Fórum dos Leitores

POLÍTICA EXTERNA

O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2013 | 02h15

Visita inoportuna

Parabéns à presidenta Dilma Rousseff pelo cancelamento da visita aos EUA, programada para o mês de outubro. O presidente Barack Obama tem problemas mais relevantes para tratar no momento, como os casos da Síria, dos desabrigados das enchentes no Colorado e, agora, dos assassinatos na base da Marinha em Washington.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Balanço

Com o cancelamento da viagem de Dilma aos EUA, o presidente Obama e sua equipe ainda não têm a mais remota noção do que não estão perdendo.

MAURÍCIO RODRIGUES DE SOUZA

mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

Economia

Bem faz Dilma em não viajar para os EUA. O Brasil certamente economizará boa grana. Aliás, bem faria se cancelasse todas as outras viagens. Muito passeio!

PAULO TARSO J. SANTOS

ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

É muito bom mesmo a presidente não ir aos EUA, pois todos sabemos que nas viagens internacionais ela costuma utilizar de 50 a 60 quartos em hotéis de alto luxo. Não indo, os pobres contribuintes não terão de arcar com essas despesas enormes.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

Atitude correta

Corretíssima a atitude da presidenta Dilma de cancelar a viagem aos EUA, em represália pela invasão da privacidade no nosso país. Da forma como a espionagem norte-americana anda tão intensa, provavelmente o presidente Obama já estava ciente da decisão antes mesmo de a presidenta Dilma divulgar o cancelamento/adiamento da visita.

HABIB SAGUIAH NETO

saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

Nem tanto...

Sem dúvida, a decisão de Dilma de cancelar sua visita aos EUA não foi, politicamente, a melhor opção. Em primeiro lugar, por serem os EUA nosso melhor parceiro comercial. Em segundo lugar, pelo intercâmbio tecnológico e científico existente. Em terceiro, pelos grandes investimentos vindos de lá que beneficiam o Brasil e as nossas empresas. E, em quarto, pelo grande volume de turismo entre os dois países. Dilma deveria, sim, fazer-se presente e mostrar o seu descontentamento com o ocorrido, reforçando o fato de continuar no aguardo de uma explicação lógica e convincente, sem a qual poderia, aí, sim, tomar medidas mais drásticas, se é que existem.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Americanos de prontidão

Em razão da espionagem pela Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA, Dilma ainda vai atacar os americanos - com borduna e estilingue. Preparem-se!

EDWARD BRUNIERI

patricia@epimaster.com.br

São Paulo

Espionagem

Assinante do Estadão há décadas, se não me falha a memória, li que o serviço de inteligência do Brasil era um dos mais conceituados no mundo e, salvo melhor juízo, nos últimos dez anos ele foi sendo desativado.

WILSON LINO

wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

Dúvida existencial

O que é melhor, ter os servidores de internet que me atendem localizados nos EUA e, possivelmente, monitorados pela NSA, ou tê-los no Brasil e, certamente, monitorados pelos "éticos" governos do PT? Além de pela NSA, se eles assim o quiserem...

ANTONIO CLAUDIO LELLIS VIEIRA

lellisvieira@gmail.com

São Paulo

MENSALÃO - O DIA D

A última batalha

Ministro Celso de Mello, a sociedade brasileira já definiu o 18 de setembro de 2013 como o Dia da Batalha Final. Ademais, a cidade de Tatuí (SP) quer e merece entrar para a História como detentora de um filho que salvou o Brasil e sua jovem democracia.

JOSÉ DA SILVA

jsilvame@hotmail.com

Osasco

Vai, ministro!

Celso de Mello deve dar o seu voto hoje e a Nação ressurgirá das cinzas em sua moral e ética ou se enterrará mais ainda nos escândalos, com a impunidade escancarada. Mas resta-nos uma fagulha de esperança. Caso o ministro se baseie em seu último pronunciamento, quando disse que o Supremo Tribunal foi bonzinho demais na imputação das penas, então acho que deverá escolher votar contra os embargos infringentes, assim a Nação respirará aliviada. Vai, ministro!

JOSÉ LUIZ MARTIN

jluizmartin@yahoo.com.br

São Paulo

Direito e justiça

Se o ministro Celso acolher os embargos infringentes, estará interpretando a lei, mas não fazendo justiça. E teremos a consagração da impunidade no Brasil.

FABIO DE ARAUJO

fanderaos@gmail.com

São Paulo

Risco institucional

Hoje Celso de Mello pode causar uma crise institucional, levando o povo contra os três Poderes. O risco de insegurança jurídica no País é enorme. Que Deus e o povo brasileiro o iluminem.

ROBERTO CINTRA LEITE

rcl@cintraleite.com.br

São Paulo

ENERGIA ELÉTRICA

Esclarecimento

Com relação à matéria Jirau negocia suspensão de compra de energia (11/9), a Interligação Elétrica Madeira esclarece que a Linha de Transmissão 600 kV Coletora Porto Velho-Araraquara 2 C1 e C2 obteve o termo de liberação parcial para operação comercial provisória integrada ao SIN emitida em 30/8 pelo ONS. Esse termo autoriza o início do pagamento da Receita Anual Permitida e reconhece que as funções transmissão do contrato de concessão 013/2009 estavam liberadas para início da operação em teste a partir de 1.º/8/2013.

GERSINO SARAGOSA GUERRA, diretor da IE Madeira

guerra@iemadeira.com.br

Rio de Janeiro

N. da R. - A informação a respeito da data de operação da linha de transmissão do Rio Madeira foi dada pelo presidente da Energia Sustentável do Brasil, Victor Paranhos, e confirmada pelo diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp.

