade". Chega! Os médicos estrangeiros precisam fazer o Revalida para participar deste programa. Não tem cabimento o governo brasileiro pagar R$ 10 mil por mês para profissionais que não estejam habilitados, nem lançar um exército de pessoas estrangeiras país afora para orientar nossos cidadãos.

Carlos de Oliveira Ávila

gradjota@gmail.com

São Paulo

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ACABA EM SAMBA

Com a chegada dos primeiros médicos cubanos ao Brasil, o governo federal apressa-se em divulgar os critérios e as normatizações que serão usados para controlar a atuação do grupo no País. Correto. Qual o problema, então, em submetê-los ao Revalida, critério fundamental de avaliação? Pirraça contra as entidades representativas dos médicos? Ou certeza da reprovação dos cubanos? Seja um motivo ou outro - provavelmente os dois e mais alguns -, o fato é que o Brasil continua sendo o lugar em que tudo acaba em samba...

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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IMPORTADOS

Pensaram se a moda pega? Os médicos contratados, especialmente os formados em Cuba, chegam ao Brasil com emprego garantido. São isentos de qualquer exame de capacitação, que seria o mínimo (Revalida) para o exercício da medicina. A OAB, que grita por qualquer coisa, desta vez, calou-se! Imaginemos se o exame para o bacharel em Direito obter a carteira, administrado pela entidade, fosse extinto, bastando o certificado ou diploma para advogar. Certamente iriam urrar! Ainda mais, sabendo que a verba relativa às inscrições dos exames (R$ 200 por candidato) não mais entraria nos cofres, para as despesas e convescotes de seus administradores.

J. Perin Garcia

jperin@uol.com.br

São Paulo

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OBESIDADE E FALTA DE MÉDICOS

Parece piada, mas não é. Para Padilha até a obesidade endêmica que ataca os brasileiros é falta de "Mais Médicos"! Os obesos estão entre as classes C, D e E e os vilões são os refrigerantes, cerveja e carne. Quero só ver qual médico cubano que resistirá a um churrasquinho na laje, já que tal iguaria em Cuba não existe. Padilha, que pega carona na pesquisa para fazer propaganda política, contradiz até a lei da evolução que identificou que depois de anos sem comida, tudo que o povo come, guarda para épocas de escassez. Nem precisa dos "Mais Médicos" para provar isso porque, se a política monetária nacional tiver sob a batuta da gerenta e de Mantega, o povo voltará a ficar magrinho logo, logo por escassez de dinheiro! Fica mais fácil Padilha dar desculpa da falta de médicos do que admitir falta de programa no combate à obesidade em seu ministério nos últimos dez anos.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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COMO SE FAZ MEDICINA NO BRASIL

Ao ver aquele bando de médicos estrangeiros que se materializaram no Brasil, cheios de idealismo e espírito salvacionista, penso em como se sentirão em alguns meses quando se depararem com a realidade brasileira. O ministro Padilha garante que 80% dos problemas de saúde dos pobres se resolvem com um estetoscópio, já que se resumem a hipertensão, diabetes e verminoses. Os 20% restantes, que dependem de especialistas como cirurgiões de todas as especialidades devem se conformar em morrer com o sofrimento que as apendicites, prostatismos, câncer, fraturas, doenças cardíacas, biliares, renais, gástricas e por ai a fora acarretam. Essas são doenças de ricos e apenas os que dependem do SUS nas grandes cidades conhecem. Será que os médicos europeus, por que os cubanos não podem se dar ao luxo, que apareceram conseguirão conviver com suas consciências ao perceber que estão sendo usados numa política típica do governo petista ao ver que não terão condições de com apenas boas intenções resolver os muito sérios problemas que afetam a população?Os médicos brasileiros não suportam conviver com o peso da responsabilidade de curar sem os meios mínimos necessários e deixam expostas as chagas da malversação do dinheiro destinado à Saúde. O governo que permite que as Santas Casas entrem em falência, não fiscaliza e pune os que desviam os fundos dos hospitais públicos e nem se interessa em montar estruturas funcionais de saúde onde se fazem necessárias, agora, de forma eleitoreira e autoritária desperdiça mais dinheiro para tampar o sol com a peneira. Qual será o próximo passo? Importar curandeiros africanos ou médiuns para resolver os problemas dos 20% restantes? Por que hospitais bem paramentados com laboratório, RX, centro cirúrgico, Unidade de terapia intensiva e boas farmácias estão fora de cogitação. Existe uso melhor para o dinheiro da saúde: ajudar o governo cubano, este, sim, na UTI.

