Fórum dos Leitores

ESPIONAGEM

O Estado de S.Paulo

04 Setembro 2013 | 02h08

Jogo de xadrez

Na diplomacia e na guerra, é como no jogo de xadrez: busca-se enxergar vários lances à frente e já se tem a próxima jogada em mente para os diversos cenários estudados. Se a reação americana aos protestos brasileiros não for "adequada", o que fará a presidente Dilma Rousseff? Declara guerra aos EUA? Estabelece um embargo econômico? Impede a ida de brasileiros à Disney? Ou, magnânima, aceita a resposta frouxa que vier?

MARIA COELHO

maricotinha63@gmail.com

Salvador

A sete chaves

Os segredos devem ser guardados a sete chaves por quem os tem. O governo petista quer jogar sua incompetência (satélites, sites, telefônicas, repetidoras, arrendadas de empresas estrangeiras) e sua irresponsabilidade em outros. Deveria silenciar e corrigir seus erros, criando um sistema nacional de segurança das telecomunicações, ou voltar a usar estafetas.

AURÉLIO BATISTA PAIVA

aureliobpaiva@gmail.com

Brasília

Só barulho

Um ministro afirma que a soberania nacional foi violada no episódio da espionagem americana e outro fala em "estado de emergência". Soberania é um país onde todos são alfabetizados e tratados com dignidade no sistema de saúde. E emergência é um fato natural neste país, com tanta violência, desobediência à Constituição e essa classe política deplorável que temos por aqui. O resto é balela.

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

Violações

"Se a violação atingiu Dilma, o que não dizer do cidadão?" Que o diga Francenildo Santos Costa, não é, ministro José Eduardo Martins Cardozo?

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Cortina de fumaça

O cavalo de batalha e a maxivalorização do tema espionagem que o PT está fazendo nada mais são do que uma cortina de fumaça para tentar encobrir o escândalo do mensalão e o maior rombo na balança comercial em oito meses desde 1995 (corrupção e ineficiência). Porque espionagem sempre existiu no mundo inteiro, e com mais razão agora, diante da ameaça do terrorismo.

WALTER ROSA DE OLIVEIRA

walterrosa@raminelli.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Preso com mandato

Não vou citar o nome do parlamentar que está preso e com o mandato preservado, apesar de condenado pelo Supremo Tribunal. A "figura" aparece ajoelhada com as mãos para o céu e seus pares, sorrindo. Das duas, uma: ou o STF não representa mais nada para o País ou a Constituição brasileira está furada.

TANAY JIM BACELLAR

tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

Natan Donadon

Se o deputado está condenado pela Justiça e preso, sua cassação tem de ser compulsória, sem nenhuma discussão. Não é possível um presidiário ter representação pública.

ARCANGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

Provocação

O que mais está incomodando os brasileiros: ter um deputado federal preso ou os demais estarem soltos? Quando pensamos que os parlamentes já atingiram o fundo do poço com a indecência, eles nos surpreendem e demonstram ser ainda piores. Parece até que fazem de propósito para provocar.

VANDERLEY JORDÃO

vanjord@gmail.com

São João da Boa Vista

Indecência

Os deputados extrapolaram todos os limites da decência ao não cassarem um corrupto condenado em última instância. O que esperar desses "comprometidos"? Ao povo resta apenas voltar às ruas!

MAURILIO PEREIRA

mauriliopereira@uol.com.br

São Paulo

Novo lema

Em 7 de setembro, o povo brasiliense deveria hastear uma bandeira com o seguinte lema: "Acordem o Congresso".

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

Santos

EDUCAÇÃO

'Mais Professores'

A falta de interesse do governo pela educação está contribuindo para a escassez cada vez maior de professores. Antigamente o professor era respeitado, tinha salário digno, que lhe proporcionava uma vida tranquila. Hoje tem de trabalhar em mais de um emprego para sobreviver e nem tem condições de se atualizar. Só mesmo os abnegados e quem não tem outra opção de ganhar a vida aceitam submeter-se a salário baixo, condições precárias de trabalho, suportar crianças mal-educadas, adolescentes violentos. O professor não é respeitado pelos alunos nem por suas famílias, que apoiam sempre os filhos, não aceitando que o professor os chame à atenção pelo motivo que for. Se não forem tomadas providências urgentes, logo estarão lançando o programa 'Mais Professores', contratando estrangeiros para lecionar no Brasil. Que Deus nos proteja...