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UM DIA DECISIVO

Será que vamos terminar o dia 18 de setembro descobrindo que o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, deu o cano no povo brasileiro, julgando favoravelmente ao pleito do grupo de criminosos que ousou atentar contra a nossa democracia, os mensaleiros, ou será que vamos estar nas ruas comemorando uma grande vitória da vontade popular, e o renascimento da esperança de tempos melhores para o nosso Brasil?

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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O BRASIL NAS RUAS

Nesta quarta-feira histórica e decisiva, o Brasil vai novamente às ruas, seja para comemorar a histórica vitória da justiça ou para condenar a vergonhosa decisão. Aceitar os embargos infringentes e reabrir o julgamento do mensalão é crime de lesa-Pátria!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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É CONSTITUCIONAL?

O ministro Celso de Mello, ao proferir seu voto na aceitação ou não dos recursos infringentes, como decano do nosso mais alto tribunal e, portanto, guardião da nossa Constituição, deve pautar sua decisão sobre se a aceitação de tais recursos naquela corte é ou não é constitucional e lembrar-se de que os réus tiveram todas as oportunidades de defesa e gastaram fábulas de dinheiro, que ninguém sabe de onde veio, com advogados caríssimos.

José Renato Nascimento

jrnasc@gmail.com

São Paulo

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VOTO DE MINERVA

Estão nas mãos do ministro Celso de Mello o futuro democrático do Brasil e também o seu passado honrado durante tantos anos com juiz no STF. Se votar em favor dos embargos, está decretada oficialmente a impunidade no Brasil. Então, o último que sair, por favor, apague a luz!

Edward Brunieri

patricia@epimaster.com.br

São Paulo

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HERÓI

Um país que chega a um ponto em que precisa de um herói merece ser salvo?

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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PLACAR

Hoje teremos um placar apertado (5 x 6) no STF. Serão admitidos, então, os embargos infringentes desta votação?

Cristina Hesketh Braun

ch.braun@globo.com

São Paulo

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VOTO ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA

Durante o julgamento do mensalão, aprendi a admirar o ministro Joaquim Barbosa, que teve uma atuação brilhante como relator, e o ministro Celso de Mello, por suas primorosas intervenções. Na última sessão, os ministros Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello tentaram colocar o decano numa "saia justa", demonstrando extemporânea preocupação com a imagem do STF, já que o primeiro foi acusado por Joaquim Barbosa de possuir capangas e o outro teve triste participação no caso Cacciola. O povo brasileiro demonstra um evidente cansaço com este julgamento, incluindo o PT, que torce para que ele acabe a fim de evitar mais desgastes políticos. Entretanto, por motivos absolutamente técnicos, parece que Celso de Mello acatará os recursos infringentes e, caso isso aconteça, não será por sua culpa que o julgamento se estenderá, e sim por culpa dos ministros que votaram equivocadamente nas diversas sessões do STF. O decano Celso de Mello é um ministro acima de qualquer suspeita.

Wilson Haddad

wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

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QUESTÃO DE COERÊNCIA

Os ministros lulopetistas do STF se pautaram pela coerência na votação os embargos infringentes. Isso não tem nenhuma novidade, pois já era esperado. Agora depende do bom senso do decano Celso de Mello para mandar os corruptos para a cadeia, ou, caso contrário, além de simplesmente inocentá-los, é bem provável que ainda tenhamos de indenizá-los por danos morais.

José Pedro Zanetti

zanettao@yahoo.com.br

Rio Claro

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ENCONTRO COM O BRASIL

O ministro Celso de Mello tem hoje um encontro com o País, porque a providência ou não decidiu que o voto decisivo seja o seu. Como tenho acompanhado, como cidadão, o trabalho exaustivo desta Corte, e conheço o seu comportamento em todas as suas intervenções, peço ao ministro que, entre o Direito e a Justiça, decida com a Justiça, vetando os embargos infringentes, anseio da maioria dos brasileiros. Se a Justiça não vencer, infelizmente, o ministro será derrotado por um Zé Dirceu.

Eduardo Augusto de Campos Pires

eacpires@terra.com.br

São Paulo

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O MENSALÃO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Será que o Supremo Tribunal federá?

Ary Nisenbaum

aryn@uol.com.br

São Paulo

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POR ORA

A par da previsão de Arnaldo Jabor ("O.k., Dirceu, você venceu"), poderíamos por ora acrescentar: "É isso aí, Tatuí".

J. B. de Souza Freitas

jbdesouzafreitas@gmail.com

São Paulo

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DIA D

Quem ouve Rui Falcão, presidente do Partido dos Trabalhadores, falar pensa que o PT tem o seu próprio Supremo Tribunal, pois ele consegue transformar em réus os ministros que condenaram os "santos" José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e João Paulo Cunha. Eis sua fala: "Quatro companheiros de maior valor... foram condenados injustamente, linchados moralmente". Prefiro a fala do ministro Celso de Mello dita em 22/10/2012, ao condenar José Dirceu e mais nove réus por formação de quadrilha: "Em meus 44 anos de atuação no meio jurídico nunca encontrei um caso em que o delito de formação de quadrilha se apresentasse tão nitidamente caracterizado". O dia D é hoje e ficará marcado para sempre na memória dos brasileiros, seja pelo voto a favor da Justiça ou pelo voto do corporativismo. Aguardemos.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O DIREITO E A JUSTIÇA

