Fórum dos Leitores

MENSALÃO 2 - A MISSÃO

O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2013 | 02h08

Ressaca

A Nação acordou de ressaca e a decepção com o voto de desempate favorável aos mensaleiros e à impunidade no Supremo Tribunal Federal (STF) só não foi total porque o sorteio indicou para a relatoria dos embargos o ministro Luiz Fux, que já provou não ser pizzaiolo.

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

Acabou o encanto

O Brasil parava para assistir às sessões do STF, cheio de esperança... Pois é, chegamos ao pico da montanha, agora só resta descer. Aliás, o Código Penal e a Constituição, se bem usados a favor do crime, o resultado é a impunidade. Os juízes usam as leis com exatidão, os juízes cidadãos usam as leis e a indignação. Desta soma o resultado é a justiça. Mudar as leis com os nobres deputados que estão aí, só se for para pior, muito pior. Perdemos... Acordei menos brasileiro.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Iguais perante a lei?

O novo julgamento do chamado processo do mensalão deixa o País perplexo e indignado. Mais uma vez fica provado que a Justiça no Brasil não atinge os poderosos, só os pobres, que não têm acesso a advogados de prestígio e influência na República. E pensar que a Constituição diz que "todos são iguais perante a lei"!

IDÉRITO MIGUEL CALDEIRA

iderito@gmail.com

São Paulo

Cânone judiciário brasileiro

Todos são iguais perante a lei, exceto os diferenciados...

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

É isso

No Brasil é assim que funciona: para o pobre, a lei; para o rico, a Justiça.

ATALIBA M. DE MORAES FILHO

ataliba@outlook.com

Marília

Justiça injusta

O ministro Celso de Mello esforçou-se tanto para fazer justiça que acabou provando que a justiça inexiste no Brasil.

RICARDO SANAZARO MARIN

s1estudio@ig.com.br

Osasco

A pão de ló

O problema não é o ministro Celso de Mello. É muito mais grave. É que nossas leis e nossa Justiça foram feitas para que os malfeitores sejam tratados a pão de ló.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euros@ig.com.br

Itatinga

Voto político

A tecnicalidade não serve para garantir o Direito, mas para "produzir" o direito dos poderosos. Se o preciosismo nos conduzisse ao inusitado, inesperado, surpreendente, tudo bem, mas o que vai acontecer, ou está acontecendo, é previsível, tem fim conhecido. Portanto, Celso de Mello não foi técnico, foi político.

LUIZ CARLOS BIANCHI

luiz@luiza.com.br

São Paulo

Computador

Se julgar é aplicar ipsis litteris o que dizem as leis e os regulamentos, sugiro a imediata substituição do Supremo por um mero computador, que dará a sentença em poucos segundos, com muito mais segurança e a um preço relativamente irrisório.

ZENAIDE FARNESE DE ASSIS

zenaide.farnese@brturbo.com.br

Brasília

Credibilidade

A excelente foto na primeira página do Estadão de ontem disse tudo. Entre os cabisbaixos Joaquim Barbosa e Marco Aurélio Mello, Celso de Mello escancara um matreiro sorriso ao caminhar para o plenário. Já sabiam do resultado. Barbosa ainda adiou o voto do decano para ver se ele acataria o clamor público, mas não deu certo. Alguns ministros alegaram ser imunes à pressão popular e à imprensa, porém demonstram ceder gentilmente à orientação dos nomeadores. É por isso que sempre fui contra a nomeação dos juízes do STF pelo governo. Isso fere descaradamente a independência dos três Poderes. "Embargos infringentes" significam que o sentido de maioria, num julgamento de políticos, é diferente de num júri popular. Se o STF deveria ser um exemplo para os outros órgãos da Justiça, imaginem como ficou a credibilidade desse importante pilar da nossa frágil democracia.

JOÃO CARLOS A. MELO

jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

Julgamento do povo

Verificando o julgamento efetuado pela Suprema Corte, admitindo os embargos infringentes interpostos pelos condenados para futura apreciação e nova decisão, resta-nos o consolo da lapidar afirmação de que "os juízes também são julgados pelo mais severo dos juízes, que é o povo"!