MARINA R. BLANCO

mmalufi@terra.com.br

Olímpia

Contestação

Sobre a reportagem Por ano, 3 mil professores desistem de dar aula nas escolas estaduais (1.º/9, A21), a Secretaria da Educação do Estado informa ser equivocada a insinuação de que todos esses docentes tenham deixado a rede por questões salariais, poucas perspectivas e más condições de trabalho. Trata-se de um falso diagnóstico, mais adequado à retórica sindical do que ao jornalismo criterioso padrão desse jornal. O diagnóstico ignora alguns dos principais motivos da saída de professores - mudança de Estado ou de país, por exemplo - e despreza a informação, fornecida à reportagem, de que 260 mil pessoas se inscreveram no último concurso. Se há "desânimo" entre professores, por que 260 mil pessoas tentam ingressar na carreira? Entre outros motivos, certamente está o piso salarial 44% acima do nacional. Mas a reportagem preferiu utilizar depoimentos de cinco professores para sustentar uma ficção sem fundamento técnico.

FERNANDA ARANDA, coordenadora de Imprensa da secretaria

Fernanda.Triches@edunet.sp.gov.br

São Paulo

N. da R.: - A reportagem ouviu especialistas, educadores e professores que apontaram possíveis causas para os pedidos de exoneração. Procurada, a secretaria não se manifestou sobre esse ponto.

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CASO DONADON

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso suspendeu a votação da Câmara dos Deputados que manteve o mandato do deputado Natan Donadon, condenado pela Justiça e já cumprindo pena na Penitenciária da Papuda. Presumo que, se depender da vontade do ministro, entre os presos que se encontram na Papuda não haverá nenhum deputado, apenas um ex-deputado.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CÂMARA X STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso, para evitar que esta mais alta corte de Justiça sofra diminuição de poder, de decidir em última instância qualquer controvérsia jurídica, quer no campo civil ou no campo criminal, como no caso do deputado federal Natan Donadon (sem partido-RO), condenado a 13 anos de reclusão penal, pela prática de crime de peculato e formação de quadrilha, ora cumprindo pena em penitenciária, concedeu medida liminar, em processo de mandado de segurança impetrado pelo líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), anulando a votação da Câmara dos Deputados que livrou Donadon da cassação em votação plenária, como que absolvendo-o indiretamente dos crimes a que fora condenado pelo STF. Pela Constituição federal, só àquela Casa, em caso de condenação criminal transitada em julgado, cabe cassar o mandato dos parlamentares. Além do mais, o ministro Cardoso admitiu em sua decisão que quem tem o direito constitucional de decidir pela cassação do deputado em tela é a "mesa diretora da Câmara, e não o plenário". Finalmente, para completar este imbróglio político-constitucional, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), mandando a liminar para as cucuias, decidiu que só concordará e a fará cumprir depois do julgamento do mérito pelo STF confirmando-a. Assim, a liminar no caso em questão, para quem deveria acatá-la, não passa de uma decisão merdácia.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br Assis

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ESPÍRITO DE CORPO

Que tal instalar um presídio no anexo do Congresso Nacional? Parece que não vai faltar hóspede, não é, Donadon?

Jose Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

Sao Paulo

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A ESPIONAGEM NORTE-AMERICANA

Acho bem mais grave a demissão do ministro Antonio Patriota pelo cocaleiro Evo Morales do que a espionagem praticada pela agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos na comunicação de Dilma Rousseff com seus assessores.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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PARA COMEÇAR

O governo brasileiro diz estar organizando uma força tarefa intersetorial de contra-espionagem para monitorar os possíveis grampos e tomar medidas eficazes sobre o fluxo de informações de internet e seus destinatários. Tudo muito bonito. Mas podiam começar tentando impedir a entrada e o uso de celulares em presídios, amplamente conhecidos e, certamente, bem mais simples de evitar.

