Fórum dos Leitores

TERRORISMO

O Estado de S.Paulo

24 Setembro 2013 | 02h10

Ataque no Quênia

Osama bin Laden morreu, mas seu legado macabro continua assombrando o mundo. O Quênia foi vítima de outro ataque praticado por terroristas islâmicos. Pouco mais de 15 anos após a explosão de um carro-bomba em Nairóbi, em agosto de 1998 - quando mais de 200 pessoas morreram -, um shopping center, na mesma cidade, foi atacado por militantes do grupo somaliano Al-Shabab, braço africano do Al-Qaeda de Bin Laden. Dezenas de pessoas morreram e outras dezenas estão feridas. O presidente queniano, Uhuru Kenyatta, afirmou: "O terrorismo é a filosofia dos covardes". E para esses covardes não deve haver misericórdia. Mantém-se onipresente a necessidade de combater veementemente o terrorismo e suas razões ignóbeis - neste caso, baseadas na estupidez do fanatismo religioso.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Deus não manda matar

Ataque a um shopping center no Quênia com pelo menos 60 mortos. Qual a razão? Ataque suicida em igreja cristã no Paquistão com, no mínimo, 78 mortos. Motivo? Os cristãos são considerados infiéis, pois não professam a mesma fé que seus assassinos. Até quando o mundo continuará testemunhando, horrorizado, essas tragédias, recolhendo os pedaços de corpos inocentes, em nome do fanatismo religioso? O que será capaz de mudar esse modo de pensar?

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Segurança dos shoppings

A ação terrorista em Nairóbi perpetrada por um grupo ligado a organizações radicais nos deixa um grave alerta. O Brasil será palco de grandes eventos, nos quais o mundo prestará mais atenção ainda ao que se passa aqui. Assim, tanto em 2014, com a Copa do Mundo de Futebol - dispersa por diversas capitais, além das cidades que hospedarão diferentes delegações -, como em 2016, com os Jogos Olímpicos de Verão, no Rio, medidas adequadas de segurança já estão sendo estudadas, preparadas, forças aprestadas, etc. Incluem-se, a partir de agora, os grandes shopping centers como potenciais alvos para o desencadeamento de uma ação de impacto. Urge também que o Congresso Nacional desengavete o projeto de lei que criminaliza fortemente as ações terroristas no País, o qual se encontra parado por imposição ideológica das esquerdas brasileiras ligadas ao Foro de São Paulo, que não querem incriminar os companheiros das Farc e de outras organizações menos importantes, mas não menos perigosas. É melhor prevenir do que remediar.

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

CORRUPÇÃO

Na China

Julho de 2013, aberto processo. Agosto de 2013, após quatro dias de julgamento, corrupto chinês é condenado. Setembro de 2013, vai para a prisão perpétua. Igualzinho ao Brasil...

DÉCIO ORTIZ

decio.ortiz@uol.com.br

São Paulo

FÓRUNS REGIÕES

Desenvolvimento

Parabéns ao Estadão pela iniciativa de realizar fóruns sobre as regiões do País. A Região Nordeste apresenta índices de crescimento acima da média do País, entre outros motivos, pelo discernimento de governadores e governadoras que enxergaram na política de concessão de incentivos fiscais a possibilidade de atrair indústrias e, assim, iniciar o processo de redução das desigualdades regionais. Falta apenas regulamentar em lei federal com regras claras e limites estipulados para que investimentos que estão na gaveta possam gerar maior crescimento e desenvolvimento para o Nordeste, o Norte e o Centro-Oeste.

ANTONIO CARLOS MORO

ac.moro@adialbrasil.com.br

São Paulo

SELO VERDE

Cumprimentos

Toda a cadeia produtiva do nosso querido Estadão, da floresta de onde saem as árvores para a produção do papel às demais sequências elaborativas do prestigioso periódico, desde domingo possui o Selo Verde, importante título e honraria, só concedida a empresas como a que produz o jornal e suas correlatas. Remetemos os nossos cumprimentos e temos a certeza de que a homenagem mais impulsionará o Estadão a atingir maiores objetivos, sempre alegrando seus milhares de assinantes e leitores.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Sustentabilidade

Num tempo em que o planeta é cada vez mais ameaçado pelo desmatamento e pela agressão gratuita à natureza, é altamente louvável e digna de aplausos a iniciativa do Estadão de comunicar seu total envolvimento e comprometimento na impressão de seus jornais com as questões socioambientais e o tripé da sustentabilidade - socialmente justo, ecologicamente correto e economicamente viável. Ao exibir, doravante, o Selo Verde FSC® (Forest Stewardship Council - Conselho de Manejo Florestal), o Estadão nosso de cada dia faz jus ao seu proeminente papel na sociedade, comprovando a seriedade de sua administração e dando um exemplo marcante de engajamento e responsabilidade com o meio ambiente. Um belo papel!

