Fórum dos Leitores

MENSALÃO

O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2013 | 02h11

O 'day after'

Depois do voto decisivo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, a ser divulgado provavelmente na quarta-feira, a sociedade brasileira não será mais a mesma: ou se sentirá invadida por uma euforia de esperança e confiança na atuação da Justiça ou desanimada e perplexa em relação ao crédito, provavelmente a fundo perdido, concedido aos artífices e coordenadores do maior esquema de corrupção política, com recursos públicos, da História da República. Como será nosso "day after", luminoso ou tenebroso?

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

Hora de mudar a História

O ministro Celso de Mello brindou-nos inúmeras vezes com verdadeiras aulas de saber, cidadania e boa moral. Agora está entre a coerência de seu formalismo e a possibilidade de tornar efetivas as sentenças que proferiu com tanta sabedoria. A Nação escandaliza-se com as artimanhas para que o Supremo Tribunal seja neutralizado e nivelado por baixo. Em nome do direito de defesa perdem a Nação e a cidadania. Os efeitos dos crimes de colarinho branco são menos saúde, menos educação, costumes e valores deturpados. O sistema de nomeação dos ministros leva à desconfiança do comprometimento dos novos membros da Suprema Corte. Pode-se presumir que tenham sido encomendadas absolvições. Não fosse por isso, por que reabrir o processo? O ministro Celso de Mello não deve submeter-se a esse jogo. Se o meliante de colarinho branco não temer a lei, não se emendará, continuará transgredindo e ainda estimulará outros a fazê-lo. Esta é a oportunidade de o STF fazer História - a do Bem vencendo o Mal.

DALTON LUIZ DE LUCA ROTHEN

dalton@deckrep.com.br

São Paulo

Momento de decisão

Prezado ministro Celso de Mello, ou se instaura a moralidade no País ou a corrupção e os desmandos terão passe livre para a consecução de seus objetivos maléficos.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

'Marginais do poder'

Ministro Celso de Mello, três coisas devem ser feitas por um juiz: "Ouvir atentamente, considerar sobriamente e decidir imparcialmente" (Sócrates). Assim, esperam os brasileiros de bem que V. Exa. declare seu voto dando um basta nessa imoralidade com a qual "marginais do poder" - expressão usada por V. Exa. em 1.º de outubro de 2012, quando proferiu seu rigoroso e histórico voto - queriam golpear a nossa frágil democracia e, com um projeto criminoso, transformaram o Congresso num balcão sujo de negócios. Que sejam eles punidos exemplarmente com o rigor da lei.

AGNES ECKERMANN

agneseck@gmail.com

Porto Feliz

Quadrilheiros

Se, como disse o decano do STF, Celso de Mello, em 2 de agosto de 2012, os acusados estavam empenhados em "formação de quadrilha no núcleo mais íntimo e elevado de um dos Poderes da República com o objetivo de obter, mediante perpetração de outros crimes, o domínio do aparelho do Estado e a submissão inconstitucional do Parlamento aos desígnios criminosos de um grupo que desejava controlar o poder...", pergunto: os corruptores conhecemos, e os corrompidos?

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

São Paulo

Cármen Lúcia e a isonomia

A ministra Cármen Lúcia deu-nos uma aula de Direito ao pronunciar o seu voto contrário ao acolhimento dos embargos infringentes quando argumentou, com muita propriedade e saber jurídico, a questão da isonomia, ao comparar um mesmo julgamento, com as mesmas acusações e pelos mesmos crimes, com e sem o foro privilegiado - neste caso, terminando no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sua última instância, onde não há previsão dos famigerados recursos ora em discussão. Seria uma situação sui generis, pois o criminoso julgado culpado pelo STJ iria para a cadeia e o julgado pelo STF teria direito a novo julgamento. Ou seja, além de ter o privilégio de ser julgado pela instância máxima do Judiciário, ainda teria um novo julgamento pela mesma Corte, caracterizando um verdadeiro disparate: duas situações absolutamente iguais quanto aos crimes, mas com desfechos díspares. Só esperamos que o ministro Celso de Mello, no seu voto, leve em consideração, entre outros argumentos jurídicos, a isonomia levantada por sua colega Cármen Lúcia.