FÁBIO VILLAÇA GUIMARÃES

divapg22@hotmail.com

Marília

Repercussão internacional

Com uma caricatura constrangedora do ministro Ricardo Lewandowski em sua primeira página, o periódico espanhol El País, de expressão mundial, em sua edição de ontem sintetiza o que pode decorrer da decisão do STF de reabrir o processo do mensalão. 1) Os 12 condenados beneficiados poderão valer-se da progressão do regime prisional para o semiaberto; 2) a prisão dos condenados será retardada; 3) ficará estimulada a volta dos recentes protestos sociais; 4) os ministros "debutantes" Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki foram conduzidos ao cargo no Supremo para beneficiar os réus; 5) a opinião pública brasileira assistiu perplexa a uma manobra jurídica que deixou em águas de temporais 44 mil páginas dos autos processuais e sete anos de análises e deliberações; 6) vai ao ar a inquietante pergunta sobre se a Justiça é igual para todos no Brasil; 7) o tribunal nada fez para investigar a responsabilidade do ex-presidente Lula da Silva no episódio; 8) acabou a lua de mel entre o povo e o STF; 9) há mais um motivo para os brasileiros saírem às ruas. Essa é a imagem do Brasil no mundo pós-embargos infringentes.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

BIENAL

Maria Bonomi

Nossa solidariedade ao Estadão, que fez justiça ao noticiar, na mesma edição em que foi capa a mostra 30 x Bienal, o boicote vergonhoso à artista plástica Maria Bonomi, internacionalmente reconhecida e uma das fundadoras da Bienal de São Paulo. Lamentável.

ARACY BALABANIAN E DENISE SARACENI

abalabanian@terra.com.br

Rio de Janeiro

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MENSALÃO

José Dirceu e caterva provavelmente não serão mais presos graças ao voto de Minerva do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello. Mas ele, seus comparsas e o próprio ministro considerem-se eternamente vaiados pela sociedade brasileira.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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MALFADADOS EMBARGOS INFRINGENTES

Existem dois pesos e duas medidas, isso fica claro para os brasileiros, na Justiça brasileira. Eu estou envergonhada do meu país, pelo resultado de quarta-feira no STF. Falta valor moral para algumas pessoas e em parte das autoridades brasileiras em relação ao julgamento do mensalão, o que abre as portas para confirmar a impunidade e a imoralidade no País. Isso é só mesmo no Brasil! Um novo julgamento do caso é uma punhalada nas costas dos brasileiros honrados e manchou a justiça brasileira. Agora, a corrupção e a impunidade nadarão de braçadas - e agora não venham nos dizer que a culpa é de A ou de B. Chega de pingue-pongue.

Maria Luiza Azzallini Medeiros

profm.luiza@bol.com.br

São Paulo

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ALÍVIO PARA OS CONDENADOS

O ministro que mais criticou os crimes cometidos pelo mensalão foi o mesmo que deu nova chance aos condenados de terem suas penas abrandadas ou até de se livrarem da cadeia. Parafraseando um leitor do "Estadão", se já compraram cerca de 300 deputados, comprar um só é moleza. Lamento pelas futuras gerações deste país, pois na atual administração do Brasil moral e ética são valores sem a menor importância.

Paulo de Tarso Abrão

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

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CULPA DA CONSTITUIÇÃO

A culpa está em nossa Constituição, esse balaio de gatos, cheio de meandros, criada a toque de caixa no pós ditadura militar, sem levar em conta que o Brasil moderno tinha de ser claro, certeiro e simples. Por causa dela, estamos nas mãos de um STF cujos ministros são de escolha duvidosa, já que o julgamento do mensalão punirá componentes da própria República que os escolheu. A Constituição não previu nem preveniu isso, o que tem trazido muitas expectativas ao povo brasileiro. Ficamos nas mãos de uma "vaca sagrada do STF", o decano e ministro Celso de Mello. Apenas um homem interpretou se o Brasil mudaria ou não. Isso é um absurdo, pois na própria CPI dos Correios, cujo presidente e relator eram aliados ao PT, tudo foi devidamente apurado, comprovado e culpados foram identificados. Não tem lógica o Brasil ficar à mercê de um STF tão heterogêneo, onde cada ministro interpreta a lei ao seu bel prazer. A culpa não é do STF, e sim da mambembe Constituição brasileira!

