Fórum dos Leitores

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2013 | 02h11

Agronegócio salva o PIB

O produto interno bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre do ano surpreendeu até o governo federal, crescendo 1,5%. Mas quem diria que o salvador do governo seria aquele que nos anos 1990 foi palco de inúmeros protestos e invasões? É, esse mesmo, o agronegócio! Se o MST tivesse avançado naquela época com suas reivindicações e logrado as inúmeras invasões de terra, com aval do PT e ideologia comuno-castrista, o Brasil hoje estaria cortado em minúsculos pedacinhos e o povo ex-sem-terra, cuidando de suas galinhas, seu galinho, sua vaquinha e plantando abobrinhas. O governo Dillma Rousseff deveria, hoje, sobrevoar as plantações do agronegócio jogando pétalas de rosa em agradecimento aos grandes produtores agrícolas que conseguiram ganhar essa luta. Parabéns ao agronegócio brasileiro!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Marketing

O governo aproveita todas as brechas e chances para divulgar a "notícia" de um possível PIB positivo no segundo semestre em relação ao primeiro, o qual cresceu só 0,6% no período. E com base em avaliação da equipe de Dilma, que acredita que o PIB do segundo estará entre 0,7% e 1,1%. Fantástico, não?!

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Ilusão

O governo federal considera aumento de volume financeiro com crescimento econômico. O crescimento do PIB de 1,5% é o índice de inflação causado pela alta do dólar. Se houve crescimento real, cabe ao governo um detalhamento minucioso de todos os segmentos da economia.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Fundo do poço

"O fundo do poço foi superado", disse o brilhante ministro Mantega sobre o PIB. Ou seja, já estamos abaixo do fundo do poço...

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

A volta da CPMF

O Banco Central, de forma imaginativa, não obstante o pesado confisco que é a carga tributária brasileira, está reinventando a famigerada CPMF com outro nome, Imposto sobre o Cartão, cobrando 0,38% sobre utilização do cartão de crédito. Assim, para deleite dos ladrões, a população vai andar com mais dinheiro vivo no bolso. Não tenham dúvida: vai ser um tiro no pé da "tia" Dilma, candidata à reeleição. É mais uma tunga no combalido contribuinte e um prato feito a ser explorado pela oposição.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

CORRUPÇÃO

'Câmara de horrores'

Não nos cabe tentar entender a matemática macabra que livrou o deputado Natan Donadon de ter o seu mandato cassado. Mesmo porque, para nós, pobres mortais, esse episódio é surreal! Fica muito claro o fosso que se estabeleceu entre a população e os seus "representantes" no Poder Legislativo... Para mim fica a dúvida: representantes de quem, cara-pálida?

M. ISIS MEIRELLES M. DE BARROS

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

É o fim!

Esse episódio da Câmara dos Deputados de, em votação secreta, manter o mandato de um deputado condenado pelo Supremo Tribunal Federal (Natan Donadon) tem um significado muito sério. Os parlamentares disseram o seguinte: que a democracia no Brasil é uma farsa, que o Poder Judiciário não tem moral e que o Congresso é, sim, um abrigo seguro para bandidos. Não é uma vergonha, é o fim de uma sociedade organizada.

ANDRÉ L. O. COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Mascarados

Que hipocrisia tentar proibir os manifestantes de usar máscaras, se nossos deputados usam o mesmo recurso - voto secreto - para se esconderem e não conseguirmos identificar o vandalismo que promovem neste país!

NAZIR TAKIEDDINE

nazirtaki@uol.com.br

São Paulo

Suplente

Suplente para o titular vigente? Nossa política virou um balaio de gatos. Amir Lando vai "substituir" o titular Donadon, que seus "colegas" mantiveram no cabide de deputados. Uai, mas que química é essa?

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

Novo partido aliado

Pelo jeito, o deputado Donadon, que cumpre pena no presídio da Papuda, acaba de fundar mais um partido sem precisar de 500 mil assinaturas, como exige o Tribunal Superior Eleitoral. E da base aliada do governo Dilma. Logo, logo, terá mais companheiros do Congresso. Sugestão para a nova sigla: PAP, Partido dos Aliados da Papuda. Nas redes sociais já corre uma petição para que se instale uma linha de ônibus que ligue o Congresso à Papuda - será a linha de n.º 171.

AGNES ECKERMANN

agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

Tratamento protocolar

Mandato mantido, alertem-se os demais reeducandos da Papuda de que o colega de prisão tem direito ao tratamento de "excelência", pois não?

