Fórum dos Leitores

O BRASIL HOJE

O Estado de S.Paulo

02 Setembro 2013 | 02h13

Tudo errado

O governo lança o Mais Médicos para levar estrangeiros aos rincões, mas médicos que já trabalhavam nesses locais são demitidos para empregar os que vieram pelo programa. Piada. O Itamaraty dá as mãos ao autoritário presidente da Bolívia, faz corpo mole diante do pedido de asilo do desesperado senador que estava lacrado em quarto havia 15 meses e quase o leva a tirar a própria vida. Escândalo. A Câmara lança nova categoria de parlamentar: o deputado presidiário. Escárnio. Está tudo no rumo errado ou eu enlouqueci de vez?

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

MAIS MÉDICOS

Mais mentiras

Dona Dilma Rousseff disse em Campinas que o programa Mais Médicos "é um pedido do povo". Mas o que o povo pediu em junho nas manifestações foram serviços de saúde mais eficientes, o que significa melhoria de hospitais e recursos para melhores exames e atendimento médico. A maioria da população vive em localidades onde há serviços médicos, ainda que precários. Ninguém iria pensar que o governo tentaria resolver o problema unicamente colocando médicos nos municípios que não os têm, atendendo pequena parcela, embora necessitada, da população. A enganação é maior ainda pelo fato de o acordo de importação de cubanos ter sido feito há mais de um ano, apenas para proporcionar uma renda a Cuba e tentar regularizar no Brasil o diploma dos brasileiros que estudaram na ilha, em programa exclusivamente para membros do PT e do MST, que ganharam bolsas. Quem lê jornais percebeu que o truque do Mais Médicos, no qual o governo vai gastar uma "ninharia", deve ter sido preparado pelo marqueteiro da presidente, para dar a impressão de que ela está fazendo algo pelo povo. Mas essa não é a intenção, Dilma quer é ganhar a eleição em 2014.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Não resolve

Com a péssima infraestrutura hospitalar que temos, médicos estrangeiros e sem revalidação dos diplomas não vão curar a saúde no Brasil.

OSCAR ROLIM JÚNIOR

rolimadvogado@ibest.com.br

Itapeva

Anamnese

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inquirido sobre as possíveis dificuldades de comunicação entre os pacientes e médicos importados pelo Mais Médicos, excluiu a anamnese como importante procedimento de diagnóstico de doenças. De fato, o dr. Padilha afirmou que quando clinicava na Amazônia atendia índios sem falar a língua deles. Como se sabe que uma anamnese bem conduzida responde por mais de 50% do sucesso da identificação de uma doença, fosse o governo petista sério, o ministro seria demitido liminarmente depois de disparar esse absurdo.

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

DIAS TOFFOLI

Empréstimo do BMB

É, no mínimo, estranho que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tenha obtido empréstimo vantajoso no Banco Mercantil do Brasil (BMB), com juros até quatro vezes menores que os concedidos aos clientes comuns na mesma situação, e ainda assim siga julgando ações que envolvam o banco no STF. Onde fica a imparcialidade do magistrado? Ele deveria ter-se declarado suspeito e não julgar tais ações. Uma pessoa pública como Toffoli deveria ser a primeira a dar bons exemplos à população e nem sequer ter aceitado receber tratamento diferenciado e privilegiado do BMB, que não faz nada de graça para ninguém e sempre vai querer algo em troca. Pegou mal para Toffoli e para o STF. Felizmente, ainda temos por lá um homem honrado e de bem como Joaquim Barbosa, um dos poucos que ainda têm o respeito e a admiração dos brasileiros.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Respeito

Depois do tapa na nossa cara dado pelo Cambalacho Nacional de Brasília (caso Donadon) e das denúncias que envolvem um ministro do STF que julga processo contra um banco do qual obteve empréstimos com descontos, como queremos que países de Primeiro Mundo nos respeitem, se nós mesmos não nos respeitamos? Parece que estamos condenados a permanecer eternamente na rastaquera mundial.