Lizete Galves Maturana

lizete.galves@terra.com.br

Jundiaí

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MACUNAÍMA

Até que enfim esse governo fez algo inteligente. Com a desculpa de arranjar mais médicos, encontrou a forma politicamente correta de dar uma mesada ao ditador cubano. Mas nem tudo está perdido nesta terra de presidida por Macunaíma: ficamos sabendo que qualquer bom patriota pode ser punido com uma embaixadazinha na ONU. E ficamos orgulhosos por saber que, em outubro, ela vai dar conselhos a Obama sobre como os EUA podem sair da crise.

Nelson Penteado de Castro

pentecas@uol.com.br

São Paulo

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OBRIGADO, SENHOR!

Lendo e ouvindo os comentários dos petistas, ficamos com a sensação de que os médicos brasileiros são uns filisteus, mercenários e calhordas, mas, aleluia, meu Rei, para nos proteger dessa infâmia, contamos com Seus abençoados herdeiros e com o abnegado exército estrangeiro dos Cavaleiros da Ilha Santa.

Helena Rodarte Costa Valente

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

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A LÓGICA DO ‘MAIS’

A exemplo do "Mais Médicos" e aproveitando a vinda do senador boliviano Roger Pinto ao Brasil, que deve ser muito bem esclarecido, pois é opositor a Evo Morales, o governo poderia lançar o "Programa Mais Senadores". Com o sucesso desse programa poderia ser lançado o Mais Deputados, Mais Ministros, Mais Presidentes, etc., que, com certeza, melhorariam muito a gestão do País.

Newton Pavan

npavan@uol.com.br

São Paulo

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QUALQUER COISA SERVE?

Não é por nada, mas todas as cartas que li defendendo o Mais Médicos exalam o mesmo pensamento de que, para pobre, qualquer coisa serve, fingindo acreditar piamente em promessas de amor. Ora, dinheiro e medo compram até amor verdadeiro! Pior é que tentam imputar aos outros seu descaso sem atingir a raiz da contenda que é a ditadura comunopetista que diz nos governar com sua criatividade além da imaginação em todos os âmbitos e todos os núcleos, seus pesos e medidas em balanças defraudadas. Isso é apenas um dos tentáculos do polvo gigantesco que quer nos apresar. Precisamos urgente de um bom malacólogo!

Lucília Simões

lulu.simoes@hotmail.com

São Paulo

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DOUTORES PROVIDENCIAIS

Apesar das falhas existentes na forma de contratação, é muito bem vinda a chegada de médicos estrangeiros para trabalharem em pequenas cidades no interior do Brasil. Não importa a nacionalidade dos médicos contratados nem se são cubanos ou não. Não se trata de uma questão ideológica; mas sim, de saúde pública. Basta que sejam profissionais competentes, vocacionados e dedicados ao seu mister, a curar e a amenizar a dor das pessoas. O resto é bobagem. Eles irão prestar um essencial serviço público na área da saúde, em pequenas e distantes cidades e vilarejos espalhados pelo interior do país, que não tinham nenhum médico para atender as pessoas. Há muito preconceito contra Cuba, por parte dos conservadores, como se ainda estivéssemos nos velhos tempos da guerra fria, nos anos 60, e não no século 21. Os médicos brasileiros se recusaram a ir para o interior e deixaram as populações dessas cidades desamparadas de assistência médica. Por isso, a chegada de médicos estrangeiros - seja de que nacionalidade for - é providencial e será extremamente benéfica para os mais pobres, que, enfim, terão atendimento médico decente em suas cidades, vilas e povoados. É isso, aliás, o que determina a Constituição federal de 1988, que diz expressamente que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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CASA DA MÃE JOANA

