Fórum dos Leitores

FIM DO VOTO SECRETO

O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2013 | 02h06

Sob pressão

Está provado que o Congresso Nacional só legisla sob pressão. Isso ocorreu durante as manifestações de junho, que exigiam novos rumos na política. Rapidinho os parlamentares ressuscitaram projetos que jaziam nas furnas das duas Casas para tentar acalmar a população. Conseguiram, embora poucos tenham sido aprovados. Agora o voto secreto, cujo projeto também caminhava para o esquecimento, foi aprovado pela Câmara dos Deputados, mas só depois da vergonhosa sessão, objeto de repúdio nacional, que manteve o mandato do deputado presidiário Natan Donadon. A proposta foi aprovada por unanimidade dos 452 deputados presentes, mas a decisão final foi empurrada para o Senado. E o caminho para o veredicto parece longo, pois, além dos trâmites legais, na Comissão de Constituição e Justiça e na Comissão Especial, terá de ser votado em dois turnos. Portanto, se o Senado não for encurralado como foi a Câmara, tão cedo não apresentará sua decisão.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Coragem

Seria o Senado capaz de ir contra todo o anseio da Nação e não aprovar integralmente a PEC do voto aberto?

ALEXANDRE FUNCK

afunck1@gmail.com

Bragança Paulista

O povo não quer segredo

A aprovação na Câmara da PEC exterminando o voto secreto vem ao encontro dos desejos do povo, que não quer segredos na atuação de seus representantes. Os representantes do povo devem, sem dúvida, ter coragem e precisam demonstrá-la quando necessário e oportuno. A covardia, o compadrio e a comiseração não podem fazer parte de julgamentos isentos, especialmente dos que tratam de crimes de corrupção. Os legisladores condenados pelo Poder Judiciário não podem merecer a complacência de seus pares, sob pena de se montar um esquema de verdadeira anomia ou ausência de ética e moral no Poder Legislativo, o que desnatura a grande missão legislativa de uma nação.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Transparência

Com a decisão da Câmara que pôs fim ao voto secreto sem restrições, tínhamos expectativa de que o Senado ratificasse a decisão dos deputados. Ledo engano nosso, pois o presidente da Câmara Alta, senador Renan Calheiros, já se manifestou dizendo que a PEC do voto aberto poderá sofrer restrições. Alguns senadores também já alegaram que vetos presidenciais e indicações de autoridades devem ser passíveis de votação secreta, argumentando que, nesses dois casos, os parlamentares têm de ser protegidos. Vivemos em regime democrático, no qual a transparência é pressuposto fundamental. Com correntes divergentes no Senado sobre o voto aberto, nossas esperanças de que o voto secreto seja extinto em curto espaço de tempo vão para o espaço. Com certeza há parlamentares que têm horror a tudo o que se denomina transparência.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Sem máscaras

Os parlamentares podem votar o projeto proibindo manifestantes de se esconder atrás de máscaras nas ruas, mas antes têm de dar o exemplo, votando que eles não podem mais se esconder atrás do voto secreto. As máscaras têm de cair dos dois lados.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

O 7 de Setembro vem aí

A nossa expectativa é que as manifestações que devem eclodir neste 7 de Setembro possam realmente permitir as melhorias que tanto se esperam neste Brasil. Como paralelamente, e com propósitos até antagônicos, o bando de mascarados se tem aproveitado dessas manifestações, e tendo em vista a perspectiva de proibição dos votos secretos no Congresso Nacional, nossa sugestão é que seja estendida a todo o País a proibição das ações dos que se escondem atrás das máscaras e esse vandalismo seja extirpado por lei, como já é feito no Rio de Janeiro. Chega de conivência da Polícia Militar com tais atos! Esperando que este brado encontre eco no Poder Legislativo e que o pedido de desculpas do sr. presidente da Câmara pela inconsequente votação secreta que evitou a cassação do mandato do deputado Donadon seja realmente sincero, vamos também encaminhar esta mensagem aos srs. presidentes da Câmara e do Senado.

NEWTON CASTAGNOLLI

ncastagnolli@gmail.com

Jaboticabal

Leite derramado

É sempre assim: depois do erro correm para consertar. Não precisaria o STF sustar a absolvição de Donadon se o projeto sobre voto aberto não estivesse tanto tempo engavetado. Mas como 7 de Setembro está aí e no ano que vem haverá eleição, os políticos já puseram as barbas de molho. Será que os brasileiros perceberam que, diferentemente do julgamento do mensalão, desta vez não houve acusação de ingerência ou intromissão entre Poderes? Os políticos sempre contam com a memória curta do povo - mas nem tanto...

SÉRGIO APARECIDO NARDELLI

sergio9@ig.com.br

São Paulo

APAGÃO NA VENEZUELA

Eficiência bolivariana

Terça-feira foi a vez de metade da Venezuela ficar no escuro. Lá, como aqui, a primeira providência do governo para justificar a sua incompetência é acusar a oposição de sabotagem...

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

Rumos

Um blecaute paralisou metade da Venezuela. É para lá que queremos rumar?!

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Solução

Diante do blecaute, o governo venezuelano deverá importar 4 mil eletricistas cubanos...

MARTIM A. P DE HARO

martim.haro@terra.com.br

Florianópolis

MANIFESTAÇÃO DA CUT

Contra a terceirização

A CUT fez manifestação contra a terceirização de mão de obra. Por que não faz também contra a terceirização de médicos estrangeiros, principalmente cubanos? A de outros países é só para disfarçar que não estão protegendo os cubanos (nada contra os médicos). Dois pesos e duas medidas? Não enganam ninguém.

EVERARDO MIQUELIN

everardo.miquelin@ig.com.br

São Paulo

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O RETRATO DO DESCASO

Macapá tem apenas 3% da área servida por rede de coleta de esgoto, 17% da população em região de ressaca do Rio Amazonas e o restante com fossas sanitárias, cavadas ao lado de poços d’água, e cerca de 60% das casas sem água encanada. A capital do Amapá, com 407 mil habitantes, é o retrato do descaso. Tendo um vetusto senador, que já foi governador do pior Estado do Brasil - Maranhão - e uma lembrança de hiperinflação e moratória como presidente do País, será que não reside aí a explicação do descaso?

