Fórum dos Leitores

MENSALÃO

O Estado de S.Paulo

09 Setembro 2013 | 02h11

Embargos infringentes

O povo espera que mais cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitem o pedido dos condenados de novo julgamento. Isso seria um privilégio, visto que já houve uma mudança na lei, de 1990, que extinguiu o recurso previsto no regimento interno da Corte Suprema. Como diz o ministro Joaquim Barbosa, "admitir embargos infringentes no caso seria uma forma de eternizar o feito" e, além disso, esses acusados de crimes teriam o direito a mais uma oportunidade de recurso que, fatalmente, acarretaria uma repercussão negativa na sociedade.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Aguardemos

O xis da questão está na decisão sobre os embargos infringentes. Até agora, algum resultado, mas muito jogo de cena. Veremos o próximo capítulo na quarta-feira. Aí é que a porca torce o rabo.

ULYSSES F. NUNES JUNIOR

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Novas penas

Desde o início da pantomima em que se transformou o julgamento do mensalão, expus não acreditar que os apenados cumpram as condenações anunciadas. Duvido e faço pouco! Estou curioso agora quanto à nova pena que será aplicada pelos ministros petistas: será uma cesta básica para as crianças pobres da Ala Sul de Brasília? Ou uma doação a uma ONG do Maranhão para preservar os marimbondos da extinção? Ou, ainda, regime bem aberto, com direito a Havana e Caracas como visitação? A sociedade mais uma vez se frustrará esperando décadas em regime fechado, como meliantes desse naipe merecem.

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

Santos

Golpe de mestre

José Genoino, acusado e condenado na Ação Penal 470 (mensalão), pensando em salvar a pele, entrou com pedido de aposentadoria por invalidez na Câmara dos Deputados, conforme relatório do dr. Roberto Kalil do Sírio-Libanês - uma espécie de base aliada do governo. Como seus colegas não negarão o pedido, Genoino, que já era réu no processo quando assumiu o cargo de deputado como suplente, receberá aposentadoria integral, hoje de R$ 26 mil, mais plano de saúde, tudo à custa do povo. E pensar que muitos trabalhadores brasileiros com graves problemas de saúde e que deram ao País o suor de seu trabalho, quando recorrem ao famigerado INSS pelo mesmo motivo que Genoino alega, recebem um não e têm de continuar na ativa, para no final se aposentarem com uma merreca que não dá para o seu sustento e de sua família. E o plano de saúde deles será morrer no SUS. O que esse petista fez pelo País para ganhar essa tremenda benesse?

AGNES ECKERMANN

agneseck@gmail.com

Porto Feliz

Injustiça!

Quer dizer que agora os brasileiros terão de pagar aposentadoria por invalidez e seguro-saúde a mensaleiro que mais de uma vez demonstrou desapreço por nossa democracia e cujo aval ajudou a desviar dinheiro público? O condenado terá um prêmio em vez de punição? Alguém, além deles, concorda com isso?

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

Restituição do desviado

Se o deputado condenado sofre algum tipo de invalidez, é questão médica. Mas não faz sentido pagar-lhe aposentadoria com dinheiro do contribuinte sem antes restituir aos cofres da União o dinheiro público desviado.

YVETTE KFOURI ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Equidade constitucional

Gostaria que um perito do INSS avaliasse a condição do requerente Genoino, tal qual é feito com os trabalhadores brasileiros em geral. Afinal, não é o princípio de equidade, constante em nossa Constituição, que deve ser aplicado ao caso? Mais ainda por pertencer a um partido denominado "dos Trabalhadores"!

PAULO RUGGERI

pr.ruggeri@bol.com.br

São Paulo

SEM DIREITOS

Republiqueta de bacharéis

Há uns 90 dias, ao pagar uma pequena despesa com cartão de débito, constatei que minha conta sofrera bloqueio judicial por uma ação trabalhista de 1997 de que eu nem ciência tinha, pois o negócio foi vendido, o novo proprietário faliu e como não tinha bens vieram atrás de mim e de meu antigo sócio. Até aí, o critério é discutível, mas eles mandam e a única alternativa do contribuinte é obedecer e pagar. Em mais ou menos 15 dias protocolamos um acordo com o advogado da reclamante e até hoje o meritíssimo de plantão, tão eficiente no bloqueio, não me libera a conta, que tem um saldo de que necessito. Formei-me no final dos anos 70 na FGV e no início dos 80 recebi uma proposta de trabalho nos EUA que estupidamente recusei. Mal sabia eu que meus melhores anos profissionais seriam destruídos pelos planos econômicos, pelo sequestro da poupança & Cia. Se arrependimento matasse... Continuamos sendo uma republiqueta de bacharéis na qual só temos obrigações. Direitos zero. Tenho vergonha de ser brasileiro!

