Fórum dos Leitores

MENSALÃO

O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2013 | 02h14

Voto de Minerva

O exmo. juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) José Celso de Mello Filho terá o seu dia de Palas Atena, deusa da mitologia grega, correspondente à deusa romana Minerva. A sociedade brasileira não lhe pede muito, não pede que condene ou absolva Orestes pelo assassinato de sua mãe, Clitemnestra, e do amante dela, Egisto, em vingança pela morte do pai, Agamenon, tramada por ambos. Porém, tal qual a decisão pelo voto de Minerva conferido por Atena simbolizou a transição do matriarcado para o patriarcado, o voto do ministro marcará a liberdade e a soberania da Justiça brasileira ou a transformará em mais uma instituição desrespeitada pelo simples fato de possibilitar a prescrição dos crimes. Tenha em vista não se tratar de julgar um caso em que o filho lava a honra do pai cometendo matricídio, mas de julgar improcedente mais esta tentativa criminosa de postergar ad aeternum o cumprimento da Constituição, ou, então, que permitamos rasgar a Carta Magna e pautar a Justiça nacional pelo artigo 12 da Lei 8.038. Tenho comigo que até que se prove o contrário impera a presunção da inocência, porém os réus da Ação Penal 470 não provaram sua inocência, são, portanto, réus já condenados e como tantos outros criminosos comuns que não merecem ou mereceram o benefício dos embargos infringentes. Vote não aos embargos.

PAULO CÉSAR PIERONI

pcpieroni@hotmail.com

Campinas

Discordo da imprensa em geral, que alardeia que sobrou para o ministro Celso de Mello decidir sobre a aceitação dos embargos infringentes. Ao término da sessão de quinta-feira, que resultou em empate, o ministro informou que o seu voto já estava decidido antes mesmo do início, logo, não foi ele o portador do "voto de Minerva"; quem decidiu o destino dos embargos infringentes foi o último a votar nessa sessão, ministro Marco Aurélio Mello. O resultado, portanto, já está concretizado, falta apenas o ministro Celso de Mello informar qual é, proclamando oficialmente o seu voto, para que uns lamentem e outros festejem. Ficamos, então, na expectativa de qual é esse voto, não de como vai votar o ministro.

GERALDO HERNANDES

gherr@ig.com.br

Santo André

Esperança

O povo brasileiro teve no STF um momento em que se viu em pé, livre das amarras da corrupção e do terceiro-mundismo. Esperamos que o último bastião da Justiça não nos envergonhe, retrocedendo na condenação dos mensaleiros.

EDVALDO ANGELO MILANO

e_milano@msn.com

Limeira

Gol histórico

Sr. Celso de Mello, o último pênalti da seleção brasileira está em suas mãos, nossa torcida quer comemorar. Caso contrário, teremos a maior invasão de campo da história. Cuidado, pois o goleiro já sabe o lado que escolheu e, pior, nós também.

ALESSANDRO LUCCHESI

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

Reação

Pelo andar da carruagem, vão faltar vidros à prova de bala em Brasília...

ALEXANDRE FUNCK

afunck1@gmail.com

Bragança Paulista

A Justiça vai evoluir?

Depende do ministro Celso de Mello a decisão sobre se a Justiça vai retroceder ou evoluir. De certa forma, a melhor decisão não está calcada em leis, decretos ou no regimento interno, mas sim no que é melhor para a justiça e para o futuro do STF. O ministro tem a obrigação moral de analisar e decidir sobre o que é melhor para dinamizar a justiça, pois, como se sabe, "justiça que tarda não é justiça".

JOSÉ CARLOS COSTA

policaio@gmail.com

São Paulo

Piada de salão

Ministro Celso de Mello, tempos atrás o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares dizia cinicamente que, no futuro, o mensalão iria virar apenas uma piada de salão. Cinco de seus colegas já deram a sua contribuição para que isso se confirme. Cabe ao senhor a decisão de impedir que tal piada seja a nossa vergonha.