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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MELLO EMBARGOU A VOZ DO POVO

Os réus do mensalão venceram? Não é possível ainda afirmar. O que temos certeza é de que a consequência imediata do voto de Minerva do ministro Celso de Mello, favorável aos embargos infringentes, é que dá a 12 dos 25 réus já condenados da quadrilha do mensalão do PT o direito a um novo julgamento. O desdobramento dele só Deus conhece. Mas o que já percebemos, e me incluo nessa preocupação, é que essa admissão dos embargos infringentes pelo plenário do STF embargou a voz do povo brasileiro, que exige que representantes das nossas instituições sejam implacavelmente penalizados e colocados na cadeia pelos crimes de desvios de recursos dos contribuintes, que são muitos, como o deste evento do mensalão, protagonizado por membros do alto escalão do governo Lula. Se o longo, bem detalhado e, à primeira vista, convincente voto de Celso de Mello realmente tem embasamento jurídico, ou seja, não fere a nossa Constituição, certamente a nossa laboriosa imprensa também não foi suficientemente eficaz de trazer para o debate nestes últimos meses especialistas que orientassem melhor a sociedade brasileira sobre a legalidade ou não da admissibilidade dos embargos infringentes. Ficamos órfãos de melhor conhecimento e, agora, para digerir essa grande decepção, já que se anuncia um novo julgamento, nada será fácil. Um novo julgamento certamente se estenderá por muito tempo e, pela comoção que causará no seio da sociedade, vai também prejudicar ainda mais o andamento da nossa frágil situação econômica. Porque estamos diante de um governo sem credibilidade e promotor de inúmeros desvios éticos. O Supremo, que gozava de grande prestígio, por enquanto fica maculado. O prejuízo está posto. E mais uma vez fica provado que o povo é o lado fraco, e desprezado, e os vencedores são aqueles que infelizmente cometem suas orgias desviando recursos dos contribuintes. E ainda zombam por aí, como deve estar fazendo Lula e seus condenados: soltando fogos e acenando alegremente para nós, otários.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PIZZARIA

E o decano "deu o cano" na população. Mais uma frustração a ser administrada pelas pessoas de bem do País. Como pode acontecer uma coisa dessas? Como explicar a nossos filhos e netos que aqueles que violentaram nossa incipiente democracia estão comemorando o fato de o STF ter julgado contra ele próprio? Como pode, após a corte (se é que merece ser chamada assim) sentenciar essa camarilha com penas que, a meu ver, são até leves para o crime cometido, dizer que foi tudo "brincadeirinha" e que caberá novo julgamento? É para não se crer em mais nada neste país. Demorou, mas o Poder Judiciário deixou cair sua máscara, demonstrando ser igual aos outros dois poderes, quais sejam, o Executivo e o Legislativo, chafurdando todos eles na indignidade. Não há mais honra, não há mais princípios, não há mais a quem recorrer em nosso país. Pena que serão poucos aqueles que rirão da "piada de salão". É o salve-se quem puder...

Heleo Pohlmann Braga

heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

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RECEITA DE BOLO

O caso do mensalão este ano encerrou-se na quarta-feira (18/9/2013). Diante do resultado e, em virtude de não podermos expressar nossa opinião de maneira enfática e convincente, porque seríamos censurados, o melhor é começar a repetir a fórmula encontrada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" nos anos 70 e enviar para publicação no "Fórum dos Leitores" só receitas de bolo.

José Sergio Trabbold

jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

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O VOTO DO DECANO

Minha indignação é tanta que só tenho a dizer: sr. ministro Celso de Mello, para fazer isso, um Lactopurga teria efeito mais rápido, não demoraria duas horas.

Heloisa A. Martinez

heloisa_martinez@hotmail.com

Mogi das Cruzes

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A MASSA ESQUECIDA

Não deu pizza porque pizza tem massa, e a massa foi esquecida. O que deu mesmo, perdoem-me os gastrônomos, foi rabada com polenta mole.

