Fórum dos Leitores

MENSALÃO

O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2013 | 02h09

18 de setembro de 2013

Quarta-feira de cinzas para o Brasil.

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

Luto

O Brasil está de luto, perdeu seu ente mais respeitado, a Justiça.

VALDIR SAYEG

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

Supremo Tribunal Federal

O último baluarte da Justiça e do bom senso acaba de cair por terra. Venceram a farsa, a hipocrisia e a pressão do ParTido... Acabou a festa, voltemos ao trabalho para pagar com o nosso suor e a nossa dignidade os honorários da quadrilha que tomou conta do poder. Contra bandidos nós não temos vez!

KÁROLY J. GOMBERT

gombert@terra.com.br

Vinhedo

Nós e eles

É o nosso Brasil e o Brasil deles. Nós somos maioria. O Brasil deles não atende ao interesse de toda a população. Como resolvemos isso? Ou nos curvamos à meia dúzia? Como fica?

ARTURO CONDOMI ALCORTA

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

'Vox populi'...

E o ministro Celso de Mello passou 99% do tempo, antes de proferir seu voto, tentando provar que a voz do povo não é a voz de Deus.

ATTILIO CERINO

attiliocerino@yahoo.com.br

São Paulo

Decepcionante

Em um pouco mais de duas cansativas horas o ministro Celso de Mello causou imensa decepção à grande maioria dos brasileiros, a parcela bem informada e bem formada ética e moralmente. Na primeira parte de sua peroração, prolixa e empolada, como de seu feitio, procurou deixar claro que os juízes em geral e os da Suprema Corte em especial não podem votar segundo o clamor das ruas, os anseios populares, mas sim conforme a norma constitucional. Encaminhou seu discursivo voto para a independência e coragem que o julgador tem de ter para enfrentar o desejo do povo, que não pode ser referendado na base da pressão. Pergunto: decidir em consonância com a vontade do povo é sempre um ato de covardia? Para demonstrar independência é necessário votar sempre contra o que o povo clama nas ruas? Não há a possibilidade de haver compatibilidade, harmonia, entre sua consciência como magistrado e o que a população espera? Os cinco ministros que votaram pela rejeição dos embargos infringentes são covardes? Tiveram medo de contrariar o povo? Acho que podem convergir as livres interpretações, o livre convencimento do juiz com o que a sociedade espera e quer. Pelo visto, para o ministro Celso, são coisas incompatíveis. Depois há o seguinte: colocar o regimento interno, elaborado por juízes num papel que não lhes compete, o de legislar, afrontando a lei votada na Casa legislativa, que tem a competência constitucional para criar normas legais, é uma heresia jurídica que o STF deveria rechaçar, não endossar. A prevalência do regimento sobre lei votada e aprovada no Congresso é inaceitável. A lei não contempla os embargos infringentes, só o regimento do STF. Lamentável!

JORGE CARRANO

carrano.adv@gmail.com

Niterói (RJ)

Mellou...

"Julgamentos não podem ser contaminados por juízos da opinião pública." Mas a opinião pública pode ser - e foi! - contaminada por julgamentos destituídos de bom senso, de graves crimes praticados, e extensamente comprovados, pela quadrilha instalada no poder do País. Vergonhoso! A poliética, neologismo que deveria substituir a palavra política, está longe de ser uma realidade no Brasil.

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

Santos

Justiça cega e surda!

Ministro que julga pessoas e ignora o "clamor da multidão" não percebe que a multidão é o somatório dos brasileiros e das brasileiras. Ministro que se apega a um regimento interno e o sobrepõe à lei mancha a sua condição de guardião da Lei Maior. Existem provas contundentes dos crimes praticados. No dizer de um ministro, foram os maiores já praticados. A decisão do ministro decano fará jurisprudência que balizará a vida das nossas próximas gerações. A população brasileira está cansada dessa Justiça cega e surda!

WALMOR ZUCCO

walzu@terra.com.br

São Paulo

A Justiça é cega, o povo, não!

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Lamentável decisão

Eu já sabia, o crime compensa no Brasil! A técnica venceu a moral e os bons costumes, para deleite dos mensaleiros e simpatizantes. Parabéns ao ministro Celso de Mello. Conseguiu manchar a sua biografia e destruiu a minha crença na Justiça! Essa mancha em sua biografia jamais será esquecida.

ANA MARIA CARMELINI

anacarmelini@carmelini.com.br

São Paulo

De volta ao aconchego

Como Celso de Mello será recebido em Tatuí: herói ou vilão? Quem ainda tiver ânimo verá.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Dilma e o Judiciário

Manchete do Estadão de ontem destaca o pedido de serenidade e imparcialidade que a presidente Dilma Rousseff dirigiu ao Poder Judiciário. Na véspera da mais aguardada decisão do STF dos últimos tempos, isso não configura pressão e interferência em outro Poder? Imagine-se a reação de Dilma se Joaquim Barbosa pedisse a ela que governasse com mais agilidade, transparência e menos negociações político-partidárias...

GERALDO DE MENEZES GOMES

gdmgomes@gmail.com

São Paulo

O STF e os pedágios

Finalmente a presidente da República esclareceu as últimas nomeações de ministros no STF: "Ninguém pode querer concessão sem pagar pedágio...".

OTAVIO BERNARDES

otavio@ingai.com.br

São Paulo

Pizza mensaleira

A partir de agora não será mais obrigatório ser honesto. Locupletemo-nos todos!