Flavio Marcus Juliano

opegapulhas@terra.com.br

Santos

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SEM SENSO DE RESPONSABILIDADE

Informou o "Estadão" (1/9, A26) que em Macapá 60% das casas não têm água encanada, que deveria ser de água tratada. Rede de coleta de esgoto é raridade. Talvez o mais alto índice de mortalidade infantil do País. Verbas parecem existir. Não parece existir senso de responsabilidade. Nesse Estado, os deputados têm a chamada verba de gabinete entre as mais altas do Brasil. Há alguns anos, o "Estadão" noticiou que era de R$ 100 mil mensais. E tem um senador famoso.

Mario Hélvio

Miotto mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

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MACAPÁ É BRASIL

Macapá é Brasil, viu, dona Dilma. Lá há um povo brasileiro que sofre por falta de recursos, para que possa viver razoavelmente, pela falta de infraestrutura. Só 3% da população é servida pela rede de esgotos e apenas 47% das residências recebem água, conforme diz reportagem do "Estadão" (1/9, A26). Crianças "lotam" diariamente os hospitais com verminoses, doenças de pele e dor de barriga. Um dos maiores negócios na cidade é a limpeza de fossa, que custa R$ 120. Pela atenção que o governo dá às comunidades mais carentes e pobres como esta, vê-se o tipo de país que PT e aliados gostam de ter. Assim como Macapá, existem centenas de cidades com quadros semelhantes, Dona Dilma, enquanto isso, tem pena apenas de cubanos, venezuelanos e bolivianos, a quem doa nosso suado dinheiro e se empenha muito mais do que em seu próprio país. A presidente teve pena dos africanos e perdoou suas dívidas, para facilitar o trabalho dos empreiteiros, seus financiadores de campanha. Mas certamente não se lembrou de Macapá. Igualmente o senador Sarney, eleito pelo mesmo Estado do Amapá por três vezes e que conseguiu que Macapá fosse tão ruim para morar ou pior do que todo o Estado do Maranhão. Bons brasileiros são os dois!

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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INCOMPETÊNCIA OU O QUÊ?

Os dois Estados sob a tutela do eterno senador Sarney (Maranhão e Amapá) são os piores do Brasil. Por que será? Por incompetência ou por outras prioridades no uso do dinheiro público? O meu medo é de que ele ou sua filha novamente se candidatem e sejam eleitos.

Emerson Luiz Cury

emersoncury@gmail.com

Itu

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FALTA DE SANEAMENTO NÃO É NOVIDADE

Macapá é a capital do Estado que tem o senador "postiço" José Sarney, então nada de novo na terra dos "Maranhão".

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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MACAPÁ PEDE ÁGUA

A foto de capa do "Estadão" de domingo, sobre o Macapá, é daquelas que valem mais que milhares de palavras. Não seria o Amapá representado no Senado pelo sr. José Sarney, proprietário do Maranhão? Como diria o humorista: quem mandou votar no homem!

Carlos Gonçalves de Faria

marshalfaria@hotmail.com

São Paulo

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‘MAIS SANEAMENTO’, DILMA

Enquanto o governo federal, sempre estrábico ou insensível às reais prioridades do País, insistir somente neste demagógico programa "Mais Médicos", que mais dá recursos a fundo perdido ao governo ditador de Cuba, no Macapá, capital do Amapá, crianças lotam os corredores dos hospitais e ambulatórios com sintomas de diarreias, vômitos, infecção intestinal, etc., porque praticamente não existe saneamento básico na cidade, e a água potável está ausente em 60% das casas dos seus 407 mil habitantes, como informou matéria do "Estadão". Por essa triste estatística, Macapá e outras milhares de cidades, principalmente das regiões carentes deste país, precisam, em primeiro lugar e urgentemente, de "Mais Saneamento Básico", de "Mais Água Potável", que vão permitir a redução drástica da mortalidade infantil e de pacientes inclusive adultos jogados como lixo nos corredores fétidos dos hospitais, além de oferecer a dignidade humana mínima necessária a essas pessoas. Recursos não faltam para essa importante tarefa. Falta "Mais Vergonha" na cara dos nossos governantes, que até recebem verbas para tal, mas elas vão para o ralo do esgoto da corrupção e da ineficiência administrativa. E o governo federal mais preocupado com o apoio desses prefeitos ou governadores, para se perpetuar no poder, se cala e não investiga o destino dos bilhões de reais que saem do Tesouro para esse fim. Mas, se implantadas com sucesso estas obras de saneamento básico, pelo menos no nível do que já existe nas cem maiores cidades brasileiras, quem sabe o alto custo da saúde pública no País não cai verticalmente e o "Mais Médicos", do PT, se transforma numa obra de ficção.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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HÁ ALGO ESTRANHO COM A SAÚDE

Quando um governo tem um projeto de poder perpétuo, como é o caso do PT, tudo o que esse governo faz é em função desse projeto. Distribui "bondades" açucaradas com falsas promessas que não têm a mínima intenção de cumprir e emPACa nas empreitadas logísticas que prometeu fazer, como a transposição do Rio São Francisco. Então, "há algo de estranho com o Brasil inteiro", parodiando o título do excelente artigo de Antônio Cláudio Mariz de Oliveira publicado na segunda-feira, 2/9 (página A2). Jeca Tatu ainda impera nos grotões brasileiros, nos quais a população carece de tudo, inclusive de médicos. O curioso é que isso acontece desde sempre, mas só agora, depois de 11 anos no poder, a petralhada se deu conta do fato. E o que faz o desgoverno Dilma, cuja incompetência é sacramentada por ministros também incompetentes, talvez para não destoar da gerentona? Crucifica os médicos brasileiros para ter uma boa desculpa para importar médicos cubanos e também para ocultar a sua ineficácia em investir na infraestrutura da medicina local. É claro que Dilma e o PT não estão minimamente preocupados se a população está doente ou morre. Então "que fato está subjacente à estranha, inexplicável e inconveniente vinda dos médicos cubanos?", pergunta o autor. Cremos que ele imagina (ou sabe), tanto quanto nós, ser inquestionável que o grande objetivo é vencer as eleições e ajudar os hermanos, seja de Cuba, da Bolívia, da Venezuela ou de qualquer outro país que tiver os mesmos ideais engendrados no Foro de São Paulo: transformar a América Latina num único bloco vermelho dirigido pela doutrina bolivariana. Talvez por isso Evo não tenha devolvido a "nossa" Petrobrás; tudo será de todos, não do povo, lógico, mas dos comandantes. Enquanto isso, aqui, no Brasil, muitos estão marcando um megaprotesto para o Sete de Setembro. Discordo. Esse supermegaprotesto não pode ter dia marcado, tem de ser todos os dias. Com consciência, organizado, bem dirigido e sem vandalismos.