Optar pelo julgamento técnico é perfeito e merece aplausos. Porém, muitas vezes, juízes abandonaram isso para julgar em prol do bom senso e da Justiça. Já vi muitas vezes o eminente juiz Celso de Mello decidir pela absolvição do acusado, ignorando o aspecto técnico que apontava para a condenação. Isso considerando que a justiça e o bom senso devem prevalecer sobre a tecnicalidade. O que vemos na lei é que, mesmo havendo o artigo às vezes claro ou não para a aceitação de argumentos, pode-se votar em contrário, por questões da consciência, justiça e bom senso, para não perpetuar o julgamento dos réus ou não absolvê-los, na pior das hipóteses. Repito, aqui, a frase do grande jurista uruguaio Juan Eduardo Couture Etcheverry, descrita pelo leitor José Francisco Graciola, em carta publicada no "Estadão" de 16/9/13: "Teu dever é lutar pelo Direito, mas no dia que encontrares em conflito o Direito e a Justiça, luta pela justiça". Ninguém tem dúvida, nem o STF, na sua maioria, de que os réus do mensalão são culpados, e não deverá ser uma questão técnica que irá livrá-los da culpa de ter subtraído milhões do povo. Eles devem ir para a prisão agora, pois condenados já foram, tanto pelo Supremo como pelo povo, e direito de defesa já tiveram por longo tempo. Eles tiveram longo tempo para recorrer e tudo o que agora querem é protelar o julgamento por tanto tempo quanto for possível para, se não conseguirem a diminuição da pena, tornar caduco o processo em questão.

Walter Lúcio Lopes

wll@uol.com.br

São Paulo

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A SOLUÇÃO

A decisão está com o ministro Celso de Mello, no desempate de 5x5 na questão dos embargos infringentes. Conhecemos sua competência, honestidade e independência, mas, embora já tenha falado, em 2012, em favor da aceitação desses recursos, não podemos aceitar que o ministro aprove tal medida hoje, pois seria o desastre total do descrédito da justiça pela sociedade brasileira. Aumento da corrupção, impunidade e a desesperança tomarão conta dos que acreditavam que ricos e poderosos seriam finalmente punidos com prisão fechada por seus crimes. Portanto, ministro, como Merval Pereira, em seus artigos, tem dito que o senhor estaria "refletindo" sobre o assunto, esperamos que não nos decepcione, mesmo porque os cinco votos dos ministros contrários aos infringentes (Barbosa, Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Marco Aurélio) são de ministros de elevada respeitabilidade e competência. Todos eles estariam equivocados em suas análises? Além disso, quando se fala na Lei n.º 8.038/90, que não prevê esses recursos no STJ e, conforme a imprensa divulgou recentemente, deixou mantê-los no STF em 98 por decisão da CCJ da Câmara dos Deputados, não seria o caso de se considerar inconstitucional, pela falta de isonomia entre os dois tribunais superiores, de que falaram Cármen Lúcia e Marco Aurélio? Talvez esteja aí a solução para salvar o mensalão.

Luiz Nunes de Brito

rosahollmann@rocketmail.com

Rio de Janeiro

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IGUAIS E DESIGUAIS

Parafraseando o escritor George Orwell, gostaria de perguntar ao ministro Celso de Mello se ele é igual ou desigual. Por quê? Aqueles que votaram a favor dos "embargos infringentes", para mim, devem ser chamados de iguais. Portanto, saberemos hoje a que grupo o sr. ministro pertence.

Marcos Antônio Scuccuglia

sasocram@ig.com.br

Santo André

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CRENÇA NO MINISTRO

Espero que o ministro Celso de Mello não me decepcione. E ele pode reconsiderar o entendimento, porque uma coisa é opinar em tese, outra é julgar um caso concreto. Quando ele se pronunciou no ano passado, embora neste mesmo processo, o cabimento dos embargos não estava em julgamento.

Jorge Carrano

carrano.adv@gmail.com

Niterói (RJ)

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PARA A HISTÓRIA

Os livros de História do Brasil poderão, a partir desta quarta-feira, contar com um novo personagem, ao lado dos seus mitos. O voto do ministro Celso de Mello terá o condão de criar um novo José Bonifácio, o Patriarca da Independência, ou então um Calabar, o traidor da Pátria...

Caio Augusto Bastos Lucchesi

cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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SALVAÇÃO DO BRASIL

Está nas mãos do ministro Celso de Mello a salvação do Brasil. O governo PT (Lula/Dilma) comprou o Congresso Nacional, sobre o qual tem absoluto domínio. Com o voto pelos embargos infringentes e a sua propalada aposentadoria, estará entregando também o Poder Judiciário, só faltando comprar mais um ministro, para obter a maioria no Supremo. Feche com chave de ouro a sua tão bela história, caro ministro, e adie sua aposentadoria pelo bem do Brasil.

Aurélio Batista Paiva

aureliobpaiva@gmail.com

Brasília

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O POVO EM VIGÍLIA

Milhões de brasileiros aguardam com expectativa o resultado desta, de por si, absurda votação pelos embargos infringentes. Celso de Mello, não brinque com o povo!

Humberto Boh

hubose@gmail.com

São Paulo

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O DIA DA PIZZA

A história da pizza teve início com os egípcios. Acredita-se que foram eles os primeiros a misturar farinha com água, isso há mais de 5 mil anos. Aí vieram os italianos, que a incrementaram, inclusive com a introdução do tomate, ingrediente obrigatório na sua feitura. Porém, nessa época, a pizza ainda não era redonda. Já no início do primeiro milênio, em Nápoles, berço da pizza como a conhecemos, surgiu o termo "picea", indicava um disco de massa assada com os mais variados ingredientes por cima. No Brasil, a saga da pizza teve início com a chegada dos imigrantes italianos, isso lá pelos idos de 1875. A partir de 1985, comemora-se o dia da pizza em 10 de julho. Uma longa e bela história. Pois é, mas agora vamos incrementar essa massa toda, ou melhor, a pizza, com algo mais sério. Ou seria triste? O certo é que um comentarista de futebol nos anos 50, na cidade de São Paulo, criou a expressão "acabar em pizza", sinônimo de "marmelada", por sinal, um doce muito gostoso, mas que aqui toma ares de coisa mal feita, enganação, meio astucioso a que se recorre para burlar alguém. O ano agora é 2013, e estamos no Planalto Central, mais precisamente em Brasília, no ar, prenúncio de que tudo na mais alta Corte do Judiciário do País, o Supremo Tribunal Federal (STF), acabará em pizza. Vamos aguardar a opinião do ministro Celso de Mello acerca dos embargos infringentes. Será um novo dia da pizza para o nosso país? Será que teremos mais de 200 milhões de brasileiros ludibriados?