SERGIO CORTEZ

cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

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MENSALÃO INSEPULTO

A decisão do ministro Celso de Mello de não findar o julgamento do mensalão fará o Brasil conviver com o odor pútrido de um cadáver insepulto velado indefinidamente no próprio Supremo Tribunal Federal (STF).

Alexandre Funck

afunck1@gmail.com

Bragança Paulista

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PIADA DE SALÃO

Delúbio Soares acertou, o mensalão virou piada de salão.

Amâncio Lobo

Amanciolobo@uol.com.br

São Paulo

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O VOTO DO MINISTRO

O ministro Celso de Mello, ao proferir o seu voto a favor dos embargos infringentes, citou a Europa, os Estados Unidos, eminentes juristas e também as Constituições brasileiras em suas várias edições como exemplos de legislações que permitem uma segunda chance aos réus que não obtenham uma decisão unânime no primeiro julgamento. Esqueceu-se o eminente magistrado de que estamos num processo - o mensalão, ou Ação Penal 470 - que já dura nove anos e que, com o seu voto, vai demorar mais alguns anos e livrará das grades um bando de criminosos que cometeram um crime seriíssimo contra a incipiente democracia brasileira. Além disso, estamos vivendo num país onde a justiça é falha por sua própria definição. A nossa justiça está emperrada e totalmente ineficiente pelos subterfúgios que oferece ao réu para prorrogar e não cumprir a pena pelos seus atos criminosos. Esqueceu-se o senhor ministro de que a sociedade brasileira está a ponto de explodir com os desmandos de uma administração corrupta e incompetente, com instituições falidas e, principalmente, com a injustiça. Enfim, nos países e nas Constituições citados pelo eminente ministro para justificar o seu voto, ninguém esperou ou espera dez anos para ser julgado. Aqui temos de ser menos prolixos e menos carolas para que os criminosos de colarinho branco possam receber e, principalmente, cumprir as penas devidas.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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GALERIA DO LIXO

Ao votar a favor dos embargos infringentes e beneficiar os mensaleiros, o ministro Celso de Mello escreve seu nome na galeria do lixo mais fétido deste país, ou seja, daqueles que têm o poder de executar a Justiça e não o fazem. Amaldiçoado seja este infeliz, que vive à custa dos nossos impostos e nada faz para merecer a posição que ocupa nem o salário que recebe.

Fernando Fenerich

ffenerich@gmail.com

São Paulo

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JOAQUIM BARBOSA VENCIDO

Quarta-feira, 18 de setembro de 2013, será um dia que ficará para sempre marcado na história do Brasil. O futuro do Brasil foi definido na base do "tudo ou nada": ou o ministro Celso de Mello votava contra os embargos infringentes (e mandava a quadrilha do mensalão para a cadeia) ou o ministro votava a favor e confirmava que os tentáculos do PT agora também controlam o STF (completando, assim, um círculo macabro de total controle dos Três Poderes da República). Tendo o ministro ficado com a segunda opção, a única coisa que resta a fazer ao ministro Joaquim Barbosa é candidatar-se à Presidência da República.

Kleber Verraes

kverraes@verraeslaw.com

São Paulo

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MENSALÃO

Infelizmente, na quarta-feira o Supremo já era supremo...

Jorge Onoda

jorge@onoda.com.br

São Paulo

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TEMPO PERDIDO

Houve um erro de avaliação extremamente lamentável e, talvez, grave do STF. A decisão sobre os embargos infringentes deveria ter precedido o julgamento. Isso evitaria toda a dramática expectativa e a grande e profunda frustração. Traz um entendimento de que houve um afrouxamento de última hora, com o voto do ministro Celso de Mello (que, tentando ser bombástico, dono da verdade e quase infalível, absolutamente não convenceu), conduzindo a um novo, sofrido e vagaroso julgamento. A atuação dos novatos poderá, e com certeza deverá, descaracterizar toda a avaliação já feita. Aliás, como já disse o ministro Marco Aurélio, um dos novatos já criticou e emitiu opiniões inoportunas, antes mesmo de tomar posse. Como efeito colateral, temos ainda que esta decisão passará a valer para os futuros julgamentos, que logo virão. "Alea jacta est!" É a história sendo feita! Momento de profundo pesar! Terríveis consequências!

Ulysses Fernandes Nunes Junior

Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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APOSENTADORIA

O mínimo que os tais "clamores da sociedade" esperam do ministro Celso de Mello no momento é que ele não se aposente após o término deste polêmico julgamento, porque, se se aposentar antes, com certeza a quadrilha colocará outro ministro totalmente alinhado a ela em seu lugar, e nenhum mensaleiro condenado amargará cadeia.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PÁGINA INFELIZ DE NOSSA HISTÓRIA

O Supremo Tribunal Federal (STF) acaba de conceder carta branca para que a corrupção continue desenfreada do Brasil, ao aceitar os embargos infringentes. Uma humilhação, um acinte para milhões de brasileiros, embora, para o ministro Luis Roberto Barroso, o povo seja apenas mais um detalhe. Condenados por provas irrefutáveis de fraudes contábeis, lavagem de dinheiro, peculato etc., 12 quadrilheiros, verdadeiros predadores da Pátria, terão uma segunda chance de julgamento e podem ficar livres do cárcere fechado. Depois desse achincalhe, dessa presepada, é impossível que ainda existam dúvidas sobre por que o Brasil vive atolado na corrupção, pois a adulação da Justiça a bandidos que assaltam ao erário é indecorosa, visível e persistente. Portanto, ex-procurador-geral da República Roberto Gurgel, eminente ministro relator, Joaquim Barbosa, e magistrados que o acompanharam no seu voto contrário ao recurso e que dignamente nos representam, lamentavelmente, "nossa Pária Mãe vai continuar a ser subtraída em tenebrosas transações" (trecho da música "Vai Passar", de Chico Buarque).