Vera M. S. Xavier

ruy.redutores@gmail.com

São Paulo

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ESTAMOS CONVENCIDOS

Que lástima, ministro Celso de Mello, quanta peroração, quanto blá blá blá, quanta empáfia. A quem o senhor quis convencer sobre a correção do seu voto? A nós, povo brasileiro, o senhor realmente convenceu! Convenceu de que a Justiça está emperrada e não funciona no nosso país por existirem muita conversa e pouca punição. O senhor teve a oportunidade de resgatar a confiança do nosso país nos mais altos valores que compõem a sociedade brasileira, entre os quais se insere o Supremo Tribunal Federal de Justiça. O senhor José Dirceu e sua turma devem estar pulando de alegria, porém ainda confio no velho ditado que diz que a Justiça tarda, mas não falha.

Henrique Schnaider

hschnaider@terra.com.br

São Paulo

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MENSALÃO

Mellou!

Joaquim Quintino Filho

jqf@terra.com.br

Pirassununga

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CONSCIÊNCIA INTESTINA

Fiz uma aposta com um amigo, defendendo que Celso de Mello não aceitaria os embargos. Amparei-me numa tese da dureza dos seus votos quando da condenação dos mensaleiros. A tese de meu amigo era a descrença na Justiça. E perdi. Dizem que o voto do ministro foi técnico. Ora, voto técnico é igual a beijo técnico. Ou seja, simplesmente não existem. E assim grande parcela da população ficou, incluindo eu e meu amigo, frustrada. No fundo ele queria que eu ganhasse. E quem perdeu foi o Brasil. Tenho a impressão de que a consciência deste ministro foi elaborada em seu aparelho digestivo. Lamentavelmente.

Paulo H. Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

São Paulo

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TECNICAMENTE PERFEITA

Depois de quarta-feira, concordo que a melhor pizza do Brasil, se não for feita em São Paulo, o melhor pizzaiolo sem dúvida é paulista, infelizmente. Levou quatro horas, mas tecnicamente ficou perfeita, e a frustração cada vez aumenta mais.

Carlos Tullio Schibuola

São Paulo

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GRATIDÃO AO MINISTRO PAULISTA

Todo mensaleiro pode se considerar "cidadão de Tatuí..."

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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PANACEIA

Nada melhor que uma dose de "embargos infringentes" fabricados em sofisticado laboratório no Planalto central brasileiro. Tem um poder de cura tão forte que já já nosso deputado José Genoino, do PT/SP, estará curado dos seus problemas de saúde.

José Piacsek Neto

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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BOLA CANTADA

Depois que o cabeça José Dirceu convidou uma trupe, dias atrás, para assistir ao seu depoimento, ficou claro que esse julgamento dos mensaleiros não é mais que uma grande piada, na qual todos nós não somos mais que simples palhaços.

Conrado de Paulo

conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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PÁ DE CAL

A esperança por um Brasil melhor, menos podre, corrupto, violento, inseguro e casuísta terminou na quarta-feira. Quis o destino que a pá de cal fosse jogada por um dos mais técnicos e capazes dos ministros do STF. Porém seu voto, somado aos da tropa de choque petista, vai possibilitar que mais uma vez prevaleça a impunidade. De nada adiantou o recente clamor das ruas, não só para o caso do mensalão, como para a corrupção em geral, que se espalha pelo País: o recente episódio envolvendo o segundo homem mais importante do Ministério do Trabalho ocorreu quando grande parte da juventude brasileira já havia lotado as praças e ruas das principais cidades brasileiras! Agora que impunidade, de um modo ou de outro, recebeu a chancela da mais alta Corte do Brasil, a tendência será o recrudescimento da corrupção em todas as suas formas e colorações. Também de nada adiantará a arruaça, o vandalismo provocado pelos turma do "Black Bloc", porque se destina a atacar quem certamente não tem culpa pelos desmandos do governo federal e dos governos regionais. Acredito que ainda não precisaremos aguardar pela justiça divina. Creio firmemente que neste momento a única salvação para o País seja a intervenção militar. Não para se perpetuar no poder, imagino que nem eles desejariam tal ônus, mas para fazer uma ação pontual, cirúrgica e devolver um país saneado ao povo para que se promovam eleições em todos os níveis de governo, tanto no Poder Executivo como no Legislativo. Tal interferência se faz necessária para preservar a democracia, não para eliminá-la. Ou isso ou que Deus nos ajude!