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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11 ANOS DEPOIS

Cumprimento os eminentes advogado criminal Antonio Cláudio Mariz de Oliveira e o professor dr. Ives Gandra Martins por seus artigos "Há algo de estranho com a saúde" ("Estadão", 2/9) e "Médicos cubanos" ("Estadão", 29/8), que escancaram outras facetas que certamente alicerçam a importação de médicos cubanos. Quem sabe não terão o condão de abrir os olhos de "cubanófilos" e demais apoiadores do malsinado programa "Mais Médicos", que não se cansam de nos imputar, a nós, médicos, a pecha de preconceituosos e corporativistas. Só porque, vivendo na linha de frente do atendimento médico à população carente, e não no "Sírio-Libanês", portanto conhecendo de perto sua real situação, querer mais verbas para a saúde, nenhuma corrupção e gestão competente é ser corporativistas e preconceituosos? Com esse dinheiro enviado para Cuba, verbas suficientes alocadas para a saúde e com a participação dos 1.096 médicos brasileiros que começaram esta semana no "Mais Médicos", não teríamos recursos para um programa de saúde adaptado do "Doctor Flying Service", da Austrália, que conheci no ano 2000? Ora, esse governo está há quase 13 anos no poder sem mexer uma palha, e agora vem com essa demagogia, para dizer o mínimo.

Antonio Carlos Gomes da Silva, membro da Academia de Medicina de São Paulo

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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O VALOR DA VIDA

Há mais de dez anos no governo, tendo o presidente mor dito em 2006 que a saúde estava chegando à perfeição, e de lá para cá somente piorou, por que somente agora, nas vésperas da eleição, o PT descobriu que faltam médicos em áreas ditas precárias? Os médicos cubanos, mesmo sem fazer o Revalida, estão sendo usados pelo governo como bode expiatório de um pacote mal ajambrado, cujo foco é a eleição de Dilma e de Alexandre Padilha. O povo realmente precisa acordar do sono profundo em que está mergulhado e perceber que o governo do PT defende o regime comunista de Cuba. Ao dispensar os médicos de fazer a prova de validação dos diplomas, enquanto o mesmo exame é exigido dos demais médicos, o governo do PT mostra-se autoritário e populista, o que sinceramente é uma grande farsa, além de ser extremamente perigoso. Não se trata de ser contra médicos estrangeiros, trata-se de entender a razão pela qual dos cubanos não é exigida a mesma eficiência que é exigida dos demais médicos. Por acaso a vida do povo pobre e carente vale menos do que aqueles que podem pagar pela sua saúde?

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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UM ERRO BASTA

Um médico é julgado pelo erro que comete. Errar é humano, mas ele tem de ser igual ao papa, infalível. De nada adianta você acertar mil diagnósticos, se errar um é mafioso. Importante isso, pois, quando os médicos de fora errarem, e isso é bem provável, ao encararem uma situação sem o menor recurso de apoio, serão execrados pela população local. Em cidades pequenas, a notícia corre rapidamente, e daí...

Geraldo Siffert Junior, médico

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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MAIS MÉDICOS E MENOS LEI

Bem fez a Associação Médica Brasileira (AMB) de ir postular na Suprema Corte sobre as ilegalidades existentes no programa Mais Médicos. De outro lado, cabe ao Ministério Público do Trabalho verificar a legalidade da contratação dos 4 mil médicos cubanos, desde que eles não irão perceber a remuneração de forma igualitária com os demais médicos contratados, o que fere a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em pleno vigor. Se querem prestigiar o comunismo, paguem os médicos e estes que devolvam a sua remuneração aos Castro, de Cuba. Na verdade, o programa Mais Médicos não pode ser início de outro, o Menos Lei, porque tudo o que for realizado pelo governo deve estar dentro da absoluta legalidade, inclusive o exame de suficiência dos estrangeiros. Outrossim, em caso de morte por incompetência médica dos alienígenas, o governo é solidariamente responsável, e a família do falecido deve postular contra o médico e União, na Justiça, a respectiva indenização.

José C. de Carvalho Carneiro

carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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FISCALIZAÇÃO E PUNIÇÃO

Muito me admira o Conselho Regional de Medicina (CRM), senão vejamos: em recente ação judicial em Minas Gerais, o CRM-MG justifica que não pretendia ir contra a presença de médicos estrangeiros em território brasileiro, mas sim assegurar que eles possuam capacidade técnica. Ademais, o presidente do CRM-MG, João Batista Gomes Soares, anunciou que vai dificultar a entrada no Estado de médicos estrangeiros sem diploma revalidado, inclusive cubanos, negando-se a conceder o registro e denunciando-os à polícia por exercício ilegal da profissão. Pergunto: quantos anos são necessários para o CRM tomar qualquer atitude, mesmo a mínima, uma "simples advertência", no sentido de punir profissional, cadastrado com registro? Isso porque desde 2/2010 aguardo, assim como minha cliente, uma atitude, uma resposta, uma decisão do CRM-SP, em processo ético, e até agora nada, estamos a ver navios, aguardando. Até a nossa Justiça, que é morosa, já julgou a profissional, condenando-a em duas instâncias. Ressalta-se que, nesse caso, a profissional é legalmente cadastrada no CRM e não pratica o exercício ilegal da profissão. Na verdade o que ela não tem é a capacidade técnica que o CRM tanto exige. Registro, Revalida, etc., etc., para quê? Validar ou não é no papel, vamos atuar no que interessa, fiscalizar e punir, rigorosamente e com agilidade os maus profissionais. O que esperar de um país onde se pode criar a "bancada da penitenciária"?