MAURÍCIO RODRIGUES DE SOUZA

mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

Embargos 'auriculares'

Saiu do mundo jurídico e chegou aos simples mortais a questão dos embargos no processo do mensalão. É consenso entre os ministros da Suprema Corte que os "de declaração" são cabíveis, mas a celeuma foi criada quanto aos "infringentes". Uns concordaram em acatá-los, enquanto outros os defenestraram. E, como num jogo apertado, o placar está rigorosamente igual, ou seja, 5 votos a favor dos "infringentes" e 5 contra. Acontece que nesta próxima semana decisiva, em que o 11.º voto será proferido, desempatando a contenda jurídica, entrará em campo um tipo de recurso importantíssimo que não existe (oficialmente) no mundo jurídico: o dos embargos "auriculares". Como o nome sugere, o exmo. ministro Celso de Mello não poderá evitar de escutá-los, mas, certamente, terá serenidade para não se deixar influenciar por seus postulantes, para que seja feita a justiça. Afinal, como disse Miguel de Cervantes, "a verdade alivia mais do que machuca. E estará sempre acima de qualquer falsidade como o óleo sobre a água".

GABRIEL FERNANDES

gabbrieel@uol.com.br

Recife

Novelão

A novela do mensalão parece que ainda terá vários capítulos. Os principais vilões têm muitos simpatizantes. Só não entendo por que algumas leis municipais e estaduais às vezes são julgadas inconstitucionais e não podem vigorar, assim como regulamentos de condomínios e empresas que contrariam as leis, também não. No Supremo o entendimento deveria ser o mesmo, as leis estão sempre acima dos regimentos internos, porque estes teriam de obrigatoriamente observar a Lei Maior.

ODILÉA MIGNON

cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

Multidão

Disse o sr. ministro Luís Roberto Barroso: "Não julgamos para a multidão. Nós julgamos pessoas. Não estou subordinado à multidão". A multidão a que Barroso se refere somos nós, o povo brasileiro, que já está cansado de ver tudo ser transformado em pizza. E as pessoas que ele julga são criminosas, sim, que lesaram essa multidão que trabalha honestamente e paga seus tributos, inclusive o salário dele.

M. DE FÁTIMA PEREIRA NICIOLI

fatima_pn4@hotmail.com

Jacutinga (MG)

 

O JUDICIÁRIO SE ESFACELA

Com o voto já garantido do sr. ministro Celso de Mello – decano do Supremo Tribunal Federal (STF) – sobre os embargos infringentes que favorecem os réus do mensalão, as estruturas do Poder Judiciário aqui, na terrinha descoberta por Cabral, estarão seriamente comprometidas. As torres do Word Trade Center, que viraram pó, serão fichinhas, em comparação com os estragos a serem perpetrados pelas ações contestatórias espalhadas por todo o Brasil. Serão milhares de embargos propostos em todas as alçadas jurídicas, fazendo com que todo o sistema vire um balaio de gatos. Nosso país é uma ilha cercada de contradições inconcebíveis, onde isonomia só vale para alguns.

Aloisio A. de Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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NA DEPENDÊNCIA DO MINISTRO

O Brasil, se sonha ser algo próximo de um lugar de respeito, onde os criminosos temem cometer crimes, depende do ministro Celso de Mello. Não posso nem imaginar esse ministro aceitando um novo julgamento dos condenados mensaleiros. Passaríamos a dizer que o crime compensa e que, agora, além de sermos roubados, pagamos para ter dois julgamentos caros. As ruas têm de ser tomadas pelo povo ou ninguém mais pague impostos até a derrubada deste governo que está orquestrando toda essa palhaçada.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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PARTIDA DECISIVA

O primeiro tempo terminou na quinta-feira na arena do Supremo, com o placar de 5 para os mensaleiros e 5 para a sociedade brasileira. Parece que esse jogo não vai terminar nada bem...

Edmauro Santos edmaurops@yahoo.com.br

Taubaté

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DITADO

Caros ministros Dias Toffoli, Rosa Weber, Luis Roberto Barroso (em especial), Teori Zavascki e, para finalizar, Ricardo Lewandowski, digam-me de onde vieram, digam-me com quem andam, então sabemos qual a opinião de vocês...

Hans Dieter Grandberg h.d.grandberg@terra.com.br

Guarujá

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ENVERGONHADOS

Após assistir à última sessão do STF sobre o julgamento dos embargos infringentes na Ação Penal 470, iniciei um exercício de futurologia que consistia em me colocar no lugar dos cinco ministros que vergonhosamente acataram os embargos. Estes, ao chegarem em casa e encontrarem um vizinho no elevador, olhariam para o chão, para o teto ou comentariam sobre o clima? Eis a minha curiosidade.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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SERIADO

A reunião dos magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa o cabimento ou não dos embargos infringentes, terminou com o placar empatado e com um voto no gatilho. Quem vencerá, bandidos ou mocinhos? Por enquanto, parece-me que os fora-da-lei estão em vantagem, mas como em todo filme ou novela o mocinho sempre vence, ainda nos resta um fio de esperança de uma virada no enredo. 200 milhões de telespectadores, a maior audiência da história, estão ansiosos para um final feliz. Para que isso aconteça, o decano não pode "dar o cano" e deixar o final para outra temporada!