MARIO JOSE GOMEZ DELGADO

marito58.mjgd@gmail.com

São Paulo

PRECATÓRIOS

Dinheiro há...

Noticiou o Estado (3/9, B4) que o BNDES, de janeiro a junho, emprestou a bagatela de R$ 82 bilhões, sabe-se lá a que juros, certamente de pai para filho. E também (B3) que as multinacionais brasileiras terão prazo de dez anos para pagar dívidas (R$ 70 bilhões) ao governo federal. Sabe-se que o total devido por municípios, Estados e União é da ordem de R$ 80 bilhões, mais ou menos. Então, grana há, ao contrário do que afirmam os ministros do STF. Então, que tal fazer-se um empréstimo a esses governos para saldarem os seus precatórios? O dinheiro voltaria ao mercado prontamente, principalmente na poupança.

ROBERTO DOS SANTOS

vorobertovojo@gmail.com

São Paulo

MAIS MÉDICOS

Cubanização

A vinda dos cubanos só prova que os dez anos de PT no poder escancararam sua incompetência no plano da saúde no Brasil.

TÂNIA PINOTTI

tkita@uol.com.br

Pompeia

Genéricos

José Serra criou os remédios genéricos e o companheiro Padilha, os médicos genéricos.

CARLOS ROBERTO MONTAGNINI

montagninicarlos@gmail.com

Santo André

*

MENSALÃO

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou a decisão sobre os embargos infringentes do caso mensalão para esta semana. Como perguntar não é ofensa, até onde vai essa novela?

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

EMBARGOS DE GRATIDÃO

Agora, os ministros da Suprema Corte irão, nesta semana, discutir e votar o cabimento ou não dos embargos infringentes, ou embargos de gratidão, porque alguns ministros não irão ver a técnica processual, mas a gratidão aos condenados mais afetados, José Dirceu e Delúbio Soares. A Ação Penal 470, o mensalão, poderá redimir o Poder Judiciário ou colocá-lo, outra vez, na berlinda e na maré das críticas profundas, como outras entidades deste país. Não previstos em lei, mas só e simplesmente no regimento interno da Suprema Corte, não vêm sendo o recurso admitido inúmeras vezes, porque o seu intuito, na verdade, é alterar a decisão já dada pela corte, em caso de conflitância entre ministros, podendo, ainda, a maioria, no julgamento do recurso, vencer a minoria e alterar as penas aplicadas. Entretanto, o povo, as redes sociais e os manifestantes de ruas, que são milhões no País, não vão aceitar um julgamento diverso do já ocorrido. E os ministros agradecidos, por certo, deverão enfrentar as ruas e, ainda, as críticas acerbas por todo o Brasil. Aguardemos.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

*

MENSALÃO AINDA É DÚVIDA

Sei não, mas preocupa essa história de o STF ficar transferindo sempre para mais uma semana o fim que todos esperamos, aquele que mostre ao grupo petista que não pode fazer disso aqui sua República lulista e ficar por isso mesmo. É necessário todos terminarem em cana, porque a gangue petista continua no poder, liderada pelo verdadeiro "dono" do País, que manda e não pede escondido atrás de seu boneco de molas, a "presidente criatura". Faltou coragem para incluir o chefão no grupo.

Laércio Zanini

arsene@uol.com.br

Garça

*

CAMARADAGEM

Na semana passada, o sr. José Dirceu reuniu amigos aqui, em São Paulo, para assistirem ao julgamento de recursos pelo STF de suas ações, quando ministro-chefe da Casa Civil, acusado de coordenar o maior escândalo de corrupção política de nossa história e que lhe valeu, diante dos fatos comprovados e julgados, a condenação a 10 anos e 10 meses de prisão. Mais uma vez, e sempre pelos mesmos, a camaradagem demonstrada mostra cada vez mais tratar-se de farsa do que tragédia, diante do aventado "martírio" do petista, bem lembrado em George Bernard Shaw (1856-1950) como a "forma única de ganhar notoriedade sem ter competência".

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

*

A CORTE DE DIRCEU

A corte que se alinhou em torno de José Dirceu é do mesmo naipe das que se reuniam em torno de Hitler, Stálin ou Pinochet. Afinal, há gente para tudo!