Renato Luis C. Gagliardi

lazio@ig.com.br

Campinas

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JUSTIÇA DIVINA

Ontem acordei com o som de uma voz de timbre tenebroso que, sentindo-se vencedora, dizia: "Cala a boca, povo imundo! Você não tem direito nem a ser ouvido. Você é apenas um burro de carga, que nasceu para trabalhar muito, pagar mais ainda para mim e morrer solitário em filas de hospitais que não podem te atender por falta de estrutura". "Cala a boca, povo imundo! Quem manda aqui sou eu, porque sei manipular, articular e cercar-me de seres tão malignos quanto eu! Não adianta sair às ruas, gritar palavras de ordem, bater panelas, pintar o rosto. Sou eu que mando!." "Portanto, vá trabalhar e pagar impostos impossíveis de suportar, mas que, se você não pagar por bem, pagará por mal, pois vou te processar e tirar seus bens. Você não vai ser anistiado de suas dívidas, como alguns países aliados foram. Na-na-não! Isso é para quem pode!" "E você, povo imundo, não pode nada! E, daqui a pouco, não poderá nem mais reclamar, porque vou aprovar uma lei (tenho a justiça dos homens a meu favor) que te impedirá de me criticar e ofender." "Cala a boca, povo imundo, você só serve para me manter no poder." A voz de timbre tenebroso pensa que me assusta e que pode me calar. Hoje estou triste. Mas acho mesmo que essa voz desconhece a Justiça divina.

Regina Celia Hennies

regina@hennies.com.br

São Paulo

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DESVENDADA

O STF acabou de arrancar a venda da Justiça, com esta decisão do último dia 18. Foi-se por água abaixo o último "Poder" que poderia salvar este país. Agora, só a população num ímpeto de revolução - ou num arroubo de "iluminação eleitoral" - poderá mudar o nosso futuro. Que Deus nos salve!

Fernando de Souza Rossi

vandorossi@uol.com.br

São Paulo

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RÉQUIEM

Quero aqui enviar minhas condolências ao ministro Celso de Mello, por, ao se aliar à tese dos outros ministros "que a meu ver agem como advogados de defesa dos políticos mensaleiros", enterrar sua biografia, que esteve limpa até 17/9/2013.

Vanderlei Saburi

vande.saburi@hotmail.com

Santo André

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DECEPÇÃO

A nação acordou ontem de luto, o Poder Judiciário faleceu.

Alessandro Lucchesi

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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CÍNICO ANTIAMERICANISMO

O Brasil, ao declinar do convite dos EUA para uma visita de cortesia, preferiu viver no seu mundinho, tendo como parceiros países do atraso como a Venezuela e Cuba. Só terá a perder, pois o Brasil demorou em se projetar internacionalmente, e agora se comporta como os venezuelanos, críticos ferrenhos dos americanos e reféns da tecnologia americana. Os petistas que odeiam os americanos, quando sobra um dinheirinho, compram logo um imóvel na terra do Tio Sam. Haja cinismo!

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MAIS COM O QUE SE PEOCUPAR

O presidente Barack Obama, que anda às voltas com a invasão à Síria, com as ameaças da Al-Qaeda e com o ataque a uma base da marinha em plena Washington, não deve estar muito preocupado com a ida ou não de Dilma Rousseff à Casa Branca. Fica fria, Dilma!

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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A VIAGEM DE DILMA

Os americanos devem estar pouco se lixando para essa desistência da viagem da Dilma. Eles sabem que, mais cedo ou mais tarde, o Brasil estará comendo na mão deles, porque nenhuma nação do mundo pode se dar ao luxo de desprezar esse importante parceiro comercial. Quem deve ter ficado fulos de raiva são os inúmeros assessores e agregados, que já estavam de malas prontas para essa proveitosa circulada nos EUA, recebendo diárias em dólares, ávidos por comprar os mais novos lançamentos de qualquer coisa, e fazerem as suas festas nos free shops, ao regressar a Pindorama.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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MARQUETAGEM

Dilma Rousseff realmente não deve ainda ter noção de que está governando o Brasil. Fazer birra burra para os EUA e falar em soberania é esquecer ou não saber que a Amazônia já foi invadida há muito tempo, bem antes da entrega total das reservas indígenas para ONGs, que vêm com a desculpa de proteger os indígenas e o meio ambiente, mas que, na verdade, estão mesmo é interessadas nas nossas riquezas hídricas e minerais. Além do interesse eterno no petróleo, é claro. Nós, contudo, sabemos que o que conta mesmo para a eterna marquetagem petista é apelar para a vitimização, com dois objetivos básicos: desviar o foco dos grandes problemas que afetam o País e utilizar a postura de "macheza" ante o mais poderoso país do mundo como pendrive nas campanhas eleitorais.