EDUARDO MENEZES SERRA NETTO

decimoserranetto@uol.com.br

São Paulo

ALSTOM BRASIL

Cartel

Em relação à matéria Siemens diz à PF ter revelado o que sabe (22/8), a Alstom esclarece que os contratos para Belo Horizonte e Porto Alegre foram objeto de licitação pública, em que foram respeitados os marcos legais aplicáveis. Outras empresas tiveram a mesma oportunidade de apresentar propostas e essa foi feita como parte de um consórcio, o que é permitido pela legislação vigente e de acordo com a capacidade produtiva de cada empresa. A Alstom reforça que segue um rígido código de ética, definido e implementado por meio de sérios procedimentos, de maneira a respeitar todas as leis e regulamentações, e aplica um processo interno para prevenir infrações no cumprimento de regras pelo grupo.

MARIANA MACIEL

mariana.maciel@crn.alstom.com

São Paulo

N. da R. - A reportagem mantém as informações. O Ministério Público Federal está investigando os contratos em Belo Horizonte e Porto Alegre sob suspeita de formação de cartel.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

A ABSOLVIÇÃO DE NATAN DONADON

 

A sociedade brasileira amanheceu, na quinta-feira, mais algemada e indignada ainda. Um deputado federal, algemado sob as vistas do público, condenado por formação de quadrilha e peculato e recolhido ao cárcere, foi acobertado pela Câmara dos Deputados por meio do voto secreto. Ou seja, o Parlamento brasileiro condenou o julgamento do Poder Judiciário, que sentenciou o deputado Natan Donadon, absolvendo-o politicamente, com a manutenção do exercício de seu cargo eletivo. No cárcere ele continuará, portanto, sendo tratado como "Vossa Excelência". Vergonha! Pois bem, a partir de agora, enquanto os que votaram secretamente pela manutenção do mandato do parlamentar estiverem no repouso de seus lares ou em seu momento de lazer, contingentes da Polícia Militar, contra quem se cospe, se atiram pedras e bombas incendiárias, tentarão conter, em nome da ordem pública, o ímpeto ainda mais agressivo dos vândalos arruaceiros que destroem o patrimônio público e privado, impedem o direito de ir e vir e cuja própria benevolência da lei os solta apressadamente ao serem detidos. O que dizer aos nossos filhos sobre a contaminação da malcheirosa falta de ética na política e da leniência da lei brasileira? Por que a justiça tarda em colocar na cadeia os quadrilheiros do mensalão? Que país é este?

 

Milton Corrêa da Costa milton.correa@globomail.com

Rio de Janeiro

 

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OS BLACK BLOCS DA CÂMARA

Amparados pelo voto secreto, 131 par(a)lamentares, acompanhados por mais 41 ignóbeis que se abstiveram, livraram a cara do seu par, parceiro e quem sabe cúmplice em outras tramoias, embora estivesse ele condenado em todas as instâncias a pena de 13 anos por peculato e formação de quadrilha pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Seguirá sendo deputado, agora filiado ao Partido da Papuda (171). Do jeito que a coisa vai, fica difícil crer que este país um dia será pautado pela decência. Os deputados, acobertados pelo voto secreto, agiram tal qual os Black Blocs, que, de rosto coberto por máscaras ou camisetas, se sentem autorizados a tudo fazer, quebrar e destruir, certos da impunidade. Chega! Precisamos dar um basta nessa falta de vergonha. Ano que vem, nas urnas, será a minha vez de não reeleger ninguém.

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

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VÂNDALOS DA DEMOCRACIA

Os "nobres" deputados da Câmara deram mais uma demonstração de covardia, corporativismo e desprezo à democracia e a seus eleitores quando, em votação secreta, mantiveram o mandato do deputado Natan Donadon, que está preso e condenado a 13 anos por desvio de dinheiro público. Se desvio de dinheiro público não é quebra de decoro parlamentar, não importa se antes ou durante o mandato, o que será quebra do decoro? Além do que, como pode um preso participar de sessões parlamentares? Será que algemado e com escolta (pagas por nós) ele será mais assíduo do que os que estão em liberdade? A existência do voto secreto é uma afronta e até vandalismo em relação às instituições democráticas e aos eleitores. Voto secreto somente se admite aos jurados em julgamento de tribunal de júri, para preservarem-se de retaliações. O voto secreto para parlamentares é equivalente à participação dos vândalos mascarados nas manifestações democráticas. Quem se esconde atrás de máscara ou do voto secreto é porque boa coisa não quer fazer. O eleitor tem o direito de saber em quem seus eleitos, e representantes, votaram e estes têm a obrigação de demonstrar isso. Já passou da hora de acabar com esse absurdo.

Edison Roberto Morais ermorais@uol.com.br

São Paulo

 

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DEPUTADO PRESIDIÁRIO

Sugestão: transformem o gabinete do sr. Donadon em cela, para que o nobre cidadão possa comparecer às sessões plenárias sem que seja cassado por faltas e possa continuar recebendo o merecido salário. Pobre país.