LAÉRCIO ZANNINI

arsene@uol.com.br

Garça

Muito a explicar

Cada dia que passa acredito menos nas instituições do nosso Brasil varonil. Esse senhor que está ministro da mais alta Corte não deveria nem ser síndico de prédio. Segundo reportagem do Estadão, o sr. Toffoli tem muito que explicar sobre o emPrésTimo abençoado que recebeu do Banco Mercantil. Será que o PT não está pagando as parcelas?

JOSE ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

Prestação de contas

Acerca do vultoso empréstimo tomado pelo ministro Dias Toffoli, cabe fazer um paralelo com as obrigações a que estão submetidos os juízes da Suprema Corte dos EUA. Só um exemplo: autora de um best-seller, a juíza Sonia Sotomayor recentemente arrecadou quase US$ 2 milhões com direitos autorais e foi obrigada a divulgar a um órgão governamental de controle, o Center for Public Integrity, o que recebeu a esse título, de forma que a sociedade possa conhecer a origem do patrimônio dos magistrados, informação essencial e relevante num regime democrático. Não basta, portanto, divulgar os salários, como já é feito, é necessário que o CTN e o STF editem regra que imponha a obrigação a todos os juízes brasileiros, em especial das altas Cortes, de divulgar rendimentos recebidos de outras fontes.

VALENTINO APARECIDO DE ANDRADE, juiz de Direito

valentinoandrade@uol.com.br

São Paulo

'Um caso de suspeição'

O Estado (30/8, A3) analisou os empréstimos do BMB a Dias Toffoli, a juros de pai para filho, e questionou a capacidade do ministro de amortizar mensalmente R$ 16.700, o que consumiria cerca de 80% de seu salário líquido do STF. Toffoli alegou, mas não apresentou, "outras rendas" que garantiriam sua subsistência. A história é bem mais simples: na prática, o banco que concede esse tipo de empréstimo a 1% ao mês faz a aplicação dos recursos do beneficiado a 3% ao mês. Assim, em vez de desembolsar as parcelas da amortização, o felizardo frita o porco na própria banha e embolsa o "lucro" resultante da diferença de taxas.

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@mail.com

São Paulo

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A ‘MINICRISE’ DE GUIDO MANTEGA

Vamos muito mal com as declarações do ministro Guido Mantega, da Fazenda. Quando presidente, Lula chamou a crise de marolinha, agora no entender de Mantega é uma "minicrise", tão pequena que fez a Argentina dar um aperto no comércio com o Brasil, alegando que a forte desvalorização do real prejudicou as exportações da Argentina. Um sintoma que será sentido em breve, pois os "muy" amigos vizinhos só querem tirar do Brasil. Outro sintoma é o bolso de quem vai ao mercado. O descontrole do dólar desarruma a casa. Mantega disse que a alta do dólar é passageira, no entanto, há economistas prevendo que até o final do ano o dólar bata em R$ 2,70. Passageira é quem viaja de ônibus, carro ou avião. Como o governo do PT só é grande em discurso, vamos aguardar os próximos números da economia, enquanto vemos nosso dinheiro minguar no bolso.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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VIDA REAL

O ministro Guido Mantega disse que estamos passando por uma minicrise. Pelo visto, o ministro não tem ido aos mercados nos últimos meses.

Virgílio Melhado

Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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NOVO VOCÁBULO

Agora não é mais marolinha, virou "minicrise".

Ricardo Sanazaro Marin

s1estudio@ig.com.br

Osasco

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MINIMINISTRO

"Minicrise" soa como desculpa rota e esfarrapada de quem tem minivisão e minicapacidade para compreender e enfrentar a difícil situação econômica mundial e suas danosas consequências para o Brasil. A tentativa de minimizar, com palavras amenas, os graves, múltiplos e recorrentes problemas vividos pelo País em várias áreas é truque velho e conhecido. Mini é o ministro!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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HORA DE DECISÃO

O ministro Mantega reconhece uma "minicrise" que afeta a todos os países emergentes, porém com uma grande diferença. O Brasil foi o que teve pior desempenho na economia, a maior desvalorização da moeda e índices de produto interno bruto (PIB) inqualificáveis. Ao lado disso, a alta do dólar é preocupante e a nossa indústria nacional perde fôlego e competitividade. De discurso já estamos cansados, se há solução, que se adote; se não houver, que mudemos de política econômica, que asfixia milhões de brasileiros cansados de viver do consumo e, agora, os cidadãos maiores endividados do planeta.