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Desempate

Cinco juízes, mais um, estão a um passo de dizer a nós, o povo brasileiro, se é melhor ser ladrão e ter um bom advogado ou se continuamos a acreditar num País de trabalho e honestidade.

ROBERTO CASTIGLIONI

rocastiglioni@hotmail.com

Santo André

Mensaleiros

A decisão do STF vai reafirmar que a Justiça só prende pobre. E não adianta culpar as leis, pois não há lei que resolva a interpretação favorável ao réu quando ele é poderoso e contrária ao réu quando é pobre.

ALBERTO COELHO

coelho.av@gmail.com

Mairiporã

Embargos da vergonha

A última esperança, minha e da maioria dos brasileiros, de que existia no Brasil alguma expectativa de justiça está indo para o esgoto da corrupção impune. Até então, o STF, salvo os votos de ministros comprometidos, vinha dando algum alento de que as coisas poderiam mudar neste país. Mas, não. Vieram novos ministros, também de pouca fé, que estão sacramentando a vergonha e a impunidade. A conclusão já é consagrada: a Justiça no Brasil só funciona para pobres e ladrões de galinha. Agora temos o time completo da descrença no País: os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário (com raras exceções). "Nunca mais veremos país algum."

ADEMAR RAVAGNANI

ademar.ravagnani@uol.com.br

São Paulo

STF

Estava bom demais para não terminar em pizza. Vergonha!

ANGELO ANTONIO MAGLIO

angelo@rancholarimoveis.com.br

Cotia

Olhos vendados

No julgamento do mensalão, fica mais do que provado que a Justiça é cega!

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

UM FIO DE ESPERANÇA

Com o placar de 5 a 5 entre favoráveis e contrários à admissibilidade dos embargos infringentes na Ação Penal 470 (mensalão), restou adiada para esta semana a definição sobre um possível novo julgamento de vários réus do mensalão. O voto de Minerva caberá ao ministro Celso de Mello, decano dos magistrados da Corte Suprema. Que, ao prolatar seu voto, o ministro tenha em conta a dimensão de seu significado para todos os brasileiros que anseiam pelo fim tanto da impunidade quanto da eternização dos feitos nos tribunais. Justiça tardia nada mais é do que injustiça institucionalizada.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

*

EMBARGOS INFRINGENTES

Roberto Jefferson é tão inocente quanto José Genoino e José Dirceu e João Paulo Cunha? Haverá, para ações penais para réus com menos influência política, embargos infringentes? É correto querer fazer correções de fundamento em sede de embargos infringentes? O reexame do julgamento dos 11 réus em embargos infringentes de decisão de plenário não é uma tentativa de alcançar a prescrição da pretensão punitiva do Estado? Não estariam querendo, como sempre fazem em nome da ampla defesa, do devido processo legal, do contraditório e do princípio de inocência - utilizando-se de todos os meios processuais possíveis e alegando tribunal de exceção -, convencer o povo brasileiro da inocência de José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha? Alegação de erros produz um tribunal de exceção?

Fábio André Balthazar fa-balthazar@bol.com.br

São Paulo

*

O COMEÇO DO FIM

Já há indícios sobre um possível novo julgamento do mensalão. Se os Supremo Tribunal Federal optar por esse caminho, será o começo do fim de tudo quanto conhecemos por senso de justiça. Só para dizer o mínimo!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

*

A CAMINHO DA PRESCRIÇÃO?