 

Ricardo Sanazaro Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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RESPOSTA

 

A Câmara dos Deputados é uma vergonha! A não cassação de Donadon merece uma resposta. Apesar da vergonhosa votação secreta, sabemos quem votou a favor da não cassação deste senhor: foram os parlamentares da base aliada, claro, liderados por PT, PMDB e PP, da qual Donadon (PMDB) faz parte. Esses partidos e outros parlamentares que assinaram presença e não votaram terão a resposta nas próximas eleições. Aguardem!

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

 

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POLÍTICO PERFEITO

Não sei por que o povão está indignado com a votação da não cassação do deputado Donadon. Ora, agora temos um político perfeitíssimo. É deputado, condenado e cumprindo pena na cadeia. Não é mesmo um político perfeito? Completo?

 

Luiz Felipe Miguel luizfemig@ig.com.br

São Paulo

 

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CASA DE LADRÕES

O deputado Donadon se livrou da cassação de mandato por 131 votos de absolvição e 21 abstenções. O PT foi o partido que mais contribuiu com as ausências. Não é possível o criminoso continuar sendo deputado por vontade da Câmara. Única resposta que achei foi que esses 152 votos (131+21) dos deputados têm de ser da mesma espécie de pessoa (ladrões). São mais de 42%. O Brasil é um país onde quase metade da Câmara é ocupada por ladrões. Dessa forma, é óbvio que nenhum réu condenado da mensalão perderá o mandato. Mais um caso que acaba em pizza.

Shuichi Katsuda leonper@nethall.com.br

São Paulo

 

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CÂMARA DOS HORRORES

Se faltava algo para mostrar o quanto a Câmara de Deputados é corporativista e seus membros, na maioria das vezes, só pensam em si mesmo, a partir de agora não falta mais. Mesmo condenado pelo STF e preso por formação de quadrilha e desvios de verba pública, o ex-deputado, ou deputado Natan Donadan (RO) - não sabemos mais -, livrou-se da cassação. Para que houvesse coerência entre a decisão do Supremo e a voz das ruas, que condenam e exigem políticos corruptos atrás das grades, eram necessários 270 votos, mas apenas 233 votaram por sua saída da vida pública. E por meio de voto secreto, mais uma das excrescências praticadas naquela casa das leis, cada vez mais minúscula e fora dos propósitos.

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

 

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PAÍS DAS LENIÊNCIAS

O que se viu na quarta-feira na Câmara dos Deputados, com a manutenção no cargo de deputado federal do parlamentar Natan Donadon, foi apenas mais um capítulo da abjeta cronologia da degradação das instituições brasileiras. Apesar de o referido estar cumprindo pena de prisão (!) na Penitenciária da Papuda, os "nobres parlamentares" não viram, nisso, razões suficientes para cassá-lo! Afinal - devem pensar -, o que é ser larápio e estar preso? Logo, motivo algum para cassação. O fato de o presidente da Casa tê-lo afastado "enquanto estiver cumprindo pena" não chega a ser um consolo: fosse outra a medida, Donadon seria inapelavelmente cassado pela ausência reiterada às sessões. Fica o recado de que ser criminoso e condenado da Justiça pela mais alta Corte do País é menos grave do que faltar às sessões no Parlamento. Se não é o fim da picada, o que é? Não tenho dados, mas intuo que o Brasil, país das leniências, seja a única nação em todo o planeta cujo Parlamento tenha a audácia de preservar o cargo de um parlamentar ladrão e presidiário. O pior é que essa decisão sinaliza que os mensaleiros - também ladrões com muitos simpatizantes -, ainda que tenham suas penas confirmadas nos recursos que foram interpostos no STF e sejam mesmo presos, terão idêntico benefício, bom motivo para a gangue da estrela abrir um bom Veuve Clicquot! Pelo visto, já é hora de o povo voltar às ruas e aos arredores do Congresso Nacional, desta vez com mais empenho para que Suas Excelências entendam de uma vez por todas que estamos fartos de tanta desfaçatez!

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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NÃO OUVIRAM A VOZ DAS RUAS

Esta semana tivemos mais uma demonstração de que a classe política não se importa mesmo com o povo! O recado foi claro, ao livrarem, com sua ausência, o processo de cassação do deputado Natan Donadon, nossos parlamentares disseram à sociedade que nunca e jamais farão nada pelo povo. Se há alguns meses eles se encontravam acuados pelas inúmeras manifestações realizadas no Brasil, agora eles já se sentem totalmente confortáveis para trabalharem de acordo com os próprios interesses. E não podemos culpá-los por isso, afinal de contas, quem os colocou lá fomos nós mesmos. Como o gigante parece ter adormecido novamente, significa que agora a festa continua, e desta vez será pra valer. Nosso povo ainda não entendeu que nossos governantes são valentes e espertos, mas diante do clamor popular eles acabam recuando.