Eugênio José Alati

alatieugenio@gmail.com

Campinas

*

SEM VERGONHA NENHUMA

Conforme noticiário, o réu "mor" do mensalão, senhor José Dirceu, reuniu amigos no salão de festas onde mora para acompanharem a sessão do STF que estava julgando seu futuro. Cá entre nós, a maioria das pessoas se sentiria muito constrangida ao ouvir os ministros "tecendo elogios" não muito edificantes sobre sua pessoa, como, por exemplo, "chefe de quadrilha" e por aí afora, e tratariam de se isolar o mais longe possível de qualquer outro ser humano. De qualquer forma, cada um é cada um.

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

*

INSTINTOS PRIMITIVOS

Deu vergonha nós, brasileiros honestos, vermos a atuação da dupla Teori Zavascki e Ricardo Lewandowski tentando reduzir a pena de José Dirceu, o chefe da quadrilha do mensalão. Um havia absolvido o réu e outro nem sequer participou da dosimetria das penas. Ambos estariam fora do debate. Entretanto, o que vimos foi o ministro Teori Zavascki sacar uma tese estapafúrdia para que seus companheiros Lewandowski e Dias Toffoli aderissem de imediato, como se advogados de defesa - péssimos, convenhamos - de Dirceu fossem. Lewandowski chegou a acusar seus pares de não se aterem aos autos e atuarem para condenar Dirceu. Foi uma pantomima asquerosa, um escárnio! O pior é que esta gente simplesmente não tem vergonha e não tem o menor pejo de envergonhar seu país, seu povo. Ainda teremos muitas emoções fortes até que o caso do mensalão seja resolvido definitivamente. Nossos instintos mais primitivos certamente serão provocados até o limite de nossas forças.

Maria Cristina Rocha Azevedo

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

*

PARADIGMA DA JUSTIÇA

Mais uma vez, temos de aplaudir e reverenciar a conduta digna, serena, corajosa, íntegra, austera, justa e o bom exemplo dado à Nação pelo presidente do STF, o excelente Joaquim Barbosa, que votou pela rejeição dos embargos infringentes dos réus no caso do mensalão. Como bem disse Barbosa, os réus já tiveram o privilégio de serem julgados pelo STF, por terem o direito ao foro privilegiado, previsto na Constituição federal. Fora isso, não têm direitos a novos privilégios. Tiveram um julgamento justo, com direito às garantias constitucionais do contraditório, ampla defesa, juiz natural, ao devido processo legal, além de contarem com caros advogados na sua defesa. Não é possível a eternização das demandas judiciais, com recursos ilimitados e meramente protelatórios. Tudo tem um limite. A decisão do STF pode ser criticada e questionada, mas deve ser cumprida. Se não fosse pela grandeza e altivez de Joaquim Barbosa - exemplo de homem público com espírito republicano na defesa do cumprimento efetivo da lei - e tudo teria terminado numa enorme pizza, que é a regra geral no Brasil. Oxalá o "propinoduto" do PSDB e demais crimes de corrupção, desvio de dinheiro público, superfaturamento de obras, lavagem de dinheiro, etc., cometidos contra o País por políticos e empresários, recebam o mesmo tratamento dado pelo STF, que deve servir de paradigma na Justiça brasileira.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

UM NOVO NORTE

A presença de dois novos ministros indicados pela presidente Dilma muda o "norte" das condenações aos mensaleiros. Os dois novos juízes, ministros Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki, já começaram a "mostrar as unhas". Suas intervenções mostraram a missão indicada pela presidente Dilma: livrar o mensaleiros do cárcere. O povo está farto de esperar a conclusão do julgamento e não suportará uma megafrustração a se somar aos percalços do cotidiano. Um provável mega manifesto a ser implementado do Oiapoque ao Chuí será pouco para expressar a frustração popular com as reduções de penas dos mensaleiros.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

*

NOVOS MINISTROS

Quanto arranjo para livrar estes bandidos da prisão. É nojento assistir ao julgamento dos embargos. Não sou advogada, mas entendo que quem absolveu os réus e não participou do primeiro julgamento não deveria emitir seus comentários, nem sequer votar. Parece que os mesmos sofreram pressão para livrar os bandidos da cadeia. Onde está a moral desta gente?

Maria José da Fonseca

fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

*

INVALIDEZ PROVIDENCIAL

Os milhões de trabalhadores brasileiros submetidos a cirurgias cardíacas ou tratamentos oncológicos nas condições precárias dos hospitais públicos, depois de recuperados, voltam a trabalhar normalmente. Mas José Genoino, o mensaleiro petista condenado à prisão por corrupção e outros crimes graves, às vésperas da decisão sobre a perda de mandato e de sua prisão, após tratamento num dos melhores hospitais provados do País, à custa do mesmo contribuinte que ele lesou, alega invalidez para pedir aposentadoria à Câmara dos Deputados, para evitar a cassação e manter seu alto salário, além do direito a prisão domiciliar. Se a moda pega, teremos a população de bandidos liberada da prisão e a quebra definitiva do INSS.