Leonel Lucas Lucariello Filho leonellucariello@yahoo.com.br

São Paulo

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BISBILHOTICE

Ao que parece, os EUA ainda são a grande potência mundial, ao ponto de, por exemplo, não assinarem o Protocolo de Kyoto, pois cobram do mundo respeito ao meio ambiente, enquanto são quem mais investe em poluentes. Mentiram na era Bush sobre armas químicas para atacar o Iraque. Agora, guardadas as devidas proporções, espionada a presidente do Brasil e os seus, é preciso, para não perdermos nossa soberania, exigir explicações.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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UM PAPEL DEGRADANTE

O heroi Edward Snowden revelou ao mundo documentos confidenciais que mostram que os EUA têm um gasto secreto de US$ 52,6 bilhões para espionagem. Com essa fortuna, certamente seria possível acabar com a fome no planeta, bem como ajudaria a resolver inúmeros problemas que afligem os mais pobres em todo o mundo. Os EUA ocultam de seu próprio povo o gasto de dezenas de bilhões de dólares, usados para espionar os demais países, bem como seus próprios cidadãos. É algo digno de um Estado totalitário e antidemocrático, que age por baixo dos panos, ao arrepio da Constituição, sem a menor transparência, ética ou compromisso com a verdade. É um evidente desrespeito aos seus cidadãos/contribuintes, que são ludibriados sobre como o dinheiro dos seus impostos é gasto pelo governo. É triste que um presidente como Barack Obama, democrata, negro, professor de Direito Constitucional e que representava uma esperança de mudanças reais para milhões de pessoas em todo o mundo, tenha perdido o rumo e se prestado a um papel tão degradante.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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CONTEÚDO

O único conteúdo de real importância que os arapongas vão conseguir com as escutas aqui, no Brasil, serão a edição de um manual de como conseguir não quebrar um país em dez anos e um manual prático de ser corrupto em dez lições, porque em assuntos de Segurança Nacional, somos iguais a todos os outros países do mundo.

Antonio Roberto Vianna Santos antoniocaulauro@hotmail.com

Tramandai (RS)

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INCOMPREENSÍVEL

Não há por que o Brasil se preocupar com a possibilidade de Dilma ter sido grampeada pelos EUA. Se nem os brasileiros entendem o que ela fala, quanto mais os americanos.

José Carlos Saliba fogueira2@gmail.com

São Paulo

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INCONSEQUÊNCIA

Com o chanceler de fato do reich petista (ele mesmo, sargento top top Garcia) mal conseguindo esconder sua admiração pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o que esperavam nossas distintas autoridades nesta questão da espionagem norte-americana da presidente Dilma e seus assessores? Será que elas pensavam que a inconsequência de uma política externa, ao mesmo tempo, megalomaníaca, esquerdista e terceiro-mundista, iria ser desconsiderada simplesmente pelos órgãos de segurança de outros países? Ou será que nem elas consideravam que o boquirroto Lula da Silva e a ex-guerrilheira Dilma deveriam ser levados a sério no cargo de presidente da República?

José Benedito Napoleone Silveira nenosilveira@aim.com

Campinas

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O PASSADO

Dona Dilma e os seus petralhas estão indignados com a espionagem do governo americano, a ponto de cancelar sua visita aos Estados Unidos e retirar o embaixador de Washington? Ora, dona Dilma, veja se eles não têm uma certa razão: há dez anos o governo, além de defender tiranos famosos e dar guarida a bandidos, tem no comando um líder cujo passado o condena, não?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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NÃO É O MOMENTO CERTO

Talvez Dilma não visite o presidente Obama em outubro. Está pensando em cobrar da ONU ação internacional contra suposta violação de telefonemas e e-mails pelos EUA. Presidente Dilma, se eu fosse a senhora, ficaria quieta, o homem já está nervoso com o caso da Síria, já pensou se ele resolve revelar o teor de suas conversas com seus ministros e assessores?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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TRAGÉDIA ANUNCIADA

Barack Obama só está aguardando o aval do Congresso para anunciar o dia e a hora em que vai realizar um ataque de surpresa à Síria. E assim caminha a humanidade...