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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UM CIRCO CHAMADO STF

Hoje tem marmelada? Tem, sim, senhor. Hoje tem goiabada? Tem, sim, senhor. E os palhaços quem são?

Ariston Matos de Oliveira

matos.ariston@gmail.com

São Paulo

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BRASIL DE LUTO

O Brasil está de luto e, sem dúvidas, mais uma vez caímos em descrédito perante a opinião pública mundial após ouvirmos inúmeros argumentos insólitos e evasivos do ministro do STF Celso de Mello por horas a fio - que ressaltavam sempre e teoricamente como o regimento ressalta a importância da manutenção da justiça no País, para desta forma tentar justificar seu voto. O voto favorável aos embargos infringentes foi simplesmente uma atitude repugnante, vergonhosa, parcial e em conluio e conivente com a bandidagem política instalada no Brasil. Isso posto, chegamos infelizmente à conclusão irrefutável de que fomos enganados, iludidos e ludibriados mais uma vez, vindo o mensalão a acabar em mais uma pizza, como tudo neste país.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CHICANA

Por 6 votos a 5, os "chicaneiros" defensores dos mensaleiros derrotaram os ministros que foram contra a utilização dos embargos infringentes, que permitirão a protelação nos trabalhos e levarão à inexorável prescrição ou ao abrandamento das penas já impostas aos condenados, usando o recurso da chicana odiosa. Estamos caminhando celeremente para a impunidade total (somente para os amigos do rei e sua tutelada), por meio do regime fascista que está contaminando todos os poderes.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho

albcc@ig.com.br

São Paulo

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BANÂNIA

A nossa justiça cega dá seu primeiro passo ao abismo. A aceitação dos embargos infringentes pelo ministro Celso de Mello institucionaliza a corrupção no Brasil, transformando o roubo aos cofres públicos em nome de um projeto de poder, uma regra aceitável que sempre merecerá o direito de ser defendida eternamente, balizando outras instâncias do poder de que, no Brasil, o crime compensa. Bem-vindos à Banânia, bandidos de todas as matizes.

Peter Cazale

Pcazale@uol.com.Br

São Paulo

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A PUNIÇÃO DOS ZÉS

O ministro Celso de Mello, após filosofar, historiar e advinhar (sic) que o legislador autor da Lei n.º 8.038/90 não quis alterar o regimento interno do STF, criou um entendimento judicial que se aplica a dois Zés: aqueles julgados pelos TJ e STJ, não têm direito aos embargos infringentes; e o Zé Dirceu, julgado pelo STF. O fundamento é que o Zé julgado pelo STF não tem outra instância para apelar. Isso é um reconhecimento de que os membros da alta corte erraram julgando equivocadamente ou a consagração jurisdicional da eterna impunibilidade vivenciada no Judiciário brasileiro?

Honyldo Roberto Pereira Pinto

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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SUAS EXCRESCÊNCIAS

Para a excrescência dos embargos infringentes, temos a excelência dos supremos indecentes. O Brasil dos petralhas, de joelhos, me enoja.

Renato Otto Ortlepp

renatotto@hotmail.com

São Paulo

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LULA VENCEU

Lula jurou que se empenharia este ano com toda sua força para acabar com o julgamento do mensalão. Lula venceu, e a honra, a ética, a justiça no Brasil estão mortas!

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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BRASIL, AME-O OU DEIXE-O

Logo após tomar conhecimento da decisão do ministro Celso de Mello sobre os embargos infringentes, veio-me à cabeça uma frase da propaganda do regime militar: "Brasil, Ame-o ou Deixe-o". E, depois desta vergonhosa decisão, a segunda opção me parece a única que restou para aqueles que podem. O que mais me choca em tudo isso é como um ministro do STF que toma uma decisão desta chega em casa e consegue encarar a família com a maior tranquilidade. Será?

José Francisco Teixeira Neto

jteixeira@honkys.com.br

São Paulo

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O SIMULADOR

Em seu histórico livro "Código da Vida", o saudoso jurista Saulo Ramos chamou o ministro Celso de Mello de "juiz de merda". Isso porque este lhe telefonara para informar que a causa que defendia junto ao STF fora vitoriosa, embora tivesse votado contra, fato que provocou a frase pouco elogiosa do mestre Saulo Ramos. O pior de tudo isso é que o sr. Celso de Mello continua até hoje em dúvida sobre se evoluiu juridicamente nesse período, conforme deduz-se do diálogo mantido com o seu colega ministro Marco Aurélio Mello, na edição de 14/9 do "Estadão", em que citou Nietzsche dizendo que somente os mortos não evoluem, no que retrucou Celso de Mello: "Acho que não evoluí, será que evoluí?". Mas É lógico que não, pena que o dr. Saulo Ramos não esteja mais entre nós para dar a sua balizada opinião.