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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NOVELA MEXICANA

Quase não há mais diferença entre o julgamento do mensalão e as novelas mexicanas. Elenco de péssima qualidade mesclado a alguns poucos já consagrados. Suspense ao final de cada capítulo. Cenário monótono e desinteressante. Interpretações pífias alternadas com desempenhos melhores. Duração exagerada. Vilão elementar e sem complexidade. Ah, e o mais importante, o perfil básico de subestimar a quem assiste. Tá quase tudo igual, só não está igual porque ainda resta um elo com a vida real, que é o produtor tentando minimizar os investimentos gigantescos que os próprios espectadores estão fazendo nessa peça de quinta categoria.

Margareth Tuma megy@uol.com.br

São Paulo

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PIZZA

A pizza já está no forno. Deverá ser servida na próxima quarta-feira. Razão tem quem diz que o Brasil não é um país sério.

Luiz Fernando de Camargo Kastrup duasancoras@uol.com.br

São Paulo

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FATURA

Tudo indica que, no julgamento da admissibilidade (absurda) dos embargos infringentes no STF, tem gente pagando fatura.

Pedro Mascagni Filho p.mascagni@uol.com.br

São Paulo

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NA BEIRA DO PRECIPÍCIO

O Brasil está na beira do precipício e cinco juízes, mai um, estão a um passo de empurrá-lo para o roubo e a corrupção sem limites, sempre bem acompanhados de um bom advogado, ou salvá-lo das garras da ditadura petista, que não mede nenhum esforço (nenhum) para perpetuar o poder no qual que se instalou.

Roberto Castiglioni rocastiglioni@hotmail.com

Santo André

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JUÍZES SALVADORES

Há um ditado interessante: "Diz-me com quem andas...". Como vai ser a retribuição aos amigos dos mensaleiros?

Maria José Gomes ferreira mtitaguedes@gmail.com

São Paulo

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DERROTADOS

Nós, democratas de fato, fomos vencidos pela ditadura petista, que cooptou o Estado. O golpe mortal ficou explicitado com a evidência de que o Supremo foi finalmente dominado pela quadrilha. Choro, choro porque não vejo mais possibilidade de recuperação do verdadeiro Estado Democrático na próxima década.

Oscar Seckler Müller Oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo

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RUMO AO FUNDO

O recuo do STF no sentido de beneficiar os réus do mensalão não é uma vergonha. Dá para entender o porquê e os fatos são: 1) os membros do STF devem obediência ao Senado, de Sarney, Collor e Renan, amigos dos mensaleiros; 2) os deputados federais que votaram a favor da manutenção do mandato do deputado Natan Donadon, condenado pelo STF, disseram que a decisão do STF não vale nada e que o Congresso serve para abrigar bandidos; 3) um dos advogados dos mensaleiros é o dr. Márcio Thomaz Bastos, que foi ministro da Justiça no governo Lula. O dr. Márcio, inteligente e experiente, conhece muito bem os meandros da corrupção, caminhos dos desvios de dinheiro público e as lutas pelo poder no governo. Não há nenhum juiz neste país, nem no STF, que tenha coragem e moral para peitá-lo e seus clientes. O dr. Márcio e seus colegas advogados desse caso estão mostrando para a sociedade o que é o Poder Judiciário no Brasil. Estamos chegando ao fundo do poço.

André L. O. Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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A SEMANA NO STF

A noite de 12 para 13 de setembro de 2013 demorou a passar. O placar de 4 votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a favor dos embargos infringentes e 2 votos contrários me deixou tenso e me tirou o sono. Eu só pensava no pior. Mas, com o início da sessão do plenário na tarde do dia 13, senti-me aliviado. O voto da ministra Cármen Lúcia me fez saltar de alegria. Vi cair por terra o desejo dos condenados de fazer com que o julgamento entrasse no século 22. Em seguida, votaram com o relator os ministros Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello. Quanta clareza em suas argumentações. Não tenho vergonha de dizer que chorei ao ouvi-los. Ainda não terminou. Falta o voto do decano da Corte, ministro Celso de Mello. Podemos afirmar que não haverá um novo julgamento. O desejo de menosprezar a Suprema Corte foi por água abaixo. A Justiça brasileira cresceu.