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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ORIENTE MÉDIO

O acordo de Camp David, entre Egito e Israel, celebra 35 anos. Mediado pelo ex-presidente Carter (EUA), foi a mais importante iniciativa no campo diplomático e abriu o caminho para o estabelecimento de um futuro Estado palestino soberano e autônomo. Ao longo das décadas, porém, as ações militares têm prevalecido, levando a região a uma instabilidade crescente, com graves ameaças à ordem política e econômica. Não há solução militar (individual ou coletiva) para o conflito e somente a diplomacia fará avançar as negociações de paz entre israelenses e palestinos, questão central do problema.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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CONTRA O ÓDIO E A VINGANÇA

Numa Síria onde impera a barbárie, a ONU de mãos amarradas, devido aos poderes de veto da China e Rússia, vai assistindo à mortandade de crianças – principalmente – e adultos como se fossem "insetos daninhos". Os EUA estão prestes a efetuar um ataque cirúrgico contra possíveis alvos sírios, que eles dizem ter provas da existência de armas químicas. Que povo é este que mata seus próprios cidadãos, que incentiva a morte de clérigos cristãos e elimina seus irmãos islamitas de outras vertentes religiosas? Mas o que mais nos deixa perplexos é o caradurismo do governante sírio, que vive em orações nas mesquitas locais, pedindo a Alá algo que só interessa a ele próprio, porque o nosso Deus não é um deus de ódio e vingança, mas um Deus de amor, perdão e misericórdia.

Aloisio A. De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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COMBATENDO DITADURAS

Os EUA estão prontos para atacar a Síria. Eles têm certeza de que houve uso de armas químicas nos combates internos do país. Mas e as bombas Napalm usadas pelos EUA na Guerra do Vietnã? Qual a diferença? Alguém falou, naquela ocasião, em atacar os EUA pelo uso destas bombas? Por que essa hipocrisia? Os EUA por acaso se sentem como justiceiros ou juízes supremos do mundo? Querem determinar as regras no mundo? Como o presidente Obama depende do Congresso, espero que este tenha o bom senso do Parlamento britânico, que não autorizou o primeiro-ministro, David Cameron, a invadir a Síria. Qualquer interferência estrangeira na Síria, ou em qualquer outro país, é indevida e ilegal. Deixem a questão ser resolvida internamente entre os sírios. Essa posição dos EUA permite que a Rússia também tome uma posição e ela já se pronunciou alertando os EUA das consequências de um ataque. Se a questão é a ditadura do presidente Assad, deveriam então atacar outras ditaduras. A África está cheia delas, e algumas republiquetas da América do Sul que, embora seus presidentes tenham sido eleitos pelo povo, temos alguns ditadores(as).

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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É POSSÍVEL O CAMINHO DA PAZ?

A guerra não é a solução, mas uma forma ousada de piorar ainda mais o conflito na Síria. Os americanos deveriam, em sintonia com tropas da ONU e da Otan, enviar tropas de paz e exigir um cessar fogo por 90 dias, a fim de que não existisse a mínima suspeita de uso de armas químicas ou destruição de civis. O ataque militar na região, além de não trazer melhora, ao contrário, acarretará destruições de prédios e construções históricas, com a eliminação de civis – já passa de 5 milhões o número de refugiados. Exigir que o presidente ditador renuncie é o segundo passo, mas para tanto as tropas de paz devem permanecer no país até serem marcadas eleições e supervisionadas por observadores estrangeiros.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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A HUMANIDADE AGRADECE