João Bosco Costa Lima

boscogyn@hotmail.com.br

Trindade (GO)

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NÚCLEO MINISTERIAL

No processo do mensalão, além dos núcleos político, publicitário e financeiro, surge com muita forca e cara de pau o núcleo ministerial, que já conta com cinco membros. Cuidado, Lewandowski, o "novato" Barroso vai tomar o teu lugar. Está saindo melhor que a encomenda.

Márcio Rocha Gomes

rochagomes15@gmail.com

São Luís

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INSPIRAÇÃO

Como milhões de brasileiros, espero ardentemente que o ministro Celso de Mello se inspire na figura histórica de Thomas More ("O homem que não vendeu sua alma"), quando for pronunciar seu voto de Minerva no processo do mensalão. É a vez de Sua Excelência entrar na história, como herói ou bandido.

Geert J. Prange

prange@sul.com.br

Paranaguá (PR)

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PERVERSO DEMAIS

Espero que após a decisão do ministro Celso de Mello, se por acaso for diferente do que a maioria do povo brasileiro espera, ele não torne cômoda sua resolução pedindo em seguida sua aposentadoria. Seria uma perversidade dupla para conosco!

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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BRECHAS DA LEI

Excelentíssimo e respeitado ministro Celso de Mello, como todos sabemos, os mensaleiros atuaram de maneira deliberada e voluntária. Com a certeza de que, se fossem pegos, teriam as benesses das "brechas" da lei. Por que essas "brechas" devem sempre beneficiar o malfeitor? Por que essas mesmas "brechas" não podem ser utilizadas para fazer justiça e puni-los? Com a devida vênia, em breve o colegiado da Suprema Corte terá maioria esmagadora pró-governo, as absolvições serão automáticas, pois alguns ministros são verdadeiros advogados de defesa.

Mário Issa

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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CARTAS MARCADAS

Só não vê quem não quer. Nesse empate na votação em 5x5 no Supremo Tribunal Federal sobre a validade ou não dos tais embargos infringentes, que beneficia claramente os réus do mensalão, é tão evidente sua premeditação que chega a pulular. Só para dizer o mínimo!

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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EM QUAL BRASIL VAMOS VIVER?

Ministro Celso de Mello, com a vossa sabedoria, competência e honestidade, deverá ser pronunciado o seu voto para decisão do julgamento da Ação Penal 470 (mensalão). É com o seu voto que saberemos qual Brasil o senhor vai querer para que seus netos, e também os nossos, vivam num futuro bem próximo. Se o Brasil da justiça, da honestidade e da moralidade ou o Brasil da corrupção, da ladroeira e da mentira. Com a palavra e o voto, o digníssimo senhor ministro Celso de Mello.

Antônio Carelli Filho

toni.cafi@hotmail.com

Taubaté

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INDEPENDÊNCIA

A independência pessoal e profissional do ministro Celso de Mello é tão flagrante, marcante e irretocável que não aceita insinuações, intimidações ou pressões. Muito menos lições de juristas por correspondência. Vestais grávidas que assolam diversos setores da vida nacional, sobretudo na política.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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ABACAXI

O ministro Celso de Mello perdeu a oportunidade de ter posto um ponto final nesta celeuma toda na última quinta-feira. Mesmo que o presidente Joaquim Barbosa não lhe tenha dado a oportunidade de ler o seu voto naquele momento, ele poderia aproveitar as entrevistas que concedeu logo a seguir e declará-lo. Não teria nada demais. Claro que S. Exa. está sendo pressionado por todos os lados, a começar por quem o apadrinhou no STF, o ex-presidente José Sarney, hoje um aliado de Lula. Como disse o ministro, que seu voto já estava decidido, poderia tê-lo anunciado e o Brasil já teria assimilado fosse qual fosse a sua decisão. Agora tem um enorme abacaxi nas mãos: descascá-lo e servi-lo ao povo. Ou servi-lo aos amigos? Eis a questão.

Cássia Moreira

cassiamoreiras@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

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TRIBUNAL ORDINÁRIO

Se o voto do ministro Celso de Mello se confirmar favorável aos embargos infringentes, hoje, os mensaleiros estarão esfregando na cara de todos os brasileiros o que significa fórum privilegiado: um tribunal onde as decisões sempre se adaptam aos interesses dos poderosos. Com isso, o STF estará retornando à curva e deixando de ser supremo para se tornar um tribunal simplesmente ordinário. Suprema, só a nossa vergonha!