Será desolador se os réus do mensalão saírem vitoriosos na sua malandragem assassina. Sim, porque toda verba pública que é desviada por suas excelências, e que os torna homens ricos e felizes, falta nos hospitais, na educação, na segurança, tira a dignidade do povo traído. Quando ouvi o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, lamentando-se por condenar José Genoino, literalmente pedindo desculpas por ter de fazê-lo - se ia condená-lo é porque algo de muito grave Genoino fez, não? -, pensei estar diante de um caso perdido, pois os erros cometidos por políticos são banalizados, coitados, gente fina que se engravata, os famosos colarinhos brancos inimputáveis, gente não comum, com tolerância para barbarizar e acabar com o Brasil. Muita tristeza e frustração de perceber que a nossa mais alta Corte pode não ser capaz de enjaular criminosos, que são a origem dos problemas que mais afligem a Nação - coisa reconhecida por eles - e que tornam Banânia cada vez mais Banânia. A falta de justiça, de homens e mulheres que a dignifiquem, é o primeiro passo de nosso atraso, de nosso sofrimento, da vitória da injustiça que mata, que desmoraliza, que humilha. Ministros Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Marco Aurélio Mello, meu respeito e minha admiração. Os outros ministros que já aceitaram os infringentes que me desculpem, mas encontraram com seus votos um jeito de respaldar sua perniciosa tendência de inocentar bandidos amigos ou aqueles ideologicamente alinhados. Mais chance para os réus se defenderem? Defenderem-se de que, se já está tudo exposto, tudo esmiuçado, tudo debatido? Sua desonestidade e sua culpa já foram comprovadas! A esperança de um país com ordem e progresso se acabará de vez pelas mãos daqueles que deveriam devolvê-la para nós, caso os infringentes sejam aceitos. E a história da roubalheira continuará a se fazer pelas mãos dos mesmos. Ministro Celso de Mello, o decano que tanto nos entusiasmou com seus discursos moralizadores e palavras duras contra a delinquência política, que Deus o proteja!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

*

UM BRASIL FRUSTRADO

Senhores da Suprema Corte de Justiça do Brasil, antes mesmo de saber o resultado dos votos dos embargos infringistes da ação do mensalão, afirmo: é por cenas como as que vimos na quarta-feira que, todos os anos, milhares de brasileiros escolhem mudar de país. Quem tem vergonha na cara e meios vai embora. Dependendo da decisão desta semana, uma grande e nova leva de brasileiros deverá deixar o País. Não há esperança que resista ao que passamos aqui.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

*

UM NOVO STF

Somente os crédulos e inocentes acreditavam que a absolvição da quadrilha seria impossível. Bastava analisar superficialmente a "escolha" de alguns ministros pela "presidenta".

Jose Roberto Marforio bobmarforio@gmail.com

São Paulo

*

SEM PRESSÃO

Se alguns ministros se sentiram pressionados, depois do dia 7 de setembro ficaram à vontade para serem chefes pizzaiolos. Que venha a pizza, para regozijo do povo brasileiro, que ficou em casa no 7 de setembro.

Cecília Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

*

A MAIOR PIZZA DE TODOS OS TEMPOS

No fatídico dia 11/9/2013, o STF aqueceu o forno para, em breve, talvez servir a todos os honrados contribuintes brasileiros a maior e mais amarga pizza das últimas décadas. É isso aí, trabalhadores brasileiros, paguem seus impostos de renda, pois para uma pizza desse tamanho muita grana tem de estar disponível nos cofres da União.

Joao Paulo Lepper jp@lepper.eco.br

Rio de Janeiro

*

NA LINGUAGEM DO FUTEBOL

No placar do mensalão, o jogo está empatado em 5x5. A última cobrança ficará a cargo do ministro Celso de Mello: se depender da vontade da maioria dos brasileiros, o time dos mensaleiros vai jogar dentro do campo do presídio da Papuda.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

A EXPERIÊNCIA CONTRA O NOVATO

Marco Aurélio Mello, em seu discurso de quinta-feira, proferiu seu voto contra esta camarilha do PT e foi simplesmente extraordinário, de uma lucidez de raciocínio fenomenal, principalmente quando o juiz petista Luis Roberto Barroso disse que não se importava com a opinião pública. Em poucas palavras e com inteligência, Marco Aurélio fez com que seu interlocutor pedisse arrego e se diminuísse de tamanho. E quando Barroso também sugeriu que Mello imaginasse que fossem os réus um parente que estivesse sendo julgado, aí, sim, Marco Aurélio foi cruel até, informou ao aprendiz que um juiz não pode julgar parentes até de terceiro grau - todos sabemos disso, e um magistrado do Supremo não sabe? Parabéns ao ministro Marco Aurélio Mello e a todos os que votaram contra a corrupção.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

*

DINHEIRO PELO RALO

A pendenga está empatada em 5 a 5. O ministro Celso de Mello (o mais antigo da casa) está com o voto de Minerva. Bem, até quarta-feira, a pressão irá subir. Ele já manifestou que aceita que sejam aprovados os embargos infringentes de 12 dos 25 réus. Portanto, mais dinheiro dos contribuintes jogados no esgoto com novo julgamento, que acabará numa pizza do tamanho da Lua cheia.

