Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2013 | 02h13

Desobediência civil

A Câmara dos Deputados não cassou o mandato do parlamentar que está preso em regime fechado. E ele tampouco perderá o mandato por um terço de faltas a sessões ordinárias porque o suplente tomou posse até que o deputado condenado possa voltar ao mandato ao passar para o regime semiaberto. A decisão política de não cumprir uma decisão judicial pode estimular a desobediência civil no País.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

'Inter pares'

Quando o deputado Natan Donadon conseguir a prisão em regime semiaberto, ele vai "trabalhar" na Câmara, a exemplo de outros condenados, ou seja, vai juntar-se aos seus pares...

JOSÉ GERALDO TAVARES

tavares.geraldo@hotmail.com

São Paulo

O risco que corremos

Parafraseando a ministra Eliana Calmon quando se referiu aos "bandidos de toga" no Judiciário, agora no Legislativo os 172 deputados (131 que votaram contra e 41 que se abstiveram) que absolveram o sr. Donadon, já condenado pela Justiça, devem ser considerados "bandidos acobertados pelo mandato de representação popular". Nossa cultura política ficou ainda mais primária e todos nós perdemos, como Nação. A Câmara maculou-se, sujou-se ainda mais. Não temos uma Casa do Povo, convivemos com uma organização corporativa que beira a organização criminosa. Corremos um sério risco de crise institucional.

SINÉSIO MÜZEL DE MOURA

sinesiomuzel.demoura@gmail.com

Campinas

Faroeste caboclo

A votação na Câmara dos Deputados mantendo o cargo do criminoso é estarrecedora. Caso a decisão seja mantida, só caberá às pessoas de bem desistir, pois este país se tornará um faroeste governado por marginais.

OSCAR SECKLER MULLER

oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo

Slogans para 2014

Nossos políticos conseguiram atingir um nível ético e moral tão baixo que para as próximas eleições podem adotar os seguintes slogans: "Ladrão por ladrão, vote em quem já está na prisão" ou "se é para roubar, vote em Beira-Mar". Está tão difícil que cada vez mais a gente sabe cada vez menos para onde ir.

JOSÉ ANTONIO MELO E SILVA

melosilva02@hotmail.com

São Paulo

Vândalos

Quem serão os mais perniciosos para o País, os que escondem o rosto e quebram bancos e revendas de carros de luxo ou os que se escondem atrás do voto secreto e não cassam seus pares, mesmo condenados pela Justiça?

JACOB DORF

jdorf@uol.com.br

São Paulo

Facção

Vergonha, inacreditável, absurdo! Só falta facultar àquela facção que age nos presídios julgar os seus parceiros que ainda estão aqui fora ao serem presos.

GATTAZ GANEM

gattaz@globo.com

Carapicuíba

Vergonha alheia

Absolutamente nada que esse Congresso Nacional possa vir a realizar por este país compensará a vergonha que cobre todos os brasileiros de bem, com a absolvição de Donadon. Caminho aberto para os mensaleiros!

ALEXANDRE FUNCK

afunck1@gmail.com

Bragança Paulista

Segundas intenções?

Além de tentar proteger os seus, será que o PT foi contrário à cassação do condenado deputado Donadon visando também a enfraquecer o Legislativo?

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

Legalização da injustiça

O que se lê e vê no Estadão de ontem é a prova cabal de que no Brasil existem leis, mas não justiça. Deputado condenado... (A7); ex-presidente ao lado de condenado (A6); juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) reprovado em concurso público defendendo "empréstimos", no mínimo, duvidosos (A4)... Brasil, um país com leis e sem justiça. Logo teremos um membro da Comissão de Constituição e Justiça condenado pela lei. Isso não existe em nenhum país do mundo. Injustiça legal ou legalização da injustiça? Vergonha brasileira.

CAIO MARIO BRITTO

caiomario.britto@terra.com.br

São Paulo

DIAS TOFFOLI

Empréstimo subsidiado

O ministro Toffoli afirma que seu empréstimo é normal e com taxas de mercado. Portanto, desafio o Banco Mercantil a divulgar que outros cidadãos "comuns" como nós tiveram empréstimos com taxas iguais ou semelhantes. Com a palavra o banco. Ou essas taxas são apenas para os companheiros petistas?

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Capital de risco

Está explicado por que pagamos juros tão exorbitantes aos agiotas, digo, bancos brasileiros: além dos calotes, eles têm de bancar financiamentos a 1% ao mês, fixo, em até 204 meses para pagar, de certos "clientes VIP".

MÁRIO ALDO BARNABÉ

mariobarnabe@hotmail.com

Indaiatuba

'Firmeza de princípios'

O sr. Dias Toffoli, desde sua indicação para o STF, não se constrange com as próprias atitudes, como a de faltar a sessões da Corte para participar na Itália, com despesas de hospedagem pagas pelo anfitrião, do casamento de advogado defensor de réus em dois processos de que o ministro era o relator. Tampouco lhe causou inibição julgar e absolver seu antigo chefe José Dirceu no julgamento do mensalão. Coerente com seus princípios, agora vê com naturalidade que os vultosos empréstimos obtidos no Banco Mercantil a juros módicos não têm o condão de criar impedimentos a que seja o relator em processos de que é parte aquela instituição. Ainda que a legislação disponha em sentido inverso.