Mozart Nunes de Aragão

mozartaragao@hotmail.com

Castro (PR)

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O CRIME COMPENSOU

Como já era de esperar, o ministro Celso de Mello manteve sua "incoerência" e acatou os embargos infringentes dos bandidos do PT. Agora nos resta aguardar pela continuação desta palhaçada sem fim perpetrada pelo simples tribunal ordinário onde este processo encontra-se sendo julgado à revelia de toda uma população. Neste país de faz-de-conta, pouca coisa tem sido salva nos tempos do PT de Lula, Dilma e estes mensaleiros que, agora, estão dando as maiores gargalhadas de todos nós, que somos simples mortais, porém temos vergonha na cara. Caros Dias Toffoli, Lewandowski, Teori, Barroso, Weber e Celso de Mello, o povo saberá cobrar dos senhores por suas atitudes partidárias pró-PT! Com seus votos, fica claro que o crime, neste país, compensa, e muito!

Boris Becker

borisbecker54@gmail.com

São Paulo

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EMBARGOS INFRINGENTES

Vergonha! Vergonha! Vergonha!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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DESISTO!

Há algo de bom no desprezível e abjeto voto de Celso de Mello, ministro do STF, o Supremo Tribunal Filial, e que livrou a cara de toda uma quadrilha de criminosos petistas de alta grife cuja sanha, entre outras, era a de cometer um golpe de Estado dentro do próprio Estado! Eu, de minha parte, desisto em definitivo, em minhas pequenas atitudes no dia a dia, da minha desvalorizada (depois deste voto), mas ainda proba, cidadania em tentar transformar esta vergonha numa nação, posto que em realidade o crime aqui compensa (e como!). Assim, começarei, então, por nunca mais escrever uma carta sequer a qualquer jornal neste país, sendo esta a minha última epístola ao "Estadão" (então, amigos e inimigos, adeus!). Digo isso porque, depois deste "voto", ser um cidadão probo nesta Pátria ingrata não vale mesmo mais nada, ainda que de minha parte eu continue a fazer, como indivíduo, com a minha consciência limpa, sendo honesto em minhas práticas, obediente às leis, avesso ao "vale-tudo" em que se tornou o viver imoral neste Brasil da era lulodilmônica. Mas, pior, agora, graças ao "voto" deste ministro, nomeado ainda nos tempos de josé sarney (grafado assim mesmo, em minúsculas), com um indefectível e amargo gosto ruim na boca proveniente da extrema vergonha de ser brasileiro, game over! "O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons!" (Martin Luther King).

Paulo Boccato

pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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SAÍDAS

Instaladas a impunidade e a legalização do crime no Brasil. O Supremo Tribunal Federal, na palavra do ministro Celso de Mello, com a admissão dos embargos infringentes no processo do mensalão, acaba de entronizar e legalizar a prática de crimes, dando à quadrilha de gatunos chefiada pelo punguista-mór José Dirceu, respaldado e comandado pelo Lullarapio, a chance de reverter as penas, já aplicadas, para diminuir o tempo da condenação e livrando-os da dura cadeia, em regime fechado, no cumprimento das penas, contrariando a lei e o posicionando o Regimento Interno do STF, como a Lei Maior, que, pelo fato de não ter sido derrocado, foi muito questionavelmente e ilegalmente aplicado, na aceitação dos embargos infringentes. Infelizmente, nós perdemos a completa confiança nas cabeças e decisões dos ministros do STF. Esse tribunal era a última instância de coragem e decência na defesa dos interesses da população brasileira. As duas únicas saídas que nos restam são o porto ou o aeroporto...

Carlos A. Ramos Soares de Queiroz

soares.queiroz@terra.com.br

São Paulo

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TEMOS MUITO A APRENDER

O voto do ministro Celso de Mello marcou uma grande conquista para o pensamento político brasileiro. Não se fez o jogo de uma parte da elite conturbada pela hipocrisia. Demonstrou a maturidade e a isenção da Suprema Corte, que deixou de lado a pressão e o estrelismo aventureiro de alguns ministros. Não se fazem julgamentos com mobilizações de uma galera, como se fosse uma partida de futebol ou o final de uma dessas novelas grotescas, em busca de audiência. O nosso processo de avanço cultural ainda terá de conviver com os ranços do autoritarismo e do preconceito. Se não entendemos muito de política e os partidos ainda se sustentam no culto ao personalismo e ao caciquismo, não se justifica que o Judiciário tenha de se render às pressões sem fundamentos jurídicos das galeras e das ruas. Os votos que garantem os recursos de mandatos infringentes não salvam a alma do brasileiro, porém garantem uma caminhada mais segura em busca do respeito. Que os envolvidos no processo em julgamento sejam finalmente julgados e que se faça a justiça, na busca da verdade. Se condenados que cumpram as penas e que todos neste país possam ter direitos garantidos pela Justiça. O processo não acabou e temos muito ainda a aprender.

Sinesio Müzel de Moura

sinesiomuzel.demoura@gmail.com

Campinas

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ISSO É DEMOCRACIA

Em sua longa manifestação, colocada de forma clara e tranquila, o ministro Celso de Mello mostrou que o STF ainda merece crédito. Ele não se deixou levar por alguns juristas que de forma clara adotaram um posicionamento partidário. E nem pela pretensa pressão de uma opinião pública que atua na frente de instrumentos eletrônicos. Por certo os culpados terão de pagar pelo que fizeram, mas depois de um julgamento que não deixe nenhuma dúvida quanto aos procedimentos dos magistrados e a mais ampla defesa. Isso é democracia.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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MENSALÃO OU PIZZALÃO?