 

Josué Silva josuejfs@hotmail.com

São Paulo

 

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‘PORCORATIVISMO’

Apesar de ter sido condenado pelo STF a mais de 13 anos de prisão pelos crimes de peculato e formação de quadrilha, o comprovado político-marginal, deputado federal Natan Donadon (PMDB) foi absolvido, em votação secreta, na Câmara dos Deputados, garantindo seu cargo, que será ocupado por um suplente graças à manobra do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB). Alguma surpresa? Não, esta casa virou covil de bandidos que agora apenas praticaram um ato de "porcorativismo" explícito. Este país virou uma vergonha! A solução será fechar a Casa, decretar total falência moral para exercício do cargo, zerar tudo e começar de novo, mas para isso o povo terá de voltar às ruas!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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UM MARCO

Diante do fato de os deputados terem absolvido uma pessoa condenada por processo legítimo, não consegui suportar minha indignação. Assim, conclamo aos também indignados não votarem, a partir de hoje, em pessoas que não tenham ingressado na carreira política a partir de 28/8/2013. Esse seria o marco, para podermos mudar e mudar mesmo.

 

Benedito Carlos C.Vachi timvachi@terra.com.br

São Paulo

 

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REELEIÇÃO ZERO

A Câmara não cassou Donadon? Será que os deputados mensaleiros também não serão cassados? Convite a todos os eleitores brasileiros: vamos cassar toda a Câmara em 2014! Não vamos reeleger nenhum destes nossos "nobres representantes".

Fábio Zatz fzatz@uol.com.br

São Paulo

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LIXO

Donadon continua... Só podemos concluir uma única coisa disso tudo: é lixo julgando lixo. Qual era o resultado esperado, então?

 

Geraldo Macias Martins maciasfilho@hotmail.com

Catanduva

 

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NO FUNDO DO POÇO

Após afrontar decisão do STF que condenou o ex-deputado Natan Donadon por desvio de dinheiro público, com a decisão de quarta-feira de manter o mandato do presidiário, a Câmara dos Deputados foi de vez para o fundo do poço. Como escrito numa publicação online: "Em vez de sepultar Donadon, a Câmara se mata". Noite deplorável para a casa dos nossos representantes (?) em Brasília. Mesmo presidiário, o ex ocupou a tribuna durante muito tempo e procurou se defender de crime pelo qual já foi julgado em última instância pelo STF, sem nenhuma chance de reverter sua posição, pelo menos num Estado de Direito. Pois bem. Resultado final: presença de 470 deputados, 43 ausentes; dos presentes, só 405 votaram; destes, 233 pela cassação; 131 pela absolvição e 41 abstenções. Vergonha! Menos da metade dos ocupantes da Câmara podem ser chamados de representantes do povo. Os outros, bem os outros... Mais números. Os petistas foram os mais faltantes. Dos 88 da bancada, 21 nem compareceram. Bem, finalizando, o "nobre deputado", após o apoio dos seus pares, saiu algemado de volta à prisão. Tá aí oficializada a criminalidade pela Câmara.

 

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

 

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SUPERANDO EXPECTATIVAS

Não é possível! Os políticos brasileiros se superam a cada dia nos quesitos desfaçatez e desprezo pela inteligência dos seus, digamos, representados. Livrar da perda de mandato o deputado Natan Donadon, em cana há mais de dois meses cumprindo uma relativamente longa, mas justa, condenação a 13 anos de prisão por desvio de recursos públicos, é demais até para nós, espectadores diários do circo de horrores da nossa política! A covardia de suas excelências fica por conta da votação secreta.

Luiz M. Leitão da Cunha luizmleitao@gmail.com

São Paulo

 

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DEPUTADO-PADRÃO

Feliciano pode não representar muitos... Donadon mais que representa todos eles!

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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GENTALHA

Mais uma vez a Câmara dos Deputados dá uma demonstração vergonhosa de desrespeito à população. Essa gentalha que votou a favor da manutenção do mandato de deputado de Donadon, que se encontra preso, não merece qualquer consideração dos brasileiros.

 

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

 

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CASO PERDIDO

Os otimistas que me perdoem, mas o Brasil é um caso perdido. Bandido sendo mantido no cargo por também bandidos mascarados por essa excrescência do voto secreto. A foto do maldito deputado ajoelhado agradecendo aos céus é indescritível. Pobre país!

Nelson Mendes nelsonmendes2009@bol.com.br

São Bernardo do Campo

 

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SITUAÇÃO RIDÍCULA

Temos uma situação ridícula e patética. Durante o dia, Donadon exerce o seu mandato, vigiado por policiais, e à noite se recolhe ao presídio para cumprir a pena. Se contarmos isso no exterior vão perguntar se estamos de brincadeira. 131 deputados que votaram pela absolvição, que nunca se saberá quais foram, por causa da votação secreta, devem ser iguaizinhos a ele. Votação secreta tem de acabar. Bem dizia o falecido Tancredo Neves: votação secreta dá uma vontade danada de trair. Que Legislativo temos? Temos o que votamos.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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NA PAPUDA