SERGIO SARAIVA RIDEL

sergiosridel@ig.com.br

São Paulo

Pena medieval

O ministro Toffoli considera "medieval" a pena restritiva de liberdade em nosso Direito Penal, preferindo que criminosos em geral sejam apenas multados. Por que será?

JORGE JOÃO BURUNZUZIAN

burunlegal@hotmail.com

São Paulo

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NATAN DONADON

Em votação secreta na Câmara dos Deputados, o deputado Natan Donadon (sem partido-RO) teve mantido o seu mandato mesmo tendo sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 13 anos de prisão. Será que os deputados que votaram pela manutenção do mandato, mais as abstenções (172), fazem parte da bancada do Complexo Penitenciário da Papuda?

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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REPUGNANTE

Lamentável, indigna e vergonhosa a atitude da Câmara, por meio de seus deputados, ao barrar a cassação do deputado Natan Donadon. Atitude corporativista conceder a um ladrão, corrupto, a permanência com os demais deputados. Acredito que essa concessão nos permite pensar que todos os demais são farinha do mesmo saco, escondidos em votação secreta para que os eleitores não tomem conhecimento de suas atitudes irresponsáveis. Fica registrada a minha repugnâcia! As eleições estão muito próximas e tais atitudes levarão a uma renovação desses políticos que procuram proteger José Dirceu, Genoino e deputados do PT e PMDB, seus aliados! Lamentável!

Weliton J. Borges

welitonborges@uol.com.br

São Paulo

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SINDICATO DAS MARACUTAIAS

Como pode o Congresso se omitir, com as bênçãos do STF e de seus novos ministros, e não cassar o mais que condenado Donadon?! E a Ficha Limpa, foi para o lixo sujo? Estão rindo da cara do trouxa do eleitor! E preparam o caminho para não cassarem os mensaleiros! O Congresso é o Sindicato das Maracutaias.

João Paulo Mendes Parreira

jpmparreira@hotmail.com

São Caetano do Sul

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A VOZ DAS RUAS

Conforme noticiado ontem (29/8) pelo "Estadão", a Câmara manteve o mandato do deputado Natan Donadon, que ficará preso em regime fechado por pelo menos dois anos. Natan Donadon negou os crimes que lhe são atribuídos e declarou: "Temos de ter cuidado com a voz das ruas. A voz das ruas crucificou Jesus. Creio em Deus e na Justiça. Sei que essa Casa é independente". A Câmara é que deve ter cuidado com a "voz" de Donadon, porque ela pode incentivar outros mensaleiros condenados a pedirem o mesmo benefício.

Cláudio Moschella

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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BOMBA

A notícia da prevaricação quanto ao deputado Natan Donadon caiu como uma bomba química e nuclear nos sentimentos do povo. Não bastaram as manifestações contra os desmandos do nosso Legislativo e contra a corrupção, e já aprontam mais uma. Votação secreta, como de costume, para se esconder e pleitear votos nas próximas eleições. Conluio para salvar no futuro os odiosos mensaleiros do PT. Pena que a população esquece rápido e acredita nas mentirosas promessas destes parlamentares a cada eleição. São sempre os mesmos a usurpar o dinheiro público e a fazer as mesmas falcatruas. Temos vergonha dos políticos de nosso país, diz um adesivo que já circula em todos os Estados da Federação.

João Coelho Vítola

jvitola@globo.com

Brasília

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LADRÕES

E vocês acreditavam que o deputado federal Natan Donadon seria cassado? Claro que não, ainda resta um pouquinho de inteligência a nós, eleitores. Esta votação só prova que estes trezentos e tantos que votaram contra a cassação têm o rabo preso e também medo do amanhã, ou seja, de terem o mesmo fim. Que pena! Mais uma vez os nossos políticos gozaram da cara do eleitor brasileiro. Precisamos dar o troco, e as eleições de 2014 estão próximas. Vamos limpar o Congresso brasileiro desta escória. São ladrões com "fatiotas" de grife. É preciso que sejamos mais inteligentes do que eles e exijamos mais respeito com o nosso voto.

Sirlene Alves

Rivas closir@ig.com.br

São Paulo

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CHEGA DE CANALHICE

O que aconteceu na quarta-feira na Câmara dos Deputados? Segundo o presidente da Casa, os partidos haviam discutido e chegado a um acordo para votarem na cassação do Donadon. Este mesmo presidente colocou a votação secreta. Faz sentido? Não faz. E deu no que deu... Para eleger um presidente da República, precisa-se de 50% dos votos + 1; para tirar ou para votar uma cassação, precisa de um número determinado de votos. E a maioria, onde fica? Fica chupando o dedo, lamentando. É uma vergonha! Aí o presidente diz que não terá mais votação secreta. É um espertalhão ou um retardado? Infelizmente teremos de dar as respostas nas ruas mais uma vez ou teremos de fazer mais, ir buscá-los em seu palácio, que chama-se Congresso Nacional. Depois perguntam por que a violência está aumentando. O povo não aguenta mais tanta canalhice.