Dizer o quê? A culpa não é tanto do ministro Celso de Mello. Na realidade, desde o início do famigerado julgamento do esquema que "nunca houve", quantos ministros foram obrigados a se aposentar compulsoriamente? Enquanto isso, o sr. José Sarney, o sr. Renan Calheiros, o sr. Romero Jucá, o sr. Paulo Maluf, o sr. Fernando Collor, o sr. Jader Barbalho, entre outros, não só não se aposentam, como conseguem ser reeleitos e continuar mamando nas tetas de todos nós, brasileiros que pagamos Imposto de Renda, INSS e que tentamos sobreviver na "terra brasilis". Acho que ontem foi um dos dias mais tristes na história deste país. Que o glorioso Toffoli do "empréstimo" do Mercantil, Zavascki, Barroso, aliás, o "novato", que já conseguiu um "módico" contrato de milhões, Rosa, apesar de como apontado por Marco Aurélio Mello, a justiça não ser rosa, e o incomparável Lewandowski, que tão envergonha os paulistas e paulistanos, votariam a favor dos tais embargos, não surpreende ninguém, mas o ministro Celso de Mello não pode ser apresentado como o culpado por tal decisão, afinal, apesar de ser o último a votar, os seus pares apontados anteriormente, alguns com votos de poucos segundos com palavras bem fundamentadas, simplesmente disseram "voto com o revisor". Já que estes senhores não veem crime em compra de apoio para perpetuar um determinado partido, então é melhor pensarmos e exigirmos já uma reforma política, que acabe com a bandalheira em que se tornou este país nos últimos 10 anos e 9 meses, como nunca antes na história deste país. Estou profundamente decepcionado com a nossa (in)justiça, que não é cega, surda e muda.

Renato Amaral Camargo

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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INDIGESTÃO

Acaba de sair do forno STF a mais indigesta pizza da História do Brasil.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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PIZZADA

O "terminar em pizza", além de iminente, parecer ser eminente aqui no Brasil.

Felipe da Silva Prado

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

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O MINISTRO AMARELOU

Para quem alegou, na quinta-feira (12/9), que o seu voto não levaria nem cinco minutos para ser proferido, o ministro Celso de Mello amarelou legal, não só pelo teor e resultado do seu voto, mas também pelo tempo, por volta de 120 minutos, que levou para justificar o injustificável e, de certa maneira, oficializar o abrandamento na condenação da corrupção e da roubalheira em nosso sistema político bolivariano. Agora, depois de proferido o voto, que culminou com a substancial melhoria das condições antes desfavoráveis dos arrolados no mensalão, o povo brasileiro pode ter a certeza de que ser honesto neste país virou sinônimo de "trouxa" e que o STF, segundo o ministro Gilmar Mendes, passou a ser considerado o maior "assador de pizzas" deste país. Pobre, vergonhosa e melancólica Justiça brasileira. Para comemorar, só nos resta ir até a pizzaria da esquina, parodiando Tutty Vasques, e solicitar ao garçom um "embargo infringente de muçarela".

Antônio Carelli Filho

toni.cafi@hotmail.com

Taubaté

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SÓ POR DEUS

O julgamento do século do mensalão prometeu prisão, mas tudo indica que vai acabar em pizza de parmesão com marmelada cascão. Há muito tempo escrevi que água que lavasse colarinho branco dentro de cadeia serviria para curar todos os tipos de câncer, erroneamente ou inocentemente, talvez, acreditei, junto com os cordeiros brasileiros, que estivesse próxima a cura, todavia o previsível parece ser o mesmo. Então que siga o caixão, porque não vai dar em nada, não. Brasileiros, apelem para o Supremo Tribunal Celestial, porque num país de leis fracas como o nosso, só por Deus.

Manoel José Rodrigues

manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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‘AI DE TI, BRASIL!’

O PT implantou no Brasil a "República Sindicalista" sem disparar nem um tiro sequer. Foi mais astuto que a "cumpanheira" Dilma, que em suas atividades guerrilheiras passou por muitas e péssimas. Usou os intelectuais sem povo, que pretendiam usar a sua massa operária, e tomou o poder passando a saciar a fome de prestígio e dinheiro (principalmente dinheiro) dos "cumpanheiros", plantando-os em altos cargos nos ministérios e nas empresas estatais. Qualificação necessária? Simplesmente "cumpanheirismo". Este, sim, foi o verdadeiro "Fome Zero" implantado pelo PT. E tome escândalos bilionários em vários ministérios, na Petrobrás, no Banco do Brasil e por aí afora. O Legislativo, por absurdo que possa parecer, ficou ainda mais avacalhado com o mensalão na Câmara federal, e os "aliados" Sarney e Renan dando as cartas no Senado. Para completar a obra, o PT conspurcou o último reduto da confiança do povo brasileiro: o Judiciário. Casa com tradição de honradez e dignidade, integrada no passado por juristas da mais alta envergadura intelectual e moral, como foram Adaucto Lúcio Cardoso, Aliomar Baleeiro, Ribeiro da Costa, Themístocles Cavalcanti, Vitor Nunes Leal e tantos mais da mesma cepa, a nossa Suprema Corte foi avacalhada pelo PT com a enxertia de Lewandovski, Toffoli e outros sem militância no "cumpanheirismo", mas igualmente subservientes aos interesses petistas. Que triste epílogo para a biografia de Celso de Mello, indicado por Sarney e na mocidade colega de pensão do Zé Dirceu, que será lembrado como o ministro que "mellou" o julgamento dos embargos infringentes. "Já vi as tuas abominações, e os teus adultérios, e os teus rinchos, e a enormidade de tua prostituição sobre os outeiros do campo: ai de ti, Jerusalém." O profeta Jeremias clamaria hoje, ao conhecer a obra petista: "Ai de ti, Brasil!".