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

Respeito ambiental

Parabéns ao Estadão, que passa a circular com Selo Verde, a certificação de que o papel utilizado provém de florestas manejadas de forma ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável. O jornal vem mostrar a outros segmentos que preservação não significa necessariamente perda de receita e de produtividade - uma das maiores desculpas de quem não se preocupa com o meio ambiente. O Estadão nunca nos decepcionou. Continua a trazer a melhor e isenta informação, tudo dentro do maior respeito ao meio ambiente. Parabéns!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Informação e ecologia

Merecedor, há mais de cem anos, do respeito dos leitores pela prática de um jornalismo independente e altamente determinado na qualidade da informação, o Estadão prima também pela preocupação com o meio ambiente. Mais do que justo neste momento cumprimentar sua direção pelo Selo Verde, comprovando que todo o papel utilizado na sua gráfica para impressão do jornal vem de florestas ecologicamente corretas. Exemplo a ser seguido. Parabéns!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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OUTRA VEZ, A TORMENTA DAS ÁGUAS

Numa perversa coincidência com o início da primavera, Santa Catarina volta a enfrentar as enchentes, com 4 mil desabrigados em 56 cidades. Fenômenos como as chuvas de granizo e os ventos fortes são inevitáveis, mas as cheias - que ocorrem em muitos pontos do Brasil - são previsíveis e mitigáveis. Exigem grandes investimentos e muito trabalho, mas sua solução é possível. O processo predatório de urbanização não é fenômeno brasileiro. Ocorre em toda parte do mundo. Os países desenvolvidos já resolveram os problemas com grandes investimentos em barragens e canais e criação de métodos de manejo das cheias. No Brasil existem inúmeras iniciativas baseadas em projetos internacionais, mas esbarram na crônica escassez de verbas, na falta de continuidade de um governo para outro, na burocracia e, por incrível que seja, até na corrupção. Sempre que chega o período das águas, as populações se põem em alerta, os políticos administradores e aproveitadores de desgraça fazem promessas e, passada a fase aguda, todos se esquecem. É preciso mais seriedade, continuidade, compromisso social, espírito público e solução. Resolver as enchentes é mais importante do que reforma política, julgamento de mensalões e todas essas coisas que ocupam a agenda e a atenção do governo e das autoridades.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CATÁSTROFE & IMPEACHMENT

O Corpo de Bombeiros de Rio do Sul (23/9, A1 e A13), instalado na margem do Rio Itajaí Açú, já deve estar submerso e a população, como sempre, abandonada pelo descaso dos péssimos governantes - o governador do PSD e os prefeitos do Alto Vale catarinense. Certamente a cada enchente o fundo do rio fica cheio de detritos, elevando o nível da calha e assim facilitando a próxima enchente - a não ser que o desassoreamento fosse feito imediatamente e continuamente; se o governo fez qualquer dragagem, onde estão os dados da mesma quanto ao volume de material retirado, seu local de depósito e, ainda, eventual rebaixamento da calha do rio? Os municípios fiscalizaram e reverteram as ocupações irregulares às margens do rio, restabelecendo a mata ciliar? O governo federal liberou o FGTS dos flagelados de setembro 2011, para calá-los - já que nada mais fez? Que a atual catástrofe anunciada seja a última e que a omissão que viceja em Santa Catarina e em todo o País passe a ser punida com o impeachment dos responsáveis.

Suely Mandelbaum

suely.m@terra.com.br

São Paulo

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AH, SE FOSSE NO BRASIL

Ângela Merkel se reelege na Alemanha e terá a tarefa honrosa de um terceiro mandato para dirigir o destino econômico e social do seu país. Não precisou do uso do populismo, das traquinagens contábeis e tampouco de ser leniente com corruptos ou culpar os americanos pela crise que se abateu sobre a zona do euro. Apenas nos seus dois mandatos, respeitou regiamente os recursos dos contribuintes, sendo implacável nas suas decisões e austera. Esteve sempre em sintonia com as leis de mercado, tendo os empresários de seu país como parceiros, sem que ditasse na canetada o preço dos combustíveis ou a lucratividade dos investidores. Ou seja, uma perfeita estadista, governando não para seu partido ou com objetivo único de se perpetuar no poder, mas com a transparência e a dignidade que uma sociedade deve sempre merecer. Será que, depois de 2014, teremos a capacidade de alojar no Palácio do Planalto um governante com a simplicidade e a competência de Ângela Merkel?

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A VITÓRIA DE MERKEL

A chanceler da Alemanha, Ângela Merkel, foi reeleita e irá continuar a governar o seu país nos próximos quatro anos. Sua vitória foi merecida, pois com políticas de austeridade conseguiu superar a crise global e fazer da Alemanha um dos melhores países para viver. Que inveja eu tenho dos alemães, como gostaria de poder votar na próxima eleição em alguém com a mesma competência de Merkel.

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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EXEMPLO ALEMÃO

A vitória nas eleições da Alemanha da sra. Merkel deve servir de exemplo a nós outros, aqui neste canto de mundo, como fala o papa Francisco. O respeito à vontade popular, apanágio da democracia, mesmo que os vitoriosos sejam criticados pelos que a eles se opõem, é o único caminho que as nações devem seguir para a construção de um desenvolvimento sustentado e da paz duradoura com que tanto sonhamos.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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DILMA E OBAMA

É duro viver num país emergente sob um governo incompetente, autoritário e arrogante. Este governo petista tenta esconder os pífios resultados na economia, na educação, na segurança, na saúde, na infraestrutura (comparados com os dos demais países emergentes) levantando uma nuvem de poeira nacionalista alimentada pelo atrito diplomático da chefona Dilma Rousseff peitando o presidente dos Estados Unidos. Dilma exige uma resposta convincente do governo americano sobre a espionagem feita pela Agência de Segurança Nacional (NSA) como condição para que ela confirme sua viagem aos Estados Unidos. E Obama, parece, tem mais o que fazer e com que se preocupar. Os petistas estão retomando temas e ações do tempo da guerra fria, quando o ódio aos imperialistas ianques era alimentado freneticamente pela esquerda. Aliás, o PT está revirando seu baú de velharias para tentar recriar a mística petista que se perdeu depois que o PT chegou ao poder e tentou nele se manter para sempre, através do mensalão. Ainda hoje, a clara submissão do Legislativo ao Executivo é a maior evidência de que o mensalão petista continua ativo, só tento mudado de técnica operacional.