Mauricio Barroso Magno

Apamana@oi.com.br

São Paulo

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DONADON

Mais vale um deputado, mesmo afastado do cargo, preso, do que um deputado, cassado, preso.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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DEPUTADOS COVARDES

Por que esse grupo de deputados que livrou Donadon da cassação não mostra a cara? Se esconderam atrás do voto secreto para livrarem seu "companheiro". Com toda a certeza "apoiam" as ilicitudes de Donadon. Mostrem a cara, senhores deputados, e não sejam covardes!

Lauro Fujihara

contato@laurofujihara.com.br

Araçatuba

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OS IGUAIS SE CONSERVAM

Nada mais sintomática a absolvição do deputado-bandido Donadon, comprovadamente um meliante, que, mesmo preso e condenado, teve a complacência imoral de seus iguais. Aliás, quase sem exceção, os "iguais nunca foram tão iguais" como atualmente no que se refere a pouca vergonha. Essa gentalha humilha as pessoas de bem e nos deixa uma herança e os exemplos mais fétidos do que é a atual política brasileira, com seus partidos imorais e capazes de qualquer falcatrua, para lá permanecerem, pois os "bônus" devem ser excepcionais. Tornamo-nos uma republiqueta em franco processo de deterioração, onde nada mais segura tanta canalhice. Pobre país!

João Batista Pazinato Neto

pazinato51@hormail.com

Barueri

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ANTRO DE INESCRUPULOSOS

A cena do deputado Natan Donadon ajoelhado enquanto agradecia aos "nobres" colegas, que vergonhosamente o absolveram da cassação, só não é mais patética do que o anúncio do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, de que acelerará a votação da proposta da emenda constitucional que põe um fim ao voto secreto. Alguém acredita mesmo que Alves agilizará tal votação antes de decidirem a cassação ou não dos mandatos dos mensaleiros? Agilizará algum dia? Não à toa se qualifica o Congresso como covil de bandidos. Aliás, assim deveria se chamar: Covil de Bandidos Nacional!

Myrian Macedo

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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FORA COM TODOS ELES

A absolvição do deputado Donadon, de Rondônia, foi um presente de pai para filho. O pai que liberta o filho e que não consegue enxergar os males que este faz para os outros. Mas será só isso? Evidentemente que não. No caso do Congresso, querem tampar o sol com peneira, os deputados estão comprometidos, com o rabo preso, perderam a noção de decência e temem que aconteça com eles o mesmo que aconteceu com Donadon. O disparate do gesto serve também para mostrar que as manifestações que levaram milhões de cidadãos indignados para as ruas serviram tão somente para reduzir as passagens em R$ 0,20. Estão todos se lixando para o povo e para o que ele pensa. Mais do que invadir o Congresso, precisamos tirar de lá esse bando de picaretas. E isso é urgente.

José Aparecido Ribeiro

jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

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AFRONTA

Tem horas em que sinto profunda vergonha de ser brasileiro. A absolvição do comprovadamente ladrão deputado Natan Donadon humilha o País. Diminui e desmoraliza mais ainda a classe política diante da população. A Câmara federal decidiu afrontar a lei e a justiça. Os parlamentares pagarão caro em 2014 pelo escárnio. A bagunça e a irresponsabilidade estão levando o Brasil ao caos. Se o bom senso e a indignação nacional não derem um basta na estarrecedora situação, breve os honestos e trabalhadores, cumpridores de seus deveres, serão presos e o Brasil passará a ser dominado pela escória de ladrões, demagogos, cretinos, canalhas e arrogantes. Seria então a hora de acabar com o Judiciário e pisar de vez na Constituição.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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BANDIDO POR BANDIDO

Fiquei embasbacado e sem poder esclarecer à minha filha o porquê de o deputado Donadon não ter sido cassado pela Câmara federal, em desacordo com a Lei da Ficha Limpa. Ela também me questionou: "Se Cesare Battisti, aquele acusado de quatro assassinatos na Itália, foi protegido pelo ex-presidente em exercício e não foi deportado; e se os mensaleiros julgados e condenados ainda não foram presos; os senhores Beira-Mar, Marcinho VP e Marcola poderão ser eleitos deputados para legislar em Brasília?". Sinceramente, não sei o que vou responder!

Antonio Carelli Filho

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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DEPUTADOS PRESIDIÁRIOS

Por que não cassaram Natan Donadon, condenado a 13 anos de prisão, já estando cumprindo pena no Presídio da Papuda? As cabeças das pessoas de boa índole devem estar cheias de grilos fazendo esta pergunta. Essa atitude da Câmara dos Deputados deixou claro, permita-me fazer uso da expressão que mais se adéque ao caso, que os representantes do povo estão "c... para o povo". Natan Donadon não foi cassado porque tem mais gente na fila para ir para o presídio, considerados pimpolhos da turma que está comandando o Brasil e que, com essa decisão vergonhosa, serão também deputados presidiários. Nós precisamos criar vergonha na cara. Juventude brasileira, por favor, entre em campo. Eu estava começando a acreditar que as coisas iam melhorar. Se eu contar isso para o meu vovô, ele não completará seus 88 anos.