Paulo Ruas

pstreets@terra.com.br

São Paulo

*

A VOLTA DA CMTC

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ressuscitará a Companhia Paulista de Transportes Coletivos (CMTC), que só trouxe prejuízo à cidade e servia muito mal à população. Ele vai na contramão até do governo federal, que finalmente se rendeu às tais "concessões/privatizações". Quem conhece uma empresa estatal que funcione a contento que levante a mão! Mais um cabidão de emprego de petistas para os "capitalistas selvagens" sustentarem.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

TIRO NO PÉ

Se o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, como deseja, estatiza 1 das 8 áreas de ônibus (por si só um absurdo) e que certamente vai cobrar a mesma tarifa dos concorrentes por passageiro, como vai ficar se as manifestações populares eclodirem novamente, exigindo redução dos preços?! O prefeito vai ser transparente e apresentar a planilha de custo, respondendo que a inflação é alta (culpa da Dilma, que não fez nada para amenizá-la) e não há margem para redução da tarifa? Ou, afoito e assustado que já está na cadeira de prefeito, com medo das urnas, e por ordem de Brasília, promete reduzir o preço das passagens e cria mais um rombo nas contas do município, porque terá de aumentar mais ainda o valor do subsidio às empresas concessionárias. Aí, sim, deixar a cidade ingovernável, como o próprio apavorado Haddad já afirmou. Ou seja, se materializar essa estatização de parte dos serviços dos transportes públicos na capital, o prefeito petista vai comprar um pepino administrativo e político que vai respingar na Dilma e nos candidatos petistas nas próximas eleições, de 2014. Porque se sem essa alucinação estatizante pretendida por Haddad vai ser difícil levantar voo nas pesquisas de opinião, pois até as obras que mais prometeu na campanha política já engavetou, o que dizer então com mais uma possível tempestade de insatisfação do eleitorado com transporte público da capital? O PT que se cuide, porque tiro no pé deve doer muito, ainda mais se for às portas da próxima eleição.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

RETORNO AO PASSADO

A volta de Haddad ao tempo da arcaica CMTC mostra uma tendência do atual prefeito com o arcaico, ou talvez esteja movido pela necessidade de acomodar seus companheiros em mais um cabide de empregos. Infelizmente, a passagem dos petistas na Prefeitura de São Paulo sempre mostrou um laço com o imponderável. E pensar que querem alçar o comando do governo do Estado, com o maior PIB do Brasil. Em São Paulo, nem pensar!

Leila E. Leitão

São Paulo

*

PARA TROUXA VER

O prefeito Haddad e seu secretário dos Transportes, Gilmar Tatto, estão acalentando, para não dizer tramando, estatizar as linhas de ônibus da capital paulista e falam em comprar 15 mil veículos. O transporte de São Paulo dá uma dinheirama aos empresários que o explora, e quando houve esse problema de aumento das passagens os petralhas viram ali uma mina de ouro, além de oportunidade para abrigar a "cumpanherada". Haddad, em seu programa de governo, não cogitou de estatizar os transportes públicos, um velho sonho dos petralhas, mas, como vemos, seu programa eleitoral foi para trouxa, e não inglês, ver.

Agnes Eckermann

agneseck@gmail.com

Porto Feliz

*

EFICIÊNCIA

A ideia do prefeito Haddad é boa, de recriar a CMTC, mas só vai funcionar se o José Genoino for o presidente, o Delúbio Soares, o tesoureiro, e o José Dirceu, o diretor operacional. É com certeza um enorme cabide de empregos. Na gestão Erundina chegaram a comprar parafusos para ser usados em mais de 50 anos, segundo os jornais da época.