Carlos Henrique Abrão

abraoc@uol.com.br

São Paulo

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SURPRESAS

Se mesmo com todos os indicadores contrários às suas bravatas, nosso miniministro, quer dizer, ministro da minicrise, estava todo prosa, imaginem agora como será o discurso do dito cujo. Só falta dona Dilma dizer que "nunca antes na história deste país...". Eu complementaria: tivemos tantos apagões. Aliás, não só de luz, mas gerais e em todos os níveis. Ministro Toffoli, alguma explicação plausível sobre o empréstimo?

Renato Amaral Camargo

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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MANTEGA CENSURA O FMI

As raízes totalitárias impregnadas como pragas nas hostes petistas também influenciam o ministro da fazenda Guido Mantega. E o alvo agora é o Fundo Monetário Internacional (FMI), que de posse de um relatório com análises sobre a atual situação da economia brasileira, Mantega, que certamente conhecia seu teor, talvez nada confortável ao reino do poder petista, proíbe a entidade de divulgar o documento. Essa proibição é inédita para o FMI e deprimente para nós, brasileiros! E esse vexame que o PT nos impinge perante a comunidade financeira internacional não ocorre da mesma foram com a sociedade norte-americana, alemã, e a do Japão, entre outras nações, porque os relatórios do FMI são absorvidos com respeito por esses países, e qualquer cidadão do universo pode acessar nos sites destes governos e encontrar as informações sem nenhum tipo de censura. E para ruborizar esta gente do Planalto, como exemplo, países como a Geórgia, e a China, que não são democráticos, jamais em tempo algum colocaram qualquer objeção sobre os estudos econômicos do FMI. Lógico que essa decisão do governo brasileiro não surpreende! Porque nestes últimos 11 anos responsável que é pela gestão federal, o PT, jamais primou pela transparência, maquia números do PAC, do superávit primário, e ainda submete à decadência administrativa a Petrobrás, Eletrobrás, etc., etc. E ainda destrói, para nossa tristeza, um dos ativos mais caros ao povo brasileiro, que é a prática da ética nas nossas instituições, em razão do protagonismo de seus camaradas nos múltiplos desvios de recursos públicos que a nossa imprensa vem divulgando até os dias de hoje. E, como se o povo brasileiro fosse virtual, querem censurar que informações balizadas do FMI e de nosso total interesse sejam divulgadas. Que democracia é esta?!

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PIB ENTRE 0,7% E 1,1%

Quer dizer, vamos rezar para que não seja máximo "zero", porque pode até ser negativo!

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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CRESCIMENTO DOS EUA

A grande nação norte-americana puxa a economia do mundo. Cresce 2,5% no trimestre. A Europa em crise, os emergentes idem. Talvez nossos economistas e políticos devessem refletir um pouco sobre o assunto. Que tal copiar o exemplo de cultura liberal americana e deixar um pouco de lado a falida liberal democracia europeia? Os exemplos exitosos do Extremo Oriente, por seu caráter pouco ou nada liberal, não deveriam ser cogitados. A América, contudo, é livre, liberal, ética e democrática. Por que não imitar este gigante do Novo Mundo? Fica aí a sugestão para os socialistas, para os comunistas, para os sonháticos, para os utopistas e para todos os que tenham um pouco de massa cinzenta e nenhum preconceito. Aos petistas não adianta sugerir nada, esses são casos perdidos. São petreamente irracionais e torpes.

Mário Rubens Costa

costamar31@terra.com.br

Campinas

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BALA NA AGULHA

Dilma Rousseff disse, recentemente, que nosso país tem "bala na agulha" para dar conta da grande demanda por moeda estrangeira. Pois bem, pelo que consta, tais reservas foram feitas a custo de um grande endividamento do Brasil no exterior. Sendo assim, por que tanta arrogância? E, se referidas reservas se exaurirem, quem vai pagar essa conta? Mais uma vez, o coitado povo brasileiro.