Jeovah Ferreira

jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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PARA QUE SERVE O MANDATO?

Podem descansar os deputados mensaleiros, seus mandatos não serão cassados por este Congresso, a julgar pelo sr. Donadon. A propósito, a não cassação só serve para o sr. Donadon continuar recebendo o salário, pois está suspenso enquanto estiver na cadeia. Só que o mandato expira em 31/12/2014, e a prisão em regime fechado se estende por mais de dois anos. E não poderá, da cadeia, se candidatar às próximas eleições.

Alberto Futuro

carlos_futuro@viscondeitaborai.com.br

São Paulo

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DE VOLTA ÀS RUAS

O Brasil é mesmo o país da piada pronta: como era esperado, o criminoso deputado federal Donadon, de Rondônia, condenado a cumprir pena de 13 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática de diversos crimes, pelo STF, foi "absolvido" pelos seus pares na Câmara dos Deputados e terá seu mandato mantido. É uma situação esdrúxula e grotesca, causada pelo entendimento absurdo do STF de que a condenação não gera a perda imediata do cargo. Agora, o nobre deputado federal - e criminoso condenado pelo STF com pena transitada em julgado - Donadon, poderá continuar ganhando seu salário de deputado e votar livremente questões essenciais para a sociedade brasileira, diretamente de sua cela, na cadeia da Papuda, em Brasília. Seria cômico, se não fosse trágico. Pior ainda é termos uma votação secreta e vermos os picaretas do Congresso Nacional votarem pela manutenção do mandato de Donadon, um acinte e deboche contra o povo brasileiro. O povo tem de voltar às ruas com urgência e impedir que tal absurdo seja mantido. "Parabenizo" os ministros Barroso, Tori e demais que votaram a favor de tal entendimento, algo mais do que previsível, esperado e extremamente nocivo à democracia no Brasil.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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CORPORATIVISMO DANOSO

É impressionante o comportamento dos deputados deste pobre país. O tal Donadon, sabidamente corrupto, ladrão, condenado e preso, se livra da cassação pelos seus pares, que são farinha do mesmo saco. Enquanto houver votação secreta, vai ser isso sempre. Não abrem a votação porque são covardes e têm medo de manchar a sua imagem nas suas bases. Quando pensei que haveria evolução no comportamento desses políticos, recebo essa ducha fria. É desanimador.

Luiz Francisco A. Salgado

direg@sp.senac.br

São Paulo

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A JUSTIÇA DO CONGRESSO CORRUPTO

Donadon não foi cassado, como seria a lógica. Mas o Congresso Nacional foge à lógica por um simples motivo: mais da metade dos membros dessa instituição está com problemas na justiça, condenados por algum crime. Assim, abrir-se ia um precedente perigoso para os que ainda se encontram em julgamento. Há todos os tipos de crimes, incluindo assassinato, mas a maioria é de apropriação do dinheiro público. Impressiona o fato de que são chamados de ladrões, corruptos, bandidos e nem por isso perdem a pose. Acham, provavelmente, que os lucros obtidos nas falcatruas, por exemplo, justificam serem olhados como meliantes pelas pessoas. Afinal, o carrão, a bonita casa, as mordomias incluindo viagem de férias a Miami e o bom colégio particular para os filhos justificam o que atualmente não é nenhum sacrifício, serem chamados de ladrões. Quando a turba quis invadir o Congresso, em junho, atrás de corruptos, eles fugiram, desapareceram. O foro privilegiado seria o melhor para cassar esses corruptos por ser somente uma instância, o STF. Se fosse a justiça comum, levaria anos nas diversas instâncias e com maior possibilidade de comprarem um juiz. Isso tem menos possibilidade de ocorrer no STF, entretanto, nossa corte maior é muito branda, deixa os processos de políticos dormirem nas gavetas, o que é uma pena, pois poderia ajudar o povo na caça aos corruptos fazendo justiça. Outra necessidade que temos é de acabar com voto secreto no Congresso. Bandidos não podem ter esse privilégio.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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A QUEM RECORRER?

Se mesmo depois das imensas e explícitas manifestações populares de descontentamento com os três poderes e os rumos da política em nosso país, a Câmara dos Deputados decidiu em votação manter o mandato do deputado federal Natan Donadon, mesmo tendo ele sido condenado a 13 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal pelos crimes de peculato e formação de quadrilha, qual a saída para o povo brasileiro acabar com essa afronta à sua dignidade cívica? Será que vamos precisar promover uma Queda da Bastilha à brasileira? Nós chegamos a um ponto insustentável e alguma coisa tem de ser feita, urgentemente.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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VERGONHA NACIONAL

O apagão ocorrido durante a tarde de quarta-feira no Nordeste já era um prenúncio do apagão moral que ocorreria na Câmara dos Deputados na calada da noite, quando vergonhosamente a casa livraria da cassação o deputado presidiário Natan Donadon. Onde se conclui que a estrondosa manifestação pública de junho, contra todo esse estado de coisas, já não passa de um ruidozinho desagradável que ecoa em suas memórias. Ontem a política brasileira acordou muito mais desavergonhada, só para dizer o mínimo!