Ricardo Tannus

odracir1947@yahoo.com.br

São Paulo

*

CONCESSÃO NAS CONCESSÕES

Existem vários tipos de concessão de serviços públicos. Os mais conhecidos são, por exemplo, o fornecimento de energia, água, telefonia, correios e os transportes coletivos aéreos, terrestres, urbanos etc. Todos esses serviços são regidos por normas e leis que determinam obrigações e direitos unilaterais, os direitos e deveres de quem concedem, e quem usa o serviço. Para falar do transporte coletivo urbano, vamos usar dois tipos de concessões, que são bastante parecidos: 1) os taxis - transporte de passageiros onde a concessão não contempla nenhum tipo de gratuidade, e tem uma planilha que define custo do quilômetro rodado + remuneração do motorista + lucro = tarifa - e b) os correios, que transporta cartas, encomendas e cargas, banco postal e etc. Também nesse caso o valor do serviço é variável e definido segundo peso,volume,distancia, urgência etc. E também não prevê nenhuma espécie de gratuidade. Todas as entidades, inclusive o poder público, ou seja, os vários e diferentes níveis e de governos - Executivos, Legislativos e Judiciários - têm de determinar em seus orçamentos as verbas destinadas a pagamento desses tipos de serviços. Já no transporte coletivo de massa em torno 26% dos usuários possui algum tipo de gratuidade. Há até um desconto de 50% para estudantes, que até as manifestações de junho eram bancadas pelas pessoas que pagam as passagens normais. Agora que os gestores das concessões do transporte público, pressionados pelo clamor das massas e numa atitude eleitoreira irresponsável congelou o valor das tarifas de ônibus, tornaram ainda mais agudo e insuportável o desequilíbrio financeiro do setor. O resultado disso salta aos olhos de qualquer observador mais atento: as operadoras de transportes coletivos do País poderão entrar em colapso num longo ou médio prazo. E os transtornos ocasionados por isso são quase impossíveis de se prever. A principal causa da baixa qualidade dos serviços prestados pelo transporte coletivo no Brasil, seja ele estatal ou privado, foi e continua sendo a total falta de investimentos em infraestrutura. Principalmente no tráfego das grandes cidades onde operadores e usuários do transporte coletivo e o cidadão, em geral, sofrem com a lentidão nos engarrafamentos de transito e perda injustificável de tempo e energia humana produtiva. Outra causa foi a falta de rigor do poder concedente em cobrar o cumprimento das obrigações das concessionárias. Isso porque sabiam do desequilíbrio causado pelo tanto de gratuidade concedidas e de uma tarifa que era mais política do que técnica. Essa irresponsabilidade imediatista, populista e eleitoreira de governos e de todos nós, cidadãos eleitores, pode causar, num futuro bem próximo um caos generalizado onde os direitos humanos, a começar do de ir e vir, serão mais uma vez violentados pelas circunstâncias.

Marion A Silva

marion737@gmail.com

Goiânia

*

TRANSPORTE PÚBLICO

Prefeito Haddad, pare de sonhar, transporte público no Brasil é pura utopia, é coisa de país sério. Aqui, tudo o que é público não presta, ou será que o povo está feliz com a saúde, a educação e a segurança? Caso o prefeito consiga tal façanha, como desviar recursos públicos para o transporte, quem será o corruptor, como ficarão os donos das empresas de ônibus em São Paulo, irão mamar onde? No peito de quem?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

*

OS HOMENS DE LULA

Em campanha, o candidato inventado por Lula para comandar o município de São Paulo, Fernando Haddad, "o homem novo para um novo tempo", tinha a solução para os terríveis congestionamentos que tanto atormentam a vida do paulistano. O plano mirabolante de Haddad, chamado Arco do Futuro, era a grande solução para desconcentrar a cidade e evitar que o centro não se transformasse num imã, atraindo e repelindo milhões de pessoas e veículos diariamente. O projeto espalharia o desenvolvimento, criaria novos polos de empresas, descentralizando a cidade. Após oito meses, o problema dos ônibus da cidade foi resolvido pelos competentes ajudantes do prefeito com um simples pintar de faixas no asfalto, um aviso "Só Ônibus" com multa para quem desobedecer, tornando a vida de quem tem carro um inferno. O nome que se dá a esse projeto é estelionato eleitoral. Culpa do eleitor que continua acreditando em Papai Noel. Vem aí o segundo homem inventado por Lula, que certamente terá a solução para os problemas do Estado de São Paulo. A conferir.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

FAIXAS EXCLUSIVAS

Sr. prefeito, por obséquio, o sr. transita por São Paulo de carro? O sr. pega as principais avenidas de São Paulo nos horários de pico? Com certeza, o sr. não anda, porque, se andasse, jamais teria implantado a faixa exclusiva para ônibus, caro prefeito. Gostaria de saber até quando permanecerá essa palhaçada? Se o sr. desse condições dignas de transporte público, tanto ônibus, metrô e trens, e segurança, talvez aí, sim, diminuísse a quantidade de carros nas ruas. Sexta-feira (30/8), demorei 2 horas na Avenida 23 de Maio, o sr. acha isso digno? Corremos o risco de ser assaltados, o que aconteceu quatro caros à frente do meu, isso com as pessoas cansadas depois de uma semana estafante de trabalho. O sr. apenas e tão somente está visualizando a entrada de dinheiro nos cofres públicos? O bem da população, onde fica? Tome providência urgente, meu caro!