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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PREPARANDO O TERRENO

Ao resumir o seu voto de 40 páginas, o ministro Ricardo "Smart" Lewandowski, de certa forma, "minou" os argumentos que embasarão o voto do ministro Celso "Decano" de Mello.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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PIOR PARA OS FATOS

No bate-boca mostrado ao vivo e a cores entre os ministros Marco Aurélio Mello e Luis Roberto Barroso, durante a última sessão do STF sobre o processo do mensalão, este saiu-se com a seguinte afirmativa solene: "Eu cumpro o meu dever. Se a decisão for contra a opinião pública, é porque este é o papel de uma Corte constitucional". Fica difícil aceitar, além da postura arrogante do ministro Barroso, a correlação entre contrariar a opinião pública, que implora por um desfecho deste circo dos horrores no qual se transformou o julgamento, e a finalidade da Corte. Embora seja esperado que a decisão de um juiz não deva ser influenciada por pressões manifestadas pela imprensa, não se entende como deva deixar ele de considerá-las, uma vez que os togados, embora, às vezes, deem a impressão de atuarem numa torre de marfim, também fazem parte da sociedade e em nome dela trabalham. Faz lembrar o grande Albert Einstein, quando, em 1916, embevecido pela beleza e perfeição da sua recém-concluída teoria da Relatividade Geral, ainda, à época, sem dispor de verificação experimental, o definitivo critério que a poderia consagrar, foi indagado sobre a possibilidade dos fatos da natureza não concordarem com as conclusões teóricas. Respondeu: "pior para os fatos".

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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BARROSO ‘SE LIXA’ PARA A OPINIÃO PÚBLICA

O ministro Luis Roberto Barroso declarou que não está nem aí com a opinião pública. Pergunto: a opinião pública, que é amplamente contrária a novo julgamento, está querendo uma coisa errada? Está querendo livrar bandidos da cadeia? Está querendo criar uma insegurança jurídica nunca vista neste país? Não! A opinião pública está querendo justiça. Mas parece que os juízes que votaram a favor dos embargos infringentes estão querendo que pessoas como a sra. Simone Vasconcellos continuem soltas e cometendo crimes, como ela, que, condenada a mais de 13 anos de prisão, acabou de ser pega envolvida num esquema de desvio de dinheiro do Ministério do Trabalho no valor de R$ 400 milhões. É isso que a sra. Rosa Weber e os senhores juízes querem? Aliás, não sei o que a sra. Rosa Weber está fazendo no meio dos outros quatro que votaram (e o mundo sabia que votariam) a favor dos mensaleiros. Acaso ela não se indignou ao ver sua foto de ontem na primeira página do "Estadão"? Eu me indignei! Quem sabe a ministra reflita e reveja seu voto. Afinal, temos de ter esperança até o fim. Se não o povo terá de voltar para as ruas.

Sérgio Luís dos Santos sersan@netpoint.com.br

São Paulo

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BAIXO CLERO

Quando o ministro Marco Aurélio apelida o ministro Barroso de "novato", fica claro que lá, no Supremo Tribunal Federal, também existe o "baixo clero", tal como na Câmara dos Deputados, onde só se obedece e não se opina. Com determinação e personalidade, o ministro Barroso mostrou com convicção, educação e altivez a que veio.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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‘NOVATO’

As atoardas do ministro Luís Roberto Barroso ao defender seu voto, explicando as bobagens ofensivas aos ministros que participaram da primeira fase do processo, foram um exemplo de um caráter fraco escondido atrás de uma oratória de advogado de defesa. Seu paralelismo entre a opinião pública e a de parentes dos réus, preferindo esta àquela, é de um primarismo ofensivo, confirmando o compromisso que assumiu com quem o indicou para o cargo. Vergonha, vergonha...

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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ASNEIRA

Acredito que o ministro Luís Roberto Barroso não seja pautado pela opinião pública, por que certamente não estaria falando tamanha asneira, mas, sim, que seja pautado pelo PT, que o colocou no STF para rebater e tentar infringir a lei. Mas Graças a Deus o que o ministro acha pessoalmente não interfere na votação do grande final da novela mensalão, que será decidida pelo excelentíssimo ministro Celso de Mello.