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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APAGÃO

Mais um apagão. O que falarão o governo e o ministro Edson Lobão?

Cícero

Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

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SEM LUZ

"Apagão prá Muitos" é a verdade do tal "Luz prá Todos".

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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E SE FOSSE NA COPA?

E aí, ministro Lobão? E aí, ministro Mantega? Mais um apagão no currículo. Terá sido um miniapagão? Um miniblecaute? Como pensar em crescimento econômico com este sistema tão vulnerável?

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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DA CÂMARA AO STF

Nossa gloriosa Câmara dos Deputados, em votação secreta, apesar de terem recentemente anunciado que não mais haveria tal procedimento, manteve o mandato do peixe pequeno Donadon. Por favor, mantenham o salário deste senhor e me apresentem a conta para que eu possa via INSS ou Imposto de Renda compulsório na folha de pagamento, continuar pagando este sensível senhor, que até chorou e pediu para rezarmos por ele. Será que ele rezou por todos os necessitados deste país, e olha que não são poucos, quando decidiu fazer seu malfeitos?! Pior do que isso, só a constatação do "módico" empréstimo do Banco Mercantil ao senhor ministro do STF Dias Toffoli. Aliás, foi uma operação extremamente "normal". Qual o problema de emprestar R$ 1,4 milhão para uma pessoa física cuja renda líquida "legal" é de R$ 16 mil? Qual o problema de ter de pagar "apenas" R$ 20 mil mensais pelo tal "empréstimo"? Qual o problema de a taxa de juros ser muito mais baixa do que os valores de mercado? Qual o problema de a taxa cair ainda mais depois de o parecer do mutuário beneficiar o banco em questão? Acho que isso é perseguição da imprensa! Teoria da conspiração pura! Nunca antes na história deste país, pelos menos nos últimos 10 anos e 8 meses, fazer malfeitos foi tão comum e tantos aloprados assumiram posições-chave no nosso Brasil varonil. Beneficiar a população e legislar em favor dos brasileiros? Ora, faça-me o favor... Temos negócios mais importantes para tratar. O Brasil que se exploda! Pelo jeito estão querendo que as ruas sejam tomadas novamente.

Renato Amaral Camargo

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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ELE QUER MAIS

Toffoli nunca deveria estar ocupando uma cadeira no STF, pois chegou a ter duas reprovações em concurso para juiz, nunca tendo sido aprovado neste exame. A escolha de seu nome para o Supremo Tribunal Federal deve-se ao fato de que ele tem uma relação antiga com o PT, tendo até assumido a Casa Civil com José Dirceu, na área de subchefia de Assuntos Jurídicos. Portanto, está claro que Toffoli está ministro do Supremo tão só para servir ao partido do governo. Mas ele quer mais, agora ele quer servir também a si mesmo no uso do cargo: obteve um empréstimo de R$ 1,4 milhão do Banco Mercantil do Brasil (BMB), com pagamento parcelado a perder de vista e com descontos nos juros, numa operação considerada fora do comum até por um superintendente da empresa, e logo depois de ter dado parecer favorável ao banco em detrimento de ações no INSS. Ele alega inocência... Você é crédulo? Eu não, e aposto que a maioria dos demais ministros do STF também não é. Uma pergunta: ministro do Supremo, como qualquer outro servidor público, também está sujeito a punição por falta grave? Pois valer-se do cargo para lograr proveito pessoal em detrimento da dignidade da função pública é motivo mais que suficiente para abrir-se contra ele um processo administrativo disciplinar, para apurar toda esta história em que Toffoli candidamente nega relação entre o empréstimo e seu parecer favorável ao banco.

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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EMPRÉSTIMO MERCANTIL-TOFFOLI

Então o ministro Dias Toffoli toma decisões favoráveis ao Banco Mercantil do Brasil em pleno julgamento do mensalão e recebe de cortesia um desconto de R$ 636 mil nos juros dos empréstimos? Mas que beleza! Já que o ministro Toffoli nunca se sentiu impedido de participar do julgamento do mensalão, por ter trabalhado para o PT e seu mais célebre expoente, Jose Dirceu, que tal ser declarado impedido pelos juízes da Corte de continuar seu trabalho parcial no apoio aos réus do mensalão?