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

*

O CUSTO DO JULGAMENTO

No dia 12 de setembro, o processo de mensalão teve sua 53.ª sessão. Pensando unicamente no custo financeiro para os contribuintes, com base no orçamento anual do STF, e contando os dias úteis e o total desviado do processo, chega-se a um número impressionante: todas as 53 sessões custaram a nós, contribuintes, o valor de R$ 114.580.221,40 (cento e quatorze milhões de reais e "alguns quebrados"). O total apurado pelo procurador-geral no processo é de R$ 70 milhões. Ou seja, o custo do julgamento (até agora) é quase o dobro do valor desviado. Só no Brasil mesmo.

Fernando Baccari fernando@agenciavegas.com.br

São Paulo

*

A VENEZUELA É AQUI

O totalitarismo petista, tal qual a Venezuela, passa primeiro pela simulação de democracia e depois pela derrubada das instituições para o controle da Nação. Compraram o voto do povo através de esmolas, corromperam o Congresso Nacional para, depois, ridicularizá-lo. Estão neste momento promovendo o descrédito da mais alta corte de justiça, através de pelegos disfarçados de juristas, equiparando-a aos políticos, e, por fim, virá o controle da imprensa, projeto antigo da dupla Franklin & Dirceu. Não há respeito por regras, leis, obrigações e compromissos, todos os meios valendo por um único fim: transformarem-nos em mais uma República bolivariana. A República Velha brasileira tinha todos os defeitos, mas algumas virtudes: sabia-se quem era quem politicamente, incluindo a imprensa...

Márcio Luongo marcioaluongo@gmail.com

São Paulo

*

A FÁBULA DA JUSTIÇA

Era uma vez um país que tinha esperança na justiça. Que queria ver os ricos e poderosos punidos, não por vingança, mas por igualdade, para sentir que o povo era tão gente quanto os poderosos e os poderosos também eram povo. Mas, no final da história, o povo descobriu que a justiça tinha dois pesos e duas medidas, e que a pena para os pobres é rápida e infalível, enquanto a justiça para os poderosos pode um dia acontecer, sempre tarde demais. E o medo é muito maior do que o respeito pelos "homens de preto". Amedrontar não deixa de ser uma forma de tortura, de ameaça. E Delúbio tinha razão...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

*

NOVOS MINISTROS

Que triste! A mais alta corte da justiça também nos decepciona. A "presidenta" Dilma, para ganhar mais essa, colocou três "chapas" (Luis Roberto Barroso, Rosa Weber e Teori Zavascki) para ajudarem outros três amigos da mesma linha, e assim tudo acabará na famosa pizza. Meu caro dr. Joaquim Barbosa, honesto no Brasil, não está com nada. Decepcionante.

Vilma Frediani Moura vilma.frediani.moura@terra.com.br

São Paulo

*

VÍRUS

Desperta, Brasil! "lewandowskitoffolibarrosozavasckiweber", esse novo vírus, de transmissão generalizada, localizado dentro do Supremo Tribunal Federal (STF), é mortal. Não estamos conseguindo nos livrar da raiva, doença infecciosa, aguda e mortal provocada por ele. É pior que o rábico, o vírus do cachorro raivoso. Atentem todos, pois ele está colocando o Brasil à beira de uma bancarrota.

Leômidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

*

PALHAÇADA

No julgamento do mensalão - que já está virando verdadeira palhaçada -, para nós, brasileiros de bem, esta verdadeira "corja" é culpada, independentemente da decisão final deste STF desmoralizado. Esses políticos corruptos não têm a mínima moral e representam, infelizmente, a sua grande maioria.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

*

EMPATE ESTRANHO

Coincidência ou não, os cinco votos favoráveis aos condenados do mensalão são dos ministros declaradamente simpatizantes do PT. Ora, desta casa esperamos justiça de verdade, sem meias verdades, sem embargos demorados - ou não há outros julgamentos pendentes? Tanto tempo neste lenga-lenga? E vem um ministro dizer que, "se fosse um filho nosso, votaríamos por um novo julgamento"? Os réus já foram julgados, grande ministro! Estão querendo mudar uma decisão alinhavada, demorada, com direitos exaustivos de defesa, advogados pagos com valores exorbitantes, e por nós, ou não? Portanto, passou da hora de este tribunal ser formatado realmente por juízes concursados, com notório saber jurídico, nunca escolhidos por políticos. Dá vergonha ver este placar, que, a meu ver, mostra os reais interesses dos que votam a favor de embargos. Chega, gente, está passando da hora de mudarmos, dando exemplos sadios à sociedade.