Hélio de Lima Carvalho

hlc.consult@mail.com

São Paulo

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STF

Recorrendo ao "Houaiss": infringir significa violar, transgredir, desrespeitar, logo, o ministro Celso de Mello desrespeitou a maioria do povo brasileiro ao acompanhar os votos dos ministros Lewandowski e Toffoli, declarados advogados dos mensaleiros. Para mim, foi uma vergonha, O Brasil precisa ser redescoberto e começar tudo de novo.

Dario A. Passarella

dario.passarella@gmail.com

Mairiporã

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TREVAS INFRINGENTES

O ministro Celso de Mello, sem surpresa, abriu a caixa de pandora da ignomínia, das trevas que se abateram sobre o Brasil, numa prova inconteste de que aos brasileiros honestos só resta assistir com nojo à rendição incondicional de tudo o que diz respeito a ética, a decência e a moral. Uma dúzia de mensaleiros em pouco tempo estará totalmente impune, pronta para mais um assalto aos cofres públicos. A Suprema Corte se transforma numa casa de vassalagem do governo. O Congresso, na sua sanha do toma lá dá cá, continua a aprovar tudo "o que sua mestra mandar". Vejam o caso dos 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos empresários; o financiamento de campanha política por empresas, inclusive as que prestam serviço ao governo; o financiamento para obras que são de responsabilidade das concessionárias para que o pedágio não seja majorado. Evoé Dilma, seja bem-vinda ao segundo mandato.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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TARDA E FALHA

A "quadrilha" venceu. Foi decretada oficialmente a impunidade dos aliados do governo. A máxima de que "a justiça tarda, mas não falha", aqui, se traduz em "a justiça tarda e erra", pelo menos para os poderosos e partidários do regime. Quem puder deixar este país, que o faça, pois, infelizmente, é a única possibilidade de um futuro melhor.

José Roberto

jrldevita@hotmail.com

São Paulo

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SUBMISSÃO

Infelizmente, quem ouviu a chatíssima peroração de Celso de Mello declarando seu voto numa forma "teatral" teve a correta impressão de que ele não estava expondo seu voto, mas desculpando-se da sua opção. Não convenceu. É o mais antigo, mas não o mais competente, apenas demonstrou que leu muita coisa para tentar justificar seu voto. É muito estranho que, tendo cinco ministros votado por causa de compromissos que têm com o governo federal, Celso de Mello tenha votado da mesma forma, isto é, protegendo os réus na tentativa de reduzir-lhes as penas. Por que será que outros cinco ministros votaram contra a aceitação dos embargos infringentes, pois de outra forma não se faria justiça? Simplesmente por não estarem "comprometidos" com algum setor político, como aparentemente os outros seis estavam. Essa decisão devolve a Justiça brasileira ao nível de grande incompetência e ineficácia, dado que privilegia aqueles ligados ao poder. O povo brasileiro sentiu claramente que "não se fez justiça". Pobre Brasil, com juízes desse nível. A divisão que mencionou, senhor ministro, ocorre dada a clara submissão dos seis ao poder central.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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MERCENÁRIOS

Nosso país vem sendo desgovernado por corruptos, bandidos comandado pelo PT e por Lula, mas no Supremo Tribunal Federal há seis mercenários contratados pelo PT para proteger o seu bando.

Paulo Francisco Siqueira dos Santos

paulof.santos@hotmail.com.br

Santa Rita do Passa Quatro

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DUAS PALAVRAS PARA OS MINISTROS

Covardia e mau-caratismo, únicas palavras para expressar nossa indignação. Corruptos, tais quais os mensaleiros.

Marcos Rodrigues da Cunha

marcosrcunha@uol.com.br

São Paulo

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A VERDADEIRA PIADA

O mensalão não foi piada. Piada é o noço (delles) STF...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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ADESÃO

Para a profunda decepção da maioria do povo brasileiro que sabe ler, o ministro Celso de Mello acaba de perdoar os mensaleiros, uma vez que a egrégia corte da qual faz parte não tem a imunidade, a independência e a integridade a que ele se referiu. Cinco deles são imensamente gratos a quem os nomeou e votam desavergonhadamente de acordo com as orientações de cima. Lenta e sorrateiramente, o PT vai estabelecendo uma ditadura velada que, com Dirceu livre e atuante, em breve se declarará bolivariana e terá em Fidel Castro seu ídolo e orientador. Resta a esperança de que Celso de Mello, que de início chamou a quadrilha de Dirceu de vergonhosa, não tenha mudado de lado e aderido ao petismo.

Geraldo Siffert Junior

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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DESABAFANDO

Caríssimo ministro Celso de Mello, mnhba@#$%#$¨@kjabjads. Atenciosamente.

Celia H. Guercio Rodrigues

celitar@hotmail.com

Avaré

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CUSPARADA

Como se já não bastassem os políticos, agora foi a vez de alguns ministros do STF cuspirem na cara do povo. Vergonhoso.

Jose Roberto Marforio

bobmarforio@gmail.com

São Paulo

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DELÚBIO TINHA RAZÃO

Duas horas e cinco minutos perdidas com tantas firulas para dar seu voto, o ministro Celso de Mello apenas ratificou a profecia do gerente dos "recursos não contabilizados" (compra de consciências no Congresso para votar com o governo Lula, ladrão de nossos sonhos), Delúbio Soares, de que este julgamento seria uma piada de salão. Meus pêsames, ministro Celso, quem foi indicado por um Sarney não poderia votar com imparcialidade. Volte para sua Tatuí como o filho indigno que ajudou a consolidar a corrupção no Brasil.