Na iminência do um conflito, grande parte da enorme população síria demanda a fronteira com o Líbano em busca da sobrevivência, tranquilizada por declaração do tirano Bashar-Al-Assad, absolutamente coincidente com a de Barack Obama. Será um ataque ligeiro e limitado a alvos militares. Depois disso, negociações em Genebra, com vista à restauração da paz no Vale do Eufrates, Com isso, o ditador procura acalmar sua população e há um esperançoso perfume de aproximação no ar, o que pode significar a perspectiva de uma saída diplomática tecida em segredo por ambos os governantes. É o que justifica o recuo tático de Obama, ao resolver aguardar uma autorização congressual que há poucos dias dispensava. A humanidade agradece.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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INVASÃO

Sou totalmente a favor de bombardear os descarados da Síria, principalmente Bashar Assad, velhaco sem caráter. Meu voto é a favor de invadir o quartel general dos tiranos.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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GATO ESCALDADO

Os EUA não atacarão a Síria antes de obter apoio da Liga Árabe e da maior parte dos principais países da Otan. Gato escaldado...

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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O BRASIL DE CUBA

A bela reportagem "O Brasil de Allende" (2/9, A12), de Roberto Simon, cita Marco Aurélio Garcia e outros comunistas que participaram do Movimiento Izquierda Revolucionaria (MIT) que tinham em Cuba o exemplo para o Chile e Brasil. A matéria se completaria com o testemunho de um outro comunista, Armênio Guedes, que também estava no Chile nessa ocasião, mas ideologicamente colocava a democracia como um fim, e não como um meio para a conquista do poder. Essa humilhante e degradante situação a que são submetidos os médicos cubanos, por certo, jamais passou pela alma de um homem como Armênio, que ainda no seu tempo de militância acreditava na irreversibilidade do avanço da humanidade em direção à igualdade e à democracia, como diz o jornalista Sandro Vaia no seu livro "Armênio Guedes – Sereno Guerreiro da Liberdade".

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

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‘O BRASIL DE ALLENDE’

Um jovem, aluno da Poli, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), cheio de sonhos, é obrigado a deixar seu país, ou morreria se não o deixasse. Foi um longo exílio. Só por seu sofrido passado, José Serra já merece ser respeitado.

Fausto Ferraz Filho faustofefi@ig.com.br

São Paulo

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‘BOM CINEMA, MÁ DIPLOMACIA’

O embaixador Marcos Azambuja foi muito feliz ao comentar o episódio da fuga do senador boliviano asilado na embaixada do Brasil em La Paz ("Bom cinema, má diplomacia", 1/9, E9), principalmente quando salientou a importância de uma política externa que não se curve aos interesses partidários e ideológicos do governo. No nosso caso, uma política externa comprometida com "identificações" político-ideológicas tem nos colocado em situações delicadas como esta que acabamos de viver.

Maria Isis Meirelles Monteiro de Barros misismb@icloud.com

Santa Rita do Passa Quatro

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ATÉ QUANDO?

Até quando teríamos que suportar os bolivarianos? Como seria se tivéssemos pelo menos um Congresso ativo? Não é a primeira e não será a última vez que agridem o Brasil, com conivência dos governos petistas, e agora diante da ação legal e nobre do diplomata Fernando Saboia, ao cumprir a Convençao de Caracas de 1954 no direito ao asilo, consagrado nas Américas, ao senador Pinto Molina, tratado pelo governo de seu país tal qual um homiziado em nossa embaixada. Anteriormente desrespeitaram empresas privadas brasileiras, cercaram, invadiram e tomaram a preço de banana, refinaria da combalida Petrobrás, com concordância do ex-presidente Lula sob justificativa de que "são tão pobres" e outras asneiras dignas de um apedeuta. Unindo-nos a Cuba, Venezuela e Bolívia, países sob governos com administrações medíocres e ou corruptas e para onde está caminhando a Argentina, se aproveitam de populações pobres e não esclarecidas para perpetuarem-se no poder em nome do socialismo do século 21, regime que até o republicano e anticlerical de extrema esquerda, primeiro-ministro da França, Ceorge Clemenceau (1841-1929), reconheceu que "se até aos 20 anos um homem não for socialista, não tem coração, e, se ainda o seja aos 40 anos, não tem cabeça".