Peter Cazale

pcazale@uol.com.br

São Paulo

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TOFFOLI E O BANCO - DÍVIDA BENDITA

O ministro Dias Toffoli mais uma vez prova que não merece ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Destoa completamente de seus pares, tanto pelo currículo quanto pela falta de ética. No vergonhoso episódio do julgamento do mensalão, no qual nem deveria ter participado, votou sem constrangimentos pela absolvição da corja petista. Agora somos surpreendidos com mais este escândalo: como pode um juiz ser relator de um processo no qual é devedor de uma das partes? Isso é caso de suspeição de parcialidade previsto em lei, que qualquer aluno de Direito sabe. Se o ministro não tem a honra de se dar por suspeito, cabe ao procurador federal que atua no caso arguir a exceção de suspeição, se é que podemos confiar ainda na Advocacia-Geral da União (AGU). Que Vergonha!

Dalila de Mello Cardoso Vieira

dalilamelloc@hotmail.com

Alfenas (MG)

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O JULGAMENTO E O EMPRÉSTIMO

Muita calma nesta hora! Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Odilon Otávio dos Santos

Marília

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SEM PRECEDENTES

Pelas declarações da "Excelência" Toffoli quanto à regularidade das operações financeiras do BMB, entendo que, com a finalidade de preservar a devida manutenção do seu patrimônio, mantendo bem lustrada a ilustre cara de pau que possui, o STF deveria adquirir uma boa carga de óleo de peroba para uso imediato. Fui auditor bancário por anos a fio e nunca vi situação semelhante.

Antonio Fernandes Kopf

antoniofernandes@aasp.org.br

Embu das Artes

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TOFFOLI SEM LIMITES

O ministro do Supremo Tribunal Federal Antonio Dias Toffoli foi duas vezes reprovado em concurso para a magistratura de São Paulo. Advogado do PT, não se pejou de entrar pela janela no Supremo, conspurcando aquela corte. Sem qualquer compostura, como agora noticiado, relatou com gosto processos envolvendo o Banco Mercantil do Brasil, ao mesmo tempo que recebia desse banco "empréstimo" que nem pais generosos concedem a filhos exemplares. Essa é uma das incontáveis obscenidades produzidas pela República Sindicalista instalada no Brasil.

Hélio de Lima Carvalho

hlc.consult@mail.com

São Paulo

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NÃO SURPREENDE

Nada que venha do ministro do STF Dias Toffoli nos surpreende. Só o fato de vê-lo chegar ao mais alto posto na hierarquia judicial sem nunca ter passado em exame para juiz, mostra que ele tem mais a receber do que dar e fazer empréstimo particular "especial" logo após ter dado parecer favorável a um banco em detrimento de ações no INSS, mostra seu caráter duvidoso. Nós sentimos o cheiro no julgamento do mensalão. Fica agora uma pergunta: Um ministro do STF pode ser afastado por conduta indecorosa? Porque não existe outro termo para essas benesses recebidas após ação favorável. É no mínimo imoral para o STF continuar com um ministro assim! Sua carreira meteórica iniciada nebulosamente em Marília é no mínimo duvidosa e foi lá que seu mau-caratismo foi forjado! Resta saber se os ministros do STF aguentam o cheiro que tresanda do seu par, ou serão iguais?

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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TROFÉUS

Troféus que os petistas estão entronizando no salão da corrupção do PT! Troféu Dias Toffoli: láurea que será concedida aos magistrados que favorecerem uma das partes em troca de empréstimos! Troféu Ricardo Lewandowski: comenda que será concedida aos magistrados que favorecerem os corruptos! Troféu Édson Lobão: prêmio que será conferido ao ministro de Minas e Energia que conseguir o maior número de apagões! Troféu Alexandre Padilha: honraria que será entregue àqueles que conseguirem introduzir o maior número de agentes de Cuba em nosso país! Troféu Guido Mantega: "oscar" dos troféus, que será entregue ao ministro que conseguir ser o mais mentiroso! E o troféu Dilma Rousseff, que será entregue para o(a) presidente que conseguir ser o(a) mais incompetente na história do Brasil!

Eugênio José Alati

eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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ESTÁ RUIM PARA QUEM?

Tenho pura convicção de que 80% ou mais das pessoas que opinam aqui e diariamente "descem a lenha" no governo estão em ótima situação financeira e só o fazem pelo ódio e preconceito ao PT e ao Lula, pelas origens operárias e muito simples. Acho que os srs. leitores não acreditam, mas milhões de pessoas por este interior do País não sabiam o que era energia elétrica, e hoje podem ter acesso a ela, graças ao governo que sempre foi claro em dizer que governaria para os pobres. Os senhores não fazem ideia na importância da Bolsa Família para os famintos e miseráveis, e não me venham com essa de que não precisam de esmola, e sim de educação e acesso a cultura, pois nenhum outro governo deu a bolsa e muito menos educação e cultura. Quem sabe Lula, com uma aparência de médico, nascido nos Jardins, teria a sua aprovação em seu governo. Aliás, quem fez bom governo no Brasil?