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

*

ESPERANÇA EM RISCO

É uma decepção para o povo brasileiro consciente a declaração na mídia de autoridade que diz que o Supremo não deve ouvir a opinião das ruas - dos manifestantes de bem. Toda autoridade é indicada pelos representantes do povo, logo, no mínimo, é prudente ouvi-la (a opinião pública). Isso nos reporta a uma democracia em coma. Neste julgamento do mensalão, que a esperança dos brasileiros honrados não seja frustrada, as mudanças políticas que o povo consciente prefere são candidaturas de pessoas honradas, que não se deixem corromper.

Maria Luiza Azzallini Medeiros profm.luiza@bol.com.br

São Paulo

*

ERRO DE AVALIAÇÃO

Houve um erro de avaliação extremamente lamentável, pelo STF. A decisão sobre os embargos infringentes deveria ter precedido o julgamento. Isso evitaria toda essa expectativa e uma quase certa e profunda frustração, com entendimento de que terá havido um afrouxamento de última hora, caso o voto faltante traga um novo e vagaroso julgamento.

Ulysses Fernandes Nunes Junior Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

*

BRASIL, REINO DO PERDÃO

A única certeza que temos no empate e futura vitória no julgamento dos mensaleiros no STF (12/9) é que o PT, com seu líder máximo, Luiz Inácio Lula da Silva, aparelhou e avacalhou o Supremo Tribunal Federal, nomeando ministros comprometidos com o projeto de perpetuação no poder dos chefes do mensalão. Agora não há mais dúvidas, legisladores elaboram um número monstruoso de leis para confundir o povo e, na hora derradeira, os ministros e juízes escolhem a melhor lei, norma ou decreto para inocentar criminosos a pedido de seus padrinhos políticos. Cadeia no Brasil, somente para ladrão de galinha. Aliás, no Brasil não existem mais rebelião e fugas de presídios, condenados saem nos feriados e não voltam.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

*

MOTO PERPÉTUO DO MENSALÃO

A aceitação dos embargos infringentes pelo STF significa a possibilidade de novo julgamento dos mensaleiros, novo acórdão ao final do novo julgamento, novos embargos de declaração e infringentes relacionados ao novo acórdão. Retoma-se então um novo julgamento pela aceitação do segundo embargo infringente, que permitirá um novo julgamento. Após o acórdão do terceiro julgamento haverá novos embargos de declaração e novos embargos infringentes, o que permitirá novo julgamento, e estará instalado o "moto perpétuo de Paganini". Melhor seria escutarmos o moto perpétuo original do compositor do século 19. Aproveitaríamos a música do gênio do violino, que tinha pacto com o diabo, com cordas de sons sedutores, feitas com a as tripas de sua amante, por ele assassinada. O representante musical do mensalão estaria bem de acordo com o ambiente criado no julgamento.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

*

NA PIZZARIA DO SUPREMO

A sessão do mensalão é igual uma pizzaria. Na entrada: "Boa noite, meu nome é Barbarrosa e o segurança do restaurante". "Não se preocupe, aqui não tem nenhum bandido." (Risos). O pedido: "Amor, você quer pizza de quê?". "De Embargos Infringentes." Depois do jantar na pizzaria: "Querida, sobraram algumas fatias de...". "Ah, guarda para o barrozinho, para o Levan&*%@*#, para tia Weber e para o tio Teori Za&*%@*#. E não esqueça do Teofilozinho!". Elogios aos cozinheiros: "Ei, garçom, qual é o nome do cozinheiro? A pizza estava ótima...". "Ah, é o seu Dirceu. Um genoíno pizzaiolo, é Dilma categoria só. Aqui, em São Paulo, só ele para dirigir aquele foro, quer dizer, forno." "Você sabe me dizer qual tempero que ele usa?" "É secreto. Mas acho que leva um pouco de Donadon e sais locupletados de(a) coalizão." "Você sabe dizer, para a saideira, se ele pode preparar uma porção de lula frita?" "Ah, acho que sim, mas ultimamente tá difícil de pegar lula."