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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SILÊNCIO DA OPOSIÇÃO

Passados dez dias desde a chegada ao Brasil do senador boliviano, trazido clandestinamente pelo encarregado de negócios da embaixada do Brasil em La Paz, ainda não vi nenhum político da oposição ou não, se pronunciar a respeito do procedimento do diplomata Eduardo Saboia. Estão com medo do quê? Sejam homens ou renunciem ao mandato que a sociedade lhes deu; abram espaço para quem tem coragem de exercer o mandato com dignidade. Até agora só ouvi ameaças de punição ao diplomata por parte do governo, os latidos de Evo Morales e o "sim, senhor" da dona Dilma, em recente encontro no Suriname. Uma desmoralização para a diplomacia brasileira perante o mundo e que tem o aval de uma oposição composta por uma maioria de covardes, além dos comprados por um preço acima do que eles valem.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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E O PARAGUAI?

É de conhecimento geral o enorme descontentamento manifestado pela presidente Dilma a respeito da ação isolada de um diplomata que, inspirado por impulsos humanitários, protagonizou o, até certo ponto cinematográfico, traslado de um político boliviano, de reputação duvidosa, é verdade, para o Brasil. Ressaltou também, talvez temendo a fúria do encardido cocaleiro Evo Morales, que governa aquele poderoso país, provavelmente considerando-se por ele admoestada, que se tratava de uma intolerável interferência nos assuntos internos de nação amiga. Sentiu-se então na obrigação de assumir atitude política concreta e subserviente para ostentar sua solidariedade ao aliado bolivariano. O resultado foi a demissão imediata de um ministro de Estado brasileiro. Será que a nossa presidente pensou nestes termos quando influenciou fortemente a cúpula da decadente Unasul no episódio relacionado à expulsão do Paraguai da entidade e do Mercosul, por ter seu governo tomado atitude soberana de destituir um bispo trapalhão e incompetente da presidência e de não aceitar o ingresso da Venezuela no órgão, por contrariar protocolos firmados anteriormente?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CRIMINOSOS

Em reunião dos países subdesenvolvidos, a presidenta Dilma encontrou-se com o cocalero Evo Morales, que reclamou do asilo concedido pelo Brasil a um desafeto político, alegando que o asilado era um criminoso. Se ele manda num país que produz e exporta, inclusive via Brasil, grandes quantidades de drogas, que estão matando centenas de milhares de cidadãos aqui e no mundo, quem é mais criminoso?

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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TORCEDORES VIOLENTOS

A diplomacia brasileira deveria jogar duro com a Bolívia, só devolvemos o senador Roger Pinto se levarem de volta para a prisão na Bolívia os 12 mártires de Oruro!

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

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O BRASIL NÃO É SÉRIO

Sr. Roger Pinto, não sei se na Bolívia V.Sa. foi um perseguido político ou um delinquente, mas vai aqui meu conselho: "Se manda daqui!". Procure asilo num país sério, antes que um avião da Venezuela venha lhe buscar e o leve de volta para os braços de Evo Morales.

Walter Duarte duartecont@globo.com

São Caetano do Sul

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SAVOIA PARA SABOIA

Com perdão do trocadilho, coloco no peito varonil de Eduardo Saboia a lendária Cruz de Savoia, cujos vermelho e branco simbolizam a paz que se obtém pelo sangue. Ou no popular, agracio o bravo diplomata com a cruz que nos lembra de que não se faz omeleta sem quebrar ovos.

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

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EM DEFESA DO DIPLOMATA

Pode-se tentar minimizar os fatos. Incontestável, porém, é que o Brasil, no episódio do senador Molina, atentou gravemente contra os Direitos Humanos, mantendo-o em cárcere privado, sem qualquer comunicação externa, e, pasmem, "sem banhos de sol". Trancafiado em uma cela sem janelas, o que seria um refugiado foi tratado como prisioneiro. Não fosse a consciência, a coragem e a decência de um homem, o diplomata Eduardo Saboia, o Brasil continuaria ainda atentando gravemente contra o Direito Internacional e os Direitos Humanos. É necessário que os brasileiros tenham noção da gravidade dos fatos e denunciem qualquer tentativa de punição ao honrado diplomata aos órgãos internacionais de Direitos Humanos. Aliás pergunta-se onde está a OAB do Brasil, sujo silêncio, neste caso, é ensurdecedor. Em outros tempos, o triste episódio do encarceramento de um refugiado político em nossa embaixada já teria sido alvo de denúncias aos órgãos internacionais de Direitos Humanos.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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PIB-SURPRESA