Jorge Manuel de Oliveira

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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DESVIANDO DA PRESSÃO

O processo do mensalão a cada momento apresenta fatos que motivam grandes espaços na mídia. E por uma coincidência, fica por conta do ministro decano do STF a definição de encerramento ou não do processo nesta quarta-feira. E a mais recente manifestação do ministro Celso de Mello foi muito sugestiva. Ele declara que acolher recurso não significa absolvição. Um recado a todos os que tentam influenciar o seu voto, o que, se acontecesse, seria mesmo a desmoralização da Corte Maior e, por extensão, da democracia que tanto se apregoa e que é mais do que necessário ser preservada.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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TOLERÂNCIA ZERO

O momento é de seriedade, serenidade e, sobretudo, de responsabilidade na Suprema Corte. Acolher a tese de novo julgamento seria transformar o Supremo numa casa de tolerância de recursos protelatórios em crimes de extrema gravidade, já que a sociedade está no limite de sua intolerância contra a impunidade, de modo que, ao agir, os magistrados devem levar em conta a tolerância zero para delitos de corrupção e malversação do dinheiro público.

Carlos Henrique Abrão

abraoc@uol.com.br

São Paulo

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DESEMPATE

Está nas mãos do ministro Celso de Mello (STF) o voto que determinará o futuro da corrupção no Brasil. Se contrário aos embargos infringentes, teremos a certeza de que a Justiça realmente está sendo passada a limpo, mas, se favorável, veremos que o mensalão não passou de pura ilusão. Foram condenados à cadeia políticos influentes e banqueiros, réus da Ação Penal 470, veredicto só aplicado até então aos chamados ladrões pés-de-chinelo. Feito comemorado por todas as classes sociais, sem distinção. Porém, mesmo condenados, graças ao libelo acusatório, irretocável, do Ministério Publico, que provou a participação dos maus elementos em fraudes contábeis, lavagem de dinheiro, peculato, etc., cinco juízes da Suprema Corte entendem que os predadores do erário devem ter um novo julgamento, o que poderá resultar na redução das penas. Assim, se prevalecer esse descalabro, a corrupção, que já anda desenfreada, vai degringolar de vez, para a alegria de políticos inescrupulosos e de pessoas oportunistas, pois a impunidade será institucionalizada.

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hhotmail.com

Jundiaí

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SENSATEZ

Esperamos que o ministro Celso de Mello tenha sensatez para condenar aqueles que dilapidam o erário, corrompem a Nação e prejudicam a sociedade mais carente. Não acredito na ressurreição de criminosos. Novo julgamento pode deixar prescrever crimes de quadrilha. Assim como a urna não absolve delinquente, esperamos que o STF não dê sobrevida aos delinquentes do mensalão.

Júlio César Cardoso

juliocmcardoso@hotmail.com

Balneário Camboriú (SC)

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STF X EMBARGOS INFRINGENTES

Desejos comuns do puro e dos impuros. E nós? Ah, esqueçam.

Adilson Mencarini

adilsonmencarini@uol.com.br

Guarulhos

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SENSIBILIDADE

Que o ministro Celso de Mello não pretenda ser mais catálico do que o papa. Sou um trabalhador autônomo, de 73 anos de idade, que sacrificou seus ganhos para assistir a inúmeras sessões do STF, na esperança de ver castigados aqueles que se acham acima do bem e do mal. Se o ministro votar a favor dos embargos infringentes, os malfeitores vencerão, mas o Brasil perderá. E eu não perdoarei o decano daquele tribunal: pelo resto dos meus dias devotar-lhe-ei o mais profundo desprezo e, no meu conceito, despojá-lo-ei da toga e não lhe reconhecerei notável sensibilidade ao clamor da população brasileira.

Jaime Manuel da Costa Ferreira

jaimemcferreira@hotmail.com

São Paulo

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A LEVEZA DA IMPUNIDADE

Celso de Mello, voto de Minerva que vai decidir sobre a inacreditável leveza da impunidade no Brasil.

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo

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NÃO TEM FIM

Considerando os mais de quatro votos a favor dos embargos infringentes, sugiro que, em caso de sua rejeição, apele-se aos embargos infringentes.

Ottfried Kelbert

okelbert@terra.com.br

Capão Bonito

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SENHORES E SERVOS

Neste país, vivemos hoje como se vivia no passado. Um rei gordo que comia bebia e se vestia à custa de seus súditos. Onde nobres que nem ler sabiam acusavam e jogavam nas fogueiras pessoas chamadas de bruxas porque acreditavam na justiça e na liberdade. O mundo andou, mas nós paramos no tempo. Ainda hoje "nobres" influentes vivem agarrados nas barras da corte, cometendo todo tipo de safadeza, com a certeza de que a justiça é cega e nada acontecerá com eles. Em nossa democracia os Três Poderes não existem mais, a Constituição é citada ou esquecida, dependendo sempre de como, quando e a quem aplicá-la. O povo trabalha para pagar uma quantidade absurda de impostos, sem receber nenhum retorno. Enquanto políticos desnecessários, como alguns senadores e deputados corruptos, comem bebem e moram à nossa custa. Talvez você, que recebe dinheiro para quebrar o patrimônio público durante as passeatas, deva se perguntar a quem você está servindo.

Wilson Matiotta

loluvies@gmail.com

São Paulo

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NAS MÃOS DO SUPREMO TRIBUNAL

Hoje, dia 18 setembro de 2013, é o aniversário político do Brasil. Esta data será tão sintomática que determinará que espécie de país a Nação decidiu ser. Todos os brasileiros, enfim, irão conhecer qual será realmente a vocação da Pátria. Em outras palavras, se existimos para desempenharmos um papel significativo no futuro da humanidade ou se não seremos grande coisa no concerto das Nações.

Eugênio José Alati

alatieugenio@gmail.com

Campinas

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O PODER JUDIAÇÃO

Todos os dias somos informados da cotação do dólar, do euro, das commodities, das ações na Bolsa. Qual será a cotação de uma toga?