Durante sua ida à Câmara, onde seria discutida a cassação de seu mandato, Donadon reclamou das condições do presídio e da alimentação. Ele queria o quê? Cumprir pena em um hotel 5 estrelas? Será que ele sabe a diferença entre punição e férias? Tenho certeza de que muitos moradores de Rondônia vivem em condições mais precárias do que a que ele está recebendo no presídio e adoraria ter a comida lá servida para comer. A lamentável decisão da Câmara já era esperada, mas o nosso consolo é saber que o "nobre" deputado vai continuar "residindo" no presídio da Papuda. Desejo a ele uma ótima estadia e que em breve ele tenha outros companheiros para lhe fazer companhia.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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O DIA DE JOSÉ DIRCEU NO STF

29 de agosto, quinta-feira, dia inesquecível. O Supremo Tribunal Federal, em sua sexta sessão exclusiva de análise dos embargos de declaração do caso mensalão, rejeita por unanimidade os recursos de José Dirceu. A nação brasileira está aliviada. Tirou da cabeça a ideia de que os recém-chegados ministros pudessem votar favoravelmente ao condenado. Eles não enxergaram pontos obscuros, contradição ou omissão na sentença proferida. Sentiram-se livres para votar com a consciência de grandes juristas. Valeu a pena acompanhar pela televisão a análise dos embargos. Confesso que mais uma vez fiquei maravilhado com a argumentação do grande ministro Celso de Mello. A clareza com que ele fala não deixa dúvida na cabeça de quem quer que seja e, provavelmente, faz corar o rosto de condenados que se dizem inocentes. Parabéns ao Superior Tribunal Federal. A verdade suplantou a mentira.

 

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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DONADON E DIRCEU

Placar da vergonha e indignação: 280 x 233; placar do orgulho e regozijo: 8 a 3.

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

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O MINISTRO E O BANCO MERCANTIL

O ministro do STF José Dias Toffoli informou que os empréstimos que obteve junto ao Banco Mercantil do Brasil (BMB) à taxa (de pai para filho) de apenas 1% (!) ao mês são regulares e foram contraídos a juros de mercado (!), nada tendo que ver com o fato de ele estar envolvido no julgamento de um caso que envolve a instituição bancária. Parece que está mesmo na hora de as manifestações de protesto voltarem às ruas! Basta!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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DE ONDE VEM O DINHEIRO?

Quanta maldade! Só porque o ministro Toffoli é relator, no Supremo Tribunal Federal (STF), de ações do Banco Mercantil do Brasil desde 2009, em que o banco questiona contribuições ao INSS e alíquota da Cofins? E só porque, logo após decisões no tribunal sobre os processos, o ministro Toffoli obteve descontos nas taxas de juros pelo empréstimo de R$ l,4 milhão que fez com o banco, assegurando-lhe um desconto de R$ 636 mil, baixando as parcelas de R$ 20.400 mil mensais - mais que a remuneração líquida do ministro no STF à época - para R$ 16,700 mil, operação considerada pelos funcionários do banco pouco usual? Vejam que interessante: na semana passada, no caso do senador Renan Calheiros, que comprou uma casa em bairro nobre de Brasília e oficializou a compra por valor bem menor que o real, lembrei-me de meu saudoso avô Serafim. E não é que esta semana, devido ao empréstimo do ministro Toffoli com o Banco Mercantil, voltei a lembrar dele e de seu famoso ditado português: quem cabritos vende e cabra não tem de algum lugar vem...

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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DIAS TOFFOLI

Ele não sabe o que e conflito de interesse.

 

Joubert Rovai joubert.rovai@gmail.com

São Paulo

 

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CONFLITO NA SÍRIA

Um drama crucial envolve o governo Barack Obama, porém desta vez, em relação à Síria, o conflito não guarda similitude com a infeliz invasão do Iraque. É importante a posição americana de fazer uma operação muito localizada, em razão dos ataques químicos da semana passada, o que os EUA só farão com o apoio da Grã-Bretanha e seguida de uma convalidação da ONU. De qualquer modo, esses momentos são de extrema tensão e dúvidas, a exemplo: 1) Como reagirá o Hesbollah? 2) Haverá retaliação contra Israel? 3) Que atos terroristas poderão ser desencadeados? E a mais crucial: e se, depois de tudo, descobrir-se que os ataques químicos foram perpetrados pela oposição síria? De qualquer modo, a passividade poderá ser temerária e incentivar novos e nefandos ataques neste xadrez complexo e repugnante do Oriente Médio.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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PLANO DE PAZ

Não existe solução eficaz e duradoura para os conflitos do Oriente Médio sem a implantação de um plano de paz entre israelenses e palestinos.

 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

 

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POR QUE ATACAR A SÍRIA?