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) anunciado para o 2.º trimestre de 2013 foi surpreendente: 1,5%. Esse índice é real ou maquiado? Alguém ainda acredita no nosso governo, no nosso ministro da economia? Alguém pode me explicar, pois não sou economista: se o PIB cresceu no 2.º trimestre, por que vai desacelerar no 3.º trimestre? Se o Brasil corrigiu o caminho e colocou a economia nos trilhos, melhorando o resultado do PIB no 2.º trimestre, e a economia mundial está retomando o crescimento, por que vamos recuar no 3.º trimestre? Por que os juros continuam aumentando? Por que o dólar continua subindo? Por que a inflação continua pressionando?

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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MARRETADAS

Será que o PIB de 1,5% no 2º trimestre também foi atingido pela marreta do sr. Mantega?

Renzo Orlando renzoorlando@uol.com.br

São Paulo

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DESCONTOS

Nesse "pibão" de 1,50% já estão descontadas as altas do dólar e da inflação?

Sergio Diamanty Lobo diamanty18@gmail.com

São Paulo

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ALÍVIO PARA O PLANALTO

Ufa! Finalmente uma boa notícia sobre a nossa economia. O nosso PIB cresceu 1,5% no segundo trimestre. Não é mentira de 1.º de abril, e tampouco foi divulgado pelos alojados no Palácio do Planalto, hoje sem credibilidade. Mas, pelo competente Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E enquanto o governo petista solta fogos, e o Mantega, festeja dizendo que o índice anunciado pelo IBGE, é menor somente ao comparado com o da China, neste mesmo período, conceituados analistas não acreditam na sustentação desse crescimento da nossa no terceiro trimestre! E os motivos mais do que debatidos e conhecidos dessa frustração econômica em tempos de Dilma, apontam para um governo afoito, surdo, que prioriza o espetáculo da demagogia, em detrimento da realidade de mercado. E o PT que se cuide! Com a média anual do PIB próximo de 2% até aqui da gestão da presidente, dificilmente terminará seu mandato com uma marca de eficiência, porque consideram os especialistas que crescimento médio anual abaixo de 3% é mais do que medíocre... E o Planalto terá de correr contra o tempo, porque o pó das urnas eletrônicas já está sendo espanado, em função do próximo pleito de outubro de 2014, já estar batendo as portas...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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SOBRE O TAL PIB

Li e reli, mas não encontrei nenhuma referência à atuação do agronegócio brasileiro na "puxada" do PIB que, superando as expectativas, avançou 1,5% no segundo trimestre deste ano. Só blá, blá, blá sobre indústria, com estoques elevados e investimentos, carecendo da confiança dos empresários. O pior não deve ter passado se considerarmos previsões mais cautelosas que indicam desaceleração já no terceiro trimestre.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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O AGRONEGÓCIO FUNCIONA

O crescimento de 1,5 % do produto interno bruto (PIB) no segundo trimestre do ano foi uma surpresa geral, graças à eficiência do agronegócio, que também é o sustentáculo na balança de pagamentos do País. Apesar da insuficiência de rodovias, ferrovias, armazenagem e o custo operacional ainda elevado dos portos brasileiros, esse setor continua indo em frente, tornando um oásis nesse cenário de tanta incerteza na economia brasileira. Em suma, o agronegócio funciona, e se fossemos depender da "eficiência" do MST (ligado ao PT), estaríamos importando até galinhas.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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O CAMPO AJUDOU

Mais uma vez o agronegócio melhora o PIB e ajuda a amenizar as atrapalhadas do governo.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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O ENTUSIASMO PÓS-FRACASSO