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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UMA PÉSSIMA NEGOCIADORA

Se a presidente Dilma soubesse negociar, ela voltaria dos Estados Unidos com alguns bilhões de dólares a mais em novos negócios para o Brasil por causa da espionagem americana. Como a presidente Dilma não sabe negociar, o Brasil continuará sendo prejudicado por um governo incompetente e incapaz. Nas próximas eleições, veremos a xerifona, de camiseta do Che Guevara, bravateando sobre a grande vitória sobre os americanos.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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O OBJETIVO DE DILMA

Em todo este imbróglio sobre espionagem de Brasília pela NSA, ainda não vi qualquer menção de como souberam que estavam sendo espionados, e por quem. Antigamente, especialmente em tempos de guerra, sabia-se que havia espionagem só quando prendiam o espião (que provavelmente seria logo fuzilado). Mas como é que se sabe que suas comunicações na internet estão sendo vigiadas, e, principalmente, por quem? Será que aparecia uma nota no pé das mensagens "watched by NSA"? Obama disse que levará mais uns meses para terminar a investigação, mas não admitiu que houve espionagem americana nem se seria da NSA. Agora surgiu a ideia de que o cancelamento da viagem aos EUA pode ser bom para a campanha eleitoral de 2014, sendo esta a prioridade maior no momento, (governar? nem pensar). Vários conselheiros, incluindo Lula, aconselharam a presidente a cancelar a viagem, dando a desconfiar qual era a finalidade desta história.

Julian White

julian.white1@yahoo.com

Campinas

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CÓDIGO DE ÉTICA DA ESPIONAGEM

Consta que um código de ética da espionagem é algo que dona Dilma quer propor aos países na ONU, em sua próxima reunião. Com isso, ela está jogando areia nos olhos dos brasileiros que assistem a enormes roubos do erário, problemas na saúde e educação, falência do governo na execução de obras públicas, a volta da inflação, o baixo crescimento e a perda de confiança no governo e no País, só para citar alguns itens que compõem a completa degradação dos serviços e administração pública no Brasil. Além de ridícula, a presidente Dilma será muito provavelmente alvo de chacota dos participantes da reunião. Não é possível imaginar uma nação solicitando autorização a outra para espionar a indústria, por exemplo. Ou ainda pedir que suspendam a espionagem da vida íntima de um presidente. Não posso acreditar que dona Dilma vá propor algo que chega a ser "ridículo" como isso. Assim como o Brasil tem vários serviços desse tipo, outros países têm serviços de segurança que são a parte mais importante de sua defesa. Com a informática, os serviços de inteligência tornaram-se muito mais eficientes. Seria bom que dona Dilma esquecesse as eleições por um momento, para pensar mais seriamente nesse assunto.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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ATENTADO NO QUÊNIA

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) - representante da comunidade judaica brasileira - condena, com profunda indignação, o atentado terrorista que vitimou dezenas de pessoas em um shopping Center em Nairobi, no Quênia. O terrorismo hoje atua em qualquer parte do planeta - como vimos há 19 anos na Argentina, bem como na Índia, na França, na Bulgária e no Paquistão, entre outros, fazendo vítimas de várias nacionalidades e várias religiões. O mundo democrático precisa redobrar esforços e intensificar a vigilância para combater o terror, sempre injustificável. É importante lembrar que estamos às vésperas de importantes eventos internacionais no Brasil, que costumam chamar a atenção de extremistas. Sempre atuante em causas humanitárias em qualquer parte do mundo, Israel ofereceu pronta ajuda às autoridades quenianas para o resgate dos reféns. O Estado judeu realiza importantes projetos de ajuda humanitária no Quênia. A Conib manifesta solidariedade às famílias das vítimas e também ao Quênia, que já foi alvo de atentados terroristas no passado.

Claudio Lottenberg, presidente

conib@conib.org.br

São Paulo

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OS INSURGENTES

No "Fórum dos Leitores" de ontem (23/9) se manifestaram vários colegas meus de percalços em relação aos planos econômicos das eras de Sarney e Collor de Mello e da não liberação das correções das poupanças relativas a estes. Quero informar e ressaltar o seguinte: a não liberação de nosso dinheiro se deve a um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em especial, o lulista Dias Toffoli, que, quando de sua então recente entrada no STF, em setembro de 2010, pediu vistas de todos esses processos e os adiou para o dia de "São Nunca". Outro acontecimento posterior a este foi uma ordem dada por Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, ao STF de que não desse o parecer favorável aos poupadores em virtude da crise externa, o que poderia acarretar "enormes prejuízos às instituições financeiras do Brasil". Como foi mencionado num desses comentários no "Fórum dos Leitores", muitos irão receber esse dinheiro no cemitério. Corrigindo: irão, não, alguns já estão para recebê-lo no cemitério, graças ao ministro Dias Toffoli e a Alexandre Tombini, por não terem a menor condescendência para com todos os poupadores lesados por Sarney e Collor em suas "viagens alucinadas". Contra os embargos infringentes do STF, que tal os poupadores lesados de todo o Brasil se unirem (os insurgentes) contra tudo isto que aí está, para que o STF libere esse dinheiro, que nos pertence de fato e de direito, em vez de ficar assando pizzas em favor dos mensaleiros de Lula e sua trupe?