Patricia Brunieri

patricia@epimaster.com.br

São Paulo

*

CPTM

Na estação da Luz, na hora do rush, quando se abre a porta do vagão do trem, é como se abrisse a porteira de um curral: é o estouro da boiada. O empurra, empurra é generalizado. Uma corrida alucinante, entre os passageiros, é desencadeada em busca de um mero assento dentro da composição. É a lei da selva. É a lei do mais forte. Crianças, idosos e deficientes, se ali estiverem, serão fatalmente engolidos tamanha a fúria da turba. Valores como humanismo, solidariedade e gentileza desaparecem. Acidentes são frequentes e os mais variados, inclusive com mortes. O vão entre o trem e a plataforma é o grande vilão das tragédias. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) não pode continuar de olhos fechados diante de um problema tão grave em sua área de atuação. Solução tem de ser encontrada para que infortúnios não continuem acontecendo. Mesma situação ocorre em outras estações da companhia.

Marcelo de Lima Araújo

marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Mogi das Cruzes

*

AINDA O CRIME DA MATEO BEI

O "Estadão" de 6/9, no seu editorial "Embargo que não é embargo", volta a abordar a tragédia de São Mateus (na Avenida Mateo Bei) e a da Avenida Liberdade. E a prefeitura ainda continua a tentar impingir ao Estado a culpa por não impedir o crime em andamento e que acabou vitimando fatalmente dez trabalhadores. Alega que denunciou o fato à polícia, já que a legislação municipal não contempla o emparedamento da obra embargada e pior, pede que a população ajude, denunciando tais absurdos. Ora, ora, seus responsáveis continuam se apegando a uma atuação burocrática, como se não existissem outras providências que poderiam e deveriam ter sido tomadas e que com certeza teria evitado a morte daqueles dez trabalhadores. Não cabe só ao agente vistor verificar em loco o cumprimento do embargo. O supervisor da área e mesmo o subprefeito, têm obrigação de percorrer as ruas da sua subprefeitura e verificar se suas ordens estão sendo acatadas. Tivessem abandonado por instantes o conforto de suas salas, certamente teriam constatado que ali estavam cometendo um crime. Também assisti a uma entrevista na Rede Globo do vereador que está secretário das Subprefeituras, que pedia a colaboração da população, no sentido de denunciar obras como aquela da Mateo Bei, através do telefone 150! Ora o telefone que a Prefeitura de São Paulo coloca à disposição da população é o 156, e não o informado pelo secretário. É evidente que um caso como aqui narrado não pode ficar esperando soluções burocráticas. Tem de emparedar a obra e não esperar a boa vontade de um proprietário que evidentemente não tem nenhum apreço à vida humana, como o sr. Mustafá, proprietário do imóvel em questão. Mesmo que o ato fosse ilegal por parte do município, caberia então ao proprietário derrubar o ato junto à Justiça, mas até se resolver tal encrenca, as vidas seriam preservadas. Eu trabalhei para o município, embora em outro setor e não em obras, mas quando se fazia necessário, não ficava no escritório aguardando os acontecimentos, eu ia ao local constatar pessoalmente o que ocorria, simples assim.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

FISCALIZAÇÃO EM XEQUE

Fernando Haddad admitiu que obras embargadas em São Paulo estão em andamento? Então, depois da tragédia em São Mateus, na zona leste, não bastará à prefeitura paulistana dignar-se a publicar na internet a lista das 570 obras embargadas. Precisa, agora, publicar, também, a lista das embargadas em obras.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

*

PENEIRANDO AS CRIANÇAS

O prefeito Fernando Haddad lançou o programa São Paulo Carinhoso, cujo comitê gestor será presidido pela primeira-dama, Ana Estela Haddad, e que se articula entre várias secretarias, da Saúde à Assistência Social, voltadas para a primeira infância, com o intuito de priorizar creches para os mais pobres. Ora, as creches já são voltadas para crianças cujos pais, longe de serem ricos, precisam trabalhar e não tem onde deixar seus filhos. Como ele vai classificar e dividir estas crianças em mais pobres e menos pobres para fim de matrícula? Que preconceito contra elas! Isso é legal? Segundo o prefeito, "nossa tarefa é romper barreiras entre pobreza e riqueza", mas o que será que ele entende como riqueza ao tratar de usuários de creches da prefeitura? Será que ele está se referindo aos endividados emergentes da atual classe média? Pois faça isso, prefeito Haddad, e vai ver o vespeiro no qual o senhor vai se meter e à sua senhora! Incentivar preconceito contra a elite, como o PT já faz, é uma coisa; mas jogar cidadãos trabalhadores e de renda curta uns contra outros é burrice sem tamanho! Não há populismo que aguente!