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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CONSCIÊNCIA

Se o ministro Barroso vota de acordo com sua consciência, ela está, com certeza, completamente "fora da curva" do sentimento de justiça de 200 milhões de brasileiros, para tentar salvar apenas 11, já condenados, comprovadamente bandidos.

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

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ELEIÇÕES 2014

Notícias na imprensa dão conta de que os futuros candidatos à Presidência da República em 2014 já estão mostrando as caras, fazendo arranjos políticos e montando as suas estratégias. Os candidatos mais comentados são a presidenta Dilma (PT), o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), o senador Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva, que ainda está meio enrolada com o registro do seu partido. Na minha opinião, a alternância de poder é salutar à democracia e, assim, o PT está fora, porém, eu tenho sérias restrições ao candidato Aécio Neves, que quando governador de Minas Gerais, através de um projeto de sua autoria em 2007, efetivou 98 mil funcionários não concursados. Em abril de 2011, Aécio cometeu uma infração no Rio de Janeiro por dirigir alcoolizado e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Em suma, à medida que alguns candidatos já puseram o bloco de suas candidaturas na rua, antes mesmo do carnaval, já começam as dúvidas na minha cabeça e dos brasileiros em geral.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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GUERRA NA SÍRIA

Ao mesmo tempo que os EUA exigem o controle de armas químicas em poder do governo sírio, devem parar de fornecer armas aos rebeldes que insuflam e agravam o conflito.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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MOMENTO DE DECISÃO

Segundo notícias divulgadas recentemente, a CIA tem mandado armamentos, veículos e suprimentos para os rebeldes da Síria. Quem garante que não tenha mandado também armas químicas? Afinal, para o governo que insiste em ditar regras de comportamento ao mundo, tudo é válido. E as manifestações dos dirigentes russos sobre o assunto não deixam dúvidas de que não vão aceitar passivamente mais uma invasão norte-americana. O momento, como se percebe, exige grandeza no comportamento das lideranças das principais potências mundiais. Como, fica no caso, a posição do presidente Barack Obama, Prêmio Nobel da Paz?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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UM PAÍS TÃO CORRUPTO

Penso que, se houve espionagem do governo americano sobre o Brasil, não foi por motivos econômicos, foi para descobrir como nossos políticos e governantes conseguem roubar tanto e se manter no poder. Também não acredito que tenha havido espionagem por motivo de segurança, visando a catalogar terrorista pelo mundo. Pois quem já não está caduco de saber que o atual governo do Brasil é formado por comunistas e terroristas do passado? Quem já não sabe que a maioria dos nossos políticos e os governantes da atualidade são aqueles mesmos que um dia passaram por aqui e deixaram o rastro da desordem e do terror pelas ruas? Se é que espionaram mesmo, penso que foi para saber como os brasileiros conseguem se calar diante da pilantragem de um governo tão corrupto como o que temos. Haja vista os escândalos que não param de acontecer na cúpula do poder, como este último de desvio de recursos públicos no Ministério do Trabalho. Se houve espionagem de verdade, pode ter sido para saber como é possível um povo não se importar que uma quadrilha como esta, de Lula e Dilma, continue desviando dinheiro público, operando caixa 2, elaborando dossiês, pagando mensalões a políticos, enriquecendo à custa do povo e protegendo ladrões do bando. Se é que estão espionando mesmo, é possível que descubram que o nosso país está sendo governado por ladrões que, em vez de terem voltado para suas prisões depois do indulto concedido, voltaram para casa, para se vingarem do povo e da Nação que um dia já tentou expulsá-los daqui.

Francisco Ribeiro Mendes mendes.brasilia@gmail.com

Brasília

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REAÇÕES

Na manchete do "Estadão" em 12/9 (A7) "EUA dizem que reclamação do Brasil é legítima", vemos como se reage com transparência e disposição para melhores práticas. Se fosse na mão contrária, o governo brasileiro provavelmente daria a seguinte manchete: "Não sabemos do que se trata". Por isso concluo: Brasil, um país médio que surfa na onda global ao sabor da maré e onde se investe na gastança, não em planejamento.