Boris Becker

borisbecker54@gmail.com

São Paulo

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SOMOS RELES MORTAIS

O leitor sr. Milton José Andreozzi reclamou, neste "Fórum": "Por que não recebo as perdas da caderneta de poupança do Plano Verão de 1989?". Assim como minha esposa, o senhor vai esperar na fila até que todos os embargos sejam negados pelo STF. Pouco antes de mais uma etapa do julgamento do mensalão, o novato ministro Luís Roberto Barroso afirmou: "Verificado o caráter protelatório, declara-se o trâmite em julgado". Neste caso dos banqueiros, como no dos envolvidos no mensalão, estão sendo julgados os poderosos. Portanto, meu amigo, resigne-se, pois infelizmente somos reles mortais, apenas pagadores de impostos. "Aliud est facere, aliud est dicere" (do dizer ao fazer vai muita distância).

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho

albcc@ig.com.br

São Paulo

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VOTO IMPRUDENTE

O ministro do STF Celso de Mello, ao aceitar os embargos infringentes em seu voto, no julgamento do mensalão, renunciou à prudência, ou seja, desprezou a essência da hermenêutica jurídica. E prudência, aqui, alcança seu sentido mais amplo, aristotélico. Não se trata de simples cautela, significa enfrentar a realidade e, com base nela, tomar a decisão certa para o momento. Preferiu apegar-se a um regimento interno e fechar os olhos à realidade de um processo que se arrasta há anos, que já foi analisado minuciosamente pela Corte e que se encontra ameaçado pela prescrição de crimes, para deleite dos réus. Preferiu tapar os ouvidos ao clamor da sociedade brasileira, que tem de ser levada em conta, sim, porque também faz parte da realidade, que o bom interprete da lei não pode descartar. Direito não é Matemática, a "estrita legalidade" tão mencionada pelo ministro é uma visão míope e medíocre de um processo tão relevante. Um Judiciário que não serve ao povo perde sua legitimidade.

Dalila de Mello Cardoso Vieira

dalilamelloc@hotmail.com

Alfenas (MG)

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A PETULÂNCIA DE UM CONDENADO

Chama a atenção dos cidadãos de bem as palavras desrespeitosas usadas por João Paulo Cunha, político brasileiro que, em agosto de 2012, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal pelos crimes de peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, referindo-se ao STF e, em particular, ao ministro Joaquim Barbosa ("Se ele quer disputar a opinião pública, que entre num partido e dispute eleição. Ele não pode ficar, da cadeira de presidente do Supremo, falando bobagem", "Estadão", 22/9, A6). Esse mesmo deputado já havia se mostrado inconformado com a nomeação do ministro pelo ex-presidente Lula, por motivos impronunciáveis. Eis aí o resultado do voto do ministro Celso de Mello: os culpados e condenados se sentem com o direito de se expressar com descalabros, desrespeitosamente ameaçando os senhores ministros. Têm a certeza de que os embargos infringentes os inocentarão, pelo tempo que levarão par a ser executados. A petulância de alguns réus chama a atenção pela "infringência".

Leila E. Leitão

São Paulo

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DE CHORAR

Comovi-me até as lágrimas com a entrevista do nobre deputado João Paulo Cunha. Como é possível um Estado que se declara democrático de direito submeter um inocente a tanto martírio comparável ao de Cristo? Quando a Justiça se restabelecer na história deste país, será necessário criar uma pensão vitalícia para reparar o sofrimento destes mártires do mensalão. A pensão será votada secretamente, claro, e a lei se chamará João Paulo da Cunha, e incluirá o ex-presidente Lula, que sofreu danos morais.

Cloder Rivas Martos

closir@ig.com.br

São Paulo

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PUBLICIDADE

Lendo as alegações de João Paulo Cunha no "Estadão" de domingo, notei que em momento algum ele fala sobre o denunciante, o sr. Roberto Jefferson. Outro detalhe: um anúncio custa, pela tabela, R$ 416.832,00. João Paulo diz morar na periferia de Osasco e que não é poderoso. Bom, quem poderia pagar tal quantia, se não um poderoso? Agora tenho de me manifestar dizendo que apoio totalmente o sr. ministro presidente do STF, Joaquim Barbosa. Como os senhores deputados gostam de posar de bonzinhos, bonzinho não gasta essa quantia em propaganda. Este gasto de João Paulo é uma ofensa a seus eleitores e ao povo que o sustenta.

Manuel José Falcão Pires

manuel-falcao@ig.com.br

São Paulo

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SEM PROVAS

José Dirceu foi condenado sem provas, disse o jurista Ives Gandra da Silva Martins. Depois desta afirmação, definitivamente, não dá para acreditar em juristas.

José Carlos Alves

jcalves@jcalves.net

São Paulo

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DEFESA FORA DE HORA

Data vênia ao dr. Gandra, mas uma pergunta não quer calar depois da defesa intempestiva, feita pelo jurista, do grande mensaleiro corrupto José Dirceu: de onde vieram R$ 153 milhões e para onde foram? Não caíram do céu, certo? Lamentável a opinião do jurista agora. Perdeu a chance de ficar calado.