Assad perdeu a moral e a História mais uma vez será escrita com o sangue dos mártires. Aliás, não só ele, mas todo o discurso de grupos radicais que faziam frente a Israel, mas que oprimem seus povos com base em regras medievais. O ódio destilado por grupos políticos como Hezbollah e Hamas, com apoio de Irã, contavam com simpatizantes em vários pontos do globo. A causa palestina é legítima. Mas quando vieram as eleições em 2009 no Irã, seguida da repressão contra aqueles que contestavam o pleito, com a cena emblemática de uma jovem sendo baleada ao vivo, acendeu o sinal amarelo. O ódio contra Israel parece tê-los cegado. O ocidente jogou vocês um contra os outros, dando pretextos para intervenções, golpes e revoluções legítimas contra ditadores patrocinados pelo próprio ocidente. O que está se descortinando é os que querem a paz ou a coexistência com Israel e aqueles que querem sua destruição. O pivô é o Estado Judeu. Não são os xiitas, sunitas, drusos, cristãos, porque a atual tensão, com suas guerras arábicas durante a guerra fria, que delineou as fronteiras de Israel, o nascimento de Al-Qaeda, Hamas, Hezbollah e demais facções análogas, tem como fundamento a luta contra os hebreus a partir de 1948. Agora, Assad, apesar de imoral ao usar armas contra civis, tem colhões de peitar o ocidente e vai retaliar, provavelmente, ao ser atacado por potências estrangeiras, que vão intervir na guerra civil em andamento, nos próximos dias, o que tudo indica. Duas grandes potências irão ao auxílio da Síria, Rússia e Irã, com o auxílio do Hezbollah. Uma coisa é certa, a intervenção, que deve ser considerada como inevitável, devido à conjuntura bélica entre forças alauitas e rebeldes, somando ao uso de armas químicas, irá prolongar a guerra, e quem sabe, abrir as portas do inferno.

Luiz Fabiano Alves Rosa fabiano_agt@hotmail.com

Antonina (PR)

 

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O CASO DO SENADOR BOLIVIANO

A incapacidade do governo brasileiro na negociação do salvo-conduto, a falta de um posicionamento rígido, amparado na própria convenção de Caracas sobre asilo diplomático, o excesso de tolerância, a leniência, a passividade e, de certa maneira, a aceitação da tese boliviana fizeram com que o diplomata brasileiro Eduardo Saboia tomasse nas próprias mãos a solução do impasse que durava um ano e três meses e já começava a corroer a integridade física e moral do político boliviano Roger Pinto Molina. Senador, líder da oposição, pecuarista, ex-governador do Departamento de Pando (limítrofe com o Estado do Acre), principal oposicionista ao regime de Evo, Roger Pinto acusou o governo boliviano de favorecer o narcotráfico. Processos contra Pinto Molina foram abertos, desde crimes ambientais, desvio de recursos públicos até assassinatos. O governo Dilma, após exame dos antecedentes, concedeu-lhe asilo diplomático na embaixada em La Paz, dando origem ao impasse; perseguido político, segundo o Brasil; réu comum, segundo a Bolívia. As negociações não deram resultados, a postura boliviana foi bem mais forte e os seus representantes chegaram à ousadia de insinuar que o obstáculo era o embaixador do Brasil, fazendo com que ele fosse retirado de suas funções dentro dessa política de "luvas de seda" com que o Brasil conduz as suas relações internacionais com os países bolivarianos. O Itamaraty, a Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República foram contrários a adotar medidas operacionais emergenciais para concluir o processo de asilo com a transferência de Pinto Molina a território brasileiro, tendo em consideração a negativa boliviana de conceder o salvo-conduto. Não houve mais negociações e a situação persistiu sem visos de solução, inclusive quando o Itamaraty foi advertido pelo diplomata Saboia da deterioração física e mental do asilado boliviano. Encerra-se, assim, o primeiro episódio, e agora vem a segunda parte. A ameaça do Itamaraty com processo disciplinar contra o diplomata por ter agido à revelia, sem contar com a vênia do Planalto. O governo brasileiro, ao invés, deveria aprender com a atitude digna e valente do diplomata o que tanto apregoa na defesa dos direitos humanos e esquece, com acentuada frequência, quando se trata de países bolivarianos. Com os novos ares que hoje em dia começa a respirar a sociedade brasileira, o Itamaraty deveria administrar o processo com verdadeiro espírito de justiça e de humanitarismo, dentro da razoabilidade da situação, flexibilizando circunstâncias políticas e regras disciplinares a fim de não fechar o capítulo como vilão dos direitos humanos. Com relação à situação jurídica do senador boliviano, com a saída da embaixada, ele perde o direito ao asilo diplomático, mas, ao alcançar território brasileiro, adquire o direito do asilo territorial. Torna-se completamente incoerente pensar num caso de recusa do asilo territorial ou mesmo de uma possível ação de extradição após o governo brasileiro haver concedido ao político boliviano, durante 453 dias, o status de asilado político.