Marcos Antônio Scuccuglia

sasocram@ig.com.br

Santo André

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PREPOTÊNCIA

As contas do País vão para o beleléu e Dilma, do alto da sua prepotência, declara que o Brasil tem "bala na agulha". Dilma, com sua sutileza diplomática paquidérmica, irrita-se com o diplomata Eduardo Saboia, que sabe que serve ao Estado, e não a ela, e tenta mostrar seu lado heroína vivido (e não morrido) no DOI-Codi, omitindo o seu lado marginal, do assassinato, por explosão de bomba, de Mário Kosel Filho, do roubo de US$ 1 milhão do cofre do Adhemar e outros mais. Dilma declara... Como diria o rei espanhol, por que não te calas?

Paulo Roberto Santos

prsantos1952@bol.com.br

Rio de Janeiro

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ARTILHARIA ECONÔMICA VERBAL

Por que não se concentrar na redução do custo Brasil e no aumento da competitividade da economia em vez de esbravejar ao vento, dona Dilma?

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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DÓLAR

Gostaria que esses complicados economistas esclarecessem o seguinte: 1) Quando o dólar entra em baixa, as indústrias perdem; 2) Quando o dólar aumenta, o consumidor perde. Pelo menos é o que os economistas dizem. Uma sugestão e uma pergunta: 1) Não é melhor eliminarmos o dólar em nossa pobre economia? E 2) quando o dólar é o ideal para nossa economia?

Roberto Bottini

robertobottini@uol.com.br

Mogi das Cruzes

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MAIS UM APAGÃO

Uma medida da ineficiência do governo Dilma ocorreu na semana passada no Nordeste, com um grande apagão de mais de 3 horas atingindo quase toda a região. As grandes cidades viraram um caos sem sinais de trânsito em funcionamento, hospitais tiveram enormes problemas, sobretudo com pacientes em estado crítico, e a população sofreu muito. O apagão iniciado às 15 horas estendeu-se até as 22 horas em algumas localidades. Verificou-se que um incêndio queimou duas torres de transmissão, cujo local não teve o mato cortado, como deveria ser, por falta de fiscalização. Assim o enorme transtorno e o prejuízo causados à região deveram-se à negligência de algum setor importante. Sobressai ainda a vulnerabilidade da região, que fica à mercê de cuidados em "uma linha". Apagões são uma constante no governo Dilma, desde que ela deixou degenerar a rede brasileira, sem manutenção. Resta indagar à presidente de que servem o Comitê de Monitoramento de Energia Elétrica, a Aneel, e o Ministério de Minas e Energia, certamente com centenas de funcionários que não são capazes de vigiar uma questão tão fundamental para uma extensa região do País. Com a mesma rapidez com que dona Dilma demitiu o ministro Antonio Patriota pela questão da Bolívia, muito maior motivo teria para demitir o ministro Lobão. Ela é dura quando precisa satisfazer seus amigos bolivarianos, mas é "mole" quando se trata de cuidar do povo brasileiro.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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APAGÃO NO NORDESTE

Afinal, quem tocou fogo na vegetação seca debaixo das torres de alta tensão, funcionários de uma propriedade agropecuária privada ou trabalhadores rurais de um assentamento rural projetado pelo Incra?

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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NOSSA MEMÓRIA

Ridícula a "guerrinha" travada entre os dois partidos - PSDB x PT - para impressionar os eleitores. A contabilidade dos apagões nos governos de FHC e de Lula-Dilma mostrou que o Aécio Neves foi muito mal assessorado ao declarar ao "Estadão" (página B1 de 29/8) que os ocorridos nos governos do PT superam os do PSDB. Não é necessário recorrer às estatísticas para mensurar as falhas de ambos. Estão vivas na memória as imagens do "Jornal Nacional", da Globo, mostrando o fechamento de inúmeras fábricas em São Paulo, com consequente demissões, motivadas pelos cortes de energia no segundo mandato tucano.

Antonio Carlos Guedes Chaves

acegece@uol.com.br

Campinas

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O PROBLEMA PERSISTE

Dilma e Lobão, chamem um engenheiro elétrico cubano, os nossos não conseguem resolver o problema do apagão. O PT falou tanto do FHC que os apagões se apegaram ao seu governo. Bem feito! Herança maldita elétrica dá choque.