Alice Baruk

alicebaruk@bol.com.br

São Paulo

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AVALIAÇÃO

Um dos juristas mais respeitados do Brasil e que por certo é um antagonista do PT declara de forma clara que "não há provas contra José Dirceu no processo do mensalão". Uma afirmação que exige avaliação de quem lida nessa área.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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IVES GANDRA

Pelas palavras do eminente jurista, num dos mais importantes jornais do Estado de Sao Paulo, em 23/9, perguntaria se ele considera também o ministro Toffoli um grande jurista. Eu, pelo seu currículo, com todo o respeito à pessoa, o considero apenas um bacharel em Direito, sem nenhuma qualificação acadêmica ou científica para o cargo no Supremo.

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos

professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

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JUSTIÇA

Enquanto a China mostra ao mundo o que é justiça, condenando o ex-dirigente Bo Xilai à prisão perpétua pela prática de corrupção, além de desvio de recursos e abuso de poder, aqui, no Brasil, nossa Justiça, em manobra suja e indecorosa, aceita embargos infringentes que, além de beneficiarem corruptos do caso mensalão, poderão adiar 306 ações, entre elas as de ninguém menos do que Paulo Maluf (PP-SP), Fernando Collor (PTB-AL) e Jader Barbalho (PMDB-PA). Simplesmente vergonhoso, não é?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CHINA

O regime chinês não é exemplo para ninguém em várias áreas, mas definitivamente na punição aos corruptos deve ser seguido. Em apenas seis meses, sentenciaram a prisão perpétua um político do alto escalão, pego com a "mão na cumbuca" do dinheiro público. E sem direito a embargos infringentes. O voto do "deu o cano" Celso de Mello foi a maior decepção, e suas consequências serão nefastas. A história não o perdoará.

Mário Issa

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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VIVA A DIFERENÇA!

Certamente o ministro Celso de Mello, do STF, leu no "Estadão" de ontem (23/9) que o Tribunal Intermediário de Jinan, no leste da China, sentenciou o político Bo Xilai à prisão perpétua no domingo, condenado por suborno, desvio de dinheiro e abuso de poder. Sem embargos.

Cláudio Moschella

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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QUANDO A JUSTIÇA FUNCIONA

O governo chinês condenou, por corrupção, o líder do partido comunista Bo Xilai à prisão perpetua. Enquanto isso, no Brasil, os mensaleiros acusados de corrupção e outros crimes escarnecem da opinião pública e continuam a receber benesses.

Ondina A. Iorio Ferraz

saferrazjr@gmail.com

São Paulo

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CAFEZINHO

Já que a moda é importar, vamos trazer corruptos da China por apenas US$ 3.000.000,00. Bo Xilai foi condenado à prisão perpétua. Isso, aqui, é dinheiro de cafezinho. Acorda, Brasil!

Angelo Antonio Maglio

angelomaglio@terra.com.br

Cotia

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SUPREMA IMPUNIDADE

Que a corrupção sempre existiu e continuará existindo na história da humanidade, isso é indiscutível. Ela é inerente a uma parcela da sociedade e, de certa forma, azeita a engrenagem do sistema político em todo o mundo. Portanto, debelar a corrupção é algo impossível, porém aquilo que encoraja os corruptos a agirem pode perfeitamente ser combatido: a impunidade. Entretanto, não será com uma Justiça submissa a um partido político que estaremos golpeando o crime. É indiscutível que o que o governo do PT faz com as instituições, inclusive com o Congresso Nacional e até o Supremo Tribunal Federal, nada mais é do que aparelhamento de Estado, como Hugo Chávez fez na Venezuela, Evo Morales na Bolívia, Cristina Kirchner na Argentina e Rafael Correa no Equador. Seria cômico, se não fosse trágico, ver a que ponto chegou esta parte da América Latina, sendo governada por "socialistas bolivarianos do século 21". Quanto ao voto de Celso de Mello, pergunto e respondo: o que poderíamos esperar de alguém nomeado por José Ribamar Sarney? Suprema impunidade.

Sandro Ferreira

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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O RECURSO DO MENSALÃO

Consultando o dicionário, me deparei com a palavra "palavrão", cujo significado é: um grupo de palavras que são consideradas vulgares, utilizadas para xingamentos ou para expressar raiva. Pensando bem, cheguei à conclusão de que aprendi um novo palavrão: "embargos infringentes".

Jorge Eduardo Nudel

jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

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SEGUNDO TEMPO

Este segundo tempo do julgamento do Mensalão - empregando imagem cara ao petismo culto - não começa no 0 x 0. Eu diria que os mocinhos entram vencendo os quadrilheiros, por 5 x 4. Resta saber a estatura real de Rosa Weber e de Celso de Mello. Deus proteja todos os bons ministros, não permita que adoeçam nem que morram, porque substituí-los, neste momento, será desastroso. Num futuro próximo, também.

Roberto Maciel

rvms@oi.com.br

Salvador

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VAI SER DIFÍCIL...

Ainda sobre o mensalão: Como explicar às nossas crianças que o crime não compensa?