Werly da Gama dos Santos gama_eamsc@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

*

ATÉ O ÚLTIMO RECURSO

O processo denominado de mensalão está colocando a Corte maior do Brasil numa evidência que de certa forma não é muito proveitosa. Os votos de cada juiz não podem ser pautados por influência político-partidária. E cada um deles precisa fundamentar o seu voto dentro de um conceito estritamente jurídico. Mas há ainda duas questões que são extremamente importantes, ou seja, todo réu tem o direito de usar de todos os artifícios legais antes de ser declarado definitivamente culpado ou inocente. Mas há manifestações de alguns segmentos sociais que fazem questão de ignorar esse princípio. E por fim, mais uma vez se faz necessária a busca de mecanismos que abreviem a tramitação das investigações e dos processos.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

FILME

O mensalão e Zé Dirceu, seu chefe e seus asseclas, vão virar filme. O título já está definido: "11 homens e um sem dedo".

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

*

DIRCEU E AS ELITES

Se você pertence ao PT, mesmo que seja ladrão, corrupto e indecente, não se preocupe. Se for pego com a mão na massa, o STF saca uma carta da manga: o embargo infringente! Agora, se você for pobre, favelado, afrodescendente e for acusado de algum crime, mesmo sem prova contundente, pode ter certeza: vai para a cadeia realmente! O Brasil não existe mais como República democrática, tudo por culpa das elites, e não do PT, segundo Zé Dirceu. Por falar nisso, o clã Sarney, Michel Temer, Collor de Mello, Renan Calheiros e Maluf são das elites ou do povão? Afinal, todos eles são aliados do PT.

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

*

QUEM SÃO ‘AS ELITES’?

José Dirceu aponta as "elites" como culpadas pela sua condenação. Pergunto: quem são as elites? José Dirceu tem casa num condomínio na cidade de Vinhedo, considerado de alto padrão, e apartamento na Vila Mariana, em São Paulo. Não seria ele também parte das "elites"?

Ecilla Bezerra ecillabezerra@gmail.com

Peruíbe

*

CORRUPÇÃO E O JEITINHO BRASILEIRO

Sob o comando da administração petista, fatos escabrosos demonstram que nosso país não vai nada bem. Fraudes milionárias no Ministério do Trabalho. Corrupção na cúpula da Fundação Bando do Brasil. A Construtora Delta, como sabemos, está sendo investigada e impedida de participar de concorrências públicas, por causa de fraudes. Estrategicamente, monta uma subsidiária, a Técnica Construções, que fica habilitada a participar de novas licitações de novas obras. Afinal de contas, o que o petismo está fazendo com o nosso país? Nossa presidente, quando faz seus pronunciamentos costumeiros, só falta dizer que dentro de curto espaço de tempo teremos um padrão de vida comparável ao dos países nórdicos. Para colorir mais esse quadro desolador, 12 mensaleiros estão na iminência de ganhar novos julgamentos pelo STF. Dá para acreditar?

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

*

MAQUIARAM A DELTA

Causa muito espanto o fato de justo a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo estar entendendo que as proibições da empresa Delta de atuar na esfera federal não valem para a esfera estadual, como se a esfera pública federal não contenha a esfera pública estadual, como mostra a matéria "Procurador paulista libera Técnica, ex-Delta" (12/9, A8). Sem contar que apenas uma maquiagem burocrática não faz de uma empresa inidônea uma empresa idônea.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

*

NA FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL

Acusados de corrupção receberão aposentadoria de R$ 25 mil mensais e mais um bônus de até R$ 1 milhão! Isso é punição ou será mamata?