Alice Baruk

alicebaruk@bol.com.br

São Paulo

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O MORDOMO DA VEZ

E então, acharam o mordomo responsável por este último apagão. Como sempre o culpado é sempre o mordomo. E este foi o fogo, que sob as linhas de transmissão, incontrolavelmente as torrou. Mas a real causa que se procura encobrir é que sob essas linhas de transmissão o mato crescia alto e feliz. Pergunto ao ministro Lobão: não havia recursos para o corte desse matagal, trabalho tão fundamental e até rotineiro? Se não havia, foi incúria. Se havia, para onde foi esse dinheiro? Foi desviado para coisas mais importantes? Quais? Por quais razões? Vocês, do governo, vêm com mambembes explicações sobre tantos desvios de dinheiro achando que qualquer explicação merreca é suficiente para calar esse povo imbecil que aguenta tudo e fica calado. Não é assim, não. Sou povo e quero uma explicação real e convincente após cada trapalhada a que formos submetidos, e logo. Em tempo: assim que a poeira baixar, sugiro à presidente que conceda ao ministro Saboia a medalha da ordem do Rio Branco por ter tirado da Bolívia um filho do Brasil que estava preso por um dos tiranetes sul-americanos dos quais ela é tão amiga.

Ruth Moreira

ruthmoreira@uol.com.br

São Paulo

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IMPOSTO DE RENDA

Todo ano cuido do imposto de renda de meu pai (99). Todo ano sua restituição devida cai na malha fina por inconsistência nos recibos médicos. Como será que os responsáveis pela receita federal pensam? Qual será o critério para definir "inconsistência" nos recibos médicos de uma pessoa idosa com 99 anos. Será que estas pessoas creem que não ficarão idosas, que ficarão jovens pelo resto de suas vidas? Será possível que a restituição devida ao meu pai só será comprovada depois de sua subida ao céu? O pecado dos responsáveis por este "status quo" dos idosos, será julgado por Deus: "pecado mortal"; dosimetria: queimar no fogo do inferno sem direito a recurso ou embargo infringente.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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CONDENADO, PRESO, MAS DEPUTADO

A manutenção do mandato do deputado Natal Donadon é um dos episódios mais degradantes da historia do Poder Legislativo brasileiro. É inadmissível que alguém privado da liberdade possa exercer a representação popular, como membro de um Poder da República. A Câmara dos Deputados, absurdamente, tenta mostrar sua força e independência. Mas, ao acolher um errante, nivela por baixo. Numa votação aberta, a equiparação e a responsabilidade moral do ato cairia sobre quem votou pela manutenção do mandato do ora presidiário. Mas, em se tratando de votação secreta, todos os 513 componentes da casa restam manchados. O ato ainda abre uma avenida de desconfianças de que o fizeram como prévia corporativa do que ocorrerá no caso dos parlamentares condenados em razão do mensalão, cujos últimos recursos se esvaem e a ordem de prisão pode ser cumprida antes do término do atual mandato, marcado para 31/1/2015. Difícil acreditar que alguém que, em função da relevância do cargo, deveria ter imunidades e liberdade de movimentação, entra e sai da Câmara, seu local de trabalho, algemado, cercado de policiais e em carro de presos. Se não reverter esse crasso erro, a instituição e seus membros mais uma vez se colocam contra o pensamento da sociedade a que têm o dever de representar. Lamentável.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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NATAN DONADON

Deputado Donadon, a Câmara não fez justiça com as próprias mãos, fez com o rabo... preso.

Dionysio Vecchiatti

dio.vecchiatti@terra.com.br

Valinhos

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ABSTENÇÕES

Pior do que os 131 "nobres" que votam contra a cassação do "nobre" Natan Donadon são os 41 "nobres" que se abstiveram de votar. No elenco desses "nobres coniventes" encontramos figuras conhecidas, carimbadas e bem votadas. Urge dar-lhes o que merecem!