Ana Lúcia Scheufen Tieghi, advogada

anatieghi@hotmail.com

São Paulo

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O TEMPO E A VERDADE

"A verdade é filha do tempo, e não da autoridade", disse Galileu Galilei. O governo do PT usa uma perigosa e fictícia retórica de luta de classes, com propósitos eleitoreiros, para uma maioria sem condições de discernimento. Sendo ele próprio o maior inimigo dos mais necessitados, pois implode na base qualquer projeto sério, sem esmola. E pior, mais mudo que o ex-presidente Lula nos momentos críticos está a oposição. O Mais Médicos estava pronto há muito tempo, como atestam os próprios cubanos. Ninguém fala da diminuição do investimento na saúde, da diminuição do número de leitos e da dispensa dos médicos brasileiros pelas prefeituras. Com o tempo, todos presenciarão a verdade dos fatos. Quem divulgará os maus resultados? Qual será o custo humano? Quem se responsabilizará, o governo, a Justiça ou os médicos cubanos? Adivinhem. Os médicos, é claro!

Mário Issa

drmarioissa@yahoo.com.br

Sumaré

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RESPONSABILIDADES

No programa "Mais Médicos", o governo deixou de esclarecer dois fatos importantes no exercício profissional dos médicos requisitados de Cuba. O primeiro é saber quem irá se responsabilizar pelos prejuízos decorrentes o erro médico. No caso de serem ajuizada ações de danos morais e materiais, quem será o sujeito passivo da ação? E como se processarão as execuções sabendo-se que nem salários os médicos têm? O segundo, não sendo os profissionais considerados médicos habilitados pela legislação brasileira, responderão eles por lesões corporais, caso processem intervenções cirúrgicas, ainda que de pequena complexidade, considerando que esses procedimentos são facultados apenas aos médicos inscritos nos CRMs? E no caso de morte do paciente, por erro de conduta médica, responderão por homicídio?

Caio Celso Nogueira de Almeida

caio@agronobilis.com.br

Garça

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‘COXINHAS’

Virou moda entre os militantes-eleitores do PT chamar quem é contra a vinda de médicos cubanos de "coxinhas" e "reacionários". Mas, se Cuba fosse governada por uma ditadura que não fosse "muy amiga" do PT, não viria nenhum médico para contar história. Pois eu sou "coxinha", "reacionário" e "criticozinho-Daslu" com muito orgulho.

Marcelo Cioti

marcelo.cioti@gmail.com

Atibaia

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MAIS MÉDICOS, É PRECISO TER RAZÃO?

A polêmica atitude do Ministério da Saúde, de contratar profissionais médicos estrangeiros para atender a carências de municípios do interior, levou a sociedade a assistir a um embate em que as opiniões extremadas de várias faces desta mesma sociedade vêm tendo mais repercussão na mídia do que deveriam, em detrimento das opiniões mais equilibradas, o que certamente só contribui para afastar as pessoas de um diálogo construtivo, que oriente a direção para a solução do problema. De um lado, um claro problema: falta atendimento médico acessível facilmente a todos os cidadãos, dentro dos princípios norteadores do SUS, de universalidade, integralidade e equidade de acesso. De outro lado, faltam meios e atrativos para os atores responsáveis, profissionais de saúde e gestores, se entenderem e firmarem um "contrato", profissional e social, para cumprir este compromisso com o SUS. O governo federal somente apresentou uma solução, e uma somente, quando foi confrontado nas ruas pela população, que de uma maneira simples definiu a sua realidade: falta saúde para a população. Essa discussão não deveria passar por uma Medida Provisória, que tem suas motivações distorcidas frequentemente por vários presidentes, para atingir objetivos atingíveis pelos poderes constituídos e órgãos do Executivo, desde que motivados e respeitados, em conjunto com a representação da sociedade. Faltam saúde e médicos facilmente acessíveis a todos no Brasil há mais de 513 anos. O Ministério da Saúde conhece este problema desde a sua criação. A Constituição criou um arcabouço jurídico para a existência do SUS desde 1988. Como estamos num regime democrático estável, não há por que usar uma força que só se espera em excepcionalidades claramente definidas ou em regimes de exceção. Os médicos vêm sendo acusados de serem privilegiados economicamente: isso deveria estar nos índices do IBGE, demonstrando que existem aproximadamente 400 mil milionários com esta titulação. Mas todos nós conhecemos pelo menos um médico de nosso relacionamento que trabalha há anos e não possui patrimônio descabido. Alguns até têm dificuldades para "fechar suas contas" no final do mês. A xenofobia, acusação deslealmente atribuída a todos os médicos, foi explorada por causa de declarações isoladas feitas por pessoas que, em alguns casos, não trabalhavam sequer na área de saúde, como uma repórter em seu blog, e cidadãos comuns. Nenhuma entidade assumiu essa posição, pois seria imediatamente condenada por seus componentes. Alguns prefeitos que solicitaram médicos para o programa já estão demitindo os médicos que mantinham, para oxigenarem seus orçamentos, e o fazem por falta de recursos financeiros negados pelo governo federal. Eles foram a Brasília pedir recursos, e não bolsas de três anos. Alguns lugares carentes de médicos nem são tão distantes assim de faculdades de Medicina. Alguns têm grandes complexos universitários formadores desta e outras especialidades de saúde em seu território, necessárias ao SUS, mas não conseguem contratar, fixar estes profissionais. Estas e outras situações contraditórias estão sendo evitadas nas discussões pelos responsáveis pela política e administração deste país, e pelos divulgadores das informações. Querem manter um tema como este em alta temperatura, definir lados de uma briga, mas este caso, diferentemente de todas as brigas, tem um grande prejudicado, há séculos. Quem perde é o cidadão: o profissional que ele procura deve ter sua confiança, pois vai entregar seu corpo e seus segredos a alguém estranho, mas que queria mais próximo de sua realidade, com um objetivo comum - preservar a saúde e a vida. Não importa se público ou privado. Hoje, o que estamos assistindo é a uma pregação à desconfiança e ódio contra aqueles que falam a nossa própria língua.