Walter A. Lopes

walteralopes@uol.com.br

São José dos Campos

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LAMBANÇA NO FINAL DO JOGO

Como o decano não de um time de futebol, mas do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello faz lambança no final do jogo. O mais experiente jogador mantém o time com o firme propósito a que veio fazer, ganhar e viver em harmonia. O caipira, no bom sentido, de fala arrastada de Tatuí (SP), na hora de falar, ficou mais de duas horas de lengalenga. Resultado, o objetivo do time, por bandido na cadeia, chutou para fora, o último pênalti. Bandidagem continuará a solta. E ainda, agradou aqueles encrenqueiros de bar e deixou as pessoas de bem, chateadas, ou seja, não se importou com as verdadeiras amizades conquistadas ao longo caminho da vida. Penso com os meus botões: alguns envelhecem e se tornam sábios e ao redor de verdadeiros amigos, já outros, apenas, se tornam casmurro, envelhecem e ficam sós. Bom, isso faz parte da laboriosa, mas querida e bela, democracia. Camarada, Vossa Excelência senhor juiz ministro Celso de Mello, espero realmente que, no fim do caminho, quando olhar para trás, possa dizer: eu fiz o melhor para o meu país. Ah, e que tenha verdadeiros amigos.

Moacir de Vasconcelos Buffo

moacirbuffo@gmail.com

Campinas

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A CORRUPÇÃO INSTITUCIONALIZADA

Durante a primeira parte do julgamento da Ação Penal 470, o mensalão, fui tomado de um entusiasmo intenso com a participação do ministro Celso de Mello. Comentei com diversas pessoas que os conterrâneos do ministro deveriam ter grande orgulho de sua postura. Mas agora constato que errei em minha avaliação. Se, como cheguei a pensar no orgulho de seus conterrâneos, hoje eu tenho certeza da vergonha de todos os brasileiros com a sua decisão. A minha decepção é maior porque achei que o Supremo não estava contaminado com o descaramento do lulopetismo, que institucionalizou a corrupção, comprou e desmoralizou o Congresso e Nacional e está controlando cada vez mais a mídia. O Supremo era minha última esperança de moral, ética e seriedade no Brasil. O que nos resta agora? Vergonha de ser brasileiro.

Erminio Parisotto

betedarim@ig.com.br

São Paulo

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PRIMEIRA VEZ

Aos quase 70 anos de idade, pela primeira vez tive vergonha de ser brasileira.

Maria Esmene Comenale

esmene@gmail.com

Cananéia

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DECEPÇÃO DE CONTERRÂNEO

A decisão do ministro Celso de Mello praticamente libera a roubalheira, basta apenas contratar um excelente advogado que estará tudo bem, sem risco de condenação. Vai passar para a história como aquele que liberou a quadrilha que tentou subjugar a democracia e é especialista em locupletar-se no poder. Essa decisão carimba com letras garrafais que o julgamento do mensalão será lembrado como o triunfo da impunidade no Brasil! Triste... muito triste mesmo. Imagino o sentimento dos tatuianos, como eu.

Oswaldo Avallone Filho

São Paulo

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INTERESSES ACIMA DAS INSTITUIÇÕES

O STF mostrou que o Brasil não tem instituições, apenas interesses. Vergonha.

Frederic Stiebler Couto

fred@programma.com.br

São Paulo

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TRAGÉDIA GREGA

5.º Ato - A Supremacia da Suprema Corte. A corte ignora o clamor popular e se submete às exigências da Suprema corte. O povo está nu!

Clézio D. Goulart

clezio_goulart@yahoo.com.br

São Paulo

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JULGAMENTO DO JULGAMENTO

Infelizmente, inaugurou oficialmente a Pizzaria STF. Onde juízes não sabem julgar, pois na mais alta corte têm de fazer um novo julgamento. Vergonha é o que o Brasil está sentindo. Estamos de luto.

Luiz Hirschmann

luizth50@gmail.com

São Paulo

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PIZZA À STF

Nunca vi uma receita de pizza tão longa, tão recheada por complicados termos jurídicos e cujo resultado vai engordar a fila de desmandos e corrupção deste Brasil...

Valdir Pricoli

cambuci@yahoo.com

São Paulo

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PIZZAIOLOS

Os ministros do STF ganharam o diploma de maiores pizzaiolos do País.

Valter Gali

vgali@concili.com.br

São Paulo

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REPERCUSSÃO

Sobre a nefasta decisão pró-crime do STF, tenho algumas perguntas: 1) Quem pode pedir suspeição do advogado do PT, à época do início do crime, e depois subordinado de Zé Dirceu, Dias Toffoli? 2) E de Luis Barroso, que já antecipou seu juízo de valor durante o julgamento dos embargos de declaração e dos infringentes? 3) E de Rosa Weber, que já declarou sua admiração pessoal pelo condenado José Genoino? 4) Alguém pedirá a suspeição desses três, pelo menos? 5) Um terceiro interessado pode pedir a suspeição desses? 6) E a suspeição dos "magistrados" que não participaram do julgamento do caso e já dispõem de preconceitos adquiridos via notícias da imprensa e do partido-quadrilha? 7) O que disse a OAB sobre o caso? 8) O que disse a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sobre o caso? 9) O que disse a Associação Brasileira de Imprensa sobre o caso? 9) Qual foi a manifestação da União Nacional dos Estudantes (UNE) sobre o caso?