A chegada imediata dos médicos mostra o grau de falta de consideração com que este governo trata categorias profissionais deste país. Apesar de dizer que ouviria a categoria, não, tudo já havia sido deliberado e resolvido antes de qualquer consulta, tanto é que fomos surpreendidos com a chegada destes profissionais, esperados pelo ministro no aeroporto! Se outro fosse o partido a trazer médicos de Cuba ou adrede, o PT iria estar fazendo uma confusão, tendo de justificar seu próprio nome. Que ironia: hoje são os promotores da desconsideração profissional. Se, segundo o ministro da Saúde, há base legal para a contratação de médicos sem que obedeçam a critérios impostos pela categoria, para que existem então os critérios? E a própria casa da mãe Joana vigorando neste país. Mais surpreendente ainda é constatar que este senhor, com esta mentalidade e conduta, pensa ser candidato a governador de São Paulo.

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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COMPROVAÇÃO DE COMPETÊNCIA

Concordo com a disposição do governo federal de importar médicos do exterior para atender às áreas carentes onde o contingente nacional, seja por qual motivo, não quer prestar esse serviço, mas que sejam profissionais de comprovada competência. Agora, que não venham os chaleiristas do governo defender o sistema cubano, que não permite que os seus médicos sejam diretamente remunerados no Brasil em valores iguais aos demais médicos estrangeiros, mercê do pedágio ou dízimo cobrado por Raúl (Fidel) Castro. Ademais, remonta ao período escravocrata as restrições cubanas que vão até o impedimento dos médicos trazerem a sua família. Ora, o Art. 149, do Código Penal, define como crime "reduzir alguém a condição análoga à de escravo". E quem (maior de idade) está inteiramente sujeito a outrem vive sob regime de escravidão. Assim, causa perplexidade o governo brasileiro compactuar com a forma exploratória com que Cuba trata os seus profissionais médicos, que vêm aqui prestar serviços e não têm direito a receber diretamente os seus salários, bem como trazer a sua família. Reza a Constituição brasileira, no Art. 5º, que todos são iguais perante a lei, e no inciso XIII, que é livre o exercício de qualquer trabalho ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. Diferente de uma cooperativa médica ou de um grupo empresarial correlato, em que o médico recebe a sua remuneração por serviços prestados diretamente dessas entidades, é inadmissível que o nosso país não defenda o espírito constitucional brasileiro para aqueles que aqui vêm prestar serviços de natureza pública. O País, ao anuir de boa vontade ao critério ditatorial e iníquo do governo cubano, que não permite que os seus médicos recebam diretamente do governo brasileiro o salário de R$ 10 mil, pago igualmente aos demais profissionais estrangeiros - mas sim através da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas)/governo cubano, sem ficar expresso o valor que os cubanos irão receber no exterior - afronta princípios fundamentais dos direitos humanos. E vejam o que diz a Consolidação das Leis do Trabalho, Art.5º: "A todo o trabalho de igual valor corresponderá salário igual, sem distinção de sexo". Ora, se combatemos a violação dos direitos humanos, a lógica e o bom senso recomendam não fazer acordo com país que não trate com equidade os seus cidadãos e profissionais. Dessa forma, não deveria o Brasil firmar acordo com país cujos direitos sociais e profissionais colidam com os nacionais.

Júlio César Cardoso

juliocmcardoso@hotmail.com

Balneário Camboriú (SC)