J. Perin Garcia

jperin@uol.com.br

São Paulo

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CRIMINOSOS

Mais uma vez fica provado que no Brasil, infelizmente, só o povo é punido.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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PAVONICES

Se eu fosse parlamentar de qualquer nível, estaria envergonhado. Eu, com certeza, renunciaria imediatamente após a absolvição do sr. Donadon. Não vejo para os atuais parlamentares, sem exceção, atitude, nem que fosse a última, mais nobre que esta. E tal atitude deveria ser seguida por todos os suplentes. Lamentavelmente, o produto dos atuais congressistas não passa de excremento que não serve nem como adubo. E, aproveitando a oportunidade para fazer minhas as palavras de um leitor que muito me impressionou e é adequada ao momento atual: "a sociedade brasileira está cansada de canalhas que usam indevidamente a mídia travestindo pavonices em realizações inexistentes".

Paulo H. Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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DONADON CONTINUA DEPUTADO

Cafajestes! Covardes! Irresponsáveis! Se ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão, o que tem o ladrão que protege ladrão?

Adriana Souza

drimfrrr70@gmail.com

São Paulo

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CARTA AOS SENHORES DEPUTADOS

Prezados srs. deputados, do outro lado de suas telas, quem escreve é mais um, entre os atuais 201 milhões de brasileiros. Impossibilitado da presença física, faço uso de mais um dos serviços de "qualidade" que temos acesso para enviar-lhes este e-mail, fazendo apenas alguns comentários sobre os fatos ocorridos na noite do dia 29/8/2013 onde os srs. aparentemente não puderam votar pela cassação (ou não) do mandato do vosso colega de trabalho sr. Natan Donadon. Ao longo dos meus curtos 19 anos de vida, certamente como muitos outros fui educado e sempre estive em dia com todos meus deveres legais. Mas ao contrário de nós, meros eleitores, o sr. Natan cruzou a linha de ilegalidade desviando milhões de reais e posteriormente sendo condenado para que pague pelos seus erros. Milhões esses desviados diretamente dos nossos bolsos. Considerando que este sr. foi eleito por nós para que nos representasse nessa casa onde são planejadas todas as leis que sustentam a espinha dorsal da sociedade em que vivemos e ciente dos severos limites que o nosso sistema educacional impõe sobre a maioria dos que frequentam as urnas eleitorais, não cabe no momento sermos culpados por termos escolhidos com tanta incompetência um representante para o cargo que este Sr. (infelizmente) ainda ocupa. Porém, os srs., como também são representantes do povo e também eleitos com os nossos votos, ao menos deveriam cumprir com suas designações e representar seus eleitores, estando presentes e registrando o voto sobre a pauta abordada na noite do dia 29. Foi com muito pesar e vergonha que eu (e com certeza mais 200 milhões de brasileiros) fui obrigado a acordar na manhã seguinte e engolir esta decisão de não cassar o mandato do sr. Natan Donadon, tendo hoje como um dos representantes dos meus interesses uma pessoa condenada e presa, entre outras coisas, por formação de quadrilha, os srs., ao se absterem do voto, contribuíram ativamente para que isso acontecesse. Certo de que este simples e-mail será ignorado por muitos, se não todos os srs., deixo aqui registradas apenas minha profunda insatisfação e vergonha pelos representantes deste país. Certamente muitos serão reeleitos na próxima oportunidade e terão por consequência o direito de continuar com esses inúmeros benefícios e generosos salários que desfrutam atualmente. Benefícios esses que infelizmente não são compartilhados por quem precisa e representa com muito suor e trabalho a nossa nação. Por fim, resta a mim apenas a esperança de mudanças para que em um futuro longínquo, meus filhos e netos não sintam a vergonha e impotência, que sinto nos dias de hoje.

Vinícius Furlan Mãozita

furlan.vinicius@hotmail.com

São Paulo

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IMORALIDADE

Como diz o velho ditado, "se gritar pega ladrão, não fica um". A moral da classe política no Brasil não chegou ao fundo do poço porque a cada dia neste país os políticos se superam, mas transformar o Congresso Nacional num prolongamento do presídio da papuda, ou vice-versa. Foi um absurdo quando absolveram o deputado preso por ordem do STF. E tem gente que fala mal dos militares que fecharam o Congresso. O mal não foi ter fechado o Congresso, o mal foi o engraçadinho que foi lá reabrir esta casa que nunca serviu para o povo pobre deste país. Dia 7 de Setembro vem aí e tomara que o povo outra vez invada as ruas e desta vez faça prevalecer a vontade popular, não seja iludido como foi nas últimas passeatas. O Brasil não merece este Congresso de quinta categoria. Brasil sem miséria é um país sem políticos corruptos.[