Flavio Marcus Juliano

opegapulhas@terra.com.br

Santos

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DONADON FICOU PEQUENO

Caso Zé Dirceu, Delúbio, Genoino, Marcos Valério, João Paulo Cunha e demais mensaleiros não formarem quadrilha e suas penas forem consideradas muito altas, segundo o novo núcleo ministerial do mensalão, formado pelo ministros Luis Roberto Barroso (o "novato"), Ricardo Lewandowski, Teori Zavascki, Dias Toffoli e Rosa Weber, o deputado Natan Donadon tem de ser julgado no juizado de pequenas causas, como ironizou o ministro Gilmar Mendes.

Caoby Gaspar dos Santos

caobygaspardossantos@gmail.com

São Luís

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INDIGNOS

Ministros que colocam suas "simpatias" nos votos, no STF, não deveriam estar lá.

André C. Frohnknecht

anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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NADA MAIS HONROSO

Excelentíssimo ministro Celso de Mello, é chegado o dia. O dia em que a Nação estará atenta à transmissão da sessão do Supremo como se fosse a final do mundial de futebol, torcendo pelo Brasil. E o que é torcer pelo Brasil? É ver finalmente triunfar a justiça e que respondam por seus crimes os culpados não só de desviar dinheiro público para campanhas eleitorais, como alegam alguns, mas sim de desviar dinheiro público para enriquecimento pessoal, vida nababesca, viagens de jatinhos, jantares regados a vinhos raros e caros e dinheiro que fez e faz falta na educação, saúde, segurança, infraestrutura. Culpados por tentar manter o poder pelo poder, não importando o custo. Por comprar a consciência e o voto de pseudorrepresentantes do povo. Culpados pela corrupção que devasta nossa pátria. Lembrando Rui Barbosa: "Nada mais honroso do que mudar a justiça de sentença, quando lhe mudou a convicção".

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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SIMPLES DESEJO

Eu apenas e "muito simplesmente" gostaria que, em meu país, a Justiça tivesse a mesma chance de ser feita e cumprida que criminosos e quadrilheiros notórios têm de ser "inocentados".

Vivien Marion B. Hornett

hornettvivien@hotmail.com

São Paulo

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COLHER DE CHÁ

Será que o ministro Celso de Mello vai dar uma colherzinha de chá aos aloprados mensaleiros?

Alberto Lemos

diegoseixas@hotmail.com

São Paulo

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PRECE

Que o ministro Celso de Mello fique em paz e que Deus o ilumine, a favor ou contra. Se for a favor, com certeza a ação penal vai ser engavetada por séculos. Amém!

Maria José da Fonseca

fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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UM DIA VERDE, AZUL E AMARELO

Chegou o dia, eu já comprei a minha champanhe. E vocês?

Alessandro Lucchesi

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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LARGANDO O ABACAXI

Li no "Estadão" de 16/9 (A6) que dois amigos do ilustre ministro Celso de Mello dizem ter ouvido dele a intenção de se aposentar até o fim deste ano. Será isso verdade? Se o ministro votar a favor dos embargos infringentes, ele se retira belo e fagueiro do tribunal e deixa o "abacaxi", com casca e tudo, para os seus pares deglutirem. Isso seria o cúmulo da falta de sensibilidade, da inconsciência do clamor da sociedade por uma justiça mais justa e célere, em vista da pertinácia em uma particularidade da técnica jurídica. E como se a metade do tribunal representada pelos seus mais insignes colegas já não tivesse apresentado argumentos de sobejo para a denegação desses fatídicos embargos. Seria, enfim, o desdouro de uma aposentadoria que teria tudo para ser gloriosa e merecida do mais alto elogio, agradecimento e respeito de toda a Nação.

Aurélio Quaranta

aquaran@terra.com.br

São Paulo

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SEDE DE JUSTIÇA

Se o ministro do STF Celso de Mello já tem seu voto, é bom dizer que o Brasil também já tem seu veredicto sobre o mensalão. Apenas uma minoria deseja que tudo acabe em pizza. Vamos ver se o decano do Supremo vai votar como os novatos apadrinhados pelo PT, incendiando o País, ou se ele vai lavar a alma da Nação. Veremos como Celso de Mello vai entrar para os livros de História. Com honra ou com desonra? Com altivez ou com medo? Com decência ou com vergonha? Nesta encruzilhada, cinco máscaras já caíram e outros cinco juízes se elevaram perante a população. A balança está equilibrada entre o bem e o mal, dependendo do ponto de vista. O Brasil está diante de uma encruzilhada e, nesta quarta-feira, será decidido não só o futuro dos réus, mas o destino de um povo que cansou de impunidade e tem sede de Justiça. Deus nos abençoe.

Sandro Ferreira

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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CONFIANÇA NO JUDICIÁRIO

1) A nossa Constituição nem menciona a existência dos agravos de infringência. 2) Esses agravos ó existem no regimento do próprio STF. O voto do ministro Celso de Mello já está decidido e pronto para ser apresentado na sessão mais importante deste colendo conselho. Assim, a nossa solicitação é que, no momento de declarar a sua decisão, o ministro pense que seu voto pode permitir a milhões de brasileiros, já cansados de tantos "malfeitos", possam continuar confiando em que o Judiciário é ainda o único poder que ainda merece a nossa confiança.