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DOR DE BARRIGA

Apenas complementando o bom texto de José Nêumanne ("É só uma esmolinha para os irmãos Castro", 28/8, A2), segue uma historinha da "saúde pública". Parece que São Bernardo do Campo, claro reduto petista, parece ter um bom sistema de saúde municipal. Até a administração passada, se marcavam consultas, se faziam exames, se retiravam remédios sem muita burocracia. Hoje, com a administração do PT, reformaram e fizeram prédios como novos, ampliaram as "recepções", que hoje dispõem de cadeiras para as filas, etc., claro tudo "comprado" de forma correta e feliz, na fórmula petista dos mensalões. Se alguém tem uma dor de barriga, como meu caso há quatro meses, vai a uma "UPA", enfrenta várias filas, passando por um batalhão de auxiliares e recepcionistas, até chegar ao "médico clínico geral", que faz uma consulta de alguns minutos, pede algum exame que pode ser feito "na hora" e que não fica com o paciente, receita uma injeção para eliminar a dor e encaminha para o especialista em gastro. Passado o feito da injeção, a dor de barriga volta. Aí se vai a uma "UBS" para marcar a tal consulta, e se tem de descobrir a "qual UBS" o paciente pertence, e geralmente se vai naquela que não é a "correta" e se atende depois de pegar uma senha e enfrentar uma fila. Se vai à correta e se enfrenta outro batalhão de recepcionistas, que encaminham de um para outro, até se descobrir quem "marca a tal consulta". Aí o artista atrás do balcão encaminha o paciente para uma "clínica geral da UBS" para "decidir" se de fato é "coisa de gastro". O documento de encaminhamento do médico do tal UPA só serve para o lixo. E se enfrenta nova fila em outra "recepção" cheia de gente sentada na fila. A tal "clínica", no caso, parece que era apenas uma "enfermeira", conversa alguns minutos, e encaminha para marcar a tal consulta, e novamente outra fila. Por fim se marca a tal consulta, vaga para um mês à frente. E a dor de barriga que se lixe. Claro que tive de procurar uma clínica particular para resolver a "dor de barriga". E o coitado que não puder ir a uma clínica particular, ou não tiver outro convênio? Mofa nas filas e corredores de UPAs, UBS etc. da burocracia petista que coloca a burocracia soviética em baixo do braço. Quer dizer, o sistema de saúde petista existe para atender burocracia burra e cabides de emprego, os pacientes e os médicos são categorias de segunda classe, e haja verba para aguentar a burrice petista. Numa unidade qualquer de saúde, tem-se a impressão de que para cada médico existe pelo mais 10 ou mais cabides de emprego para empetralhar a vida do paciente. Isso numa prefeitura onde se julga um sistema de saúde como BOM, até porque se "herda" de outras administrações. Imagine no resto do País, onde o PT deita e rola.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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CASO SIEMENS

O espalhafato das manifestações escritas sobre a vida de médicos cubanos para o Brasil veio a calhar para praticamente tirar da mídia a história do cartel da Siemens. Como vai ficar esses caso? Até onde uma situação que vem de 1998, o mesmo ano do mensalão mineiro, vai para as gavetas, sem uma apuração de quem são os protagonistas e demais participantes de uma trapaça que por certo lesou os cofres públicos paulistas em alguns milhões de reais? Que tem responsabilidade na condução da coisa pública deve exigir uma apuração radical. Será que isto vai acontecer?

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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FATO ESQUECIDO

Um dos executivos da Siemens que denunciaram a formação de cartel no sistema metroferroviário de São Paulo e Brasília sabia da existência de uma conta secreta em um paraíso fiscal operada por integrantes da empresa no Brasil, mas não relatou o fato no acordo de leniência firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Fica mais claro do que nunca que essa denúncia vai no sentido político de desestabilizar o PSDB, pois o Cade, antes de divulgar através dos jornais o fato, deveria ter o cuidado de checar tudo. Por que houve essa omissão tanto da Siemens quanto do Cade? Porque o PT, sendo o partido do mensalão e o mais corrupto do País, quer se livrar disso jogando no ventilador dos outros a sujeira que ele fez. Essa Siemens, pelo que já foi mostrado, deveria ser banida do País.