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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JUSTA ESPIONAGEM

Vamos e venhamos, os americanos estão certos em espionar o governo PT. Ora veja: um país governado por uma ex-terrorista, repleto de corruptos, alinhado com países antidemocráticos que pregam regimes totalitários, e que apoia governos patrocinadores do terrorismo internacional, não precisa ser espionado? Claro que sim!

João Cesar Ribeiro

cesar.ribeiro8@hotmail.com

São Paulo

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A PETROBRÁS ESPIONADA

Como a Petrobrás, "considerada" a número um do mundo na exploração de petróleo em águas profundas, ainda depende de softwares da norte-americana Halliburton para alimentar seu supercomputador Grifo04, o mais rápido do Brasil e um dos 500 mais rápidos do mundo?

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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ATAQUE EM WASHINGTON

Mais uma vez um cidadão norte-americano, em território norte-americano, comete assassinato em massa de pessoas inocentes. Desta vez na própria Capital Federal há menos de 5 km da Casa Branca. Creio que o governo dos EUA, antes de se imiscuir em assuntos internos de outros países, seja através de espionagem ou de intervenção armada, deveria tentar resolver o problema de saúde mental que afeta grande parte de sua população, provavelmente se trata do país com o maior número de psicopatas de todo o mundo!

Renato Luis C. Gagliardi

lazio@ig.com.br

Campinas

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O CONFLITO NA SÍRIA

No mínimo frustrante a declaração do secretário geral da ONU confirmando o uso de armas químicas contra civis na Síria, sem apontar culpados e as vítimas desse crime de guerra. Na atual circunstância, a não imputação formal do ataque ao governo sírio soa como prova de sua inocência e levanta dúvidas sobre se o arsenal proibido não teria caído em mão de inimigos do regime, rebeldes ou desertores.

Marcos Abrão

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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GÁS SARIN

Damasco quer missão com inspetores do Brasil. Manchete de "O Estado de S. Paulo" de 17 de setembro. Isso é para orgulho ou para vergonha do Brasil? Com a última demonstração de antiamericanismo bolivariano de nossa presidente, ao cancelar a viagem aos EUA sob o pretexto esfarrapado da historieta do putinista Snowden, que, indignado com as supostas práticas de espionagem americanas, refugiou-se nos braços da NSB, a nova KGB, já está aprovada também para servir o governo sírio, sem precisar passar pelo Revalida.

Martim A. P de Haro

martim.haro@terra.com.br

Florianópolis

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RECICLAGEM

Xico Graziano trouxe uma verdadeira "Lição ambiental" (17/9, A2), ao lembrar o exemplo da logística reversa para embalagens de agrotóxicos. Para o lixo urbano, há grande espaço econômico, uma vez que passam dois ou três catadores não oficiais, mesmo em locais onde há coleta seletiva. Para lixos mais complicados, poderia ser introduzida uma política de contrapartida: para cada tonelada disponibilizada de lixo mais nobre (garrafas PET, latinhas de alumínio, etc.), o reciclador se obrigaria em tratar adequadamente uma quantidade desses resíduos mais onerosos. Mas política depende de regulação, negociação e implementação.

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Lorena

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SOCIEDADE DE CONSUMO

Roberto Duailibi, um dos donos da DPZ, disse, com algum orgulho, que a publicidade contribuiu para tornar o Brasil uma sociedade de consumo (16/9, B12). Eu até aplaudiria, se todo dinheiro destinado ao consumo tivesse uma origem comprovadamente honesta. Se boa parte desse dinheiro não tivesse sido obtida via roubo, assassinato, tráfico de drogas e desvio de dinheiro público. Faltou, pois, ao senhor Duailibi mencionar a grande contribuição dos governos tíbios e coniventes que tivemos até hoje na construção da sociedade de consumo brasileira.