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

É A ECONOMIA SOCIALISTA, ESTÚPIDO!

Vocês não estão entendendo. Segundo as informações de nosso governo, o Brasil vai muito bem na economia, apesar de no crescimento industrial e na balança de pagamentos estarmos indo para o fundo. Também não tem importância o fato de termos caído para o 56.º lugar no ranking mundial de competitividade, perdendo para o Cazaquistão, e o crescimento de México e Chile em produtividade, enquanto o Brasil caiu. E, finalmente, é previsto a Rússia roubar nosso 7.º lugar em importância econômica em 2014. Nem vamos falar em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Mas caminhando para o socialismo, como estamos, o País não precisa ter uma excelente performance econômica, já que entraremos num patamar mais baixo, no regime do "governo finge que paga e o trabalhador finge que trabalha", e o País concentra-se em produtos básicos, serviços básicos, tudo básico. Só a segurança do cidadão não obedece a conceitos modernos, só isso. Daí a impressão de que o governo do PT faz tudo, na economia, para tornar o Brasil "menos capitalista" e mais estatizado, ele quer desmontar nossa indústria em geral, como já desmontou a petrolífera e a rede energética, assim como a infraestrutura, para poder chegar bem ao Estado socialista. Vide Venezuela.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

*

REAL FORTE E IOF

Agora que o real forte aparentemente não volta tão cedo, será que o governo federal pensa em rever a elevada alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nos gastos em cartão de crédito no exterior, que agora ficou despropositada? Ou a medida vai ficar por aí, como ficaram os 10% adicionais na multa por demissão do FGTS?

Luiz Augusto Modolo de Paula

luaump@yahoo.com.br

São Paulo

*

DÓLAR E POBREZA

A cotação do dólar subiu e, mesmo estando abaixo de seu valor real, se fala em "aumento da pobreza" do brasileiro. O dólar já esteve com valor até mesmo abaixo do real. Com o mesmo arrazoado, poderia ter sido dito que houvera "redução da pobreza". Não me lembro de que algum governante tenha feito essa politicamente rentável afirmação a partir da variação cambial. A quem interessa atrelar "aumento da pobreza" à subida do dólar?

Leonardo Giannini

leogann930@terra.com.br

São Paulo

*

O PREÇO DA CERVEJA

A alta no valor da cerveja, que estamos observando, está relacionada com a alta do dólar ou com o cartel das empresas produtoras? Todos subiram. Com a palavra, as empresas e os órgãos de defesa do consumidor.

Edmar Augusto Monteiro

edmarmonteiro@ig.com.br

São Paulo

*

2014, UM ANO DIFÍCIL

A proposta do Orçamento federal para 2014 foi encaminhada ao Congresso Nacional com as mesmas características das propostas anteriores. Prevê um crescimento da economia em 4% e uma inflação de 5%. Duas variáveis que se pode considerar de otimistas. Mantém a mesma opção de se conseguir um superávit de 3,2% do PIB. E mantém a manobra de que os dispêndios com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não sejam considerados gastos. Isso quer dizer que esses gastos serão considerados superávit. A previsão da arrecadação também foi generosa, de maneira que se continuará a apresentar relatórios de fantasia. Ainda se deve considerar que os congressistas haverão de querer incluir algo como R$ 21 bilhões de emendas parlamentares e, para "fechar" a conta, irão corrigir para cima a previsão da arrecadação. Tudo indica que a presidente somente pensa na reeleição. Os congressistas, por sua vez, também defendem as suas vantagens. E estão em sua maioria igualmente preocupados com as eleições de 2014. Resumo da ópera: a dívida pública onerosa em seu valor bruto continuará a crescer. Novas manobras serão conhecidas para manter a inflação oficial em torno dos 6,5% anuais. A Petrobrás e a Eletrobrás continuarão com seus problemas. Mudanças mesmo somente poderão ser possíveis em 2015, depois de conhecido o novo governo. Os precavidos precisarão eliminar dívidas a serem pagas em 2015. Antecipando-as ou postergando-as. Tudo indica que será um ano extremamente difícil.

Helio Mazzolli, economista

mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

*

MAIS UMA ESTATAL?