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

*

TUDO COMO DANTES NO QUARTEL DE ABRANTES

O ex-ministro Carlos Lupi desligou-se do Ministério do Trabalho em dezembro de 2011, depois de ter sido acusado de envolvimento com o desvio de dinheiro público e logo depois que a Comissão de Ética Pública da Presidência da República recomendou à presidenta Dilma a sua saída da pasta. A presidenta Dilma, que na época não acatou a recomendação da comissão e aguardou que o ministro se demitisse, resolveu reabilitá-lo em março deste ano, indicando o secretário-geral do PDT, Manoel Dias, que é intimamente próximo ao presidente Carlos Lupi, como novo titular da pasta do Trabalho. Na última terça-feira, o número 2 do ministério, o secretário-executivo Paulo Roberto dos Santos Pinto, um dia após a Polícia Federal ligá-lo a um novo esquema de desvios de recursos dentro do ministério, que podem ter chegado a R$ 400 milhões, pediu demissão e deixou claro que o Ministério do Trabalho nunca deixou de ser administrado pelo PDT de Carlos Lupi, que por isso mesmo é um partido da base aliada do governo Dilma, e que o esquema de desvio de verbas públicas implantado por Lupi continua forte e firme dentro do ministério, sem ter nunca mudado das lubrificadas mãos do presidente do PDT.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

*

FAXINA MALFEITA

Na realidade, todo o governo se tornou um antro de ratazanas, onde parece destoar a atitude de parte do STF, por um erro de Lula, que imaginava que também este estava devidamente "aparelhado".

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

*

COTA NO ITAMARATY

A diplomacia do Brasil é reconhecida internacionalmente por alta qualificação dos diplomatas e independência (pelo menos em boa parte) do governo, pois a diplomacia não é reinventada a cada quatro anos. Dois casos recentes do Itamaraty fazem com que paremos para pensar no nível da diplomacia atual e aonde poderá ser levada. O primeiro, mais do que discutido, é o do asilo ao senador Roger Pinto no Brasil, com Eduardo Saboia como protagonista. O segundo é a abertura de cotas raciais e deficientes físicos para o Rio Branco em 2011, que fez com que fosse declarado afrodescendente um indivíduo de cútis clara e olhos verdes. Aonde esse sistema de cotas irá nos levar? Será que manteremos o alto nível de diplomatas se aprovarem pessoas que não estão plenamente capacitadas e só foram aprovadas por não terem uma perna? Alerta aos brasileiros.

Felipe da Silva Prado felipeprado39@gmail.com

São Paulo

*

O SUS DE VERDADE E O SUS DE MENTIRA

No mesmo dia em que a presidente Dilma disse na imprensa frases de repúdio às pessoas contrárias ao programa "Mais Médicos" sem o exame Revalida, reportagem na TV mostrou que o Sistema Único de Saúde (SUS) não tem seringas descartáveis para distribuir aos portadores de diabetes e que necessitam de doses diárias de insulina. A portaria determina que seringas descartáveis devam ser reutilizadas até oito vezes. Repito, "oito vezes"! Será que o governo tem noção das consequências dessa falta? Todos sabem que à população carente falta tudo, inclusive noções de higiene pessoal, imaginem desinfecção de seringas. Sabem também que portadores de diabetes são mais suscetíveis a inflamações e até gangrena, sem o devido cuidado. Gostaria de perguntar à presidente Dilma se, quando tratada da triste doença que a acometeu anos atrás, ela gostaria que o hospital Sírio-Libanês reutilizasse seringas em seu tratamento. Com diabéticos é a mesma coisa. Nem precisa responder, basta saber se os tais médicos cubanos saberão tratar diabéticos sofrendo de graves consequências pelo descaso do Ministério da "Saúde". Fora que as consequências não ficariam muito mais caras ao País do que distribuir as tais seringas? Isso comprova que existe um SUS de verdade e um SUS de mentira, alimentado pela propaganda enganosa.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