Manoel José Rodrigues

manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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COVARDES

Para absolver um bandido, só outros bandidos, mesmo. E covardes, ainda por cima, que não mostram a cara e se escondem em votações secretas. Um país que tem um Congresso Nacional desses nem precisa de inimigos externos. Os de casa já são mais do que suficientes.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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A FALÊNCIA DAS INSTITUIÇÕES

A manutenção do mandato parlamentar de um criminoso condenado e cumprindo pena na cadeia é o que faltava para que se decrete a falência das instituições brasileiras. Os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário agem de forma corporativista em defesa da manutenção dos seus mais variados esquemas de corrupção. Em todos os escalões, o que se vê é o triunfo da incompetência, todos roubam e deixam roubar, não há luz no fim do túnel, que foi superfaturado e nunca saiu do papel. Não há qualquer esperança de mudança com as próximas eleições. O poste incompetente e que deixa todo mundo roubar como nunca irá ganhar fácil do candidato da oposição, e a única ameaça não poderá sequer concorrer. O grito das ruas já se calou, por preguiça e comodismo, nada irá mudar. Não há solução de continuidade para a falência das instituições brasileiras, seria preciso uma revolução para mudar isso tudo que está ai.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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TIRIRICA ERROU

A Câmara federal ainda não atingiu o nível de esgoto mais baixo de sua história. Vamos ter de assistir ainda aos mensaleiros escapando da cassação. Fica provado que além de mau palhaço e mau cantor, o Tiririca ainda é um péssimo vidente, pois a Câmara ficou bem pior do que já estava.

Maurício Rodrigues de Souza

mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

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TERRA ARRASADA

A absolvição do deputado Danadon pela Câmera, deputado condenado pelo STF e preso, nos mostra que caminhamos para uma situação de terra arrasada, onde a escala de valores esta invertida e a moral e a ética na política ficou rente ao chão. Os deputados que se abstiveram e aos faltosos devemos dar bastante atenção nas próximas eleições visando a defenestrá-los de seus cargos, já que não nos foi dado o direito de saber quem votou a favor dessa total distorção da ordem. Esse julgamento mostrou existir muitas jabuticabas que só existem no Brasil, uma vergonha diante dos demais países democráticos.

Leila E. Leitão

São Paulo

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NÃO TEM EXPLICAÇÃO

Tente explicar para um estrangeiro, sem constrangimento e sem enrubescer, como é possível numa democracia um deputado condenado e preso, manter seu mandato. Um ministro do Supremo Tribunal Federal julgar ações de um banco que lhe concedeu vantagens em empréstimos e julgar pessoas e entidades que defendeu como advogado. Bilhões gastos em estádios, verdadeiros elefantes brancos, enquanto centenas de pacientes, sem privacidade alguma, padecem no chão ou em macas, no aguardo de atendimento.

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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QUADRILHA

Com a votação em sessão na Câmara, os nobres deputados tornaram-se oficialmente membros de uma quadrilha. Sim, porque a partir de agora um de seus membros tornou a penitenciária uma extensão da Casa. Parece que eles não entenderam as manifestações de rua de junho e estão preparando o dia em que mais cedo ou mais tarde poderá acontecer o que aconteceu em 1789 na França, quando a população, invadindo o palácio real, destituiu a nobreza, culminando com a eliminação do rei na guilhotina.

José Sergio Trabbold

jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

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TAPA NA CARA

Brasil, junho de 2013: milhares de pessoas vão às ruas protestar contra a precariedade dos serviços públicos e vastas parcelas da classe política, totalmente desconectadas das mazelas que afligem o País. Brasil, agosto de 2013: a Câmara dos Deputados cria uma nova categoria de parlamentar: o deputado presidiário. Patrocinadores oficiais da perfídia: os juízes do Supremo Tribunal Federal que deram palavra final ao Congresso em casos de cassação de mandato de parlamentares condenados criminalmente - em franca oposição à Constituição, que prevê apenas ato declaratório referente à perda de mandato pelo Legislativo em tais circunstâncias. Quem está rindo à toa: os deputados mensaleiros, prestes a ampliar a categoria de parlamentares presidiários. Quem está chorando de vergonha e tristeza pela crise de valores morais que devasta o País: todos os brasileiros decentes, que levaram mais um tapa na cara de quem deveria zelar pelos seus maiores interesses.