André L. M. Lopes, médico

almoreiralopes@gmail.com

Teresópolis (RJ)

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O BRASIL E OS MÉDICOS

Estamos vendo no Brasil nos últimos meses uma agressão sistemática aos médicos brasileiros. Fomos demonizados, chamados de desumanos pelo ministro da Educação, de preguiçosos, de xenófobos pela imprensa sensacionalista, de "coxinhas" e atacados frequentemente pelo atual ministro da Saúde e futuro candidato ao governo paulista. Este governo dividiu os profissionais de saúde vetando o ato médico. Disseram que esta lei impediria a atuação de enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, farmacêuticos e afins. Esta tática há tempos foi explicada por Maquiavel no clássico "O Príncipe", dividir para dominar. Ingenuamente, as entidades representativas destas profissões caíram nesta armadilha e abriram guerra aberta aos médicos. Os bons profissionais de saúde sabem que existem áreas afins, mas na sua maioria a atuação de cada uma delas é específica e complementar. Como cirurgião cardíaco, tenho a necessidade profissional de um atendimento multidisciplinar e valorizo muito todos os colaboradores do nosso grupo. Lógico que existem maus médicos que batem ponto sem trabalhar as horas efetivas pagas a eles. Existem maus profissionais. Assim como tenho medo de deixar meu carro na oficina, minha TV no técnico em eletrônica, pois no Brasil o caráter é exceção. Esta é a nossa sociedade, meio Macunaíma, meio preguiçosa e meio sem caráter. Uma sociedade que compra CD pirata, que usa e abusa do seguro-desemprego sem que esteja desempregado, das aposentadorias fraudulentas, das bolsas usadas para afastar o cidadão do trabalho. Muitos brasileiros valorizam o "emprego" e ironizam quem trabalha, tido como otário. Existe na população do Brasil e dentro de muitas entidades afins à Medicina um ressentimento e uma inveja da antítese do "Gerson" brasileiro, que é o médico típico. Em geral o médico trabalha muito e por isso é bem-sucedido. Vale lembrar: não existe CLT para médico. Férias remuneradas, oito horas de trabalho diário, hora de almoço, décimo terceiro salário são coisas desconhecidas da maioria de nós. Vencemos um vestibular duríssimo, através de um grande esforço fizemos uma ou mais pós-graduações (residências) e vivemos uma vida com relativa estabilidade financeira. Num país com baixíssima escolaridade, que valoriza o "esperto" e desconhece a meritocracia, a figura de um profissional assim causa uma tremenda inveja. Tenho ouvido de muitos argumentos como: "Médico sem diploma revalidado é melhor que nenhum". Então eu pergunto: comida estragada é melhor que nenhuma? Maus médicos fazem mais estragos que médico nenhum. Iatrogenia é um perigo. Alguns colegas têm postado em redes sociais que estes estrangeiros que estão sendo treinados desconhecem antihipertensivos, antiespasmóticos e outros medicamentos básicos que temos em nossas casas. Em Cuba se estuda medicina em cinco anos, sendo os dois primeiros anos de doutrina política. Estudam em livros antigos, sem acesso a internet, com embargo econômico e, por esta razão, não acompanham a medicina moderna e não passariam no Revalida. O Ministério da Saúde os trouxe sem revalidação do diploma, temos dúvidas se são médicos. São pouco mais que agentes de saúde e agentes políticos. Conheço muitas enfermeiras que poderiam fazer o mesmo trabalho que estes ditos médicos. Será que são médicos?

Eduardo A. V. Rocha

eduavrocha@gmail.com

Belo Horizonte

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QUADRO DESOLADOR

Baixada a poeira, a questão se aclara. A saúde pública brasileira encontra-se em situação precária em todos os níveis de governo. A necessidade de contratação de profissionais estrangeiros para atender populações carentes não assistidas por médicos brasileiros é inquestionável. Extremamente focado no lucro político de sua implementação, ficou claro que o governo federal não teve os cuidados necessários para o lançamento do programa, que certamente será uma de suas principais bandeiras nas eleições. O corporativismo das associações médicas somado com a intolerável xenofobia de alguns brasileiros contribuirão sensivelmente para que a ação do governo se torne um trunfo político. Governo e oposição preocupam-se mais com as eleições do que com a saúde pública. Não é por acaso que o ministro Padilha será candidato ao governo de São Paulo e que Geraldo Alckmin tenha trocado seu secretário de Saúde por motivos políticos, e não técnicos. É desolador verificar que o governo federal, oposição, associações médicas e xenófobos coloquem seus escusos interesses acima da melhoria da saúde pública brasileira, que encontra-se em situação caótica.

Wilson Haddad

wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

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OS DOUTORES E A SAÚDE DO POVO

Com o programa Mais Médicos, o governo poderá resolver a crônica falta de profissionais nos pronto-socorros e unidades básicas de saúde, denunciado pelas prefeituras, que não os conseguem contratar e, muitas vezes, para não perdê-los, negligenciam em suas jornadas de trabalho, deixando-os à vontade para exercer outras atividades no horário em que deveriam estar atendendo no serviço público. É um duro golpe no corporativismo e pode até "convencer" muitos dos antes desinteressados a aceitar uma dessas vagas nos serviços populares de saúde. Mas, para dar certo, o programa tem de incluir o acompanhamento intensivo por órgãos de auditoria do próprio governo e, principalmente, dar condições mínimas de trabalho aos doutores agora apresentados ao interior e às periferias. Só a sua presença pode amenizar, mas não cura os doentes. Há que se impedir que prefeitos cometam a estupidez de demitir médicos que já mantinham no quadro ao receberem os profissionais encaminhados pelo governo federal, e não pode ocorrer o uso do programa como instrumento de suporte a campanhas eleitorais. Ao garantir a presença de médicos junto à população, o governo não faz mais do que sua obrigação constitucional, até agora não cumprida, apesar de os partidos e até uma parte dos que tem governado o país terem sido os autores de atual Constituição, promulgada em 1988. Se os serviços públicos de saúde funcionarem razoavelmente, muitos dos que hoje chegam a "tirar da boca" para pagar planos privados, certamente voltarão a utilizar a rede pública e, com isso, sobrará mais de seus salários para atender às demais necessidades próprias e da família.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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GOVERNO CONFUSO