NO SUS, HOMEM MORREU DUAS VEZES

Os casos do homem que teria sofrido uma operação cesariana (parto), da mulher que extraiu a próstata e do paciente que morreu duas vezes, denunciados pelo programa "Fantástico", da Rede Globo, que obteve as informações diretamente nas fichas de pagamento de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), demonstram a falta de controle, um dos motivos da crise e da corrupção reinantes na saúde pública brasileira. Auditores do próprio SUS estimam que menos 30% das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH) apresentam irregularidades. Só nesse setor, o órgão despendeu mais de R$ 11 bilhões no ano passado. Sem fraudes, poderia ter atendido mais pacientes com o mesmo dinheiro. Alguns procuram justificar o superfaturamento com os baixos valores da "tabela SUS" de procedimentos médico-hospitalares. A justificativa não é válida, mas o SUS precisa manter suas tabelas atualizadas com os custos dos serviços, encaminhar qualquer indício de irregularidade ao Ministério Público e apurar criteriosamente os mecanismos de controle para evitar que fraudes grosseiras como as agora descobertas continuem levando para mãos indevidas o dinheiro público destinado à manutenção do serviço de saúde. Sem isso, tudo continuará do mesmo jeito...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

DA PROPAGANDA À REALIDADE

A Confederação Nacional do Transporte (CNT), chapa-branca do governo federal, aponta em pesquisa que 73,9% dos entrevistados apoiam a vinda de médicos estrangeiros para trabalhar no SUS. Convém lembrar que o dinheiro gasto em propaganda tem a função de convencer a população de que o programa Mais Médicos vai realmente resolver o problema das pessoas. Que bom, torço para que isso ocorra de fato, pois em breve muitas pessoas deixarão de pagar convênios e poderão ter um tratamento eficaz na saúde pública.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

INTERESSANTE

Há mais brasileiros inscritos para a viagem a Marte, só de ida, do que médicos brasileiros para trabalhar nos rincões do País. Por quê? Será que não se esqueceram de algum equipamento? O Ministério da Saúde não adverte: não faça do seu médico uma arma, a vítima pode ser "usted".

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

*

SOLIDÁRIOS?

Os médicos cubanos dizem que vieram ao Brasil para ajudar, por solidariedade, sem se importar com dinheiro. Ora, o Haiti está precisando mais de solidariedade do que nós. A Somália precisa de ajuda, o Sudão também, além de muitos outros países africanos. Quem acredita que é apenas por solidariedade? Isso está parecendo discurso pronto, imposto pelo governo de Cuba: ou aceitam, ou se dão mal. Desertar, nem pensar. A família fica na ilha, como refém. É lastimável que o governo brasileiro tenha criado essa situação. É mais uma demonstração de um governo que não sabe o que fazer.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

*

A SANGRIA SÍRIA

Na sangria síria, há alguma diferença entre civis serem covardemente assassinados por armas químicas ou convencionais pelo assassino regime Assad?!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

*

QUE NÃO SE REPITA O HORROR

Homens, mulheres e crianças deitados, mortos e espumando. Isso voltará a acontecer, caso uma força internacional não iniba as ações monstruosas de Bashar Al-Assad, por meio de procedimentos interventivos, cuidadosos e adequados, tal como se expressou o presidente Barack Obama. Quem se guia pelo velho discurso antiamericano (justificado em episódios do passado) será tomado por algum sentimento humano ao rever essas cenas estremecedoras da mais elementar sensibilidade?

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

REFUGIADOS

Crescem os pedidos de refúgio no Brasil por causa da guerra na Síria. Nem entendo a necessidade disso num país onde entra quem quer e que resolve o problema da imigração ilegal legalizando quem estiver ilegal. Mesmo assim, as estatísticas oficiais são piada pronta, há quem se sinta confortável na ilegalidade. Acho que o Brasil, neste caso da Síria, deve acolher tantos quantos queiram vir, desde que sejam cristãos: já que é para viver num país predominantemente cristão e construído no cristianismo, eles terão mais facilidade em se adaptar, em construir uma nova vida (precisam estar dispostos a isso), assim haverá menos chances de terem, ou pior, criarem problemas (devemos pensar nisso também). Sem falar que a grande comunidade sírio-libanesa que já existe por aqui lhes favorece este direito e ajuda na adaptação. Mas muçulmanos, por favor, procurem a Arábia Saudita, a Turquia, o Egito, é o melhor que fazem, para eles e para nós. Aprendam a viver em paz primeiro, e a respeitar o diferente. Exigir respeito à diferença aqui é fácil, quero ver os mesmos ajudarem a garantir a reciprocidade no oriente próximo. E basta de gente que tem o passaporte brasileiro apenas por conveniência.

Antonio Cavalcanti da Matta Ribeiro antoniodamatta@ig.com.br

São José dos Campos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.