Wallace Andrade wallace12000@yahoo.com.br

Mairiporã

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GOVERNO QUE NUNCA SABE DE NADA

Acho que o Brasil não tem mais jeito, pois o desligamento do povo é total. Fazendo uma limpeza nos meus "arquivos implacáveis", encontrei um artigo do jornalista Mário Augusto Jakobskind, de São Paulo e, na ocasião, correspondente no Paraguai, datado de 20/2/2006 – no governo Lula –, no qual denuncia a existência da instalação de uma moderna base de comunicação com sofisticada tecnologia capaz de monitorar um raio de ação que abrange todo o território nacional e muito mais – na Tríplice Fronteira da estratégica região do Chaco, no município paraguaio de Mariscal Estigarribia. Portanto, diante de tal denúncia, do que o governo e a imprensa estão reclamando e fazendo tanto alarido, se nenhuma providência tomaram na ocasião?

João Roberto Gullino jrobertogullino@gmail.com

Petrópolis (RJ)

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O BRASIL E A AMÉRICA DO SUL

O Brasil, em vista de sua realidade geográfica e territorial, acha-se irremediavelmente "ancorado" à América do Sul. Essa inexorabilidade, contudo, não nos obriga a agir como nossos vizinhos nem a seguir-lhes em seus "tropeços" e idiossincrasias terceiro-mundistas, anacrônicas e ideológicas. Nós falamos, a maioria deles "habla", a minoria com outros falares é pouco expressiva. Nós esforçamo-nos por entendê-los, eles pouco estão a "ralar-se" para nos entender. Ultimamente participamos de vexames coletivos, por solidariedade, por incompetência e por ideologia terceiro-mundista. Que pena que esta República, com seu 200 milhões de almas, não siga o exemplo de nossos civilizadores. Portugal, em sua imensa pequenez, como diz Fernando Pessoa, sempre confrontou a grande e potente Espanha, desde os idos de Afonso Henriques até os tempos de Aljubarrota e do poderoso e cruel Filipe II de Espanha, que só nos dominou por ter-nos faltado Dom Sebastião, desaparecido em Alcacer-Kebir. Ó tempora ó mores. Hoje o Brasil, esse gigante nanico por culpa de sua atual escol (?), segue os caudilhos e os arrivistas destas tristes terras meridionais

Mario Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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O OLHO DO DONO

O governo pretende criar um e-mail nacional com base nos Correios. Muito obrigado, mas prefiro continuar sendo espionado pelo Tio Sam a ser espionado por Lula, Dilma & Petralhas.

Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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EVERYTHING

E então, presidente Dilma, recebeu a cartinha de Barack Obama, com juras de amor eterno? Prometendo tudo, tudo, tudo! Ou, melhor, everything? Por favor, não se preocupe com os crimes a que Lula se referiu, eles já foram anistiados há muito tempo.

Ulysses Fernandes Nunes Junior Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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SABOTAGEM

Dona Dilma não tem muito argumento para reclamar da espionagem e risco de sabotagem na Petrobrás, pois quer maior sabotagem sobre o prejuízo de operar no vermelho na distribuição de combustível ante a alta do dólar (R$ 900 milhões mensais), ou os repasses para a fundação (de) Sarney, ditos filantrópicos ou culturais, ou ainda o cabide de emprego para a cumpanheirada?

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com

Jales

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O BRASIL ESPERNEIA À TOA

Foi instalada, no Senado Federal, a CPI sobre a espionagem do governo americano em e-mails e telefonemas de brasileiros. O programa "Fantástico", da Rede Globo, revelou que um dos alvos foi a presidente Dilma Rousseff. A presidente da comissão será Vanessa Grazziotin, do PC do B do Amazonas. O relator, Ricardo Ferraço, do PMDB do Espírito Santo. Foi pedida proteção policial para o jornalista Glenn Greenwald e seu companheiro, David Miranda, que moram no Brasil. Foi Greenwald quem divulgou os documentos repassados por Edward Snowden sobre o sistema de espionagem. Será que a comissão vai convocar o presidente Obama para dar explicações? Tanta coisa importante para ser tratada de interesse social e o Senado vem perder tempo e dinheiro do contribuinte com estapafúrdia CPI? Senadores, vão procurar o que fazer de útil ao País, para justificar a continuação do Senado Federal. Há poucos meses os jovens saíram às ruas para reprochar, entre outras coisas, a inoperância do inchado Congresso Nacional. Agora, os moucos senadores se lançam numa jornada estabanada em torno de um grande besteirol como se fossem um bando alucinado de Dom Quixote, tentando combater moinhos de ventos. Para isso, o PT e os chaleiristas do governo não desperdiçam os holofotes da propaganda eleitoral da presidência da República. Por outro lado, a presidente da República até que está gostando desse negócio de espionagem no Brasil. Só assim ela bufa nacionalismo para tentar recuperar pontos nas pesquisas de seu governo. Ademais, é uma baita idiotice tentar peitar os EUA. Somente os insipientes ignoram os estratagemas das grandes potências. Ou os iluminados senadores pensam que a quantidade de satélites das grandes potências perambula na órbita terrestre apenas em missão científica?