Governar significa manutenção no poder. Dirigentes se assustaram quando manifestantes saíram às ruas para protestar contra eles pelo acréscimo terrível da corrupção e atos que favorecem políticos mais espertos. Para reagir à queda do até então incondicional apoio - gerado por evidentes medidas demagógicas de conhecimento geral - a presidente resolveu agir com medidas impensadas, ilegais e sem nenhuma validade quanto à eficiência. Lançou projetos de reforma política, mas voltou atrás. Decidiu que faltam médicos no Brasil. Realmente, centenas de municípios não têm médicos. Mas não há falta deles. Afinal, temos mais de 200 escolas que formam 15 mil médicos por ano. Muitas delas, infelizmente, sem condições de preparo completo para atuação eficiente. Então criou o programa "Mais Médicos", como se tudo fosse fácil a partir de canetadas. Só de Cuba virão 4 mil profissionais, sem levar em conta nem o custo nem a certeza da capacidade e das condições materiais para o difícil e sagrado trabalho pela saúde. As entidades médicas temem por uma prática ilegal, já que eles atuarão sem o registro profissional por não serem submetidos à prova de Revalida. Se a saúde piorar, pouco importa, e sim quantos votos isso vai render. E nas relações internacionais? Lula acolheu um assassino italiano apenas e tão somente porque o bandido se declarou comunista. Também apoiou ditadores pelo mundo afora. O presidente boliviano causou-nos enormes prejuízos. Lula simplesmente aceitou. Acolhemos em nossa embaixada em Honduras um presidente golpista. O Brasil abrigou um adversário político do presidente Evo por mais de um ano. Um diplomata conseguiu uma melhor condição de asilo no Brasil. A presidente reagiu, demitindo o ministro e processando o diplomata que agiu com coragem e de forma humanitária. E a confusão continua. A finalidade é a permanência no poder, custe o que custar.

Plínio Zabeu

pzabeu@uol.com.br

São Paulo

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PELO POVO CUBANO

Com o programa "Mais Médicos", dona Dilma Primeira está, sim, fazendo algo pelo anseio do povo, mas do povo cubano, e, como manda nossa Primeira Senhora, vamos gargalhar. E la nave va...

Jose Rubem Bellato

bellato@terra.com.br

Joinville (SC)

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ESTRANHO E SUSPEITO

É no mínimo suspeito que no atual exame do Revalida a maioria aprovada foram cubanos, sendo que nos exames anteriores de 600 inscritos, mais de 90%, foram reprovados. Será que o governo dos irmãos Castro receberam como regalo um "kit gabarito" pelo grande sacrifício em nos enviar seus "médicos escravos" para ajudarem a população pobre do nosso país? Porque fica difícil acreditar que em menos de um ano eles tenham se submetido a um curso "médico profissionalizante" para se capacitarem ao nosso Revalida. Estranho e suspeito!

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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VAI ATENUAR O PROBLEMA

O editorial do "Estadão" "O outro lado do Mais Médicos" (1/9, A3) peca ao afirmar que o programa Mais Médicos começa a apresentar suas consequências "negativas". Desde quando trocar médicos cuja remuneração pode chegar a absurdos R$ 35 mil por outros de salário mais condizente com a realidade brasileira - se os cubanos vão receber menos do governo de seu país, isso são outros quinhentos - é uma providência ruim? Além disso, na reportagem "Médicos em Cuba lideram no Revalida", publicada neste jornal na mesma data, Bárbara Ferreira Santos informa que os cubanos tiveram os maiores índices de aprovação naquele exame. A repórter, inclusive, reproduz esta declaração do presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Cid Célio Jayme Carvalhaes: "Os médicos aprovados no Revalida têm o conhecimento necessário para exercer a profissão no Brasil, apesar das críticas à escola (...), mas, se foram aprovados no Revalida, têm o mínimo exigido para atuar no Brasil. Eles passaram, tiveram mérito". Outra opinião favorável aos estrangeiros foi ali expressada pela médica paulistana Denise Assumpção do Nascimento: "Mas a gente vê que os formados em Cuba têm um enfoque mais humanitário. Na faculdade, por exemplo, tive uma disciplina específica de Medicina Familiar e Comunitária e atendi os pacientes onde eles precisavam". É óbvio que a importação de médicos, seja de onde forem, não vai resolver os problemas crônicos da saúde em nosso país, que passam, principalmente, pela insuficiente destinação de recursos financeiros e materiais à área, mas pode atenuá-los.

Luiz M. Leitão da Cunha

luizmleitao@gmail.com

São Paulo

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‘O OUTRO LADO DO MAIS MÉDICOS’

Há tempos o PT envia simpatizantes para Cuba, entre eles candidatos a médico, que, após formados, retornam para auxiliarem, aqui, no projeto de permanência do PT no poder nas diversas esferas. Como José Dirceu, que ressurgiu das cinzas para ser o que foi. O único fora desse balaio é o Lula. E nós continuamos a acreditar nessas mentiras.

Jose Carlos Vieira Antunes

jcvantunes@globo.com

São Paulo

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O PRÓXIMO SEGREDO

A maneira sorrateira e insidiosa com que foi planejada a vinda de cubanos para o Brasil, sob o apelido de "Mais Médicos", com mais de um ano de antecedência do anúncio e em segredo, para não despertar a oposição, sugere a seguinte reflexão: que nova "bomba" já está sendo planejada secretamente hoje para ampliar a invasão cubana e transferir dinheiro do povo brasileiro para a ditadura castrista? Segundo a revista "Veja", existem 60 mil cubanos na Venezuela. É preciso deter agora esta ameaça à soberania do País, pois com 400 pode-se até conviver, com dezenas de milhares não dá para reverter.