Newton Castagnolli

ncastagnolli@gmail.com

Jaboticabal

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PODER DO POVO

O artigo 102 da Constituição federal diz que "compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição". A Carta Magna diz também, em seu artigo 1º, parágrafo único, que "todo o poder emana do povo". Sendo assim, e considerando que o povo, de forma reiterada, exercendo o seu poder nas ruas, manifestou repúdio aos corruptos mensaleiros, o ministro Celso de Mello, no julgamento do mensalão, deve fazer valer o papel constitucional do STF, indeferindo os embargos infringentes que beneficiariam os condenados e que infringiriam a vontade popular, que é constitucionalmente soberana. O texto constitucional é cristalino. Portanto, só resta ao ministro decano, em seu voto, guardar a Constituição, que diz que o povo - enojado da corrupção que grassa no Brasil - detém o poder.

Túllio Marco Soares Carvalho

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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CAÇAPA CANTADA?

Hoje saberemos o voto do ministro Celso de Mello, bem ao contrário de todos os votos dados pelos ministros Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, verdadeiras caçapas cantadas.

Luiz Bianchi

luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

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ORAÇÃO NO MENSALÃO

Senhor, escutai as nossas preces.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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TUDO MUDA

Amigo do ministro Celso de Mello, o advogado e professor de processo penal José Rubens do Amaral Lincoln, em texto publicado no "Estadão" de domingo (15/9, A4), relatou opinião que dera a seus alunos sobre o argumento defendido no passado pelo decano do STF a favor dos embargos infringentes, que pode ser considerada aos leigos algo auspicioso e promissor. Asseverou Lincoln que o ministro "tem precedentes a favor dos embargos, mas não está necessariamente preso a eles". Por e-mail, contou o caso ao amigo Celso acrescentando que "tudo muda, tudo evolui ou involui". A esperar que o ministro Celso pondere profundamente sobre as observações do amigo Lincoln e demonstre que não é um ser inescrutável e que sua decisão contra os infringente é inescurecível votando resolutamente e com o habitual padrão erudito. Inescusável e inopinado será o seu voto no sentido contrário, que ensejará a inexecução da prisão imediata dos réus.

Mafalda Guida Leme

mg.leme@hotmail.com

Santos

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A SORTE ESTÁ LANÇADA

"Será que evolui? Ou involui?", questiona-se o ministro Celso de Mello, a quem cabe dar o voto de Minerva sobre a viabilidade dos embargos infringentes. O decano da corte vem acentuando que não se sente pressionado e está imune a pressões. Então, ele evoluiu? O ex-ministro da Justiça do governo Sarney Saulo Ramos, recentemente falecido, cita em seu livro "Código da Vida" que o ministro Celso de Mello havia dado um voto contra José Sarney, que o nomeara por "pressão da ‘Folha de S.Paulo’, mas apenas porque a votação já estava decidida em favor do ex-presidente", que pode mudar seu domicílio eleitoral para o Amapá, onde se elegeu senador. Mello, por telefone, confessara sua atitude a Saulo (um dos articuladores da ida do seu ex-secretário na Consultoria Geral da República para o STF) e disse que, se fosse necessário, ele votaria a favor de Sarney. No ato, Saulo rompeu com Mello vociferando: "Você é um juiz de m...". Se o ministro Celso de Mello involuir quanto às suas manifestações anteriores e votar contra os embargos infringentes, acompanhando os votos dos ministros Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Carmen Lúcia, Gilmar Mendes e Marco Aurélio, elevará ao mais alto nível a imagem do STF, engrandecerá a eficácia do Poder Judiciário e ensejará à significativa parcela da sociedade acolher entusiasticamente que se fez justiça e que os padrões para condenação passarão a ser isonômicos, como prega a Constituição federal de 1988 (a multidão que foi desprezada pelo ministro Roberto Barroso verá o futuro do Brasil com outros olhos) e não verá diminuído, em absoluto, o elevado respeito e admiração que amealhou em 24 anos como ministro da Suprema Corte do País. O decano, que já divulgou sua pretensão de se aposentar este ano, não pode possibilitar que o julgamento do mensalão venha a contar nos seus quadros com um novo ministro nomeado pela presidente Dilma e que se alinhará, irrefreavelmente, aos ministros Lewandowski, Dias Toffoli e Roberto Barroso, que declaradamente exibem a superveniência dos argumentos de cunho político, ideológico e partidário sobre os de teor explicitamente técnico. Ministro Celso de Mello, "alea jacta est".

Maria Olésia Leme

mo.leme@hotmail.com

Santos

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A ÚLTIMA CHANCE

Gostaria de cumprimentar o jornalista Fernão Lara Mesquita pelo excelente artigo publicado na página A2 do "Estadão" de 17/9/2013 sob o título "A última chance". O artigo traz em seu bojo um histórico dos fatos jurídicos que precederam os famigerados embargos infringentes. O que mais me chamou a atenção foi a sinistra previsão, porém realista, feita pelo jornalista, de que a decisão desta quarta-feira a ser proferida pelo ministro Celso de Mello será um divisor de águas, que poderá nos conduzir à modernidade e sonhar com a democracia e a consagração do mérito, ou ao exílio, onde consagra o amiguismo e a esperteza, que conduzem necessariamente ao conchavo e à corrupção, como as únicas condições necessárias para o sucesso, finaliza o artigo. Que Deus nos ajude!

José Carlos Degaspare

degaspare@uol.com.br

São Paulo

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FERNÃO LARA MESQUITA

Depois de lerem "A última chance" ("Estado", 17/9, A2), Júlio de Mesquita, Julio Filho, Carlão, Júlio Neto e Ruy estão se rejubilando com texto de Fernão Lara Mesquita.

Rubens Tarcisio da Luz Stelmachuk

rtls@bol.com.br

Curitiba

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IMPORTÂNCIA HISTÓRICA

O artigo "A última chance", de Fernão Lara Mesquita, é tão importante, na história do jornal e da República, quanto o editorial "Instituições em frangalhos", de 13 de dezembro de 1968.