Júlio César Cardoso juliocmcardoso@hotmail.com

Balneário Camboriú (SC)

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DESEMPREGO CONTRADIZ DILMA

Em seu discurso de 7 de Setembro a presidente Dilma enalteceu a geração de empregos no País, enquanto indicadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram piora gradativa no mercado de trabalho. Nem precisava estudo da FGV para diagnosticar o que vem acontecendo nos semáforos da capital paulista, com cada vez mais vendedores oferecendo bugigangas aos motoristas. Esse sempre foi um dos maiores indicadores de desemprego, muito antes de os estudos mostrarem.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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OS MESMOS ERROS

O sério sofrimento que vivencia a Europa – rescaldo da crise sistêmica da economia neoliberal globalizada que atinge o planeta de 2008 para cá – é emblemática. O desemprego de jovens, em torno de 62%, e 120 milhões de europeus em risco de pobreza e exclusão social fazem com que nos acautelemos, para não cometermos os mesmos erros que as lideranças do Velho Continente praticaram nas últimas décadas.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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FHC NA ABL

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Fica a pergunta: por acaso FHC é um "homem das letras"? Ele publicou algum romance – seja digno de nota ou não? FHC merece todo respeito como intelectual e sociólogo, mas não é o que se pode chamar de "escritor". O mesmo se diga do jornalista Merval Pereira ("Globo"), que foi para a ABL sem qualquer credencial de escritor. Ser um bom leitor ou intelectual não credencia ninguém a se tornar "imortal" da ABL, a "Casa de Machado de Assis". A ABL precisa ser revista e valorizar os verdadeiros escritores. Só deve ter entre seus membros "homens de letras", e não políticos ou jornalistas que não são, nunca foram e que jamais serão escritores. A ABL se desvaloriza e perde a sua essência quando escancara suas portas para os não escritores lá ingressarem. O ex-presidente José Sarney já é da ABL há vários anos. Do jeito que a coisa vai, não será surpresa se os ex-presidentes Lula e Collor se tornarem novos membros da ABL.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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ALÍVIO

A posse do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso na Academia Brasileira de Letras nos dá uma sensação de alívio, a despeito de outro ex-presidente, senador e um dos últimos (será que último?) coronel da política brasileira fazer parte desta distinta casa que leva o nome de Machado de Assis.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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PAVONICE

Fernando Henrique Cardoso, um pavão finalmente de fardão. Será um orgulho, peça rara, dentro da Academia Brasileira de Letras. Cadê o Ibama?

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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FIGURINO

Uns vestem o fardão da ABL, outros se preparam (esperamos) para aquele de listas, dos "irmãos petralha".

Marly N. Peres lexis@uol.com.br

São Paulo

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IMORTAL

O recém-imortal empossado na cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras (ABL), Fernando Henrique Cardoso com certeza despertou interesse e aguçou a ambição do ex-presidente Lula. Portanto, poderemos aguardar que na próxima sucessão a ser realizada provavelmente teremos o quarto presidente a vestir o fardão da instituição, nem que para isso tenha de se mudar seu estatuto. Pois Lula em nenhuma hipótese quer deixar de fazer o que até então Fernando Henrique Cardoso fez ou faz, não é?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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JOSÉ SERRA E RENOVAÇÃO

O artigo de José Serra de 12/9 ("Tempos brutos, tempos sórdidos", A2) demonstra que ele ainda não se livrou do ranço da época da revolução. Está, portanto, despreparado para um Brasil que enxerga à frente, sem mágoa, revanchismo e ódio. Precisamos de gente nova.

Ivo de Almeida Prado Xavier ivoaprado@terra.com.br

São Paulo

 

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