Alberto Futuro

carlos_futuro@viscondeitaborai.com.br

São Paulo

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ESPIONAGEM AMERICANA

Enquanto Dilma Rousseff e seus comandados preparam o inevitável fiasco de ameaçar os EUA com exigências de retratação por "espionarem" de sua intimidade, nós, povo e contribuintes, devemos pedir aos próximos alcaguetas americanos que, em vez de venderem todo o produto de sua traição a jornais sensacionalistas, destinem o que nos cabe para descobrir em tempo os planos, urdidos em segredo pelos nossos dirigentes, de cumprir promessas financeiras, típicas da megalomania lulista, feitas na surdina ao camarada Fidel e de humilharem profissionais brasileiros com a importação de semiprofissionais de outras plagas, principalmente cubanos.

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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FATOS PREOCUPANTES

Um dirigente norte-americano, em determinada ocasião, foi objetivo na afirmação de que os Estados Unidos não têm amigos, têm interesses. Com isso ele estava caracterizando um estilo impositivo e autoritário que, ao longo de muitos anos, identifica o comportamento dessa nação cujos dirigentes se julgam no direito de impor regras ao mundo. E no momento presente, além da preparação para agredir o governo da Síria, mesmo contrariando decisões da ONU, vem a descoberta de documentos comprovando que a presidente do Brasil também foi espionada por organismos secretos desse país, o que motiva muitas preocupações. Como se pode notar, o presidente Obama contraria as teorias que o elegeram. Ele acusava seu antecessor de adotar políticas agressivas perante o mundo, mas, pelo visto, já mudou o rumo de seu governo. São fatos muito preocupantes.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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OBAMA ESPIONA DILMA

Finalidade do governo federal do Brasil em alimentar este imbróglio ridículo da espionagem: provar aos brasileiros que Dilma é uma "chefa" de Estado tão, mas tão importante no contexto mundial, que merece a atenção minuciosa de uma equipe de espionagem dos Estados Unidos para sacar sua magnífica estratégia de estadista. Ora, vão se coçar! Até parece que Obama não tem mais o que fazer!

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ESPIÕES

Após o episódio de espionagem cibernética, o governo federal agora quer inventar o tal e-mail "jabuticaba", que dizem ser a prova de violações (só as estrangeiras). Caso isso ocorra, em vez de os americanos nos observarem, o ministro José Eduardo Cardozo é quem será o nosso Big Brother, por meio dos inúmeros tentáculos do Ministério da Justiça. Prefiro mil vezes ser espionado por Obama do que pelos irmãos Castro.

David B. do Nascimento

davidbatistadonascimento@hotmail.com

Itapetininga

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INOVANDO NA DIPLOMACIA

O Brasil foi tomar satisfações com os EUA a respeito da tal espionagem, e há quem diga que vai à ONU propor a regulamentação da atividade. Que aproveitem e peçam ajustes na órbita da Terra e a unificação do valor da força da gravidade no planeta. Imagino que a atividade diplomática seja ritualizada, sisuda e formal, mas para a sorte da comunidade internacional o Brasil do PT está aí para garantir a descontração nos bastidores.

Antonio Cavalcanti da Matta Ribeiro

antoniodamatta@ig.com.br

São José dos Campos

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ESPIONAGEM JUSTIFICADA

O atentado de 11 de Setembro foi um marco histórico para as relações internacionais. A partir dele, inúmeras medidas de segurança passaram a ser tomadas, algumas exageradas e injustificadas, outras não. Presume-se que a espionagem internacional, visando a prevenir atentados ou ataques semelhantes, tenha sido uma das áreas mais focadas desde então. E com razão! Afinal, se um país que dispõe de tecnologia nuclear, com acesso aos insumos necessários para o desenvolvimento da atividade, flerta com um país como o Irã, que representa uma ameaça mais do que real, por que não dispor de todos os seus recursos tecnológicos para tentar evitar eventuais novas tragédias? O Brasil esquece que namoricos como os que tem havido com o Irã, Venezuela, Cuba e por aí afora, têm consequências, sim, e os Estados Unidos têm todo o direito de fazer o que for possível para proteger os seus cidadãos. Sem falar que o acesso às informações ditas "sigilosas" refletem um total despreparo das nossas autoridades de segurança, uma vez que a proteção às correspondências pessoais, ainda mais no caso do Estado brasileiro, é tarefa básica e primária.

Meier Strengerowski

mauro@opeco.com.br

São Paulo

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O RATO QUE RUGE

Sou totalmente favorável ao cancelamento da viagem que Dilma Rousseff tem programada para o próximo mês de outubro aos EUA, não por causa da espionagem, mas pela inocuidade da visita, que, certamente, não trará nenhum benefício ao Brasil, e também pela economia de divisas que trará ao País. Imaginem se o tamanho da comitiva for igual ou até maior do que aquela que foi à Roma, por ocasião da posse do papa Francisco, quando inúmeros aposentos e automóveis foram reservados para servir aos acompanhantes. Muitos "companheiros" vão querer participar da viagem, sem função diplomática ou de trabalho, mas apenas para fazer compras. Rugir a troco de quê? Mais uma vez seremos motivo de piada no exterior. Este governo devia se preocupar em fazer alguma coisa de útil em favor da população.

Alvaro Salvi

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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COMÉDIA

Nada entenderam: é Hollywood procurando roteiro para uma comédia sobre parlapatões numa republiqueta de bananas!