Raul Drewnick

rdrewnick@gmail.com

São Paulo

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O CHILIQUE DE DILMA ROUSSEFF

A presidente do Brasil cancelou seu encontro que teria em outubro com o presidente Barack Obama, nos EUA, em razão da suposta, mas não provada, espionagem do governo do Tio Sam sobre ações do governo brasileiro, incluindo Dilma Rousseff e também a Petrobrás. Essa decisão da presidente é mesquinha e vexatória para diplomacia brasileira. Não que não se deva pedir explicações sobre as possíveis bisbilhotagens. Mas cancelar um encontro oficial com um tradicional e mais importante parceiro comercial é uma decisão amadora, nada republicana e prejudicial ao nosso país. Já que os EUA, ao longo da nossa história, foi o país que mais investiu por aqui, implantando empresas das mais renomadas, como nos setores automobilístico, farmacêutico, etc., transferindo tecnologia, propiciando melhora sensível na qualidade da nossa mão de obra, além de outros benefícios importantes para os nossos trabalhadores, e ainda ajudando a elevar o nosso Produto Interno Bruto (PIB), e muito também as exportações. Isso sem falar nos diversos acordos bilaterais ainda vigentes em diversas outras áreas. Suspender esse encontro é burrice, uma marca ideológica retrógrada! E ainda reflete a ausência total de traquejo diplomático e coloca picuinhas pessoais na frente dos interesses do Brasil. Se Dilma e Lula (que deve ter dado aval para essa decisão) conhecessem a história de Getúlio Vargas, que somente autorizou a continuidade da base americana em Natal (RN) durante a 2.ª Guerra Mundial, desde que o presidente americano aceitasse implantar a primeira empresa siderúrgica no País, que foi a CSN, não teriam talvez tomado essa desastrosa decisão diplomática. E hoje esse setor, ao lado da nossa agricultura, pela sua pujança, carrega nas costas os relapsos e nada austeros governos petistas... Ou seja, esta era a hora de o governo brasileiro, aproveitando este contencioso, negociar temas importantes para nosso país com Obama, assim como o baixinho Getúlio negociou, dentro de um jipe nas ruas de Natal, com Franklin Delano Roosevelt. Em contrapartida, revelando sua incoerência, o PT e Dilma nada fizeram, e ainda ficaram de cócoras para Evo Morales, que mais sabe facilitar a entrada de cocaína nesta terra tupiniquim, quando esse insignificante presidente da Bolívia recentemente colocou cães farejadores dentro do avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para conferir se transportavam drogas. Uma grande humilhação para todos nós. E no quesito espionagem, é bom dizer que o petismo tem sua larga experiência não somente contra seus opositores, mas também a própria Dilma, tendo produzido em seu ministério da Casa Civil dossiê falso contra FHC. Pobre país, nas mãos incompetentes desta gente alojada no Planalto.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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NINGUÉM SE ENTENDE

Joe Biden, vice-presidente dos EUA, foi escalado para telefonar para a dona Dilma, dona Dilma conversa pessoalmente com Obama em São Petersburgo, na Rússia, Susan Rice, assessora de Segurança Nacional conversa longamente com dona Dilma, Obama gasta 20 minutos de conversa com dona Dilma... Afinal, quem fala inglês e quem fala português nesses bate-papos oficiais, de tão alto nível? Se não falam a mesma língua, quem traduziu para quem? Será que tiveram a coragem de confiar no programa de tradução simultânea do Google? Ou será que precisaram mandar para cá a embaixadora Liliana Ayalde, que fala português fluente, só para entender o que está acontecendo?

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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SELANDO A PAZ

É ridículo que a viagem aos EUA seja incerta. O argumento da espionagem iluminou os cidadãos que prejudicam o nosso país economicamente, financeiramente, comercialmente e que arquitetam ações violentas globalmente. O candidato Peer, na Alemanha, usa isso como bandeira de campanha nojenta contra Angela Merkel. Paremos com esta palhaçada. Dilma, beije novamente Obama, agora na Casa Branca, e tudo estará em paz.

Jürgen Detlev Vageler

vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

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DOIS COELHOS E UMA CAJADADA

Dona Dilma cancelou mais uma viagem nababesca ao exterior, onde a sua corte de puxa-sacos iria causar grande prejuízo aos cofres públicos e ao seu índice de popularidade para as eleições do ano que vem, dizendo-se ofendida com a espionagem que a agência de segurança americana praticou nas correspondências eletrônicas do governo e das estatais brasileiras.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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TRADIÇÕES TUPINIQUINS

O que falta a um governo comprometido e responsável com seu povo está em passar por cima de determinadas fusquinhas. Após cancelar viagem aos EUA, pouco se importando com as importantes relações comerciais entre os dois países, o governo Dilma mostrou a grande diferença entre nós e os outros. Muito antes da denúncia de espionagem ao governo brasileiro, pipocaram denúncias de espionagem dos EUA sobre Alemanha, França, Itália, etc. O que o mundo civilizado e desenvolvido fez? Algumas poucas repreendas ditas na imprensa e só, porque eles sabem que a vitória de seus mandatos está atrelada à boa performance de sua economia, que por tabela tem os EUA como um dos melhores parceiros comerciais. Ponto! Por isso existe uma diferença estratosférica entre o governo brasileiro e o de países desenvolvidos. Esses últimos estão longe de picuinhas, fofoca e sentimento de madames injustiçadas, tudo em prol das boas relações comerciais. Ao contrario daqui, com um governo atrelado às tradições tupiniquins, que ainda pensa que governar é ficar trocando panelinhas, espelho, etc. e, se contrariado, foge para o meio do mato.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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