Mustafa Baruki

mustafa-baruki@bol.com.br

São Paulo

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FECHADOS PARA FAXINA

Por quebra de hierarquia e como consequência da fuga do senador boliviano, Roger Pinto, para o Brasil, Antonio Patriota foi demitido do Ministério das Relações Exteriores. Mas Guido Mantega, o homem das previsões furadas e dos acontecimentos não acontecidos, continua. Então, a bagunça é geral, determinando que se opere uma verdadeira faxina nos ministérios. De outro lado, a Siemens, segundo informações expostas pelo "Estadão", possui conta secreta em paraíso fiscal, mas o grave fato não foi exposto no acordo de leniência do Cade com o representante da Siemens, a respeito do propinoduto ocorrido em São Paulo e em outros Estados deste país. Então, o Cade precisa, também, de faxina. Assim, com tanta necessidade de limpezas e faxinas, o governo atual tem condições de realizá-las e de governar a contento para o povo brasileiro, mantendo, então, a tal de governabilidade?

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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CARTEL NAS OBRAS DO METRÔ

Confesso que não estou entendendo tanto barulho, acusações, ameaças de CPIs, etc. , sobre a "formação de cartel" para execução de obras do Metrô de São Paulo. Explico: as empreiteiras de obras públicas, através de suas associações de classe, regularmente se reúnem e discutem, sobre quais as licitações que lhes são mais interessantes, com vista os aspectos técnicos, localização da obra, disponibilidade de mãos de obra e equipamentos, etc. Assim sendo, para tornar inócuo esse inevitável conhecimento prévio do teor das licitações; essas obras ou serviços devem apresentar um projeto executivo correto e abrangente, um orçamento detalhado e enxuto, sobre o qual serão admitidas apenas pequenas e determinadas variações sobre os valores apresentados; além de uma análise técnica e isenta, sobre a real capacidade habilitação de cada empreiteira, devidamente comprovada por atestados emitidos por órgãos reconhecidamente idôneos. Enfim, um edital com regras claras, valores justos e exequíveis, que permitam contratar obras e serviços que comprovadamente atendam à uma correta e eficiente administração pública. Dessa maneira, tendo seus métodos de execução e preços prévia e devidamente balizados, uma prévia escolha dessas obras ou serviços, por parte dos empreiteiros, não trariam quaisquer prejuízos para os órgãos ou empresas públicas licitantes.

Luiz Antonio Alves de Souza

zam@uol.com.br

São Paulo

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NOME AOS BOIS

Li no "Estadão" de 23/8, página A4, texto a respeito da carta anônima enviada à Siemens, por um seu "ex-funcionário", que por sua vez repassou ao Cade para averiguações, em que o covarde e irresponsável apresenta uma série de "ilícitos" também ocorridos no setor elétrico, informando, inclusive, que cartel e propina não afetariam só a área de transportes. Interessante é que essa carta é do ano de 2008 (cinco anos atrás) e só agora a empresa multinacional alemã resolveu colaborar com o Cade. Ainda que essas denúncias possam ser verdadeiras, não deveriam, jamais, ser consideradas, simplesmente por serem apócrifa. A Siemens, a todo custo, tenta sair do atoleiro em que se encontra, delatando fatos dos quais ela própria participou (tanto que recebeu sanções de vários países) e quer, com isso, se beneficiar aqui, no Brasil, dizendo que está colaborando com o governo. Delação premiada não! Se tudo for comprovado, ela também deve ser enquadrada como lesiva ao Estado. Não tem perdão de jeito nenhum. E, se houve alguma propina a alguém, tem de dar nome aos bois. Doa a quem doer! Aí, sim, veremos quem o Estado deve processar. E digo mais: no que diz respeito ao cartel, não entendo essa hipocrisia toda por parte da imprensa e dirigentes, pois cartelização sempre houve em concorrências públicas, não é novidade alguma. O que não pode, isso sim, é alguém levar vantagem além das próprias multinacionais que, entre si, fazem os "acordos". Sempre foi assim e assim sempre será, não tem como evitar, pois, do contrário governo algum fará suas obras. Basta que a abertura dos envelopes seja feita na presença de todos os concorrentes (ainda que previamente já tenham feito seus ajustes) e que ninguém saiba, por antecipação, os preços a serem ofertados, justamente para não dar propina a ninguém. E digo mais: se a empresa tem condições de concorrer, por que dar propina? Vamos aguardar os resultados.