Cabide de emprego à vista e ineficiência também, claro. O governo anuncia a criação de uma nova estatal para as ferrovias. Emprego para os cumpanheros. Este país é uma maravilha! Na próxima encarnação, quero ser político e semianalfabeto.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

CRISE NA PETROBRÁS

Segundo relatório divulgado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), a produção de petróleo e gás natural caiu em julho. O Brasil terá de importar mais e, com o dólar mais caro, a Petrobrás ficará ainda mais no vermelho. E o tão sonhado reajuste nos preços dos combustíveis, pela Graça Foster, vai sendo empurrado com a barriga pelo Guido Mantega, que não quer briga com Dilma Rousseff, que está viajando pelo Brasil afora em campanha para sua reeleição em 2014. Agora eu entendi por que a lojinha de R$ 1,99 de Dilma faliu.

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

ENERGIA EÓLICA

Em face do apagão registrado há uma semana, que atingiu todos os Estados do Nordeste, deixando-os sem energia, o governo federal resolveu acionar usinas térmicas para não correr riscos de a história se repetir. Perguntamos ao governo: "e as nossas usinas de energia eólica? Temos 119 prontas, porém inoperantes por falta das torres e, consequentemente, suas linhas de transmissão. E pagamos fortunas que chegam a R$ 1 bilhão pela sua geração e não utilização. Só na Bahia, por exemplo, temos 32 parques eólicos prontos produzindo, mas jogando fora sua energia.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

A ESPIONAGEM NORTE-AMERICANA

O governo brasileiro diz estar organizando uma força tarefa intersetorial de contraespionagem para monitorar os possíveis grampos e tomar medidas eficazes sobre o fluxo de informações de internet e seus destinatários. Tudo muito bonito. Mas podiam começar tentando impedir a entrada e o uso de celulares em presídios, amplamente conhecidos e, certamente, bem mais simples de evitar.

Leonel Lucas Lucariello Filho

leonellucariello@yahoo.com.br

São Paulo

*

EXPERTISE BRASILEIRA

O único conteúdo de real importância que os arapongas vão conseguir com as escutas aqui, no Brasil, serão a edição de um manual de como conseguir não quebrar um País em dez anos e um manual prático de como ser corrupto em dez lições, porque em assuntos de segurança nacional somos iguais a todos os outros países do mundo.

Antonio Roberto Vianna Santos

antoniocaulauro@hotmail.com

Tramandai (RS)

*

MEDICAMENTOS CONTRA O CÂNCER

Os dispositivos legais ICMS 162/94 DOU14/12/94/Cotepe/ICMS 14/94 DOU02/01/95 novo ICMS 118/11, vigente 1/3/12, autoriza Estados e Distrito Federal a isentar de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) remédios para câncer. A inclusão do FDG-18F na relação dos remédios para câncer via PET-Scan/PET/CT, para diagnosticar câncer de: linfomas, pulmão, intestino, cabeça/pescoço, dentre outros, será bom para todos, inclusive para os atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Fabricação autorizada em 2006, solicita-se isenção de ICMS para o FDG-18F e sua inclusão na relação para tratamento de câncer. Isso é inclusão social e realmente justo.

André Batista Alberto

alberto.bugarib@uol.com.br

São Paulo

*

POR QUE O FOIS GRAS?

Uma ponderação às opiniões no "Você no Estadão" de 24/8 (página A3). O projeto para barrar o consumo de foie gras em São Paulo não visa à intromissão na alimentação das pessoas. Mas, sim, evitar a crueldade em sua produção. Há compradores, há produtores e... métodos perversos. Não se trata também de matança como a de frangos ou bois. Aliás, o direito que se dá o animal homem de matar outros animais para se alimentar é bastante questionável. Inquestionável é a injustiça da monstruosidade que precede a matança de muitos. Para quê? Lucro maior. Não há moral que a justifique. É o abuso do poder sobre o mais fraco. Um leitor bem sugeriu: "mostrar como é feito, porque o ser humano precisa de um choque para mudar certos hábitos". O como é feito é chocante. Proteger a população é dever de governos, sim. Valem as leis de trânsito, de cigarros, de regulação da indústria, comércio, trabalho, comunicação. Além da perversidade com outros animais, falando de tempos próximos, o gás sarin e de mostarda, Nagasaki e Hiroshima, a industrialização nazista da morte, a tortura sempre presente, os bilhões para desenvolvimento de armas mais "eficazes", guerras provocadas para aquecer o mercado bélico, a violência individual e assassinatos dos próprios pais, mães, filhos, de desconhecidos até, tornam questionável a crença na superioridade dos humanos. O mal, maquiavélico às vezes, que sua inegável superioridade na característica inteligência consegue engendrar, desperta vergonha de pertencer a essa espécie superior. O que salva são as realizações maravilhosas dessa mesma inteligência superior.

Eunice Marino

eunicemarino@oi.com.br

Guaxupé (MG)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.