Henrique Brigatte

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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NENHUM PRESTA

Depois de a Câmara aceitar um bandido condenado e preso para continuar entre todos, não resta dúvida de que deveriam estar todos na Papuda e fechar a Câmara para sempre. Desavergonhados e sem caráter. Votação secreta é atitude de covardes.

José Luiz Tedesco

wpalha@terra.com.br

Presidente Epitácio

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UMA VERGONHA!

Não poderíamos esperar condenação de alguém que é julgado pelos seus comparsas. Isso é uma ver-go-nha! Não é, Boris?

André Puchalski

andpuchalski@hotmail.com

São Paulo

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CASSAÇÃO

Falta agora cassar os eleitores...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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HISTÓRIA MAL CONTADA

A Odebrecht não entrou em acordo sobre a remuneração até então recebida e rescindiu contrato com a Transnordestina Logística S.A. (TLSA), o que significaria a desmobilização dos canteiros de obra e a instabilidade de emprego para mais de 4000 operários. Significaria, porque como o governo tem um papel de financiador desta obra, já tratou de garantir que nos próximos dez dias vai assinar contrato com a mesma TLSA repactuando o investimento. Epa! Contrato rescindido não implica em pagamento de multa? E que história mais mal contada essa de tão facilmente repactuar investimento com uma empresa usando de dinheiro público, sem novas licitações? Posso estar enganada, mas creio que este assunto merece ser olhado com lentes de aumento, pois onde rola cifrão rola também corrupção!

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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FISCAIS DA PREFEITURA

Mais uma vez a ação implacável de nossos fiscais irá paralisar e prejudicar milhões de pessoas em detrimento das arvores. Claro que serei contestado por não proteger o meio ambiente, não é o caso, mas termos que passar ano após ano esperando estudos ambientais para se fazer um Rodoanel, obra que em nosso Brasil demora pelo menos três vezes mais que em qualquer parte do mundo. Culpa de todos, governo, fiscalização e tudo regado ao superfaturamento com as taxas habituais da corrupção. Devesse tomar conta das arvores é claro, mas deveriam segurar o favelamento de nossas encostas que cortam as arvores e poluem nossa água, basta pegar a Rodovia Fernão Dias e olhar como nossos fiscais tomam conta de nossa mata, ou as encostas da Serra do Mar. Tentei avisar do surgimento de um acampamento na Avenida Hélio Pelegrino, varias ligações a órgãos da Prefeitura, que informam nada poder fazer ou a quem indicar, única ação veio da Assistência Social, que prontamente abordou o pessoal, mas nada conseguiu, pois continua tudo igual, ou quase, pois parece crescer. Nenhum fiscal veio proteger a árvore que recebe uma fogueira diária sobre suas raízes, irão matar a árvore e todo o entorno do jardim. Fiscais, protejam nossas árvores, por favor, e sejam coerentes para proteger nossa população.

Jacques Germano

j.germano@starglobe-ltd.ch

São Paulo

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DIREITO ANIMAL

Se o Estado brasileiro é laico, os legisladores deveriam deixar de se pautar pelos preceitos religiosos e atentar para os reais desejos da população. Conforme noticiou este jornal em 30/8, o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, empenha-se em impedir a aprovação do projeto de lei que permite sepultar animais domésticos em jazigos comuns dos cemitérios municipais. O que dom Odilo talvez não entenda é que os munícipes não serão obrigados a assim proceder: os católicos, por exemplo, poderão seguir a diretriz da Igreja e nunca sepultar seus cães e gatos entre seus entes queridos. Já outros cidadãos, que recolhem impostos, pagam pela manutenção do túmulo e enxergam em seus amigos animais verdadeiros entes da família, deveriam ter seu luto, e, sobretudo, seus direitos, respeitados.

Sonia Fonseca, presidente do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal

silvialakatos@gmail.com

São Paulo

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