O governo festeja em saturnais orgíacos um pífio crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,5% no segundo trimestre do ano. A razão de todo esse contentamento se resume no fato de que os responsáveis pela economia do País, diante dos repetidos fracassos, depois de tirarem todo tipo possível de coelhos da sua furada cartola e de fórmulas de fazer corar as mais vetustas bruxas que habitam o Monte Calvo, já haviam jogado a toalha. Deve-se considerar que desse pífio pulinho do índice se deve mais ao desempenho da agroindústria, que acumulou um crescimento de 14,7% no ano. Há motivo, sim, para tanto entusiasmo, porque o governo Dilma Rousseff já colecionava nove trimestres consecutivos de variações inferiores a 1%. Na indústria e nos investimentos está o freio de mão da aceleração da economia. Segundo Boletim do Itaú, há sinais de contração da indústria e do investimento no terceiro trimestre. A estimativa do governo para 2013 é de um PIB de 2,5%. O ministro Guido Mantega, nas suas furadas profecias, diz que já nos afastamos do fundo do poço e que espera um crescimento de 2,5% neste ano e de 4% em 2014. Basta convocar Dona Meritocracia, porque segundo Aparício Torelli, o Barão de Itararé, "de onde menos se espera, daí é que não sai nada".

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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COMEMORAR O QUÊ?

A "alta do PIB" do ministro Mantega é resultado da supersafra de grãos, é sazonal. Se considerarmos que o crescimento no trimestre foi de 1,5%, a inflação no período também foi de 1,5%, como consequência da alta do dólar e do repasse aos produtos e insumos importados. Não esquecendo que a Petrobrás está afundando, pois o preço dos combustíveis está defasado e ela trabalha no vermelho há mais de dez anos. Será que vale a pena falir a Petrobrás para reeleger a "presidenta" Dilma? Com certeza não. É um preço alto demais por tão pouco.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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NOVOS PARTIDOS

Pouco mais de um mês. É isso que falta de prazo para a definição de siglas, filiações partidárias e legislação para as eleições de 2014. Algumas siglas, como o Solidariedade e a Rede Sustentabilidade, estão na eminência de se viabilizar. As filiações partidárias estão ocorrendo, algumas, como de costume, virão no apagar das luzes do próximo 7 de outubro. Mas o que causa preocupação, além da possibilidade de reeleição de alguns, é o fato da legislação eleitoral sempre mudar. Os efeitos suspensivos vão acontecer? Embargos infringentes vão postergar a negação de registros de candidaturas de fichas sujas condenados? E por que parece que ninguém liga para o novo modelo proposto de eleição, em relação ao Parlamento do Mercosul? Sim, ainda não há definição sobre as regras para essa eleição. Corremos os riscos de termos nossa representação plena nesse parlamento continental impedida, de termos deputados federais e senadores fazendo um "bico" como parlamentares do Mercosul, não fazendo bem nenhuma das duas coisas. Qual é mesmo o modelo de eleição? Qual a proposta? Do deputado Carlos Zarattini ou do senador Lindbergh Farias? E a ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não se pronunciará? Seria uma demonstração de trabalho de Henrique Eduardo Alves e Renan Calheiros se essas regras fossem aprovadas no prazo. Seria.

Luiz Paulo Neves Nunes luizpaulo.nevesnunes@gmail.com

Guarujá

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A BUROCRACIA DA JUSTIÇA ELEITORAL

Parece-me simples conseguir as assinaturas reconhecidas para a criação da Rede de Marina Silva. Se a senadora pedisse publicamente que cada assinante fizesse uma declaração pedindo a criação do partido, reconhecesse sua firma no seu cartório e mandasse para uma central já pronto, conseguiria em tempo. Tô certa?

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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NOVO

O NOVO, recém-criada proposta de formação e registro de sigla política sem políticos, que prega a redução do tamanho do Estado para a obtenção de maior eficiência da gestão e uma participação mais destacada da livre iniciativa, bem como a defesa da privatização de bancos públicos e de estatais, é muito bem-vindo num Brasil com a economia em desaceleração, engatada em marcha à ré. Merece ser escrito com maiúsculas. Aguardo a ficha de filiação.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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