Marco Antonio Castilho

macstlho@terra.com.br

São Paulo

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DECISÃO QUE CAUSA INDIGNAÇÃO

Como não se pronunciar a respeito da vergonha nacional e internacional da decisão do STF? Nunca antes tivemos tantas notícias sobre a corrupção descarada. Está na hora de o povo brasileiro mudar e começar a pesquisar, estudar, se informar a respeito dos nossos governantes e de nosso país. É preciso não se esquecer de que o novo julgamento não significa uma alteração na condenação dos réus. O poder supremo de um partido político é perigoso para a Nação. Em outubro do próximo ano, teremos novas eleições, e é nesse momento que o povo brasileiro deve, além de exercer seu direito ao voto, demonstrar a sua real indignação. Muitos acreditam que nada adianta e que não há solução, que todos são desonestos, mas a verdade é que a população tem o poder para mudar. É preciso uma conscientização geral, é preciso também valorizar aqueles que estão realmente lutando em favor da população, aqueles que estão tentando, apesar dos imensos obstáculos. Cada cidadão deste país deve amar e respeitar o Brasil, pois dependemos e precisamos deste país, é aqui que se encontra a família de cada um, a vida, o trabalho, e todos devem respeito a essa Pátria. O problema de nosso país está em nós mesmos, temos de ir além de nos indignarmos com as situações de que discordamos. É preciso que cada ser humano ame e respeite o seu próximo. Havendo o amor e o respeito ao próximo, a corrupção se extinguiria, os crimes deixariam de existir, os males que sofremos acabariam. Um único sentimento, amor, poderia mudar nosso Brasil. Finalizo com um trecho de nosso Hino Nacional: "Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!"

Lanna Vaughan Romano

lannaromano@hotmail.com

Florianópolis

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MAIS UMA ARRECADAÇÃO RECORDE

Essa inacreditável arrecadação de R$ 83,9 bilhões ocorrida em agosto de 2013, batendo o recorde do mês, ocorreu mesmo após e apesar das inúmeras desonerações feitas pelo governo para melhorar o cenário da nossa economia, sem que isso tenha acontecido. O governo arrecada muito e mal, e gasta demais e pior ainda. Pobre Brasil! Pobres brasileiros! Um povo que sua a camisa para sustentar um governo incompetente e perdulário e não vê nenhuma perspectiva de mudança nesse quadro caótico.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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‘CIDADE LIMPA EM PERIGO’

Cumprimento o jornal "O Estado de S. Paulo" pelo editorial "Cidade Limpa em perigo", publicado na segunda-feira, 23 de setembro, por entender que o combate à poluição visual aumenta sua chance de eficácia quando a grande imprensa se envolve diretamente com a questão, especialmente em se tratando da capital paulista, coração desta megacidade São Paulo. No entanto, faço as seguintes observações: a própria gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab foi muito leniente com a infração de material publicitário irregular. Combateu os outdoors tradicionais, mas pouco alterou o combate aos infratores de banners, faixas e cartazes, os quais se sentem muito à vontade para continuar divulgando seus telefones, muitos dos quais são os mesmos há quase dez anos. Some-se a isso o volume de material reciclável disperso pelas vias públicas, resultado tanto de sacos de lixos rompidos, bem como lixeiras públicas vandalizadas, além do que é resultado da própria falta de educação de muitos cidadãos em diversos níveis sociais. Em relação à atual gestão, do prefeito Fernando Haddad, constato que esta maximiza o descaso da Prefeitura em relação ao assunto. Finalmente, é possível afirmar que não há política pública nesta matéria, especialmente quando esta depende tão somente de ações (reclamações) da cidadania. A Prefeitura paulistana apenas reage (e tardiamente) às situações mais alarmantes.

Rui Tavares Maluf

rtmaluf@uol.com.br

São Paulo

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ATITUDE TÍPICA

A maior realização do prefeito Gilberto Kassab, a lei "Cidade Limpa" está sendo abandonada pelo prefeito Fernando Haddad. Numa atitude típica das administrações petistas, que costumam desvalorizar os acertos das administrações anteriores, o prefeito Haddad passou a liberar a colocação de uma série de novos tipos de "outdoors" que começam a emporcalhar novamente o visual da cidade de São Paulo. Decerto pensando na arrecadação com os impostos gerados pela propaganda, o poste n.º 2 de Lula está pouco se lixando para a excelente lei "Cidade Limpa", criada e implantada com enorme esforço pela administração anterior e aprovada pela sociedade paulistana.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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AS PROPAGANDAS DE HADDAD

Realmente, é preciso reagir com rapidez ("Cidade Limpa em perigo", "Estadão", 23/9, A3) para impedir que o governo hegemônico do PT na Prefeitura e na Câmara de São Paulo, ao que parece aliados aos publicitários, volte a poluir nossa cidade, descaracterizando a Lei Cidade Limpa, um dos mais preciosos direitos dos paulistanos tardiamente conquistados. É com tristeza que vejo todas as nossas avenidas aos poucos sendo invadidas por placas de anúncios luminosos com a desculpa de informar as horas, sadicamente nos alertando de que estamos atrasados por causa do trânsito que não anda.

Álvaro Borges

alvaro.jborges@gmail.com

São Paulo

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LEI CIDADE LIMPA

No momento em que nossos jovens crescem num ambiente dominado pela sujeira, tangível e intangível, sobretudo na política, não podemos amolecer com essa lei, que resgatou nosso orgulho em ser paulistano. Não temos a beleza do Rio de Janeiro, das praias do Nordeste nem das cidades típicas do Sul. Por isso mesmo essa lei foi importante, por nos permitir voltar a enxergar a beleza de São Paulo.