Ramiro Rivero Pallares ramiro_pallares@yahoo.com

Natal

 

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ATO DE CORAGEM

Nobre diplomata Eduardo Saboia, meus parabéns pela coragem de defender o ideal e a tradição da diplomacia brasileira que essa nefasta administração Lula-Dilma fazem questão de jogar no lixo. Se em um ano e três meses o governo Dilma nada fez para resolver a situação, o diplomata resolveu em 22 horas. É por isso que ele a irritou tanto. Os verdadeiramente brasileiros se enojam com a servilidade com que os nossos pseudocomunistas se curvam aos regimes esquizofrenoides que se alastram pela América do Sul, Argentina, Venezuela, Bolívia, etc.

 

Tercio de Moraes Pinto Neto tercio.moraes@gmail.com

Santana de Parnaíba

 

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DOI-CODI

O diplomata brasileiro Eduardo Saboia usou o DOI-Codi, como metáfora para comparar a permanência do líder da oposição ao presidente boliviano Evo Morales, senador Roger Pinto, na embaixada brasileira em La Paz há mais de 15 meses, sem que fossem tomadas providências pelo governo brasileiro ao seu pedido de asilo político, com o esquecimento e o sumiço dos prisioneiros terroristas na época da ditadura brasileira nos porões do Destacamento de Operações de Informações do Exército, o chamado DOI-Codi. Dona Dilma aproveitou a deixa, para se fazer de vítima com vistas às próximas eleições presidenciais e criticou a comparação de Saboia. Seria interessante se a tal Comissão da Verdade, que foi criada por dona Dilma para isso, aproveitasse também a deixa e esclarecesse definitivamente a todos os brasileiros, e principalmente aos eleitores da presidenta, como, quando e por que a nossa "Dama de Vermelho" andou trancafiada nas dependências dessa instituição.

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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DILMA, DOI-CODI E OS CUBANOS

Só temos a lamentar muito mais que profundamente que a presidente Dilma, quando ministra de Estado do governo do sr. Lula, não tenha se pronunciado da mesma forma quando o governo anterior mandou de volta para o "DOI-Codi" cubano os atletas que desertaram aqui e pediram asilo ao Brasil. Alguém do governo atual saberia informar o que fizeram com eles?

 

Jose Guilherme Santinho msantinho@uol.com.br

Campinas

 

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SEM PERDER O FOCO

A fala de Dilma sobre o resgate espetacular do senador boliviano da nossa embaixada, execrando o diplomata que corajosamente a comandou, tenta focar seus dias de DOI-Codi. Depois de tantos anos a memória cria ilusões e, a partir delas, muitos vivem por toda a vida um heroísmo que tenta justificar os seus crimes passados. Mas nós não podemos perder o foco. O que se trata hoje é do longo cativeiro a que foi submetido o senador depois de lhe concedido asilo. Já que Dilma conhece bem o DOI-Codi, poderia tentar comparar um curto período de maus tratos a um longo cativeiro (por ela proporcionado).

Roberto Viana Maciel rovisa681@gmail.com

Salvador

 

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O QUE PODE OU NÃO

O Brasil "violou tratados internacionais e leis nacionais ao possibilitar a fuga do senador boliviano". Mas, se ele estava na embaixada brasileira - território nosso -, onde está a fuga? Ao se apoderar da refinaria brasileira, feita com o dinheiro do povo brasileiro, o governo boliviano não violou nada? Ou, nesse caso, o governo brasileiro fez corpo mole, quem sabe, graças a uma régia "taxa de sucesso" paga a alguém?

 

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

 

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CÉU E INFERNO

A diferença não é céu ou inferno, a diferença é que no governo militar os opositores eram terroristas e o senador boliviano, apenas opositor do cocaleiro pilantra Evo Morales. Inferno é o que a presidente do governo petista faz na vida dos aposentados brasileiros.

 

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

 

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A RESPONSABILIDADE DA PRESIDENTE

Não entendo que crime ou infração de direito internacional ou nacional violou o sr. Eduardo Saboia ao trazer o senador boliviano ao Brasil. Tecnicamente, não houve fuga, já que ele estava asilado na missão do Brasil em La Paz, logo, em território brasileiro; foi escoltado em carro da diplomacia brasileira até a fronteira, assim, em território brasileiro e, enfim, adentrou em terras brasileiras. Portanto, nunca saiu do Brasil. Quem deveria responder processo administrativo por eventual falta no episódio é a sra. presidente, que deixou o político boliviano ao "Deus dará" por mais de ano e meio trancado na embaixada, à espera de um salvo-conduto que jamais viria por parte do governo de Evo.