Walber Ksuvic

essenciaverde@ig.com.br

São Paulo

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MARTA SUPLICY NA MODA

Nossa ministra da Cultura, Marta Suplicy, pretende conceder R$ 7 milhões da Lei Rouanet para que os estilistas Pedro Lourenço, Alexandre Herchovitch e Ronaldo Fraga possam participar da belezura de uma semana de moda a ser realizada em Paris em março de 2014. Ela explicou que esses desfiles vão ajudar a promover a imagem do País no exterior. Tem toda razão, num país onde existem mais de 50 milhões de miseráveis, vai chamar a atenção essa afronta de gastar uma fortuna em profissionais que labutam na alta sociedade do País, onde se torram fortunas em roupas e futilidades. Achamos que o Brasil tem a ministra que merece, sua visão social é limitadíssima. O povo que relaxe e goze com as migalhas de seus brioches. Ela bem que poderia seguir o caminho do ex-ministro Patriota...

João Henrique Rieder

rieder@uol.com.br

São Paulo

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ESTADO HIPERTRÓFICO

Para quem crê que os problemas do País serão resolvidos com a ação do Estado, recomendo a leitura do editorial publicado no sábado (24/8) sob o título "Políticos loteiam agências". Ali está expresso como "trabalha" o nosso Estado na promoção do bem comum - digo, do bem de quem dele se apropria... O Estado brasileiro sofre de hipertrofia, patologia que não é combatida - pelo revés, é mais e mais estimulada, a ver pelos 39 ministérios (40, se contar que o João Santana, marqueteiro de Dilma, é, talvez, o mais importante auxiliar da Presidência) - fazendo a festa dos donos do poder. O Leviatã exaure os recursos econômicos da sociedade sem dó nem piedade, fazendo a fortuna de empreiteiros e dos "amigos do rei" (ou rainha), distribuindo migalhas em troca dos escandalosos 36% do PIB que são recolhidos anualmente à sociedade, e atua unicamente em favor de uma nomenklatura clientelista, inepta, incompetente, burocrática e corrupta. Engana-se redondamente quem crê que um Estado hipertrófico como o nosso se preste à promoção do bem comum. Pelo contrário, ele se presta a ser um inesgotável sorvedouro de recursos públicos. Da forma como está concebido e configurado na Constituição, quanto menor ele for, melhor para todos nós, os contribuintes, que, ao fim e ao cabo, são chamados a pagar a conta dos desvarios do setor público.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA

Pesquisa Ibope/Estado mostrou o quão perigoso é levar o tema reforma política para o povo decidir. Dois em cada três brasileiros ouviram falar pela primeira vez do assunto ao serem interpelados pelo pesquisador, ou nem sequer conseguiram responder à questão, e menos de 1 em 10 entrevistados diz saber bem do que se trata. Brasil acha a reforma política importante, mas sabe muito pouco sobre ela. É nesse cenário de ignorância total e desinteresse pelo assunto que mora o perigo. Partidos que dispõem de muito tempo na TV têm espaço suficiente para ludibriar as pessoas. O eleitor será enganado pela propaganda suja e desleal, pois os partidos têm a seu favor os dados da pesquisa sinalizando que ir para um plebiscito nessas condições é jogada certa. Pobre Brasil!

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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SOBERANIA POPULAR

Podem fazer a reforma política que bem quiserem, mas o povo não abrirá mão de dar a palavra final sobre o voto obrigatório e a reeleição.

Yvette Kfouri Abrão

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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A ‘MINICRISE’ DE GUIDO MANTEGA

Por muito menos, mas por muito menos mesmo, o ministro Antonio Patriota foi demitido, ou melhor, expulso de campo. Por que será que a presidente Dilma insiste tanto em manter no jogo e permitir que ele, o ministro Mantega, bata tantos pênaltis, mesmo sabendo que ele nunca fez e nunca fará nenhum gol? Será que seu banco de reservas é tão ruim assim que não existe ninguém para substituí-lo? Acorda, presidente, este homem, verdadeiro perna de pau, está enterrando o time.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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ECONOMIA

A crise é maxi, mini é o ministro!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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MINICRISE?

Ministro Mantega, crise econômica é como grávida: ou está ou não está. Não existe mini grávida...

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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ESCLARECIMENTO DO CONDEPHAAT

O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat) esclarece que a aprovação do projeto de construção de duas torres de edifícios em terreno vizinho ao Teatro Oficina, ocorrida na reunião do dia 20 de maio de 2013, resultou de deliberação por 11 votos a favor e três abstenções. O resultado acompanhou o voto do conselheiro relator Egidio Carlos da Silva, datado de 29 de julho de 2011. O projeto, cuja interessada é a Sisan Empreendimentos Imobiliários, está em área envoltória do Teatro Oficina, imóvel tombado por meio da Resolução SC 06/1983 como Bem Cultural de Interesse Histórico. A autorização do Condephaat não exime o interessado de obter as demais autorizações nos órgãos e instâncias municipais, estaduais e federais. Cabe ressaltar que o Conselho do Condephaat é um órgão colegiado, cujas deliberações ocorrem a partir de discussões e votações realizadas durante as sessões, que são públicas. As decisões só têm validade se obtiverem maioria dos votos dos conselheiros presentes, conforme definido regimentalmente. A decisão aqui referida foi resultado de votação em plenário e não de sua presidência, como tem sido veiculado na internet.