Otávio V. de Freitas

otaviovf@gmail.com

São Paulo

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PARA INGLÊS VER

A questão do meio ambiente é realmente um problema dos grandes centros urbanos com alta densidade demográfica e alta geração de lixos concentrados. Atende-se o consumo industrialmente, mas não se tratam os "lixos" também industrialmente, e onde se faz algo, é de forma tribal ou artesanal. A questão não é propriamente da ciência, que trabalha de acordo com a demanda de evolução tecnológica. Se não se "exige" tratamento do lixo, não haverá empreendedor que de fato aciona a ciência. O sistema de governo ainda é o mesmo de Adão e Eva, de caciques e pajés. O sr. Haddad é um caciquezinho cuja função partidária é de fato angariar votos para a próxima eleição. Imagine o cidadão entrar de cabeça no cumprir leis, que começaria pelo próprio governante. A tática petista é "leis? Ora leis...", claro que a Cidade Limpa petista é apenas para inglês ver.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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A VASSOURA NAS MÃOS DO POVO

Será que o PT está compactuando com a sujeira em São Paulo? A sujidade é algo que se espalha e precisa ser combatida, mas a vassoura está nas mãos do povo, que precisa se mobilizar.

Everson Rogério Pavani

roger.advog@gmail.com

São Paulo

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MAIS FUNCIONÁRIOS PARA AS ESTATAIS

No governo da presidente Dilma Rousseff (PT), as empresas estatais patinam, com redução de investimentos e lucros, mas têm 40 mil novos funcionários. Banco do Brasil, CEF, Correios, Petrobrás e Infraero são os maiores empregadores federais. As empresas estatais precisam, acima de tudo, prestar bons serviços públicos à população e alavancar o desenvolvimento do País. Devem ser saudáveis financeiramente, bem administradas, pautadas pela competência, boa gestão, com planejamento estratégico e profissionalismo. Infelizmente, essa não é a regra do que ocorre no setor público no Brasil. Muitas estatais ainda são usadas como cabides de emprego ou moedas de troca por políticos e partidos. Não se pautam pela excelência dos serviços prestados nem atuam em benefício do povo e do País. 40 mil novos funcionários em estatais no governo Dilma são um bom retrato do uso político das estatais. A débâcle da Petrobrás no governo Dilma é o melhor retrato do que não se deve fazer e de como não se deve usar uma empresa estatal para fins político-eleitorais.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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A VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES

Pelo visto, o problema da educação na maior cidade da América Latina está na péssima escolha do secretário da Educação paulistana. Recém-nomeado secretário da Saúde, David Uip acena com salários entre R$ 16 mil a R$ 20 mil para médicos que farão concurso para uma jornada de 40 horas semanais. Os médicos merecem, pois já foram muito maltratados. Desde a era Orestes Quércia até a data de hoje a educação vem sendo negligenciada pelos governos paulistanos. Tive conhecimento de que nos cursos de Pedagogia, que atualmente não atraem quase ninguém para o ofício de ensinar, os estudantes estão tendo aulas de Português porque o nível dos universitários é de 5.ª série. Se com os futuros professores que em breve frequentarão uma sala de aula a situação é precária, dá para imaginar o nível dos alunos, não é? Por que o aluno das boas escolas particulares aprendem? Porque os professores têm toda assessoria pedagógica, condições dignas de trabalho e são muito bem pagos. Pobre do país que relega a educação a segundo plano, está enterrando de vez o progresso e a oportunidade de caminhar para o Primeiro Mundo. Submeter um professor a trabalhar por 40 horas semanais, sem condições estruturais, onde a violência chegou à sala de aula e muitos professores até apanham dos alunos, para no fim do mês receber um mísero salário, cerca de R$ 1 mil, é chamar o professor de trouxa. O professor não quer apenas ganhar bem, ele quer ser respeitado e o governo, por sua vez, deveria fazer concursos públicos e exigir boas aulas. Os alunos não podem ser cobaias a vida inteira dessa política perversa que privilegia o rico e ignora os pobres. Em 2014 teremos nova eleição para o governo de São Paulo, o candidato que tiver uma proposta de valorização para os professores e para a educação ganhará a eleição. Hoje em dia dizer que é professor é motivo de vergonha, pois muitas pessoas chegam a ter pena do professor. O professor de escola pública está desmoralizado e doente, muitas escolas estão sem professores até hoje. Até quando vamos suportar o velho discurso conhecido de toda a sociedade: o professor finge que ensina, o governo finge que paga e o aluno finge que aprende? Já passou da hora de aparecer um revolucionário que queira dar uma virada na educação deste país. A quem interessa um país de analfabetos? Aos governos, pois dirigir uma massa de ignorantes é mais fácil, custa pouco e sobra mais dinheiro para a corrupção.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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OMISSÃO, IRRESPONSABILIDADE E TRAGÉDIA

Merece ser classificada como irresponsável a postura da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) diante do assassinato de um estudante em festa realizada no campus. A festa teria sido organizada por rádio clandestina que funciona dentro da universidade, fato que, em si, já denota outra forma de prevaricação, dada a omissão ou conivência explícita com uma ilegalidade. Argumentar que o evento não foi autorizado não justifica a omissão diante da invasão do local por milhares de pessoas, inclusive bandos de punks e delinquentes armados. Mais hipócrita ainda foi a tentativa de transferir a responsabilidade para a Polícia Militar (PM), alegando que esta teria sido solicitada, mas não teria atendido ao chamado. Havendo inquérito com um mínimo de seriedade, ou seja, nada parecido com aqueles que apontaram como crimes comuns os assassinatos de Toninho e Celso Daniel, espero que o prefeito do campus seja indiciado como cúmplice desse assassinato bárbaro, para que fique bem patente que a universidade não pode ser transformada numa savana africana, onde a única lei é a das bestas feras que se escoiceiam até a morte.

José Benedito Napoleone Silveira

nenosilveira@aim.com

Campinas

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