Hermínio Silva Júnior

hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

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MINORIAS, COEXISTÊNCIA E LIBERDADES

O episódio das ativistas homossexuais que foram algemadas e presas ao se beijarem durante o culto religioso para protestar contra o pastor e deputado Marco Feliciano constitui um ato infeliz de rebeldia colocado em local indevido. Mesmo que fosse um beijo heterossexual (entre homem e mulher), não seria aceito naquele local, pois, certamente, incomodaria e constrangeria os demais participantes da celebração. Tudo tem seu lugar. São corriqueiras as histórias de padres, pastores e outros ministros repreendendo jovens casais que "desrespeitam" os padrões dos templos e de seus membros. No caso de Feliciano, as pessoas que com ele não concordam, têm todo o direito e, se quiserem, protestar em frente à sua casa, no seu caminho, na Câmara dos Deputados ou até em frente à sua igreja. Mas nunca dentro do seu ato religioso que, não pertence ao ministrador, mas a todos os participantes. A boa regra de comportamento diz que a liberdade de uns termina onde começa a de outros ou, ainda, que quando não podem coexistir, as "liberdades" têm de ficar cada qual no seu lugar.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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EM PÚBLICO NÃO

Repugna-me qualquer beijo íntimo ser dado em público. Nesse aspecto, sou tanto homofóbico quanto heterofóbico.

Armando Conceição da Serra Negra

a.serranegra@terra.com.br

São Paulo

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FINAL DOS TEMPOS

O pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) mandou colocar atrás das grades duas jovens que se beijaram durante um culto evangélico ocorrido em São Sebastião (SP). É inconcebível que num país como o Brasil, onde políticos corruptos que assaltaram os cofres da União, além de soltos, continuam recebendo gordos salários, um beijo leve alguém para a cadeia.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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RESPEITO DOS DOIS LADOS

Respeito é uma via de mão dupla e vale para todos: se Yuka e Joana pretendiam mostrar através de troca de beijos durante um culto religioso realizado na Avenida da Praia - em São Sebastião -, que ser homossexual é uma coisa normal, esqueceram que a liberdade de se expressar terminou quando invadiram a liberdade do outro. Elas podiam ter usado todas as ruas da cidade para extravasar sua homossexualidade, mas preferiram se misturar aos que participavam de um culto para fazê-lo. Se elas não sabem respeitar as ideias dos outros, como pretendem ser respeitadas? Explico que não sou evangélica, não admiro o pastor Feliciano como político, mas vejo a ação destas garotas como mera provocação e tática de ganhar espaço na mídia. Nós temos de respeitá-las, mas a contrapartida não vale para elas? Está muito errado.

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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SOBRE O CRIME DE PEDERASTIA

A procuradora-geral da Republica interina, Helenita Acioli, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que acabe com o crime de pederastia previsto no Código Penal Militar. "Impedir o ato sexual voluntário afronta a dignidade da pessoa humana. Afinal, Freud nos ensinou que a saúde mental está diretamente vinculada à possibilidade de alocar libido, isto é, de investir energia sexual nos objetos de desejo", disse. Beleza, quando houver uma guerra e tiver de defender o País, vamos liberar a libido que está tudo resolvido! Parece a Marta, quando falou "relaxa e goza".

Claudio Mazetto

cmazetto@ig.com.br

Salto

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PARECER ILUMINADO

Cumprimento a procuradora Helenita Acioli (matéria "Procuradora quer fim de crime de pederastia", 17/9), por seus iluminados pareceres. Tivéssemos mais cabeças como a sua e o Brasil deixaria de ser este país tão atrasado.

Rita Moreira

ritascmoreira@gmail.com

São Paulo

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NÃO EXISTE

Não sei onde essa procuradora viu este crime. "Pederastia" não consta da Lei Penal.

Luiza Eluf

luizaeluf@terra.com.br

São Paulo

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SEM SENTIDO

Gostaria de saber da procuradora Helenita Acioli, que não se opõe à pederastia nos estabelecimentos militares, qual é a grande empresa pública ou privada que permite a prática sexual nos seus locais de trabalho.

Paulo Marcos Gomes Lustoza

pmlustoz@gmail.com

Rio de Janeiro

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