Ruy Marques

rebrama@terra.com.br

São Paulo

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NOTÍCIA INDIGESTA

A leitura do jornal tem sido sempre deprimente. A ministra Marta Suplicy quer usar o dinheiro dos nossos impostos para financiar desfile de moda em Paris! Será que não tem nenhuma instância no governo para brecar esse absurdo? Outra notícia deprimente é a de José Serra insistindo em ser candidato. O cara só atrapalha o PSDB há anos; não tem ninguém para mandar ele tomar um simancol? Ás vezes acho que ele na verdade é um petista disfarçado.

José C. de Melo Reis

jcelid@uol.com.br

São Paulo

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PROMISCUIDADE COM O DINHEIRO PÚBLICO

Como sempre Marta Suplicy libera dinheiro público para seus amigos da elite paulistana que ela frequenta. A relação promíscua continua no Minc a todo vapor. Além de estar apaixonada por corridas de cavalos e tornar-se a primeira dama e frequentadora assídua dos camarotes do Jockei Club de São Paulo, a princesa da elite paulistana mais uma vez usa nossa grana para beneficiar seus parceiros e amigos da elite paulistana. Agora resolveu ajudar o coitadinho e abandonado Pedro Lourenço com seu desfile de moda em Paris, à nossa custa. Detalhe: Marta Suplicy, além de ser amiga dos pais do garoto, os estilistas Glória Coelho e Reinaldo Lourenço, ainda é cliente dos pais do garoto, que deve ser um gênio da moda. Não tenha dúvidas de que essa princesa da elite justificará com arrogância a graninha que liberou para o afilhado. Essa senhora está sendo totalmente promíscua com o dinheiro público.

Grima Grimaldi

grimagri@terra.com.br

São Paulo

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VERBA MILIONÁRIA PARA ESTILISTA

Dá uma dor no coração ver uma enorme injustiça como esta, sempre uns poucos se dando bem em detrimento do que realmente deveria ser prioridade. Parece que a pessoa que agiu com tanta liberalidade em relação a esse mundo insensível, não tem nenhuma noção de que numa democracia o que deve prevalecer é o bem comum, será que ela sabe o que isto significa? Ainda enchem a boca dizendo que darão dez mil reais para um médico que aceitar ir trabalhar em lugares carentes, fazendo parecer que é uma grande fortuna. E o que pagam aos professores, então nem é preciso falar, pois com raríssimas exceções, todos recebem uma mixaria. Se não fosse por eles, não haveria nenhum desses nomes, que se dedicam a um mundo tão fútil e ganham fortunas. É um grande absurdo! Mas se esperar o que de um País como o Brasil. Na realidade se sabe que esse dinheiro não vai sair dos cofres públicos e sim de empresários, que vão patrocinar e descontar no Imposto de Renda. Mas mesmo assim, acho uma vergonha o governo beneficiar apenas alguns estilistas famosos, enquanto existem tantos outros projetos de brasileiros com uma necessidade maior de apoio e uma verba bem menor e não passa pelo "crivo" do Ministério da Cultura. Apoiar esses estilistas é uma pá de terra em cima de quem paga impostos e fica anos à espera de um incentivo. Ainda mais que esses desfiles vão ser para uma pequena minoria, não vão acrescentar em nada na moda nem na cultura brasileira e daqui a poucos dias ninguém mais vai se lembrar de nada. Acho que deveríamos começar a espalhar essa notícia nos jornais, para ver se pelo menos essa ministra cai fora e colocam alguém no lugar que realmente faça algo pela Educação e pela Cultura do Brasil. Afinal acredito que o povo brasileiro unido pode muito.