Giulianna Correia, assessora de imprensa da Secretaria de Estado da Cultura

gcorreia@sp.gov.br

São Paulo

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CRISE NA SÍRIA

O Oriente Médio, que já está uma fogueira com as crises políticas em vários países, corre o risco de se transformar num grande incêndio. A provável ação coordenada pelos Estados Unidos, Inglaterra e França contra a Síria lembra muito o que aconteceu no caso do Iraque, acusado de armazenar armas proibidas. E, mesmo contra a determinação da ONU, os americanos e alguns aliados invadiram aquele país e posteriormente assumiram que não tinham razão de ser as acusações. O risco se repete. Até quando interesses políticos de grandes potências vão continuar tentando ditar regras ao mundo? E colocando em risco a paz, que deveria ser o objetivo maior?

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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SÍRIA, A BOLA DA VEZ

As manchetes dos jornais anunciam a ouverture do que poderá ser o primeiro ato da última guerra no planeta Terra. Não sei por que nem quando foi outorgada aos Estados Unidos a tutela do planeta. Na verdade o Trio Assombro, EUA, França e Inglaterra, está se unindo para deflagrar a terceira (e última) guerra mundial. É inimaginável o número de vítimas que essa intervenção deverá causar, principalmente se considerarmos que a Rússia e o Irã deverão socorrer a Síria contra seus odiosos inimigos. Um terceiro conflito mundial seria como uma "avant premier" do Armageddon bíblico. Os mortos nos conflitos na Síria já são contados com três dígitos de milhares, 100 mil é a estimativa. Essa carnificina não aconteceu em três ou trinta dias, e até agora a endeusada Assembleia Geral da ONU, tão desejada pelos petralhas, deixou que os Estados Unidos pudessem mais uma vez fazer com que a sua fantástica indústria bélica, fator importante na economia do país, entrasse em atividade frenética diante da perspectiva de maior produção de todo um arsenal que não pode faltar num conflito. A promessa de parceria com a Rússia e o Irã será considerada um antagonismo, e o fundamentalismo exacerbado de Alá irá se contrapor à fé comedida de Jeovah, ou simplesmente Deus. Na Síria o orifício é mais meridional. Para a fraternidade muçulmana, Alá é o único Deus, enquanto o Deus dos cristãos é apenas um delírio. Gente, muita calma nessa hora.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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A ESPERANÇA SÍRIA

Os Estados Unidos estão ávidos para mais uma investida militar no Oriente Médio. Vivem disso. Precisam disso, pois sentem prazer em demonstrar sua supremacia destruindo um ou outro país, sempre lastreados por países baratos como França e Inglaterra. Após a apropriação de Iraque e Líbia, a bola da vez agora é a Síria. Enviam armas químicas para os rebeldes sírios com a finalidade de forjar um motivo para a invasão do país. Para os sírios, resta a esperança do apoio cada vez mais omisso da Rússia e China, pois, se depender da ONU, o ataque já teria começado.

Habib Saguiah Neto

saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

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O DIREITO DA FORÇA

Mais uma vez, voltam os EUA, sob a égide do unicamente o interesse próprio, além de quererem pousar de bonzinhos, no caso da Síria. A exemplo da invasão do Iraque, agora estão preocupados com as armas químicas. Como se o napalm que usaram no Vietnã não tivesse sido um crime hediondo. Os EUA, grandes fomentadores de ditaduras da América Latina e África, querem novamente passar por guardiões da humanidade. E mais uma vez irão desprezar o que possa pensar o resto do mundo, no que diz respeito a esse tipo de abuso. Essa truculência megalomaníaca, de novo, vai fazer valer o direito da força contra a força do Direito.

Conrado de Paulo

conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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ASSAD GENOCIDA

A democracia, na Síria há muito já deixou de existir. O governo não dialoga, atira. A violência é indiscriminada. O uso de agentes químicos já está provado. Mais de 70 mil pessoas já morreram. A situação é insustentável! Uma ação militar euro-americana se faz mais do que necessária. Qualquer oposição a ela pode ser claramente traduzida como apoio ao genocídio promovido por Bashar Al-Assad.

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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O NOVO IRAQUE

Alguma pessoa, medianamente inteligente, acredita que foi o governo da Síria que lançou bombas de gás contra seus civis? Qual o interesse que teria o governo sírio com esta ação? Quem teria interesse na intervenção das potências na guerra? Estas bombas foram plantadas para provocar os ataques que se aproximam, e vamos assistir a mais um massacre. A morte de árabes e islâmicos não é considerada, mas mero dado estatístico. Senão já teria havido uma reação mais forte das forças políticas. Estas bombas são iguais às "armas de destruição em massa" de Saddam. A Síria vai virar um Iraque. A quem interessa isso? Bem, as consequências não serão diferentes daquelas do Iraque, do Afeganistão, etc.

João Carlos Macluf

jc.macluf@uol.com.br

São Paulo

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