Agnes Eckermann

agneseck@gmail.com

Porto Feliz

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O ‘NOVATO’ E O DECANO

E agora, ministro Marco Aurélio? Além do "novato", também o decano?

José Piacsek Neto

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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IMAGENS

Neste momento de imensa tristeza e decepção me vêm à mente duas capas de um antigo jornal que não mais existe que expressaram esses sentimentos. A da lágrima isolada de um garoto com a "tragédia de Sarriá" e a capa toda preta no dia seguinte à votação das "Diretas Já". Para quem não lembra, as fotos seis e dez em http://vejasp.abril.com.br/materia/jornal-da-tarde-capas-fotos

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA DESIGUAL

Como apadrinhado de Sarney, amicíssimo de Lula, o ministro Celso de Mello foi grato ao padrinho que lhe proporcionou um dos cargos de maior relevância do País. Amigos são para essas coisas. Parabenizo o ministro Celso Mello por ser grato ao padrinho e, como brasileiro, fico triste em ver se consumar que neste país somente pobres vão presos. Acho que o ministro Joaquim Barbosa deveria imediatamente elaborar um decreto soltando todos os presos do Brasil. Ladrões do erário não serão presos, mas os ladrões de galinhas infestam as cadeias do Brasil.

Vanessa Gomes Stecchi

vanessagomesstechi@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

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O MENSALÃO AINDA VIVE

O que é capaz de fazer mudar a opinião de um juiz que votou convicto pela condenação de um bando que ele mesmo o qualificou de "marginais do poder" e, tão rapidamente, resolve beneficiar os mesmos com um novo julgamento? Eu não sei o que é capaz de mudar a opinião de um magistrado decano de um tribunal. Eu só sei que, depois que o STF acatou esses tais embargos infringentes, pensando aliviar (ou anular) a condenação imposta àqueles delinquentes que roubaram R$ 173 milhões dos cofres públicos do Brasil (de acordo com dados da Procuradoria), não tenho mais dúvida de que o mensalão ainda vive. Somente um ingênuo não é capaz de acreditar que o Mensalão do PT ainda continua mandando ver nos subterrâneos dos poderes do nosso Brasil. Não foi à toa que a presidente Dilma Rousseff, ao assumir o comando do País, afirmou que seguiria os passos do seu padrinho Lula da Silva (o pai do mensalão). E dessa vez ela não mentiu, pois já conseguiu provar que sabe tocar muito bem a ladroagem iniciada pelo seu antigo patrão e seus colegas aloprados. Prova disso são os escândalos de corrupção gerados no seu governo com as mesmas características dos que aconteceram no governo Lula, muitos deles representados pelas mesmas personagens acostumadas a depor em CPIs para negarem seus crimes. Como foi marcante no governo Lula, o mensalão esteve em todos os atos do governo Dilma. Esteve presente naquele escândalo (abafado) da Casa Civil no início do seu governo (caso Erenice Guerra); esteve presente naquela ladroagem palaciana praticada pelos chefes do Escritório da Presidência da República em São Paulo, comandada por pessoas da confiança de Lula e dela própria (Operação Porto Seguro); esteve presente quando seu ex-ministro Palocci não conseguiu explicar o crescimento do seu patrimônio; esteve presente quando seus ex-ministros dos Transportes, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Srs. Wagner Rossi e Alfredo Nascimento, foram denunciados por comandarem esquema de propinas em seus ministérios; esteve presente quando seu ex-ministro do Turismo, Pedro Novais, se envolveu em esquema de desvio de verbas do orçamento da União por meio de emendas parlamentares; esteve presente quando seu ex-ministro do Esporte Orlando Silva - aquele conhecido no governo anterior como homem da tapioca pelo uso indevido dos famosos cartões corporativos - foi acusado de desviar dinheiro público para ONGs "de fachada"; esteve presente quando seu ex-ministro Mário Negromonte, das Cidades, se envolveu num esquema de concorrências fraudulentas; esteve presente quando seu ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi renunciou ao cargo depois de ser acusado de operar convênios fraudulentos dentro do ministério; e está presente toda vez que um membro do seu governo se envolve em esquema de desvio de dinheiro público, como este último escândalo do Ministério do Trabalho. A grande verdade é que se algum político brasileiro não ficou rico nestes dez anos de desgoverno do PT, foi porque não se aliou a Lula ou a Dilma para reclamar o seu. Só sendo um ingênuo para não acreditar que o mensalão sempre foi a base de sustentação dessa gangue de ladrões que governa o Brasil desde 2003. Mas se você não acredita em nada disso e, sequer, acredita que o Mensalão do PT existiu, também não precisa acreditar que enquanto os advogados desses "marginais do poder" preparavam suas defesas, a presidente do Brasil se apressava em trocar dois ministros do STF indicando outros dois que foram logo sabatinados no Congresso pelos amigos dos condenados e instruídos a votarem a favor dos recursos apresentados pela defesa dos réus. Daí, também, nem precisa explicar que a metade dos condenados vai escapar da punição e o julgamento do mensalão vai se transformar numa enorme pizza a exemplo de muitas outras que foram assadas na fornalha desse bando de anarquistas que está no poder. Somente um ingênuo, depois dessa decisão do Supremo que beneficia os ladrões daquele furto coletivo, não é capaz de acreditar que o Mensalão do PT ainda é uma realidade. A disposição da maioria dos ministros do STF em dar uma chance para que esses "marginais do poder" possam escapar da pena a que foram condenados, é a mais clara evidência de que o mensalão do PT ainda vive.