Antônio Dias Neme, professor aposentado

professorneme@ig.com.br

São Paulo

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BLACK BLOC

Somente um governo estadual pusilânime, caracterizador de incompetência quando se trata de segurança pública, como o do Estado de São Paulo, é que permite que esses vândalos, anarquistas e terroristas, disfarçados de manifestantes, façam o que fazem sob o olhar complacente dos órgãos de segurança pública. Não custa nada se inspirar no governador do Estado de Pernambuco, que deixou seu secretário de Segurança, Dr. Wilson Damazio, ex-superintendente da Polícia Federal de Rondônia, tomar as providências que mandam a lei. Manifestante mascarado será fichado e revistado pelos policiais, havendo artefatos de destruição, será preso em flagrante. Quer promover manifestação pacífica, sem prejuízo para a sociedade, receba nossos aplausos e incentivo, mas terroristas devem ficar "no cantinho da reflexão, até passarem seus recalques". Acorda, Brasil!

Carlos Benedito Pereira da Silva

advcpereira@hotmail.com

Rio Claro

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‘UM DEUS IMPLACÁVEL’

Esposo e concordo com a maioria dos posicionamentos de João Mellão Neto. Todavia o artigo "Um Deus implacável" (23/8, A3) faz com que discorde das ideias e conclusões. Não existe um Deus protestante e um Deus católico. Isso é inquestionável. Quanto às interpretações doutrinárias da Palavra de Deus, sim, não são poucas as diferenças entre os dois credos religiosos. Mas, não vamos nos ater a esse detalhe. Também li, há tempos, a excelente obra de Max Weber, "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo". Gostei, admirei os estudos e a interpretação do escritor enquanto do ponto de vista secular e fundamentado nos alicerces nos quais foi estruturada a nação norte-americana e, dentre os quais, ainda hoje se vislumbra algo de seu glorioso passado de aliança e fé em Deus. Entretanto a comparação e finalização como foi explicitado no referido artigo mostra um viés que embaralha as verdades teológicas com interpretações puramente humanas. A priori declaro que o autor tem toda a liberdade de expressar livremente suas ideias e pontos de vista. Entretanto, deve estar preparado para receber observações que irão de encontro ao que redigiu. O nosso Deus, Criador dos céus e da terra, Pai Celestial, paternidade assumida por intermédio de Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, Salvador e Senhor, está muito acima de quaisquer comparações do ponto de vista humano. Ele não diferencia povos, raças, tribos, línguas, nações. Distribui as Suas bênçãos na forma do ar que respiramos, da água que bebemos, o alimento que nos nutre e a suprema bênção do fôlego de vida para todos indistintamente. Por outro lado, Sua divina atenção pende - do ponto de vista paternal - para todo aquele ou aquela que tem o Seu Filho Jesus Cristo como único, suficiente, exclusivo e eterno Salvador, assegurando-lhe não somente a vida eterna futura, como incontáveis bênçãos recebidas aqui em terra. Essa é uma promessa explícita na Sua Palavra, com acesso livre a todo o que a ela consultar. E os resultados não se fazem esperar. O que notamos consternados é que muitos que se dizem nominalmente "cristãos", ou "protestantes", não fazem jus a essa paternidade e muito menos honram as bênçãos que Dele recebem por meio de Cristo. Foram os casos das Cruzadas, dos movimentos legalistas e fundamentalistas e alguns outros que, em nome da Igreja Cristã, perpetraram ações indignas e altamente censuráveis, como se de Deus tivessem obtido autorização para tanto. A Igreja Católica Apostólica Romana também executou ações deploráveis como no caso da Santa Inquisição e atitudes outras, concretizadas em um suposto nome de Deus. Quem lê, estuda e observa a Santa e Bendita Palavra de Deus sabe e conhece muito bem que nosso Deus e Senhor jamais compactuaria com tamanha aberração de Seus ensinos. Assim, justifico esta minha réplica tentando recolocar os "pingos nos is", defendendo não somente a Igreja Evangélica como um todo, mas a parte que cabe ao desempenho de Deus, El Shadai, Senhor dos Exércitos, Supremo Criador, assim como a figura do Senhor e Salvador Jesus Cristo e o Espírito Santo, Consolador por excelência, na visão não exclusivamente do ponto de vista religioso, mas preponderante na vida e no destino da raça humana.

Clênio Falcão Lins Caldas

clenio.caldas@gmail.com

São Paulo

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