Luiz Felipe de Camargo Kastrup

lfckastrup@gmail.com

São Paulo

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ARAPONGAGEM

Dona Dilma vai levar ao próximo encontro dos Brics uma proposta de estratégia contra a bisbilhotagem norte-americana. Os Brics são a invenção de um economista gozador que inventou tal sigla ao final de uma "happy hour" e que uns distraídos tomaram por coisa séria. De seus quatro membros, talvez só a China e a Rússia tenham meios tecnológicos de interferir na bisbilhotagem eletrônica. Não acho que quem quer tenha tais meios de defesa os vá compartilhar com terceiros, muito menos com um governo tão desacreditado.

Mário Rubens Costa

costamar31@terra.com.br

Campinas

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UMA PREOCUPAÇÃO MUNDIAL

Causa-me muita estranheza o fato de a presidenta Dilma estar sendo espionada pelos Estados Unidos. A maior potência do mundo perder tempo com o que todos os brasileiros já sabem, inclusive no que se refere ao seu passado de glórias? Tio Sam vai ficar preocupadíssimo com as fortes retaliações quer estão por vir do governo brasileiro, inclusive com o cancelamento da possível visita da presidente àquele país.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho

arluolf@hotmail.com

Itapeva

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FICÇÃO E REALIDADE

Quem diria! Quem leu o famoso livro de George Orwell, "1984", logo após seu lançamento deve ter imaginado que não passava de pura ficção.

Silvio Leis

silvioleis@hotmail.com

São Paulo

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INCOMPETÊNCIA REVELADA?

Já que eles espionaram, será que não dá para informar de quem é a culpa dessa incoPeTência?

José Roberto Palma

palmapai@ig.com.br

São Paulo

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DEMOCRACIA E COMUNISMO-BUFÃO

Com o mau histórico da atual presidente do Brasil, com a maneira disforme com que o País está sendo governado e com o alto grau de corrupção de nossas instituições, o que é que esperávamos dos norte-americanos? Eles estão mais do que certos em espionar aqueles que estão guinando seus países em direção ao "nouveau" comunismo-bufão que atualmente domina a América Latina. Queiram ou não, gostem ou não, os Estados Unidos representam um baluarte da democracia. E o que representam Castro & bando? Representam, sim, a pior das ideologias, que já julgávamos enterrada após o fracasso da União Soviética, a queda do Muro de Berlim, etc.

Ursula E. Metz

ursula.e.metz@gmail.com

Itapecerica da Serra

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CONHECENDO A REALIDADE...

Barack Obama deve estar com pena dos brasileiros sob a égide do PT "et caterva".

Sinclair Rocha

sinclairmalu@uol.com.br

São Paulo

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VIGIEMOS

É muito instigante essa nova (ou antiga) preocupação do governo brasileiro com os casos de espionagem dos EUA. Tais acontecimentos já são bem conhecidos pelo governo há muito tempo, vindos desde a ditadura. Muitos argumentam que têm que ver com a ideologia do governo atual. Sem muito esforço, talvez, não estejam muito errados. Senão vejamos. Temos que o regime Sírio é defendido ou tem como aliados algumas nações com características puramente totalitárias, com ideologias totalitárias ou comunista, tais como, Rússia, China, Irã, Iraque, Jordânia, Egito, etc. Desses citados, vale observar que Rússia e China são integrantes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China e África do Sul). Dessa forma, apesar de o Brasil manter grandes relações comerciais com os EUA, é de se notar que ir de encontro com os interesses da Rússia ou da China teria uma imagem muito ruim perante esses países. Além disso, o governo, sempre manteve-se neutro acerca da celeuma Síria. Tão somente após o suposto ataque químico que, por intermédio do Itamaraty, o Brasil soltou nota dizendo "que o ataque perpetrado nos arredores de Damasco (...) constituiu ato hediondo, que chama a atenção da comunidade internacional para a necessidade de esforços concentrados". Porém, tal pronunciamento é muito tímido, assim, o de Putin recentemente. Ambos defendem um solução diplomática. Por outro prisma, temos a chegada dos médicos cubanos. É sabido por todos que Cuba tem um regime socialista-totalitário. Sabe-se, também, que o período governamental 2002-atual, é marcado por políticas públicas de caráter social. Tendo esses dois fatos como premissa, podemos observar que trazer médicos cubanos para o Brasil não passa de uma lufada na cara dos EUA em resposta aos casos de espionagem ou a um iminente ataque na Síria. Ou seja, o Brasil está dizendo que, em caso de eventual imbróglio, estará ao lado de parceiros econômico-ideológicos. Outros exemplos de pactos/acordos "estranhos": do presidente Lula firmado com o Irã, acerca do urânio; recente lobby de Lula com África (com países ditatoriais desse continente) para instalação de empresas brasileiras; dos acordos com a Rússia, no final do ano passado e no início deste ano, em que ficaram acertadas a compra de helicópteros e a assinatura de um protocolo de intenções acerca da transferência de baterias antiaéreas, com o desenvolvimento conjunto de novos produtos de defesa, além da participação de empresas estratégicas de defesa brasileiras nos processos produtivos e de sustentabilidade logística integrada, com transferência efetiva de tecnologia, sem restrições. Como se vê, essa burlesca diplomática acerca da espionagem americana não passa de defesa econômico-ideológica. Nesse sentido, é mister que a imprensa, as entidades representativas, tão como a sociedade civil, fiquem bem atentas a esses movimentos, a esses tinos estatais, pois é nosso dever "espionar" o que nosso governo faz e com quais Estados ele se relaciona. Não podemos ficar na tina esperando nosso país afundar. Temos de vigiar.

Werly da Gama gama_eamsc@yahoo.com.br

Rio de janeiro

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DEPOIS DE NATAN DONADON

A governadora do Rio Grande do Norte (RN), Rosalba Ciarlini (DEM), já tem duas condenações por improbidade administrativa, de quando era prefeita de Mossoró (RN). É óbvio que uma pessoa como ela jamais poderia ocupar qualquer cargo público, muito menos o de governadora de Estado. O lugar dessas pessoas que praticam improbidade administrativa e desperdiçam o dinheiro público é na cadeia, e não ocupando cargos públicos. O povo precisa voltar às ruas e protestar, urgentemente. O Brasil não pode continuar como o país da corrupção e da impunidade. Pobre Rio Grande do Norte!

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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