Francisco Ribeiro Mendes

mendes.brasilia@gmail.com

Brasília

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NOVO JULGAMENTO

Não é possível.

Jose Rosa

jjrosa1945@yahoo.com.br

São Paulo

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VITÓRIA DA CORRUPÇÃO

Existe democracia no Brasil? Onde? O Executivo federal legisla com medidas provisórias, e o Legislativo diz sim em todos os momentos. O Executivo federal só toma medidas eleitoreiras e sem qualquer planejamento. O melhor consultor do Executivo federal é um marqueteiro. A comandante do Executivo federal tem assessores e conselheiros nomeados pelo ex-presidente e ex-operário fanfarrão. O Ministério das Relações Exteriores não tem uma política comum a todos os casos; de acordo com os interesses do partido político que sitiou o País determina o que será feito. Lembro de alguns casos: Em 2007 os atletas cubanos que pediram asilo político foram entregues no colo do ditador Castro. O ensandecido Mahmoud Ahmadinejad foi agraciado com afagos, presentes e sorrisos, enquanto as mulheres e as minorias do Irã eram presas, torturadas e algumas estupradas. O que elas fizeram? Manifestar-se contra eleições fraudadas, ou reivindicar o direito de ir e vir, ou não ser obrigada a usar um hijab sob a cabeça. Enquanto as potências mundiais exigia que o Irã desse permissão para inspeção nos arsenais nucleares, o Brasil simplesmente passava a mão na cabeça de Mahmoud Ahmadinejad e dava a ele espaço para blasfemar contra o povo israelense e os EUA. Tempos depois, esse mesmo governo dá asilo político ao bandido Cesare Battisti, sentenciado por assassinatos na Itália. Neste ano de 2013, o mesmo governo nem se manifesta sobre o pedido de asilo para Edward Joseph Snowden. O partido que assedia o País tirou da cadeia na Bolívia arruaceiros e um bandido, responsáveis pela morte de um jovem inocente por ocasião de um jogo de futebol do time de preferência do ex-presidente da República, o ex-operário fanfarrão. Rapidamente cria-se a figura de um menor responsável pelo crime, e dá a ele um caro advogado, e tudo fica esquecido. Isso foi feito para proteger o time de futebol do ex-presidente fanfarrão. No Brasil, é mais simples atribuir ao menor qualquer culpa; ele jamais será julgado ou condenado. O político mais festejado da nação é Getúlio Vargas, um ditador, que assumiu o poder e o comandou com a força da polícia e de pistoleiros amigos. Esse mesmo ditador foi autor de uma frase que por si traduz quem a criou: aos meus inimigos a lei; aos amigos tudo! Na grande São Paulo existem os seguintes estádios de futebol: Arena Barueri, Parque Antártica, Morumbi, Pacaembu, Parque São Jorge e Estádio do Canindé. Todos esses estádios trabalham com uma ocupação média anual de 45%, e uns com 20%. Para atender aos desejos do ex-presidente fanfarrão, constrói-se um novo estádio, e a ele é dado incentivos fiscais, apoio e financiamento. Os hospitais e postos de saúde estão sucateados, sem medicamentos, sem apoio técnico, e sem profissionais qualificados. Oposição política existe só no título. Dá a impressão que eles são exatamente do mesmo partido, levando-se em consideração a inércia da chamada oposição política. Vota-se para um político desejando que ele represente você; ele faz lei contra você; mas se você protesta, ele pede para a polícia bater e prender você. O político para quem você vota, tem o seu mandato assegurado pela constituição, e o cidadão comum só tem o direito de chorar em um local fechado para que ninguém veja. Chorar em público nessa hora é ainda mais vergonhoso. O político vota secreto e não presta conta de suas ações; se você cobrir o rosto e ir protestar será preso e processado. Ou seja, o cidadão não pode manifestar-se sem ser identificado. O Judiciário, lento e impreciso, normalmente decide a favor de bandidos e corruptos. A mais alta Corte de justiça tem entre os seus membros indivíduos comprometidos com o partido político que assumiu o controle do País. As decisões da mais alta Corte são políticas, e não técnicas; se é para segurar uma ação, ou se é para estender o processo até que os condenados jamais cumpram sentenças por seus delitos, a alta corte está lá ao inteiro dispor. O resultado da votação que ocorreu ontem na Suprema Corte de justiça foi a prova maior de que aqui não há democracia. Os condenados são figuras conhecidas, e gente que se sente injustiçada, mas foram eles que cometeram o mais grave crime contra o País e contra a democracia. Em 18 de setembro de 2013, assistimos à mais alta Corte de justiça enterrar de vez a tão sonhada democracia. Dar mais espaço aos criminosos do mensalão ou proporcionar a eles mais prazos para discutir o obvio é virar as costas para o povo brasileiro. Venceu a corrupção, mais uma vez.

Maurício Barufaldi

nagahama.editorial@hotmail.com

São Paulo

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MENSALÃO

Celso de Mello "mellou" o mensalão.

Eugenio Iwankiw Jr.

iwankiwjr@hotmail.com

São Paulo

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EMBARGOS INFRINGENTES

"Mellou..."

Gilberto Rodrigues

solgil33@gmail.com

Araras

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