Luiz França Guimarães Ferreira luizfgf.adv@gmail.com

São Paulo

 

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TORCIDAS ORGANIZADAS

Tem toda razão o Ministério Público paulista de requerer a dissolução da torcida Gaviões da Fiel, do Corinthians. Só vemos más notícias envolvendo a Gaviões: brigas, violência, pancadaria, emboscadas, rixas, agressões, crimes e até mesmo mortes - como aconteceu com o pobre adolescente boliviano Kevin, de apenas 15 anos, em Oruro, na Bolívia, neste ano. O tempo passa, mas nada muda. A Gaviões da Fiel, com 60 mil sócios, não se emenda e não aprende nenhuma lição com seus erros. Até quando isso irá ocorrer? Um membro da torcida corintiana que ficou preso em Oruro acabou de ser solto e já se envolveu em pancadarias contra a torcida do Vasco da Gama, em Brasília, no último domingo. Como pode? É claro que tal pessoa não é um torcedor de verdade e não tem a menor condição de ir a um estádio de futebol. O futebol é dos verdadeiros torcedores, numa cultura de paz e não de guerra. A Gaviões da Fiel está muito mais para quadrilha e organização criminosa do que para torcida organizada. Tem de fechar, sim. Não dá mais. Tolerância zero com a violência nos estádios de futebol no Brasil.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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TORCEDORES VIOLENTOS

Devíamos mandar de volta esses torcedores para serem presos na Bolívia, e aproveitar mandar também alguns políticos, pois lá eles provaram serem mais eficientes do que nós para prender os que merecem.

Elie Kondi elikondi@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A MORTE DE KEVIN SPADA

Está claro que os torcedores corintianos que estiveram presos em Oruro não são anjinhos. O governo brasileiro se esforçou por sua libertação e eles vêm fazer nos estádios daqui o que sempre fazem e devem ter feito por lá. A polícia boliviana estava certa quando os prendeu. Resta saber o que ganhou o "dimenor" que se apresentou como responsável pelo disparo.

 

Roberto Doglia Azambuja robertodoglia@gmail.com

Brasília

 

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O CRIME DE ORURO RESSUSCITA

Li o artigo "O mundo é Oruro", de Antero Greco, admirável em suas colocações, em que lá pelas tantas ele afirma a sensação "de que somos uma nação de trouxas" ("Estadão", 28/8, A24), mais que isso, senhor jornalista, sentimos, na síndrome do medo, a sensação de que vivemos numa lata de lixo, rodeados de corrupção por todos os lados. O crime que vimos em Oruro repete-se todos os dias às nossas vistas, não só nos estádios, mas por todas as vielas de nossas cidades. Fruto e consequência da podridão que reina nos palácios; fruto e consequência de nossas autoridades omissas e relapsas. Somente o povo clama e reclama! Quem devera fazer valer eficazmente a lei, este queda-se no mutismo e na inoperância, e, quando faz alguma coisa é só para saquear o bem público. Eis o fermento de validade garantida para o crescimento do crime. Ora são os prédios que desabam, ora as casas de show que pegam fogo, (efeitos drásticos da propina); ora os profissionais incinerados vivos... ora, o jovem de Oruro, é a tragédia humana que se encapa em cada dia, com novas cenas que nos desalentam, e, o que vemos?! nossas autoridades passar a mão na cabeça desses criminosos que, o País enlutado tem de sustentar uns e outros. Se alguma esperança nos resta, é a de que vocês jornalistas levantem essa bandeira da moralização do País. Esta é a estrela polar por onde se há de começar a reforma, e devolver-nos o predicado de país civilizado.

 

Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

 

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DESABAMENTO EM SÃO MATEUS

Vergonhosa, mas esperada, a desculpa do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, de que a obra irregular que desabou ontem, matando dez pessoas, já tinha sido embargada pela Prefeitura, mas que sua interdição dependeria de medida judicial. Foi desmentido pelo promotor de Habitação e Urbanismo, José Carlos Santos de Freitas, que explicou na CBN que o poder executivo tem poder de polícia nesse caso e que a prefeitura deveria ter parado a construção. Aliás, segundo o promotor, como fazia a administração anterior, que bloqueava o acesso às obras ou imóveis interditados com a colocação de anteparos de concreto. O representante do Ministério Público declarou que é o mesmo caso de a prefeitura constatar que um restaurante está comercializando comida estragada. Ela não tem que esperar decisão judicial nenhuma, a interdição deve ser imediata, para preservar a vida e a saúde das pessoas. E não interessa que os responsáveis pela obra já tivessem sido multados. A continuidade dos trabalhos evidenciou mais um caso de omissão criminosa do poder público municipal, que resultou em oito mortes (por enquanto) e em inúmeros feridos, sem falar nos danos e prejuízos na vizinhança. Melhor faria o prefeito se procurasse os responsáveis pela negligência na fiscalização e os expusesse ao que a lei determina nesses casos. Mas, conhecendo a prática de encobrir malfeitos de companheiros, que predomina no partido dele, acho que as famílias dos mortos e feridos vão ter que se confortar só com a crença de que o destino foi o único vilão nessa história.

 

José Benedito Napoleone Silveira nenosilveira@aim.com

Campinas

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